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ABNT/CB-032

PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 15836


NOV 2019

Equipamento de proteção individual contra queda de altura — Cinturão


de segurança tipo paraquedista

APRESENTAÇÃO
Projeto em Consulta Nacional

1) Este Projeto de Revisão foi elaborado pela pelaComissão de Estudo de Cinturão de


Segurança (CE-032:004.003) do Comitê Brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual
(ABNT/CB- 032), nas reuniões de:

26/02/2015 19/03/2015 06/04/2016

04/05/2016 01/06/2012 13/07/2016

10/08/2016 14/09/2016 10/10/2016

10/11/2016 14/02/2017 07/03/2017

04/04/2017 02/05/2017 06/06/2017

04/07/2017 01/08/2017 05/09/2017

07/11/2017 12/12/2017 14/08/2018

18/03/2019 17/07/2019

a) é previsto para cancelar e substituir a ABNT NBR 15836:2010, quando aprovado, sendo
que nesse ínterim a referida norma continua em vigor;

b) é baseado na EN 361:2002;

c) não tem valor normativo.

2) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória.

3) Analista ABNT – Eduardo Lima.

4) Tomaram parte na sua elaboração, participando em no mínimo 30 % das reuniões realizadas


sobre o Texto-Base e aptos a deliberarem na Reunião Especial de Análise da Consulta Nacional:

© ABNT 2019
Todos os direitos reservados. Salvo disposição em contrário, nenhuma parte desta publicação pode ser modificada
ou utilizada de outra forma que altere seu conteúdo. Esta publicação não é um documento normativo e tem
apenas a incumbência de permitir uma consulta prévia ao assunto tratado. Não é autorizado postar na internet
ou intranet sem prévia permissão por escrito. A permissão pode ser solicitada aos meios de comunicação da ABNT.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 15836
NOV 2019

Participante Representante

3M DO BRASIL Mariela Segui

3M DO BRASIL Luis Eduardo Catta Preta

ABENDI Luiz Mauro Alves


Projeto em Consulta Nacional

ANSELL/HÉRCULES Rafael Emilio Cruz

CONSULTORA Jussara Jantalia Nery

COOP BRAS DE CIRCO Sérgio Rogério C. Costa

DOIS DEZ Livia Mendes Branco

ESPERA DE ANCORAGEM Rafel R de S. Lima

FESP João Fabio Gioria

INDÚSTRIA COM LEAL LTDA José Alexandre M.Machado

L.A. FALCÃO BAUER Thiago Rainet

LABSYSTEM Josmar Teixeira Cruz

MSA Marcos Pimentel

PETROBRAS Lucia Helena R.Ferreira

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Equipamento de proteção individual contra queda de altura — Cinturão


de segurança tipo paraquedista

Personal protective equipment against falls from a height — Full body harnesses
Projeto em Consulta Nacional

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto
da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT
a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários
e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não
substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência
sobre qualquer Documento Técnico ABNT.

Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar as
datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.

A ABNT NBR 15836 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Equipamentos de Proteção Indi-
vidual (ABNT/CB-032), pela Comissão de Estudo de Estudo de Cinturão de Segurança
(CE-032:004.003). O Projeto de Revisão circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº XX,
de XX.XX.XXXX a XX.XX.XXXX.

A ABNT NBR 15836 é baseada na EN 361:2002.

A ABNT NBR 15836:2019 cancela e substitui a ABNT NBR 15836:2010, a qual foi tecnicamente
revisada.

O Escopo em inglês da ABNT NBR 15836 é o seguinte:

Scope
This document specifies the requirements, testing methods, markings, instruction manual and packing
for full body harnesses.

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Equipamento de proteção individual contra queda de altura — Cinturão


de segurança tipo paraquedista

1 Escopo
Projeto em Consulta Nacional

Esta Norma especifica os requisitos, métodos de ensaio, marcação, manual de instruções e embalagem
do cinturão de segurança tipo paraquedista.

2 Referências normativas
Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais,
constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições
citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento
(incluindo emendas).

ABNT NBR 8094, Material metálico revestido e não revestido – Corrosão por exposição à névoa salina

ABNT NBR 15834, Equipamento de proteção individual contra queda de altura – Talabarte
de Segurança

ABNT NBR 15835, Equipamento de proteção individual contra queda de altura – Cinturão
de segurança tipo abdominal e talabarte de segurança para posicionamento e restrição

ABNT NBR 15837, Equipamento de proteção individual contra queda de altura – Conectores

ABNT NBR NM ISO 7500-1, Materiais metálicos – Calibração e verificação de máquinas de ensaio
estático uniaxial Parte 1: Máquinas de ensaio de tração/compressão – Calibração e verificação
do sistema de medição da força

EN 892, Mountaineering equipment – Dynamic mountaineering ropes - Safety requirements and test
methods

3 Termos e definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
cinturão de segurança tipo paraquedista
componente de um sistema de proteção contra queda, constituído por um dispositivo preso ao corpo,
destinado a deter uma queda

NOTA O cinturão de segurança tipo paraquedista pode consistir em fitas, ajustadores, fivelas e outros
elementos, dispostos e acomodados de forma adequada e ergonômica sobre o corpo de uma pessoa, para
sustentá-la em posicionamento, restrição, suspensão e sustentação, durante uma queda e depois de sua
detenção.

3.2
elemento de engate
elemento específico para a conexão dos componentes ou subsistemas

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3.3
elemento de engate para proteção contra queda
ponto de conexão do cinturão, localizado na região peitoral ou dorsal, destinado a conectar o cinturão
a um sistema ou componente de segurança, para reter uma possível queda (ver Figuras 1 e 2)

3.4
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elemento de engate para posicionamento e restrição


ponto de conexão do cinturão, localizado na linha abdominal, destinado a conectar o cinturão
a um sistema ou componente de segurança, para posicionar e restringir a distância ao ponto de trabalho
(ver Figura 1)

3.5
elemento de engate para sustentação e movimentação
ponto de conexão localizado na região do ventre e/ou dos ombros, destinado à suspenção, sustentação
e movimentação do usuário (ver Figura 1 e 2)

3.6
extensor para usos exclusivo com trava-queda retrátil
acessório do cinturão de segurança tipo paraquedista ligado ao ponto dorsal que facilita a conexão
do trava-queda retrátil pelo próprio usuário

3.7
fita primária
fita do cinturão de segurança tipo paraquedista, prevista pelo fabricante do equipamento para sustentar
o corpo durante a queda de uma pessoa e depois de ocorrer a detenção da referida queda

NOTA As fitas primárias podem estar localizadas nas posições superior, sub-pélvica e coxas (ver Figura 1).

3.8
fita secundária
fita do cinturão de segurança tipo paraquedista, que possui função acessória e que não exerce
as funções de sustentação e detenção

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Legenda

1 Fitas primárias superiores


2 Fita secundária
3 Fita primária sub-pélvica
4 Fita primária da coxa
5 Apoio dorsal para posicionamento
6 Fivela de ajuste
7 Elemento de engate dorsal para proteção contra queda
8 Fivela de fechamento
9 Elemento de engate para posicionamento e restrição
10 Elemento de engate para sustentação e movimentação
a Etiqueta de identificação.
b Etiqueta de indicação de engate para proteção contra queda, com letra “A” maiúscula para ponto único
ou letras “A/n”, quando existirem dois ou mais pontos simultâneos de engate, onde “n” será representado
pelo número conforme a quantidade de pontos de engate; por exemplo, (A/2; A/4).
NOTA Esta figura é apenas um exemplo, não determinando que todos os cinturões de segurança tipo
paraquedista sigam este modelo.

Figura 1 – Exemplo de cinturão de segurança tipo paraquedista com elemento de engate para
proteção contra queda dorsal e elemento de engate para posicionamento

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Legenda

1 Fitas primárias superiores


2 Elemento de engate para proteção contra queda
3 Fita primária da coxa
4 Fivela de ajuste
5 Elemento de engate dorsal para proteção contra queda
6 Fivela de fechamento
7 Elemento de engate para sustentação e movimentação
8 Elemento de engate para posicionamento e restrição
a Etiqueta de identificação.
b Etiqueta de indicação de engate para proteção contra queda, com letra “A” maiúscula para ponto único
ou letras “A/n”, quando existirem dois ou mais pontos simultâneos de engate, onde “n” será representado
pelo número conforme a quantidade de pontos de engate; por exemplo, (A/2; A/4).

Figura 2 – Exemplo de cinturão de segurança tipo paraquedista com elemento de engate para
proteção contra queda dorsal e elemento de engate para posicionamento

4 Requisitos
4.1 Projeto e ergonomia

O cinturão de segurança tipo paraquedista deve ser projetado e fabricado de forma que:

—— nas condições de utilização previsíveis para as quais o cinturão se destina, o usuário possa
desenvolver normalmente a atividade que lhe expõe a riscos, dispondo de uma proteção
adequada de um nível tão elevado quanto possível;

—— nas condições normais de utilização, não gere fatores de incômodo, desde que o cinturão
adquirido seja adequado ao tipo de trabalho previsto;

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—— o usuário possa colocar-se o mais facilmente possível na posição adequada e manter-se


nela durante o tempo de utilização previsto, levando em conta os fatores ambientais,
os movimentos a realizar e as posturas a adotar. Para isso, deve ser possível otimizar
a adaptação de um cinturão de segurança tipo paraquedista à morfologia do usuário, mediante
qualquer meio adequado, como fivelas de ajuste ou uma variedade suficiente de tamanhos;
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—— seja o mais leve possível, sem prejuízo da solidez de sua construção nem de sua eficácia;

—— depois de ter se ajustado e nas condições de utilização previstas, não possa desajustar-se,
independentemente da vontade do usuário, quando de sua utilização adequada;

—— depois da detenção, assegure uma posição correta do usuário, na qual ele possa, dadas
as circunstâncias, esperar ajuda;

4.2 Materiais e construção

As fitas e os fios de costura de um cinturão de segurança tipo paraquedista devem ser fabricados
a partir de fibras sintéticas virgens mono ou multifilamento, adequadas para a utilização prevista.

A resistência à ruptura das fibras sintéticas deve ser de no mínimo 0,6 N/tex.

Não pode ser utilizado polipropileno como matéria-prima.

Os fios empregados nas costuras entre as fitas primárias devem ser, fisicamente e quanto à sua
qualidade, compatíveis com as fitas. Os fios devem, no entanto, ter uma cor ou um tom de contraste,
para facilitar a inspeção visual.

O cinturão de segurança tipo paraquedista deve ser constituído de fitas, desde a região da pélvis
até os ombros, por exemplo, conforme mostrado nas Figuras 1 e 2. O cinturão de segurança tipo
paraquedista deve ser adaptado ao seu portador e, para isso, deve ser provido de meios de ajuste.

As fitas devem ser mantidas na sua posição, inicialmente ajustada, durante a utilização do cinturão.

A largura mínima das fitas primárias deve ser de 40 mm e a das fitas secundárias deve ser de 20 mm.

Os elementos de engate para proteção contra queda do cinturão de segurança tipo paraquedista
devem estar situados de forma que, durante a utilização do equipamento, se encontrem acima
do centro de gravidade do corpo, no peito e/ou nas costas do usuário.

Nos cinturões com extensor dorsal, fixo ou removível, para uso exclusivo com trava-quedas retrátil,
este não pode ser maior que 550 mm.

Os conectores utilizados nos cinturões de segurança tipo paraquedista devem cumprir os requisitos
da ABNT NBR 15837.

O cinturão de segurança tipo paraquedista pode estar incorporado a uma peça do vestuário.

Deve ser possível submeter a totalidade do cinturão de segurança tipo paraquedista a uma inspeção
visual, inclusive se estiver incorporado a uma peça de vestuário.

Os acessórios metálicos devem estar em conformidade com os requisitos de proteção contra corrosão
especificados na ABNT NBR 8094.

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O cinturão de segurança tipo paraquedista que possuir elementos de engate para posicionamento
ou restrição, sem apoio lombar, não pode possuir talabarte de posicionamento e restrição incorporado.

4.3 Resistência estática


Quando cada um dos elementos de engate para proteção contra queda do cinturão de segurança
tipo paraquedista for submetido ao ensaio estático, conforme indicado em 5.1.2.2, com uma força
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de 15 kN, e conforme indicado em 5.1.2.3, com uma força de 10 kN, o cinturão de segurança tipo
paraquedista não pode deixar o manequim escapar.

Durante o ensaio de resistência estática especificado em 5.1, deve ser comprovado visualmente
que são as fitas primárias do cinturão de segurança tipo paraquedista que sustentam o manequim
ou exercem pressão sobre ele.

4.4 Resistência dinâmica


Quando forem submetidos ao ensaio, conforme indicado em 5.2, o cinturão de segurança tipo
paraquedista deve resistir a duas quedas sucessivas, sem deixar o manequim escapar. Depois
de cada queda, o manequim deve parar com a cabeça para cima, sendo o ângulo formado pelo eixo
longitudinal de seu plano dorsal e o vertical de 50º, no máximo.

4.5 Resistência à corrosão por exposição à névoa salina


Quando ensaiados conforme 5.3, todos os acessórios metálicos do cinturão de segurança tipo
paraquedista devem estar isentos de ferrugem vermelha, visível a olho nu, ou outra evidência
de corrosão do metal base. A presença de crosta branca pós-ensaio é aceitável.

4.6 Elementos adicionais


Para cinturão de segurança tipo paraquedista equipado com elementos de engate que permitem
utilizá-lo em um sistema de posicionamento, restrição, sustentação e movimentação na linha abdominal,
estes elementos devem atender à ABNT NBR 15835.

Para cinturão de segurança tipo paraquedista que não possuia a fita abdominal e que possua
elementos de engate para posicionamento e restrição, estes elementos devem atender aos requisitos
de resistência dinâmica e resistência estática da ABNT NBR 15835.

5 Métodos de ensaio
5.1 Ensaio de resistência estática
5.1.1 Aparelhagem

5.1.1.1 Máquina de ensaio estático

5.1.1.1.1 Requisitos de calibração

Os requisitos de calibração da máquina de ensaio estático devem estar de acordo com


a ABNT NBR NM ISO 7500-1.

5.1.1.1.2 Requisitos para a velocidade de aplicação da força

A velocidade de aplicação da força deve estar de acordo com a ABNT NBR NM ISO 7500-1.

A velocidade de separação dos cabeçotes da máquina de ensaio estático deve situar-se


em (100 ±10) mm/min e estar de acordo com a ABNT NBR NM ISO 7500-1.

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5.1.1.2 Manequim

O manequim utilizado para os ensaios estáticos e dinâmicos a que serão submetidos os componentes
e sistemas significativos deve estar de acordo com as dimensões e requisitos indicados na Figura 3.
A massa do manequim deve ter 100 kg, com tolerância de ±1 kg. O centro de gravidade (CG) deve
se situar a (200 ± 25) mm acima do períneo. Os olhais de suspensão devem ter diâmetro interno
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de (40 ± 5) mm e diâmetro máximo de seção transversal de 15 mm. A superfície do manequim deve


ser lisa e, se for de madeira, deve ser recoberta de laca ou envernizada.

Os raios de curvatura não mencionados na Figura 3 devem ter um mínimo de 50 mm. As tolerâncias
mínimas e máximas das medidas lineares são de 5 mm, e das medidas angulares são de 2°.

O manequim pode ser fabricado em madeira, plástico (dureza shore D mínima de 90) ou metal.

NOTA Para o ensaio estático, é utilizado um manequim com as mesmas dimensões e as mesmas
características construtivas, porém, com massa inferior, sem que seja comprometida a integridade
estrutural durante os ensaios.

Dimensões em milímetros

Figura 3 – Manequim de ensaio

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5.1.2 Procedimento

5.1.2.1 Colocar o cinturão de segurança tipo paraquedista no manequim, ajustando conforme


orientação do fabricante.

5.1.2.2 Instalar o manequim com o cinturão de segurança tipo paraquedista na máquina de ensaio
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e aplicar a força de ensaio especificada entre o elemento de engate contra queda do cinturão
de segurança tipo paraquedista e o olhal inferior do manequim. Manter a força durante 3 min
e confirmar se o cinturão de segurança tipo paraquedista retém o manequim.

5.1.2.3 Utilizando o mesmo cinturão de segurança tipo paraquedista, instalar o manequim com
o cinturão de segurança tipo paraquedista na máquina de ensaio e aplicar a força de ensaio especificada
entre o elemento de engate contra queda do cinturão de segurança tipo paraquedista e o olhal superior
do manequim. Manter a força durante 3 min e confirmar se o cinturão de segurança tipo paraquedista
retém o manequim.

NOTA Embora seja um ensaio de resistência, este ensaio também permite observar o comportamento
e os deslocamentos dos diferentes componentes, assim como certos efeitos sobre a segurança física
do usuário.

5.1.2.4 O descrito em 5.1.2.1 a 5.1.2.3 deve ser realizado em cada um dos elementos de engate
para proteção contra quedas, utilizando um novo cinturão de segurança tipo paraquedista para cada
um destes elementos.

5.1.2.5 Para os elementos de engate para posicionamento, realizar os ensaios especificados


na ABNT NBR 15835.

5.1.2.6 Quando o cinturão de segurança tipo paraquedista possuir um extensor, fixo ou removível para
uso exclusivo com trava-queda retrátil, este deve ser ensaiado acoplado ao cinturão tipo paraquedista.

5.2 Ensaio de resistência dinâmica

5.2.1 Aparelhagem

5.2.1.1 Estrutura rígida de ancoragem

A estrutura rígida de ancoragem deve ser construída de forma que a frequência natural (de vibração)
da estrutura de ensaio no eixo vertical, no ponto de ancoragem, não pode ser inferior a 100 Hz
e de forma que a aplicação de uma força de 20 kN no ponto de ancoragem não provoque uma flecha
superior a 1 mm; esta deformação deve ser na fase elástica.

O ponto rígido de ancoragem deve ser um olhal de (20 ±1) mm de diâmetro interno e (15 ±1) mm
de diâmetro de seção transversal, ou um cilindro do mesmo diâmetro de seção transversal.

A altura do ponto rígido de ancoragem deve ser tal que nenhuma parte do componente ou sistema
submetido ao ensaio da massa golpeie o solo durante o ensaio.

5.2.1.2 Dispositivo de desacoplamento rápido

O dispositivo de desacoplamento rápido deve ser compatível com os olhais de levantamento


do manequim, descritos em 5.1.1.2. Este dispositivo deve permitir um desacoplamento do manequim
sem velocidade inicial.

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5.2.2 Procedimento

5.2.2.1 Colocar o cinturão de segurança tipo paraquedista no manequim, ajustando conforme


orientação do fabricante.

5.2.2.2 Colocar no manequim (ver Figura 3) o cinturão de segurança tipo paraquedista, equipado
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com um talabarte de ensaio, obtido a partir de uma corda simples de (11 ± 0,5) mm de diâmetro,
dinâmica, de acordo com a EN 892, e sem absorvedor de energia, de maneira que o comprimento
total do talabarte de ensaio, desde o elemento de engate contra queda do cinturão de segurança
tipo paraquedista até a extremidade do laço, onde é atado ao pórtico de ensaio, seja de 2 (-0 +0,25)
m. Os laços das duas extremidades do talabarte de ensaio devem utilizar o nó tipo “lais de guia”
(ver Figura 4). A corda dinâmica utilizada no ensaio deve estar de acordo com a EN 892 e deve resistir
a uma força de impacto de (9 ± 1,5) kN no primeiro ensaio de força de impacto daquela Norma.

Quando o cinturão de segurança tipo paraquedista possuir um extensor fixo ou removível no ponto
dorsal para uso exclusivo com trava-quedas retrátil, o comprimento do talabarte de ensaio deve ser
de 2(-0, +0,25) m, incluindo-se o comprimento do extensor.

Quando o cinturão de segurança tipo paraquedista tiver seus elementos de engate para proteção contra
queda confeccionados em materiais metálicos, deve-se conectar o nó tipo “lais de guia” diretamente
neste. Se confeccionado em materiais têxteis, devem ser usados conectores metálicos nos pontos
a serem ensaiados.

NOTA Este nó não é recomendado para sistemas de proteção antiqueda.

Figura 4 – Procedimento de confecção do nó tipo “lais de guia”

5.2.2.3 Suspender o manequim por seu ponto de acoplamento superior e elevar até uma altura
de 2 (-0 +0,25) m acima da extremidade do laço atado ao pórtico, na distância horizontal máxima
de 300 mm do eixo. Reter por meio do dispositivo de desacoplamento rápido.

5.2.2.4 Soltar o manequim, sem velocidade inicial, de pé, sendo a altura de queda livre de aproxima-
damente 4 m, antes que o elemento de engate contra queda do cinturão de segurança tipo paraque-
dista absorva a tensão. Confirmar se o cinturão de segurança tipo paraquedista retém o manequim.
Depois da queda, examinar a orientação do manequim e medir o ângulo que forma o eixo longitudinal
do plano dorsal do manequim em relação ao vertical.

5.2.2.5 Repetir o descrito em 5.2.2.2 a 5.2.2.4 com o manequim suspenso por seu ponto de acopla-
mento inferior, para submetê-lo a uma queda livre, de cabeça, de aproximadamente 4 m. Deve ser
utilizado novo talabarte de ensaio para cada queda.

5.2.2.6 O descrito em 5.2.2.1 a 5.2.2.5 deve ser realizado em cada um dos elementos de engate
para proteção contra quedas, utilizando um novo cinturão de segurança tipo paraquedista e um novo
talabarte de ensaio para cada um destes elementos.

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5.2.2.7 Para os elementos de engate para posicionamento, realizar os ensaios especificados


na ABNT NBR 15835.

5.3 Ensaio de resistência à corrosão por exposição a névoa salina

Os acessórios metálicos do cinturão de segurança tipo paraquedista devem ser submetidos ao ensaio
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de névoa salina, de acordo com a ABNT NBR 8094, com exposição inicial de 24 h, seguida por
1 h de secagem e depois por uma segunda exposição de 24 h. Os acessórios devem ser retirados
de uma nova amostra dos cinturões de segurança tipo paraquedista.

6 Marcação
A marcação sobre o cinturão de segurança tipo paraquedista deve estar em português, de forma
legível e indelével, incluindo as seguintes informações:

 a) um meio de identificação, por exemplo, o nome do fabricante ou do fornecedor ou a marca


comercial;

 b) um pictograma que indique que os usuários devem ler as informações fornecidas pelo fabricante
(ver Figura 5);

“LEIA O MANUAL”

Figura 5 – Pictograma para indicação de leitura do manual de instruções

 c) um pictograma com área mínima de 100 mm2, com a letra “A” maiúscula, em cor ou tom
de contraste, para facilitar a inspeção visual, indicando cada elemento de engate para proteção
contra queda do cinturão de segurança tipo paraquedista;

 d) um pictograma com área mínima de 100 mm2, com uma marcação “A/N” maiúscula, em cor
ou tom de contraste, para facilitar a inspeção visual, quando existirem n elementos de engate
simultâneos;

 e) caso o cinturão possua um extensor no ponto dorsal para uso exclusivo com trava-queda retrátil,
uma marcação na extremidade de conexão ao trava-quedas retrátil, com as letras em dimensão
mínima de 10 mm de altura, indicando uso exclusivo para trava-queda retrátil;

 f) número desta Norma;

 g) código e tamanho do cinturão de segurança tipo paraquedista;

 h) data de fabricação e lote.

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7 Manual de instruções
As informações fornecidas pelo fabricante devem estar escritas em português, incluindo orientações
ou informações sobre o seguinte:

 a) forma correta de ser colocado e ajustado o cinturão de segurança tipo paraquedista;
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 b) condições específicas em que o cinturão de segurança tipo paraquedista pode ser utilizado;

 c) como conectar o cinturão de segurança tipo paraquedista a um ponto de ancoragem confiável,
a um subsistema de conexão, por exemplo, um trava-quedas, um talabarte de segurança,
um conector e a outros componentes de um sistema antiquedas;

 d) quando possuir um extensor indicação, por exemplo, de que é proibido para outros tipos de uso
como um talabarte de segurança ou extensor de trava-quedas deslizante;

 e) que em trabalhos de posicionamento repetitivos, rotineiros ou prolongados, o apoio lombar pode
prevenir lesões relacionadas a riscos ergonômicos;

 f) quais elementos de acoplamento do cinturão de segurança tipo paraquedista devem ser utilizados
como parte de um sistema de proteção contra quedas e quais devem ser utilizados como parte
de um sistema de posicionamento, restrição ou sustentação;

 g) como assegurar a compatibilidade de qualquer dos componentes a ser utilizado junto com
o cinturão de segurança tipo paraquedista, por exemplo, mediante referência a outras Normas
Brasileiras;

 h) que é imprescindível prestar atenção ao espaço livre mínimo necessário por debaixo dos pés
do usuário, com o objetivo de evitar o choque contra a estrutura ou o solo, se ocorrer a queda
de altura, assim como as orientações específicas fornecidas junto com o subsistema de conexão,
por exemplo, o talabarte ou o dispositivo de proteção contra queda;

 i) instruções de como efetuar inspeções regulares no cinturão de segurança tipo paraquedista,
antes de sua utilização para detectar qualquer sinal de desgaste ou deterioração;

 j) os materiais com os quais é fabricado o cinturão de segurança tipo paraquedista;

 k) as limitações dos materiais do cinturão ou os riscos que podem afetar suas utilizações, por
exemplo, temperaturas, umidade, objetos cortantes ou arestas agudas, agentes químicos, cortes
e abrasões, degradação por radiação UV, armazenamento e outras condições;

 l) que antes e durante sua utilização deve-se prestar atenção a como pode ser efetuado qualquer
resgate, de forma segura e eficiente;

 m) uma indicação de que o uso do cinturão está reservado a pessoas qualificadas e que tenham
recebido uma formação adequada;

 n) como limpar o cinturão de segurança tipo paraquedista, incluindo sua higienização, sem efeitos
adversos;

 o) indicação do prazo de validade do equipamento informado pelo fabricante ou importador, que
determina o tempo que os equipamentos mantêm sua qualidade e características de proteção
aos riscos para os quais o equipamento está indicado;

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ABNT/CB-032
PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 15836
NOV 2019

 p) indicação da vida útil do equipamento, relacionada principalmente às condições de uso,


armazenamento, manutenção ou condições do ambiente ou tipo de uso do equipamento, entre
outras variáveis, nunca superior à data de validade;

 q) como proteger o cinturão de segurança tipo paraquedista durante o transporte;


Projeto em Consulta Nacional

 r) identificação do modelo ou tipo do cinturão de segurança tipo paraquedista;

 s) significado de qualquer marcação contida no cinturão de segurança tipo paraquedista;

 t) informação de que o cinturão de segurança tipo paraquedista não pode sofrer qualquer tipo
de alteração e/ou reparo;

 u) número deste Documento;

 v) informação de que o cinturão de segurança tipo paraquedista deve ser descartado após a retenção
de uma queda;

 x) quando houver um extensor no ponto dorsal, a indicação de uso correto e de ser exclusivo para
trava-quedas retrátil, em fator de queda zero.

Recomenda-se utilização de ilustrações para facilitar o entendimento do usuário quanto ao uso correto
do cinturão de segurança tipo paraquedista.

8 Embalagem
O cinturão de segurança tipo paraquedista deve ser fornecido embalado, embora não necessariamente
selado hermeticamente, em um material que proporcione uma determinada resistência à penetração
de umidade.

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