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Os sete gatilhos mentais que fazem você procrastinar, e o que fazer para superá-los.

Como de costume, Fernanda está cedo no trabalho. Logo que chega à sua mesa, observa
um post-it no monitor lembrando uma de suas tarefas: o relatório de distribuição. Trata-
se de uma pesquisa que ajudará no planejamento da empresa para os próximos três
meses. Esse importante documento está sob a responsabilidade dela. Essa atividade
demanda tempo e uma atenção especial, mas o prazo de entrega termina só daqui a 11
dias, e não é a primeira vez que Fernanda faz esse relatório.

“Além disso, ainda tem tanta coisa pra fazer! Atender ao telefone, participar de
reuniões, receber clientes… Ah! E tenho que ver meus e-mails também, né?!”, justifica-
se internamente.

A semana vai passando e, toda vez que ela observa o papelzinho, vem aquela sensação
de que está perdendo tempo. Mesmo assim, seu dia passa e, apesar de mexer numa
planilha ou outra, o tal relatório quase não anda.

Quando Fernanda chega ao final de cada dia e pensa em tudo o que fez, parece que suas
horas não renderam. Mais do que isso, ela percebe que nem mexeu no que deveria ser
sua prioridade.

A situação descrita acima é familiar para você?

Planejar seu dia, elegendo as prioridades, é uma das tarefas mais necessárias.
Aparentemente, nem tão difícil assim. Porém, é uma das grandes dificuldades
enfrentadas hoje em dia, especialmente no ambiente corporativo.

Se você se reconheceu nessa situação, saiba que seu vilão já foi identificado. Ele se
chama procrastinação, que é o ato de substituir ações de alta prioridade por outras de
menor relevância ou, ainda, a troca de uma tarefa importante por algo que dê prazer,
mesmo sabendo que deixar para depois não seria uma boa ideia.

“Vou ver só um vídeo no YouTube e já já começo.”

“Só um cafezinho e já volto…”

“Tenho que responder a essa mensagem logo, senão…”

Que atire a primeira pedra quem nunca tomou uma dessas atitudes!

Admito. Quantas vezes eu fui assistir a um tutorial e acabei vendo os trailers dos
lançamentos da semana no cinema.

A procrastinação é uma atitude humana e totalmente compreensível. Mas não tenho


dúvidas de que, diante de situações como essas, quem domina a si mesmo e muda suas
prioridades sai na frente.

A razão pela qual as pessoas procrastinam é a recompensa instantânea na forma de um


alívio imediato. Por não começar uma tarefa que você sabe que demanda mais de você e
que vai gerar estresse, sente-se uma sensação de alívio que, embora temporária, não
deixa de ser muito real e satisfatória.

Quando você adia a resolução da questão, deixa para depois alguma sensação ingrata,
algo que o ameaça.

É um comportamento que, muitas vezes, começa muito cedo na vida. Como você se
sente “recompensado”, acaba virando um hábito que pode afetar você desde a infância,
passando pela adolescência e interferindo nas suas relações com o trabalho e com as
pessoas na vida adulta.

A criança diz que está se sentindo mal e falta uma prova; como recompensa, joga
videogame.

O adolescente não fala com a menina que gosta dela; como recompensa, não corre o
risco de ser rejeitado.

A adulto deixa de dar opinião durante uma reunião de trabalho, assim não precisa se
expor e debater com os colegas.

Em todos esses casos, a recompensa foi imediata e fez a pessoa se sentir bem. Então, a
pessoa continua a agir da mesma forma quando confrontado com uma situação
desagradável ou ameaçadora.

A recompensa imediata sempre estará disponível, e você já conhece o caminho até ela.
O pulo-do-gato é olhar para além deste comportamento. Comprometer-se consigo
mesmo e identificar os tipos de tarefa que você está tentado evitar. Daí, definir
estratégias para superar a procrastinação.

A solução está mais perto do que imagina. Está em você, na sua mudança de atitude
perante a vida. Mas, para isso, temos que superar alguns vilões que carregamos dentro
de nós: os gatilhos metais.

Que bom que você chegou até aqui e agora vai saber como começar a superar a
procrastinação. Dê essa oportunidade a mais pessoas. Compartilhe esse artigo agora!

Gatilhos mentais: os sete vilões da procrastinação

É importante saber que a procrastinação torna seu dia menos produtivo. Com o tempo,
mancha sua reputação profissional e lança sobre você o estigma de alguém que atrasa
prazos e não consegue cumprir as metas. Dessa forma, você fica desmotivado e pode até
entrar em depressão.

Chega de adiar projetos e postergar a resolução de tarefas. Esta deve ser a atitude de
quem deseja fazer diferente, evoluir no âmbito pessoal e profissional e mudar o jogo.

Há sete gatilhos comuns que levam as pessoas a adiar determinadas tarefas. São eles:

1- A tarefa parece chata ou sem sentido;


2- A tarefa envolve um possível confronto;

3- Você se ressente da responsabilidade;

4- A tarefa parece esmagadora;

5- Você não sabe como proceder;

6- Você tem medo do fracasso;

7- Você tem medo de sucesso.

Dependendo da tarefa, mais de um gatilho pode ser disparado. O importante é que esta
lista ajude a começar a entender o que se passa com você e, a partir dela, saber o que
fazer.

Poderíamos aprofundar o assunto, explicar cada um dos gatilhos e analisar as situações


que levam as pessoas a achar um trabalho sem sentido ou ter medo de alcançar o
sucesso, por exemplo.

Passos simples podem fazer toda a diferença no seu dia a dia. Comece na noite do dia
anterior:

Antes de dormir, separe a roupa que irá usar no dia seguinte. Ter menos uma decisão
para tomar logo cedo abre espaço em sua mente e gera mais disposição no início do dia;

Ainda antes de se deitar, liste todas as tarefas que você tem para fazer no dia seguinte.
Mas estabeleça uma meta possível de ser cumprida em um dia. Encher de coisas a fazer
irá desanimar você;

Eleja as três mais importantes. Estas deverão ser feitas ainda pela manhã ou, se não for
possível finalizá-las até o meio-dia, serão as que terão sua atenção maior ao longo do
dia;

Para as outras tarefas com mais tempo para conclusão, já estabeleça prazo para cada
uma!

No dia seguinte, comece logo! Não deixe essas tarefas para depois . Com esses
pequenos passos, você terá melhor condição de eleger as prioridades quando outras
tarefas surgirem.

Vamos aprofundar a questão

Além de incluir iniciativas no dia a dia, é imprescindível fazer uma avaliação mais
profunda de si mesmo. Existem práticas mais profundas que vão promover mudanças
em todos os aspectos da nossa vida. A solução está no autoconhecimento.

Quando foi a última vez que você tirou um momento para pensar na sua vida? Quantas
vezes você analisou os fatos da sua vida que o trouxeram até aqui, neste lugar e neste
tempo presente?
Pare um momento e observe. Temos dentro de nós uma Voz Interior que nos guia
diariamente. Quando estamos sós, fica mais fácil percebê-la. O que essa voz diz a você?

“Isso é muito difícil pra mim.”

“Eu nunca vou conseguir.”

“Mas, que droga, ainda é quarta-feira!”

Pensamentos simples como esses só diminuem nossa autoestima. A qualidade dessa


Voz Interior é resultado do conjunto de situações e emoções que vivemos ao longo da
vida. Se estamos mais sintonizados com reclamações e pensamentos negativos, vamos
ser pessimistas. Assim, ficamos mais propensos a encarar os fatos de maneira mais
penosa e não queremos enfrentar os desafios da vida.

Temos que trabalhar para mudar esse padrão de pensamento, tomar o comando e
reeducar nossa Voz Interior.

O primeiro passo é reconhecer que temos um comportamento negativo. Só isso já vai


tirar parte do poder dele. A partir daí, devemos procurar iniciativas que contribuem para
nossa melhora. Procurar o auxílio de um psicólogo ou terapeuta pode ser decisivo.

Meditação, exercícios de respiração e yoga são exemplos de práticas que contribuem


para melhorar seu estado físico — libertam toxinas, melhoram a mobilidade e geram
relaxamento — e, o que é melhor, ainda promovem o autoconhecimento.

Por trás do medo de falar em público pode estar um trauma provocado na infância,
quando foi esquecido sozinho numa praça. Ou, ainda, se achar incapaz de realizar uma
tarefa pode ser fruto de uma educação humilhante em casa. Tomar conhecimento da
origem das nossas limitações, e agir para mudar, significa superá-las verdadeiramente.

Uma coisa é certa: a solução não está fora, e sim dentro de nós. Quando olhamos para
dentro, encontramos um universo a ser explorado. Muitas vezes, o que descobrimos
causa desconforto e traz lembranças desagradáveis, mas superá-las traz o benefício de
nos livrarmos das amarras que impedem nosso crescimento.

Depois de tudo, procrastinar deixa de ser uma opção, e a recompensa imediata já não
satisfaz. Estamos seguros para encarar os desafios e fortes para buscar novas conquistas.
Nossa Voz Interior reflete quem somos realmente.

O processo de mudança interior não é rápido, mas, quando iniciado, não tem volta.
Ganha-se uma confiança tão grande em si mesmo que você sempre vai querer mais.