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INSPEÇÃO COVID-19 NO AMBIENTE DE TRABALHO – CONSTRUÇÃO CIVIL

Inspeção criada para que empresas e trabalhadores possam estabelecer orientações sobre
o cumprimento da legislação trabalhista durante a pandemia. O público-alvo são as micro e
pequenas empresas e visa atender Normas de Segurança e Saúde Ocupacional e
promover um ambiente de trabalho mais saudável e seguro. É um roteiro proposto pela
SIT / OIT / ENIT.

1 - MEDIDAS GERAIS DE SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

1.1 Existe um protocolo na organização que estabelece regras e procedimentos para


identificar trabalhadores com sinais ou sintomas relacionados à COVID-19, como
tosse, dor de garganta, dores no corpo, falta de ar ou febre, assim como
acompanhamento e encaminhamento do trabalhador para avaliação médica?

Observação
A existência de protocolo para identificação, acompanhamento e encaminhamento
adequado dos trabalhadores com suspeita de contaminação pela COVID-19 é uma
medida essencial para a prevenção e combate da doença na empresa.

Orientações básicas complementares


OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Criar e divulgar protocolos para identificação e encaminhamento de trabalhadores com
suspeita de contaminação pelo covid-19 antes de ingressar no ambiente de trabalho. O
protocolo deve incluir o acompanhamento da sintomatologia dos trabalhadores no
acesso e durante as atividades nas dependências das empresas.
Instituir mecanismo e procedimentos para que os trabalhadores possam reportar se
estiverem doentes ou com sintomas. Se o trabalhador teve contato com pessoa
diagnosticada com COVID19, deve comunicar o fato à empresa.
Caso haja confirmação de trabalhador diagnosticado com COVID-19 conforme
orientações do Ministério da Saúde, deve ser realizada a busca ativa dos
trabalhadores que tiveram contato com o trabalhador inicialmente contaminado.

1.2 Os trabalhadores foram orientados para a adoção de procedimentos para a


adequada higienização das mãos?

Observação
A orientação para a adoção de procedimentos para a adequada higienização das mãos é
uma medida essencial para a prevenção e combate da doença na empresa.
Orientações básicas complementares
OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Orientar todos trabalhadores sobre prevenção de contágio pelo coronavírus (COVID-
19) e a forma correta de higienização das mãos e demais medidas de prevenção.
Adotar procedimentos contínuos de higienização das mãos, com utilização de água e
sabão em intervalos regulares. Caso não seja possível a lavagem das mãos, utilizar
imediatamente sanitizante adequado para as mãos, como álcool 70%.
Disponibilizar meios para higienização das mãos logo após o registro de ponto pelo
trabalhador.
Manter lavatórios com água e sabão, além de sanitizantes adequado para as mãos,
como álcool 70%, e orientar os trabalhadores sobre o seu uso, quando do início dos
trabalhos.
Observar as precauções quanto ao uso do álcool 70% ou álcool gel, tendo em vista
que ambos são materiais inflamáveis.

1.3 São adotadas medidas para redução da possibilidade de contaminação entre os


trabalhadores durante a jornada de trabalho, tais como manutenção de distância
segura entre eles, o não compartilhamento de utensílios de uso individual e a
restrição do acesso e circulação de pessoas que não trabalham no canteiro de
obras?

Observação
A adoção de medidas para redução da possibilidade de contaminação entre os
trabalhadores durante a jornada de trabalho, tais como manutenção de distância segura
entre eles, não compartilhamento de utensílios de uso individual e diminuição do contato
pessoal com o público externo, é medida essencial para a prevenção e combate da
doença na empresa.

Orientações básicas complementares


OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Evitar tocar a boca, o nariz e o rosto com as mãos.
Orientar os trabalhadores quanto às ações de higiene necessárias quando da
utilização do transporte público.
Manter distância segura entre os trabalhadores, considerando as orientações do
Ministério da Saúde e as características do ambiente de trabalho.
Emitir comunicações sobre evitar contatos muito próximos, como abraços, beijos e
apertos de mão.
Adotar medidas para diminuir a intensidade e a duração do contato pessoal entre
trabalhadores e entre esses e o público externo.
Evitar o compartilhamento de utensílios de uso pessoal, equipamentos e ferramentas
como canetas, telefone celular, medidores de nível, prumo, trenas, espátulas,
lixadeiras, rolos, entre outros.
Caso haja a necessidade de compartilhamento desses materiais deve ser realizada a
higienização antes da sua utilização por outro trabalhador.
Restringir a entrada e circulação de pessoas que não trabalham no canteiro de obras
e, quando necessária a entrada, restringir seu tempo de permanência. A essas
pessoas deve ser proporcionada a higienização das mãos, com água e sabão ou
sanitizante adequado para as mãos, como álcool 70%.

1.4 Existem ações para a redução do fluxo de pessoas, como a distribuição da força
de trabalho ao longo da jornada?

Observação
Ações para a redução do fluxo de pessoas são essenciais para a prevenção e combate
da doença na empresa.

Orientações básicas complementares


OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Avaliar a possibilidade de definição de turnos diferenciados de trabalho para evitar
aglomerações nos canteiros de obras, bem como durante o deslocamento em
transporte coletivo.

1.5 Os procedimentos para a higienização e desinfecção das superfícies, máquinas,


equipamentos e ferramentas estão sendo adequadamente realizados?

Observação
A adoção de procedimentos para a higienização e desinfecção das superfícies,
máquinas, equipamentos e ferramentas é medida essencial para a prevenção e combate
da doença na empresa.

Orientações básicas complementares


OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Higienizar grandes superfícies com sanitizante, contendo cloro ativo, solução de
hipoclorito a 1%, sal de amônio quaternário etc., observando as medidas de proteção,
em particular o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) quando do seu
manuseio.
Higienizar constantemente com sanitizante, contendo cloro ativo, solução de hipoclorito
a 1%, sal de amônio quaternário etc., todas as ferramentas, máquinas e equipamentos
de uso manual, antes e durante a execução dos trabalhos.

1.6 Está sendo privilegiada a ventilação natural nos locais de trabalho?

Observação
A ventilação natural nos locais de trabalho é medida importante para prevenção e
combate da doença na empresa.
Orientações básicas complementares
OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Privilegiar a ventilação natural nos locais de trabalho. No caso de aparelho de ar
condicionado, evite recirculação de ar e verifique a adequação de suas manutenções
preventivas e corretivas.

2 - PRÁTICAS QUANTO ÀS REFEIÇÕES

2.1 Foram implementados procedimentos especiais de higienização e desinfecção


das cozinhas e refeitórios para a preparação e para o serviço das refeições?

Observação
A implementação de procedimentos especiais de higienização e desinfecção das
cozinhas e refeitórios para a preparação e para o serviço das refeições é medida
essencial para prevenção e combate da doença na empresa.

Orientações básicas complementares


OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Limpar e desinfetar as superfícies das mesas após cada utilização.
Proibir o compartilhamento de copos, pratos e talhares não higienizados, bem como
qualquer outro utensílio de cozinha.

2.2 Estão sendo adotadas medidas para redução da possibilidade de contágio da


COVID-19 durante as refeições, tais como maior espaçamento entre as pessoas nas
filas e entre cadeiras no refeitório, assim como a realização de maior número de
intervalos para as refeições?

Observação
Implementar medidas como um maior espaçamento entre as pessoas nas filas e entre
cadeiras no refeitório, assim como a realização de maior número de intervalos para as
refeições e de escalonamento de horários para entrada nos refeitórios, é essencial para
redução da possibilidade de contágio da COVID-19 durante as refeições.

Orientações básicas complementares


OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Espaçar as cadeiras para aumentar as distâncias interpessoais. Considerar aumentar
o número de turnos nos locais de refeição, de modo a diminuir o número de pessoas a
cada momento.
Priorizar o escalonamento de horários para entrada nos refeitórios nos horários de
refeição, de forma a reduzir o número de pessoas utilizando o espaço no mesmo
tempo.
Promover nos refeitórios maior espaçamento entre as pessoas na fila, orientando para
que sejam evitadas conversas.
Em caso de compartilhamento do refeitório as mesmas regras devem ser observadas
pela empresa responsável pelo refeitório.

3 - PRÁTICAS REFERENTES AO TRANSPORTE DE TRABALHADORES

3.1 Foram adotados procedimentos adequados para a manutenção da segurança


dos trabalhadores e motoristas, durante o transporte em veículos motorizados
fornecidos pelo empregador, como privilegiar a ventilação natural, a desinfecção
das superfícies internas e a higienização das mãos?

Observação
Procedimentos para a manutenção da segurança dos trabalhadores e motoristas,
durante o transporte em veículos motorizados fornecidos pelo empregador, são
essenciais para a prevenção e combate da COVID-19.

Orientações básicas complementares


OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Manter a ventilação natural dentro dos veículos através da abertura das janelas.
Quando for necessária a utilização do sistema de ar condicionado, deve-se evitar a
recirculação do ar.
Priorizar medidas para manter uma distância segura entre trabalhadores, realizando o
espaçamento dos trabalhadores dentro do veículo de transporte.
Desinfetar regularmente os assentos e demais superfícies do interior do veículo que
são mais frequentemente tocadas pelos trabalhadores.
Os motoristas devem observar:
 a utilização de álcool gel ou água e sabão para higienizar as mãos.
 a higienização do seu posto de trabalho, inclusive volantes e maçanetas do
veículo.

4 - PRÁTICAS REFERENTES AO SESMT E CIPA

4.1 SESMT e CIPA, quando existentes, estão realizando e divulgando planos de ação
com políticas e procedimentos de orientação aos trabalhadores para a prevenção e
combate da COVID-19?

Observação
A realização e divulgação de planos de ação com políticas e procedimentos de
orientação aos trabalhadores são medidas importantes para a prevenção e combate da
COVID-19.
Orientações básicas complementares
SESMT - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do
Trabalho. A obrigação de constituir SESMT depende do número de empregados e do
grau de risco da empresa, conforme Norma Regulamentadora n° 4.

CIPA - Comissões Internas de Prevenção de Acidentes. A obrigação de constituir CIPA


está prevista na Norma Regulamentadora n° 5.

OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção


Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.

As comissões internas de prevenção de acidentes - CIPA existentes poderão ser


mantidas até o fim do período de estado de calamidade pública, podendo ser
suspensos os processos eleitorais em curso.

Priorizar a realização das reuniões da CIPA por meio de videoconferência.

SESMT e CIPA, quando existentes, devem instituir e divulgar um plano de ação com
políticas e procedimentos de orientação aos trabalhadores.

Os trabalhadores de atendimento de saúde do SESMT, como enfermeiros, auxiliares e


médicos, devem receber e usar máscaras, durante o atendimento, de acordo com as
orientações do Ministério da Saúde, e demais EPI definidos para os riscos.

5 - PRÁTICAS REFERENTES ÀS MÁSCARAS

5.1 O empregador avaliou a necessidade de utilização de máscaras de proteção


pelos trabalhadores e, quando necessário o uso, estabeleceu critérios de
fornecimento para a utilização correta dessas proteções, para a prevenção da
COVID-19 na empresa?

Observação
A avaliação de uso de máscaras de proteção e, quando necessário o uso, o
estabelecimento de critérios de fornecimento para a utilização correta dessas proteções
são medidas essenciais para a prevenção e combate da COVID-19.

Orientações básicas complementares


OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
A máscara de proteção respiratória só deve ser utilizada quando indicado seu uso. O
uso indiscriminado de máscaras, quando não indicado tecnicamente, pode causar a
escassez do material e criar uma falsa sensação de segurança, que pode levar a
negligenciar outras medidas de prevenção como a prática de higiene das mãos;.
O uso da máscara incorretamente pode prejudicar sua eficácia na redução de risco de
transmissão. Sua forma de uso, manipulação e armazenamento devem seguir as
recomendações do fabricante.
A máscara nunca deve ser compartilhada entre trabalhadores.
As empresas devem disponibilizar máscaras para os trabalhadores, caso haja
necessidade.
Pode-se considerar o uso de respiradores ou máscaras PFF2 ou N95, quando indicado
seu uso, além do prazo de validade designado pelo fabricante ou sua reutilização para
atendimento emergencial aos casos suspeitos ou confirmados da COVID-19, conforme
NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 04/2020.

6 - PRÁTICAS REFERENTES AOS TRABALHADORES PERTENCENTES A GRUPO DE


RISCO

6.1 Estão sendo privilegiados o teletrabalho ou trabalho remoto para trabalhadores


pertencentes a grupo de risco da COVID-19 ou, na impossibilidade dessas medidas,
o trabalho interno na empresa, sem contato com os clientes?

Observação
Privilegiar o teletrabalho ou trabalho remoto para trabalhadores pertencentes a grupo de
risco da COVID-19 ou, na impossibilidade daqueles, o trabalho interno na empresa, sem
contato com os clientes é medida importante para a prevenção e combate da COVID-19.

Orientações básicas complementares


OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Os trabalhadores pertencentes a grupo de risco (com mais de 60 anos ou com
comorbidades de risco, de acordo com o Ministério da Saúde) devem ser objeto de
atenção especial, priorizando sua permanência na própria residência em teletrabalho
ou trabalho remoto.
Caso seja indispensável a presença na empresa de trabalhadores pertencentes a
grupo de risco, deve ser priorizado trabalho interno, em local reservado, arejado e
higienizado ao fim de cada turno de trabalho.

7 - REGISTRO DE EMPREGADOS

7.1 O empregador está garantindo a proteção social dos trabalhadores por meio da
Carteira de Trabalho Assinada?

Observação
O registro dos empregados, além de garantir o acesso dos trabalhadores a direitos
trabalhistas resultantes da formalidade no emprego, garante que eles estejam cobertos
pela previdenciária social.

Orientações básicas complementares


A assinatura da Carteira de Trabalho garante aos trabalhadores o acesso a benefícios
previdenciários, como auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-família, salário-
maternidade, seguro-desemprego e a própria aposentadoria.

CLT, Art. 14 - A CTPS será emitida pelo Ministério da Economia preferencialmente em


meio eletrônico. Art. 16 - A CTPS terá como identificação única do empregado o
número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Art. 41- Em todas as
atividades será obrigatório para o empregador o registro dos respectivos
trabalhadores, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico, conforme
instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.

Portaria SEPRT nº 1.065/2019. Art. 2° - Para fins do disposto no Decreto-Lei nº


5.452/1943, a Carteira de Trabalho Digital é equivalente à Carteira de Trabalho emitida
em meio físico. Art. 5º - Para os empregadores que têm a obrigação de uso do Sistema
de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas -
eSocial: I - a comunicação pelo trabalhador do número de inscrição no CPF ao
empregador equivale à apresentação da CTPS em meio digital, dispensado o
empregador da emissão de recibo; II - os registros eletrônicos gerados pelo
empregador nos sistemas informatizados da Carteira de Trabalho em meio digital
equivalem às anotações a que se refere o Decreto-Lei nº 5.452/1943.

Portaria nº 1.195, de 2019.


Art. 3º As anotações na Carteira de Trabalho Digital serão efetuadas por meio dos
registros de que tratam as seguintes alíneas e incisos do art. 2º:
(...)
§ 2º As anotações previstas neste artigo serão disponibilizadas ao trabalhador por
meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou de página eletrônica específica, após
o processamento dos respectivos registros, e constituem prova do vínculo de emprego
para o trabalhador, inclusive perante a Previdência Social.
Art. 4º Para a utilização de sistema de registro eletrônico de empregados previsto no
art. 41 da CLT é obrigatório o uso do eSocial, vedados outros meios de registro.
Art. 5º O empregador que optar por não realizar o registro dos empregados por meio
eletrônico deverá anotar, nos mesmos prazos, as informações previstas no art. 2º em
livro ou ficha de registro, que deverá permanecer no estabelecimento ao qual o
trabalhador estiver vinculado.

8 - TELETRABALHO

8.1 Foram identificadas as funções que podem ser efetuadas por meio de
teletrabalho ou trabalho remoto e priorizadas, sempre que possível, essas
modalidades de trabalho?

Observação
O trabalho à distância permite melhor controle do contato social, reduzindo os riscos de
contaminação.
Orientações básicas complementares
OrientaçõesGeraisaos Trabalhadores e Empregadores doSetor de Construção
Civilem Razão da Pandemia da COVID-19.
Identificar as funções que podem efetuar suas atividades por meio de teletrabalho ou
trabalho remoto, priorizando, sempre que possível, essa modalidade de trabalho.

8.2 Se adotado o teletrabalho ou trabalho remoto, foi firmado contrato escrito,


previamente ou no prazo de 30 dias, tratando da aquisição, manutenção ou
fornecimento dos equipamentos e infraestrutura de tecnologia e reembolso de
despesas arcadas pelo empregado?

Observação
A celebração de contrato escrito é importante para garantir segurança jurídica nas
alterações nos contratos de trabalho.

Orientações básicas complementares


Medida Provisória n° 927.
Art. 4º Durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, o empregador
poderá, a seu critério, alterar o regime de trabalho presencial para o teletrabalho, o
trabalho remoto ou outro tipo de trabalho a distância e determinar o retorno ao regime
de trabalho presencial, independentemente da existência de acordos individuais ou
coletivos, dispensado o registro prévio da alteração no contrato individual de trabalho.
§ 1º Para fins do disposto nesta Medida Provisória, considera-se teletrabalho, trabalho
remoto ou trabalho a distância a prestação de serviços preponderante ou totalmente
fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias da informação
e comunicação que, por sua natureza, não configurem trabalho externo, aplicável o
disposto no inciso III do caput do art. 62 da Consolidação das Leis do Trabalho,
aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1943.
§ 2º A alteração de que trata o caput será notificada ao empregado com antecedência
de, no mínimo, quarenta e oito horas, por escrito ou por meio eletrônico.
§ 3º As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, pela manutenção ou
pelo fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e
adequada à prestação do teletrabalho, trabalho remoto ou trabalho a distância e ao
reembolso de despesas arcadas pelo empregado serão previstas em contrato escrito,
firmado previamente ou no prazo de trinta dias, contado da data da mudança do
regime de trabalho.
§ 4º Na hipótese de o empregado não possuir os equipamentos tecnológicos e a
infraestrutura necessária e adequada à prestação do teletrabalho, do trabalho remoto
ou do trabalho a distância:
I - o empregador poderá fornecer os equipamentos em regime de comodato e pagar
por serviços de infraestrutura, que não caracterizarão verba de natureza salarial; ou
II - na impossibilidade do oferecimento do regime de comodato de que trata o inciso I,
o período da jornada normal de trabalho será computado como tempo de trabalho à
disposição do empregador.
§ 5º O tempo de uso de aplicativos e programas de comunicação fora da jornada de
trabalho normal do empregado não constitui tempo à disposição, regime de prontidão
ou de sobreaviso, exceto se houver previsão em acordo individual ou coletivo.
Art. 5º Fica permitida a adoção do regime de teletrabalho, trabalho remoto ou trabalho
a distância para estagiários e aprendizes, nos termos do disposto neste Capítulo.

8.3 Nos casos de teletrabalho ou trabalho remoto, os salários e benefícios, inclusive


aqueles decorrentes de negociação coletiva, continuam sendo pagos integralmente?

Observação
O cumprimento integral das obrigações trabalhistas garante o direito dos trabalhadores e
previne que o empregador receba multas ou esteja sujeito a encargos e indenizações por
seu descumprimento.

Orientações básicas complementares


Durante o teletrabalho/trabalho remoto, o vale-transporte poderá ser suspenso pela
empresa, somente nas hipóteses em que não haja deslocamento dos empregados
para realização de trabalho presencial. Importante registrar que, se houver a
necessidade de deslocamentos ao local de trabalho ou para o atendimento de algum
cliente, por exemplo, será devido o vale transporte nesses dias.

Quanto ao vale-refeição ou alimentação, caso o benefício esteja previsto em norma


coletiva, a possibilidade de sua supressão será apenas no caso de haver essa
previsão na norma, ou seja, se constar na norma coletiva que, em caso de trabalho
remoto, o auxílio não seria devido. Deve-se observar, por analogia, o art. 8º, parágrafo
2º, da Medida Provisória 936, que obriga os empregadores durante o período de
suspensão temporária do contrato de trabalho a manterem os benefícios já concedidos
aos empregados.

O mesmo se aplica a outros benefícios estabelecidos em acordo individual ou norma


(acordo ou convenção) coletiva.

9 - FÉRIAS, FERIADOS E BANCO DE HORAS

9.1 Caso tenham sido antecipadas as férias individuais dos trabalhadores ou


concedidas férias coletivas, em razão do estado de calamidade pública, foram
respeitados os parâmetros estabelecidos na legislação vigente?

Observação
A concessão de férias durante o período de pandemia do novo coronavírus permite o
isolamento dos trabalhadores com segurança.

Orientações básicas complementares


Parâmetros estabelecidos na legislação vigente:
1- Comunicação ao empregado com antecedência mínima de 48 horas.
2- Período de férias não inferior a 5 dias, no caso de férias individuais.
3- Priorização, para o gozo de férias, dos trabalhadores que pertençam ao grupo de
risco do coronavírus (COVID-19).
Principais alterações promovidas pela MP 927/2020 sobre as férias individuais:
comunicação prévia do empregado com 48 horas de antecedência; mínimo de 5 dias
de férias; possibilidade de concessão antes do término do período aquisitivo e de
antecipação de períodos futuros por meio de acordo individual escrito; pagamento até
o quinto dia útil do mês subsequente; pagamento do adicional de um terço de férias até
a data de 20/12/2020.

Principais alterações promovidas pela MP 927/2020 sobre as férias coletivas:


comunicação prévia aos empregados com 48 horas de antecedência; sem limite
máximo de períodos, nemlimite mínimo de dias; dispensada a comunicação prévia ao
órgão local do Ministério da Economia e aos sindicatos representativos da categoria
profissional.
Medida Provisória n° 927.
Art. 6ºDurante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, o empregador
informará ao empregado sobre a antecipação de suas férias com antecedência de, no
mínimo, quarenta e oito horas, por escrito ou por meio eletrônico, com a indicação do
período a ser gozado pelo empregado.
§ 1ºAs férias:
I - não poderão ser gozadas em períodos inferiores a cinco dias corridos; e
II - poderão ser concedidas por ato do empregador, ainda que o período aquisitivo a
elas relativo não tenha transcorrido.
§ 2ºAdicionalmente, empregado e empregador poderão negociar a antecipação de
períodos futuros de férias, mediante acordo individual escrito.
§ 3ºOs trabalhadores que pertençam ao grupo de risco do coronavírus (covid-19) serão
priorizados para o gozo de férias, individuais ou coletivas, nos termos do disposto
neste Capítulo e no Capítulo IV.
Art. 7ºDurante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, o empregador
poderá suspender as férias ou licenças não remuneradas dos profissionais da área de
saúde ou daqueles que desempenhem funções essenciais, mediante comunicação
formal da decisão ao trabalhador, por escrito ou por meio eletrônico, preferencialmente
com antecedência de quarenta e oito horas.
Art. 8ºPara as férias concedidas durante o estado de calamidade pública a que se
refere o art. 1º, o empregador poderá optar por efetuar o pagamento do adicional de
um terço de férias após sua concessão, até a data em que é devida a gratificação
natalina prevista no art. 1º da Lei nº 4.749, de 12 de agosto de 1965.
Parágrafo único.O eventual requerimento por parte do empregado de conversão de um
terço de férias em abono pecuniário estará sujeito à concordância do empregador,
aplicável o prazo a que se refere o caput.
Art. 9ºO pagamento da remuneração das férias concedidas em razão do estado de
calamidade pública a que se refere o art. 1º poderá ser efetuado até o quinto dia útil do
mês subsequente ao início do gozo das férias, não aplicável o disposto no art. 145 da
Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1943.
Art. 10.Na hipótese de dispensa do empregado, o empregador pagará, juntamente com
o pagamento dos haveres rescisórios, os valores ainda não adimplidos relativos às
férias.
Art. 11.Durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, o empregador
poderá, a seu critério, conceder férias coletivas e deverá notificar o conjunto de
empregados afetados com antecedência de, no mínimo, quarenta e oito horas, não
aplicáveis o limite máximo de períodos anuais e o limite mínimo de dias corridos
previstos na Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452,
de 1943.
Art. 12.Ficam dispensadas a comunicação prévia ao órgão local do Ministério da
Economia e a comunicação aos sindicatos representativos da categoria profissional, de
que trata o art. 139 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei
nº 5.452, de 1943.

9.2 Caso tenha ocorrido a antecipação do gozo de feriados, houve comunicação aos
empregados com antecedência prévia mínima de 48 horas e, no caso de feriados
religiosos, foram celebrados acordos individuais por escrito?

Observação
A antecipação do gozo de feriados é uma alternativa que pode ser adotada caso o
estabelecimento esteja fechado em virtude do isolamento social.

Orientações básicas complementares


Medida Provisória n° 927.
Art. 13.Durante o estado de calamidade pública, os empregadores poderão antecipar o
gozo de feriados não religiosos federais, estaduais, distritais e municipais e deverão
notificar, por escrito ou por meio eletrônico, o conjunto de empregados beneficiados
com antecedência de, no mínimo, quarenta e oito horas, mediante indicação expressa
dos feriados aproveitados.
§ 1ºOs feriados a que se refere o caput poderão ser utilizados para compensação do
saldo em banco de horas.
§ 2ºO aproveitamento de feriados religiosos dependerá de concordância do
empregado, mediante manifestação em acordo individual escrito.
9.3 Em caso de constituição de banco de horas decorrente de interrupção das
atividades em razão do estado de calamidade pública relacionado ao coronavírus
(COVID-19), foi celebrado previamente, por escrito, acordo coletivo ou individual?

Observação
A interrupção das atividades do empregador pode ser compensada por meio de banco
de horas, mediante acordo prévio entre trabalhadores e empregador.

Orientações básicas complementares


Medida Provisória n° 927.
Art. 14.Durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, ficam
autorizadas a interrupção das atividades pelo empregador e a constituição de regime
especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas, em favor do
empregador ou do empregado, estabelecido por meio de acordo coletivo ou individual
formal, para a compensação no prazo de até dezoito meses, contado da data de
encerramento do estado de calamidade pública.
§ 1ºA compensação de tempo para recuperação do período interrompido poderá ser
feita mediante prorrogação de jornada em até duas horas, que não poderá exceder dez
horas diárias.
§ 2ºA compensação do saldo de horas poderá ser determinada pelo empregador
independentemente de convenção coletiva ou acordo individual ou coletivo.

10 - SUSPENSÃO DO CONTRATO E REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

10.1 Caso tenha sido acordada a redução proporcional da jornada de trabalho e de


salário, foram respeitados os parâmetros estabelecidos na legislação vigente?

Observação
Lembre-se de que essa medida tem o propósito de garantir o emprego do trabalhador
durante o período de redução de jornada e salários e, depois de restabelecidas as
condições contratuais anteriores, por um período equivalente ao da redução.

Orientações básicas complementares


Parâmetrosestabelecidos na legislação vigente:
1- Período máximo de noventa dias para redução da jornada e salário.
2- Preservação do valor do salário-hora de trabalho.
3- Encaminhamento da proposta de acordo individual ao empregado com antecedência
mínima de dois dias corridos.
4- Comunicação ao Ministério da Economia, por meio do sistema Empregador Web, da
redução de jornada e de salário pactuada, no prazo de 10 dias.
5- Comunicação ao respectivo sindicato dos trabalhadores dos acordos individuais de
redução de jornada de trabalho e de salário, no prazo de até dez dias corridos,
contados da data de sua celebração.
6- Redução da jornada de trabalho e de salário nos percentuais de 25%, 50% e 70%,
ou em percentual diverso previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Medida Provisória n° 936.


Art. 5°, § 2º, I. O empregador informará ao Ministério da Economia a redução da
jornada de trabalho e de salário ou a suspensão temporária do contrato de trabalho, no
prazo de dez dias, contado da data da celebração do acordo.
Art. 5°, § 3º Caso o empregador não preste a informação dentro do prazo previsto no
inciso I do § 2º:
I - ficará responsável pelo pagamento da remuneração no valor anterior à redução da
jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária do contrato de trabalho
do empregado, inclusive dos respectivos encargos sociais, até a que informação seja
prestada.
Art. 7º Durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, o empregador
poderá acordar a redução proporcional da jornada de trabalho e de salário de seus
empregados, por até noventa dias, observados os seguintes requisitos:
I - preservação do valor do salário-hora de trabalho;
II - pactuação por acordo individual escrito entre empregador e empregado, que será
encaminhado ao empregado com antecedência de, no mínimo, dois dias corridos; e
III - redução da jornada de trabalho e de salário, exclusivamente, nos seguintes
percentuais:
a) vinte e cinco por cento;
b) cinquenta por cento; ou
c) setenta por cento.
Parágrafo único.A jornada de trabalho e o salário pago anteriormente serão
restabelecidos no prazo de dois dias corridos, contado:
I - da cessação do estado de calamidade pública;
II - da data estabelecida no acordo individual como termo de encerramento do período
e redução pactuado; ou
III - da data de comunicação do empregador que informe ao empregado sobre a sua
decisão de antecipar o fim do período de redução pactuado.

Sobre a ajuda compensatória mensal:


MP 936. Art. 9º O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda
poderá ser acumulado com o pagamento, pelo empregador, de ajuda compensatória
mensal, em decorrência da redução de jornada de trabalho e de salário ou da
suspensão temporária de contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória.
§ 2ºNa hipótese de redução proporcional de jornada e de salário, a ajuda
compensatória prevista no caput não integrará o salário devido pelo empregador e
observará o disposto no § 1º.

Sobre a garantia provisória no emprego:


MP 936. Art. 10.Fica reconhecida a garantia provisória no emprego ao empregado que
receber o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, de que
trata o art. 5º, em decorrência da redução da jornada de trabalho e de salário ou da
suspensão temporária do contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória, nos
seguintes termos:
I - durante o período acordado de redução da jornada de trabalho e de salário ou de
suspensão temporária do contrato de trabalho; e
II - após o restabelecimento da jornada de trabalho e de salário ou do encerramento da
suspensão temporária do contrato de trabalho, por período equivalente ao acordado
para a redução ou a suspensão.

Sobre o acordo ou a convenção coletiva:


MP 936. Art. 11.As medidas de redução de jornada de trabalho e de salário ou de
suspensão temporária de contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória
poderão ser celebradas por meio de negociação coletiva, observado o disposto no art.
7º, no art. 8º e no § 1º deste artigo.
§ 1º A convenção ou o acordo coletivo de trabalho poderão estabelecer percentuais de
redução de jornada de trabalho e de salário diversos dos previstos no inciso III do
caput do art. 7º.

Regras para o tipo de acordo a ser celebrado com vistas à redução da jornada de
trabalho:

Sobre a comunicação ao sindicato laboral:


MP 936. Art. 11, § 4º Os acordos individuais de redução de jornada de trabalho e de
salário ou de suspensão temporária do contrato de trabalho, pactuados nos termos
desta Medida Provisória, deverão ser comunicados pelos empregadores ao respectivo
sindicato laboral, no prazo de até dez dias corridos, contado da data de sua
celebração.

Sobre o tempo máximo das medidas de redução e suspensão, combinadas:


MP. 936. Art. 16.O tempo máximo de redução proporcional de jornada e de salário e
de suspensão temporária do contrato de trabalho, ainda que sucessivos, não poderá
ser superior a noventa dias, respeitado o prazo máximo de que trata o art. 8º.

Instruções para informar a redução de jornada no EmpregadorWeb:


https://sd.maisemprego.mte.gov.br/sdweb/validador/Manual_EmpregadorWeb_BEM.pd
f

Acesse também: https://www.gov.br/economia/pt-br/centrais-de-


conteudo/apresentacoes/2020/apresentacaompemprego.pdf
http://trabalho.gov.br/images/Documentos/coronavirus/Perguntas_e_respostas_MP936
-2020.pdf

10.2 Caso tenha sido acordada a suspensão do contrato de trabalho em razão do


estado de calamidade pública relacionado ao coronavírus (COVID-19), foram
respeitados os parâmetros estabelecidos na legislação vigente?

Observação
Observe que essa medida tem o propósito de garantir o emprego do trabalhador durante
o período acordado e, depois de restabelecidas as condições contratuais anteriores, por
um período equivalente ao da suspensão. Lembre-se de que durante o período de
suspensão, o empregado fará jus a todos os benefícios concedidos pelo empregador.

Orientações básicas complementares


Parâmetrosestabelecidos na legislação vigente:
1- Suspensão pelo prazo máximo de sessenta dias, ou por até dois períodos de trinta
dias.
2- Encaminhamento da proposta de acordo individual ao empregado com antecedência
mínima de dois dias corridos.
3- Comunicação ao Ministério da Economia, por meio do sistema Empregador Web, da
suspensão contratual pactuada, no prazo de 10 dias.
4- Comunicação ao respectivo sindicato dos trabalhadores dos acordos individuais de
suspensão temporária do contrato de trabalho, no prazo de até dez dias corridos,
contados da data de sua celebração.
5- Cessação completa das atividades de trabalho por parte do empregado, inclusive
daquelas que possam ser realizadas por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou
trabalho a distância.
Medida Provisória n° 936.
Art. 5°, § 2º, I. O empregador informará ao Ministério da Economia a redução da
jornada de trabalho e de salário ou a suspensão temporária do contrato de trabalho, no
prazo de dez dias, contado da data da celebração do acordo.
Art. 5°, § 3º Caso o empregador não preste a informação dentro do prazo previsto no
inciso I do § 2º:
I - ficará responsável pelo pagamento da remuneração no valor anterior à redução da
jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária do contrato de trabalho
do empregado, inclusive dos respectivos encargos sociais, até a que informação seja
prestada.
Art. 8º Durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, o empregador
poderá acordar a suspensão temporária do contrato de trabalho de seus empregados,
pelo prazo máximo de sessenta dias, que poderá ser fracionado em até dois períodos
de trinta dias.
§ 1º A suspensão temporária do contrato de trabalho será pactuada por acordo
individual escrito entre empregador e empregado, que será encaminhado ao
empregado com antecedência de, no mínimo, dois dias corridos.
§ 2º Durante o período de suspensão temporária do contrato, o empregado:
I - fará jus a todos os benefícios concedidos pelo empregador aos seus empregados; e
II - ficará autorizado a recolher para o Regime Geral de Previdência Social na
qualidade de segurado facultativo.
§ 3º O contrato de trabalho será restabelecido no prazo de dois dias corridos, contado:
I - da cessação do estado de calamidade pública;
II - da data estabelecida no acordo individual como termo de encerramento do período
e suspensão pactuado; ou
III - da data de comunicação do empregador que informe ao empregado sobre a sua
decisão de antecipar o fim do período de suspensão pactuado.
§ 4º Se durante o período de suspensão temporária do contrato de trabalho o
empregado mantiver as atividades de trabalho, ainda que parcialmente, por meio de
teletrabalho, trabalho remoto ou trabalho à distância, ficará descaracterizada a
suspensão temporária do contrato de trabalho, e o empregador estará sujeito:
I - ao pagamento imediato da remuneração e dos encargos sociais referentes a todo o
período;
II - às penalidades previstas na legislação em vigor; e
III - às sanções previstas em convenção ou em acordo coletivo.

Sobre a ajuda compensatória mensal:


MP. 936. Art. 8º § 5ºA empresa que tiver auferido, no ano-calendário de 2019, receita
bruta superior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais), somente
poderá suspender o contrato de trabalho de seus empregados mediante o pagamento
de ajuda compensatória mensal no valor de trinta por cento do valor do salário do
empregado, durante o período da suspensão temporária de trabalho pactuado,
observado o disposto no caput e no art. 9º.
Art. 9º O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda poderá ser
acumulado com o pagamento, pelo empregador, de ajuda compensatória mensal, em
decorrência da redução de jornada de trabalho e de salário ou da suspensão
temporária de contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória.
§ 2ºNa hipótese de redução proporcional de jornada e de salário, a ajuda
compensatória prevista nocaput não integrará o salário devido pelo empregador e
observará o disposto no § 1º.

Sobre a garantia provisória no emprego:


MP 936. Art. 10.Fica reconhecida a garantia provisória no emprego ao empregado que
receber o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, de que
trata o art. 5º, em decorrência da redução da jornada de trabalho e de salário ou da
suspensão temporária do contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória, nos
seguintes termos:
I - durante o período acordado de redução da jornada de trabalho e de salário ou de
suspensão temporária do contrato de trabalho; e
II - após o restabelecimento da jornada de trabalho e de salário ou do encerramento da
suspensão temporária do contrato de trabalho, por período equivalente ao acordado
para a redução ou a suspensão.

Sobre o acordo ou a convenção coletiva:


MP 936. Art. 11.As medidas de redução de jornada de trabalho e de salário ou de
suspensão temporária de contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória
poderão ser celebradas por meio de negociação coletiva, observado o disposto no art.
7º, no art. 8º e no § 1º deste artigo.

Sobre a comunicação ao sindicato laboral:


MP 936. Art. 11, § 4º Os acordos individuais de redução de jornada de trabalho e de
salário ou de suspensão temporária do contrato de trabalho, pactuados nos termos
desta Medida Provisória, deverão ser comunicados pelos empregadores ao respectivo
sindicato laboral, no prazo de até dez dias corridos, contado da data de sua
celebração.
Sobre o tempo máximo das medidas de redução e suspensão, combinadas:
MP. 936. Art. 16.O tempo máximo de redução proporcional de jornada e de salário e
de suspensão temporária do contrato de trabalho, ainda que sucessivos, não poderá
ser superior a noventa dias, respeitado o prazo máximo de que trata o art. 8º.
Instruções para informar a suspensão temporária do contrato de trabalho no
EmpregadorWeb:
https://sd.maisemprego.mte.gov.br/sdweb/validador/Manual_EmpregadorWeb_BEM.pd
f

Acesse também: https://www.gov.br/economia/pt-br/centrais-de-


conteudo/apresentacoes/2020/apresentacaompemprego.pdf
http://trabalho.gov.br/images/Documentos/coronavirus/Perguntas_e_respostas_MP936
-2020.pdf

10.3 Caso tenha havido suspensão de contratos de trabalho para participação do


empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo
empregador, foram respeitados os parâmetros estabelecidos na legislação vigente?

Observação
Observe que, se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de
suspensão contratual ou nos três meses subsequentes, o empregador estará sujeito a
pagamento de multa em favor do empregado. Lembre-se de que durante o período de
suspensão, o empregado fará jus a todos os benefícios concedidos pelo empregador.

Orientações básicas complementares


Parâmetrosestabelecidos na legislação vigente:
1- Duração da suspensão contratual não inferior a um mês e nem superior a três
meses.
2- Duração do curso equivalente ao período de suspensão contratual.
3- Previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e concordância formal do
empregado.
4- Notificação ao respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze dias da
suspensão contratual.

Medida Provisória n° 936.


Art. 17.Durante o estado de calamidade pública de que trata o art. 1º:
I - o curso ou o programa de qualificação profissional de que trata o art. 476-A da
Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1943,
poderá ser oferecido pelo empregador exclusivamente na modalidade não presencial,
e terá duração não inferior a um mês e nem superior a três meses.
CLT. Art. 476-A.O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a
cinco meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação
profissional oferecido pelo empregador, com duração equivalente à suspensão
contratual, mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e
aquiescência formal do empregado, observado o disposto no art. 471 desta
Consolidação.
§ 1oApós a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o
empregador deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de
quinze dias da suspensão contratual.
§ 3oO empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem
natureza salarial, durante o período de suspensão contratual nos termos do caput
deste artigo, com valor a ser definido em convenção ou acordo coletivo.
§ 4oDurante o período de suspensão contratual para participação em curso ou
programa de qualificação profissional, o empregado fará jus aos benefícios
voluntariamente concedidos pelo empregador.
§ 5oSe ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão
contratual ou nos três meses subseqüentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador
pagará ao empregado, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em
vigor, multa a ser estabelecida em convenção ou acordo coletivo, sendo de, no
mínimo, cem por cento sobre o valor da última remuneração mensal anterior à
suspensão do contrato.
§ 6oSe durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de
qualificação profissional, ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador,
ficará descaracterizada a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato
dos salários e dos encargos sociais referentes ao período, às penalidades cabíveis
previstas na legislação em vigor, bem como às sanções previstas em convenção ou
acordo coletivo.

11 - DESLIGAMENTO

11.1 No caso de rescisões contratuais durante o período de calamidade pública


relacionado ao coronavírus (COVID-19), as dispensas estão sendo comunicadas ao
eSocial e estão sendo quitadas integralmente todas as verbas trabalhistas?

Observação
Lembre-se de que as verbas a serem quitadas incluem as indenizações por dispensa
sem justa causa e pelo descumprimento da garantia provisória no emprego (no caso de
redução de jornada e salário ou suspensão contratual), além do FGTS.

Orientações básicas complementares


Sobre as informações ao eSocial:
De acordo com o art. 1° da Portaria nº 1.127, de 2019, o eSocial substituiu a
obrigação de comunicação ao CAGED. Além disso,a informação ao eSocial é a forma
de “dar a baixa” na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) na extinção do
contrato de trabalho (art. 29, §7º, CLT c/c art. 477, caput e §10º, CLT). Sem essa
informação, o trabalhador fica impedido de acessar o seguro-desemprego. Assim, toda
dispensa de trabalhador deve ser comunicada ao eSocial.

Sobre a força maior:


A força maior somente se aplica para pagamento das verbas rescisórias pela metade
se ocorrer extinção da empresa durante o estado de calamidade pública reconhecido
pelo Decreto Legislativo nº 6, de 2020 e em decorrência direta dele.
MP 927. Art. 1° Parágrafo único.O disposto nesta Medida Provisória se aplica durante
o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 2020,e,
para fins trabalhistas, constitui hipótese de força maior, nos termos do disposto no art.
501 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º
de maio de 1943.
CLT. Art. 502 Ocorrendo motivo de força maior que determine a extinção da empresa,
ou de um dos estabelecimentos em que trabalhe o empregado, é assegurada a este,
quando despedido, uma indenização na forma seguinte:
II - não tendo direito à estabilidade, metade da que seria devida em caso de rescisão
sem justa causa.

Sobre o banco de horas:


No caso de constituição de banco de horas, sendo o empregado demitido antes de
fazer a compensação dessas horas, poderá ser descontado o saldo do banco negativo
da rescisão, até o limite de um salário do empregado. O que extrapolar esse limite não
poderá ser descontado.
CLT. Art. 477 Na extinção do contrato de trabalho, o empregador deverá proceder à
anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, comunicar a dispensa aos
órgãos competentes e realizar o pagamento das verbas rescisórias no prazo e na
forma estabelecidos neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
§ 5º - Qualquer compensação no pagamento de que trata o parágrafo anterior não
poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração do empregado. (Redação
dada pela Lei nº 5.584, de 26.6.1970)

Sobre as férias:
MP 927. Art. 10.Na hipótese de dispensa do empregado, o empregador pagará,
juntamente com o pagamento dos haveres rescisórios, os valores ainda não
adimplidos relativos às férias.

Sobre o FGTS:
MP 927. Art. 19.Fica suspensa a exigibilidade do recolhimento do FGTS pelos
empregadores, referente às competências de março, abril e maio de 2020, com
vencimento em abril, maio e junho de 2020, respectivamente.
Art. 21.Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho, a suspensão prevista no art.
19 ficará resolvida e o empregador ficará obrigado:
I - ao recolhimento dos valores correspondentes, sem incidência da multa e dos
encargos devidos nos termos do disposto no art. 22 da Lei nº 8.036, de 1990, caso
seja efetuado dentro do prazo legal estabelecido para sua realização; e
II - ao depósito dos valores previstos no art. 18 da Lei nº 8.036, de 1990.
Parágrafo único.Na hipótese prevista no caput, as eventuais parcelas vincendas terão
sua data de vencimento antecipada para o prazo aplicável ao recolhimento previsto no
art. 18 da Lei nº 8.036, de 1990.
Art. 22.As parcelas de que trata o art. 20, caso inadimplidas, estarão sujeitas à multa e
aos encargos devidos nos termos do disposto no art. 22 da Lei nº 8.036, de 1990.

Sobre a garantia provisória de emprego:


MP 936. Art. 10.Fica reconhecida a garantia provisória no emprego ao empregado que
receber o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, de que
trata o art. 5º, em decorrência da redução da jornada de trabalho e de salário ou da
suspensão temporária do contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória, nos
seguintes termos:
I - durante o período acordado de redução da jornada de trabalho e de salário ou de
suspensão temporária do contrato de trabalho; e
II - após o restabelecimento da jornada de trabalho e de salário ou do encerramento da
suspensão temporária do contrato de trabalho, por período equivalente ao acordado
para a redução ou a suspensão.
§ 1º A dispensa sem justa causa que ocorrer durante o período de garantia provisória
no emprego previsto no caput sujeitará o empregador ao pagamento, além das
parcelas rescisórias previstas na legislação em vigor, de indenização no valor de:
I - cinquenta por cento do salário a que o empregado teria direito no período de
garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de
salário igual ou superior a vinte e cinco por cento e inferior a cinquenta por cento;
II - setenta e cinco por cento do salário a que o empregado teria direito no período de
garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de
salário igual ou superior a cinquenta por cento e inferior a setenta por cento; ou
III - cem por cento do salário a que o empregado teria direito no período de garantia
provisória no emprego, nas hipóteses de redução de jornada de trabalho e de salário
em percentual superior a setenta por cento ou de suspensão temporária do contrato de
trabalho.
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica às hipóteses de dispensa a pedido ou por
justa causa do empregado.

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