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Conteúdo

Introdução....................................................................................................................................2
Conceito de co-seguros................................................................................................................3
Escrita da co-seguradora líder......................................................................................................4
Aplicações..................................................................................................................................15
Conceito de resseguro................................................................................................................28
Tipos de Resseguradores............................................................................................................31
Funções do Resseguro................................................................................................................32
Contratos de resseguro..............................................................................................................36
Resseguro facultativo.................................................................................................................36
Resseguro obrigatório ou automático........................................................................................36
Resseguro facultativos obrigatório ou misto..............................................................................37
Contratos proporcionais.............................................................................................................37
Contrato de participação ou quota-parte...................................................................................37
Contratos não proporcionais......................................................................................................39
Contabilização do resseguro......................................................................................................40
Prémios......................................................................................................................................41
Aplicacoes..................................................................................................................................51
Conclusão...................................................................................................................................58
Bibliografia.................................................................................................................................59

1
Introdução
O presente trabalho ira abordar questões ligadas ao co-seguro e resseguro, visto que O co-
seguro ‘é admitido em todos os ramos de seguro relativamente a contractos que, pela
sua natureza ou importância, justifiquem a intervenção de vários empresas de seguros.

2
Conceito de co-seguros
O co-seguro consiste na Assimilação conjunta de um determinado risco por varias
empresas de seguros, denominadas co-seguradoras, de entre as quais uma é líder, sem
que haja solidariedade entre elas, através de u contracto de seguro único, com as
mesmas garantias e período de duração e com um período premio global.

O co-seguro ‘é admitido em todos os ramos de seguro relativamente a contractos que,


pela sua natureza ou importância, justifiquem a intervenção de vários empresas de
seguros.’

O contracto de co-seguro é determinado por uma apólice única, emitida pela líder e
assimilada por todas as co-seguradoras, devendo nela figurara quota-parte do risco ou a
parte percentual do capital, assumida de cada uma.

No contracto de co-seguro não existe uma solidariedade entre as co-seguradoras pelas


responsabilidades assumidas, respondendo entre a co-seguradora apenas pela quota-
parte do risco garantido ou pela parte percentual ou capital seguro garantido.

No que respeita a liquidação de sinistros decorrentes de contracto de co-seguros, pode a


mesma ser efectuado através de uma das seguintes modalidades, a constar pode a
mesma ser efectuada através de uma das seguintes modalidades, a constar
expressamente da respectiva apólice:

a) Ser líder a proceder a liquidação do sinistro, em seu próprio nome e em nome e


por conta das restantes co-seguradoras;
b) Ser cada uma das co-seguradoras a proceder a liquidação da parte do sinistro
proporcional a quota-parte do risco que garantiu ou a parte proporcional do
capital de assumi.

Do ponto de vista técnico, que o co-seguro quer o resseguro pretendem obter os mesmos
resultados que são a divisão do risco. No co-seguro, cada co-seguradora apenas
responde pela sua quota-parte de responsabilidade, enquanto no seguro o segurador
directo responde por todo o risco, sendo certo que, ocorrido um sinistro, ele vai
recuperar do seu ressegurador a respectiva quota-parte, nos termos do contracto de
resseguro entre ambos celebrados.

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Asa relações entre a co-seguradora líder, as outras co-seguradoras e o tomador de
seguro podem sintetizar-se no esquema seguinte.

Figura 1.
D
A B

Em que:

A - Tomador de seguro

B,C,D e E - CO – seguradoras, em que B é a líder

Relações directas

Relações indirectas (podendo, no pagamento do sinistros, haver aqui relações


directas).

Escrita da co-seguradora líder


No co-seguro, a líder do contracto terá de contabilizar na sua escrita os prémios, as
remunerações de mediação (caso existam) e os sinistros. Como o co- seguro é um
negócio de seguro directo e como tal contabilizado, as contas a movimentar são as
indicadas para aquele tipo de seguro, ou seja

- Tomadores se seguro’

- Custos com sinistros;

Custos e gastos de exploração;

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Prémios brutos emitidos.

Estas contas, naturalmente, junta-se a rubrica ‘42 - co-empresas de seguros’’ que


registara os movimentos com outras seguradoras resultantes de celebração conjunta de
contracto de co-seguros (prémios, remunerações de mediação sinistros e comissão de
co-gestão)., que o PCES decompõe nas seguintes contas d 2º grau.

- Filiais

– Associadas;

- Outras participadas e participantes (incluindo empreendimentos conjuntos)

- Outras co- empresas de seguros

Por sua vez, todas estas contas se desdobraram da seguinte maneira.

- prémios a pagar;

- sinistros a pagar;

- reembolsos de sinistros a pagar;

– remunerações a pagar (de estornos);

- remunerações a receber;

- estornos a receber;

- sinistros a receber

- contas correntes;

A conta ‘ – prémios a pagar’’ registam, na contabilidade da líder, o valor das quotas-


partes dos prémios (incluindo encargos), correspondentes as restantes co-empresas de
seguros, que ainda não foram cobrados.

A conta - sinistros a pagar’’ regista a crédito, na contabilidade da líder, o valor da


quota-parte correspondente as outras co-empresas de seguros no valor dos sinistros a
pagar quando é a líder que procede, em seu nome próprio e em nome e por conta das
restantes co-empresas de seguros, a liquidação global do sinistro, É debitada aquando do
pagamento dos sinistros, pela líder.

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A conta ‘’ - reembolsos de sinistros a pagar’’ regista, na contabilidade da líder, o valor
da quota-parte correspondente as outras co-empresas de seguro, dos reembolsos de
sinistros que ainda não foram cobrados.

A conta ‘ - remuneração a pagar (de estornos) ‘ regista na contabilidade da líder, o valor


da quota-parte corresponde as outras co-empresas dos seguros, nos estornos de
remuneração dos mediadores.

A conta - remunerações a receber’ regista na contabilidade da líder, o valor da quota-


parte correspondente as outras co-empresas de seguros, nas remunerações dos
mediadores processadas relativas a prémios ainda não cobrados.

A conta - estornos a receber’ regista na contabilidade a líder, o valor da quota-parte


correspondente as outras co-empresas de seguros nos estornos de prémios emitidos que
ainda não foram pagos.

A conta - sinistros a receber ‘’ regista na contabilidade da líder, débito, o valor da


quota-parte correspondente as outras co-empresas de seguros no valor dos sinistros a
pagar, quando é a líder que procede, em seu nome próprio e em nome e por conta das
restantes co-empresas de seguros, a liquidação global do sinistro. É creditada aquando
do pagamento dos sinistros, pela líder.

Finalmente, a conta – constas correntes; regista o movimento de afectivo ou corrente


com outras empresas de seguros resultantes da celebração conjunta de líder de co-
seguro. Este é a verdadeira conta financeira onde se apura o que a líder tem a receber ou
a pagar as restantes co-seguradoras.

Constata-se, assim, que uma das quatro subcontas da conta - co-empresas de seguros’
apresenta oito subcontas (contas do 3º grau), o que obriga a que saiba qual delas deve
ser correctamente movimentada na contabilização das diversas operações. A solução é
simples pois, com excepção da conta- contas correntes ‘ e excluindo os lançamentos de
transferência de contas, de estornos e de anulações, devem ser debitadas as contas que
incluam a expressão ‘ a receber’ a creditadas as que incluem a expressar ‘ a pagar’

De referir que compete a co-seguradora líder, para quem constitui receita o custo da
apólice, a liquidação de todas as taxas e impostos que são directamente cobrados dos
tomadores de seguro.

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Embora o PCES o não refira expressamente, entende-se que a taxa para o FGA, cobrada
dos tomadores de seguros, no ramo automóvel, será proporcionalmente transferida para
as co-seguradoras, já que a sua contabilização se efectua na conta – prémios brutos
emitidos/ prémios de seguro directo não-vida/prémios processados ‘’, e a mesma, como
esclarece a Circular n.º 22/94, de 2 de Marco, ser tida como um adicional e não como
um imposto ou uma taxa.

De referir, ainda, que a contabilização pela líder, como proveitos, das comissões de
gestão de co-seguro a que tem direito e feita na conta – Outros rendimentos/Técnicos
Comissões de Gestão de Co-Seguro’’.

Do ponto de vista contabilístico, os lançamentos a efectuar pelo líder, com reflexo na


escrita das restantes empresas de seguros, são os seguintes.

a) Pelo processamento do recibo de premio

→ A débito

‒ Conta 408 – tomadores de seguro / Contas de Cobrança.

→ A Credito

 Conta – Prémios Brutos Emitidos/…/ Prémios Processados;


 Conta – Prémios Brutos Emitidos/…/ Apólices e Actas Adicionais;
 Conta – Co-Empresas de Seguros /…/ Prémios a Pagar;
 Conta – Activos e passivos por imposto e taxas/ Activos e passivos por
imposto e (Taxas) Correntes / Outros Impostos e taxas/Imposto de selo/ selo
de Apólice/processado;
 Conta – Activos e passivos por imposto e taxas/ Activos e passivos por
imposto e (Taxas) Correntes / Outros Impostos e taxas/Taxa para a
ANPC/processado;
 Conta – Activos e passivos por imposto e taxas/ Activos e passivos por
imposto e (Taxas) Correntes / Outros Impostos e taxas/Taxa para o
INEM/processado;
 Conta – Activos e passivos por imposto e taxas/ Activos e passivos por
imposto e (Taxas) Correntes / Outros Impostos e taxas/Taxa para o FAT /
processado;

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b) Pelo processamento das remunerações de mediação

→ A débito

 Conta – Custo de Gestão de Exploração/ Custo de Aquisições


/…/ Remunerações e Comissões / Remunerações de Mediação;
 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Remunerações a Receber;
 Conta – Mediadores de Seguro /…/ Remunerações a pagar;

Nota: No caso de casa co-seguradora pagar ao mediador as remunerações


de mediação, a líder, a quem compete a cobrança do recibo, apenas as
debitara, se for caso disso, pela respectiva quota-parte dos custos com a
cobrança dos recibos de premio, ou seja:

→ A débito

 Conta – Custo e Gastos de Exploração/Custos de Aquisição /…/


Remunerações e Comissões / Remunerações e Comissões /
Remunerações de Mediação;
 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Remunerações a Receber;

→ A Credito

 Conta – Mediadores de Seguro /…/ Remunerações a pagar;


c) Pelo credito as restantes co-seguradoras do valor do premio de seguros a
que tem direito, reflexo da cobrança do recibo de premio pela líder ou
por um mediador.

→ A débito

 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Prémios a Pagar;

→ A Credito

 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Conta Correntes;


d) Pelo debito as restantes co-seguradoras do valor das remunerações de
mediação que lhe respeitem, reflexo da cobrança do recibo de premio
pela líder ou por um mediador.

8
→ A débito

 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Conta Correntes;

→ A Crédito

 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Remunerações a Receber;


e) Pelo processamento das comissões de co-gestão;

→ A débito

 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Conta Correntes;

→ A Crédito

 Conta – Outros Rendimentos /Técnicos /…/ Comissões de Gestão de


Co-Seguro;
f) Pelo processamento de recibo de estorno

→ A débito

 Conta – Prémios Brutos Emitidos/…/ Prémios Estornados;


 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Estamos a Receber;
 Conta – Activos e passivos por imposto e taxas/ Activos e passivos por
imposto e (Taxas) Correntes / Outros Impostos e taxas/Imposto de selo/ selo
de Apólice/processado;
 Conta – Activos e passivos por imposto e taxas/ Activos e passivos por
imposto e (Taxas) Correntes / Outros Impostos e taxas/Taxa para a
ANPC/processado;
 Conta – Activos e passivos por imposto e taxas/ Activos e passivos por
imposto e (Taxas) Correntes / Outros Impostos e taxas/Taxa para o
INEM/processado;
 Conta – Activos e passivos por imposto e taxas/ Activos e passivos por
imposto e (Taxas) Correntes / Outros Impostos e taxas/Taxa para o FAT /
processado;

→ A Crédito

 Conta 40x4 – Tomadores de Seguro /…/ Estamos a Receber;

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g) Pelo processamento do estorno das remunerações de mediação

→ A débito

 Conta – Mediadores de Seguros/…/ Remunerações a Receber (se


Estornos).

→ A Crédito

 Conta – Custo e Gastos de exploração/ Custo de Aquisição/…/ Remunerações


e Comissões / Renumerações de Mediação;
 Conta – Co-Empresa de Seguros/…/ Remunerações a pagar (se Estornos).
h) Pelo debito as restantes co-seguradoras do premio estornado, reflexo do
pagamento pelo líder ou por um mediador do recibo de estorno.

→ A débito

 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Conta Correntes;

→ A Crédito

 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Estamos a Receber;


i) Pelo crédito a restantes co-seguradoras das remunerações de mediação
do estornado, reflexo do pagamento pelo líder ou por um mediador de
recibo de estorno

→ A débito

 Conta – Co-Empresa de Seguros/…/ Remunerações a pagar (se Estornos).

→ A Crédito

 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Conta Correntes;


j) Pela regularização da comissão de co-gestão, reflexo do pagamento pela
líder ou por um mediador do recibo de estorno

→ A débito

 Conta – Outros Rendimentos /Técnicos /…/ Comissões de Gestão de


Co-Seguro;

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→ A Crédito

 Conta – Co-Empresas de Seguro /…/ Conta Correntes;


k) Pelo processamento do distrito

→ A débito

 A conta - custos com sinistros /.../ variação da provisória para


sinistros
 - co - empresas de seguros / .../ sinistros a receber

→ A Crédito

 Conta - Provisões Técnicas de Seguro Directo Vida/ provisão para


Sinistros / prestações; ou
 Conta - provisões técnicas se Seguro Directo Não vida/Provisão para
sinistros.
 Conta - Co - Empresas de seguros /.../ sinistros a Pagar
l) Pelo pagamento do sinistro pela líder ou por um mediador

→ A débito

 Conta - provisões técnicas de Seguro Directo Vida/ provisões para


sinistros
 Conta - provisões Técnicas de seguro Directo Não Vida/ Provisão
para sinistros;
 Conta - co-empresas de seguros /.../ sinistro a apagar

→ A Crédito

 A conta - caixa e seus equivalentes /sede; ou


 Conta - depósitos a ordem; ou
 Conta - Mediadores de seguro/.../ contas correntes; ou \ conta 2326 -
investimentos não técnicos/ outros Investimentos Financeiros/
depósitos a ordem em instituições de crédito

m) pelo debito as restantes co- seguradoras do sinistro a seu cargo, reflexo


do seu pagamento pela líder ou por um mediador.

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→ A débito

 Conta - Co- empresas de Seguros/.../ contas Correntes.

→ A Crédito

 Conta - co-empresas de Seguros/.../ sinistro a receber


n) Pela liquidação de saldos entre a líder e cada restantes co-seguradores
debita-se ou credita-se, consoante a natureza dos saldos,
 A conta – co – empresas de Seguros /.../ contas Correntes “ das
restantes empresas de seguros por compartilhada de “ 50 e seus
equivalentes “ ou de “ - depósitos a ordem”escrita das co- seguradoras
não lideres segundo o mesmo raciocínio do utilizado na escrita da líder,
s registos a efectuar na escrita das co-seguradoras não lideres são as
seguintes:

o) Pelo processamento do premio de seguro correspondente as


responsabilidades assumidas.

→ A débito

 Conta - tomadores de Seguro de cobrança/ Directa/ Sede

→ A Crédito

 Conta - Prémios Brutos Emitidos/.../ Prémios Processados


p) Pelo processamento das remunerações de mediação as responsabilidades
assumidas

→ A débito

 A conta - Custos de Exploração/ Custos de Aquisição/.../ remunerações


e Comissões/ Remunerações e Mediação

→ A Crédito

 A conta - Mediadores de seguro/.../ Remunerações a pagar.

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a) Pelo debito a líder do premio de seguro devido, reflexo da cobrança do recibo de
premio

→ A débito

 Conta - co - Empresas de Seguros/.../ Contas correntes

→ A Crédito

 A conta - tomadores de seguro / contas de cobrança / Directa sede.


b) Pelo credito a líder das remunerações de mediação devidas, reflexo da cobrança
do recibo de premio.

→ A débito

 A conta - Mediadores de seguro/.../ remunerações a pagar

→ A Crédito

 A conta - Co. – Empresas de seguros /.../ contas seguros


c) Pela anulação da quota-parte do premio e das remunerações de mediação após a
comunicação pela líder da anulação de um determinado recibo, as restantes
empresas de seguros farão a anulação dos prémios que lhes respeitam e ainda, se
for o caso, das remunerações de mediação. Assim sendo, os lançamentos a
efectuar são os livros dos efectuados a quando do processamento, quer dos
prémios de seguro, quer das remunerações de mediação.

d) Pelo processamento da comissão de co-gestão

→ A débito

 A conta - outros gastos/Técnicos/.../ Comissões de Gestão de Co-seguro.

→ A Crédito

 A conta - Co- Empresas de Seguros /.../ Contas Correntes.


e) Pelo processamento da quota-parte do premio estornado

→ A débito

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 Conta - Co – Empresas de Seguro/.../ Prémios estornados

→ A débito

 Conta - Prémios Brutos estimados /.../ Prémios Estornados.

→ A Crédito

 Conta - Tomadores de seguro/.../ Estornos a Pagar


f) Pelo processamento da quota-parte das remunerações de mediação estornadas

→ A débito

 A conta - mediadores de seguro/.../ Remunerações a receber ( de


estornos).

→ A Crédito

 A conta - custos e Gastos e exploração de Aquisição/.../ Remunerações e


comissões/ Remuneração de mediação

i) Pelo credito a líder da quota-parte do premio de seguro estornado, reflexo do


pagamento do recibo de estorno

→ A débito

 Conta - tomadores de seguro /.../ estorno a pagar.

→ A Crédito

 Conta - Co - Empresas de seguro/.../ contas correntes


j) Debito a líder da quota-parte das remunerações da mediação estornadas, reflexo do
pagamento do recibo de estorno

→ A débito

 Conta - Co - Empresas de seguros /../ Contas correntes

→ A Crédito

 Conta - mediadores de seguro /.../ remunerações a receberem (de


estornos).

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k) Pela regularização da comissão de co-gestão, reflexo de pagamento do recibo de
estorno

→ A débito

 Conta - Co - Empresas de seguros /.../ Contas correntes

→ A Crédito

 Conta - outros gastos/técnicos/.../comissão de gestão de co-seguro


l) Pelo processamento da quota-parte do sinistro

→ A débito

 Conta - custos com sinistros/.../ variação da provisão para sinistros

→ A Crédito

 Conta - provisões técnicas de seguro directo vida/ provisão para


sinistros; ou
 Conta - provisões técnicas de seguro Directo não vida/provisão para
sinistros
m) Pelo crédito a líder da quota-parte do sinistro, reflexo do seu pagamento do sinistro.

→ A débito

 A conta - provisões Técnicas de seguro Directo vida/ provisões para


sinistros ou’
 Conta - provisões técnicas de seguro Directo não vida/provisão para
sinistros

→ A Crédito

 Conta - Co – Empresas de seguros/.../ Contas Correntes


n) Pela liquidação de saldos entre as restantes co-seguradoras e a líder

Debita-se ou credita-se, conforme a natureza dos saldos, a conta “- co-Empresa de


seguros/.../ contas correntes”, da líder, por contrapartida de “- caixa e seus
Equivalentes” de “- depósitos a ordem” ou “- investimentos não afectos/ outros
Investimentos Financeiros/ depósitos a ordem em instituições de crédito”.

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Aplicações
I

Entre as empresas de seguros alfa, SA e Beta, SA, ambas com sede em Lisboa, foi
estabelecido no ramo Incêndio e outros Danos/ incêndio e Elementos da natureza um
contracto em regime de co- seguro em que a primeira (líder) participa no capital seguro
com uma percentagem de 70% a outra com as restantes 30% .

Em 12 de marco do ano n foi emitido pela líder, naquele ramo de seguro, o recibo n o
3005678, de sua cobrança, relativo a apólice a apólice n o300555 com base nos seguintes
elementos

- Prémios Simples ...............................................................4.689,68

- Encargos ..........................................................................939,74

- Premio Comercial...........................5.638,42

Custo da apólice.....................................................................2,00

- Premio Bruto....................................5.640,42

Selo de apólice (9%)....................................................................507,64

Taxa de ANPC (13%)................................................................733,25

- Premio Total..........................................6.88,31

Em 28 do mesmo mes o recibo foi cobrado pela líder

Pedido: considerado que os factos ocorridos na líder foram de imediato comunicados a


outras co-seguradora, que comissão de gestão de co-seguro apagar é 100,00 e que entre
as duas seguradoras não existe qualquer ligação em termos de participação no capital
social, contabilizar tais factos nas escritas de:

a) Alfa, SA
b) Beta, SA

16
a) Escrita de Alfa, SA

Lisboa, 12 de Março de n
Transporte...
mtn mtn
TOMADORES DE SEGURO
Contas de cobrança
Directa
Sede 6.881,31

PRÉMIOS BRUTOS EMITIDOS


Prémio de seguro directo não – vida
Prémios processados 3.946,89
Apólices de actas adicionas 2,00
CO EMPRESAS DE SEGURO
Outras Co Empresas de Seguros
Prémios a pagar
Beta, SA 1.691,53

Activos e passivos por impostos e taxas


Activos e passivos por impostos (e taxas) correntes
Outros impostos e taxas
Imposto de selo
Selo da apólice
Processado 507,64
Taxa para a ANPC
Processado 507,64
Pelo processamento do recibo n 3005678
28
CAIXA E SEUS EQUIVALENTES (OU 51 DEPÓSITOS A
ORDEM OU 23 INVESTIMENTOS NÃO EFECTIVOS)

Sede 6.881,31

TOMADORES DE SEGURO
Contas de cobrança
Directa 6.881,31
Sede
Pela cobrança do recibo n 3005678 mtn mtn
Transportas

17
Lisboa, 28 de marco de n
Transporte...
mtn mtn
ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS E TAXAS
Activos Passivos Por Impostos (E Taxas) Correntes
Outros impostos e taxas
Imposto do selo
Selo da apólice
Processado
Taxa para a ANPC 507,64
Processado 733,25

ACTIVOS E PASSIVOS POR INPOSTOS E TAXAS


Activos passivos por impostos (e taxas) correntes
Outros impostos e taxas
Imposto do selo
Selo da apólice
Cobrado
Taxa para a ANPC 507,64
Cobrado pela transferência da 1ª. Para a 2ª 733,25
CO-EMPRESAS DE SEGUROS
Outras co-empresas de seguros
Prémios a pagar
Beta, SA 1.691,53
CO-EMPRESAS DE SEGUROS
Outras co-empresas de seguros
Prémios a pagar
Beta, SA credito a co-empresa de seguros da quota-parte do 1.691,53
premio
CO-EMPRESAS DE SEGUROS
Outras co-empresas de seguros
Contas correntes
Beta, SA 100,00
OUTROS RENDIMENTOS
Técnicos
Relativos aos ramos Não –vida
Comissões a gestão de Co-seguro
Debito a co- empresa de seguros da comissão de co-gestão 100,00

18
Lisboa, 12 de Março de n
Transporte...

TOMADORES DE SEGURO
Contas de cobrança
Directa
Sede 1.691,53

PRÉMIOS BRUTOS EMITIDOS


Prémio de seguro directo não – vida 1.691,53
Prémios processados
28
CO EMPRESAS DE SEGURO
Outras Co Empresas de Seguros
Contas correntes
Alfa, SA 1.691,53

TOMADORES DE SEGURO
Contas de cobrança
Directa
Sede 1.691,53
Debito a líder da n/ quota-parte do premio

OUTROS GASTOS
Técnicos
Relativos aos Ramos não vida
Comissões de Gestão de Co — Seguros 100,00

CO-EMPRESAS DE SEGUROS
Outras co-empresas de seguros
Contas correntes
ALFA, SA 100,00
Credito a Co- empresa de seguros da comissão de co-gestão
b) Escrita de Beta, SA

II

Entre as empresas de seguros alfa, SA, Beta, e Gama, SA, todas com sede em Lisboa,
foi estabelecido na apólice n 700666 no ramo marítimo e transporte// mercadorias
transportadas, da angariação do agente de seguros. Lemos, pessoa singular, um

19
contracto em regime do co-seguro com a seguinte repartição, em percentagem, do
capital seguro:

- Alfa, SA (líder) ………………………………… 50%;

- Beta, SA…………………………………………25%;

- Gama, SA……………………………………….. 25%;

Relativamente a apólice acima referida, cujo recibo de premio vai ser cobrado pelos
mediadores do contrato, verificam-se no ano n, nas datas que se indicam, os seguintes
factos:

- Processamento pelo líder do recibo n° 700888, no valor de 52.324.36, assim


decomposto:

 Premio simples…………………………….40.000,00
 Encargos (20%) ……………………. ……. 8.000,00
 Premio comercial………………….48.000,00
 Custo da apólice………………..………… 4,00
 Premio bruto……………………….40.004,00
 Selo de apólice (9%) ……. ……………. …. 4.320,36
 Premio total……………. …………. 52.324,36
 Processamento das remunerações de mediação, no valor de 5.600,00, assim
distribuídos:
 Mediação (9%) ……………………4.000,00
 Cobrança (4%) ……………………1.600,00 5.600,00

- Cobrança do recibo n.º 700888 Pelo mediador do contrato que de imediato prestou
conta a líder do valor recebido, líquidos das remunerações de mediação respectivas e
acrescido do IRS calculado a taxa de 20% e do imposto do selo calculado a taxa de 2%,
impostos estes incidentes sobre o valor das remunerações de mediação, e que, no caso
do imposto de selo, a percentagem respectivas incide sobre o valor de tais

20
remunerações. Liquidas do próprio imposto de selo. Nesse sentindo, o mediador juntou
ao boletim de prestação de contas o cheque n.º 453278 sobre o Banco Nacional;

– Liquidação pelo líder as restantes seguradoras dos saldos em divida, líquidos da


comissão de co-gestão de 5% sobre o montante dos cheques n os 123456 e 123457 s/ o
banco comercial para as seguradoras beta, SA e Game, SA, respectivamente;

- Processamento pela líder do recibo de estorno n.º 70055 por 20% do valor do recibo
n.º 700888, líquido do custo da apólice, a pagar ao tomador de seguro C. Costa. foi
igualmente processado o estorno das remunerações respectivas;

-pagamento pela líder ao tomador de seguro de recibo de estorno n.º 70055, mediante a
emissão de cheque n.º 123458 sobre o Banco Comercial;

-recebimento pelo líder dos saldos em dividas pelas restantes co-seguradoras e pelo
mediador de seguros tomado em consideração que nos pagamentos efectuados pelas
seguradoras foi corrigida a comissão de gestão de co-seguro relativa aos prémios
estornados e que no pagamento efectuado pelo mediador foi considerada a correcção do
IRS e do imposto do saldo.

Pedido: considerando que os factos ocorridos na líder foram de imediato comunicados


existe qualquer ligação em termos de participação no capital social, reconhecer os factos
acima nas escritas de:

a) Alfa, SA
b) Beta, SA

21
a) Escrita de Alfa, SA

Lisboa, 04 de Janeiro de n
Transporte...

TOMADORES DE SEGURO
Contas de cobrança
Indirecta
Agentes
A. Lemos 52.324,36

PRÉMIOS BRUTOS EMITIDOS


Prémio de seguro directo Não – Vida
Prémios processados 24.000,00
Apólices de actas adicionas 4,00

CO EMPRESAS DE SEGURO
Outras Co-Empresas de Seguros
Prémios a pagar
Beta, SA 12.000,00
Gama, SA 12.000,00

ACTIVOS E PASSIVOS P/ IMPOSTOS E TAXAS


Activos e passivos por impostos (e taxas) correntes
Outros Impostos e Taxas
Imposto do selo
Selo da apólice
Processado 4.320,36
Pelo processamento do recibo no 700888
A transportar….

22
Lisboa, 04 de Janeiro de n
Transporte...

CUSTOS E GASTOS DE EXPLORACAO


Custos de aquisição
De aquisição de não-vida
Remunerações e comissões
Remunerações de mediações 28.000,00

CO-EMPRESAS DE SEGUROS
Outras co-empresas de seguros
Remunerações a receber
Beta, SA 1.400,00
Gama, SA 1.400,00

28
MEDIADORES DE SEGURO
Outros mediadores de seguro
Remunerações a pagar
A. Lemos 5.600,00
Pelo processamento das remunerações de imediação

MEDIADORES DE SEGURO
Outros mediadores de seguro
Contas correntes
A. Lemos 52.324,36

TOMADORES DE SEGURO
Contas de cobrança
Indirecta
Agentes
A. Lemos 52.324,36
Debito ao mediador do valor do recibo cobrado
//
MEDIADORES DE SEGURO
Outros mediadores de seguro
Remunerações a pagar
A. Lemos 5.600,00

MEDIADORES DE SEGURO
Outros mediadores de seguro
Contas correntes
A. Lemos 5.600,00
Credito ao mediador do valor das remunerações

23
A transportar…
Lisboa, 28 de Janeiro de n
Transporte...

Mediadores de seguro
Outros mediadores de seguro
Contas correntes
A.Lemos 1.229,80

ACTIVOS E PASSIVOS IMPOSTOS E


TAXAS
Activos e passivos por impostos (a TASXAS)
correntes
Retenção de imposto na fonte
No pagamento de rendimentos
Comerciais industrias 1.120;00
Outros impostos taxas
Imposto do selo
Selo de recibo 109,80

Caixa e seus equipamentos ( ou 51 depósitos a


ordem)

Sede
Mediadores de seguro 47.954,1
6
Outros mediadores de seguro
Contas correntes
A. Lemos 47.954,16
S/ entrega em cheque

Activos e passivos P/ impostos e taxas


Activos e passivos por impostos ( e taxas)
correntes
Outros impostos e taxas
Imposto de selo
Selo de apólice
Processado 4.320,36

Activos e passivos P/ impostos e taxas


Activos e passivos por impostos ( e taxas)

24
correntes
Outros impostos e taxas
Imposto de selo
Selo de apólice
Cobrado 4.320,36
Transferências 1ª . para 2ª

A
transportar...

Conceito de resseguro
Como facilmente se compreende, por muito poderosa que seja, poderá assinar, sob sua
exclusiva responsabilidade, certos riscos de quantias avultadas. Um modelo arranha-
céus, uma grande fábrica, o casco de um avião, um complexo industrial, um grande
petroleiro, uma central nuclear, uma refinaria, uma nave espacial, etc. Não podem ou
não devem depender única e exclusivamente das disponibilidades financeiras de uma só
seguradora já que, se essa seguradora assumisse sozinha tais riscos, estaria certamente
condenada a falência. Por muito avultados que fossem os montantes recebidos por esses
seguros, a titilo de prémios, e mesmo que durante anos seguidos se não registassem
sinistro, logo que ocorressem um de certo montante, nem os prémios nem as provisões
constituídas seriam certamente suficientes para pagar o sinistro.

O seguro e o resseguro são, por natureza, duas actividades interdependentes. Tal como
um cidadão comum transfere habitualmente para as seguradoras aos seus riscos, estas
reparem parte desses ricos com os resseguradores, caso sintam que não conseguem fazer
face as responsabilidades assumidas perante os tomadores de seguro. É a chamada
repartição vertical dos riscos em posição a repartição horizontal dos riscos, que se
verifica no co-seguro.

Da mesma forma que o tomador de seguros paga um prémio de seguro ao tentar


proteger-se de um riso segurável, também as seguradoras transferem partes desse risco
para resseguradores, a quem paga um premio de seguro. É a este seguro do seguro que
na terminologia técnica se chama seguro. Por este sistema, risco poderá ficar
extremamente fraccionado ou diluído através de uma serie de seguros sucessivos, Dai o
resseguro ser considerado a arte de pulverizar o risco dos seguros. No resseguro apenas
o segurador directo responde perante o tomador do seguro apesar de o risco estar

25
repartido por várias seguradoras. A sua existência não interfere nas ligações entre os
seguradores e os seus tomadores de seguro, não tendo este qualquer alteração no
processo, podendo exclusivamente conhecer a existência do resseguro.

O resseguro é assim a pedra básica de toda a actividade seguradora e a ele se deve, na


sua quase totalidade, o sucesso da divisão o risco. Com a prática do seguro, o risco
ultrapassa fronteiras, atravessa oceanos fazendo diluir por vezes por vários continentes,
os efeitos nefastos de um sinistro. Alias o carácter internacional do seguro tornou-se
praticamente uma constante através do desenvolvimento do resseguro, hoje
imprescindível na actividade seguradora.

O resseguro e normalmente aceite por resseguradoras especializadas mas também


podem efectua-los sociedades que pratiquem fundamentalmente o seguro directo. Assim
sendo, o seguro poder ser levada a efeito entre:

- Duas ou mas seguradoras:

- Uma seguradora e uma ou mas resseguradoras;

- Duas ou mas resseguradoras

De referir que o processo descrito não terminada nos resseguradores. Muitas vezes
estes operadores necessitam de ceder os seus riscos a outros resseguradores, criando
assim uma cadeira cujo principal objectivo e a distribuição ou repartirão do risco.
Estamos, assim perante resseguro do resseguro, denominado de retrocessos, que é
portanto, o resseguro de um negócio já tomado em resseguro. Os novos resseguradores,
chamados retrocessionarios, seguem igualmente a metodologia da repartição do risco,
originalmente proposto pelos tomadores de seguro, que se mantém alheios a processos
desde o seu inicio.

O esquema seguinte mostra a forma como podem estabelecidos as relações entre o


tomador de seguro e a sua seguradora e entre esta e as suas resseguradoras:

F
C
G

H
26
Figura:

I
A B D
J
U
K
E

Em que:

A. Tomador de seguro;
B. Seguradora que assume o risco (seguradora directa);
C. D<E,F…- Seguradoras que aceitam uma parcela do risco, em seguros, podendo,
por sua vez, efectuar novo seguro, entrando assim na retrocesso.

Quanto a contabilização temos:

+ Em b:

 Relação com A: seguro directo;


 Relação com C,D e E: resseguro cedido.

+Em C,D e E:

 Relação com B: seguro aceite;


 Relação com F,G,H,….Resseguro cedido (retrocesso).

+E assim sucessivamente.

Em termos genéricos, pode definir-se o resseguro como um acordo pelo qual uma
seguradora, mediante um certo premio, transfere para outra entidade parte das
responsabilidades ou dos riscos previamente assumidos. Consiste portanto, em o
segurador directo transferir para outra sociedade, chamada seguradora, parte dos riscos
que assumi perante o seu tomador do seguro, ou se quisermos podemos definir o seu
como um sistema técnico e financeiro das oscilações de sinistros em carteiras de
seguros. A seguradora que cede o risco chama-se cedeste ou ressegurada o a que o
aceite designação de resseguradora ou aceitante.

27
O regresso assenta em determinados princípios gerais, como sejam:

a) Identidade legal: os princípios legai aplicáveis são os de negocio original;


b) Interesse segurável: o resseguro deve ter por base um interesse segurável;
c) Máxima boa-fé: o resseguro assenta na boa-fé das partes contraentes;
d) Princípio da indemnização: acedente deve provar a obrigação
indemnizatória do segurador.

O resseguro não é, com tudo a única forma de repartição de riscos, pois as seguradoras,
como oportunamente já foi referido põem faze-lo utilizando mecanismos do co-seguro.
Neste caso as seguradoras distribuem entre si um riso considerado elevado, em que cada
uma é apenas responsável pela fracção de responsabilidade que aceitou. Embora útil,
co-seguro tem limitações e não suficiente para resolver os problemas do mercado
segurador, em especial no caso de frequência elevada de sinistros ou na cobertura de
riscos de capitais elevados que ultrapassam em muito o capital médio de cada empresa
de seguro.

Na actividade de resseguro, e na máxima importância a chamada retenção (holding),


que se define pelo montante máximo que a seguradora esta disposta a suportar, em caso
de sinistro que afecte um risco ou um conjunto de riscos. A retenção esta directamente
dependente do capital, das reservas livres e das disponibilidades financeiras das
seguradoras para pagar rapidamente aos tomadores de seguro, segurados e/ou
beneficiários dos contratos os sinistros que ocorram. O estabelecimento da retenção
depende igualmente de outros factores, nomeadamente da estrutura da carteira da
seguradora dos ramos explorados, de volume de prémios (total e por ramos), dos
capitais em risco, etc.

De referir igualmente que a campanhas de seguros, para alem de fixarem uma retenção
por risco, determinam também uma retenção por acontecimento, quando se daa
possibilidade de catástrofe.

Dois seguradores poder-se-ia passar aos retrocessionarios, dando se assim inicio a uma
serie de operações sucessivas nos diversos mercados mundiais, de modo a que o risco
seja diluído e não constitua uma responsabilidade demasiada elevada para cada um dos
participantes.

Tipos de Resseguradores
O resseguro, como se ilustra de seguida, é um negocio que se intervêm muitas
entidades:

a) O ressegurador profissional que se especializou no resseguro com é o caso, por


exemplo, da companhia Portuguesas resseguros da Munchen , Re da Swiss re, da
Gerling, entre outros;

28
b) O segurador que aceita resseguro, e que apesar de não se ter especializado no
seguro tem um departamento especifico para o efeito. Aqui se incluem muitas
seguradoras portuguesas estrangeiras e será o caso, por exemplo da companhia
de seguros Fidelidade Mundial, SA, aceita negócios em resseguro a companhia
de seguros a tranquilidade SA, vice-versa;
c) Os pools e organizações underwriting, que muitas vezes congregam varias
entidades, como é o caso, por exemplo do Pool de Riscos Atómico, de ex Pool
de seguros de colheitas, do Pool Espanhol de Grandes Riscos dos Pool de
seguros de responsabilidade civil dos danos causados ao meio ambiente, do
Institute of London Underwriting, entre outro;
d) O Lyod’s of London, que assume os riscos e distribui por vários sindicatos e
membros individuais.

Relativamente aos canais, há seguradores que usam os seus próprios corretores, são os
chamados direct writer, como é o caso dos seguradores suíços e germânicos, e há que
usam os corretores do mercado, como é o caso do mercado londrino, incluindo aqui o
Lyd’s. nos EUA, os primeiros são usados nos contratos facultativos e nos tratados
limites exposed, enquanto que os segundos são utilizados nos riscos catastróficos e clas
limits.

De referir que nalguns países o ressegura está nas mãos do Estado como acontes na
Índia, enquanto que noutros existem companhias especializadas em resseguros, como
acontece nas Bermudas (onde as vantagens fiscais são manifestas) e na Suíça. A estes
países podemos associar as Ilhas Cayman, os Barbados, Gibaraltar, ilha de Man e
Dublin.

Funções do Resseguro
Em termos gerais o resseguro permite uma reflexão na gestão dos riscos que o torna
actualmente, imprescindível na actividade seguradora.

As funções ou objectivos do resseguro são os seguintes:

a) Conservação de uma ampla distribuição dos riscos;

Efectivamente, nenhuma seguradora, por mais poderosa que seja, tem uma capacidade
financeira ilimitada que lhe permita encaixar qualquer risco ou qualquer conjunto de
riscos.

Assim, à semelhança do que se passa com o tomador de seguros que transfere para uma
seguradora os risco seguráveis, também as seguradoras transferem para outras
seguradoras partes dos riscos assumidos. Através dessa transferência, os riscos de
grandes dimensões são fragmentados, dispersando-se por pequenos riscos.

Com esta transferência diminui o risco aceite pelo segurador, de forma a tornar a sua de
um ramo ou de diversos ramos, mas homogéneas na sua estrutura. Perante uma
diversificação de riscos e de valores há que reduzir os montantes em risco, a uma

29
dimensão média que permita diminuir os desvios estatísticos ao mínimo, ao que se
chama tornar os riscos mais homogéneos.

Ao reduzir os desvios, quer através do co-seguro quer do resseguro, a seguradora esta


igualmente a diminuir as suas probabilidade de falência, porque os sinistros que venham
a ocorrer acabam por se situar em torno do valor médio antecipadamente fixado.

a) Flexibilidade na aceitação de riscos

Sem expediente do resseguro, as seguradoras não poderiam aceitar, ou aceitar


rapidamente, risco cuja importância ou gravidade poderiam, por falta de recurso, por
causa ou sua própria existência.

b) O poder de resposta perante o público

O resseguro, ao conferir as seguradoras uma maior flexibilidade, um maior poder de


aceitação e uma maior rapidez de apreciação, beneficia, fundamentalmente, pelas
garantias prestadas, aqueles que pretendem investir e/ou consumir. É, pois o publico o
grande benéfico e com ele toda a sociedade que se valoriza com os grandes
investimentos de riqueza e de maiores regalias sociais.

c) Fortalecimento da protecção aos tomadores de seguro

O resseguro para além de permitir aceitação de risco que sem ele não seria possível,
garante também aos tomadores de seguro, durante a vigência dos contratos.

A certeza do pagamento de indemnização, por muito elevadas que sejam e sem demoras
causadas por eventuais dificuldades de tesouraria.

d) Protecção contra a acumulação de riscos

Pode acontecer que a um mesmo segurador sejam oferecidos vários contratos diferentes,
de distintos proponentes ma cujos risco é acumulativo pois a realização do risco pode
incidir simultaneamente sobre todos os objectivos seguros. Essa acumulação de riscos
seria naturalmente muito mais perigosa para o segurador se este não tivesse a sua
percepção, de modo a poder precaver-se.

É o caso por exemplo, a existência de vários seguros de mercadorias transportadas por


via marítima e por serem transportadas num mesmo navio, estejam simultaneamente em
risco. Se o navio se afundar, o sinistro terá uma gravidade directamente dependente da
multiplicidade dos bens e capitais em risco, normalmente aceites independentemente
uns dos outros.

30
e) Evitar perdas graves em sinistros de ponta

Através do resseguro, situações cada vez mais frequentes de possibilidade de


indemnizações materiais muito elevadas, são atenuadas por modalidades próprias de
resseguro, como é o caso dos contratos de resseguro de excelente de sinistros.

f) Crescimento das empresas de seguro

Se o resseguro não seria possível às seguradoras atingirem os níveis de crescimento e de


volume de negócios nem os consequentes níveis de produtividade e de especialização
técnica que as economias de escala e as dimensões financeiras possibilitam.

g) Ajuda financeira

Através das comissões, de adiantamento de indemnizações por sinistros ou da


comparticipação na representação/caucionamento das provisões técnicas,
nomeadamente da provisão para sinistros, o segurador possibilita à seguradora uma
ajuda financeira que lhe permite uma melhor dinâmica em relação a investimentos e ao
fundo do maneio.

h) Ajuda técnica (e outras) às seguradoras

As grandes resseguradoras, através dos conhecimentos e informações técnicos que


possuem, fruto da sua experiencia internacional, podem esclarecer, informar e ceder
elementos as seguradoras directas, sobre aspectos tão diversos como tarifação, analise
de risco, gestão de sinistros, estática, prevenção, apoio à formação, programação de
novas formas de seguro, técnicas de venda, organização, etc.

i) Estabilidade dos resultados

A seguradora directa, pode através dos mecanismos que o resseguro lhe permite,
estabilizar os resultados dentro de parâmetro previamente determinados, diminuindo a
amplitude da sua variação.

Com efeito, ficam a cargo dos resseguradores não só os sinistros de ponta como também
a sinistralidade exageradas, de acordo com os contratos celerados e dentro de limites
pré-estabelecidos, o que permite a seguradora directa uma planificação económica e
financeira de relativo desafogo.

j) Desenvolvimento de solidariedade e cooperação

Tal como segura se fundamenta e desenvolve na pratica de solidariedade, também o


resseguro exerce funções semelhantes, dimensionando-as à escala internacional, nas
relações entre a cedente e a aceitante mantêm-se e predomina o principio fundamental
da boa fé, em que a segunda acompanha a sorte da primeira, traduzida na sua boa gestão
e nos seus erros.

Também a pratica da reciprocidade conduz a uma melhoria de cooperação entre as


empresas que exercem actividade seguradora.
31
k) Gestão de dimensão da carteira de seguro directo

O mecanismo do resseguro permite às seguradoras directas aumentar ou reduzir o


volume de prémios em certas modalidades de seguro, pela sua menor ou maior sessão as
resseguradoras.

5. Definição dos termos mais usuais em resseguros

De entre os termos mais utilizados no resseguro são de referir os seguintes:

32
 Boletim de resseguro (bordereaux): documento pelo qual a cedente informa a
resseguradora sobre as cessões ou sobre sinistros que lhe competem;
 Capacidade de um tratado: montante abrangido por um contrato de resseguro até
um tecto máximo cujo ultrapassagem obriga a colocação em facultativo, em
ficar a cargo da seguradora directa ou a não-aceitação do risco;
 Cedente ou ressegurada: a seguradora que transfere responsabilidade da sua
carteira de negócios;
 Cessão: a parte de negocio que é cedida ao ressegurador;
 Comissão de resseguro: quantia paga pelo ressegurador ` a cedente como
retribuição pelas despesas de aquisição e administração por ela suportadas
relativas ao negocio que é cedido, é facultada através de uma percentagem do
premio recebido pelo ressegurador;
 Corretor de Seguros: (broker): intermediário que, em troca de uma comissão,
coloca numa ou mais resseguradoras a cessão da cedente;
 Excedente: responsabilidade que ultrapassa o plano de retenção ou de
conservação e uqe devera ser ressegurada;
 Excess point: limite maximo de uma tranche;
 Nota de cobertura: (cover): documento passado pela resseguradora no qual ‘e
confirmada a cedente a cobertura provisória de certos riscos;
 Participação nos benefícios: (profit comission): percentagem dos lucros obtidos
pelo ressegurador com o negócio de resseguro cedido e nos quais a cedente
participa;
 Plano de aceitação, de conservação ou linha (line): a responsabilidade
exclusivamente a cargo da seguradora, após ter efectuado o resseguro;
 Reciprocidade: princípios pelo qual uma seguradora quando receber negócios de
outra seguradora se compromete a corresponderem, dando-lhe também
negócios;
 Ressegurador: a seguradora que aceita responsabilidades de uma cedente;
 Retenção (holding): parte da subscrição que o segurador directo retêm com ele
ou montante máximo que esta disposto a suportar em caso a suportar em caso de
sinistro;
 Retrocesso: a parte do negócio cedido que é proveniente do resseguro aceitei;
 Subscrição: importância tal do risco (ou do conjunto de risco) assumida pelo
segurador directo;
 Tranche ou lyer: parte do excedente de um tratado que cai dentro do âmbito da
responsabilidade determinado ressegurador, ficando a restante excedente,
constituído por mais uma ou varias tranches, a cargo de outros resseguradores;
 Tratado ou contracto de resseguro: documento no qual se estipulam as
obrigações e direitos da cedente e da resseguradora, relativamente do negocio
ressegurado;

33
Contratos de resseguro

6.1 Tipos de contratos de resseguro

Atendendo à relação existente entre a resseguradora, o resseguro pode ser:

a) Facultativo;
b) Obrigatório ou automático;
c) Facultativos -obrigatório ou misto.

Resseguro facultativo
O resseguro facultativo foi o método. Utiliza-se quando as coberturas automáticas ou
obrigatórias são ultrapassadas, quando o risco esta excluído dessas coberturas, quando a
ressegurada não deseja excluir nos contratos obrigatórios certos riscos ou ainda quando
não tem tratado a relação a certos ramos que explora raramente.

Toma a designação de facultativo porque quando a cedente com a aceitante tem a


faculdade de ressegurar ou não os negócios. Existe, pois a cedência facultativa de cada,
risco sendo também facultativa a aceitação de ressegurador.

Os riscos a ressegurar descritos num documento que a ressegurada apresenta às


resseguradoras e a qual estas responderam se aceitam ou ano, e em caso afirmativo, qual
a sua aceitação. Trata-se, portanto de um método caso a caso em que a cedente pode
escolher os riscos que prefere escolher os riscos que prefere ceder, assim como a
resseguradora pode variar a sua aceitação.

O resseguro facultativo tem, com tudo, as desvantagem derivadas do seu elevado custo
administrativo, gerar incomodidade, apresentar por vezes dificuldades na sua colocação,
proporcionar atrasos na emissão da apólice, etc.

Resseguro obrigatório ou automático


As condições de resseguro, para certo tipo de riscos, são estabelecidos por contrato
escrito, chamado tratado ou contrato de resseguro, entre a ressegurada e o(s)
ressegurado(es), traduzindo-se no aspecto fundamental de que aquele se obriga a ceder e
este(s) se obriga(m) a aceitar cessões de negócios, dentro de condições e limites previa e
contratualmente estabelecidos. Assim sendo, tanto a cedência como a aceitação são
obrigatórias.

O resseguro torna-se assim “automático”, de tratado administrativo simplificado, porque


standardizado. A existência de tratados faz com que deixem de existir perante
negociações pontuais, seguro a seguro, mas apenas negociações, em regra anuais, que
incidem sobre condições do tratado.

34
Resseguro facultativos obrigatório ou misto
No resseguro misto, a cedente fica com a liberdade de ceder ou não determinado
negocio mas obriga a ressegurador a aceita-lo, nos termos contratuais, no caso da aquela
o pretender ressegurar. É pois, facultativa a cedência mas obrigatória a aceitação pelo
ressegurador.

6.2 Os contratos proporcionais e os contratos não proporcionais

Quando às formas de participação, os cobradores de resseguro podem revestir as duas


modalidades seguintes:

a) Contratos proporcionais; e
b) Contratos nãos proporcionais.

Contratos proporcionais
Nos contratos proporcionais, em que existe uma divisão do risco, as importâncias a
cargo do ressegurador, em caso de sinistro, obedecem a proporções pré-estabelecidas
que se aplicam igualmente aos capitais seguros e aos prémios cedidos. Existe uma
proporção constante, em cada cedência entre capitais, prémios e sinistros.

Tais contratos caracterizam-se por existir uma repartição de responsabilidade entre a


cedente e o ressegurador com base no capital seguro, segundo uma proporção
previamente estabelecida. Assim sendo, o ressegurador assume uma determinada
percentagem dos riscos das responsabilidades dos negócios subscritos, sendo a
responsável pelos sinistros na exacta medida das responsabilidades assumidas e de
acordo com o premio recebido.

De referir que nesta modalidade de resseguros cedente tem direito a uma comissão de
cedência como reconhecimento dos seus maiores custos administrativos e de
comercialização, comissão essa que também reflecte os lucros esperados no contrato.

Os contratos proporcionais mais importantes revestem a duas modalidade seguintes:

i. Contrato de participação ou quota-parte (quota-share); e


ii. Contratos de excedente de capitais ou de plenos (surplus-share)

Contrato de participação ou quota-parte


Nos contratos de quota-parte, a ressegurada estipula com os resseguradores a cessão de
uma percentagem fixa sobre todos os negócios de determinado tipo, objecto de contrato,
contra igual percentagem dos prémios. Será o caso por exemplo, de no ramo
Automóvel, a cedente ficar com 60% de prémios de todos os contratos de seguro direito
celebrados e ceder em resseguro, para as coberturas não excluídas no tratado de
35
resseguro, os restantes 40%. Assim sendo, ressegurador aufere esta percentagem dos
prémios (simples) e ao mesmo tempo assume igual percentagem dos riscos.

É um processo desejável no caso das pequenas resseguradoras, ou para as seguradoras


que indicam exploração de um novo ramo, de que ainda não conhecem bem os
prováveis resultados estatísticos. Oferece menor interesse para as seguradoras directas
que tem boa capacidade técnica e financeira de gestão de riscos, a não ser que
pretendam uma simplificação administrativa em ramos de grande volume de prémios e
de capitais seguros relativamente informes ou homogéneos. Esta homogeneidade, com
tudo, pode conseguir-se através de um seguro de excedente de capitais.

De referir que os contratos de quota-parte são frequentemente acusados de conduzir a


uma grande importação ou sangria de divisas, face aos levados montantes de prémios
em jogo.

De notar também que a comissão de resseguro é estabelecida em percentagem do


premio cedido, e que a gestão deste tipo de contrato é simples pois a percentagem a
ceder é única e incide sobre a totalidade de negócios do ramo, objecto do tratado.

ii) contractos de excedentes de capitais ou de plenos

Nos contractos de excedente de capitais existe uma relação percentual entre as


contribuições recíprocas da ressegurada e d resseguradora mas apenas nos ricos que
ultrapassam um valor pré estabelecido, chamado excelente ou pleno.

O ressegurador é responsável pelo valor que ultrapassa um determinado montante do


capital em risco, da responsabilidade da ressegurada, chamado plano de conservação ou
de retenção, ou, por outras palavras, a ressegurada retém todo risco ate um determinado
valor e em que acima deste a responsabilidade é transferida para o ressegurador de
acordo com uma determinada percentagem. Nesta conformidade, se o capital em risco
não ultrapassar esse valor (o plano ou excedente), tendo em consideração a parte do
risco não cedida.

A capacidade global de aceitação, em seguro directo, tendo em conta a capacidade de


resseguro (obrigatório) chama-se plano de aceitação.

A capacidade dos tratados costuma avaliar-se em relação ao plano retenção ou de


conservação. Assim, um tratado poderá ter a capacidade máxima de n plenos, ou seja, n
vezes a retenção da ressegurada. Isto significa que a cedente pode aceitar
automaticamente n vezes o seu próprio pleno de conservação.

Essa capacidade de n plenos poderá, por sua vez submeter-se em vários excedentes
parciais subscritos por vários resseguradores, resultados tratados de 1.° Excedente com
menos, de 2.° Excedente com y plenos, etc…

O problema existente entre tipo de problema neste tipo de contrato de resseguro é o do


correcto cálculo do pleno, pelo segurador directo, em conformidade com a natureza,

36
dimensão dos riscos e a sua capacidade e política financeira. Dai o estabelecimento de
um pleno de conservação deve ser precedido de um aturado estudo, para que ele não
seja nem demasiado alto, dai advindo problemas graves de tesouraria, nem demasiado
baixo, com o que a resseguradora se transformaria numa mera angariadora de seguros
para os seus resseguradores.

Neste tipo de contrato, em que a percentagem do risco cedido é a mesma do premio, a


cedente tem igualmente tem igualmente directo a uma comissão, calculada em
percentagem do premio cedido. A sua gestão é trabalhoso dado o estabelecimento de
quotas de cedência caso a caso.

Assim, no caso de, uma seguradora ter concluído poder suportar em cada apólice do
ramo Incêndio e Outros Danos / Incêndio e Elementos da Natureza, sem recursos ao
resseguro e sem problemas de tesouraria, a verba de 50.000,00, e supondo ainda que o
limite dos seus contractos de resseguro obrigatório é de 200.000,00, então a capacidade
global de aceitação imediata da seguradora, sem recurso ao resseguro facultativo, é de
250.00,00(50.000,00 + 200.000,00). Os 50.000,00 constituem o plano de conservação
ou de retenção da seguradora e os 250.000,00 correspondem ao seu pleno de aceitação.

Do exposto infere-se que nos contratos de quota-parte as percentagens de prémios e de


responsabilidade são fixas, as dos contratos de excedentes de capitais são variáveis, já
que vão depender do valor em risco em cada contrato.

Contratos não proporcionais


Nos tratados ou contratos não proporcionais em que, em regra, não existem comissões,
as responsabilidades entrem acedentes e aceitantes são repartidas com base no montante
sinistro e não no capital seguro, pelo que os prémios e os sinistros não são repartidos
proporcionalmente. O ressegurador só se torna responsável em sinistros que ultrapassam
um montante pré-fixado e até ao limite estabelecido.

Os prémios devidos a ressegurador não correspondem aos capitais em risco, mas antes
uma percentagem dos prémios da carteira de seguros protegida. Tais prémios resultam
da aplicação de uma taxa sobre o valor dos prémios de seguro directo da cedente, não
sendo proporcionais as responsabilidades. Assim sendo, o premio de resseguro pode
varia de bastante de exercício para exercício.

A intenção da resseguradora é, fundamentalmente, a de acautelar os chamados ”sinistros


de ponta” ou então sinistralidades elevadas ou cíclicas em relação a encaixes a prémios
reduzidos.

Dadas as responsabilidades cada vez mais elevadas, resultantes nomeadamente dos


seguros de “responsabilidades”, o resseguro não proporcional tem vindo a adquirir uma
importância crescente, principalmente o de excesso de perda.

Os tratados não proporcionais admitem varias modalidade, sendo de destacar as duas


seguintes:

37
i) Contratos de excedentes de sinistros ou de excesso de perda (excesso of
loss); e
ii) Contratos de excedentes de taxa de sinistro ou de excesso de sinistralidade
(stop loss).
i) Contratos de excesso de perda

Nos contratos de excesso de perda, as seguradoras directa decide a máxima importância


que esta disposta a suportar por cada sinistro ou por cada evento catastrófico de
determinada classe de riscos, chamada franquia ou prioridade. Assim sendo, a
seguradora directa assume a totalidade das responsabilidades com a regularização de
sinistros até um certo montante e transfere para os resseguradores os pagamentos dos
sinistros acima desse montante. Por outras palavras o ressegurador responde prelos
prejuízos que, em cada sinistro, excedam a propriedade da cedente, até ao limite fixado.

O segurador directo celebra então, um contrato com o ressegurador para que este pague
os excedentes, quando existam, at’e em determinado limite máximo.

O tipo de cobertura por evento catastrófico protege a cedente contra as acumulações


quando numerosos sinistros são provenientes de um mesmo evento, por exemplo, um
quando números sinistros são provenientes de um mesmo evento, por exemplo um
terramoto. Tais contratos destinam-se, pois, a garantir uma ocorrência de natureza
catastrófica, como alias, pode acontecer nos seguros de acidentes de Trabalho e do ramo
Automóvel.

Nos contratos excedentes de sinistros, o segurador directo pagara ao segurador um


premio expresso, regra geral, em percentagem do total de prémios recebidos no tipo de
negócio em causa, e que variara não só com o maior ou menor limite de cobertura mas
também como a percentagem média de sinistralidade verificada em anos anteriores
relacionando em sinistros a cargo do ressegurador.

Assim, no caso de um tratado de excesso de perda prever para determinada apólice que,
por exemplo, os primeiros 25.000,00 de despesa ficam

Contabilização do resseguro
O resseguro cedido. Contas a movimentar e lançamento efectuar

38
No resseguro cedido, a ressegurada, na contabilidade da qual nos encontramos, é a
entidade que cede o negócio havendo a registar na sua escrita, os seguintes factores.

a) Prémios;
b) Comissões (caso existam);
c) Sinistros.

Prémios
Em resseguro, quando nos referimos a prémios estamos apensar em prémios simples,
por não existirem quaisquer encargos, Também os prémios de resseguro, quando
calculado em percentagem dos prémios do seguro directo. Representa essa percentagem
dos prémios simples (do seguro directo)

No tratado s de resseguros proporcionais (de quota – parte e de excedente dee4


capitais), a cadência dos prémios simples, como oportunamente foi referido, a
campanha a percentagem (é a mesma) de cadência de risco.

Os prémios resseguro cedido são registados a debito da conta “71 – prémios de


resseguro cedido” por compartida de “43 – resseguradores “, subcontas respectivas, faz-
se –a lançamento inverno pelo prémios anulados

Aquela conta da classe 7,cujo o saldo representa o valor líquido dos prémios cedidos em
resseguro no próprio exercício, inclui, de acordo com o PCES, todos os prémios pagos
ou a pagar, respeitantes a contratos de resseguro celebrados pela empresa de seguros. As
entradas de cardeiras a pagar aquando da celebração ou alteração de contratos de
ressegura devem ser debitadas; por sua vez, as saídas de carteiras a recuperar devem ser
creditadas.

Os resseguros tanto podem ser proveniente de seguro directo (Vida e Não-Vida) como
resseguro cedido “da seguinte maneira;

 - De seguro direito vida;


 -De seguro directo não –vida;
 -De resseguro Aceite vida:
 -De resseguro aceite não-vida

39
Por sua vez, todos estas contas do 2º grau se desdobram como segue:

 -Premios;
 -Entrada de carteiras;
 -saida de carteiras.

Quanto a conta “43-resseguradores”, que regista o movimento de efectivo com


resseguradores resultantes de negócio cedido ou retrocedido é desdobrada pelo PCES da
seguintes maneira:

 - Filiais;
 -Associadas;
 - Outras participadas e participantes (incluindo Empreendimentos conjuntos):
 - Outros resseguradores.

De notar que o movimento do resseguro cedido deve ser concedente com o do seguro
directo, ou do seguro aceite (no caso da retrocessao), Assim, se no seguro directo se
apre cessam, anulam ou estornam prémios de apólices abrangidas por um contrato de
resseguro, devera de imediato, ser contabilizado a parte correspondente ao resseguro
cedidos, com comunicação, nos termos do contrato, ao ressegurador. O mesmo se diga
em relação aos sinistros.

Do ponto de vista contabilístico, os lançamentos a efectuar são dos seguintes:

i) Pelo processamento dos prémios de resseguro cedidos


 A débito

- Conta - prémios de resseguro cedido//…/prémios.

 A crédito

- Conta - resseguradores.

iii) pela anulação do prémio de resseguro alçamento inverso ao da alínea anterior,

b) Comissões (caso existam)

As comissões, como oportunamente foi referido, a pena existem, regras geral, nos
tratados de resseguro proporcionais.

40
Como é compreensível, os resseguradores tentam influenciar os seus ressegurados de
formas a obterem resultados positivos nos respectivos tratados de resseguro, dando-lhes
uma participação nos lucros “Assim, para alem de uma comissão fixa prevista na
tratado, a remuneração devido pelo ressegurador a cedente, a titulo de comissão, é , no
geral complementada por uma retribuição adicional cuja concretização pondera do
comportamento do tratado e de cada exercício contabilístico. Essa retribuição adicional
designa – se por “participação nos lucro” e constitui, por assim dizer, “um premio” dado
a à cedente como compensação pela “boa qualidade” dos negócios cedidos.

Neste sentido os tratados que estabelecem a existência der participação de lucros tem a
indicar não só a percentagem do lucro que devera ser creditada à cedente como também
a forma como esse lucro é apurado, o que obriga à elaboração de uma “conta de
participação nos lucros”, na qual constarão os elementos necessários ao apuramento da
participação(proveitos e custos ou rendimentos gastos).

Essa participação, acrescenta – se, é tida como uma comissão adicional e como tal
contabilizada.

Tanto as comissões como as participações nos resultados são contabilizadas a credito da


conta “- comoções e participação resultados de resseguro cedido” por contrapartida de
“43-resseguradores”, subconta respectivas, faz – se à o lançamento invertido pela
anulação de comissões e participações.

O PCES desdobra aquela cota de classe da seguinte maneira:

 – De seguro directa vida;


 - De seguro direito não – vida;
 - De resseguro aceite vida;
 – De resseguro aceite a não – vida.

Do ponto de vista contabilístico, os lançamentos a efectuar são, pois os seguintes:

i) Pelo lançamento da comissão


 A débito
- Conta – resseguradores.
 O crédito

41
- Conta – comissão e participação nos resultados de resseguro cedido.

ii) pela anulação da comissão e da participação nos resultados

Lançamento inverso ou da línea anterior

c). Sinistro

Como já foi referido, a contabilização dos sinistros, em resseguro cedido, deve


acompanhar par e passo a do seguro direito ou do resseguro aceite, se tratar de uma
operação de retrocesso. Portanto, se em seguro directo se procedam sinistros, se
reajustam provisões, se pagam sinistros, etc. E se o contrario interessa ao resseguro, tais
operações devem ser de imediato reflectida na conta do ressegurador.

Assim, pela imputação área de seguradores da parte que lhes cabe no custo total do
sinistro acredita –se, consoante o caso, a conta– custo com sinistros/parte
resseguradores nos custos com sinistros vida ou a conta - custo com sinistro/ parte dos
resseguradores nos custos com sinistro não/ vida, sob contas respectivas, por contra
partes de, respeitosamente,– provisões técnicas de resseguro seguido vida e –
provisões técnicas de resseguro cedido não – vida, subconta respeitavas.

No âmbito aquelas contas da classe , como referem o PCES, devem ser creditadas as
saídas da provisão para sinistro a recuperar a quando da conclusão ou alteração de
contratos de resseguro cedido, enquanto as entradas da provisão para sinistros, a pagar,
devem ser debitadas. Por sua vez, as contas de provisões, como igualmente referem o
PCES, compreender os montantes efectivos ou estimados que, em conformidade com os
acordos ou contratos de resseguro corresponde a parte dos resseguradores nos
montantes brutos das provisões técnicas do seguro devida ou seguro não – vida,
consoante ocaso.

Como o resseguro cedido tanto pode ser proveniente de seguro direito como de
resseguro aceitem, o PCES desdobra as contas acima referidas em função dessa
proveniência. Dai o torce em todas elas sob contas com designação de seguro direito e
de resseguro aceite.

De ponto de vista contabilístico o lançamento a efectuaram envolvendo as contas acima


referidas são os seguintes:

42
i) Pelo momento da provisão para sinistro a cargo de resseguradores
- a debito
 Conta – provisões técnicas de resseguro cedido vida/3./Provisão para sinistros;
ou
- Conta
 Provisões técnicas de resseguro cedido não vida/…/ provisão para sinistro
- Acredito
 Conta - custos com sinistro/ partes dos resseguradores nos custos com sinistro
vida/…/ na variação da provisão para sinistros
ii) Pela anulação ou diminuição da provisão para sinistros a cargos
resseguradores.

Lançamento inverso ao da alínea anterior

iii) Pelo debito ao resseguradores do custo do sinistro a seu cargo, regra geral, a
pois o pagamento do sinistro pela ressegurada.
 A débito
- Conta – resseguradores.
 A crédito
- Conta – provisões técnicas de resseguro cedido, vida /…/ provisão para
sinistro, ou
-conta – provisões técnicas de resseguro cedido não – vida /…/ provisão para
sinistro.

iv) pela transferência de variações para montantes pagos, após o pagamento do


sinistro pela ressegurada

 A débito
- Conta – custos com sinistros / parte dos resseguradores nos custos com
sinistros não – vida /…/ na variação da provisão para sinistro; ou
- Conta- -custos com sinistros / parte dos resseguradores nos custos com
sinistros não – vida /…/na variação para sinistros.
 A crédito

43
- Conta– custos com sinistros / partes dos resseguradores nos custos com
sinistros vida /…/ nos montantes pagos; ou
- Conta – custos com sinistros / partes dos resseguradores nos custos com
sinistros não – vida /…/ nos montantes pagos.

8.2. O resseguro aceite. Contas a movimentar e lançamentos a efectuar

Os negócios do resseguro aceite são em tudo semelhante ao do seguro directo, só que


elas aora não chegam a seguradora (ou resseguradora)por intermédio de um mediador
ou do próprio tomador do seguro mas sim por intermédio de uma outra seguradora (ou
ressegurada) .

Assim sendo, como se assumem riscos, há que registar o seguinte;

a) Prémios;
b) Comissões (caso existam);
c) Sinistro.
a) Prémios

Os prémios de resseguro aceite, comunicados pelas resseguradas, são levadas,


consoante o caso, a crédito da conta – prémios brutos emitidos / prémios / prémios
de resseguro aceite vida / prémios ou da conta – prémios brutos emitidos / prémios
de resseguro aceite não – vida / prémios por contrapartida de – ressegurados,
subconta respectiva.

As duas primeiras contas, são movimentadas, a débito, pelos primeiros anulados,


englobando-se nestas, anulações o reflexo dos estornos e das anulações efectuados
pela cedente, e são creditadas pelos prémios processados. Os seus saldos
representam, em qualquer momento, o valor global dos prémios decorrentes do
negócio aceite em resseguro, desde 1 de Janeiro ate a data considerada, líquidos de
anulação e estornos.

No âmbito da conta– prémios brutos emitidos, são incluídos os prémios de resseguro


proveniente de empresas de seguro cedentes retrocedentes, incluídas as entradas de
carteira. Serão debitadas as saídas de carteiras a favor de empresas de seguros
cedentes e retrocedentes e as anulações totais ou parciais de prémios.

44
8. Contabilização do resseguro

8.1. O resseguro cedido. Contas a movimentar e lançamentos a efectuar

No resseguro cedido. A ressegurada, na contabilidade da qual nos encontramos, é a


entidade que cede o negócio havendo na registar, na sua escrita, os seguintes factos:

a) Prémios
b) Comissões (caso existam);
c) Sinistros.
a) Prémios

Em resseguro, quando nos referimos a prémios estamos a pensar em prémios simples,


por não existirem quaisquer encargos. Também o premio de resseguro, quando
calculado em percentagem do premio simples (do seguro directo).

Nos trabalhos de resseguro proporcionais (de quota – parte e de excedente de capitais),

A cedência do premio simples, como oportunidade foi referido, acompanha a


percentagem (é a mesma) cadencia de risco. Os prémios de resseguro cedido são
registados a débito da conta– prémios de resseguro cedido por contrapartidas de–
resseguradores, subcontas respectivas. For – se – a o lançamento inverso pelos prémios
anulados.

Aquela conta da classe, cujo saldo representa o valor líquido dos prémios cedidos em
resseguro no próprio exercício, inclui, de acordo com o PCES, todos os prémios pagos
ou a pagar respeitantes a contratos de resseguro celebrados pela empresa de seguros. As
entradas de carteiras a pagar da celebração ou alteração de contratos de resseguro
devem ser debitadas; por sua vez, as saídas de carteiras a recuperar devem ser
acreditadas

O resseguro tanto pode ser proveniente de seguro directo (vida e não - vida)como o
resseguro aceite (vida e não - vida)dai o PCES desdobrar a conta – prémios de
resseguro cedidos da seguinte maneira:

- De seguro directa vida;

– De seguro directo não – vida;

45
– De resseguro aceite não – vida

Por sua vez, todas estas contas do 2o grau se desdobram como segue:

– prémios;

– entradas de carteiras;

saida de carteiras.

OPCES, em materia de resseguro aceite, descobra a conta -premios brutos amitidos nas
subcontas:

-premios de resseguro aceite vida;

-premios de resseguro aceite na-vida.

Estas contas, por sua vez, admitem oseguinte desdobramento:

-premios;

-entradas de carteira;

-saidas de carteira.

Quanto a conta-ressegurados que regista o movimento de efectivo ou corrente com


cedentes resultante de resseguro aceite, o PCES, a semelhanca de outras contas
apresenta oseguinte desdobramento:

-filiais

-associadas

-outras participadas e participantes (incluindo empreendimentos conjuntos)

-outros ressegurados.

Do ponto de vista contabilisticos, os lancamentos a efectuar no resseguro aceite são os


seguintes:

i) Pelo processamento do premio

46
 A debito
 Conta -ressegurados.
 A credito
 Conta - premios brutos emitidos/premios de resseguro aceite
 Não-vida/premios.

II) pela anulacao ou estorno do premio

Lancamento inverso ao da alinea anterior.

b) comissoes (caso existam)

as comissoes, quando previstas nos tratados, destinam-se a compensar a ressegurada, em


termos proporcionais, das despesas que foi necessario realizar para a celebracao do
contrato, em seguro directo.

Assim, pelo valor dessas, comissoes, debita-se a conta -custos e gastos de


exploracao/comissoes/outras comissoes por contrapartida de -ressegurados, subconta
respectiva.

Far-se-a o lancamento inverso pelas comissoes anuladas.

Em esquema, os lancamentos a efectuar são, entao os seguintes:

i) Pelo processamento da comissao de resseguro e/ou da participacao nos


resultados.
 A debito
 Conta -custos e gastos de exploracao/comissoes/outras comissoes.
 A credito
 Conta -ressegurados.

II) pela anulacao ou estorno da comissao de resseguro e/ou da participacao nos


resultados

Lancamento inverso ao da alinea anterior

c) sinistros

47
a contabilizacao dos sinistros é feita de acordo com as comunicacoes recebidas das
resseguradas, sendo movimentadas a debito, consoante o caso, a conta- custos com
sinistros/custos com sinistros de resseguro aceite vida ou a conta -custos
comsinistros/custos com sinistro de resseguro aceite não-vida, subcontas respectivas,
por contrapartida de, respectivamente, -provisoes tecnicas de resseguro aceite não vida/
provisao para sinistros, subcontas respectivas. Neste ultimo caso, a subconta tanto pode
respeitar a seguros de acidentes de trabalho como a outros seguros.

As contas de custos são debitadas pela provisao para sinistros e por todos os custos
adicionais com a sua regulazacao e creditadas pela diminuicao da provisao e pelos
rembolsos. São igualmente debitadas e/ou creditadas pelo valor dos sinistros pagos. O
seu saldo representa sempre o valor liquido dos sinistros pagos. O saldo representa
sempre o valor liquido dos sinistros, desde 1 de janeiro ate a data considerada. No
ambito de tais contas, como refere o OPCES, são creditadas as saidas da provisao para
sinistros a favor de empresas de seguro cedentes e debitadas as saidas da provisao para
sinistros a favor de empresas de seguro cedentes e debitadas as entradas da provisao
para sinistros provenientes de empresas de seguro cedentes.

Os lancamentos a efectuar são, pois, os seguintes:

i)pela constituicao ou reforco da provisao

 A debito
 Conta -custos com sinistros/…/variacao da provisao para sinistros.
 A credito
 Conta -previsoes tecnicas de resseguro aceite vida/provisao para sinistros; ou
 Conta -provisao tecnicas de resseguro aceite vida/provisao para sinistros.

II) pela anulacao ou diminuicao da provisao

Lancamento inverso ao da alinea anterior

iii) pelo credito a ressegurada do sinistro a cargo do ressegurador, regra geral, como
reflexo do pagamento do sinistro pela cedente.

 A debito
 Conta -provisoes tecnicas de resseguro aceite vida/provisao para sinistros

48
 A credito
 Conta-ressegurados.

iv) pela transferencia de variacoes para montantes pagos, apos o pagamento do sinistro
pela ressegurada.

 A debito
 Conta -custos com sinistros/…/montantes pagos.
 A credito
 Conta custos com sinistros/…variacao da provisao para sinistros.

Aplicacoes
I

Entre as empresas de seguros alfa, SA e Beta, SA, ambas com sede em lisboa, foram
estabelecidos os seguintes contratos de resseguro:

a) De quota-parte: no ramo acidentes e doenca/acidentes/acidentes de trabalho,


com uma cedencia de 40%, prevendo comissoes de 25%;
b) De excedente de capitais: no ramo incendio eelementos da natureza, com um
pleno de conservacao de 25.000,00 e um pleno de aceitacao de 500.000,00 e,
prevendo comissoes de 30%.

No mês de janeiro do ano n, nas datas que se indicam, ocorreram na seguradora alfa, SA
(ressegurada), osseguintes factos que de imediato foram comunicados a beta, sa
(resseguradora):

Dia 10-celebracao de um novo contrato de seguro do ramo incendio e outros danos/


incendio e elementos da natureza, titulado pela apolicen nº 31012345, da angariacao
dos correctores de seguros gama, L.da, cobrin o risco deincendio de um imovel no valor
de 300.000,00 e, emissao, com refrencia a mesma apolice, do recibo nº 31004545, a
cobrar pelos mediadores do contrato, cujo premio total foi calculado com base nos
seguintes elementos:

- taxa derisco ………………….2%;

- encargos ……………………….20%;

49
- custode apolice ………......1,25;

- selo de apolice ………………….9% ;

Taxa para o ANPC……………….23 ;

Sabe –se que a seguradora pratica naquele ramo de seguro as seguintes remuneracao de
mediacao:

- de mediacao …………………………..15%;

- de cobranca …………………………….5%;

- de corretagem …………………………3%.

Sabe-se igualmente que sobre as renumeracoes de mediacao, liquidas do imposto do


solo, incide o imposto do solo calculado a taxa de 2%.

Dia 12 – celebracao de um novo contrato do ramo acidentes e doença̸ acidentes ̸


acidentes de trabalho, titulado pela apolice no211054321, e emisao do respectivo recibo,
com o no2103345, a cobrar pela seguradora, com o premio total de 26.042,12 ,assim
decomposto:

- premio simples ……………………………………………………………..20.000,00

- encargos ……………………………………………………………………….4.000,00

- premios comercial………………………………………………………….24.000,00

- custo da police………………………………………………………………..2.00

-premio bruto ……………………………………………………………..24.002,00

-selo de apolice………………………………………………………………1.200,10

-taxa para fat……………………………………………………………………600,00

-premio total…………………………………………………………………26,042,12

Dia 24- cobranca do recibo nº 31004545 pelosmediadores do contrato que de imediato


prestaram contas a seguradora do seu valor, liquido das remuneracoes demediacao

50
respectiva e adicionado do valor do imposto do solo. Nesse sentido, foi junto aoboletim
de prestacao de contas o choque nº 78877 sobre o banco das beiras.

Dia 28- cobranca pela seguradora do recibo nº 21034345.

pedidos:

a) Calculo do valor do recibo nº 31004545, das respectivas remuneracoes de


mediacao, do imposto do selo sobre estas, do premio de resseguro cedido e da
comissao de resseguro cedido;
b) Considerando que entre as duas seguradorasnao existe quqlquer ligacao em
termos de participacao no capital social, reconhecer os factos acima nas escritas
de:
B1)Alfa,SA;
B2)Beta, SA.
A) calculo do valor do recibo n0 31004545, dos premios, das remuneracoes de
me-diacao e dos impostos s̸ estas
recibo n0 31004545

_ pre4mio simples (2%x300.000,00)……… 600,00

_ encargos (20%x600.00)………………………..120,00

_premio comercial…………………………………….720,00

_custo da apolice……………………………………1,25

_premio bruto……………………………………….721,25

_selo de apolice (9%x 721,25)

_taxa para o ANPC (13% x 721,25)………93,76

_ premio total ……………………………….879,92

Remuneracoesw de medicao

De medicao (15% x 600,00)…………90,00

De cobranca (5% x 600,00)……….30,00

51
De corretagem (3% x 600,00)……18,00€ 138,00

Imposto s̸ as remuneracoes de mediacao

Imposto do selo: 138,00 x 2̸102=………….2,71

Premio de resseguro cedido

_2%0x (300.000,00)=……………………….. 550,00

_30%x 550,00=…………………………….. 165,00

b)reconhecimento dos factos

b1) escrita de alfa, SA (ressegurada)

lisboa, 10 de janeiro de n

transporte

Tomadores de seguro 879,92 720,00


Contas de cobranca inderecta 1,25
Correctores
Gama,SA
Premios brutos emitidos
Premios de seguro derecto não-vida
Premiuos processados
Apolices e actas adicionais
Activos e 64,91
93,76

52
passivos p̸ impopstos e taxas activaos e
passivos por impostos (e taxas)correnters
outros imposto etaxas
Imposto de selo selo de apolice 138,00
Procedo
Taxa para a ANPC
Processado pelo processamento do racibo n0
31004545
550,00

Custos e gastos
de exploracao
custo de
aquisicao de
seguro derecto
não-vida
Remuneracoes
e comicoes de
mediacao
Mediadores de
seguro
Outros
mediadores de
seguro
Remuneracoes
a pagar
Grama, L.da
Pelo
processamento
das
renumeracoes
de mediacao

53
Premios de
resseguro
cedido de
seguro diorecto
não-vida
Premios
Resseguradores
Outros
resseguradores
Beta, SA
Credito ao
ressegurador
do premio
cedido

54
Conclusão
Com tudo, o seguro e o resseguro são, por natureza, duas actividades
interdependentes. Tal como um cidadão comum transfere habitualmente para as
seguradoras aos seus riscos, estas reparem parte desses ricos com os
resseguradores, caso sintam que não conseguem fazer face as responsabilidades
assumidas perante os tomadores de seguro. É a chamada repartição vertical dos
riscos em posição a repartição horizontal dos riscos, que se verifica no co-seguro

55
Bibliografia
Dos Santos, José Gonçalves. Contabilidade de seguros, 2a edição, sociedade editora,
2007,Lisboa

56
Exercícios

1. Entre as empresas de Seguros EMOSE EP. e a IMPAR, ambas com sede em


Quelimane, foi estabelecido no ramo Incêndio e outros Danos/ Incêndio e
Elementos de natureza um contracto em regime de Co-Seguro em que a primeira
(líder) participa no capital seguro com uma percentagem de 80% e a outra com as
restantes 20%.
Em 11 de Maio do mesmo ano foi emitido péla líder, no aquele ramo de Seguro,
o recibo nº 00215, de sua cobrança, relativo a apólice nº 40066 com base nos
seguintes elementos;
Premio Simples ……………………………………….. 640.000,00
Encargos ……………………………………………….128.000,00
Premio Comercial……………………………..768.000,00
Custo de Apólice……………………………………..……..200,00
Premio Bruto………………………………….………..768.200,00
Selo de apólice …………………………………………..38.410,00
Taxa para INAV,……………………………………….... 11.523,00
Em 30 do mesmo mês o recibo foi cobrado péla líder.

Pretende – se:

Considerando que os factos ocorridos na líder foram de imediato comunicados à outras


Co – Seguradora, que a comissão de gestão de Co – Seguro a pagar à líder 50.000,00 e
que entre as duas Seguradoras não existe qualquer ligação em termos de participação no
capital social, contabilizar os tais factos nas escritas de:

a) EMOSE.EP;
b) IMPAR.

57

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