ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA 12.07.2010 a 13.07.

2010 ORÇAMENTO PÚBLICO Conceito: Lei anual que estabelece os valores a serem despendidos pelo Estado, bem como em que serão investidos (LOA). Ciclo Orçamentário É o ciclo de 04 (quatro) anos que tem início com os mandatos de presidente, governadores e prefeitos. Compreende o PPA – Plano Plurianual, LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias e LOA – Lei Orçamentária Anual. As duas últimas são anuais, ao passo em que o PPA é editado uma vez a cada quatro anos (no início do ciclo). PPA – Plano Plurianual: Estabelece, para a Administração Pública, as medidas, gastos e objetivos dos 04 (quatro) anos vindouros (Art. 165 da CF/88). LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias: Orienta o Orçamento anual Fiscal, de investimento e da Seguridade Social. Orçamento Fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da Administração indireta, inclui fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. Orçamento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e órgãos à ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. LOA – Lei Orçamentária Anual: é o orçamento público.

PPA 2008/2011

LOA

LDO 2008

j

LOA

LDO 2009

ORÇAMENTO PROGRAMA

operações de crédito por antecipação de receita orçamentária. rubrica (r). 1 – Natureza Visa identificar a origem do recurso segundo o fato gerador. São disponibilidade de recursos financeiros que ingressam durante o exercício orçamentário e constituem elemento novo para o patrimônio público. Essas receitas pertencem ao Estado. transitam pelo patrimônio público aumentando-lhe o saldo financeiro e via de regra. esta classificação é formada por um código numérico de 08 (oito) dígitos que a subdivide em seis níveis: categoria econômica (C).: cauções. (2) fonte de recurso. . alínea (AA) e subalínea (SS). Receita Pública Orçamentária: representa disponibilidade de recurso financeiro para o Estado. CLASSIFICAÇÃO DAS RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS As Receitas Públicas orçamentárias se classificam quanto à sua (1) natureza. Divide-se em orçamentárias e extra-orçamentárias. por força do princípio orçamentário da universalidade. não se incorporam ao patrimônio público e não integram a Lei Orçamentária Anual – LOA. estão na LOA – Lei Orçamentária Anual. O Estado é mero depositário desses recursos que constituem passivos exigíveis e cujas restituições não se sujeitam à autorização legislativa. fianças. espécie (e). coordenando a política fiscal e a política econômica.Conceito: Integração do Orçamento público com o econômico. ou seja. aqui se fala da exceção. (3) grupos. A fim de possibilitar a identificação da entrada dos recursos nos cofres públicos. Obs: Operações de crédito SÃO receitas orçamentárias. RECEITA PÚBLICA Conceito: ingresso de recursos financeiros nos cofres do Estado. Instrumento pelo se viabiliza a execução das políticas públicas (programas e ações cuja finalidade é atender às necessidades da coletividade). origem (o). São recursos financeiros de caráter temporário. a antecipação da operação. Vinculação permanente e contínua entre os planos gerais e os concretos. Ex. Receita Pública Extra-Orçamentária: não representa disponibilidade de recurso financeiro para o Estado. (4) indicador de resultado primário e (5) receitas do orçamento da Seguridade Social.

Ex.: tributos. não provocam efeito sobre o patrimônio líquido. Ex.: a alínea “imposto sobre renda e proventos” é o detalhamento da rubrica “imposto sobre o patrimônio e a renda”. Receitas de capital: Receitas Públicas Orçamentárias de Capital quanto à natureza também aumentam a disponibilidade financeira e são instrumento de financiamento das ações do Estado. destinado a atender despesas classificadas como “de capital”. Ex.: a rubrica “imposto sobre o patrimônio e a renda”. aumentam a disponibilidade financeira do Estado com efeitos positivos sobre o patrimônio líquido e constituem instrumento para financiar os objetivos definidos nos programas e ações orçamentárias. Ex. Ex. RUBRICA: agrega determinadas espécies de receitas cujas características próprias sejam semelhantes entre si. ORIGEM DA RECEITA: é o nível de classificação que permite detalhar o fato gerador da receita. etc. exploração de atividades econômicas.C O E R AA SS CATEGORIA ECONÔMICA: Divide-se em “receita orçamentária corrente” (“1”) e “receita orçamentária de capital” (“2”). SUBALÍNEA: Constitui o nível mais analítico da receita. quando de recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado. exploração de patrimônio estatal.: a subalínea “pessoa física” é o detalhamento da alínea “imposto sobre renda e proventos”. de bens e direitos. em espécie.: impostos. Dessa forma. Ex. etc. detalha a espécie por meio de especificação de recursos financeiros que lhe são correlatos. utilizado quando há necessidade de se detalhar a alínea com mais especificidade. Receitas Correntes: são aquelas arrecadadas dentro do exercício financeiro. No entanto. contribuições de melhoria. . ALÍNEA: a alínea é o detalhamento da receita e exterioriza o “nome” da receita que receberá o registro pela entrada de recurso financeiro. taxas.: realização de recursos financeiros oriundos da constituição de dívidas e da conversão. é detalhamento da espécie “imposto”.

Identifica quais agentes públicos possuem competência para arrecadar. por outro lado. fiscalizar e administrar as receitas públicas. Receitas Administradas: auferidas pela Receita Federal do Brasil (RFB). exercícios anteriores. exercício corrente (1).2 – FONTE DE RECURSOS É a classificação que permite demonstrar a correspondência entre as fontes de financiamento e os gastos públicos. São recursos que por um lado não possuem destino específico e. 3 – recursos do tesouro. pertencem à unidade orçamentária arrecadadora. 1º DIGITO 2º e 3º Digitos Grupo de Fontes de Recursos Especificação da Fonte de recursos 1 – Recursos do tesouro. exercício Exemplo: Fonte 100 – recurso do corrente tesouro. exercício corrente (1) e resultado do banco central (52). Obs: amparam-se no código civil e legislação correlata. que detém a competência para fiscalizar. bem como o produto da aplicação financeira desses recursos. arrecadar e administrar esses recursos. que tem prazo de dois dias para repassar os recursos para a conta única do Tesouro no Banco Central. Receitas próprias: são aquelas cuja arrecadação tem origem no esforço próprio dos órgãos e demais entidades nas atividades de fornecimento de bens ou serviços facultativos e na exploração econômica do próprio patrimônio e remunerada por preço público ou tarifas. Cada grupo de receita é formado pela associação entre tipos específicos de unidades orçamentárias e de naturezas de receita que atendam a certa particularidade sob a ótica orçamentária. são centralizadas numa conta de referência do Tesouro Nacional junto ao Banco do Brasil. pois exterioriza quais são as receitas que financiam determinada despesa. . 9 – Recursos condicionados 3 – GRUPOS Instrumento orçamentário-gerencial identificador de determinados segmentos arrecadadores. “receitas administradas”. 6 – Recursos de outras fontes. “receitas vinculadas” e “demais receitas”. Consistem em um código de três dígitos. Arrecadadas por meio da Guia de recolhimento da Receita Federal – GRU. recurso ordinário 2 – Recursos de outras fontes. exercícios anteriores. “receitas de operações de crédito”. com amparo legal no Código Tributário Nacional (CTN). não são vinculados por lei à determinada despesa. Os grupos são de: “receitas próprias”. por isso. Exemplo: fonte 152 – recurso do exercício corrente tesouro.

que não estejam enquadrados em nenhum dos grupos anteriores.São recolhidos por meio do Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF ou Guia de Recolhimento da Previdência Social – GOS. Geralmente. utilizando-se dos bancos arrecadadores credenciados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – SRFB. o banco tem um dia útil para repassar os recursos à conta única do Tesouro no Banco Central. Esse conceito (primário e financeiro) surgiu quando o Brasil adotou a metodologia da apuração do resultado primário oriundo de acordo com o Fundo Monetário Internacional – FMI. por Lei. Receita primária é o somatório das receitas fiscais líquidas (aquela que não gera obrigatoriedade de contraprestação financeira. exceto as classificadas como receitas administradas. e Não-Primária ou financeira (F) quando não incluída nesse cálculo. O cálculo da Receita Primária é efetuado somando-se as receitas corrente e de capital. . fiscalização e administração ficam a cargo das próprias entidades arrecadadoras. de amortizações e do superávit financeiro. Receitas financeiras são as provenientes de operações de crédito internas e externas. A Receita é classificada ainda como primária (P) quando seu valor é incluído na apuração do resultado Primário no conceito acima da linha. de empréstimos concedidos e do superávit primário. de juros. de aquisição de títulos de Capital de aplicações financeiras. Exemplos: recursos de concessões. A partir da data de pagamento. como ônus. e depois excluindo da conta as receitas: de operações de crédito e seus retornos (juros e amortizações). autorizações e permissões para uso de bens da União ou para exercício de atividades de competência da União. 4 – IDENTIFICADOR DE RESULTADO PRIMÁRIO Esta classificação orçamentária de receita tem por objetivo identificar quais são as receitas que compõem o resultado primário do governo. às quais resta a obrigação de efetuar o recolhimento à Conta Única do Tesouro no Banco Central. são receitas cuja arrecadação. Receitas de operações de crédito: Receitas financeiras provenientes da colocação de títulos públicos no mercado ou da contratação de empréstimos e financiamentos junto a entidades estatais ou privadas. Receitas vinculadas: pertencem a esse grupo receitas que são vinculadas. de aplicações financeiras. encargos e deslocação). à determinada finalidade específica. Demais receitas: grupo destinado a receitas previstas em Lei ou de natureza contratual.

das unidades que compõem o Ministério da Saúde. que não constitui sanção de ilícito. instituída por lei e cobrada mediante atividade administrativa vinculada.2010) Tributo: prestação pecuniária compulsória. 195 da Constituição Federal. ou 3 – Vinculam-se determinação legal. ou 2 – a classificação orçamentária caracterizada como originária da prestação de serviços de saúde. ou seja. da Previdência Social.07. à Seguridade Social por RECEITAS TRIBUTÁRIAS (20. da Assistência Social e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) subordinado ao Ministério do Trabalho.” Essas receitas classificam-se como “Contribui8ções “Demais Receitas”. 11 e 27 da Lei 8212 de 1991 que instituiu o “plano de custeio da seguridade social. a norma constitucional ou infra-constitucional instituidora deve explicitar que a receita se destina ao financiamento da Seguridade Social. Em moeda cujo valor nela se possa exprimir: não há pagamento de imposto “in natura”. . e a forma de composição delas. Compulsória: obrigatório.5 – ORÇAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL As receitas que financiam a seguridade social são previstas pelo Art. previdência ou assistência social. em moeda cujo valor nela se possa exprimir. por meio da seguinte metodologia: Sociais” e Contribuições Sociais: para integrarem o orçamento da Seguridade Social devem preencher dois requisitos básicos: 1 – quanto à origem. a receita criada deve ser destinada para às áreas da saúde. pelos arts. e 2 – quanto á finalidade. Que não constitui sanção: não tem caráter punitivo. Pecuniária: “em dinheiro”. independente da entidades às quais pertençam. Demais receitas: No que tange às “Demais Receitas. consideram-se receitas do Orçamento da Seguridade social aquelas que: 1 – Sejam próprias das unidades orçamentárias que integram exclusivamente o Orçamento da Seguridade Social.

OS TRIBUTOS SE DIVIDEM EM IMPOSTO. está prevista em Lei. Outras esferas do governo. CATEGORIA ECONÔMICA: despesas correntes ou despesas de capital. inclusive a decorrente de descentralização orçamentária para: a. MODALIDADE DE APLICAÇÃO: indica se os recursos serão aplicados: I. deve-se considerar a categoria econômica.: de acordo com o Art. a modalidade de aplicação. o grupo ao qual pertence. seus órgãos ou entidades. Entidades privadas sem fins lucrativas e outras instituições. • • Despesa Corrente: despesas que não contribuem – diretamente – para a formação ou aquisição de um bem de capital. GASTOS PÚBLICOS Obs. Contribuição: há vinculação da receita à determinada atividade. GRUPO: agregador de elementos da despesa com as mesmas características quanto ao objeto do gasto. Despesa de Capital: contribuem para a formação ou aquisição de um bem de capital. 12 da Lei 4320/64. TAXA E CONTRIBUIÇÕES Imposto: não possuem caráter vinculativo. ou por outro órgão ou entidade no âmbito do mesmo nível de governo. Mediante transferência financeira. as despesas públicas são classificadas nas seguintes categorias econômicas: “corrente” e “de capital”. b.: bombeiros. Taxas: tributos específicos para a manutenção de determinadas atividades do Estado (ex. sua cobrança independe da contraprestação específica do Estado. . coleta de lixo. porém não se pode individualizar o sujeito passivo. iluminação. etc. Diretamente pela unidade detentora do crédito orçamentário. Classificação da Despesa quanto à sua Natureza Para classificar uma despesa quanto à sua natureza. o elemento e. II. complementarmente.) que são utilizadas – ou colocadas à disposição – pelo usuário (sujeito passivo). inclusive a forma.Cobrada mediante atividade vinculada: sua cobrança.

: cultura.: os “restos a pagar” são cancelados após um ano de sua inscrição. Obs. .: as transferências de capital efetuadas pela União aos demais entes. saúde. executiva e judiciária. Evidencia cada área de atuação governamental. CLASSIFICAÇÃO INSTITUCIONAL DA DESPESA Reflete a estrutura organizacional de alocação de créditos orçamentários e está estruturada em dois níveis hierárquicos: órgão orçamentário e unidade orçamentária. que. etc. Obs.: obras e instalações. Obs. ELEMENTO DE DESPESA: identifica o objeto do gasto (Ex. que podem ser traduzidos como agregadores das diversas áreas de atuação do setor público. constitutem despesas orçamentárias efetivas. defesa. CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL DA DESPESA A classificação funcional da despesa segrega a dotação orçamentária em função e subfunção. salvo fator interruptivo superveniente da prescrição. por intermédio da agregação de determinado subconjunto de despesas e identificação da natureza básica das ações que se aglutinam em torno das funções. na União. “90” – aplicação direta. no máximo. nas esferas legislativa. o seguinte detalhamento: (códigos utilizados no orçamento e na contabilidade pública da União): “30” – transferência para governo estadual. educação. Os dois primeiros dígitos referem-se à função e os três últimos à subfunção. SUBFUNÇÃO: nível de agregação imediatamente inferior á função. remuneração de pessoal. guarda relação com os respectivos ministérios. ainda que destinadas à realização de investimentos e inversões financeiras pelos beneficiários. P. A função se relaciona com a missão constitucional do órgão.: Inscreve-se em “restos a pagar não processados” a despesa que ainda não tenha concluído a fase de liquidação.A especificação de modalidade de aplicação no Governo Federal obedecerá.: O CPFG (cartão de pagamento do governo federal) pode ser utilizado na modalidade saque. FUNÇÃO: maior nível de agregação da atuação do setor público. ex. buscando responder basicamente à seguinte indagação: “em que área governamental a despesa será realizada?” A classificação funcional é representada por cinco dígitos.) Obs. “40” – transferência para administração municipal. atividades artísticas. “50” – transferência para entidade privada sem fins lucrativos.

Créditos extraordinários: para atender casos de despesas urgentes e imprevisíveis. Assim. Obs.Obs. os recursos para alguns programas podem se revelar insuficientes. podem ser realizadas operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital se autorizadas . exceto se abertos nos últimos quatro meses do ano. poderá ser solicitada permissão legislativa para a utilização de créditos adicionais. Obs. características de situação de guerra. a diferença será empenhada á conta do exercício anterior. Obs.: Sua vigência acompanha a do orçamento em vigor. Créditos especiais: para atender despesas novas.: de acordo com as regras constitucionais que disciplinam as finanças públicas.: os créditos suplementares e espécies dependem da existência de recursos disponíveis.: crédito extraordinário pode ser aberto por MP • • Obs.: a dívida passiva referente aos restos a pagar prescreve em cinco anos. TIPOS DE CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS Durante a execução do orçamento.: quando no pagamento se verificar que o valor da despesa é maior do que a inscrita como “restos a pagar”. Obs.: o controle contábil da execução de restos a pagar não processados no exercício seguinte ao da inscrição se dá no aspecto financeiro e orçamentário. comoção interna ou calamidade pública.: cancelamento de restos a pagar não constitui a redução de uma obrigação. Obs. caso em que serão reabertos no orçamento do próximo ano no limite dos seus saldos remanescentes. São créditos adicionais: • Créditos suplementares: para atender casos em que haja dotação no orçamento. porém necessita reforço para atender despesas exigidas no interesse da Administração. as quais não possuem dotação orçamentária específica. Obs.

recebeu novas funções. durante a execução de um programa na área de saúde. . • Limitar a expansão de despesas obrigatórias de caráter continuado. dentre as quais: • Dispor sobre o equilíbrio entre receita e despesa. o Artigo 163 da Constituição Federal. • Estabelecer critérios e firmas de limitação de empenho. metas e objetivos da administração para as despesas de capital e outras dela decorrentes. desde que não comprometidos: • Superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior. Diferenças entre remanejamento. complementando.: o Estado de Alagoas. • Quantificar o resultado primário a ser obtido. na ocorrência de receita inferior ao esperado. São considerados recursos para fins de créditos adicionais. transposição e transferência a) Remanejamento: realocações destinando recurso de um órgão para outro (Ex. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na LRF Além das funções inicialmente previstas. • Recursos que. c) Transferência: realocações para despesas de diferentes categorias econômicas em um mesmo órgão e programa (Ex. na LRF. b) Transposição: realocação dentro de um mesmo Órgão. em forma jurídica que possibilite ao Poder Executivo realizá-los.mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa. entre outros.: quando um órgão é extinto e os recursos são destinados a outro(s) órgão(s)). verificou que seriam necessários mais remédios “x” do que equipamento “y”. então realocou os recursos destinados originalmente aos equipamentos para os remédios). aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. em decorrência de veto. • Os resultados de acumulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou créditos adicionais autorizados por lei. • Dispor sobre controle de custo e avaliação de resultados dos programas executados. emenda ou rejeição ao Projeto de Lei orçamentária Anual. Plano Plurianual (PPA) na LRF Estabelece as diretrizes. a LDO. abrangendo um período de quatro anos. LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (Lei Complementar 101/2000)  Instrumento legal. definidor de normas constitucionais de finanças públicas. • Produto de operações de crédito autorizado. ficaram sem despesas correspondentes. • Provenientes de excesso de arrecadação.

000. Obs. patrimoniais. Compreende o somatório das receitas tributárias. de sua adequação orçamentária e financeira com a LOA. a LDO é o elo entre o PPA (abstrato) e a LOA (concreta e analítica). a RCL será equivalente a R$ 750. de serviços. os entes da Administração Pública devem investir na obtenção de receita própria. de contribuições. visando sua desvinculação do Governo Federal. o PPA e a . b) Demonstrar que o incentivo proposto não implicará em prejuízo à preservação das metas estabelecidas na LDO. Toda e qualquer despesa que não esteja acompanhada de estimativa de impacto orçamentário-financeiro nos três primeiros exercícios de sua vigência.Em linhas gerais.000. A partir da vigência da LRF. tais iniciativas não ficarão apenas sob o julgo da LDO. e deve estar sujeita a regras disciplinadoras. industriais. porque 25% do ICMS deve ser repartido entre os municípios. Receita Corrente Líquida (RCL) A RCL apresenta os valores que estão livres aos entes públicos para utilizarem em despesas discricionárias.: a LRF e as receitas públicas: segundo a LRF (Capítulo III).00. A LRF e as Despesas Públicas Regra básica da LRF para todo e qualquer aumento de despesa. c) Prever medidas de compensação no exercício inicial e nos dois seguintes.000.00 em ICMS. Lei Orçamentária Anual (LOA) na LRF Além das atribuições previstas na CF. Ex. agropecuárias. A T E N Ç Ã O: ficam isentos destas considerações o cancelamento de débitos cujos atos de cobrança sem mais onerosos do que um eventual sucesso na execução. permitindo o controle anual do PPA por parte do legislativo e demais entes de fiscalização. • Previsão de reserva de contingência.: quando um estado arrecada R$ 1. destinada ao pagamento de restos a pagar e possíveis contingentes.: Renúncia de receita: a concessão indiscriminada dos chamados “incentivos fiscais” é prática danosa às finanças públicas. Obs. explorar a arrecadação por meio de tributos é um dever. a LRF prevê que a LOA deverá conter: • Demonstrativo de compatibilidade de programação do orçamento com a LDO. mas obedecerão também aos seguintes requisitos: a) Estimar o impacto orçamentário no exercício inicial de suas vigência e nos dois seguintes. em percentual de Receita Corrente Líquida (RCL). Mais do que um direito. transferências correntes e outras receitas também correntes.

irregular e lesiva ao erário. Obs. Relatório de Gestão Fiscal e a sua relação simplificada. 3% para o legislativo (incluindo TCE). b) derivada de lei. se houver. convênios ou tratados. Controle e Fiscalização Transparência na gestão fiscal Para a LRF. e 54% para o Executivo. Transparência. no caso de despesa obrigatória de caráter estimado. • Das obrigações financeiras do ente da federação.LDO e. 6% para o Judiciário. Exemplos: aumento salarial de servidores.: Despesa obrigatória de caráter continuado na LRF é: a) despesa corrente. os orçamentos e a lei de diretrizes orçamentárias.: Pela LC 13/2009. c) geradora de obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. • • • • Obs. incluindo TCM. 2.5% para o legislativo e 0. sem duplicidade: • Das obrigações financeiras do ente da Federação. assumidas em virtude da realização de operações de crédito para amortização em prazo superior a doze meses ou que. . são instrumentos de transparência: Os planos. -Sub-limites: • Estado: 2% para o MP. A LRF e a Dívida Pública Conceitos: a) Considera-se dívida pública consolidada o montante total apurado. bolsa-família. embora de prazo inferior a doze meses. etc. medida provisória ou ato administrativo normativo. • Federal: 40. inclusive as decorrentes da emissão de títulos assumidos em virtude de Lei. União e Estados e municípios com mais de cem mil habitantes. Relatório resumido da execução orçamentária.6% para o Ministério Público. • Município: 6% para o legislativo. As prestações de contas e os respectivos pareceres prévios. contratos. tenham constado como receita no orçamento. • Dos precatórios judiciais emitidos a partir de 5 de maio de 2000 e não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos. Despesas com Pessoal: Fiscalização e Controle -Limites da RCL: 50% da RCL para União e 60% da RCL para Estados e Municípios. deverão disponibilizar em tempo real à sociedade informação pormenorizada a respeito da execução financeira e orçamentária. de suas medidas compensatórias. 6% para o Judiciário e 49% para o Executivo. em meio eletrônico. é considerada não autorizada.9% para o Executivo.

as receitas e despesas. sob pena de punições fiscais ou penais. Relatório de Gestão Fiscal  Liberado ao final de cada quadriênio pelos titulares dos Poderes e Órgãos da administração pública.: União. Demonstrativo de execução de receitas (categoria econômica e por fonte) e das despesas (por categoria econômica. função e subfunção). abrangendo todas as variáveis imprescindíveis à consecução das metas fiscais e observância dos limites fixados para despesas e dívida.Relatório da Execução Orçamentária (RREO) Peças básicas do RREO: • • Balanço orçamentário: cuja função é especificar. por categoria econômica. . Obs. Estados e Municípios devem apresentar bimestralmente o RREO. grupo de natureza.

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