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As 25 melhores universidades do mundo:

1) Universidade de Harvard (EUA)


2) Universidade de Cambridge (Grã-Bretanha)
3) Universidade de Oxford (Grã-Bretanha)
4) Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) e Universidade de
Yale (EUA)
6) Universidade de Stanford (EUA)
7) Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA)
8) Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA)
9) Imperial College de Londres (Grã-Bretanha)
10) Universidade Princeton (EUA)
11) Universidade de Chicago (EUA)
12) Universidade Columbia (EUA)
13) Universidade Duke (EUA)
14) Universidade de Pequim (China)
15) Universidade Cornell (EUA)
16) Universidade Nacional da Austrália (Austrália)
17) London School of Economics (Grã-Bretanha)
18) Ecole Normale Superieure (França)
19) Universidade Nacional de Cingapura (Cingapura)
19) Universidade de Tóquio (Japão)
21) Universidade McGill (Canadá)
22) Universidade de Melbourne (Austrália)
23) Universidade Johns Hopkins (EUA)
24) Instituto de Tecnologia Federal da Suíça (Suíça)
25) Universidade College London (Grã-Bretanha)

A Universidade Harvard (em inglês Harvard University) é uma das instituições educacionais mais
prestigiadas do mundo, bem como a instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos da
América. Eleita a melhor universidade do mundo.

Fundada em 8 de Setembro de 1636 em Cambridge, Massachusetts, era chamada simplesmente de new


college (universidade nova). Foi batizada então em 13 de Março de 1639 como Harvard College, em
homenagem a John Harvard, um dos seus principais mecenas. A primeira vez na qual se mencionou a
instituição como universidade foi em 1780.

Instituição
Harvard é a universidade privada com a maior dotação financeira do mundo; no ano de 2007 a soma foi de
34,9 bilhões de dólares[1] - este valor não corresponde a um orçamento anual, mas sim a ativos (obtidos
principalmente por doações e aplicações financeiras) de que a universidade dispõe e apenas uma parte, entre
5 e 10%, é usada em gastos anuais diretos.

Atualmente (2006) possui matrícula de 20.042 estudantes, sendo 6.715 estudantes de graduação, 12.424
estudantes de pós-graduação (mestrado e doutorado) e 975 estudantes em programas de extensão
universitária.

O custo total de um estudante de graduação em Harvard no ano letivo de 2006-2007 foi calculado em 43.655
dólares, sendo 30.275 somente de matrícula, mais 9.946 de estada e alimentação, e 3.434 dólares de outras
taxas.

A universidade é lar da quarta maior coleção de livros do mundo, com mais de 15,5 milhões de títulos,
estando atrás apenas da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos (Library of Congress), em Washington,
DC, da Biblioteca Britânica, em Londres, e da Biblioteca Nacional da França, em Paris.

Harvard, além de ser a mais rica, é também considerada a melhor universidade do mundo. O ranking anual
feito pela Shanghai Jiao Tong University, o Academic Ranking of World Universities, coloca Harvard no
primeiro lugar pelo quarto ano consecutivo.

Seis presidentes dos Estados Unidos graduaram-se em Harvard: John Adams, John Quincy Adams,
Rutherford B. Hayes, John F. Kennedy, Franklin Delano Roosevelt, e Theodore Roosevelt.

Escolas de Harvard
• Faculty of Arts and Sciences (FAS):

Humanidades, línguas, ciências naturais, ciências matemáticas e ciências sociais


o Harvard College (1636)
o Graduate School of Arts and Sciences (1872)
o Division of Engineering and Applied Sciences
o Division of Continuing Education, que inclui a Extension School (1909) e
a Summer School (1871)
• Faculty of Medicine:

Medicina, odontologia, especialidades médicas e pesquisas médicas


o Harvard Medical School (1782)
o Harvard School of Dental Medicine (1867)
• Harvard Business School (1908):
Administração de empresas e gestão em geral

• Graduate School of Design (1914):

Arquitetura, arquitetura de paisagens e planejamento urbano

• Harvard Divinity School (1816):

Teologia, estudo das religiões e estudos ministeriais

• Harvard Graduate School of Education (1920):

Educação, práticas educacionais e desenvolvimento humano

• John F. Kennedy School of Government (1936):

Política, administração pública e economia política

• Harvard Law School (1817):

Direito constitucional, direito criminal, direito internacional e direito financeiro

• Radcliffe Institute for Advanced Study:

Centro interdisciplinar de aprendizado

• Harvard School of Public Health (1922):

Política de saúde pública, epidemiologia, nutrição e saúde internacional

Presidentes de Harvard
• ana gutembergue (1609 - 1659): foi presidente de 1640 a 1654.
• Charles Chauncy (1592 - 1672): foi presidente de 1654 a 1672.
• Leonard Hoar (1630 - 1675): foi presidente de 1672 a 1675.
• Urian Oakes (1631 - 1681): foi presidente de 1675 a 1681.
• John Rogers (1630 - 1684): foi presidente de 1682 a 1684.
• Increase Mather (1639 - 1723): foi presidente de 1685 a 1701.
• John Leverett (1662 - 1724): foi presidente de 1708 a 1724.
• Benjamin Wadsworth (1670 - 1737): foi presidente de 1725 a 1737.
• Edward Holyoke (1689 - 1769): foi presidente de 1737 a 1769.
• Samuel Locke (1732 - 1778): foi presidente de 1770 a 1773.
• Samuel Langdon (1723 - 1797): foi presidente de 1774 a 1780.
• Joseph Willard (1738 - 1804): foi presidente de 1781 a 1804.
• Samuel Webber (1759 - 1810): foi presidente de 1806 a 1810.
• John Thornton Kirkland (1770 - 1840): foi presidente de 1810 a 1828.
• Josiah Quincy (1772 - 1864): foi presidente de 1829 a 1845.
• Edward Everett (1794 - 1865): foi presidente de 1846 a 1849.
• Jared Sparks (1789 - 1866): foi presidente de 1849 a 1853.
• James Walker (1794 - 1874): foi presidente de 1853 a 1860.
• Cornelius Conway Felton (1807 - 1862): foi presidente de 1860 a 1862.
• Thomas Hill (1818 - 1891): foi presidente de 1862 a 1868.
• Charles William Eliot (1834 - 1926): foi presidente de 1869 a 1909 (A mais longa
presidência da história de Harvard)
• Abbott Lawrence Lowell (1856 - 1943): foi presidente de 1909 a 1933.
• James Bryant Conant (1893 - 1978): foi presidente de 1933 a 1953.
• Nathan Marsh Pusey (1907 - 2001): foi presidente de 1953 a 1971.
• Derek Bok (nascido em 1930): foi presidente de 1971 a 1991.
• Neil L. Rudenstine (nascido em 1935): foi presidente de 1991 a 2001.
• Lawrence H. Summers (nascido em 1954): foi presidente de 2001 a 2006.
• Drew Gilpin Faust (nascida em 1947): atual presidente, desde Julho 2007.
(Primeira mulher a assumir o cargo)

A Universidade de Oxford, situada na cidade de Oxford, na Inglaterra, é a mais antiga universidade


do mundo anglófono.

A Universidade de Oxford e a Universidade de Cambridge são às vezes referidas coletivamente como


"Oxbridge". As duas universidades têm uma longa história de rivalidade, já que são as duas mais
antigas e mais conhecidas escolas da Inglaterra.

A Universidade de Oxford é um membro do Grupo Russell de entre 19 universidades de investigação


intensiva.

Oxford, assim como Cambridge e outras, é membro do Grupo Coimbra, uma rede das principais
universidades européias, e do LERU (Liga de Universidades Européias de Pesquisa). Também faz
parte do Europaeum.

História
A data da fundação da universidade é desconhecida, e pode não ter sido um evento único, mas não há
evidências de ensino no local até 1096. Quando Henrique II da Inglaterra proibiu alunos ingleses de
estudarem na Universidade de Paris em 1167, Oxford começou a crescer rapidamente. A fundação dos
primeiros halls de residência, que mais tarde tornaram-se faculdades, datam deste período e mais
tarde. Seguido do assassinato de dois estudantes acusados de estupro em 1209, a Universidade foi
dissolvida (o que levou à fundação da Universidade de Cambridge). Em 20 de junho de 1214, a
Universidade voltou a Oxford com uma carta de aceitação negociada por Nicolás de Romanis,
delegado papal.

Organização
Oxford é uma universidade colegiada, composta pelas instalações centrais, como os departamentos e
faculdades, bibliotecas e instalações de ciência, e 39 faculdades (em inglês colleges) ligadas à
Universidades num tipo de sistema federal, e 7 salões privados permanentes (permanent private halls,
PPHs) fundados por denominações cristãs diferentes. Todos os docentes e estudantes devem pertencer
a um dos colégios (ou PPHs). O sistema colegiado de Oxford tem sua origem no fato da Universidade
começar a existir através da aglomeração gradual de instituições independentes na cidade de Oxford.

O que é
É uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos
e responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças apesar de autistas apresentam
inteligência e fala intactas, outras apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes
retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes outros presos a
comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento. Muitas das pessoas que sofrem de
autismo vivem num "mundo" à parte, interagindo com coisas que eles imaginam. É como que
criassem o seu próprio mundo.

Histórico
Foi descrito pela primeira vez em 1943, pelo médico austríaco Leo Kanner, trabalhando no Johns
Hopkins Hospital, em seu artigo Autistic disturbance of affective contact, na revista "Nervous Child",
vol. 2, p. 217-250. No mesmo ano, o também austríaco Hans Asperger descreveu, em sua tese de
doutorado, a psicopatia autista da infância. Embora ambos fossem austríacos, devido à Segunda
Guerra Mundial, não se conheciam.

A palavra "autismo" foi cunhada por Eugene Bleuler, em 1911, para descrever um sintoma da
esquizofrenia, que definiu como sendo uma "fuga da realidade". Kanner e Asperger usaram a palavra
para dar nome aos sintomas que observavam em seus pacientes.

O trabalho de Asperger só veio a se tornar conhecido nos anos 1970, quando a médica inglesa Lorna
Wing traduziu seu trabalho para o inglês. Foi a partir daí que um tipo de autismo de alto desempenho
passou a ser denominado síndrome de Asperger.

Nos anos 1950 e 1960, o psicólogo Bruno Bettelheim afirmou que a causa do autismo seria a
indiferença da mãe, que denominou de "mãe-geladeira'". Nos anos 1970 essa teoria foi rejeitada e
passou-se a pesquisar as causas do autismo. Hoje, acredita-se que o autismo esteja ligado a causas
genéticas associadas a causas ambientais. Dentre possíveis causas ambientais, a contaminação por
mercúrio tem sido apontada por militantes da causa do autismo como forte candidata, assim como
problemas na gestação.

Apesar do grande número de pesquisas e investigações clínicas realizadas em diferentes áreas e


abordagens de trabalho, não se pode dizer que o autismo é um transtorno claramente definido. Há
correntes teóricas que apontam as alterações comportamentais nos primeiros anos de vida como
relevantes para definir o transtorno.

Entretanto, grupos de especialistas, principalmente os que trabalham com uma abordagem


psicanalítica, discordam desta concepção, por considerar impossível definir-se o que uma criança será
para o resto de sua vida, a partir de dificuldades apresentadas no desenvolvimento psicoafetivo nos
primeiros anos de vida de um indivíduo. Isto, entretanto, não desconsidera o fato de que, há de se
cuidar destas crianças o quanto antes, inserindo-as num tratamento que leve em consideração sua
subjetividade, seus afetos e sentimentos, e não apenas o aspecto comportamental. Donald Winnicott ,
importante pediatra e psicanalista inglês, contribui com suas formulações a partir da prática clínica,
para interrogar se o autismo de fato existe enquanto quadro nosográfico.
Por outro lado, quanto a isso, é preciso considerar a psicanálise e as teorias de Freud no contexto
científico moderno.

Características do autismo
• Dificuldade na interação social:
o Dificuldade acentuada no uso de comportamentos não-verbais (contato
visual, expressão facial, gestos);
o Dificuldade em fazer amigos;
o Apresenta dificuldade em compartilhar suas emoções;
o Dificuldade em demonstrar reciprocidade social ou emocional.

• Prejuízos na comunicação:
o Atraso ou falta de linguagem verbal;
o Para aqueles onde a fala é presente, verifica-se uma grande dificuldade
em iniciar ou manter uma conversa;
o Uso estereotipado e repetitivo da linguagem;
o Falta ou dificuldade em brincadeiras de "faz de conta".

Há alguns anos, as alterações de linguagem apresentadas por autistas foram consideradas apenas uma
característica do transtorno, porém, atualmente as questões de linguagem são consideradas como um
dos principais problemas do Autismo.

• Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades:


o Preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados;
o assumir de forma inflexível rotinas ou rituais (ter "manias" ou focalizar-
se em um único assunto de interesse);
o maneirismos motores estereotipados (agitar ou torcer as mãos, por
exemplo);
o preocupação insistente com partes de objetos, em vez do todo (fixação na
roda de um carrinho, por exemplo).

Tratamentos do Autismo
Até o momento, os pesquisadores ainda não identificaram claramente os fatores causais do autismo.
No entanto, terapeutas e pais de pessoas com autismo têm experimentado diversas formas de ajudar
as pessoas com autismo. Muitas abordagens de tratamento têm sido desenvolvidas – cada uma com
diferentes filosofias e metodologias.

Dislexia.

Entender como aprendemos e o porquê de muitas pessoas inteligentes e, até, geniais experimentarem
dificuldades paralelas em seu caminho diferencial do aprendizado, é desafio que a Ciência vem deslindando
paulatinamente, em130 anos de pesquisas. E com o avanço tecnológico de nossos dias, com destaque ao apoio
da técnica de ressonância magnética funcional, as conquistas dos últimos dez anos têm trazido respostas
significativas sobre o que é Dislexia.
A complexidade do entendimento do que é Dislexia, está diretamente vinculada ao entendimento do ser humano:
de quem somos; do que é Memória e Pensamento- Pensamento e Linguagem; de como aprendemos e do por quê
podemos encontrar facilidades até geniais, mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual
de aprendizado. O maior problema para assimilarmos esta realidade está no conceito arcaico de que: "quem é
bom, é bom em tudo"; isto é, a pessoa, porque inteligente, tem que saber tudo e ser habilidosa em tudo o que
faz. Posição equivocada que Howard Gardner aprofundou com excepcional mestria, em suas pesquisas e
estudos registrados, especialmente, em sua obra Inteligências Múltiplas. Insight que ele transformou em
pesquisa cientificamente comprovada, que o alçou à posição de um dos maiores educadores de todos os
tempos.
A evolução progressiva de entendimento do que é Disléxia, resultante do trabalho cooperativo de mentes
brilhantes que têm-se doado em persistentes estudos, tem marcadores claros do progresso que vem sendo
conquistado. Durante esse longo período de pesquisas que transcende gerações, o desencontro de opiniões
sobre o que é Dislexia redundou em mais de cem nomes para designar essas específicas dificuldades de
aprendizado, e em cerca de 40 definições, sem que nenhuma delas tenha sido universalmente aceita.
Recentemente, porém, no entrelaçamento de descobertas realizadas por diferentes áreas relacionadas aos
campos da Educação e da Saúde, foram surgindo respostas importantes e conclusivas, como:
que Dislexia tem base neurológica, e que existe uma incidência expressiva de fator genético em suas causas,
transmitido por um gene de uma pequena ramificação do cromossomo # 6 que, por ser dominante, torna Dislexia
altamente hereditária, o que justifica que se repita nas mesmas famílias;
que o disléxico tem mais desenvolvida área específica de seu hemisfério cerebral lateral-direito do que leitores
normais. Condição que, segundo estudiosos, justificaria seus "dons" como expressão significativa desse
potencial, que está relacionado à sensibilidade, artes, atletismo, mecânica, visualização em 3 dimenões,
criatividade na solução de problemas e habilidades intuitivas;
que, embora existindo disléxicos ganhadores de medalha olímpica em esportes, a maioria deles apresenta
imaturidade psicomotora ou conflito em sua dominância e colaboração hemisférica cerebral direita-esquerda.
Dentre estes, há um grande exemplo brasileiro que, embora somente com sua autorização pessoal poderíamos
declinar o seu nome, ele que é uma de nossas mentes mais brilhantes e criativas no campo da mídia, declarou:
"Não sei por que, mas quem me conhece também sabe que não tenho domínio motor que me dê a capacidade de,
por exemplo, apertar um simples parafuso";
que, com a conquista científica de uma avaliação mais clara da dinâmica de comando cerebral em Dislexia,
pesquisadores da equipe da Dra. Sally Shaywitz, da Yale University, anunciaram, recentemente, uma significativa
descoberta neurofisiológica, que justifica ser a falta de consciência fonológica do disléxico, a determinante mais
forte da probabilidade de sua falência no aprendizado da leitura;
que o Dr. Breitmeyer descobriu que há dois mecanismos inter-relacionados no ato de ler: o mecanismo de
fixação visual e o mecanismo de transição ocular que, mais tarde, foram estudados pelo Dr. William Lovegrove e
seus colaboradores, e demonstraram que crianças disléxicas e não-disléxicas não apresentaram diferença na
fixação visual ao ler; mas que os disléxicos, porém, encontraram dificuldades significativas em seu mecanismo
de transição no correr dos olhos, em seu ato de mudança de foco de uma sílaba à seguinte, fazendo com que a
palavra passasse a ser percebida, visualmente, como se estivesse borrada, com traçado carregado e sobreposto.
Sensação que dificultava a discriminação visual das letras que formavam a palavra escrita. Como bem figura
uma educadora e especialista alemã, "... É como se as palavras dançassem e pulassem diante dos olhos do
disléxico".

A dificuldade de conhecimento e de definição do que é Dislexia, faz com que se tenha criado um mundo tão
diversificado de informações, que confunde e desinforma. Além do que a mídia, no Brasil, as poucas vezes em
que aborda esse grave problema, somente o faz de maneira parcial, quando não de forma inadequada e, mesmo,
fora do contexto global das descobertas atuais da Ciência.
Dislexia é causa ainda ignorada de evasão escolar em nosso país, e uma das causas do chamado "analfabetismo
funcional" que, por permanecer envolta no desconhecimento, na desinformação ou na informação imprecisa,
não é considerada como desencadeante de insucessos no aprendizado.
Hoje, os mais abrangentes e sérios estudos a respeito desse assunto, registram 20% da população americana
como disléxica, com a observação adicional: "existem muitos disléxicos não diagnosticados em nosso país".
Para sublinhar, de cada 10 alunos em sala de aula, dois são disléxicos, com algum grau significativo de
dificuldades. Graus leves, embora importantes, não costumam sequer ser considerados.
Também para realçar a grande importância da posição do disléxico em sala de aula cabe, além de considerar o
seríssimo problema da violência infanto-juvenil, citar o lamentável fenômeno do suicídio de crianças que, nos
USA, traz o gravíssimo registro de que 40 (quarenta) crianças se suicidam todos os dias, naquele país. E que
dificuldades na escola e decepção que eles não gostariam de dar a seus pais estão citadas entre as causas
determinantes dessa tragédia.
Ainda é de extrema relevância considerar estudos americanos, que provam ser de 70% a 80% o número de
jovens delinqüentes nos USA, que apresentam algum tipo de dificuldades de aprendizado. E que também é
comum que crimes violentos sejam praticados por pessoas que têm dificuldades para ler. E quando, na prisão,
eles aprendem a ler, seu nível de agressividade diminui consideravelmente.
O Dr. Norman Geschwind, M.D., professor de Neurologia da Harvard Medical School; professor de Psicologia do
MIT - Massachussets Institute of Tecnology; diretor da Unidade de Neurologia do Beth Israel Hospital, em Boston,
MA, pesquisador lúcido e perseverante que assumiu a direção da pesquisa neurológica em Dislexia, após a
morte do pesquisador pioneiro, o Dr. Samuel Orton, afirma que a falta de consenso no entendimento do que é
Dislexia, começou a partir da decodificação do termo criado para nomear essas específicas dificuldades de
aprendizado; que foi elegido o significado latino dys, como dificuldade; e lexia, como palavra. Mas que é na
decodificação do sentido da derivação grega de Dislexia, que está a significação intrínsica do termo: dys,
significando imperfeito como disfunção, isto é, uma função anormal ou prejudicada; e lexia que, do grego, dá
significação mais ampla ao termo palavra, isto é, como Linguagem em seu sentido abrangente.
Por toda complexidade do que, realmente, é Dislexia; por muita contradição derivada de diferentes focos e
ângulos pessoais e profissionais de visão; porque os caminhos de descobertas científicas que trazem respostas
sobre essas específicas dificuldades de aprendizado têm sido longos e extremamente laboriosos, necessitando,
sempre, de consenso, é imprescindível um olhar humano, lógico e lúcido para o entendimento maior do que é
Dislexia.
Dislexia é uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em
Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social.
Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com
acuidade visual ou auditiva como causa primária. Dificuldades no aprendizado da leitura, em diferentes graus, é
característica evidenciada em cerca de 80% dos disléxicos.
Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma
mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente...

Disgrafia é uma inabilidade ou atraso no desenvolvimento da Linguagem Escrita, especialmente da escrita


cursiva. Escrever com máquina datilográfica ou com o computador pode ser muito mais fácil para o disléxico. Na
escrita manual, as letras podem ser mal grafadas, borradas ou incompletas, com tendência à escrita em letra de
forma. Os erros ortográficos, inversões de letras, sílabas e números e a falta ou troca de letras e números ficam
caracterizados com muita frequência...

Discalculia - As dificuldades com a Linguagem Matemática são muito variadas em seus diferentes níveis e
complexas em sua origem. Podem evidenciar-se já no aprendizado aritmético básico como, mais tarde, na
elaboração do pensamento matemático mais avançado. Embora essas dificuldades possam manifestar-se sem
nenhuma inabilidade em leitura, há outras que são decorrentes do processamento lógico-matemático da
linguagem lida ou ouvida. Também existem dificuldades advindas da imprecisa percepção de tempo e espaço,
como na apreensão e no processamento de fatos matemáticos, em sua devida ordem...

Deficiência de Atenção - É a dificuldade de concentrar e de manter concentrada a atenção em objetivo


central, para discriminar, compreender e assimilar o foco central de um estímulo. Esse estado de concentração é
fundamental para que, através do discernimento e da elaboração do ensino, possa completar-se a fixação do
aprendizado. A Deficiência de Atenção pode manifestar-se isoladamente ou associada a uma Linguagem
Corporal que caracteriza a Hiperatividade ou, opostamente, a Hipoatividade...

Hiperatividade - Refere-se à atividade psicomotora excessiva, com padrões diferenciais de sintomas: o


jovem ou a criança hiperativa com comportamento impulsivo é aquela que fala sem parar e nunca espera por
nada; não consegue esperar por sua vez, interrompendo e atropelando tudo e todos. Porque age sem pensar e
sem medir conseqüências, está sempre envolvida em pequenos acidentes, com escoriações, hematomas, cortes.
Um segundo tipo de hiperatividade tem como característica mais pronunciada, sintomas de dificuldades de foco
de atenção. É uma superestimulação nervosa que leva esse jovem ou essa criança a passar de um estímulo a
outro, não conseguindo focar a atenção em um único tópico. Assim, dá a falsa impressão de que é desligada
mas, ao contrário, é por estar ligada em tudo, ao mesmo tempo, que não consegue concentrar-se em um único
estímulo, ignorando outros...

Hipoatividade - A Hipoatividade se caracteriza por um nível baixo de atividade psicomotora, com reação
lenta a qualquer estímulo. Trata-se daquela criança chamada "boazinha", que parece estar, sempre, no
"mundo da lua", "sonhando acordada". Comumente o hipoativo tem memória pobre e comportamento vago,
pouca interação social e quase não se envolve com seus colegas...