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Defensoria Pública – MG

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REGISTRO PÚBLICO

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Professor Reyvani Jabour

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AULA 01/01

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Sumário

I. Considerações iniciais – Pág. 1 65


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II. Tipos de tabelionatos – Pág. 5
III. Objetivos do registro público – Pág.7
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IV. Espécies – Pág. 10


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Bloco 1
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Professora faz uma breve apresentação sobre o assunto “Registro Público”,


falando que irá fazer considerações sobre aspectos que ela acha mais importante, para
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que os alunos possam aprofundar no tema.


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Esse assunto é muito importante por fazer parte do nosso dia-a-dia, nosso
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cotidiano, um grande palco para nossa vida. Tudo de mais importante que acontece em
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nossa vida é levado a registro: nosso nascimento, morte, ato para aquisição da casa
própria, casamento, divórcio, novo casamento, ou seja, tudo de mais relevante que
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ocorre em nossa vida é levado a registro público.


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Quando nós falamos em registro público, em sentido técnico, estamos nos


referindo a um grande repositório de atos e fatos, que é feito através da lavratura, por
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oficiais, em acentos especiais, quer seja feita a vista de apresentação de documentos,


quer a vista da declaração das pessoas interessadas, são atos e fatos do nosso
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cotidiano.
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Todo suporte constitucional para o Registro Público encontra-se no art. 236 da

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CF/88.

Art. 236. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter

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privado, por delegação do Poder Público. (Regulamento)

§ 1º Lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil e

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criminal dos notários, dos oficiais de registro e de seus prepostos, e
definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário.

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§ 2º Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de
emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de

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registro. (Regulamento)

§ 3º O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso

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público de provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia
fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remoção, por
mais de seis meses.

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O fundamento constitucional que são feitos por esses oficias, notários e

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registradores, está consolidado na Constituição. Mas nós temos várias leis que

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disciplinam esse tema, como o código civil, temos repercussão no código de processo
civil, ou seja, temos várias legislações que disciplinam toda essa atividade notarial e de
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registro público.
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Percebam que estes atos são prestados por dois protagonistas:


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 Tabelião ou notário
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 Oficial de registro ou registrador


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Esses são os protagonistas, pois são eles que estarão formando todo esse
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repositório de atos e fatos. Esse Registro Público visa:


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 Pré-constituir prova de existência de atos e fatos, servir como meio de


prova e meio de defesa para que ninguém alegue a ignorância da
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existência dele.
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Podemos perceber que as atribuições desses protagonistas foram delineadas


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através de um provimento, de número 260, do estado de MG, que codificou todos os


atos que esses protagonistas, com o afã de consolidar esse repositório. Esse
provimento foi editado no ano de 2013 e instituiu um código de normas, sendo este
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muito importante para quem quer prestar concurso em MG.


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Ainda que estejamos falando de serviços que serão prestados de caráter

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privado, eles se sujeitarão a fiscalização do poder judiciário. Por isso o TJMG editou
esse código de normas, para servir de parâmetro para que os juízes possam fazer essa
competência fiscalizadora.

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Professora cita alguns artigos desse provimento que vai definir as atribuições do

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tabelião e do registrador1:

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 Art.7 do provimento:

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Art. 7º Aos tabeliães compete:

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I - formalizar juridicamente a vontade das partes;

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II - intervir nos atos e negócios jurídicos a que as partes devam ou
queiram dar forma legal ou autenticidade, autorizando a redação ou
redigindo os instrumentos adequados, conservando os originais e

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expedindo cópias fidedignas de seu conteúdo;

III - autenticar fatos. 65


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Uma das atribuições do tabelião é formalizar as informações que lhe foram
passadas. Além de formalizar esse documento, compete a eles também intervir nos atos
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onde as partes pretendam dar forma legal ou autenticidade. Ainda, eles devem
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autenticar fatos.
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 Art.8
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Art. 8º Aos tabeliães de notas compete com exclusividade:


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I - lavrar escrituras e procurações públicas;


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II - lavrar testamentos públicos e aprovar os cerrados;


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III - lavrar atas notariais;


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IV - reconhecer firmas;
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V - autenticar cópias.
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Professora fala que são raras as faculdades que instituem esse conteúdo na base curricular. Ela fala
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que teve contato com quem tinha interesse na matéria e acabou se interessando sobre o tema. Ela
esclarece que quando ela destacar as atribuições dos protagonistas, dos oficiais, nós já vamos constar
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que tudo que acontece de mais importante na nossa vida, passa por ali.
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Parágrafo único. É facultado aos tabeliães de notas realizar todas as

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gestões e diligências necessárias ou convenientes ao preparo dos atos

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notariais, requerendo o que couber, sem ônus maiores que os
emolumentos devidos pelo ato.

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Sobre o tabelionato de notas. Nosso CC determina que, por exemplo, um imóvel

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que exceda 30 vezes o maior salário mínimo no país precisa de escritura pública.

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 Art. 9

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Art. 9º Aos tabeliães de protesto compete privativamente:

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I - protocolizar de imediato os títulos e outros documentos de dívida;

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II - intimar os devedores dos títulos e outros documentos de dívida para
aceitá-los, devolvê-los ou pagá-los, sob pena de protesto;

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III - receber o pagamento dos títulos e outros documentos de dívida
protocolizados, deles dando quitação;
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IV - lavrar o protesto, registrando o ato em livro próprio;
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V - acatar o pedido de desistência do protesto formulado pelo


apresentante;
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VI - averbar:
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a) o cancelamento do protesto;
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b) as alterações necessárias para retificação dos registros efetuados;


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c) de ofício, as retificações de erros materiais do serviço;


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VII - expedir certidões de atos e documentos que constem de seus


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registros e papéis.

Parágrafo único. Havendo mais de um tabelião de protesto na mesma


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localidade, será obrigatória a prévia distribuição dos títulos e outros


documentos de dívida.
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Sobre o art. 7, ele dispõe que uma das atribuições é formalizar as vontades das
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partes. Embora essa seja sua atribuição, professora lembra uma hipótese que ela citou
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quando da aula de direito de família, as uniões poliafetivas. É aquela constituída entre


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a relação existente entre 3 ou mais pessoas. Suscitando dúvida, foi julgada

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improcedente, pois o TJ de SP entendeu que aquela união deveria ser documentada.

O CNJ recentemente, fez uma análise das uniões poliafetivas,

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Bloco 2

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Sobre o CNJ, entendeu-se, por maioria desses conselheiros, que a união
poliafetiva não poderia ser registrada. Não há possibilidade de se fazer registro pois ela

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ficaria incompatível com a monogamia. Uma minoria entendeu que as uniões poderiam
ser levadas a registro sim, a partir do requerimento dos interessados. Lavrar uma

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escritura pública, a partir das declarações das partes não significa dizer que ela seria
uma entidade familiar equiparada a união estável. Um único conselheiro sustentou que

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poderia haver o registro e essas uniões deveriam ser protegidas por caracterizar
entidade familiar.

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Professora esclarece que fazer registro não tem como ser impedido, logo
professora sempre criticou esse entendimento, pois de fato as uniões poliafetivas podem
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acontecer. O melhor posicionamento para a professora foi aquele da minoria, pois não
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se pode impedir que um documento seja formalizado.


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Voltando ao regulamento:
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Lendo os artigos já podemos distinguir dois tipos de tabelionato:


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 O tabelionato de notas: serve para formalizar documentos públicos, ou


PI

por força de lei ou vontade das partes.


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Professora dá o exemplo dos testamentos, sendo o testamento público lavrado pelo


tabelião, que é escrito de acordo com a vontade do testador. Ele é o mais seguro por
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estar no registro e ter valor probante enorme, sua desvantagem é que qualquer pessoa
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pode saber de seu conteúdo. O testamento cerrado é secreto, mas quando aberto
deve ser aprovado pelo tabelião, seu problema é que ele não é tão seguro quanto o
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público. O testamento particular é o mais barato por não ter a serventia do notário,
mas apresenta as desvantagens dos anteriores.
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 O tabelionato de protestos
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As atribuições dos oficias registradores, nós vamos encontrar nos artigos 10 e

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11 do código de normas.

Art. 10. Aos oficiais de títulos e documentos, civil das pessoas jurídicas,

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civil das pessoas naturais e de registro de imóveis compete a prática dos
atos relacionados na legislação pertinente aos registros públicos, de que

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são incumbidos independentemente de prévia distribuição, mas sujeitos

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os oficiais de registro de imóveis e civil das pessoas naturais às normas
que definirem as circunscrições geográficas.

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Art. 11. Aos oficiais de registro de distribuição compete privativamente:

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I - quando previamente exigida, proceder à distribuição equitativa pelos
serviços da mesma natureza, registrando os atos praticados; em caso

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contrário, registrar as comunicações recebidas dos órgãos e serviços

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competentes;

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II - efetuar as averbações e os cancelamentos de sua competência;
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III - expedir certidões de atos e documentos que constem de seus
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registros e papéis.
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O oficial registrador é aquele que registra tudo aquilo que lhe foi solicitado. São
esses os dois prestadores desse serviço que lhe foi atribuído por delegação do poder
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público, que visa, formalizar documentos, registras documentos, formalizar declarações


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feitas pelo interessado. As serventias, que prestam esse serviço é prestada pelo tabelião
ou registrador.
PI

O ingresso na atividade depende de concurso público, segundo art. 236 §3 da


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CF/88. Existem dois tipos de concurso público, de provimento e de remoção. Provimento


é para aquele que quer ingressar, e remoção é aquele para quem quer mudar sua
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serventia.
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Muito se discutiu qual seria a natureza jurídica desse serviço prestado pelo
notário e registrador. Hoje a maioria tem defendido que embora esses serviços sejam
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prestados em caratês privados, são na verdade serviços públicos, pois ele é prestado
em delegação do poder público. O poder público delega aos notários e registradores
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esses serviços para formalizar esses atos e fatos. A responsabilidade civil era
considerada objetiva, mas com o advento da lei 13.286/2016, que alterou a redação do
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art. 22 da Lei nº 8.935/94 (Lei dos cartórios), passou a ser considera subjetiva.
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Essa responsabilidade subjetiva, independe da responsabilidade criminal. Não

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precisamos aguardar que se apure antes da responsabilização civil.

Objetivos do registro Público:

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a) Autenticidade:

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Presunção de verdade de tudo aquilo que foi levado a registro público, que emerge da
fé pública que os notários e os registradores são detentores. Para ser aprovados, devem

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ser bacharéis em direitos, e quando são aprovados no certame e ingressam na
serventia, passam a ser dotadas de fé pública, sendo esta fé pública que confere

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autenticidade a tudo aquilo que foi levado a registro. Há uma presunção de veracidade
de tudo que foi levado a registro como consequência da fé pública. Mas é uma

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presunção relativa, pois desafia prova em sentido contrário. Até que se prove o contrario
o proprietário é aquele que consta na matricula do imóvel, por exemplo.

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No CC/02, a lei fala no artigo 1.604: 65
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Art. 1.604. Ninguém pode vindicar estado contrário ao que resulta do
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registro de nascimento, salvo provando-se erro ou falsidade do registro.


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Observação no termo salvo. É presumível que Tonhão é o pai, mas pode conter erro ou
falsidade, logo admite prova em sentido contrário.
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Logo, o que vem junto dessa autenticidade é a inversão do ônus da prova. O CPC, art.
374 descreve:
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Art. 374. Não dependem de prova os fatos:


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I - notórios;

II - afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária;


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III - admitidos no processo como incontroversos;


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IV - em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade.


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Bloco 32
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Professora deu o exemplo que se presumi ser o pai, aquele que está no registro e o fato de não poder
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reivindicar outro não é inteiramente verdade pois existe a multiparentalidade, STF RE Tema 622.
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Ainda sobre a autenticidade, quem alega a falsidade é que tem que provar tal fato, que

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afaste a presunção de veracidade.

b) Segurança visando estabilidade para as relações jurídicas:

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Essa segurança decorre da própria autenticidade. Seria o caso de escritura pública de

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duas pessoas que tem união estável. Seus interesses têm como objeto segurança para

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que mais tarde ninguém questione tal fato. A lei fala que o contrato entre os
companheiros seja feito por escrito, não exigindo que seja feito por escritura pública.

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Art. 1725 do CC.

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Art. 1.725. Na união estável, salvo contrato escrito entre os
companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no que couber, o

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regime da comunhão parcial de bens.

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Mas nós sabendo que as pessoas optam em fazer por escritura pública para sua própria
segurança visando estabilidade.
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c) Conferir eficácia a determinados negócios jurídicos:
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Tem determinados negócios jurídicos que só irão produzir seus efeitos depois de
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levados a registros públicos.


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Art. 1245 do CC:


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Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do


título translativo no Registro de Imóveis.
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§ 1o Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a


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ser havido como dono do imóvel.


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§ 2o Enquanto não se promover, por meio de ação própria, a decretação


de invalidade do registro, e o respectivo cancelamento, o adquirente
IG

continua a ser havido como dono do imóvel.


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Sobre esse artigo, professora já o tratou em aula, e disse que as meras escrituras
públicas de compra e venda, de doação, por si só não tem o condão de constituir em
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favor do comprador o direito de propriedade, pois elas geram apenas um vínculo


obrigacional, pois o direito real só se constitui através do registro.
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Há direitos que só são constituídos através do registro e um exemplo disso é o da


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propriedade.
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d) Publicidade:

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O registro público tem o condão de levar ao conhecimento de todos a existência de um
ato ou fato. Também confere eficácia diante de terceiros. Exemplo: cessão de créditos,

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obrigação só entre as partes, mas se for levando a registro ela passa a ser eficaz diante
de terceiros. O simples contrato faz leis entre as partes, mas levado a registro no cartório

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imobiliário, dar-se publicidade e eficácia mediante terceiros. Confere eficácia real ao

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contrato de compra e venda, art. 1.417 e art. 1.418 do CC.

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Art. 1.417. Mediante promessa de compra e venda, em que se não
pactuou arrependimento, celebrada por instrumento público ou
particular, e registrada no Cartório de Registro de Imóveis, adquire o

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promitente comprador direito real à aquisição do imóvel.

Art. 1.418. O promitente comprador, titular de direito real, pode exigir do

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promitente vendedor, ou de terceiros, a quem os direitos deste forem
cedidos, a outorga da escritura definitiva de compra e venda, conforme

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o disposto no instrumento preliminar; e, se houver recusa, requerer ao
juiz a adjudicação do imóvel.

e) Principio da Reserva da iniciativa: 65


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Nenhum tabelião pode agir de oficio. Qualquer fato que for levado ao registro, ou será
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por determinação judicia, requerimento do interessado, ou do MP quando houver


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previsão legal.
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Os registros não podem ser feitos de oficio. Se os contratantes não recorreram, não
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pode haver registro.


PI

Professora dá exemplo de um formal de partilha. Para evitar que os bens não fiquem
sem dono, usamos o principio de saisine, que é aquele que consagra, que aberta a
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sucessão a herança transmite-se desde logo. Os herdeiros adquirem a propriedade da


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herança com a morte de alguém. O registro da partilha tem como objetivo dar
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publicidade, tendo natureza declaratória.


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f) Legalidade:
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Exatamente em razão desse objetivo vamos impor, tanto aos notários como os
registradores, prestarem os seus serviços tendo como suporte fático atos inválidos. O
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tabelião tem a função não só de formalizar documentos públicos, mas de orientar a


validade dos atos que os interessados querem praticar. Para uma pessoa casada alienar
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imóvel ela precisa da autorização do outro cônjuge, exceto no regime de separação


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absoluta de bens, alienar imóveis.


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Exemplo: Tonhão é casado pelo regime da comunhão parcial de bens, quer vender o

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apartamento que adquiriu por herança deixada por seu pai. Mesmo que o apartamento
seja só dele, ele precisa da autorização de sua mulher Maria. Se o registrador verificar
que não houve a autorização da mulher, ele não pode formalizar essa escritura. E ainda

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que tenha feito isso o oficial pode se negar a registrar.

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Esses objetivos foram definidos de forma incompleta pela lei de Registro Público. Art 1:

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Art. 1º Este Provimento codifica os atos normativos da Corregedoria
Geral de Justiça relativos aos serviços notariais e de registro do Estado

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de Minas Gerais.

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Nós temos uma legislação posterior que já inclui publicidade. Nosso código de normas,
já assim determinava.

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Art. 2º Serviços notariais e de registro são aqueles de organização

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técnica e administrativa destinados a garantir publicidade, autenticidade,
segurança e eficácia dos atos jurídicos.
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Intervalo
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Bloco 4
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Espécies:
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1. Registro civil das pessoas naturais: nós vamos formalizar,


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documentar, transcrever tudo aquilo que diz respeito ao estado das


PI

pessoas.
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Neste ofício vamos registrar, em sentido amplo, todos os atos e fatos, previstos nos art.
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9 e 10 do CC/02. Esses dois artigos estabelecem respectivamente, quais são os atos


que devem ser levados a registro e a averbação. Logo o registro em sentindo lato estão
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englobados o registro e a serventia.


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Art. 9o Serão registrados em registro público:


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I - os nascimentos, casamentos e óbitos;

II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz;


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III - a interdição por incapacidade absoluta ou relativa;


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IV - a sentença declaratória de ausência e de morte presumida.


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Art. 10. Far-se-á averbação em registro público:

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I - das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento,
o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da sociedade
conjugal;

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II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem
a filiação;

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III - dos atos judiciais ou extrajudiciais de adoção.

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2. Registro: levaremos a registro todos aqueles atos que forem de

OS
repercussão originária, que são aqueles que pode ser levado a registro
independentemente da existência de um registro anterior. São eles,

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segundo o art. 9 do CC/02, aqui já mencionado.

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É nessa serventia que levamos todos esses atos que interferem na capacidade, noticiam
a existência da pessoa, e tudo aquilo que repercute na capacidade de direito ou de fato.

16
O registro de nascimento tem natureza declaratória, logo não estamos dando eficácia,

65
mas dando publicidade, mesma coisa ocorre com o casamento, o óbito.
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Emancipação se dá no mesmo caso, quando voluntária, por outorga dos pais, deve ser
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feia por escritura pública, independentemente de homologação judicial, desde que o


filho já tenha 16 anos. Nós sabemos que existem outras formas de emancipação, mas
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nos outros casos já há pressunção que a lei é de conhecimento de todos.


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Sobre a interdição, essa sentença proferida em uma ação de interdição tem natureza
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mista, declaratória e constitutiva: declaratória pois reconhece a pré-existência da


PI

incapacidade e constitutiva pois institui um curador que é aquele que vai passar a
assistir o interditado na vida civil.
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Ausência é quando a pessoa se encontra em local incerto ou não sabido. Se perdurar


por muito tempo, se dará uma sentença que decreta a morte presumida daquele que
IG

antes foi declarado ausente, que será levado a registro. Há o caso de morte presumida
DR

sem decretação de ausência, nas condições da lei, onde qualquer interessado poderá
provocar o juiz para decretar a morte dessa pessoa, com a sentença, será levado a
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registro para se dar publicidade.

3. Averbação: na mesma serventia, podemos fazer averbação de


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determinados atos, que derivam de fatos anterior.


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Art. 10 do CC já falado aqui.


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Nós devemos averbar o divórcio, mas também as escrituras públicas, quando o divorcio

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consensual for feito pelas vias administrativas. Sobre a filiação, nós sabemos que os
pais podem fazer o reconhecimento de filiação, por vários meios, segundo art. 1609 do
CC/02.

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Art. 1.609. O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é

EI
irrevogável e será feito:

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I - no registro do nascimento;

II - por escritura pública ou escrito particular, a ser arquivado em cartório;

OS
III - por testamento, ainda que incidentalmente manifestado;

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IV - por manifestação direta e expressa perante o juiz, ainda que o
reconhecimento não haja sido o objeto único e principal do ato que o

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contém.

Parágrafo único. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho

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ou ser posterior ao seu falecimento, se ele deixar descendentes.

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Se o pai não reconhece voluntariamente, terá uma ação e uma sentença que deve ser
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levado a averbação no registro de Pessoas Naturais.


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Essa serventia terá como livros obrigatórios todos aqueles exigidos no art. 33 da Lei de
Registro Público, que afala aonde o registro e averbação deve ser feita.
O
NT

Art. 33. Os recolhimentos a que se refere o art. 32 deste Provimento


deverão ser efetuados até o dia 10 (dez) do mês subsequente ao
PI

recebimento dos emolumentos, mediante Guia de Recolhimento de


S

Custas e Taxas Judiciárias - GRCTJ do tipo “Guia Excedente ao Teto


UE

Remuneratório”, emitida por meio do Sistema Integrado de Apoio à


Fiscalização dos Serviços Notariais e de Registro - SISNOR. (Art. 33
IG

com redação determinada pelo Provimento nº 349, de 23 de janeiro de


2018)
DR

Sobre o casamento, temos que tomar providências preliminares, dentro de um processo


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administrativo, precedido pelo registrador, e deve ser instruído com uma serie de
documentos, além dos editais que são públicos para conferir publicidade.
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4. Registro civil das Pessoas Jurídicas:


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Nós sabemos que existem pessoas naturais, que são os seres humanos, dotados de

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estrutura biopsicológica, e Pessoas Jurídicas que são entes abstratos criadas na forma
da lei, para desempenharem certas atividades, públicas ou privadas. É no cartório de
Registro civil das PJ que nós vamos levar a registro os contratos, os atos constitutivos,

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o estatuto ou compromissos das sociedade civis, religiosas, pias, morais, cientificas ou

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literárias, bem como o das fundações e das associações de utilidade pública, as
sociedade civil que revestirem as formas estabelecidas nas leis comercias, salvo as

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anomias, os atos constitutivos e os estatutos dos partidos políticos, segundo artigo 144
da lei do Registro Público.

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Art. 144. Ao Tabelionato de Notas compete com exclusividade:

-R
I - a lavratura de escrituras públicas em geral, incluindo as de testamento

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e de procuração;

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II - a lavratura dos autos de aprovação de testamento cerrado e a
anotação da ocorrência;
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III - a lavratura de atas notariais;
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IV - a expedição de traslados e certidões de seus atos;


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V - o reconhecimento de firmas;
O

VI - a autenticação de cópias, como sucedâneo da antiga pública


NT

forma.
PI

Parágrafo único. Os oficiais de registro civil das pessoas naturais dos


S

distritos onde as atividades notariais lhes estejam atribuídas


UE

cumulativamente ficam autorizados a praticar os atos atribuídos pela lei


ao tabelião de notas, à exceção da lavratura de testamentos em geral e
IG

da aprovação de testamentos cerrados.


DR

Bloco 5
RO

Nós já estudamos esse tema em outra aula, sobre Pessoas Jurídicas, falando que a
existência legal da PJ de direito privado começa com o registro do ato constritivo no
RE

cartório competente, previsto no art. 45 do CC.


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Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito

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privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro,

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precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder
Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar

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o ato constitutivo.

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Esse art. 45 está intimamente ligado ao art. 114 da lei de registro público. Eles não são

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feitos apenas para dar publicidade, mas sim para dar vida, por isso de natureza
constitutiva.

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Art. 114. A Central Eletrônica de Atos Notariais e de Registro, implantada

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no âmbito da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais,
presta-se ao armazenamento, concentração e disponibilização de
informações sobre inventários, divórcios, separações, restabelecimento

19
da sociedade conjugal, testamentos, procurações e substabelecimentos.

16
(Art. 114 com redação determinada pelo Provimento nº 317, de 29 de
fevereiro de 2016)
65
71
O livro dessa serventia são dois livros, segundo art. 116 da Lei de Registro Público.
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Art. 116. A remessa de que trata o art. 115 deste Provimento será
realizada através de aplicativo agregado ao Sistema de Serviço Notarial
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e de Registro, já implantado e em uso por todos os serviços notariais e


de registro do Estado de Minas Gerais.
O
NT

§ 1º Na planilha da Central Eletrônica de Atos Notariais e de Registro,


os campos específicos serão preenchidos com os dados constantes do
PI

Anexo Único deste Provimento, de acordo com o ato praticado.


S

§ 2º Os atos notariais e de registro praticados antes da entrada em vigor


UE

deste Provimento dispensam a informação do CPF ou CNPJ respectivos,


caso a informação não conste nos registros existentes.
IG
DR

5. Registro de títulos e documentos:


RO

Art. 127 da lei de registro público que prevê quais são os atos que precisam ser levados
a registro.
RE

Art. 127. No Registro de Títulos e Documentos será feita a


transcrição:
EI

I - dos instrumentos particulares, para a prova das obrigações


M

convencionais de qualquer valor;


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II - do penhor comum sobre coisas móveis;

D
RO
III - da caução de títulos de crédito pessoal e da dívida pública federal,
estadual ou municipal, ou de Bolsa ao portador;

RE
IV - do contrato de penhor de animais, não compreendido nas
disposições do art. 10 da Lei nº 492, de 30-8-1934;

EI
V - do contrato de parceria agrícola ou pecuária;

EM
VI - do mandado judicial de renovação do contrato de arrendamento para
sua vigência, quer entre as partes contratantes, quer em face de
terceiros (art. 19, § 2º do Decreto nº 24.150, de 20-4-1934);

OS
VII - facultativo, de quaisquer documentos, para sua conservação.

-R
Parágrafo único. Caberá ao Registro de Títulos e Documentos a
realização de quaisquer registros não atribuídos expressamente a outro
ofício.

19
O inciso VII já nos permite concluir que o rol é meramente exemplificativo. São levados

16
a registro, não só para publicidade, mas para conferir eficácia, exemplo, contrato de
65
penhor comum que pode ser por instrumento público ou particular, nesse contrato
devemos descrever não só a obrigação principal, mas várias outras. Para ter eficácia
71
real, depende do registro que é feito nesse cartório de registro de títulos e documentos.
26

Professora fala também de contrato de alienação fiduciária, onde o devedor vai transferir
-0

a propriedade do bem ao credor. Para ter eficácia em relação a terceiro é preciso que
O

se faça o registro.
NT

Segundo o Art. 132, precisará ter 4 livros:


PI

6. Registro de imóveis.
S
UE

Art. 167 da Lei de Registro Público. De todos os registros, este tem uma relevância
IG

maior, pois toda segurança para estabilidade das relações imobiliárias decorre da
autenticidade, que decorre do Registro Público.
DR

A lista é grande, e na maioria das vezes todos esses atos são levados a registro não só
RO

para conferir publicidade, mas para constituir eficácia real, ser oponível em relação a
terceiros.
RE
EI
M
SE

15
RO
Quando nossa codificação disciplina os direitos reais se mencionam sempre a

D
RO
necessidade do registro. Para se constituir um direito real, nós precisamos do registro
no cartório competente. Art. 1.227 do CC.

RE
Art. 1.227. Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos
por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de

EI
Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os

EM
casos expressos neste Código.

OS
Professora dá vários exemplos, e fala que todos os direitos reais que tem por objeto
imóveis, precisem ser constituídos no cartório de registro de imóveis.

-R
Bloco 6

19
Professora sugere que o art. 167 da lei de Registro Público seja compreendido, mas

16
não de forma exaustiva, pois o CC prevê outros tipos.

65
Os livros obrigatórios estão no artigo 173 da lei Registro Público.
71
Art. 173 - Haverá, no Registro de Imóveis, os seguintes
26

livros: (Renumerado do art. 171 com nova redação pela Lei


nº 6.216, de 1975).
-0

I - Livro nº 1 - Protocolo;
O

II - Livro nº 2 - Registro Geral;


NT

III - Livro nº 3 - Registro Auxiliar;


PI

IV - Livro nº 4 - Indicador Real;


S

V - Livro nº 5 - Indicador Pessoal.


UE

Parágrafo único. Observado o disposto no § 2º do art. 3º, desta Lei, os


livros nºs 2, 3, 4 e 5 poderão ser substituídos por fichas.
IG

É na matricula que se conta toda a história do imóvel, apontando toda a cadeia e que o
DR

imóvel passou, além do mais, faz o registro de ônus reais, por exemplo, se o imóvel foi
objeto de promessa de compra e venda é ali na matricula dele que se estabelece essa
RO

notícia.
RE

Sobre o livro número 3, é um livro para registro auxiliar, ver art. 177:
EI
M
SE

16
RO
Art. 177 - O Livro nº 3 - Registro Auxiliar - será destinado ao registro dos

D
atos que, sendo atribuídos ao Registro de Imóveis por disposição legal,

RO
não digam respeito diretamente a imóvel matriculado.

RE
Exemplo, pacto antinupcial.

EI
Existem dois livros de indicador, pois para consultar o livro numero 2 precisa do número

EM
de matrícula do imóvel, e quando descreve o imóvel esse indicador demonstra tudo que
está registrado nos outros livros.

OS
Professora dá um exemplo: Tonhão me deve e não paga. Este será citado para pagar,

-R
impugnar ou nomear bens a penhora. Não fazendo nada disso, cabe ao credor indicar
bens para serem penhorados, mas é necessário saber se existe bens no nome de

19
Tonhão. Logo vamos olhar o livro de número 5, indicador pessoal, que vai indicar tudo
que está em nome de Tonhão.

16
Para saber quem é o proprietário, podemos fazer uma pesquisa no livro 4. Esses
indicadores quase sempre nos remetem ao livro dois.
65
71

7. Tabelionato de notas
26
-0

É nessa serventia que os pais vão lavrar escritura pública de emancipação, que os
noivos celebram pacto antinupcial, que vamos celebrar um testamento público, entre
O

outros. É aqui que nós formalizamos um documento público, que nós chamados de
NT

escritura pública, aonde a formalização se dá pelo notário, pelo tabelião, a partir dos
documentos que lhe fora apresentado ou das declarações feitas pelos interessados.
PI

No tabelionato de notas se faz um registro em sentido amplo, que seria para formalizar
S
UE

um documento público.
IG

Art. 142 da lei Registro Público.


DR

O notário tem função também de aconselhamento: aconselhar as partes, visando a


legalidade.
RO

8. Tabelionato de protesto
RE

Aqui nos vamos proceder a registro para dar publicidade a inadimplência de um


EI

devedor. Não só para isso, mas também para constituir em mora.


M
SE

17
RO
9. Tabelionato e registro de contratos marítimos

D
RO
Esse último ofício é tanto para tabelionato quanto para registros marítimos, visando não
só eficácia como também publicidade. Aqui a serventia é única.

RE
São essas as serventias mais importantes que merecem nossa atenção.

EI
EM
FIM.

OS
-R
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NT
PI
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