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MÓDULO 5

OS GATILHOS

É de fundamental importância que saibamos, cada um de


nós, por que voltamos para a Terra, para vivermos mais uma
"vida" aqui, para o que foi necessário construir uma "casca".Não
foi para sofrer, para pagar, muitas pessoas ainda apegam-se a
conceitos antiquados e equivocados, relativos a castigos, penas,
etc., quando, na verdade, estamos aqui porque estamos
vinculados, vibratoriamente, a esse Plano, ou seja, a nossa
frequência vibratória não é suficientemente elevada que nos
permita acessar definitivamente Planos superiores a esse. De vez
em quando vamos para outros Planos, principalmente durante o
sono, se estivermos com uma frequência compatível com esses
locais, mas no nosso dia-a-dia e nas nossas reencarnações, é
aqui que estamos, para, um dia, sairmos daqui e alcançarmos
níveis mais elevados consciencialmente.
Para que isso aconteça, para elevarmos nossa frequência,
para que nos libertemos deste planeta e deste Plano ainda tão
imperfeito, precisamos nos libertar de nossas inferioridades
espirituais e então precisamos dos gatilhos, que são as pessoas e
situações que encontramos aqui e que nos ajudam a encontrar as
nossas inferioridades, e para isso estamos aqui, e vamos e
voltamos, vamos e voltamos, vamos e voltamos, que incapacidade
essa que nós temos de aproveitar tão pouco nossas encarnações
e precisarmos de tantos retornos.
Muitas pessoas perguntam-se por que essa tarefa precisa
ser realizada aqui e não lá no Plano Astral superior? Isso é fácil de
entender, basta raciocinarmos que isso precisa ser feito em algum
lugar aonde existam estímulos para que as nossas imperfeições
manifestem-se: são os gatilhos. Para os nossos tipos de
inferioridades, aqui é o lugar ideal, aqui estão os fatos (gatilhos)
que fazem emergir as nossas inferioridades. E os fatos
"negativos", pessoas ou situações, o que nós não gostamos, são
os melhores para isso.
Quando estamos no Astral superior é como quando estamos
em nosso Centro Espírita, parecemos todos “santos”, somos
pacienciosos, carinhosos e caridosos, os nossos defeitos ocultam-
se ou disfarçamos bem, mas quando voltamos para nossa vida
cotidiana, aí as nossas características negativas de personalidade
voltam a manifestar-se. Podemos raciocinar do mesmo modo para
entendermos porque viemos do Plano Astral para cá, de um lugar
"melhor", mais evoluído, para um lugar "pior", menos evoluído.
Quando estamos lá, pela elevada frequência do local e o
consequente estilo de vida vigente baseado na igualdade e na
fraternidade, todos gradativamente vamos demonstrando
prioritariamente as nossas superioridades e então nos sentimos
“santos”, pois as nossas inferioridades ocultam-se, mas elas
permanecem latentes, não desaparecem. Quando descemos
novamente para a Terra, pela baixa frequência desse local e pelas
condições socioculturais vigentes advindas de todos externarem
prioritariamente as suas inferioridades, com exceção dos
verdadeiros Santos encarnados, as nossas inferioridades vêm à
tona e nós nos confrontamos com elas e é isso que viemos curar
em nós.

Lá no Astral superior não existem os gatilhos, lá não são


necessários, eles estão aqui, são potencialmente benéficos para
nós e começam na infância. Quando os gatilhos são repetitivos,
aparecem a todo instante, é porque não estamos melhorando
suficientemente rápido. Quando os gatilhos (para aquela
inferioridade) começam a escassear é um sinal de que estamos
melhorando, naquele aspecto. Para superarmos os gatilhos
precisamos entender quem é esse “eu” da frase “eu tenho razão!”.
É o nosso velho companheiro, criado quando aqui chegamos pela
primeira vez, o Ego, um antigo aliado do nosso Eu Superior que,
como Lúcifer, rebelou-se contra seu Senhor e decidiu ter o poder.
Viemos para um Plano inferior para que as nossas
inferioridades venham à tona e possamos nos purificar delas.

Seres de outros planetas vieram para a Terra por 2 motivos:

1. Em missão de ajuda, de auxílio, mas a maioria perdeu-se na


vaidade e hoje está em postos de comando utilizando mal o
seu poder ou nos consultórios e clínicas psiquiátricas ou
deprimidos, isolados, ou pelas sarjetas.
2. Para melhorar características inferiores de personalidade,
que foram lhes afastando do seus afins em seu planeta de
origem, rebaixando sua frequência, surgindo a necessidade
compulsória de passar a habitar um planeta de menor
vibração. A finalidade era detectar essas inferioridades e
melhorá-las, para um dia conseguir elevar a sua frequência
e poder retornar, mas isso, geralmente, leva muito,
muitotempo.
O principal trabalho para todos nós é saber exatamente o que
precisamos curar em nosso Espírito, as nossas inferioridades, e
detectarmos quando elas se manifestam, mas aí surge uma
questão: a maioria de nós acredita que tem razão quando sente
ou manifesta as suas negatividades. Por isso, a Psicoterapia
Reencarnacionista, criada lá no Astral, desceu para a Terra, para
ajudar a todos nós a nos libertarmos do raciocínio infantil ou
adolescente, egóico,auto-centrado, dos fatos da nossa infância e
da nossa vida e passarmos para um estágio mais evoluído de
raciocínio, adulto, doador, hetero-centrado, como o nosso Eu
Superior vê as coisas, de cima, e podermos nos libertar do nosso
ego/ísmo e do nosso ego/centrismo e alcançarmos o desap/ego.

Um dos maiores entraves à evolução espiritual, que é


simplesmente a melhoria das nossas inferioridades, é que o nosso
Ego sempre acha que tem razão. Quem tem raiva de alguém, o
seu Ego acredita que tem razão para sentir essa raiva, quem
sente mágoa e ressentimento, acredita que são plenamente
justificados esses sentimentos, quem é medroso, acredita
realmente na força do seu medo, quem é tímido, acredita
plenamente em sua incapacidade de manifestar-se, quem é
orgulhoso, vaidoso, egocêntrico, acredita realmente em sua
superioridade, quem é materialista, acredita firmemente no valor
das coisas materiais, e assim por diante.
O maior obstáculo à evolução é que o Espírito encarnado
sempre acredita que tem razão em seus raciocínios. E também
quem rouba, quem mata, quem trai, etc. O psicoterapeuta
reencarnacionista deve entender bem essa questão dos gatilhos e
aplicar em si mesmo, ficar atento ao que aflora de si e perceber o
conflito Ego (“eu tenho razão”) X Eu Superior (“Meu Ego éinfantil e
desobediente”).
Quem veio para melhorar a tendência de sentir raiva,
precisará de gatilhos que a façam aflorar, por exemplo, um pai
agressivo, um irmão implicante, colegas no Colégio que aticem
sua raiva, e durante a vida terrena irá deparando-se com gatilhos
que têm essa finalidade: mostrar que seu Ego ainda tem a
tendência de sentir raiva, e é que viemos curar. O mesmo se
aplica para quem reencarnou para melhorar uma tendência
congênita de sentir mágoa, de sentir-se rejeitado, sentir-se
abandonado, de achar-se superior, de achar-se inferior, etc. O
antídoto da raiva é o amor, o da mágoa é a compreensão, o do
medo é a coragem, o da timidez é a espontaneidade, o do orgulho
é a humildade, o do materialismo é o entendimento da
reencarnação. Mas o que possibilita que curemos essas crenças
negativas, é a conscientização de que já viemos para esse Plano
terreno com essas características de personalidade em nós e que
aqui, no confronto com certas situações específicas de nossa
vida, desde a infância, elas vieram à tona. Cada um de nós
manifesta aqui o que já trouxe consigo de suas encarnações
passadas, positiva e negativamente. Tudo é uma continuação, nós
somos o que somos, e nossos pensamentos, sentimentos,
atitudes e palavras revelam o nosso grau espiritual.

O psicoterapeuta reencarnacionista sabe que não é melhor


ou superior às pessoas que vêm ao seu consultório, apenas
porque está sentado naquela cadeira, porque tem sua secretária
lá na sala, porque chegam pessoas para consultar consigo,
desabafar, pedir conselhos, fazer Regressão. Nós somos
auxiliares do Mundo Espiritual e cumpriremos com maior ou
menor eficiência essa missão dependendo do nosso grau de
humildade, obediência e submissão, e reconhecimento da nossa
condição de igualdade entre nós e quem chega para consultar
com seus Mentores com o nosso auxílio. A profissão de terapeuta
é geralmente uma das maiores armadilhas em que nosso Ego cai,
a maioria começa a sentir-se superior, principalmente quando
começa a ficar famoso, aí começa o festival de vaidades, e daí,
para cair no ridículo, é um passo: fala vaidosamente em curar a
vaidade e orgulhosamente apregoa a sua humildade. Os Mestres,
os verdadeiramente superiores, ao lado, nos olhando, nos
escutando, esperando que nós cresçamos, e os obsessores
também, rindo, aproveitando a brecha. Aí entra o garçom trazendo
o café e ele tem mais amor no coração do que nós, entra a
faxineira e é superior a nós espiritualmente.
Para entendermos bem o que é uma encarnação, devemos
entender que o que é inferior em nós, o que veio ser eliminado
aqui na Terra, aflora diante dos gatilhos. No Astral superior não
haviam esses estímulos específicos, necessários, para fazerem
aflorar a nossa raiva, a nossa vaidade, a nossa mágoa, a nossa
tristeza, o nosso medo, a nossa timidez, mas aqui fatalmente
aparecem, e aí podemos, potencialmente, nos libertar delas. Mas,
geralmente, ao invés de termos bem claro que são características
negativas nossas, congênitas, que nosso Espírito veio curar,
passamos a lidar com elas como se tivessem surgido aqui. E
geralmente culpando outras pessoas (frequentemente o pai e a
mãe) e fatos "negativos" da vida por seu surgimento, o que é,
infelizmente, incentivado pela Psicologia tradicional, que afirma
que nós começamos nossa vida na infância, que aí formamos
nossa personalidade e, então, se temos características negativas,
algo ou alguém nos fez alguma coisa que gerou isso, ou seja, a
psicoterapia tradicional, comumente, é baseada no binômio
vítima-vilão, o que reforça o erro.
A Psicologia tradicional diz que nós começamos nessa vida,
e vai procurar, então, lá no "início", quem ou o quê nos estragou.
Ela parte de uma base equivocada, que é um início que não é
início, pois não começamos nossa vida na infância, nós somos um
Espírito e estamos continuando nela uma jornada iniciada há
muitíssimo tempo. No dia em que a Psicologia agregar a
Reencarnação, ela começará realmente a entender o ser humano,
e descobrirá que a infância é uma continuação e não um começo,
e que a nossa personalidade é congênita, e já nasce conosco.
Para que possamos saber exatamente por que nosso
Espírito reencarnou, precisamos assumir as nossas inferioridades
e aceitá-las como nossas, correlacionando os fatos "negativos"
que acontecem em nossa vida, da infância até hoje, com a
maneira negativa que nós sentimos e reagimos a eles. Aí
encontraremos o que viemos aqui fazer, curar em nosso Espírito,
pois os fatos são os fatos, mas o que fazem emergir de inferior em
nós, revela a finalidade de estarmos novamente aqui, nessa atual
encarnação, mais uma em centenas ou milhares.
Se os fatos (os gatilhos) nos provocam mágoa e
ressentimento, eles estão mostrando que viemos curar mágoa e
ressentimento, se provocam raiva e agressividade, nos mostram
que viemos curar raiva e agressividade, se provocam medo ou
retraimento ou sensação de incapacidade, ou qualquer outro
sintoma negativo, aí está o motivo da encarnação. Uma pessoa
muito materialista, apegada ao dinheiro e aos bens materiais,
revela que seu Espírito reencarnou para curar essa postura fútil e
superficial e aprofundar-se nos verdadeiros valores do amor e da
caridade. O distraído, aéreo, veio para curar esse tipo de fuga,
para aterrar. E assim, com qualquer característica negativa nossa,
desde as mais graves até as mais "inofensivas".
O que mais importa em uma encarnação é a maneira
equivocada com que reagimos aos fatos, e se essa maneira
repete-se, aí está, sem dúvida, o que veio ser curado. Antes de
reencarnar, no Astral superior, nos grupos de estudos e nas
conversas com os Orientadores,co-criamos a atual encarnação,
em uma “parceria” entre nós e Deus, entre a parte e o Todo,
baseada nos nossos pensamentos e sentimentos e necessidades
evolutivas, e sabemos exatamente o que viremos tentar melhorar,
fazer, curar nessa passagem. Nós sabemos quem serão nossos
pais, se viremos em uma família rica ou pobre, se viremos numa
"casca" branca ou negra, etc., e então é perda de tempo ficarmos
brigando com os fatos "negativos" da nossa infância, com
características desagradáveis de personalidade de nosso pai ou
nossa mãe, como se não soubéssemos o que encontraríamos
aqui. E por mais negativos que pareçam os fatos da nossa
infância, tudo está, potencialmente, a nosso favor, pois visa o
nosso progresso, a nossa cura, a nossa purificação, ao nos
mostrarem nossas inferioridades. Mas raras pessoas atingem os
seus objetivos pré-reencarnatórios, porque não entendem
realmente o que é Reencarnação, mesmo grande parte dos
reencarnacionistas, principalmente os que se queixam de sua
infância e dos fatos de sua vida. Acreditar na Reencarnação é o 1º
degrau da escada, começar a colocá-la em nossa vida diária, em
nosso cotidiano, é a subida para o 2º degrau. Grande parte dos
reencarnacionistas ainda está no 1º degrau, com um pé na escada
e outro no chão.
Devemos começar a subida por essa escada pela mudança
de raciocínio (Raciocínio X Contra-Raciocínio), começar a retirar o
comando do nosso Ego, o usurpador, e entregar para o nosso Eu
Superior, e assim irmos subindo do chakra umbilical para o
cardíaco, melhorando todos os tipos de comportamento, de
características de personalidade, de sentimentos, de posturas, de
fala, de alimentação, que nos diferenciam dos nossos irmãos mais
evoluídos do Plano Astral, dos Mestres, dos Orientadores. Eles
estão lá em cima, num lugar de frequência vibratória mais
elevada, o que nós temos e eles não têm mais, são as impurezas
e as imperfeições, das quais viemos nos libertar. E também estão
aqui em baixo prontos para nos conduzir se o nosso Ego assim o
permitir. O pensamento vem do Ego e então uma das chaves para
a evolução é a Meditação, aprendermos a pensar cada vez
menos, para nos colocarmos num lugar de submissão ao
Superior. Podemos ir desencarnando durante a vida terrena, não
para morrermos antes do tempo previsto, mas para irmos nos
tornando menos terrenos.
O nosso caminho ruma para a Perfeição e os Seres
Superiores nos sinalizam o rumo, mas para isso é preciso que não
culpemos nada e ninguém, e entendamos que as nossas
inferioridades são coisas nossas, que nos acompanham há muito
tempo, há muitas encarnações, e se isso acontece, é porque não
temos realmente aproveitado nossas encarnações para nos
libertarmos delas, nos curarmos, nos purificarmos.
Colocar as questões aparentemente injustas ou
desagradáveis como questões potencialmente positivas e não
negativas, ou seja, experiências necessárias para a nossa evolu-
ção, faz com que, ao invés de nos vitimizarmos, passemos a
entender que esses fatos, são, na realidade, testes necessários e
indispensáveis, e se os vencermos estaremos cumprindo a nossa
Missão. Se formos derrotados, essa encarnação vai aos poucos
perdendo seu sentido, pela repetição de erros e enganos (mágoa,
raiva, medo, insegurança, etc.) já cometidos em encarnações
anteriores. Devemos passar da concepção de vítima para a de co-
criador. O único vilão é nós mesmos, de nós. Quando somos vilão
de outra pessoa, estamos nos afetando pois aquela pessoa é nós,
nós somos ela, somos todos Um só. A ilusão da separatividade,
da individualidade, é a origem do sofrimento do ser humano. A
libertação dessa ilusão é o início da Cura verdadeira.
O caminho para a vitória é a liberdade emocional, de si
mesmo e dos outros, através da compreensão da relatividade da
persona e de suas ilusões, por seu caráter temporário, de apenas
uma encarnação. Na verdade, quanto mais "obstáculos"
encontrarmos pelo caminho, mais estaremos sendo exigidos por
nós mesmos para vencê-los e superá-los. E se os testes e provas
parecem pesados demais, ou somos evoluídos o suficiente e nos
propusemos na fase pré-reencarnatória a enfrentá-los para tentar
vencê-los ou somos "merecedores" daquilo por acúmulo de erros
e enganos em vidas terrenas anteriores e optamos por vivenciá-
los na esperança de superá-los.
Mas se o psicoterapeuta reencarnacionista não colocar isso
em prática, de nada adiantará seu discurso, suas pregações,
estará enganando a si mesmo. A Missão única de todos nós é a
busca da Purificação, tudo o mais são necessidades do nosso
Ego. Sair do “eu” e endereçar-se para o “nós” é a lição que todos
os Mestres ensinam. Todos os admiram mas ninguém os imita.
AS ARMADILHAS

Nas consultas, as pessoas vão entendendo que não são o


que pensavam ser, uma persona, e sim um Espírito manifestando-
se como uma persona temporária, passageira. O psicoterapeuta
reencarnacionista conversa com as pessoas em seu consultório
sobre Reencarnação. Deve lembrar-lhes que viemos de outro
plano dimensional para cá nos manifestar em um corpo físico, em
uma persona temporária, durante algum tempo e que, um dia,
iremos embora, subiremos novamente. Isso é básico em uma
consulta de Psicoterapia Reencarnacionista, devemos conversar
sobre a Reencarnação para podermos entender o que são as
armadilhas da vida terrena e ajudar a nós mesmos e as pessoas
que nos procuram a evitarem-nas e, se já caímos nelas, podermos
sair, libertar-nos.
Muitas pessoas referem que sua infância foi muito dura, que
passaram por dificuldades, quer seja de ordem afetiva, quer seja
de ordem financeira, problemas com um dos pais, ou com ambos,
ou com outras pessoas. Muitos permanecem com esses traumas
pelo resto de sua encarnação, influenciando gravemente seu
comportamento. Os sentimentos são decorrentes dos
pensamentos e esses do raciocínio que se fez a respeito de algo
ou alguém, então a cura dos sentimentos só é possível através da
mudança do raciocínio. Lá no Astral superior (período inter-vidas)
esse é o Tratamento, conversas e Sessões de Telão, aqui na
Terra tem o nome de Psicoterapia Reencarnacionista. Lá em cima
não tem esse nome, é simplesmente Terapia.
O raciocínio não-reencarnacionista leva às doenças, pois a
maioria dos doentes de doenças crônicas como asma,
reumatismo, problemas cardíacos, digestivos, renais, etc., criam
essas doenças em si por sofrerem por essas questões da infância,
e encontramos neles, por trás dos sintomas físicos, questões
emocionais como mágoa, ressentimento, medos, raiva, tristeza e
insegurança. A Medicina do corpo físico trataos órgãos, as partes,
buscando os seus vilões: as bactérias e os vírus. Nós buscamos o
Raciocínio “vilão”.
Os doentes acreditam que essas questões emocionais, que
geraram suas doenças físicas, têm sua origem lá no início dessa
atual trajetória terrena. Mas se esses sentimentos e essas
tendências são intensas, já nasceram com eles, foram afloradas, e
não geradas, na infância por aquelas situações "injustas".
Sabemos que a mágoa, a raiva, o medo, a insegurança, etc. são
os fatores causais mais frequentes das doenças crônicas, então
como resolver isso? Aí é que entra a Psicoterapia
Reencarnacionista para ajudar no esclarecimento de nossas
questões kármicas e reencarnatórias. Devemos ajudar as pessoas
a recordar que não nasceram puras e imaculadas, que trazemos
sentimentos e características inferiores para tentarmos aqui
melhorar, ou eliminar. Devemos mostrar-lhes, conversa após
conversa, que não devem continuar acreditando que toda aquela
mágoa, aquela raiva, iniciaram na infância, como se tivessem
nascidos perfeitos, e que trouxeram esses sentimentos consigo ao
nascer, sendo essa uma das principais finalidades da encarnação.

A Psicologia oficial, baseada no binômio vítima-vilão, criou uma


concepção de que na infância, alguém fez surgir a nossa mágoa,
a nossa raiva, a nossa sensação de inferioridade, a tristeza,
solidão, abandono, etc., e fazer as pessoas libertarem-se dessa
inverdade não é uma tarefa fácil. É como o mito da pureza da
criança, mas que pureza? Apenas um ser perfeito, como Jesus,
pode ter sido uma criança pura, nós não temos essa pureza,
apenas as nossas imperfeições e inferioridades ainda estão
latentes, aguardando os gatilhos para manifestarem-se. É como
um copo que já vem repleto de sentimentos e a infância que
pedimos (precisamos) e Deus nos deu, enche mais um
pouquinho... Fazendo as regressões vamos esvaziando o copo,
ficado o que é dessa encarnação atual. E, ao mesmo tempo, as
pessoas vão vendo de onde vinha o que estava no copo. Mais
adiante, mas sempre a critério do seu Mentor Espiritual, elas
podem, quem sabe, ver o que fizeram, que geralmente é a mesma
coisa que sofreram. O nosso sofrimento na maioria das vezes é
um retorno.
O psicoterapeuta reencarnacionista deve lembrar às
pessoas que seu pai e sua mãe são também Espíritos e, mais do
que provavelmente, vêm se encontrando frequentemente nessas
passagens terrenas, e que eles também aqui estão tentando
eliminar suas imperfeições, tentando purificar-se. Devemos falar
sobre os rótulos temporários e ilusórios da encarnação pois é
preciso entender que ninguém é pai, mãe, filho, irmão, marido,
esposa, etc., apenas as personalidades terrenas acreditam que
são. Convencida a pessoa dessas verdades óbvias, entendendo
que não nasceu puro e estando ciente da relatividade dos rótulos,
a próxima etapa é conversarmos sobre o por quê ter nascido
naquela família, naquele ambiente, filho daquele pai, daquela
mãe, estar passando por tal ou qual situação, etc.
O objetivo é ajudá-lo a entender o que é estar encarnado
aqui, em um Plano Físico, de natureza passageira, a enfrentar
essas situações, superá-las, e mostrar-lhe que, em tornando-se
um vencedor de seu destino, alcançará a meta única da
Reencarnação: a evolução. E isso é atingido ou não, dependendo
da atuação da nossa persona, o que é diretamente proporcional
aos nossos pensamentos e sentimentos, e ao alinhamento com a
nossa Essência.
Colocar as questões aparentemente injustas ou
desagradáveis como questões potencialmente positivas e não
negativas, ou seja, experiências oportunizadoras necessárias para
a nossa evolução, faz com que as pessoas, ao invés de
vitimizarem-se, passem a entender que esses reencontros, esses
conflitos, são, na realidade, testes necessários e indispensáveis, e
se os vencerem estarão cumprindo a sua Missão. Se forem
derrotados, essa encarnação vai aos poucos perdendo seu
sentido, pela repetição de erros e enganos (mágoa, raiva, medo,
insegurança, etc.) já cometidos em encarnações anteriores. O
caminho para a vitória é a liberdade emocional, de si mesmo e
dos outros, através da compreensão da relatividade da persona e
de suas ilusões, por seu caráter temporário, de apenas uma
encarnação. Na verdade, quanto mais "obstáculos" encontrarmos
pelo caminho, mais estaremos sendo exigidos por nós mesmos
para vencê-los e superá-los. E se os testes e provas parecem
pesados demais, das duas uma: ou somos evoluídos o suficiente
e nos propusemos na fase pré-reencarnatória a enfrentá-los para
tentar vencê-los ou somos "merecedores" daquilo por acúmulo de
erros e enganos em vidas terrenas anteriores e optamos por
vivenciá-los na esperança de superá-los. O grande erro é
esquecermos de quem na realidade somos e cairmos na
vitimação, no sentimento de "coitadinho de mim", de injustiçado, e
entrarmos, então, na grande causa das doenças emocionais e
mentais e suas posteriores repercussões físicas: as armadilhas.
O que são as armadilhas? As armadilhas são situações que
agradam o nosso Ego mas não contribuem para a nossa evolução
espiritual. A encarnação é uma grande Armadilha, na qual, quase
todas as pessoas entram e não conseguem sair, seja das
armadilhas em si, seja do próprio ciclo reencarnatório. Apenas
quem prioriza a sua evolução espiritual acima dos ganhos e lucros
egóicos pode evitar as armadilhas e se cair em uma, conseguir
sair ileso e mais fortalecido em seu caráter e evolução.
As armadilhas é o próprio Ego e tudo que foi criado pelos
nossos Egos desde tempos memoriais. Se formos capazes de
imaginar tudo o que acontece em nossas vidas desde a
fecundação até o dia do desencarne, aí estão as armadilhas.
Alguém pode exclamar: "Mas então é tudo!", e realmente é. Como
é o tudo? Tentemos mostrar, pelo menos em parte: nosso nome,
nossos denominados pais, irmãos, parentes, ambiente familiar, as
escolas, as programações das tevês, as músicas, as revistas, os
jornais, a moda, os ídolos, os políticos, a política, as religiões, as
filosofias, o sucesso, o fracasso, os amores, os desamores, a vida
pessoal, a vida social, a vida profissional, os amigos, os colegas,
os concorrentes, os patrões, os empregados, os esportes, os fins
de semana, as férias, etc. Pode-se encher folhas e folhas dos
aspectos dessas armadilhas, pois é absolutamente tudo o que diz
respeito à vida terrena. O melhor nome para essa Grande
Armadilha é encarnação. Tudo faz parte dos testes, o
aparentemente positivo e o aparentemente negativo.
Como viver a vida sem fracassar? Entendendo a relatividade
de tudo por aqui e permitindo que a única parte real e absoluta de
nós, a nossa Essência, assuma o comando. Como ser derrotado?
Vivendo como se tudo fosse real, incorporar os rótulos e os
chavões e acreditar ser a sua persona, ignorando a sua Essência,
ou relegando-a a lembranças ocasionais.As armadilhas não são
negativas em si, pois são necessárias para nos testarmos. Aqui na
Terra é um campo minado de armadilhas.
O que aprendemos e planejamos no Plano Astral, antes de
reencarnarmos, viemos praticar aqui. O fato não é existirem as ar-
madilhas e sim de entrarmos nelas acreditando que são coisas
reais, quando são apenas aspectos passageiros terrenos,
verdades ilusórias. Pois se nós não somos o que pensamos ser,
apenas estamos, na realidade nada é o que parece ser. E então
onde está a verdade? Ela está oculta, é invisível, está em nossos
campos energéticos sutis, está no mundo invisível, está em toda
nossa trajetória de reencarnações passadas e está no nosso
futuro, após o desencarne, nas "vidas" seguintes.
Alguém apressado poderia então dizer: "Bem, então não
tenho que fazer mais nada, já que tudo é uma ilusão". A resposta
é não! Muito pelo contrário, estamos aqui para conhecer as
armadilhas, vivenciá-las todas, no início de uma maneira
automática, inconsciente, mais adiante, começando a entender, e
vendo que são questões passageiras que aí estão para nos testar,
obstáculos ou situações que devemos enfrentar e vencer, sob o
ponto de vista da nossa Essência, a fim de obtermos a única coisa
que viemos aqui buscar: a auto-evolução, que implica na
ampliação da nossa capacidade de amar livremente a tudo e a
todos. Se cairmos em estados emocionais negativos, estaremos
sendo derrotados. Se assumirmos a independência emocional,
principalmente das ilusões do nosso aspecto temporário,
estaremos nos habilitando a vencer, pois isso acarretará um
aumento da responsabilidade da nossa personalidade terrena com
a sua Essência.
Os sentimentos inferiores e os pensamentos negativos que
os criam, são criações do nosso Ego e a libertação mais fácil e
rápida é através da nossa própria libertação do nosso Ego. Ou
seja, é muito difícil alguém libertar-se da mágoa ou da raiva, se
não libertar-se do seu Ego, pois são criações ilusórias dele. O
nosso Ego sente mágoa, como curar essa mágoa sem a nossa
libertação do Ego? A mágoa é uma sensação ilusória de outra
ilusão, que é o Ego. Só quando entendemos (e praticamos) que
não somos nosso Ego (nosso nome, sobrenome, cor de pele,
nacionalidade, etc.) e sim um Espírito manifestando-se
temporariamente nele, é que podemos olhar nossa mágoa, nossa
raiva, com um olhar superior que permite a sua extinção.
A seguir, vamos enumerar algumas das maneiras mais
frequentes de cairmos nas armadilhas: nos considerarmos
melhores que os outros, mais inteligentes, mais capazes, mais
bonitos, melhores nos esportes, etc. Nos considerarmos piores do
que os outros, menos inteligentes, menos capazes, menos
bonitos, piores nos esportes, etc. Aumentarmos a nossa congênita
tristeza, mágoa, ressentimento, sensação de inferioridade, de
impotência, de carência, saudade, pessimismo, etc. Aumentarmos
a nossa antiga raiva, ódio, inveja, ciúme, orgulho, vaidade,
arrogância, prepotência, autoritarismo, crítica, julgamento, etc.
Dedicarmos nossa vida à obtenção de dinheiro, bens materiais,
conforto a qualquer preço, trabalhar em qualquer coisa que nos
proporcione isso, ansiarmos pelo fim-de-semana para não
fazermos nada além do que nos proporciona prazer, ansiarmos
pelas férias para não fazermos nada além do que nos proporciona
prazer, não fazer nada na vida além do que nos proporciona
prazer, esperarmos pela aposentadoria para não fazermos nada
além do que nos proporciona prazer. Dedicarmos a vida,
sepultando sonhos e projetos pessoais, ao cuidado dos filhos, da
casa e do marido, e depois queixar-se e arrepender-se disso.
Passarmos as noites assistindo novelas e filmes na televisão.
Reservarmos uma grande parte da vida na admiração de jovens
esportistas, frequentando os estádios, gritando, brigando,
xingando o juiz, escutando diariamente os programas especiali-
zados nas rádios, assistindo sem parar os jogos na televisão,
acreditando que tudo aquilo é algo realmente importante, que é
um ganhador se seu time ganha, que é um vencedor se seu país
vence. Despendermos grande esforço para adquirir as roupas que
estão na moda, os sapatos, os óculos, os enfeites, os aparelhos,
todos os supérfluos possíveis e imagináveis que demonstrem que
é uma pessoa moderna e atualizada. Procurarmos sempre trocar
de carro, de preferência por um importado, símbolo de status.
Reunirmo-nos seguidamente para jogar cartas, dama, xadrez,
bocha, bolão, bilhar, frequentar bingos, cassinos, hipódromos, etc.
Passarmos os fins de semana em Puntadel Este ou Cancún ou
algum outro paraíso do dolcefarniente. Trabalharmos em qualquer
emprego ou atividade que lhe possibilite adquirir essas coisas sem
atentar para a validade do que está fazendo, se é útil para as
pessoas ou não, se é honesto ou nem tanto. Não lermos, não
estudarmos, não assistirmos palestras, não fazermos
cursos,nãofreqüentarmos locais de elevado nível consciencial,
não procurarmos adquirir conhecimentos que elevem nossos
potenciais morais e éticos, não praticarmos relaxamento ou
meditação, não interiorizarmo-nos. Fugirmos de nós mesmos, nos
conectando demasiadamente ao externo.
Enfim, é impossível enumerar-se todas as maneiras de
cairmos nas armadilhas, pois é vasto demais. Na realidade são
todos os hábitos e costumes que impliquem em ganho para o
nosso Ego, a serviço da nossa personalidade inferior, e que não
estejam alinhados ao nosso bem supremo. E também tudo que
nos faça girar apenas em torno do nosso próprio umbigo, como é
o caso dos "sofredores" e dos "infelizes", o que o Mundo Espiritual
chama de "O egocentrismo do sofrimento". Tudo que implicar em
“eu”, “meu” e “minha” faz parte da Grande Armadilha, prende e
adoece. Tudo que implicar em beneficiar a humanidade, está
alinhado com Deus, liberta e cura.
Uma maneira segura de não cairmos na Armadilha é,
conectados à nossa Essência, pensarmos no que estamos
fazendo, para quê estamos fazendo e o que visamos exatamente.
Ou seja, a finalidade. Não somos ingênuos ou utópicos a ponto de
querermos que todas as pessoas devam apenas trabalhar em
empregos ou atividades altamente gratificantes, edificantes,
altruísticas e espiritualizadas, pois da maneira injusta, piramidal,
como nossa sociedade está estruturada, já é de enorme benefício
estarmos empregados e não há a mínima possibilidade de, por
enquanto, exigir-se condições ideais de trabalho e querer que
todas as atividades se ocupem da elevação consciencial da
humanidade. Ainda não é tempo, pois o ser humano precisa
evoluir muito para chegar a esse nível. Então qual a saída?
Permanecermos atentos para a nossa verdadeira identidade, por
trás das ilusões da persona e das armadilhas que existem apenas
para testar nossa capacidade de superá-las, e assim então
podermos nos transformar e ao mundo.
A melhor maneira de vivenciarmos essa rápida estadia
nesse corpo e dimensão física, nessa personalidade passageira, é
nos elevarmos consciencialmente, o que é alcançado pela busca
de conexão com a nossa Essência. Devemos entender o
verdadeiro papel do ser humano, sua origem, seus objetivos,
entendermos a questão do real e do irreal de todas as coisas,
sabermos quem realmente somos e quem são os nossos afins,
conhecermos profundamente todas as manifestações da
Armadilha e aprendermos a lidar e passarmos por elas, vencendo-
as, transformando-as aos poucos e irmos dividindo, com nossos
parceiros de jornada, os conhecimentos que vamos adquirindo.
Ou seja, sabermos o que somos, o que estamos fazendo aqui e
onde queremos chegar. Se considerarmos que a maior parte das
pessoas não sabe disso e angustia-se tanto com essa dúvida e
sendo tão claro, tão simples, pois basta enxergar a verdade por
trás das ilusões, não se torna evidente que o assim pensar
permitirá que dentro de alguns séculos a raça humana atinja seu
objetivo?
Uma das tarefas do psicoterapeuta reencarnacionista é
ajudar os Mentores a mostrarem a realidade para as pessoas,
evidenciando que tudo é simples, nada é complicado, obscuro,
misterioso ou oculto. É a constatação de que não somos o que
pensamos ser, nem os outros o são, apenas estamos, e que
reencarnamos apenas para evoluir. A consciência da
temporalidade das coisas e a percepção das várias manifestações
da Armadilha, que apenas fazem parte dos testes e provas pelas
quais necessitamos passar para crescer, faz com que nos
tornemos aptos a evoluir. A ignorância desses fatos torna tudo
obscuro e sem sentido e essa é a maior causa do sofrimento do
ser humano, em seus aspectos mentais e emocionais e em suas
repercussões físicas. A doença, como diz o Dr. Bach, é resultado
do erro e da ignorância e do conflito entre a Alma e a
personalidade inferior, ou seja, a doença vem das ilusões.
Somos seres que estão evoluindo nesse planeta e isso
implica na necessidade de passarmos pelas situações aqui
vigentes e que irão nos atingir, nos conflitar. A finalidade disso é
fazer vir à tona o que temos de curar em nós, o que ainda temos
de imperfeito. Então nós descemos do Plano Astral da Terra para
encontrarmos essas situações, e elas são consideradas ruins,
injustas e cruéis porque fazem aflorar o que temos de
desagradável em nós. Por exemplo, alguém que necessita curar
uma antiga tendência de magoar-se, sentir-se abandonado e
rejeitado, necessitará passar por situações, muitas vezes desde
sua infância, que lhe façam confrontar-se com isso para que
venha à tona essa tendência. Num primeiro momento ele sentir-
se-á magoado, abandonado e rejeitado, pois essa é sua
tendência, isso é o que veio "dentro" dele para ser curado, e se
continuar toda a sua vida com esses sentimentos negativos (que
vem dos raciocínios da infância), com essa tendência, passará por
mais e mais situações semelhantes e de nada adiantará o
sofrimento decorrente, já que o que deve ser curado e não está
sendo, seguidamente será confrontado com situações
semelhantes (gatilhos). Se desencarnar com essa tendência, vol-
tará a encarnar para passar por situações idênticas, em seu
conteúdo emocional, para tentar novamente. Então, nesse
exemplo, se uma infância extremamente traumática, com um pai
ou uma mãe ausente, fizeram emergir tais sintomas, visto pelo
enfoque terreno, ilusório e patogênico, foi uma situação injusta e
cruel, que "gerou" a mágoa e o sentimento de rejeição. Mas, visto
pelo enfoque reencarnacionista, nada foi injusto e cruel e sim
experiências necessárias, elaboradas no próprio tecido do destino
daquela Alma, e que visam fazer aflorar o que veio para ser
curado nessa encarnação e que necessitava de tais situações
para ser revelado e poder ser curado. Quem veio curar o orgulho
vai ter de passar por situações que façam aflorar o orgulho, quem
veio curar a mágoa vai ter de passar por situações que façam
aflorar a mágoa, quem veio curar a raiva vai ter de passar por
situações que façam aflorar a raiva, e assim por diante.
Para quem veio para trabalhar questões como dinheiro,
beleza, poder, etc., desde a infância surgirão situações e
experiências que farão vir à tona o que veio para ser curado. Se
for encarado pelo ponto de vista da Personalidade Inferior o mais
provável é que a verdade seja distorcida e as ilusões predominem,
gerando consequências comportamentais em desacordo com os
objetivos da Essência. Isso se aplica em quem reencarna em
famílias com grande poder aquisitivo, em uma “casca” muito
bonita, atraente, etc. E também o contrário, em quem nasce em
famílias muito pobres, quem nasce com uma “casca” feia, etc. O
psicoterapeuta reencarnacionista deve sempre lembrar para as
pessoas que existe um por quê de ter vindo em uma família rica,
ou em uma pobre, com um veículo físico bonito, ou feio, etc. Tudo
tem uma explicação e uma finalidade, e sempre visa aflorar o que
necessitamos purificar em nós. Uma pessoa não vale pelo que
aparenta ser e sim pelo que é realmente. Muitas vezes, alguém de
uma classe inferior, para usar um termo de estratificação social, é
mais evoluído espiritualmente do que outro de classe mais
elevada, mas é tratado como inferior. Todos nós conhecemos
empregadas domésticas mais evoluídas do que suas patroas,
secretárias mais evoluídas do que seus patrões, funcionários mais
evoluídos do que seus diretores.
Enquanto ainda estamos longe do tempo em que todas as
pessoas exercerão trabalhos gratificantes e edificantes, que visem
a evolução de si próprios e da humanidade, é de fundamental
importância que os terapeutas e as terapias em geral atentem
para essas questões aqui colocadas. Aos que não sabem o que
estão fazendo aqui, os que não acham importante viver, os que
prendem-se em sentimentos negativos, em pensamentos
autodestrutivos, os que fogem nas drogas, socialmente aceitas ou
não, os que vivem por viver, os que prendem-se ao fútil e ao
superficial e a todos os que não sabem do que estamos falando
aqui, o psicoterapeuta reencarnacionista deve mostrar que existe,
sim, um objetivo em viver, que é importante, sim, estarmos aqui,
que a vida terrena é como uma corrida de obstáculos e que é de
fundamental importância para as Essências que as suas
personalidades terrenas sejam vencedoras nessa prova. É preciso
que saibam que esses obstáculos desaparecerão quando forem
vencidos, pois não mais serão necessários, e que não são
negativos em si, mas apenas experiências possibilitadoras de
vitória.
A vida terrena é como uma escola e cada dia é um dia de
aula, e não devemos cabular as aulas nem frequentá-las sem
prestar atenção, olhando para o teto ou para os lados. Devemos
sentar nas primeiras filas, prestar atenção ao que nossos mestres
ensinam e estudar bastante em casa. Os melhores professores
são os amigos mais evoluídos, encarnados ou desencarnados, o
nosso Mestre Interior e as pessoas com as quais temos
dificuldade, aversão, ou nossos inimigos. Dependendo das lições
que aprendermos nessa escola e do progresso que fizermos, a
estadia terá ou não valido a pena. Na realidade, sempre é de
proveito para a Essência o fato de haver encarnado, mesmo que a
persona não tenha cumprido sua missão, não tenha
correspondido à confiança que a Essência colocava nela. Mesmo
no erro aprende-se bastante e até, muitas vezes, é através dos
erros e dos enganos que nós aprendemos mais. Como se diz, a
dor ensina a gemer... A pessoa inteligente aprende com seus
erros, a pessoa sábia, aprende com os erros dos outros. Devemos
nos colocar em nosso devido lugar, entendermos nossas
circunstâncias e buscarmos conectar com nossas Essências e
vivermos em função dos seus objetivos e metas evolucionistas.
Existem muitas encarnações, ou seja, oportunidades, mas cada
uma delas é importante e deve ser bem aproveitada. Saber viver a
vida, aproveitar a vida, é isso e não o que se observa comumente,
viver-se perdendo tempo com o que não acrescenta em progresso
moral e ético e em autoconhecimento, em evolução interna.
Muitos filhos, bem intencionados, recomendam aos seus
pais de corpo físico velho, que aproveitem o tempo que lhes resta
para viajar, conhecer lugares, divertir-se, etc. Entendemos a boa
intenção, mas não lhes daríamos o mesmo conselho. Sugerimos
que viajem para fora mas também para dentro de si, para se
conhecerem melhor e que busquem entender, aprender, da
melhor maneira possível, as lições que essa encarnação lhes
apresentou e continua lhes apresentando, tratem de aproveitar os
últimos anos antes de subir para corrigir seus erros, seus
enganos, curar sua tristeza, suas mágoas, suas frustrações, a fim
de já irem curando seus corpos emocional e mental, não deixando
essa tarefa para depois. A grande angústia da velhice é a da
Essência em relação ao escoamento do tempo da encarnação,
quando há uma constatação do fracasso e do pouco
aproveitamento real das lições. A persona acha que seu tempo
passou, que já é tarde demais, que já tem 60 ou 70 ou 80 anos,
mas a Essência sempre vê, por sua visão superior, mais
abrangente, que ainda é tempo, que sempre é a hora certa para
as grandes mudanças, para os grandes insights, para a
interiorização rumo ao caminho verdadeiro. Tudo é uma
continuação, nós viemos da última encarnação e vamos para a
próxima, então não existe tempo, o que existem são
oportunidades. Aos queridos velhinhos, aconselhamos que
viagem para dentro, rumo à sua Essência, ela lhes agradecerá!
Não se percam na ilusão da idade do corpo físico, ele é
descartável. E os caros adultos, que já chegaram à metade do
caminho, o seu rumo está certo? Aonde vai dar essa estrada? E
os adolescentes, cuidado! As armadilhas vêm disfarçadas de
modismo, de liberdade... As crianças estão chegando agora a
esse mundo, no lugar certo, perto de quem precisam, seu pai, sua
mãe, seus irmãos, e vice-versa.
BOICOTE, RESISTÊNCIA E DESISTÊNCIA

A Psicoterapia Reencarnacionista é a Terapia da Reforma


Íntima e o Curso de Formação dessa nova psicoterapia é um
Curso de Reforma Íntima, uma Terapia em Grupo com essa
finalidade. Por isso, observa-se, algumas vezes, nos primeiros
meses do Curso, uma certa inquietação em alguns alunos, uma
tendência inexplicável de desistir, uma ideia de que não era bem o
que queria, que não era como pensava, que não vai poder dar
continuidade, que não terá tempo, não terá capacidade pessoal,
financeira, intelectual ou espiritual para seguir no Curso, que,
pensando bem, não tem certeza mesmo se quer ser um
psicoterapeuta reencarnacionista profissional (em consultório) ou
trabalhar com essa psicoterapia gratuitamente em seu Centro
Espírita, e outras artimanhas nas quais os nossos Egos são
especialistas.
O Curso de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista é
uma oportunidade para mostrarmos para o nosso Ego, que ele é
muito sorrateiro mas finalmente o pegamos, começamos a
identificá-lo, a descobrir como ele vem nos enganando, nos
iludindo e dominando há séculos. Nas sessões de regressão,
vamos acessando encarnações passadas e vendo como
estávamos iludidos naquelas épocas, como acreditávamos ser
uma persona, como nos confundíamos com os rótulos ilusórios
das nossas “cascas”, como sofremos, nos magoamos, nos
enraivecemos, disputamos, competimos, lutamos, matamos ou
morremos, em nome de nada.
E na medida em que vamos acessando esse nosso passado
e entendendo como fomos, naquelas épocas, totalmente cegados
pelo nosso Ego, vamos percebendo como hoje em dia ainda o
somos e começamos a querer nos libertar desse jugo, a expandir
o nosso campo de ação, a elevar os nossos pensamentos, a
dominar os nossos sentimentos, a refrear os nossos instintos, a
passar o comando da nossa vida terrena para o nosso Eu
Superior e para os nossos Mentores Espirituais, que estão
sintonizados com níveis mais elevados de Energia e Vibração. E
aí, nesse momento, em que começamos a querer isso, o nosso
Ego começa a inquietar-se e é essa inquietude que começamos a
sentir no início do Curso. Parece que somos nós que estamos
sentindo isso, mas é ele. Nós somos um Ser eterno, infinito,
existimos há centenas de milhares de anos, enquanto que a nossa
“casca” atual tem apenas algumas dezenas de anos e o nosso
Ego nos ilude que nós somos essas poucas dezenas de anos.
Quando, com o Curso, nós vamos des/cobrindo quem
somos verdadeiramente e entendendo que evolução espiritual é
sinônimo de des/cascamento, de desap/ego, de libertação do
ego/ísmo, de expansão do ego/centrismo, de endereçamento para
o heterocentrismo, é começar ou intensificar a passagem do
comando do nosso “eu” para o “nós”, começando a entender que
sofrer por si é atestado de um ainda baixo nível espiritual, que
ficar triste e magoar-se é apenas encontrar o que viemos melhorar
nessa atual encarnação, que sentir raiva é estar sob o comando
do nosso umbigo, que acreditar-se mais do que os outros é um
atestado de miopia espiritual, achar-se menos do que os outros é
apenas o orgulho ferido, e tantas outras manifestações infantis do
nosso Ego, ele começa a achar que somos seus inimigos, que
estamos contra ele, que queremos destruí-lo, e começa a utilizar a
sua arma favorita: a sedução.
Como ele faz isso? Começa a nos adular, a nos dar razão
em tudo, nós sempre estamos certos, em caso de dúvida ele nos
convence que é isso mesmo, essa psicoterapia é simples demais,
não pode ser... Como assim, eu sou como sou porque nasci
assim? Eu pedi a minha infância? Quer dizer que não sou uma
vítima e, sim, um co-criador? Eu atraio os fatos da minha vida?
Tudo é gatilho? Estamos todos dentro de uma Grande Armadilha?
Estou preparando a minha próxima infância?
É muito complicado, parece fácil, mas não é, acho que não é
para mim... Pensava que era um Curso de Regressão e me dizem
que eu vou aprender a não fazer Regressão, vou ser só um
auxiliar do Mentor Espiritual das pessoas, e nem chamam de
paciente, chamam de pessoa, vou desistir... Ano que vem eu faço
de novo, acho... E tem a Lei do Esquecimento, acho que a
Regressão infringe essa Lei... O Conselho não permite, vou me
complicar...
E de argumento em argumento, aquele aluno que enviou e-
mail, que queria tanto fazer o Curso, que esperou meses para o
Curso começar, ali pelo 2º, 3º mês, começa a ter dúvidas, a
questionar, a pensar em desistir... O que está acontecendo? Leu
os textos, os livros, acessou os sites, achava tudo tão
interessante, comentou com muitas pessoas que iria fazer o
Curso, veio tão entusiasmado para a aula inaugural, está apenas
no início, e já pensando em desistir? Pede opinião em casa,
comenta com os colegas, fala com os amigos, cada um diz uma
coisa, que tem razão... que não tem razão... quem sabe não é
esse Curso mesmo... mas pode ser bloqueio, pode ser resistência,
não é a primeira vez que desiste de algo que queria tanto... Como
assim, bloqueio? Bloqueio de que? E resistência? Claro que já
desistiu outras vezes, mas todo mundo já desistiu de coisas, isso
é normal. Não vou mais, pronto! Ah, não, fica chato, vou mandar
um e-mail para o(a) profi, mas falar o que? Vou inventar uma
desculpa qualquer, não, isso não, tenho de falar a verdade, mas
nem sei porque estou querendo parar, não tenho tempo, não,
tempo eu tenho... É falta de dinheiro, mas gasto com tanta
bobagem... Explicaram que a Regressão Terapêutica não infringe
a Lei do Esquecimento, sei não... O Conselho não permite, mas
eu já sabia disso... O que faço? Vou mais uma aula e lá eu decido.
Esse é um exemplo típico da sedução que o Ego exerce
sobre alguns alunos no começo do Curso. Na verdade, o que está
acontecendo? É um bloqueio: o Ego bloqueia o acesso ao nosso
Eu Superior e nos faz ficar rodeando em volta de nós mesmos, de
argumento em argumento, de pensamento em pensamento,
vamos ficando tontos, como que auto-hipnotizados, e vão
aflorando as nossas inferioridades e não as vemos... Vem a
crítica, vem a impaciência, vem o orgulho, vem a prepotência, vem
a rejeição, vem o medo, vem a insegurança, vem a dúvida, vem a
solidão, e nós nos digladiando dentro de nós...
O Curso é de Reforma Íntima, de ver como éramos em
encarnações passadas, nos compararmos como somos hoje, de
reler a nossa infância, sair da vitimação, de aproveitar uma
encarnação no sentido espiritual, de melhorar os nossos
sentimentos pela mudança do nosso raciocínio, de programar a
nossa próxima encarnação, de passar o comando para os nossos
Mentores Espirituais, de humildade, de obediência, de submissão,
de querer ser igual aos outros, enfim, tudo aquilo que o nosso Ego
não quer, não gosta, pois se acha muito especial, tem de ser o
centro do espetáculo, seja falando pelos cotovelos, seja falando
apenas pelos pensamentos, seja sendo o mais evidentemente
feliz, seja parecendo ser muito infeliz, seja sendo um grande
vencedor, seja sendo um pobre perdedor, o Ego tem de aparecer,
essa é a sua especialidade. Não importa como, ele tem de
aparecer!
O Ego não é um vilão, ele é apenas infantil, e como toda a
criança, tem desejos, anseios, inseguranças, necessidades,
carências e ele, no comando da nossa vida, o que significa no
comando dos nossos pensamentos e dos sentimentos, nos
domina a tal ponto que quase todos os alunos quando chegam no
Curso, acreditam realmente que são homens, mulheres, que têm
um nome, um sobrenome, que são filhos de alguém, de uma certa
nacionalidade, de uma certa raça, de uma certa cor de pele, que
em uma profissão, enfim, todos esses rótulos passageiros do
nosso Ego. É ele no comando...
Quando vamos recordando que somos um Espírito
encarnado dentro de uma “casca” temporária, tendo chegado na
família que pedimos, na infância que necessitávamos, com os pais
e demais membros da família que precisávamos, ou seja, quando
começamos a nos “descascar”, o Ego entra em pânico, acha que
não gostamos dele, que queremos expulsá-lo da nossa vida, que
iremos renegá-lo, que vai ser morto, começa a sentir-se rejeitado
(se veio com essa tendência), a magoar-se (se veio com essa),
se veio com raiva, começa a sentir raiva, se veio prepotente,
começa a achar que está tudo errado no Curso, se veio
acreditando-se inferior, que não vai ser capaz, se vem há muitas
vidas escondendo-se, vai sentando nas cadeiras dos cantos, só
falta entrar parede à dentro, se quer mostrar que é brilhante, senta
bem na frente, se acha que é meio burrinho, vai lá para trás, se
veio com uma tendência secular de questionar, de criticar, para
não perder o hábito, questiona e critica, e assim, em um Curso de
Reforma Íntima, em que necessitamos primeiro nos descascar
para depois nos descobrirmos, o Ego, amedrontado e inseguro,
para defender-se, ataca! E quer ir embora.
E começa a resistir, já não ouve direito o que o(a)
professor(a) fala, vai entrando em seus próprios pensamentos,
vão aflorando as inferioridades, e elas sempre vêm tingidas de “eu
tenho razão”, vai enxergando tudo como vem enxergando há
várias vidas, vai endurecendo, reforçando as suas muralhas,
protegendo o seu patrimônio, resguardando as suas conquistas,
vai ficando ansioso, nervoso, quer sair da aula, quer ir embora,
não quer mais voltar, no mês seguinte, o dilema - vou ou não vou?
- e o Ego implorando que não, fica em casa, está frio, está quente,
estou com dor de cabeça, ah, hoje estou cansado, tenho outro
compromisso, e não vem na aula, ou vem e fica olhando... Os
pensamentos subjugados, os sentimentos aflorados, o Ego em
pânico, trancando-se cada vez mais em si, pelo menos o lanche é
bom, ou podia ser melhor, os monitores todos fardados, de
branco, parece religião, estou achando esse Curso muito caro,
acho que não vou poder continuar, o dia inteiro sentado, a gente
fica meio duro, ou eu que sou tenso?, no final tem a meditação, aí
é bom, um silêncio, bem legal, a gente relaxa, todo mundo se
abraça, até mês que vem, não sei se eu volto, vou ver durante o
mês, acho que não era bem o que eu pensava, acho que não é
para mim, mudança, transformação, Reforma Íntima, aproveitar a
encarnação, ver o Telão aqui na Terra, e essa Simulação de
Plano Astral, imaginar que já morreu e está prestando conta para
sua própria Consciência... Pior que esse só o tal de “Não pode
falar eu, meu e minha!”, falar o que então? Sei lá, vou ver o que
faço... Já desisti outras vezes, mas não faz mal, tem muitos
Cursos, esse não é muito técnico, é mais intuitivo, aprender a
obedecer, submissão, na Regressão só falar “Sim”, “Continua”, “E
depois?”, parece tão sem graça, deixar os Mentores direcionarem
a recordação, não pode comandar, não pode dirigir, não pode
nem levar a Regressão para a queixa do paciente, quer dizer, do
cliente, está bem, da pessoa, e as regressões que assisti, o
pessoal fala baixinho, não se escuta nada, dá até sono, não é que
eu esteja desinteressado, é chato mesmo, uns colegas vão mais
para a frente, ficam atentos, se esforçam para ouvir, eu não, vou
fechar os olhos, não é para regredir, acho até que nem vou
conseguir regredir, tem de se entregar, abrir mão do comando,
confiar no Mundo Espiritual, eu confio, mas, bem, vamos ver, esse
mês eu penso, se vou ficar, se vou sair...
E enquanto isso, o nosso antigo conhecido, o velho Ego, lá
dentro, confundindo Reforma Íntima com sofrimento, abrir mão do
comando com subserviência, não dirigir com ser escravizado,
submeter-se com ser pisoteado, não está entendendo nada, só
quer uma coisa: que tudo fique como está! Não está bom, mas
pode piorar...
O que podemos dizer a essa parte tão infantil e ingênua da
nossa personalidade, tão querida e pueril, é que a Psicoterapia
Reencarnacionista lhe ama, só quer o seu bem, quer lhe ver
crescer, amadurecer, ser livre e saudável, mas não esqueça:
Sorria, você está sendo firmado.
RODADAS DE INFERIORIDADES E RODADAS DE VIRTUDES

Nesse Exercício em grupo, após o coordenador explicar


como ele será feito, faz-se uma meditação de alguns minutos,
com os olhos fechados, e cada um, começando pelo coordenador,
fala uma inferioridade sua, em voz alta para todos ouvirem (uma
palavra só, não uma explicação ou um relato). Podem ser feitas 4,
5 ou mais rodadas.
Depois o coordenador diz que será feita a mesma coisa,
mas cada um falando uma virtude. A finalidade é cada um de nós
revelar, diante de todos, as nossas inferioridades e depois as
nossas virtudes. O Ministrante deve, após, falar sobre isso,
mostrar que as nossas virtudes são maiores do que as nossas
inferioridades, em quantidade e em qualidade. Após, deve pedir
que os alunos falem sobre o assunto.
EXERCÍCIO PRÁTICO EM MINI-GRUPOS DE LEITURA DO
RELAXAMENTO E ELEVAÇÃO DA FREQUÊNCIA

Nesse Exercício dividimos os alunos em grupos de 3, 4 ou 5


e em cada grupo deve ficar o Ministrante e 1 Monitor sênior (os
monitores júniors por ainda não terem habilidade suficiente em
Regressão devem acompanhar o Grupo e também praticar nele).
Todos devem entrar em concentração, evitar risadas, conversas
banais, é uma simulação mas um momento importante em que os
alunos estão começando a aprender a humildade, a obediência e
a submissão aos Mentores na leitura do Manual. O Ministrante é o
responsável pelo silêncio e concentração na sala de aula nesse
Exercício e os monitores devem dar o exemplo para os alunos da
reverência necessária para sua realização. As leituras devem ser
realizadas em um tom de voz que não interfira nos demais
Grupos, bem como os comentários após cada leitura de um aluno.
Evitar dispersão, brincadeirinhas, piadinhas, é um momento
religioso.
Coloca-se o Cd oficial para Regressão ao início e 1 aluno,
após concentrar-se, imaginando que tem uma pessoa deitada em
sua frente, com os demais totalmente em silêncio, ninguém
levantando, fazendo barulho, começa a ler “Então............... vamos
elevando os nossos pensamentos..............”. Deixamos o aluno
relaxar, ler, durante uns 5 minutos e, após, com calma e muito
respeito ao aluno, começar a revisar algumas coisas, sempre
mantendo a concentração do grupo, evitar risadinhas, deboches,
alguém levantar para buscar água ou estar tomando água
durante, ir tomar café, etc. Podemos pedir para o aluno recomeçar
ou continuar de onde estava. E assim, aos poucos, vamos dando
umas orientações para aquele aluno, até todos perceberem como
melhorou, como está bem, e aí vamos encerrando, dizendo que
está bem, e o que achou? Como se sentiu? Escutar com atenção
o seu comentário, os demais opinam (em um tom de voz razoável
para não interferir nos demais Grupos que estão praticando), e
depois passamos para o próximo aluno. Assim, um a um, todos
vão ler, aprender, não só como é a leitura mas a postura do
psicoterapeuta Reencarnacionista nesse momento religioso, no
qual, estamos ajudando os Mentores a mostrar o Telão para um
discípulo e, muitas vezes, ser esse momento um dos mais
importantes para ele nos últimos séculos ou milênios.
Obs. – como, geralmente, alguns Grupos estão praticando na
mesma sala, fica inviável colocar a faixa 1 do Cd ao início da
leitura de cada aluno. Se cada grupo ficar em uma sala, é
aconselhável colocar o início do Cd para cada aluno que for
praticar.

Esse Exercício deve começar a ser feito no Módulo 5 para ir


preparando os alunos para começarem a auxiliar os Mentores nas
suas Regressões no Módulo 6. Também no Módulo 5, começam
as aulas teóricas do Manual, inicialmente o que são as suas 6
Fases:

1º. Sintonia com os nossos Mentores e os Mentores da


pessoa
2º. Relaxamento do seu corpo físico
3º. Elevação de sua frequência
4º. Encontro da situação do passado na qual está
sintonizado: recordação de uma encarnação passada ou de uma
situação pós-morte
5º. Lembrança do desencarne naquela ocasião, a subida
para o Mundo Espiritual e a sua estadia lá
6º. Recordação das lições, ensinamentos e orientações que
tenha recebido quando da volta para o Mundo Espiritual

AULA TEÓRICA DE LEITURA DO MANUAL

Devemos ensinar aos alunos no Módulo 2 (brevemente) e


durante os Módulos, principalmente nas Conversas pós-
regressões no grande grupo, como é a leitura do Manual, a
maneira correta de ler, ensinar que devemos sentir e transmitir o
que estamos falando, quando estivermos no 1º parágrafo,
sintonizarmos também com os Mentores, quando estivermos no 2º
parágrafo, irmos também relaxando, depois irmos também
elevando a nossa frequência, depois vem a finalidade da
Regressão (“Para encontrar em teu passado...), explicar que a
última frase dessa 1ª Fase “E a qualquer momento...” pode ser
dita antes, quando percebermos que a pessoa já está acessando
o passado, demonstrando corporalmente ou verbalizando, que
não é necessário ir até o final dessa 1ª Fase para chegar a essa
frase estimuladora da verbalização, etc.
Também ensinar a necessidade da consonância da leitura
com o andamento da música, a acentuação na sílaba tônica na
última palavra e a “esticadinha” ao final dela, etc., e os cuidados
com a sala, o aparelho de som (ou pendrive ou celular), a cama
(ou maca), os ruídos ambientais, o hálito do psicoterapeuta, etc.
Veja abaixo:

MANUAL DE CUIDADOS PARA A REGRESSÃO

O ambiente, o local onde a pessoa vai ficar, a postura do


auxiliar do Mentor, a leitura do Manual e a utilização da música
exigem algumas técnicas e conhecimentos, entre eles:

1. O ambiente deve ser o mais silencioso possível


2. A pessoa deve estar confortavelmente instalada, de
preferência deitada em uma cama ou maca grande e larga,
para que caibam os seus pés e para que possa soltar os
braços relaxadamente. O auxiliar do Mentor também deve
estar confortavelmente instalado para não cansar ou sentir
dores durante a regressão, que o faça ter necessidade de
mover-se, movimentar-se, prejudicando a sua concentração,
e atrapalhando a pessoa
3. O travesseiro da pessoa deve ser confortável (algumas
vezes a pessoa prefere um travesseiro mais alto ou dois,
mais macio ou mais duro) e um cobertor para dias frios.
4. Nos dias de verão, o ambiente deve estar agradavelmente
resfriado, mas cuidar para que o ar condicionado ou o
ventilador não sejam barulhentos
5. O aparelho de som não deve estar próximo aos ouvidos da
pessoa para não correr o risco do som ficar muito alto
6. A leitura do relaxamento e da elevação da frequência deve
ser realizada em consonância com a música, nem mais
rápida nem mais lentamente, pois a pessoa, no momento da
regressão, escuta duas coisas: a voz do auxiliar do Mentor e
a música e ambas devem estar em sincronia.
7. A voz não deve ser muito alta (para não atrapalhar o
relaxamento da pessoa) nem muito baixa (para não provocar
uma necessidade dela de esforçar-se para ouvir)
8. Deve-se ter calma e dar um tempo entre uma frase e outra
(pontinhos) e sempre elevar a entonação ao final de cada
frase, para auxiliar na elevação da frequência da pessoa. Dar
uma “puxadinha” na palavra ao final de cada frase, ou
mesmo em algumas palavras durante a frase. Nunca baixar a
entonação ao final de uma frase. Deve-se acentuar a sílaba
tônica da palavra final (por exemplo: para o mundo
espirituaaal,como se fosse dormiiir,o teu
rooosto,subiiindo,podes ultrapassar essapeeeça,para o
infiniiito, etc.
9. Não se deve ler uma frase pela metade, por exemplo: relaxa
bem .................. o teu rosto............. ou: e podes
ultrapassar .............. essa peça ................... Deve-se dizer a
frase inteira: relaxa bem o teu rooosto.......... E podes
ultrapassar essa peeeça........ (ou quaaaarto, ou saaaaala).
Se falar uma frase pelo meio, a pessoa pode ficar esperando
o que vem a seguir, e isso atrapalhar seu relaxamento.
10. O auxiliar do Mentor não deve ficar muito longe da pessoa
(para não provocar uma sensação de desamparo nela) nem
próxima demais (para não provocar um certo
constrangimento)
11. O auxiliar do Mentor deve ter cuidado com seu hálito para
evitar que um possível mau odor atrapalhe a regressão.
Lembrar de escovar os dentes após a refeição café da
manhã ou almoço), principalmente se comeu cebola, alho ou
outros alimentos que afetem o seu hálito. Se tem algum
problema dentário ou gástrico que afeta o seu hálito, deve
tomar as providências necessárias para sanar esse
problema. Muitas vezes, a pessoa com mau hálito não sabe
que apresenta esse desconforto, alguém deve alertá-lo
quanto a isso. Se o psicoterapeuta reencarnacionista ainda
fuma, ter o cuidado para que sua roupa, cabelo ou dedos não
estejam impregnados do cheiro de cigarro e procurar livrar-se
desse vício o mais rápido possível
12. O auxiliar do Mentor não deve fazer nenhum ruído, como
fungar, pigarrear, tossir, espirrar, cruzar e descruzar as
pernas no caso da sua roupa fazer barulho, e aprender a
manusear o Manual sem fazer ruído ao virar as páginas.
13. O auxiliar do Mentor e a pessoa devem ir ao banheiro antes
da sessão
14. O celular de ambos deve estar desligado ou no modo
silencioso
15. Deve-se ter cuidado com a campainha da porta para não ser
muito alta
16. Deve-se ter cuidado com o barulho das pessoas na sala de
espera, solicitando e colocando avisos de que desliguem os
seus celulares e evitem conversar em voz alta
17. A música não é um fundo musical, ela é um elemento
importante durante a regressão. Pode-se usar o Cd oficial de
Regressão da ABPR ou cada psicoterapeuta
reencarnacionista confeccionar ou adquirir o seu próprio Cd,
mas deve-se ter em mente que a 1ª faixa é uma música que
serve para relaxamento, a 2ª é uma música para a elevação
da frequência, a 3ª é para quando a regressão já começou,
etc. Deve-se conhecer bem o Cd para saber utilizar uma
música para quando a pessoa está em uma situação difícil e
traumática, uma música para quando está recordando que a
situação está melhorando, uma música para quando chega
alguma ajuda para ela, uma música para quando recorda que
chegou ao Mundo Espiritual, etc.
18. Nas fases iniciais da Regressão (relaxamento e elevação da
frequência), o auxiliar do Mentor deve praticar o que está
falando para a pessoa, ou seja, durante a sintonia com os
Mentores, deve sintonizar-se também, durante o
relaxamento, deve relaxar também, durante a elevação da
frequência, deve elevar a sua também, para evitar que a sua
fala diga uma coisa e a entonação da voz transmita outra.
19. A maneira de falar deve ser um pouco “hipnótica”, para que
a pessoa “vá indo” pela leitura e não de uma maneira dura,
fria e impessoal, mas também não “religiosa” demais, muito
afetada.
20. Durante a regressão propriamente dita, lembrar que cada
interferência verbal, trás a pessoa de volta para cá,
prejudicando a regressão. Por isso, deve-se evitar falar
“Sim”, “Continua”, “E depois?” desnecessariamente, e sim
apenas quando é necessário.
21. A maneira do auxiliar falar durante as situações da
regressão devem ser compatíveis com o momento, ou seja,
mais tensa quando é uma situação de tensão, mais baixa
quando é uma situação, por exemplo, de tristeza, abandono,
solidão, mais alegre e entusiasmada (sem exagero) quando
é uma situação de melhoria do que está acontecendo ou
subindo para o Mundo Espiritual ou encontrando algum
parente desencarnado ou um Mentor Espiritual, etc.
22. Ao final da regressão (após todos os cuidados referidos
mais adiante), devemos ser calmos, gentis, delicados,
lembrando que ela está retornando de recordação de
vivências traumáticas e voltando da recordação de quando
estava no Mundo Espiritual, ou seja, “mexida” e tranquilizada.
Evitar manifestações de alegria excessiva, muitos sorrisos e
abraços afetuosos demais, respeitar a individualidade da
pessoa, respeitar o seu momento.
23. Todos os demais cuidados, atenções e maneira de portar-
se e lidar com as diversas situações, desde o relaxamento até
o retorno da pessoa, está no Manual e nas Táticas para a
Regressão.
AULA DAS TÁTICAS PARA A REGRESSÃO

No Manual existem inúmeras Táticas a serem utilizadas na


Regressão Terapêutica, em suas diversas Fases:

1. Táticas para quando a pessoa demora a perceber que está


em uma situação do passado.
2. Se demora muito e a pessoa demora a recordar que saiu da
situação, ou afirma que não saiu, que nunca saiu, que está
lá, que não vai sair, etc.
3. Se a pessoa vai para outra vida (As 2 Táticas de retorno:
trazer novamente para a vida que estava relatando para
completa-la e depois quando já estiver no Ponto Ótimo falar
daquela vida para a qual estava indo, ou se não
conseguirmos trazê-la de volta para a vida que estava
relatando, após 4 ou 5 tentativas, deixá-la completar a outra
vida para a qual “pulou” e quando estiver no Ponto Ótimo
falar daquela vida anterior, cuja recordação ficou
incompleta).
4. Se a pessoa está relatando sua vivência no Mundo Espiritual
e ainda não chegou ao Ponto Ótimo e vai para outra vida,
como trazer seu relato novamente para o Mundo Espiritual,
para que alcance, em sua recordação, a chegada no Ponto
Ótimo, ou o máximo que conseguirmos (ver “Os Caçadores
do Ponto Ótimo”).
AULA DA CONVERSA PÓS-REGRESSÃO

Após a Regressão, quando a pessoa está retornando da


recordação de sua vivência no Plano Astral (período inter-vidas),
quando já recordou sua chegada ao Ponto Ótimo após a
encarnação que seus Mentores lhe disponibilizaram, é o momento
de encerrar-se a Sessão com chave de ouro. Ou estragar tudo.
Como encerrar-se com chave de ouro ou estragar todo o trabalho
que os Mentores tiveram na “Sessão de Telão na Terra”? Vamos
ver.

1. O encerramento com chave de ouro: a pessoa está ali, deitada,


retornando devagarinho de onde ficou agora sintonizada, no Ponto
Ótimo, já falamos para ela que se vier mais alguma coisa em sua
mente, uma outra vida, uma outra época, ou aí no Mundo
Espiritual, ou se teus Mentores quiserem te transmitir alguma
orientação, uma instrução, para sua vida atual, me conta... Ela
ficou mais um tempo quieta, nós ficamos observando, em silêncio,
depois de um tempo perguntamos baixinho como ela está se
sentindo... Nos diz que está bem. Está claro, tem Luz? Sim. A sua
expressão do rosto reflete uma enorme tranquilidade, seu corpo
está relaxado, os braços e as pernas soltas, nem se mexe, parece
até estar dormindo, vamos dizendo a ela que então pode ir
voltando, mexendo as mãos, os pés, abrindo os olhos,
retornando... Ela vai voltando, nós estamos ali ao seu lado, com
uma expressão tranquila, em silêncio, colocamos a mão
suavemente em seu braço ou no ombro ou na cabeça, com
extremo respeito, ela vai abrindo os olhos, tentando perceber
onde está, nos olha, estamos ali, somos um amigo espiritual, o
auxiliar dos seus Mentores, ela sorri para nós, estamos com uma
expressão simpática, sem fazer uma festa, sem soltar foguetes,
sem gritos de comemoração, sem abraços efusivos, nada de
Parabéééns!!!, e sem atropelá-la com nossa fala egóica e de
“dono(a) da verdade,” de “sabe-tudo”, com interpretações, com um
psicologês, nós, simplesmente, perguntamos baixinho: “Tudo
bem?” Ela faz que sim com a cabeça (às vezes nem consegue
ainda falar), “Quer uma aguinha?” Ela diz que sim, ou não. “Quer
ir ao banheiro” Sim, ou não. Estamos ali na sala de atendimento
nós, a pessoa e quem mais? Os seus Mentores! Eles não foram
embora! Querem que seu (sua) discípulo (a) entenda o que
quiseram lhe transmitir, por quê escolheram essa (s) vida (s) entre
tantas outras, por quê essa (s) vida (s) nesse momento de sua
vida, o que tem a ver com ela, que características de
personalidade, tendências de sentimentos, hábitos, posturas, etc.
ainda apresenta hoje em dia (Reforma Íntima) e/ou a causa
daquela fobia, do pânico, da depressão, daquelas dores físicas
que não curam com nenhum tratamento, enfim, Eles trouxeram
seu (sua) discípulo (a) até nosso consultório, por confiarem em
nós, entregaram com convicção para nós, dirigiram todo o
processo regressivo, direcionaram a recordação para a(s) vida (s)
passada (s) que entenderam era (m) a(s) mais importante (s),
esperavam que levássemos a recordação, em cada vida passada
até o Ponto Ótimo, fizemos isso, Eles estão satisfeitos conosco,
fomos bons auxiliares, demonstramos humildade, obediência e
submissão, está chegando o final da Sessão, hora da Conversa
Pós-Regressão, não vamos estragar tudo agora, certo?
Perguntamos: “E o que você entendeu que seus Mentores
quiseram lhe transmitir?”, baixinho, simpático... E a pessoa
começa a tentar coordenar as palavras e a entender o que lhe
mostraram... Depois que ela fala um tempo: “E o que isso tem a
ver com você hoje?”, amorosamente... Estão começando a cair as
fichas... Depois que demonstra que está entendendo bem, “E
aquela outra vida, que você era aquele (a)...”? Sem dizer como
era, sem se estender, apenas uma leve insinuação... Ela vai
falando daquela vida... “E daí vem o medo que eu sinto...” Ou:
“Por isso que tenho esse medo de lugares fechados...” Ou: “E eu
ainda sou como era lá...” Os seus Mentores ali ao lado, lhe
intuindo, a pessoa entendendo a origem dos medos, da tristeza,
das dores, entendendo há quanto tempo é assim como é hoje, nós
lhe ajudando quando necessário, os Mentores de olho em nós
para não atrapalharmos o seu trabalho, que ainda está
acontecendo, a Regressão acabou mas a Conversa Pós-
Regressão, o fecho de ouro, ainda não. Ao mesmo tempo,
ficamos observando para a possibilidade da pessoa começar a ir
para outra vida, referindo cansaço, tristeza, começando a chorar,
ficando ansiosa, impaciente, ou irritada, a sentir frio, calor, ir
mudando a sua expressão do rosto, e se começamos a desconfiar
que ela pode estar indo para outra encarnação, dizemos para ela
fechar os olhos (se ainda estiver deitada) para relaxar mais um
pouquinho, para deitar de novo (se está sentada) para relaxar um
pouquinho, temos tempo, para ela ficar melhor ainda, pedimos
para deitar de novo (se já levantou ou está sentada na poltrona à
nossa frente) para relaxar mais um pouquinho, temos tempo, para
descansar... E ficamos, ali, em silêncio, observando. Se ela refere
ou demonstra estar indo para outra vida, é nova Regressão, até o
Ponto Ótimo. Se foi alarme falso, ela fica ali, tranquila, depois de
um tempo perguntamos como está? Está bem. Está claro, tem
Luz? Sim. Alarme falso. Então pode ir te mexendo, as mãos, os
pés, abrindo os olhos... Se os Mentores lhe intuírem mais algumas
coisas, mais aprendizados, mais lições, se não, está tudo bem,
acabou, ela vai no banheiro, marca ou confirma o próximo
encontro, ainda estamos cuidando para ver se não surge nenhum
sinal de que possa estar indo para outra vida, até dirigir-se à
porta, nós acompanhando-a, nos despedindo, mas ainda de
olho... Está tudo bem, terminou.

2. Como estragar tudo? Fazendo o contrário disso. Atropelando


a pessoa logo que termina a Sessão, querer que ela fale quando
ainda está chegando lá do Mundo Espiritual (e algumas vezes
recebeu um Tratamento ao final da Sessão – nesse caso
permanecemos em absoluto silêncio e reverência até o seu final),
está acoplando, voltando para seu corpo, os seus Mentores
prontos para começarem a lhe intuir o que quiseram mostrar,
ensinar, esclarecer, e nós... atropelamos! Porque você viu isso,
viu aquilo, seus Mentores quiseram lhe ensinar isso, aquilo, você
era assim, assado, e ainda é hoje em dia, sua fobia foi daquele
lugar fechado, o pânico do enforcamento, você tem de mudar isso,
mudar aquilo, sua proposta de Reforma Íntima é essa e mais
essa, e assim vamos, nos achando o máximo pagando o maior
mico perante os seus Mentores que estão tentando fechar os
ouvidos do seu (sua) discípulo (a), já que não conseguem fechar
nossa boca. A pessoa atordoada, nem escuta o que dizemos, está
voltando do Plano Astral, tentando se situar aqui na Terra e nós
blá-blá-blá-blá, cheios de razão, sabemos tudo, somos perfeitos, o
último biscoito do pacote, o gás da Coca. Estragamos tudo e
estamos nos achando, como diria Roberto Carlos, “O cara!”. A
pessoa sorri sem jeito, os Mentores pensando que se enganaram
conosco, que precisam encontrar um psicoterapeuta
Reencarnacionista em que possam realmente confiar, vão ver lá
em Profissionais no Portal da ABPR alguém que realmente
pratique o que fala, que esteja mesmo desenvolvendo a
humildade, aprendendo a obedecer, querendo ser submisso a
Eles, domesticar seu Ego.
AULA DA IMPORTÂNCIA DO CUIDADO
AO FINAL DA REGRESSÃO (O FIM DO FIM)

Devemos ficar atentos ao final da Regressão em como a


pessoa está. Quando vamos recebendo-a, suavemente,
falando baixinho, firmes e simpáticos, com a mão em seu
ombro, perguntando como está, sendo solidários com ela após
essa vivência, estamos percebendo se ela realmente está bem
ou não.
Se ela chegou ao Ponto ótimo, a possibilidade de não estar
bem ou estar indo para outra vida são pequenas mas,
infelizmente, alguns psicoterapeutas reencarnacionistas ainda
não entenderam a importância da recordação alcançar esse
Ponto (em cada vida acessada e não apenas na última
recordada), mesmo com as repetidas advertências do Mundo
Espiritual a esse respeito. Se na Regressão a pessoa chegou
em um Ponto Regular (acabou o sofrimento e está vendo uma
Luz) ou Bom (Está sentindo-se em uma Luz), ela terá mais
possibilidade de ir para outra vida ao “final” da Regressão, daí
a importância fundamental destes Cuidados, pois a pessoa
pode ir para sua casa sintonizada no passado que estava
acessando e o psicoterapeuta não percebeu ou relevou, e
começar a sentir-se mal, necessitar de atendimento médico ou
psiquiátrico, pode nunca mais querer fazer Regressão ou a sua
família não mais permitir isso, ou ficar sentindo-se assim até a
próxima sessão e relatar isso para o psicoterapeuta que deve,
então, pensar: “Errei!”, “Fui negligente!”, “Fui impaciente!”, “Fui
irresponsável!”.
Quando termina a Regressão no Ponto ótimo e ela começa
a nos falar do que viu, o que entendeu, fazer os links, estamos
escutando-a com simpatia e atenção mas, ao mesmo tempo,
observando-a. Quando ela senta, quando levanta, se vai ao
banheiro, quando retorna, após tomar uma água, quando
estamos no final da Conversa Pós-Regressão, quando ela
prepara-se para ir embora, na sala de espera, na porta do
nosso consultório, quando ela sai pelo corredor, em todos
esses momentos estamos com ela, ao seu lado, escutando-a,
não distraindo-a com assuntos nossos, ou risadas, muita festa,
parabéns, assuntos banais, cotidianos (como o tempo, a
política, futebol, a violência do mundo, guerras, etc. – pois isso
irá distraí-la do que acabou de aprender e vivenciar, além de
poder levá-la para outra nesse momento em que ainda está
com sua frequência um tanto elevada).

Se ficarmos em dúvida, a qualquer momento,que a pessoa


possa estar sintonizando em outra vida passada, referindo por
exemplo:

a) Cansaço
b) Frio
c) Calor
d) Medo
e) Tristeza
f) Choro
g) Raiva
h) Indignação
i) Enjoo,
j) Tontura, etc.

devemos pedir que deite novamente (ou se ainda está deitada,


que feche os olhos), mesmo que já esteja indo embora, na sala
de espera, até na porta da rua, que temos tempo, é melhor
para ficar bem, melhor ainda, não devemos dizer a ela que
pode ser que ela esteja sintonizando em outra vida passada,
ela pode se assustar, não querer, podemos dizer: Vamos dar
uma relaxadinha................. pra ficar bem...............................
temos tempo....................vamos aproveitar....................
Não fazemos a sintonia com o Mundo Espiritual, colocamos
ou não música, bem baixinho, e permanecemos em silêncio por
uns 3 a 5 minutos, observando-a, seu rosto, as mãos, as
pernas, o corpo... Se ela ficar bem, tranquila, calma, depois
desse tempo, perguntamos baixinho: Como está te sentindo?
Se a pessoa disser que está bem, isso não é suficiente pois ela
pode estar bem lá no caixão, flutuando no Astral intermediário
após uma vida passada, etc., perguntamos: Está claro? Tem
luz? Se ela diz que sim, que está bem, pedimos para ir abrindo
os olhos, pode levantar. Foi alarme falso, mas mesmo assim
continuar cuidando de alguma reação dela.
Mas se ela disser que é escuro, ou está frio, ou está com
calor, ou está cansada, ou está com medo, ou começar a
chorar, manifestar raiva, etc., ela realmente estava acessando
outra vida passada e aí continuamos a Regressão. Se ela não
percebe onde está, ajudamos a perceber, se já percebeu,
ajudamos a recordar como saiu. É uma nova Regressão, e tem
de ir até o Ponto Ótimo (ou o melhor que chegou naquela
ocasião).

ATENÇÃO!

NUNCA TERMINAR UMA REGRESSÃO SEM TER


CERTEZA QUE A PESSOA ESTÁ NO MUNDO ESPIRITUAL
NO PONTO ÓTIMO(OU O MELHOR QUE FICOU NAQUELA
OCASIÃO)

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