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Esta série de estudos é uma

ferramenta valiosa para envolver


os membros do Pequeno Grupo na
pesquisa aplicativa da Bíblia.

A idéia é levar os participantes a


mergulharem no texto bíblico,
trazendo para si as verdades ali
contidas. Sobretudo, anelamos que o
maravilhoso Senhor, revelado na
Página Sagrada, encontre lugar no
coração de cada adorador.

“Porque, onde estiverem dois ou três


reunidos em Meu Nome, aí estou Eu
no meio deles”. MT. 18:20
Disciplinas
Espirituais
Série de Estudos para
Pequenos Grupos
Disciplinas
Espirituais
Série de estudos para
Pequenos Grupos
Expediente
Produção Executiva: Divisão Sul-Americana (UA, UB, UCH, UE, UP,
UPN, UPS, UU, UCB, UCOB, ULB , UNB, UNeB, UNoB, USB, USeB)
Título: DISCIPLINAS ESPIRITUAIS
Categoria: Pequenos Grupos
Série preparada: União Central Brasileira
Coordenação Geral: Pr. Everon Donato (DSA)
Editoração: Grace C. F. Deana
Arte e Diagramação: Elder Alcantara

Disciplinas Espirituais
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Sumário
1. DISCIPLINA DA COMUNHÃO
2. DISCIPLINA DO ESTILO DE VIDA
3. DISCIPLINA DA MEDITAÇÃO
4. DISCIPLINA DA SOLITUDE
5. DISCIPLINA DA SOLIDARIEDADE
6. DISCIPLINA DO SERVIÇO CRISTÃO
7. DISCIPLINA DA CONFISSÃO
8. DISCIPLINA DA SIMPLICIDADE
9. DISCIPLINA DA ORAÇÃO
10. DISCIPLINA DA VIGÍLIA
11. DISCIPLINA DO ESTUDO
12. DISCIPLINA DO JEJUM
13. DISCIPLINA DO TEMPO

Disciplinas Espirituais
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Programa
As quatro etapas de um Pequeno Grupo relacional:

Confraternização: Recepção, colocando a conversa em dia e


quebra gelo

Adoração: Louvor, oração, meditação, testemunhos e estudo

Estudo comparado da Bíblia: Ênfase na aplicação do texto


à vida

Testemunho: Planejamento evangelístico do grupo, oração inter-


cessória, duplas

Ideais do Grupo
1. Nome do grupo: ___________________________________________

2. Nosso lema: _______________________________________________

3. Nossa oração: _____________________________________________

4. Hino oficial: _______________________________________________

5. Nossa bandeira: ____________________________________________

6. Nosso texto bíblico: ________________________________________

Disciplinas Espirituais
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APRESENTAÇÃO
Os pequenos grupos são uma estrutura indispensável para o cresci-
mento harmônico da igreja. Fazer parte de uma comunidade relacio-
nal não é apenas um privilégio, mas uma necessidade para que os
cristãos vivenciem os valores do Reino. Os PGs são essenciais para
o pastoreio, discipulado dos novos conversos, formação de líderes e
desenvolvimento dos dons espirituais.

Esta série de lições foi preparada para que cada participante dos pe-
quenos grupos desfrute de temas variados, por meio de uma lingua-
gem relacional. O conteúdo deste material pretende ajudar os mem-
bros da igreja na América do Sul a crescerem em três áreas essenciais
da vida de um discípulo: comunhão, relacionamento e missão.

Nosso desejo é que este material o conduza a uma vida de alegria em


Cristo, promovendo profundas reflexões e as mudanças necessárias
para que experimente o verdadeiro discipulado.

Sucesso!

Pr. Everon Dias Donato


Ministério Pessoal - DSA

Disciplinas Espirituais
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01
DISCIPLINA DA
COMUNHÃO
QUEBRA-GELO
Você já imaginou ficar uma semana sem se comunicar com alguém?
Sem telefone, celular, e-mail e sem redes sociais? Como seria?

INTRODUÇÃO
Vivemos na era da comunicação. Há, em média 1,6 bilhão de pessoas
conectadas no planeta, de acordo com a International Data Corpora-
tion (IDC). Mas é impressionante notar que os relacionamentos estão
cada vez mais frágeis, pois um crescente individualismo está afetando
a comunhão entre as pessoas.

A comunhão entre o cristão e Deus torna-se mais e mais fragilizada


devido à correria da vida. As pessoas estão mais interessadas em sa-
tisfazer seus própios desejos que fortalecer a sua espiritualidade. En-
tretanto a palavra de Deus nos diz: “Mas buscai primeiro o reino de
Deus, e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.
(Mateus 6:33)

TEXTO PARA ESTUDO: JOÃO 15:1 A 9

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
1. O que é comunhão, segundo a Bíblia? Qual é a diferença entre
comunicação e comunhão?
Para pensar: o texto nos ensina que não basta estarmos ligados a Cristo,
precisamos produzir frutos. A comunhão com o Salvador tem o objetivo
de comunicar graça ao pecador, fortalecer a natureza espiritual e o rela-
cionamento entre os irmãos. “Se, porem, se andarmos na luz, comoEle
na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus
Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. (1 João 1:7)
Disciplinas Espirituais
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Muitos dizem que são cristãos, mas, infelizmente, ainda estão vi-
vendo longe da verdade. “Se dissermos que mantemos comunhão
com Ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a ver-
dade”. (1 João 1:6)

II. INTERPRETANDO O TEXTO


Discuta com o grupo:
1. Por que Jesus escolheu a videira para ilustrar o relacionamento
do crente com Deus? (Ver João 5:30).
Para pensar: Em vez de escolher uma árvore forte e frondosa, como o
carvalho, Jesus escolheu a videira. A videira precisa de suporte para
crescer, fortalecer e dar frutos. Assim como Jesus dependia do Pai para
cumprir a Sua missão, nós dependemos de Jesus para nossa salvação.
“Porque sem mim nada podeis fazer”. (João15:5).

2. O que seriam os frutos da comunhão com Cristo?


Para pensar: “Rejubilavam-se na doçura da comunhão com os san-
tos. Eram ternos, prestativos, abnegados, voluntários em fazer qual-
quer sacrifício pelo amor da verdade. Em seu contato diário entre
si, revelavam aquele amor que Cristo lhes ordenara. Por palavras e
obras de altruísmo, procuravam acender este amor em outros cora-
ções”. (Atos dos Apóstolos, p. 547).

3. Você concorda que o verdadeiro cristão deve ter disciplina em


sua comunhão com Deus e com seu próximo? Fale das caracterís-
ticas de uma pessoa que tem disciplina na comunhão.
III. APLICANDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
1. Que ações você pretende adotar para exercer disciplina na co-
munhão?
2. O que você espera como resultado desta comunhão?
Para pensar: “Há para o consagrado obreiro uma maravilhosa con-
solação em saber que mesmo Cristo, durante Sua vida na Terra,
buscava diariamente Seu Pai em procura de nova provisão da ne-
cessária graça; e saía dessa comunhão com Deus para fortalecer e
abençoar a outros”. (Atos dos Apóstolos, p. 56). Se permanecermos
em Cristo através de uma comunhão disciplinada, seremos aben-
çoados e abençoaremos aqueles que nos cercam.

Disciplinas Espirituais
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02
Disciplina Do
Estilo de Vida

QUEBRA GELO
Você se recorda da última vez que fez uma promessa de mudar seu
estilo de vida? Talvez você quisesse mudar sua alimentação ou se ma-
tricular na academia. Ou quem sabe você tenha prometido que iria
beber mais água e dormir mais cedo. Você conseguiu cumpri-la? Ou
a dieta planejada para começar naquela segunda-feira foi para o espa-
ço? Ou você pagou meses de academia sem nunca aparecer por lá?
Se não for constrangimento, fale sobre suas tentativas não cumpridas.
Agora pense em mudanças que você já conseguiu fazer em seu estilo
de vida. Existe algum hábito ruim que você conseguiu deixar? Existe
algum hábito saudável que você conseguiu desenvolver? Quais foram
os benefícios que a mudança lhe trouxe? Comente com o grupo.

INTRODUÇÃO:
A Bíblia é um moderno compêndio sobre saúde. Encontramos nela
diversos textos relacionados ao estilo de vida. Vejamos alguns:
“Comer muito mel não é bom.” (Provérbios 25:27)
“Fala aos filhos de Israel, dizendo: Não comereis gordura de boi, nem
de carneiro, nem de cabra.” (Levítico 7:23)
“E Ee (Jesus) lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deser-
to...” (Marcos 6:31)
“Ditosa, tu, ó terra cujo rei é filho de nobres e cujos príncipes se
sentam à mesa a seu tempo para refazerem as forças e não para be-
bedice.” (Eclesiastes 10:17)
Deus certamente Se preocupa com a saúde e a qualidade de vida
deSeus filhos. É a Sua vontade que preservemos a vida por Ele conce-
dida e que tenhamos uma vida abundante.

Disciplinas Espirituais
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Ter saúde, porém não é obra do acaso. Bem-estar e qualidade de vida
dependem da prática disciplinada e perseverante de um bom estilo
de vida. É o que fazemos ou deixamos de fazer no dia-a-dia que de-
termina a nossa saúde.

TEXTO PARA ESTUDO: DANIEL 1:1-9

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1. Imagine que você foi convidado pelo presidente do Brasil para par-
ticipar de um grande jantar festivo em Brasília, mas, ao chegar lá, você
é surpreendido com alimentos e bebidas contrários aos seus princí-
pios de saúde. Qual seria a sua reação?
Agora leia Daniel 1:8 novamente, substituindo o nome Daniel pelo
seu nome. (Exemplo: Resolveu Maria, firmemente, não contami-
nar-se...). Você consegue se imaginar com essa disciplina? Você
acredita que é possível ser como Daniel? Comente com o grupo.
Para pensar: Daniel era um jovem que havia sido levado cativo
de Jerusalém para a Babilônia. Segundo os historiadores, o trajeto
tinha aproximadamente 1.600 Km e foi provavelmente percorrido
a pé em dois meses de viagem. Quando chegou lá, Daniel tinha
menos de 20 anos de idade, estava longe dos pais e na companhia
de milhares de outros jovens que não se preocupavam em manter
o estilo de vida saudável.
Por que Daniel resolveu não se contaminar com as finas iguarias
do rei? Com quem e desde quando ele havia aprendido a impor-
tância da disciplina no estilo de vida? Havia algo além da saúde
física em jogo?

II. INTERPRETANDO O TEXTO


Discuta com o grupo
1. Em sua opinião, como Daniel conseguiu manter sua disciplina e
fidelidade? Leia Daniel 6:13 e Gálatas 5:22, 23. Qual foi a atitude
de Deus diante da decisão de Daniel? Leia novamente Daniel 1:9.
Para pensar: Pense nas últimas vezes que você se propôs a mudar
algum hábito de saúde e não conseguiu. O que faltou para você
vencer? Você buscou diariamente a ajuda em Deus, através da ora-
ção da fé? Você realmente acreditou que era possível mudar e ter
disciplina?

Disciplinas Espirituais
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Discuta com o grupo
Quais são os obstáculos que nos impedem de viver uma vida sau-
dável nos dias de hoje? Conquistar a disciplina no estilo de vida
cabe a nós, a Deus, ou a ambos? Leia Apocalipse 3:20.

III. APLICANDO O TEXTO


Para pensar: Atualmente, manter a disciplina no estilo de vida é
um desafio, porém, no livro de Daniel, encontramos a chave para
a vitória. Toda e qualquer mudança de hábitos, para que seja du-
radoura, deve ser feita com muita oração. “Tudo posso nAquele
que me fortalece.” (Filipenses 4:13). Em Cristo, podemos ser novas
criaturas e viver um estilo de vida saudável de maneira constante.
Essa disciplina é aprendida, como qualquer outra competência, e
pode ser treinada a partir da decisão e da persistência de cada um
de nós.

Discuta com o grupo:


1. Que ação prática você pretende adotar para manter a disciplina
em seu estilo de vida?
Para fazer sozinho: Analise seus hábitos de saúde e selecione dois
que estejam lhe prejudicando e que você queira mudar, a seguir
escolha dois bons hábitos que você gostaria de adotar. Escreva-os na
tabela abaixo. Seja realista e aja com sinceridade.

Hábitos ruins que desejo Hábitos bons que desejo


mudar adotar

Neste momento, tome decisão de mudar esses hábitos e apresente


sua necessidade a Deus em oração. Ele é fiel e o ajudará a vencer.
E então quando já tiver incorporado os novos hábitos no dia a dia,
repita o exercício até alcançar a correta disciplina em seu estilo
de vida.

Disciplinas Espirituais
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03
disciplina da
Meditação
QUEBRA-GELO
O que vem a mente quando ouve a palavra meditação? Você acredita
que esse exercício é uma prática saudável e lhe proporciona algum
benefício? Ou pensa que é apenas uma técnica utilizada por seitas
orientais, em que a pessoa assenta-se, na posição de lótus (pernas
cruzadas), para encontrar o equilíbrio para o corpo e para a mente?

Discuta com o grupo


1. Quais são as práticas de meditações mais comuns? Na opinião do
grupo, meditação pode ser feita de que maneira? Existe algum momen-
to mais oportuno para realizá-la? Há alguém no grupo que pratica a
meditação?

INTRODUÇÃO
Meditar: A palavra é definida como o ato ou efeito de: ponderar, pen-
sar, refletir, estudar, considerar, matutar sobre. Nota-se que o conceito
diz: “ato” ou “efeito”, subentendendo-se que há “ação” e “reação”, é
a atitude da qual se colhe um resultado.

A meditação bíblica é, então, o ato voluntário de refletir sobre a Pala-


vra de Deus, a Bíblia, expondo-se a ela para receber os seus benefícios.

TEXTOS PARA ESTUDO: SALMOS 119: 15-16; SALMO 19:14

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1. É possível meditar, olhar e se alegrar ao estudar os textos bíblicos?
2. Qual é o benefício encontrado no texto abaixo?
“Em Teus preceitos meditarei e olharei para os Teus caminhos. Ale-
grar-me-ei nos Teus estatutos; não me esquecerei da Tua palavra”.
(Salmo 19:15,16)
Disciplinas Espirituais
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Para pensar: Deus, na Sua soberana vontade, tem muitas formas de
falar com o homem, e uma delas é através de Sua Palavra revelada,
a Bíblia. Nesse tipo de comunicação, a meditação bíblica é um
instrumento de grande importância porque é uma forma de:
- Estamos expostos à Palavra de Deus, para a cura, consolo, res-
tauração e direção;
- Buscarmos a Sua vontade;
- Sermos envolvidos em Seus propósitos;
- Conhecermos as Suas promessas;
- Gerarmos comunhão com o Espírito Santo;
- Aprendermos a respeito de Deus e de Seu reino;
- Crescermos espiritualmente, sabendo quem somos e qual é a
nossa missão nesse reino.
II. INTERPRETANDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1- Você reconhece benefícios e identifica um crescimento espiri-
tual em sua vida a partir da comunhão com Deus através da me-
ditação?
Para pensar: A meditação bíblica não deve ser realizada de qual-
quer maneira, pois as coisas pertinentes ao reino de Deus devem
ser realizadas com decência e com ordem, conforme recomenda o
texto bíblico de I Coríntios 14:40.
E o Slamo 19:14 nos diz: “Sejam agradáveis as palavras da mi-
nha boca e a meditação do meu coração perante a Tua face,
Senhor,Rocha minha e Libertador meu!”
Para pensar: Você se alegra ao pensar no encontro que terá com
o Senhor, quando Ele retornar a esse mundo para resgatar aqueles
que perseveraram? Você se vê com esse grupo aguardando Jesus?
O que você faz para se encontrar com Deus; antes da Sua vinda?
Em Amós 4:12, lemos: “Portanto assim te farei, ó Israel, e porque
isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu
Deus”. -O Senhor deseja que Seu povo se prepare para ter um en-
contro com Ele todos os dias.
Depois que Deus crio o homem, Ele vinha, diariamente, na viração
do dia, encontrar-Se com a Sua Criação. Podemos imaginar como
esses encontros - entre o homem e Deus - ram prazerosos – Era uma
conversa do dia-a-dia, em que eles compartilhavam grandes des-
cobertas, e pequenas experiências, simplesmente se relacionando
com o Criador. Mas um dia essa interação foi quebrada, e Adão

Disciplinas Espirituais
13
certamente deve ter carregado ao longo de seus 930 anos, a sauda-
de daqueles momentos tão especiais. Deve ter sentido muitas vezes
um imenso vazio ao olhar o pôr-do-sol.
Para nós, porém, nasceu o “Sol da Justiça”, a resplandecente “Estre-
la da Manhã”, e por causa dEle, Jesus Cristo, podemos nos encon-
trar novamente, todos os dias, com o nosso Criador.

A meditação bíblica é, or tanto, uma das maneiras que podemos


utilizar para fazer com que esse encontro aconteça.

III. APLICANDO O TEXTO


Discuta com o grupo
1- Quais das ações sugeridas abaixo poderiam auxiliár você a se
organizar melhor, para desenvolver o hábito da meditação.
- Manter um caderno para a anotação diária do tema sobre o qual
foi feita a meditação.
- Procurar se possível, meditar no mesmo horário todos os dias.
- Ter um local apropriado para a meditação, observando a comodidade
e o silêncio.
- Rever as anotações, e assinalar as promessas alcançadas.
- Considerar a meditação como o momento de um encontro marca-
do com Deus.

Para pensar: O Salmos 1:1-3, declara: “Bem aventurado o varão


que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no
caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedo-
res. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na Sua lei medita de
dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de
águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não
caem, e tudo quanto fizer prosperará”.

Não deixemos Deus esperando por nós, nem O entristeçamos pela


nossa ausência. Compareçamos pontualmente, através da meditação
bíblica, para dividirmos com Ele o nosso dia, para nos renovarmos e nos
alegrarmos diante da Sua presença maravilhosa.

Disciplinas Espirituais
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04
disciplina da
Solitude
QUEBRA-GELO
Você acha que o homem do século 21 consegue se desligar comple-
tamente das mídias e redes sociais? Imagine como seria passar 24
horas sem nenhum contato com outro ser humano e sem acesso a
algum tipo de mídia.

INTRODUÇÃO
Solitude é o isolamento ou reclusão voluntários, diferente da solidão
que, em sua essência, é o estado emocional do indivíduo que deseja
ardentemente uma companhia e não a tem. O indivíduo pode estar
cercado de amigos, num animado salão de festas e ainda assim estar
corroído pela solidão. Um exemplo de solitude é o, período em que
Jesus Se isolou para reflexão.

TEXTOS PARA ESTUDO: MATEUS 4:1; 14:23 E 26:36; LUCAS 6:12.

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1. Segundo relatado na Bíblia, porque Jesus buscava a solitude?
Qual é a diferença entre solitude e solidão?
Para pensar: Esses versos nos mostram a atitude do Senhor Jesus an-
tes ou depois de momentos importantes em Seu ministério. Apren-
demos que a solitude é uma atitude com propósito específico, e
não somente a busca por isolamento, sempre que o Senhor Jesus se
retirava para um lugar reservado, era com um objetivo, desenvolver
estrita comunhão com o Pai!

Assim como em nosso dias, o“barulho” também era muito nos tempo
de Jesus e O atrapalhava a manter uma estrita comunhão com o Céu.
No entanto, esses versos nos apresentam algo interessante: o Senhor
Disciplinas Espirituais
15
procurou a solitude no início de Seu ministério – quarenta dias de
jejum e oração. Também se retirou antes de chamar Seus principais
discípulos, e após atender a uma grande multidão, quando foi acla-
mado como Aquele que poderia atender ás necessidades imediatas do
povo. Ele buscou na solitude, a comunhão com Seu Pai e intercedeu
por Seus discípulos para que entendessem Sua obra e ministério. Na
solitude, Jesus achava respostas, até mesmo para o silêncio do Pai!
(Mateus 26:36-46) E você, que respostas procura? Será que elas não
estão esperando por você nos momentos de solitude? O profeta Elias
encontrou a resposta em uma ocasião como essa (1Reis 19:11-13).

II. INTERPRETANDO O TEXTO


Discuta com o grupo
1. Segundo o textos de 1 Reis 19:11-13, quem pediu para o profeta
buscar a solitude? Veja também o texto de Mateus 4:1. O que isso
nos ensina?
Para pensar: Quando Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, foi
levado pelo Espírito de Deus. Não convidou a tentação. Foi para o
deserto para estar sozinho, a fim de considerar Sua missão e obra. - (O
Desejado de Todas as Nações, p. 70/114.

2. Por que era tão importante para Jesus estar em solitude no início
de Seu ministério? Considere também o ministério de João Batista
(Mateus 3:1-2)
Para Pensar: Devemos orar em família, mas, acima de tudo, não
devemos negligenciar a oração secreta, pois é ela que sustenta nos-
sa vida espiritual. É impossível que a espiritualidade de uma pessoa
floresça se a oração for negligenciada. Não basta orar em família e
em público. Sozinho, abra o coração aos olhos perscrutadores de
Deus. -(Caminho a Cristo, p.62/98.

3. Você conhece alguém que desenvolveu o hábito da solitude na


vida? Conte um pouco sobre o que mais admira nessa pessoa.
III. APLICANDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
1. O que você pretende fazer para desenvolver o hábito da solitu-
de? Compartilhe com o grupo.
Para pensar: A solitude não é estar sozinho, mas sim, colocar-se na
presença de Deus, -Somente Ele preenche o vazio de nosso coração!
Ler Eclesiastes 3:11.
Disciplinas Espirituais
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05
Disciplina da
Solidariedade

QUEBRA-GELO
Como crisãos, nossa responsabilidade, para com o próximo resume-
-se apenas ao âmbito espiritual ou também temos responsabilidades
sociais? Qual foi a sua última ação solidária para com o próximo?
O que essa ação representou para a pessoa que foi auxiliada e para
você que a auxiliou?

INTRODUÇÃO
A Bíblia nos mostra claramente que temos responsabilidades sociais
a cumprir. Essas responsabilidades estão divididas em quatro áreas
específicas:

1º Responsabilidade para consigo mesmo – O modo apropriado de


amar a si mesmo é prover as necessidades básicas para a sua própria
subsistência. A Bíblia nos mostra a preocupação de Paulo em não
ser pesado a ninguém, por isso trabalhava dia e noite (ver 2 Tessalo-
nicenses 3:7, 8). Assim sendo, uma das coisas mais importantes que
cada homem capaz pode fazer em prol dos outros, é ganhar a sua
própria vida.

2º Responsabilidade para com a sua família – Existindo em sua famí-


lia aqueles que não são capazes de prover para si mesmos (órfãos,
viúvas, crianças, dependentes) é sua responsabilidade social prover
por elas. (1 Timóteo 5:8).

3º Responsabilidade para com seus irmãos crentes – A Bíblia é clara


quanto à responsabilidade social pelos irmãos na fé. (Tiago 2:15, 16).

4º Responsabilidade para com todos os homens – Isaías 1:17; Salmo


41:1; Provérbios 21:13.

Disciplinas Espirituais
17
TEXTO PARA ESTUDO: LUCAS 10:29

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1. Com base na resposta dada por Jesus na parábola do bom Sama-
ritano, quem é o nosso próximo? (Ler a parábola em Lucas 10:25-
37).
Para pensar: A Bíblia ensina que a pessoa deve amar o seus próxi-
mos, isto é a todos os homens. E nisso subentende-se que a pessoa
deve amar de tal maneira que beneficie o maior número de pessoas
possíveis, não somente os seus parentes, amigos e vizinhos imedia-
tos. Diz-se aqui o mesmo coisa, que é expressado pelo princípio
hierárquico de que o amor por muitas pessoas é mais valioso que
o amor a apenas uma. Quando o amor é distribuído dessa maneira
entre o maior número possível de pessoas, a norma do amor torna-
-se uma ética social construtiva, que contagia as pessoas a pratica-
rem o bem ao próximo.

II. INTERPRETANDO O TEXTO


Discuta com o grupo:
1. Quais são os benefícios que recebemos ao exercitar a benevo-
lência social?
Para pensar: Quando ajudamos ao próximo devemos entender que:
(1) A benevolência social está implícita na obediência aos manda-
mentos de Deus. (Mateus22:36-39); (2) Aquilo que é feito para os ne-
cessitados é feito a Cristo. (Mateus 25:34-45).

Para pensar: “Aos que mostram piedade para com os desfortunados, os


cegos, os coxos, os afligidos, as viúvas, os órfãos e necessitados, Cristo
considera como guardadores dos mandamentos, os quais terão a vida
eterna”. (Beneficiência Social p. 209)

III. APLICANDO O TEXTO


Discuta com o grupo
1. Que ação prática você pretende adotar para exercer a benevo-
lência social?
Para pensar: “Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta,
e este lhe paga o seu beneficio”. (Proverbios 19:17).

Disciplinas Espirituais
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06
disciplina do
QUEBRA-GELO
Serviço Cristão
O entusiasmo com que falamos de assuntos que são de nosso interes-
se reflete o que há em nosso coração: os filhos, os netos, um time de
futebol, um automóvel, uma bolsa etc. Qual é o nosso entusiasmo ao
dar testemunho do que Jesus fez por nós? Quanto interesse temos em
que os outros conheçam o Senhor Jesus? Qual é a importância que
damos à salvação de outras pessoas?

INTRODUÇÃO
A maior preocupação de Deus não está em nossa condição social,
se somos ricos ou pobres, cultos ou incultos, nem em nosso preparo
acadêmico, mas em saber qual é o nosso interesse em anunciar as boas
novas da salvação às pessoas que estão perdidas e sem esperança. João
nos revela- em seu evangelho, no capítulo 3, verso 16, o grande amor
de Deus pelos perdidos e alto preço que Ele pagou para resgatar-nos
das trevas para Sua maravilhosa luz. Neste estudo iremos analisar se a
responsabilidade de anunciar Cristo ao mundo é um dom concedido
a algum grupo específico de pessoas ou uma responsabilidade de todo
crente.

TEXTO PARA ESTUDO: 1 PEDRO 2:9

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
1. Pedro nos diz que somos a geração eleita, sacerdócio real, na-
ção santa, o povo de propriedade exclusiva de Deus. Que maravi-
lha, não é mesmo! Mas esse povo, essa nação foi escolhido para
algo. Para um propósito. Deus nos chamou das trevas para a Sua
maravilhosa luz.
Para pensar: Como igreja remanescente, te o privilégio de termos
manifesto em nosso meio o espírito de profecia através da Sra. Ellen
Disciplinas Espirituais
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G. White. O espírito de profecia é uma ferramenta de Deus para nos
ajudar a ter uma visão clara da Bíblia e de seu real significado para
nós. No livro Beneficência Social pág. 55 está escrito: “Muitos pen-
sam que o espírito missionário é um dom concedido aos pastores
e alguns poucos membros da igreja, e que todos os outros devem
ser meros espectadores. Nunca houve erro maior. Todo verdadeiro
cristão possuirá espírito missionário; pois ser cristão é ser semelhante
a Cristo”.

II. INTERPRETANDO O TEXTO


Discuta com o grupo:
1. A tarefa de “anunciar” proferida por Pedro, também é cumprida atra-
vés de atividades internas na igreja, como cantar, pregar ou dirigir al-
gum departamento?
Para pensar: Em Mateus 5:14 Jesus nos diz que somos a “luz do
mundo”. Precisamos brilhar onde há trevas, ou seja, em meio ao
mundo, junto das pessoas na comunidade. Jesus não nos pede que
brilhemos dentro da igreja, pois as trevas não estão ali.

2. Como base na declaração do espírito de profecia, ser missioná-


rio é um “dom”, ou uma responsabilidade de todo crente?
Para pensar: O primeiro sentimento de uma pessoa verdadeira-
mente convertida é o de querer levar as boas-novas da salvação aos
outros. Essa tarefa maravilhosa é não apenas a responsabilidade,
mas também o privilégio de todos os crentes. O grande evangelista
Spurgeon disse: “Ou um cristão é um missionário ou é uma farsa”.

III. APLICANDO O TEXTO


Discuta com o grupo:
1. Com que frequência você tem anunciado Jesus às pessoas que ainda não
O conhecem?
Para pensar: Experimente ser um instrumento poderoso nas mãos
de Deus para a salvação de pessoas e descubra a verdadeira alegria
de ser cristão.

Disciplinas Espirituais
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07
disciplina da
QUEBRA-GELO
Confissão
Quando uma pessoa faz alguma coisa errada contra mais pede per-
dão, humilha-se, se arrepende, como você administra essa situação?
(Justiça para os outros). E quando você comete um erro contra al-
guém, tornanse do o ofensor, como prefere ser tratado? (Misericór-
dia para mim). Como é o seu comportamento quando depende do
perdão? Outra importante questão: Como Deus nos trata quando nós
erramos? Será que Deus muda o Seu tratamento para conosco depois
que O ofendemos?

INTRODUÇÃO:
O pecado nos deixou com muitas tendências que não são boas. A
pior delas é o orgulho, ou seja, temos dificuldade para confessar e
perdoar. Em todos os dias de nossa vida, sempre vamos ter que nos
relacionar com as pessoas, e com isso virão alguns problemas de
comportamento, ideias divergentes, opiniões contrárias às nossas etc.
No tempo de Jesus, o perdão tinha limite, e a confissão nem sempre
era aceita, pois o prazo era selecionado por regras humanas.
Em Mateus 18:21, lemos: - “Então Pedro, aproximando-se dEle , Lhe
perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim,
e eu hei de perdoar? Até sete.?”
Por que temos que confessar nossos erros? Procuramos todos os tipos
de argumentos para não termos que nos expor. Temos medo de que
as pessoas saibam quem realmente somos. Nosso caráter envolve um
segredo do quale não gostamos de contar detalhes. Mas nosso Deus
tudo vê e tudo sabe.
Em 1 de João 1:9, lemos : “Se confessarmos os nossos pecados, Ele
é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda
injustiça”.
Temos que confessar porque fizemos o que não deveria ser feito. Se
não confessarmos não seremos perdoados, quem não for perdoado

Disciplinas Espirituais
21
terá que assumir todas as consequências do seu pecado. E qual o
salário do pecado? ROMANOS 6:23 - “Porque o salário do pecado
é a morte.”

Deus não quer dificultar a nossa vida. Seu objetivo é facilitar ao má-
ximo possível. Nossa parte é reconhecer e pedir. Temos que confes-
sar. Na crta aos Romanos, capítulo 8, verso 1 e 4, o apostol Paulo nos
diz: Portanto nenhuma condenação há para os que estão em Cristo
Jesus, [...] que não andam segundo a carne mas segundo o Espírito.

Estar em Cristo é usar a disciplina da confissão.

TEXTO PARA ESTUDO: SALMO 51:1-2

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo
O triste fato do pecado de Davi está relatado na Bíblia, em 2 Sa-
muel 11:1-27. Davi achou que havia vantagem em fazer o que
não poderia ter feito. Ele teve muitas chances de se arrepender e
de confessá-lo, mas não o fez. Achava que nunca seria descober-
to. Pessoas foram prejudicadas por causa da sua atitude. O tempo
necessário foi-lhe concedido para que houvesse arrependimento e
confissão. Davi adulterou e planejou a morte do marido de Bate-
-Seba. Davi foi inconsequente. Somente quando o profeta Natã
veio falar com ele pessoalmente e lhe contou uma parábola (2 Sa-
muel 12), foi que ele viu a gravidade e a covardia dos seus atos.

A confissão, porém, não pode ser algo que eu decido fazer quando
achar melhor. A confissão deve ser feita o mais rápido possível. A
demora pode ser até fatal! Quanto mais tardia for a confissão, mais
difícil será fazê-la.

Para pensar: Tanto Davi como todos os envolvidos foram prejudi-


cados. Os pais e os filhos podem afetar toda a estrutura familiar
quando vivem em pecado secreto. A família é um corpo. Só tere-
mos prejuízos emquando pensarmos que o pecado pode ser uma
opção sem riscos.

Um pastor muito experiente disse em uma de suas pregações: Lon-


ge de Jesus o pecado tem sentido.” É verdade, pois, quando nos
afastamos de Jesus, parece que o que achávamos que era errado,

Disciplinas Espirituais
22
torna-se um estilo de vida. Quando começamos a justificar nossos
erros, ficamos insensíveis à voz do Espírito Santo. Podemos esco-
lher tudo o que desejarmos, mas não poderemos escolher as con-
sequências de nossas escolhas. Satanás nos cega quando erramos.
Achamos que o erro compensa, que é só uma questão de -”saber
fazer”-, ou seja: ser esperto, não deixar rastro. Enfim, podemos ser
os melhores artistas do pecado, mas no palco deste mundo, temos
um Universo que nos assiste. Por isso, o recurso que Deus nos
oferece é confessar, e abandonar os nossos pecados. Aconfissão
dá libertação. Traz paz e harmonia, enquanto a não confissão só
trará mal-estar, desconfianças, brigas, ciúmes, vergonha, desonra,
separações, tragédias etc.

II. INTERPRETANDO O TEXTO


Discuta com o grupo
1. Em sua opinião, Davi poderia ser perdoado mesmo sem ter con-
fessado?
Para pensar: Esse relato bíblico nos mostra que não podemos fazer
nada sem assumir a responsabilidade por nosso atos. Nossas esco-
lhas são sérias e comprometedoras. Em tudo o que Deus nos proíbe
fazer deve Ele ser obedecido. Durante todos os dias de nossa curta
vida teremos que decidir a quem vamos servir. Todas as orientações
da Palavra de Deus, por exemplo, nos fornecem avisos amigáveis e
amorosos. A obediência a Deus traz segurança e felicidade. Embo-
ra tenhamos errado não precisamos continuar no erro. Deus sem-
pre nos ajuda a evitar o erro e, mesmo depois que o cometemos,
Ele não nos abandona. As consequências virão, mesmo depois que
nós confessarmos, mas o que confessa suportará com a esperança
de que tudo irá passar, e Deus nos transformará. Um dia não mais
pecaremos e não mais precisaremos confessar .
III. APLICANDO O TEXTO
Discuta com o grupo
E quando nossos pecados são tão ruins, tão baixos, tão tristes, quan-
do nos falta coragem, ou parece que não vale a pena confessar?

Não importa o que tenhamos feito, Deus pode nos perdoar. O re-
curso está à nossa disposição aqui e agora, trata-se da confissão.
Devemos pedir a Deus que tire de nós o gosto pelo pecado. Deve-
mos pedir Sua ajuda para obedecer-Lhe, como prova de nosso amor
para com Ele e não por medo da consequências. Davi é um exemplo

Disciplinas Espirituais
23
da pessoa que confessou o seu pecado. Ele era o Rei, devia ser um
modelo. Venceu o gigante Golias, mas não venceu o gigante interior
que havia nele: o orgulho. Mas depois que Deus tocou o seu cora-
ção, ele se arrependeu e confessou o seu pecado. O Salmo 51 foi
escrito após esee horrendo ato por ele cometido e, mesmo confes-
sando seu pecado, ele teve que arcar com as terríveis consequências
nele envolvidas.

Quais são os maiores empecilhos para que nós confessemos um


pecado?

Por que temos medo de falar a verdade? Como poderemos viver


com uma consciência sem paz? Vale a pena enganar, trapacear,
mentir, prejudicar etc... e achar que tudo vai terminar bem? (Leia
Salmo 73:17)

A confissão é uma disciplina importante para o nosso crescimento


espiritual. Podemos começar agora, aqui.

Provérbios 28:13 - “Quem esconde os seus pecados não prospera,


mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.”

1 João 1:9 - “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo


para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

Deus pode nos perdoar, e você pode confessar. Quem deve ter a
iniciativa?

A confissão abre as portas para o perdão. Louvado seja o nome de


Deus. Amém.

Disciplinas Espirituais
24
08
Disciplina da
QUEBRA-GELO
Simplicidade
O que você mais admira nas pessoas? Quando você chega a um lugar
desconhecido e é bem tratado, o que mais lhe chama a atenção? O
que lhe deixa mais à vontade em um ambiente desconhecido? Qual
é impacto da simplicidade das pessoas nos ambientes que lhe trazem
apreensão?

INTRODUÇÃO
O apóstolo Paulo era um homem muito culto. frequentava diversos
ambientes e conhecia várias pessoas importantes e famosas de sua
época. Ele também falava várias línguas, como o grego, hebraico, la-
tim e o aramaico. Seu vocabulário era muito rico. Possuía bagem inte-
lectual e folosófia muito grande e tinha uma inteligência privilegiada.
Parecia não ter muito a aprender, mas não era bem assim. Quando foi
chamado por Deus para ser um Cristão, muitas coisas tiveram que ser
mudadas en sua vida. Faltava-lhe muita sabedoria e simplicidade. En-
tretanto, sua vida mudou em 180 graus após conhecer o Senhor Jesus.

Provérbios 8:5 - Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, a


sabedoria.

Simplicidade foi uma disciplina que o apóstolo Paulo teve que apren-
der para depois ensinar. Mesmo tendo elevado cultura ele sempre
procurava tornar sua pregação e ensinos o mais simples possível. E
teve também suas grandes dificuldades.

Salmo 116:6 - O Senhor guarda os simples; quando me acho abatido,


Ele me salva.

Paulo foi tocado enquando ouvia os apóstolos, que conheceram Jesus


e com Ele conviveram, contarem sobre a maneira como o seu Mestre
vivia. Tinha muito interesse em continuar seu ministério usando os
mesmos métodos. Percebeu que Jesus tratava bem as pessoas. Nin-
guém voltava do mesmo jeito depois de um encontro com Ele. Cristo
é o maior exemplo da mais pura e desinteressada simplicidade.
Disciplinas Espirituais
25
TEXTO PARA ESTUDO: 2 CORÍNTIOS 11:3

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1. O que significa simplicidade em Cristo? Atualmente, como po-
demos praticar essa qualidade cristã?
Para pensar: Vivemos em uma sociedade muito exigente. Todos os
segmentos cobram de nós qualidade, velocidade, lucro, etc. po-
rém, mesmo em meio a tantas cargas emocionais e correrias, pre-
cisamos cuidar para não ser frios e indiferentes com as pessoas.
Será sábio de nossa parte, em nossos relacionamentos, sejam –
familiares, trabalhistas, estudantis, ou outros. – colocar as pessoas
acima de tudo. Devemos fazer da simplicidade uma técnica de
relacionamento, pois as pessoas se sentirão melhor e produzirão
mais. Por outro lado, elocais em que há muita pressão, cobrança,
concorrência desleal, síndromes de perseguição, esse, geram gran-
de instabilidade. Poucas pessoas são preparadas para conviver em
locais frios, mas, mesmo assim não suportarão por longo tempo.
Simplicidade não significa abandono de metas, romper com os
projetos, nem muito menos um tipo de descaso ou covardia. Ao
contrário a disciplina da simplicidade poderá fortalecer o grupo.
Haverá maior transparência, aumento da confiança e a revelação
do caráter e das intenções mais íntimas das pessoas. A simplicida-
de aumenta a identificação e a produção. Teremos mais respeito
uns pelos outros, num convívio saudável e de paz.

II. INTERPRETANDO O TEXTO


Discuta com o grupo:
1. Em sua opinião, como Jesus ensinava a questão da simplicidade? Ma-
teus 10:16.
Para pensar: A disciplina da simplicidade é uma técnica de rela-
cionamento. Jesus orientava que Seus discípulos a usassem no mi-
nistério e em sua vida no dia a dia. Simplicidade é falar e pregar
com autoridade sem ofender ao ouvinte. É expor com educação e
opinião firme, sem jamais trair os princípios do reino de Deus. É falar
a verdade com propriedade e conteúdo convincente.
A simplicidade na vida cristã deverá ser vista como um comporta-
mento ético e respeitoso. A simplicidade atrai as pessoas, chama
a atenção. Toda pessoa simples geralmente é mais humilde e sin-
cera. Ao apresentarmos os princípios do reino do Céu, revelados
Disciplinas Espirituais
26
por Jesus, devemos seguir os Seus ensinamentos. Eles devem trazer
esperança para o ouvinte. Não podemos dificultar nem alterar ou
eliminar as orientações da Palavra de Deus. Mas a simplicidade
sempre deverá ser honesta e nunca intencional, pois nem toda pes-
soa simples pratica a simplicidade.

III. APLICANDO O TEXTO


Discuta com o grupo:
1. Como podemos fazer da simplicidade o nosso estilo de vida
diariamente?
Para pensar: Às vezes, somos mal interpretados por termos atitudes
que chamam a atenção das pessoas. Todo verdadeiro cristão deve
ser uma pessoa simples. Cristo, nosso Modelo, nos ensinou que o
evangelho eterno é simples, mas firme e justo. Pratiquemos, pois, a
simplicidade em nosso lar, na escola, no trabalho, na igreja e onde
quer que estivermos. Que nossa marca mais conhecida e interpre-
tada seja a simplicidade.

Nosso Deus é poderoso, infinito e eterno, mas sempre nos trata


com muita simplicidade. Tudo o que precisamos para viver, rece-
bemos diariamente de Suas bondosas mãos. Precisamos parar de
complicar a nossa vida e a dos outros. Precisamos melhorar o
nosso relacionamento com Deus, para que nossa conduta seja um
reflexo evidente da verdadeira simplicidade.

O apóstolo Paulo depois de conhecer muita coisas da vida, chega


à seguinte conclusão:

Filipenses 3:8 : “ Sim, na verdade, tenho também como perda todas as


coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor;
pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refu-
go, para que possa ganhar a Cristo”.

Para Paulo, Cristo estava acima de tudo. Conhecer Jesus é saber viver
acima de qualquer proposta. O amor de Cristo nos constrange e sua
simplicidade nos abrange. A simplicidade fará mais sucesso do que
se possa imaginar. Deus nos ajude a viver essa disciplina importante,
que também é uma característica celestial. Amém.

Disciplinas Espirituais
27
09
Disciplina da Oração

QUEBRA-GELO
Quantos no grupo já oraram por mais de dez minutos? Quantos aqui
no grupo já oraram e tiveram uma oração respondida imediatamen-
te? Alguém já sentiu vontade de orar, mas não orou em voz audível
nem fechou os olhos por receio de alguém criticar ou não entender?
Qual deve ser o nosso principal objetivo ao orarmos a Deus? O que
devemos buscar quando oramos?

INTRODUÇÃO
Há na Bíblia diversas passagens incentivando-nos a orar. A oração
pode ser feita para beneficiar outros (até mesmo nossos inimigos) ou
a nós mesmos. Pode ter como objetivo petição ou agradecimento e
louvor. Mas acima de tudo, a oração precisa ser usada como ferra-
menta diária para a transformação do nosso caráter e fortalecimento
da nossa fé.

TEXTOS PARA ESTUDO: LUCAS 22:40-46 E DANIEL 6:10

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1. No primeiro texto, um anjo foi enviado para confortar Jesus no
Seu maior momento de prova e, mesmo depois disso, Ele continuo
a orar com mais intensidade ainda (v. 43, 44). O que podemos
aprender com isso? O que Jesus desejou que os discípulos fizessem
que Lhe serviria de conforto?
2. No segundo texto, mesmo sob a ameaça de morte, o profeta
Daniel continuou a orar três vezes ao dia. Será que Daniel acredi-
tava que é importante orar? Para que alguém como Daniel pudesse

Disciplinas Espirituais
28
orar três vezes ao dia, mesmo quando ameaçado de morte, seria
necessário ser alguién disciplinado e determinado. Sería possível a
qualquer pessoa fazer o que Daniel fez?
Para pensar: Jesus parece fazer questão de chamar Seus discípulos
para precenciarem esse momento de agonia e a Sua maneira de
enfrentá-lo (além, é claro, de desejar o conforto de Seus discípulos
nessa hora). Jesus ora para que a vontade de Deus seja feita, mas não
esconde a Sua angústia diante da imensa responsabilidade de morrer
pela raça humana. Foi preciso vir um anjo do Céu para confortar o
Mestre, pois Seus discípulos não se achavam prontos para isso.

Na história do povo de Deus existem muitos testemunhos de pes-


soas fiéis que perderam a vida por estarem pregando ou praticando
os ensinos do evangelho. Mas, imaginar que alguém fosse conde-
nado à morte simplesmente por estar orando, parece ser fanatismo.
O que acham? Não, amigos, afirmativamente, não! Daniel preferiu
morrer a deixar de orar, porque sabia que a oração é mais que uma
doutrina, mais que uma convicção é um estilo de vida, é a certeza
da comunicação aberta com o nosso melhor Amigo. Imagine al-
guém o ameaçar você de morte por se comunicar com sua família?
Entre tanto, muito mais que isso é a nossa comunicação com o Rei
do universo. Daniel fora disciplinado a praticar a oração desde
pequeno e essa disciplina deve ser praticada em cada lar cristão:

“Os primeiros pensamentos do cristão pela manhã devem ser para


Deus. Os trabalhos seculares e os interesses próprios devem vir em
segundo lugar. Os filhos devem ser ensinados a respeitar e reveren-
ciar a hora de oração. [...] É dever dos pais cristãos, de manhã e à
tarde, pela fervorosa oração e fé perseverante, porem um muro em
torno de seus filhos. Cumpre-lhes instruí-los pacientemente bondosa
e infatigavelmente ensinar-lhes a viver de maneira a agradar a Deus”.

(Testemunhos Seletos, 1, p. 147 ,148).

II. INTERPRETANDO O TEXTO


Discuta com o grupo
1. Jesus incentiva Seus discípulos a orar para não entrar em tenta-
ção (v. 40, 46). Que tipo de oração devia ser essa?
2. Daniel orou mesmo sob a ameaça de morte. A oração é algo
periférico na vida cristã ou é um princípio inegociável?

Disciplinas Espirituais
29
Para pensar: No contexto de Jesus, a palavra tentação aqui usada,
pode ser traduzida como “pecado” ou ainda referir-se a um tempo
de provação severa. Nesse texto, Cristo parece estar preparando
Seus discípulos para as provas que logo passariam devido à Sua
morte e perseguições.

Jesus Se valeu do braço forte da oração nos momentos mais difíceis


da Sua vida, porque tinha a certeza de que ao orar, estava falando
com Aquele que O poderia Lhe socorrer e confortar.

Nos momentos mais difíceis, Jesus e Daniel oraram com mais per-
severança e convicção porque já tinham o hábito da oração como
disciplina pessoal.

III. APLICANDO O TEXTO


Discuta com o grupo
1. As provas não transformam ninguém em um verdadeiro cristão;
as provas revelam os verdadeiros cristãos! O verdadeiro cristão se-
gue a cristo! Você O está seguindo, no que se refere à oração?
Para pensar: Na Bíblia lemos que precisamos orar para receber o Es-
pírito Santo (Lucas 11:13), orar pelos nossos perseguidores (Mateus
5:44) orar sem cessar (1Tessalonicenses 5:17) e em todo lugar (1Ti-
móteo 2:8). Mas Jesus menciona um objetivo mais amplo no texto
em estudo: orar para não pecar para não sermos abalados quando
passarmos por momentos de tribulação em nossa caminhada cristã.
Ele está desejoso em ver nossa vitória aqui e sabe que só será pos-
sível vencermos por meio da oração diária. Todos os dias estamos
expostos à tentações, perseguições e sofrimentos. Somente obede-
cendo ao conselho de orar, dado por Jesus, é que vamos ser protegi-
dos nesses últimos dias da história desse mundo. Necessitamos orar
sem cessar com a vida entregue a Deus, permitindo que Ele faça o
melhor em nós e por nós. Nossa oração precisa ser tão intensa que
destrua nossa dependência própria e nos faça depender unicamente
dAquele que sabe o que é melhor pra cada um de nós. Vamos orar?

Disciplinas Espirituais
30
10
Disciplina da Vigília

QUEBRA-GELO
Quantos aqui no Pequeno Grupo já passaram algum tempo insistindo
em falar com alguém que parecia não querer recebê-lo para conver-
sar? Quantas vezes ou quanto tempo você se dedicou, insistindo até
que a pessoa o recebeu? Qual foi o maior período de tempo que você
já dedicou estudando para uma prova? Já ficou uma noite inteira es-
tudando? Qual foi o resultado? Comentem uns com os outros sobre a
insistência e perseverança que tiveram para que o êxito acontecesse.

INTRODUÇÃO
Jesus amava Seus discípulos e durante os três anos e meio em que
esteve com eles aqui na Terra ensinou-os por palavras e exemplos
aquilo que seria muito importante para a vida de um cristão neste
mundo e, em seu preparo para a vida na eternidade. Em meio aos
muitos temas importantes para a vida de um seguidor de Jesus está a
Disciplina Espiritual da Vigília.

Vejamos a ênfase de Cristo para Seus discípulos quanto a essa disci-


plina espiritual:

Marcos 14:38 - “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o


espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

No Velho Testamento a Palavra hebraica usada para vigiar é: natsar, que


significa guardar, cuidar, manter, vigiar. Aparece pelo menos sessenta
vezes no Velho Testamento.

Nos textos do Novo Testamento a palavra grega usada para vigiar


é: gregóreo. Você sabia que o nome Gregório significa, aquele que
vigia, que cuida e guarda?

Disciplinas Espirituais
31
Tendo em vista o significado da palavra vigiar, o que você imagina
que Jesus quis dizer aos discípulos quando pediu que vigiassem? (Co-
mentem em grupo.)

1. Alguém no grupo mencionou que vigiar significa guardar a fé e


não deixar os caminhos de Jesus?

2. Jesus pediu que os discípulos vigiassem e orassem porque aquele


era um momento crítico na vida deles. A partir dali ficariam sem o
Mestre, seriam perseguidos e teriam a sua fé grandemente provada.

TEXTO PARA ESTUDO: ATOS 1:12 A 14

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1. O que os discípulos fizeram logo após a ascensão de Jesus ao
Céu? Será que eles haviam aprendido o que significa vigiar e orar?
Por quanto tempo os discípulos permaneceram em oração naquele
lugar?
Para pensar: Jesus havia dito aos discípulos que deveriam estar
em vigília espiritual, mas eles não atenderam ao pedido do Mes-
tre. Mas depois da ascensão do Senhor Jesus, eles estavam todos
reunidos no mesmo lugar. Segundo se sabe permaneceram ali por
dez dias em oração. Estavam em vigília espiritual, comunhão com
Deus e uns com os outros. Como resultado Deus lhes enviou o
poder do Espírito Santo no dia do Pentecostes.

Estar em vigília como igreja de Deus é muito importante, ainda


mais quando estamos unânimes no propósito, ou seja: todos, no
mesmo local, ao mesmo tempo e, com o mesmo propósito – orar
pelo reavivamento e reforma, pelo poder do Espírito Santo.

II- INTERPRETANDO O TEXTO


Discuta com o grupo
1. Em sua opinião, por que o Espírito Santo só foi derramado, mui-
tos milagres só aconteceram e a unidade verdadeira entre os discí-
pulos só passou a existir quando eles começaram a estar em vigília
espiritual? (Atos 2:1, 2, 42-47 (compara com Atos 1:12 -14).
Para pensar: Todos os grandes movimentos de reavivamento e
Disciplinas Espirituais
32
cumprimento da missão foram marcados por fortes momentos de
vigília e oração. No Pentecostes, quando a igreja apostólica rece-
beu o poder do Espírito Santo, muitos milagres aconteceram e pela
forte pregação da Palavra de Deus levaram ao batismo cerca de três
mil pessoas. Antes, porém, eles passaram dias de vigília e oração.
No início do movimento adventista, os nossos pioneiros na fé fica-
vam noites inteiras estudando a Bíblia e em oração – em momentos
de vigília. Buscanvam mais compreensão da Palavra de Deus e o
poder do Espírito Santo.

2. Ler Atos 12:12. O que aconteceu com Pedro? Quem Deus en-
viou para libertá-lo? O que a igreja estava fazendo por Pedro en-
quanto ele estava preso?
Para pensar: O mundo também será convencido dos seus pecados
através da forte e corajosa pregação do evangelho, mas o primeiro
passo que devemos tomar é lançar mão do braço forte da oração
não apenas minutos de oração, mas horas de oração. Sendo que
uma vigília para os judeus representava um período de três horas, e
então, quando falamos de vigília espiritual, significa que podemos
passar um período de pelo menos três horas com Deus, em comu-
nhão, estudo da Palavra, oração e louvor -em uma igreja pequeno
grupo ou mesmo a sós com Deus.

3. Alguém no grupo já experimentou de passar pelo menos uma


hora com Deus, orando, estudando a Bíblia, lendo um bom livro
espiritual, louvando e conversando com um amigo o amiga sobre
as coisas de Deus? Comente com o grupo o que você sentiu como
resultado dessa experiência.
III. APLICANDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1. Tendo em vista a importância da vigília espiritual, que atitudes prá-
ticas poderão ser tomadas em relação a este assunto, tanto em grupo
como individualmente?
Para pensar: Certamente acontecerão grandes maravilhas como re-
sultado dessa busca maior pelo poder de Deus. Ele mesmo disse
em Jeremias 29:13 - 14 (alguém lê o texto). Lembrem-se de que
não basta achar esse tema interessante, é preciso colocá-lo em prá-
tica. Reserve uma parte do seu tempo. Pode ser uma vez por mês,
sozinho, uma vez por trimestre como pequeno grupo ou com a
igreja, etc.
Disciplinas Espirituais
33
11
Disciplina do
Estudo

QUEBRA-GELO
Muitas pessoas já nascem com uma forte inclinação para o estudo,
tanto é assim que aprendem com maior facilidade e têm mais von-
tade de ler e escrever. Por essa razão é que há pessoas que mantêm
uma forte disciplina no estudo. Outras, porém, não têm tanta dispo-
sição; o interesse delas é mais limitado e por isso não têm tanta von-
tade de estudar. Começam a ler ou estudar determinado texto mais
logo perdem o interesse e param.
Acompanhe agora o sucinto relatório sobre a disciplina de estudo
desse grande homem, o pregador John Wesley:
Ele tinha uma agenda apertada: segundas e terças-feiras: estudo de
grego, História Romana e literatura. Quartas: estudo de Lógica e Éti-
ca. Quintas: hebraico e árabe. Sextas: Metafísica e Filosofia Natural.
Sábados: composição de oratória e poesia. Domingos: estudo em Di-
vindade (Teologia). Além de tudo isso, estudava francês, aperfeiçoa-
va-se em matemática e ainda conduzia experiências em ótica.
Wesley fez em média três sermões por dia, durante 54 anos, num to-
tal de mais de 44 mil mensagens. Em sua vida toda viajou no lombo
de cavalos 320 mil km, perto de 8 mil Km por ano. Publicou um co-
mentário de quatro volumes sobre a Bíblia, um dicionário de Inglês,
cinco volumes de Filosofia e quatro volumes sobre História da Igreja,
escreveu livros de gramática inglesa, hebraica grega e francesa, três
volumes sobre Medicina, seis sobre Música clássica e um jornal que
totalizou 50 periódicos no fim da vida. Esse homem estudioso foi o
responsável direto pela salvação de milhares de pessoas em toda a
Inglaterra através de um poderoso avivamento.

Como você se compararia ele quanto à disciplina no estudo? Como


se sentiu ao se comparar? Você acha que pode crescer nessa área?
Disciplinas Espirituais
34
INTRODUÇÃO
Você tem vários motivos para estabelecer a disciplina do estudo: au-
menta o conhecimento e a cultura, esclarece dúvidas, orienta, traz
informações, entre outros beneficios. Mas a Bíblia possui, além des-
sas razões citadas, motivos inigualáveis para ser estudada disciplinar-
mente, pois é um dos livros mais antigos do mundo, o mais difundido
e vendido, e também o fundamento das três maiores religiões mun-
diais (judaísmo, cristianismo e islamismo (o alcorão está baseado na
Bíblia). Entretanto, a a razão essencial para se aplicar é que ela é a
Palavra de Deus e através dela você ouvirá a Sua voz.

TEXTO PARA ESTUDO: JOÃO 15:5-7 E 8:31, 32

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Em João 15:5 Jesus Se compara a uma videira e nos compara aos
ramos para ressaltar a importância de permanecermos nEle. No
mesmo verso, Ele diz que essa permanência nEle produz “‘muitos
frutos’” ou seja, muitos resultados positivos. O contrário é destaca-
do no verso 6, pois Ele é a Videira verdadeira e é somente ligados
a Ele que teremos vida. No verso 7 Jesus diz que a maneira de
permanecermos ligados a Ele é a Sua Palavra estai em nós. A seguir
em João 8:31, Jesus afirma que só poderemos ser dEle (discípulos
dEle) se Suas palavras permanecerem em nós.

Para pensar: A essência da palavra “‘permanecer’” sugere uma dis-


ciplina no estudo da Bíblia. “E conhecereis a verdade e a verdade
vos libertará”. (João 8:32).

II. INTERPRETANDO O TEXTO

Para pensar: O propósito fundamental da analogia da vara da vi-


deira era descrever um relacionamento permanente entre Cristo e
o crente, de onde ele deve extrair os nutrientes necessários para
uma vida espiritual produtiva. Mas para isso a Bíblia deve ser a
base para o estudo diário e permanente, sem deixar de lado outras
literaturas que edificam a vida cristã.

Ao praticarmos a disciplina do estudo tendo como base a Bíblia


(permanecendo nEle), Cristo nos diz que haverá uma farta produ-
ção de frutos. Vejamos na Bíblia, a seguir, alguns frutos que produ-
ziremos, ao permanecermos em Cristo.
Disciplinas Espirituais
35
Discuta com o grupo
1. Qual é o fruto prometido em 2 Coríntios 5:17?
Existe esperança para cada um de nós como indivíduos. Há, espe-
rança para qualquer pessoa que deseja ser transformada. Na dis-
ciplina de estudo da Bíblia, o pecador pode familiarizar-se com
Jesus, que é a Verdade e que tem poder criador, redentor e restau-
rador para torná-lo uma nova criatura.

2. De acordo com Hebreus 4:16, quais são os frutos produzidos em


nós por meio da Palavra de Deus?
Não existe dúvida: a Palavra de Deus pode mudar a nossa vida. As Es-
crituras fazem brilhar uma luz abundante sobre nós, afugenta as trevas
espirituais, e evidencia o poder transformador de um Deus amoroso.
3. Que princípio espiritual é necessário para que a Bíblia exerça
seu efeito em nós? Tiago 1:22.
O espírito humilde e coração aberto à guia do Espírito Santo são
decisivos no estudo da Palavra de Deus. Precisamos nos apaixonar
por Jesus através do estudo da Bíblia, tendo o desejo de aplicar
Seus ensinos à nossa vida. Assim Deus nos dará uma fé transforma-
dora que abençoará tudo o que fizermos.
III. APLICANDO O TEXTO
Discuta com o grupo
Sabendo que um dos frutos de nossa disciplina do estudo da Palavra de
Deus é uma mudança de vida, escolha uma área específica em que sua
vida tenha sido mudada.
1. Que área é essa? Ainda pode haver progresso nessa mesma área
caso você se discipline no estudo da Palavra de Deus?
Se até aqui lhe faltou confiança, pelo poder de Deus, comece ago-
ra mesmo. Abra a Sua Palavra com o coração humilde e compe-
netrado, implorando ao Pai que lhe revele a Sua vontade e lhe dê
poder para segui-la!
2. Em que aspectos a Bíblia tem sido uma força motivadora em sua
vida?
“Quando o coração for posto em harmonia com a Palavra de Deus,
surgirá dentro de você uma nova vida, brilhará nova luz sobre cada
linha da Palavra, e ela se tornará a voz de Deus para você”. (Funda-
mentos da Educação Cristã, p. 183).
Disciplinas Espirituais
36
Escolha uma pessoa em seu grupo e decidam se ajudarem mutua-
mente no estudo diário da Bíblia, durante esta semana. Ao longo
da semana procurem compartilhar com alguém as bênçãos ob-
tidas através da Palavra, E então telefone, correio eletrônico ou
mesmo pessoalmente, troquem as experiências que vivenciaram,
animando-se!

CONCLUSÃO
Ao iniciar o estudo, algumas coisas devem ser previamente avaliadas:
o local, a hora, a claridade e o silêncio são tão importantes e funda-
mentais, que, de alguma forma, o bom resultado do estudo dependerá
desses fatores. Por isso, escolha um lugar de sua casa que seja tranqui-
lo. Um lugar claro e silencioso será de grande ajuda. Escolha também
um horário e procure mantê-lo regularmente. Para melhorar o estudo,
é necessário fazer dele um hábito. Isso ajudará você a manter a disci-
plina no estudo.

Disciplinas Espirituais
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12
Disciplina do Jejum

QUEBRA GELO
E a Bíblia, o que fala sobre o jejum? Qual a sua relevância hoje? Qual
o verdadeiro significado do jejum?

INTRODUÇÃO
O jejum é praticado por várias religiões do mundo:

Islamismo - O jejum é um dos cincos pilares da religião Islâmica.


É obrigatório, uma vez por ano, no nono mês do calendário islâmi-
co, o Ramadã. Comida, líquido, sexo e álcool são proibidos desde
o amanhecera até o pôr-do-sol, com alimentação moderada à noite,
acompanhada de orações.

Judaísmo - O principal jejum realizado é o Yom Kipur, dia do perdão,


com a abstenção de líquido, alimento, sexo e cigarro), do amanhe-
cer ao pôr-do-sol. É um dia de total transparência, quando a pessoa
deverá avaliar a sua vida, o seu desempenho no ano que terminou.

Budismo - O jejum já existia na Índia pré-budista e, integrava a práti-


ca da mortificação, para alcançar a purificação corporal e espiritual.
A prática ainda é conservada, até mesmo em escolas do Japão.

Catolicismo - A Igreja Católica sempre teve uma disciplina peniten-


cial, que inclui o jejum. É uma forma de renúncia ao prazer que o
alimento proporcionada, de homenagem a Deus e a Jesus, e de soli-
dariedade aos que passam fome. É também uma forma de purificação
e crescimento espiritual. É feito na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-
-Feira Santa. O fiel escolhe a forma de jejuar, mas a igreja orienta a
privação total ou a redução de uma das principais refeições.

E a Bíblia, o que fala sobre o jejum? Qual é a sua relevância hoje?


Qual é o verdadeiro significado do jejum?

Disciplinas Espirituais
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TEXTO PARA ESTUDO: MATEUS 6:16-18

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Para pensar: Há maneiras e motivos errados para jejuar: “Quando
jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; por-
que eles desfiguram os seus rostos, para que os homens vejam que
estão jejuando. Em verdade vos digo que já receberam a sua re-
compensa”. (verso 16). Na Sua época, Jesus já advertiu para que
fossem seguidas as orientações corretas ao jejuar.
O jejum é uma prática necessária, pois o próprio Jesus recomendou e
orientou como fazê-lo: “Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça,
e lava o teu rosto”. (verso 17).
Você não deve pensar que essa é uma boa oportunidade para levar alguém
a pensar boas coisas a seu respeito. “...para não mostrar aos homens que
estás jejuando” (verso 18).
Esse é um assunto entre você e Deus. E o verso 18 continua: “...
mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te
recompensará”.
Discuta com o grupo
1. Há recompensa para quem jejua? Que recompensa é essa?
II. INTERPRETANDO O TEXTO
O texto que acabamos de ler faz parte do famoso discurso de Cris-
to, denominado “O Sermão da Montanha”. Nele, o Mestre apre-
senta vários de Seus ensinos- que envolvem assuntos práticos da
vida humana, como, o testemunho do cristão, necessidade de obe-
diência aos mandamentos, o amor ao próximo, pureza, oração, a
prática da justiça, entre outros, como o jejum.
Ao observarmos a relevância dos demais temas citados acima, logo
percebemos que o jejum faz parte de um conjunto de ensinamen-
tos de Jesus que são de vital importância para os que buscam cres-
cimento espiritual constante, através de um relacionamento pesso-
al com Deus.
Para pensar: O próprio Cristo praticava a disciplina do jejum (Ma-
teus 4:2) e por isso ensinava que esse era um costume que devia
fazer parte da vida do cristão consagrado (Mateus 6:16). O relato
sabrado nos diz que a igreja do Novo Testamento também praticava
o jejum (Atos 13:2, 3; 14:23; 27:33).
O jejum não serve para se fazer barganha com Deus. Deus não é
um Ser que se propôe fazer trocas. Aliás, Ele nem precisa disso.

Disciplinas Espirituais
39
Não é porque a pessoa pratica o jejum que Ele vê algum mérito nis-
so e a recompensará. Deus não Se dá por troca Ele Se dá por graça.
Hoje em dia, o que se vê são muitos jejuns feitos com o intuito de
alcançar um alvo, ou para que Deus mude uma situação (penitên-
cia), ou para que uma resposta seja dada. Não que isso não acon-
teça, mas não é por troca. O jejum muda - não a Deus mais você.
Quando jejuarmos, não devemos aparentar preocupação tristeza
ou semblante descaído (Mateus 6:16), ao contrário, devemos de-
monstrar alegria e aparência de bem-estar (versos 17,18).
Na Bíblia, jejuar refere-se à abstenção de alimento por motivos
espirituais. Embora o jejum apareça frequentemente vinculado à
oração, ele por si só deve ser considerado uma prática de provei-
to espiritual. Na realidade, o jejum bíblico pode ser chamado de
“oração sem palavras”.
III. APLICANDO O TEXTO
Para pensar: Teoricamente falando, o jejum é a abstenção voluntária
de alimentos ou líquidos, total ou parcialmente. Mas o jejum como
Jesus orientou é mais do que isso. Ele tem um propósito maior. A abs-
tenção voluntária de alimentos ou líquidos, total ou parcial, tem como
propósito nos ensinar a manter uma dependência tal de Deus, que
nos possibilite encontrar nEle a nossa verdadeira Fonte de sustento e
vida (Mateus 4:4; Lucas 12:33). O alimento é secundário! Temos uma
comida para comer que o mundo não conhece (João 4:32, 34), pois a
vida é muito mais que alimento (Lucas 12:33).
Quando jejuamos, temos um senso claro das verdades divinas e maior
compreensão das Escrituras. O jejum é a busca por Deus e Sua ação
transformadora. É negar-se e buscar algo diferente, algo que melhore
o modo de ser. Logo, jejuar é se achegar a Deus de forma voluntária
e humilde.
O jejum não tem poder: muitos jejuam para terem supostos ‘“poderes
divinos’”, para serem mais santos, para terem uma auréola na cabeça,
etc. Jejum não é para isso. Quando o crente jejua o que acontece é
uma aproximação dele a Deus. Nessa aproximação, aquele que jejua,
recebe a maior de todas as recompensas, que é uma crescente depen-
dência de Deus.
Escolha quando fazer; o jejum, de quantas refeições irá se abster e;
intensifique os seus momentos de oração com Deus. Mas lembre-se,
a dependência de Deus e o realizar a Sua vontade deve ser o seu ob-
jetivo ao jejuar.

Disciplinas Espirituais
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13
Disciplina do Tempo
QUEBRA-GELO
Hoje temos vários meios que facilitam a nossa vida, como o auto-
mével, máquina de lavar, secar, celulares, avião, banco trinta horas,
internet, entre outros meios criados para oferecer conforto e encurtar
a distâncias entre as pessoas, mas, com tudo isso, ainda sentimos que
falta tempo para o lazer, descanso e para a família.

INTRODUÇÃO
Hoje, a luta entre o ter e o ser torna a vida exaustiva, pois, vende-
mos o nosso tempo sem perceber que com ele vai também a nossa
saúde, felicidade e bem-estar daqueles a quem amamos. Usamos
os bens materiais como justificativa para a nossa ausência e limita-
mos os momentos de descanso e lazer a apenas poucos eventos que
ocorrem nos finais de semana e que nos fazem ansiar por feriados
prolongados.

TEXTO PARA ESTUDO: ECLESIASTES 3:1-14

DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1. O que a Bíblia diz sobre o uso do tempo? Se há tempo para
tudo, por que não conseguimos tempo para a família, lazer, comu-
nhão e descanso?
Para ensar: Esses versos nos convidam a uma reflexão sobre os usos
e práticas que fazemos do tempo. -Aprendemos que há tempo e
propósito para tudo o que se faz, no entanto, o modo como admi-
nistramos o uso do tempo conduzirá à satisfação ou decepção, e
que em todo o tempo Deus está presente e buscando oportunida-
des para nos ajudar a tirar o melhor proveito da vida.
“Divertir-se regularmente é um dos cinco fatores centrais para uma vida
satisfeita. Os indivíduos que dedicam algum tempo a se divertir têm
chances 20% maiores de ficarem felizes e 36% maiores de se sentirem
bem com sua idade e com a etapa em que estão vivendo”. David Ni-
ven, Os 100 Segredos das Pessoas Felizes - [Editora Sextante:RJ], p. 84.
Disciplinas Espirituais
41
“Concedei algumas de vossas horas de lazer aos filhos; associai-
-vos com eles no trabalho e nos esportes, e ganhai-lhes a confian-
ça. Cativai-lhes a amizade”. Conselhos aos Pais, Professores e Es-
tudantes, p. 124.

II. INTERPRETANDO O TEXTO


Discuta com o grupo
1. Em sua opinião, falta tempo ou planejamento para usar melhor o
tempo? De acordo com o texto o que você pode fazer para aprovei-
tar melhor o tempo no trabalho, com as pessoas e no, lazer?
Para pensar: O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas! (Findou o dia!)
Quando se vê, já é sexta-feira! (Findou a semana!)
Quando se vê, já é Natal... Já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida... Já se vê passaram
50 anos!
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o
relógio.
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de
tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nun-
ca mais voltará.
Mário Quintana

2. Como aproveitar melhor o tempo que temos, de modo que este-


jamos satisfeitos ao final de cada dia?
Para pensar: Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora...
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuti-
cabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente...
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço... Quero viver
ao lado de gente humana... muito humana... Que não foge de sua
mortalidade. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade...
Rubem Alves

3. Você se lembra daqueles dias de criança, quando tudo o que


importava era ser feliz com as brincadeiras, com os amigos, al-
Disciplinas Espirituais
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moço em família, banho de rio? Você ainda brinca? Encontra seus
amigos, dedica tempo ao lazer, tira um tempo só para você, dedica
tempo à família?
III. APLICANDO O TEXTO
Discuta com o grupo
1. Que atitudes você pretende adotar para exercer melhor uso do
tempo?
Para pensar: “É pecado desperdiçar nosso tempo. Se cada momen-
to fosse devidamente avaliado e empregado do modo adequado,
teríamos tempo para tudo que necessitamos fazer para nós mesmos
ou para o mundo. No emprego do dinheiro, no uso do tempo, das
energias, das oportunidades, volva-se cada cristão para Deus em
busca de guia. Porque há tempo para tudo”. (A Ciência do Bom
Viver, p. 208).

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