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Apostila de desenho Técnico  1

1. DESENHO COMO FORMA DE EXPRESSÃO


O uso de desenho pelo homem é tão antigo quanto a nossa própria origem. Atualmente
são conhecidos vários exemplos de desenhos que mostram cenas do dia-a-dia de nossos
ancestrais. O desenho é um relato histórico, de uma época em que as nossas
capacidades de comunicação oral e gestual eram incapazes de representar a riqueza de
detalhes da realidade vivida pelo homem. Desde muito cedo, portanto o desenho passou
a ser usado como recurso para representação de objetos, pessoas e animais.

Detalhes de desenho das Representação egípcia do


cavernas de Havberg, Noruega. túmulo escriba Nakht 14 a.C.

1.1 Algumas modalidades de desenho

Tradicionalmente o uso de esboços é feito durante as etapas de desenvolvimento. A


apresentação do projeto, por outro lado usa uma representação normatizada. Isso quer
dizer que são seguidas normas estabelecidas por órgãos nacionais e internacionais,
como a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

1.1.1 Desenho de Observação

Usado principalmente por artistas plásticos para


adestramento do olho, registro de locais e situações e
apreensão espacial, isto é, registro da disposição
espacial de elementos da paisagem.

1.1.2 Croqui ou Esboço

Usado geralmente no desenvolvimento de projeto, aplica-se bem para comunicação de


idéias em fase embrionária, o que faz com que seja bastante utilizado durante o processo
criativo. É feito de forma rápida com as mãos, mas procura ser fiel às dimensões e
proporções dos objetos retratados. Por isso o desenhista quando vai a campo e precisa
registrar de forma rápida elementos de máquinas ou construtivos ele faz os esboços que
posteriormente poderão ser desenhados de acordo com as normas de desenho. Veja a
seguir o croqui do prédio do Congresso Nacional.
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1.2 Definição de Desenho Técnico

O desenho técnico é uma forma de expressão gráfica que tem por finalidade a
representação de forma, dimensão e posição de objetos de acordo com as diferentes
necessidades requeridas pelas diversas modalidades de engenharia e também da
arquitetura. Utilizando-se de um conjunto constituído por linhas, números, símbolos e
indicações escritas normalizadas internacionalmente, o desenho técnico é definido como
linguagem gráfica universal da engenharia (civil, mecânica) e da arquitetura.

1.3 A Padronização dos Desenhos Técnicos

Para transformar o desenho técnico em uma linguagem gráfica foi necessário padronizar
seus procedimentos de representação gráfica. Essa padronização é feita por meio de
normas técnicas, seguidas e respeitadas internacionalmente. As normas técnicas são
resultantes do esforço cooperativo dos interessados em estabelecer códigos técnicos que
regulem relações entre produtores e consumidores, engenheiros, empreiteiros e clientes.
Cada país elabora suas normas técnicas e estas são acatadas em todo o seu território
por todos os que estão ligados, direta ou indiretamente, a este setor. No Brasil as normas
são aprovadas e editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT,
fundada em 1940. Para favorecer o desenvolvimento da padronização internacional e
facilitar o intercâmbio de produtos e serviços entre as nações, os órgãos responsáveis
pela normalização em cada país, reunidos em Londres, criaram em 1947 a Organização
Internacional de Normalização (International Organization for Standardization – ISO).
Quando uma norma técnica proposta por qualquer país membro é aprovada por todos os
países que compõem a ISO, essa norma é organizada e editada como norma
internacional. As normas técnicas que regulam o desenho técnico são normas editadas
pela ABNT, registradas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial) como normas brasileiras -NBR e estão em consonância com as
normas internacionais aprovadas pela ISO.

1.4 Uso atual do desenho técnico

Desenvolvido a partir das idéias do matemático francês Gaspar Monge (1746-1818) para
a Geometria Descritiva, o desenho técnico ocupa hoje lugar de destaque no
desenvolvimento de novos produtos e instalações. Hoje usamos a expressão gráfica
através de desenhos técnicos para:

• Visualização da idéia;
• Apresentação de projeto para equipe;
• Apresentação de projeto para terceiros;
• Oferecer uma ponte para a concepção, isto é, serve de canal de expressão
através do qual os conceitos e idéias são alterados pelos participantes de uma
equipe de projeto.
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1.5 Desenvolvimento de desenhos técnicos

Atualmente os desenhos podem ser desenvolvidos manualmente ou através do uso de


computadores. O desenho com o auxílio de computador é feito através de vários
programas computacionais conhecidos como CAD. Independentemente de qual método é
o escolhido, as etapas típicas desses processos são:
Concepção do objeto a ser desenhado, isto é, o projetista imagina como ficará seu
produto;
Uso de esboços para representar as idéias iniciais e suas variantes;
A partir principalmente dos esboços é elaborado um desenho que já respeita a
maior parte das normas vigentes, o chamado desenho preliminar;
O desenho preliminar é modificado quantas vezes forem necessárias até se chegar
à solução definitiva;
O desenho técnico final é então feito de acordo com todas as normas vigentes.
Esse desenho é que será usado como modelo para a construção do objeto real.

2 MATERIAL DE DESENHO TÉCNICO


2.1 Formato e dimensão do papel

As folhas em que se desenha o projeto arquitetônico são denominadas prancha. Os


tamanhos do papel devem seguir os mesmos padrões do desenho técnico. No Brasil, a
ABNT adota o padrão ISO: usa-se um módulo de 1 m², cujas dimensões seguem uma
proporção equivalente raiz quadrada de 2 (841 x 1189 mm), que remete às proporções
áureas do retângulo. Esta é a chamada folha A0 (a-zero). A partir desta, obtém-se
múltiplos e submúltiplos (a folha A1 corresponde à metade da A0, assim como a folha A0
corresponde ao dobro daquela).

A maioria dos escritórios utiliza predominantemente os formatos A1 e A0,devido à escala


dos desenhos e à quantidade de informação.As cópias dos projetos podem ser
arquivadas dobradas, ocupando menorespaço e sendo mais fácil seu manejo. O formato
final deve ser o A4, paraarquivamento.Os formatos da série “A” seguem as seguintes
dimensões em milímetros:
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2.1 Algumas Técnicas de Manuseio

Para traçados apoiados em esquadro ou régua, o grafite jamais deverá


tocar suas superfícies, evitando assim indesejáveis borrões. Para
conseguir isso, incline ligeiramente a lapiseira/lápis conforme a figura ao
lado.

O grafite do compasso deverá ser


apontado em forma de cunha,
sendo o chanfro voltado para o lado
contrário da ponta seca, conforme
o ilustrado ao lado.

2.3 Recomendações

• O antebraço deve estar totalmente apoiado sobre a mesa;


• A mão deve segurar o lápis/lapiseira naturalmente, sem forçar, e também, estar
apoiada na mesa;
• Deve-se evitar desenhar próximo às beiradas da mesa, sem o apoio do antebraço;
• O antebraço não estando apoiado acarretará um maior esforço muscular, e, em
conseqüência, imperfeição no desenho;
• Os traços verticais, inclinados ou não, são geralmente desenhados, de cima para
baixo;
• Os traços horizontais são feitos da esquerda para a direita.

3 CALIGRAFIA TÉCNICA
As letras e algarismos que compõe a caligrafia utilizada no desenho técnico seguem
normatização da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
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3.1 Padrão Vertical

• Letras Maiúsculas
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ
• Letras Minúsculas
abcdefghijkl mnopqrstuvwxyz
• Algarismos
0123456789
3.2 Padrão Inclinado (75°)

• Letras Minúsculas
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ
• Letras Minúsculas
abcdefghijklmnopqrstuvwxyz
• Algarismos
0123456789
3.3 Proporções

4 LEGENDA
A legenda deve estar situada sempre no canto inferior direito, em todos os formatos de
papel, à exceção do formato A4, no qual a legenda se localiza ao longo da largura da
folha. As legendas utilizadas nas indústrias variam de acordo com o padrão adotado por
cada uma delas. A legenda consiste de:
• Título;
• Número;
• Escala;
• Nome da Empresa;
• Data;
• Nome do desenhista;
• Descrição dos componentes.

Neste curso será adotada a legenda abaixo:


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5 ESCALAS
O desenho de um objeto, por diversas razões, nem sempre poderá ser executado com as
dimensões reais do mesmo. Tratando-se de um objeto muito grande, teremos de
desenhá-lo em tamanho menor que o seu tamanho real, conservando suas proporções
em todas as medidas. Assim como um objeto muito pequeno será desenhado em
tamanho maior que o seu real tamanho, com o mesmo respeito as suas proporções. Esta
relação entre objeto e desenho tem o nome de ESCALA. Uma escala pode ser:
Natural, as medidas do desenho e do objeto são iguais. Relação única: 1/1 ou 1:1;
De Redução ou Reduzida, as medidas do desenho são menores que as do
objeto.Por exemplo 1 : 20 -O desenho é vinte vezes menor que o tamanho real do objeto
representado no desenho, ou seja, foi reduzido vinte vezes;
De Ampliação ou Ampliada, as medidas do desenho são maiores que as do objeto.
Por exemplo, 5: 1 -O desenho é cinco vezes maior que o tamanho real do objeto
representado no desenho, ou seja, foi ampliado cinco vezes.

Observações:
O valor indicado nas cotas se refere sempre às medidas reais do objeto,
independentemente do mesmo ter sido ampliado ou reduzido no desenho;
Dimensões de ângulos (graus) permanecerão inalteradas em relação à escala
utilizada no desenho.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
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6 PROJEÇÕES ORTOGOGRÁFICAS
Os planos de projeção podem ocupar várias posições no espaço. Em desenho técnico
usamos dois planos básicos para representar as projeções de modelos: um plano vertical
e um plano horizontal que se cortam perpendicularmente.

Esses dois planos, perpendiculares entre si, dividem


o espaço em quatro regiões chamadas diedros (do
grego duas faces). Os diedros são numerados no
sentido anti-horário, isto é, no sentido contrário ao do
movimento dos ponteiros do relógio.

As vistas ortográficas são as representações gráficas das três faces que observamos de
um objeto. As normas de desenho técnico fixaram a utilização das projeções ortogonais
(vistas ortográficas), somente pelo 1° e 3° diedros, criando pelas normas internacionais
dois sistemas para representação de peças:
• Sistemas de projeções ortogonais pelo 1°diedro (Norma brasileira);
• Sistemas de projeções ortogonais pelo 3° diedro (Norma americana).

Podemos então definir dessa forma as principais vistas ortográficas no 1° diedro:


• Vista Frontal – Desenha-se o objeto visto de frente, ou seja, a sua face frontal;
• Vista Superior – Desenha-se o objeto visto de cima;
• Vista Lateral Esquerda – Desenha-se a face lateral esquerda do objeto.

A figura abaixo mostra as posições do observador em relação aos planos de projeção das
três vistas no 1°diedro (frontal, sup erior e lateral esquerda). Já no 3° diedro, a
representação do objeto estaria definida através das vistas Frontal, Superior e Lateral
Direita.
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O quadro a seguir apresenta a descrição comparativa dos dois diedros, definindo o
posicionamento das vistas em relação à Vista Frontal.

Para facilitar a interpretação do desenho, é recomendado que se faça a indicação do


diedro utilizado na representação. A indicação pode ser feita escrevendo o nome do
diedro utilizado, ou utilizando a simbologia abaixo:

O ponto de partida para determinar as vistas necessárias, é escolher o lado da peça que
será considerado como frente. Normalmente, considerando a peça em sua posição de
trabalho ou de equilíbrio, toma-se como frente o lado que melhor define a forma da peça.
Quando dois lados definem bem a forma da peça, escolhe-se o de maior comprimento.

Deve-se registrar que se pode representar até seis planos de uma peça, que resultam nas
seguintes vistas:
• Plano 1 – Vista de Frente ou Elevação – mostra a projeção frontal do objeto.
• Plano 2 – Vista Superior ou Planta – mostra a projeção do objeto visto por cima.
• Plano 3 – Vista Lateral Esquerda ou Perfil – mostra o objeto visto pelo lado
esquerdo.
• Plano 4 – Vista Lateral Direita – mostra o objeto visto pelo lado direito.
• Plano 5 – Vista Inferior – mostra o objeto sendo visto pelo lado de baixo.
• Plano 6 – Vista Posterior – mostra o objeto sendo visto por trás.

Podemos observar com clareza nas figuras abaixo, a representação em três vistas desse
mesmo objeto no 1° e 3° diedros:

Como a norma brasileira adota a representação das vistas ortográficas sempre no 1°


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diedro, passaremos então a abordar daqui para adiante, somente esse sistema de
representação.

Observações:
• As dimensões de largura da peça aparecem na vista lateral e superior;
• As dimensões de altura parecem nas vistas de frente e lateral;
• As dimensões de comprimento aparecem nas vistas de frente e superior.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Escreva nos modelos representados em perspectiva isométrica as letras dos desenhos


técnicos que correspondem ás suas faces.
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2. Analise as perspectivas e identifique as projeções, escrevendo nas linhas
correspondentes:
F para vista frontal
S para vista superior
LE para vista lateral esquerda
LD para vista lateral direita

7 TIPOS DE LINHAS
Ao analisarmos um desenho, notamos que ele apresenta linhas e tipos e espessuras
diferentes. O conhecimento destas linhas é indispensável para a interpretação dos
desenhos. Quanto à espessura, as linhas podem ser:

• Grossas;
• Finas.

Os tipos de linhas para desenhos técnicos são definidas pela NBR-8403, como mostra os
exemplos a seguir:

• Linhas para arestas e contornos visíveis são de espessura grossa e de traço


contínuo.

• Linhas para arestas e contornos não visíveis são de espessura fina e tracejadas.
Um traço de cerca de 3mm seguido por um espaço de 2mm produzirão um linha
tracejada de boa proporção.

• Linhas de centro e eixo de simetria são de espessura fina e formada por traços e
pontos. É através das linhas de centro que se faz a localização de furos, rasgos e
partes cilíndricas existentes nas peças.
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• Onde são definidos centros, então as linhas (de centro) deverão cruzar-se em
trechos contínuos e não nos espaços.

• Linhas de corte são de espessura grossa, formadas por traços e pontos. Servem
para indicar cortes e seções.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1.Complete as projeções que falta.
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2.Desenhe a vista que falta.

8 COTAGEM
Cotagem é a indicação das medidas da peça em seu desenho conforme a norma NBR
10126. O desenho técnico, além de representar, dentro de uma escala, a forma
tridimensional, deve conter informações sobre as dimensões do objeto representado. As
dimensões irão definir as características geométricas do objeto, dando valores de
tamanho e posição aos diâmetros, aos comprimentos, aos ângulos e a todos os outros
detalhes que compõem sua forma espacial. A forma mais utilizada em desenho técnico é
definir as dimensões por meio de cotas que são constituídas de linhas de chamada, linha
de cota, setas e do valor numérico em uma determinada unidade de medida. Portanto,
para a cotagem de um desenho são necessários três elementos:
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Linhas de cota são linhas contínuas estreitas, com setas nas extremidades; nessas linhas
são colocadas as cotas que indicam as medidas da peça.

A linha auxiliar ou de chamada é uma linha contínua estreita que limita as linhas de cota.

Cotas são numerais que indicam as medidas básicas da peça e as medidas de seus
elementos. As medidas básicas são: comprimento, largura e altura.

As cotas devem ser distribuídas pelas vistas e dar todas as dimensões necessárias para
viabilizar a construção do objeto desenhado, com o cuidado de não colocar cotas
desnecessárias.

8.1 Cuidados na cotagem

Ao cotar um desenho é necessário observar o


seguinte:
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Normalmente, a unidade de medida mais utilizada no desenho técnico é o milímetro.


Quando houver necessidade de utilizar outras unidades, além daquela predominante, o
símbolo da unidade deve ser indicado ao lado do valor da cota.
Para facilitar a leitura e a interpretação do desenho, deve-se evitar colocar cotas dentro
dos desenhos e, principalmente, cotas alinhadas com outras linhas do desenho, conforme
mostra a figura:

Outro cuidado que se deve ter para melhorar a interpretação do desenho é evitar o
cruzamento de linha da cota com qualquer outra linha. As cotas de menor valor devem
ficar por dentro das cotas de maior valor, para evitar o cruzamento de linhas de cotas com
as linhas de chamada, conforme mostra a figura abaixo:

A Norma NBR 10126 da ABNT, determina que:


nas linhas de cota horizontais o número deverá estar acima da linha de cota,
conforme mostra a Figura (a);
nas linhas de cota verticais o número deverá estar à esquerda da linha de cota,
conforme mostra a Figura (a);
nas linhas de cota inclinadas deve-se buscar a posição de leitura, conforme mostra
a Figura (b).
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Observações:

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Faça a cotagem tomando as medidas do desenho


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2. Observe as perspectivas e escreva as cotas nas projeções.
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9 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA
Quando olhamos para um objeto, temos a sensação de profundidade e relevo. As partes
que estão mais próximas de nós parecem maiores e as partes mais distantes aparentam
ser menores. O desenho, para transmitir essa mesma idéia, precisa recorrer a um modo
especial de representação gráfica: a perspectiva. Ela representa graficamente as três
dimensões de um objeto em um único plano, de maneira a transmitir a idéia de
profundidade e relevo. Existem diferentes tipos de perspectiva. Veja como fica a
representação de um cubo em três tipos diferentes de perspectiva.

Cada tipo de perspectiva mostra o objeto de um jeito. Comparando as três formas de


representação, podemos notar que a perspectiva isométrica é a que dá a idéia menos
deformada do objeto. A perspectiva isométrica mantém as mesmas proporções do
comprimento, da largura e da altura do objeto representado. Além disso, o traçado da
perspectiva isométrica é relativamente simples.

9.1 Eixos Isométricos

As semi-retas, assim dispostas (conforme a figura ao lado),


recebem
o nome de eixos isométricos. O traçado de qualquer
perspectiva isométrica parte sempre dos eixos isométricos.

A perspectiva Isométrica nos dá uma visão muito próxima


do real e é amplamente usada para a representação de
peças. Seus eixos principais estão inclinados em 120º uns
dos outros e por esse motivo o par de esquadros facilitará
muito o desenho.

As linhas que não estiverem em 30º (obs. 90º + 30 º = 120º)


em relação à horizontal, estarão a 90º. Portanto o jogo de
esquadros será suficiente para todo traçado.
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9.2 Traçando da Elipse (Representação da Circunferência na Isométrica)
O círculo em perspectiva tem sempre a forma de elipse. Para representar a perspectiva
isométrica do círculo, é necessário traçar antes um quadrado auxiliar em perspectiva, na
posição em que o círculo deve ser desenhado.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

Para cada peça em projeção há quatro perspectivas, porém só uma é correta. Assinale
com X a perspectiva que corresponde á peça.
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10 CORTES
Na representação de um objeto, peça ou modelo, muitas vezes mesmo utilizando-se as
várias vistas torna-se difícil entender os detalhes. Os detalhes internos de uma peça
apresentam-se especialmente difíceis de representação através dos métodos aprendidos
até agora. Em muitos casos seria desejável cortar a peça para ver como ela é por dentro.
Essa é, justamente a idéia do corte em desenho técnico.Existem três tipos de cortes:

• Corte total;
• Meio corte;
• Corte parcial.

10. 1 Corte Total

Corte Total é aquele que atinge a peça em toda a sua extensão, onde o plano de corte
atravessa completamente a peça. A figura abaixo mostra a aplicação de um corte total
onde o plano secante muda de direção, sendo composto por várias superfícies, para
melhorar a representação das partes internas da peça.

10.1.1 Corte na vista frontal


O plano de corte paralelo ao plano de projeção vertical é chamado plano longitudinal
vertical.
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Este plano de corte divide o modelo ao meio, em toda sua extensão, atingindo todos os
elementos da peça. Observe novamente o modelo secionado e, ao lado, suas vistas
ortográficas.

10.1.2 Corte na vista superior

Como o corte pode ser imaginado em qualquer das vistas do desenho técnico, agora você
vai aprender a interpretar cortes aplicados na vista superior. Imagine o mesmo modelo
anterior visto de cima por um observador.

Para que os furos redondos fiquem visíveis, o observador deverá imaginar um corte. Veja,
a seguir, o modelo secionado por um plano de corte horizontal.

Observe novamente o modelo secionado e, ao lado, suas vistas ortográficas.

Este plano de corte, que é paralelo ao plano de projeção horizontal, é chamado plano
longitudinal horizontal.
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10.1.3 Corte na vista lateral esquerda

Observe mais uma vez o modelo com dois furos


redondos e um furo quadrado na base. Imagine um
observador vendo o modelo de lado e um plano de
corte vertical atingindo o modelo, conforme a figura a
seguir.

Observe na figura seguinte, que a parte anterior ao


plano de corte foi retirada, deixando visível o furo
quadrado.

Finalmente, veja na próxima ilustração, como ficam as projeções ortográficas deste


modelo em corte.

O plano de corte, que é paralelo ao plano de projeção lateral, recebe o nome de plano
transversal.

10.2 Hachuras

Cortes e Representações Convencionais

São usadas para representar cortes de peças. Em desenho mais complexos, pode-se ter
vários tipos de hachuras, mais elaborados. Isto tornou-se mais prático com o uso do CAD.
A figura abaixo ilustra algumas convenções de hachuras – porém estas representações
variam muito, dependendo da área, empresa etc.
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A finalidade das hachuras é indicar as partes maciças, evidenciando as áreas de corte. As
hachuras são constituídas de linhas finas, eqüidistantes e traçadas a 45°em relação aos
contornos ou aos eixos de simetria da peça, conforme mostra a a seguir:

O Comando HATCH desenha hachuras. Ao executá-lo, será apresentado uma janela


com os padrões disponíveis, incluindo os indicados na Figura 32.
Para inserir a hachura, basta usar o botão “Pick Points” na própria janela de hachuras e
selecionar um ponto interno da peça. Pode acontecer do programa recusar o ponto – isso
acontece porque o ponto tem que estar totalmente cercado por linhas, arcos, etc; não
podendo desta forma “vazar” por algum buraco para fora da peça.

O espaçamento entre as hachuras deverá variar com o tamanho da área a ser hachurada.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Sombreie as perspectivas e hachure as projeções.


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2. Indique os cortes nos desenhos abaixo.
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3. Complete á mão livre as projeções das peças abaixo, aplicando os cortesindicados.
Obs.: Furos e rasgos passantes.

Elevação em corte