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Auto-Cura e o Cérebro Humano

De Rosana Batarelli

Por princípio, qualquer ser humano tem condições de eliminar qualquer mal físico. Isto é possível através de uma mudança em nossa
química cerebral!
Mas como a nossa química cerebral promove tantas mudanças inclusive até fantásticas? Isto ocorre porque a farmácia mais sofisticada
do mundo está em nosso cérebro.
Existe uma parte do cérebro chamada de Hipotálamo que parece uma pequena fábrica. Ele reúne certos materiais químicos que se
combinam com certas emoções .
O corpo é uma unidade de carbono que produz cerca de 20 diferentes aminoácidos para formular sua estrutura física. É uma máquina de
produzir proteínas. No hipotálamo temos pequenas cadeias de proteínas chamadas peptídeos (cadeias de aminoácidos).
Certos peptídeos e hormônios neurais se combinam com os estados emocionais que sentimos diariamente produzindo nossa química
cerebral.

Existem materiais químicos para raiva, tristeza, desejo, enfim, para todos os estados emocionais pelos quais passamos nosso cérebro
produz uma determinada combinação de cadeia.
No momento que sentimos um estado emocional em nosso corpo ou em nosso cérebro, o hipotálamo imediatamente combinará o
peptídeo e o liberará através da pituitária diretamente na corrente sanguínea. No momento que atinge a corrente sanguínea, ele acha o
seu caminho para diferentes partes do corpo.
Todas as células do corpo possuem receptores externos, uma célula pode ter milhares de receptores. Quando sua superfície é analisada
ela se abre para o mundo exterior. Quando um peptídeo atraca em uma célula, é como se uma chave entrasse na fechadura. Eles se
anexam e é como se uma campainha tocasse enviando um sinal para a célula.
Existem milhares de receptores nas células; um receptor está ligado a um peptídeo e muda a célula de várias maneiras . Ele dispara uma
cascata de eventos bioquímicos que podem até alterar o núcleo da célula produzindo inúmeras doenças.
Cada célula está viva e cada uma tem uma consciência, especialmente se definimos consciência como sendo o ponto de vista de um
observador. Há sempre a perspectiva da célula, na verdade, a célula é a menor comunidade de consciência do corpo.
Os distúrbios psicológicos podem levar a alterações endócrinas que alteram o metabolismo e a neurofisiologia. Alguns hormônios,
como os produzidos pela glândula adrenal nos casos de estresse, podem diminuir a imunidade do organismo, levando ao aparecimento
de doenças. Esse é apenas um exemplo, entre vários. Ao mesmo tempo, quando os distúrbios emocionais são evitados, perseveramos o
funcionamento adequado do organismo.
Por isso o poder de auto-cura (regeneração) que podemos empregar no corpo afetado, começa dentro do nosso cérebro, que pode ser
desde um mero resfriado até a cura de uma doença “terminal”.
Em muitas situações do cotidiano, a mente se encarrega sozinha. Em outros casos, a doença é persistente.
Nosso corpo tem instintos de cura, só precisamos reaprender a utiliza-los de uma forma melhor, com isto podemos reparar as coisas e
voltar ao estado de saúde.
O Vício
A definição sobre o vício é simples, é algo que a pessoa não consegue parar. Criamos situações para suprir as necessidades
bioquímicas das células do nosso corpo; situações que satisfaçam nossas necessidades químicas.
Um viciado sempre precisará de um pouco mais para poder satisfazer sua necessidade química, que incluem também estados
emocionais, ou seja, podemos ficar “viciados” em alguém por esta pessoa desencadear uma reação química em nosso cérebro.
O ser humano pode usar seu cérebro – mente – para curar uma doença ou para criar muitas outras; inclusive muitos vícios. A sociedade
consumista e materialista de hoje, aprisiona a mente e o corpo, com isso não somos mais donos do próprio destino.
O cérebro humano continua sendo uma incógnita, mas é fato que as funções cerebrais desempenham papel fundamental no equilíbrio
das diversas funções e composições químicas do corpo.
A verdade é que o corpo tem mecanismos de cura que desconhecemos. Paciente com doenças dita incuráveis se recuperaram e a
ciência ainda não tem resposta para isso.
Exercícios físicos funcionam como antidepressivos. Atividades físicas nunca estiveram em tão alta. A epidemia mundial de obesidade
levou a ginástica ao patamar de item indispensável para a qualidade de vida. Mas suar a camiseta traz mais benefícios do que aqueles
relacionados à redução da gordura. O exercício é um tratamento eficaz para a ansiedade, por exemplo, também fazem bem a pessoas
com depressão.
Pessoas que se exercitam demonstram menor predisposição a doenças cardiovasculares e diabetes. A prática ajuda na recuperação de
dependência de substâncias químicas e até na regulação da atividade intestinal.