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Defensoria Pública – MG
DIREITO CONSTITUCIONAL
Professor Paulo Nasser

OS
AULA 03/07
05/07/2018

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Bloco 1

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Continuação:

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Ação declaratória de Constitucionalidade:

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Na ADC haverá a mudança no pedido, que será a declaração da
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constitucionalidade da lei. Toda norma entra no ordenamento jurídico com presunção
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relativa de constitucionalidade, dessa forma, até que se prove o contrário ela será
presumidamente constitucional.
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Dentro do nosso ordenamento jurídico, há algumas que são criadas e estão


O

dentro de um grupo das normas flagrantemente constitucionais.


NT
PI
S
UE
IG
DR

Há normas que sua constitucionalidade é muito aparente, entretanto existem


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normas que ingressam no ordenamento jurídico e são flagrantemente


inconstitucionais. Exemplo: criação de norma que cria a pena de morte no Brasil. Nos
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dois cenários o judiciário está funcionado dentro de suas funções normais.


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O problema é quando a norma está nesse meio (figura acima), entre os dois
grupos, não sabendo ao certo se está no grupo das normas constitucionais ou

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inconstitucionais. Na prática, no controle difuso, os juízes se dividem, e segundo o
professor, há um “caos”.

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O papel do poder judiciário é pacificar as questões jurídicas, resolvendo a lide

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de forma definitiva. Assim, quando não há uma posição definida, é colocado em crise
o sistema1. Nesse “caos” que se ajuíza ação declaratória de constitucionalidade.

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A ação declaratória de constitucionalidade é mais uma ação política judiciária
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do que de controle de constitucionalidade. Ela existe para acabar com esse tipo de
crise. Para poder protocolar esse tipo de ação deve ser comprovado que existe uma
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desordem no ordenamento jurídico. A lei 9.868/99 deu um nome para essa desordem:
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controvérsia judicial relevante.


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Essa controvérsia é provada com decisões contraditórias de tribunais


NT

diferentes. Logo da edição da lei até a propositura dessa ação deve haver um tempo
para que se possa provar essas decisões contraditórias.
PI

A ADC resolve a controvérsia através da liminar. Se ela for deferida, resolver-


S

se-á a confusão que esbarra na isonomia. O papel dessa ação é passar “uma régua”
UE

nas decisões. Até o STF decidir, todas as ações que tratam sobre esse assunto,
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estarão suspensos. Essa liminar não atinge coisa julgada, e nem decisão de mérito. É
mais uma questão processual.
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1
Em 2001, no governo do FHC, estava passando por uma crise de energia que poderia acabar com a luz
no Brasil. O presidente editou uma MP para que houvesse o racionamento de eletricidade. Se a conta
passasse de 40% em relação a do mesmo mês do ano anterior, seria cobrada uma taxa extra. Começou-
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se então a haver problemas, por exemplo, com famílias que aumentavam o número de membros,
acabando punindo também aqueles que já economizavam. Isso fez com que houvesse muitas ações,
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tendo conflitos de direitos fundamentais muito grande.


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Raciocínio apresentado pelo professor:

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Quando ajuizada uma ADI, ao final pode ter uma declaração de
constitucionalidade ou inconstitucionalidade que terá os mesmos resultados da Ação

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inversa; logo há um caráter dúplice aqui.

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Essa lógica não se repete na liminar: quando ajuizada ação com medida

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cautelar em ADI, o indeferimento não equivale ao deferimento de medida cautelar em
ADC. O caráter dúplice é só em relação ao mérito.
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Processualmente falando, ADC e ADI são bem parecidos, o que muda são
detalhes, que são cobrados em prova. O fundamento jurídico é idêntico:
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PI

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a


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guarda da Constituição, cabendo-lhe:


UE

I - processar e julgar, originariamente:


IG

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal


ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato
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normativo federal;

O objeto é diferente: é única e exclusivamente lei ou ato normativo federal.


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Legitimidade:

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Ativos: são os mesmos da ADI, art. 103 da CF.

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Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação
declaratória de constitucionalidade:

I - o Presidente da República;

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II - a Mesa do Senado Federal;

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III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
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IV a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do
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Distrito Federal;
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V o Governador de Estado ou do Distrito Federal;


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VI - o Procurador-Geral da República;

VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;


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VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;


PI


S

Passivo: não há. O motivo é que não tem sentido haver.


UE

Advogado geral da União: como ele é citado para defender a lei, aqui nesse
IG

caso não há norma impugnada, a AGU não atua. Entendimento do STF.


DR

Procurador geral da república: sendo uma legitimada ativa, atua, segundo art.
103, VI da CF/88. Ou será como custus constituiciones, art. 103, §3 da CF/88
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Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação


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declaratória de constitucionalidade:
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§ 3º Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a


inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo, citará,
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previamente, o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou texto

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impugnado.

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Bloco 2

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Amicus curiae: é a mesma explicação das ações diretas, com o fundamento do
art. 7 §2o da Lei 9868/99. O STF entende que o amicus curiae atua em qualquer ação

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direta.

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Efeitos:
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 Temporais: SEMPRE, ex tunc, não cabendo modulação. Se modula, há
invalidade da norma, mas o que é valido não, logo não há modulação
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nesse caso. CUIDADO: não há modulação de efeitos é na declaração


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de constitucionalidade, seja ela não ADC ou ADI.


 Subjetivos: erga omnes e vinculantes, seguindo a mesma regra da ADI,
O

art. 102, §3 da CF/88


NT
PI
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UE
IG
DR

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a


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guarda da Constituição, cabendo-lhe:

[...]
RE

§ 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a


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repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos


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termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso,


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somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus

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membros.

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AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO:

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Ao contrário da ADI por ação, a por omissão é a inconstitucionalidade do não

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fazer, a mora do legislador. Para se entender esse aspecto, o professor faz uma breve

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analise sobre as classificações das normas, segundo José Afonso da Silva:

A norma traz vários comandos que são regras constitucionais, quando se lê

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essa regra, dependendo dos elementos que possui, verifica-se a capacidade de
produção de efeitos:

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 Normas de eficácia plena: aplicabilidade direta e imediata. A norma
possui todas as características para produzir seus efeitos
imediatamente.
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71
 Normas de eficácia contida: ela também possui aplicabilidade direita e
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imediata, mas a CF permite que uma norma infraconstitucional a


restrinja, a limite. Enquanto não seja produzida a lei, tem eficácia.
-0

Exemplo é quando a lei traz conceitos indeterminados. Elas nascem


produzidos efeitos, mas permite que haja outra lei que a limite.
O

Exemplo: o exame de ordem da OAB.


NT

OBS: esses dois tipos de norma já nascem produzindo efeitos.


PI

 Norma de eficácia limitada: são normas dependente de leis. Tem


S
UE

aplicabilidade indireta e mediata. Ela se divide em dois tipos:


 Princípio instituto: é necessária uma lei para instituir o direito. Ex: lei de greve
IG

do servidor público. Existe o comando constitucional, mas não consegue


DR

produzir efeitos.
 Princípio programático: é aqueles que trazem programas do governo, elas
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dizem o alvo, mas não dizem como. Políticas públicas não são só leis, há atos
administrativos que fazem isso também. Sua caraterística é que não gera em
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regra direito subjetivo.


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Voltando para o assunto de controle: essa ADI tem instrumentos:


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Ação direito de inconstitucionalidade por omissão:

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Bloco 3

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Fundamento jurídico: art. 103, §2o da CF/88 e Lei 9.868/99. Foi alterada pela lei
12.063/16, que trouxe o regramento para a ADI por omissão. O sistema entendia

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que a ADI por omissão é um viés da ação direita de inconstitucionalidade.

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§ 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo

OS
Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas
ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra

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todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder
Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas
federal, estadual e municipal.

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Essa ação tem natureza declaratória, e não constitutiva, pois não se
consegue obrigar a casa legislativa a editar a norma. Tratando-se de ato
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administrativo, o judiciário pode mandar editar em 30 dias, e, se não o fizer, é
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crime de responsabilidade.
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Diferente do que está no artigo 5, LXXI da CF/88.


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LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de


O

norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e


NT

liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à


nacionalidade, à soberania e à cidadania;
PI

ADI por omissão X Mandado de injunção: Mandado de injunção é parecido


S

com a ADI por omissão, mas é um remédio constitucional, sendo na verdade um


UE

controle difuso com efeitos inter partes. Há uma corrente que entende que o
mandado de injunção tem efeitos concretista, cabendo ao judiciário dar concretude
IG

as leis. O STF e a legislação brasileira adotaram a corrente concretista


DR

intermediaria individual. Individual por ser a decisão inter partes, concretista por
dar efetividade sem que haja lei, intermediária porque a lei manda intimar para que
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seja feita a lei em prazo razoável, e, se não for cumprindo, o juiz pode suprir a falta
da norma. O judiciário tem feito isso com a aplicação analógica de outra lei. Ex: a
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falta de lei que regule a falta de norma sobre a greve dos servidores. O mandado
de injunção pode ser coletivo e individual.
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Objeto: omissão normativa, que pode ser total: não há lei, parcial: há lei,

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mas ela é ruim, “capenga”. As duas cabem a ADI por omissão ou mandado de

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injunção.

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Legitimidade:

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 Ativa: art. 103 da CF

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 Passiva: o órgão omisso

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Advogado geral da união: sobre sua atuação, depende. Art. 12-E, §2 da lei
9.868/99. Se houver lei ele terá de ser ouvido.

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Art. 12-E. Aplicam-se ao procedimento da ação direta de

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inconstitucionalidade por omissão, no que couber, as disposições
constantes da Seção I do Capítulo II desta Lei.

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§ 2º O relator poderá solicitar a manifestação do Advogado-Geral da
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União, que deverá ser encaminhada no prazo de 15 (quinze) dias.
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Procurador Geral da União: quando autor: art.103, VI da CF, ou como
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custus constituiciones, segundo art. 103, §1o CF/88.


-0

Amicus curiae: vai atuar também, art.7, §2 da lei 9.868/99


O

Art. 7º Não se admitirá intervenção de terceiros no processo de ação


NT

direta de inconstitucionalidade.
§ 1º (VETADO)
PI

§ 2º O relator, considerando a relevância da matéria e a


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representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível,


UE

admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação


de outros órgãos ou entidades.
IG

Efeitos: erga omnes e vinculante, segundo art. 102, §2 da CF/88


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Sobre a liminar: a lei autorizou a liminar, quando houver omissão parcial.
Lei 9.868/99 art.12-F, §1 fala sobre a liminar:

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Art. 12-F. Em caso de excepcional urgência e relevância da matéria, o

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Tribunal, por decisão da maioria absoluta de seus membros, observado
o disposto no art. 22, poderá conceder medida cautelar, após a

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audiência dos órgãos ou autoridades responsáveis pela omissão
inconstitucional, que deverão pronunciar se no prazo de 5 (cinco) dias.

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§ 1º A medida cautelar poderá consistir na suspensão da aplicação da
lei ou do ato normativo questionado, no caso de omissão parcial, bem
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como na suspensão de processos judiciais ou de procedimentos
administrativos, ou ainda em outra providência a ser fixada pelo
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Tribunal.
-0

Bloco 4
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NT

ARGUIÇÃO DE PRECEITO FUNDAMENTAL:


PI

Art. 102, §1 da CF/88. Sua previsão é originária, está na CF desde sua


publicação. É uma norma de eficácia limitada pois a forma quem vai dar é a lei. A lei
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que regulamente é de 99, logo ela só começou a ser ajuizada a partir do ano de 2000.
UE

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a


IG

guarda da Constituição, cabendo-lhe:


DR

§ 1.º A argüição de descumprimento de preceito fundamental,


decorrente desta Constituição, será apreciada pelo Supremo Tribunal
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Federal, na forma da lei.


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Professor lê a frase (figura acima) de traz para frente. Conclui-se que é o
descumprimento de preceito fundamental. Isso é um conceito indeterminado. Uma

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corrente fala que não caberia ter uma definição pois é um valor, e valores mudam. A
lei não trouxe e a doutrina começou a defini-la. Hoje há vários entendimentos, mas

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todos partem do mesmo núcleo.

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São eles:
O

 Princípios fundamentais, art. 1 a 4 da CF/88


NT

 Princípios constitucionais sensíveis, art. 34, VII da CF


 Princípios da administração pública, art. 37 da CF
PI

 Matérias protegidas pelas cláusulas pétreas, art. 60, §4 da CF/88


S
UE
IG
DR
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RE

A lei 9.882/99 que trata sobre a ADPF.


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Art. 1o A argüição prevista no § 1o do art. 102 da Constituição Federal


será proposta perante o Supremo Tribunal Federal, e terá por objeto
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evitar ou reparar lesão a preceito fundamental, resultante de ato do

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Poder Público.

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Parágrafo único. Caberá também argüição de descumprimento de

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preceito fundamental:

EI
I - quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional
sobre lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, incluídos os

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anteriores à Constituição;

OS
II – (VETADO)

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Fundamento jurídico: art.102, §2 da CF/88 e lei 9.882/99

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Objeto: A ADPF não fala em ato normativo, mas apenas ato do poder
público, logo, serve para qualquer ato2, tendo um espectro de atuação maior de

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todas as outras ações.

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O
NT

Art.1, PÚ da lei 9.882/99 e seus incisos


PI

Parágrafo único. Caberá também argüição de descumprimento de


preceito fundamental:
S
UE

I - quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional


sobre lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, incluídos os
anteriores à Constituição;
IG

II – (VETADO)
DR
RO

A novidade aqui é que cabe para as leis municipais.


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Professor cita o exemplo do caso do menino Shawn.
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O art.4 §1o da lei estabelece a subsidiariedade da ADPF. Se houver outro
meio, não caberá ADPF.

OS
Importante ressaltar que uma não anula a outra. Há leis estaduais e

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federais que não cabe ADI. Ex: ordenamento pré-existente. Há duas correntes, que
afirmam que há uma revogação qualificada, e outra corrente que afirma que a

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Constituição não pode revogar a lei. Assim, a norma ao não ser recepcionada se

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torna inconstitucional. Entende-se que ela não foi recepcionada, logo, se não
existe mais, falta objeto para ADI. Mas se entende que ela é inconstitucional, ela
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existe e cabe ADI. O STF entende que a lei é revogada, logo não cabe ADI.
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O STF admitiu a ADPF a lei de imprensa que era anterior a CF/88,
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entendendo que ela não foi recepcionada pelo ordenamento. Assim, nas ADPF
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usa-se o entendimento para declarar se ela foi ou não recepcionada. Então não
pode falar de inconstitucionalidade a normas anteriores.
O
NT

Logo cabe ADPF sobre lei federal ou estadual anteriores a CF/88, e sobre
leis municipais.
PI

Bloco 5
S
UE

Ex: com o entendimento do art. X da CF, é editada a lei federal Y de 2015.


Em 2018, há uma EC z anula o art. X da CF/88. Cabe ADI dessa lei federal? Não,
IG

o que será usado aqui é caso de recepção ou não da lei. Se quiser impugnar essa
DR

lei o instrumento seria ADPF.


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Legitimidade:

 Ativa: art. 103 da CF


RE

 Passiva: o órgão que editou ou vai editar o ato.


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Advogado geral do União: depende, se for lei tem que ter sua atuação, caso

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não seja, não atuará.

Procurador geral da união: quando autor: art. 103, VI da CF/88, ou como custus

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constitucionais, segundo art. 103, §1 da CF/88.

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OS
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Amicus Curiae: a lei 9.882 não prevê, mas o STF admite usando a norma da
ADI.

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Efeito: ex tunc, cabendo modulação, tendo regra própria que fala sobre isso,
art. 11 da lei 9.882/99. Já seus efeitos subjetivos será erga onmes e vinculantes.
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Sendo ela igual uma ADI. Aceitando o STF a fungibilidade das ações, os requisitos
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estarão completos.
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O

ORGANIZAÇÃO DO ESTADO:
NT

Art. 18 da CF/88
PI

Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa


S

do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os


UE

Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.

§ 1º Brasília é a Capital Federal.


IG

§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação,


DR

transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão


reguladas em lei complementar.
RO

§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou


desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos
Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população
RE

diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso


Nacional, por lei complementar.
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§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de


Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado
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por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia,

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mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após

RO
divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e
publicados na forma da lei.

RE
Elementos históricos: O Brasil é uma federação, e para isso deve ser entendido sua

EI
origem:

EM
O federalismo começou nos EUA, sendo construída uma colonização inglesa

OS
na América. A lógica dessa ocupação foi de fixação e ocupação no país e não de
exploração, como a do Brasil. Formou-se, então, 13 colônias inglesas.

-R
A relação entre os americanos e os ingleses ficou insustentável, havendo então

19
outra guerra, em que a Inglaterra saiu vitoriosa e transformou a divisão de colônias em

16
estados. Ao se deparem com essa realidade, criaram então uma confederação dos
estados independes da américa, onde todos mantem seu povo, seu território e sua
soberania, seguindo a lógica da União Europeia atual. 65
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Pensou-se então que, para serem forte, eles teriam que se juntar, abrindo mão
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da sua soberania, entregando-a para um ente. Os poderes foram dados para a União,
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e os estados teriam que concordar com o rol de atribuições. Criou-se assim a


Constituição dos Estados Unidos da América.
O
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IG

A ideia do federalismo clássico é ter um rol taxativo de competência da União e


DR

o resto são os Estados que decidem. Nos EUA quem comanda são os Governadores,
RO

o presidente governa da fronteira para fora.

Características do federalismo:
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 Descentralização política
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 Repartição de competência
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Constituição como base jurídica

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Inexistência do direito de separação
 Soberania do Estado Federal
 Auto-organização dos estados

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 Um tribunal guardião da constituição

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 Repartição de receitas

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Inexistência de hierarquia entre os Entes Federativos

Federalismo no Brasil:

OS
Professor faz um breve resumo da história da independência do Brasil,

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relembrando as negociações que Dom Pedro II fazia com outros países,
principalmente em relação a escravidão.

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Quando a situação se torna insustentável, Dom Pedro acaba com a
escravidão. Mas isso não agradou os oligarcas, que tinham ajuda do exército. Com
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a queda de Dom Pedro, as oligarquias caem e os militares tomaram o poder.
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Éramos uma monarquia, parlamentarista, unitária. Passamos a ser uma república,
presidencialista de um estado Federativo.
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Rui Barbosa foi chamado para fazer a Constituição do Brasil, sendo que em
IG

1891 era igual a dos EUA.


DR
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Quem acaba com isso foi Getúlio Vargas. Ele incha as competências da

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RO
União, ainda tendo um rol taxativo, mas um rol grande.

RE
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Nessa época, a CF deu aos municípios maior competência, tendo eles um

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rol expresso, conjuntamente com a União, e os Estados ficam com a competência
residual.

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Os estados então “quebram”. E para resolver isso deve haver mais uma vez a
NT

redistribuição de competências.
PI

Essa é a logica da repartição de competência horizontal.


S

Bloco 6
UE

Como isso funciona: O art. 21 da CF traz as competências da União. Esse rol é


IG

taxativo, de atribuições administrativas. Já no artigo 22 da CF, são as competências


DR

legislativas da União, essas eventualmente podem ser delegadas aos outros entes.
Essa delegação não pode ser geral, deve ser específica, não podendo ter a delegação
RO

integral da matéria.
RE

Já no que tange aos municípios, suas competências administrativas estão no


art. 30, III ao IX da CF/88 e suas competências legislativas no art. 30, I e II da CF/88.
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Essas competências, que não estão nesses artigos pertencem aos Estados:

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Há também a distribuição de competência vertical, pois o nosso federalismo é
cooperativo. Mas antes pergunta-se
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Não
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IG
DR
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Também não:
IG

Não, há exceção:
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Sim!

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OBS: sobre o art.19 da CF/88, essa regra é a que estabelece que o Estado
seja laico.

RE
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos

EI
Municípios:

EM
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-
lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes
relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a

OS
colaboração de interesse público;

II - recusar fé aos documentos públicos;

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III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.

19
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Estado Laico não é um estado ateu, é aquele que as questões religiosas não

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interferem nas questões políticas. Mas nós temos um conteúdo valorativo em relação
a religião muito grande
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Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental,


de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores
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culturais e artísticos, nacionais e regionais.

§ 1º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina


O

dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.


NT

Ainda sobre o art.19 da CF/88: fé sobre documentos públicos, que vale em


todo território nacional; criar distinções entre Brasileiros.
PI
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FIM
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DR
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