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24/02/17

Técnico Superior de Segurança no


Trabalho e-Learning

Mod.DFRH.110/03

Formador: Ana Amélia Silva

MÓDULO: GESTÃO DAS


ORGANIZAÇÕES

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Objetivo do Módulo
Desenvolvimento, aprofundamento e
actualização das competências dos responsáveis
pela Gestão das Organizações, nos diversos
níveis de intervenção.

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Temas da SD
• Apresentação do formador
• Apresentação do módulo
• Avaliações e método de trabalho
• Introdução à Gestão das Organizações

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Formador
Ana Amélia Silva

ana.amelia.one@gmail.com
934 685 748

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“Os analfabetos do próximo século não são aqueles que


não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusem
a aprender, reaprender e voltar a aprender.”

ALVIN TOFLER

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AVALIAÇÃO

10% participação na plataforma de e-learning


20% participação no fórum
70% teste final de avaliação

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Objetivos da SD
Introdução à Gestão das Organizações:
• Introduzir o conceito de gestão geral.
• Analisar as funções da gestão e a sua
interdependência.
• Identificar os níveis de gestão.
• Analisar as capacidades necessárias dos
gestores.

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Conceito de Organização
Peter Drucker, personalidade marcante da história recente da
gestão, afirmou que esta era a “sociedade das organizações”.
De facto, quase todos pertencemos a uma ou mais organizações.

Cada vez mais as organizações, sejam empresariais, políticas,


religiosas, desportivas, de solidariedade social, de defesa do
ambiente, ou outras, assumem um papel crescente na nossa
sociedade, quer seja a nível social ou económico.
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Conceito de Organização

Podemos apresentar uma organização como um conjunto


de duas ou mais pessoas que realizam tarefas, seja em
grupo seja individualmente, de forma coordenada e
controlada, actuando num determinado contexto ou
ambiente, com vista a atingir um objectivo
predeterminado através da afectação eficaz de
diversos meios e recursos disponíveis.

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Conceito de Gestão

Gestão é o processo de se conseguir obter


resultados (bens ou serviços) com o esforço dos
outros.

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Conceito de Gestão

A tarefa da gestão é interpretar os objectivos propostos


e transformá-los em acção empresarial, através de
planeamento, organização, direcção e controlo de todos
os esforços realizados em todas as áreas e em todos os
níveis da empresa, a fim de atingir esses mesmos
objectivos.

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Funções de Gestão

através das 4 funções fundamentais da gestão:


• Planeamento
• Organização
• Direcção
• Controlo
de todos os esforços realizados, em todas as áreas e em todos os níveis da organização.

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Planeamento

• Planeamento – processo de determinar antecipadamente o que deve ser


feito e como fazê-lo. Os planos estabelecem a forma como a empresa irá
desenvolver-se no futuro.
Planos devem ser guias de acção precisos e claros para os gestores e
restantes membros da organização. Podem elaborar-se com apoio de
ferramentas informáticas (simulação, previsão, etc.)

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Organização

• estabelece relações formais entre as pessoas e entre as


pessoas e os recursos, para atingir os objectivos do plano.
• definir quem faz o quê e quando.
• definir as relações e interacções entre pessoas e os grupos.
• afectar os recursos e meios às pessoas e aos grupos.

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Direcção

Processo de determinar, afectar, influenciar, o comportamento


dos outros, através de:
- Motivação
- Liderança
- Comunicação

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Motivação

• reforço da vontade das pessoas se esforçarem por conseguir


alcançar os objectivos da organização.
• Implica a aproximação (convergência) dos objectivos
individuais de cada elemento humano da organização com os
objectivos globais da organização.

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Liderança

• Capacidade de conseguir que os outros façam aquilo que o


líder quer que eles façam.
• É um aspecto da direcção, por sua vez um aspecto da gestão.
• A capacidade e estilo de liderança define, até certo ponto, a
categoria de um gestor.

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Comunicação

• Processo de transferência de informações, ideias, conceitos ou


sentimentos entre pessoas. O gestor passa maior parte do seu
tempo a comunicar.

“75% do tempo dos gestores de topo é despendido em


actividades de comunicação.” HENRY MINTZBERG

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Controlo

• Gerir implica controlar. Processo de comparação do actual


desempenho da organização com standards previamente
estabelecidos, apontando as eventuais acções correctivas.

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Controlo

Por melhor que estas tarefas sejam realizadas (planeamento, organização e direcção),
nada se passa exactamente como o previsto (aparecerão muitas perturbações).
Tipos de perturbações
•Externas
•Internas
•Dependentes das pessoas
•Independentes das pessoas

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Controlo

É necessário comparar os resultados com os objectivos e introduzir acções


correctoras, ou seja, é necessário feedback e controlo.

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Controlo

Função de controlo: definir as acções necessárias para corrigir os


desvios e evitá-los no futuro através de:
•acções de caracter pedagógico, educativo e formativo;
•reformulação do plano, organograma organizacional e formas
de direcção.

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Interdependência
PLANEAR ORGANIZAR

CONTROLAR DIRIGIR

As quatro funções estão intimamente ligadas, influenciando-se


mutuamente e em todos os sentidos.
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Níveis de Gestão
Institucional

Intermédio

Operacional

Gestores não são só aqueles que têm responsabilidade pela


empresa como um todo.
Gestores são todos aqueles que, numa organização, conseguem
coisas feitas com o trabalho dos outros, planeando, organizando,
dirigindo e controlando.
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Níveis de Gestão
Nível institucional – a gestão caracteriza-se fundamentalmente
por uma forte componente estratégica, ou seja, envolvimento da
totalidade dos recursos disponíveis na determinação do rumo a
seguir e pela formulação de políticas gerais, isto é, que são
definidas de forma genérica e dizem respeito a toda a empresa.
Corresponde aos membros do conselho da administração,
gerência, conselho de gestão e direcção geral.

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Níveis de Gestão
Nível intermédio – predomina uma componente táctica que se
caracteriza pela movimentação de recursos no curto prazo e
elaboração de planos e programas específicos relacionados com
a área ou função do respectivo gestor.
É desempenhado pelos directores de divisão, directores de área,
directores funcionais, directores de departamento, etc.

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Níveis de Gestão
Nível operacional – predomina a componente técnica e a actividade
destes gestores traduz-se fundamentalmente na execução de
rotinas e procedimentos.
São os supervisores, chefes de serviço, chefes de secção, etc.

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Níveis de Gestão
Institucional P O D C
L R I O
A G
N A R N
E N E T
A I C R
M Z
E A Ç O
Intermédio N Ç Ã L
T Ã O
O
O O

Operacional

A importância relativa das funções de gestão não é exactamente


a mesma nos diversos níveis de gestão.

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Gerir é Decidir
Gerir implica, acima de tudo, decidir:
• decidir que objectivos prosseguir e qual a sua hierarquia em termos de relevância;
• decidir quais os caminhos a seguir para os atingir, isto é, que estratégias e tácticas
aplicar;
• decidir como organizar os recursos humanos e materiais disponíveis (grau de
centralização, definição de funções, layouts, etc.);
• decidir como dirigir os subordinados (de forma mais ou menos autocrática, com
mais ou menos delegação, etc.);
• decidir como analisar em que medida as realizações correspondem ou não ao
planeamento efectuado.
A tomada de decisões é a verdadeira essência da gestão e está contida em cada
uma das funções de gestão referidas.

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Eficiência e Eficácia
Conceitos de eficiência e eficácia:
• Eficiência – relação proporcional entre a qualidade e a quantidade de inputs
e a qualidade e a quantidade de outputs produzidos. Quanto maior for o
volume de produção conseguido com o mínimo de factores produtivos,
maior é o grau de eficiência do gestor responsável.
• Eficácia – medida em que os outputs produzidos pelo processo se
aproximam dos objectivos propostos. Quanto menores forem os desvios
entre o planeado e o realizado, maior é o grau de eficácia do gestor em
causa.

Um gestor pode ser eficaz sem ser eficiente, e pode ser eficiente sem ser
eficaz.

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Aptidões dos Gestores


Para ser eficiente e eficaz, o gestor deve possuir e continuamente
desenvolver várias aptidões essenciais:
• Aptidões técnicas
• Aptidões analíticas
• Aptidões para a tomada de decisões
• Aptidões computacionais
• Aptidões em relações humanas
• Aptidões conceptuais
O grau de desenvolvimento necessário destas aptidões está relacionado
com o nível de gestão em que o gestor se situa.

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Papéis dos Gestores

“Se perguntarem aos gestores o que eles fazem, é muito provável


que vos digam que planeiam, organizam, coordenam e
controlam. Vejam depois, o que eles fazem, de facto. Não se
surpreendam se não puderem relacionar aquilo que vêm com
aquilo que vos foi dito.”
HENRY MINTZBERG

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Papéis dos Gestores


Segundo Henry Mintzberg, os gestores não actuam de acordo
com as funções clássicas da gestão – planeamento, organização,
direcção e controlo; em vez disso, eles actuam desempenhando,
como se fossem actores, uma série de dez diferentes papéis,
agrupados em três grandes grupos:
- Interpessoal (motivação)

- Informacional (comunicação)
- Decisional (liderança e tomada de decisões)

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Papéis dos Gestores


• Interpessoal
1.Figurativo – desempenhando funções cerimoniais e sociais
como representante da organização.
2.Líder – interagindo com os subordinados, motivando-os e
dirigindo-os.
3.Relação – estabelecendo uma rede de contactos,
nomeadamente com o exterior da empresa.

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Papéis dos Gestores


• Informacional
4.Receptor – recebendo informações quer do interior quer do
exterior da empresa.
5.Disseminador – transmitindo aos outros membros da
organização as informações adquiridas.
6.Transmissor – informando, para o exterior da empresa,
sobre planos, políticas, acções e resultados.

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Papéis dos Gestores


• Decisional
7.Empreendedor – desenvolvendo iniciativas de mudança com base
na análise das oportunidades proporcionadas pelo ambiente.
8.Solucionador de distúrbios – responsável pelas acções correctivas
quando a organização enfrenta distúrbios significativos e
inesperados.
9.Distribuidor de recursos – controlando a afectação das pessoas,
dinheiro, equipamento e tempo, programando e aprovando as
decisões respectivas.
10.Negociador – participando nas actividades de contratação e
negociação.

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Síntese Conclusiva
“O caminho faz-se caminhando”

Os caminhos da Gestão das Organizações são distintos e


diversificados, numa contínua mudança acelerada e
permanente, só sobreviverão aquelas que estiverem mais
habilitadas para o fazer.
Não existem receitas únicas, nem modelos definitivos a
ser adoptados; existem sim várias ferramentas e
conceitos fundamentais que podem ser aplicados, em
busca desse melhor caminho.
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Síntese Conclusiva
BOM SENSO
Funciona sempre muito bem!

ESTRATÉGIA
Uma estratégia clara, bem elaboradas e
comunicada é essencial!

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Síntese Conclusiva
LIDERANÇA
Aplica-se pelo exemplo!

COMUNICAÇÃO EFICAZ
Essencial para alinhar objectivos, mas também
para obter feedback!

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Síntese Conclusiva
TRABALHO EM EQUIPA
Necessário para ter pessoas motivadas,
competentes e empenhadas!

MELHORIA CONTÍNUA
Desenvolver o hábito de trabalhar com
qualidade!

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Referências Bibliográficas
• “Fundamentos de Administração - Planejamento,
organização, direção e controle para incrementar
competitividade e sustentabilidade” de Idalberto
Chiavenato
• “Gestão das Organizações” de Sebastião Teixeira
• “Managing for Results” de Peter F. Drucker
• “Gestão para Totós” de Bob Nelson e Peter Economy
• “O Gestor-Minuto” de Ken Blanchard e Spencer
Johnson

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