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UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA

JOSÉ LUIZ FERREIRA DO AMARAL

SUGESTÃO DO PROGRAMA DE NECESSIDADES


DE UMA OBRA PÚBLICA:
ESTUDO DE CASO

Tubarão
2017
JOSÉ LUIZ FERREIRA DO AMARAL

SUGESTÃO DO PROGRAMA DE NECESSIDADES


DE UMA OBRA PÚBLICA:
ESTUDO DE CASO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


ao Curso de Engenharia Civil da Universidade
do Sul de Santa Catarina como requisito
parcial à obtenção do título de Bacharel.

Orientadora: Prof. Norma Beatriz Camisão Schwinden, Esp.

Tubarão
2017
AGRADECIMENTOS

A professora Norma Beatriz Camisão Schwinden pela paciência na orientação,


incentivo e todos os conselhos que tornaram possível a conclusão desta monografia.
A minha MÃE por sua capacidade de acreditar e investir em mim, seu cuidado e
sua presença deu em muitos momentos, a esperança para seguir.
A todos aqueles que de alguma forma me ajudaram, incentivando ou
desacreditando em meu potencial.
“A persistência é o menor caminho do êxito” (Charles Chaplin).
RESUMO

Por meio do planejamento físico do ambiente, para futura edificação sede de uma instituição,
o programa de necessidades constitui-se no primeiro passo de um projeto. Este trabalho
acadêmico de conclusão de curso, realizado como requisito de graduação do curso de
Engenharia Civil, evidência o planejamento físico de uma nova sede administrativa e propõe
um programa de necessidades para o prédio da Prefeitura municipal de Gravatal, Santa
Catarina. O planejamento do espaço físico para obter a edificação adequada envolve a
preocupação com o conforto das pessoas, flexibilidade do edifício, acessibilidade,
organização, preservação e segurança. O programa de necessidades proposto lista as
exigências que o edifício deve ter, para satisfazer a organização, e baseia-se nas instruções
iniciais dadas pelos Stakeholders (colaboradores) da organização. O intuito do programa aqui
recomendado foi diagnosticar as necessidades atuais de espaço físico da PMG, delinear suas
necessidades futuras e orientar a organização na eventual idealização de uma nova sede.
Foram levantadas informações fundamentadas em pesquisas, sobre os temas:
compatibilização de projetos, projeto de edificações públicas, papel do programa de
necessidades em um projeto, teoria dos stakeholders e breve nota das leis municipais vigentes.
Trata-se de um estudo de caso exploratório qualitativo pela forma de coleta de dados. A
metodologia aplicada resultou do levantamento de dados dos questionários aplicados nas
entrevistas com os colaboradores de cada setor de Prefeitura Municipal. O presente programa
esta dividido em dez seções, o primeiro tópico fornece os objetivos dos quais se realizou esta
pesquisa, o segundo tópico descreve as etapas seguidas para elaboração deste estudo de caso,
o terceiro tópico fornece breve apresentação do Município de Gravatal, objeto do estudo, o
quarto tópico traz os instrumentos utilizados na pesquisa empregada, o quinto tópico expõe os
parâmetros necessários para a elaboração do programa de necessidades, o sexto tópico desvela
a situação da atual sede da prefeitura Municipal de Gravatal, por fim o sétimo tópico,
intitulado diagnóstico, traz consigo o Programa de necessidades elaborado e concluído, tendo
nele todos os pré-requisitos e requisitos sugeridos, ante possível elaboração do projeto desta
nova sede, baseando-se em normas e padrões vigentes e aplicáveis a tal edificação.

Palavras-chave: Programa de necessidades. Obras públicas. Construção civil.


ABSTRACT

Through the physical planning of the environment, for a future building of an institution, the
needs program is the first step of a project. This academic study, carried out as a graduation
requirement of the Civil Engineering course, evidences the physical planning of a new
administrative headquarters and proposes a needs program for the Gravatal City Hall building,
Santa Catarina. The planning of the physical space to get the proper building involves concern
for people's comfort, building flexibility, accessibility, organization, preservation and
security. The needs program by its turn is a thorough list of all the requirements that the
building must have to satisfy the organization, and is based on the initial instructions given by
the organization's Stakeholders. The purpose of the program recommended here was to
diagnose PMG's current physical space needs, to outline its future needs and to guide the
organization in the eventual creation of a new headquarters. Information was gathered based
on research, on the themes: project compatibilization, public buildings project, role of the
needs program in a project, stakeholder theory and a brief note of the current municipal laws.
This is a qualitative exploratory case study for the way data are collected. The applied
methodology resulted from the survey of data of the questionnaires applied in the interviews
with the collaborators of each sector of City Hall. This program is divided into ten sections,
the first topic provides the objectives of this research, the second topic describes the steps
followed to prepare this case study, the third topic provides a brief presentation of the
Municipality of Gravatal, object of the study , the fourth topic presents the instruments used in
the research employed, the fifth topic exposes the parameters necessary for the elaboration of
the needs program, the sixth topic reveals the situation of the current headquarters of the
Municipality of Gravatal, finally the seventh topic, called diagnosis , brings with it the
Program of needs elaborated and completed, having in it all prerequisites and requirements
suggested, in face of possible elaboration of the project of this new headquarters, based on
norms, standards and applicable to such edification.

Keywords: Needs program. Public works. Civil building.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Mapa Municipal de Gravatal ................................................................................... 25


Figura 2 - Brasão e Bandeira do Município de Gravatal .......................................................... 26
Gráfico 1 - Evolução populacional .......................................................................................... 29
Quadro 1 - Questionário do Programa de necessidades .......................................................... 31
Quadro 2 - Dimensionamento da área dos principais setores da sede Administrativa da PMG . 38
Quadro 3 - Atendimento ao público externo ........................................................................... 39
Quadro 4 - Relações do setor de Engenharia ........................................................................... 40
Figura 3 - Diagrama da relação entre os setores ....................................................................... 41
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 9
1.1 JUSTIFICATIVA ................................................................................................................. 9
1.2 OBJETIVO GERAL ........................................................................................................... 11
1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................................. 11
1.4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ....................................................................... 11
1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO ....................................................................................... 12
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...................................................................................... 14
2.1 COMPATIBILIZAÇÃO DE PROJETOS .......................................................................... 14
2.2 PROJETO DE EDIFICAÇÕES PÚBLICAS ..................................................................... 16
2.3 PAPEL DO PROGRAMA DE NECESSIDADES EM UM PROJETO ............................ 18
2.4 TEORIA DOS STAKEHOLDERS .................................................................................... 19
2.5 LEIS MUNICIPAIS VIGENTES ....................................................................................... 20
3 ESTUDO DE CASO ............................................................................................................ 24
3.1 OBJETO DO ESTUDO DE CASO .................................................................................... 24
3.2 ETAPAS DO ESTUDO DE CASO ................................................................................... 24
3.3 BREVE APRESENTAÇÃO DO MUNICÍPIO DE GRAVATAL .................................... 24
3.3.1 Histórico do município .................................................................................................. 25
3.3.2 Dados econômicos .......................................................................................................... 26
3.4 INSTRUMENTOS PARA A PESQUISA .......................................................................... 27
3.5 O PROGRAMA DE NECESSIDADES ............................................................................. 28
3.5.1 Caracterização e dimensionamento ............................................................................. 28
3.5.2 Setorização e construtibilidade .................................................................................... 28
3.6 A PESQUISA ..................................................................................................................... 29
3.7 SITUAÇÃO ATUAL ......................................................................................................... 31
4 DIAGNÓSTICO .................................................................................................................. 33
4.1 QUADRO DE ÁREAS....................................................................................................... 36
4.2 ACESSO DE PESSOAS EXTERNAS .............................................................................. 37
4.3 RELAÇÃO DE COMPATIBILIDADE ENTRE OS SETORES ....................................... 38
4.3.1 Termo do programa necessidades ................................................................................ 41
5 CONCLUSÃO...................................................................................................................... 42
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 43
9

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho busca elaborar os requisitos essenciais para a formulação de projeto


para a futura sede administrativa de uma prefeitura de pequeno porte na cidade de Gravatal,
Santa Catarina. A partir da realização de um estudo de programa de necessidades e pré-
requisitos, se tem a visão abordar a viabilidade e gestão do processo de uma edificação e da
elaboração de um diagnóstico da situação atual do sistema produtivo dentro da organização
estudada.
A fim de alcançar os resultados almejados, o trabalho realizou uma pesquisa
bibliográfica, ida ao campo e uma pesquisa dinâmica qualitativa, na forma de questionário,
para viabilizar todas as necessidades da organização, na tornando possível embasar e a
contrastar no estudo de caso.
Assim o estudo realizado neste trabalho, bem como a revisão dos conceitos
estudados, tem a intenção de captar informações a serem anexadas ao programa de
necessidades a ser proposto para o desenvolvimento dos projetos do centro administrativo,
nova sede, tendo em vista o aperfeiçoamento e otimização do mesmo e dos serviços
oferecidos a população do município.

1.1 JUSTIFICATIVA

Desde os meados do século XX com a vinda do modernismo, o homem buscou


ainda mais a compreensão dos processos de criação para atingir ao máximo os seus processos
projetivos.
A fim de encontrar solução para as grandes mudanças econômicas geradas na
época, como Banham (1962, apud DONATO, 2014, p. 95) afirmou, “O Brasil foi o primeiro
país a criar um estilo nacional de arquitetura moderna”.
A partir deste período viu-se a importância em realizar projetos embasados e com
forte planejamento, creditando valor às palavras do grande estrategista Winston Churchill
“aqueles que planejam obtém melhores resultados do que aqueles que não planejam, ainda
que raramente sejam aderentes ao planejado” (GPBEGINNER, 2015, p. 1).
A partir deste século, XX, viu-se amplamente conhecido que o nível de
desenvolvimento econômico de um país depende estreitamente do nível de investimento que
se realiza e onde ele é aplicado. A construção em geral está entre os setores que nas condições
10

particulares dos países em desenvolvimento têm um dos maiores multiplicadores da economia


(MASCARÓ; MASCARÓ, 1981), implicando ainda mais no fundamento de obras bem
projetadas e gerenciadas, principalmente as consideradas públicas.
O projeto é de fundamental importância, pois planejar uma obra implica em
realizar algo que nunca foi feito antes.
Conforme a norma ISO 9000 o projeto “consiste em conjunto de processos que
transformam requisitos em características especificadas ou na especificação de um produto,
processo ou sistema” (ABNT, 2000, p. 1) comparando com a norma ISO 9001 que cita que
“os estágios de um projeto e desenvolvimento devem demarcar importantes degraus, ao
mesmo tempo em que marcam o ritmo de progresso do projeto, baseado no atendimento aos
requisitos do projeto e desenvolvimento” (ABNT, 2015, p. 1).
Seguindo um dos maiores arquitetos projetistas do século passado, Louis I. Kahn
(MONTANER, 2013, p. 63) existem três estágios básicos de um projeto:
a) inicial e que define o projeto;
b) introdução da ordem;
c) desenho, decidindo e definindo as qualidades de cada espaço.

Assim, para Franco e Agopyan (1993), é na fase de elaboração do projeto que são
definidos os rumos que guiam o mesmo a uma repercussão na qualidade dos
empreendimentos.
Segundo Gamenson (1996), o estágio inicial do processo de projeto, onde os
clientes comunicam sua percepção de necessidades e expectativas, é um dos estágios mais
críticos do ciclo de vida de um projeto.
Alguns problemas enfrentados pelas organizações e que comprometem o
planejamento são apresentados por Subramoniam e Krishnankutty (2002) como pouco
compromisso, a falta de dados e a capacidade de programar a estratégia.
Partindo das informações obtidas, propôs-se um estudo que visa analisar as
influências diretas e indiretas da organização, como é conhecido com o termo Stakeholder,
que de acordo com Freeman (1984, p. 46) é qualquer grupo ou indivíduo que pode afetar ou é
afetado pela realização dos objetivos da organização, que permita delinear um projeto que
esteja mais próximo possível da necessidade do município. Para que um empreendimento
aconteça é necessária uma análise criteriosa, em virtude disso este trabalho tem pretensão de
11

contribuir com o projeto da sede própria da prefeitura municipal da cidade de Gravatal, Santa
Catarina.

1.2 OBJETIVO GERAL

Estabelecer requisitos e exigências a serem seguidas e aprofundadas em um plano


projetual, se adequando a organização, para que de fato o projeto da nova sede atinja as
necessidades futuras e atuais da Prefeitura Municipal de Gravatal.

1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Para alcançar o objetivo geral, delinearam-se os objetivos específicos como


seguem:
a) Demonstrar a importância de um estudo de caso aprofundado na realização de
um projeto;
b) Proceder à revisão bibliográfica sobre os temas de compatibilização de
projetos, programa de necessidades, stakeholders, projetos em edificações publicas
e as Leis vigentes no Município em questão;
c) Apresentar o município em questão estudado, ditando suas características
principais;
d) Demonstrar a pesquisa realizada e utilizada na elaboração do estudo;
e) Propor pré-requisitos e requisitos a serem seguidos na elaboração do projeto,
de acordo com o estabelecido no programa de necessidades.

1.4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A metodologia utilizada irá se respaldar em uma pesquisa exploratória qualitativa


pela forma de coleta de dados na organização prefeitura Municipal de Gravatal, cumprindo
com os objetivos geral e especifico do presente trabalho.
Por ser um tipo de pesquisa muito específica, sempre ela assume a forma de um
estudo de caso (GIL, 2008).
12

Para Stake (1994 apud ROESCH, 1999, p. 197) é a escolha de um objeto a ser
estudado, sendo capaz ainda de ser único ou múltiplo quando estudado e a unidade de analise
pode ser de um ou mais indivíduos.
Para Creswel (2007, p. 186) visão estimativa, o ambiente natural é a fonte direta
de dados e o pesquisador, o principal instrumento, sendo que os dados coletados são
predominantemente descritivos. Além disso, o autor destaca que a preocupação com o
processo é muito maior do que com o produto, ou seja, o interesse do pesquisador ao estudar
um determinado problema é verificar como ele se manifesta nas atividades, nos
procedimentos e nas interações cotidianas, essenciais para a organização em estudo.
Já Lakatos e Marconi (1991) definem estudo de caso como a análise de
determinados objetos, examinando o tema escolhido e observando os fatores que o
influenciaram.
O método de trabalho foi utilizado para agregar informações a fim de compor,
organizar e esquematizar um material completo, retificado, e principalmente útil às partes
envolvidas na Prefeitura municipal, visando um futuro projeto bem elaborado e pronto para
atender as necessidades exigidas.
Fontes de pesquisa têm base em artigos, livros e monografias.

1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO

O presente trabalho será estruturado em cinco capítulos para facilitar a sua


compreensão, que serão apresentados da seguinte forma:
O capitulo um trará a introdução, que compreenderá a apresentação do tema da
pesquisa, a justificativa, os objetivos de trabalho, os procedimentos metodológicos e a
estrutura do trabalho.
O capitulo dois apresentará a revisão da literatura sobre temas relevantes:
compatibilização de projetos, projeto de edificações públicas, papel do programa de
necessidades em um projeto e Stakeholders e leis municipais vigentes.
No capítulo três é apresentado o estudo de caso baseado em uma pesquisa
aplicada a plataforma Stakeholders na sede da prefeitura municipal de Gravatal, Santa
Catarina.
O capítulo quatro irá expor os resultados e discussões do estudo de caso.
13

O capítulo cinco elucida qual a conclusão obtida com o desenvolvimento do


presente trabalho, seguido pelas devidas referências bibliográficas.
14

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Neste capítulo o tema será contextualizado a partir de compatibilização de


projetos, projeto de edificações públicas, papel do programa de necessidades em um projeto,
revisão sobre o tema Stakeholders, temas estes utilizados e necessários para dar seguimento,
compor e construir este trabalho.
Tal revisão é de grande relevância para este trabalho, que visa a conclusão de um
curso acadêmico. É nesta etapa, da revisão a que se refere que se definem os conceitos que
serão abordados e o modo em que serão deduzidos de forma a se chegar a necessária
conclusão que este estudo se destina.

2.1 COMPATIBILIZAÇÃO DE PROJETOS

Compatibilização de projetos é a atividade que torna os projetos compatíveis


proporcionando soluções integradas entre as diversas áreas que englobam a formação de um
empreendimento real, construindo melhor, com mais velocidade e custo reduzido.
Graziano (2003) expôs sua linha de pensamento, em que diz, a compatibilidade é
definida como atributo do projeto, cujos constituintes dos sistemas, preencham ambientes que
não conflitam entre si e, além disso, que os dados gerados tenham consistência e segurança
até o final do projeto e obra.
Para a grande maioria dos empreendimentos imobiliários, a atividade de
compatibilização de projetos acontece apenas na fase de elaboração dos projetos, acarretando
alterações onerosas, muitas vezes difíceis de resolver, comprometendo antes de tudo a
qualidade do empreendimento.
Devido os erros originados na etapa de confecção do projeto são encarregados por
60% dos problemas na construção. Grande parte desses erros são gerados por
incompatibilidades entre os projetos de diferentes segmentos (MACIEL; MELHADO, 1996)
Destaca-se que compatibilização de projetos é uma opção para se apurar parte dos
erros originados na etapa de projeto das edificações, obtendo-se gerenciar e integrar os vários
projetos de determinada obra, direcionando o perfeito ajuste entre os mesmos, com o objetivo
de menosprezar os conflitos presentes, facilitando-se a execução, otimização e racionalização
dos materiais, o tempo, a mão de obra e pôr fim a manutenção (CALLEGARI, 2007).
15

Procurando a redução da imprevisibilidade, visando sintetizar gastos inesperados


e retrabalho, assim tendo, uma melhor produtividade ajustando-se aos paradigmas normativos,
empresas e organizações utilizam de procedimentos e técnicas como a compatibilização de
projetos.
A compatibilização nasce a partir do projeto arquitetônico, não impedindo sua
flexibilidade no desenvolvimento compatível com os demais projetos e serviços. Segundo
Gehbauer (2002) O processo de coordenação de projetos apresenta, na maior parte dos casos,
a seguinte estrutura:
a) arquitetônico;
b) estrutural;
c) elétrico;
d) hidráulico;
e) outros projetos.

Assim, o bom empreendimento deve ser uma composição desses vários objetos,
de forma a atender de maneira satisfatória a todos eles. Daí a grande dificuldade do projeto de
compatibilizar os vários aspectos envolvidos.
Para responder a esses desafios, cada vez mais complexos em si mesmos, são
mobilizados diferentes profissionais com formações especializadas em diferentes áreas
relacionadas ao negócio, ao produto e à sua construção. Isto faz com que a concepção e o
desenvolvimento dos edifícios sejam parte de um processo coletivo, desempenhado por
grupos de projetistas especialistas, mediados por restrições regulamentares e normativas do
poder público.
Os diversos agentes mobilizados configuram, por sua vez, equipes temporárias de
projeto, constituídas por diferentes empresas ou pessoas que em muitos casos vão trabalhar
em conjunto uma única vez no projeto de um empreendimento único (HUOVILA et al. 1994).
O objetivo é obter um conjunto harmônico de projetos que possam atender aos
requisitos programados, técnicos e financeiros do contratante.
16

2.2 PROJETO DE EDIFICAÇÕES PÚBLICAS

Dar início a uma obra sem projetá-la adequadamente poderá trazer sérios
problemas na sua execução, tanto na edificação quanto na sua finalidade, restringindo seu
adequado uso.
A criatividade solta, sem peias, pode gerar ideias fantásticas. Segundo Novais
(1985) uma vez engendradas as concepções em nossa mente, vem à fase da concretização das
mesmas. Na engenharia não baste ter ideias geniais; é preciso que sejam factíveis dentro das
limitações e necessidades.
Ressalta-se assim que “projeto é um esforço temporário empreendido para criar
um produto, serviço ou resultado exclusivo” (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE
2008).
Stemmer (1982) afirmou em seu livro que a função do projetista é conceber e
exprimir, através de especificações, com base em uma atividade intelectual e artística e com
aplicação de conhecimentos científicos, a forma e as dimensões, dos produtos da técnica, de
modo que estes preencham não só as condições fixadas pela sua finalidade, mas também os
requisitos de execução.
No que concorda Melhado (1994), quando define que o projeto é uma atividade
ou serviço que faz parte do processo da construção. Além disso, destaca-se, o projeto é
responsável pelo desenvolvimento, organização, registro e transmissão das características
físicas e tecnológicas de uma determinada obra, que serão consideradas na fase da execução.
De acordo com (RODRIGUES, 1992 apud ALGAYER, 2014) projeto é um
processo que passa pelas etapas de idealização, simulação e implantação, com o objetivo de
trazer as ideias para a realidade.
Conforme Fabrício (2002), o processo de projeto engloba todas as decisões e
formulações que tem como objetivo fornecer subsídios para a criação e a produção de um
empreendimento. Esta definição abrange desde a montagem da operação imobiliária, seguido
pela definição do programa de necessidades, o projeto do produto, o desenvolvimento da
produção, o projeto as built e até a avaliação da satisfação dos clientes com o produto.
Para alcançar o produto final, ou seja, o projeto de execução de obra pública, a
sequência de ações de um projeto deverá ser gerenciada conforme as práticas do Project
Management Institute (2008) ressaltado anteriormente, estruturando-se com início,
planejamento, definição.
17

Cada projeto tem um ciclo de vida desencadeado pelo reconhecimento das


necessidades que pode melhor determinar a construção de uma instalação. Numa sociedade
complexa, é muito diversificado o número de entidades que geram necessidades que definirão
o ambiente construído.
Órgãos públicos como prefeituras costumam investir em infraestrutura para
melhorar a qualidade de vida da população (HALPIN; RONALD, 2004).
Obra pública é considerada toda construção, reforma fabricação, recuperação ou
ampliação de bem público. Ela pode ser realizada de forma direta, quando a obra é feita pelo
próprio órgão ou entidade da Administração, por seus próprios meios, ou de forma indireta,
quando a obra é contratada com terceiros por meio de licitação (MANUAL DE OBRAS
PÚBLICAS, 2014).
Ainda o mesmo manual de obras públicas diz que, por envolver várias etapas
como: Programa de necessidades, Projeto, Licitação, Pós-licitação, Contratação, obras
públicas requerem uma atenção superior a obras convencionais.
Os projetos têm que ser formatados de acordo com as leis, decretos, regulamentos,
portarias e normas federais, estaduais/distritais e municipais direta ou indiretamente cabíveis a
obras públicas, e em concordância com as normas técnicas devidas (MANUAL DE OBRAS
PÚBLICAS, 2014).
Assim sendo, os princípios básicos a serem considerados e fundamentados na
elaboração dos projetos de obras públicas, juntamente com as necessidades de atendimento ao
público, além de observar as características e condições do local de execução dos serviços ou
obra e seu impacto ambiental, tem de considerar os seguintes requisitos:
a) Segurança;
b) Funcionalidade;
c) Adequação ao interesse público
(MANUAL DE OBRAS PÚBLICAS, 2014).

Sendo uma obra de edificação pública, ou não, se tem sob o domínio da ABNT-
NBR 13532:1995 - Elaboração de projetos de edificações Arquitetura, utilizada e seguida
minuciosamente neste trabalho, parafraseando esta ABNT-NBR, “esta norma fixa as
condições exigíveis para a elaboração de projetos de arquitetura para a construção de
edificações” (ABNT, 1995, p. 1).
18

Dentre as etapas sugeridas na NBR 13532, está o programa de necessidades,


juntamente com o levantamento de dados para a arquitetura – LV-ARQ.
Ressaltando-se que tal obra é de interesse e atendimento ao público e população,
que é objetivo desse estudo de caso, não poderia deixar de seguir as Normativas adequadas
para dar inicio e conclusão ao projeto solicitado.

2.3 PAPEL DO PROGRAMA DE NECESSIDADES EM UM PROJETO

O programa de necessidades está associado a uma importante contribuição na


elaboração de projetos arquitetônicos, está ligado diretamente à eficácia de atender ou não, a
exigências do contratante, neste caso é, um programa de necessidades atencioso aos requisitos
é um ponto fatal para agradar o cliente.
Enfatizando Kamara, Anumba e Evbuomwan (2001), para o desenvolvimento de
um projeto que satisfaça as necessidades e anseios dos clientes, a primeira condição é a
existência de um bom programa de necessidades, claro e sem ambivalências.
Em arquitetura, o processo de projeto também se inicia com o levantamento das
características e exigências do cliente e do contexto.
A ordem de um projeto inicia-se no levantamento das características e exigências
da organização ou cliente, isso significa que programa de necessidades está ligado
diretamente ao projeto e programa arquitetônico. Creditando valor as palavras de Kahn citado
anteriormente, afirmava que “o programa de necessidades, não é necessariamente arquitetura,
e sim instruções a serem seguidas e que podem sim ser alteradas durante o processo de
projeto” (KAHN IN RONNER et al, 1977, p. 325 apud TAVARES FILHO; LASSANCE,
2008, p. 5).
“O programa deve ser expresso de modo sintético, através de quadros e
diagramas, e apoiado por uma documentação completa, reunida durante os estudos das
condições que determinam os propósitos do edifício a ser projetado” (MOREIRA;
KOWALTOWSKI, 2009, p. 31).
Segundo a NBR 13531, o programa de necessidades é definido como: etapa
destinada à determinação das exigências de natureza ordenada ou de desempenho,
necessidades e expectativas dos usuários, a serem correspondidas pela edificação a ser
idealizada (ABNT, 1995).
19

Kamara, Anumba e Evbuomwan (2001) ainda enfatizam, que o relacionamento


indireto de muitos projetistas com o programa de necessidades, acaba resultando em soluções
que provavelmente não correspondam às necessidades dos clientes, limitando a possibilidade
de diversos projetistas com o problema original, uma vez que eles partem de soluções
previamente definidas e não de um elenco de necessidades.
De acordo com o Manual de Obras Públicas (2014), antes de iniciar o
empreendimento, devem-se levantar suas principais necessidades, definindo o universo de
ações e empreendimentos que deverão ser relacionados para estudos de viabilidade. Em
seguida, é necessário que a administração estabeleça as características básicas de cada
empreendimento, tais como: fim a que se destina, futuros usuários, dimensões, padrão de
acabamento pretendido, equipamentos e mobiliários a serem utilizados, entre outros aspectos.
Deve-se considerar, também, a área de influência de cada empreendimento, levando em conta
a população e a região a serem beneficiadas.
Da mesma maneira, precisam ser observadas as restrições legais e sociais
relacionadas com o empreendimento em questão, isto é, deve ser cumprido e seguido o
Código de Obras Municipal.
Em sua tese Daniel de Carvalho e Doris Catherine, concluem que o programa de
necessidades é um componente indispensável para atingir a qualidade no processo de projeto
e concepção, e não deve apenas abranger a uma lista de ambientes e tamanhos, e sim
informações claras e objetivas, que farão diferença ao concluir a construção (MOREIRA;
KOWALTOWSKI, 2009).
Ainda Moreira e Kowaltowski (2009, p. 31) afirmam:

Uma vez identificado como uma fase do processo de construção do edifício, o


programa transforma uma relação importante de informações e dados sobre a futura
edificação em exigências claras que o projeto deverá cumprir. Assim, espera-se da
fase seguinte e de seus atores um comprometimento em relação às orientações
definidas, na mesma medida em que a construção deve se comprometer com o
projeto do edifício.

2.4 TEORIA DOS STAKEHOLDERS

Inegavelmente pode-se afirmar que o vínculo entre sociedade e organização está


cada dia mais diverso e alterado, tendo visto as grandes mudanças mundiais provocadas pela
revolução tecnológica e aproximação dos mercados financeiros dos países. Eis que surge
como saída para tais mudanças um processo de gerencia com origens sociológicas, que visam
20

um equilíbrio entre sociedade e organização, tendo seu principal fundamento a


responsabilidade social.
Outra particularidade dos stakeholders é sua natureza relacional. Neste sentido
Pesquex e Damak-Ayadi (2005) definem, a teoria dos stakeholders retrata-se como uma teoria
das organizações que propõe um modelo relacional, interligando grupos, indivíduos,
comunidade, empresa, instituições estaduais e municipais.
Resumidamente, stakeholders são todos os envolvidos e afetados em um processo,
seja um projeto, negócio ou missão.
Segundo Keil e Carmel (1995) os processos e projetos bem sucedidos são os que
apresentam uma ligação direta e aprofundada com seus clientes.

O exemplo clássico de gestão de stakeholders bem-sucedida foi o lançamento do


homem à Lua, que tinham várias partes interessadas, incluindo o presidente dos
EUA, o Congresso, os russos, a imprensa, a NASA e, é claro, os astronautas. Todas
estas partes tinham a ganhar ou perder, com o sucesso ou insucesso do
empreendimento. O feito, que naquela época foi considerado praticamente
impossível, aconteceu com sucesso total, em boa parte, devido à boa gestão dos
stakeholders (REVISTA DO 4º CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO DO
MINISTÉRIO PÚBLICO, 2014, p. 16).

Procedendo as diretrizes de que todas as ações das empresas são influenciadas


pelos seus Stakeholders, é necessário conhecê-los, para formular estratégias compatíveis com
o seu campo de atuação, como foi demonstrado nesta revisão, é fator primordial para o
sucesso do projeto a definição da forma de comunicação que será realizada com as partes
interessadas – stakeholders – garantindo que essa comunicação ocorra de forma eficaz,
suficiente e pró ativa quando necessária.
Portanto, é seguro afirmar que a obediência a esta forma proposta pela pesquisa de
se realizar a identificação das partes interessadas – stakeholders – de um projeto certamente
conduzirá a entregar um documento confiável e que servirá como base para a elaboração do
projeto.

2.5 LEIS MUNICIPAIS VIGENTES

Para dar seguimento a um projeto dentro do município, deve estar dentro das leis
municipais vigentes: Código de Obras e Plano diretor Emergencial. Visando facilitar o acesso
e o conhecimento das leis do Município, a Prefeitura Municipal demonstra transparência e
retidão com o acervo online da legislação.
21

Com sua ultima retificação em 2012, o Plano Diretor Emergencial traz as


principais leis vigentes do Município de Gravatal, prevalecendo sob as demais, a Lei
Ordinária nº 1574/2012 de 26 de novembro de 2012 “altera o plano diretor emergencial nas
Leis nº 643/1995; Lei nº1480/2011, em artigos e seus adendos no perímetro urbano do
município” e “altera Lei de nº 643/95, seu artigo 1º nos itens a.5; b.1; e.5 do Plano diretor
Emergencial, para fins de regularização, retificação, re-rratificação de loteamentos,
desmembramentos, construções ou edificações já executadas e concluídas” (LEGISLAÇÃO
MUNICIPAL DE GRAVATAL, 2012).
Dentre as alterações e ratificações, muitas são relevantes na realização deste
projeto, como tais:

Art. 2º - Diretrizes de uso e ocupação de solo:


A 1 – Índice de Aproveitamento do terreno: A área global e total especificada nas
plantas será de no máximo 4,5 (quatro virgula cinco) vezes a área do terreno.
A 2 – Taxa de ocupação do Terreno: A área levada em conta, para analise da taxa de
ocupação do terreno, é a área do pavimento térreo projetada no terreno.
A 2.1 – Quanto a edificação do subsolo, estiver abaixo do nível da rua de acesso a
edificação, poderão ser construída e edificado 100% do terreno.
A 2.3.1 – Poderão ser construído e edificado 100% do terreno quando no pavimento
térreo, for construído e edificado salas, lojas, destinados ao comercio, e acesso de
garagem, deposito para subsolo.
A 3.1 – Quanto a edificação (es) do pavimento(s) no subsolo, não será necessário
deixar recuos para edificação construídas abaixo do pavimento térreo, desde que a
laje do forro do pavimento subsolo fique ao nível da rua e do hall de acesso de
entrada do prédio.
A 3.3.2 – Edificações com janelas e sacadas, deverá ter recuo frontal de 2,50 metros
do alinhamento do passeio, e recuos de fundos e laterais de 1,50 metros da extrema.
A 3.3..3 – Edificações sem aberturas de janelas poderão ser edificado na extrema de
laterais e fundos.
A 3.3.4.1 – Poderá ter um único acesso de pedestres ao prédio (hall de entrada),
poderá ter um único acesso ao prédio ou pela rua do município ou rodovia SC-370,
ou um acesso para cada.
A 3.3.4.2 – Poderá ter um único acesso de automóveis ao prédio, para a garagem,
sendo este acesso pela rua do município ou rodovia, e ou ter acesso ambas as ruas
(rua e rodovia).
A 3.4 – Quando for construídos e edificados em terrenos na margem da Rodovia SC-
438, hoje Rodovia SC-370:
- Recuo Frontal, deverá ser respeitado a faixa de domínio do Estado hoje é de
20,00metros do eixo da Rodovia.
- Recuos Laterais e Fundos deverão ser respeitados as normas do Município.
A.3.5 – Edificações Comerciais a serem construídas no alinhamento das edificações
existentes:
Em todas as edificações no pavimento térreo que serão destinados ao comercio,
deverá prever:
-Marquise de concreto ou em estrutura metálica com avanço de no mínimo de
1,20metros.
-A altura da marquise até ao passeio deverá ser de h=3,50metros.
-Deverão ficar afastado no mínimo 0,70metros do alinhamento do meio fio a rua, em
razão do estacionamento de caminhões e ônibus, se não puder atender o afastamento
22

de 0,70 metros do meio fio, então deverá efetuar recuo na edificação para atender o
referido afastamento.
A 4.1 – Quanto ao número de pavimentos da edificação:
- Pavimento térreo (hall de entrada do prédio), mais quatro pavimentos.
- O(s) pavimento(s) no subsolo, não é levado em conta, para cálculo do numero de
pavimentos permitidos nesta legislação.
A 4.2 – Quanto à altura da edificação do pavimento térreo até laje do último
pavimento:
- Altura máxima permitida no prédio é de 18,00metros, medidos do nível do piso do
hall de entrada ao nível da rua até a parte superior da laje de forro do quinto
pavimento.
- As alturas dos volumes da caixa d água, casa de máquina, telhado não entrarão no
cálculo da altura máxima de 18,00 metros.
- Caso os cinco pavimentos, contados a partir do piso do pavimento térreo até a parte
superior da laje de forro do quinto pavimento não atingir 18,00metros, não será
permitido criar o sexto pavimento dentro dos 18,00metros, mesmo com acesso em
escada interna do quinto para o sexto pavimento, ou por elevador.
A 4.2.1 – Pavimento térreo destinado a sala e ou loja com sobre loja, (hall de entrada
do prédio), acesso do subsolo e ou acesso da garagem:
- Quando for sala ou loja sem sobre loja, destinado ao comercio, a distância entre o
piso e a parte inferior da laje de forro do pavimento chamada de pé direito.
- Deverá ter no mínimo o pé direito de 4,00metros, para sala/loja/salão comercial
com uma área acima de 70,00m².
- Deverá ter no mínimo o pé direito de 3,50 metros, para sala/loja com uma área até
70,00m².
- Quando for sala ou loja com sobre loja, destinado ao comercio, a distância entre o
piso e a parte inferior da laje de forro do pavimento chamada de pé direito, deverá
ser de no mínimo, chamado de pé direito de 5,60metros.
- Quando for sala ou loja com sobre loja, destinado ao comercio, a distancia entre o
piso e a parte inferior da laje de forro de cada pavimento chamada de pé direito,
deverá ser de no mínimo de 2,60metros para loja e 2,60metros para sobre loja
(mezanino).
A 4.2.4 – Deverá ser edificado em torno de 50% (cinquenta por cento da área da
edificação do pavimento térreo), com frente para rua do município, com altura
máxima de 18,00metros com 05 pavimentos; o restante a área permitida para
edificação do pavimento térreo, com frente para rodovia SC-370 e poderá ser
edificado com altura máxima de 18,00metros com 05 pavimentos acima do nível da
rodovia, os andares inferiores (subsolo) não será contados, para o nº máximo de
pavimentos.
A 4.2.5 – Edificações edificadas em terrenos com duas frentes, o nº de pavimentos
do subsolo, não serão computados, desde que tenha acessos de automóveis ao
prédio, para a garagem, onde terá subsolo.
A 7 – Calçadas, Passeios e Rampas de Acessos:
- Toda edificação nova, edificada destinada ao uso comercial ou residencial, deverá
ser previsto a execução de calçadas, passeios e rampas em frente ao prédio
executado que deverá ser adequado para os portadores de deficiência.
- Deverá atender as normas e critérios básicos da acessibilidade das pessoas
portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida a edificações, mobiliário,
espaço e equipamento urbano, aos portadores de necessidades especiais de acordo
com normas da ABNT-NBR-9050 de 30/06/2004, em conformidade da LEI
FEDERAL Nº 10.098 de 19/12/2000, obedecendo ao conceito de acessibilidade
universal correta.
- As calçadas, rampas e acessos, deverão respeitar as inclinações, as larguras, e os
revestimentos com piso adequado conforme, exigência da norma NBR e a Lei
Federal (LEGISLAÇÃO MUNICIPAL DE GRAVATAL, 2012, p. 1).
23

Sendo assim, fica evidente a importância de um código de obras juntamente com


o plano diretor, bem estruturados, dando condições e suporte de entendimento pelas partes
interessadas em futuras edificações dentro dos limites municipais, suporte esse de suma
importância neste projeto.
24

3 ESTUDO DE CASO

É demonstrado, neste capítulo, o estudo de caso. O presente estudo foi realizado,


por meio da elaboração do programa de necessidades de uma futura obra pública, localizada
no munícipio de Gravatal.

3.1 OBJETO DO ESTUDO DE CASO

A obra em questão é uma sede para a Prefeitura Municipal de Gravatal, este


respectivo estudo teve como função a elaboração do programa de necessidades desta nova
sede, tenda em vista um bom aproveitamento do local, adequada utilização dos espaços,
principalmente das necessidades para atender a população, seguindo as normas de
acessibilidade e código de obras vigente do município em questão.

3.2 ETAPAS DO ESTUDO DE CASO

Ordenou-se o processo de pesquisa em três etapas como segue:


1ª Etapa – Com a intenção de entender as características do município onde a obra
será executada, elaborou-se uma breve apresentação município de Gravatal. Para isso, foi
escolhida uma edificação a ser construída no município para abrigar a parte administrativa da
Prefeitura Municipal.
2ª Etapa – Buscou-se elaborar um questionário do programa de necessidades, que
pudesse dar clareza nas informações colhidas e abordadas, tornando mais hábil o processo de
identificação das necessidades.
3ª Etapa – Foi implantada a pesquisa nos stakeholders, colaboradores, da
organização, selecionados dentre os setores dentro da própria Prefeitura. Por fim realizada a
coleta e agrupamentos das informações, tornando possível a conclusão deste projeto.

3.3 BREVE APRESENTAÇÃO DO MUNICÍPIO DE GRAVATAL

A cidade de Gravatal está localizada ao Sul do Estado, na posição geográfica de


28°19'51"S e 49°02'06"W, possui como municípios limítrofes: Armazém, ao norte, Imaruí e
Laguna, a leste, Braço do Norte e São Ludgero, a oeste e, Tubarão e Capivari de Baixo, ao
25

Sul. Como se observa na figura 1 seguinte. O município possui uma área de 164,57 km², e,
encontra-se a 18 metros do nível do mar. O clima é temperado, com uma temperatura média
anual entre 18ºC e 27ºC (PREFEITURA MUNICIPAL DE GRAVATAL, 2017).

Figura 1 – Mapa Municipal de Gravatal

Fonte: IBGE, (2017a, p. 1).

3.3.1 Histórico do município

Como é sabido, Santa Catarina, antes de sua colonização pelo homem branco, era
habitada por indígenas da grande nação Tupi-Guarani. Os Botocudos, os Bugres e os
Xoclengs habitavam os vales litorâneos e as encostas do Planalto, no sudeste de Santa
Catarina, região onde hoje se situa Termas do Gravatal (FREITAS, 2005).
Ressalta-se que para Duarte (2001, p. 19), o povoamento de Gravatal está ligado à
crise que a Europa estava sofrendo, "o Brasil representava a terra prometida - Canaã - então o
governo europeu incentivou a saída das pessoas para o nosso país".
Assim é que se têm registros de que a colonização estrangeira foi introduzida nos
anos de 1880 a 1885, com a chegada das famílias de Jacob May, Adolfo Kindermann e José
Knabben, de origem alemã. A colonização Italiana chegou mais tarde por volta de 1910, onde
se destacam os Srs. Pedro Zappelini, Estevão Grasso e outros que fundaram a colônia até hoje
existente em São Miguel (TRAVASSOS; PALMEIRA, 1992, p. 24).
26

Figura 2 - Brasão e Bandeira do Município de Gravatal

Fonte: MBI, (2017, p. 1).

O distrito de gravatá, como era chamado em homenagem a uma planta local


abundante, uma espécie de bromélia, emancipou-se de Tubarão pela lei Estadual nº 802 de 20
de dezembro de 1962, dando origem à hoje conhecida, cidade de Gravatal.

3.3.2 Dados econômicos

Distante 158 km de Florianópolis em um belíssimo vale entre a serra e o mar


cercado por natureza, segurança e tranquilidade, esta é a capital Catarinense das Águas
Hidrominerais, Gravatal com excelente infraestrutura, Termas do Gravatal é o maior
complexo hidrotermal do sul de Santa Catarina. Um verdadeiro centro de tratamento de saúde,
relaxamento e qualidade de vida para os visitantes. Cidade tranquila de gente acolhedora
recebe cerca de 500 mil visitantes durante o ano inteiro (PREFEITURA MUNICIPAL DE
GRAVATAL, 2017).
Hoje tendo economia baseada em turismo, Gravatal tem mais de 240 lojas, grande variedade
de hotéis e lazer (PREFEITURA MUNICIPAL DE GRAVATAL, 2017).
Tendo PIB – Produto Interno Bruto – estimado em R$ 146.727.000 e 11.394
habitantes e densidade demográfica de 64,55 habitantes por km², Gravatal atinge IDH de
0,757 ficando atrás de suas cidades limítrofes, como Braço do Norte com IDH 0,778 e
Armazém com IDH 0,770 (IBGE, 2017b).
27

Gráfico 1 - Evolução populacional

Fonte: IBGE, 2017b.

Gravatal é umas das 18 cidades participante da AMUREL, Associação dos


Municípios da Região de Laguna, entidade que hoje busca integração político-administrativa,
econômica e social dos municípios, que tem forte influência no desenvolvimento
infraestrutural dos municípios associados.

3.4 INSTRUMENTOS PARA A PESQUISA

O instrumento de coleta de dados utilizado nessa pesquisa foi à aplicação de um


questionário, a fim de criar juntamente com as pessoas envolvidas e afetadas, diretrizes para o
desenvolvimento do programa, o que é chamado de Stakeholder, já fundamentado
anteriormente.
Está pesquisa dinamizada na plataforma de Stakeholders, teve papel
definitivamente importante ao estudo de caso, possibilitando conhecer a organização e as
necessidades de seus respectivos colaboradores. Tendo em vista que estes representam a
comunidade dentro da Prefeitura, sendo os mesmos capazes de apontar adversidades, tendo
em vista os seus aperfeiçoamento e aprimoramento dos resultados almejados em prol da
população Gravatalense.
28

3.5 O PROGRAMA DE NECESSIDADES

Com base nas informações levantadas ao decorrer deste trabalho, viu-se a


necessidade de sistematizar as informações colhidas e obtidas na pesquisa, a fim de orientar e
organizar as ideias.
Deste modo foi usada a seguinte organização, tendo como inspiração o artigo O
programa de necessidades, Importante etapa metodológica de aproximação e desenvolvimento
do projeto arquitetônico, do Prof. Dr. Paulo Corrêa, que o sistematizou de maneira a
simplificar o entendimento e agrupamento da mesma, dando garantia de que todos os dados
captados sirvam e conduza tal projeto, dividido em etapas importantes, adequando ela a este
trabalho utilizou-se tais itens:

3.5.1 Caracterização e dimensionamento

a) Caracterização das atividades funcionais: Conhecer os setores existentes e


necessários, entender as peculiaridades e rotinas desenvolvidas em cada
espaço, visando apropriar às futuras instalações as necessidades usuais de cada
setor;
b) Caracterização dos usuários: Conhecer para quem se vai projetar e suas
necessidades é fundamental, ressalta-se a importância de identificar
necessidades especiais tais como: ambientes para atendimento ao publico,
ambientes normatizados pela ABNT-NBR 9050:2015;
c) Caracterização do mobiliário: Correlatar as necessidades de cada ambiente,
bem como o tipo de mobiliário adequado e preferencial, oque irá contribuir
como resultado para a definição das medições;
d) Acréscimos de ambientes: verifica-se a necessidade de introduzir espaços
complementares aos setores e ambientes já existentes.

3.5.2 Setorização e construtibilidade

a) Relação de compatibilidade entre os ambientes: Nesta etapa tem-se objetivo


de relacionar os espaços por meio de duas relações, proximidade e separação.
29

b) Relação de acesso a pessoas externas: Relacionar e organizar quais setores tem


rotineiramente acesso, atendimento a pessoas externas e ao público.
c) Sustentabilidade: Conhecer a partir dos Stakeholders, sugestões para o projeto,
que englobem o meio ambiente e sua preservação.

Logo, faz parte do programa determinar os principais tópicos do projeto, segundo


os valores identificados, e apresentá-los de modo claro e preciso, Ressaltando que esta analise
não se aplica em todos os ambientes e setores.
Finalmente, o programa deverá apresentar dados confiáveis, organizados de forma
concisa e clara, de modo que revele e convença as autoridades Municipais da necessidade de
mudança do espaço físico da atual sede da PMG, através da construção, ampliação ou reforma
da mesma.

3.6 A PESQUISA

Os objetivos de uma pesquisa têm o papel de nortear, bem como, permite entender
o que o pesquisador fez em seu trabalho, possibilitando ao pesquisador aumentar seus
conhecimentos sobre o assunto ou tema tratado.
A partir de toda a discussão gerada, foi elaborada a pesquisa qualitativa de forma
abrangente, resumida e de fácil compreensão. Sendo esta aplicada aos diversos setores que
hoje compreendem a atual edificação, que nos dias de hoje é uma edificação locada.
Ficando a partir daí definidas claramente todas as atividades exercidas no
empreendimento, contendo as descrições, características, áreas e dimensionamentos
preliminares de todos os itens abordados.
Sendo assim, segue o questionário para a pesquisa empregada.

Quadro 1 - Questionário do Programa de necessidades


Questionário do programa de necessidades, implantado sob a didática Stakeholders na
organização Prefeitura Municipal de Gravatal.

 Qual seu setor, e a que ele se destina?

 Seu setor tem um automóvel? Se sim, Quantos?

 Quais as relações de compatibilidade ou incompatibilidade existente entre os setores


30

ou ambientes, Assinalem os setores que tem relação diária ao seu:

( ) Engenharia
( ) Licitação
( ) Gabinete do Prefeito
( ) Contabilidade
( ) Assessoria Jurídica
( ) Promotoria
( ) Compras
( ) Tributação
( ) Recursos Humanos
( ) TI (informática)
( ) Tesouraria
( ) Sec. Da Fazenda
( ) Planejamento

 Quantas pessoas utilizam permanentemente seu ambiente?

 Qual o mobiliário necessário em seu ambiente?

 Existem colaboradores com necessidades especiais em seu setor? Se sim, quais


necessidades?

 Em seu ponto de vista, quais ambientes cujas necessidades envolvem acesso de


pessoas externas ao futuro prédio?

 Em sua opinião, Quais ambientes o futuro prédio deverá possuir para abrigar as
necessidades de funcionamento?

 Em sua opinião, Quais medidas poderiam ser acatadas no projeto, visando


sustentabilidade e preservação do meio ambiente?

Fonte: Elaboração do autor, 2017.

A partir dos resultados obtidos, pode-se então angariar um diagnóstico completo


das necessidades da edificação e sua possível atual situação, tendo em vista todas as
necessidades já citadas e criadas.
31

3.7 SITUAÇÃO ATUAL

Hoje localizada na Rua Eng. Annes Gualberto, centro do município de Gravatal,


em um prédio locado, atende em maior parte ao administrativo do município, com uma área
em torno de 600 m². Situação Atual
Em termos de recursos humanos, atualmente a sede administrativa da prefeitura
de Gravatal, conta com uma equipe de 50 colaboradores, entre estagiários, cargos
comissionados e funcionários efetivos. Tendo ainda um grande fluxo de pessoas durante seu
horário de funcionamento, 07h30min às 13h30min, sendo esses ex-funcionários, licitantes,
público em geral, estudantes, idosos etc.
Podem-se perceber após a introdução da pesquisa, alguns pontos importantes, e
que deverão influenciar nos resultados obtidos.
a) Principal ponto, grande carência em conhecimento por parte dos colaboradores,
em se relacionar no cotidiano dentro da organização, tendo em vista que hoje os
prédios que abrigam a Prefeitura Municipal de Gravatal, não se relacionam bem
entre sí, nem mesmo o prédio administrativo, sendo ele, planejado de acordo com
as possibilidades disponíveis, ignorando as necessidades da organização. Os
setores estão mal locados, ah grande perca de espaço e utilização, mas talvez um
ponto mais relevante seja o distanciamento e não relacionamento dos setores, um
exemplo seria o setor de Compras – almoxarifado – que deveria estar entre os
mais relacionados, e hoje está isolado nos fundos da organização, sem espaço para
deposito, em uma sala que servia como garagem para a Prefeitura.

Seguindo os conceitos, os demais pontos de carência:


a) Falta de acessibilidade em alguns setores, em grande porcentagem da
edificação atende ao normativo de acessibilidade requisitado para tal, ficando a
parte dessa porcentagem alguns setores importantes, como cozinha/refeitório,
Contabilidade e Planejamento/finanças, ficando em um mezanino com acesso
apenas por escada.
b) Mobiliário precário e sem padrão, mobiliário atual não tem uma definição, são
de todos os tipos, ilhas, mesas, armários, gaveteiros e arquivos, algo não muito
legal e usual em uma Prefeitura, que necessita ser prioridade a organização.
32

c) Existe a questão de o mobiliário ser antigo, não modulável e pouco funcional,


ocupando grandes espaços sem atender as necessidades.
d) Insuficiência de estacionamento, que acaba gerando um mal estar todos os dias,
tendo em vista que por sua exiguidade acabam estacionando em torno da Rua
Eng. Annes Gualberto.
e) Inexistência de garagem, no momento os veículos ficam sob o sol e ao relento,
tanto os veículos da PMG quanto os veículos dos colaboradores.
f) Ausência de áreas básicas, como refeitório apropriado – tendo em vista horário
de funcionamento 07h30min às 13h30min – vestiário, depósito, Auditório para
reuniões/licitações etc.
g) Ausência de ventilação e luminosidade em todos os setores da atual sede,
acarretando em inúmeras dificuldades diárias aos colaboradores, segundo relatos
dos mesmos colaboradores.

Aliam-se todos esses fatores a falta de segurança, afetada também pela limitação
de recursos humanos, como se nota os poucos recursos físicos e materiais.
Prosseguindo com o estudo, neste momento da análise, percebida, portanto, as
fragilidades da organização, faz-se necessário alocar os dados. Cabe agora partir do
diagnóstico, a estruturação do programa de necessidades apropriado aos interesses dos
Stakeholders, segundo a pesquisa implantada.
33

4 DIAGNÓSTICO

Fruto da pesquisa feita, o proposto Programa de Necessidades do centro


administrativo vem incentivar o desenvolvimento do projeto para a construção de uma nova
sede, visto que, como dito anteriormente, a maioria das edificações atualmente utilizadas pela
prefeitura são alugadas e não atendem às reais necessidades do município. Outro foco
importante é o investimento mensal em locação de estruturas e salas, caracterizando
desembolso significativo no fim de cada mês, tendo em vista a supervalorização dos
ambientes no centro do município, onde prevê-se a nova edificação.
Assim surge o principio deste trabalho, compor o programa de necessidades a fim
de tornar claras e perceptíveis as dificuldades encontradas nas atuais edificações, trazendo por
fim um detalhado relatório para possíveis melhorias em uma edificação, que abrigará toda a
organização de modo a atingir os objetivos traçados.
Para isso, o projeto deverá atender necessidades identificadas a partir da pesquisa
aplicada abrangendo os diversos tipos de setores que compõem a estrutura da organização
analisada.
O programa de necessidades para o proposto Centro Administrativo será
composto requisitos e pré-requisitos que se sugere sejam observados em plano projetual. A
partir do estudo identificaram-se tais necessidades:
a) Ser implantado no bairro Centro, por se tratar de um local de grande destaque
para a cidade, tanto historicamente, quanto economicamente, além de fácil acesso
aos munícipes.
b) Disponibilizar o hall de entrada com área única de atendimento e
direcionamento ao grande público, com serviço de recepção, área de distribuição
de senhas, área de espera com cadeiras, assegurando acessibilidade plena aos
visitantes. No ambiente de recepção prever áreas para a instalação de telefone
público, caixas eletrônicos e caixa de correio.
c) Prever áreas destinadas a estacionamento, a fim de evitar que os veículos
estacionados prejudiquem a circulação de pedestres e a leitura do espaço. Destaca-
se que um amplo estacionamento, foi constatado como uma das principais
carências da atual sede. Sugere-se um estacionamento para 30 vagas de veículos
leves. Deverão ainda ser previstas 20 vagas para motos. Para efeito de cálculo da
área destinada ao estacionamento, deverão ser considerados vinte e cinco metros
34

quadrados por vaga de veículo e dois metros quadrados para vagas de


motocicletas. Ainda deve contar com bicicletário para estacionamento de no
mínimo 15 bicicletas, prevendo a instalação de câmeras de segurança e
fechamento parcial do local, de forma que seja um ambiente fechado e protegido.
d) Contar com uma área para almoxarifado geral, destinada para o
armazenamento de produtos de uso cotidiano, como material de escritório,
limpeza, higiene, etc. Como alguns materiais são sensíveis ao tempo, deve-se
garantir a estanqueidade do local de armazenagem. Além de adequada iluminação,
devido à utilização múltipla do almoxarifado, deve ser instalado em local de fácil
acesso para entrega dos materiais.
e) Prever ambiente de serviços, com refeitório, sala de serviços gerais e cozinha e
garagem coberta para seis veículos de propriedade da Prefeitura.
f) Disponibilizar espaço para reuniões, com um auditório com capacidade para 30
pessoas, tendo no mínimo 72 metros quadrados de área, adotou-se 2,40 m² por
pessoa.

Assim, partindo-se do analisado, cabe ressaltar que se faz importante, para a


composição do projeto, o atendimento às premissas estabelecidas no estudo, como seguem:
a) Locação dos ambientes de trabalho de acordo com o quadro de área constante
do item Quadro 2 deste, equipado com mobiliário necessário e adequado, e
principalmente atendendo a correlação de compatibilidade entre os setores
identificada na pesquisa;
b) Deverão ser seguidas áreas de cinco módulos por colaborador em cada setor,
sendo 1,20* 1,20 = 1,44 m² * 5 = 7,20 m² o total de área por colaborador;
c) Unificação dos setores em uma única edificação, dispondo os setores de
atendimento ao público de forma que se tornem de fácil acesso às pessoas
externas, observado as relações identificadas no Quadro 3;
d) Adotar sistema construtivo modular para facilitar sua adaptação a eventuais
reorganizações espaciais ou mudanças de nomenclatura, dimensões 1,20m x
1,20m;
e) Propõe-se que esta seja uma referência de edificação para a cidade, seguindo
criteriosamente as leis municipais e normas técnicas brasileiras, principalmente a
NBR 9050, que trata da acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e
35

equipamentos urbanos. Assim deverão ser previstos sanitários masculinos e


femininos, distribuídos em todos os pavimentos, dotados de unidades especiais,
conforme determinação da NBR 9050.

Seguindo ainda as normas regulamentadoras para adequadas condições de


trabalho – NR-18 – que fornecem os seguintes parâmetros para o dimensionamento das
instalações sanitárias de acordo com o número de trabalhadores: um conjunto composto de
lavatório, vaso sanitário e mictório para cada grupo de 20 trabalhadores ou fração, um
chuveiro para cada grupo de 10 trabalhadores ou fração.
Cabe salientar e ressaltar um item específico abordado, a construção modular,
de extrema importância de caráter pratico-funcional traz benefício e praticidade na construção
civil, principalmente em obras públicas. Neufert idealizou e articulou em 1943 um sistema de
construção e coordenação octamétrica. Neufert preocupou-se principalmente em conceber um
sistema dimensional que não alterasse substancialmente as medidas dos tijolos tradicionais
alemães (CENTRO BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO BOUWCENTRUM, 1971). O Brasil
foi um dos primeiros países a aprovar uma norma de coordenação modular, a NBR-25R de
1950, ainda assim verifica-se que hoje ela continua sendo pouco utilizada.
Como estratégias sustentáveis, o projeto deverá prever sistema de armazenamento
de água das chuvas, trazendo à tona à importância da sustentabilidade dentro do município,
visando sob outra perspectiva, uma economia considerável de água. Propõe-se ainda que a
cobertura possibilite a instalação de painéis fotovoltaicos para geração de energia elétrica para
o suprimento da edificação.
Os projetos complementares devem estar de acordo com as exigências legais,
como se exemplifica com o projeto de incêndio, atendendo a legislação vigente e Instruções
Técnicas do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina.
Trazendo as principais necessidades encontradas na atual sede para este programa,
visou-se uma melhoria enorme em toda organização, com preceitos básicos para qualquer
projeto atual. Faz-se necessário observar que as mudanças e requisitos identificados, são
necessidades básicas e facilmente projetáveis, além de tornar a edificação sustentável,
destacando-a e trazendo um padrão de nivelamento a ser espelhado dentro do Município.
36

4.1 QUADRO DE ÁREAS

Aplicada toda metodologia estudada após definidos tais parâmetros, conclui-se


este quadro de áreas com suas diferentes funções e concepções.
A seguir, as estimativas das áreas para os principais ambientes projetados. Em
função das propostas de cada concorrente, as áreas parciais abaixo definidas podem variar
desde que imprimam bom funcionamento ao Centro Administrativo, bem como o conforto de
seus usuários seja garantido.

Quadro 2 - Dimensionamento da área dos principais setores da sede Administrativa da PMG


Sede Administrativa
Dependências Quant. Pessoas M² M² Total
Tesouraria 3 7,2 21,6
RH 3 7,2 21,6
Junta Militar 2 7,2 14,4
Planejamento 2 7,2 14,4
Contabilidade 4 7,2 28,8
Tributação 3 7,2 21,6
Procuradoria 2 7,2 14,4
Assessoria Jurídica 5 7,2 36
Licitação 4 7,2 28,8
Serviços Gerais 4 7,2 28,8
Engenharia 5 7,2 36
TI 2 7,2 14,4
Gabinete do vice Prefeito 2 7,2 14,4
Gabinete do Prefeito 5 7,2 36
Almoxarifado 1 7,2 30
Sec. Fazenda 4 7,2 28,8
Hall 5 7,2 36
Refeitório 20 1,0 20
Cozinha 3 7,2 21,6
Fonte: Elaboração do autor, 2017.
37

Relatando algumas exceções, como no setor de compras, que terá área de 30 m²


por contar com ambiente de Almoxarifado, trazendo de acordo com o programa de
necessidades, depósito com área suficiente para armazenar todo tipo de material utilizado para
o funcionamento da organização.
Além disso, conta-se com ambientes que estão fora do quadro de áreas, que são
exigências do programa de necessidades, como:
a) BWC em todos os pavimentos da edificação;
b) Auditório com 72 m² para abrigar 30 pessoas acomodadas.

Sendo assim a edificação deverá compor uma área mínima, decorrendo-se do


somatório do quadro de áreas e setores retificados, totalizando o mínimo de 570 m², de área
de serviço, salas e setores, tornando possível o atendimento aos requisitos propostos nesta
pesquisa acadêmica.

4.2 ACESSO DE PESSOAS EXTERNAS

O atendimento ao público corresponde ao ato de cuidar, de prestar atenção às


pessoas que recebemos ou mantemos contato, deste modo os resultados do estudo de caso
apontaram que os principais setores identificados no Quadro 3 a seguir, comumente, de
atendimento ao público deverão estar dispostos e alocados no 1º pavimento, facilitando o
acesso e atendimento aos visitantes, trazendo uma melhor mobilidade dentro da organização.

Quadro 3 - Atendimento ao público externo


Atendimento de Pessoas Externas ao Prédio
Hall de entrada
Tributação
Licitação
Engenharia
Almoxarifado
Assessoria Jurídica
Junta Militar
Fonte: Elaboração do autor, 2017.
38

Deste modo a sua localização trará conforto e praticidade tanto ao ambiente


organizacional interno, quanto de atendimento ao público externo sendo sucintamente
necessário, reiterar que tais setores devem estar locados no 1º pavimento, sem exceções.

4.3 RELAÇÃO DE COMPATIBILIDADE ENTRE OS SETORES

A definição de responsabilidades e autoridade também pode ser realizada por


meio do organograma da empresa, no qual se define sua estrutura organizacional e a
hierarquia entre os departamentos.
Cada instituição tem a sua própria estrutura e departamentos que trabalham inter-
relacionados, de acordo com o porte da organização. Como apresentado no Capitulo anterior,
a maior dificuldade hoje apresentada na atual sede da PMG é a incompatibilidade disposta
entre os seus setores, a uma incontestável confusão na relação dos setores, o que acarreta
dificuldades de trabalho e locomoção dentro da organização.
Sendo assim, a pesquisa empregada trouxe dados coerentes sobre a relação entre
os setores, podendo fundamentar a partir desta, as relações diárias entre os setores. Segue,
como exemplo, o quadro 4 resultado das relações do setor de Engenharia, como translado da
pergunta do questionário, aplicado nos diversos setores.

Quadro 4 - Relações do setor de Engenharia


 Quais as relações de compatibilidade ou incompatibilidade existente entre os setores
ou ambientes, Assinalem os setores que tem relação diária ao seu:

( ) Licitação
( x ) Gabinete do Prefeito
( ) Contabilidade
( ) Assessoria Jurídica
( ) Promotoria
( ) Almoxarifado
( x ) Tributação
( ) Recursos Humanos
( ) TI
39

( ) Tesouraria
( x ) Sec. Da Fazenda
( x ) Planejamento
Fonte: Elaboração do autor, 2017.

A partir dos resultados obtidos, puderam-se levantar as relações diárias de todos


os setores dentro da PMG, atribuindo valor aos Stakeholders, considerando que os mesmos
descreveram essas relações, tendo como base suas experiências diárias de trabalho.
Após obter as respostas necessárias, os dados foram exportados para uma planilha
automatizada em Excel, sendo possível gerar um diagrama das relações entre os setores
exposto na figura 3 com as ligações desejadas, que garantiu a organização para a compilação
das respostas.

Figura 3 - Diagrama da relação entre os setores


40

Fonte: Elaboração do autor, 2017.

Apesar de aparentar em primeira mão ser um pouco complexa, a relação entre os


diversos setores da PMG é muito simples. Sendo uma pequena organização, por exemplo, as
responsabilidades pelas atividades podem estar nas mãos de poucas pessoas. Neste caso
41

estudado, tem-se o Prefeito Municipal sendo o principal relacionado dentro da PMG, sendo o
seu Gabinete o único setor relacionado diariamente com todos os outros, ou melhor, o setor
mais movimentado e procurado durante a jornada de trabalho.
Destaca-se que o planejamento adequado dos espaços é importante para a criação
das expectativas e principalmente para facilitar a comunicação efetiva envolvendo todos na
organização. Sendo assim o programa de necessidades deverá compor um layout estratégico
para relacionar os setores da organização, tendo em vista os dados levantados, prover e
manter a infraestrutura necessária à boa execução das atividades e processos. Ainda que
existam processos que não podem ocorrer perto uns dos outros, visto que eles podem se
influenciar negativamente ou gerar um fluxo de pessoas excessivo.

4.3.1 Termo do programa necessidades

Os dados, já descritos e colhidos pelo autor, possibilitarão à equipe de


engenheiros e arquitetos desenvolver um projeto preliminar tão próximo quanto possível dos
desejos e necessidades dos stakeholders e da organização. Além de assegurarem também o
atendimento às normas de construção locais, e, sobretudo os requisitos e exigências
apresentados neste capitulo – quadro de áreas, quadro de acesso a pessoas externas e diagrama
relacional dos setores – tendo em vista que consolidam as interações substanciais com todo o
programa de necessidades sugerido.
42

5 CONCLUSÃO

Analisando as potencialidades e carências da cidade de Gravatal, nota-se que o


município é de suma importância para a região da Amurel, visto sua condição de centro
turístico e do grande número de estabelecimentos comerciais encontrados na cidade. Porém,
Gravatal possui problemas de organização espacial e de infraestrutura na edificação que
abriga atualmente a instituição. Além disso, o município é extremamente carente em áreas
próprias, trazendo gastos desordenados. Deste modo a construção do centro administrativo da
Prefeitura será de grande importância, principalmente por estar inserido no bairro Centro,
local de grande fluxo de pessoas e de fácil acesso por toda a população.
Assim é que demonstra a importância deste estudo de caso, que foi antecedido por
revisão bibliográfica com vista ao conhecimento dos assuntos abordados, necessários para a
realização da pesquisa, seguindo-se pela apresentação do município estudado trazendo suas
principais características. No capitulo seguinte apresentou-se a pesquisa com os stakeholders,
passo fundamental para análise e identificação dos requisitos essenciais que permitirão a
composição do projeto da nova sede municipal, devido ao volume de informações adquiridas.
Portanto, todos os dados coletados foram fundamentais para o desenvolvimento no que tange
a escolha dos padrões coerentes e aplicáveis na PMG. A situação problema deste estudo,
definida como um quadro de sugestões a fim de criar um programa de necessidades que
atinja as necessidades da organização, foi respondida, com a proposição de requisitos e
exigências a serem seguidos e aprofundados, tendo se adequado, a partir dos pressupostos
apresentados, a organização espacial da Prefeitura Municipal de Gravatal.
Recomenda-se que para o desenvolvimento do projeto executivo da edificação
sejam observados os parâmetros constantes do programa de necessidades proposto. Pretende-
se que este Programa de Necessidades se constitua o primeiro passo para a realização da
adequada construção da Sede da Prefeitura Municipal de Gravatal.
Para trabalhos futuros sugere-se:
a) Estudo de sistemas construtivos modulares que se adequam a realidade
municipal;
b) Dimensionamento do sistema de geração fotovoltaica para suprimento de
energia elétrica;
c) Caracterização de estratégias construtivas sustentáveis aplicáveis a edificação.
43

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