Você está na página 1de 54

Aula 05

Legislação para o Setor de Meio Ambiente p/ IBAMA (Analista Ambiental) - Com


videoaulas

Professor: Rosenval Júnior


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

AULA 05:
Decreto nº 6.514/ 2008 e alterações
(Infrações e sanções administrativas ao meio ambiente)

SUMÁRIO PÁGINA

Teoria sobre Infrações Administrativas Ambientais e 2


alguns detalhes sobre crimes ambientais

Lista de Questões 24

Questões Comentadas 31

Resumo e MEMOREX 50

Olá, pessoal!
As aulas 04 (Crimes Ambientais) e 05 (Infrações Administrativas) são
muito importantes para vocês que estão estudando para o concurso do
IBAMA e pretendem ocupar o cargo de Analista Ambiental. São
importantes para a prova e para o exercício do cargo.
Bons estudos!!!
Prof. Rosenval Jr.
Estude até passar!

Operação do Ibama em que foram apreendidas mais de 7 toneladas de


barbatanas de tubarão pescadas ilegalmente, no Pará.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 1 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS - Art. 70 da Lei 9.605/98 e Decreto


6.514/08 com as alterações e acréscimos promovidos pelo Decreto
6.686/08

Considera-se infração administrativa ambiental, toda ação ou


omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção
e recuperação do meio ambiente.
Não é necessária a existência de dano ambiental, basta que a ação
ou omissão do agente infrinja a legislação administrativa ambiental,
existindo infração de dano e de perigo.
A aplicação de sanção administrativa (exercício do poder de
polícia) somente se torna legítima, em respeito ao princípio da legalidade,
quando o ato praticado estiver definido em lei como infração administrativa.

São autoridades competentes para lavrar auto de infração


ambiental e instaurar processo administrativo:
 Funcionários de órgãos ambientais integrantes do Sistema
Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA, designados para as
atividades de fiscalização,
 Agentes das Capitanias dos Portos, do Ministério da Marinha.
Qualquer pessoa, constatando infração ambiental, poderá dirigir
representação às autoridades competentes para que exerçam o poder de
polícia. A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração
ambiental é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante
processo administrativo próprio, sob pena de co-responsabilidade.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 2 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

(Cespe - Juiz Federal - 2011)


Para efeito de responsabilidade administrativa, considera-se
infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole
as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação
do meio ambiente, podendo qualquer pessoa que constatar infração
ambiental dirigir representação às autoridades competentes para
que exerçam o poder de polícia.

Gabarito: Certo

As infrações administrativas são punidas com as seguintes


sanções (Art. 72 da Lei 9.605/98 e Art. 3º do Decreto 6.514/08)

I - advertência;

II - multa simples (pode ser convertida em serviços de preservação,


melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.);

III - multa diária (será aplicada sempre que o cometimento da


infração se prolongar no tempo.);

IV - apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e


flora, instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de
qualquer natureza utilizados na infração;

V - destruição ou inutilização do produto;

VI - suspensão de venda e fabricação do produto;

VII - embargo de obra ou atividade;

VIII - demolição de obra;

IX - suspensão parcial ou total de atividades;

X - restritiva de direitos.

O infrator estará sujeito à aplicação cumulativa de sanções no


caso de cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações.
A multa simples será aplicada sempre que o agente, por negligência
ou dolo:

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 3 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

 advertido por irregularidades que tenham sido praticadas, deixar de


saná-las, no prazo assinalado por órgão competente do SISNAMA ou
pela Capitania dos Portos, do Ministério da Marinha;
 opuser embaraço à fiscalização dos órgãos do SISNAMA ou da
Capitania dos Portos, do Ministério da Marinha.
Os valores arrecadados em pagamento de multas por infração
ambiental serão revertidos ao Fundo Nacional do Meio Ambiente,
Fundo Naval, fundos estaduais ou municipais de meio ambiente, ou
correlatos, conforme dispuser o órgão arrecadador.
20% dos valores arrecadados em pagamento de multas aplicadas
pela União serão revertidos ao Fundo Nacional do Meio
Ambiente - FNMA, podendo esse percentual ser alterado, a critério dos
órgãos arrecadadores.

O agente autuante, ao lavrar o auto de infração, indicará as sanções


estabelecidas no Decreto 6.514/08, observando:
 gravidade dos fatos, tendo em vista os motivos da
infração e suas consequências para a saúde pública e
para o meio ambiente;
 antecedentes do infrator, quanto ao cumprimento da
legislação de interesse ambiental; e
 situação econômica do infrator.

Advertência

A sanção de advertência poderá ser aplicada, mediante a lavratura de


auto de infração, para as infrações administrativas de menor
lesividade ao meio ambiente, garantidos a ampla defesa e o
contraditório. Observem que o autuado sempre terá o direito de se
defender, de apresentar provas e de ser ouvido.
Mas, afinal o que seriam infrações administrativas de menor
lesividade ao meio ambiente?

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 4 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

São aquelas em que a multa máxima cominada não ultrapasse o


valor de R$ 1.000,00 (mil reais), ou que, no caso de multa por unidade
de medida, a multa aplicável não exceda o valor referido.
Caso agente autuante constate a existência de irregularidades a serem
sanadas, lavrará o auto de infração com a indicação da respectiva sanção
de advertência, ocasião em que estabelecerá prazo para que o infrator sane
tais irregularidades. Sanadas as irregularidades no prazo concedido, o
agente autuante certificará o ocorrido nos autos e dará seguimento ao
processo administrativo para apuração de infrações ambientais.
Caso o autuado, por negligência ou dolo, deixe de sanar as
irregularidades, o agente autuante certificará o ocorrido e aplicará a sanção
de multa relativa à infração praticada, independentemente da
advertência.
Importante dizer, que a sanção de advertência não excluirá a
aplicação de outras sanções. Ficando vedada a aplicação de nova sanção
de advertência no período de três anos contados do julgamento da defesa
da última advertência ou de outra penalidade aplicada.

Multas

A multa terá por base a unidade, hectare, metro cúbico, quilograma,


metro de carvão-mdc, estéreo, metro quadrado, dúzia, estipe, cento,
milheiros ou outra medida pertinente, de acordo com o objeto jurídico
lesado.
A multa simples será aplicada sempre que o agente, por negligência
ou dolo:
I - advertido por irregularidades que tenham sido praticadas,
deixar de saná-las, no prazo assinalado por órgão competente do
SISNAMA ou pela Capitania dos Portos, do Ministério da Marinha;
II - opuser embaraço à fiscalização dos órgãos do SISNAMA ou
da Capitania dos Portos, do Ministério da Marinha.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 5 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

O valor da multa será de no mínimo de R$ 50,00 (cinquenta


reais) e o máximo de R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de
reais).
Além da multa simples, é possível a aplicação da multa diária
sempre que o cometimento da infração se prolongar no tempo.
O valor da multa-dia NÃO poderá ser inferior a R$ 50,00 (cinquenta
reais) nem superior a 10% (dez por cento) do valor da multa simples
máxima cominada para a infração.

Valor mínimo da multa-dia = R$ 50,00


Valor máximo da multa-dia = 10% do valor da multa simples
máxima cominada para a infração.

Por exemplo, se a multa simples máxima da infração cometida for de


R$ 50.000.000,00, fazendo as contas teremos que o valor máximo da
multa-dia será de:
0,1*50.000.000,00=5.000.000,00 (Cinco milhões de reais).

A multa diária deixará de ser aplicada a partir da data em que o


autuado apresentar ao órgão ambiental documentos que comprovem a
regularização da situação que deu causa à lavratura do auto de infração.
Caso o agente autuante ou a autoridade competente verifique que a
situação que deu causa à lavratura do auto de infração não foi regularizada,
a multa diária voltará a ser imposta desde a data em que deixou de ser
aplicada, sendo notificado o autuado, sem prejuízo da adoção de outras
sanções.
A celebração de termo de compromisso de reparação ou
cessação dos danos encerrará a contagem da multa diária.
O cometimento de nova infração ambiental pelo mesmo infrator,
no período de cinco anos, contados da lavratura de auto de infração
anterior devidamente confirmado no julgamento, implica:

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 6 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

 aplicação da multa em triplo (3x), no caso de cometimento


da mesma infração; ou
 aplicação da multa em dobro (2x), no caso de cometimento
de infração distinta.
Resumindo: Se o mesmo infrator cometer nova infração dentro de 5
anos, contados da lavratura do auto anterior, o valor da sua multa será
multiplicado por 3 se cometer a mesma infração. E o valor da multa será
multiplica por 2 se cometer infração distinta.
O agravamento será apurado no procedimento da nova infração, do
qual se fará constar, por cópia, o auto de infração anterior e o julgamento
que o confirmou.
Antes do julgamento da nova infração, a autoridade ambiental deverá
verificar a existência de auto de infração anterior confirmado em
julgamento, para fins de aplicação do agravamento da nova penalidade.
Importante vocês gravarem que o pagamento de multa por infração
ambiental imposta pelos Estados, Municípios, Distrito Federal ou Territórios
substitui a aplicação de penalidade pecuniária pelo órgão federal, em
decorrência do mesmo fato, respeitados os limites estabelecidos no Decreto
6.514/08. Cabe frisar que somente o efetivo pagamento da multa será
considerado para efeito da substituição, não sendo admitida para esta
finalidade a celebração de termo de compromisso de ajustamento de
conduta ou outra forma de compromisso de regularização da infração ou
composição de dano, salvo se deste também participar o órgão ambiental
federal.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 7 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Demais Sanções Administrativas

As sanções listadas abaixo serão aplicadas quando o produto, a obra,


a atividade ou o estabelecimento não estiverem obedecendo às
determinações legais ou regulamentares:
destruição ou inutilização do produto;
suspensão de venda e fabricação do produto;
embargo de obra ou atividade e suas respectivas áreas
(restringe-se aos locais onde efetivamente caracterizou-se a
infração ambiental, não alcançando as demais atividades
realizadas em áreas não embargadas da propriedade ou posse
ou não correlacionadas com a infração);
demolição de obra;
suspensão parcial ou total das atividades.

A cessação das penalidades de suspensão e embargo dependerá de


decisão da autoridade ambiental após a apresentação, por parte do
autuado, de documentação que regularize a obra ou atividade.
No caso de áreas irregularmente desmatadas ou queimadas, o agente
autuante embargará quaisquer obras ou atividades nelas localizadas ou
desenvolvidas, excetuando as atividades de subsistência.
Não se aplicará a penalidade de embargo de obra ou atividade, ou de
área, nos casos em que a infração se der fora da área de preservação
permanente ou reserva legal, salvo quando se tratar de desmatamento não
autorizado de mata nativa.
A sanção de demolição de obra poderá ser aplicada pela autoridade
ambiental, após o contraditório e ampla defesa (Essa é a regra!),
quando:
I - verificada a construção de obra em área ambientalmente
protegida em desacordo com a legislação ambiental; ou

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 8 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

II - quando a obra ou construção realizada não atenda às


condicionantes da legislação ambiental e não seja passível de
regularização.
A demolição poderá ser feita pela administração ou pelo
infrator, em prazo assinalado, após o julgamento do auto de infração, sem
prejuízo do que dispõe o art. 112 do decreto 6.514/08, que dispõe sobre a
demolição no ato da fiscalização.
As despesas para a realização da demolição correrão às custas
do infrator, que será notificado para realizá-la ou para reembolsar aos
cofres públicos os gastos que tenham sido efetuados pela administração.
Não será aplicada a penalidade de demolição quando, mediante
laudo técnico, for comprovado que o desfazimento poderá trazer
piores impactos ambientais que sua manutenção, caso em que a
autoridade ambiental, mediante decisão fundamentada, deverá, sem
prejuízo das demais sanções cabíveis, impor as medidas necessárias à
cessação e mitigação do dano ambiental, observada a legislação em vigor.
Consoante disposto no art. 112, a demolição de obra, edificação ou
construção não habitada e utilizada diretamente para a infração ambiental
dar-se-á EXCEPCIONALMENTE no ato da fiscalização nos casos em que
se constatar que a ausência da demolição importa em iminente risco de
agravamento do dano ambiental ou de graves riscos à saúde.
Alunos, a regra é a demolição ocorrer após o contraditório e a
ampla defesa!
EXCEPCIONALMENTE, poderá ocorrer no ato da fiscalização na
constatação de duas situações:
 imininete risco de agravamento do dano ambiental ou
 imininete risco de graves riscos à saúde.
Nesse caso excepcional, a demolição poderá ser feita pelo agente
autuante, por quem este autorizar ou pelo próprio infrator e deverá ser
devidamente descrita e documentada, inclusive com fotografias. Em
qualquer caso, como já vimos, as despesas para a realização da demolição
correrão às custas do infrator. Essa demolição excepcional no ato da

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 9 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

fiscalização não será realizada em edificações residenciais. Isso


porque no ato da fiscalização não há direito ao contraditório e a
ampla defesa, sendo a demolição uma medida excepcional.

Jurisprudência do TRF 5ª Região do final de 2011


AMBIENTAL. PARQUE NACIONAL DE FERNANDO DE NORONHA. ÁREA
DE POSSE E DOMÍNIO PÚBLICOS. IMÓVEL RESIDENCIAL. CONSTRUÇÃO.
ILEGALIDADE. DEMOLIÇÃO.- A declaração que a proteção de determinada
área é relevante para proteção do meio ambiente á atividade de cunho
administrativo, sendo atribuição natural do Poder Executivo.
Constitucionalidade dos Decretos nºs 92.755/86 e 96.693/88, que criaram
a Área de Proteção Ambiental e o Parque Nacional Marinho de Fernando de
Noronha, e do Plano de Manejo de Fernando de Noronha em face da
Constituição de 1967, com alterações da Emenda Constitucional n. 01/69.-
A extinção do Território Federal de Fernando de Noronha, com a
incorporação da respectiva área ao Estado de Pernambuco (art. 15 do
ADCT), não é incompatível com a existência da Área de Proteção Ambiental
Federal e do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Recepção
dos decretos presidenciais pela Constituição de 1988.- A Lei n. 11.304/95
do Estado de Pernambuco criou o Parque Estadual Marinho de Fernando de
Noronha, compreendido por toda a área do Arquipélago de Fernando de
Noronha (art. 97), que pertence ao patrimônio imobiliário do mesmo
Distrito (art. 82).- O Parque Nacional ou Estadual "tem como objetivo
básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância
ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas
científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação
ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico"
e suas áreas são de posse e domínio públicos (art. 11, caput e parágrafo
1º, da Lei Federal n. 9.985/00).- As áreas integrantes de Parque Nacional
e/ou Estadual são non edificandi. A construção de imóvel à revelia do
Poder Público numa Unidade de Conservação Integral já seria
suficiente para justificar sua demolição, o que se mostra ainda mais

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 10 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

adequado quando a obra foi concluída mesmo após a lavratura de


auto de infração e notificação de demolição pelo IBAMA.- Conflitos
entre princípios constitucionais devem ser resolvidos pela técnica da
ponderação de interesses. O direito à moradia não deve ser
prestigiado em relação à proteção do meio ambiente se o imóvel
destinado à residência foi construído em Parques Nacional e
Estadual mesmo depois da lavratura de auto de infração aplicador
de multa e de notificação de demolição pelo órgão ambiental
competente.- Arguição de inconstitucionalidade (dos Decretos 92.755/86
e 96.693/88 e do Plano de Manejo de Fernando de Noronha) rejeitada.
Apelação improvida.

As sanções restritivas de direito aplicáveis às pessoas físicas ou


jurídicas são:
I - suspensão de registro, licença ou autorização;
II - cancelamento de registro, licença ou autorização;
III - perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais;
IV - perda ou suspensão da participação em linhas de
financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito; e
V - proibição de contratar com a administração pública (prazo
de até 3 anos);

A autoridade ambiental fixará o período de vigência para cada sanção,


observando os seguintes prazos:
I - até três anos no caso de proibição de contratar com a
administração pública;
II - até um ano para as demais sanções.
Em qualquer caso, a extinção da sanção fica condicionada à
regularização da conduta que deu origem ao auto de infração.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 11 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Prazos Prescricionais

Prescreve em cinco anos a ação da administração objetivando


apurar a prática de infrações contra o meio ambiente, contada da data
da prática do ato, ou, no caso de infração permanente ou
continuada, do dia em que esta tiver cessado.
Considera-se iniciada a ação de apuração de infração ambiental pela
administração com a lavratura do auto de infração.
Incide a prescrição no procedimento de apuração do auto de infração
paralisado por mais de três anos, pendente de julgamento ou despacho,
cujos autos serão arquivados de ofício ou mediante requerimento da parte
interessada, sem prejuízo da apuração da responsabilidade funcional
decorrente da paralisação.
Quando o fato objeto da infração também constituir crime, a prescrição
reger-se-á pelo prazo previsto na lei penal.
ATENÇÃO! A prescrição da pretensão punitiva da administração não
elide (não anula, não cessa) a obrigação de reparar o dano ambiental.

Processo Administrativo para apuração de Infrações Ambientais

O processo administrativo para apuração de infrações ambientais será


orientado pelos princípios da legalidade, finalidade, motivação,
razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa,
contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência,
bem como pelos critérios mencionados no parágrafo único do art. 2o da Lei
no 9.784, de 29 de janeiro de 1999.
O artigo 2º da Lei 9.784/99 dispõe sobre os mesmos princípios e ainda
elenca os critérios que deverão ser observados nos processos
administrativos, quais sejam:
I - atuação conforme a lei e o Direito;
II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial
de poderes ou competências, salvo autorização em lei;

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 12 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção


pessoal de agentes ou autoridades;
IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;
V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de
sigilo previstas na Constituição;
VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações,
restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias
ao atendimento do interesse público;
VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a
decisão;
VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos
administrados;
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau
de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados;
X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais,
à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que
possam resultar sanções e nas situações de litígio;
XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as
previstas em lei;
XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da
atuação dos interessados;
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta
o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa
de nova interpretação.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 13 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Autuação

Constatada a ocorrência de infração administrativa ambiental, será


lavrado auto de infração, do qual deverá ser dado ciência ao autuado,
assegurando-se o contraditório e a ampla defesa.
O autuado será intimado da lavratura do auto de infração pelas
seguintes formas:
I - pessoalmente;
II - por seu representante legal;
III - por carta registrada com aviso de recebimento;
IV - por edital, se estiver o infrator autuado em lugar incerto, não
sabido ou se não for localizado no endereço.
Caso o autuado se recuse a dar ciência do auto de infração, o agente
autuante certificará o ocorrido na presença de duas testemunhas e o
entregará ao autuado.
O auto de infração deverá ser lavrado em impresso próprio, com a
identificação do autuado, a descrição clara e objetiva das infrações
administrativas constatadas e a indicação dos respectivos dispositivos
legais e regulamentares infringidos, não devendo conter emendas ou
rasuras que comprometam sua validade.
O erro no enquadramento legal da infração não implica vício insanável,
podendo ser alterado pela autoridade julgadora mediante decisão
fundamentada que retifique o auto de infração.
Constatada a infração ambiental, o agente autuante, no uso do
seu poder de polícia, poderá adotar as seguintes medidas
administrativas:
I - apreensão;
II - embargo de obra ou atividade e suas respectivas áreas;
III - suspensão de venda ou fabricação de produto;
IV - suspensão parcial ou total de atividades;
V - destruição ou inutilização dos produtos, subprodutos e
instrumentos da infração; e

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 14 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

VI - demolição.
Essas medidas têm como objetivo prevenir a ocorrência de novas
infrações, resguardar a recuperação ambiental e garantir o resultado
prático do processo administrativo.
A aplicação de tais medidas será lavrada em formulário próprio, sem
emendas ou rasuras que comprometam sua validade, e deverá conter, além
da indicação dos respectivos dispositivos legais e regulamentares
infringidos, os motivos que ensejaram o agente autuante a assim
proceder.
O embargo de obra ou atividade restringe-se aos locais onde
efetivamente caracterizou-se a infração ambiental, não alcançando
as demais atividades realizadas em áreas não embargadas da propriedade
ou posse ou não correlacionadas com a infração.
Os animais domésticos e exóticos serão apreendidos quando:
 forem encontrados no interior de unidade de conservação
de proteção integral; ou
 forem encontrados em área de preservação permanente
ou quando impedirem a regeneração natural de vegetação
em área cujo corte não tenha sido autorizado, desde que,
em todos os casos, tenha havido prévio embargo. (Os
proprietários deverão ser previamente notificados para que
promovam a remoção dos animais do local no prazo assinalado
pela autoridade competente.)
A apreensão não será aplicada quando a atividade tenha sido
caracterizada como de baixo impacto e previamente autorizada, quando
couber, nos termos da legislação em vigor.
Os veículos de qualquer natureza que forem apreendidos poderão ser
utilizados pela administração ambiental para fazer o deslocamento do
material apreendido até local adequado ou para promover a recomposição
do dano ambiental.
Os bens apreendidos deverão ficar sob a guarda do órgão ou
entidade responsável pela fiscalização, podendo, excepcionalmente,

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 15 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

ser confiados a fiel depositário, até o julgamento do processo


administrativo.
Nos casos de anulação, cancelamento ou revogação da apreensão, o
órgão ou a entidade ambiental responsável pela apreensão restituirá o bem
no estado em que se encontra ou, na impossibilidade de fazê-lo, indenizará
o proprietário pelo valor de avaliação consignado no termo de apreensão.

A critério da administração, o depósito poderá ser confiado:


 a órgãos e entidades de caráter ambiental, beneficente,
científico, cultural, educacional, hospitalar, penal e
militar; ou
 ao próprio autuado, desde que a posse dos bens ou
animais não traga risco de utilização em novas infrações.

Os órgãos e entidades públicas que se encontrarem sob a condição de


depositário serão preferencialmente contemplados no caso da destinação
final do bem ser a doação.
Os bens confiados em depósito não poderão ser utilizados pelos
depositários, salvo o uso lícito de veículos e embarcações pelo próprio
autuado.
A entidade fiscalizadora poderá celebrar convênios ou acordos com os
órgãos e entidades públicas para garantir, após a destinação final, o
repasse de verbas de ressarcimento relativas aos custos do depósito.
Após a apreensão, a autoridade competente, levando-se em
conta a natureza dos bens e animais apreendidos e considerando o
risco de perecimento, procederá da seguinte forma:
I - os animais da fauna silvestre serão libertados em seu hábitat
OU entregues a jardins zoológicos, fundações, entidades de caráter
cientifico, centros de triagem, criadouros regulares ou entidades
assemelhadas, desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos
habilitados, podendo ainda, respeitados os regulamentos vigentes, serem
entregues em guarda doméstica provisória.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 16 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

II - os animais domésticos ou exóticos poderão ser vendidos


(após avaliados, poderão ser doados, mediante decisão motivada da
autoridade ambiental, sempre que sua guarda ou venda forem inviáveis
econômica ou operacionalmente.);
III - os produtos perecíveis e as madeiras sob risco iminente de
perecimento serão avaliados e doados.
Pessoal, observem que essas medidas são adotas após a apreensão
para animais e produtos perecíveis, aqui incluídas as madeiras sob risco
iminente de perecimento.
Serão consideradas sob risco iminente de perecimento as madeiras
que estejam acondicionadas a céu aberto ou que não puderem ser
guardadas ou depositadas em locais próprios, sob vigilância, ou ainda
quando inviável o transporte e guarda, atestados pelo agente autuante no
documento de apreensão.
O órgão ou entidade ambiental deverá estabelecer mecanismos que
assegurem a indenização ao proprietário dos animais vendidos ou doados,
pelo valor de avaliação consignado no termo de apreensão, caso esta não
seja confirmada na decisão do processo administrativo.

Os produtos, inclusive madeiras, subprodutos e instrumentos


utilizados na prática da infração poderão ser destruídos ou inutilizados
quando:
 a medida for necessária para evitar o seu uso e
aproveitamento indevidos nas situações em que o
transporte e a guarda forem inviáveis em face das
circunstâncias; ou
 possam expor o meio ambiente a riscos significativos ou
comprometer a segurança da população e dos agentes
públicos envolvidos na fiscalização.
O termo de destruição ou inutilização deverá ser instruído com
elementos que identifiquem as condições anteriores e posteriores à ação,
bem como a avaliação dos bens destruídos.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 17 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

O embargo de obra ou atividade e suas respectivas áreas tem por


objetivo impedir a continuidade do dano ambiental, propiciar a regeneração
do meio ambiente e dar viabilidade à recuperação da área degradada,
devendo restringir-se exclusivamente ao local onde verificou-se a prática
do ilícito.
No caso de descumprimento ou violação do embargo, a autoridade
competente, além de adotar as medidas previstas nos arts. 18 e 79, deverá
comunicar ao Ministério Público, no prazo máximo de setenta e duas horas,
para que seja apurado o cometimento de infração penal.
O descumprimento total ou parcial de embargo, sem prejuízo do
disposto no art. 79, ensejará a aplicação cumulativa das seguintes sanções:
I - suspensão da atividade que originou a infração e da venda
de produtos ou subprodutos criados ou produzidos na área ou local
objeto do embargo infringido; e
II - cancelamento de registros, licenças ou autorizações de
funcionamento da atividade econômica junto aos órgãos
ambientais e de fiscalização.
O órgão ou entidade ambiental promoverá a divulgação dos dados do
imóvel rural, da área ou local embargado e do respectivo titular em lista
oficial, resguardados os dados protegidos por legislação específica,
especificando o exato local da área embargada e informando que o auto de
infração encontra-se julgado ou pendente de julgamento.
Nos casos em que o responsável pela infração administrativa ou o
detentor do imóvel onde foi praticada a infração for indeterminado,
desconhecido ou de domicílio indefinido, será realizada notificação da
lavratura do termo de embargo mediante a publicação de seu extrato no
Diário Oficial da União.
A pedido do interessado, o órgão ambiental autuante emitirá certidão
em que conste a atividade, a obra e a parte da área do imóvel que são
objetos do embargo, conforme o caso.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 18 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

De acordo com o artigo 79 do Decreto 6.514/08, descumprir embargo


de obra ou atividade e suas respectivas áreas, sujeita o infrator à multa de
R$ 10.000,00 (dez mil reais) a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

A suspensão de venda ou fabricação de produto constitui medida


que visa a evitar a colocação no mercado de produtos e subprodutos
oriundos de infração administrativa ao meio ambiente ou que tenha como
objetivo interromper o uso contínuo de matéria-prima e subprodutos
de origem ilegal.

A suspensão parcial ou total de atividades constitui medida que


visa a impedir a continuidade de processos produtivos em
desacordo com a legislação ambiental.

Defesa

O autuado poderá, no prazo de vinte dias, contados da data da


ciência da autuação, oferecer defesa contra o auto de infração.
O órgão ambiental responsável aplicará o desconto de trinta por
cento, sempre que o autuado decidir efetuar o pagamento da penalidade
no prazo previsto (20 dias).
O órgão ambiental responsável concederá desconto de trinta por
cento do valor corrigido da penalidade para os pagamentos realizados após
o prazo de 20 dias e no curso do processo pendente de julgamento.
A defesa não será conhecida quando apresentada:
I - fora do prazo;
II - por quem não seja legitimado; ou
III - perante órgão ou entidade ambiental incompetente.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 19 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Instrução, Julgamento, Recursos

Ao autuado caberá a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo
do dever atribuído à autoridade julgadora para instrução do processo.
A decisão da autoridade julgadora não se vincula às sanções aplicadas
pelo agente autuante, ou ao valor da multa, podendo, em decisão
motivada, de ofício ou a requerimento do interessado, minorar, manter ou
majorar o seu valor, respeitados os limites estabelecidos na legislação
ambiental vigente.
Julgado o auto de infração, o autuado será notificado por via postal
com aviso de recebimento ou outro meio válido que assegure a certeza de
sua ciência para pagar a multa no prazo de cinco dias, a partir do
recebimento da notificação, ou para apresentar recurso.
Da decisão proferida pela autoridade julgadora caberá recurso no
prazo de vinte dias. O recurso hierárquico será dirigido à autoridade
administrativa julgadora que proferiu a decisão na defesa, a qual, se não a
reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior.
Esse recurso interposto não terá efeito suspensivo. No entanto, na
hipótese de justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação, a
autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá, de ofício ou a
pedido do recorrente, conceder efeito suspensivo ao recurso. Além disso,
quando se tratar de penalidade de multa, o recurso terá efeito suspensivo
quanto a esta penalidade.
A autoridade superior responsável pelo julgamento do recurso poderá
confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão
recorrida. Dessa decisão proferida pela autoridade superior caberá
recurso ao CONAMA, no prazo de vinte dias.
A autoridade superior responsável pelo julgamento do recurso poderá
confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão
recorrida

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 20 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Após o julgamento, o CONAMA restituirá os processos ao órgão


ambiental de origem, para que efetue a notificação do interessado, dando
ciência da decisão proferida.
As multas estarão sujeitas à atualização monetária desde a lavratura
do auto de infração até o seu efetivo pagamento, sem prejuízo da aplicação
de juros de mora e demais encargos conforme previsto em lei.
O recurso não será conhecido quando interposto:
I - fora do prazo;
II - perante órgão ambiental incompetente; ou
III - por quem não seja legitimado.

Procedimento Relativo à Destinação dos Bens e Animais


Apreendidos

Após decisão que confirme o auto de infração, os bens e animais


apreendidos que ainda não tenham sido objeto da destinação prevista no
art. 107 (que dispõe sobre a destinação dos bens e animais apreendidos
considerando o risco de perecimento), não mais retornarão ao infrator,
devendo ser destinados da seguinte forma:
I - os produtos perecíveis serão doados;
II - as madeiras poderão ser doadas a órgãos ou entidades públicas,
vendidas ou utilizadas pela administração quando houver necessidade,
conforme decisão motivada da autoridade competente;
III - os produtos e subprodutos da fauna não perecíveis serão
destruídos ou doados a instituições científicas, culturais ou educacionais;
IV - os instrumentos utilizados na prática da infração poderão ser
destruídos, utilizados pela administração quando houver necessidade,
doados ou vendidos, garantida a sua descaracterização, neste último caso,
por meio da reciclagem quando o instrumento puder ser utilizado na prática
de novas infrações;
V - os demais petrechos, equipamentos, veículos e embarcações
poderão ser utilizados pela administração quando houver necessidade,

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 21 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

ou ainda vendidos, doados ou destruídos, conforme decisão motivada


da autoridade ambiental;
VI - os animais domésticos e exóticos serão vendidos ou
doados.
VII - os animais da fauna silvestre serão libertados em seu
hábitat ou entregues a jardins zoológicos, fundações, centros de
triagem, criadouros regulares ou entidades assemelhadas, desde
que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados.
Os bens apreendidos poderão ser doados pela autoridade competente
para órgãos e entidades públicas de caráter científico, cultural, educacional,
hospitalar, penal, militar e social, bem como para outras entidades sem fins
lucrativos de caráter beneficente.
Os produtos da fauna não perecíveis serão destruídos ou doados
a instituições científicas, culturais ou educacionais.
Tratando-se de apreensão de substâncias ou produtos tóxicos,
perigosos ou nocivos à saúde humana ou ao meio ambiente, as
medidas a serem adotadas, inclusive a destruição, serão determinadas
pelo órgão competente e correrão a expensas do infrator.
O termo de doação de bens apreendidos vedará a transferência a
terceiros, a qualquer título, dos animais, produtos, subprodutos,
instrumentos, petrechos, equipamentos, veículos e embarcações doados.
A autoridade ambiental poderá autorizar a transferência dos bens
doados quando tal medida for considerada mais adequada à execução dos
fins institucionais dos beneficiários.
Os bens sujeitos à venda serão submetidos a leilão. Os custos
operacionais de depósito, remoção, transporte, beneficiamento e
demais encargos legais correrão à conta do adquirente.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 22 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Perícia, sentença penal condenatória e prova emprestada

Quero ainda comentar alguns dispositivos, que estão dispostos nos


artigos 19 e 20 da Lei 9.605/98 sobre a perícia do dano ambiental, a
sentença penal condenatória e a prova emprestada.
A perícia de constatação do dano ambiental, sempre que possível,
fixará o montante do prejuízo causado para efeitos de prestação de
fiança e cálculo de multa. A perícia produzida no inquérito civil ou
no juízo cível poderá ser aproveitada no processo penal (Prova
emprestada), instaurando-se o contraditório.
Em geral as questões de concursos afirmam que a prova do inquérito
civil não poderá ser aproveitada no processo penal. O que está ERRADO!
Pois pode sim! Só que no processo penal deve-se instaurar o contraditório.
A sentença penal condenatória, sempre que possível, fixará o
valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração,
considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido ou pelo meio ambiente.
Ainda cabe dizer que é crime contra a Administração Pública, de
acordo com o art. 69-A da Lei 9.605/98, elaborar ou apresentar, no
licenciamento, concessão florestal ou qualquer outro procedimento
administrativo, estudo, laudo ou relatório ambiental total ou
parcialmente falso ou enganoso, inclusive por omissão. A pena para
esse crime ambiental é reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.
Admitindo-se a modalidade culposa com pena de detenção, de 1 (um) a 3
(três) anos. A pena é aumentada de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se
há dano significativo ao meio ambiente, em decorrência do uso da
informação falsa, incompleta ou enganosa.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 23 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Lista de Questões
(Atenção como o tema envolve responsabilidade ambiental, temos
na lista questões sobre responsabilidade administrativa, civil e
também penal. Lembrando que estudamos responsabilidade civil e
penal na aula anterior)

1 - (CESPE / UnB - Técnico Administrativo – IBAMA – 2012)


Ao infrator que cometer simultaneamente duas ou mais infrações
administrativas será aplicada apenas a sanção mais gravosa.

2- (CESPE / UnB - Procurador - PGE - 2008)


As sanções administrativas de cunho ambiental encontram-se
previstas em diferentes normas do SISNAMA, entre elas a Lei
9.605/1998. As sanções administrativas previstas nessa lei não
incluem a:
A) Advertência
B) Multa diária
C) Multa simples
D) Falência de empresa
E) Destruição ou inutilização de produto

3 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Tanto as pessoas físicas como as jurídicas podem ser
administrativa, civil e penalmente responsabilizadas por um único
fato que configure crime, ilícito civil e administrativo ao mesmo
tempo.

4 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Quando a pessoa jurídica for responsabilizada por crime nos termos
da lei de crimes ambientais, ficarão excluídas dessa

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 24 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

responsabilidade as pessoas físicas que dirigem ou administram a


pessoa jurídica.

5 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
A desconsideração da pessoa jurídica com a finalidade de atingir o
patrimônio de pessoa física responsável pelo ressarcimento de
prejuízos causados ao meio ambiente pode ocorrer sempre que a
personalidade da pessoa jurídica estiver sendo um obstáculo ao
ressarcimento do dano.

6 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Ainda acerca dos crimes ambientais, julgue os itens seguintes.
Àqueles que forem condenados à pena de prestação de serviços à
comunidade pode ser determinado o cumprimento de tarefas
gratuitas junto a unidades de conservação e, quando o crime
cometido tiver causado dano a coisa tombada, pode ser
determinada ao condenado a restauração do bem, se possível.

7 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Àqueles que forem condenados ao cumprimento de pena de
interdição temporária de direito pode ser imposta, entre outras, a
proibição de participar de licitações. Nesse caso, o prazo pelo qual
pode perdurar a proibição é de 5 anos para crimes dolosos e
culposos.

8 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 25 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Julgue os itens subsequentes acerca das infrações administrativas


ambientais.
Os autos de infração ambiental serão lavrados por servidores de
órgãos integrantes do SISNAMA que tenham sido designados para
as atividades de fiscalização, aos quais também cabe a instauração
de processo administrativo por infração ambiental. Podem, ainda,
realizar as mesmas medidas os agentes das Capitanias dos Portos,
do Ministério da Marinha.

9 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Qualquer pessoa do povo pode expor queixa a autoridade
responsável pela fiscalização ambiental quando constatar a
ocorrência de infração ambiental, e a autoridade, a partir do
conhecimento dos fatos, é obrigada a promover a apuração
imediata da infração, sob pena de responsabilidade.

10 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
O processo administrativo para apuração de infração ambiental se
submete a prazos fixados em lei. Julgue os itens a seguir, que
tratam dos prazos de que o órgão ambiental dispõe para as
diferentes fases do processo administrativo.
A partir da data da ciência da autuação, o infrator tem 20 dias para
oferecer defesa ou impugnação contra o auto de infração.

11 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Com ou sem apresentação de defesa ou impugnação por parte do
infrator, a autoridade julgadora tem prazo de 30 dias para julgar o
auto de infração, e tal prazo é contado a partir da data da lavratura
desse auto.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 26 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

12 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Para o infrator recorrer de decisão condenatória a instância
superior do SISNAMA, o prazo é de 15 dias.

13 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
O prazo para o pagamento de multa fixada é de 5 dias, contados da
data do recebimento da notificação.

14 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Fátima construiu, sem autorização do órgão licenciador
competente, uma casa dentro de um parque nacional e lá cultivou
milho para dar ao gado que criava em um pequeno curral ao lado
de sua residência, para geração de renda, mediante a venda de leite
e carne. Fátima, embora fosse analfabeta, tinha ciência de que a
área era gerenciada e protegida por órgão ambiental.
Com base nessa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.
O baixo grau de escolaridade e instrução de Fátima não influenciará
a pena que a ela for aplicada pelo delito cometido.

15 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Acerca das perícias e dos laudos realizados para a constatação de
dano ambiental, julgue os itens seguintes.
Na perícia se deve, sempre que for possível, fixar o montante do
prejuízo causado ao meio ambiente, e tal valor servirá de
parâmetro para a reparação do dano, mas não se relacionará com
a fixação do valor da fiança eventualmente cabível.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 27 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

16 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Quando o dano ambiental cometido configurar crime e ilícito civil,
devem ser realizadas duas perícias independentes: uma que
produzirá prova dentro da ação penal instaurada contra o criminoso
e outra que será utilizada na ação cível, pois a perícia produzida no
juízo cível não pode ser utilizada no processo penal.

17 - (Cesgranrio - Advogado júnior - PETROBRAS - 2006)


Segundo a legislação vigente, em relação à responsabilidade por
danos causados ao meio ambiente, pode-se afirmar que:
(A) a responsabilidade pela reparação dos danos causados ao meio
ambiente depende de culpa comprovada.
(B) a reparação do dano ambiental pelo infrator acarreta a
impossibilidade de aplicação de sanções criminais.
(C) os danos causados ao meio ambiente sujeitam o infrator à
responsabilidade civil, criminal e administrativa.
(D) o Ministério Público não tem legitimidade para propor ação de
responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio
ambiente.
(E) o pagamento das multas aplicadas pelo órgão ambiental
desonera o infrator da responsabilidade criminal.

18 - (CESPE / UnB - Técnico Administrativo – IBAMA – 2012)


O transporte de carvão vegetal sem prévia licença da autoridade
competente caracteriza, simultaneamente, crime ambiental e
infração administrativa.

19 - (Cesgranrio - Advogado - BNDES - 2010)


No sistema pátrio não há responsabilização criminal de pessoa
jurídica.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 28 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

20 - (Cesgranrio - Advogado - BNDES - 2010)


Os crimes ambientais permitem a responsabilidade criminal da
pessoa jurídica.

21 – (CESPE / UnB – Analista – Direito – CPRM – 2013)


Se a atividade de um empreendedor, seja pessoa física ou jurídica,
gerar prejuízo ao meio ambiente, estará ele sujeito a sanções de
natureza penal e administrativa, independentemente da obrigação
de reparar o dano causado.

22 - (Vunesp – Tecnólogo em Gestão Ambiental – Prefeitura de


Presidente Prudente – 2016)

A Lei no 9.605/98, em seu Art. 71, afirma que o processo


administrativo para apuração de infração ambiental deve observar
os seguintes prazos máximos:

(A) sete dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação


contra o auto de infração, contados da data da ciência da
autuação.

(B) noventa dias para a autoridade competente julgar o auto de


infração, contados da data da sua lavratura, apresentada ou não a
defesa ou impugnação.

(C) vinte dias para o infrator recorrer da decisão condenatória à


instância superior do Sistema Nacional do Meio Ambiente, ou à
Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da Marinha, de acordo
com o tipo de autuação.

(D) trinta dias para o pagamento de multa, contados da data do


recebimento da notificação.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 29 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

(E) sessenta dias para entrar com recurso solicitando


ressarcimento da multa.

23 – (FGV –XIX EXAME DE ORDEM – Prova Branca - 2016)


Pedro, em visita a determinado Município do interior do Estado do
Rio de Janeiro, decide pichar e deteriorar a fachada de uma Igreja
local tombada, por seu valor histórico e cultural, pelo Instituto
Estadual do Patrimônio Histórico-Cultural – INEPAC, autarquia
estadual. Considerando o caso em tela, assinale a afirmativa
correta.
A) Pedro será responsabilizado apenas administrativamente, com
pena de multa, uma vez que os bens integrantes do patrimônio
cultural brasileiro não se sujeitam, para fins de tutela, ao regime
de responsabilidade civil ambiental, que trata somente do meio
ambiente natural.
B) Pedro será responsabilizado administrativa e penalmente, não
podendo ser responsabilizado civilmente, pois o dano, além de não
poder ser considerado de natureza ambiental, não pode ser objeto
de simultânea recuperação e indenização.
C) Pedro, por ter causado danos ao meio ambiente cultural, poderá
ser responsabilizado administrativa, penal e civilmente, sendo
admissível o manejo de ação civil pública pelo Ministério Público,
demandando a condenação em dinheiro e o cumprimento de
obrigação de fazer.
D) Pedro, além de responder administrativa e penalmente, será
solidariamente responsável com o INEPAC pela recuperação e
indenização do dano, sendo certo que ambos responderão de forma
subjetiva, havendo necessidade de inequívoca demonstração de
dolo ou culpa por parte de Pedro e dos servidores públicos
responsáveis.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 30 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Questões comentadas

1 - (CESPE / UnB - Técnico Administrativo – IBAMA – 2012)


Ao infrator que cometer simultaneamente duas ou mais infrações
administrativas será aplicada apenas a sanção mais gravosa.

ERRADO. Art. 72, § 1º da Lei 9.605/98. "Se o infrator cometer,


simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-ão aplicadas,
cumulativamente, as sanções a elas cominadas."

2- (CESPE / UnB - Procurador - PGE - 2008)


As sanções administrativas de cunho ambiental encontram-se
previstas em diferentes normas do SISNAMA, entre elas a Lei
9.605/1998. As sanções administrativas previstas nessa lei não
incluem a:
A) Advertência
B) Multa diária
C) Multa simples
D) Falência de empresa
E) Destruição ou inutilização de produto

Gabarito: D
A falência de empresa não é sanção administrativa.
Vamos revisar:

As infrações administrativas são punidas com as seguintes


sanções (Art. 72 da Lei 9.605/98 e Art. 3º do Decreto
6.514/08)

I - advertência;

II - multa simples (pode ser convertida em serviços de preservação,


melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.);

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 31 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

III - multa diária (será aplicada sempre que o cometimento da


infração se prolongar no tempo.);

IV - apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e


flora, instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de
qualquer natureza utilizados na infração;

V - destruição ou inutilização do produto;

VI - suspensão de venda e fabricação do produto;

VII - embargo de obra ou atividade;

VIII - demolição de obra;

IX - suspensão parcial ou total de atividades;

X - restritiva de direitos.

3 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Tanto as pessoas físicas como as jurídicas podem ser
administrativa, civil e penalmente responsabilizadas por um único
fato que configure crime, ilícito civil e administrativo ao mesmo
tempo.

Certo. Art. 225, § 3º da CF/88: “As condutas e atividades consideradas


lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou
jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente
da obrigação de reparar os danos causados (esfera civil).” É uma
tríplice responsabilização!

4 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Quando a pessoa jurídica for responsabilizada por crime nos termos
da lei de crimes ambientais, ficarão excluídas dessa

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 32 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

responsabilidade as pessoas físicas que dirigem ou administram a


pessoa jurídica.

Errado. Art. 2º da Lei de Crimes Ambientais. “Quem, de qualquer forma,


concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei, incide nas penas a
estes cominadas, na medida da sua culpabilidade, bem como o diretor, o
administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o
gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da
conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando
podia agir para evitá-la.”

Art. 3º, caput e Parágrafo único:


“As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil
e penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração
seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de
seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.

A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas


físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato.”

5 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
A desconsideração da pessoa jurídica com a finalidade de atingir o
patrimônio de pessoa física responsável pelo ressarcimento de
prejuízos causados ao meio ambiente pode ocorrer sempre que a
personalidade da pessoa jurídica estiver sendo um obstáculo ao
ressarcimento do dano.

Certo. Art. 4º da Lei 9.605/98. “Poderá ser desconsiderada a pessoa


jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de
prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.”

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 33 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Esse instrumento visa a impedir que infratores se protejam por trás


de uma empresa.

6 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Ainda acerca dos crimes ambientais, julgue os itens seguintes.
Àqueles que forem condenados à pena de prestação de serviços à
comunidade pode ser determinado o cumprimento de tarefas
gratuitas junto a unidades de conservação e, quando o crime
cometido tiver causado dano a coisa tombada, pode ser
determinada ao condenado a restauração do bem, se possível.

Certo. Art. 9º da Lei 9.605/98: “A prestação de serviços à comunidade


consiste na atribuição ao condenado de tarefas gratuitas junto a parques
e jardins públicos e unidades de conservação, e, no caso de dano da coisa
particular, pública ou tombada, na restauração desta, se possível.”

7 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Àqueles que forem condenados ao cumprimento de pena de
interdição temporária de direito pode ser imposta, entre outras, a
proibição de participar de licitações. Nesse caso, o prazo pelo qual
pode perdurar a proibição é de 5 anos para crimes dolosos e
culposos.

Errado. A proibição tem prazos diferenciados para crimes dolosos e


culposos. Para crime doloso ou comissivo ou intencional o prazo de
proibição é maior, sendo de 5 anos. Isso se justifica, pois o agente prevê o
resultado lesivo de sua conduta e, mesmo assim, leva-a adiante,
produzindo o resultado.
Para crimes culposos, ou seja, sem intenção de produzir o resultado
ilícito, porém, previsível, que poderia ser evitado, o prazo de proibição é de

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 34 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

3 anos. Os crimes culposos são resultado de negligência, imperícia ou


imprudência.
Confiram:
Art. 10 da Lei 9.605/98: “As penas de interdição temporária de direito
são a proibição de o condenado contratar com o Poder Público, de receber
incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios, bem como de participar
de licitações, pelo prazo de cinco anos, no caso de crimes dolosos, e
de três anos, no de crimes culposos.”

8 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Julgue os itens subsequentes acerca das infrações administrativas
ambientais.
Os autos de infração ambiental serão lavrados por servidores de
órgãos integrantes do SISNAMA que tenham sido designados para
as atividades de fiscalização, aos quais também cabe a instauração
de processo administrativo por infração ambiental. Podem, ainda,
realizar as mesmas medidas os agentes das Capitanias dos Portos,
do Ministério da Marinha.

Certo. Art. 70, § 1º da Lei de Crimes Ambientais.

“São autoridades competentes para lavrar auto de infração


ambiental e instaurar processo administrativo os funcionários de
órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional de Meio
Ambiente - SISNAMA, designados para as atividades de
fiscalização, bem como os agentes das Capitanias dos Portos, do
Ministério da Marinha.”

9 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 35 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Qualquer pessoa do povo pode expor queixa a autoridade


responsável pela fiscalização ambiental quando constatar a
ocorrência de infração ambiental, e a autoridade, a partir do
conhecimento dos fatos, é obrigada a promover a apuração
imediata da infração, sob pena de responsabilidade.

Certo. Art. 170, § 2º e § 3º da Lei de Crimes Ambientais:


“ § 2º Qualquer pessoa, constatando infração ambiental, poderá dirigir
representação às autoridades relacionadas no parágrafo anterior, para
efeito do exercício do seu poder de polícia.
§ 3º A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração ambiental
é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante processo
administrativo próprio, sob pena de co-responsabilidade.”

10 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
O processo administrativo para apuração de infração ambiental se
submete a prazos fixados em lei. Julgue os itens a seguir, que
tratam dos prazos de que o órgão ambiental dispõe para as
diferentes fases do processo administrativo.
A partir da data da ciência da autuação, o infrator tem 20 dias para
oferecer defesa ou impugnação contra o auto de infração.

Certo. De acordo com o art. 113 do Decreto 6.514/08. O autuado poderá,


no prazo de vinte dias, contados da data da ciência da autuação, oferecer
defesa contra o auto de infração.

O art. 71 da Lei 9.605/98 apresenta alguns prazos, então vejamos:


PRAZOS MÁXIMOS que o processo administrativo para apuração de
infração ambiental deve observar:
 20 (vinte) dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação
contra o auto de infração, contados da data da ciência da autuação;

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 36 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

 30 (trinta) dias para a autoridade competente julgar o auto de


infração, contados da data da sua lavratura, apresentada ou não a
defesa ou impugnação;
 20 (vinte) dias para o infrator recorrer da decisão condenatória
à instância superior do Sistema Nacional do Meio Ambiente -
SISNAMA, ou à Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da
Marinha, de acordo com o tipo de autuação;
 5 (cinco) dias para o pagamento de multa, contados da data do
recebimento da notificação.
Pessoal, cuidado com um detalhe! O prazo para defesa ou impugnação é
contado da data da ciência da autuação. Já o prazo para o julgamento do
auto de infração é contado da data da sua lavratura. Na prova eles podem
inverter isso!
Para lembrar é só entender que o “infrator” só pode apresentar a sua defesa
ou impugnar o auto a partir do momento que ele tem ciência da autuação.
Memorizando apenas esse detalhe não tem como confundir.

11 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Com ou sem apresentação de defesa ou impugnação por parte do
infrator, a autoridade julgadora tem prazo de 30 dias para julgar o
auto de infração, e tal prazo é contado a partir da data da lavratura
desse auto.

Certo. Consoante art. 124 do Decreto 6.514/08 temos que oferecida ou


não a defesa, a autoridade julgadora, no prazo de trinta dias, julgará o
auto de infração, decidindo sobre a aplicação das penalidades.

O art. 71 da Lei 9.605/98 apresenta alguns prazos, então vejamos:


PRAZOS MÁXIMOS que o processo administrativo para apuração de
infração ambiental deve observar:

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 37 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

 20 (vinte) dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação


contra o auto de infração, contados da data da ciência da autuação;
 30 (trinta) dias para a autoridade competente julgar o auto de
infração, contados da data da sua lavratura, apresentada ou não a
defesa ou impugnação;
 20 (vinte) dias para o infrator recorrer da decisão condenatória
à instância superior do Sistema Nacional do Meio Ambiente -
SISNAMA, ou à Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da
Marinha, de acordo com o tipo de autuação;
 5 (cinco) dias para o pagamento de multa, contados da data do
recebimento da notificação.

12 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Para o infrator recorrer de decisão condenatória a instância
superior do SISNAMA, o prazo é de 15 dias.

Errado. Artigo 71 da Lei 9.605/98:

PRAZOS MÁXIMOS que o processo administrativo para apuração de


infração ambiental deve observar:
 20 (vinte) dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação
contra o auto de infração, contados da data da ciência da autuação;
 30 (trinta) dias para a autoridade competente julgar o auto de
infração, contados da data da sua lavratura, apresentada ou não a
defesa ou impugnação;
 20 (vinte) dias para o infrator recorrer da decisão condenatória
à instância superior do Sistema Nacional do Meio Ambiente -
SISNAMA, ou à Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da
Marinha, de acordo com o tipo de autuação;
 5 (cinco) dias para o pagamento de multa, contados da data do
recebimento da notificação.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 38 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

13 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
O prazo para o pagamento de multa fixada é de 5 dias, contados da
data do recebimento da notificação.

Certo. Art. 126 do decreto 6.514/2008. “Julgado o auto de infração, o


autuado será notificado por via postal com aviso de recebimento ou outro
meio válido que assegure a certeza de sua ciência para pagar a multa no
prazo de cinco dias, a partir do recebimento da notificação, ou para
apresentar recurso.”

Art. 71 da Lei 9.605/98:


PRAZOS MÁXIMOS que o processo administrativo para apuração de
infração ambiental deve observar:
 20 (vinte) dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação
contra o auto de infração, contados da data da ciência da autuação;
 30 (trinta) dias para a autoridade competente julgar o auto de
infração, contados da data da sua lavratura, apresentada ou não a
defesa ou impugnação;
 20 (vinte) dias para o infrator recorrer da decisão condenatória
à instância superior do Sistema Nacional do Meio Ambiente -
SISNAMA, ou à Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da
Marinha, de acordo com o tipo de autuação;
 5 (cinco) dias para o pagamento de multa, contados da data do
recebimento da notificação.

14 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Fátima construiu, sem autorização do órgão licenciador
competente, uma casa dentro de um parque nacional e lá cultivou
milho para dar ao gado que criava em um pequeno curral ao lado

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 39 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

de sua residência, para geração de renda, mediante a venda de leite


e carne. Fátima, embora fosse analfabeta, tinha ciência de que a
área era gerenciada e protegida por órgão ambiental.
Com base nessa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.
O baixo grau de escolaridade e instrução de Fátima não influenciará
a pena que a ela for aplicada pelo delito cometido.

Errado. Art. 14 da Lei 9.605/98. “São circunstâncias que atenuam a


pena: I - baixo grau de instrução ou escolaridade do agente;”

15 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Acerca das perícias e dos laudos realizados para a constatação de
dano ambiental, julgue os itens seguintes.
Na perícia se deve, sempre que for possível, fixar o montante do
prejuízo causado ao meio ambiente, e tal valor servirá de
parâmetro para a reparação do dano, mas não se relacionará com
a fixação do valor da fiança eventualmente cabível.

Errado. Conforme disposto no art. 19 da lei de crimes ambientais, a


perícia de constatação do dano ambiental, sempre que possível,
fixará o montante do prejuízo causado para efeitos de prestação de
fiança e cálculo de multa.

16 - (CESPE /UnB – Analista Ambiental: Tema 1 – Subtema 1.2:


Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental – IBAMA – 2008)
Quando o dano ambiental cometido configurar crime e ilícito civil,
devem ser realizadas duas perícias independentes: uma que
produzirá prova dentro da ação penal instaurada contra o criminoso
e outra que será utilizada na ação cível, pois a perícia produzida no
juízo cível não pode ser utilizada no processo penal.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 40 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Errado. Consoante parágrafo único do art. 19 da Lei de Crimes


Ambientais, a perícia produzida no inquérito civil ou no juízo cível poderá
ser aproveitada no processo penal, instaurando-se o contraditório. (Prova
emprestada).

17 - (Cesgranrio - Advogado júnior - PETROBRAS - 2006)


Segundo a legislação vigente, em relação à responsabilidade por
danos causados ao meio ambiente, pode-se afirmar que:
(A) a responsabilidade pela reparação dos danos causados ao meio
ambiente depende de culpa comprovada.
(B) a reparação do dano ambiental pelo infrator acarreta a
impossibilidade de aplicação de sanções criminais.
(C) os danos causados ao meio ambiente sujeitam o infrator à
responsabilidade civil, criminal e administrativa.
(D) o Ministério Público não tem legitimidade para propor ação de
responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio
ambiente.
(E) o pagamento das multas aplicadas pelo órgão ambiental
desonera o infrator da responsabilidade criminal.

Gabarito: C
A - ERRADO. A responsabilidade civil é objetiva, ou seja, independe
da comprovação de culpa.
"É o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a
indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros,
afetados por sua atividade." (Art. 14, § 1º da Lei 6.938/81)
B - ERRADO. São independentes. O infrator pode ser responsabilizado nas
três esferas: administrativa, civil e penal.
C - CERTO. Art. 225, § 3º da CF/88.
"As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão
os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e
administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 41 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

causados."
D - ERRADO. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade
para propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados
ao meio ambiente. (Art. 14, parte final do § 1º da Lei 6.938/81)
E - ERRADO. O Art. 225, § 3º da CF/88 estabelece como forma de
reparação do dano ambiental três tipos de responsabilidade: civil, penal e
administrativa, todas independentes e autônomas entre si.

18 - (CESPE / UnB - Técnico Administrativo – IBAMA – 2012)


O transporte de carvão vegetal sem prévia licença da autoridade
competente caracteriza, simultaneamente, crime ambiental e
infração administrativa.

CERTO. O transporte de carvão vegetal sem prévia licença da


autoridade competente caracteriza, a um só tempo, crime ambiental (art.
46 da Lei 9.605/98) e infração administrativa, nos termos do art. 70 da
Lei 9.605/98.

De acordo com o art. 46 da Lei 9.605/98, é crime ambiental receber ou


adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e
outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do
vendedor, outorgada pela autoridade competente, e sem munir-se da
via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento: Pena -
detenção, de seis meses a um ano, e multa.

Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem vende, expõe à venda,
tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros
produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da
viagem ou do armazenamento, outorgada pela autoridade
competente.

No art. 70 da mesma lei temos o conceito de infração administrativa:

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 42 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou


omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção
e recuperação do meio ambiente.

19 - (Cesgranrio - Advogado - BNDES - 2010)


No sistema pátrio não há responsabilização criminal de pessoa
jurídica.

Errado. Art. 3º da Lei 9.605/98.

“As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e


penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração
seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de
seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.”

20 - (Cesgranrio - Advogado - BNDES - 2010)


Os crimes ambientais permitem a responsabilidade criminal da
pessoa jurídica.

Certo. Art. 3º da Lei 9.605/98.

“As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e


penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração
seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de
seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.”

21 – (CESPE / UnB – Analista – Direito – CPRM – 2013)


Se a atividade de um empreendedor, seja pessoa física ou jurídica,
gerar prejuízo ao meio ambiente, estará ele sujeito a sanções de
natureza penal e administrativa, independentemente da obrigação
de reparar o dano causado.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 43 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Certo. Questão tranquila, que está de acordo com o § 3º do art. 225, da


CF/88: “As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais
e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os
danos causados.”

22 - (Vunesp – Tecnólogo em Gestão Ambiental – Prefeitura de


Presidente Prudente – 2016)

A Lei no 9.605/98, em seu Art. 71, afirma que o processo


administrativo para apuração de infração ambiental deve observar
os seguintes prazos máximos:

(A) sete dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação


contra o auto de infração, contados da data da ciência da
autuação.

(B) noventa dias para a autoridade competente julgar o auto de


infração, contados da data da sua lavratura, apresentada ou não a
defesa ou impugnação.

(C) vinte dias para o infrator recorrer da decisão condenatória à


instância superior do Sistema Nacional do Meio Ambiente, ou à
Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da Marinha, de acordo
com o tipo de autuação.

(D) trinta dias para o pagamento de multa, contados da data do


recebimento da notificação.

(E) sessenta dias para entrar com recurso solicitando


ressarcimento da multa.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 44 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Gabarito: Letra C.

Conforme dispõe o art. 71, da Lei 9.605/98, o processo administrativo


para apuração de infração ambiental deve observar os seguintes prazos
máximos:

I - vinte dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação contra o


auto de infração, contados da data da ciência da autuação;

II - trinta dias para a autoridade competente julgar o auto de infração,


contados da data da sua lavratura, apresentada ou não a defesa ou
impugnação;

III - vinte dias para o infrator recorrer da decisão condenatória à


instância superior do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, ou
à Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da Marinha, de acordo com o
tipo de autuação;

IV – cinco dias para o pagamento de multa, contados da data do


recebimento da notificação.

23 - (FGV-2012-OAB-EXAME-DE-ORDEM-UNIFICADO-IX)
A respeito da responsabilidade administrativa federal por danos
ambientais, regulamentada pelo decreto n. 6.514/08 e alterado
pelo decreto 6.686/08, assinale a afirmativa correta.
A) a demolição de obra só poderá ser aplicada em edificações não
residenciais e sua execução deverá ocorrer às custas do infrator.
B) a demolição de obra é medida excepcional e só poderá ser
aplicada em situações de flagrante ilegalidade e em edificações com
menos de dez anos.
C) a demolição de obra, em respeito ao direito fundamental à
moradia, só poderá ser aplicada em construções residenciais
erguidas em unidades de conservação e outros espaços

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 45 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

ambientalmente protegidos e às custas para a sua realização


correrão por conta do infrator.
D) a demolição de obra ou construção com fins residenciais ou
comerciais, em razão do princípio da defesa do meio ambiente, dar-
se-á nos casos em que a ausência da demolição importa em
iminente risco de agravamento do dano ambiental e às custas para
sua realização correrão por conta do infrator.

Gabarito: Letra A.

De acordo com o art. 3º, do Dec. 6.514/08, as infrações


administrativas são punidas com as seguintes sanções: I - advertência; II
- multa simples; III - multa diária; IV - apreensão dos animais, produtos e
subprodutos da fauna e flora e demais produtos e subprodutos objeto da
infração, instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer
natureza utilizados na infração; V - destruição ou inutilização do produto;
VI - suspensão de venda e fabricação do produto; VII - embargo de obra
ou atividade e suas respectivas áreas; VIII - demolição de obra; IX -
suspensão parcial ou total das atividades; e X - restritiva de direitos.
O art. 19, do referido Decreto, dispõe sobre a sanção de demolição
de obra, que poderá ser aplicada pela autoridade ambiental, após o
contraditório e ampla defesa, quando: I - verificada a construção de obra
em área ambientalmente protegida em desacordo com a legislação
ambiental; ou II - quando a obra ou construção realizada não atenda às
condicionantes da legislação ambiental e não seja passível de
regularização.
A demolição poderá ser feita pela administração ou pelo infrator, em
prazo assinalado, após o julgamento do auto de infração. As despesas para
a realização da demolição correrão às custas do infrator, que será notificado
para realizá-la ou para reembolsar aos cofres públicos os gastos que
tenham sido efetuados pela administração. Não será aplicada a penalidade
de demolição quando, mediante laudo técnico, for comprovado que o

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 46 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

desfazimento poderá trazer piores impactos ambientais que sua


manutenção, caso em que a autoridade ambiental, mediante decisão
fundamentada, deverá, sem prejuízo das demais sanções cabíveis, impor
as medidas necessárias à cessação e mitigação do dano ambiental,
observada a legislação em vigor.
Já o art. 112, do Dec. 6.514/08, dispõe que a demolição de obra,
edificação ou construção não habitada e utilizada diretamente para a
infração ambiental dar-se-á excepcionalmente no ato da fiscalização nos
casos em que se constatar que a ausência da demolição importa em
iminente risco de agravamento do dano ambiental ou de graves riscos à
saúde. Neste caso, a demolição poderá ser feita pelo agente autuante, por
quem este autorizar ou pelo próprio infrator e deverá ser devidamente
descrita e documentada, inclusive com fotografias. As despesas para a
realização da demolição correrão às custas do infrator.
Essa demolição, de que trata o artigo 112, não será realizada em
edificações residenciais. Importante dizer que o dispositivo acima (art. 112)
trata da demolição no ato de fiscalização, sendo que o art. 19 contempla a
sanção administrativa de demolição de obra, e esta, só ocorre após o
contraditório e ampla defesa, podendo se estender inclusive às edificações
residenciais.
Assim, observado o art. 19 (sanções), não há qualquer restrição para
a demolição de obra, se esta ocorre após o contraditório e ampla defesa,
somente havendo essa restrição, nos termos do art. 112, caput, e § 3º
(medida liminar), para as edificações não residenciais, quando a demolição
é determinada no próprio ato de fiscalização.
A alternativa apontada como correta pela Banca apresenta problemas
em sua redação, pois não constou se a demolição seria “no ato de
fiscalização” ou “após contraditório e ampla defesa”.
Por fim, o art. 19 do Dec. 6514/08 não traz qualquer limitação de
prazo "edificações com menos de 10 anos" e também não restringe a
demolição apenas aos casos de edificação dentro de Unidade de
Conservação.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 47 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

24 – (FGV - XIX EXAME DE ORDEM – Prova Branca - 2016)


Pedro, em visita a determinado Município do interior do Estado do
Rio de Janeiro, decide pichar e deteriorar a fachada de uma Igreja
local tombada, por seu valor histórico e cultural, pelo Instituto
Estadual do Patrimônio Histórico-Cultural – INEPAC, autarquia
estadual. Considerando o caso em tela, assinale a afirmativa
correta.
A) Pedro será responsabilizado apenas administrativamente, com
pena de multa, uma vez que os bens integrantes do patrimônio
cultural brasileiro não se sujeitam, para fins de tutela, ao regime
de responsabilidade civil ambiental, que trata somente do meio
ambiente natural.
B) Pedro será responsabilizado administrativa e penalmente, não
podendo ser responsabilizado civilmente, pois o dano, além de não
poder ser considerado de natureza ambiental, não pode ser objeto
de simultânea recuperação e indenização.
C) Pedro, por ter causado danos ao meio ambiente cultural, poderá
ser responsabilizado administrativa, penal e civilmente, sendo
admissível o manejo de ação civil pública pelo Ministério Público,
demandando a condenação em dinheiro e o cumprimento de
obrigação de fazer.
D) Pedro, além de responder administrativa e penalmente, será
solidariamente responsável com o INEPAC pela recuperação e
indenização do dano, sendo certo que ambos responderão de forma
subjetiva, havendo necessidade de inequívoca demonstração de
dolo ou culpa por parte de Pedro e dos servidores públicos
responsáveis.

GABARITO: LETRA C.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 48 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Pessoal, conforme estudamos, o meio ambiente é dividido


didaticamente em natural, artificial, cultural e do trabalho.
O conhecimento do artigo 225 da CF/88 era suficiente para acertar a
questão, pois no §3º temos que as condutas e atividades consideradas
lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas
ou jurídicas, a sanções penais e administrativas,
independentemente da obrigação de reparar os danos causados.
A conduta de Pedro configura-se crime ambiental e infração
administrativa contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural.
Conforme dispõe o artigo 65, da Lei 9.605/98, é crime pichar ou por
outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano. Além disso, Pedro
pode ser responsabilizado na esfera civil (reparação dos danos causados),
e administrativa (pois a sua conduta também é enquadrada como infração
administrativa, consoante dispõe o art.75, do Decreto Federal 6514/08).
Importante enfatizar que a responsabilidade civil por dano
ambiental é OBJETIVA, ou seja, independente da comprovação de culpa.
Assim, o causador de dano ambiental poderá ser responsabilizado em
três esferas (tríplice responsabilização). Temos, portanto, na
ocorrência de uma conduta lesiva ao meio ambiente uma
RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA, CIVIL e PENAL.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 49 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

TABELA RESUMO e MEMOREX


As infrações administrativas são punidas com as seguintes sanções:
I - advertência Para as infrações
administrativas de menor
lesividade ao meio ambiente,
garantidos a ampla defesa e o
contraditório.
II - multa simples O valor da multa será de no
mínimo de R$ 50,00 (cinquenta
reais) e o máximo de R$
50.000.000,00 (cinquenta
milhões de reais).

III - multa diária A multa diária, que será aplicada


sempre que o cometimento da
infração se prolongar no
tempo.
O valor da multa-dia NÃO poderá
ser inferior a R$ 50,00
(cinquenta reais) nem superior a
10% (dez por cento) do valor da
multa simples máxima
cominada para a infração.

IV - apreensão dos animais,


produtos e subprodutos da fauna
e flora e demais produtos e
subprodutos objeto da infração,
instrumentos, petrechos,
equipamentos ou veículos de

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 50 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

qualquer natureza utilizados na


infração;
V - destruição ou inutilização do As sanções V, VI, VII, VIII e IX
produto; serão aplicadas quando o produto,
VI - suspensão de venda e a obra, a atividade ou o
fabricação do produto; estabelecimento não estiverem
VII - embargo de obra ou obedecendo às determinações
atividade e suas respectivas legais ou regulamentares.
áreas;
VIII - demolição de obra;
IX - suspensão parcial ou total
das atividades; e
X - restritiva de direitos. As sanções restritivas de
direito aplicáveis às pessoas
físicas ou jurídicas são:
I - suspensão de registro,
licença ou autorização;
II - cancelamento de
registro, licença ou
autorização;
III - perda ou restrição de
incentivos e benefícios fiscais;
IV - perda ou suspensão
da participação em linhas de
financiamento em
estabelecimentos oficiais de
crédito; e
V - proibição de contratar
com a administração pública
(prazo de até 3 anos)

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 51 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

As sanções aplicadas pelo agente autuante estarão sujeitas à confirmação


pela autoridade julgadora.

O art. 71 da Lei 9.605/98 apresenta alguns PRAZOS MÁXIMOS que o


processo administrativo para apuração de infração ambiental deve
observar:
 20 (vinte) dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação
contra o auto de infração, contados da data da ciência da autuação;
 30 (trinta) dias para a autoridade competente julgar o auto de
infração, contados da data da sua lavratura, apresentada ou não a
defesa ou impugnação;
 20 (vinte) dias para o infrator recorrer da decisão condenatória
à instância superior do Sistema Nacional do Meio Ambiente -
SISNAMA, ou à Diretoria de Portos e Costas, do Ministério da
Marinha, de acordo com o tipo de autuação;
 5 (cinco) dias para o pagamento de multa, contados da data do
recebimento da notificação.

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 52 de 53


Legislação do Setor de Meio Ambiente - IBAMA
Prof. Rosenval Júnior Aula 05

Prof. Rosenval Júnior www.estrategiaconcursos.com.br Página 53 de 53