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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

12.07.2010 a 13.07.2010

ORÇAMENTO PÚBLICO

Conceito: Lei anual que estabelece os valores a serem despendidos pelo


Estado, bem como em que serão investidos (LOA).

Ciclo Orçamentário

É o ciclo de 04 (quatro) anos que tem início com os mandatos de


presidente, governadores e prefeitos. Compreende o PPA – Plano Plurianual,
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias e LOA – Lei Orçamentária Anual. As
duas últimas são anuais, ao passo em que o PPA é editado uma vez a cada
quatro anos (no início do ciclo).

PPA – Plano Plurianual: Estabelece, para a Administração Pública, as


medidas, gastos e objetivos dos 04 (quatro) anos vindouros (Art. 165 da
CF/88).

LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias: Orienta o Orçamento anual


Fiscal, de investimento e da Seguridade Social.

Orçamento Fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos,


órgãos e entidades da Administração indireta, inclui
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.

Orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou


indiretamente, detenha a maioria do capital social com
direito a voto.

Orçamento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e


órgãos à ela vinculados, da administração direta ou
indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e
mantidos pelo Poder Público.

LOA – Lei Orçamentária Anual: é o orçamento público.

PPA
2008/2011

LOA LDO
2008
j

LOA LDO
2009

ORÇAMENTO PROGRAMA
Conceito: Integração do Orçamento público com o econômico, coordenando
a política fiscal e a política econômica. Vinculação permanente e contínua
entre os planos gerais e os concretos.

RECEITA PÚBLICA

Conceito: ingresso de recursos financeiros nos cofres do Estado. Divide-se


em orçamentárias e extra-orçamentárias.

Receita Pública Orçamentária: representa disponibilidade de recurso


financeiro para o Estado.
São disponibilidade de recursos financeiros que ingressam durante o
exercício orçamentário e constituem elemento novo
para o patrimônio público. Instrumento pelo se
viabiliza a execução das políticas públicas
(programas e ações cuja finalidade é atender às
necessidades da coletividade).

Essas receitas pertencem ao Estado, transitam pelo patrimônio


público aumentando-lhe o saldo financeiro e via de
regra, por força do princípio orçamentário da
universalidade, estão na LOA – Lei Orçamentária
Anual.

Receita Pública Extra-Orçamentária: não representa disponibilidade de


recurso financeiro para o Estado. São recursos
financeiros de caráter temporário, não se
incorporam ao patrimônio público e não integram a
Lei Orçamentária Anual – LOA. O Estado é mero
depositário desses recursos que constituem
passivos exigíveis e cujas restituições não se
sujeitam à autorização legislativa.

Ex.: cauções, fianças, operações de crédito por


antecipação de receita orçamentária.

Obs: Operações de crédito SÃO receitas


orçamentárias, aqui se fala da exceção, ou seja, a
antecipação da operação.

CLASSIFICAÇÃO DAS RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS

As Receitas Públicas orçamentárias se classificam quanto à sua (1)


natureza, (2) fonte de recurso, (3) grupos, (4) indicador de resultado
primário e (5) receitas do orçamento da Seguridade Social.
1 – Natureza

Visa identificar a origem do recurso segundo o fato gerador.

A fim de possibilitar a identificação da entrada dos recursos nos


cofres públicos, esta classificação é formada por um código numérico de 08
(oito) dígitos que a subdivide em seis níveis: categoria econômica (C),
origem (o), espécie (e), rubrica (r), alínea (AA) e subalínea (SS).
C O E R AA SS
CATEGORIA ECONÔMICA: Divide-se em “receita orçamentária corrente”
(“1”) e “receita orçamentária de capital” (“2”).

Receitas Correntes: são aquelas arrecadadas


dentro do exercício financeiro, aumentam a
disponibilidade financeira do Estado com efeitos
positivos sobre o patrimônio líquido e constituem
instrumento para financiar os objetivos definidos
nos programas e ações orçamentárias.

Ex.: tributos, exploração de patrimônio estatal,


exploração de atividades econômicas, etc.

Receitas de capital: Receitas Públicas


Orçamentárias de Capital quanto à natureza
também aumentam a disponibilidade financeira e
são instrumento de financiamento das ações do
Estado. No entanto, não provocam efeito sobre
o patrimônio líquido.

Ex.: realização de recursos financeiros oriundos da


constituição de dívidas e da conversão, em
espécie, de bens e direitos, quando de recursos
recebidos de outras pessoas de direito público ou
privado, destinado a atender despesas
classificadas como “de capital”.

ORIGEM DA RECEITA: é o nível de classificação que permite detalhar o fato


gerador da receita.

Ex.: impostos, taxas, contribuições de melhoria, etc.

RUBRICA: agrega determinadas espécies de receitas cujas características


próprias sejam semelhantes entre si. Dessa forma, detalha a espécie por
meio de especificação de recursos financeiros que lhe são correlatos.

Ex.: a rubrica “imposto sobre o patrimônio e a renda”, é detalhamento da


espécie “imposto”.

ALÍNEA: a alínea é o detalhamento da receita e exterioriza o “nome” da


receita que receberá o registro pela entrada de recurso financeiro.

Ex.: a alínea “imposto sobre renda e proventos” é o detalhamento da


rubrica “imposto sobre o patrimônio e a renda”.

SUBALÍNEA: Constitui o nível mais analítico da receita, utilizado quando há


necessidade de se detalhar a alínea com mais especificidade.

Ex.: a subalínea “pessoa física” é o detalhamento da alínea “imposto sobre


renda e proventos”.
2 – FONTE DE RECURSOS

É a classificação que permite demonstrar a correspondência entre as


fontes de financiamento e os gastos públicos, pois exterioriza quais são as
receitas que financiam determinada despesa.

Consistem em um código de três dígitos.

1º DIGITO 2º e 3º Digitos
Grupo de Fontes de Recursos Especificação da Fonte de recursos
1 – Recursos do tesouro; exercício Exemplo: Fonte 100 – recurso do
corrente tesouro; exercício corrente (1),
recurso ordinário
2 – Recursos de outras fontes; Exemplo: fonte 152 – recurso do
exercício corrente tesouro, exercício corrente (1) e
resultado do banco central (52).
3 – recursos do tesouro; exercícios
anteriores;
6 – Recursos de outras fontes;
exercícios anteriores;
9 – Recursos condicionados

3 – GRUPOS

Instrumento orçamentário-gerencial identificador de determinados


segmentos arrecadadores. Identifica quais agentes públicos possuem
competência para arrecadar, fiscalizar e administrar as receitas públicas.

Cada grupo de receita é formado pela associação entre tipos


específicos de unidades orçamentárias e de naturezas de receita que
atendam a certa particularidade sob a ótica orçamentária. Os grupos são
de: “receitas próprias”, “receitas administradas”, “receitas de operações de
crédito”, “receitas vinculadas” e “demais receitas”.

Receitas próprias: são aquelas cuja arrecadação tem origem no esforço


próprio dos órgãos e demais entidades nas atividades de fornecimento de
bens ou serviços facultativos e na exploração econômica do próprio
patrimônio e remunerada por preço público ou tarifas, bem como o produto
da aplicação financeira desses recursos.

São recursos que por um lado não possuem destino específico e, por
isso, não são vinculados por lei à determinada despesa; por outro lado,
pertencem à unidade orçamentária arrecadadora.

Arrecadadas por meio da Guia de recolhimento da Receita Federal –


GRU, são centralizadas numa conta de referência do Tesouro Nacional junto
ao Banco do Brasil, que tem prazo de dois dias para repassar os recursos
para a conta única do Tesouro no Banco Central.

Obs: amparam-se no código civil e legislação correlata.

Receitas Administradas: auferidas pela Receita Federal do Brasil (RFB), que


detém a competência para fiscalizar, arrecadar e administrar esses
recursos, com amparo legal no Código Tributário Nacional (CTN).
São recolhidos por meio do Documento de Arrecadação de Receitas
Federais – DARF ou Guia de Recolhimento da Previdência Social – GOS,
utilizando-se dos bancos arrecadadores credenciados pela Secretaria da
Receita Federal do Brasil – SRFB.

A partir da data de pagamento, o banco tem um dia útil para


repassar os recursos à conta única do Tesouro no Banco Central.

Receitas de operações de crédito: Receitas financeiras provenientes da


colocação de títulos públicos no mercado ou da contratação de empréstimos
e financiamentos junto a entidades estatais ou privadas.

Receitas vinculadas: pertencem a esse grupo receitas que são vinculadas,


por Lei, à determinada finalidade específica, exceto as classificadas como
receitas administradas.

Geralmente, são receitas cuja arrecadação, fiscalização e


administração ficam a cargo das próprias entidades arrecadadoras, às quais
resta a obrigação de efetuar o recolhimento à Conta Única do Tesouro no
Banco Central.

Exemplos: recursos de concessões, autorizações e permissões para


uso de bens da União ou para exercício de atividades de competência da
União.

Demais receitas: grupo destinado a receitas previstas em Lei ou de natureza


contratual, que não estejam enquadrados em nenhum dos grupos
anteriores.

4 – IDENTIFICADOR DE RESULTADO PRIMÁRIO

Esta classificação orçamentária de receita tem por objetivo identificar


quais são as receitas que compõem o resultado primário do governo.

Receita primária é o somatório das receitas fiscais líquidas (aquela


que não gera obrigatoriedade de contraprestação financeira, como ônus,
encargos e deslocação).

O cálculo da Receita Primária é efetuado somando-se as receitas


corrente e de capital, e depois excluindo da conta as receitas: de operações
de crédito e seus retornos (juros e amortizações), de aplicações financeiras,
de empréstimos concedidos e do superávit primário.

Receitas financeiras são as provenientes de operações de crédito


internas e externas, de aquisição de títulos de Capital de aplicações
financeiras, de juros, de amortizações e do superávit financeiro.

A Receita é classificada ainda como primária (P) quando seu valor é


incluído na apuração do resultado Primário no conceito acima da linha, e
Não-Primária ou financeira (F) quando não incluída nesse cálculo. Esse
conceito (primário e financeiro) surgiu quando o Brasil adotou a
metodologia da apuração do resultado primário oriundo de acordo com o
Fundo Monetário Internacional – FMI.
5 – ORÇAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL

As receitas que financiam a seguridade social são previstas pelo Art.


195 da Constituição Federal, e a forma de composição delas, pelos arts. 11
e 27 da Lei 8212 de 1991 que instituiu o “plano de custeio da seguridade
social.”

Essas receitas classificam-se como “Contribui8ções Sociais” e


“Demais Receitas”, por meio da seguinte metodologia:

Contribuições Sociais: para integrarem o orçamento da Seguridade


Social devem preencher dois requisitos básicos:

1 – quanto à origem, a norma constitucional ou infra-constitucional


instituidora deve explicitar que a receita se destina ao financiamento da
Seguridade Social; e

2 – quanto á finalidade, a receita criada deve ser destinada para às


áreas da saúde, previdência ou assistência social.
Demais receitas: No que tange às “Demais Receitas, consideram-se
receitas do Orçamento da Seguridade social aquelas que:

1 – Sejam próprias das unidades orçamentárias


que integram exclusivamente o Orçamento da
Seguridade Social, ou seja, das unidades que
compõem o Ministério da Saúde, da Previdência
Social, da Assistência Social e do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (FAT) subordinado ao
Ministério do Trabalho; ou

2 – a classificação orçamentária caracterizada


como originária da prestação de serviços de
saúde, independente da entidades às quais
pertençam; ou

3 – Vinculam-se à Seguridade Social por


determinação legal.

RECEITAS TRIBUTÁRIAS
(20.07.2010)

Tributo: prestação pecuniária compulsória, em moeda cujo valor nela se


possa exprimir, que não constitui sanção de ilícito, instituída por lei e
cobrada mediante atividade administrativa vinculada.

Pecuniária: “em dinheiro”;

Compulsória: obrigatório;

Em moeda cujo valor nela se possa exprimir: não há pagamento de imposto


“in natura”;

Que não constitui sanção: não tem caráter punitivo;


Cobrada mediante atividade vinculada: sua cobrança, inclusive a forma,
está prevista em Lei;

OS TRIBUTOS SE DIVIDEM EM IMPOSTO, TAXA E CONTRIBUIÇÕES

Imposto: não possuem caráter vinculativo, sua cobrança independe da


contraprestação específica do Estado;

Taxas: tributos específicos para a manutenção de determinadas atividades


do Estado (ex.: bombeiros, iluminação, coleta de lixo, etc.) que são
utilizadas – ou colocadas à disposição – pelo usuário (sujeito passivo);

Contribuição: há vinculação da receita à determinada atividade, porém não


se pode individualizar o sujeito passivo;

GASTOS PÚBLICOS

Obs.: de acordo com o Art. 12 da Lei 4320/64, as despesas públicas são


classificadas nas seguintes categorias econômicas: “corrente” e “de
capital”.

Classificação da Despesa quanto à sua Natureza

Para classificar uma despesa quanto à sua natureza, deve-se


considerar a categoria econômica, o grupo ao qual pertence, o elemento e,
complementarmente, a modalidade de aplicação.

CATEGORIA ECONÔMICA: despesas correntes ou despesas de capital;

• Despesa Corrente: despesas que não contribuem – diretamente


– para a formação ou aquisição de um bem de capital;
• Despesa de Capital: contribuem para a formação ou aquisição
de um bem de capital;

GRUPO: agregador de elementos da despesa com as mesmas


características quanto ao objeto do gasto.

MODALIDADE DE APLICAÇÃO: indica se os recursos serão aplicados:

I. Mediante transferência financeira, inclusive a decorrente de


descentralização orçamentária para:
a. Outras esferas do governo, seus órgãos ou entidades;
b. Entidades privadas sem fins lucrativas e outras
instituições;

II. Diretamente pela unidade detentora do crédito orçamentário,


ou por outro órgão ou entidade no âmbito do mesmo nível de
governo;
A especificação de modalidade de aplicação no Governo Federal
obedecerá, no máximo, o seguinte detalhamento: (códigos utilizados no
orçamento e na contabilidade pública da União):

“30” – transferência para governo estadual;


“40” – transferência para administração municipal;
“50” – transferência para entidade privada sem fins lucrativos;
“90” – aplicação direta.

ELEMENTO DE DESPESA: identifica o objeto do gasto (Ex.: obras e


instalações, remuneração de pessoal, atividades artísticas, etc.)

Obs.: as transferências de capital efetuadas pela União aos demais entes,


ainda que destinadas à realização de investimentos e inversões financeiras
pelos beneficiários, constitutem despesas orçamentárias efetivas.

CLASSIFICAÇÃO INSTITUCIONAL DA DESPESA

Reflete a estrutura organizacional de alocação de créditos


orçamentários e está estruturada em dois níveis hierárquicos: órgão
orçamentário e unidade orçamentária;

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL DA DESPESA

A classificação funcional da despesa segrega a dotação orçamentária


em função e subfunção, buscando responder basicamente à seguinte
indagação: “em que área governamental a despesa será realizada?”

A classificação funcional é representada por cinco dígitos.

Os dois primeiros dígitos referem-se à função e os três últimos à


subfunção, que podem ser traduzidos como agregadores das diversas áreas
de atuação do setor público, nas esferas legislativa, executiva e judiciária.

FUNÇÃO: maior nível de agregação da atuação do setor público. A


função se relaciona com a missão constitucional do órgão. P. ex.: cultura,
educação, saúde, defesa, que, na União, guarda relação com os respectivos
ministérios.

SUBFUNÇÃO: nível de agregação imediatamente inferior á função.


Evidencia cada área de atuação governamental, por intermédio da
agregação de determinado subconjunto de despesas e identificação da
natureza básica das ações que se aglutinam em torno das funções.

Obs.: Inscreve-se em “restos a pagar não processados” a despesa que


ainda não tenha concluído a fase de liquidação.

Obs.: os “restos a pagar” são cancelados após um ano de sua inscrição,


salvo fator interruptivo superveniente da prescrição.

Obs.: O CPFG (cartão de pagamento do governo federal) pode ser utilizado


na modalidade saque.
Obs.: cancelamento de restos a pagar não constitui a redução de uma
obrigação.

Obs.: quando no pagamento se verificar que o valor da despesa é maior do


que a inscrita como “restos a pagar”, a diferença será empenhada á conta
do exercício anterior.

Obs.: o controle contábil da execução de restos a pagar não processados no


exercício seguinte ao da inscrição se dá no aspecto financeiro e
orçamentário.

Obs.: a dívida passiva referente aos restos a pagar prescreve em cinco


anos.

TIPOS DE CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS

Durante a execução do orçamento, os recursos para alguns


programas podem se revelar insuficientes.
Assim, poderá ser solicitada permissão legislativa para a utilização de
créditos adicionais.

São créditos adicionais:

• Créditos suplementares: para atender


casos em que haja dotação no orçamento,
porém necessita reforço para atender
despesas exigidas no interesse da
Administração;
• Créditos especiais: para atender despesas
novas, as quais não possuem dotação
orçamentária específica;
Obs.: Sua vigência acompanha a do
orçamento em vigor, exceto se abertos nos
últimos quatro meses do ano, caso em que
serão reabertos no orçamento do próximo
ano no limite dos seus saldos
remanescentes.
• Créditos extraordinários: para atender
casos de despesas urgentes e
imprevisíveis, características de situação
de guerra, comoção interna ou calamidade
pública;
Obs.: crédito extraordinário pode ser
aberto por MP

Obs.: os créditos suplementares e espécies dependem da


existência de recursos disponíveis.

Obs.: de acordo com as regras constitucionais que disciplinam as


finanças públicas, podem ser realizadas operações de créditos que
excedam o montante das despesas de capital se autorizadas
mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.

São considerados recursos para fins de créditos adicionais, desde


que não comprometidos:
• Superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do
exercício anterior;
• Provenientes de excesso de arrecadação;
• Os resultados de acumulação parcial ou total de dotações
orçamentárias ou créditos adicionais autorizados por lei;
• Produto de operações de crédito autorizado, em forma jurídica
que possibilite ao Poder Executivo realizá-los;
• Recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição ao
Projeto de Lei orçamentária Anual, ficaram sem despesas
correspondentes;

Diferenças entre remanejamento, transposição e transferência

a) Remanejamento: realocações destinando recurso de um órgão para


outro (Ex.: quando um órgão é extinto e os recursos são destinados a
outro(s) órgão(s));
b) Transposição: realocação dentro de um mesmo Órgão;
c) Transferência: realocações para despesas de diferentes categorias
econômicas em um mesmo órgão e programa (Ex.: o Estado de
Alagoas, durante a execução de um programa na área de saúde,
verificou que seriam necessários mais remédios “x” do que
equipamento “y”, então realocou os recursos destinados
originalmente aos equipamentos para os remédios);

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL


(Lei Complementar 101/2000)
 Instrumento legal, definidor de normas constitucionais de finanças
públicas, complementando, entre outros, o Artigo 163 da Constituição
Federal;

Plano Plurianual (PPA) na LRF

Estabelece as diretrizes, metas e objetivos da administração para as


despesas de capital e outras dela decorrentes, abrangendo um período de
quatro anos.

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na LRF

Além das funções inicialmente previstas, a LDO, na LRF, recebeu


novas funções, dentre as quais:
• Dispor sobre o equilíbrio entre receita e despesa;
• Estabelecer critérios e firmas de limitação de empenho, na ocorrência
de receita inferior ao esperado;
• Dispor sobre controle de custo e avaliação de resultados dos
programas executados;
• Quantificar o resultado primário a ser obtido;
• Limitar a expansão de despesas obrigatórias de caráter continuado;
Em linhas gerais, a LDO é o elo entre o PPA (abstrato) e a LOA
(concreta e analítica), permitindo o controle anual do PPA por parte do
legislativo e demais entes de fiscalização.

Lei Orçamentária Anual (LOA) na LRF

Além das atribuições previstas na CF, a LRF prevê que a LOA deverá
conter:
• Demonstrativo de compatibilidade de programação do orçamento
com a LDO;
• Previsão de reserva de contingência, em percentual de Receita
Corrente Líquida (RCL), destinada ao pagamento de restos a pagar e
possíveis contingentes;

Obs.: a LRF e as receitas públicas: segundo a LRF (Capítulo III), os entes


da Administração Pública devem investir na obtenção de receita própria,
visando sua desvinculação do Governo Federal. Mais do que um direito,
explorar a arrecadação por meio de tributos é um dever;

Obs.: Renúncia de receita: a concessão indiscriminada dos chamados


“incentivos fiscais” é prática danosa às finanças públicas, e deve estar
sujeita a regras disciplinadoras. A partir da vigência da LRF, tais
iniciativas não ficarão apenas sob o julgo da LDO, mas obedecerão
também aos seguintes requisitos:
a) Estimar o impacto orçamentário no exercício inicial de suas vigência e
nos dois seguintes;
b) Demonstrar que o incentivo proposto não implicará em prejuízo à
preservação das metas estabelecidas na LDO;
c) Prever medidas de compensação no exercício inicial e nos dois
seguintes;

A T E N Ç Ã O: ficam isentos destas considerações o cancelamento de


débitos cujos atos de cobrança sem mais onerosos do que um eventual
sucesso na execução.

Receita Corrente Líquida (RCL)

A RCL apresenta os valores que estão livres aos entes públicos para
utilizarem em despesas discricionárias;
Compreende o somatório das receitas tributárias, de contribuições,
patrimoniais, industriais, agropecuárias, de serviços, transferências
correntes e outras receitas também correntes.

Ex.: quando um estado arrecada R$ 1.000.000,00 em ICMS, a RCL


será equivalente a R$ 750.000,00, porque 25% do ICMS deve ser repartido
entre os municípios.

A LRF e as Despesas Públicas

Regra básica da LRF para todo e qualquer aumento de despesa.


Toda e qualquer despesa que não esteja acompanhada de estimativa de
impacto orçamentário-financeiro nos três primeiros exercícios de sua
vigência, de sua adequação orçamentária e financeira com a LOA, o PPA e a
LDO e, no caso de despesa obrigatória de caráter estimado, de suas
medidas compensatórias, é considerada não autorizada, irregular e lesiva
ao erário.

Obs.: Despesa obrigatória de caráter continuado na LRF é:


a) despesa corrente;
b) derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo;
c) geradora de obrigação legal de sua execução por um período
superior a dois exercícios;
Exemplos: aumento salarial de servidores, bolsa-família, etc.

Despesas com Pessoal: Fiscalização e Controle

-Limites da RCL: 50% da RCL para União e 60% da RCL para Estados e
Municípios;
-Sub-limites:
• Estado: 2% para o MP, 3% para o legislativo (incluindo TCE), 6% para
o Judiciário e 49% para o Executivo;
• Município: 6% para o legislativo, incluindo TCM, se houver, e 54%
para o Executivo;
• Federal: 40,9% para o Executivo, 6% para o Judiciário, 2,5% para o
legislativo e 0,6% para o Ministério Público;

A LRF e a Dívida Pública

Conceitos:
a) Considera-se dívida pública consolidada o montante total apurado,
sem duplicidade:
• Das obrigações financeiras do ente da Federação, inclusive as
decorrentes da emissão de títulos assumidos em virtude de Lei,
contratos, convênios ou tratados;
• Das obrigações financeiras do ente da federação, assumidas
em virtude da realização de operações de crédito para
amortização em prazo superior a doze meses ou que, embora
de prazo inferior a doze meses, tenham constado como receita
no orçamento;
• Dos precatórios judiciais emitidos a partir de 5 de maio de
2000 e não pagos durante a execução do orçamento em que
houverem sido incluídos;

Transparência, Controle e Fiscalização

Transparência na gestão fiscal


Para a LRF, são instrumentos de transparência:
• Os planos, os orçamentos e a lei de diretrizes orçamentárias;
• As prestações de contas e os respectivos pareceres prévios;
• Relatório resumido da execução orçamentária;
• Relatório de Gestão Fiscal e a sua relação simplificada;

Obs.: Pela LC 13/2009, União e Estados e municípios com mais de cem mil
habitantes, deverão disponibilizar em tempo real à sociedade informação
pormenorizada a respeito da execução financeira e orçamentária, em meio
eletrônico.
Relatório da Execução Orçamentária (RREO)

Peças básicas do RREO:

• Balanço orçamentário: cuja função é especificar, por categoria


econômica, as receitas e despesas;
• Demonstrativo de execução de receitas (categoria econômica e por
fonte) e das despesas (por categoria econômica, grupo de natureza,
função e subfunção);

Obs.: União, Estados e Municípios devem apresentar bimestralmente o


RREO, sob pena de punições fiscais ou penais.

Relatório de Gestão Fiscal

 Liberado ao final de cada quadriênio pelos titulares dos Poderes e


Órgãos da administração pública, abrangendo todas as variáveis
imprescindíveis à consecução das metas fiscais e observância dos
limites fixados para despesas e dívida.