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 y dy +  xdx = C

APOSTILA

DE

EQUAÇÕES

DIFERENCIAIS

ciências – uema

Elaborada por :

Raimundo Merval Morais Gonçalves


Licenciado em Matemática/UFMA
Professor Auxiliar/UEMA
Especialista em Ensino de Ciências/UEMA
e–mail : mervalmorais@ig.com.br

São Luís – Ma
AGOSTO / 2012

CEQ.1414.0207
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ÍNDICE

p.
1. Equações Diferenciais .................................................................... 03
2. Equações Diferenciais de Variáveis Separáveis ............................ 06
3. Equações Diferenciais Homogêneas .............................................. 09
4. Equações Diferenciais Exatas ........................................................ 11
5. Lista de Exercícios de Revisão – 1 ................................................. 13
6. Equações Lineares de 1ª ordem ..................................................... 14
7. Aplicações de equações de 1ª ordem ............................................ 17
8. Equações de Bernoulli .................................................................... 20
9. Lista de Exercícios de Revisão – 2 ................................................. 22
10. Equações Lineares de 2ª ordem com coeficientes constantes .... 23
11. Equações Lineares de 2ª ordem não homogêneas ........................ 25
12. Equações Lineares de ordem n com coeficientes constantes .... 29
13 Equação de Cauchy − Euler ........................................................... 31
14. Sistemas Lineares de Equações Diferenciais ................................ 34
15. Transformada de Laplace ............................................................... 38
16. Lista de Exercícios de Revisão – 3 ................................................. 42
17. Tabela de Derivadas e Tabelas de Integrais.................................. 43

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EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

1. DEFINIÇÃO
Chama-se Equação Diferencial toda equação cujas incógnitas são funções e que
contém pelo menos uma derivada ou diferencial destas funções.

EXEMPLOS :

dy d2y
a)  3x  1 b) x. dx – y. dy = 0 c) y0
dx dx 2

2 3 2
d2y  dy  2x 2y  t  x
d)  2.   1 e)  4. 0 f) 2.  0
dx 2
 dx   t2  x2  u3  v2

2. CLASSIFICAÇÃO
Uma equação diferencial é chamada Ordinária se a função incógnita depende de
apenas uma variável ; se a função incógnita depende de mais de uma variável independente,
temos uma Equação Diferencial Parcial, por exemplo : os exemplos a) , b) , c ) e d) são or-
dinárias e os exemplos e) e f) são parciais.

3. ORDEM E GRAU

3.1 – ORDEM
A ordem de uma equação diferencial é a ordem da mais alta derivada que nela
comparece.

3.2 – GRAU
Supondo-se a equação escrita, como um polinômio na incógnita e suas derivadas, o
grau da equação é o maior dos expoentes a que está elevada a derivada de mais alta ordem
contida na equação.

2 4
 d3y  d2y  dy 
EXEMPLO : A equação  3  + 4 2 – 3   + 7y = x 2 é de 3ª ordem e 2º grau , pois a
 dx  dx  dx 
derivada terceira está elevada ao expoente 2( dois ).

4. SOLUÇÕES
Solução de uma Equação Diferencial na função incógnita( y ) e variável independente( x ),
em um intervalo I, é uma função y( x ) que verifica a equação para todo x  I.

EXEMPLOS :

3x 2
a) Seja a equação y' = 3x – 1, verifique se y =  x  C é solução da equação.
2

b) Seja a equação ( y' )4 + y2 = – 1, verifique se y = x2 é solução

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Existem vários tipos de solução para uma equação diferencial.

a) Solução Geral  é a solução que contém tantas constantes arbitrárias quantos as unidades da
ordem da equação.

b) Solução Particular  é a solução da equação deduzida da solução geral, atribuindo-se valo-


res particulares às constantes arbitrárias.

c) Solução Singular  é a solução da equação, que não pode ser deduzida da solução geral.

Para resolvermos uma equação diferencial deve-se integrar a mesma.

5. PROBLEMAS DE VALOR INICIAL E PROBLEMAS DE VALORES DE CONTORNO


Um problema de Valor Inicial consiste em uma Equação Diferencial, juntamente
com condições subsidiárias relativas à função incógnita e suas derivadas, tudo dado para um
mesmo valor da variável independente ; caso contrário o problema é um Problema de Con-
torno, ou seja , quando as condições se referem a mais de um valor da variável independente.

EXEMPLO 1 : Seja a equação y'' + 2y' = e x e as condições y' (  ) = 2 e y(  ) = 1 . Este pro-


blema é um problema de valor inicial, pois as condições são ambas dadas no
mesmo ponto x =  .

EXEMPLO 2 : Seja a equação y'' + 2y' = e x e as condições y' ( 0 ) = 2 e y( 1 ) = 1 . Este proble-


ma é um problema de valores de contorno, pois as condições são dadas em diferen-
tes pontos x = 0 e x = 1 .

6. CURVAS INTEGRAIS
Geometricamente, a solução geral de uma Equação Diferencial representa uma fa-
mília de curvas que recebem o nome de Curvas Integrais. Essa solução denomina-se Primitiva
ou Integral da Equação Diferencial.

dy
EXERCÍCIO RESOLVIDO : Seja a equação  2x . Descubra que família de curvas representa
dx
a sua solução geral.

SOLUÇÃO

dy 2x 2
 2x  dy = 2x dx   dy =  2x dx  y = + C  y = x2 + C
dx 2

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LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Quais das seguintes funções são soluções da equação diferencial y''– y = 0 ?

a) y = e x b) y = cos x c) y = 2 . e 2x d) y = 3 . e – x

2. Determine C1 e C2 de modo que y( x ) = C1 sen x + C2 cos x satisfaça as condições dadas .

a) y( 0 ) = 1 e y'( 0 ) = 2 b) y( 0 ) = – 1 e y( \2 ) = 1 c) y( 0 ) = 2 e y'(  ) = 1

R. a) C1 = 2 e C2 = 1 ; b) C1 = 1 e C2 = – 1 ; c) C1 = – 1 e C2 = 2

3. Em cada item abaixo, escreva uma equação diferencial que seja modelo matemático para a situa-
ção descrita.

a) A inclinação do gráfico de g no ponto ( x, y ) é a soma de x e y.

x 
b) A reta tangente ao gráfico de g no ponto ( x, y ) intercepta o eixo-x no ponto  2 ,0  .
 

c) A taxa de variação temporal da velocidade ( v ) de uma lancha é proporcional ao quadrado de ( v ).

d) Em uma cidade com população fixa de P pessoas a taxa de variação temporal do número de
pessoas( N ) que contraíram certa doença é proporcional ao produto do número de pessoas que
tem a doença pelo número de pessoas que não tem.

5. Determine a família de curvas que a solução de cada equação abaixo, representa.

dy dy dy 1
a) = 2.x – 7 b) =x²+1 c) = 2 ,x>0
dx dx dx x

dy dy x dy x 1
d) = 3x² – 2x + 5 e) = y,y>0 f) = y 1
dx dx dx

dy dy
g) = 9x² – 4x + 5 ; x = – 1 e y = 0 h) = x 1/2 + x 1/4 ; x = 0 e y = – 2
dx dx

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EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE VARIÁVEIS SEPARÁVEIS

1. INTRODUÇÃO
Todas as equações da forma :

M . dx + N . dy = 0, onde M e N podem ser :

a) funções de apenas uma variável ;


b) produtos com fatores de uma só variável ;
c) constantes

é denominada Equação de Variáveis Separáveis.

A solução da equação é obtida integrando ambos os lados da equação, ou seja :

 M.dx +  N.dy = C , onde C é uma constante arbitrária.

EXERCÍCIO RESOLVIDO 1: Resolver a equação x³ dx + ( y + 1 ) ² dy = 0 .

Como as variáveis já estão separadas, podemos integrar termo a termo :

SOLUÇÃO
x 4 ( y  1) 3
 x³ dx +  ( y + 1 )² dy = C1  + = C1  3x4 + 4( y + 1 ) ³ = C , é a so-
4 3
lução geral da equação, onde C = 12C1.

EXERCÍCIO RESOLVIDO 2 : Resolver a equação e x dx – y dy = 0 e y( 0 ) = 1 .

SOLUÇAO

x y
y2 y2 12
 e x dx –

y
x
ydy = 0  e x
0 – 1
= 0  ex – e0 – + =0
0 1 2 2 2

y2 1 y2 1 y2 1
ex – 1 – + = 0  ex – =1–  ex – =
2 2 2 2 2 2

2e x – y² = 1

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LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Resolva as equações diferenciais abaixo :

a) y' = 3x – 1 b) y.dx – x.dy = 0 c) x . cos x dx + ( 1 – 6y5 ) dy = 0 ; y(  ) = 0

d) tg x . sec y dx – tg y . sec x dy = 0 e) ( x2 – 1 ) 1  y 2 dx – x2 dy = 0

f) ( x – 1 )dy – ydx = 0 g) 4xy2 dx + ( x2 + 1 ) dy = 0

1 dy dy e 2 y
h)  tgy. 0 i) 
x dx dx x 2  4

j) x2.y' = 1 – x2 + y2 – x2.y2 l) y3 . y' = ( y4 + 1 ) . cos x

2. Ache uma função y = ( x ) que satisfaça a equação diferencial e a condição inicial.

a) y' = 2x – 1 ; y( 0 ) = 3 b) y' = ( x – 2 ) 3 ; y( 2 ) = 1 c) y' = cos x ; y( 0 ) = 1

3. Ache a função posição x( t ) de uma partícula em movimento com aceleração dada a( t ), posi-
ção inicial xo = ( 0 ) e a velocidade inicial vo = v( 0 ).

a) a( t ) = 50 , vo = 10 e xo = 20 b) a( t ) = 2t + 1 , vo = – 7 e xo = 4

4. Resolva os problemas abaixo, utilizando uma equação diferencial.

a) Uma bola é solta do alto de um prédio que tem a altura de 405m. Quanto demora a chegar ao
solo ? Com que velocidade toca o chão ?

b) Os freios de um carro são aplicados quando ele se move a uma velocidade de 108km/h e im-
primem uma desaceleração de 10m/s2. Quanto tempo o carro gasta e quanto anda até parar?

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RESPOSTAS

1ª QUESTÃO
3 2
a) y = x –x+C b) x = C . y c) x . sen x + cos x + 1 = y6 – y
2

d) cos y – cos x = C e) x + x – 1 – arc sen y = C f) y = C. ( x – 1 )

x
g) ln ( x2 + 1 )2 – y – 1 = C h) x.cos y = C i) e 2y – arctg  2  = C
 

j) arctg y – x – 1 + x = C l) ln ( y4 + 1 ) = C + 4.sen x

2ª QUESTÃO

1
a) y =x2 – x + 3 b) y = ( x – 2 )4 + 1 c) y = sen x + 1
4

3ª QUESTÃO

1 3 1 2
a) x = 25t2 + 10 t + 20 b) x = t + t – 7t + 4
3 2

4ª QUESTÃO

a) t = 9s ; v = 90 m/s b) t = 3s ; S = 45m

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EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE 1ª ORDEM HOMOGÊNEAS

1. DEFINIÇÃO
Toda função do tipo ( x, y, z ) é denominada Homogênea se ao substituir-se x
por kx ; y por ky e z por kz , tem-se :

( kx, ky, kz ) = k m . ( x, y, z ) , onde m é denominado grau de homogeneidade.

Assim, as Equações Homogêneas são da forma M . dx + N . dy = 0, onde M e N


são funções homogêneas em x e y de mesmo grau.

EXEMPLOS :

a) ( x + 2y ) . dy – y dx = 0 b) ( 2x – y ) dx – x 2  2xy dy = 0

2. RESOLUÇÃO
dy
Seja a equação diferencial homogênea  f ( x , y) , onde ( kx, ky ) = k m . ( x, y ) .
dx
Para resolver esta equação, devemos efetuar a substituição :

y=v.x 

Derivando  em relação a x, temos que :

dy dv
 v  x. .
dx dx

Após a substituição das equações  e  na equação original e efetuadas as sim-


plificações necessárias, temos que a equação resultante se apresenta como uma equação de Va-
riáveis Separáveis nas incógnitas v e x. Então resolvemos esta equação e achada a solução
geral, voltamos às variáveis originais da equação( em geral x e y )

dy
EXERCÍCIO RESOLVIDO : Resolver a equação x . = y + x . e y/x .
dx

dy y y
Dividindo-se a equação por x temos : = + e y/x . Agora substituímos por v e
dx x x
dy dv
por v  x. e efetuamos as devidas simplificações, então :
dx dx

dv dv
v  x. = v + ev  x . = e v  x . dv = e v . dx  e – v dv – x –1 dx = 0
dx dx

 e – v dv –  x –1 dx = 0  – e – v – ln x = C1  e – y/x + ln x = C, onde C = – C1 .

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LISTA DE EXERCÍCIOS

Resolver as equações abaixo :

yx
a) y' = b) ( x2 – y2 ) dx – 2xydy = 0
x

c) ( x2 + y2 ) dx – xydy = 0 d) ( x + y )dx + ( y – x ) dy = 0

dy 2 y 4  x 4
e) ( x2 – 3y2 )dx + 2xydy = 0 ; y( 2 ) = 1 f) 
dx xy 3

yx 2 xy
g) y' = h) y' =
x y  x2
2

i) ( x3 + y3 )dx – 3xy2dy = 0 j) ( 2x + 3y ) dx + ( y – x ) dy = 0

x x
 x
l) (1  2e )dx  2e 1  dy  0
y y

 y

RESPOSTAS

a) y = x . ln | kx | b) x3 – 3xy2 = C c) y2 = x2 ln x2 + C.x2

y
d) ln C. x 2  y 2 = arctg   e) 8( x2 – y2 ) = 3x3 f) y4 = Cx8 – x4
x

g) y = x . ln | C x – 1 | h) 3x2y – y3 = C i) x3 – 2y3 = Cx

xy
j) ln ( y2 + 2xy + 2x2 ) – 4 arctg
x
=C l) x + 2y e y = C
x

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EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE 1ª ORDEM EXATAS

1. DEFINIÇÃO
Uma Equação Diferencial M( x, y ).dx + N( x, y ).dy = 0  é Exata se existe uma
função G( x , y ) tal que :

dG = M( x, y ).dx + N( x, y ).dy.

TEOREMA : A equação M . dx + N . dy = 0 , onde M e N são funções contínuas e deriváveis,


em uma região R é Diferencial Exata se, e somente se, ocorrer a relação :

 M  N
 .
 y  x

2. RESOLUÇÃO
Existem vários métodos para resolver uma Diferencial Exata. Dentre estes métodos,
vamos utilizar um que utiliza uma fórmula, que descreveremos a seguir :

2.1 – MÉTODO DE RESOLUÇÃO


Este método consiste em resolver a equação abaixo :
x y

G( x, y ) = 
xo

M ( x , y o )dx  N( x , y)dy , sendo ( xo, yo ) um ponto fixo e ( x, y ) um
yo

ponto qualquer na região R ( domínio de G ) .

Então a solução da Equação Diferencial  é dada por G( x, y ) = C, onde C é uma


constante arbitrária.

EXERCÍCIO RESOLVIDO : Resolver a equação ( 3 . y . e 3x – 2x ) dx + e 3x dy = 0


SOLUÇÃO

Vamos tomar como ( x o , y o ) o ponto ( 0, 0 ), então temos :


x y x y

G( x, y ) = 
0
M( x, y o ) dx +  N( x, y )dy  G( x, y ) = 
0
( – 2x ) dx +  e 3x dy
0 0
x y
G( x, y ) = – x² + e 3x . y  G( x, y ) = – x² + e 3x . y , como G( x, y ) = C , então a
0 0

solução geral da equação é dada por :



y . e 3x – x² = C ou y = x² . e – 3x + C. e – 3x

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LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Resolva as equações abaixo :

a) 2xydx + ( 1 + x2 )dy = 0 b) ( x + sen y )dx + ( x cos y – 2y )dy = 0

c) ( x2 – y2 )dx – 2xydy = 0 d) ( 2x – y + 1 )dx – ( x + 3y – 2 )dy = 0

1 2
e) ( xy – x2 )dx + x dy = 0 f) ( 2xy + x )dx + ( x2 + y )dy = 0
2

g) ( y + 2xy3 )dx + ( 1 + 3x2y2 + x )dy = 0 h) y e x y dx + x e x y dy = 0

2  ye xy
i) ( y. sen x + xy. cos x )dx + ( x sen x + 1 ) dy = 0 j) y ' =
2 y  x.e xy

l) ( x2 – y )dx – xdy = 0 m) ( x2 + y2 ) dx + 2xydy = 0

RESPOSTAS

1 2
a) x2y + y = C b) x + x . sen y – y2 = C c) x3 – 3xy2 = C
2

d) 2x2 – 2xy + 2x + 4y – 3y2 = C e) 3x2y – 2x3 = C

1 2 1 2
f) x2y + x + y =C g) xy + x2y3 + y = C
2 2

h) e xy = C i) xy sen x + y = C j) 2x + e xy – y2 = C

1 2
l) y = x – C x–1 m ) x 3 + 3xy 2 = C
3

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LISTA DE EXERCÍCIOS – REVISÃO

1. Resolva as equações abaixo :

dy dy
a) ( 1 + x2 ) + xy = 0 b) ( y + 3 )dx + cotg x dy = 0 c) ( xy – x2 ) = y2
dx dx

dx d3y – x
d) =1 – sen 2t e) =e f) sec x . cos2 y dx = cosx . seny dy
dt dx 3

dy x  y
g)  h) ( x2 – x + y2 )dx – ( ye y – 2xy ) dy = 0
dx x  y

i) xy2 dx – ( 2 – x2 y )dy = 0 j) ( x2 – y2 ) dx – ( 2xy – 3 )dy = 0

l) ( 1 + y sen x ) dx + ( 1 – cos x ) dy = 0

2. Resolva os problemas abaixo :

A) A velocidade de um ponto é proporcional ao deslocamento e ao seno do tempo. Achar o des-


locamento em função do tempo.

B) Achar a equação da curva que passa pelo ponto P( 1, 1 ), sabendo que o declive de sua tan-
gente em um ponto qualquer é proporcional ao quadrado da ordenada do mesmo ponto.

C) Achar a equação da curva que passa pela origem, pelo ponto ( 1, 4 ) e tal que a área compre-
endida entre a curva, o eixo x e a ordenada de um ponto qualquer ( x, y ) é igual a um terço do
produto das coordenadas do ponto ( x, y ).

D) Suponha que a taxa de aumento no custo de pedir e manter estoque( y ), à medida que a
quantidade do pedido( s ), aumenta, é igual à razão entre a soma dos quadrados do custo e da
quantidade do pedido, e o dobro do produto do custo pela quantidade. Ache a relação entre Cus-
to de pedir e manter e a magnitude do pedido se y = 3, quando s = 1.

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EQUAÇÕES LINEARES DE 1ª ORDEM

1. EQUAÇÃO LINEAR
DEFINIÇÃO 1 : Uma Equação Diferencial é Linear quando a variável dependente e suas de-
rivadas são todas de 1º grau e não figuram produtos destas na equação.

DEFINIÇÃO 2 : Uma Equação Diferencial de 1ª ordem, é Linear se pode ser escrita na for-
ma :

y' + Py = Q  , onde P e Q são funções de x ou constantes.

Se Q  0, a Equação  é denominada Linear Homogênea ou Incompleta.

2. RESOLUÇÃO
Existem dois métodos para resolvermos uma Equação Linear de 1ª ordem : Método
de Lagrange e o Método do Fator Integrante.

2.1  MÉTODO DO FATOR INTEGRANTE


Chamamos de Fator Integrante( F . I ) uma função que serve para transformar uma
Equação Diferencial não Exata em uma Equação Diferencial Exata .

O fator integrante para as equações lineares de 1ª ordem é dado por :

F.I = e  P( x ) dx .

Uma vez encontrado um fator integrante para a equação diferencial, multiplicamos o


fator integrante pela equação e a resolvemos utilizando o método de resolução para equações
diferenciais exatas.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS : Para cada equação é sugerido uma função como fator integrante . Teste
para verificar se é um fator integrante para a equação, se verdadeiro, resol-
va a mesma .

a) ( 2y – 3x ) dx + x . dy = 0 ; F I = x

b) y dx  x dy = 0 ; F.I =  x  2

c)( y + 1 ) dx  x dy = 0 ; F.I = x 2

Para as equações lineares de 1ª ordem , o procedimento é o mesmo, primeiramente


encontramos um fator integrante e então a transformamos em uma equação exata e resolvemos
utilizando o método da unidade anterior.

EXERCÍCIO PROPOSTO : Resolver a equação y' + y = x + 1.

R. y = k. e – x + x

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2. 2  UMA FÓRMULA PARA RESOLVER EQUAÇÕES LINEARES DE 1ª ORDEM

Sendo y' + Py = Q  uma equação Linear de 1ª ordem, podemos utilizar a se-


guinte fórmula para encontrar a solução geral de  :

y = e –  P( x) dx . [  Q( x ) e  P( x )dx . dx + C ], onde e  P( x )dx é o Fator Integrante da


equação .

EXERCÍCIO RESOLVIDO : Resolver as equações y' – 3y = e x .

SOLUÇÃO :
Temos que : P = – 3 e Q = e x

y = e –  P( x) dx . [  Q( x ) e  P( x )dx . dx + C ]

y = e  3 dx . [  e x . e –  3dx . dx + C ]  y = e 3 x . [  e x . e – 3 x . dx + C ]

y = e 3 x . [  e x . e – 3 x . dx + C ]  y = e 3 x . [  e – 2 x . dx + C ]

 1 2x  x  1 3x 
y = e 3 x .   2 e  C   y =   2 e  C.e 
   

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LISTA DE EXERCÍCIOS

Resolva as seguintes equações lineares de 1ª ordem.

y
a) y' + =x–2 b) y' – 3y = 6 c) y' – 2xy = x
x

4
d) y' +   y = x4 e) y' – 5y = 0 f) xy'  4y = x 2
x

g) y' – 7y = e x h) y' + 2xy = x ; y( 0 ) = 1 i) y' + 6xy = 0 ; y( 0 ) = 5

j) y' – 2y = e 3x l) y' + y = 2 + 2x m) y' + 3y = 2

1 di
n) y' + y = x4 o) – 6i = 2t
x dt

RESPOSTAS

1 2 1 2
a) y = x – x + C.x – 1 b) y = – 2 + C.e 3x c) y = –  k.e x
3 2

1 5 1 2
d) y = C . x – 4 + x e) y = C . e 5x f) y = x + Cx4
9 2

1 x 1 3  x2 2
g) y = C.e 7x – e h) y =  + e –1 i) y = 5 . e  3x
6 2 2

j) y = e 7x + C e 2x l) y = 2x + C . e – x
m) 3y = 2 + C . e – 3x

1 –2 1 1
n) y = x +Cx o) i =   t + C. e  6t
3 18 3

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APLICAÇÕES DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE 1ª ORDEM

As Equações Diferenciais de 1ª ordem, têm grande aplicabilidade, nas mais diversas


áreas de conhecimento. Veremos alguma destas aplicações .

1. CRESCIMENTO E DECRESCIMENTO
Para problemas que envolvem crescimento e decrescimento podemos trabalhar com
o problema de valor inicial :

dx
= kx ; x( t o ) = x o e k é a constante de proporcionalidade que pode ser positiva ou negativa.
dt

2. RESFRIAMENTO
A lei de resfriamento de Newton diz que a taxa de variação de temperatura( T( t ) ) de um
corpo em resfriamento é proporcional à diferença entre a temperatura do corpo e a temperatura
constante ( T m ) do meio ambiente, ou seja :

dT
= k( T – T m ), onde k é a constante de proporcionalidade .
dt

3. CIRCUITOS EM SÉRIE
Podemos utilizar as equações diferenciais para resolver problemas relacionados com
circuitos elétricos, com mostra as figuras abaixo .

1 dq di
Ri+ q = E( t ) e i = L + R i = E( t )
C dt dt

4. MISTURAS
Vamos supor que um tanque contenha uma mistura de água e sal com um volume
inicial de V o litros e Q o gramas de sal e que uma solução salina seja bombeada para dentro do
tanque a uma taxa de ( r E ) litros por minuto possuindo uma concentração ( C E )gramas de sal
por litro. Suponha que a solução bem misturada sai a uma taxa ( r S ) litros por minutos .
A taxa de variação da quantidade de sal no tanque é igual a taxa com que entra sal
no tanque menos a taxa com que sai sal do tanque.

dQ Q
= rE . CE – . rS
dt Vo  (rE  rS ).t
V( t ) = V o + ( r E – r S ) . t

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18

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. A população de bactérias em uma cultura cresce a uma taxa proporcional ao número de bacté-
rias presentes em qualquer tempo. Após 3 horas, observa – se que há 400 bactérias presentes .
Após 10 horas, existem 2000 bactérias presentes . Qual era o número inicial de bactérias ?
R. 200 bactérias

2. Sabe-se que certa substância radioativa diminui a uma taxa proporcional à quantidade presen-
te. Se, inicialmente, a quantidade de material é 50 miligramas, e se observa que, após duas ho-
ras, perderam-se 10% da massa original, determine :
a) a expressão para a massa de substância restante em um tempo arbitrário t ;
b) a massa restante após 4 horas ;
c) o tempo necessário para que a massa inicial fique reduzida à metade.
R. a) M = 50e 0,5t ln 0,9 ; b) M = 40,5 mg ; c) t = 13 h

3. Sabe-se que a população de determinada cidade cresce a uma taxa proporcional ao número de
habitantes existente. Se, após 10 anos, a população triplica, e após 20 anos é de 150.000 habi-
tantes, determine a população inicial.
R. 16.667 habitantes

4. Um tanque de 50 litros de capacidade contém 10 litros de água fresca. Quando t = 0, adicio-


na-se ao tanque uma solução de salmoura com 1 kg de sal por litro, à razão de 4l /min, enquanto
que a mistura se escoa à razão de 2l/min. Determine :

a) o tempo necessário para que ocorra o transbordamento ;


b) a quantidade de sal presente no tanque por ocasião do transbordamento.
R. a) t = 20 minutos ; b) 48 kg

5. Coloca-se uma barra de metal, à temperatura de 100ºF em um quarto com temperatura cons-
tante de 0º F. Se, após 20 minutos a temperatura da barra é de 50ºF, determine :

a) o tempo necessário para chegar à temperatura de 25º F ;


b) a temperatura da barra após 10 minutos.
R. a) t = 40 minutos ; b) 70,7º F

6. Em um circuito RL uma bateria de 12 volts é conectada em série no qual a indutância é de 0,5


henry e a resistência de 10ohms. Se a corrente inicial é zero, determine :

a) A corrente no circuito no instante t ;

b) A corrente no circuito quando tiverem decorridos 1 hora de funcionamento.

c) A corrente no circuito quando t   .

R. 1,2 – 1,2 e – 20 t

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19

7. Deixa-se cair um corpo de massa de 5kg de uma altura de 100m, com velocidade inicial zero.
Supondo que não haja resistência do ar, determine :

a) a expressão da velocidade no corpo no instante t ;

b) a expressão da posição do corpo no instante t ;

c) o tempo necessário para o corpo atingir o solo.

R. v = 10t ; s = 5t2 ; t = 2 5 s

11. Um corpo com temperatura desconhecida é colocado em um refrigerador mantido à tempe-


ratura constante de 0º C. Se após 20 min a temperatura do corpo é de 40ºC e após 40 minutos a
temperatura do corpo é 20ºC, determine a temperatura inicial do corpo.
R. T = 80.e – 0,035t ; To = 80º C

12. Uma lancha se desloca numa lagoa com velocidade de 10m/s. Em dado instante seu motor é
desligado ; a lancha sofre com isso uma redução da velocidade proporcional à resistência da
água, sabendo-se que ao fim de 5s sua velocidade é de 8m/s. Qual será o tempo necessário para
que a lancha adquira velocidade de 1m/s ?
R. t = 51, 6 s

1
15. Achar a equação da curva em que a inclinação da tangente em qualquer ponto P( x, y ) é
2
da inclinação da reta que liga a origem ao ponto.
R. y2 = C . x

16. Um bote está sendo rebocado a uma velocidade de 6m/s. No instante ( t = 0 ) em que o cabo
do reboque é largado, um homem no bote começa a remar no sentido do movimento, exercendo
uma força de 10N. Sabendo que o peso do homem e do bote é de 200N e que a resistência ao
deslocamento, em N, é de 2,6v, sendo ( v ) a velocidade em m/s, achar a velocidade do bote no
fim de 0,5 minuto. Sendo g = 10m/s2 .
R. 3,89 m/s

19. Carbono extraído de um crânio antigo continha apenas um sexto do C14 radiativo do que o
carbono extraído de um osso atual. Qual a idade do crânio, onde k = 0,0001216 ?

R. 14.735 anos

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EQUAÇÃO DE BERNOULLI

1. DEFINIÇÃO
dy
Equação de Bernoulli é aquela da forma + Py = Q . y n onde, P e Q são cons-
dx
tantes ou funções de x e n é diferente de zero e um ( n  0 e n  1 ).

2. RESOLUÇÃO
A Equação de Bernoulli se resolve através da sua redução a uma Equação Linear,
utilizando-se a substituição z = y 1 – n .

Sendo y' + Py = Qy n  uma equação de Bernoulli, podemos então transformar a


equação  em uma equação Linear de 1ª ordem, utilizando a expressão :

z' + ( 1 – n ) Pz = ( 1 – n )Q  , de onde então encontramos a solução geral de  ,


utilizando a fórmula abaixo :
1

. [  Q( x ) e
 P( x) dx  P( x )dx
z = e– . dx + C ], onde e  P( x )dx é o F. I da equação e y = z 1  n .

3
EXERCÍCIO RESOLVIDO : Resolver a equação y' – y = y5 .
x

SOLUÇÃO
3  3
Temos que : P =  , Q = 1 e n = 5 , então : z' + ( 1 – 5 ) .    z = ( 1 – 5 ) . 1
x  x
12 12
z'+ z = – 4 é a equação a ser resolvida , portanto P' = e Q' = – 4 .
x x

z = e –  P( x) dx . [  Q( x ) e  P( x )dx . dx + C ]

z = e –  12 / x dx
. [  ( – 4 ) . e  12 / x dx
. dx + C ]  z = e – 12 ln x . [  ( – 4 ) . e 12 ln x . dx + C ]

. [  ( – 4 ) . e ln x . dx + C ]  z = x – 12 . [  ( – 4 ) . x 12 . dx + C ]
12 12
z = e ln x

 4  4 1

z = x – 12 .   x 13  C   z = – x + C . x – 12 . Como n = 5 , temos que y = z 1  5


 13  13
1
 4
y= z 4  y=(– x + C . x – 12 ) – 1/ 4
13

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LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Resolver as equações abaixo :

y
a) y' + xy = xy2 b) y' + 2. = 3xy2 c) y' – 2xy = xy3
x

dy 2 y
d) y' + xy = x3y3 e) xy' + y = y2 ln x f)  = 2y2
dx x

3 1 2
g) y' – y = x4 y 3 h) y' + y = x ; y( 1 ) = 0
x x

i) y' – y = xy2 j) y' + y = y2 e x

l) x dy + y dx = x3 . y6 dx m) y . y' – x . y2 – x = 0

RESPOSTAS

1
x2 
ln x c) y =   1  C.e  2 x 
–1 2 –3 2 –1 2 2
a) y = ( 1 + C . e2 ) b) y = ( x + Cx )
 2 

e) y = ( ln x + 1 + C.x ) – 1
2
d) y = ( x2 – 1 + C. e x ) – 1/ 2 f) y =( 2x + C . x² ) – 1

3
1
g) y =  Cx 2  2 x 5 
2
h) y = ( – x – 2 + x2 ) i ) y = ( 1 – x + C e–x )–1
 9  4

2
j) y = ( – xex + Ce x ) – 1 l) 2.y – 5 = Cx5 + 5x3 m) y2 = 1 + C e x

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LISTA DE EXERCÍCIOS – REVISÃO

1. Resolva as seguintes equações diferenciais lineares de 1ª ordem.

a) y' – y = 2 . e x b) x . y' + 2y = sen x c) y' – 2y = e 2x

1
d) y' – 2xy = x ; y( 0 ) = 0 e) y' + y = sen x
x

2. Encontre um fator integrante para cada equação abaixo e determine a sua solução.

a) ( 3xy + y2 ) + ( x2 + xy ) y ' = 0 b) ( 3x2y + 2xy + y3 )dx + ( x2 + y2 ) dy = 0

c) ydx + ( 2xy – e –2y ) dy = 0 d) e x dx + ( e x. cotgy + 2ycossecy ) dy = 0

e) ( y. ln y + y .e x )dx + ( x + y . cos y )dy = 0

3. Resolva os problemas abaixo utilizando uma equação diferencial.

dQ
A) O núcleo radioativo do plutônio 241 decai de acordo com a equação diferencial = – 0,0525Q,
dt
onde Q está em miligramas e t em anos.

a) Determinar a meia vida do plutônio 241 ;


b) Se 50 mg de plutônio estiverem presentes numa amostra no dia de hoje, quanto plutônio exis-
tirá daqui a 10 anos ?

B) Admitamos que a temperatura de uma xícara de café quente obedeça à lei do resfriamento,
de Newton. Se a temperatura do café for 93°C, logo depois de coado, e um minuto depois for de
87ºC, num ambiente a 21ºC, determinar o instante em que a temperatura do café é de 65ºC ?

C) Suponha que a população de peixes P( t ) em um lago seja atacada por uma doença no instan-
dP
te t = 0 , com o resultado   k P , ( k > 0 ), dali por diante. Se havia inicialmente 900 pei-
dt
xes no lago , e só restavam 441 após 6 semanas, quanto tempo levará até que toda a população
de peixes tenha morrido ?

D)Um circuito RL tem fem dada( em volts ) por 4sen t, resistência de 100 ohms, indutância de
4 henries, e corrente inicial zero. Determine a corrente no instante t .

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EQUAÇÕES LINEARES DE 2ª ORDEM


COM COEFICIENTES CONSTANTES HOMOGÊNEAS

1. DEFINIÇÃO
Uma Equação Diferencial do tipo :

A2y'' + A1y' + Aoy = 0  , onde A 2 , A 1 e A o são constantes e A 2  0 é chamada E-


quação Diferencial Linear de 2ª Ordem com Coeficientes Constantes.

EXEMPLOS :

a) y'' + 2y' + y = 0 b) y'' – 3y' + 4y = 0 c) 2y'' – 4y' – y = 0

2. RESOLUÇÃO
Para resolver a equação  vamos pesquisar inicialmente uma solução particular, solu-
ção esta que suporemos ser do tipo : y = e mx , então y' = m.e mx e y" = m2.e mx , logo :

m2 e mx + A1.m.e mx + Ao. e mx = 0 :( e mx ), pois e mx  0, temos :

m2 + A1.m + Ao = 0 que é uma equação de 2º grau, denomina-se aqui, de Equação Auxi-


liar ou Equação Característica.

Se m1 e m2 são raízes da Equação Auxiliar, então para encontrarmos a solução geral


da Equação  temos três casos a considerar :

1º CASO :
Se as raízes m1 e m2 da Equação Auxiliar são reais e distintas, então a solução geral
da Equação  é :

y = C1. e m1x + C2. e m 2 x

2º CASO :
Se as raízes m1 e m2 da Equação Auxiliar são reais e iguais, ou seja :
m1 = m2 = m, então a solução geral da Equação  é :
mx mx
y = C1 e + C2 x . e

3º CASO :
Se as raízes m1 e m2 da Equação Auxiliar são complexas, então a solução geral da
Equação  é :
ibx ibx
y = e ax . ( C1 e + C2. e – ) , onde utilizando - se a fórmula de Euler :

e iz = cos z + i . sen z , para z  C, temos :

y = e ax .( C1 . cos bx + C2 . sen bx )

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LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Resolva as equações abaixo :

a) y'' – y' – 2y = 0 b) y'' – 7y = 0 c) D2 + 4D + 5 = 0

d) y'' – 5y' = 0 e) y'' + 4y = 0 f) y'' – 3y' + 4y = 0

d2y dy
g) y'' + 4y' + 4y = 0 h) y'' = 0 i) 2  5y  0
dx 2 dx

j) D2 – 3D + 2 = 0 ; y = 0 e y' = 2, se x = 0

l) D2 + D – 6 = 0 m) D2 – 2D + 10 = 0

n) y'' + y' – 12y = 0 o) y'' – 4y + 5y = 0

p) 3y'' – 2y' – 5y = 0 q) y'' – 4y' + 8y = 0 r) y'' + 2y' + 3y = 0

RESPOSTAS

a) y = C1 e – x + C 2 e 2x b ) y = C1 e – 7x + C2 e 7 x c) y = e – 2x
( C 1 cos x + C 2 sen x )

d) y = C1 + C 2 e 5x e) y = C1 cos 2x + C 2 sen 2x f) y = C1 e – x + C 2 e 4x

g) y = C1 e – 2x
+ C 2 e 2x h) y = C1 + C 2 x i) y = e x(C1 cos 2x + C2 sen 2x )

j) y = – 2 e x + 2 e 2x l) y = C1 e 2x + C 2 e – 3x

m) y = e x ( C 1 cos 3x + C 2 sen 3x ) n) y = C1 e 3x + C 2 e – 4x

o) y = e 2x ( C 1 cos x + C 2 sen x ) p) y = C1 e – x + C 2 e 5x / 3

q) y = e 2x ( C 1 cos 2x + C 2 sen 2x ) r) y = e – x ( C 1 cos 2 x + C 2 sen 2x)

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EQUAÇÕES LINEARES DE 2ª ORDEM NÃO-HOMOGÊNEA


COM COEFICIENTES CONSTANTES
MÉTODOS DE RESOLUÇÃO

1. INTRODUÇÃO
Seja uma Equação Linear de 2ª ordem a coeficientes constantes não-homogênea :

A 2 y'' + A 1y' + A o y = Q, onde Q é constante ou função de x e A o, A 1 e A 2 são coefi-


cientes constantes.

A solução geral desta equação é dada por :

y = yh + yp , onde y h é a solução complementar de y e y p é uma solução particular.

A solução y h é encontrada resolvendo-se a Equação Homogênea associada, ou seja, re-


solvendo a equação :

A 2.y'' + A 1.y' + A o = 0.

2. MÉTODO DOS OPERADORES INVERSOS


Seja uma Equação Diferencial Linear não homogênea com Coeficientes Constantes de
ordem n :

1
y( n ) + A n – 1 y ( n – 1 ) + . . . + A 2 y"+ A 1y' + A o y = Q , ou F( D )y = Q e seja y = F(D) Q ,
uma solução particular da equação  . Para certas formas de Q , o trabalho necessário para deter-
minar esta solução pode ser bastante simplificado, utilizando-se para isto os operadores diferenciais
inversos. Temos os seguintes casos a considerar :

1º CASO : Se Q = e a x , então :

1 1
y= eax = e a x , se F( a )  0.
F(D) F(a )

Se F( a ) = 0 , então y = e ax .  dx = x . e ax .

EXERCÍCIO RESOLVIDO : Encontre uma solução particular para a equação D² – 1 = e 3x

1 1 1
Uma solução particular é : y P = e 3x = 2
2
e 3x = e 3x .
D 1 3 1 8

2º CASO : Se Q = sen( ax + b ) ou cos( ax + b ), então :

1 1
y= 2
sen ( ax + b ) = 2
sen ( ax + b ) , F( – a 2 )  0.
F(D ) F(a )

1 1
y= 2
cos ( ax + b ) = 2
cos ( ax + b ) , F( – a 2 )  0.
F(D ) F(a )

EXERCÍCIO RESOLVIDO : Encontre uma solução particular para a equação D² + 4 = sen 4x

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1 1 1
Uma solução particular é : y P = 2
sen 4x = 2
sen 4x =  sen 4x .
D 4 4 4 12

3º CASO : Se Q = x m ( polinômio de grau m ), então :

1
y= x m = ( a o + a 1 D + a 2 D 2 + . . . + a m D m ) x m , ao  0 , obtido pelo desenvol-
F(D)
1
vimento de F(D) em potências crescentes de D e desprezando todos os termos além de D m , por-
que D n x m = 0 , quando n > m .

1
OBSERVAÇÃO : Temos que { ( x ) } =  ( x ) dx .
D

EXERCÍCIO RESOLVIDO : Encontre uma solução particular para a equação D² + 4D + 4 = x² .

1 1 1 3 2
Uma solução particular é : y P = 2
x² =   D  D  x ² , então :
D  4D  4 4 4 16 
1 1 3
yP = x²– x+ .
4 2 8

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LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Resolver as equações abaixo :

a) D2 – D – 2 = e 3x b) y'' – y' – 2y = sen x c) y'' – y' – 2y = 4x2

d) y' – y = e x e) y' – 5y = 2e 5x f) y'' + y = cos 3x

g) D2 = 9x2 + 2x – 1 h) y'' + 3y' + 2y = 6

i) D2 – 4D + 3 = 1 j) D2 – 4D = 5 l) ( D2 + 4 )y = sen 3x

m) ( D2 + 3D – 4 )y = sen 2x n) D – 5 = – 2x + 1

2. Resolva os problemas abaixo :

A) Determine o deslocamento, o período e a frequência do movimento harmônico simples de


uma massa de 4kg numa extremidade de uma mola com uma constante de 16N/m, sabendo-se
que o deslocamento inicial da massa é 0,5 m e x'( 0 ) = – 10.

1
R.  = 1/ Hz ; p =  s ; x = cos 2t – 5sen 2t
2

B) Um circuito RCL, tal como o da figura abaixo, com R = 6 , C = 0,02 farad , L = 0,1 henry,
tem uma voltagem aplicada de E( t ) = 6V. Supondo que não haja corrente inicial nem carga
inicial quando t = 0, ao ser aplicada inicialmente a voltagem, determine a carga subsequente no
capacitor e a corrente no circuito.

C) Uma massa de 3kg é ligada na extremidade de uma mola que é esticada de 20cm por uma
força de 15N. É posta em movimento com posição inicial xo = 0 e velocidade inicial vo = 10
m/s. Encontre a amplitude, o período e a frequência do movimento resultante.

R. a) 2m ; b) 2/5 s ; c) 5 rad/s

D) Uma massa de 0,25kg acha-se suspensa por uma mola. Distendendo-se de 40cm além de seu
comprimento natural. Põe-se a massa em movimento, a partir de seu equilíbrio, com velocidade
inicial de 1,2m/s no sentido " para baixo ". Determine o movimento subsequente da massa, se a
resistência do ar é dada por – 2x' kg. Considere g = 10m/s2 .

2 – 4t
R. x = e . sen 3t
5

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RESPOSTAS

1 3x 3 1
a) y = C1 e 2x + C2 e – x + e b) y = C1 e 2x + C2 e – x – sen x + cos x
4 10 10

c) y = C1 e 2x + C2 e – x – 2x2 + 2x – 3 d) y = C1 e x + x e x

1
e) y = C1 e 5x + 2xe 5 x f) y = C1 cos x + C2 sen x – cos 3x
8

3 4 1 1
g) y = C1 x + C2 + x + x³– x2 h) y = C1 e – 2x + C2 e – x + 3
4 3 2

1 5
i) y = C1 e 3x + C2 e x + j) y = C1 + C2 e 4 x – x
3 4

1 3 2
l) y = C1 cos 2x + C2 sen 2x – sen 3x m) y = C1 e x + C2 e – 4 x – sen x – cos x
5 50 25

2 3
n) y = C1 e 5x + x–
5 25

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EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES DE ORDEM


n COM COEFICIENTES CONSTANTES

1. DEFINIÇÃO
Chamamos de Equação Diferencial Linear de ordem n com Coeficientes Cons-
tantes a equação do tipo :

y( n ) + A n – 1 y ( n – 1 ) + . . . + A 2 y"+ A 1y' + A o y = Q  , onde Ai são constantes e Q


é uma função de x. Se Q  0, então  é dita homogênea.

EXEMPLOS :

a) y''' – 6y'' + 11y' – 6y = 0 b) D3 – 4D = x c) D5 – 4D3 = e 4x

2. RESOLUÇÃO
A resolução da Equação , segue as mesmas regras da solução das Equações Li-
neares homogêneas e das não homogêneas de 2ª ordem
Se a equação  é homogênea, então temos que as soluções são do tipo y = e mx ,
então derivando-se m vezes e substituindo-se na equação  temos :

m( n ) + An – 1 m ( n – 1 ) + . . . + A2 m 2+ A1m + Ao = 0 que é a Equação Auxiliar ou


Equação Característica de  .

A solução geral da equação homogênea é semelhante à solução das equações de or-


dem 2, sendo que devemos levar em consideração que podem ocorrer várias combinações dos
casos considerados na solução da equação de ordem dois.
Para a solução das equações não homogêneas o procedimento é o mesmo já utilizado
na resolução das equações de ordem dois, ou seja, encontramos a solução complementar( y h ) e
uma solução particular ( y p ) e então : y = y h + y p .

EXERCÍCIO RESOLVIDO : Resolva a equação D 4 + 4D2 = 0 .

SOLUÇÃO

Temos que a equação auxiliar é : m 4 + 4 m 2 = 0, então : m 2 . ( m 2 + 4 ) = 0 

m 2 = 0  m 1 = 0 e m 2 = 0 ou m 2 + 4 = 0  m = ±  4  m 1 = 2i e m 2 = – 2 i, portanto
a equação possui duas raízes reais( dupla ) e duas raízes complexas, logo a solução geral é :

y = C 1 + C 2 x + C 3 cos 2x + C 4 sen 2x

EXERCÍCIO PROPOSTO : Resolver as equações :

a) D 3 – 2D2 + D = 0 b) ( D 3 – 2D2 – 5D + 6 )y = 0

RESPOSTAS :
a) y = C 1 + C 2 e x + C 3 x e x b)y = C 1 e x + C 2 e 3 x + C 3 e – 2x

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LISTA DE EXERCÍCIOS

Resolva as equações abaixo :

a) y''' – 6y'' + 11y' – 6y = 0 b)y ( 4 ) – 9y'' + 20y = 0

c) y''' – 6y'' + 2y' + 36y = 0 d) y( 4 ) + 3y''' + 3y'' + y' = 0

e) y ( 4 )  16y = 0 f) y''' = 12 ; y( 1 ) = y'( 1 ) = y''( 1 ) = 0

g) 3y''' + 2y' = 0 ; y( 0 ) = – 1 ; y'( 0 ) = 0 e y''( 0 ) = 1

h) D3 – 4D2 = 5 i) D3 – 4D = x

j) D5 – 4D3 = 5 l) ( D 3 – 2D 2 – 5D + 6 )y = e 4x

RESPOSTAS

a) y = C1 e 2x + C2 e 3x + C3 e x b) y = C1 e 5x
+ C2 e  5x
+ C3 e 2x + C4 e – 2x

c) y = C1 e – 2x + C2 e 4xsen 2 x + C3 e 4xcos 2 x d) y = C1 + C2 e – x + C3 x e – x + C4 x2 e – x

e) y = C1 e 2x + C2 e – 2x + C3 sen 2x + C4 cos 2x f) y = – 2 + 6x – 6x2 + 2x3

1 3 6 5
g) y = – cos x h) y = C1 + C2 x + C3 e 4x – x
2 2 3 8

1 2 5 3
i ) y = C1 + C2 e 2x + C3e – 2x – x j) y = C1 + C2 x + C3 x 2 + C4 e 2x + C5e – 2x – x
8 24

1 4x
l) y = C1e x + C2e – 2x + C3e 3x + e
18

CEQ.1414.0207
31

EQUAÇÃO DE EULER

1. DEFINIÇÃO
Chama-se Equação de Euler a toda equação da forma

an x n y( n ) + an – 1 x n – 1 y ( n – 1 ) + . . . + a 2 x2y" + a 1xy' + ao y = 0, com an  0 e ao, a1, a2, . . . , an


são constantes.

EXEMPLOS :

a) x2y'' – 2xy' + 2y = 0 b) x2y'' – 3xy' + 3y = 0

2. RESOLUÇÃO

Para resolvermos a equação de Euler, fazemos a substituição x = e t ou y = x r .


Estas transformações reduzem a equação de Euler a uma equação linear com coeficientes cons-
tantes.

2.1 – MÉTODO 1 : UTILIZANDO-SE A SUBSTITUIÇÃO x = e t

Seja a uma equação de Euler de 2ª ordem : ( x 2 D 2 + a 1 x D + a o ) y = 0 , onde :

d
x = e t  t = ln x e D = , logo :
dt
dy 1 dy dy
Dy =   x Dy = , portanto :
dx x dt dt
d2y 1 d 2 y 1 dy
D2 y = 2
 2 2
 2  x 2 D 2 y = D( D – 1 ) y
dx x dt x dt
{ D ( D – 1 ) + a 1 D + a o ) y = 0 ( Equação linear com coeficientes constantes )

Assim como fizemos com a equação de 2ª ordem, podemos fazer com uma equação
de ordem n e então teremos :

{ a n D ( D – 1 )( D – 2 ) . . . ( D – n + 1 ) + . . . + a 3 D( D – 1 ) ( D – 2 ) + a 2 D ( D – 1 ) + a 1 D + a o ) y = Q

2.2 – MÉTODO 2 : UTILIZANDO-SE A SUBSTITUIÇÃO y = x r

Seja uma equação de Euler de 2ª ordem, ou seja : a 2 x 2 y" + a 1 xy' + a o y = 0, então,


utilizando a substituição y = x r temos que :

y ' = r . xr– 1
e y '' = r . ( r – 1 ) . x r – 2 , logo :

a 2 x 2. r . ( r – 1 ) . x r – 2 + a 1 . x . r . x r – 1 + ao . x r = 0 , portanto, fazendo-se as sim-


plificações necessárias temos :

a 2 . r . ( r – 1 ) + a 1 . r + ao = 0 ( Equação linear com coeficientes constantes )

CEQ.1414.0207
32

Assim como nas equações lineares com coeficientes constantes, na resolução das
Equações de Euler temos três casos a considerar :

1º CASO : Raízes Reais e Desiguais : y = C1. x r1 + C2. x r2

2º CASO : Raízes Reais e Iguais : y = C1. x r1 + C2. x r2 . ln x

3º CASO : Raízes Complexas : y = x a . [ C1 . cos ( ln x b ) + C2 . sen ( ln x b ) ]

EXERCÍCIO PROPOSTO : Resolver as equações de Euler .

a) x2y'' + 7xy' + 5y = 0 b) x2y'' + xy' – 4y = 0

RESPOSTAS :

a) y = C1 x – 5 + C2 x – 1 b) y = C1 x2 + C2 x – 2

Utilizando a substituição y = x r , podemos encontrar a seguinte fórmula de recor-


rência para resolver as equações de Euler :

an r ( r – 1 ) . . . ( r – n + 1 ) + . . . + a 2 r ( r – 1 ) + a 1r + ao = 0 .

CEQ.1414.0207
33

LISTA DE EXERCÍCIOS

Resolver as equações abaixo :

a) x2y'' – 2xy' + 2y = 0 b) x2y'' – 3xy' + 3y = 0

c) x2y'' – xy' + 2y = 0 d) x2y'' – 5xy' + 9y = 0

e) x2y'' + 5xy' + 8y = 0 f) 3x2y'' + 6xy' – 6y = 0

g) x2y'' + xy' – y = x2 h) 4x 2y'' – 8xy' + 9y = 0

i) x2y'' + 4xy' + 2y = e x j) x2y'' – 2y = 0

RESPOSTAS

a) y = C1 x + C2 x2 b) y = C1 x + C2 x3

c) y = x . ( C1 cos ln | x | + C2 sen ln | x | ) d) y = C1 x3 + C2 x3 ln x

e) y = x – 2 ( C1 cos ln | x 2 | + C2 sen ln | x 2 | ) f) y = C1 x + C2 x  2

3 3
1 2
g) y = C1 x + C2 x – 1 +
3
x h) y = C1 x 2 + C2 x 2 ln x

i) y = C1 x – 1 + C2 x – 2 + x – 2 . e x j) y = C1 x – 1 + C2 x 2

CEQ.1414.0207
34

SISTEMAS LINEARES DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS

1. INTRODUÇÃO
Nas unidades anteriores, utilizamos métodos para resolver um equação diferencial ordi-
nária que envolve apenas uma variável dependente. Muitas aplicações, entretanto, requerem o uso de
duas ou mais variáveis dependentes, cada qual sendo função de uma única variável independente
( geralmente o tempo ). Em geral, tais problemas levam a um Sistema de Equações Diferenciais
ordinárias simultâneas. Normalmente designaremos a variável independente por( t ) e as variáveis
dependentes( funções desconhecidas ) por x, y, z, . . .. Como sempre, x' indicará a diferenciação de
x em relação a t , e o mesmo com as outras funções.
Nosso estudo ficará restrito aos sistemas em que o número de equações é igual ao núme-
ro de variáveis dependentes( funções desconhecidas ).

2. RESOLUÇÃO
Entre os métodos utilizados para resolver sistemas, utilizaremos o Método de Eliminação.
Este método para sistemas lineares de equações diferenciais é bem parecido com o utili-
zado na solução de sistemas de equações algébricas. O método consiste na eliminação das variáveis
dependentes pela combinação adequada de pares de equação. O objetivo deste procedimento é elimi-
nar sucessivamente as variáveis dependentes até permanecer apenas uma equação contendo uma só
variável dependente. Esta equação normalmente será uma equação linear de ordem superior e pode
ser resolvida pelos métodos já conhecidos.
Este método é eficaz para sistemas de pequeno porte, mas para sistemas com muitas e-
quações é preferível a utilização de métodos que envolvam matrizes.

EXERCÍCIO RESOLVIDO : Encontre a solução do sistema x' = 4x – 3y e y' = 6x – 7y

SOLUÇÃO

1 4
Vamos isolar a variável y na 1ª equação : y =  x ' + x  . Agora derivamos em
3 3
1 4
relação à variável t : y ' = x '' + x'  e substituímos as equações  e  na 2ª equação
3 3
do sistema e fazemos as devidas simplificações, ou seja :

1 4 1 4
 x '' + x' = 6x – 7 . (  x ' + x )  – x'' + 4x' = 18x + 7x' – 28x
3 3 3 3

x '' + 3x' – 10 x = 0  ( Equação linear homogênea de 2ª ordem a coeficientes constantes. )

A equação auxiliar da equação  é : m ² + 3m – 10 = 0 , logo as raízes são :

m1 = 2 e m 2 = – 5 , então x ( t ) = C 1 . e 2 t + C 2 . e – 5 t  .

Para encontrar y( t ) , basta derivar a equação x( t ) e substituir x( t ) e x' ( t ) na equação


3 1
 e efetuar as devidas simplificações. Então temos que y( t ) = C 1 . e 2 t + C 2 . e – 5 t .
2 3
2t –5t 3 1
Portanto a solução do sistema é : x ( t ) = C 1 . e + C 2 . e e y( t ) = C 1 . e 2 t + C 2 . e – 5 t
2 3

CEQ.1414.0207
35

2.2 – MÉTODO DOS OPERADORES DIFERENCIAIS

Qualquer sistema de equações diferenciais lineares com coeficientes constantes pode ser
escrito na forma : L 1 x + L 2 y = 1( t ) e L 3 x + L 4 y = 2( t ) , onde L 1, L 2, L 3 e L 4 são operadores
diferenciais lineares e  1 ( t ) e  2 ( t ) são funções dadas.

Podemos eliminar uma variável dependente de cada vez e resolver o sistema por adição.
Uma outra alternativa é utilizar as equações abaixo, em forma de determinantes. O determinante da
esquerda é chamado de determinante operacional e as equações  e  , nos lembram a Regra de
Cramer para resolução de sistemas de equações algébricas .

L1 L2 f1 ( t ) L2 L1 L2 L1 f1 ( t )
L3 L4
x = f (t) L  L3 L4
y = L f (t) 
2 4 2 2

( L 1. L 4 – L 2.L 3 )x = L 4.1( t ) – L 2 2( t ) e ( L 1.L 4 – L 2.L 3 )y = L 1.2( t ) – L 3 1( t )

Não podemos esquecer que os determinantes do lado direito das equações acima
são avaliados por meio de operadores operando nas funções.

EXERCÍCIO RESOLVIDO : Encontre a solução do sistema x' = – 3x + 2y e y' = – 3x + 4y ; x( 0 ) = 0 ,


y( 0 ) = 2.

SOLUÇÃO
Primeiro vamos escrever as equações do sistema utilizando operadores lineares.

x ' + 3x – 2 y = 0  ( D + 3 ) – 2y = 0  e 3x + y ' – 4 y = 0  3x + ( D – 4 ) y = 0 

Como o lado direito das equações do sistema são nulos temos que :

D3 2
= 3 D4
= ( D + 3 ) ( D – 4 ) + 6 = D ² – D – 12 + 6 = D ² – D – 6 = 0

A última igualdade é uma equação linear de 2ª ordem homogênea a coeficientes


constantes, cuja raízes são m 1 = – 2 e m 2 = 3 , logo uma das soluções do sistema é :

x( t ) = C 1 . e – 2 t + C 2 . e 3 t .

Para encontrar y( t ) , basta derivar a equação x( t ) e substituir x( t ) e x' ( t ) na equação


1
 e efetuar as devidas simplificações. Então temos que y( t ) = C 1 . e – 2 t + 3. C 2 . e 3 t .
2

Substituindo-se as condições iniciais do problemas em x( t ) e y( t ) , encontramos os


valores de C 1 e C 2 ( constantes arbitrárias ), o que nos dá como solução final do sistema as fun-
ções :

4 –2t 4 3t 2 12 3 t
x( t ) = – e + e e y( t ) = – e – 2 t + e
5 5 5 5

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LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Resolva os sistemas de equações diferenciais :

a) x' = 2x + 3y e y' = 6x + 5y b) x' = x + 3y e y' = 5x + 3y

c) x' = 3x – y e y' = 5x – 3y ; x( 0 ) = 1 , y( 0 ) = – 1 d) x' = 2x + 3y e y' = 2x – y

e) x' = x + 2y e y' = 4x + 3y f) x' = 2y e y' = 8x

2. Resolva o problema abaixo


Considere dois tanques de salmoura conectados como mostra a figura abaixo. O tanque 1 con-
tém x( t ) libras de sal em 100 galões de salmoura e o tanque 2 contém y( t ) libras de sal em 200
galões de salmoura. A salmoura em cada tanque é mantida uniforme por agitação, e é bombeada
de cada tanque para o outro nas proporções indicadas na figura. Adicionalmente, flui água fres-
ca para o tanque 1 a 20gal/min, e a salmoura do tanque 2 sai a 20gal/min. Suponhamos que a
concentração de sal inicial nos tanques se de 0,5lb/gal. Encontre as quantidades de sal nos dois
tanques no instante t .

3. Seja o sistema elétrico da figura abaixo, determine as corrente elétricas i 1 e i 2 , sabendo que
E = 60 volts , L = 1 henry, R = 50 ohms , C = 10 − 4 farad e i 1 e i 2 sendo inicialmente zero .

4 Sejam dois tanques de salmoura contendo V 1 = 20 litros e V 2 = 40 litros . Água fresca flui
para o tanque 1 , enquanto salmoura misturada flui do tanque 1 para o tanque 2 , e para fora do
tanque 2 . Seja r = 10 l / min a razão de vazão entre os tanques e as quantidades iniciais de sal
nos tanques 1 e 2 são respectivamente 15 kg e zero . Encontre a quantidade de sal em cada
tanque no instante t ≥ 0 .

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RESPOSTAS

1.

a) x = C 1 e – t + 3C 2 e 8 t e y = – C 1 e – t + 5C 2 e 8 t

5
b) x = C 1 e 6 t + C 2 e – 2 t e y = C e6t – C2 e–2t
3 1

3 2t 1 –2t 3 2t 5 –2t
c) x = e – e e y== e – e
2 2 2 2

d) x = C 1 e – t + 3C 2 e 4 t e y = – C 1 e – t + 2C 2 e 4 t

e) x = C 1 e 5t + 3C 2 e – t e y = 2C 1 e 5t – C 2 e – t

1 1
f) x = – C 1 e – 4t + C 2 e 4 t e y = C 1 e – 4t + C 2 e 4 t
2 2

2. x( t ) = 29,3 e – 0,08t + 20,7 e – 0,37t ; y( t ) = 128,9 e – 0,08t – 29 e – 0,37t

3. i 1 = 1,2 – 1,2 e – 100t – 60te – 100t ; i 2 = 1,2 – 1,2 e – 100t – 120 t e – 100t

4. x( t ) = 15 e – 0,5t ; y( t ) = – 30 e – 0,5t + 30 e – 0,25t

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TRANSFORMADA DE LAPLACE

1. INTRODUÇÃO
Muitos problemas de engenharia que envolvem sistemas mecânicos ou elétricos,
como já foi visto através de exercícios podem ser resolvidos utilizando-se equações diferenciais
lineares com coeficientes constantes. Porém há casos em que o método utilizando-se equações
diferenciais lineares se torna ineficaz, pois F( t ) ou E'( t ) podem ter descontinuidades. Nestes
casos o método utilizando Transformada de Laplace é mais conveniente.

2. TRANSFORMADA DE LAPLACE
DEFINIÇÃO : Dada uma função ( x ) definida para todo x  0 , a Transformada de Lapla-
ce de  é a função F definida como segue :


L { ( x ) } = F( s ) = 
o
e  s. x ( x ) dx , para todo os valores de s para os quais a

integral imprópria converge.

TEOREMA 1 : Se a e b são constantes, então L { a . ( x ) + b . g( x ) } = a . L { ( x ) } + b . L { g( x ) },


para todo s tal que as transformadas de Laplace das funções  e g ambas existem.

TEOREMA 2 : Suponha que a função ( x ) é contínua e suave por partes para x  0 e é de or-
dem exponencialmente quando x   , de modo que existem constantes não ne-
gativas M, c e T , tais que :

| ( x ) |  M . e cx , para x  T . Então L { '( x ) } existe para s > c e


L { '( x ) } = s . L { ( x ) } – ( 0 ) = s . F( s ) – ( 0 ).

TEOREMA 3 : Se ( x ) satisfaz as condições do teorema 2 , então para qualquer constante a, temos :

L { e ax ( x ) } = F( s – a ).

TEOREMA 4 : Se ( x ) satisfaz as condições do teorema 2 , então para qualquer inteiro positivo


n , temos :

dn
L { x n ( x ) } = ( – 1 ) n [ F( s ) ].
ds n

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2.1 – TABELA DE TRANSFORMADAS DE LAPLACE

1 a
1 senh ax
s s  a2
2

1 s
x cosh ax
s2 s2  a2
(n  1)! 2as
xn–1 x.sen ax
sn (s 2  a 2 ) 2
3
x 1 
x . cos ax s2  a 2
 s 2
2 (s 2  a 2 ) 2

1 (n  1)!
1/ x  s 2 x n – 1 . e ax
( s  a) n
1. 3. 5. .( 2n  1)  n 
1 a
xn–½ s 2 e bx . sen ax
(s  b) 2  a 2
2n
1 sb
e ax e bx . cos ax
sa (s  b) 2  a 2
a 2a 3
sen ax 2 2 sen ax – ax cos ax
s a (s 2  a 2 ) 2
s
cos ax
s2  a 2

2.2 – TRANSFORMADAS INVERSAS DE LAPLACE


DEFINIÇÃO : Uma Transformada Inversa de Laplace de uma função F( s ), designada por
L – 1{ F( s ) } é outra função ( x ) que goza das propriedades de L { ( x ) }= F( s )
.

1
EXERCÍCIO PROPOSTO : Se F( s ) =
s
, encontre L – 1{ F( s ) }.

3. TRANSFORMAÇÃO DE PROBLEMAS DE VALOR INICIAL


TEOREMA 5 : Seja L { y( x ) } = Y( s ). Se y( x ) e suas n – 1 primeiras derivadas são contí-
dny
nuas para x  0 e são de ordem exponencial  , e se  E  , então :
dx n
 d n y 
L  n  = s n Y( s ) – s n – 1 y( 0 ) – s n – 2 y'( 0 ) – . . . – sy( n – 2 ) ( 0 ) – y ( n – 1 ) ( 0 ) .
 dx 

Então utilizando-se as definições da Transformada de Laplace e os teoremas 1, 2, 3,


4 e 5 , podemos resolver problemas de valor inicial, como veremos a seguir.

EXERCÍCIO PROPOSTO : Resolva a equação y' – 5y = 0 ; y( 0 ) = 2 .

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LISTA DE EXERCÍCIOS

1. Determine a transformada de Laplace das funções abaixo :

a) ( x ) = 3 + 2x2 b) ( x ) = 2.sen x + 3.cos2x c) ( x ) = 2x2 – 3x + 4

d) ( x ) = x . e 4x e) ( x ) = 5e 2x + 7 e – x f) ( x ) = x 7/2

2. Determine as transformadas inversa de Laplace das funções abaixo :

2s 1 1
a) F( s ) = (s 2  1) 2 b) F( s ) = c) F( s ) = 2
s s  2s  10

1 s3 1
d) F( s ) = 2 e) F( s ) = (s  2).(s  1) f) F( s ) = 2
2s  1 s  2s  2

3. Resolva as equações abaixo, utilizando transformada de Laplace.

a) y' – 5y = e 5x ; y( 0 ) = 0 b) y'' + 4y = 0 ; y( 0 ) = 2 ; y'( 0 ) =2

c) y'' – y = e x ; y( 0 ) = 1 e y'( 0 ) = 0 d) y' + y = sen x ; y( 0 ) = 1

e) y'' – 3y' + 4y = 0 ; y( 0 ) =1 ; y'( 0 ) = 5 f) y' – 5y = 0; y(  ) = 2

4. Resolva os sistemas abaixo :

a) y' + z = x ; z' + 4y = 0 ; y( 0 ) = 1 e z( 0 ) = – 1

b) y' + z = x ; z' – y = 0 ; y( 0 ) = 1 e z( 0 ) = 0

c) w' + y = sen x ; y' – z = e x ; z' + w + y = 1 ; w( 0 ) = 0 ; y( 0 ) = 1 e z( 0 ) = 1

d) y'' + z + y = 0 ; z' + y' = 0 ; y( 0 ) = 0 ; y'( 0 ) = 0 e z( 0 ) = 1

5. Resolva os problemas abaixo :


1
A) Considere um sistema massa-mola-freio amortecedor com m = 2 , k = 17 e c = 3 em unida-
des do mks. Como sempre seja x( t ) o deslocamento da massa( m ) da sua posição de equilí-
brio. Se a massa é posta em movimento com x( 0 ) = 3 e x'( 0 ) = 1 , encontre x( t ) para as
oscilações livres amortecidas resultantes.

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B) Achar a solução do problema de valor inicial

 1, se 0  t  
y'' + 4y = F( t ) ; y( 0 ) = 3 e y'( 0 ) = – 1 e F( t ) =  .
0, se   t  

C) Ache a transformada de Laplace Y( s ) = L{ y } da solução do problema de valor inicial .

0, se t  
y'' + 4y = ( t ) , onde ( t ) =  ; y( 0 ) = 1 e y'( 0 ) = 0
1, se t  

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LISTA EXERCÍCIOS – REVISÃO

1. Resolva as equações de Bernoulli, abaixo :

a) y' + y = x2y2 b) y' – y = e – 3x . y4

2. Resolva as equações abaixo :

a) D3 – 2D2 – D + 2 = 0 b) D4 – 1 = 0 c) y ( 4 ) + 5y''' = 0

3. Resolva as equações abaixo :

a) y'' – y = e x b) y'' – 2y' + y = 4.cos x c) y'' – 2y' + y = x2 – 1

4. Resolva as equações de Euler.

a) x2y'' + 2xy' – 12y = 0 b) 2x2y'' + xy' – 15y = 0 c) x3y''' – x2y'' + xy' = 0

5. Resolver os sistemas de equações diferenciais abaixo :

a) x' = – 8x + y e y' = – 25x + 2y b) 5x' – 3y' – 3x = 5 e 3y' – 5x' – 2y = 0

6. Encontre a transformada de Laplace das seguintes funções.

a)  ( x ) = 2 x 4 b) ( x ) = x . sen x c) g( x ) = cosh ( k . x )

d) h( x ) = sen x . cos x e) ( x ) = e – x . cos 2x

7. Encontre as transformadas inversas pedidas.

1   
1  3s  5   1 
a) L – 1   b) L – 1  2  c) L – 1   d) L – 1  ( s  1)( s  2)( s  4 
s7   s  64   s 2  16   

8. Resolva as equações abaixo, utilizando transformada de Laplace

a) y´– 4y = e 2x ; y( 0 ) = 1 b) y'' – 6y' + 9y = x² . e 3x

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TABELA DE DERIVADAS

1. y = c  y' = 0 , onde c = cte.

2. y = c . u  y' = c . u'

3. y = u + v  y' = u' + v'

4. y = u . v  y' = u' . v + u .v'

u u '.v  u.v'
5. y = , então y' = .
v v2

6. y = u n  y' = n . u n – 1 . u' , u  R .

7. y = a u  y' = a u . ln a . u' , onde a > 0 e a  1

8. y = e u  y' = e u . u'

u'
9. y = log a u  y' = log a e
u

u'
10. y = ln u  y' =
u

11. y = sen u  y' = cos u . u'

12. y = cos u  y' = – sen u . u'

13. y = tg u  y' = sec 2 u . u'

14. y = cotg u  y' = – cossec 2 u . u'

15. y = sec u  y' = sec u . tg u . u'

16. y = cossec u  y' = – cossec u .cotg u . u'

As funções u e v são funções de x .

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TABELA DE INTEGRAIS

u n 1 du
1.  u n du = + C, n  – 1 2.  = ln | u | + C
n 1 u
1 x
3.  e  x dx = e +C 4.  u n . e u du = u n . e u – n .  u n – 1 . e u du

1 1
5.  sen (  x dx) =  cos(  x ) + C 6.  cos (  x dx) = sen(  x ) + C
 
 ln u 1 
7.  ln u du = u . ln u – u + C 8.  u n ln u du = u n + 1 .   2  +C
 n  1 ( n  1) 
du du 1 u
9.  u .ln u = ln | ln u | + C 10.  a²  u 2 =
a
arc tg
a
+C;a>0
du u du 1 |u|
11.  a²  u 2 = arc sen
a
+C,a>0 12.  u. u ²  a 2 =
a
arc sec
a
+C,a>0
1 n 1
13.  sen n u du = – sen n – 1 u . cos u +  sen n – 2 u du
n n

1 n 1
14.  cos n u du = cos n – 1 u . sen u +  cos n – 2 u du
n n

15  u n . sen u du = – u n cos u + n  u n – 1 . cos u du

16.  u n . cos u du = u n sen u – n  u n – 1 . sen u du

1 m 1
17.  sen m u . cos n u du = – sen m – 1 u . cos n + 1 u +  sen m – 2 u . cos n u du , onde m ou
mn mn
m é um número inteiro não negativo ímpar.

1 n 1
18.  sen m u . cos n u du = sen m + 1 u . cos n – 1 u +  sen m u . cos n – 2 u du , onde m e n são
mn mn
números inteiros não negativos pares.

1
19.  tg n u du = tg n – 1 u –  tg n – 2 u du , para n  1
n 1
1
20.  cotg n u du = – cotg n – 1 u –  cotg n – 2 u du , para n  1
n 1
1 n2
21.  sec n u du = sec n – 2 u . tg u +  sec n – 2 u du , para n  1
n 1 n 1
1 n2
20.  cossec n u du = – cossec n – 2 u . cotg u +  cossec n – 2 u du , para n  1
n 1 n 1
eu
22.  e ,u
. sen (  u )du = (  . sen  u –  . cos  u ) + C
 2  2
eu
23.  e ,u
. cos (  u )du = 2 (  . cos  u –  . sen  u ) + C
  2

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