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MANUAL

DO OPERADOR

MF 7100

MIP7000E02

07/09
Manual de Operação - MF 7100
Modelos de tratores aplicados:

MF 7140, 7150, 7170 e 7180

Versões plataformadas (Fig. 1) e cabinadas


(Fig. 2)

PARABÉNS!
Você acaba de adquirir um trator moderno, resis-
tente, confiável e diferenciado.
Os tratores da Série 7100 são o resultado de pes-
quisas, aprimoramentos e uma larga experiência na
fabricação de máquinas agrícolas e industriais.
Fig. 1
Estes tratores foram desenvolvidos para operar nas
mais diversas condições de trabalho, apresentan-
do excelente performance, economia e conforto
operacional.

Leia o manual atentamente antes de operar o trator


pela primeira vez, bem como antes de executar qual-
quer serviço de manutenção. Assim você estará as-
segurando rendimento e longa vida útil ao trator.

No ato da Entrega Técnica, exija da concessionária


todas as informações necessárias. Além de dispor
de Peças de Reposição Genuínas, ferramentas apro-
priadas e pessoal treinado pela fábrica, a Concessi-
Fig. 2
onária Autorizada é a única que oferece Assistência
Técnica confiável.

Publicado por AGCO do Brasil, Esta publicação foi elaborada conforme a norma in-
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil ternacional ISO3600 relativa a informação, conteú-
Código da Publicação: MIP7000E02 do e apresentação de manuais do operador forne-
cidos com tratores e máquinas agrícolas e flores-
Edição: 07/09
tais.
AGCO do Brasil

Serie MF 7100 0-1


Manual de Operação - MF 7100
Senhor proprietário
1 - Mantenha este Manual em perfeitas condições 8 - Peças originais Massey Ferguson
e apresente-o ao profissional da Concessioná- A utilização de peças não originais MF pode re-
ria que lhe atendeu, para que seja anotada a sultar em desempenho inferior do trator ou afe-
data da Revisão Gratuita. tar outros componentes.
2 - Leia com a máxima atenção o capítulo 1 sobre A AGCO do Brasil se isentará de qualquer res-
Segurança. ponsabilidade decorrente da utilização de pe-
3 - A Garantia será válida somente quando o Certi- ças não originais. Caso estas sejam utilizadas
ficado de Entrega do trator estiver devidamente durante o período de vigência da Garantia, a Ga-
registrado no Departamento de Serviço e Ga- rantia do trator poderá ser anulada.
rantia da AGCO do Brasil. 9 - Devido a grande variação nas condições de tra-
Portanto, exija de sua Concessionária o preen- balho, não é possível para a AGCO contemplar
chimento do certificado de Entrega do seu tra- todas as instruções detalhadas ou definitivas em
tor. suas Publicações, acerca do rendimento ou mé-
4 - Entrega Técnica do trator todos de utilização de suas máquinas, tampouco
Será feita por um profissional da sua Concessi- responsabilizar-se por eventuais perdas ou da-
onária. nos que possam ocorrer de tais declarações ou
Veja a caderneta anexa a este Manual, onde se de qualquer outro erro ou omissão.
encontram informações gerais e importantes de Se o trator for utilizado em condições anormais
seu interesse. - como trabalho em águas profundas - consulte
 Instruções de Revisão. sua Concessionária Massey Ferguson para ins-
 Instruções de Entrega. truções especiais. Do contrário, a Garantia po-
 Certificado de Entrega. derá ser anulada.
5 - Alterações nos tratores Estes tratores são projetados unicamente para
uso em operações agrícolas normais (uso pro-
Devido a política de constantes melhorias em
jetado). Qualquer outro uso não implica em res-
seus produtos, a AGCO do Brasil reserva-se o
ponsabilidade alguma por parte da AGCO do
direito de introduzir alterações e aperfeiçoamen-
Brasil: são de responsabilidade exclusiva do
tos, sem que isso implique em qualquer obriga-
usuário.
ção para com os produtos fabricados anterior-
mente. 10 -A observância e o cumprimento das condições
de utilização, manutenção e reparação estipu-
Da mesma forma, o conteúdo deste manual en-
ladas pela AGCO do Brasil, constituem-se ele-
contra-se atualizado até a data da sua impres-
mentos fundamentais para o “uso projetado”.
são e também pode sofrer alterações, sem avi-
so prévio. 11- Insistimos que estes tratores sejam utilizados,
mantidos e reparados somente por pessoas que
6 - Muitas das ilustrações neste manual foram fei-
conhecem suas características e as respectivas
tas com tampas, proteções e componentes re-
normas de segurança.
movidos para melhor esclarecimento. Porém, ja-
mais opere o trator desprovido de tais itens. Por isso, recomendamos encarecidamente, que
o cliente dirija-se à Concessionária mais próxi-
7 - Algumas fotos podem conter detalhes diferen-
ma quando surgirem problemas ou dúvidas re-
tes em relação ao existente no seu trator, por
lacionados com a manutenção e ajustes.
terem sido obtidas a partir de tratores protóti-
pos ou tratores configurados com acessórios
não presentes em seu trator.

0- 2 Serie MF 7100
Manual de Operação - MF 7100
Conteúdo
Instruções de Segurança 1
Identificação e decais de segurança
2
Instrumentos e comandos
3
Preparação
4
Operação
5
Manutenção
6
Especificações
7
Acessórios
8
Garantia
9

Serie MF 7100 0-3


Manual de Operação - MF 7100

Página deixada em branco propositalmente

0- 4 Serie MF 7100
1. Instruções de Segurança
Índice
1 - Introdução ............................................................................................................................................... 3
2 - Recomendações gerais ........................................................................................................................... 4
1
3 - O Trator .................................................................................................................................................... 4
4 - Notas de segurança usadas no texto ...................................................................................................... 4
5 - Nota ao operador .................................................................................................................................... 5
6 - Siga um programa de segurança ............................................................................................................ 5
6.1 - Para uma operação apropriada ................................................................................................... 5
7 - Proteção .................................................................................................................................................. 6
7.1 - Cabine .......................................................................................................................................... 6
7.2 - Danos à cabine com EPCC .......................................................................................................... 6
8 - Prepare-se para uma operação segura ................................................................................................... 7
8.1 - Conheça o seu equipamento ....................................................................................................... 7
8.2 - Proteja-se ...................................................................................................................................... 7
8.3 - Use os dispositivos de segurança e proteção disponíveis .......................................................... 8
8.4 - Verifique o equipamento .............................................................................................................. 8
8.5 - Limpeza do trator ......................................................................................................................... 9
8.6 - Proteja o meio ambiente .............................................................................................................. 9
9 - Manutenção do trator ............................................................................................................................ 10
10 - Partida .................................................................................................................................................. 10
10.1 - Alerta antes da partida ............................................................................................................. 10
10.2 - Como subir e descer da máquina com segurança .................................................................. 10
10.3 - Partida segura ........................................................................................................................... 10
10.4 - Siga os procedimentos de partida recomendados ................................................................. 11
10.5 - Teste os controles ..................................................................................................................... 11
10.6 - Fluido de partida ...................................................................................................................... 11
11 - Operação segura ................................................................................................................................. 12
11.1 - Faça os movimentos certos ..................................................................................................... 12
11.2 - Práticas de segurança .............................................................................................................. 12
11.3 - Risco de capotagem ................................................................................................................ 13
11.4 - Para evitar capotagens traseiras............................................................................................... 14
11.5 - Para evitar capotagens laterais ................................................................................................ 14
11.6 - Freio de emergência ................................................................................................................ 15
11.7 - Perigos gerais de operação ..................................................................................................... 15
12 - Implementos e equipamentos adicionais ............................................................................................ 16
12.1 - Reboque do trator .................................................................................................................... 17
13 - Transporte em rodovias ....................................................................................................................... 17
13.1 - Regras das estradas ................................................................................................................. 18
14 - Segurança após a operação ............................................................................................................... 18
15 - Combustível ......................................................................................................................................... 19
15.1 - Armazenagem, manuseio e limpeza ......................................................................................... 19
15.2 - Especificações .......................................................................................................................... 20
16 - Armazenagem de peças e lubrificantes ............................................................................................... 21
17 - Política da Qualidade, Meio Ambiente, Segurança & Saúde Ocupacional ........................................ 21
17.1 - Diretrizes principais .................................................................................................................. 21
17.2 - ISO 14000 ................................................................................................................................. 22
17.3 - Sistema de Gestão Ambiental .................................................................................................. 22
17.4 - Questões ambientais ................................................................................................................ 22
17.5 - Recomendações aos clientes e usuários dos tratores MF ...................................................... 23
17.6 - Resolução CONAMA ................................................................................................................. 24
17.7 - Riscos de contato com a solução ácida e com o Chumbo .................................................... 24

Serie MF 7100 1-1


1. Instruções de Segurança

1-2 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
1 - Introdução

O objetivo deste manual é habilitar o proprietário e A AGCO não se responsabilizará por danos materiais
1
motorista a operar o trator de maneira segura e ou pessoais causados por mau uso. As
apropriada. Se as instruções forem seguidas conseqüências do uso indevido do equipamento
corretamente, o trator irá trabalhar por muitos anos, devem ser assumidas inteiramente pelo usuário.
seguindo a tradição da AGCO. A configuração e o
ajuste do trator na concessionária garantirão que
A conformidade e adesão irrestrita às exigências de
essas instruções de operação e serviço sejam
operação, serviço e manutenção especificadas pela
devidamente compreendidas.
AGCO são fatores essenciais ao uso apropriado.

Sempre consulte a concessionária se alguma parte


Esses tratores devem ser operados e mantidos
do manual não for compreendida. É extremamente
somente por pessoal qualificado e familiarizado com
importante que estas instruções sejam
as características do trator, além das regras e normas
compreendidas e seguidas.
de segurança (prevenção contra acidentes).
Recomenda-se que os clientes contatem uma das
A manutenção diária deve se tornar uma rotina.
concessionárias MF no caso de problemas de pós-
Mantenha sempre um registro das horas de serviço.
venda e para qualquer ajuste que se faça necessário.
Ao solicitar novas peças, utilize somente peças
originais MF. A rede de concessionárias MF fornece
peças originais e poderá lhe dar instruções de
instalação e uso. A utilização de peças de baixa
qualidade poderá causar danos sérios ao
equipamento.

Recomenda-se que os clientes comprem suas peças


de serviço somente de concessionárias MF
autorizadas.

Devido às variações nas condições de operação, é


impossível para o fabricante fazer declarações
abrangentes ou definitivas em suas publicações,
com relação ao desempenho ou métodos de uso
de suas máquinas, ou ainda se responsabilizar por
quaisquer dados ou prejuízos decorrentes de tais
declarações, erros ou omissões.

Para evitar que a garantia seja invalidada, consulte


a sua concessionária MF para obter instruções
especiais, caso o trator venha a ser usado em
condições especiais, as quais possam ser
prejudiciais (uso em águas profundas ou em campos
alagados, por exemplo). Esses tratores foram
projetados apenas para aplicações agrícolas (uso
apropriado). Qualquer outro uso será considerado
irregular.

Serie MF 7100 1-3


1. Instruções de Segurança
2 - Recomendações gerais 4 - Notas de segurança usadas no
1 Por que segurança é importante?
texto
1 - Os acidentes incapacitam e podem ser fatais. Atente sempre para os símbolos abaixo. Quando
2 - Os acidentes representam custos geralmente eles aparecerem ao lado do texto, dê especial
onerosos. atenção às instruções.
3 - Os acidentes podem ser evitados.
PERIGO!
O presente Manual descreve procedimentos e Este símbolo e a palavra PERIGO indicam
recomendações de segurança relacionados ao uma situação de perigo iminente que, se
trator, não podendo, portanto, entrar em detalhes não evitada, resultará em MORTE OU
quanto aos cuidados com o implemento acoplado FERIMENTOS GRAVES.
e/ou acionado pelo trator. Para tanto, consulte o
Manual do implemento utilizado. ATENÇÃO!
Esta seção do Manual tem a finalidade de assinalar Este símbolo e a palavra ATENÇÃO
algumas das situações de segurança básicas indicam uma situação de perigo em
envolvidas com seu trator, bem como sugestões potencial que, se não evitada, poderá
sobre como evitar situações de risco e acidentes. resultar em MORTE OU FERIMENTOS
O usuário deve, portanto, cercar-se de todos os GRAVES.
cuidados e orientações possíveis. Para cada
implemento, acessório e situação de trabalho, há IMPORTANTE:
sempre uma série de cuidados a tomar que seriam
Este símbolo e a palavra IMPORTANTE
impossíveis de ser enumerados neste Manual.
identificam instruções especiais ou
A AGCO do Brasil não tem a menor possibilidade procedimentos que, caso não
de fazer um controle direto sobre condições de uso, observados rigorosamente, podem
manutenção ou reparação a que o trator é resultar em danos ou destruição da
submetido. Portanto, é de responsabilidade do máquina, do processo de operação ou
usuário ater-se sempre as práticas adequadas até mesmo de objetos que estejam
visando a sua segurança e a integridade do trator, próximos a ela.
de outras pessoas ou máquinas existentes na
mesma área de trabalho.
NOTA:
Este símbolo e a palavra NOTA indicam
3 - O Trator informações adicionais sobre algum
assunto ou procedimento que tornará a
O trator é uma fonte de potência mecânica e
operação ou o reparo mais conveniente
hidráulica.
ou eficiente.
• Sozinho o trator tem pouco valor prático.
Somente quando utilizado em conjunto com
um implemento ou outro acessório, ele se torna
uma unidade de trabalho.
• Este Guia de Manutenção foi compilado para
cobrir as práticas de segurança quando o trator
estiver operando em condições normais.
• Este manual não aborda todas as instruções
de operação e segurança relevantes a todos
os implementos e acessórios conhecidos, que
podem ser instalados no momento da entrega
do trator ou em uma outra data.
• É fundamental que os operadores leiam e
compreendam os manuais dos implementos e
acessórios relacionados.

1-4 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
5 - Nota ao operador Observe as seguintes instruções:

É sua responsabilidade ler e compreender a seção


de segurança deste Guia antes de operar a máquina.
• NÃO permita que crianças ou pessoas não
qualificadas para o trabalho operem o trator.
1
Mantenha as pessoas afastadas da área de
Você deverá seguir as instruções de segurança que
trabalho.
o guiarão, passo a passo, durante todo o seu dia de
trabalho. • Use o cinto de segurança sempre.
• Quando possível, evite operar o trator próximo
Lembre-se de que você é peça fundamental para a valas, barragens ou buracos. Reduza a
que a operação da máquina seja segura. Boas velocidade ao fazer curvas, ao subir ou descer
práticas de segurança não apenas o protegem como ladeiras ou colinas e em superfícies
às pessoas à sua volta. Leia atentamente as práticas acidentadas, escorregadias ou lamacentas.
de segurança contidas neste Guia e as inclua em • Evite ladeiras muito íngremes.
seu programa de segurança. • Preste muita atenção onde você está indo,
principalmente ao final das fileiras, nas estradas
Lembre-se que esta seção de segurança foi ou quando estiver operando próximo de
elaborada especialmente para esta máquina. Siga árvores.
todas as precauções de segurança usuais e • O assento para instrutor deve ser usado
costumeiras e, acima de tudo - LEMBRE-SE QUE A somente por períodos curtos.
SUA SEGURANÇA DEPENDE APENAS DE VOCÊ. • NÃO permita crianças no assento para instrutor.
VOCÊ PODE PREVENIR ACIDENTES. • NÃO dê carona na máquina ou no implemento,
a menos que exista um assento para instrutor
6 - Siga um programa de segurança adequado.
• O implemento deve ser acoplado somente à
6.1 - Para uma operação apropriada barra de tração ou aos pontos de engate
Para que o trator agrícola tenha uma operação recomendados e nunca acima da linha central
apropriada, este deve ser operado por pessoal do eixo traseiro.
qualificado e autorizado. Para se qualificar você • Opere o trator devagar e com cuidado - sem
deverá compreender as instruções fornecidas neste manobras, arranques ou freadas bruscas.
Guia de Manutenção, receber o treinamento Quando o trator estiver parado, acione o freio
adequado e conhecer as regras e regulamentos de de estacionamento. Abaixe o implemento e
segurança relacionados ao seu trabalho. Alguns retire a chave de partida da ignição.
regulamentos de trânsito determinam que menores • NÃO modifique ou remova qualquer peça do
de 16 anos, por exemplo, não podem operar equipamento e NÃO use acessórios que não
máquinas agrícolas. Em outros locais a lei prevê que sejam próprios para o trator.
só maiores de 18 anos podem fazê-lo. Os tratores
fazem parte desta categoria. É sua responsabilidade
conhecer tais regulamentos e obedecê-los.

Esses regulamentos incluem, mas não estão


limitados, as seguintes instruções para uma
operação segura:

ATENÇÃO!
O operador não deve fazer uso de álcool
ou drogas que possam afetar sua
consciência ou coordenação. Caso o
operador esteja tomando medicamentos
com receita ou não, ele deve consultar
um médico para saber se sua habilidade
de operar a máquina poderá ser
prejudicada por tal medicamento.

Serie MF 7100 1-5


1. Instruções de Segurança
7 - Proteção
1 7.1 - Cabine
A cabine com EPCC (Estrutura de Proteção Contra
Capotagem) atende a todas as exigências legais de
segurança e níveis de ruído, além de atender às
normas internacionais de segurança.
A cabine com EPCC não deve NUNCA ser perfurada
ou modificada para a instalação de acessórios ou
implementos (Fig. 3). NÃO é permitido soldar os
componentes da cabine.
NÃO amarre cordas ou correntes na estrutura
principal da cabine com o intuito de tracionar
equipamentos.
Se for necessário adicionar controles ou displays
Fig. 3
extras à área do operador, contate sua
concessionária MF para obter mais informações.
A cabine com EPCC e o cinto de segurança são
eficazes na redução de ferimentos causados por
acidentes como capotagem. O uso do cinto de
segurança é fundamental.
• Use o cinto de segurança sempre bem junto
ao corpo (Fig. 4).
• Verifique o cinto de segurança quanto a danos.
Se estiver danificado, este deve ser substituído.

7.2 - Danos à cabine com EPCC


Se a EPCC tiver sido danificada durante uma
capotagem ou ao colidir com algum objeto, esta Fig. 4
deve ser substituída e não reparada.
NUNCA opere o trator com uma estrutura danificada.

1-6 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
8 - Prepare-se para uma operação
segura
1
8.1 - Conheça o seu equipamento
Conheça o seu trator, saiba como operar todos os
equipamentos de sua máquina e os implementos e
acessórios usados com ela. Conheça a função de
todos os controles, medidores, instrumentos e
comandos. Conheça a capacidade de carga
nominal, a faixa de velocidades, a capacidade de
frenagem e as características de esterçamento de
sua máquina, além do raio de giro e das folgas de
operação.
Não se esqueça de que chuva, neve, cascalhos,
solos muito macios, etc. podem alterar a maneira
como o trator opera.
Sob condições de operação ruins, dirija mais
devagar e seja ainda mais cuidadoso. Engate a
tração dianteira, se equipada.
Estude os decais de segurança de PERIGO,
ADVERTÊNCIA , PRECAUÇÃO ou CUIDADO
localizados em seu trator, além dos decais
informativos.
LEIA ESTE GUIA DE MANUTENÇÃO ANTES DE
LIGAR O MOTOR. ESTUDE-O ANTES DE COMEÇAR Fig. 5
A TRABALHAR (Fig. 5). SE VOCÊ NÃO ENTENDER
ALGUMA INFORMAÇÃO CONTIDA NESTE GUIA,
PEÇA QUE ALGUÉM A EXPLIQUE A VOCÊ.
Este manual cobre todas as práticas de segurança
gerais para tratores agrícolas. Ele deverá sempre
ser mantido dentro do trator. Se forem necessárias
cópias extras , contate sua concessionária MF.

8.2 - Proteja-se
Use dispositivos e roupas de proteção apropriados
para o seu trabalho (Fig. 6). Não corra riscos.
Você irá precisar de:
• Um capacete.
• Óculos de proteção ou máscara.
• Proteção para os ouvidos.
• Respirador ou máscara de filtragem.
• Roupas especiais para dias muito frios.
• Roupas refletivas.
• Luvas pesadas (de neoprene para produtos
químicos ou de couro para trabalhos pesados).
• Botas. Fig. 6
NÃO use roupas folgadas, jóias ou outros itens que
possam enganchar em controles ou outras peças
do trator. Além disso, se seus cabelos forem longos,
prenda-os.

Serie MF 7100 1-7


1. Instruções de Segurança
Observe onde estão os extintores de incêndio e kits

1 de primeiros-socorros (Fig. 7) e informe-se sobre


onde conseguir ajuda em caso de emergência.
Conheça bem seu equipamento e como usá-lo.

8.3 - Use os dispositivos de segurança e


proteção disponíveis
Mantenha todos os dispositivos de proteção no lugar
e devidamente presos. Certifique-se de que todas
as proteções e tampas estejam devidamente
instaladas, como especificado, e em bom estado.
Para ajudar a mantê-lo e a outros em segurança, Fig. 7
seu trator deve estar equipado com:
• Cinto de segurança.
• Proteção da TDP.
Dependendo do tipo de operação, seu trator
também poderá precisar de:
• Espelho retrovisor.
• Extintor de incêndio.
• Triângulo de advertência, proteções, alarme de
ré, iluminação e decais de segurança adicionais.
É muito importante saber como usar os dispositivos
de segurança do trator. Certifique-se de que eles
estão no lugar e em bom estado. NÃO remova ou
desconecte nenhum dispositivo de segurança.

8.4 - Verifique o equipamento


Antes de começar o dia de trabalho, reserve um
tempo para inspecionar seu trator e garantir que
todos os sistemas estejam em boas condições
operacionais.
• NÃO fume na hora de reabastecer o trator.
Mantenha-se longe de chamas vivas (Fig. 8).
• Desligue o motor e espere até que esfrie antes
de reabastecer o trator.
• Verifique a existência de peças danificadas,
quebradas, frouxas ou faltando. Mantenha as peças
sempre em bom estado. Certifique-se de que todas Fig. 8
as proteções e tampas estejam no lugar. • Verifique o nível de óleo e adicione óleo, se
• Verifique o cinto de segurança quanto a danos. necessário.
Se o cinto estiver danificado, este deve ser • Certifique-se de que os dispositivos de
substituído. segurança do eixo da TDP estejam travados.
• Certifique-se de que os implementos e Realize todos os procedimentos de
acessórios estejam corretamente instalados e manutenção descritos na seção de
que a rotação da TDP do trator e implemento Manutenção deste Guia.
estão de acordo. • Certifique-se de que a proteção da TDP e as
• Verifique o estado e a calibragem dos pneus proteções do eixo estejam no lugar e
(ausência de cortes e bulges). Troque pneus funcionando corretamente.
danificados ou gastos. Verifique se o freio de • Verifique o sistema hidráulico do implemento
estacionamento e pedal estão funcionando e do trator. Conserte ou substitua peças
corretamente. Ajuste-os se necessário. danificadas ou faltando.

1-8 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
ATENÇÃO!
O escapamento de fluido hidráulico ou
diesel sob pressão pode penetrar na pele 1
e causar lesões graves, cegueira ou
morte. Vazamentos de fluido, sob
pressão, podem não ser visíveis. Use um
pedaço de cartolina ou madeira para
encontrar os vazamentos. NÃO utilize as
mãos diretamente. Use sempre óculos de
proteção. Se o fluido penetrar na pele,
este deve ser cirurgicamente removido
dentro de poucas horas, por um médico
que esteja familiarizado com esse tipo de Fig. 9
procedimento (Fig. 9).

Antes de aplicar pressão ao combustível ou ao 8.6 - Proteja o meio ambiente


sistema hidráulico, certifique-se de que todas as
É ilegal poluir esgotos, córregos ou o solo. O lixo
conexões estejam bem apertadas e de que todas
deverá ser encaminhado para locais autorizados,
as tubulações, tubos e mangueiras não estejam
longe de áreas urbanas ou de preservação. Além
danificadas. Antes de desconectar as tubulações
disso, o óleo sujo retirado do trator deverá ser
hidráulicas ou de combustível, alivie toda a pressão.
acondicionado em recipientes adequados antes de
Certifique-se de que todas as tubulações hidráulicas
ser jogado no lixo. Consulte as autoridades locais
estejam corretamente instaladas e descruzadas.
em caso de dúvida.

ATENÇÃO!
Os sistemas de arrefecimento do líquido
acumulam pressão à medida que o motor
aquece. Antes de remover a tampa do
radiador, desligue o motor e espere o
sistema esfriar.

• Verifique o sistema de arrefecimento do motor


e adicione líquido de arrefecimento, se
necessário.

8.5 - Limpeza do trator


• Mantenha as superfícies de trabalho e os
compartimentos do motor limpos.
• Antes de limpar a máquina, sempre abaixe os
implementos ao nível do solo, coloque a
transmissão em neutro, acione o freio de
estacionamento, desligue o motor e retire a
chave da ignição.
• Limpe os degraus, os pedais e a plataforma
do operador. Remova a graxa ou o óleo. Limpe
toda a poeira ou lama. No invern o, remova a
neve ou o gelo. Lembre-se: superfícies
escorregadias são perigosas.
• Remova e guarde as ferramentas, correntes ou
ganchos.

Serie MF 7100 1-9


1. Instruções de Segurança
9 - Manutenção do trator 10 - Partida
1 • NÃO faça nenhum reparo ou serviço de 10.1 - Alerta antes da partida
manutenção com o motor ligado ou ainda
Antes de ligar o trator, caminhe ao redor do trator e
quente, ou com o trator em movimento (Fig.10).
do implemento acoplado. Certifique-se de que não
• Antes de fazer ajustes ou consertar o sistema
haja ninguém sob, sobre ou próximo das máquinas.
elétrico, desconecte os cabos de bateria: o
Avise às pessoas próximas ao trator de que ele será
cabo negativo (-) primeiro.
ligado em breve. Não dê partida no trator enquanto
• Para prevenir incêndios ou explosões
houver pessoas perto do trator, dos implementos
mantenha chamas vivas longe da bateria ou
ou equipamentos rebocados.
dos dispositivos de auxílio de partida a frio. Para
Certifique-se de que todos os pedestres,
prevenir faíscas, que podem causar explosões,
especialmente as crianças, estejam a uma distância
use os cabos de ponte de acordo com as
razoável do trator antes de ligar o motor.
instruções fornecidas neste manual.
• Ao realizar reparos ou ajustes, recomenda-se
consultar uma concessionária AGCO para que
10.2 - Como subir e descer da máquina com
o trabalho seja realizado por pessoal treinado.
segurança
• O implemento e/ou trator deve ser colocado Sempre adote o “contato de três pontos” com a
sobre blocos de madeira ou cavaletes máquina e fique de frente para ela ao subir. O contato
apropriados, NUNCA sobre um macaco de três pontos significa ambas as mãos e um pé ou
hidráulico. uma mão e os dois pés em contato com a máquina,
• Verifique o aperto de todas as porcas e todo tempo, durante a subida ou descida.
parafusos periodicamente, principalmente das Limpe seus sapatos e lave e seque as mãos antes
porcas dos cubos das rodas e dos aros. Aperte- de subir na máquina. Use o corrimão. Segure-se nos
os de acordo com os torques recomendados. pegamãos e use sempre a escada ou os degraus
ao subir ou descer da máquina.
NÃO use as alavancas de controle como pega-mão
e nunca pise nos controles de pedal ao subir ou
descer da máquina.
NÃO tente subir ou descer quando o trator estiver
em movimento. NÃO pule do trator, a menos que
seja uma emergência.

10.3 - Partida segura

IMPORTANTE:
Antes de dar partida no motor, certifique-
Fig. 10
se de que haja ventilação suficiente. NÃO
ligue o motor em ambientes fechados. A
fumaça do motor pode causar asfixia.

Sempre ligue o motor do assento do operador com


todas as alavancas da transmissão em ponto morto
e a alavanca da TDP em neutro.
Certifique-se de que os pedais do freio do trator
estejam sempre unidos pela trava de união, a não
ser durante manobras no campo, o que requer o
uso independente dos freios. Certifique-se de que
os freios estejam devidamente regulados, de
maneira que ambos os freios sejam acionados ao
mesmo tempo.

1-10 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
Regule o assento, coloque o cinto de segurança,
acione o freio de estacionamento e coloque todos
os controles em neutro antes de arrancar. 1
PERIGO!
Ligue o motor com a chave de partida e
sempre sentado no assento do operador.
NUNCA tente dar partida no motor
fazendo ligação direta.
A máquina ligará em marcha se o circuito
do interruptor de segurança for
contornado. Isso poderá causar lesões
graves ou morte se houver alguém Fig. 11
próximo ao trator (Fig. 11).

10.4 - Siga os procedimentos de partida


recomendados
Siga os procedimentos de partida recomendados
na seção Operação deste Guia de Manutenção. Tais
procedimentos incluem partida normal, partida a frio
e o uso de fluidos de auxílio de partida.

10.5 - Teste os controles


Depois de ligar a máquina, verifique novamente
todos os medidores e luzes. Certifique-se de que
tudo esteja funcionando corretamente. Se o trator
não tiver uma resposta adequada quando cada
controle for acionado, NÃO use a máquina até que
o problema seja solucionado. Certifique-se de que
a tampa do solenóide de partida do motor esteja
sempre no lugar.

10.6 - Fluido de partida No caso de tratores equipados com velas


aquecedoras ou sistema de pré-aquecimento, estes
equipamentos devem ser removidos antes da
ATENÇÃO! instalação de um dispositivo de partida à base de
É muito importante que você leia e siga éter.
todas as instruções contidas na lata de
éter antes de instalar o auxílio de partida
a frio à base de éter no trator.

NÃO use embalagens aerossol de fluidos de auxílio


de partida em tratores equipados com o sistema de
pré-aquecimento conectado ao sistema elétrico. O
éter combinado com o sistema de pré-aquecimento
poderá causar explosões, danificando o motor,
provocando lesões em quem o estiver manipulando,
ou as duas coisas.
Manuseie o fluido de partida corretamente. O fluido
de partida deve ser usado somente quando o auxílio
de partida à base de éter for usado como Fig. 12
equipamento original de fábrica ou quando instalado
como acessório pela concessionária.

Serie MF 7100 1-11


1. Instruções de Segurança
Se latas de aerossol contendo fluido de partida ou • NÃO tente acionar os controles se não estiver

1 o dispositivo de auxílio de partida à base de éter for


ser usado, o sistema de pré-aquecimento deve ser •
no assento do operador.
Antes de descer do trator, sempre desengate a
desconectado. Retire o cabo da unidade do sistema TDP, abaixe todos os acessórios e implementos
de pré-aquecimento, que será encontrado no coletor até o solo, coloque o trator em ponto morto,
de admissão. Use fita isolante na extremidade do acione o freio de estacionamento, desligue o
cabo para evitar curto-circuito. motor e retire a chave da ignição.

11 - Operação segura NOTA:


NÃO toque, se recline sobre ou tente
alcançar os mecanismos do implemento,
ATENÇÃO! ou permita que outros o façam.
Um trator desbalanceado pode capotar
e causar acidentes graves. Fique alerta! Se alguma coisa quebrar, se soltar ou
falhar no equipamento, pare de trabalhar, abaixe o
Certifique-se de que os contra-pesos da estrutura equipamento ao nível do solo, desligue o motor,
dianteira, os pesos das rodas e os lastros das rodas inspecione a máquina e faça os reparos ou ajustes
sejam usados de acordo com as recomendações necessários antes de recomeçar a operação.
do fabricante. NÃO adicione pesos extras para
compensar por um trator sobrecarregado. Tome cuidado com os pedestres
Recomenda-se reduzir a carga. Mantenha todos os
membros de seu corpo dentro do compartimento Fique sempre atento ao que está acontecendo à sua
do operador durante a operação do trator. volta. NÃO permita que pessoal destreinado ou
desqualificado opere o trator. Eles podem causar
acidentes graves.
11.1 - Faça os movimentos certos
Certifique-se de que o trator esteja pronto para o PERIGO!
trabalho a ser realizado. Conheça suas capacidades O trator é uma peça de maquinaria
de carga nominal e nunca ultrapasse esses números. individual. NÃO dê carona na máquina ou
Certifique-se de que os equipamentos ou implementos no implemento (Fig. 13).
usados NÃO ultrapassem a capacidade de carga do
seu trator. Certifique-se de que a TDP do trator e do
NÃO permita que outras pessoas andem no
implemento sejam compatíveis.
implemento ou em outros equipamentos, como as
Lembre-se que os tratores normalmente operam em carretas, com exceção de alguns equipamentos de
superfícies irregulares, não pavimentadas ou colheita, que são especialmente projetados para
acidentadas. As condições de operação podem passageiros durante as operações de colheita (não
reduzir a quantidade de peso que você poderá durante o transporte). Deve-se ter um espaço em
carregar ou rebocar. tal equipamento, de modo que esse tipo de
transporte possa ser realizado com total segurança.
11.2 - Práticas de segurança NÃO permita a presença de crianças no trator.

• Opere os controles com cuidado. Não gire a


direção ou use movimentos bruscos para
acionar outros controles.
• NÃO suba ou desça do trator quando ele estiver
em movimento. Segure a direção com as duas
mãos e de maneira firme.
• Certifique-se de que haja espaço suficiente em
todas as direções, tanto para o trator quanto
para o implemento.
• NÃO brinque com o trator ou equipamento.
Estes devem ser usados somente para a
finalidade indicada.
Fig. 13

1-12 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
• Certifique-se de que você consegue controlar ATENÇÃO!
tanto a velocidade quanto a direção da
máquina antes de colocá-la em movimento.
NÃO pare, ou permita que parem, entre
o trator e o implemento, a menos que o 1
Mova a máquina devagar até ter certeza de que motor esteja desligado e o freio de
tudo está funcionando como deveria. Depois estacionamento engatado, a transmissão
da partida, verifique novamente o esterçamento em neutro e todos os acessórios
- para direita e para esquerda. Certifique-se de abaixados ao nível do solo.
que você consegue mover a máquina tanto
para direita quanto para esquerda e que possui
total controle de frenagem. Se o diferencial
estiver bloqueado, NÃO opere em alta
velocidade ou manobre o trator até que o
bloqueio do diferencial seja destravado.
• NÃO levante objetos que não caibam dentro
da caçamba. Adquira o equipamento correto.
• NÃO levante cargas acima de outras pessoas.
• Mantenha as pessoas afastadas do local de
operação. NÃO permita que outras pessoas
fiquem sob ou passem embaixo de um
implemento levantado (Fig. 14).
• Se um carregador for ser usado, evite paradas, Fig. 14
arranques ou manobras bruscas, ou mudanças
de direção repentinas. Mantenha as cargas
próximas ao solo durante o transporte.
• NUNCA pare (ou permita que outros parem)
em frente, embaixo ou atrás de equipamentos
carregados ou sendo carregados. NÃO dirija o
trator na direção de alguém que esteja parado
em frente a um objeto fixo.
• Mantenha as pessoas afastadas das juntas
universais, engates, barra de tração, braços de
levante, acionamentos da TDP, cilindros,
correias, polias e outras peças móveis.
Mantenha todas as proteções no lugar.

11.3 - Risco de capotagem


No caso de um trator equipado com EPCC capotar,
segure a direção firmemente e NÃO tente se levantar
do assento até que o trator tenha parado
completamente NÃO deixe o assento do operador
até que o trator tenha parado completamente (Fig.
15 ). Se as portas da cabine estiverem obstruídas,
saia do trator pela janela traseira ou pela escotilha
do teto.

Fig. 15

Serie MF 7100 1-13


1. Instruções de Segurança
Não opere próximo a valas ou bancos de areia. A

1 distância do obstáculo deve ser igual ou maior à


altura total do obstáculo em questão (Fig. 16).

Fig. 16

11.4 - Para evitar capotagens traseiras  Se você ficar preso em uma vala, tente sair de
RÉ, se possível. Se você precisar sair de frente,
faça-o devagar e cuidadosamente.
ATENÇÃO!  Tratores sem implementos ou com
Acoplamentos no eixo traseiro ou implementos acoplados à traseira devem ser
qualquer outro ponto acima da barra de manobrados e deve-se descer o terreno
tração oscilante podem causar inclinado de frente.
capotagens traseiras.  Tratores com carregadores frontais devem ser
manobrados e deve-se subir o terreno inclinado
 NÃO tracione nenhum implemento ou de frente. Mantenha o carregador o mais
acessório através do braço do 3º ponto, ou próximo do solo possível.
qualquer ponto no eixo traseiro ou acima. Use  Sempre mantenha o trator engatado ao descer
somente barras de tração aprovadas pela encostas. NÃO desça encostas com a
AGCO e use um pino do tamanho correto que embreagem desengatada e a transmissão em
trave a barra no lugar. ponto morto.
 Acoplamentos em posições altas podem
causar capotagem traseira, o que pode resultar
11.5 - Para evitar capotagens laterais
em acidentes graves ou morte. Acople cargas
somente à barra de tração.  Ajuste a bitola da roda para a configuração mais
 Use somente barras de tração com engate de larga, que seja a mais adequada ao trabalho
3 pontos quando fixadores são usados para sendo realizado.
mantê-la na posição abaixada.  Trave os pedais de freio com a trava de união
 Use contrapesos dianteiros para melhorar a antes de usar velocidades de transporte.
estabilidade do trator ao tracionar cargas pesadas
 Reduza a velocidade para adequá-la às
ou para contrabalançar o peso de um implemento
condições de operação. Se o trator estiver
pesado tracionado pela traseira do trator.
equipado com um carregador frontal, carregue
 Comece a deslocar o trator devagar e aumente
a caçamba e a carga no nível mais baixo
a velocidade gradualmente. NÃO engate a ré
possível.
ou solte a embreagem rapidamente. Se o trator
estiver acoplado a uma carga pesada ou a um  Ao fazer curvas abertas, use velocidades
objeto estacionário, utilizar a embreagem de reduzidas. Evite trepidações ou você poderá
maneira inadequada pode causar capotagem. perder o controle da direção.
 Se a parte dianteira do trator começar a  Não tracione cargas muito pesadas para a
levantar, reduza a velocidade e, se necessário, capacidade do trator, pois a carga poderá cair
solte a embreagem. do trator e descer ladeira abaixo ou o trator
 Se o trator atolar na lama ou na neve, NÃO tente poderá derrapar e ir de encontro à carga sendo
avançar, pois as rodas traseiras poderão derrapar rebocada.
e o trator poderá capotar. Levante qualquer
implemento acoplado e tente DAR RÉ. Se não for
possível, reboqueo utilizando outro veículo.

1-14 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
 Não freie repentinamente. Acione os freios 11.6 - Freio de emergência


suave e gradualmente.
Em descidas, use o acelerador para reduzir a
ATENÇÃO!
1
velocidade do trator e use a mesma faixa de
Em casos de estacionamento ou falha
velocidades usadas para subir aclives. Engate
nos freios, use o freio de estacionamento.
a marcha antes de começar a descer a encosta.
 Engate a tração nas quatro rodas (se
equipado). Isso irá proporcionar frenagem nas IMPORTANTE:
quatro rodas. Se os freios não funcionarem
corretamente, favor entrar em contato
com uma das concessionárias AGCO
ATENÇÃO!
para solucionar o problema.
NÃO desengate a embreagem ou tente
trocar de marcha depois de ter
começado a descer a encosta. 11.7 - Perigos gerais de operação
• Certifique-se de que a proteção da TDP esteja
 É menos provável que o trator venha a capotar instalada quando o eixo da TDP não estiver
se você apenas subir ou descer terrenos sendo usado.
inclinados, evitando cruzá-los. • Antes de acoplar, desacoplar, limpar ou ajustar
 Evite terrenos muito íngremes sempre que implementos acionados pela TDP, desengate-
possível. Se não for possível, evite buracos ao a, pare o motor, retire a chave da ignição e
descer terrenos inclinados. Evite tocos, pedras, certifique-se de que o eixo da TDP esteja
obstáculos e áreas desniveladas ao subir parado.
terrenos inclinados. Mantenha o trator atrás da • Certifique-se de que todas as proteções da TDP
linha divisória ao trabalhar próximo a valas e estejam no lugar e observe todas as placas de
barrancos. Evite valas, aterros e barragens segurança (Fig. 17).
que possam ceder ou desmoronar. • Certifique-se que não haja ninguém próximo à
 Quando você precisar dirigir em terrenos máquina antes de acionar a TDP. Para
íngremes, evite dobrar no topo do terreno. operações estacionárias da TDP, sempre
Diminua a velocidade e faça a curva com um coloque a transmissão em neutro, acione o freio
grande círculo aberto. Dirija em linha reta em de estacionamento e calce tanto as rodas do
terrenos inclinados, e nunca cruze eles. trator quanto as do implemento.
Mantenha a extremidade mais pesada do trator • Ao operar equipamentos móveis acionados
virada para o topo do terreno ao subir e descer pela TDP, NÃO deixe o assento do trator até
terrenos inclinados. que a TDP esteja desacoplada, a transmissão
 Ao cruzar terrenos inclinados com implementos esteja em neutro, o freio de estacionamento
montados lateralmente, mantenha o esteja acionado e o motor esteja desligado e a
implemento do lado do aclive. Não levante os chave fora da ignição.
implementos. Mantenhaos o mais próximo do
solo possível ao subir, descer ou cruzar
terrenos inclinados.
 Ao rebocar uma carga em velocidade de
transporte ou no campo, trave a barra de tração
na posição central e use a corrente de
segurança.
 NUNCA use o trator para arrebanhar animais.

Fig. 17

Serie MF 7100 1-15


1. Instruções de Segurança
• NÃO use adaptadores, redutores ou extensões • Implementos montados no engate de três

1 para a TDP, uma vez que esses componentes


estendem o acoplador e a junta universal além
pontos e implementos laterais fazem um arco
muito maior quando o equipamento rebocado
da proteção oferecida pela TDP. é manobrado. Mantenha sempre folga
• O braço do 3° ponto e os braços niveladores suficiente para manobras. Utilize somente
não devem ser estendidos além do ponto onde equipamentos aprovados pela AGCO.
as roscas começam a aparecer. • Ao utilizar acessórios ou implementos com o
trator, leia atentamente o Guia de Manutenção
PERIGO! para o respectivo acessório ou implemento e
NÃO tente desconectar as conexões siga as instruções de segurança. Utilize
hidráulicas ou ajustar o implemento com somente equipamentos aprovados pela AGCO.
o motor ligado ou com a TDP acionada. • NÃO sobrecarregue o acessório ou
A não observância dessas instruções equipamento rebocado. Use contrapesos
pode causar lesões graves ou morte. adequados para assegurar a estabilidade do
trator. Acople cargas somente à barra de tração.
• Ao usar substâncias químicas, siga as • Uma corrente de segurança lhe ajudará a
instruções do fabricante quanto ao uso, controlar equipamentos tracionados caso eles
armazenagem e os locais apropriados para se separem acidentalmente da barra de tração
descarte. Siga também as instruções do durante o transporte. Com o auxílio de
fabricante quanto à aplicação da substância. adaptadores adequados, engate a corrente ao
• Ao operar com pouca visibilidade ou no escuro, suporte da barra de tração do trator ou outro
use as luzes do trator para operação no campo local específico para este fim. Deixe apenas
e reduza a velocidade de deslocamento (NÃO uma pequena folga na corrente de segurança
use as luzes de serviço ao trafegar em rodovias, para manobras. Utilize uma corrente de
pois essas luzes poderão ser ilegais em alguns segurança AGCO com força igual ou superior
locais - exceto quando usadas como luz de ré ao peso bruto da máquina rebocada.
- pois podem confundir os outros motoristas). • Certifique-se de que as peças rebocadas
• Opere o trator com as rodas na configuração estejam instaladas com uma corrente de
de bitola mais ampla possível, condizente com segurança conectando o trator à ferramenta,
a tarefa sendo realizada. Para ajustar a bitola se exigido por lei.
das rodas, consulte a seção Manutenção e • Tracione o implemento somente por meio da
Ajuste. barra de tração. O reboque por meio de
• Reduza a velocidade ao operar em solos acoplamento a outros locais pode fazer o trator
desnivelados ou escorregadios ou quando capotar (Fig. 18).
folhagens obstruírem sua visão.
• NÃO faça curvas fechadas em alta velocidade.

12 - Implementos e equipamentos
adicionais

ATENÇÃO!
O carregador frontal (caçamba ou garfos)
deve ser equipado com um dispositivo
de restrição adequado para evitar que a
carga (fardos, postes de cercas, fios,
etc.) caia dos braços de levante sobre o
compartimento do operador, esmagando
o motorista quando o carregador for
levantado. Objetos mal fixados também Fig. 18
podem cair e ferir passantes.

1-16 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
12.1 - Reboque do trator 13 - Transporte em rodovias
Medidas de segurança para reboque ANTES de operar seu trator em vias públicas,
algumas precauções devem ser tomadas:
1
Para equipamentos SEM freios, NÃO reboque
o equipamento: • Familiarize-se e respeite os regulamentos de
• Com velocidades acima de 32 km/h (20 mph). tráfego aplicáveis à sua máquina.
• Ou que, quando completamente carregado, • Trave os pedais de freio com a trava de união.
possui uma massa (peso) maior que 1,5 vezes • Levante todos os implementos até a posição
a massa (peso) do trator. de transporte e trave-os nesta posição.
Para equipamentos COM freios, NÃO reboque • Coloque todos os implementos na
o equipamento: configuração de transporte mais estreita.
• Com velocidades acima de 40 km/h (25 mph); • Desligue a TDP do trator e desengate o
bloqueio do diferencial.
• Ou que, quando completamente carregado,
possui uma massa (peso) maior que 4,5 vezes • Certifique-se de que todas as luzes de
a massa (peso) do trator. advertência estejam no lugar e funcionando.
• Limpe todos os refletores e luzes de tráfego
NOTA: dianteiras e traseiras e certifique-se de que
estejam funcionando.
O trator exige a instalação de um
equipamento de freio adequado no • Certifique-se de que tanto o trator quanto os
reboque utilizado. implementos estejam equipados com
triângulos de advertência para veículos lentos
e outros materiais de marcação para melhorar
A distância de paragem aumenta com a velocidade
a visibilidade na estrada, caso a lei exija (Fig.
e o peso das cargas rebocadas e em encostas e
19).
terrenos inclinados.
Cargas rebocadas com ou sem freios, que sejam
muito pesadas para o trator ou rebocadas muito
rapidamente, podem causar a perda de controle do
equipamento. Considere o peso total do
equipamento e sua carga.

Fig. 19

Serie MF 7100 1-17


1. Instruções de Segurança
13.1 - Regras das estradas 14 - Segurança após a operação
1 Ao operar seu trator em vias públicas, algumas
precauções devem ser tomadas.
Pare o trator completamente, engate o freio de
estacionamento, desligue a TDP, coloque todas as
alavancas de câmbio em neutro, abaixe o
ATENÇÃO!
implemento até o solo, desligue o motor e retire a
NUNCA permita que pessoas andem no chave da ignição ANTES de deixar o assento do
equipamento rebocado ou montado. operador.

• Conheça bem a rota do trator. PERIGO!


• Use os pisca-alertas ao trafegar em rodovias,
Controle do PowerShuttle, se instalado:
dia e noite, a menos que proibido por lei.
Antes de deixar o assento é obrigatório
• Tome cuidado ao rebocar cargas em colocar o controle do PowerShuttle em
velocidades de transporte, principalmente se NEUTRO.
o equipamento rebocado NÃO possuir freios.
Retire a chave de partida se ninguém for
• Observe todos os regulamentos locais ou ficar dentro do trator.
nacionais relacionados à velocidade do trator.
• Tome muito cuidado ao transportar
IMPORTANTE:
equipamentos em rodovias escorregadias ou
Controle eletromecânico “ParkLock”, se
cobertas por neve ou gelo.
instalado:
• Espere que o tráfego de veículos cesse para
Coloque o controle na posição
entrar na rodovia.
bloqueada (símbolo: do cadeado
• Tome cuidado com interseções ou
fechado) quando o motor estiver
cruzamentos, pois eles prejudicam a
operando e antes de deixar o assento do
visibilidade. Diminua a velocidade até que você
operador.
tenha uma boa visibilidade da estrada.
• NÃO tente ultrapassar outros veículos em
interseções ou cruzamentos.
• Diminua a velocidade para fazer curvas.
• Faça manobras e curvas abertas e devagar.
• Dê sinal quando você tiver a intenção de
diminuir a velocidade, parar ou dobrar.
• Diminua a marcha antes de subir ou descer
terrenos inclinados.
• Mantenha o trator engatado. NÃO desça
encostas com a embreagem desengatada e a
transmissão em ponto morto.
• Não perturbe o tráfego de veículos ficando no
meio do caminho.
• Dirija na pista certa mantendo-se o mais
próximo do meio-fio possível.
• Se o tráfego de veículos começar a ficar mais
intenso atrás de você, vá para o acostamento
e espere que os veículos passem.
• Dirija defensivamente. Você deve ser capaz de
prever o que os outros motoristas vão fazer.
• Ao rebocar uma carga, comece a frear antes do
normal e reduza a velocidade gradativamente.
• Tome cuidado com obstáculos como árvores, etc.
• Certifique-se de que a carga não esteja
obstruindo as luzes de advertência ou qualquer
outra luz.

1-18 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
15 - Combustível
1 2
15.1 - Armazenagem, manuseio e limpeza 1
A pureza e a limpeza do combustível são vitais para
o bom funcionamento do motor e a durabilidade do
5
sistema de injeção. Portanto, para assegurar- se de
que o seu combustível atende às exigências, siga
as recomendações abaixo:
1- Utilize reservatórios equipados com 2 torneiras,
uma em cada extremidade. Dê preferência a
reservatórios plásticos. Em caso de 4 3
reservatórios metálicos, utilize os de aço inox
Fig. 20
ou com revestimento interno apropriado - que
não seja zinco, pois ele contamina o
combustível, afetando a vida útil dos sistemas
de injeção e do motor.
2- Nunca use vasilhas, tanques, registros ou tubos
galvanizados, pois o revestimento reage com
o diesel, formando resíduos.
3- O tambor ou reservatório em uso deve ficar
protegido do sol, da chuva e da poeira. Deve
ainda estar apoiado sobre cavaletes e na
posição horizontal, com leve inclinação, de
modo que o lado do escoamento fique em
torno de 10 cm mais alto em relação ao outro.
Fig. 21
Assim, a água e as impurezas ficarão
depositadas no fundo, sendo escoadas pela 9- A altura deve ser suficiente para que o
torneira da extremidade oposta. abastecimento seja feito por gravidade, e deve
4- Os reservatórios devem possuir um respiro à ter uma tampa do bocal de abastecimento que
prova de penetração de água situado na proporcione acesso para limpeza.
extremidade mais elevada. 10 - O combustível que fica depositado na parte
5- Idealmente deve-se utilizar dois tambores com mais baixa é repleto de impurezas e deve ser
capacidade para uma semana de combustível drenado uma vez por semana pelo dreno (4)
cada. Após o abastecimento, o óleo deve instalado no fundo, antes do reabastecimento
descansar por 2 a 3 dias para que as impurezas do tanque. Não jogue fora este combustível,
assentem no fundo. Assim, enquanto um pois ele pode ser utilizado para outras
descansa, o outro está sendo usado. finalidades, como lavagem de peças,
Caso sejam usados tanques de maior porte, ferramentas, etc.
deve existir uma tampa superior (1) para 11 - Uma vareta graduada pode ser adaptada na
limpeza, com pelo menos 40 mm de diâmetro. tampa superior de limpeza (1) para medir o nível
6- O ponto de abastecimento do tanque (2) deve de combustível.
ser de fácil acesso e ter um diâmetro mínimo 12 - O tanque deve ser esvaziado e limpo uma vez
de 65 mm. Se existir um tubo, o mesmo deve por ano.
terminar 15 cm do fundo e pode ser equipado
13 - Para abastecer o veículo ou transferir diesel
com um filtro. A tampa deve ser igual à usada
para outro recipiente, use sempre um funil
em tanques de veículos.
dotado de tela fina (malha 80). Utilize sempre
7- Um respiro de diâmetro mínimo 80 mm, dotado funis, vasilhames ou bomba perfeitamente
de um filtro protetor (5) deve ser instalado na limpos. Jamais use panos ou estopas, pois
parte superior do tanque. podem soltar fiapos nas peças e entrar em
8- A saída de abastecimento de veículos (3) deve contato com o combustível.
ser instalada no lado mais alto do tambor a 80
mm do fundo.

Serie MF 7100 1-19


1. Instruções de Segurança
14 - Abasteça o trator sempre ao final de cada 15.2 - Especificações

1 jornada de trabalho. Isto evitará que, durante a


noite, a umidade no interior do(s) tanque(s) Requisitos limite para óleos diesel:
condense e transforme-se em água,
contaminando o combustível, que ao atingir a NOTA:
bomba e os bicos injetores provocaria danos Os óleos Diesel são classificados como
irreparáveis. combustíveis No 1 (No 1-D) ou No 2 (No
15 - Antes de manusear combustível limpe a área 2-D).
da tampa de abastecimento. Se perder a tampa O combustível grau No 1 é recomendado
original, substitua-a por outra original. Aperte- para serviços em que a temperatura está
a com firmeza. abaixo de 32 °F. O combustível grau No 2
16 - Os tambores devem ser armazenados sob uma é recomendado para serviço onde a
cobertura protetora para prevenir a entrada de temperatura é de 32 °F, ou acima. Veja
água, e ter uma leve inclinação para permitir tabela para requisitos do combustível.
que a água escoe da borda superior. Os
tambores de combustível não devem ser  Para atingir as condições especiais de
guardados por períodos muito longos. operação, modificações de requisitos de
17 - Tambores armazenados sem cobertura devem limitações individuais podem ser acordadas
ter o tampão firmemente rosqueado para entre comprador, vendedor e fabricante.
prevenir a entrada de água.  Para operação em clima quente, o ponto de
18 - Sob nenhuma circunstância adicione outros derramamento é 10 °F (5.6 °C) abaixo da
tipos de combustível ao óleo diesel. Isso temperatura ambiente na qual o motor vai
aumenta o risco de fogo ou explosão. Em operar, exceto quando são proporcionadas
recipientes fechados, como o tanque de instalações para aquecimento do combustível.
combustível, essa mistura é mais explosiva do  Quando é especificado ponto de
que gasolina pura. A mistura de diesel com derramamento menor que 0 °F (-17.8 °C), a
álcool não é recomendada, pois compromete viscosidade deve ser 1.8 cSt (32.0 SUS) e no
a lubrificação adequada do sistema de injeção mínimo 90 % será destacado.
de combustível.  Em outros países que não os EUA, podem ser
19 - Construa o reservatório de combustível em aplicados outros limites de enxofre.
local afastado de galpões, casas ou estábulos.  Onde o número cetânico pelo método D 613
Mantenha um espaço limpo ao redor do não for disponível, o método ASTM D 976 -
reservatório para que, em caso de eventual Índice Cetânico de Combustíveis Destilados 2
incêndio, não sejam atingidos materiais que Calculado - pode ser usado como
ajudem a propagar o fogo. aproximação. Quando houver discrepância, o
20 - Não fume ou instale aparelhos elétricos que método preferencial deve ser o Método D 613.
produzam faíscas próximo ao reservatório.  Motores que operam em temperaturas
Mantenha sob controle a mangueira de atmosféricas baixas, bem como em grandes
enchimento. altitudes, podem exigir o uso de combustíveis
21 - Nunca retire a tampa ou reabasteça com o com altas taxas de cetano.
motor funcionando ou quente.  Combustíveis com baixo índice de enxofre
22 - Coloque avisos bem visíveis com os dizeres: podem requerer um agente adicional de
lubrificação para proteção da bomba injetora.
PERIGO! Deve-se consultar o fornecedor de combustível
para assegurar-se que o combustível adquirido
INFLAMÁVEL - NÃO FUME
possui a quantidade adequada de lubrificante.

IMPORTANTE:
Observe os procedimentos de
manutenção para manter o equipamento
em boas condições.

1-20 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
16 - Armazenagem de peças e
lubrificantes
1
Mantenha sempre um estoque de peças de
reposição, como filtros, correias, fusíveis, lâmpadas,
contrapinos, vedações, e lubrificantes (Fig. 22). Os
produtos devem ser armazenados distante de
produtos ácidos e corrosivos, em depósito limpo,
sem umidade e poeira, bem ventilado e organizado.
Além disso, certifique-se de não haver insetos que
possam penetrar nos filtros e destruí- los. O interior
dos filtros constitui um ambiente favorável a certos
Fig. 22
insetos.
Todos os itens devem permanecer em suas
respectivas embalagens até o uso.

17 - Política da Qualidade, Meio


Ambiente, Segurança e Saúde
Ocupacional
A AGCO América do Sul está comprometida em
desenvolver, produzir e comercializar produtos
destinados a atender as necessidades de
mecanização da agroindústria mundial,
considerando e implementando as mais adequadas
alternativas, visando a Segurança e Saúde do
trabalhador e a preservação do Meio Ambiente.

17.1 - Diretrizes principais


1- Obter a rentabilidade necessária ao 8- Assumir compromisso e ser pró-ativa com a
desenvolvimento das atividades da empresa e comunidade interna e externa, desenvolvendo
a remuneração dos seus acionistas. e fortalecendo ações de responsabilidade
2- Satisfazer aos clientes através do atendimento social e mantendo canais permanentes de
de seus requisitos. comunicação.
3- Buscar a satisfação dos funcionários visando 9- Gerenciar a organização em busca da melhoria
a melhoria da performance da organização. contínua da eficácia do seu Sistema de Gestão
4- Desenvolver fornecedores e concessionários da Qualidade, Meio Ambiente, Segurança e
para atendimento das necessidades de Saúde do trabalhador.
produção e serviços da organização.
5- Respeitar o Meio Ambiente, desenvolvendo
nossas atividades, produtos e serviços, visando Como atingir os objetivos?
à redução no consumo de recursos naturais e Apostar na parceria da empresa com o meio
adotando práticas de prevenção da poluição. ambiente é assegurar a sua permanência no futuro.
6- Prevenir a ocorrência de lesões e doenças É acreditando nesta sentença que a AGCO estipulou
ocupacionais, procurando manter a sua Política Ambiental e as implementações para a
salubridade do ambiente de trabalho. sua concretização, através da implantação de um
7- Atender aos requisitos legais aplicáveis que se sistema de Gerenciamento Ambiental e de um
relacionem aos aspectos ambientais e perigos Programa de Produção mais Limpa.
de Segurança e Saúde Ocupacional e outros
requisitos subscritos pela organização.

Serie MF 7100 1-21


1. Instruções de Segurança
17.2 - ISO 14000

1 A ISO 14000 (Fig. 23) é um conjunto de Normas


definidas pela organização Internacional de
Normalização (ISO) para padronizar o
gerenciamento ambiental. A série ISO 14000 é
composta por 6 grupos de Normas, cada um
abordando um assunto específico da questão
ambiental. No caso da AGCO, vale a Norma 14001,
que trata do sistema de gestão ambiental.

17.3 - Sistema de Gestão Ambiental


Fig. 23
O Sistema de Gestão Ambiental - SGA (Fig. 24) é
um conjunto de procedimentos para gerir ou
administrar uma empresa, de forma a obter o melhor
relacionamento com o meio ambiente.
A implantação deste sistema visa analisar por
completo as atividades, produtos e serviços da
empresa no que se refere a sua influência sobre o
meio ambiente e assumir um compromisso contínuo
com a qualidade ambiental.

17.4 - Questões ambientais


Efeito estufa
É o aumento da temperatura da terra devido ao Fig. 24
acúmulo de gás carbônico (CO) e gás metano (CH4)
na atmosfera. O excesso de gás carbônico é
produzido através de processos industriais,
consumo de combustíveis fósseis e queimadas.
“O aquecimento elevado do planeta pode derreter
as calotas polares e provocar inundações”.

Redução na camada de ozônio.


O Ozônio (O3) atua como um filtro solar nas altas
camadas da atmosfera, protegendo-nos contra a
ação dos raios danosos. Alguns gases, como os
clorofluorcarbonos (CFCs), utilizados na indústria de
refrigeração, destroem o ozônio, provocando um
“buraco” na camada de ozônio. “Como
conseqüência, estima-se que 100.000 pessoas em
todo mundo apresentem câncer de pele a cada ano”.

Explosão populacional
Estima-se que no ano 2020 poderemos ser 8 bilhões
a mais de habitantes em relação a população atual.
Sendo que a maioria desta população vive em
condições precárias, sem saneamento básico,
educação e assistência médica. “O crescimento
populacional aliado às condições adversas impõe
ao planeta uma situação insustentável”.

1-22 Serie MF 7100


1. Instruções de Segurança
Desenvolvimento sustentável Óleos e fluidos

É um novo tipo de desenvolvimento, que busca


compatibilizar o atendimento das necessidades
A utilização na lubrificação do equipamento resulta em
degradação termoxidativa e acúmulo de 1
sociais e econômicas do ser humano com a contaminantes, o que torna necessária a troca.
necessidade de preservação do meio ambiente e Jamais jogue óleo ou fluidos diretamente na natureza.
dos recursos naturais, de modo a assegurar a Recolha-os e leve ao posto de combustíveis de onde
sustentabilidade da vida na terra. você compra estes produtos. Os óleos podem ser
refinados ou, em último caso, incinerados em aterros
Acredita-se que o Desenvolvimento Sustentável será
industriais regularizados por lei.
a única maneira de enfrentarmos a miséria,
desperdícios, degradação ambiental e problemas
sociais. Baterias
Abandonadas na natureza, causam efeitos
17.5 - Recomendações aos clientes e usuários devastadores. Por isso, encaminhe as baterias usadas
dos tratores MF para empresas que fazem a reciclagem das mesmas
ou devolva-as ao respectivo fornecedor, pois ele tem
Diante da questão ecológica exposta anteriormente, a obrigação de dar-lhes o destino previsto em lei.
reunimos abaixo algumas sugestões, buscando
também a sua conscientização para esta questão Pneus
que envolve o uso e a manutenção do trator durante
A geração de energia e a recauchutagem foram as
toda a sua vida útil. primeiras formas de reciclagem destes itens. Com
• Procure adotar práticas agrícolas adequadas, o avanço tecnológico surgiram novas alternativas,
buscando um mínimo de agressão ao ambiente; como a mistura com asfalto.
• Utilize o seu trator com a máxima eficiência Apesar do alto índice de recauchutagem praticado
possível, regulando corretamente os atualmente, o que prolonga a vida útil dos pneus
implementos, utilizando implementos em 40%, a maior parte dos pneus gastos ainda
adequados e operando nas condições acaba sendo depositada nos lixões, na beira de rios
adequadas (marcha, rotação, velocidade...) e estradas e até no quintal das casas, atraindo
conforme exposto neste Manual; insetos transmissores de doença.
• Tire o máximo proveito do seu trator, durante o
maior tempo possível. Isto se consegue através Plásticos
da manutenção preventiva adequada, O petróleo é a matéria-prima utilizada na produção do
conforme descrito na Seção 5 deste Manual; plástico. O plástico, quando reciclado, consome
• Faça o manejo integrado de pragas, que apenas 10% da energia necessária para produzir igual
consiste em uma série de procedimentos e no quantidade pelo processo convencional. Assim como
monitoramento da lavoura, aplicando o vidro, não é biodegradável. Por isso, e pela sua
defensivos agrícolas somente quando crescente utilização, torna-se imprescindível a
necessário e na medida certa; reciclagem.
• Não permita quaisquer desperdícios de
fertilizantes, sementes, defensivos, etc. Utilize Vidros
os produtos sempre na medida indicada. A sucata de vidro tem várias aplicações, como:
• Evite queimadas, adotando práticas de cultivo composição do asfalto, produção de espuma e fibra
adequadas, à exemplo do “plantio na palha” de vidro, bijuterias e tintas reflexivas.
ou Plantio Direto.
• Dê às peças e fluidos substituídos o destino Papelão
previsto em Lei. Uma tonelada de papelão reciclado evita o corte de
12 árvores.
Veja alguns exemplos:
Metais
A reciclagem dos metais oferece muitas vantagens.
Cada tonelada de aço reciclado representa uma
economia de 1.140 kg de minério de ferro, 454 kg
de carvão e 18 kg de cal.

Serie MF 7100 1-23


1. Instruções de Segurança
17.6 - Resolução CONAMA 17.7 - Riscos de contato com a solução ácida

1 O CONAMA - Conselho Nacional Do Meio Ambiente


- na resolução 257 de 30 de junho de 1999, define
e com o Chumbo
A solução ácida e o chumbo contidos na bateria, se
regras e responsabilidades referentes ao descarte descartados na natureza poderão contaminar o solo,
e gerenciamento de baterias usadas. Esta Resolução o subsolo e as águas.
determina, ainda, que todos os estabelecimentos O consumo de águas contaminadas pode causar
que distribuem ou revendem estes produtos devem hipertensão arterial, anemia, desânimo, fraqueza,
estar conscientes sobre tal Resolução e devem dores nas pernas e sonolência.
receber informações e propagandas capazes de O contato da solução ácida com os olhos causa
orientar o usuário final das suas responsabilidades conjuntivite química, e com a pele, dermatite de
em retornar as baterias usadas aos fabricantes contato.
através dos estabelecimentos que as comercializam No caso de contato acidental com os olhos ou com
e/ou prestam serviço de assistência técnica. a pele, lavar imediatamente com água corrente e
procurar orientação médica.
PREZADO CLIENTE: Composição básica: Chumbo, ácido sulfúrico diluído
Todo consumidor / usuário final é obrigado e plástico.
a devolver a sua bateria usada a um ponto
de venda. Não descarte no lixo.

NOTA:
Os Pontos de venda são obrigados a
aceitar a devolução de sua bateria usada,
bem como armazená-la em local
adequado e devolvê-la ao fabricante para
reciclagem.

Chumbo - Pb ATENÇÃO Reciclável

PROTEJA OS OLHOS: EVITE: CORROSIVO: CONTATO COM OS


Gases explosivos podem Faíscas, chamas e fumar. Ácido sulfúrico OLHOS OU A PELE:
causar cegueira ou Pode causar explosão. Pode causar cegueira ou Lave imediatamente em
ferimentos. queimaduras graves. água corrente.
Evite também o contato SE INGERIDO: beba
com roupas. muita água e procure
socorro médico urgente.

MANTENHA FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.


RECICLAGEM OBRIGATÓRIA. DEVOLVA SUA BATERIA AO REVENDEDOR NO ATO DA TROCA.
Fig. 25

1-24 Serie MF 7100


2. Identificação e decais de segurança
Índice
1 - Identificação do seu trator .................................................................................................................. 3
1.1 - Número de Série do trator ...................................................................................................... 3
1.2 - Número de Série do monobloco ............................................................................................ 3
1.3 - Número de série do eixo dianteiro .......................................................................................... 3
1.4 - Série da transmissão ............................................................................................................... 3 2
1.5 - Número de série da bomba injetora ....................................................................................... 4
1.6 - Número de série do Motor ...................................................................................................... 4
2 - Descrição dos decais utilizados no seu produto ............................................................................... 5
3 - Dados importântes ............................................................................................................................. 8

Serie MF 7100 2-1


2. Identificação e decais de segurança

2
2

2-2 Serie MF 7100


2. Identificação e decais de segurança
1 - Identificação do seu trator 1 2

Os principais conjuntos mecânicos do trator são


identificados através de uma plaqueta com o No de
Série, colocado no momento da fabricação. Anote
os referidos números de série nos espaços abaixo.
Sempre que você solicitar à sua concessionária peças 2
de reposição ou informações técnicas, informe os
respectivos números.

1.1 - Número de Série do trator


Fig. 26
Fig. 26 - Trator cabinado
No: [________________________________]
Gravado numa plaqueta fixada na traseira da cabine
(1).
Fig. 27 - Trator plataformado
No: [________________________________]
Localiza-se atrás dos pedais de freio e embreagem
(1).

1.2 - Número de Série do monobloco


1 2
No: [________________________________]

Fig. 27
Fig. 26 - Trator cabinado
No: [________________________________]
Gravado numa plaqueta fixada na traseira da cabine
(1).
Fig. 27 - Trator plataformado
No: [________________________________]
Localiza-se atrás dos pedais de freio e embreagem
(1).

1.3 - Número de série do eixo dianteiro 1


No: [________________________________]

Fig. 28
Localizado no lado direito do eixo (1)(Fig.28).

1.4 - Série da transmissão


1
No: [________________________________]

Está fixada no lado esquerdo da caixa de câmbio


(1)(Fig.29).

Fig. 29

Serie MF 7100 2-3


2. Identificação e decais de segurança
1.5 - Número de série da bomba injetora
No: [________________________________]

2 Localizado na plaqueta fixada na própria bomba

2 (Fig.30).

1
Fig. 30

1.6 - Número de série do Motor


No: [________________________________]

Gravado no bloco do motor, próximo ao motor de


partida (Fig.31).

Fig. 31

Sua concessionária Massey Ferguson mais


próxima:
___________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

Fone:_________________________________________
Fax:__________________________________________
e-mail:_______________________________________
Data da entrega técnica:________________________
Término da garantia:___________________________

2-4 Serie MF 7100


2. Identificação e decais de segurança
2 - Descrição dos decais utilizados no seu produto
ATENÇÃO!:
Não remova, não tape e não danifique
os decais de advertência existentes no

2
trator.
Substitua todo e qualquer decal
danificado, perdido ou ilegível.
A sua Concessionária poderá fornecer-
lhe os decais ilustrados abaixo

Localizado no lado direito do paralama

Fig. 32

Localizado na coluna da cabine, no lado esquerdo Localizado na coluna da cabine, no lado esquerdo

Fig. 35

Fig. 33

Localizado sobre o capuz.

Localizado no ROPS esquerdo.


Fig. 34 Fig. 36

Serie MF 7100 2-5


2. Identificação e decais de segurança
Localizado na lateral esquerda do assento do operador Localizado na lateral esquerda do assento do operador

Este decal informa que é

2 muito importante que a


cada vez que o trator é

2 estacionado, acione a
alavanca do freio de
estacionamento.
Caso contrário poderá
haver deslocamentos
involuntários do trator.

Fig. 37 Fig. 39

Localizado no vidro traseiro da cabine. Localizado no ROPS esquerdo.

Fig. 38 Fig. 40
Localizado na barra de tração, na traseira do trator. Localizado na bateria, no lado direito do trator.

Fig. 41 Fig. 42

2-6 Serie MF 7100


2. Identificação e decais de segurança
Você encontrará em seu trator decais como os
apresentados abaixo. Conheça seus significados:
1- Perigo! Em caso de capotamento, agarre-se
ao volante e não pule do trator.
Logicamente, você deve estar usando o cinto

2-
de segurança.
Tenha cuidado! Leia o manual no que se refere
1 2
2
as instruções de utilização e segurança.
3- Não faça ponte ou ligação direta no motor de
partida.
4- Desconecte o cabo negativo da bateria antes
de fazer qualquer reparo no sistema elétrico.
Fig. 43
5- Mantenha-se afastado de componentes
rotativos, como o eixo da tomada de potência.
Mantenha todas as proteções devidamente
instaladas e conservadas. 3
6- Ao manobrar o trator para acoplar implementos,
não permita a permanência de pessoas entre o
trator e o implemento. O auxiliar deve
permanecer ao lado do trator.
7- Mantenha-se afastado de peças quentes;
4
8- Mantenha as mãos afastadas de peças móveis,
como correias e polias, quando o motor estiver
em funcionamento. Mantenha as proteções
devidamente instaladas. Fig. 44
9- Mantenha as mãos afastadas da região do
ventilador quando o motor estiver funcionando.
Mantenha bem instaladas as proteções.
10- Proteja o corpo, em especial o rosto, da água
quente e do vapor procedentes do radiador.
Tenha muito cuidado ao remover a tampa.
Remova-a em 2 etapas, aliviando primeiro a 5 6
pressão interna.

Fig. 45

7 8 9 10

Fig. 46 Fig. 47

Serie MF 7100 2-7


2. Identificação e decais de segurança
3 - Dados importântes

O conhecimento de destas informações poderá

2 previnir ocorrências inesperadas. A utilização de EPI’s,


tal como respeitar os limites do equipamento poderão

2 evitar gravidades.

1- Velocidade máxima de operação


O recomendado é que os valores não ultrapassem
40 km/h.

2- Nível de ruído Fig. 48


Modelo cabinado: .............................. 85 a 86 Dba
Modelo plataformado: ................................ 92 Dba

3- Valor de vibração
Valores não disponíveis.

2-8 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
Índice
1 - Identificação geral .............................................................................................................................. 3
1.1 - Identificação geral dos comandos - Cabinado ...................................................................... 3
1.2 - Identificação geral dos comandos - Plataformados .............................................................. 4
2 - Descrição dos comandos e controles ............................................................................................... 5
2.1 - Volante de direção (1) e trava da inclinação (2) .................................................................... 5
2.2 - Pedal da embreagem ............................................................................................................. 5
2.3 - Interruptor de segurança de partida ...................................................................................... 5
2.4 - Pedais dos freios e trava de união ......................................................................................... 5
2.5 - Pedal do acelerador ................................................................................................................ 5 3
2.6 - Pedal do bloqueio do diferencial ............................................................................................ 6
2.7 - Alavanca do grupos da transmissão ..................................................................................... 6
2.8 - Alavanca de marchas da transmissão ................................................................................... 6
2.9 - Alavanca do freio de estacionamento .................................................................................... 7
2.10 - Alavancas do controle remoto ............................................................................................. 7
2.11 - Recolhimento de óleo do comando do controle remoto..................................................... 7
2.12 - Acelerador manual ................................................................................................................ 8
2.13 - Alavanca de acionamento da tomada de potência TDPI .................................................... 8
2.14 - Painel de controle do levante eletrônico Boschtronic (Cabinados) .................................... 8
2.15 - Painel de controle do levante eletrônico Hidrotronic (Plataformados) ............................... 8
2.16 - Assentos ............................................................................................................................... 9
2.17 - Ajuste do cinto de segurança .............................................................................................. 9
3 - Painel de instrumentos .................................................................................................................... 10
3.1 - Visão geral do painel ............................................................................................................ 10
3.2 - Indicadores ........................................................................................................................... 11
3.3 - Tratômetro ............................................................................................................................. 11
3.4 - Luzes de aviso ...................................................................................................................... 13
3.5 - Luzes indicadoras ................................................................................................................. 14
3.6 - Controles elétricos ................................................................................................................ 15
3.7 - Chave de partida .................................................................................................................. 16
3.8 - Auto-Guide ............................................................................................................................ 16
4 - Identificação dos faróis e sinaleiras ................................................................................................ 17
4.1 - Tratores cabinados ............................................................................................................... 17
4.2 - Tratores plataformados ......................................................................................................... 18
5 - Plataforma - Identificação geral ....................................................................................................... 19
6 - Cabina e ar condicionado ................................................................................................................ 21
6.1 - Identificação geral ................................................................................................................. 21
6.2 - Comandos do teto da cabina ............................................................................................... 24
6.3 - Operação do ar condicionado ............................................................................................. 25
7 - Itens e acessórios ............................................................................................................................ 26

Serie MF 7100 3-1


3. Instrumentos e comandos

3-2 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
1 - Identificação geral

1.1 - Identificação geral dos comandos -


Cabinado

1
3
2
3

5
4 6
7

Fig. 49
10

9
14

13
8 11

12
Fig. 50 Fig. 51

1- Painel de Instrumento. 9- Alavanca de marchas.


2- Volante. 10 - Alavancas do controle remoto.
3- Alavanca de basculamento do volante. 11 - Sistema Boschtronic (Quando instalado).
4- Pedal da embreagem. 12 - Acelerador manual.
5- Pedal do bloqueio do diferencial. 13 - Alavanca de acionamento da tomada de
6- Pedais de freio. potência.
7- Pedal do acelerador. 14 - Alavanca do freio de estacionamento.
8- Alavanca de grupos.

Serie MF 7100 3-3


3. Instrumentos e comandos
1.2 - Identificação geral dos comandos -
Plataformados

3
2
3

11
9 10

7
4 5
6

8 12
Fig. 52

14

13

Fig. 53 Fig. 54

1- Painel de Instrumento. 10 - Alavanca de marchas.


2- Volante. 11 - Alavancas do controle remoto.
3- Alavanca de basculamento do volante. 12 - Sistema hidrotronic (Quando instalado).
4- Pedal da embreagem. 13 - Alavanca de acionamento da tomada de
5- Pedal do bloqueio do diferencial. potência.
6- Pedais de freio. 14 - Alavanca do freio de estacionamento.
7- Pedal do acelerador.
8- Acelerador manual.
9- Alavanca de grupos.

3-4 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
2 - Descrição dos comandos e 1
controles
2.1 - Volante de direção (1) e trava da
inclinação (2)
A direção é do tipo hidráulico-hidrostática. A coluna 2
da direção pode ser inclinada até 15 graus. Para
incliná-la, solte a trava (2) e posicione o volante (1)
de acordo com a sua preferência.

NOTA:
3
Não force o volante caso atinja o final de
Fig. 55
curso. Retorne-o ligeiramente para evitar
que trabalhe com a válvula de alívio
aberta, pois isto gera superaquecimento
do óleo.

2.2 - Pedal da embreagem


Quando acionada, a embreagem interrompe a
transmissão de potência do motor ao câmbio.
Ao ser liberada soltando o pedal (1), reestabelece T
de forma suave a transmissão do movimento.
3
A embreagem somente deve ser utilizada para
engatar uma marcha ao colocar o trator em 1 2
movimento, para as trocas de marcha ou para Fig. 56
desengatar o câmbio. 2.4 - Pedais dos freios e trava de união
Os freios (2) são de acionamento hidráulico e
NOTAS: funcionam de forma independente para as rodas
1 - Não "descanse" o pé sobre o pedal traseiras.
da embreagem durante a operação; isto Ao executar curvas fechadas, pode-se utilizar o
gera desgaste no rolamento do colar e auxílio dos freios. Porém, este recurso deve ser
disco da embreagem. utilizado somente em casos de real necessidade. O
uso excessivo dos freios encurtará a vida útil dos
2 - Nunca utilize a embreagem como discos. Quando necessário freiar somente uma roda
“recuperadora de rotação” do motor se traseira por vez, solte a trava de união (T).
estiver trabalhando com sobrecarga.
2.5 - Pedal do acelerador
2.3 - Interruptor de segurança de partida O pedal (3) atua por meio de acionamento mecânico
direto sobre a bomba injetora, permitindo variar a
Situado junto ao pedal da embreagem, tem por rotação do motor.
objetivo impedir a partida do motor sem que a • Ao trafegar em estradas utilize sempre o
embreagem esteja acionada. Desta maneira, evita- acelerador de pedal.
se acidentes ao acionar o motor com a transmissão • Em operações de campo, utilize o acelerador
engatada. Recomenda-se, contudo, que o câmbio manual.
também esteja em Neutro para a partida. • Evite variações bruscas e desnecessárias na
rotação do motor.

ADVERTÊNCIA! NOTA:
Jamais desative o interruptor de Ao trafegar em estradas, mantenha os
segurança através de ligação direta ou pedais unidos pela trava de união (T). Isto
outro meio, pois se trata de um assegura que as rodas freiem juntas
importante componente de segurança. quando solicitado. É indispensável uma
manutenção dos freios bem executada.
Em caso de falha, substitua-o por um Verifique a regulagem da folga dos
novo e original. pedais e execute sangrias periódicas do
sistema de acionamento.

Serie MF 7100 3-5


3. Instrumentos e comandos
2.6 - Pedal do bloqueio do diferencial
Sempre que as condições do solo fizerem uma das
rodas perder aderência, ou patinar, a outra ficará
imóvel e a tração será prejudicada.
Nesta situação, pise no pedal da embreagem e após
acione o bloqueio do diferencial através do pedal
(1). Solte o pedal da embreagem logo que o
bloqueio estiver engatado. Então as rodas traseiras

3 passarão a tracionar com mesma rotação.

1
ATENÇÃO!
Nunca utilize o bloqueio em curvas ou Fig. 57
declives, pois ocorrerá desgaste do
conjunto. O desengate ocorre
automaticamente logo que as duas rodas
retomarem a aderência normal.

2.7 - Alavanca do grupos da transmissão


Através desta alavanca (1) pode-se selecionar 2 1 2
faixas de velocidade à frente (Baixa “L” ou “ ”e
Alta “H” ou “ ”). Além disso, ela permite a seleção
“R”, proporcionando 5 relações à Ré. L 1 3 5

H R R 2 4 6
2.8 - Alavanca de marchas da transmissão
O câmbio é sincronizado, com 12 marchas à frente
e 5 à ré.
Através da alavanca (2) selecionam-se as marchas:
1a, 2a, 3a, 4a, 5a e 6a. Fig. 58

Esquema de faixas

Faixas Grupo (1) Marchas (2)

1a L ou 1
2a L ou 1
F
3a L ou 2
R 4a L ou 2
5a L ou 3
E
6a L ou 3
N 7a H ou 4
T 8a H ou 4
9a H ou 5 1 2
E 10a H ou 5 Fig. 59
11a H ou 6
12a H ou 6

1a R 1

2 a
R 2
R
3a R 3
É
4 a
R 4

5a R 5

3-6 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
2.9 - Alavanca do freio de estacionamento
Trave os freios sempre que estacionar o trator. Para
isto, puxe a alavanca (1) totalmente para cima, sem
necessidade de acionar os pedais de freio. Para
destravar, retorne a alavanca para a posição inicial.
Quando desejar uma atuação mais firme do freio
de estacionamento, regule-o girando o manípulo
frontal (1A) no sentido horário, conforme necessário.

IMPORTANTE:
1A 1
3
Nunca mantenha estacionado o trator
sem que o freio de estacionamento esteja Fig. 60
acionado.
3A 4A
2.10 - Alavancas do controle remoto 2A
1A
4B
Os tratores são equipados com controle remoto de 3B
centro fechado de 4 linhas. 2B
Cada uma das alavancas opera um cilindro do 1B

controle remoto, dividido em cilindros 1, 2, 3 e 4.


Abaixo segue o acionamento de cada cilindro:
1- Alavanca de controle dos terminais (1A e 1B).
2- Alavanca de controle dos terminais (2A e 2B).
3- Alavanca de controle dos terminais (3A e 3B).
4- Alavanca de controle dos terminais (4A e 4B). Fig. 61
Para implementos que necessitem de retorno de
óleo direto a tanque, tais como turbinas de A1 2A 3A 4A
plantadeiras, conecte a mangueira de retorno 5
diretamente no terminal (5). Esta função é
denominada de fluxo constante.

1B 2B 3B 4B

Fig. 62

2.11 - Recolhimento de óleo do comando do


controle remoto
A preservação do meio ambiente é um dos trabalhos
realizados pela AGCO. Ao desconectar as
mangueiras da implemento cuide para que o óleo
residual da desconecção seja recolhido pelo
sistema instalado em seu trator. Verifique seu estado
conforme o plano de manutenção da seção 6 deste
manual.

Fig. 63

Serie MF 7100 3-7


3. Instrumentos e comandos
2.12 - Acelerador manual
Utilize-o para as operações de campo. Para
aumentar a rotação do motor, desloque a alavanca
(1) para a frente; para diminuir, desloque-a para trás.
Durante a operação, mantenha o motor dentro da
faixa ideal de rotação.
1 2
Nunca sobrecarregue o motor. A sobrecarga pode
ser constatada quando, ao aumentar a aceleração,

3 o motor não responde com o aumento de rotação.

2.13 - Alavanca de acionamento da tomada


de potência TDPI Fig. 64

Co o implemento devidamente conectado a árvore


de saída (eixo da TDPI), acione a TDPI (Tomada de
potência independente), diminuindo a rotação do
motor e deslocando a alavanca para trás.

2.14 - Painel de controle do levante eletrônico


Boschtronic (Cabinados)
O sistema de levante a 3 pontos controlado
eletronicamente oferece diversas modalidades de
controle: controle de Posição, de Tração e mixagem,
velocidade de descida dos braços (reação),
bloqueios de segurança, diagnóstico de
anormalidades do sistema eletrônico e outros.
Veja na Seção Operação a identificação de todos
os controles e a operação do sistema.

Fig. 65

2.15 - Painel de controle do levante eletrônico


Hidrotronic (Plataformados)
O sistema de levante a 3 pontos controlado
eletronicamente oferece diversas modalidades de
controle: controle de Posição, de Tração e mixagem,
velocidade de descida dos braços (reação),
bloqueios de segurança, diagnóstico de
anormalidades do sistema eletrônico e outros.
Veja na Seção Operação a identificação de todos
os controles e a operação do sistema.

Fig. 66

3-8 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
2.16 - Assentos
Os tratores possuem Estrutura de Proteção Contra A
Capotamento (EPCC) ligada rigidamente sobre o
monobloco (chassi) do trator. A estrutura é
dimensionada para oferecer proteção ao operador 1 B
em caso de capotamento do trator. Mas para que a
estrutura de proteção realmente cumpra sua função D
é imprescindível que você utilize o cinto de

3
segurança (15) e permaneça firme no assento em
C
caso de capotamento.
Componentes desta estrutura nunca devem ser
alterados, perfurados, soldados ou serrados. Isto Fig. 67
compromete sua resistência.
Em caso de dano, a estrutura deve ser substituída. B

Regulagens dos assentos


Assento tipo (1) - Cabinado
A- Regulagem da inclinação dos descansa-
braços 2
B- Trava da inclinação do encosto lombar C
C - Ajuste da suspensão e altura
D- Trava de deslocamento do assento para frente
e para trás. A
Assento tipo (2) - Plataformado Fig. 68
A- Trava de deslocamento do assento para frente
e para trás. Levante a alavanca (A) para liberar
a trava.
B- Regulagem de peso do operador: Manípulo
atrás do assento.
C - Regulagem de altura: Solte os parafusos. O
ajuste pode variar na faixa de 60 mm (2,36 in).

2.17 - Ajuste do cinto de segurança


Para fixar e ajustar o cinto, puxe a fivela (1) sobre o
colo e encaixe-a na trava (3). Um "clique" e um
movimento para cima do botão de destrava (2)
indicam que o cinto está devidamente travado.
Para soltar o cinto, pressione a trava vermelha (2)
para baixo. 1
Regule a pressão do cinto puxando a extremidade
curta (5) através do ajustador (4), até que o cinto 2
fique apertado mas confortável.
Deslize a extremidade através do tecido do cinto 5 4 3
para obter uma certa folga ao final do ajuste. Fig. 69

Serie MF 7100 3-9


3. Instrumentos e comandos
3 - Painel de instrumentos

3.1 - Visão geral do painel

2
3
3
1

4 5 6

Fig. 70

1- Indicador de combustível.
2- Tratômetro.
3- Indicador de temperatura.
4- Luzes de advertência e Alerta.
5- Módulo não utilizado.
6- Luzes de advertência.

3-10 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
3.2 - Indicadores 1 2
Indicador do nível de combustível (1)
Indica o nível aproximado de combustível existente
no tanque. Da esquerda para a direita, a indicação
do ponteiro é a seguinte: vazio, meio cheio e cheio.
Evite deixar o combustível esgotar-se, pois se isso
acontecer, poderá ser necessário fazer uma sangria
do sistema de alimentação.

3
Indicador de temperatura do motor (2)
Fig. 71
Indica o comportamento da temperatura do motor.
A faixa verde indica a temperatura ideal do motor.
Tanto o excesso quanto a falta de temperatura são
prejudiciais ao motor.
Em caso de superaquecimento, não desligue o
motor. Deixe-o em marcha lenta até normalizar a
temperatura e só então desligue-o para examinar a
causa.

IMPORTANTE:
Ao abrir a tampa do radiador, faça-o
somente até o primeiro estágio. Somente
após aliviar a pressão remova a tampa
completamente

3.3 - Tratômetro
É composto pelo tacômetro (1), que indica a rotação
do motor em rpm (Rotações Por Minuto), e pelo
display (2), que indica funções de diagnóstico,
1
rotação da tomada e potência e o número de horas
trabalhadas.
No tacômetro cada divisão da escala equivale a 100
rpm. Assim, se o ponteiro estiver sobre o número
20, o motor esta a 2000 rpm. 2
O display (2) poderá apresentar mensagens de
alerta conforme apresentado a seguir.
Fig. 72

Serie MF 7100 3-11


3. Instrumentos e comandos
Mensagens do Display 2 3
A sequência de priorização mostra qual mensagem
será apresentada no display, conforme sua
importância, quando mais de uma ocorrer ao
mesmo tempo. Escala: 1° - maior prioridade, 5° -
menor prioridade.
Descrições
- SUCÇÃO / SUCTION: Indica que o filtro (1) de

3 -
sucção está obstruído.
VÁLV._LS / LS_VALVE: Indica que o filtro
1
válvula, (1) está obstruído.
- DIREÇÃO / STEERING: Indica que o filtro de Fig. 73
direção (3) está obstruído.
Descrição Prioridade
- PTO: Indica a rotação instantânea na árvore
SUCÇÃO / SUCTION 1°
de saída da tomada de potência.
VÁLV._LS / LS_VALVE 2°
- HORAS / HOURS: Apresenta as horas já
DIREÇÃO / STEERING 3°
realizadas de operação do trator.
PTO 4°
Quando nenhum filtro do trator estiver obstruído e
HORAS / HOURS 5°
tomada de potência não acionada, normalmente as
horas estarão sendo apresentadas no display.

IMPORTANTE:
Quando uma das mensagens de
prioridade 1, 2 ou 3 aparecer, pare o trator
imediatamente e revise os filtros. Veja a
seção de manutenção deste manual.

Ajuste da rotação da tomada de potência


Para tratores que possuem opção de rotação de 540
ou 1000 rpm na tomada de potência, o painel deverá
ser ajustado quando ocorrer alteração do eixo P
utilizado.
O tratores saem de fábrica configurados para
apresentar no display do tratômetro a rotação do
eixo instalado.
Porém quando for alterado o eixo de 540 para 1000
ou o contrário, o botão (P) deverá ser pressionado
para que a rotação apresentada no display seja
correta. Veja o procedimento de ajuste na seção Fig. 74
Preparação deste manual.

3-12 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
3.4 - Luzes de aviso
Ao girar a chave de partida para posição B, as luzes
de aviso acendem indicando a checagem do
funcionamento. Após o motor entrar em
funcionamento, todas devem permanecer
apagadas, exceto a luz do freio de estacionamento
(8), que apagará somente após destravar o freio de
estacionamento.

1 2 3 4 5 3

6 7 8 9
Fig. 75

1 - Luz de aviso principal 6 - Luz de aviso da pressão do óleo do motor


Pisca simultaneamente quando as luzes de aviso Se acender com o motor em funcionamento, indica
da pressão do óleo do motor, da baixa pressão de falta de pressão de óleo no sistema de lubrificação
óleo da transmissão, da falta de carga do alternador do motor. Se isto ocorrer, desligue imediatamente o
ou de obstrução do filtro de ar ascendem. motor e verifique a causa.

2 - Luz de aviso do nível do fluído de freio 7 - Luz de aviso da pressão de óleo da


Acende quando o nível do fluído de freio esta abaixo
transmissão
do mínimo. Se acender com o motor em funcionamento, indica
baixa pressão de óleo (menor que 0,5 bar) no
3 - Luz de aviso de restrição excessiva do filtro de ar sistema de lubrificação da transmissão, o que pode
gerar danos irreversíveis a alguns componentes da
Se acender com o motor em funcionamento, indica
mesma. Desligue imediatamente o motor e examine
a necessidade de troca do elemento primário
a causa.
(externo) do filtro de ar. Veja Seção Manutenção
para informações.
8 - Luz de aviso do freio de estacionamento (8)
4 - Luz de aviso de superaquecimento do motor Acende quando o freio de estacionamento esta
acionado .
Se acender com o motor em funcionamento, indica
temperatura excessiva da água. Se isto acontecer,
NÃO desligue imediatamente o motor. Deixe-o em
9 - Luz de aviso de restrição do filtro de óleo da
marcha lenta até o ponteiro do indicador voltar à
transmissão
faixa intermediária. Em seguida, desligue o motor e Acende quando um dos filtros de óleo da
verifique a causa. transmissão deve ser substituído ou limpo (ver
Seção Manutenção).
5 - Luz de aviso da carga da bateria
NOTA:
Com o motor em funcionamento, esta lâmpada deve
permanecer apagada, o que indica que o sistema de
Se alguma das luzes de aviso acender
carga da bateria está funcionando corretamente. Caso
durante o funcionamento do trator,
desligue-o e verifique a causa.
contrário, examine o sistema de carga e a própria
bateria.

Serie MF 7100 3-13


3. Instrumentos e comandos
3.5 - Luzes indicadoras
Ao girar a chave de partida para posição B, as luzes
de aviso acendem indicando a checagem do
funcionamento.

1 2

3 4
Fig. 76

1 - Luz indicadora da TDPI acionada NOTA:


Acende quando for acionada a Tomada de Potência As luzes de aviso e indicadoras que não
Independente. estão identificadas não são aplicadas
neste modelo de trator.

2 - Luz indicadora de pisca direcional


Pisca quando acionado o indicador de direção
(pisca-pisca).

3 - Luz indicadora da Tração Dianteira


Acende quando for acionada a Tração dianteira.

4 - Luz indicadora de farol em luz Alta


Acende quando os faróis dianteiros estão em Luz
Alta. Em caso de trafego noturno em estradas, utilize
Luz Baixa ao cruzar por veículos.

3-14 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
3.6 - Controles elétricos
1 - Tecla de acionamento da tração dianteira
Para engatar a tração dianteira, pressione a tecla
(1).
Essa operação pode ser realizada com o trator em
movimento, um vez que a tração é engatada por
força eletro-hidráulica. 1
NOTA: 2
Engate a tração dianteira somente
quando as condições de operação
3 4 5
3
exigirem tração máxima, ou seja, de
campo. Fig. 77
Não opere o trator com a tração engatada
em rodovias ou em trabalhos que não
exijam força de tração, pois isso irá gerar
um desgaste prematuro dos pneus
dianteiros e um consumo excessivo de 6
combustível.
7
2 - Tecla dos faróis traseiros
8
Para acender estes faróis pela tecla (2), é necessário
que:
• A chave de partida esteja na posição “B”
9
• A tecla (4) esteja na posição “I ou II”.
Fig. 78

3 - Tecla seletora de Luz Baixa e Alta 6 - Tecla da buzina


Com a tecla para baixo, os faróis estão em luz baixa. Para acionar a buzina, comprima o lado esquerdo
Pressionando a tecla para cima, muda-se para luz da tecla. O retorno (desligamento) é por mola.
Alta. Não é necessário acionar a chave de ignição.

4 - Tecla de funções diversas 7 - Tecla do pisca direcional


NOTA: Antes de realizar deslocamentos laterais, utilize as
A chave de partida (9) deve estar na luzes direcionais através da tecla (7). Após a
posição B. manobra, é necessário pressionar a tecla para a
posição central (desligada).
Esta tecla possui 3 posições:
0 - Desligado 8 - Faróis dianteiros do teto - Plataformados
I - Acende as sinaleiras dianteiras e traseiras,
Se instaladas, são acionadas através da tecla (8).
habilita o acendimento do farolete interno da
cabina, acende a luz de placa (se equipado) e
habilita o acendimento dos faróis traseiros NOTA:
através da tecla (2). Os faróis dianteiros da cabina são
II - Acende os faróis dianteiros de trabalho. Para acionados pela 3a tecla no teto da cabina,
selecionar entre luz Baixa e Alta, use a tecla localizado a lado dos controladores do
(3). condicionador de ar.

5 - Botão do pisca-alerta
Ao pressionar este botão, o pisca-alerta é acionado.
Para desligá-lo, pressione novamente o botão.
Não é necessário acionar a chave de ignição (9).

Serie MF 7100 3-15


3. Instrumentos e comandos
3.7 - Chave de partida
Possui 4 posições, em seqüência, da esquerda para C D
a direita: B
A- Desligada
B- Liga o sistema elétrico
A
C - Aciona o aquecedor de partida a frio, quando
instalado.
D - Liga o motor de partida: para isso é necessário

3 que o pedal de embreagem esteja pressionado


até o fim de curso.

Fig. 79
ATENÇÃO:
Por questão de segurança, o motor
somente ligará quando as alavancas, de
marchas e de grupos, da transmissão, e
de acionamento da tomada de potência,
estiverem na posição NEUTRO ou
DESLIGADA.

3.8 - Auto-Guide
Auto-Guide™ é um sistema que habilita uma direção
precisa para equipamentos agrícolas.
O sistema de navegação por satélite Auto-Guide é
uma direção assistida que automaticamente guia a
máquina ao longo de um caminho estabelecido por
sinal de GPS.
O sistema de direção da máquina é controlada
eletronicamente, desta forma o operador não
1
precisará fazer correções de trajetória enquanto o
sistema Auto-Guide estiver ligado.
O sistema de direção assistida Auto-Guide não é Fig. 80
um substituto para um operador desatento, ele
permitirá que outras ações possam ser realizadas
com mais segurança.
2
Caso seu trator esteja equipado com este sistema,
os seguintes componentes de operação estarão
instalados em seu trator:
a) Top dock (receptor de sinal) (1). 3
b) Tecla de acionamento (2).
c) Monitor touch-screen (3).

NOTA:
Para maiores informações, consulte o
manual de operação que acompanha seu
Auto-Guide. Fig. 81

3-16 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
4 - Identificação dos faróis e NOTA:
sinaleiras Todas as luzes são itens vitais de
segurança. Por isto, mantenha-as sempre
4.1 - Tratores cabinados em perfeitas condições. Lâmpada(s)
queimada(s) deve(m) ser substituídas
1- Faróis dianteiros de trabalho imediatamente.
Destinam-se a operação noturna. Acenda-os Observe e respeite sempre a legislação
também durante o dia se for trafegar em vias de trânsito vigente na sua região para
públicas ou auto-estradas. evitar contratempos.

ATENÇÃO!
3
Em caso de tráfego em estradas à noite
(prática não recomendada), estes faróis
devem estar sempre em luz baixa ao
cruzar por veículos.

2- Faróis dianteiros (ou faróis de tráfego)


3- Sinaleiras dianteiras
4- Luzes indicadoras de direção (pisca) dianteiras
5- Faróis traseiros de trabalho
6- Luzes de placa
7- Luzes de freio
8- Sinaleiras
9- Luzes indicadoras de direção (pisca) traseiras

4
3

7 8 9
Fig. 82

Serie MF 7100 3-17


3. Instrumentos e comandos
4.2 - Tratores plataformados NOTA:
Todas as luzes são itens vitais de
1- Faróis dianteiros de trabalho
segurança. Por isto, mantenha-as sempre
Destinam-se a operação noturna. Acenda-os
em perfeitas condições. Lâmpada(s)
também durante o dia se for trafegar em vias
queimada(s) deve(m) ser substituídas
públicas ou auto-estradas.
imediatamente.
Observe e respeite sempre a legislação
ATENÇÃO! de trânsito vigente na sua região para
Em caso de tráfego em estradas à noite evitar contratempos.

3 (prática não recomendada), estes faróis


devem estar sempre em luz baixa ao
cruzar por veículos.

2- Faróis dianteiros (ou faróis de tráfego)


3- Sinaleiras dianteiras
4- Luzes indicadoras de direção (pisca) dianteiras
5- Faróis traseiros de trabalho
6- Luzes de placa
7- Luzes de freio
8- Sinaleiras
9- Luzes indicadoras de direção (pisca) traseiras

4
6

7 8 9
Fig. 83

3-18 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
5 - Plataforma - Identificação geral 1

Toldo (1)
Com grande dimensão, possui canais de
escoamento de água que evitam o acúmulo na
plataforma.

3
Fig. 84

Espelho retrovisor (2)


O retrovisor interno pode ter ajustado seu ângulo e
posição.
Altere manualmente quando necessário.

Fig. 85

Extintor (3) 3
Localizado do lado esquerdo do operador dentro
da cabine. Observe sempre sua carga e validade
ao utilizar a máquina.
Utilize-o somente em casos de emergência.

Porta-objetos (4)
Permitem acondicionar uma variedade de objetos
que se deseja manter na plataforma.

4
Fig. 86

Defletores de calor e poeira (5)


Localizado aos lados do painel de instrumentos,
evitam que o calor do motor e a poeira do campo
acessem a plataforma de operação frontalmente.

Fig. 87

Serie MF 7100 3-19


3. Instrumentos e comandos
Reservatório de água (6)
Com capacidade para 10 litros, este reservatório
permite acondicionar água para fins de limpeza.
Abasteça pelo tampão (A) e para utilização use a
saída (B). 7
A
ATENÇÃO!
NUNCA beba a áqua deste reservatório.

3 Por estar em ambiente com poeira, não


recomendamos o consumo da água
depositada neste reservatório. 6 B
Fig. 88
Caixa de ferramenta (7)
Utilizado como depósito para as ferramentas
utilizadas com maior frequência no dia-a-dia.

Chave geral (8)


8
Localizado a frente da porta de acesso a plataforma,
atua como chave geral elétrica do trator. Quando
for necessário executar manutenções elétricas
(substituir lâmpadas ou bateria por exemplo)
desligue esta chave girando-a conforme a seta.
Posições: 8a

- + - +
Ligado Desligado

Por motivo de segurança, a alavanca (8a) pode ser


Fig. 89
retirada quando a chave geral estiver desligada.

Triângulo de advertência (9)


Obrigatório no caso de tráfego em estradas.

Fig. 90

3-20 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
6 - Cabina e ar condicionado 3 4

6.1 - Identificação geral


Saídas de ar (1 e 2) 2
5
O ar soprado pelo ventilador circula no
compartimento da cabina através destas entradas.
Todas podem ter sua abertura e ângulo regulados.

Farolete interno (3)


Para ligar e desligar basta girar o próprio farolete. 1 7 6
3
• Posição “0” (central): o farolete acende quando Fig. 91
a porta da cabine é aberta e apaga quando
fechada.
• Posição “1” (lado on totalmente pressionado):
o farolete permanece sempre ligado. 2 1
• Posição “2” (lado off totalmente pressionado): 0
o farolete permanece sempre desligado.

Espaço reservado para o rádio/toca-fitas (4)

Alojamento para alto-falantes (5)


Um de cada lado, quando equipado com rádio. 3
Fig. 92
Fluxo de ar (6)
Permitem a recirculação do ar do interior da cabina
através do sistema de ventilação.

Regulagem do fluxo de ar (7)


Deslocando-o para direita, aumenta-se a entrada de 8A
ar na cabina; deslocando-o para esquerda,
aumenta-se a recirculação de ar. Todo o fluxo
atravessa o filtro de papel localizado sobre o teto.

Pára-sol (8) 8
Quando necessário, puxe-o para baixo até a posição Fig. 93
adequada. Para retorná-lo, puxe a alça (8A).
9A
Janela traseira (9) e trinco de abertura (10)
Permite manter a janela ligeiramente aberta para
ventilação natural. Quando totalmente aberta, apóia-
se em cilindros a gás (9A).

Painel transparente (11)


9
Permite visualizar a barra de tração, a TDP e outros
componentes durante a operação. 10
11
Fig. 94

Serie MF 7100 3-21


3. Instrumentos e comandos
Janelas laterais (12)
As janelas laterais são articuladas (dobradiças na
borda traseira). Para abri-las, empurre a maçaneta
para fora.
12

3
Fig. 95
Triângulo de advertência (13)
Obrigatório no caso de tráfego em estradas.

Caixa de ferramentas

13

Espelhos retrovisores externos (14)


Fig. 96
Os retrovisores externos podem ser ajustados. Caso
necessário ajustar a firmeza de posicionamento,
14
proceda da seguinte forma:
• Ângulo do espelho:
Gire-o em torno do eixo vertical, soltando o
parafuso (14A), reapertando-o em seguida.
14A
• Deslocamento para frente ou para trás:
Solte os parafusos (14B) e posicione o
conjunto (espelho + armação) conforme
desejado.
Reaperte os parafusos (14B).
Se instalado, existe também a regulagem da 14B
distância do espelho em relação a cabine, Fig. 97
aumentando-se o comprimento dos suportes dos
espelhos.

Espelho retrovisor interno (15) (se instalado)


O retrovisor interno pode ter ajustado seu ângulo e
posição.
Altere manualmente quando necessário.
15

Fig. 98

3-22 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
Porta-objetos (16)
São dois, um de cada lado.
Permitem acondicionar uma variedade de objetos
que se deseja manter na cabina. 16

Tomada elétrica (17)

3
Saída elétrica de tensão 12 V e corrente de 5 a 8,5
A.
17
Fig. 99

18 16
Extintor (18)
Localizado do lado esquerdo do operador dentro
da cabine. Observe sempre sua carga e validade
ao utilizar a máquina.
Utilize-o somente em casos de emergência.

Cinzeiro (19)

19
Fig. 100
Reservatório de água (20)
Com capacidade para 10 litros, este reservatório A
permite acondicionar água para fins de limpeza.
Abasteça pelo tampão (A) e para utilização use a
saída (B).
20
ATENÇÃO!
NUNCA beba a áqua deste reservatório.
Por estar em ambiente com poeira, não
recomendamos o consumo da água
depositada neste reservatório.
B

Chave geral (21) Fig. 101

Localizado a frente da porta de acesso a cabine, 21


atua como chave geral elétrica do trator. Quando
for necessário executar manutenções elétricas
(substituir lâmpadas ou bateria por exemplo)
desligue esta chave girando-a conforme a seta.
Posições:
21a

- + - +
Ligado Desligado

Por motivo de segurança, a alavanca (21a) pode ser


retirada quando a chave geral estiver desligada. Fig. 102

Serie MF 7100 3-23


3. Instrumentos e comandos
6.2 - Comandos do teto da cabina
Tecla de acionamento dos faróis de trabalho
1 2 3
frontais do teto da cabina (1).

NOTA:
Não deixe faróis de trabalho acesos por
períodos prolongados com o motor
desligado. A bateria pode descarregar-

3 se.

Interruptor do limpador do pára-brisa (2)


4 5 6
Possui 3 posições: desligado, velocidade baixa e
velocidade alta. Fig. 103

Lavador do pára-brisa dianteiro (3)


Aperte o interruptor para ativar o esguicho d'água,
e mantenha a tecla pressionada até obter a lavagem 7
satisfatória.
Os motores do sistema de lavagem estão protegidos
por reles térmicos. Assim, se algo impede o
movimento dos limpadores, o sistema estará
protegido e voltará a funcionar após 5 minutos.

NOTA:
O reservatório de água do lavador do
pára-brisas (7) localiza-se atrás da Fig. 104
cabina. Mantenha-o abastecido com
água limpa.

Não utilize detergente, pois pode danificar as


borrachas do limpador e a própria bomba elétrica.

Controle do ventilador (4) - 4 posições:


0- Desligado
1- Recirculação / ventilação
2- Ventilação / pressurização média
3- Pressurização máxima.

Comando do condicionador de ar - termostato(5)


Regula a intensidade do frio no interior da cabina.
Girando o controle para a direita, mais frio será o ar.

Controle de aquecimento (6) - Opcional


Para elevar a temperatura na cabine, gire o seletor
para a direita. Temperaturas mais elevadas são
obtidas quando o motor atinge a temperatura de
funcionamento.
Para desligar o aquecimento, gire o seletor para a
esquerda.

3-24 Serie MF 7100


3. Instrumentos e comandos
6.3 - Operação do ar condicionado
Acionando o condicionador
a) Para ligar o condicionador, gire o botão do
ventilador (1) e deixe-o inicialmente na posição
máxima (pressurização máxima).
b) Gire o regulador de temperatura (botão do
termostato - 2) colocando-o também na
posição máxima.
c) Após atingir a temperatura desejada, gire o
termostato (2) para uma posição intermediária.
3
d) Se desejar alterar a velocidade do ventilador,
utilize o botão (1).
1 2 3
NOTA:
Fig. 105
Importância da pressurização posições
“2 e 3” do controle do ventilador: • Limpe sempre o filtro de renovação de ar da
A pressurização da cabina impede a cabina.
entrada de poeira. A operação do sistema com este filtro saturado
Assim, em ambientes com elevada provoca uma queda na eficiência de refrigeração,
concentração de poeira, torna-se podendo, inclusive, superaquecer o compressor e
adequada a pressurização máxima, ou o condensador, provocando a redução da vida útil
seja, seletor (1) na posição “3”. dos mesmos. Veja seção Manutenção.

e) Ajuste a direção do fluxo de ar através das Calefação (Opcional)


venezianas direcionadoras de fluxo.
O sistema de calefação utiliza a água quente do
motor para gerar calor dentro da cabina.
NOTA:
O controle da temperatura é feito através do seletor
Para obter apenas ventilação, gire o (3). Girando-o no sentido horário aumenta-se o calor,
botão do termostato para a posição de no anti-horário, diminui-se.
mínimo.

Cuidados com o condicionador


• Não ligue o sistema condicionador de ar
imediatamente após entrar na cabina. Antes,
abra os vidros para remover o ar quente, torne
a fechá-los e só então ligue o equipamento.
• Evite operar o trator com a temperatura
regulada para frio máximo. Esta regulagem
deve ser utilizada somente no inicio dos
procedimentos, para que a temperatura na
cabina atinja rapidamente o nível desejado.
• Enquanto a regulagem estiver em frio máximo,
não deixe o interruptor do ventilador regulado
em mínimo. Isto pode provocar o
congelamento do evaporador.
• Não deixe o condicionador de ar sem funcionar
por mais de uma semana. Mesmo no inverno,
faça-o funcionar 15 minutos por semana. Isto
evita o ressecamento das vedações internas
do compressor e mantém a lubrificação.

Serie MF 7100 3-25


3. Instrumentos e comandos
7 - Itens e acessórios

Pesos frontais (1) e discos metálicos (3) para as


rodas traseiras (para lastreamento do trator)

Pára-lamas dianteiros (2)

3
Protegem contra objetos (pedras, torrões, poeira e
lama) arremessados pelas rodas dianteiras.
1 2 3
Fig. 106

Auto-Guide (4) 4
Auto-Guide™ é um sistema que habilita uma direção
precisa para equipamentos agrícolas.
O sistema de navegação por satélite Auto-Guide é
uma direção assistida que automaticamente guia a
máquina ao longo de um caminho estabelecido por
sinal de GPS.

Fig. 107
Barra de luzes (5)
O sistema de navegação por satélite EZ-Guide 250
é um indicador de trajetória para o operador durante
a operação.
Através de indicação por barra de luz, orienta o
operador ao longo de um caminho estabelecido por
sinal de GPS.

Fig. 108

Tomada elétrica para reboque (6)


Permite o acionamento de equipamentos elétricos
em diversos tipos de implementos.
6

Fig. 109

3-26 Serie MF 7100


4. Preparação
Índice
1 - Lastreamento do trator ....................................................................................................................... 2
1.1 - O que é lastreamento ............................................................................................................. 2
1.2 - Lastreamento com água ......................................................................................................... 3
1.3 - Lastreamento com pesos metálicos (contrapesos) ............................................................... 4
2. Ajuste de bitolas .................................................................................................................................. 5
2.1 - Conceito de bitola e sua importância .................................................................................... 5
2.2 - Eixo dianteiro (4x4) ................................................................................................................. 6
2.3 - Bitola do eixo traseiro ............................................................................................................. 9
3 - Pneus recomendados para o seu trator .......................................................................................... 13
3.1 - Compatibilidade de pneus dianteiros x traseiros ................................................................ 13
3.2 - Operação com rodas dupladas ............................................................................................ 14
4 - Tomada de potência......................................................................................................................... 15 4
5 - Barra de tração ................................................................................................................................. 18
5.1 - Tipos de barra de tração ...................................................................................................... 18
5.2 - Ajuste da altura das barras de tração .................................................................................. 19
5.3 - Alteração do comprimento das barras de tração ................................................................ 20

Serie MF 7100 4-1


4. Preparação
1 - Lastreamento do trator
1.1 - O que é lastreamento
O lastreamento consiste em adequar o peso do trator
para cada situação.
Nas operações que exigem maior força de tração, o
peso deve ser maior, a patinagem tende a aumentar,
tendo como conseqüências:
 Perda de força de tração;
 Aumento do consumo de combustível;
 Maior desgaste dos pneus e partes mecânicas
do trator;

4
 Menor rendimento operacional (necessidade
de mais tempo para uma determinada área
trabalhada).
Por outro lado, o lastreamento excessivo pode
causar maior compactação do solo, maior
resistência ao deslocamento do trator e, em
conseqüência, também maior consumo de
combustível.

A tabela fornece os valores ideais de patinagem para


os diferentes tipos de terreno sempre considerando
serviços de tração.
Um índice de patinagem correto indica que o trator
está corretamente lastreado.
 Superfícies asfaltadas ou concretadas: 5,0 a 7,0
%;
 Terrenos de solo duro ou compactado: 7,0 a
12,0%;
 Terrenos secos e macios: 10,0 a 15,0 %;
 Terrenos soltos (arados), arenosos ou 1
lamacentos: 13,0 a 18,0 %.
Uma maneira prática de verificar se o índice de
patinagem está dentro do recomendado é analisar
o formato do rastro deixado pelas rodas traseiras -
veja ilustrações (Fig. 110).

Como determinar o lastreamento correto 2


A regra básica do lastreamento é usar o mínimo de
peso adicional (lastro) desde que a patinagem se
mantenha dentro de certos limites.
1- Marcas no solo pouco definidas: Patinagem
excessiva -aumente o lastro no trator.
2- Marcas claramente definidas: Patinagem
insuficiente - diminua o lastro. 3
3- O lastreamento e a patinagem estarão corretos
quando no centro do rastro houver sinais de
deslizamento e as marcas nas extremidades
laterais estiverem bem definidas.

Fig. 110

4-2 Serie MF 7100


4. Preparação
1.2 - Lastreamento com água
Consiste em introduzir água nos pneus através das
válvulas de calibragem (ventil), utilizando um
dispositivo apropriado.
1
Procedimento
a) Com o trator sobre uma superfície sem
inclinação, levante o eixo cujas rodas deseja
lastrear e calce-o com cavaletes reforçados e
seguros.
b) Gire a roda do seguinte modo:
- Pneus Diagonais: posicione o ventil no ponto
mais alto (posição de “12 horas”), o que
corresponde ao enchimento de 75% do volume
interno do pneu.
Fig. 111 4
Detalhe da válvula de enchimento do pneu com
- Pneus Radiais: posicione o ventil na posição
água e eliminação do ar pelo tubo (1)
de “4 ou 8 horas”, o que corresponde ao
enchimento de 40% do volume interno do pneu.
c) Remova o ventil com auxilio de um alicate
universal. Segure-o firmemente para evitar que
seja arremessado para longe.
d) Instale no lugar do ventil o dispositivo da figura
acima, que é ligado a uma mangueira d’água.
A função deste dispositivo é permitir a saída
do ar do interior da câmara do pneu.
e) Quando o pneu estiver com o volume
recomendado preenchido com água (75 ou
40%), o excesso será escoado através do tubo-
ladrão (1) do dispositivo. Detalhe da válvula de
enchimento do pneu com água e eliminação
do ar pelo tubo (1)

Fig. 112
NOTA:
Jamais encha os pneus totalmente com
água! Isto os deixa sem flexibilidade para Em seguida, deixe escapar o excesso de pressão
amortecer os choques (impactos) pelo ventil, até atingir uma pressão em torno de 1 a
impostos pelas irregularidades do terreno 2 libras (psi) acima da pressão recomendada para
(Fig. 112). trabalho - Veja a seção 5.

f) Remova o dispositivo, reinstale o ventil e encha Drenagem da água do pneu


o pneu com ar comprimido, ainda com o ventil a) Deixe o trator em uma área livre para que o
virado para cima. jato de água da saída do ventil não ofereça
g) Calibre a pressão de 30 libras, para assegurar perigo.
o correto assentamento dos talões do pneu ao
b) Posicione a roda do trator com o ventil na parte
aro.
inferior do aro e remova-o com firmeza e
cuidado.
NOTA: c) Deixe esgotar toda a água e, em seguida, torne
Soluções de cloreto de cálcio / água são a calibrar o pneu com ar, na pressão
indicadas para climas frios onde são recomendada.
necessárias soluções anti-congelantes,
em temperaturas de até menos 35 °C
(menos 31°F).

Serie MF 7100 4-3


4. Preparação
1.3 - Lastreamento com pesos metálicos
(contrapesos)
Pode ser feito através de discos metálicos (A) fixados
às rodas traseiras ou placas metálicas (B) montadas
na dianteira do trator.
Tome todas as precauções de segurança ao lidar
com as rodas e os respectivos pesos de
lastreamento.
Procure obter auxilio de uma pessoa para o
procedimento de remoção ou colocação dos discos.
Aperte os parafusos de fixação dos discos com
firmeza. Após algumas horas de trabalho, e

4 periodicamente, verifique e reaperte se necessário. B

Recomendações especiais
1- A quantidade de peso total colocado sobre o A
eixo dianteiro e traseiro nunca pode exceder o
máximo recomendado! Excesso de peso
danifica e desgasta os pneus prematuramente,
além de forçar a transmissão do trator e
provocar compactação do solo.
2- Nos tratores 4x4 o lastreamento deve obedecer
um equilíbrio para que o peso total (trator +
lastro) que incide sobre o eixo dianteiro seja
Fig. 113
de aproximadamente 40% e sobre o eixo
traseiro, os demais 60%.
A não-observância desta recomendação irá
prejudicara eficiência da tração e, em casos
extremos, pode provocar danos a transmissão.
3 - O lastro sobre o eixo dianteiro é mais
recomendado para:
* Operações com implementos pesados
acoplados ao hidráulico de levante;
* Trabalhos em terreno inclinado, podendo
provocar o levantamento das rodas dianteiras
do solo;
* Tracionar carretas ou outro implemento pesado 40%
pela barra de tração.
60%
Fig. 114

4-4 Serie MF 7100


4. Preparação
2. Ajuste de bitolas

2.1 - Conceito de bitola e sua importância


Nos tratores Massey Ferguson a bitola é a medida
obtida entre centros das rodas.
A bitola pode ser ajustada de acordo com as
necessidades de operação, levando em conta o
seguinte:
• Tipo de operação e implemento
• Tipo de cultura Bitola
• Tipo de solo ou terreno.
Fig. 115
A bitola é de fundamental importância na adaptação
do trator ao implemento e ao trabalho a ser
4
executado.

Na pulverização, a bitola deve ser tal que as rodas


passem nas entrelinhas das culturas, reduzindo ao
máximo o amassamento de plantas.

No caso da aração, a bitola do trator vai determinar


a largura de corte do primeiro disco ou aiveca, que
deve ser igual aos demais.

Fig. 116

Serie MF 7100 4-5


4. Preparação
2.2 - Eixo dianteiro (4x4)
A) Tipo aro e disco reversível
As rodas destes eixos são do tipo aro e disco
reversível. Este sistema possibilita até 8 arranjos de
bitolas diferentes, conforme o esquema de
montagem escolhido dos componentes da roda -
veja figura ao lado.
As variações são as seguintes:
• A posição do disco da roda (3): lado côncavo
para dentro (esquemas A, B, C e D) ou para
fora (esquemas E, F, G e H).
Fig. 117

4
• A posição do disco (3) nos batentes de fixação
(4) do aro: batentes por dentro do disco (A, C, Legenda:
E e G) ou por fora (B, D, F e H). 1- Pneu
• O lado de montagem do aro: maior extensão 2- Aro
para dentro (A, B, E e F) ou para fora (C, D, G e 3- Disco
H).
4- Batentes de fixação do disco

Procedimento
1- Para alterar a bitola, trave as rodas traseiras. 5- É recomendável verificar a convergência das
Levante o eixo dianteiro, apoiando-o num rodas dianteiras após o ajuste da bitola.
cavalete apropriado e seguro. 6- Montando-se as rodas como nos esquemas
2- Quando for necessário inverter os aros, troque acima, obtém-se a variação das bitolas em
as rodas completas de lado (roda esquerda ordem crescente. O arranjo A proporciona a
para o lado direito e vice-versa). bitola mínima e o arranjo H, a bitola máxima.
3- Concluída a alteração, aplique o torque correto 7- Dependendo do pneu utilizado, algumas
às porcas de fixação do disco das rodas e às bitolas, referentes aos arranjos mínimos, serão
porcas de fixação dos discos nos aros, junto impossíveis de obter, pois um pneu mais largo
aos batentes. interfere com as garras no trator, em curvas
fechadas.
8- Em outros casos, a diminuição do ângulo de
* Torque dos parafusos dos batentes = 21 a esterçamento das rodas pode ser suficiente.
25 kgf.m. Porém, neste caso há um aumento no raio de
* Torque dos parafusos do disco ao eixo = 25 giro do trator, ou seja, para fazer curvas
a 28 kgf.m. fechadas, será necessário um espaço maior.
Veja o procedimento a seguir.

4- Após algumas horas de trabalho, verifique


novamente o aperto. Jamais trabalhe com os
parafusos mal apertados.

4-6 Serie MF 7100


4. Preparação
O ângulo de esterçamento das rodas é limitado por
dois parafusos-batentes (2) - 1 de cada lado do eixo
-figura abaixo:
a) Afrouxe a contraporca (1) e gire o parafuso de
regulagem (2) no sentido anti-horário para
diminuir o ângulo de esterçamento e no sentido
horário para aumentar.
b) Regule de forma igual os 2 parafusos para que,
esterçando a direção completamente para
ambos os lados, os pneus não interfiram no
trator.
2 1
c) Reaperte as contraporcas e baixe o trator.
Fig. 118
Esquemas de montagem das rodas
4

Fig. 119
Tabela de bitolas obtidas para cada arranjo (A
até H)
Bitolas em mm
Trator / Rodado A B C D E* F* G* H*
MF7140 - 20.8-38 R1 1510 1620 1730 1820 1930 1940 2020 2130

MF 7150 - 24.5-32 R1 1735 1845 1955 2045 2155 2165 2245 2355

MF 7170 - 20.8-38 R1 1680 1790 1900 1990 2100 2110 2190 2300

MF 7180 - 710/65-38 1710 1820 1930 2020 2130 2140 2220 2330

* Estes arranjos requerem a inversão das rodas: para não inverter as agarradeiras, monte a roda
direita no lado esquerdo e vice-versa.

OBSERVAÇÃO:
Os valores apresentados na tabela de
bitolas são originados de medições
médias. Assim verifique o pneu instalado
no seu produto procurando realizar a
medição do conjunto pneu+aro instalado
quando necessário.
Verifique também se a montagem
escolhida não tenha interferência com os
paralamas do trator.
Serie MF 7100 4-7
4. Preparação
B) Rodas com disco fundido tipo "margarida"
Este sistema permite até 4 variações de bitola, em
ordem crescente, de A a D.
Para as bitolas menores, dependendo da rodagem
dos pneus, também poderá se tornar necessária a
limitação do ângulo de esterçamento das rodas
através de parafusos-batentes, conforme descrito na
página anterior.

NOTA:
O procedimento para a alteração da
bitola é idêntico ao do eixo anterior- item Fig. 120

4 A). O torque de aperto das porcas de


fixação do aro ao disco é de 29 a 37
kgf.m.

Quadro ilustrativo dos arranjos de bitola para rodas


dianteiras com disco central tipo "margarida".

Fig. 121
Abaixo, tabela de bitolas respectivas aos 4 arranjos

Bitolas em mm
Trator / Rodado A B C D
MF7140 - 20.8-38 R1 1730 1752 1830 1852
MF 7150 - 24.5-32 R1 1955 1977 2055 2077
MF 7170 - 20.8-38 R1 1900 1922 2000 2022
MF 7180 - 710/65-38 1930 1952 2030 2052

OBSERVAÇÃO:
Os valores apresentados na tabela de
bitolas são originados de medições
médias. Assim verifique o pneu instalado
no seu produto procurando realizar a
medição do conjunto pneu+aro instalado
quando necessário.
Verifique também se a montagem
escolhida não tenha interferência com os
paralamas do trator.

4-8 Serie MF 7100


4. Preparação
2.3 - Bitola do eixo traseiro Procedimento
a) Consulte a tabela de bitolas para escolha do
O procedimento de ajuste de bitola do eixo traseiro
arranjo que corresponde a bitola desejada.
depende do tipo de rodado utilizado.
b) Veja os esquemas abaixo sobre a forma de
Podem ser utilizados 4 tipos de roda traseira.
montagem requerida para obtenção da bitola.
Cada tipo de roda comporta um determinado
numero de pneus (rodados) e possui um sistema
especifico para mudança da bitola, conforme será OBSERVAÇÃO:
visto a seguir. Se for o caso de trocar o lado de
A) Roda tipo aro e disco reversível montagem das rodas, solte também as
porcas de fixação do disco ao eixo.
B) Rodas tipo "arrozeiras"
Lembre-se: neste caso, troque as rodas
C) Roda com disco fundido
de lado para não inverter as garras dos
D) Roda com bitola auto-ajustável - sistema PAVT pneus.

A) Roda tipo aro e disco reversível Tome todas as precauções ao lidar com as rodas
que são pesadas. Recomenda-se fazer o serviço em
4
O procedimento para alteração de bitola é feito da
mesma forma que as rodas tipo aro e disco do eixo oficina que dispõe de dispositivos adequados.
dianteiro - veja item anterior. c) Levante o eixo traseiro e calce-o de forma
Dependendo do rodado utilizado, os arranjos segura, com um cavalete adequado. Não use
referentes as bitolas menores (A, B, etc.) são o próprio macaco para calçar o eixo e não
impossíveis de obter, devida a interferência dos acione o motor enquanto o eixo esta suspenso!
pneus nos pára-lamas. Quanto mais largo for o pneu, d) Feita a montagem, aperte as porcas conforme
mais arranjos ficarão impossibilitados. os seguintes torques:
- Disco ao eixo traseiro: 30 a 33 kgf.m
- Disco ao aro: 24 a 28 kgf.m
Esquemas de montagem das rodas

Fig. 122
Tabela de bitolas obtidas para cada arranjo (A até H) - Rodas traseiras tipo aro e disco reversível
Bitolas em mm
Trator / Rodado A B C D E* F* G* H*
MF7140 - 18.4-26 R1 1770 1880 1990 2080 2190 2200 2280 2390

MF 7150 - 18.4-26 R1 1610 1720 1830 1920 2030 2040 2120 2230

MF 7170 - 16.9-28 R1 1510 1620 1730 1820 1930 1940 2020 2130

MF 7180 - 600/60-30.5 1690 1800 1910 2000 2110 2120 2200 2310

* Estes arranjos requerem a inversão das rodas: para não inverter as agarradeiras, monte a roda
direita no lado esquerdo e vice-versa.

OBSERVAÇÃO:
Os valores apresentados na tabela de bitolas são originados de medições médias. Assim
verifique o pneu instalado no seu produto procurando realizar a medição do conjunto pneu+aro
instalado quando necessário. Verifique também se a montagem escolhida não tenha
interferência com os paralamas do trator.
Serie MF 7100 4-9
4. Preparação
B) Rodas tipo "arrozeiras"
Estas rodas não permitem ajuste de bitola, pois o
disco é fixo no aro.
Além disso, o pneu empregado para estas rodas é
mais largo (para boa flutuação), impossibilitando a
inversão do lado de montagem das rodas.
A bitola obtida nos tratores, com estas rodas,
normalmente situa-se entre 1815 a 1890 mm,
dependendo da rodagem dos pneus utilizados. Na
montagem das rodas, aperte os parafusos com o
torque correto:
- Disco ao eixo traseiro: 30 a 36 kgf.m Fig. 123

4
C) Rodas com disco fundido
Estas rodas possuem um disco fundido semelhante
ao sistema PAVT e permitem montagem de
contrapesos internos - veja esquema abaixo.
A utilização de rodas deste tipo e para pneus largos
para uso em solo firme, ou seja, garras do tipo “R1”.
Dependendo do trator e da rodagem dos pneus
traseiros, pode-se obter até 4 arranjos diferentes,
conforme esquema abaixo.

Fig. 124

Tabela de bitolas obtidas - Rodas com disco


fundido

Arranjo / Bitola em mm
Rodado P Q R S
23.1x30 R1 x 1830 x 1875
18.4x38 R1 1585 1685 1790 1895
20.8x38 R1 1620 1720 1790 1890
23.1x30 R2 x x x 1875
x = Bitolas impossíveis de obter devido a largura
dos pneus Fig. 125

OBSERVAÇÃO:
Os valores apresentados na tabela de
bitolas são originados de medições
médias. Assim verifique o pneu instalado
no seu produto procurando realizar a
medição do conjunto pneu+aro instalado
quando necessário. Verifique também se
a montagem escolhida não tenha
interferência com os paralamas do trator.

4-10 Serie MF 7100


4. Preparação
D) Rodas traseiras com sistema PAVT
É um "sistema servo-ajustável” que oferece grande
facilidade para a mudança da bitola traseira. Só
requer a remoção da roda para obter as bitolas
máximas, em que se torna necessário inverter os
discos das rodas.
Os discos nestas rodas possuem massa maior, se
constituindo numa forma de contrapeso.

Arranjos das bitolas possíveis para rodas PAVT


Os discos (centros fundidos) são fixos ao aro através
de pinças (1 ) e trilhos helicoidais (2). Fig. 126
Em cada roda há um trilho-mestre (3) que possui
diversos furos.
4
No trilho-mestre existem 2 batentes (4) que
posicionam a respectiva pinça (1 ) sobre o trilho.
Alterando-se a posição de montagem da pinça sobre
o trilho-mestre pode-se variar a bitola, devido ao
formato helicoidal dos trilhos. 4
O número de bitolas possíveis depende da
1
quantidade de furos (5) do trilho-mestre. Quando
se utiliza bitola máxima ou mínima, é montado
somente um batente (4) no trilho-mestre, pois a
extremidade do trilho serve de batente para o outro
lado da pinça. 3 5

2
OBSERVAÇÂO:
Note que na inversão dos discos, as
rodas devem trocar de lado. Roda direita
para o lado esquerdo e vice-versa. Fig. 127

Procedimento para alterar a bitola pelo e) Desengate a marcha, desligue o motor e


sistema PAVT coloque o outro batente no trilho-mestre.
a) Retire o(s) batente(s) (1) do trilho-mestre (3) f) Aperte a porca de todas as pinças (1).
de uma das rodas. g) Repita o mesmo procedimento para a outra
b) Coloque um dos batentes ao lado do furo roda.
correspondente a bitola desejada - veja Tabela h) Torques de aperto das rodas PAVT:
abaixo.
c) Afrouxe as porcas de aperto de todas as pinças
da roda. - Porcas das pinças = 25 a 29 kgf.m
d) Ligue o motor e, com a marcha engatada e a - Porcas de fixação do disco PAVT ao eixo =
roda oposta freada, controle o deslizamento 30 a 35 kgf.m
das pinças sobre os trilhos através da
embreagem, até encostar no batente do trilho-
mestre antes posicionado.

Serie MF 7100 4-11


4. Preparação
Centragem das rodas PAVT (Se necessário)
Se após ajustar a bitola e perceber que a roda
ficaram descentradas, proceda como segue:
1- Conduza o trator para frente e para trás até o
ponto máximo da descentralização fique na
posição superior (roda mais para fora em cima).
Utilize o pára-lamas como referência.
2- Afrouxe a porcas dos 3 batentes que ficam na
metade inferior da roda em 2 voltas.
3- Aperte a porca das demais pinças, que estão
na metade superior da roda, de modo que a
roda seja forçada a deslocar-se para dentro na Fig. 128

4
parte superior.
4- Aperte agora a porca das 3 pinças inferiores e
verifique a centralização da roda conforme Tabela de bitolas
passo 1. Rodas viradas Rodas viradas
5- Repita o procedimento se necessário. para dentro para fora (*)
A 1420 1830
B 1525 1930
NOTAS: C 1625 2030
Para arranjos extremos A e F é utilizado D 1725 2130
apenas um batente, pois um lado da E 1825 2230
pinça se apóia diretamente sobre a F 1930 2330
extremidade do trilho-mestre.
Se optar por uma das bitolas de disco
invertido, faça primeiro a inversão de lado
das rodas e, em seguida, posicione os
batentes do trilho-mestre das rodas como
descrito acima. Levante a traseira do
trator e calce-a de forma segura.

4-12 Serie MF 7100


4. Preparação
3 - Pneus recomendados para o seu
trator

3.1 - Compatibilidade de pneus dianteiros x


traseiros
É indispensável que sejam utilizados pneus
dianteiros compatíveis com os traseiros nos tratores
4x4.
Nestes tratores existe uma relação definida entre o
diâmetro dos pneus que deve ser mantida, do
contrário a tração dianteira, além de perder a
eficiência, poderá sofrer danos mecânicos. Os pneus Fig. 129
também sofrerão desgaste prematuro!
O uso de pneus de diâmetros diferentes, para manutenção). 4
atender a aplicações especificas de operação, Não pode haver diferença acentuada no desgaste
requer a alteração de relações de engrenamento na dos pneus traseiros em relação aos dianteiros, uma
transmissão, representada ao lado. Isto exige vez que isto implica nas mesmas conseqüências do
conhecimento técnico especializado. uso de pneus incompatíveis.
Neste caso, consulte a sua concessionária. A tabela abaixo apresenta as combinações que
OBS: Da mesma forma, não "misture pneus do tipo podem ser utilizadas na ocasião da escolha de
arrozeiro (R2) com pneus normais (R1). pneus novos para os tratores 4x4.
Além da compatibilidade de pneus entre eixo traseiro Portanto, nunca utilize pneus que sejam de 2 opções
e dianteiro, observe também o nível de desgaste das diferentes. Ou seja, se os pneus traseiros escolhidos
garras, bem como, a correta calibragem (Consulte forem da opção “1”, os dianteiros necessariamente
tabela de pressões recomendadas na seção de deverão ser também da opção “1”.

Combinações recomendadas de rodas traseiras x dianteiras

MF 7140 MF 7150
Fundido 14.9-26R1 (12L)
Fundido 14.9-28R1 (10L)

Fundido 18.4-26R1 (10L)


Fundido 18.4-26R2 (10L)
Dianteiros
Fundido 14.9-26R1 (12L)

Fundido 18.4-26R1 (10L)


Fundido 18.4-26R1 (10L)
Fundido 18.4-26R2 (10L)
Dianteiros

14.9-28R1 (8L)
Fundido 14.9-28R2 (6L)
16.9-28R1 (8L)
14.9-24R2 (6L)

14.9-26R1 (6L)
14.9-28R1 (8L)
14.9-28R2 (6L)
Fundido 16.9-28R1 (8L)

Combinações Combinações
Fundido 600/60-30.5
Fundido 540/65 R28
Fundido 600/60-30.5
Fundido 540/65 R28

de Rodados de Rodados
MF 7140 MF 7150
Chapa

Chapa
Chapa

Chapa
Chapa
Chapa

Traseiros Tipo Disco/Aro Traseiros Tipo Disco/Aro

18.4-34R1 (10L) Fundido Pesado X 18.4-38R1 (10L) Fundido Pesado X X


18.4-34R1 (10L) Fundido-PAVT X 18.4-38R1 (10L) Fundido X X
18.4-34R1 (10L) Fundido-PAVT X 18.4-38R1 (10L) Fundido-PAVT X
18.4-38R1 (10L) Fundido-PAVT X 18.4-38R1 (10L) Fundido Pesado X
18.4-38R1 (10L) Fundido Pesado X 18.4-38R1 (10L) Fundido Leve X
18.4-38R1 (10L) Fundido X 20.8-38R1 (10L) Fundido Pesado X X
20.8-38R1 (10L) Fundido Leve X
20.8-38R1 (8L) Fundido Pesado X
20.8-38R1 (10L) Fundido Pesado X
20.8-38R1 (8L) Fundido Leve X
23.1-26R2 (8L) Fundido X
23.1-30R1 (10L) Fundido X
23.1-30R1 (8L) Fundido X
23.1-30R2 (8L) Fundido X
23.1-30R2 (8L) Fundido X
24.5-32R1 (10L) Fundido X X
24.5-32R1 (10L) Fundido X X
650/75 R32 Fundido X
650/75 R32 Fundido X
710/65-38 Fundido X 710/65-38 Fundido X
Rodados Duplos Rodados Duplos
18.4-34R1 (10L) Fundido X 18.4-38R1 (10L) Fundido X
18.4-34R1 (10L) Fundido X 18.4-38R2 (10L) Fundido X
18.4-38R2 (10L) Fundido X 20.8-38R1 (8L) Fundido X
20.8-38R1 (10L) Fundido X 20.8-38R1 (8L) Fundido X
20.8-38R1 (10L) Fundido X

Exemplo: Rodado traseiro simples: 650/75 R32,


equivale para rodado dianteiro: 540/65 R28.

Serie MF 7100 4-13


4. Preparação
Combinações recomendadas de rodas traseiras x dianteiras
MF 7170 MF 7180

Dianteiros

14.9-26R1 (12L)
14.9-28R1 (10L)

18.4-26R1 (10L)
18.4-26R2 (10L)

Dianteiros
14.9-28R1 (8L)
14.9-28R2 (6L)
16.9-28R1 (8L)

Fundido 14.9-26R1 (12L)


Fundido 14.9-28R1 (10L)

Fundido 18.4-26R1 (10L)


Fundido 18.4-26R2 (10L)
Combinações

Fundido 14.9-28R2 (6L)


Fundido 16.9-28R1 (8L)
Combinações

600/60-30.5
540/65 R28

Fundido 600/60-30.5
de Rodados de Rodados

Fundido 540/65 R28


MF 7170 MF 7180

Fundido
Fundido

Fundido
Fundido
Fundido
Fundido

Fundido
Traseiros Tipo Disco/Aro

Chapa

Chapa
Traseiros Tipo Disco/Aro

18.4-38R1 (10L) Fundido Leve X


18.4-38R1 (10L) Fundido Pesado X X 18.4-38R1 (10L) Fundido Pesado X
18.4-38R1 (10L) Fundido X X 18.4-38R1 (10L) Fundido-PAVT X
18.4-38R1 (10L) Fundido-PAVT X 20.8-38R1 (10L) Fundido Leve X
18.4-38R1 (10L) Fundido Pesado X 20.8-38R1 (8L) Fundido Pesado X

4
18.4-38R1 (10L) Fundido Leve X 23.1-30R1 (10L) Fundido X
20.8-38R1 (10L) Fundido Pesado X X 23.1-30R2 (8L) Fundido X
20.8-38R1 (8L) Fundido Leve X 24.5-32R1 (10L) Fundido X
20.8-38R1 (8L) Fundido Pesado X 650/75 R32 Fundido X
710/65-38 Fundido X
23.1-30R1 (10L) Fundido X
Rodados Duplos
23.1-30R2 (8L) Fundido X
18.4-38R2 (10L) Fundido X
24.5-32R1 (10L) Fundido X
20.8-38R1 (8L) Fundido X
650/75 R32 Fundido X 20.8-38R1 (10L) Fundido X
710/65-38 Fundido X 20.8-38R2 (14L) Fundido X
Rodados Duplos
18.4-38R2 (10L) Fundido X
20.8-38R1 (8L) Fundido X Exemplo: Rodado traseiro simples: 650/75 R32,
20.8-38R1 (10L) Fundido X
equivale para rodado dianteiro: 540/65 R28.
20.8-38R2 (14L) Fundido X

3.2 - Operação com rodas dupladas


O uso de rodados duplos tem o objetivo de permitir
o uso do trator em solos de baixa sustentação como
arenosos, soltos ou excessivamente úmidos e
encharcados.
Este recurso, portanto, não deve ser considerado
uma solução para ampliar o poder de tração em
solos firmes e secos, em serviços que requerem
forças de tração extremas: isto apenas gera
sobrecargas ao trem de força!
Ao duplar as rodas de um trator, siga as seguintes
recomendações: Fig. 130
 No lastreamento, coloque água somente nos
pneus internos.
 A pressão de calibragem dos pneus externos
deve ser em torno de 15% menor que a dos
pneus internos, que devem ser calibrados
conforme tabela da página 159/160.
 Aperto de porcas de fixação das rodas: a
freqüência deste procedimento deve ser maior.

4-14 Serie MF 7100


4. Preparação
4 - Tomada de potência

Troca de velocidade - 540 para 1000 rpm ou A


vice-versa
A tomada de potência independênte (TDPI) pode
ter duas rotações de aída: 540 e 1000 rpm. O eixo
para obtenção de 1000 rpm deve possuir 21 estrias
(B) e o eixo para 540 rpm deve possuir 6 estrias (A).
A rotação do eixo de saída depende da rotação do B
motor. Para obter a rotação nominal no eixo de saída
de 540 rpm o motor deve estar a 2160 rpm.
Para obter a rotação nominal no eixo de saída de Fig. 131
1000 rpm o motor deve estar a 2142 rpm.
4
IMPORTANTE:
Esta informação, ou seja, a rotação
necessária no motor), consta no decal
que apresenta a escala de velocidades,
localizado no lado direito do posto de
operação.

Para a troca da rotação da TDPI é necessário


também alterar a posição de uma alavanca seletora
e alterar a configuração do painel de instrumentos
para que a rotação da TDPI seja corretamente
apresentada no display.
O procedimento de alteração da rotação é divido
em 3 etapas:
1° Alteração da rotação na alavanca seletora. 1000 rpm
2° Alteração do eixo de saída.
3° Alteração da programação do painel. Neutro
Concluindo na sequência estas etapas, a tomada
de potência estará adequada para a nova rotação.
540 rpm

1° Alteração da rotação na alavanca seletora


Para mudar a rotação da TDPI, desligue o motor e
mova a alavanca localizada no lado esquerdo do Fig. 132
câmbio, conforme ilustrado (Fig. 132).

Desta forma
- Quando operar implementos que não
dependem do controle remoto, nem da TDPI,
pode-se deixar a alavanca seletora em Neutro,
evitando o acionamento desnecessário da
mesma.

Fig. 133

Serie MF 7100 4-15


4. Preparação
2° Alteração do eixo de saída
a) Posicione o trator de modo que a traseira do
trator fique mais alta que a dianteira. Isto evita
que que ocorra perda de óleo através do
alojamento do eixo.
b) Desligue o trator e acione o freio de
estacionamento.
c) Remova a capa de proteção (1) do eixo.
1
d) Com uma ferramenta adequada, retire a tampa
roscada (2).
e) Com auxilio de um alicate universal, comprima
as pontas do anel-elástico (3), soltando-o do Fig. 134

4
alojamento.
f) Puxe o eixo para fora da carcaça, manualmente.
g) Introduza o outro eixo, encaixando-o com
cuidado nas estrias da engrenagem interna.
h) Reinstale o anel-trava na respectiva ranhura e
após a tampa (2).
i) Aplique graxa na tampa após alterar o eixo de
saída.

OBSERVAÇÃO:
Nunca opere o trator sem eixo montado. 2
Antes de fazer ajustes ou reparos no Fig. 135
equipamento acionado pela TDP sempre
desligue o trator e acione o freio de
estacionamento.

Fig. 136

3° Alteração da programação do painel


1
Devido a existência de um sistema eletrônico de
detecção da rotação do eixo da tomada de potência
no painel, é necessário que ocorra a alteração da
programação todas as vezes que ocorrer a troca do
eixo.
Para isso proceda conforme informado a seguir.

Procedimento
a) Desligue o trator e acione o freio de
estacionamento.
Fig. 137

4-16 Serie MF 7100


4. Preparação
b) Remova todos os parafusos (1) que prendem
o painel de instrumentos. São quatro no total.
c) Remova os três parafusos (2), girando para o 2
sentido anti-horário, e após retire a capa (3).

OBSERVAÇÃO:
Existe uma trava que serve para fazer o
fechamento entre o chicote e a tampa (3).
Cuide sua montagem, pois poeira e
sujeira podem acessar a placa eletrônica
danificando-a caso seja removida esta 3
trava.
Fig. 138

d) Gire a chave de partida para a posição que liga


as luzes do painel. O display do tacômetro
4
deverá acender.
e) Pressione o botão PGRI, localizado atrás do
tacômetro, quantas vezes for necessário, até o
valor de programação PTO seja apresentado.
f) Utilize os valores de programação abaixo,
conforme a aplicação da tomada de potência.

Parâmetros de programação
540 rpm 1000 rpm
RPM: 09 RPM: 09 Fig. 139
PTO: 06 PTO: 05

Para alterar o valor do parâmetro, movimente


a alavanca (4) de acionamento da tomada de
potência, quantas vezes for necessária, para
configurar o correto valor.

g) Desligue a chave de partida para que a nova


programação seja memorizada.
h) Recoloque a tampa (3) com suas travas (2) e PTO
volte a fixar o painel no console do trator. P 05
i) Ligue o trator e teste a rotação que esta sendo
mostrada no painel. Para informações de Fig. 140
operação da tomada de potência, seja a seção
5 - Operação.

NOTA:
Verifique a rotação que está sendo
medida na tomada de potência. O decal 4
da escala de velocidades apresenta a
rotação que o motor deverá ter, para que
se obtenha 540 ou 1000 rpm.

Fig. 141

Serie MF 7100 4-17


4. Preparação
5 - Barra de tração
1
A barra de tração dos tratores é do tipo oscilante,
travada em sua posição central através de dois pinos
ou parafusos (1), o que a torna oscilante para as
aplicações que requeiram.
Além da oscilação, a barra de tração permite
regulagem da altura e do comprimento, conforme
descrito a seguir.

5.1 - Tipos de barra de tração


A aplicação da barra de tração é conforme o tipo de Fig. 142

4 trabalho que irá realizar.


A
NOTA:
Algumas destas barras são opcionais.
Consulte a sua concessionária para obter
mais informações.

Tipo A - Barra reta com cabeçote de engate


Barra reta, aplicado para serviços leves.

Tipo B - Barra curva com cabeçote de engate


Barra com degrau, aplicado para serviços médios.
Fig. 143

Tipo C - Barra com degrau e cabeçote - Heavy B


Duty
Barra tipo HD (Heavy Duty), aplicado para serviços
pesados.

Tipo D - Barra de engate rápido e reboque


Aplicado para o transporte de carretas de carga,
disponibiliza engate rápido (D1) para cabeçalhos e
reboque (D2) quando necessário.

Fig. 144

C D D1

D1
Fig. 145 Fig. 146

4-18 Serie MF 7100


4. Preparação
5.2 - Ajuste da altura das barras de tração 1 2
As barras do tipo reta permitem 2 alturas e as barras
com degrau permitem 4 posições de altura:
1- com degrau para baixo e cabeçote para cima;
2- com degrau e cabeçote para baixo;
3- com degrau para cima e cabeçote para baixo;
4- com degrau e cabeçote para cima.

O objetivo em alterar a altura da barra de tração é


permitir que o cabeçalho do implemento ou carreta
3 4
fique na posição mais horizontal possível - veja as
Fig. 147
próximas figuras.
Uma barra muito inclinada, ao ser submetida a altos
esforços de tração, tende a provocar a perda de
4
firmeza de um dos eixos.
Exemplo:
A) Barra muito baixa, eixo traseiro perde firmeza.
B) Barra muito alta, eixo dianteiro perde firmeza.

A
OBSERVAÇÃO:
Geralmente, a carreta ou Implemento
também permite alteração na altura de
engate do cabeçalho.

CUIDADO:
SEMPRE coloque a trava no pino da barra
de tração.
Atente sempre com a aplicação desta
trava, pois pode ocorrer a perda do
mesmo durante a utilização do
implemento.

Fig. 148

Fig. 149 Fig. 150

Serie MF 7100 4-19


4. Preparação
5.3 - Alteração do comprimento das barras
de tração
A alteração do comprimento da barra de tração, A
normalmente, é requerida nas seguintes situações:
1- Operação com implementos de arraste, onde
o cabeçalho pode interferir nas garras dos
pneus durante manobras fechadas. Neste H
caso, alonga-se a barra.
2- Atender à especificações de distância "A" entre
a extremidade da barra e o eixo da TDP.

NOTAS: Fig. 151

4 1 - Com relação ao eixo da TDP é


necessário verificar também a
necessidade de ajustar a altura “H” da
barra, conforme item anterior.
2 - Observe sempre o limite máximo de
carga sobre a barra. 1

Para alterar o comprimento da barra, remova a trava


(2) e o pino (1) sob a carcaça traseira e desloque a
barra para a posição desejada.
Em seguida, monte novamente o pino e a trava. 2

Fig. 152
ATENÇÃO:
Reinstale a trava corretamente!

Medidas na barra:
Comprimento “A” (não ajustável) ............... 540 mm
Altura “H1” (cabeçote para cima) .............. 250 mm
Altura “H2” (cabeçote para baixo) ............. 320 mm

4-20 Serie MF 7100


5. Operação
Índice
1 - Antes de dar a partida .......................................................................................................................... 3
2 - Antes de iniciar o trabalho .................................................................................................................... 4
3 - Partida e deslocamento do trator ......................................................................................................... 5
3.1 - Influência do sistema de proteção na operação do trator .......................................................... 6
3.2 - Influência do sistema de proteção na manutenção do trator ..................................................... 6
3.3 - Recursos alternativos de partida ................................................................................................. 7
4 - Parada do trator e motor ...................................................................................................................... 8
5 - Intruções de amaciamento - Motor novo ............................................................................................. 9
6 - Operação em temperaturas próximas a 0ºC ..................................................................................... 10
7 - Acionamento e uso da tração dianteira ............................................................................................. 11
8 - Seleção de marchas, rotação e velocidade ....................................................................................... 12
9 - Operação do sistema hidráulico do levante ...................................................................................... 13
9.1 - Identificação geral dos componentes ....................................................................................... 13
9.2 - Ajustes pré-operacionais do sistema de levante ...................................................................... 13
9.3 - Categorias do sistema de levante ............................................................................................. 16
9.4 - Procedimento para acoplar e desacoplar implementos ........................................................... 17
5
10 - Operação do sistema de levante eletrônico Boschtronic ................................................................ 18
10.1 - Identificação dos controles ..................................................................................................... 18
10.2 - Reativação do sistema ............................................................................................................ 19
10.3 - Acionamento de emergência do sistema de levante .............................................................. 19
10.4 - Operando com o controle de posição .................................................................................... 20
10.5 - Operando com o controle de Tração e Misto ......................................................................... 21
11 - Operação do sistema Hydrotronic ................................................................................................... 23
11.1 - Identificação rápida do painel hidrotronic ............................................................................... 23
11.2 - Identificação dos controles do painel Hydrotronic ................................................................. 23
11.3 - Ativação do sistema eletrônico ............................................................................................... 24
11.4 - Acoplamento de implementos ................................................................................................ 24
11.5 - Utilizando o comando externo ................................................................................................ 24
11.6 - Utilizando o painel de controle ............................................................................................... 25
11.7 - Transporte de implementos ou cargas até o local de trabalho .............................................. 25
11.8 - Operação com implemento de superfície ............................................................................... 26
11.9 - Operação com implemento de profundidade ........................................................................ 26
11.10 - Manobras nas cabeceiras da área trabalhada ...................................................................... 28
11.11 - Controles de Segurança do Hydrotronic .............................................................................. 29
11.12 - Acionamento de emergência do sistema de levante ............................................................ 29
12 - Controle remoto independente ........................................................................................................ 30
12.1 - Operando o sistema ................................................................................................................ 30
12.2 - Válvula tipo “kick-out” ............................................................................................................. 31
12.3 - Válvula tipo “retorno com mola” ............................................................................................. 31
12.4 - Válvula com posição de flutuação .......................................................................................... 31
12.5 - Válvula de fluxo variável .......................................................................................................... 31
12.6 - Válvula tipo “motor” ................................................................................................................. 32
12.7 - Conectando e desconectando mangueiras ............................................................................ 33
12.8 - Recolhimento de óleo ............................................................................................................. 33
12.9 - Adição de óleo ao sistema hidráulico e transmissão ............................................................. 34
13 - Tomada de potência ......................................................................................................................... 35
13.1 - Acionando a tomada de potência ........................................................................................... 35
13.2 - Orientações gerais .................................................................................................................. 35

Serie MF 7100 5-1


5. Operação

5-2 Serie MF 7100


5. Operação
1 - Antes de dar a partida 1
9
Antes de colocar o motor em funcionamento, con-
sulte o quadro de manutenção e verifique os ítens 8
relacionados na manutenção a cada 10 horas ou di-
ariamente.
Em seguida proceda da seguinte forma:
1 - Examine todos os sistemas em busca de even-
tuais vazamentos.
2 - Verifique o nível de fluido dos freios.
3 - Verifique o nível da água do sistema de arrefeci-
4 3 5 2 6 7
mento do motor.
4 - Verifique o estado e a tensão das correias do Fig. 153
ventilador e do compressor.
5 - Verifique o nível do óleo do motor. 1
6 - Verifique a quantidade de combustível nos tan- 9

5
ques.
7 - Verifique o aperto das porcas de fixação das ro- 8
das, a fixação correta das braçadeiras das man-
gueiras, as conexões, as ligações elétricas e o
funcionamento dos instrumentos do painel.
8 - Verifique se todos os sistemas do trator estão
adequados ao trabalho que será realizado. Por
exemplo: eixo da tomada de potência (se for do
tipo 1000/540), altura e comprimento da barra 4 3 5 2 6 7
de tração, controle remoto, etc. Para fazer estas
Fig. 154
verificações, consulte a Seção Preparação.
9 - Além dos ajustes no trator, você deve saber como
proceder os ajustes do implemento a ser utiliza-
do. Para estas regulagens, você deve consultar
o Manual de utilização do implemento.

NOTA:
Sempre abasteça o(s) tanque(s) de com-
bustível do trator após cada jornada de
trabalho. Manter o tanque cheio evita que,
durante a noite, o ar condense em seu
interior e transforme-se em água, que mis-
turada à gasolina é altamente prejudicial
ao sistema de injeção.

CUIDADO:
Somente acione o motor com o trator em
uma área ventilada, ou seja, nunca em
ambiente fechado: os gases de escape
podem causar asfixia.

No caso de o trator ter permanecido pa-


rado por um longo período, pode ser con-
veniente acionar diversas vezes a bomba
manual de sangria.

Serie MF 7100 5-3


5. Operação
2 - Antes de iniciar o trabalho

O primeiro ponto a verificar, é se a preparação do


trator está adequada para a tarefa que irá executar:
1 - Necessidade de ajustar as bitolas. Detalhes na
seção Preparação deste manual.

2 - Necessidade de lastreamento. Detalhes na se-


ção Preparação deste manual.

3 - Ajustes na tomada de potência: troca do eixo (so-


mente para TDPI 540 e 1000 rpm). Detalhes na
Fig. 155
seção Preparação deste manual.

4 - Acoplamento do implemento e ajustes do siste-


ma levante hidráulico a 3 pontos. Detalhes na

5
seção Operação deste manual.

5 - Preparação e conexões do controle remoto. De-


talhes na seção Operação deste manual.

6 - Ajustes da barra de tração. Detalhes na seção


Operação deste manual.

Sistemas eletrônicos - ATS


Quando o seu trator estiver instalado com ATS (Sis-
temas de tecnologia AGCO) verifique:
1 - Verifique o funcionamento da tela de operações.
Detalhes no manual do equipamento.
2 - Verifique o sinal do sistema GPS, procurando
identificar se haverá um bom nível de sinal pelo
período pretendido de trabalho. Detalhes no
manual do item.

NOTA:
Os sistemas de navegação dependem Fig. 156
diretamente da qualidade do sinal
disponibilizado pelos satélites no contor-
no do nosso planeta. Desta forma varia-
ções desta qualidade dependem de con-
dições atmosféricas e do movimento de
rotação terrestre.

3 - Faça a recalibração de ângulo de roda e marca-


ção de linhas diariamente, isso evitará possíveis
erros. Detalhes no manual do equipamento.
4 - Identifique os receptores de sinal (estação base
ou antena) está recebendo corretamente os da-
dos. Detalhes no manual do equipamento.

5-4 Serie MF 7100


5. Operação
3 - Partida e deslocamento do 11 -Levante o implemento se estiver acoplado.
trator 12 -Solte o pedal da embreagem com suavidade e
desloque o trator sem submetê-lo a carga de tra-
ATENÇÃO! balho. Isto deve ser feito somente quando o pon-
Leia com atenção este Manual para infor- teiro do indicador de temperatura atingir a faixa
mar-se sobre todos os procedimentos e verde (normal).
regras de segurança (Seção Segurança). 13 -Com o trator em movimento, aumente a rotação
A sua vida, e de outras pessoas, está em e/ou troque a marcha para obter a velocidade
jogo no momento em que dá a partida e desejada . Consulte orientações sobre escolha
inicia o deslocamento do trator. de marchas, rotação e velocidades nesta Seção.

Ligue o motor somente em locais bem ventilados, NOTA:


nunca em garagens fechadas. Nunca descanse o pé sobre o pedal da
1 - Execute os procedimentos mencionados na pá- embreagem ou pedais dos freios. Isso
gina anterior. provoca desgaste nos discos de freio,
2 - Execute rigorosamente os procedimentos de ma- rolamentos e no disco da embreagem.

5
nutenção diária recomendados no Quadro de
Manutenção Periódica (Seção Manutenção).
3 - Periodicamente, verifique se o interruptor de se- 3 4
gurança de partida opera corretamente. O inter-
ruptor impede que seja dada a partida sem 2
que o pedal da embreagem esteja acionado
até o final do curso. Faça a verificação da se-
1
guinte forma:
• Desligue o motor e desengate o câmbio.
• Sem acionar a embreagem, tente dar a partida.
O motor de partida NÃO deverá funcionar, indi-
cando que o interruptor está funcionando.

Fig. 157
4 - Certifique-se de que não haja pessoas ou obje-
tos próximos ao trator.
5 - Posicione-se corretamente sobre o assento.
6 - Verifique se o freio de mão está acionado.
7- Pressione o pedal da embreagem até o final do
curso e desengate o câmbio.
8 - Mantendo o pedal da embreagem pressionado,
gire a chave de partida para a posição “4” (parti-
da). Tão logo o motor inicie o funcionamento,
solte a chave. Ela retornará automaticamente
para a posição “2”.
9 - Posicione o acelerador manual de modo a obter
em torno de 1200 rpm e deixe-o assim por cerca
de 1 minuto. Enquanto isso, observe os indica-
dores e luzes do painel. Preste atenção em even-
tuais ruídos anormais. Se for o caso, desligue
imediatamente o trator e tome as providências
necessárias.
10 -Pressione o pedal da embreagem até o final do
curso, solte o freio de estacionamento e selecio-
ne uma marcha.

Serie MF 7100 5-5


5. Operação
3.1 - Influência do sistema de proteção
na operação do trator
Todos os comandos e controles do trator continuam
os mesmos. Porém, observe o seguinte:
1 - Ao girar a chave de partida para a posição “con-
tato” - "3", é necessário que o motor seja aciona-
do em, no máximo, 36 segundos. Se isto não
acontecer, o sistema de proteção cortará a cor-
rente do solenóide da bomba, porque as luzes
de aviso do painel já permaneceram acesas por
36 segundos. O sistema de proteção “interpre-
ta” isto como uma anormalidade. Assim, se a
chave permaneceu ligada por 36 segundos por
um motivo qualquer, desligue-a e após retorne a
executar o procedimento de partida normalmen-
te. Isto porque, desligando a chave de partida, o
sistema reinicia a contagem do tempo.

5 2 - Se o sistema de proteção atuar desligue o mo-


tor.

3.2 - Influência do sistema de proteção


na manutenção do trator
A única diferença nos procedimentos de manuten-
ção é na sangria do sistema de combustível, mais
especificamente no circuito de alta pressão (bomba
injetora e bicos). O solenóide da bomba injetora pre-
cisa permanecer energizado durante todo o proce-
dimento para permitir o fluxo de combustível e elimi-
nação do ar.
Para isso, é necessário acionar a chave de partida
para a 2a posição. Mas, como foi exposto anterior-
mente, passados 36 segundos após o acionamento
da chave sem que o motor entre em funcionamento, Fig. 158
o sistema de proteção corta a corrente do solenóide.
A solução para isso é desligar a chave de partida e
religá-la logo em seguida, sempre que o solenóide
fechar.
Repita este procedimento tantas vezes quantas fo-
rem necessárias durante o processo de sangria da
bomba e bicos.
Assim, a sangria da bomba injetora e dos bicos só é
necessária em casos especiais, como o esgotamento
de combustível durante a operação ou a desmonta-
gem do sistema de alta pressão (tubos, bomba
injetora ou bicos injetores).
A sangria do filtro de combustível, após a troca, é Fig. 159
feita normalmente, sem a necessidade de que o
solenóide da bomba permaneça energizado.

5-6 Serie MF 7100


5. Operação
3.3 - Recursos alternativos de partida 1
Embora seja possível dar a partida no motor de duas
formas, como será apresentado a seguir, sempre é
bom lembrar que o ideal é manter o sistema elétrico
em perfeitas condições, evitando contratempos, da-
nos ao trator e até acidentes.

NOTA:
Mesmo usando um dos recursos alterna-
tivos de partida, o motor só funcionará se
a bateria apresentar condições para man-
ter o solenóide (1), quando equipado, da
Fig. 160
bomba injetora energizado (fluxo de com-
bustível liberado).

Uso de bateria auxiliar


Quando este recurso for necessário, não conecte os
cabos da bateria auxiliar diretamente sobre os bornes
da bateria fraca. Isto pode danificar a bateria e até
5
provocar a explosão da mesma.
3
2
IMPORTANTE:
Utilize cabos com garras tipo "jacaré" e
com a capacidade suficiente para a cor-
rente utilizada.

Procedimento correto 5
• Conecte um cabo entre os bornes positivos (2)
da bateria auxiliar e o borne positivo (3) da bate-
ria fraca (no trator);
• Conecte o outro cabo no borne negativo (5) da
bateria auxiliar e encoste firmemente a outra ex-
tremidade deste cabo em um bom ponto de mas-
sa (4) - pode ser a carcaça do motor ou trans-
missão. 4
Em seguida, siga o procedimento de partida normal,
conforme descrito anteriormente.

Fig. 161
Partida por rebocamento
Este recurso só deve ser utilizado em último caso.
• Selecione uma marcha alta (10a em diante).
• Posicione o acelerador manual em meio curso.
• Gire a chave de partida para a 2a posição (conta-
to).
• Tracione o trator a reboque até que atinja veloci-
dade em torno de 5 km/ h.
• Solte a embreagem. Assim que o motor iniciar o
funcionamento, pare, acione o freio de estacio-
namento e desengate o câmbio.

Serie MF 7100 5-7


5. Operação
4 - Parada do trator e motor
1 - Pare o trator, aplicando o pedal da embreagem
sempre até o final do curso. Em seguida, apli-
que os dois pedais do freio.
2 - Posicione o acelerador em marcha lenta.
3 - Coloque as alavancas de câmbio em ponto mor-
to e acione o freio de estacionamento.
4 - Baixe o implemento ao solo (se estiver acopla-
do).
5 - Deixe o motor funcionando em marcha lenta du-
rante 30 segundos a 1 minuto, para que a tem-
peratura do motor atinja o equilíbrio. Fig. 162
Só então desligue o motor.

NOTA:

5
Para motores Turbo, a não-observância
da regra acima danificará os mancais do
Turbo que, por inércia, continuam giran-
do em alta velocidade sem receber lubri-
ficação.
O funcionamento de 1 minuto em mar-
cha lenta permitira que o turbocompres-
sor reduza a velocidade e baixe a tempe-
ratura de maneira controlada.

ATENÇÃO!
A não-observância dos procedimentos
acima danificará os mancais do Turbo (2) Fig. 163
que, por inércia, continuam girando em
alta velocidade sem receber lubrificação.
O funcionamento por 1 minuto em mar-
cha lenta permitirá que o turbocompres-
sor reduza sua velocidade e baixe a tem-
peratura de maneira controlada.

Parada de emergência 1

Nos tratores com corte de combustível por solenóide,


caso ocorra falha elétrica e o motor não pare mes-
mo desligando a chave de partida, desligue a ali-
mentação elétrica (1) do solenóide de corte de com-
bustível da bomba injetora.

Fig. 164

5-8 Serie MF 7100


5. Operação
5 - Intruções de amaciamento -
Motor novo
Amaciamento do motor
O seu trator Massey Ferguson apresentará melhor
desempenho, maior rendimento e maior economia
se nas primeiras 100 horas forem observados alguns
cuidados especiais. É o chamado Período de
"Amaciamento". Esta é a fase em que as peças pas-
sam por um processo de ajuste.
Este ajuste deve ser feito da melhor forma possível,
seguindo algumas recomendações importantes:
Fig. 165
1 - Evite funcionamento prolongado em baixa ou alta
rotação sem carga imposta ao motor;
2 - Não sobrecarregue o motor. A sobrecarga pode NOTA:
ser constatada quando o motor não responde Além da atenção especial com o motor,

5
com aumento de rotação ao ser acelerado; o amaciamento também envolve outros
3 - É importante que o trator seja utilizado somente cuidados: o reaperto com maior freqüên-
em operações de campo. Procure variar a rota- cia de porcas, parafusos e braçadeiras,
ção e a carga durante o trabalho; o assentamento correto dos discos da
4 - Dê atenção especial aos indicadores e luzes de embreagem, a inspeção das correias do
aviso no painel. Faça um controle freqüente das ventilador, etc.
condições de temperatura, pressões, rotação
do motor, etc.;
5 - Evite submeter o motor à carga máxima. Porém,
se necessário, não o faça por períodos prolon-
gados. Tanto a falta de carga quanto o excesso
são prejudiciais;
6 - Consulte o quadro de manutenção (Seção Ma-
nutenção) e siga os procedimentos com rigor.

NOTA:
A não-observância destas recomenda-
ções resultará no espelhamento das ca-
misas dos cilindros. Isto, por sua vez, oca-
sionará perda de potência e consumo ex-
cessivo de óleo lubrificante e combustí-
vel.

Consumo de óleo lubrificante


Durante o período de amaciamento é normal que o
motor apresente um consumo de lubrificante leve-
mente acima do normal. Isto ocorre porque os anéis,
pistões e camisas não completaram o ajuste entre
si.
Em caso de dúvida, consulte sua concessionária.

Serie MF 7100 5-9


5. Operação
6 - Operação em temperaturas
próximas a 0ºC
Recomendações
1 - Adicione um produto anticongelante na água do
radiador. Respeite a proporção recomendada
pelo fabricante do produto (ver tabela de produ-
tos recomendados pela AGCO do Brasil - Seção
Manutenção).
2 - No inverno, adicione querosene ao combustível.
Recomenda-se a proporção de, no máximo, 10%
do total do abastecimento. O querosene evita a
Fig. 166
formação de parafina que obstrui filtros e tubula-
ção de combustível.
3 - Utilize lubrificantes de motor com faixa de visco-
sidade adequada para a temperatura em que irá

5
operar. Normalmente, a classificação API-CH
SAE15W-40 atende todas as exigências. Consul-
te seu fornecedor a respeito.
4 - Para evitar contratempos, mantenha a bateria
sempre carregada e o sistema elétrico em boas
condições.
5 - Conserve a tampa do radiador e a válvula
termostática em perfeitas condições. Estes são
itens vitais para o funcionamento do sistema de
arrefecimento (Ver Seção Manutenção para in-
formações mais detalhadas). Fig. 167

Motores Turbo
O turbocompressor é formado por duas partes: a
turbina e o compressor.
O turbocompressor recebe o ar atmosférico através
do filtro e o impulsiona com pressão maior para os
cilindros do motor.
Por esta razão, os motores Turbo praticamente não
sofrem prejuízo no desempenho em altitudes, pois
o turbocompressor compensa automaticamente a
queda de pressão através do aumento da velocida-
de dos rotores.
Fig. 168
NOTA:
Em grandes altitudes, o motor Turbo não
perde em desempenho, conforme men-
cionado.
Porém, os problemas de arrefecimento
são os mesmos em relação ao motor de
aspiração natural, devendo, portanto, re-
ceber os devidos cuidados relacionados
à manutenção!

5-10 Serie MF 7100


5. Operação
7 - Acionamento e uso da tração
dianteira
A tração dianteira proporciona maior eficiência da
tração, ou seja, obtém-se maior força de tração com
a mesma potência no motor.

A tração deve ser utilizada para trabalhos que exi-


gem força de tração, como é o caso das operações
de preparo de solo e tração de carretas pesadas.
Portanto, não acione a tração quando estiver trafe-
gando livremente em estradas ou para serviços le-
ves que não requerem elevadas forças de tração. Fig. 169

O diferencial do eixo dianteiro 4x4 incorpora um


mecanismo que distribui automaticamente o torque
(força) de acionamento para as rodas.
Isto reduz sensivelmente a patinação, sem a neces-
sidade de interferência do operador, resultando em
 5
maior força de tração, menor desgaste dos pneus e
maior rendimento do trator,
Este recurso é de grande importância principalmen-
te em condições onde a aderência das rodas com o
solo não é igual em ambos os lados: a roda com
menor aderência tende a patinar excessivamente.
Nesta situação, o sistema de distribuição do torque Fig. 170
exerce uma ação de bloqueio de até 45%, suficiente
para reestabelecer as condições de tração em utili-
zação normal do trator.

Acionamento da tração dianteira


O acoplamento é mecânico, mas o acionamento é
eletro-hidráulico. Para acionar a tração, pare o trator
e pressione a tecla (1).
Para desligar, pare o trator e pressione novamente a
tecla informada.

Fig. 171

Serie MF 7100 5-11


5. Operação
8 - Seleção de marchas, rotação Rotação do motor e da TDPI
e velocidade A escolha da rotação correta para o motor também
é fundamental. De maneira geral, todas as opera-
Além da preparação e adequação do trator e ções devem ser realizadas na faixa que vai de 1400
implemento, a seleção da marcha e a rotação corre- rpm (rotação de torque máximo) até 2200 rpm (rota-
ta também são fundamentais para obter um bom ção de potência máxima).
desempenho do trator com baixo consumo de com- Dentro desta faixa, temos a rotação para obter 540
bustível. A velocidade deve ser compatível com o ou 1000 rpm na TDP. Tal rotação vai depender do
tipo de terreno e implemento utilizado. Cada opera- tipo de TDP (540 ou 540 e 1000) e modelo do trator.
ção agrícola tem uma velocidade ideal. Consulte o Por isso, verifique sempre a escala afixada no pára-
Manual do seu implemento ou uma literatura agro- lama direito. No exemplo de escala acima, a TDP
nômica específica. libera 540 rpm com o motor a 1800 rpm (veja quadro
A velocidade atingida em cada marcha é diretamen- 1).
te proporcional à rotação do motor. Assim, para cada
marcha, se forma uma faixa de velocidades, que Passos para a escolha da velocidade e rotação
pode ser representada graficamente para auxilia-lo corretas
na escolha das marchas.

5
a) Determine qual a velocidade em km/h adequa-
Sobre o pára-lamas encontra-se afixado um decal-
da para a operação.
que contendo a faixa de velocidades para todas as
b) Determine qual a rotação a ser usada no motor.
marchas, como a do exemplo abaixo.
Para isso veja o quadro (1) para saber a rotação
Note que as faixas (intervalos) de velocidade se so-
do motor para obter 540 e/ou 1000 rpm.
brepõe. Na operação de preparo do solo, isto é muito
c) Exemplo:
importante: significa que o câmbio foi projetado de
Para trabalhar com a tomada de potência a 540
tal maneira que duas marchas diferentes podem
rpm, a aproximadamente 7,0 km/h - o motor deve
desenvolver velocidades iguais num determinado
estar a 2160 rpm.
trecho da escala.
Para trabalhar com a tomada de potência a 1000
Por exemplo: ao operar em 4a marcha se a carga
rpm, a aproximadamente 7,0 km/h - o motor deve
fica excessiva ao motor, pode-se manter a velocida-
estar a 2142 rpm.
de, reduzindo para a 3a marcha e aumentando a ro-
tação, desde que esta não ultrapasse a rotação de As setas (2) indicam o ponto em que o motor
potência máxima. está na rotação indicada em cada faixa de velo-
cidade.
A marcha mais próxima da velocidade de 7,0 km/
h é a 5a - Baixa (Tartaruga).
Observe que as velocidades são dadas na linha
(4) e as marchas na coluna (3).

3
2

2160
2142

1
540
1000

Fig. 172

5-12 Serie MF 7100


5. Operação
9 - Operação do sistema
hidráulico do levante
NOTA:
As instruções contidas neste capitulo são
procedimentos necessários antes da ope-
ração propriamente dita.

9.1 - Identificação geral dos F D


componentes
A- Barras inferiores.
B- Braços niveladores. B
C- Braço do 3° ponto. G B
D- Viga "C''. G
C
E- Estabilizadores laterais.
F- Braços superiores. E

5
E
G- Cilindros hidráulicos externos auxiliares.

A
Fig. 173

9.2 - Ajustes pré-operacionais do


sistema de levante
1
Deslocamento lateral da barra de tração
É possível o deslocamento lateral da barra de tração
devido a utilização de implementos montados no sis-
tema de levante ou para aumentar o raio de giro de
uma operação.
Para isso, altere a posição dos pinos (1), conforme
for necessário.

ATENÇÃO:
Utilize sempre as travas nos pinos (1). Fig. 174
Evite acidentes.

Serie MF 7100 5-13


5. Operação
Oscilação relativa das barras inferiores 1
Os braços niveladores (1) dos tratores possuem uma
trava (2), que pode ser montada para permitir uma
certa oscilação relativa entre as barras inferiores e,
portanto, do nivelamento lateral do implemento.
Faça este ajuste, sem implemento acoplado remo- 2
vendo o contrapino (3) e, em seguida, o pino (4).
Gire as travas (2), reinstale os pinos (4) e contrapinos
(3).

Fig. 175

5
3
4
2

Fig. 176

Braços niveladores ou intermediários 1


Os braços niveladores permitem o nivelamento late-
ral do implemento, que pode ser feito de 2 manei-
ras:
- Através de um fuso (1) no braço nivelador es-
querdo ou ambos.
- Manivela e caixa niveladora (2), quando instala-
da, é utilizada somente no braço nivelador direi- 2
to.

Fig. 177

5-14 Serie MF 7100


5. Operação
Braço do 3° ponto
O braço do 3° ponto permite regular o alinhamento
longitudinal do implemento:
encurtando o fuso, baixa-se a dianteira do implemen-
to e/ou levanta-se a parte traseira;
alongando o fuso, ocorre o contrário.

Fig. 178

Viga "C"
A

5
A viga "C" (A) desempenha função importante no sis-
tema de controle de profundidade, tanto no sistema
Ferguson quanto no eletrônico. Mas para isso, é ne-
cessário utilizar o Controle de Profundidade (Tração).
É o caso de operar com implementos de preparo do 1
solo, acoplados ao sistema de 3 pontos. 2
Para o correto funcionamento deste sistema, é fun- 3
damental que o braço do 3° ponto seja montado no
furo correto da viga “C” e também na torre do
implemento, conforme tabela abaixo. Ao acoplar um
implemento, observe esta orientação.
Fig. 179

Fig. 180

Furo “1” da viga-C com furo “B” do implemento .............. Solos leves e macios.
Furo “3” da viga-C com furo “A” do implemento ............... Solos duros e transporte de implementos ou car-
gas.
Furo “2” da viga-C com furo “A e B” do implemento ........ Solos de dureza média e outras situações inter-
mediárias.

Serie MF 7100 5-15


5. Operação
Estabilizadores laterais
2
A função dos estabilizadores laterais é assegurar o
alinhamento lateral (centralização) do implemento em
relação ao trator, veja esquema ao lado.
Ao acoplar um implemento, levante-o e faça o ali-
nhamento:
a) Levante o implemento à meia altura.
b) Remova o pino-trava (1) de ambos os estabiliza-
dores.
c) Force o implemento lateralmente de modo a
obter o alinhamento (centralização) do imple-
mento. Se necessário, gire o fuso (2) para fazer
Fig. 181
coincidir os furos de instalação do pino (1).
d) Se desejar permitir a oscilação lateral do imple-
mento durante o trabalho, instale os pinos-trava
(1 ) nos furos oblongos conforme figura ao lado.

5 2
1

Fig. 182

9.3 - Categorias do sistema de levante


Para o acoplamento correto do implemento e even-
tuais ajustes de campo, leve em consideração a fun-
ção dos componentes do sistema hidráulico, des-
crita anteriormente.
A série 7100 atende a categoria II no sistema de le-
vante e também a alguns implementos de categoria
III. A norma seguida é a ASAE S217.12.

Categoria II
L- Aproximadamente de 550 a 625 mm
L1 - Aproximadamente 435 mm. Fig. 183

Fig. 184

5-16 Serie MF 7100


5. Operação
9.4 - Procedimento para acoplar e f) Desconecte as mangueiras hidráulicas - caso de
desacoplar implementos controle remoto e tape as extremidades para
protegê-las contra sujeira.
Para o acoplamento correto do implemento e even-
g) Desloque o trator cuidadosamente para frente e
tuais ajustes de campo, leve em consideração a fun-
só depois levante as barras inferiores.
ção dos componentes do sistema hidráulico, des-
crita anteriormente.
a) Em marcha a ré, vá ao encontro do implemento
de maneira alinhada, até fazer coincidir a rótula
da barra inferior esquerda com o respectivo pino
de engate do implemento. Instale o pino e a res-
pectiva trava.
Para regular a altura da barra inferior esquerda,
utilize somente a alavanca de posição.
b) Instale o braço superior (3° ponto).
c) Acople a barra inferior direita. Para ajuste da al-
tura, gire a manivela da caixa niveladora ou o

5
fuso (conforme o modelo) do braço intermediá-
rio direito.
d) Se for necessário aproximar ou afastar o pino Fig. 185
direito do implemento com o olhal da barra infe-
rior direita, faça-o girando o fuso do braço do 3°
ponto conforme necessário.
ATENÇÃO!
e) Instale o pino e a trava do lado direito.
Para o transporte do implemento, utilize
f) Levante o implemento e faça o ajuste do alinha-
sempre a alavanca de Posição colocada
mento longitudinal através das correntes estabi-
em "transporte" no quadrante hidráulico.
lizadoras laterais, conforme descrito anteriormen-
Certifique-se de ter instalado a trava de
te.
todos os pinos de engate do implemento
g) Obtida a centralização do implemento em rela-
ao trator.
ção à linha central do trator, estique ambas as
correntes e volte um dos fusos em meia a uma
volta, deixando uma pequena folga. Então, aperte IMPORTANTE!
as 2 contraporcas de ambos os fusos. Em certos casos, pode-se ser necessá-
h) Acople o cardan (se for o caso) ao eixo da TDP e rio deslocar a barra de tração para um
instale as devidas proteções. dos lados ou removê-la para evitar inter-
ferência com componentes do
i) Levante e abaixe o implemento e verifique fol-
implemento.
gas, alinhamentos e funcionamento.

CUIDADO!
Desacoplando um implemento
Ao realizar os ajustes do implemento,
a) IMPORTANTE: Escolha uma superfície plana, ni- tome todos os cuidados possíveis:
velada e c onsistente, que será também mais prá- - Faça a operação sobre uma superfície
tico para a operação de acoplamento. plana e nivelada, já que isto facilitará tam-
b) Abaixe o implemento com o controle de Posi- bém o desacoplamento.
ção. Se necessário, apóie o implemento sobre - Utilize sempre o controle de Posição
cavaletes ou suportes adequados, sempre visan- do sistema hidráulico.
do facilitar o posterior acoplamento.
- Se o implemento ficar levantado, apóie-
c) Desligue o motor e acione o freio de estaciona- o sempre em cavaletes reforçados. Nun-
mento. ca trabalhe sob o mesmo suspenso ape-
d) Solte o braço superior (3° ponto), apoiando todo nas pelo hidráulico ou apoiado sobre
o peso do implemento sobre o solo. objetos improvisados como tijolos, blo-
Remova o pino do 3° ponto na torre. cos de concreto e outros.
e) Desconecte as barras de engate inferiores. - Não trabalhe sob um implemento apoi-
Guarde os pinos e travas em local adequado. ado sobre um macaco apenas.

Serie MF 7100 5-17


5. Operação
10 - Operação do sistema de 5 6 7 8 9
levante eletrônico Boschtronic
4
10.1 - Identificação dos controles
3
Tecla de levantar e abaixar (1)
Posições: 2
• Para cima (levantar ou transporte): a altura atin- 1
gida depende da posição do seletor (5).
• Neutro: os braços permanecem imóveis.
• Para baixo (abaixar): a descida é limitada pelo
seletor (7). É a posição de trabalho.
Fig. 186
Tecla do sistema de amortecimento de sola-
vancos (2) Controle de mixagem / sensibilidade (7)
Acione esta tecla sempre que transportar • Girando este seletor totalmente para a direita

5
implementos ou cargas sobre o hidráulico. O siste- (posição “6”), o sistema está em controle de Tra-
ma de amortecimento dos impactos sobre o hidráu- ção (Máxima sensibilidade).
lico e sobre a estrutura do trator entrará em ação, o • Girando o seletor totalmente para a esquerda (po-
que proporcionará estabilidade para o trator e segu- sição “1”), o sistema atua somente no controle
rança na condução, além de aumentar sua vida útil. de Posição (anula-se a sensibilidade).
Ao acionar o sistema, acende-se a luz de aviso (8) • Nas posições intermediárias ocorre a “Mixagem”.
de forma contínua (sem piscar). Observe que, quanto mais próximo da posição “6”
da escala, maior será a sensibilidade ou atuação do
Seletor da velocidade de descida dos braços controle de tração.
(3)
• Totalmente para a esquerda (posição de bloqueio Luz de aviso (8) - funções
“cadeado”): os braços não se movimentam, in- • Sempre acesa: indica que o sistema de amorte-
dependente da posição de qualquer outro co- cimento de solavancos está ativado (através da
mando. tecla 2).
• Faixa de controle da velocidade: para a esquer- • Piscando em freqüência constante: indica que o
da, velocidade mínima. Girando o seletor no sen- sistema está no modo “espera”. Para ativá-lo,
tido horário, aumenta a velocidade. faça a ativação.
• Faixa amarela: na faixa amarela da direita a velo- • Piscando em freqüência variável: indica código
cidade de descida é automaticamente controla- de falha, ver diagnóstico de falhas na Seção
da em função do peso do implemento. Manutenção. Examine ligações, cabos e plugues
elétricos do sistema. Se necessário, consulte a
Luz indicadora de descida dos braços (4) sua Concessionária.

Controle de altura máxima (5) Controle da profundidade máxima do


Usado para limitar a altura máxima atingida pelos implemento ou braços de levante (9)
braços quando a tecla (1) estiver posicionada em A posição “1” resulta em profundidade (descida)
levantar. mínima dos braços, e a posição “8”, descida máxi-
ma.
Luz indicadora de subida dos braços (6) Na posição “9” ocorre a “Flutuação”, ou seja: os bra-
ços ficam totalmente livres, anulando o efeito de to-
dos os demais comandos.

5-18 Serie MF 7100


5. Operação
Comando auxiliar externo de levante (10)
Utilizado para o acoplamento de implementos.

IMPORTANTE:
Após o uso deste comando é necessária
a reativação do painel, conforme segue. 10

Fig. 187

10.2 - Reativação do sistema 2


A reativação do sistema se torna necessária após a
partida no motor e após a utilização do comando 5
externo (10). Para isso:
a) Acione o motor. A luz de aviso (2) irá piscar, indi-
cando que o sistema está bloqueado.
b) Coloque a tecla de levante/abaixamento (1) na
1
posição “Neutro”. Se já estiver em neutro, des-
loque-a para cima (subir) e depois retorne ao
neutro. O sistema está ativo, o que pode ser cons-
tatado pelo desligamento da luz de aviso (2).

Fig. 188

10.3 - Acionamento de emergência do


sistema de levante
O levante ou abaixamento pode ser acionado atuan-
do diretamente sobre os pinos (1 ou 2) da válvula de 1
controle hidráulico, com o motor em marcha lenta.
(1) Pino da válvula de descida do hidráulico.
(2) Pino da válvula de subida. 2

Caso o sistema hidráulico não corresponder a estes


comandos, significa que a falha não está na parte
eletrônica, e sim na parte mecânica ou hidráulica.
Consulte sua Concessionária MF. Fig. 189

Serie MF 7100 5-19


5. Operação
10.4 - Operando com o controle de 5 6 7 8 9
posição
Em transporte de implementos ou cargas 4
a) Gire o controle de Mixagem (7) totalmente para 3
a esquerda - controle de posição.
b) Acione a tecla (1) para baixar o implemento. 2
c) Ajuste o controle (9) até o implemento atingir a 1
posição desejada para o transporte. A descida
do implemento ou carga ficará limitada a esta
posição.
d) Acione a tecla (1) para cima, “levantar”.
e) Gire o controle de limitação de altura (5) na posi- Fig. 190
ção máxima - a menos que necessite limitar a
altura máxima. Neste caso, ajuste adequadamente o controle (5).
f) Gire o controle de velocidade de descida (3) to- Assim, ao acionar a tecla (1) para levantar, o imple-
talmente para a esquerda (“cadeado”), bloque- mento atingirá apenas a altura permitida.

5 ando os braços do hidráulico.


g) Acione o sistema de amortecimento de solavan-
f) Ajuste o controle de velocidade de descida (3).

cos, pressionando a tecla (2). NOTA:


A luz de aviso (8) permanecerá acesa, servindo Você deve limitar e controlar a velocida-
de alerta, pois este recurso só deve ser utilizado de de descida, especialmente nos casos
para transporte. Para desligar o amortecimento, a seguir.
aperte novamente a tecla (2).

• Ao operar com implementos como semeadeiras


Em operação de implementos - Controle de Po- ou plantadeiras. A queda em alta velocidade con-
sição tra o solo pode danificar o implemento e/ou pro-
a) Gire o controle de Mixagem (7) totalmente para vocar ferimentos.
a esquerda - controle de posição. • Em situações na qual a descida do implemento
b) Acione a tecla (1) para baixar o implemento. é limitada pelo controle (9). A descida rápida do
c) Ajuste o controle (9) para a altura de trabalho implemento provocará um impacto sobre o sis-
adequada ao implemento, que subirá proporci- tema hidráulico, ao limitar a descida antes de
onalmente ao giro do botão (9). atingir o solo.
Durante a operação, sempre que a tecla (1) for
acionada, o implemento descerá até a posição
determinada neste ajuste.
d) Acione a tecla (1) para levantar o implemento.
e) Ajuste o controle de limitação de altura (5). O
implemento subirá ou descerá conforme posi-
ção regulada neste botão. Se não houver neces-
sidade de limitar a altura, gire o botão totalmen-
te para a direita (altura máxima).

IMPORTANTE:
Em implementos acionados pela TDP,
com eixo cardan, normalmente o imple-
mento não pode ser levantado completa-
mente, pois o eixo cardan pode sofrer da-
nos por trabalhar em ângulo excessivo ou
interferir em partes fixas.

5-20 Serie MF 7100


5. Operação
10.5 - Operando com o controle de
Tração e Misto
A força de tração que atua sobre os pinos-sensores
(1) produz uma variação no sinal elétrico enviado
através do cabo (2) ao sistema de controle eletrôni-
co. O sistema, portanto, mede o esforço de tração
exercido pelo trator, e compara-o com os ajustes
2
efetuados pelo operador no painel de controle - maior
ou menor profundidade de penetração do
implemento, maior ou menor sensibilidade do siste- 1
ma e outros. Com estas “informações” disponíveis,
o sistema Boschtronic busca manter o equilíbrio en-
tre a força do trator e a força requerida pelo Fig. 191
implemento.
As correções são feitas com o envio de sinais elétri-
cos à elétro-válvula (3), que por sua vez, aciona os
cilindros hidráulicos para abaixar ou levantar o
implemento. 3
5

Fig. 192

Fig. 193

Serie MF 7100 5-21


5. Operação
Operação do sistema 3 4 5
Controle de Mixagem (4)
Gire o controle de Mixagem. Normalmente, deve-se
optar por uma posição intermediária da escala. Quan- 2
to mais próximo de “5”, maior será a reação e quan-
to mais próximo de “1”, menor será a reação.
Se o botão for girado totalmente para a esquerda, o
1
controle de Tração não atuará.
O ajuste da mixagem pode ser feito durante a ope-
ração para obter o melhor equilíbrio entre força do
trator e a carga.
Fig. 194
NOTA:
O correto ajuste do implemento também
é fundamental.

5 Controle de limitação da altura máxima de le-


vante (3)
Deixe-o na posição máxima, a menos que necessite
limitar a altura máxima.

Controle de limitação da profundidade (5)


Normalmente deve ser colocado na posição máxi-
ma (posição “9”). Porém, no caso de sulcadores,
pode ser necessário limitar a penetração para evitar
sulcos não uniformes (Fig. 195). Neste caso, Fig. 195
posicione a tecla (1) em abaixar e durante a opera-
ção, ajuste o controle (5) conforme necessário.

Controle de velocidade de descida (2)


As velocidades de descida mais elevadas são ade-
quadas para arados e subsoladores, pois normal-
mente requerem uma rápida penetração do imple-
mento no solo.

5-22 Serie MF 7100


5. Operação
11 - Operação do sistema
Hydrotronic
11.1 - Identificação rápida do painel
hidrotronic

2 1 10 11 7 5 3

5
A B C D 9 8 4 6

Fig. 196

Itens:
1 - Controle de levante: Funções de Subir (transpor- 2 - Travamento (interlock)
te), neutro, descer e penetração rápida. Serve para travar o comando (1) na posição “A”, im-
2 - Travamento do controle de levante. pedindo que o implemento seja abaixado de forma
3 - Controle de velocidade de subida ou descida. inoportuna e/ou acidental.
4 - Controle de limitação de descida dos braços de
levante.
3 - Controle de velocidade de descida (reação)
5 - Alavanca de controle de altura.
Regula a velocidade de descida do implemento, in-
6 - Controle de mixagem/sensibilidade
dependentemente do peso que estiver sobre as bar-
7 - Lâmpada de diagnóstico.
ras inferiores.
8 - Luz indicadora de subida dos braços de levante.
9 - Luz indicadora de descida dos braços de levante.
4 - Controle de limitação de descida dos bra-
10 -Botão de acionamento do sistema de amorteci-
ços de levante (profundidade do implemento)
mento de solavancos para transporte.
11 -Lâmpada informativa quanto a atuação do siste- Regula a profundidade máxima atingida pelas bar-
ma de amortecimento. ras inferiores, quando desloca o seletor (1) para a
posição de descida “C ou D”.

11.2 - Identificação dos controles do


5 - Controle de altura máxima
painel Hydrotronic
Limita a altura máxima atingida pelas barras inferio-
1 - Controle de levante res. Determina até onde se quer levantar o
Este controle possui as seguintes posições: implemento, sempre que o seletor (1) for posicionado
A) Levantar (transporte). em “A”.
B) Neutro (parada).
C) Descida em velocidade controlada (pelo seletor
3).
D) Penetração rápida (braços descem em "queda
livre”).

Serie MF 7100 5-23


5. Operação
6 - Controle de mixagem/sensibilidade
Ajusta o grau de influência dos controles de posição
e tração que na maioria das operações de campo
atuam em conjunto.
12 13
Com o seletor na posição 0 (zero) da escala, somente
o controle de posição atua. Na posição 5 da escala,
somente o controle de tração influi na central de con-
trole eletrônico.

7 - Lâmpada de diagnóstico
Indica a existência de falhas no sistema conforme
descrito na seção 3 deste manual. Fig. 197

8 e 9 - Luzes indicadoras de subida e descida


dos braços de levante
11.3 - Ativação do sistema eletrônico
Quando acesa, indica que os braços de levante es- Ao desligar o motor ou utilizar o comando auxiliar

5 tão subindo ou descendo respectivamente. externo (botão 12 ou 13), o painel de controle é


desativado por razões de segurança.
Procedimento:
10 - Botão de acionamento do sistema de
amortecimento de solavancos para transpor- Mova o controle principal (1) para a posição “A” (le-
te vantar) e em seguida para a posição “C” (descer).
Retorne-o para a posição neutra “B” e o sistema es-
Este sistema deve ser ativado durante o transporte
tará reativado.
de implementos ou cargas, aumentando a estabili-
dade e reduzindo os impactos sobre o hidráulico e
estrutura do trator. 11.4 - Acoplamento de implementos
Ao acionar o sistema, acende-se a luz de aviso (11). O controle dos braços de levante, durante o
acoplamento, pode ser feito nos botões (12 e 13)
11 - Lâmpada informativa quanto a atuação localizados na rabeta do pára-lamas ou no coman-
do sistema de amortecimento. do (1) do painel de controle.

12 e 13 - Comandos auxiliares externos de le- 11.5 - Utilizando o comando externo


vante Posicione o comando (1) do painel de controle na
Os botões (12 e 13) permitem acionar a subida e a posição "B ou C". Do contrário, os comandos exter-
descida dos braços de levante, respectivamente. nos não atuam.
Devem ser utilizados para o acoplamento de Apertando o botão dianteiro (12), levantam-se as
implementos. barras e apertando o botão posterior (13), abaixam-
se as barras.
NOTA:
Para que estes comandos funcionem, é OBSERVAÇÂO:
necessário mover o comando (1) do pai- Ao utilizar os comandos externos (12 ou
nel para a posição “B ou C”. 13), a velocidade de descida dos braços
é reduzida a cerca de 70% da velocida-
de normal e não pode ser controlada atra-
vés do painel de controle, pois o mesmo
estará desativado.
Durante a utilização dos comandos exter-
nos, o painel de controle fica desativado.
Para reativá-lo, proceda como descrito no
item B) acima.

5-24 Serie MF 7100


5. Operação

2 1 10 11 7 5 3

A B C D 9 8 4 6
Fig. 198

11.6 - Utilizando o painel de controle


a) Dê a partida no motor e, em seguida, ative o
5
painel conforme descrito no item B).
• Comando de levante (1) em ''A”' (Transporte).
b) Posicione o controle de limitação de altura máxi-
• Botão-trava (2) deslocado para o centro (trava-
ma (5) no máximo (giro total no sentido horário).
do para segurança).
c) Posicione o controle de levante (1) em neutro
“B” ou descer “C”.
NOTA:
d) Ajuste a posição das barras inferiores de levante
Só é possível o travamento do comando
usando o comando de profundidade máxima (4)
de levante (1) quando estiver em trans-
para acoplar o implemento.
porte “A”. Uma vez travado (com o botão
2), nunca force o comando (1). Antes de
OBSERVAÇÃO: movimentá-lo, destrave-o deslocando o
Utilize o comando (4) ao invés do coman- botão (2) para a extremidade da alavan-
do de levante (1) para o posicionamento ca.
das barras, pois este permite o controle
preciso da altura. O comando principal
• Controle de velocidade de descida (3) na posi-
(1) tem como finalidade exclusiva levan-
ção mínima: giro total no sentido anti-horário.
tar e abaixar o implemento durante a ope-
• Levante máximo (5) na posição máxima: giro to-
ração, da altura mínima até a máxima,
tal no sentido horário.
conforme ajustes feitos nos comandos (4
e 5) respectivamente. • Comando de profundidade máxima (4): coloque-
o na posição referente a altura mínima permissí-
vel para o implemento ou carga durante o trans-
e) Para o acoplamento propriamente dito, proceda
porte.
conforme descrito anteriormente.
A principal justificativa em posicionar os comandos
conforme citado acima é a segurança.
11.7 - Transporte de implementos ou
cargas até o local de trabalho
Para transportar implementos ou cargas sobre os 3
pontos, ajuste os comandos do painel da seguinte
maneira:

Serie MF 7100 5-25


5. Operação
11.8 - Operação com implemento de
superfície (controle de Posição)
Ao operar com implementos que trabalham acima
da superfície do solo, a uma altura definida e contro-
lada “H”, deve atuar apenas o controle de posição
do sistema.
Posição dos comandos do painel:
 Controle de levante (1): posição "A ou B";
 Botão de trava (2): destravado (deslocado para
a esquerda);
 Velocidade de descida (3): depende do tipo de
implemento e operação. Fig. 199
 Controle de altura máxima (5): para o ajuste, co-
loque o comando (1) em "A" e gire o seletor (5)
até obter a posição desejada do implemento. Ao
levantá-lo através do comando (1), este só atin-

5 girá a posição selecionada.

OBSERVAÇÃO:
Veja o item "Manobras nas cabeceiras",
sobre a limitação do levantamento e abai-
xamento de implementos.

 Controle de limitação de descida dos braços de


levante (profundidade do implemento - 4): não Fig. 200
havendo limitação na descida do implemento,
gire o seletor totalmente no sentido anti-horário,
liberando a descida total dos braços de levante.
Para ajustar, coloque o comando (1) em abaixar
11.9 - Operação com implemento de
"C" e gire o seletor (4) até obter a posição dese-
profundidade (Controle de tração)
jada. Sempre que abaixar o implemento através
do comando (1), este só descerá até a posição Na operação com implemento de penetração usa-
selecionada. se o controle de Tração. Os principais ajustes que
interferem na operação com implementos de pro-
fundidade são:
NOTA:
Sempre que utilizar o ajuste de profundi- Controle de Mixagem (6)
dade (ou descida) máxima, não abaixe
- Ao girar o controle (6) totalmente no sentido anti-
implemento usando a posição “D” do co-
horário, o sistema apresenta reação máxima, ou
mando (1), pois com a descida muito rá-
seja, atua somente o controle de Tração.
pida podem ocorrer danos ao hidráulico
- Ao ser girado totalmente no sentido horário, a
e/ou implemento. reação será nula, atuando apenas o controle de
Posição.

5-26 Serie MF 7100


5. Operação
Em situações normais de operação, utiliza-se geral- Solo regular (uniforme)
mente uma posição intermediária da escala do
seletor (6). Nesta faixa ocorre a “Mixagem”, ou seja,
os controles de Posição e Tração ocorrem de forma
simultânea.
Se o seletor for girado mais para a esquerda, predo-
mina o controle de Tração.
Utilize esta forma de ajuste para obter uma reação
maior do sistema hidráulico frente às variações do
terreno.
Para reações menores, deixe o seletor mais para a
direita.
Solo irregular
Quadro de referência para o ajuste da
mixagem e sensibilidade

Situação Mixagem (comando 6)


Solo duro e regular
Solo duro e irregular
Média
Baixa
5
Solo macio e regular Alta
Solo macio e irregular Média
Implemento pesado Alta
Implemento leve Média

Controle de limitação de descida dos braços Fig. 201


de levante (profundidade do implemento)
Na operação com sulcadores não equipados com
rodas limitadoras de profundidade, este controle
pode ser proporcionado pelo sistema Hydrotronic
através do controle (4).
Coloque o comando (1) na posição “C” (abaixar),
deixando o sulcador penetrar no solo. Em seguida,
regule o controle (4) até verificar que o implemento
atingiu a profundidade desejada. Depois, sempre que
o implemento for abaixado, este só penetrará até a
profundidade ajustada.

2 1 10 11 7 5 3

A B C D 9 8 4 6
Fig. 202

Serie MF 7100 5-27


5. Operação
Controle de flutuação
A “flutuação” deve ser utilizada quando não se de-
seja nenhum controle sobre o implemento, como
profundidade ou altura máxima, sensibilidade, etc.
A posição flutuante é obtida girando o controle de
profundidade máxima (4) totalmente no sentido anti-
horário. As barras inferiores ficam livres no movimen-
to de subir e descer e todos os outros ajustes ficam
sem ação.

Controle de Velocidade de Descida


Para arados, grades, subsoladores, etc. normalmente Fig. 203
velocidades de descida maiores são adequadas.
Com outros implementos, como plantadeiras, sele-
cione uma velocidade de descida menor, para evitar
danos ao implemento.

5 Penetração rápida
A penetração rápida do implemento no solo
(descida em queda livre) é obtida movendo o
comando (1) para a posição "D" - figura ao lado.
É necessário segurá-lo nesta posição, até que o
implemento tenha chegado ao final da descida.
O retorno do comando para a posição "C" (descer
Fig. 204
em velocidade controlada) é por mola.

11.10 - Manobras nas cabeceiras da


área trabalhada
A limitação do levante ou da descida do hidráulico
pode ser necessária no caso de implementos acio-
nados com TDP, como é o caso de roçadeiras, pul-
D
verizadores, distribuidores à lanço, etc.
A subida ou descida excessiva pode provocar uma
inclinação demasiada no cardan, causando danos. C
Para limitar a subida e/ou a descida: A B
a) Mantenha a TDP desligada.
b) Posicione a alavanca (1) em abaixar “C” e ajuste Fig. 205
a descida máxima girando o seletor (4) confor-
me necessário.
c) Posicione a alavanca (1) em levantar “A” e ajuste
a altura máxima girando o seletor (5) conforme
necessário.

Fig. 206

5-28 Serie MF 7100


5. Operação
11.11 - Controles de Segurança do
Hydrotronic
Além das funções operacionais, como o controle da
altura máxima de levante, o travamento do coman-
do de levante (1), o sistema Hydrotronic possui cir-
cuitos de supervisão, visando evitar a ocorrência de
determinados incidentes como:
- Com o motor desligado e também durante a
partida, fica impedido qualquer movimento dos
braços de levante, mesmo interferindo nos co-
mandos. Somente após a partida e o acionamen-
to do comando de levante, o sistema é ativado.
- Em caso de ruptura de algum cabo dos senso-
res, a central de controle é desligada, impedin-
do qualquer movimento dos braços.

5
11.12 - Acionamento de emergência do
sistema de levante
O levante ou descida dos braços de levante pode
ser feito atuando diretamente sobre os pinos (1 e 2) 1
da válvula de controle hidráulico, com o motor em
marcha lenta.
2
ATENÇÃO!
Esse recurso deve ser utilizado somente
em caso de emergência e tomando-se
todas as precauções de segurança ne-
cessárias, uma vez que os controles de
Fig. 207
segurança do sistema Hydrotronic serão
ignorados.

Um dos pinos permite acionar a subida dos braços


e o outro, a descida.
Caso o sistema hidráulico não responder a estes
comandos, significa que a falha não está na parte
eletrônica, e sim na parte mecânica ou hidráulica.
Consulte sua Concessionária MF.

Serie MF 7100 5-29


5. Operação
12 - Controle remoto 4 3 2 1
independente
O controle remoto é do tipo centro fechado e de alta
vazão, equipado com:
Fig. 208: Controle remoto com 4 corpos.
Fig. 209: Controle remoto com 3 corpos.
I - Válvula tipo “kick-out” (válvulas 1 e 3 com bor-
boleta aberta e 4):
A válvula destrava automaticamente a alavanca,
deslocando-a para a posição neutro, quando o
cilindro acionado atinge fim de curso.
II - Válvula tipo “retorno mola” (válvula 2): Fig. 208
Ao mover a alavanca de controle para a posição
N para A libera o fluxo de óleo. Ao soltar esta 4 2 1
alavanca, o mesmo retorna a posição N por efei-
to de mola.

5
III - Válvula reguladora de fluxo (todas):
Todas os corpos possuem válvula reguladora de
fluxo, utilizada para controlar a vazão na quanti-
dade necessária para cada acionamento.
IV - Válvula com kit motor (válvulas 1 e 3 com borbo-
leta fechada):
Utilizada para o acionamento de motores hidrá-
ulicos. Ao utilizar a posição F, para desligar os
motores hidráulicos, o implemento não sofrerá
choques por calços hidráulicos e picos de pres-
são, aumentando a vida útil dos componentes Fig. 209
do implemento.
4A
V - Válvula com posição de Flutuação (válvulas 1 e 3A
3 com borboleta aberta e 4). 4B
1A 2A
3B
12.1 - Operando o sistema 1B
2B
Esquema de conexão
Cada uma das alavancas opera um corpo (válvula):
1 - Alavanca de controle dos terminais 1A e 1B;
2 - Alavanca de controle dos terminais 2A e 2B;
3 - Alavanca de controle dos terminais 3A e 3B;
4 - Alavanca de controle dos terminais 4A e 4B.
Fig. 210
NOTA:
Ao mover as alavancas para frente, o flu-
Y
xo de óleo é direcionados aos terminais
(1A, 2A, 3A e 4A). Os terminais (1B, 2B,
3B e 4B) funcionam como retorno. Ao
mover as alavancas para trás, ocorre o A4 3A 2A 1A
contrário. Quando na posição F, a alavan-
ca deverá ser deslocada para a posição
de neutro.

IMPORTANTE:
4B 3B 2B 1B
Somente altere as posições das borbo-
letas (Y) com o trator desligado, ou quan-
do as alavancas estiverem posicionadas
em F. Fig. 211

5-30 Serie MF 7100


5. Operação
12.2 - Válvula tipo “kick-out” (válvulas
1 e 3 com borboleta aberta e 4)
Quando mover a alavanca de controle para a posi- C
ção (A ou B) desejada, um detente à mantém nesta
posição. No momento em que os cilindros aciona-
dos atingem o final do curso, a alavanca desarma
automaticamente, retornando à posição de neutro O
quando atinge a pressão de desarme.
Pressão de desarme: 175 bar

IMPORTANTE:
Não recomenda-se usar válvulas tipo kick-
out para acionar implementos como, por
exemplo, carregador frontal.
F F F
IMPORTANTE:
A A

5
A A
Observar a posição da carga e dos bra-
ços do carregador constantemente. N N
N N
B B B B
12.3 - Válvula tipo “retorno com mola”
(válvulas 2)
1 2 3 4
Ao mover a alavanca de controle para a posição
desejada (A ou B) da válvula (2), esta retornará a
posição neutro quando soltá-la.
Fig. 212
Legenda:
12.4 - Válvula com posição de flutuação 1 - Válvula 1.
(válvulas 1 e 3 com borboleta aberta e 2 - Válvula 2.
4) 3 - Válvula 3.
Quando mover a alavanca de controle para a posi- 4 - Válvula 4.
ção de Flutuação, a válvula ativa a função, deviando O - Borboleta aberta.
a pressão de óleo direto a tanque. C - Borboleta fechada.

12.5 - Válvulas de fluxo variável IMPORTANTE:


(Todas) Não é necessário apertar a borboleta
quando totalmente fechada. Esforços ex-
Todos os corpos são equipados com reguladores cessivos poderão danificar a unidade hi-
de vazão que servem para ajustar a correta vazão dráulica.
de óleo fornecida para cada corpo do controle re-
moto, atuador e ajuste da rotação de acionamento
do implemento.
As mangueiras de acionamento devem ser acopladas
de acordo com a priorização da função necessária
do implemento, pois somente a válvula 1 possui pri-
oridade de acionamento em relação as demais. A
priorização para as válvulas restantes será confor-
me a aplicação, ou acionamento de cilindro, mais
leve.

Fig. 213

Serie MF 7100 5-31


5. Operação
A vazão variar de acordo com a válvula utilizada, des-
de que não exceda a vazão total teórica do sistema
de 138 lpm, distribuída em todo o comando.
A vazão de cada corpo é:
Corpo 1 - 0 a 70 lpm
Corpo 2 - 0 a 92 lpm
Corpo 3 - 0 a 70 lpm
Corpo 4 - 0 a 70 lpm

IMPORTANTE:
O ajuste da vazão dos corpos deve ser
feita, primeiramente, fechando todas vál-
vulas (vazão zero). Em seguida, ajuste as Fig. 214
vazões de cada corpo considerando que
o sistema dá prioridade á vazão utilizada
3 1
somente a do primeiro corpo (1).

O ajuste da vazão é feito através dos reguladores de

5 vazão. Este deverá ser feito na condição mais crítica


de operação, ou seja, na rotação mais baixa em que P
A

irá trabalhar o trator, por exemplo: Rotação atingida


durante manobra de cabeçeira, com a direção total-
mente esterçada para um dos lados.
B
No sentido horário, a vazão diminui (-). No sentido
anti-horário, aumenta (+).

12.6 - Válvula tipo “motor” (válvulas 1


e 3 com borboleta fechada) Fig. 215

IMPORTANTE:
Como medida de segurança, para
acionamento de motor hidráulico, os cor-
pos 1 e 3 são equipados com kit motor o
C
qual permite que o fluxo de óleo seja
direcionado somente no sentido do ter-
minal A (saída) para a B (retorno). Assim,
o motor somente girará num sentido. O

Para ativar o kit motor hidráulico deve-se movimen-


tar a alavanca, relacionada a válvula utilizada, até a
posição de flutuação (F), e após, girar a borboleta
da válvula toda para baixo (C). Nesta situação a ala-
vanca somente terá a posição (A), que corresponde
ao motor hidráulico ligado, e (F) para motor
desativado.
F F F
Assim, quando a borboleta estiver totalmente fecha-
da (C), a válvula possui aplicação para motores hi- A A A
A
dráulicos, pois precisa de fluxo constante de óleo
hidráulico para sua atuação. Do contrário, quando a N N
N N
borboleta está totalmente aberta (O), a válvula pos-
sui aplicação tipo kick-out. B B B B
Para aplicações leves, tais como: mover turbinas em
plantadeiras, mover ventiladores, etc. que precisam 1 2 3 4
de fluxo constante, utilize uma das saídas do contro-
le remoto, e o retorno livre (P - Fig. 215).
Este é um retorno livre a tanque, que evita a existên-
cia de restrição no retorno do óleo hidráulico. Fig. 216

5-32 Serie MF 7100


5. Operação
12.7 - Conectando e desconectando 5 4
mangueiras
Antes de tentar conectar as mangueiras, verifique se
há pressão nas mesmas. Caso afirmativo, procure
aliviar a pressão comprimindo a válvula de retenção
(4) da extremidade dos terminais-macho contra uma
superfície limpa.

Desconectando
Alivie a pressão do circuito. Para isso, abaixe o
implemento, desligue o motor e movimente as ala-
vancas de controle para frente e para trás até perce- Fig. 217
ber que o(s) cilindro(s) hidráulico(s) remoto(s) não
exerce(m) força.
Puxe a mangueira com firmeza: a desconexão se
fará com o mínimo de perda de óleo.

5
6
Retire o óleo residual da mangueira do implemento 5
aliviando sua pressão do sistema hidráulico e evi-
tando que o óleo seja liberado no solo.
Para retirá-lo, engate a mangueira na entrada (6).
Assim, o óleo restante retornará ao trator.
Feito isso, limpe o resto de óleo com um pano limpo
e proteja os terminais das mangueiras e do controle
remoto com os tampões plásticos (5). Mantenha-os
fechados após desconectar as mangueiras.
Fig. 218

12.8 - Recolhimento de óleo


A proteção ao Meio-Ambiente é uma preocupação
constante durante a utilizando dos tratores Massey
Fergunson.
Desta forma, o controle remoto possui um sistema
de captação do óleo residual, proveniente da
desconexão das mangueiras hidráulicas dos
implementos ao trator.

NOTA:
Este sistema evita que óleo seja derra- 1
mado na lavoura. Fig. 219
NUNCA reutilize o óleo armazenado no
reservatório (1) no trator.

Serie MF 7100 5-33


5. Operação
12.9 - Adição de óleo ao sistema
hidráulico e transmissão
Em implementos com cilindros de grande volume e/
ou em grande quantidade, bem como mangueiras
de grande comprimento, pode ser necessária a adi-
ção de óleo ao sistema de transmissão.
a) Acione o motor e, após acoplar todo o circuito
remoto do implemento ao trator, acione todos
os cilindros para estender as hastes.
b) Verifique o nível de óleo da transmissão.

NOTA: Fig. 220


Trator nivelado: O nível deve estar próxi-
mo ou atingir o orifício do bujão de nível.

c) Verifique o nível após cada dia de operação.

5 NOTA:
Veja o procedimento para verificar e cor-
rigir o nível de óleo da transmissão e hi-
dráulicos na Seção Manutenção. Caso o
nível de óleo esteja acima do recomen-
dado, drene o excesso após desacoplar
o implemento e desconectar as manguei-
ras.

Orientações gerais
1 - Certifique-se que o óleo contido no circuito do
implemento não esteja contaminado. Isto geral-
mente ocorre em implementos expostos a intem-
péries por períodos prolongados.
Se for este o caso, faça a troca deste óleo con-
forme instruções do fabricante do implemento.
Se o óleo contaminado não for removido, pas-
sará para o sistema hidráulico e para a transmis-
são do trator, comprometendo a vida útil destes
sistemas.
2 - Antes de acoplar as mangueiras aos terminais,
assegure-se de que os componentes estão lim-
pos.
3 - Mantenha os terminais das mangueiras e do con-
trole remoto sempre protegidos com os tampões
plásticos para evitar a contaminação do óleo com
elementos altamente abrasivos, como poeira,
que poderiam causar sérios problemas de des-
gaste à transmissão e ao sistema hidráulico.
4 - Consulte o Manual do implemento para orienta-
ções adicionais.

5-34 Serie MF 7100


5. Operação
13 - Tomada de potência
ATENÇAÕ!
Veja na seção Preparação as instruções
quanto aos procedimentos de troca de
eixo, acionamento da transmissão e ajuste
do painel de instrumentos para aplicação
da tomada de potência.

13.1 - Acionando a tomada de potência 1


Com o motor em baixa rotação, empurre a alavanca
(1) para a posição para acionar o eixo da to-
mada de potência.
Em seguida, ajuste a rotação do motor para obter a
rotação nominal de 540 ou 1000 rpm.
Para desligar a tomada de potência, retorne a ala-
vanca (1) para a posição .
5
Fig. 221

13.2 - Orientações gerais


 Evite acionar a TDPI com o motor em alta rota-
ção. Isto forçará desnecessariamente a embrea-
gem hidráulica, obrigando-a a patinar. Diminua
a rotação do motor ao acionar a TDPI. 1
 Sempre que a TDPI não estiver sendo utilizada,
mantenha a capa de proteção (1) sobre o eixo.
 Para operar de forma segura com a TDPI, peça
ao fornecedor de seu implemento que forneça
uma proteção (2) para o cardan.
 Durante a operação de equipamentos estacio-
nários com a TDPI, deixe sempre o freio de esta-
Fig. 222
cionamento acionado. Se necessário, calce as
rodas utilizando cunhas de madeira para evitar
que o trator se desloque.

ATENÇÃO!
Desligue o motor antes de ajustar ou fa-
zer algum reparo no equipamento acio-
nado pela TDPI.

Fig. 223

Serie MF 7100 5-35


5. Operação
 Ao acoplar o implemento pela primeira vez, as- Ajuste do comprimento do cardan
segure-se de que o comprimento do cardan es-
teja corretamente ajustado. Veja o Manual do
implemento.
Folga do cardan na
 Ao utilizar equipamentos que exigem potência
situação recolhida
em rotação e carga constantes, recomenda-se
não utilizar mais de 90% da potência máxima dis-
ponível na TDP. As bombas d´água e os gera-
dores de eletricidade são exemplos de equipa-
mentos que requerem rotação e carga constan-
tes.
 Recomenda-se não utilizar a TDP em 540 rpm
para aplicações que requerem potência superi-
or a 75 cv. Tanto o eixo de saída quanto o cardan Fig. 224
podem ficar danificados, oferecendo sério risco
de acidentes, com conseqüências imprevisíveis. Ângulo máximo do cardan para implementos mon-
Para potências superiores a 75 cv utilize a TDPI tados no levante de 3 pontos

5 a 1000 rpm e o respectivo eixo.


 Utilize sempre o controle de posição do sistema
de levante ao operar com implementos aciona-
dos pela TDP, exceto em casos especiais.
 Ângulo máximo de trabalho do cardan: consulte
o manual do seu equipamento. Na falta desta
informação, considere 30° (graus) como ângulo
máximo.
I - Em implementos montados no levante hidráuli-
co, observe o limite do levante para não exceder
o ângulo de trabalho do cardan.
I I - Em implementos rebocados pela barra de tra-
ção pode ser necessário desligar a tomada de Fig. 225
potência durante as manobras.
Ângulo máximo do cardan para implementos rebo-
cados

Fig. 226

5-36 Serie MF 7100


6. Manutenção
Índice
1 - Introdução ............................................................................................................................................ 3
2 - Manutenção exclusiva para trator novo (até 100 horas de operação) ................................................ 4
3 - Quadro de manutenção periódica ....................................................................................................... 5
4 - Pontos de lubrificação a graxa ............................................................................................................. 9
5 - Tabela de Lubrificantes, capacidades e aditivos recomendados pela AGCO .................................... 11
6 - Acesso aos pontos de servicibilidade .................................................................................................. 12
7 - Manutenção do motor .......................................................................................................................... 13
7.1 - Verificação do nível de óleo ........................................................................................................ 13
7.2 - Troca do óleo do motor ............................................................................................................... 13
7.3 - Troca do filtro de óleo do motor .................................................................................................. 13
7.4 - Limpeza da mangueira do respiro do cárter ............................................................................... 14
7.5 - Verificação e ajuste da marcha lenta do motor .......................................................................... 14
7.6 - Manutenção do sistema de combustível .................................................................................... 15
8 - Manutenção do sistema de filtragem de ar .......................................................................................... 18
8.1 - Acesso ao filtro de ar ................................................................................................................... 18
8.2 - Manutenção do elemento primário ............................................................................................. 19
8.3 - Manutenção do elemento secundário ........................................................................................ 19
8.4 - Tubulação de ar filtrado ............................................................................................................... 19
8.5 - Carcaça plástica de alojamento dos elementos filtrantes .......................................................... 19
8.6 - Teste do indicador de restrição ................................................................................................... 20
6
8.7 - Ejetor de poeira ........................................................................................................................... 20
9 - Sistema de arrefecimento ..................................................................................................................... 21
9.2 - Troca do líquido de arrefecimento e limpeza do sistema ........................................................... 22
9.3 - Limpeza externa do radiadores ................................................................................................... 22
9.4 - Conservação das válvulas termostáticas e tampa do radiador .................................................. 23
9.5 - Verificação da tensão da correia do ventilador, alternador e bomba d’água ............................. 24
10 - Embreagem ........................................................................................................................................ 25
10.1 - Verificação e ajuste do curso livre do pedal ............................................................................. 25
10.2 - Troca do cabo e ajuste da altura do pedal ............................................................................... 25
11 - Transmissão e sistemas hidráulicos .................................................................................................. 26
11.1 - Limpeza de respiros .................................................................................................................. 26
11.2 - Verificação do nível do óleo ...................................................................................................... 27
11.3 - Manutenção dos filtros e limpeza do filtro de sucção do sistema hidráulico .......................... 27
12 - Redutores e diferencial ....................................................................................................................... 31
12.1 - Lubrificação dos redutores finais traseiros ............................................................................... 31
12.2 - Lubrificação dos redutores finais dianteiros ............................................................................. 32
12.3 - Lubrificação do diferencial dianteiro ......................................................................................... 33
13 - Verificação e regulagem da convergência das rodas dianteiras ....................................................... 34
14 - Manutenção dos freios ....................................................................................................................... 35
14.1 - Sangria do sistema de acionamento hidráulico dos freios ...................................................... 35
14.2 - Regulagem do curso livre dos pedais ...................................................................................... 36
14.3 - Teste de atuação simultânea dos freios .................................................................................... 36
15 - Sistema elétrico .................................................................................................................................. 37
15.1 - Cuidados com o sistema elétrico .............................................................................................. 37
15.2 - Manutenção da bateria ............................................................................................................. 37
15.3 - Regulagem dos faróis dianteiros .............................................................................................. 40
15.4 - Troca de lâmpadas dos faróis e lanternas ................................................................................ 41
15.5 - Iluminação interna do painel ..................................................................................................... 43

Serie MF 7100 6-1


6. Manutenção
15.6 - Emissão sonora de ré ............................................................................................................... 43
15.7 - Troca de fusíveis e relés ............................................................................................................ 44
16 - Diagnóstico de falhas no sistema Hydrotronic .................................................................................. 47
16.1 - Identificação dos componentes ................................................................................................ 47
16.2 - Falhas graves ............................................................................................................................ 48
16.3 - Falhas médias ........................................................................................................................... 49
16.4 - Falhas leves ............................................................................................................................... 50
17 - Diagnóstico de falhas no sistema Boschtronic .................................................................................. 51
17.1 - Identificação dos componentes ................................................................................................ 51
17.2 - Falhas graves ............................................................................................................................ 52
17.3 - Falhas médias ........................................................................................................................... 53
17.4 - Falhas leves ............................................................................................................................... 54
18 - Manutenção do condicionador de ar ................................................................................................. 55
18.1 - Limpeza do condensador ......................................................................................................... 55
18.2 - Ajuste da tensão da correia do compressor ............................................................................. 55
18.3 - Limpeza do filtro de renovação de ar da cabine ...................................................................... 56
18.4 - Inspeção geral periódica ........................................................................................................... 57
18.5 - Recarga do gás (ou fluido refrigerante) .................................................................................... 57
19 - Calibragem e carga dos pneus .......................................................................................................... 58

6
20 - Conservação do trator em períodos inativos ..................................................................................... 59
21 - Análise de anormalidades, causas e soluções .................................................................................. 62

6-2 Serie MF 7100


6. Manutenção
1 - Introdução Segurança na Manutenção
CUIDADO:
Nesta Seção você encontrará de forma detalhada Ao trocar o óleo, é importante seguir al-
todos os serviços de manutenção que devem ser gumas regras básicas de higiene pesso-
realizados em seu trator para que ele funcione sem- al conforme citadas.
pre em perfeitas condições e por muito mais tempo.
A execução dos serviços de manutenção nos inter-
 Use roupa de proteção, macacão, luvas de PVC,
valos previstos assegura o máximo rendimento e vida
etc.
útil ao seu trator MF. Além disso, evita prejuízos e
 Tão logo tenha terminado de trocar o óleo. A rou-
perdas de tempo decorrentes de quebras ou des-
gaste prematuro. pa suja deve ser tirada e lavada.
 O contato prolongado com óleo pode afetar sua
saúde, por isso é importante seguir as instruções
Serviços de Rotina
acima.
Esta seção fornece detalhes completos sobre os pro-  NÃO faça manutenção no trator com o motor fun-
cedimentos necessários para manter seu trator fun- cionando.
cionando de forma eficiente.
 Mantenha as mãos, ferramentas e roupas longe
É importante que se faça regularmente uma manu- de qualquer peça em movimento. Evite o conta-
tenção preventiva no trator (a cada 1000 horas). Re- to da pele com o coletor e o cano de descarga.
comendamos que todos os serviços sejam executa- Eles podem estar quentes e queimá-lo.
dos pela Concessionária Massey Ferguson local, de
 Mantenha crianças e animais domésticos afas-
acordo com o Programa Recomendado de Serviço

6
tados do trator. NÃO permita a presença de pes-
Massey Ferguson. Vale lembrar que a responsabili-
soas próximas ao trator, a não ser que estejam
dade pela manutenção do seu trator em condições
trabalhando sob suas instruções.
de segurança e de trafegabilidade depende de você,
 NÃO trabalhe sob o trator suportado somente
proprietário.
por macaco. Apoie o trator em cavaletes firmes
Faça a manutenção no trator nos intervalos indica-
e seguros.
dos nas páginas a seguir. A tabela apresentará a
periodicidade de cada trabalho a ser realizado.
Horímetro
Use somente lubrificantes recomendados.
Recomenda-se que a manutenção seja feita em lo- Utilize o horímetro para fazer a manutenção no tra-
cal coberto e ao final de um período de operação, tor nos períodos corretos.
visto que o óleo ainda está quente, facilitando a dre-
nagem.
 Antes de usar a pistola de engraxar, limpe as
graxeiras.
 Antes de remover os bujões de dreno e de en-
chimento, limpe a área ao redor do bujão e da
tampa.
 Utilize sempre uma vasilha limpa para óleo lubri-
ficante ou diesel que serão reutilizados.

Serie MF 7100 6-3


6. Manutenção
2 - Manutenção exclusiva para Com 100 horas de serviço
trator novo (até 100 horas de Transmissão e sistemas hidráulicos
operação) V Verifique o nível de óleo do sistema hidráulico /
transmissão.
IMPORTANTE: V Troque o elemento filtrante de alta-pressão.
Este quadro exclusivo relaciona os itens V Substitua o filtro de retorno.
de manutenção a serem seguidos exclu-
sivamente durante as primeiras 100 Ho-
Freios
ras (Trator Novo).
Porém, neste período também precisam V Verifique o nível do fluido do freio. Complete, se
ser executados os itens do Quadro de necessário.
Manutenção Periódica. V Verifique a folga dos pedais de freio. Ajuste, se
necessário. Logo após, realize o teste de atua-
Com 10 horas de serviço ção simultânea.

Geral
Eixo dianteiro e direção
V Verifique o torque de aperto dos parafusos da
V Troque o óleo do eixo dianteiro e dos redutores
EPCC.
finais.
V Reaperte as porcas de fixação das rodas.
V Lubrifique com graxa as juntas universais do eixo
V Verifique se todas as proteções de segurança
dianteiro e árvore de acionamento (cardan).
estão no lugar e com decais legíveis.

6
V Lubrifique os pivôs de direção.

Cabina e condicionador de ar
Com 50 horas de serviço
V Verifique o funcionamento do sistema de ar-con-
Motor, combustível e sistema de arrefecimento
dicionado.
V Limpe o elemento do pré-filtro de combustível. V Verifique o estado e a tensão da correia do com-
V Verifique o nível do líquido de arrefecimento. pressor do ar-condicionado.
V Verifique o estado de conservação da correia do V Verifique / limpe o(s) elemento(s) do filtro de ar
ventilador e do alternador, e o funcionamento do do condicionador de ar.
tensor automático.
V Troque óleo e filtro do motor. Sistema elétrico e instrumentos
V Verifique o estado da bateria.
Embreagem
V Verifique o aperto das conexões da bateria e a
V Verifique o curso livre do pedal da embreagem. fixação da bateria.
Ajuste, se necessário.
V Verifique todos os interruptores de segurança de
V Verifique o estado dos tubos do freio. partida quanto ao funcionamento.
V Verifique o ajuste do freio de estacionamento. V Verifique todas as luzes indicadoras, os alarmes
sonoros e instrumentos quanto ao funcionamen-
Transmissão e sistemas hidráulicos to correto.
V Troque o óleo do sistema hidráulico / transmis- V Verifique o funcionamento correto e o ajuste de
são. todas as luzes.

6-4 Serie MF 7100


6. Manutenção
3 - Quadro de manutenção
periódica
Os intervalos em horas constante do Quadro de Ma-
nutenção devem ser baseado nas horas indicadas
pelo horímetro do trator. Adote uma caderneta de
controle para facilitar o gerenciamento da manuten-
ção do seu trator nos períodos corretos.

Vista superior do trator - Layout de posições aproximadas dos itens

26
23
29 9 4 21 15 16 25

32
37 71
64
28 18 17 50 51 52 53 55 56 58 59
60 57 54

14 3 2 6 7 10 11 12 20 22 24 27 6
31 19
34 45 49
30 70 72
5 1
66 67 68 74 75
73
77 65
36 69
83 79 78
84 63 62 61 13 8 5

48 47 46 33

35
40
38 34
43 41 41 43

81
39 42
44
80 82

76

Fig. 227

Serie MF 7100 6-5


6. Manutenção
Manutenção periódica 10h ou 50h ou 250 500 750 1000
diário semanal horas horas horas horas

Posição Motor, combustível e sistema de arrefecimento


01 Abasteça os tanques de combustível após cada jornada X
02 Ajuste a folga das válvulas X
03 Drene a água e impurezas dos filtros e sedimentador X
Drene, limpe e reabasteça o radiador com líquido de
04 X
arrefecimento + água potável
05 Esvazie, limpe e reabasteça os tanques de combustível X
06 Faça um teste de compressão do motor X
07 Limpe a mangueira do respiro do cárter X
Limpe o condensador do ar-condicionado (Cabinados).
08 X
Sempre que necessário
Limpe o radiador principal e todas as aletas dos
09 X
elementos do radiador. Sempre que necessário
10 Reaperte a fixação dos coletores de admissão e escape X
11 Revise o Turbocompressor (verificar folgas no rotor) X
Revise os bicos injetores e bomba injetora de
12 X
combustível
Substitua o filtro secador do ar-condicionado (Cabinados)
13 X
14 Troque o elemento do filtro de combustível X
Troque o elemento primário do filtro de ar Sempre que o indicador de restrição acender no
15
painel

6
Troque o elemento secundário do filtro de ar - A cada 3
16 trocas do elemento primário, a cada ano, ou a cada 1000 X
horas, o que ocorrer primeiro
17 Troque o filtro de óleo do motor X
Troque o óleo do motor (Primeira troca deve ser feita a
18 X
50 horas)
19 Limpe o sendimentador de combustível X
20 Verifique a marcha lenta e ajuste-a se necessário X
Verifique a tensão e o estado da(s) correia(s) do
21 X
ventilador, alternador e bomba d'água
Verifique as folgas das válvulas e substitua a junta da
22 X
tampa
23 Verifique a folga e estado geral da bomba d'água. X
Verifique o aperto das braçadeiras e o estado das
24 X
mangueiras do sistema de arrefecimento e combustível
Verifique o filtro e sistema de alimentação de ar: aperto
25 das braçadeiras, estado das mangueiras, indicador de X
restrição, componentes do Turbo, etc
Verifique o funcionamento do tensionador automático da
26 correia do alternador - ventilador e bomba d'água. X
Troque a correia, se necessário
Verifique o funcionamento geral do motor: desempenho,
27 X
temperatura, pressão
Verifique o nível de óleo e complete-o, se necessário,
28 X
com óleo recomendado
29 Verifique o nível do líquido de arrefecimento X
Embreagem
Ajuste o curso livre do pedal da embreagem se
30 X
necessário
Verifique o funcionamento geral da embreagem (trator
31 X
em movimento)

6-6 Serie MF 7100


6. Manutenção
Manutenção periódica 10h ou 50h ou 250 500 750 1000
diário semanal horas horas horas horas
Posição Transmissão, eixo traseiro e sistema hidráulico
32 Limpe as aletas do radiador de óleo Quando necessário
33 Limpe o filtro de sucção X
Limpe o respiro do diferencial traseiro, combustível e
34 X
transmissão
35 Limpe o respiro do eixo traseiro X
Verifique o sistema de recolhimento de óleo do controle
36 x
remoto
Reaperte os parafusos de fechamento do trator, entre
37 X
motor e câmbio e entre câmbio e eixo traseiro
38 Substitua o filtro de retorno do sistema hidráulico X
Troque o elemento filtrante de alta-pressão de óleo da
39 transmissão. Sempre que o indicador de restrição X
acender no painel ou a cada 1000 horas
40 Troque o óleo da transmissão e sistema hidráulico X
41 Troque o óleo dos redutores finais traseiros X
Verifique e ajuste, se necessário, a pré-carga dos
42 X
redutores finais traseiros
Verifique o nível de óleo do sistema hidráulico /
43 X
transmissão
44 Verifique o nível de óleo dos redutores finais traseiros X
Freio
45
46
47
Faça a sangria do circuito de freio
Troque o fluido de freio
Verifique o ajuste do freio de estacionamento X
Quando necessário
X 6
48 Verifique o curso livre dos pedais X
49 Verifique o estado dos tubos do freio X
50 Verifique o nível de fluido e complete, se necessário X
Eixo dianteiro e direção
Ajuste a folga das buchas, terminais e pivôs, se
51 X
necessário
52 Limpe o respiro do diferencial dianteiro. X
Lubrifique com graxa as juntas universais do eixo
53 X
dianteiro e eixo cardan (tração dianteira)
54 Lubrifique os pivôs de direção X
55 Troque o óleo do eixo dianteiro e dos redutores finais X
Verifique a convergência das rodas e ajuste-a se
56 X
necessário.
Verifique a direção e o ajuste da convergência (incluindo
57 X
os pneus quanto a desgaste e danos)
Verifique a folga dos pivôs de direção e cubos das rodas
58 X
dianteiras.
Verifique a operação do sistema de direção (com o motor
59 X
ligado ou não)
60 Verifique o estado das juntas universais X
Verifique o nível de óleo do eixo dianteiro e dos redutores
61 X
finais
Cabina e condicionador de ar
62 Limpe o condensador Quando necessário
63 Limpe o filtro de ar da cabina Quando necessário
64 Troque o elemento filtrante de ar da cabine X
65 Verifique o estado e a tensão da correia do compressor X
Verifique o funcionamento do limpador e o estado das
66 X
palhetas

Serie MF 7100 6-7


6. Manutenção
Manutenção periódica 10h ou 50h ou 250 500 750 1000
diário semanal horas horas horas horas
Posição Sistema elétrico e instrumentos
Verifique o aperto dos cabos da bateria e a fixação da
67 X
bateria
68 Verifique o cabo terra da bateria e respectivas ligações X
69 Verifique o estado da bateria X
70 Verifique o estado e fixação dos chicotes elétricos X
Verifique o funcionamento correto e o ajuste de todas as
71 X
luzes
Verifique o funcionamento do alternador e motor de
72 X
partida
Verifique todas as luzes indicadoras, os alarmes sonoros
73 e instrumentos quanto ao funcionamento correto X

Verifique todos os interruptores de segurança de partida


74 X
quanto ao funcionamento
Verifique todos os outros dispositivos elétricos (ex.:
75 aquecedor da cabine / ventilador, rádio, limpadores, X
etc.) quanto ao funcionamento correto
Verifique todos os sistemas eletrônicos quanto ao
76 X
funcionamento correto
Geral

6
Acione todos os sistemas hidráulicos e da TDP para
77 X
verificar a operação
Complete o reservatório de água dos limpadores do pára-
78 Quando necessário
brisa da cabine
Lubrifique todos os pontos com graxa ou óleo, como
79 X
especificado no guia de manutenção
Pergunte ao operador se ele tem alguma dúvida ou
80 dificuldade operacional e corrija o problema ou X
demonstre a solução, se necessário
81 Verifique a pressão de calibragem dos pneus X
82 Verifique o torque de aperto dos parafusos da EPCC X
Verifique o torque de todas as porcas e parafusos das
83 X
rodas e aros
Verifique se todas as proteções de segurança estão no
84 X
lugar e com decais legíveis

6-8 Serie MF 7100


6. Manutenção
4 - Pontos de lubrificação a graxa
1

NOTA:
Utilize graxa a base de lítio classificação
NLGI.

Eixo dianteiro 4x4 2


1 - Articulações das extremidades do eixo (2 gra-
3
xeiras).
1
2 - Cruzetas dos semi-eixos (2 graxeiras em cada
semi-eixo). Fig. 228
3 - Articulação central do eixo (1 ou 2 graxeiras, con-
forme o eixo).
4 - Luvas do eixo de acionamento (2 graxeiras). Há
também um mancal de apoio na parte interme-
4
diária deste eixo, com uma graxeira.

6
Fig. 229

Traseira do trator
1- Braço do 30 ponto (2 graxeiras).
2- Braços intermediários do sistema de levante.
3- Braços superiores do sistema de levante.
4- Tampa do eixo da tomada de potência.
5- Eixo da viga “C”.

5
2 2
1

Fig. 230

Serie MF 7100 6-9


6. Manutenção
Geral
1 - Eixo transversal da embreagem (1 graxeira em
cada lado da transmissão).

6
Fig. 231

2 - Bomba d’água.

2
Fig. 232

6-10 Serie MF 7100


6. Manutenção
5 - Tabela de Lubrificantes, capacidades e aditivos recomendados pela
AGCO

UNIDADE
UNIDADE CAPACID
CAPACIDAD
ACIDADE
ADE ESPECIFICAÇÃO
ESPECIFICAÇÃO Utilizado de fábrica
MOTOR Sem filtro = 19 litros SAE 15W 40
Com filtro = 20 litros API CF-4 Shell RIMULA R3X
CCMC D-4 15W40
MULTIVISCOSO
TRANSMISSÃO 7140: 53 litros SAE 15W-40 Shell HARVELLA T
SISTEMA HIDRÁULICO 7150 a 180: 74 litros API GL -4/SF - GL-4
EIXO TRASEIRO MF CMS M 1140
REDUTORES FINAIS 7140 SAE 90 Shell SPIRAX A 90
Dianteiro: 0,5 litros API GL -5
Traseiro: 10,0 litros MIL-L-2105 B
7150 a 180
Dianteiro: 1,5 litros
Traseiro: 10,3 litros

FREIO HIDRÁULICO 0,3 litros SAE J-1703 FLUÍDO DE FREIO Shell


FMVSS 116 DOT3

GRAXA

ÓLEO PARA PROTEÇÃO


Conforme necessário

Conforme necessário
Graxa de lítio Tipo EP
NLGI 2
Shell RETINAX WB

Shell TELLUS 68
6
ISO 68
CONTRA FERRUGEM
COMBUSTÍVEL 500 litros Óleo Diesel - com teor Shell FÓRMULA DIESEL
de enxofre máximo de
0,5%. Biocombustível
com até 20% (B20)
EN14214 / ASTM D6751
SISTEMA DE 24 litros Água com aditivo FLUIDO PARA
ARREFECIMENTO anticongelante à base RADIADORES Shell
de etilenoglicol.

EIXO DIANTEIRO 7140: 6,0 litros SAE 90 Shell SPIRAX A 90


7150 a 180: 10,5 litros API GL -5
MIL-L-2105 B

NOTA:
Óleos e fluidos: a utilização na lubrifica- dos em aterros industriais regularizados
ção do equipamento resulta em degra- por lei. A AGCO do Brasil não se respon-
dação termoxidativa e acúmulo de sabiliza pelo destino dado aos óleos lu-
contaminantes, o que torna necessária a brificantes, líquido de arrefecimento e ba-
troca. Jamais jogue óleo ou fluidos dire- teria usados, sendo de responsabilidade
tamente na natureza. Recolha-os e leve do proprietário conhecer as leis e normas
ao posto de combustíveis de onde com- de preservação do meio ambiente vigen-
prou o produto. Os óleos podem ser tes.
reciclados ou, em último caso, incinera-

Serie MF 7100 6-11


6. Manutenção
6 - Acesso aos pontos de
servicibilidade
Os tratores possuem capô basculante, que permite
um acesso facilitado a todos os pontos de manuten- 3
ção do motor.
Além disso existem proteções laterais (2) que po-
dem ser facilmente removidas quando necessário.

Abertura
A fechadura (1) pode ser travada com a mesma cha-
ve utilizada para abertura da porta da cabine. Para Fig. 233
plataformados é fornecida chave adicional.

Pressione o botão da fechadura (1), e após, com as


duas mãos, empurre para cima o capô.

Nota:
3
Cuide o estado do limitador (3). Ajuste
sempre que necessário.

6 Para remover as proteções laterais (2), puxe-as.

2
Fig. 234

1
Fig. 235

Fig. 236

6-12 Serie MF 7100


6. Manutenção
7 - Manutenção do motor
7.1 - Verificação do nível de óleo

IMPORTANTE: 3
Para identificar o nível de óleo do motor 1
corretamente, posicione o trator em su-
perfície plana e com o motor a tempera-
tura ambiente.

Verifique o nível de óleo no motor conforme o qua-


2
dro de manutenção períodica utilizando a vareta (1).
Fig. 237
Para evitar o consumo de óleo em excesso:
- Não ultrapasse a marca MAX na vareta de nível;
- Não reabasteça até que a marca MIN seja atingi-
da na vareta de nível, completando, se necessá-
rio.

7.2 - Troca do óleo do motor 7.3 - Troca do filtro de óleo do motor


Com o trator em uma superfície plana, proceda a 1 - Drene todo o óleo, removendo o bujão (2).
drenagem do óleo enquanto ainda o motor estiver
quente, após ter removido o bujão (2) do cárter do
2 - Remova o filtro de óleo (4) e descarte-o.
3 - Após o escoamento total do óleo, reinstale o
6
motor. bujão (2). Se necessário, substitua o anel de
Recoloque e aperte o bujão de escoamento com um vedação do bujão.
torque de 3,5 kgf.m. 4 - Encha o filtro novo com óleo lubrificante, a fim
Reabasteça com óleo recomendado na tabela de de acelerar o enchimento do circuito ao dar a
lubrificantes até a marca MAX na vareta de nível (1). partida no motor.
5 - Aplique uma leve camada de óleo limpo no anel
NOTA: de vedação do filtro novo e instale-o manualmen-
Espere até que o óleo assente no cárter te.
e, após alguns minutos, verifique nova- 6 - Abasteça o cárter com óleo recomendado até a
mente o nível de óleo. marca “MÁX” da vareta (1), atarvés do bocal (3);
7 - Ligue o motor e, em marcha-lenta, verifique se
há vazamentos pelo filtro ou bujão de dreno do
cárter. Desligue o motor e, após alguns minutos,
verifique novamente o nível do óleo.

PERIGO:
Após trocar o óleo e o filtro, não o movi-
mente até que a luz de pressão do óleo
se apague. Para garantir que o motor não
irá ligar, desconecte o controle de para-
da elétrica da bomba de injeção de com-
bustível.

4
Fig. 238

Serie MF 7100 6-13


6. Manutenção
7.4 - Limpeza da mangueira do respiro 1
do cárter
1 - Remova a mangueira (1) soltando a respectiva
braçadeira junto a tampa superior do motor.
2 - Lave-a utilizando solvente e jatos de ar compri-
mido (se disponível) para remover o óleo e a
poeira que se acumulam no interior do tubo, e
que podem prejudicar a ventilação do cárter.
3 - Reinstale a mangueira.

Fig. 239

7.5 - Verificação e ajuste da marcha


lenta do motor 1

A verificação e o ajuste da marcha lenta deve ser


feita com o motor a temperatura normal de funcio-

6
namento. 2
Para motores de baixa emissão, em conformidade a
TIER II (legislação que controla níveis de emissão
de gases ), a marcha lenta pode ser ajustada da
mesma forma.

1 - Para alterar a rotação da marcha lenta, gire o pa-


rafuso (1), soltando antes a respectiva
contraporca.
Para aumentar a rotação, gire o parafuso no sen-
tido horário e vice-versa. 1
Para motor Tier 2, utiliza-se a mesma regra.
2 - Obtida a rotação ideal, reaperte a contraporca.

NOTA:
A regulagem da rotação máxima (no pa-
rafuso 2) só pode ser feita pela Conces-
sionária Massey Ferguson ou por um
agente Autorizado Delphi ou Bosch.
A quebra do lacre invalida a Garantia do Fig. 240
motor!

6-14 Serie MF 7100


6. Manutenção
7.6 - Manutenção do sistema de
combustível 3
Drenagem de água do sedimentador e filtros
Drene-os diariamente, antes de dar a partida, elimi-
nando, assim, a água e as impurezas que se depo-
sitam no fundo do pré-filtro e do filtro de combustí-
vel.

NOTA:
A entrada de água na bomba e bicos 4
injetores é altamente prejudicial, pois es-
tes componentes são de alta Precisão. Fig. 241

1 - Inicie a drenagem pelo pré-filtro (ou


sedimentador), afrouxe o parafuso (1) e após o 5
bujão (2) da base.
2 - Acione a alavanca da bomba de combustível (5),
até que o fluxo de combustível esta normaliza-
1
do, conforme ilustrado.
3 - Quando escorrer combustível puro, reaperte o
parafuso (1) e o bujão (2).
4 - Após, proceda da mesma forma com o filtro de 6
combustível afrouxando o parafuso (3) e o bujão
(4). 2
Fig. 242
Limpeza dos sedimentadores
1 - Remova o parafuso central (1).
1
2 - Remova o conjunto do sedimentador e lave os
2
componentes em diesel ou querosene limpo.
3 - Descarte os anéis usados de borracha (2).
4 - Monte os componentes do sedimentador seguin-
do a ordem inversa, observando o correto en-
caixe dos vedadores (2) e o correto aperto do
parafuso (1)conforme ilustrado.

OBSERVAÇÃO:
Nunca utilize panos ou estopas para lim-
par ou secar componentes de filtragem. Fig. 243
Os fiapos podem entupir o circuito de
combustível

Serie MF 7100 6-15


6. Manutenção
Troca dos filtros de combustível
1
1 - Retire o parafuso central (1). Em seguida, remo-
va os elementos filtrantes (2) e demais compo-
nentes.
3
2 - Remova os anéis de borracha (3).
3 - Descarte os elementos filtrantes (2) e limpe as 2
peças, como o suporte e a base (4).
4 - De forma inversa, monte os elementos novos e 5
genuínos, observando a posição de montagem
dos componentes na figura ao lado. 4
Utilize vedações (5) novas que acompanham os
6
filtros.
Fig. 244
5 - Faça a sangria do sistema.

NOTA:
Para evitar que a água condense no tan-
que de combustível, reabasteça-o ao fi-
nal de cada dia de trabalho.

6 Sangria do sistema de combustível


A sangria do sistema se faz necessária nas
1

seguintes situações:
 Troca dos filtros ou limpeza do sedimentador; 2
 Esgotamento do combustível no tanque durante
a operação;
3
 Realização de outros reparos que permitam a
entrada de ar no sistemna de combustível;
 Após um período inativo; 4
 Em clima muito frio, quando houver dificuldade
de partida. 6
Fig. 245
Filtros de combustível
Solte o bujão de sangria (6) sobre os filtros em
algumas voltas.
Acione a bomba manual de sangria (ilustrada ao
lado), localizada no lado direito do motor: quando
fluir combustível totalmente isento de ar, reaperte
o bujão de sangria (6) em ambos os filtros.

Fig. 246

6-16 Serie MF 7100


6. Manutenção
Bomba injetora e bicos (sistema de alta pres-
são)
Se o procedimento de sangria do filtro for feito cor-
1
retamente, a bomba injetora não necessitará de san-
gria.
Apenas acione mais algumas vezes a alavanca da
bomba manual de sangria (1), sem abrir nenhum
bujão na bomba injetora e dê a partida no motor.
O sistema de sangria automática eliminara o ar atra-
vés da tubulação de retorno ao tanque.
Porém, em casos de término do combustível duran-
te a operação, ou então na execução de reparos na
linha de alta pressão do sistema, a eliminação deste Fig. 247
ar do circuito pode ser um pouco mais demorada,
requerendo o acionamento da partida em mais de
uma tentativa.
2 3
Caso o motor não entre em funcionamento após 2
tentativas de, no máximo, 10 segundos solte a co-
nexão de retorno (2) da bomba injetora e ligue a
chave de partida para a 2a posição para que o
solenóide (3) libere o fluxo.
Acione a bomba manual de sangria diversas vezes
6
e reaperte a conexão (2).

Finalizando solte 2 conexões de alta pressão (4),


localizadas junto aos bicos injetores, e acione o motor
de partida (durante 10 segundos no máximo).
Fig. 248
Isto eliminará o ar na tubulação de alta pressão.
Se necessário, repita o procedimento de sangria dos
filtros e verifique se não há entrada de ar na tubula-
ções ou filtros.

4
NOTA:
Não acione a partida de forma seguida
por mais de 10 segundos!
Isto poderá causar danos ao motor de
partida e descarregar a bateria.
Caso o motor não funcionar neste perío-
do, repita o procedimento minutos de-
pois. Se necessário, repita o procedimen-
to de sangria do filtro.

Fig. 249

Serie MF 7100 6-17


6. Manutenção
Tanque de combustível
Drene o tanque de combustível conforme o quadro
de manutenção periódica.
1 - Esvazie os tanques completamente removendo
os bujões (1) em cada um dos tanques. 1
2 - Para finalizar abasteça completamente os tan-
ques com combustível recomendado.

Fig. 250

8 - Manutenção do sistema de filtragem


de ar
A vida útil do motor depende principalmente da
filtragem de ar. Este sistema tem uma função muito
importante, pois através dele passam dezenas de
metros cúbicos de ar a cada hora, carregados de
impurezas.

6 Estas impurezas, em caso de penetração no motor,


provocam danos sérios e irreversíveis!

8.1 - Acesso ao filtro de ar


O filtro (1) está localizado na dianteira do trator.

Fig. 251

6-18 Serie MF 7100


6. Manutenção
8.2 - Manutenção do elemento primário
IMPORTANTE:
1 - O elemento primário não deve sofrer Remoção do elemento primário
limpezas. Ao acender a luz de aviso de 1 - Solte as travas (3) e puxe a tampa (2), removen-
restrição, substitua o elemento. do-a.
2 - Não remova o elemento sem ser para 2 - Remova o elemento primário (5), puxando e gi-
a troca. Este procedimento pode afetar a rando-o levemente.
vedação, bem como permitir a entrada de 3 - Limpe o interior do alojamento (1) com um pano
impurezas ao motor. úmido, cuidando para que a poeira não atinja a
3 - Periodicamente, faça o teste do indi- linha de sucção de ar limpo.
cador de restrição. 4 - Empurre com cuidado a extremidade aberta do
4 - Recomendamos manter em estoque elemento novo, até encaixar totalmente na car-
pelo menos um elemento filtrante para caça.
cada elemento em uso. Na armazena- 5 - Reinstale a tampa (2), observando que a man-
gem, os elementos devem ficar protegi- gueira do ejetor fique para baixo, fixando com
dos de poeira, umidade e roedores. Dei- as travas (3).
xe-os em suas embalagens até o uso.

8.3 - Manutenção do elemento


1
6
secundário
NOTA:
O elemento secundário também não ad- 2
mite limpeza, deve ser trocado, confor-
4
me o plano de manutenção deste manu-
3
al.
1- Remova a tampa (2).
2- Puxe os elementos primário (5) e secundário (4)
para fora. Troque por novos filtros.
3- Para reintalar, introduza o filtro secundário (4) no 5
interior do primário, e após, instale na carcaça
(1). Pressione o filtro primário (5) contra o fundo Fig. 252
da carcaça, para garantir sua montagem.
4- Para finalizar, monte a tampa (2), fechando com
as travas (3).

8.4 - Tubulação de ar filtrado


Inspecione estes componentes atentamente quanto
a furos, ressecamento e aperto das braçadeiras.

8.5 - Carcaça plástica de alojamento


dos elementos filtrantes
Inspecione-a periodicamente quanto a danos como
rachaduras.

Fig. 253

Serie MF 7100 6-19


6. Manutenção
8.6 - Teste do indicador de restrição 1
Periodicamente, e/ou quando você tiver dúvidas
quanto ao funcionamento do sistema de aviso da
restrição, poderá fazer o teste de modo fácil e rápi-
do:

1 - Abra a tampa lateral esquerda do motor.


2 - Acione o motor e deixe-o em torno de 1200 rpm.
3 - Com uma chapa plana e lisa (2), tape a entrada
do filtro: neste momento, a luz (3) deve acender
no painel. Se isso não ocorrer:
- Verifique a ligação dos fios do sensor de restri- Fig. 254
ção (1) junto ao filtro de ar.
- Certifique-se de que a lâmpada da luz de aviso 3
(3) no painel de instrumentos não queimou.
- Verifique também as ligações elétricas junto ao
painel (conectores e cabos).
- Se necessário, consulte sua concessionária. 1

6
2
Fig. 255

8.7 - Ejetor de poeira


1
Os tratores são equipados com ejetor de poeira (1).
A sua função é eliminar automaticamente o pó acu-
mulado no interior da carcaça do filtro de ar.
Periodicamente revise a tubulação deste sistema.

Funcionamento do ejetor
Uma tubulação ligada ao tubo de descarga forma
uma depressão capaz de aspirar a poeira da carca-
ça do filtro.
No final, o pó é sugado do interior da carcaça.
Fig. 256

6-20 Serie MF 7100


6. Manutenção
9 - Sistema de arrefecimento 9.1 - Abastecimento do vazo de expansão
Verifique o nível de líquido arrefecimento conforme NOTA:
o quadro de manutenção periódica. Se necessitar abrir a tampa com o motor
A qualidade do líquido de arrefecimento pode ter quente, deixe-o em marcha lenta e afrou-
grande influência na eficiência e na vida útil do siste- xe a tampa até o 1° estágio, para eliminar
ma de arrefecimento. a pressão.
A mistura de anticongelante deve ficar sempre entre
50% de anticongelante para 50% de água. ADVERTÊNCIA: Se o motor estiver muito
Mesmo as regiões de clima ameno devem respeitar quente, solte o bujão até a primeira ra-
a mistura de modo a aumentar o ponto de ebulição nhura e espere a pressão aliviar antes de
e proteger o sistema contra corrosão. remover a tampa.
Verifique a quantidade e o nível de mistura regular-
mente, para evitar a adição e água pura no sistema, Acesse subindo o capô do motor e após remova a
o que irá reduzir as propriedades do etilenoglicol. tampa do bocal de abastecimento (2) usando uma
luva ou pano grosso para proteger a mão.
NOTA: Caso o motor esteja superaquecido, as precauções
Nunca use água pura como líquido de devem ser redobradas. Introduza a água fria lenta-
arrefecimento. A água usada deve ser lim- mente, para evitar choque térmico no motor.
pa e não ácida.
NOTA:

6
IMPORTANTE: Ao reabastecer, não ultrapasse o ponto
Se o procedimento correto não for ado- médio entre as marcas MAX e MIN. Após,
tado, a AGCO não poderá ser responsa- limpe os vestígios de líquido na bocal de
bilizada pelos danos causados. abastecimento (2).

Troque o líquido de arrefecimento conforme o qua- Após o abastecimento:


dro de manutenção periódica. 1 - Abra a válvula do aquecedor e opere o motor a
Limpe as aletas do radiador conforme o quadro de 1000 rpm por alguns minutos.
manutenção periódica. 2 - Pare o motor, faça uma nova verificação e, se
necessário, complete o tanque de expansão com
Tanque de expansão (1) líquido de arrefecimento. Recoloque a tampa e
Verifique periodicamente o nível de líquido de revise as tubulações quanto a vazamentos.
arrefecimento no tanque de expansão (1). A luz ver-
melha indicadora acende quando o nível de líquido
de arrefecimento cai até um nível mínimo.

2 1

MAX
MIN

Fig. 257

Serie MF 7100 6-21


6. Manutenção
9.2 - Troca do líquido de arrefecimento 2
e limpeza do sistema
NOTAS:
É obrigatório o uso de aditivo anticonge-
lante (para climas mais frios - próximos a
0 º ) ou aditivo anticorrosivo (em climas
mais quentes). Somente um aditivo usa-
do na dosagem correta (vide recomen-
dação no rótulo da embalagem) assegu-
ra a proteção necessária ao motor e con- 1
trole da temperatura.

Fig. 258
Procedimento para a troca
Para melhor escoamento das impurezas, drene o lí-
quido pouco tempo depois do motor ter trabalhado,
mas espere que a água esfrie um pouco.
1 - Remova a tampa do radiador (2) e solte a man-
gueira inferior (1) junto ao radiador, para melhor
escoamento.
9.3 - Limpeza externa do radiadores

6 NOTA:
Não faça circular água fria através do blo-
O acúmulo de impurezas nas colméias e aletas do
radiador dificulta a circulação do ar de arrefecimento
co do motor ainda quente. Espere alguns e pode provocar o superaquecimento.
minutos para então introduzir a água.
Por isso, diariamente remova toda e qualquer impu-
reza alojada no radiador d'água (1), no radiador de
2 - Faça circular água limpa em abundância através óleo (2) e condensador do ar condicionado (3) - tra-
do sistema de arrefecimento para proporcionar tores cabinados.
uma limpeza completa. Em seguida, faça uma limpeza rigorosa utilizando
3 - Reinstale a mangueira (1), apertando corretamen- jato de ar comprimido ou jato d'água.
te a braçadeira.
4 - Reabasteça o sistema com água potável, junta- NOTA:
mente com aditivo a base de EtilenoGlicol. A pro-
Se for utilizar água, não o faça com o mo-
porção da mistura para este produto é de 50 %
tor aquecido, para evitar o choque térmi-
de aditivo e 50% de água limpa.
co.
5 - Acione o motor e após alguns minutos, verifique
Além disso, não utilize excesso de pres-
novamente o nível.
são que pode empenar as aletas.

Fig. 259

6-22 Serie MF 7100


6. Manutenção
9.4 - Conservação das válvulas
termostáticas e tampa do radiador
Estes itens controlam a temperatura de funcionamen- 1
to do motor. Tanto o excesso quanto a falta de tem-
peratura interna do motor são prejudiciais, pois ge-
ram problemas de lubrificação e, portanto, o des-
gaste das partes criticas, como anéis, pistões, cami-
sas e virabrequim.
Logo que o motor atinge a temperatura ideal, a vál-
vula se abre permitindo a passagem da água para o
radiador. O alojamento (1) das válvulas fica sobre o
motor.
Fig. 260

Válvulas termostáticas
Sua função é impedir que o motor trabalhe frio por
muito tempo após a partida. A válvula termostática
bloqueia a circulação da água através do radiador,
fazendo com que a água circule somente no interior
do bloco do motor. Assim, o aquecimento acontece
mais rapidamente.

Tampa do radiador 6
Esta tampa controla a pressão da água do sistema
de arrefecimento.
A pressão retarda o ponto de fervura da água. Ao
Fig. 261
operar com uma tampa danificada ou inadequada,
o motor pode superaquecer, pois a água ferve em
temperatura menor não realizando o arrefecimento.
Além do risco de danos internos no motor, ocorre a
corrosão das galerias de circulação da água. Quan-
do não é utilizado aditivo anticorrosivo junto à água,
este problema é ainda mais acentuado.
A válvula (A) da tampa, figura ao lado, deixa escapar
apenas o excesso de pressão, funcionando como
válvula de alivio.
Além disso, a tampa possui outra válvula menor (B)
que limita a pressão mínima, ou seja, evita a forma-
ção de vácuo no sistema quando a água esfria. Para
a entrada da pressão atmosférica abre-se a válvula
(B), reequilibrando a pressão.

NOTAS:
1 - Faça um exame periódico do estado
das mangueiras e braçadeiras do siste-
ma. Não use componentes em estado
duvidoso.
2 - Jamais utilize componentes não ge-
nuínos Massey Ferguson. O uso de com-
ponentes "similares" não garante a ma-
nutenção do devido controle da tempe-
ratura.
Fig. 262

Serie MF 7100 6-23


6. Manutenção
9.5 - Verificação da tensão da correia
do ventilador, alternador e bomba
d’água
É utilizada uma correia para o acionamento do ven-
tilador, alternador e bomba d’água tensionada por
um tensor automático (1).
1
Para verificar se a tensão está correta, pressione as
correias e verifique a deflexão que deve estar entre
10 e 15 mm.
Tensão insuficiente (deflexão maior que 15 mm) gera
patinagem da correia. Tensão excessiva (deflexão
menor que 10 mm) gera desgaste prematuro dos
Fig. 263
mancais e correias.
Caso esteja com tensão insuficiente, avalie o funcio-
namento do tensor (1). Se necessário substitua o
tensor.
Caso as correias apresentam avarias (trincas, endu-
recimento, desfiação, lascamento) devem ser subs-
tituídas.

6-24 Serie MF 7100


6. Manutenção
10 - Embreagem
10.1 - Verificação e ajuste do curso livre
do pedal
O procedimento descrito a seguir é válido para to-
das as embreagens.
1 - Solicitando a ajuda de mais uma pessoa, pressi-
one o pedal da embreagem até que ofereça re-
sistência.
2 - Mantendo o pedal nesta oposição, verifique a
folga (apresentada entre setas) existente entre o
batente (2) e a carcaça do câmbio (1).
Fig. 264
A folga deve ser verificada através de um ga-
barito confeccionado com a espessura da fol-
ga recomendada.
Folga entre 3 e 3,5 mm.
3 - Para ajustar, solte a porca (3).
5 - Mova o pedal até a a folga fique de acordo com
o recomendado.
6 - Com uma chave de boca, gire o eixo (3) no sen-
tido horário até oferecer resistência, enquanto
mantém o pedal na posição mencionada no item
e).
1 2 6
3
7 - Reaperte a porca (4) firmemente e verifique se a
folga recomendada foi obtida. Se necessário,
repita o procedimento acima. Caso encontre 4
dúvidas nesta operação, consulte sua Conces- Fig. 265
sionária.

10.2 - Troca do cabo e ajuste da altura 1


do pedal
A durabilidade do cabo (1) varia muito segundo as
condições de uso do trator.
A princípio, o período de troca é em torno de 3000
horas.
Faça inspeções periódicas para verificar a necessi-
dade, ou não, da troca.

Fig. 266

Serie MF 7100 6-25


6. Manutenção
11 - Transmissão e sistemas
hidráulicos
11.1 - Limpeza de respiros
Durante o funcionamento normal do trator, a tempe-
ratura interna dos sistemas mecânicos aumenta cri-
ando pressão e vapores.
Os respiros permitem o escape destes gases que,
sob pressão, podem ocasionar vazamentos pelos
retentores.
Portanto, é muito importante manter os respiros sem-
pre limpos e desobstruidos. Utilize um pincel para Fig. 267
fazer a limpeza.
Se algum dos respiros estiver danificado, substitua-
o imediatamente para evitar a penetração de água e
impurezas.

Respiros existentes
1 - Tanque de combustível e transmissão (Fig. 270).
2 - Eixo traseiro e sistema hidráulico: Com sistema

6 de levante (Fig. 267), e sem sistema de levante


(Fig. 268).
3 - Redutores finais traseiros (Fig. 269).
4 - Diferencial dianteiro (Fig. 271).
Fig. 268

Fig. 269

Fig. 270 Fig. 271

6-26 Serie MF 7100


6. Manutenção
11.2 - Verificação do nível do óleo
O nível deve ser verificado com o trator perfeitamen-
te nivelado, através da vareta (1).
O nível deve ficar entre as marcas de máximo e míni-
mo.
Se necessário, complete-o removendo o bocal (2), 1
girando-o no sentido anti-horário. Utilize óleo reco-
mendado conforme a tabela de lubrificantes deste
manual.

NOTA:
Consulte orientações sobre a necessida-
de de adicionar mais óleo à transmissão
e ao hidráulico, quando operar com im-
plementos pelo controle remoto.

6
Fig. 272

11.3 - Manutenção dos filtros e limpeza 2


do filtro de sucção do sistema
hidráulico
Com sensores instalados em todos os filtros do sis-
tema hidráulico, o sistema elétrico informa ao painel
qualquer alteração que ocorra no funcionamento
destes filtros ao sistema de diagnóstico. Este siste-
ma informará qual filtro do sistema hidráulico preci-
sará receber limpeza ou ser substituído.
No painel, quando qualquer um dos filtros do siste-
1
ma hidráulico estiver saturado, acenderá a luz (1) e
também aparecerá no display (2) uma mensagem
Fig. 273
informando qual filtro estará saturado. Neste caso
execute a limpeza ou a troca do filtro, dependendo
de cada caso, conforme a tabela abaixo.

Descrição Prioridade
SUCÇÃO / SUCTION 1°
VÁLV._LS / LS_VALVE 2°
DIREÇÃO / STEERING 3°

Serie MF 7100 6-27


6. Manutenção
Descrição dos filtros informados pelo painel 2 3
Segue lista das descrições que aparecerão no pai-
nel quando houver algum filtro do sistema hidráuli-
co obstruído:
- SUCÇÃO / SUCTION: Indica que o filtro (1) de
sucção está obstruído.
- VÁLV._LS / LS_VALVE: Indica que o filtro válvula
(2) está obstruído. Filtro direito.
- DIREÇÃO / STEERING: Indica que o filtro de di-
reção (3) está obstruído. Filtro esquerdo.
1
IMPORTANTE: Fig. 274
Quando uma das mensagens de priori-
dade 1, 2 ou 3 aparecer, pare o trator ime-
diatamente e revise os filtros. Veja a se-
ção de manutenção deste manual.

O filtro de retorno (4), terá como diagnóstico a luz


indicadora (1 - Fig. 273), para informar quando está
obstruído.

6
1
Fig. 275

3 2

Fig. 276

Fig. 277

6-28 Serie MF 7100


6. Manutenção
Drenagem do óleo do sistema hidráulico

OBSERVAÇÃO:
Execute este procedimento adicionando
um recipiente para coletar todo o óleo
proveniente da máquina.
NUNCA deixe óleo escorrer diretamente 1
sobre o solo.

1 - Abaixe as barras do levante do hidráulico.


2 - Drene o óleo do sistema hidráulico logo após ter 2
mantido ligado, por algum tempo, o motor da
Fig. 278
máquina. O óleo aquecido facilita na eliminação
de impurezas.
3 - Abra os bujões 1 e 2 no lado esquerdo do
monobloco.
4 - Após escoar o óleo, faça a manutenção dos fil-
tros conforme necessário.
5 - Reinstale os bujões de dreno (1 e 2) e reabaste-
ça com óleo recomendado na tabela de lubrifi-
cantes.
6

Troca do filtro de retorno


Remova o filtro de retorno (1) e descarte-o
periódicamente conforme o plano de manutenção
deste manual.

Aplique uma camada de óleo lubrificante sobre o anel


de vedação do filtro novo e genuíno e instale-o, dan- 1
do o aperto manualmente (sem uso de ferramen-
tas).

Reabasteça o sistema hidráulico com lubrificante


recomendado na tabela de lubrificantes.
Fig. 279

Serie MF 7100 6-29


6. Manutenção
Limpeza do elemento filtrante de sucção

NOTA:
É importante que o trator, ou pelo menos
a região do filtro, seja lavado antes de
efetuar a operação abaixo.
A remoção da roda direita não é obriga-
tória, mas se for removida, facilitará bas-
tante o procedimento.

1 - Drene o óleo da transmissão conforme descrito 2 1


anteriormente. Fig. 280
2 - Remova a chapa de proteção (2).
3 - Coloque uma bandeja sob o filtro para coletar o
óleo contido neste.
4 - Remova as quatro porcas (3).
5 - Remova os componentes do filtro (1):
Alojamento (5); 4
O filtro tela (6);
A mola (7);

6 Os anéis vedadores (8 e 9).


6 - Lave o filtro tela (6) utilizando um pincel e óleo
diesel ou querosene.
Se disponível, utilize ar comprimido para a seca- 1 3
gem e auxílio na limpeza. Fig. 281
7 - Limpe também o suporte (10) e o alojamento (5).
8 - Monte os componentes seguindo a ordem inver-
sa, observando:
5 9 8 6 7
- O correto encaixe dos anéis vedadores (8 e 9).
- O encaixe e posicionamento da mola (7) ao mon-
tar o alojamento (5).
- Substitua os vedadores (8 e 9)
9 - Verifique o estado dos fios e plugues (4), do
sensor de restrição do filtro.
10 -Monte a chapa de proteção (2). 10

Fig. 282

6-30 Serie MF 7100


6. Manutenção
Troca dos filtros alta pressão
Remova os filtros de alta pressão do filtro válvula (1)
e do filtro da direção (2) e descarte-o periódicamente
conforme o plano de manutenção deste manual. 2 1

Aplique uma camada de óleo lubrificante sobre o anel


de vedação do filtro novo e genuíno e instale-o, dan-
do o aperto manualmente (sem uso de ferramen-
tas).

Reabasteça o sistema hidráulico com lubrificante


recomendado na tabela de lubrificantes deste ma-
Fig. 283
nual.

6
Fig. 284

12 - Redutores e diferencial
12.1 - Lubrificação dos redutores finais
traseiros
Verificação do nível de óleo
Para verificar o nível do óleo dos redutores coloque
o trator em terreno plano, remova o bujão de nível e
enchimento (1). O nível esta correto se atingir a bor-
1
da do orifício do bujão de enchimento. Caso contrá-
rio, complete com óleo recomendado na tabela de
lubrificantes deste manual. 2
Fig. 285
Troca do óleo
O trator deve estar em temperatura normal de funci-
onamento. Faça a drenagem do óleo através do bu-
jão inferior (1), removendo também o bujão (2).
Reinstale o bujão (2) e reabasteça através do bocal
(1) até atingir o nível, com óleo recomendado na ta-
bela de lubrificantes deste manual. Reinstale o bu-
jão (1) e proceda da mesma forma com o outro re-
dutor.

Serie MF 7100 6-31


6. Manutenção
12.2 - Lubrificação dos redutores finais
dianteiros
Verificação do nível do óleo 1
1 - Deixe os redutores com o bujão (1) na posição
equivalente a "9 horas" do relógio - detalhe “B”.
2 - Remova o bujão de dreno e enchimento, utili-
zando um encaixe de soquete 1/2".
3 - O nível estará correto se atingir a borda do orifí-
cio de enchimento.
4 - Se necessário, complete com óleo recomenda-
do conforme tabela de lubrificantes deste manu-
al.
5 - Reinstale o bujão apertando-o com firmeza.
6 - Proceda da mesma forma com o redutor da ou-
tra roda.

6
Fig. 286

Troca do óleo dos redutores


Com o trator em temperatura normal de funciona-
mento:
1 - Levante a frente do trator e calce o eixo dianteiro 1
sobre calços seguros. Gire a roda de modo que
o bujão (1) fique para baixo - posição “A”.
2 - Remova o bujão e drene o óleo.
3 - Gire a roda de modo que o bujão fique na posi-
ção de enchimento “B”.
4 - Reabasteça o redutor com óleo recomendado
conforme tabela de lubrificantes deste manual,
e monte o bujão (1) apertando-o corretamente.
Fig. 287
5 - Proceda da mesma forma com o outro redutor.

6-32 Serie MF 7100


6. Manutenção
12.3 - Lubrificação do diferencial
dianteiro
Verificação do nível de óleo
1 - Com o trator nivelado, remova o bujão de nível e 1
enchimento (1) do diferencial.
2 - O nível deve atingir a borda do orifício de enchi-
mento.
3 - Se estiver abaixo, complete com recomendado
conforme tabela de lubrificantes deste manual. 3 2
4 - Reinstale o bujão (1) com firmeza.

Troca do óleo do diferencial dianteiro Fig. 288


Com o trator nivelado e óleo em temperatura normal
de funcionamento:
1 - Remova o bujão de enchimento e os bujões de
dreno (2 e 3).
2 - Examine a vedação. Após o completo escoamen-
to do óleo, reinstale o bujão de dreno, apertan-
do-os com firmeza.

NOTA:
Os bujões de escoamento possuem uma
6
parte magnética que retém as partículas
metálicas contidas no óleo. Limpe os
bujões usando solvente.

3 - Reabasteça o diferencial com óleo recomenda-


do conforme tabela de lubrificantes deste manu-
al, até atingir a borda do orifício de enchimento.
4 - Reinstale o bujão de enchimento.

Serie MF 7100 6-33


6. Manutenção
13 - Verificação e regulagem da
convergência das rodas dianteiras
Verificando a convergência
1 - Alinhe as duas rodas em relação ao trator.
2 - Meça a distancia (D), na parte dianteira, exata-
mente na altura do eixo da roda. Faça a medida
entre as bordas dos aros das rodas.
3 - Da mesma forma, faça a medida (T), da distân-
cia entre as bordas dos aros, na parte posterior
das rodas, também na altura do eixo (rolamento
das rodas).
Fig. 289
4 - Calcule a convergência, fazendo T - D (medida
traseira menos a dianteira).

Ajuste
A convergência deve estar mais próxima de 0 mm,
ou seja, a medida traseira (T) deve ser igual à medi-
1 2
da dianteira (D).
1 - Caso necessário, afrouxe a braçadeira (l) (ou

6 contraporca, conforme o eixo) em um dos lados


do eixo.
2 - Gire a rótula (2) usando uma chave de boca no
respectivo encaixe, até obter a convergência re-
comendada.
3 - Reaperte a braçadeira ou contraporca (1).

NOTA: Fig. 290


Aplique adesivo de travamento de rosca
para evitar o afrouxamento do parafuso
da braçadeira ou contraporca.
A regulagem da convergência deve ser
feita na mesma medida em ambos os la-
dos (igual número de fios de rosca em
ambos os terminais).

6-34 Serie MF 7100


6. Manutenção
14 - Manutenção dos freios 1

14.1 - Sangria do sistema de


acionamento hidráulico dos freios
Os freios são de acionamento hidráulico.
Antes de regular o curso livre dos pedais, verifique a
necessidade de sangria do sistema.
Mantenha o nível de fluido correto no reservatório
de fluido (1).
Utilize fluido para freios recomendado conforme ta-
bela de lubrificantes deste manual. Sempre que ti-
ver dúvidas, consulte sua Concessionária. Os freios Fig. 291
são vitais para a sua segurança, a do trator e de ou-
tras pessoas.

Procedimento para a sangria


1 - Complete o nível de fluido para freios recomen-
dado conforme tabela de lubrificantes deste
manual.
2 - Peça a alguém que pressione um dos pedais do
freio. Proceda individualmente em cada pedal de
freio. 6
3 - Pressione o pedal até o fundo 3 vezes e mante-
2
nha-o pressionado.
4 - Solte um dos bujões de sangria (2), localizados
sobre as trombetas, na traseira do trator. Deixe
escoar o fluido, cuidando para que não lhe atin-
ja. Fig. 292
5 - Reaperte o bujão (2).
6 - Somente agora solte o pedal.
7 - Repita os procedimentos 3 até 6 tantas vezes
quantas forem necessárias. Normalmente, em
duas etapas se obtém uma boa sangria.
Isto pode ser constatado quando o pedal fica
firme, com boa atuação. Se fizer a sangria e o
pedal não ficar firme quando pressionado, ou,
então, quando a necessidade de sangria tornar-
se freqüente, será necessário substituir o reparo
dos cilindros-mestres e/ou dos cilindros-servos.

NOTA:
Cuide para que não falte fluido no reser-
vatório durante a sangria, pois isto aumen-
taria a entrada de ar no circuito.

8 - Proceda da mesma forma com o outro pedal e


respectivo bujão de sangria (2).

Serie MF 7100 6-35


6. Manutenção
14.2 - Regulagem do curso livre dos
pedais
Após a sangria, verifique e regule, se necessário, a
folga dos pedais da seguinte maneira:
1 - Pressione um dos pedais e, com uma régua, ve-
rifique o deslocamento do mesmo em relação
ao outro, que é a folga. 1
2 - A folga deve ser de 4 a 5 cm. Se for diferente,
faça a regulagem através da porca (1) existente
junto às trombetas do eixo traseiro.
3 - Para diminuir a folga do pedal, gire a porca no
sentido horário. Para aumentar a folga, gire-a no
Fig. 293
sentido anti-horário.
4 - Proceda da mesma forma com o pedal do outro
lado.

4 a 5 cm

6
Fig. 294

14.3 - Teste de atuação simultânea dos


freios
Após qualquer ajuste nos freios, faça a verificação
final quanto atuação dos dois em conjunto que deve
ser o mais homogênea possível.
Ao pressionar os dois pedais, utilizando a trava de
união, as rodas traseiras devem ser freadas por igual.
Se isto não acontecer, há sempre um sério risco de
que o trator se desgoverne, especialmente numa
freada intensa de emergência.

CUIDADO! Fig. 295


Para realizar o teste de aplicação simul-
tânea dos freios, dirija-se a uma área li-
vre de obstáculos e longe de curiosos.
A responsabilidade pela segurança sem-
pre será do condutor do trator. Se encon-
trar dificuldades, consulte sua Concessi-
onária.

6-36 Serie MF 7100


6. Manutenção
15 - Sistema elétrico 1

15.1 - Cuidados com o sistema elétrico

ADVERTÊNCIA:
Evite improvisações ao fazer reparos no
sistema elétrico. O bom funcionamento
e a segurança do sistema elétrico, inclu-
indo seus componentes, podem ser seri-
amente afetados pela instalação de um
acessório não recomendado ou pela re-
alização da manutenção por pessoal não
Fig. 295
treinado pela fábrica.

Para evitar danos ao sistema de carga e ao alternador, 15.2 - Manutenção da bateria


observe as seguintes recomendações:
 Não conecte ou desconecte qualquer circuito Verificação do nível de eletrólito
com o motor em funcionamento; (Exceto baterias livres de Manutenção)
 Desconecte sempre o cabo negativo da bateria Para verificar o nível da solução eletrolítica, retire as
antes de realizar alguma solda no trator ou im- tampas dos vasos e introduza um tubo até encostar

6
plemento a ele acoplado. Siga a mesma reco- nas placas. Tape a parte superior do tubo, levante-o
mendação ao colocar a bateria em carga, quan- e verifique a altura que o líquido atingiu. O resultado
do montada no trator. corresponde ao nível da solução. O nível deve estar
 Sempre conecte o cabo positivo primeiro e de- entre 1 e 2 cm.
pois o negativo.
 Nunca faça reparos no sistema elétrico sem an-
tes desligar o cabo negativo da bateria.

OBSERVAÇÃO:
Caso o sistema elétrico seja equipado
com chave geral (1), não é necessário
desconectar o cabo negativo da bateria,
basta desligar a chave geral.

 Nunca use bateria auxiliar cuja tensão nominal


seja maior que da bateria principal.
 Jamais inverta a polaridade na ligação da bate-
ria do trator ou da bateria auxiliar para partida. Fig. 296
 Ligue sempre o cabo negativo com o borne ne-
gativo e cabo positivo com borne positivo.
 Caso tenha que trocar a bateria, identifique a po- IMPORTANTE:
sição de montagem e ligações para evitar inver- Os vapores ácidos liberados pela bateria
sões na reinstalação. são letais. Jamais aproxime chama viva
 No caso dos tratores com sistema de levante ele- (fogo) para iluminação, pois os referidos
trônico, os cuidados com o sistema elétrico são vapores são inflamáveis. Se a bateria
ainda maiores. Se a tensão fornecida pelo siste- "consome” água em períodos muitos cur-
ma elétrico não estiver dentro de certos limites, tos (60 a 80 horas de trabalho), ou se fica
o levante hidráulico fica inoperante. sem carga com muita freqüência, mande
testar o sistema de carga (alternador e
regulador) e a própria bateria.

Serie MF 7100 6-37


6. Manutenção
Verificação do nível de eletrólito - Baterias com
indicador de carga
Baterias livres de manutenção possuem um indica-
dor de carga imbutido na tampa.
Conforme a coloração apresentada, informa o nível
de carga que a mesma se encontra, conforme a ta-
bela abaixo.

Cores Verde Preto Incolor

% carga Acima de 65% Abaixo de 65% Nível abaixo


de eletrólito Fig. 297
Ação Bateria em Verificar a carga Bateria sem
condições de da bateria antes condições de
teste do teste. uso.
Se necessário
for, recarregue.

6 Limpeza dos terminais da bateria


Além do nível de solução, a limpeza é responsável
pela duração da bateria. Os acúmulos de depósitos
externos corroem a pintura e as partes metálicas em
contato ou próximas a bateria.
Além disso, descarregam a bateria, pois funcionam
como condutores. Os bornes da bateria perdem o
perfeito contato com os terminais dos cabos, geran-
do dificuldade para conduzir a corrente, resultando
em descarga e no superaquecimento da bateria.
Para a limpeza, desconecte os cabos. Primeiro o
negativo e depois o positivo. Limpe os bornes e ter-
minais com lixa e escova de aço. Fig. 298
Na montagem, proteja-os com vaselina para preve-
nir contra corrosão. Lave a caixa da bateria utilizan-
do água quente e sabão. Instale novamente a bate-
ria, tendo o cuidado para não inverter a polaridade.
Cabo (+) com terminal (+) e cabo (-) com terminal
(-).
Instale primeiro o cabo (+) e, após, o terminal (-).

Utilização de bateria auxiliar


Cuide para não provocar faíscas e danos aos bornes.
Por isso, use cabos de boa qualidade, segurando-
os com firmeza nos bornes da bateria.

6-38 Serie MF 7100


6. Manutenção
Recarga da bateria
Quando a bateria estiver descarregada, devido a um
longo período inativo, deve ser carregada fora do
trator, em aparelho de carga lenta, ou seja, a corren-
te deve ser equivalente a 10% do valor da capacida-
de nominal da bateria.
Exemplo: Bateria de 120Ah
Corrente de recarga = 120 x 0,1 (10%) = 12A
A corrente elevada induzida pelo alternador (com
bateria descarregada) pode danificá-la.

Jamais teste a bateria mediante curto-circuito entre


Fig. 299
os bornes. Além de danificar os bornes, há o risco
de explosão da bateria.
O uso de um densímetro pode revelar com boa pre- Cuidados que se deve tomar na recarga da bateria
cisão o problema de uma bateria através da densi- • Acompanhe atentamente todo o processo de
dade da solução. recarga.
Diferenças acentuadas de densidade entre os dife- • Nunca recarregue a bateria quando o indicador
rentes vasos acusam a existência de algum proble- de teste estiver claro (baterias com indicador de
ma, como sulfatação ou placas em curto. Neste caso, carga).

6
será necessário um teste de carga em aparelho es- • Acompanhe a temperatura da bateria, ela nunca
pecífico. deve ultrapassar 50°C. Caso isto ocorra interrom-
pa a recarga até que a bateria esfrie e retorne
Teste de carga da bateria com um regime de carga reduzido.
• Não é recomendado que se faça recarga de um
Quando a bateria estiver descarregada, devido a um
dia para o outro sem acompanhamento.
longo período de inatividade, deve ser carregada fora
do trator, em aparelho de carga lenta. • Nunca desconecte os cabos de conexão com o
carregador ligado.

Procedimento
Com o motor desligado, a carga da bateria pode ser
avaliada pela tensão medida nos terminais.
12,7 volts ..................... Carga máxima
12,4 volts ..................... Carga a 50 %
12,0 ou menos ............ Descarregada

Tensão x tempo para a recarga


O tempo em que a bateria deve ficar no processo de
carga, varia em função da tensão aplicada:
- Entre 12,0 e 12,2V de carga ............ 4,5 horas
- Entre 11,8 a 11,99V de carga ............. 7 horas
- Entre 11,5 a 11,79V de carga ............. 9 horas
- Entre 11,0 a 11,49V de carga ........... 11 horas
- Profundamente descarregadas ........ 15 horas

NOTA:
Jamais use carga sob tensões acima de
15 volts. Fig. 300

Serie MF 7100 6-39


6. Manutenção
15.3 - Regulagem dos faróis dianteiros
1 - Estacione o trator de frente para uma parede a 2 1
metros de distância. O trator deve estar sobre C
um piso plano e nivelado.
2 - Desenhe uma linha horizontal (1) na parede igual D
à altura dos centros dos faróis (B).
2
3 - Desenhe duas linhas verticais iguais à largura
(C) representando a distância entre centros dos
A
faróis. C
4 - Desenhe uma linha horizontal (2) de acordo com
D, sendo a distância da linha horizontal (1) pela B
equação (D=B x 0,1).
Fig. 301
5 - Regule cada farol individualmente, cobrindo o
farol oposto e alinhando a borda superior da zona
iluminada com a parte superior da linha (2) con-
forme ilustrado. Ajuste se necessário girando os
parafusos (3).

NOTA:
Faça a verificação separadamente. En-

6
quanto verifica um farol, tape o outro. Tape 3
também os faróis da cabina (se equipa-
do), ou dos faróis auxiliares para que não
dificultem a visibilidade.

Fig. 302

6-40 Serie MF 7100


6. Manutenção
15.4 - Troca de lâmpadas dos faróis e 2 1
lanternas
Faróis dianteiros de serviço
Potência das lâmpadas: 60 watts (Faróis Baixos) e
55 watts (faróis Altos).
1 - Abra a grade frontal.
2 - Desconecte o plugue (1).
3
3 - Afaste a proteção de borracha (2).
4 - Desencaixe a presilha (3) para liberar o soquete
com a lâmpada (4).
5 - Puxe o conjunto do soquete e remova a lâmpa-
da, empurrando-a, girando-a simultaneamente
no sentido anti-horário e depois puxando-a.
6 - Monte um a lâmpada nova seguindo o procedi-
mento inverso.

6
Fig. 303

Lâmpada do farol traseiro de trabalho (A), faro-


letes auxiliares e faróis frontais da cabine (B).
Potência 55 watts, lâmpada halógena

NOTA:
Este tipo de lâmpada não deve ser toca-
do com os dedos, pois a umidade natu-
ral e a gordura da pele provocam a quei-
ma da lâmpada. Use sempre um papel
ou pano limpo e seco para manusear es-
tas lâmpadas. A 1

1 - Desligue a chave correspondente ao item a ser


trabalhado.
2 - Abra o farol retirando os parafusos (1). Após re-
tire o conjunto do interior da cabine.
3 - Desencaixe a presilha liberando o soquete com
a lâmpada queimada, conforme apresentado B
pelas setas azuis.
4 - Monte a nova lâmpada, não tocando-a direta-
mente com os dedos conforme observação aci-
ma. Após monte o conjunto a cabine. Fixe com
os parafusos (1).

1
Fig. 304

Serie MF 7100 6-41


6. Manutenção
Luzes de posição e pisca dianteiros
1 - Luzes indicadoras de direção (pisca): 21 watts
2 - Luzes de posição: 5 watts

Para o acesso às lâmpadas, retire os 2 parafusos da


lente (3). 2
1

3
Fig. 305

Sinaleiras, pisca e luzes de freio

6 A - Sinaleira e luz de freio: 5 watts


B - Indicador de direção (pisca): 21 watts
A
B
a) Remova os parafusos (3) e separe o conjunto
conforme mostrado. Force o soquete (1 ou 2)
lateralmente para desencaixá-lo do alojamento.
b) Remova a lâmpada girando-a no sentido anti-ho-
rário.
c) Monte uma lâmpada nova, assegurando-se do
completo encaixe do soquete após empurrá-lo
contra o alojamento.

A B

2
3
Fig. 306

6-42 Serie MF 7100


6. Manutenção
Farolete interno da cabine (luz de cortesia) 1
Potência da lâmpada = 10 watts
1 - Force o conjunto da lâmpada (1) para baixo, uti-
lizando uma chave-de-fenda conforme mostra-
do.
2 - Retire o refletor (2) e substitua a lâmpada (3).
3 - Reencaixe o conjunto, empurrando-o para cima
até o completo encaixe.

Fig. 307

2 3

6
Fig. 308

15.5 - Iluminação interna do painel


Em caso de algum dos instrumentos do painel ou
luzes de aviso não funcionar, consulte sua Conces-
sionária Massey Ferguson.
A abertura do painel requer ferramentas e conheci-
mento especializado.

Fig. 309

15.6 - Emissão sonora de ré


O sistema de emissão sonora possui uma corneta
instalada ao lado da transmissão, que deve ser tes-
tada periodicamente quanto a seu funcionamento.
Caso a emissão sonora de engate da marcha a ré
não funcionar, consulte sua Concessionária Massey
Ferguson.

Fig. 310

Serie MF 7100 6-43


6. Manutenção
15.7 - Troca de fusíveis e relés
ATENÇÃO!
- Nunca faça qualquer reparo no sistema
elétrico sem antes desligar o cabo nega-
tivo da bateria.
- Nunca improvise utilizando objetos me-
tálicos ou fusíveis de outra capacidade.
- Se os fusíveis estiverem queimando com
freqüência, examine a causa do proble-
ma e jamais utilize um fusível de capaci-
dade superior para tentar impedir a quei-
ma!
Fig. 311

Fusíveis "F" e relés "K" primários


Estes localizam-se junto a bateria. Para o acesso,
retire a tampa de proteção da bateria. 8 7 6 5 4 3 2 1

NOTA:
As listagens abaixo incluem itens

6 opcionais.

Relés "K"
K1 Relé de partida
K9 Vela aquecedora de partida (Junto ao motor)
K1
Fusíveis "F"
1 PF-01 60A Alternador
Fig. 312
2 PF-02 60A Alternador
3 PF-03 60A Sistema de iluminação
4 PF-04 60A Iluminação
5 PF-05 60A Partida do motor
6 PF-06 60A Reserva
7 PF-07 60A Reserva
8 PF-08 60A Reserva

K9

Fig. 313

6-44 Serie MF 7100


6. Manutenção
Quadro elétrico principal
Este é fixado na própria tampa do mini-capuz do
painel de instrumentos, facilitando o acesso aos fu-
síveis e relés.

NOTA:
Jamais tente improvisar utilizando obje-
tos metálicos no lugar de fusíveis. Isto
pode causar sérios danos na instalação
elétrica e até incêndio. Quando os fusí-
veis queimarem com freqüência, exami-
ne a causa do problema.
Fig. 314

Fusíveis - Identificação
N° Corrente Função
01 10 A Pisca-alerta e buzina
02 15 A Controle de parada do limpador e acen-
dedor
03 10 A Rádio, Relógio e Farolete interno da ca-

04
bina
10 A Painel de instrumentos + Relé do inter- 6
ruptor de segurança de partida
05 05 A Partida + IPTO + Sirene da ré
06 10 A Solenóide de corte de combustível da
bomba injetora
07 10 A Luz de freio
08 5A Bloqueio do diferencial
09 10 A Reserva
10 10 A Sinaleiras + Iluminação interna da ca-
bina + Farol de serviço +Teclas do pa-
inel
11 15 A Acionamento da Luz Baixa
12 15 A Acionamento da Luz Alta
13 10 A Indicador de direção / Relógio
14 10 A Limpador e lavador do pára-brisas di-
anteiro
15 10 A Acionamento da tração dianteira
16 20 A Condicionador de ar: embreagem
elétro-magnética do compressor e ven- Fig. 315
tilação da cabina
17 15 A Faróis dianteiros - Luz Baixa (40 watts)
18 15 A Faróis dianteiros - Luz Alta (48 watts)
19 15 A Faróis de serviço - lado direito
20 15 A Faróis de serviço - lado esquerdo
21 10 A Tomada elétrica para reboque
22 10 A Limpador e lavador do pára-brisas tra-
seiro e sinaleira giratória da cabine
23 15 A Farol auxíliar
24 15 A Luz de posição

Serie MF 7100 6-45


6. Manutenção
Relés - Identificação
K7 - Relé de acionamento do pisca-alerta

K7
K2 - Relé de bloqueio
K2
Desliga os faróis, componentes do ar condicionado,
K3
limpador e lavador do pára-brisas e levante eletrôni-
K4
co durante a partida do motor, evitando sobrecarga
K5
na bateria.
K6

K3 - Relé auxiliar I K8
Durante a partida, controlado pelo relé K2, desliga
limpador e lavador do pára-brisas, levante hidráuli- Fig. 316
co, faróis dianteiros da cabina e acionamento do sis-
tema de ar condicionado.

K4 - Relé auxiliar II
Também controlado pelo relé K2, desliga durante a
partida os faróis traseiros de trabalho e os faróis di- K07
anteiros montados na grade do radiador.

6 K5 - Relé dos faróis traseiros de trabalho e luzes do


teto da cabine
K02
+15’
É comandado pela tecla de acionamento dos referi-
dos faróis e luzes, acionando-os. K03
+15’
K6 - Relé dos faróis dianteiros de trabalho e luzes do
teto da cabine K04
É comandado pela tecla de acionamento dos referi-
dos faróis e luzes, acionando-os.
K05

K8 - Relé do neutro da TDPI (Se instalado)


Só permite a partida com a alavanca da TDPI em
neutro (desligada). Ou seja, para que a partida seja K06
possível será necessário que o câmbio e a TDPI es-
tejam em neutro.

SPARE
K08

Fig. 317

6-46 Serie MF 7100


6. Manutenção
16 - Diagnóstico de falhas no
sistema Hydrotronic
16.1 - Identificação dos componentes 5- Sensor de posição.
1 - Bomba hidráulica de engrenagens. 6- Central de controle.
2 - Válvula de controle de subida e descida e sole- 7- Painel de controle.
nóides (2a). 8- Chicote e plugues em geral.
3 - Cilindros de levante. 9- Controles externos.
4 - Sensores de tração (1 em cada barra inferior).

4 8
2

1 2a

Fig. 318
6

9 8 7 6

8 9
4 5 1

5 6 9

7
Fig. 319

Serie MF 7100 6-47


6. Manutenção
16.2 - Falhas graves
A luz inicia com 1 piscada e após o intervalo,
mais 1, 2, 3, 4, 5 ou 6 piscadas
Esta categoria indica que o sistema está bloqueado.
Nenhum sinal elétrico é encaminhado às elétro-vál-
vulas de subida e descida.
Neste caso, o acionamento de emergência pode ser
feito manualmente, comprimindo os pinos das elétro-
válvulas. Eliminada a falha, a luz de aviso irá apagar-
se.
Acione o motor e faça a reativação do sistema.
Fig. 320

Código de falha Causa da falha Solução

Código 11 - Falha no solenóide de Subida ou circui- # Determine qual solenóide está com
Seqüência: 1 + 1 to aberto entre os cabos do solenóide e problema e substitua-o. Procure sua
o pino-terminal “6”. concessionária mais próxima.

Código 12 - Falha no solenóide de Descida ou cir- # Determine qual solenóide está com

6 Seqüência: 1 + 2 cuito aberto entre os cabos do solenói-


de e o pino-terminal “6”.
problema e substitua-o. Procure sua
concessionária mais próxima.

Código 13 - Corrente medida no pino “6” está muito # Determine se o chicote está com pro-
Seqüência: 1 + 3 alta? Verifique: blema e substitua-o. Procure sua con-
* Curto-circuito entre os pinos “2 e 6”. cessionária mais próxima.
* Curto-circuito entre os pinos “14 e 6”.
(possível curto-circuito no solenóide).

Código 14 - Sinal elétrico do controle externo de # Inspecione chicote, plugues e


Seqüência: 1 + 4 Subida não OK ou problema no próprio soquetes à válvula solenóide. Procu-
botão. re sua concessionária mais próxima.

Código 15 - Sinal elétrico do controle externo de # Procure sua concessionária mais pró-
Seqüência: 1 + 5 Descida não OK ou problema no pró- xima.
prio botão.

Código 16 - Alimentação elétrica da unidade central # Inspecione chicote, plugues e


Seqüência: 1 + 6 de processamento pode estar incorre- soquetes à válvula solenóide.
ta. # Troque a bobina do solenóide.

6-48 Serie MF 7100


6. Manutenção
16.3 - Falhas médias
A luz inicia com 2 piscadas e após o intervalo,
mais 2, 3, 4 ou 8 piscadas
Neste caso o sistema também estará bloqueado e
nenhum sinal elétrico é encaminhado às elétro-vál-
vulas, sendo necessário acioná-las manualmente em
caso de emergência. Este tipo de falha se caracteri-
za pela perda do ajuste de algum sensor.
Quando a luz de aviso não indicar mais falhas, acio-
ne o motor e reative o sistema.

Código de falha Causa da falha Solução

Código 22 - Sinal do controle de posição não OK: # Inspecione conectores elétricos. Pro-
Seqüência: 2 + 2 * Circuito aberto ou sensor de Posição cure sua concessionária mais pró-
desconectado. xima.
* Possível curto-circuito ou curto com a
“massa”.

6
* Ajuste do sensor de Posição não OK.

Código 23 - Sinal do potenciômetro de ajuste não # Inspecione conectores elétricos. Pro-


Seqüência: 2 + 3 OK: cure sua concessionária mais pró-
* Circuito aberto. xima.
* Potenciômetro desconectado.

Código 24 - Sinal do potenciômetro do limite de le- # Inspecione conectores elétricos. Pro-


Seqüência: 2 + 4 vante não OK: cure sua concessionária mais pró-
* Circuito aberto. xima.
* Potenciômetro desconectado.

Código 28 - Sinal do interruptor do sistema de amor- # Inspecione conectores elétricos. Pro-


Seqüência: 2 + 8 tecimento de solavancos para transpor- cure sua concessionária mais pró-
te não OK: xima.
* Circuito aberto.
* Interruptor desconectado.

Serie MF 7100 6-49


6. Manutenção
16.4 - Falhas leves
A luz inicia com 3 piscadas e após o intervalo,
mais 1, 2, 4 ou 6 piscadas
Neste tipo de falha, não será necessário interromper
a operação, pois o sistema continua funcionando.
Porém, na primeira oportunidade devem ser toma-
das as providências para que a falha não se agrave,
paralisando o sistema.

Código de falha Causa da falha Solução

Código 31 - Circuito aberto, curto-circuito ou sensor # Inspecione conectores elétricos.


Seqüência: 3 + 1 desconectado: Procure sua concessionária
A unidade de controle é bloqueada (similar mais próxima.
às falhas graves): elimine a falha e gire a cha-
ve de ignição para a posição Ligada e depois
Desligada.
Se o sensor de tração não é conectado du-

6
rante o período de chave na posição Ligada,
o sistema funcionará, mas só em controle de
Posição (controle de Tração inoperante).
- Sobrecarga no sensor de tração direito. # Inspecione conectores elétricos.
Neste caso o sistema continua funcionando, Procure sua concessionária
sem bloqueios, embora ocorra a piscada da mais próxima.
luz de aviso no painel de controle.

Código 32 - Circuito aberto, curto-circuito ou sensor # Inspecione conectores elétricos.


Seqüência: 3 + 2 desconectado: Procure sua concessionária
A unidade de controle é bloqueada (similar mais próxima.
às falhas graves): elimine a falha e gire a cha-
ve de ignição para a posição Ligada e depois
Desligada.
Se o sensor de tração não é conectado du-
rante o período de chave na posição Ligada,
o sistema funcionará, mas só em controle de
Posição (controle de Tração inoperante).
- Sobrecarga no sensor de tração esquerdo. # Inspecione conectores elétricos.
Neste caso o sistema continua funcionando, Procure sua concessionária
sem bloqueios, embora ocorra a piscada da mais próxima.
luz de aviso no painel de controle.

Código 34 - Sinal do potenciômetro do controle de desci- # Inspecione conectores elétricos.


Seqüência: 3 + 4 da não OK: Procure sua concessionária
* Circuito aberto. mais próxima.
* Potenciômetro desconectado.

Código 36 - Sinal do potenciômetro do controle de # Inspecione conectores elétricos.


Seqüência: 3 + 6 Mixagem não OK: Procure sua concessionária
* Circuito aberto. mais próxima.
* Potenciômetro desconectado.

6-50 Serie MF 7100


6. Manutenção
17 - Diagnóstico de falhas no
sistema Boschtronic
17.1 - Identificação dos componentes
O sistema Boschtronic é semelhante ao Hydrotronic, 1- Bomba hidráulica de engrenagens.
descrito no Módulo anterior. 2- Válvula de controle de levante.
O sistema Boschtronic é utilizado apenas em trato- 3- Cilindros de levante.
res cabinados. 4- Sensores de Tração (1 em cada barra inferior).
A diferença entre os 2 sistemas se resume ao siste- 5- Sensor de Posição.
ma eletrônico e principalmente o painel de controle. 6- Central de controle.
Toda a parte mecânica e hidráulica, inclusive quanti- 7- Painel de controle.
dade e localização dos sensores de Tração e Posi- 8- Chicote.
ção.
9- Controles externos.

4 8
2

1 2a

Fig. 321

9 8 7 6

2
3

4 5 1
5 6 7 9

Fig. 322

Serie MF 7100 6-51


6. Manutenção
17.2 - Falhas graves
A luz inicia com 1 piscada e após o intervalo,
mais 1, 2, 3, 4, 5 ou 6 piscadas
Esta categoria indica que o sistema está bloqueado.
Nenhum sinal elétrico é encaminhado às elétro-vál-
vulas de subida e descida.
Neste caso, o acionamento de emergência pode ser
feito manualmente, comprimindo os pinos das elétro-
válvulas. Eliminada a falha, a luz de aviso irá apagar-
se.
Acione o motor e faça a reativação do sistema.
Fig. 323

Código de falha Causa da falha Solução

Código 11 - Falha no solenóide de Subida ou circui- # Determine qual solenóide está com
Seqüência: 1 + 1 to aberto entre os cabos do solenóide e problema e substitua-o. Procure sua
o pino-terminal “6”. concessionária mais próxima.

Código 12 - Falha no solenóide de Descida ou cir- # Determine qual solenóide está com

6 Seqüência: 1 + 2 cuito aberto entre os cabos do solenói-


de e o pino-terminal “6”.
problema e substitua-o. Procure sua
concessionária mais próxima.

Código 13 - Corrente medida no pino “6” está muito # Determine se o chicote está com pro-
Seqüência: 1 + 3 alta? Verifique: blema e substitua-o. Procure sua con-
* Curto-circuito entre os pinos “2 e 6”. cessionária mais próxima.
* Curto-circuito entre os pinos “14 e 6”.
(possível curto-circuito no solenóide).

Código 14 - Sinal elétrico do controle externo de # Inspecione chicote, plugues e


Seqüência: 1 + 4 Subida não OK ou problema no próprio soquetes à válvula solenóide. Procu-
botão. re sua concessionária mais próxima.

Código 15 - Sinal elétrico do controle externo de # Procure sua concessionária mais pró-
Seqüência: 1 + 5 Descida não OK ou problema no pró- xima.
prio botão.

Código 16 - Alimentação elétrica da unidade central # Inspecione chicote, plugues e


Seqüência: 1 + 6 de processamento pode estar incorre- soquetes à válvula solenóide.
ta. # Troque a bobina do solenóide.

6-52 Serie MF 7100


6. Manutenção
17.3 - Falhas médias
A luz inicia com 2 piscadas e após o intervalo,
mais 2, 3, 4 ou 8 piscadas
Neste caso o sistema também estará bloqueado e
nenhum sinal elétrico é encaminhado às elétro-vál-
vulas, sendo necessário acioná-las manualmente em
caso de emergência. Este tipo de falha se caracteri-
za pela perda do ajuste de algum sensor.
Quando a luz de aviso não indicar mais falhas, acio-
ne o motor e reative o sistema.

Fig. 324

Código de falha Causa da falha Solução

Código 22 - Sinal do controle de posição não OK: # Inspecione conectores elétricos. Pro-
Seqüência: 2 + 2 * Circuito aberto ou sensor de Posição cure sua concessionária mais pró-
desconectado. xima.
* Possível curto-circuito ou curto com a

*
“massa”.
Ajuste do sensor de Posição não OK. 6
Código 23 - Sinal do potenciômetro de ajuste não # Inspecione conectores elétricos. Pro-
Seqüência: 2 + 3 OK: cure sua concessionária mais pró-
* Circuito aberto. xima.
* Potenciômetro desconectado.

Código 24 - Sinal do potenciômetro do limite de le- # Inspecione conectores elétricos. Pro-


Seqüência: 2 + 4 vante não OK: cure sua concessionária mais pró-
* Circuito aberto. xima.
* Potenciômetro desconectado.

Código 28 - Sinal do interruptor do sistema de amor- # Inspecione conectores elétricos. Pro-


Seqüência: 2 + 8 tecimento de solavancos para transpor- cure sua concessionária mais pró-
te não OK: xima.
* Circuito aberto.
* Interruptor desconectado.

Serie MF 7100 6-53


6. Manutenção
17.4 - Falhas leves
A luz inicia com 3 piscadas e após o intervalo,
mais 1, 2, 4 ou 6 piscadas
Neste tipo de falha, não será necessário interromper
a operação, pois o sistema continua funcionando.
Porém, na primeira oportunidade devem ser toma-
das as providências para que a falha não se agrave,
paralisando o sistema.

Fig. 325

Código de falha Causa da falha Solução

Código 31 - Circuito aberto, curto-circuito ou sensor # Inspecione conectores elétricos.


Seqüência: 3 + 1 desconectado: Procure sua concessionária
A unidade de controle é bloqueada (similar mais próxima.
às falhas graves): elimine a falha e gire a cha-
ve de ignição para a posição Ligada e depois
Desligada.

6 Se o sensor de tração não é conectado du-


rante o período de chave na posição Ligada,
o sistema funcionará, mas só em controle de
Posição (controle de Tração inoperante).
- Sobrecarga no sensor de tração direito. # Inspecione conectores elétricos.
Neste caso o sistema continua funcionando, Procure sua concessionária
sem bloqueios, embora ocorra a piscada da mais próxima.
luz de aviso no painel de controle.

Código 32 - Circuito aberto, curto-circuito ou sensor # Inspecione conectores elétricos.


Seqüência: 3 + 2 desconectado: Procure sua concessionária
A unidade de controle é bloqueada (similar mais próxima.
às falhas graves): elimine a falha e gire a cha-
ve de ignição para a posição Ligada e depois
Desligada.
Se o sensor de tração não é conectado du-
rante o período de chave na posição Ligada,
o sistema funcionará, mas só em controle de
Posição (controle de Tração inoperante).
- Sobrecarga no sensor de tração esquerdo. # Inspecione conectores elétricos.
Neste caso o sistema continua funcionando, Procure sua concessionária
sem bloqueios, embora ocorra a piscada da mais próxima.
luz de aviso no painel de controle.

Código 34 - Sinal do potenciômetro do controle de desci- # Inspecione conectores elétricos.


Seqüência: 3 + 4 da não OK: Procure sua concessionária
* Circuito aberto. mais próxima.
* Potenciômetro desconectado.

Código 36 - Sinal do potenciômetro do controle de # Inspecione conectores elétricos.


Seqüência: 3 + 6 Mixagem não OK: Procure sua concessionária
* Circuito aberto. mais próxima.
* Potenciômetro desconectado.

6-54 Serie MF 7100


6. Manutenção
18 - Manutenção do
condicionador de ar
ATENÇÃO!
Nunca desconecte mangueiras
condutoras de fluido refrigerante do sis-
tema de ar condicionado. Este fluido,
entrando em contato com a pele, provo-
cará queimaduras. Qualquer serviço de
manutenção do condicionador de ar, não
descrito aqui, deve ser executado por um
técnico especializado. Encaminhe a so-
lução do problema pela sua Concessio-
nária Massey Ferguson.

18.1 - Limpeza do condensador 1


Sempre que constatar um acúmulo de poeira ou
outras impurezas nas aletas do condensador (1), faça
a limpeza com auxilio de ar comprimido.
A pressão do ar não deve ser superior a 7 bar.
a) Remova as tampas laterais do capuz.
b) Afrouxe a porca de fixação do condensador em
6
um dos lados e afaste o condensador em rela-
ção ao radiador d'água, para melhorar o acesso. Fig. 326
c) Faça a limpeza deste lado, fixe-o novamente e
depois repita a operação para o outro lado do
condensador.

18.2 - Ajuste da tensão da correia do


compressor 3
A tensão da correia (2) deve ter a deflexão de 10 a
15 mm - veja o desenho. Se necessário, faça o ajus-
te:
a) Afrouxe as porcas dos parafusos de articulação. 2
b) Afrouxe as porcas de posicionamento e movi- Fig. 327
mente o compressor (3) para cima ou para bai-
xo para obter a tensão recomendada da correia.
c) Reaperte as 4 porcas e verifique se a tensão per-
maneceu correta.

OBSERVAÇÃO: 2
Certifique-se de que a tensão das correi-
as de acionamento do ventilador e
alternador estão corretas.

10 - 15 mm

Fig. 328

Serie MF 7100 6-55


6. Manutenção
18.3 - Limpeza do filtro de renovação 1
de ar da cabine
a) Remova a tampa (3), girando o parafuso (1) em
90° conforme indicado pela seta.
b) Remova o elemento filtrante (2) conforme mos-
trado.
c) Aplique ar comprimido no elemento filtrante (2),
observando o seguinte:
 Não aplique pressão superior a 70 PSI.
 O sentido do jato de ar deve ser no sentido con-
trário ao da passagem de ar, ou seja, de dentro
para fora, considerando a posição em que são 2
montados.
d) Reinstale o elemento (2) procedendo na ordem 3
inversa e reinstale a tampa (3), travando-a com
o parafuso (1).

NOTAS:
A freqüência das limpezas depende da

6
2
concentração de poeira e pode variar de
1 vez por semana à 2 vezes ao dia.

O filtro precisa ser trocado conforme o


plano de manutenção deste manual. Se
houver algum dano, como perfuração,
troque-o independente da carga horária.
Em condições severas de uso, deve ser Fig. 329
trocado com maior freqüência.

Não opere o condicionador com o filtro


de ar saturado: além de diminuir a sua
eficiência, danos podem ocorrer no sis-
tema.

Os elementos de ar devem estar em per-


feitas condições: se apresentarem furos,
ressecamento ou qualquer outra anorma-
lidade, substitua-os.

O sistema de filtragem de ar das cabinas


foi desenvolvido para protegê-lo da po-
eira e, em hipótese alguma contra pro-
dutos químicos como inseticidas. Neste
caso, tome as precauções informadas
pelo respectivo produto.

6-56 Serie MF 7100


6. Manutenção
18.4 - Inspeção geral periódica
Faça uma inspeção nos diversos componentes do
sistema condicionador de ar.
# Mangueiras e conexões: verifique o estado des-
tes itens quanto a trincas, desgaste ou furos. Dê
especial atenção às conexões e curvas e passa-
gens na lataria e outras partes.
# Fios e suas ligações.
# Fixações em geral.
# Correia de acionamento do compressor.
# Mantenha sempre limpos os tubos do conden-
sador. Para isso, utilize ar comprimido.

18.5 - Recarga do gás (ou fluido


refrigerante)
Utilize somente Fluido R-134A.
A necessidade de recarga do fluido refrigerante pode
ser constatada quando houver perda de eficiência
do condicionador.

6
Porém , antes certifique-se de que todos os demais
itens estão em perfeitas condições:
Limpeza do condensador e filtro de renovação de ar
da cabina, tensão da correia do compressor, etc. Se,
mesmo após a recarga do fluido refrigerante o pro-
blema persistir, pode ser necessária uma revisão do
compressor.
Lembre-se: um dos procedimentos que mantém a
vida útil do compressor por mais tempo é o
acionamento do sistema de refrigeração semanal-
mente.

NOTAS:
1 - A substituição de fluido refrigerante,
bem como completar a carga, requer pes-
soal e recursos especializados. Para este
e outros serviços consulte a sua Conces-
sionária MF ou um especialista em con-
dicionadores de ar da sua confiança.
2 - Jamais solte alguma conexão de man-
gueira condutora de fluido refrigerante.
Este fluido é altamente tóxico e exige téc-
nicas e equipamentos especiais para o
manuseio. A liberação do gás diretamen-
te para a atmosfera é prejudicial ao meio
ambiente.

Serie MF 7100 6-57


6. Manutenção
19 - Calibragem e carga dos
pneus
A calibragem correta é o fator que mais contribui Rodagem dupla (Somente rodas traseiras)
para um desempenho satisfatório dos pneus de
Quando usado rodagem dupla, os valores de car-
máquinas agrícolas. A pressão correta de enchi-
gas por pneu devem ser reduzidas. Para tanto multi-
mento pode ser determinada pesando-se o eixo
plique o valor encontrado na tabela por 0,88. Porém
carregado (por exemplo: o eixo traseiro com o
14 lb/pol2 é a mínima pressão a ser utilizada em ro-
implemento na posição levantada) e consultando
dagens duplas. As rodas dianteiras não alteram sua
as tabelas de calibragem e carga para os pneus
calibragem quando é utilizado rodado duplo na tra-
que estiverem sendo utilizados. As cargas dos
seira.
pneus podem ser calculadas para incluir
implementos montados, bem como pesos e
lastreamento.
Determinação do peso do trator
Os índices de calibragem recomendados só deve- Com o implemento montado no sistema de levante
rão ser aumentados em aplicações com cargas de 3 pontos, desloque o trator até uma balança e
pesadas e velocidades reduzidas, como arado em verifique o o peso que está sob os eixos traseiro e
relevo e operações em superícies duras - como dianteiro, um de cada vez.
transporte em rodovias. Após a medição de cada eixo, divida este valor por
As capacidades de carregamento de carga do pneu dois. Compare o valor obtido em relação aos pneus
variam de acordo com a velocidade - cargas mais montados com a tabela a baixo, determinando a pres-

6 pesadas normalmente devem ser transportadas


com velocidades mais baixas; já as cargas reduzi-
são de inflação x carga aplicada.

das podem ser transportadas com velocidades mais NOTA:


altas do que as indicadas nas tabelas a seguir.
A calibragem deve ser feita com os pneus
frios e observe as diferenças entre pneus
diagonais e radiais.
Calibragem (lb/pol2) x Capacidade de carga (kg)
Pressão kPa (lb/pol 2) - Pneus diagonais - Velocidade máxima de 30 km/h
kPa 95 110 125 140 150 165 180 190 210 220 235 250 275 305 330 360 385 415
Dimensões
lb/pol2 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 40 44 48 52 56 60
14.9-24R2 (6L) 1225 1325 1420 1510
14.9-26R1 (12L) 1265 1370 1465 1560 1650 1735 1820 1905 1980 2055 2130
14.9-26R1 (6L) 1265 1370 1465 1560
14.9-28R1 (10L) 1310 1415 1515 1615 1705 1795 1890 1965 2045 2120
14.9-28R1 (8L) 1310 1415 1515 1615 1705 1795 1890
14.9-28R2 (6L) 1310 1415 1515 1615
Carga por pneu (kg)

16.9-28R1 (8L) 1715 1840 1955 2070 2180


18.4-26R1 (10L) 1990 2130 2270 2395 2520 2645
18.4-26R2 (10L) 1990 2130 2270 2395 2520 2645
18.4-34R1 (10L) 2250 2415 2564 2715 2855 2990
18.4-38R1 (10L) 2380 2555 2715 2870 3020 3165
18.4-38R2 (10L) 2380 2555 2715 2870 3020 3165
20.8-38R1 (10L) 2885 3095 3410 3480
20.8-38R1 (8L) 2885 3095
20.8-38R2 (14L) 2885 3095 3410 3480 3660 3840 4000 4160 4330
23.1-26R2 (8L) 2850
23.1-30R1 (10L) 3035 3250 3460
23.1-30R1 (8L) 3035
23.1-30R2 (8L) 3035
24.5-32R1 (10L) 3465 3710 3950
Pressão kPa (lb/pol 2)- Pneus radiais - Velocidade máxima de 40 km/h
kPa 70 85 90 105 120 160
Dimensões
lb/pol2 10 12 13 15 17 23
Carga (kg)

540/65 R28 1785 1890 1900 2355 2785


600/60-R30.5 1845 1980 2900
650/75 R32 2720 2900 3160 3355 3740
710/65-R38 3165 3635 3735

6-58 Serie MF 7100


6. Manutenção
20 - Conservação do trator em
períodos inativos
A atividade de um trator agrícola, em muitos casos,
é bastante sazonal, ou seja, há épocas em que tra-
balha mais de 20 horas ao dia e, em outras, perma-
nece parado durante várias semanas.
Neste período a conservação do trator requer alguns
cuidados tão importantes quanto aqueles tomados
durante o período ativo.
Basicamente, a conservação neste período visa pro-
teger o trator contra os agentes nocivos como umi-
dade, calor, frio, impurezas, etc.
As condições ideais para a inatividade de um trator
são as seguintes:

Limpeza do trator
Antes de mais nada, faça uma lavagem rigorosa em
todo o trator.
Isto já o deixa livre de uma grande quantidade de
resíduos causadores de oxidação das partes metáli-
cas, bem como degradação de elementos não- me-
tálicos, como pintura, plásticos, instalação elétrica,
6
etc.

Fig. 331

Armazenagem do trator
É muito importante que o trator fique abrigado das
intempéries, em local seco e arejado.
Sem isso não há conservação.

Alívio da carga sobre os pneus


Caso a inatividade seja maior que 30 dias, é conve- Fig. 332
niente apoiar o peso do trator sobre calços reforça-
dos e seguros.
Retire a água do interior dos pneus e calibre-os com
pressão inferior que a recomendada para o traba-
lho.
Caso o peso do trator incida sobre os pneus numa
só posição por muito tempo, ocorre a deformação
da banda de rodagem.

Fig. 333

Serie MF 7100 6-59


6. Manutenção
Fechamento da saída do escape, do filtro de ar e
tubo-respiro do motor
É importante impedir a penetração de insetos atra-
vés destes pontos.
Muitos insetos podem transportar resíduos utiliza-
dos para a confecção de ninhos ao interior do mo-
tor. Isso gera conseqüências desastrosas.

Fig. 334

Acionamento da embreagem
No caso das embreagens com disco(s) de material
orgânico, é conveniente pressionar o pedal da em-
breagem até o final do 1° estágio. Isto evita que o
disco da transmissão cole no platô e volante.

6
Abastecimento e lubrificação
Ao desativar o trator, abasteça completamente os Fig. 335
tanques de combustível para evitar a condensação
da umidade e a conseqüente oxidação do interior
do tanque, bem como danos ao sistema de injeção.
Se possível, abasteça os tanques com combustível
especial para testes de bomba injetora. Faça o mo-
tor funcionar com este combustível alguns minutos.
Além disso, realize uma lubrificação de todas as
graxeiras.

Outros procedimentos
A) Remova a bateria do trator, limpe-a perfeitamen-
te e guarde-a em local seco, com o nível de so-
lução correto. Fig. 336
Mensalmente, submeta-a a uma carga lenta, evi-
tando a sulfatação das placas, que ocorre tam-
bém por falta de carga. Se for deixar a bateria no
trator, remova o cabo negativo e execute tam-
bém a recarga periódica.
B) Troque o óleo do motor e, se estiver próximo do
período, também dos demais sistemas.
C) Drene a água do radiador, faça uma lavagem in-
terna do sistema através de circulação de água
corrente.
Após, reabasteça o sistema, utilizando inibidor
de corrosão.

6-60 Serie MF 7100


6. Manutenção
Retorno ao trabalho
a) Remova as proteções do escapamento, filtro e
tubo-respiro utilizadas para impedir a entrada de
agentes nocivos.
1
b) Reinstale a(s) bateria(s).
c) Verifique o funcionamento das luzes do painel e
comandos.
d) Faça a calibragem dos pneus.

e) Corte o fluxo de combustível para o motor, sol-


tando o fio junto ao solenóide (1) da bomba inje-
tora -figura ao lado ou deixando o estrangulador
Fig. 337
puxado, conforme o modelo. Isto permite girar o
motor sem que entre em funcionamento, enquan-
to todas as partes móveis receberão lubrificação
evitando desgastes prematuros devido à ausên-
cia de óleo nas peças.
Acione o motor de partida durante 10 segundos
no máximo.

6
f) Ligue novamente o fio do solenóide e dê a parti-
da normalmente, certificando-se de que a luz de
aviso de pressão não acenda no painel.
Se esta luz permanecer acesa, desligue o motor
IMEDIATAMENTE e verifique a causa.

Serie MF 7100 6-61


6. Manutenção
21 - Análise de anormalidades,
causas e soluções
Os quadros a seguir podem auxiliar nas ocasiões
que você necessita diagnosticar algum problema e
decidir sobre a melhor forma de agir.

ANORMALIDADE POSSÍVEIS CAUSAS

1 - Motor trabalha 1a) Motor está com a válvula termostática travada aberta. Isto pode ser causa-
frio: do pelo não-uso de anti-corrosivo junto à água do sistema de arrefecimento.
Troque a válvula e o líquido do radiador, usando aditivo anti-corrosivo.
1b) Ponto da bomba injetora desregulado. Consulte sua Concessionária.

2 - Motor falha: 2a) Comando de parada do motor. Verifique o solenóide da bomba injetora e a
sua ligação elétrica. Se necessário, troque o solenóide.
2b) Bomba de alimentação defeituosa. Substitua a bomba.

6 2c) Filtro de combustível ou de ar, saturado. Troque o filtro de combustível e


limpe ou substitua o filtro de ar.
2d) Ar no sistema de combustível. Faça uma sangria do filtro.
2e) Respiro do tanque de combustível bloqueado. Troque a tampa que aloja o
respiro.
2f) Combustível incorreto ou com água. Drene todo tanque e reabasteça com
combustível adequado.
2g) Folga incorreta das válvulas. Consulte sua Concessionária.
2h) Assentamento irregular das válvulas. Consulte sua Concessionária.
2i) Desgaste interno do motor. Consulte sua Concessionária.
2j) Molas das válvulas quebradas. Consulte sua Concessionária.

3 - Paradas 3a) Solenóide da bomba injetora. Se necessário, substitua o solenóide.


constantes do 3b) Bomba de alimentação defeituosa. Substitua a bomba.
motor: 3c) Filtro de combustível e/ou ar saturado. Troque o filtro de combustível e
limpe ou substitua o filtro de ar.
3d) Ar no sistema de combustível. Faça uma sangria do filtro.
3e) Respiro do tanque de combustível entupido. Troque a tampa que aloja o
respiro.
3f) Água no combustível. Drene o tanque e os filtros. Verifique a procedência
do combustível . Abasteça sempre ao final de cada jornada, evitando a
condensação da umidade no tanque durante a noite.
3g) Tubo de respiro do cárter bloqueado. Faça a limpeza do tubo respiro do
motor.

6-62 Serie MF 7100


6. Manutenção
ANORMALIDADE POSSÍVEIS CAUSAS

4 - Consumo 4a) Óleo lubrificante incorreto. Troque o óleo utilizando por um dos recomendados
excessivo de neste manual.
combustível: 4b) Filtro de ar ou combustível saturado. Troque o filtro de combustível e limpe
ou substitua o filtro de ar.
4c) Bomba injetora e/ou bicos defeituosos. Consulte sua Concessionária.
4d) Ponto de injeção incorreto. Consulte sua Concessionária.
4e) Folga incorreta das válvulas. Consulte sua Concessionária.
4f) Temperatura de funcionamento baixa. Veja item 1 anterior.
4g) Combustível incorreto. Drene o tanque e reabasteça-o com combustível diesel
adequado.
4h) Tubo-respiro do cárter bloqueado. Remova o tubo e limpe-o com solvente.
4i) Carga excessiva no equipamento. Verifique se o implemento é adequado ao
trator e/ou verifique se a sua regulagem está correta.

5 - Consumo 5a) Óleo lubrificante incorreto. Troque o óleo utilizando um dos recomendados
excessivo de
óleo lubrificante:
neste manual.
5b) Filtro de ar saturado. Limpe ou troque o filtro.
6
5c) Camisas, anéis ou guias de válvulas gastos. Consulte sua Concessionária.
5d) Retentores das hastes das válvulas gastos. Consulte sua Concessionária.
5e) Assento irregular dos anéis e camisas espelhadas provocado por trabalho
em temperaturas, cargas ou rotações inadequados. Consulte sua
Concessionária.
5f) Sistema de lubrificação da turbina com vazamento. Consulte sua
Concessionária.

6 - Batidas 6a) Injetor defeituoso ou inadequado. Consulte sua Concessionária.


internas: 6b) Ponto de injeção incorreto. Consulte sua Concessionária.
6c) Folga incorreta das válvulas. Consulte sua Concessionária.
6d) Nível de óleo incorreto. Complete o nível com óleo recomendado neste
manual.
6e) Volante do motor solto. Consulte sua Concessionária.
6f) Bomba de óleo lubrificante. Consulte sua Concessionária.
6g) Desgaste em peças internas do motor. Consulte sua Concessionária.

7 - Pressão 7a) Tubo-respiro bloqueado. Remova o tubo e lave-o com solvente.


excessiva do 7b) Camisas e anéis, guias e válvulas gastos. Consulte sua Concessionária.
cárter: 7c) Retentores das hastes das válvulas gastos. Consulte sua Concessionária.

Serie MF 7100 6-63


6. Manutenção

ANORMALIDADE POSSÍVEIS CAUSAS

8 - Superaquecimento: 8a) Obstrução externa das colméias do radiador. Faça uma limpeza geral do
radiador.
8b) Filtro de ar saturado. Limpe ou troque o elemento externo do filtro.
8c) Óleo lubrificante incorreto. Troque o óleo por um dos recomendados neste
manual.
8d) Bomba injetora ou bicos defeituosos. Consulte sua Concessionária
8e) Ponto de injeção ou pressão dos bicos incorreto. Consulte sua
Concessionária.
8g) Válvula termostática ou bomba d’água defeituosa ou radiador sujo ou
entupido. Faça uma limpeza interna rigorosa do radiador. Se persistir o
problema, Consulte sua Concessionária.
8h) Baixo nível de água. Complete o nível de água do radiador diariamente, se
necessário.
8i) Junta do cabeçote danificada. Consulte sua Concessionária.
8j) Carga excessiva no equipamento. Verifique se o implemento é adequado ao

6 trator e/ou verifique se a sua regulagem está correta.


8l) Correia do ventilador frouxa. Ajuste a tensão das correias ou substitua- as se
necessário.
8m) Molas das válvulas quebradas. Consulte sua Concessionária.

9 - Baixa pressão de 9a) Baixo nível de óleo no cárter. Verifique o nível diariamente e complete-o se
óleo: necessário.
9b) Válvula de alívio da bomba de óleo ou bomba defeituosa. Consulte sua
Concessionária.
9c) Óleo lubrificante incorreto. Troque o óleo por um dos recomendados neste
manual.
9d) Marcador defeituoso. Consulte sua Concessionária.

10 - Fumaça branca: 10a) Combustível incorreto. Drene o tanque e reabasteça com combustível
adequado.
10b) Temperatura de funcionamento baixa. Consulte o item 1 desta seção.
10c) Água no combustível. Drene o tanque e reabasteça-o com combustível puro
e limpo.

11 - Fumaça azul: 11a) Óleo lubrificante incorreto. Troque o óleo por um dos recomendados neste
manual.
11b) Bomba injetora ou injetor(es) defeituoso(s). Consulte sua Concessionária.
11c) Camisas e anéis gastos. Consulte sua Concessionária.
11d) Guia de válvulas gastas. Consulte sua Concessionária.
11e) Tubo de respiro obstruído. Remova o tubo respiro e límpe-o.

6-64 Serie MF 7100


6. Manutenção

ANORMALIDADE POSSÍVEIS CAUSAS e SOLUÇÕES

12 - Fumaça preta e 12a) Bomba injetora ou injetor(es) defeituoso(s). Consulte sua Concessionária.
falta de 12b) Ponto de injeção incorreto. Consulte sua Concessionária.
potência: 12c) Temperatura de funcionamento baixa. Consulte o item 1 anterior.
12d) Folga das válvulas incorreta ou válvula presa. Consulte sua Concessionária.
12e) Baixa pressão do turbo (Se equipado). Consulte sua Concessionária.
12f) Bomba de alimentação defeituosa. Troque a bomba ou Consulte sua
Concessionária.
12g) Combustível incorreto. Drene o tanque e reabasteça com combustível
adequado.

13 - Motor não dá 13a) Bateria sem carga ou com mal contato dos terminais ou demais ligações.
partida: Verifique as condições de manutenção da bateria. Se necessário, Consulte
um eletricista.
13b) Defeito do motor de partida ou relé. Consulte sua Concessionária.
13c) Falta de combustível. Abasteça e faça a sangria do filtro de combustível.
13d) Ar ou água no sistema de alimentação. Drene o tanque de combustível,
reabasteça com diesel puro e limpo e faça a sangria do sistema.
6
13e) Linhas de combustível ou filtros entupidos. Troque o filtro e faça a sangria.
OBS: No inverno ocorre a formação de parafina no combustível que causa
obstrução do sistema, principalmente do filtro. Por isto, é recomendável
adicionar 5% de querosene puro em cada abastecimento.
13f) Bicos injetores extremamente sujos ou desregulados. Consulte sua
Concessionária.
13g) Filtros de combustível ou ar entupidos. Troque o filtro de combustível e limpe
ou substitua o filtro de ar.
13h) Solenóide da bomba injetora ou ligações defeituosas. Verifique esta
possibilidade. Ao ligar a chave de partida para a primeira posição, deve- se
ouvir um pequeno estalo dentro do solenóide. Caso contrário, ou a ligação
elétrica está interrompida ou o solenóide emperrado. Neste caso, substitua-
o.

14 - Bateria não 14a) Vasos sulfatados ou danificados devido à não-manutenção do nível de


atinge carga, solução ou devido a longo período inativo sem recarga. Mande testar a
mesmo em bateria. Se necessário, substitua-a e cuide da manutenção da mesma.
trabalho. 14b) Escovas do alternador gastas ou outro problema interno. Consulte sua
Concessionária.
14c) Relé desregulado. Consulte sua Concessionária.
14d) “Curto” com a massa de algum fio. Tente localizar o problema. Se necessário,
consulte sua Concessionária.
14e) Bornes e terminais sujos. Limpe todos os componentes utilizando água
quente e após secar, lixe-os.

Serie MF 7100 6-65


6. Manutenção

ANORMALIDADE POSSÍVEIS CAUSAS e SOLUÇÕES

15 - Fusíveis e lâmpa- 15a) “Curto” de algum fio com a massa. Tente localizar o problema. Se necessário,
das queimam consulte sua Concessionária.
com freqüência: 15b) Bateria com excesso de carga (regulador do alternador desregulado).
Consulte sua Concessionária.
15c) Uso de lâmpadas ou acessórios fora de especificação ou concentrados em
algum fusível.
Nunca adapte acessórios que não sejam compatíveis com o sistema elétrico.
Mesmo acessórios adequados devem ser instalados por pessoas
devidamente treinadas.

16 - Excesso de 16a) Lastreamento incorreto ou mal distribuído entre eixo dianteiro e traseiro.
patinagem: 16b) Implemento inadequado ou desregulado. Utilize somente implementos
compatíveis e regule-os adequadamente. Peça orientações do fornecedor do
seu implemento quanto à potência requerida e procedimentos de regulagem e

6
operação.
16c) Desgaste das garras dos pneus. Substitua os pneus.
16d) Pneus inadequados. Para solos de baixa sustentação (várzeas) utilize pneus
de garra alta (R2). Para serviços de elevada tração em solo firme utilize pneus
de garra baixa (R1), com largura (rodagem) adequada.
OBSERVAÇÃO: Além disso, a calibragem correta dos pneus também é
importante.
Excesso de pressão contribui para a ocorrência de patinagem e desgaste
prematuro.
Falta de pressão provoca a quebra das garras.

17 - Câmbio “arranha” 17a) Utilização de óleo inadequado. O uso de óleo com grau GL (óleo de
as marchas: engrenagens) inadequado provoca o arranhamento das marchas até mesmo
em câmbios sincronizados.
17b) Desgaste de peças como rolamentos ou ajuste incorreto de folgas
longitudinais de eixos. Consulte sua Concessionária.
17c) Desgaste dos anéis sincronizadores nos tratores de câmbio sincronizado.
Consulte sua Concessionária.
17d) Folga incorreta do pedal da embreagem. Regule a folga da embreagem.
17e) Pressão incompleta do pedal da embreagem. Pise sempre o pedal até o
final do curso.

6-66 Serie MF 7100


7. Especificações Técnicas
índice

1 - Motor ................................................................................................................................................... 3
1.1 - Características gerais ............................................................................................................... 3
1.2 - Sistema de lubrificação ............................................................................................................ 3
1.3 - Sistema de arrefecimento ......................................................................................................... 3
1.4 - Sistema de filtragem de ar ....................................................................................................... 3
1.5 - Sistema de alimentação de combustível ................................................................................. 4
2 - Sistema elétrico - potências e capacidades ....................................................................................... 4
3 - Embreagem ......................................................................................................................................... 4
4 - Caixa de câmbio .................................................................................................................................. 5
4.1 - 12x5 velocidades ...................................................................................................................... 5
5 - Velocidades teóricas máximas de estrada .......................................................................................... 5
6 - Eixo traseiro ......................................................................................................................................... 5
7 - Eixo dianteiro 4x4 ................................................................................................................................ 6
8 - Freios ................................................................................................................................................... 6
9 - Sistema hidráulico de levante .............................................................................................................. 6
10 - Direção hidrostática ......................................................................................................................... 6
10.1 - Identificação das bombas hidráulicas: ................................................................................... 7
11 - Controle remoto independente ......................................................................................................... 7
12 - Tomada de potência independente ................................................................................................... 7
13 - Peso do trator - em kgf ..................................................................................................................... 7

7
14 - Dimensões gerais dos tratores .......................................................................................................... 8
15 - Capacidades de reabastecimento - em litros .................................................................................... 8
16 - Barra de tração .................................................................................................................................. 8
17 - Cabina e condicionador de ar ........................................................................................................... 8
18 - Torque de aperto dos parafusos ou porcas das rodas ..................................................................... 9

Serie MF 7100 7-1


7. Especificações Técnicas

7-2 Serie MF 7100


7. Especificações Técnicas
1 - Motor

1.1 - Características gerais 7140/Tier II 7150/Tier II 7170/Tier II 7180


Marca ................................................................ SISU POWER SISU POWER SISU POWER SISU POWER
Modelo ............................................................... 620DS/66DTA 620DS/66DTA 620DS/66DTA 620DS
Potência máxima - ISO14396
cv (kW)@2200 rpm ........................................... 140 (103) 150 (110,3) 170 (125) 180 (132,4)
Torque máximo - ISO14396
mkgf (Nm)@1400 rpm ...................................... 55 (510)/55 (510) 61,2 (600)/61,2 (600) 69,3 (680)/69,3 (680) 73,4 (720)
Aspiração de ar ................................................. Turbo, Intercooler Turbo, Intercooler Turbo, Intercooler Turbo, Intercooler
........................................................................... sistema ar / ar sistema ar / ar sistema ar / ar sistema ar / ar
Diâmetro dos cilindros ....................................... 108 mm 108mm 108mm 108mm
Curso dos pistões .............................................. 120 mm 120 mm 120 mm 120 mm
Número de cilindros / cilindrada ....................... 6 / 6.600 cm³ 6 / 6.600 cm³ 6 / 6.600 cm³ 6 / 6.600 cm³
Ordem de injeção ............................................. 1-5-3-6-2-4 1-5-3-6-2-4 1-5-3-6-2-4 1-5-3-6-2-4
Taxa de compressão ......................................... 16,5:1 16,5:1 16,5:1 16,5:1
Peso do motor a seco ........................................ 500 kg 500 kg 500 kg 500 kg

1.2 - Sistema de lubrificação


Tipo .................................................................... Forçada, com bomba de engrenagens. Filtro de óleo com fluxo integral.
Trocador de calor .............................................. Incorporado ao cabeçote do flitro, no lado esquerdo.
Válvula de alívio .................................................. Incorporada ao bloco do motor, no lado esquerdo.
Quantidade de filtros ......................................... 1 7
Pressão mínima do óleo ..................................... Em marcha lenta = 1 bar (14,5psi)
........................................................................... Em máxima rotação = 4 bar (58psi)

1.3 - Sistema de arrefecimento


Radiador ............................................................. De tubos verticais e aletas horizontais. O sistema é dotado de reservatório de expansão
para o líquido de arrefecimento.
Líquido de arrefecimento .................................. Água potável + Etilenoglicol
Tampa do reservatório de expansão ................. 0,75 bar (10,5 psi)
Bomba d’água .................................................. Centrífuga, acionada por correia poli-V, auto-tensionada.
Válvula(s) termostática(s) - qte. ........................ 02
Faixa de temperatura mantida: ......................... 79 a 83° C

1.4 - Sistema de filtragem de ar


Tipo .................................................................... Filtragem a seco, com 2 elementos (primário e secundário). O sistema é equipado com:
indicador de restrição com luz de aviso no painel e sistema de ejeção automática do pó
acumulado no filtro.

Serie MF 7100 7-3


7. Especificações Técnicas
1.5 - Sistema de alimentação de combustível
Pré-filtro separador .................................................................... Separa as impurezas maiores (até 30 microns) e faz a separação da
água contida no combustível.
Filtros de combustível ................................................................. Duplo filtro de combustível com filtragem em paralelo de particulas
(até 5 microns) e faz separação de água contida no combustível. O
pré-filtro separador e o elemento filtragem principal possuem um
bujão de drenagem na base. Utilize-o para eliminar a água.
Bomba alimentadora .................................................................. Do tipo diafragma, montada no lado direito do motor.
..................................................................................................... Possuem um manípulo para efetuar a sangria do sistema de
combustível.
Bomba injetora ........................................................................... Delphi, rotativa - DP100 - Motor 620DS
..................................................................................................... Bosch, rotativa - VE - Motor 66DTA (Tier 2)
Corte de combustível ................................................................. Através de solenóide montado atrás da bomba injetora, que atua
diretamente no governador da mesma.

2 - Sistema elétrico - potências e capacidades

Interruptor de segurança .......................................................... Permite a partida somente com o pedal da embreagem acionado
até o final do curso.
Bateria: ........................................................................................ 170 A/h
Alternador - Cabinado: ............................................................... 14 V / 120 A/h
Alternador - Plataformado: ........................................................ 14 V / 120 A/h

7
Motor de partida ........................................................................ 5,0 kw
Luzes de freio e indicadores de direção .................................. 21 watts
Sinaleiras dianteiras (na cabina) ............................................... 4 watts
Sinaleiras traseiras (na cabina) ................................................. 5 watts
Faróis dianteiros de serviço (Altos) ........................................... 48 watts
Faróis dianteiros de serviço (Baixos) ........................................ 48 watts
Faróis traseiros de serviço ......................................................... 55 watts
Faróis auxiliares dianteiros ......................................................... 55 watts

3 - Embreagem

Tipo (7140) .................................................................................. Mola Membrana


Características ............................................................................ Possui um disco cerametálico com molas para a transmissão, com Ø
de 342mm e 7 pastilhas cada. O acionamento é mecânico, por cabo.
Tipo (7150-7170-7180) ............................................................... Seca/Bi-disco
Características ............................................................................ Possui 2 discos cerametálicos com molas para a
transmissão, com Ø de 345 mm e 4 pastilhas cada. O
acionamento é mecânico, por cabo. A árvore da TDPI é
interna e ligada diretamente ao flange do volante.
Colar da embreagem - tipo ....................................................... Com folga (40 a 50 mm no pedal).

7-4 Serie MF 7100


7. Especificações Técnicas
4 - Caixa de câmbio

4.1 - 12x5 velocidades 7140 7150 7170 7180


Marca ................................................................ ZF T620 ZF T640 ZF T640 ZFT660
Marchas ............................................................. 12 a frente e 5 a Ré
Engrenamento ................................................... Para todas as marchas: engrenagens constantemente engrenadas e acoplamento
sincronizado.
Características ................................................... Operada por 2 alavancas laterais (Side-shift).

5 - Velocidades teóricas máximas de estrada


Modelo 7140 7150 7170 7180

Rodado/rpm motor 23.1-30R1/2200 24.5-32R1/2200 20.8-38R1/2200 24.5-32R1/2200

1 3,4 3,4 3,3 3,4


2 4,2 4,2 4,1 4,2
3 5,1 5,1 4,9 5,1
4 6,3 6,3 6,1 6,3
5 7,1 7,0 6,8 7,0
6 8,8 8,7 8,5 8,7
7 9,9 9,8 9,5 9,8
8 12,2 12,2 11,8 12,2
9 16,3 16,2 15,7 16,2

7
10 20,2 20,1 19,5 20,1
11 24,8 24,6 23,9 24,6
12 30,7 30,5 29,7 30,5
RÉ km/h km/h km/h km/h
1 5,1 5,1 5,0 5,1
2 7,7 7,6 7,4 7,6
3 10,6 10,6 10,3 10,6
4 14,8 14,8 14,4 14,8
5 24,4 24,3 23,7 24,3

NOTA:
A velocidade do trator depende do câmbio e do rodado utilizado. Para saber qual a velocidade
do seu trator em cada marcha, na faixa de rotação entre 1400 e 2200 rpm, verifique o decal
de velocidades fixado na direita do posto de operação. A medição é realizada conforme o
rodado traseiro.

6 - Eixo traseiro

Redução dos redutores finais .................................................... Epicíclica MF7140 = 6:1 MF7150 a 7180 = 8,47:1
Bloqueio do diferencial ............................................................... Através de luvas acopladoras. Uma é fixa na caixa de satélites do
diferencial e a outra é deslizante sobre as estrias da semi-árvore
direita. A luva deslizante é acionada por um garfo que, por sua vez,
é comandado mecânicamente através de pedal.

Serie MF 7100 7-5


7. Especificações Técnicas
7 - Eixo dianteiro 4x4 7140 7150 7170 7180

Marca ................................................................. ZF AS-3050 ZF AS-3065 ZF AS-3065 ZF AS-3065


Características ........................................... Relação coroa/pinhão = 3,576:1
.................................................................... Relação dos redut. finais = 6,0:1
Esterçamento máximo (graus) ......................... 50
Acionamento ...................................................... Central, direto (sem caixa de subida).

8 - Freios

De serviço .......................................................... Discos em banho de óleo, de ação independente nas rodas traseiras.
Acionamento ...................................................... Hidráulico
Nº de discos ativos em cada lado ................... 01
Material do disco ativo ....................................... Aço com bronze sinterizado
Freio de estacionamento ................................... Do tipo multi-disco, em banho de óleo, montado sobre a árvore de saída para
............................................................................ a tração dianteira.
................................................................... IMPORTANTE: Para que o freio de estacionamento trabalhe com eficiência
................................................................... máxima, a tração dianteira deve estar acionada. Desse modo, o freio atuará nas
................................................................... quatro rodas do trator.

9 - Sistema hidráulico de levante

Categoria ........................................................... II e III

7
Cilindro(s) hidráulico(s) .................................... 1 central e 2 externos
Controle .............................................................. Eletrônico (Boschtronic - Cabinado) (Hidrotronic - Plataformado)
Controles operacionais ...................................... Posição - Tração (profundidade) - Mixagem - Reação - Transporte - Flutuação -
Controle de acionamento traseiro - Penetração rápida - Ajustes: sensibilidade,
limitação da altura máxima e mínima das barras inferiores, velocidade de descida
das barras. Também incorpora dispositivos de segurança operacional.
Bomba hidráulica - tipo ..................................... De engrenagens, localizada na direita da carcaça central.
Capacidade de levante máxima, nas rótulas .. 4700 kgf 4700/5500 kgf 4700/5500 kgf 4700/5500 kgf
Vazão........... ...................................................... 88 litros/min 138 litros/min 138 litros/min 138 litros/min
Pressão máxima - bar (kgf/cm2) ....................... 195 (199) 200 (204) 200 (204) 200 (204)

10 - Direção hidrostática

Funcionamento .................................................. A bomba de engrenagens posterior (1) é a responsável pelo acionamento da direção.
Na seqüência, o óleo é encaminhado ao controle remoto independente.
Pressão máxima ................................................. 140 bar
Unidade hidrostática ......................................... Ognibene, de centro fechado, com válvula prioritária acoplada, tipo Load Sensing.
Filtragem do óleo ............................................... É feita pelo filtro do óleo da transmissão e sistemas hidráulicos, cujo óleo é comum à
direção.

7-6 Serie MF 7100


7. Especificações Técnicas
10.1 - Identificação das bombas
hidráulicas:
1- Bomba dianteira (50,6 litros/min): aciona a
direção e na seqüência o controle remoto.
O fluxo é priorizado para a direção através de
válvula prioritária Load Sensing.
2- Bomba acionadora do levante hidráulico (88
litros/min): além deste acionamento, seu fluxo
é somado a utilização do controle remoto.
3- Bomba traseira (24,2 litros/min). Aciona as
funções auxiliares como acionamento da TDPI 3 2 1
e acionamento da tração dianteira. Fig. 338

11 - Controle remoto independente 7140 7150 7170 7180

Tipo ............................................................................................... Independente, de dupla ação e alta vazão / Centro fechado


Bomba hidráulica tipo ................................................................. De engrenagens, localizada no lado direito da carcaça.
Vazão........... ................................................................................ 88 litros/min 138 litros/min 138 litros/min 138 litros/min
Pressão máxima - bar (kgf/cm2) ................................................. 195 (199) 200 (204) 200 (204) 200 (204)

Tipos e quantidade de válvulas disponíveis:


Standard ...................................................................................... 2 válvulas com "kick-out" + 2 válvulas com kit motor, todas com vazão
7
variável. MF7140 possui 3: 2 válvulas com "kick-out" + 1 válvula com
kit motor.
Terminais ...................................................................................... Tipo fêmea, de acoplamento rápido, localizados na traseira da
cabina, possuindo sistema de recolhimento de óleo das tomadas
hidráulicas.

12 - Tomada de potência independente

Potência máxima da TDP - cv (kW)@2200 rpm.......... .............. 91 (66,95) 97 (71,7) 110,5 (81,25) 117 (86,06)
Rotação no motor para rotação nominal do eixo de saída
540 ................................................................................................ 2.160 rpm 2.160 rpm 2.160 rpm 2.160 rpm
1000 .............................................................................................. 2.142 rpm 2.142 rpm 2.142 rpm 2.142 rpm
Sentido de rotação, visto por trás do trator .............................. Sentido horário.
Diâmetro / Nº de estrias dos eixos:
• Eixo para 540 rpm .................................................................... 35 mm / 6 estrias
• Eixo para 1000 rpm .................................................................. 35 mm / 21 estrias.

13 - Peso do trator - em kgf

Em ordem de marcha, com lastro (pesos+água) Cabinado ...... 7700 8250 9350 9940
Em ordem de marcha, com lastro (pesos+água) Plataformado . 7480 8030 9130 9720
Opções de pesos traseiros e dianteiros .................................... Veja Seção Preparação

Serie MF 7100 7-7


7. Especificações Técnicas
14 - Dimensões gerais dos tratores 7140 7150 7170 7180

Comprimento total (mm) .............................................................. 5070 5070 5070 5070


Altura máxima (mm) ..................................................................... 3140 3140 3140 3140
Distância entre eixos (mm) .......................................................... 3070 3070 3070 3070
Vão livre médio (mm) ................................................................... 388 413 439 413
Bitolas
• Dianteira (mm) ........................................................................... 1730 1955 1900 1930
• Traseira (mm) ............................................................................ 1990 1830 1730 1910
• Pneu traseiro utilizado para medição ...................................... 20.8-38R1 24.5-32R1 20.8-38R1 710/65-38
• Pneu dianteiro utilizado para medição .................................... 18.4-26R1 18.4-26R1 16.9-28R1 600/60-30.5

15 - Capacidades de reabastecimento - em litros

Motor (Sem filtro/Com filtro) ......................................................... 19 / 20 19 / 20 19 / 20 19 / 20


Transmissão/Sistema hidráulico/Eixo traseiro ............................. 53 74 74 74
Redurotes finais (Dianteiro/Traseiro) ........................................... 0,5 / 10 1,5 / 10,3 1,5 / 10,3 1,5 / 10,3
Freio hidráulico ............................................................................. 0,3 0,3 0,3 0,3
Combustível ................................................................................... 500 500 500 500
Sistema de arrefecimento ............................................................ 24 24 24 24
Eixo dianteiro ................................................................................. 6 10,5 10,5 10,5

NOTA:
7 A capacidade da transmissão varia de
acordo com a configuração do trator.
Verifique sempre se o óleo encontra-se
no nível correto.
Além disso, adicione óleo ao operar com
implementos com controle remoto,
cuidando para que o nível não fique muito
baixo com todos os cilindros estendidos.

16 - Barra de tração

Tipo: ............................................................................................. Barra reta com cabeçote, HD (Heavy Duty = Serviço Pesado)
Regulagens ................................................................................. 2 opções de altura: cabeçote para baixo ou para cima.
Ângulo de oscilação lateral (graus) .......................................... 22 para ambos os lados, podendo trabalhar oscilante ou bloqueada
por pinos.

17 - Cabina e condicionador de ar

Características ............................................................................ Apoiada sobre coxins de borracha para absorver vibrações, possui
isolamento acústico e térmico, acesso pelas 2 portas, alta visibilidade
e comandos ergonomicamente posicionados.
Compressor ................................................................................ Acionado por correia.
Gás refrigerante ......................................................................... R-134a - 1,7 kg
Condensador .............................................................................. Localizado em frente ao radiador d’água.
Filtragem de ar ........................................................................... Elemento de papel localizado no teto da cabina.

7-8 Serie MF 7100


7. Especificações Técnicas
18 - Torque de aperto dos parafusos ou porcas das rodas

Dianteiro: Rodado simples Traseiro: Torque para rodados simples e duplo

360 a 400 N.m 750 a 850 N.m


290 a 370 N.m 395 N.m

Fig. 339 Fig. 340

Serie MF 7100 7-9


7. Especificações Técnicas
Anotações

7-10 Serie MF 7100


8. Acessórios
Índice

1 - Itens opcionais disponíveis ..................................................................................................................... 3


2 - Itens avulsos que acompanham o trator .................................................................................................. 3

Serie MF 7100 8-1


8. Acessórios

8-2 Serie MF 7100


8. Acessórios
1 - Itens opcionais disponíveis 2 - Itens avulsos que acompanham
o trator
- Luz de placa.
- Tomada elétrica para reboque. - Caixa de ferramentas.
- Extintor de incêndio. - Reservatório de água.
- Rádio. - Kit de manuais de instrução.
- Relógio.
- Chave geral da bateria.
- Limpador de pára-brisa traseiro.
- Luzes do teto (4 frente - 4 atrás - c/luz serviço).
- Assento com ou sem apoio de braço, com ou
sem cinto de segurança.
- Rodagem traseira duplada.
- Kit de chave de rodas para rodado duplo.
- Braços de levante com engate rápido nos
braços inferiores.
- Estabilizadores telescópicos.
- Controle externo do levante hidráulico.
- Controle remoto com diversas configurações.
- IPTO 540/1000 rpm.
- Pesos traseiros adicionais.
- Suporte para pesos dianteiros.
- Pára-lamas dianteiros.
- Segundo tanque de combustível.
- Proteção para tanques de combustível.
- Kit de ferramentas.

8
- Engraxadeira.
- Instalação para rádio.
- Receptor GPS.
- Barra de luzes.
- Auto-Guide.
- Kit elemento de carvão ativado para filtro para
cabina.
- Kit Sistema de combustível extra capacidade.

Serie MF 7100 8-3


8. Acessórios
Anotações

8-4 Serie MF 7100


9. Entrega e Garantia
Índice

1 - Termo de Garantia Massey Ferguson (Concessionária) .......................................................................... 3


2 - Termo de Garantia Massey Ferguson (Cliente) ........................................................................................ 5
3 - Instruções de entrega .............................................................................................................................. 6
4 - Registro de datas .................................................................................................................................... 7
5 - Revisão de pré-entrega ........................................................................................................................... 8
6 - Revisão gratuita ....................................................................................................................................... 9

Serie MF 7100 9-1


9. Entrega e Garantia

9-2 Serie MF 7100


TERMO DE GARANTIA - TRATORES MASSEY FERGUSON
2° Via: deve ser arquivada na Concessionária

O cumprimento do presente Termo de Garantia é responsabilidade


específica das Concessionárias perante o Cliente

1 - A AGCO do Brasil garante seus produtos con- a) Forem utilizados lubrificantes e/ou combustí-
tra eventuais defeitos de materiais ou fabri- veis não aprovados pela AGCO do Brasil, con-
cação, pelo período de 12 (doze) meses, sem forme consta no presente Manual.
limite de horas, período contado a partir da b) Forem removidos ou alterados quaisquer da-
data registrada no Certificado de Entrega. dos ou sinais das placas de identificação cons-
2 - A Garantia se aplica somente às peças tantes do produto.
originais e aos acessórios fabricados pela c) Não for comprovada a realização da Revisão
AGCO do Brasil com os quais o produto este- de Entrega e/ou da Revisão Gratuita Obriga-
ja equipado no ato da Entrega Técnica, res- tória, conforme Termo de Garantia, por meio
salvados os componentes e peças relaciona- dos cupons das revisões devidamente preen-
das abaixo: chidos e datados e dentro dos prazos previs-
3 - A Garantia não cobre os materiais considera- tos.
dos perecíveis, tais como elementos de fil- d) O produto sofreu modificações em quaisquer
tragem em geral, óleos e graxas. partes ou peças à revelia das instruções da
4 - A garantia não cobre, ainda, os produtos abai- AGCO do Brasil, inclusive quando forem mon-
xo relacionados e não fabricados pela AGCO tados acessórios não aprovados pela AGCO
do Brasil, os quais possuem Garantias espe- do Brasil.
cíficas de seus respectivos fabricantes. e) Foi comprovada, através de laudo efetuado
Os serviços de Garantia desses produtos se- por concessionária, a ocorrência de acidente
rão prestados pelos respectivos Representan- ou má utilização da plaina frontal.
tes ou Postos Autorizados, podendo ser soli- 7- Também perde direito à Garantia o produto
citado através da concessionária ou direta- que for consertado ou modificado em ofici-
mente aos Representantes ou Postos citados. nas, ou por mecânicos, que não pertencem à
Os produtos mencionados são os seguintes: Rede de Concessionárias.
pneus, baterias, câmaras de ar ar,, equi- 8- A Revisão Gratuita não precisa ser necessari-
pamentos de injeção de combustível e amente realizada na oficina da Concessioná-
turbocompressor do motor motor.. ria. Quando o Cliente dispõe de oficina devi-
5 - A AGCO do Brasil responsabiliza-se pelo pa- damente aparelhada, esta Revisão poderá ser
gamento da mão-de-obra utilizada pela Con- feita neste mesmo local, porém, por um me-
cessionária, quando da troca de componen- cânico da Concessionária.O transporte des-
tes defeituosos ocorrida dentro do período de se mecânico até o local é de responsabilida-
Garantia. Será considerado, para cálculo de de do Cliente. Essa revisão gratuita deve
pagamento, o tempo especificado na tabela ser realizada após 8 (oito) meses ou
de mão-de-obra em vigor na Rede de Con- 1000 horas de uso, o que primeiro ocor ocor--
cessionária. r e rr..
6 - A Garantia será anulada ao ficar comprovado 9- Revisões adicionais, solicitadas pelo cliente
que os defeitos ou quebras apresentadas fo- dentro do período de Garantia, serão cobra-
rem resultantes do uso inadequado do pro- das pela Concessionária.
duto, da inexperiência do operador, da falta 10 - A garantia não cobre despesas relativas a fre-
de manutenção periódica ou ainda se: tes, combustíveis, lubrificantes, materiais de
limpeza, nem despesas decorrentes do trans-
porte de materiais ou de pessoal.
11 - A Garantia também não cobre prejuízos de-
correntes da paralisação do trator.

Assinatura do Cliente Carimbo da Concessionária


9. Entrega e Garantia
2 - Termo de Garantia Massey Ferguson (Cliente)

O cumprimento do presente Termo de Garantia é responsabilidade


específica das Concessionárias perante o Cliente

1 - A AGCO do Brasil garante seus produtos con- a) Forem utilizados lubrificantes e/ou combus-
tra eventuais defeitos de materiais ou fabri- tíveis não aprovados pela AGCO do Brasil,
cação, pelo período de 12 (doze) meses, sem conforme consta no presente Manual.
limite de horas, período contado a partir da b) Forem removidos ou alterados quaisquer da-
data registrada no Certificado de Entrega. dos ou sinais das placas de identificação
2 - A Garantia se aplica somente às peças constantes do produto.
originais e aos acessórios fabricados pela c) Não for comprovada a realização da Revisão
AGCO do Brasil com os quais o produto este- de Entrega e/ou da Revisão Gratuita Obriga-
ja equipado no ato da Entrega Técnica, res- tória, conforme Termo de Garantia, por meio
salvados os componentes e peças relaciona- dos cupons das revisões devidamente pre-
das abaixo: enchidos e datados e dentro dos prazos pre-
3 - A Garantia não cobre os materiais considera- vistos.
dos perecíveis, tais como elementos de fil- d) O produto sofreu modificações em quaisquer
tragem em geral, óleos e graxas. partes ou peças à revelia das instruções da
4 - A garantia não cobre, ainda, os produtos abai- AGCO do Brasil, inclusive quando forem mon-
xo relacionados e não fabricados pela AGCO tados acessórios não aprovados pela AGCO
do Brasil, os quais possuem Garantias espe- do Brasil.
cíficas de seus respectivos fabricantes. e) Foi comprovada, através de laudo efetuado
Os serviços de Garantia desses produtos se- por concessionária, a ocorrência de aciden-
rão prestados pelos respectivos Representan- te ou má utilização da plaina frontal.
tes ou Postos Autorizados, podendo ser soli- 7- Também perde direito à Garantia o produto
citado através da concessionária ou direta- que for consertado ou modificado em ofici-
mente aos Representantes ou Postos citados. nas, ou por mecânicos, que não pertencem à
Os produtos mencionados são os seguintes: Rede de Concessionárias.
pneus, baterias, câmaras de ar ar,, equi- 8- A Revisão Gratuita não precisa ser necessa-
pamentos de injeção de combustível e riamente realizada na oficina da Concessio-
turbocompressor do motor motor.. nária. Quando o Cliente dispõe de oficina de-
5 - A AGCO do Brasil responsabiliza-se pelo pa- vidamente aparelhada, esta Revisão poderá
gamento da mão-de-obra utilizada pela Con- ser feita neste mesmo local, porém, por um
cessionária, quando da troca de componen-
tes defeituosos ocorrida dentro do período de
Garantia. Será considerado, para cálculo de
mecânico da Concessionária.O transporte
desse mecânico até o local é de responsabi-
lidade do Cliente. Essa revisão gratuita
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pagamento, o tempo especificado na tabela deve ser realizada após 8 (oito) meses
de mão-de-obra em vigor na Rede de Con- ou 1000 horas de uso, o que primeiro
cessionária. ocorrer
ocorrer..
6 - A Garantia será anulada ao ficar comprovado 9- Revisões adicionais, solicitadas pelo cliente
que os defeitos ou quebras apresentadas fo- dentro do período de Garantia, serão cobra-
rem resultantes do uso inadequado do pro- das pela Concessionária.
duto, da inexperiência do operador, da falta 10 - A garantia não cobre despesas relativas a fre-
de manutenção periódica ou ainda se: tes, combustíveis, lubrificantes, materiais de
limpeza, nem despesas decorrentes do trans-
porte de materiais ou de pessoal.
11 - A Garantia também não cobre prejuízos de-
correntes da paralisação do trator.

Serie MF 7100 9-5


9. Entrega e Garantia
3 - Instruções de entrega

Após a venda do trator, a AGCO do Brasil concede 5- Uso do acelerador de mão e de pé, utilização
ao primeiro proprietário, através de sua do tratômetro e do decal da escala de
concessionária, o direito de submeter o trator a 1 velocidades e Tomada de Potência.
(uma) revisão gratuita, ao final do período de 8 meses 6- Uso e regulagem da embreagem.
ou 1000 (mil) horas de funcionamento, prevalecendo 7- Uso do bloqueio do diferencial.
o que vencer primeiro. 8- Uso dos freios.
Anexos a este manual encontram-se: 9- Ajuste da bitola dianteira e traseira.
* O CERTIFICADO DA ENTREGA; 10 - Ajuste da convergência das rodas dianteiras.
* O CHEQUE DE REVISÃO DE PRÉ-ENTREGA; 11 - Calibragem dos pneus.
* CHEQUE DE REVISÃO GRATUITA; 12 - Verificação prática do índice de patinagem e
Nos quais estão descritos todos os serviços que lastreamento do trator.
devem ser efetuados em cada revisão. 13 - Acoplamento de implementos e regulagens
A revisão será efetuada gratuitamente por sua possíveis nos braços de levante.
concessionária, excetuando-se os materiais 14 - Acoplamento de implementos com cilindros
empregados, tais como: juntas, elementos de hidráulicos próprio ao controle remoto.
filtragem, graxas, óleos, etc.
15 - Procedimentos de manutenção no trator de
Conforme explica o termo de Garantia, se o Cheque acordo com o que descreve a Seção 5 deste
de Revisão não for apresentado no prazo previsto, a Manual.
máquina perde a Garantia.
16 - Posição dos bujões, varetas de nível e bujões
Caso o trator, durante o período de Garantia, seja de drenagem.
transferido para outra região, além daquela em que
17 - Nível de água do radiador, ajuste da correia do
foi adquirido, a revisão deverá ser efetuada pela
ventilador, pontos de drenagem da água do
concessionária da região para a qual foi transferido.
radiador e do bloco do motor, e cuidados com
Para isto, é fundamental que se apresente o Cheque
o sistema de arrefecimento.
da Revisão e este Manual, onde constam a data de
18 - Limpeza e troca do filtro de ar e cuidados com
venda, número de série, etc.
o sistema de filtragem de ar.
Após expirado o prazo de Garantia e a Revisão
19 - Localização do quadro elétrico e
Gratuita ter sido executada, o proprietário deverá
procedimentos de troca de fusíveis e relés.
mandar efetuar periodicamente revisões, a fim de

9
manter o trator nas melhores condições de
funcionamento, prolongando sua vida útil. O entregador deve demonstrar:
A manutenção adequada, é importante notar, cabe 20 - Manutenção diária, semanal, quando
ao operador uma grande parcela de responsabilidade necessária, e as revisões a serem realizadas pelo
pelo bom funcionamento e durabilidade do trator e, proprietário.
por isto, o proprietário deverá selecionar somente 21 - Acionamento do motor e parada.
operadores experientes e cuidadosos. 22 - Sangria do sistema de alimentação de
combustível.
Itens a executar na Entrega Técnica: 23 - Colocar o trator em movimento e pará-lo, trocar
1- Localização dos códigos de identificação e marchas e uso da embreagem e freios.
importância dos números de série do trator. 24 - Uso do sistema de levante hidráulico a três
2- Equipamentos ou acessórios de segurança que pontos, acoplamento e ajuste dos implementos,
acompanham o trator e as instruções de ajuste dos estabilizadores laterais.
segurança salientadas no Manual do Operador. 25 - Operação da Tomada de Potência e seleção
3- Utilização dos instrumentos e comandos - Seção da rotação adequada do motor.
3 deste Manual. 26 - Utilização da barra de tração e suas regulagens.
4- Procedimentos e cuidados ao conduzir o trator
em vias públicas

9-6 Serie MF 7100


9. Entrega e Garantia
4 - Registro de datas

Entrega Técnica:

Data ____/ ____/ ____ Horímetro: _________________

TÉRMINO DA GARANTIA (12 meses):

Data ____/ ____/ ____

REVISÃO GRATUITA OBRIGATÓRIA - Carimbar abaixo:

Data ____/ ____/ ____ Horímetro: _________________

9
CARIMBO DA CONCESSIONÁRIA NA OCASIÃO
DA REVISÃO GRATUITA

Serie MF 7100 9-7


9. Entrega e Garantia
5 - Revisão de pré-entrega

Senhor Proprietário:
1- O presente capítulo tem a função exclusiva de
informar os itens a serem revisados pelo
mecânico da Concessionária em seu trator.
2- Os referidos itens deverão ser verificados e
corrigidos, se necessário, pelo mecânico da
Concessionária antes da Entrega Técnica.
3- O Certificado de Entrega não está inserido neste
Manual; o mesmo lhe será apresentado para
assinatura por ocasião da Revisão.
4- A presente Revisão e a Revisão Obrigatória são
gratuitas na Concessionária. Assine os
certificados somente após a execução das
mesmas.

Itens a serem executados na Revisão de Pré-


Entrega
[ ] Verificar o nível do óleo lubrificante do motor. [ ] Verificar o funcionamento da TDPI.
[ ] Verificar o nível da água do radiador. [ ] Verificar o funcionamento dos comandos do
[ ] Verificar o nível do óleo lubrificante da controle remoto (Se equipado).
transmissão. [ ] Verificar o funcionamento dos pedais de freio e
[ ] Verificar o nível e densidade da solução da do freio de estacionamento.
bateria (Exceto bateria livre de manutenção). [ ] Verificar o funcionamento do bloqueio do
[ ] Verificar o funcionamento da embreagem. diferencial.
[ ] Verificar o funcionamento do engate e desengate [ ] Verificar o funcionamento geral do trator.
da tração dianteira. [ ] Verificar o ajuste da marcha lenta.
[ ] Verificar o nível do óleo dos redutores epicíclicos [ ] Verificar o curso livre dos pedais de freio e
dianteiros. embreagem.

9 [ ] Verificar o nível do óleo do diferencial dianteiro.


[ ] Verificar o funcionamento do sistema hidráulico
[ ] Verificar os elementos e a tampa do filtro de ar.
[ ] Verificar as braçadeiras, mangueiras, juntas e
de levante e transmissão. tubulações em geral.
[ ] Verificar o funcionamento do motor e do [ ] Verificar a tensão da correia do ventilador e do
acelerador. compressor do condicionador de ar.
[ ] Verificar o funcionamento do sistema de levante [ ] Verificar as luzes do painel, dos freios, lanternas,
Hidrotronic (Plataformados) e Boschtronic faróis de serviço.
(Cabinados) (Se equipado). [ ] Verificar lastro d'água e pressão dos pneus.
[ ] Verificar o funcionamento dos instrumentos do [ ] Verificar aperto de porcas e parafusos em geral
painel. e possíveis vazamentos.

9-8 Serie MF 7100


9. Entrega e Garantia
6 - Revisão gratuita [ ] Reaperte os parafusos de fechamento do trator,
entre motor e câmbio e entre câmbio e eixo
Uma semana antes de fechar 1000 horas de trabalho, traseiro.
entre em contato com a CONCESSIONÁRIA Massey [ ] Regule e teste os freios de serviço e a trava dos
Ferguson para que seja realizada a Revisão Gratuita. pedais.
Senhor Proprietário: [ ] Verifique a convergência das rodas e ajuste-a se
1- O presente capítulo tem a função exclusiva de necessário.
informar os itens a serem revisados pelo [ ] Ajuste, se necessário, as folgas de
mecânico da Concessionária em seu trator. embuchamento, terminais e articulação.
2- O Cheque da Revisão Gratuita não está inserido [ ] Troque o óleo dos redutores finais traseiros.
neste Manual; o mesmo lhe será apresentado [ ] Troque o óleo dos redutores finais 4x4.
para assinatura por ocasião da Revisão. [ ] Troque o óleo do diferencial dianteiro 4x4.
3- A presente Revisão e a Revisão de Pré-Entrega [ ] Verifique o estado das juntas universais do eixo
(página anterior), são gratuitas, na dianteiro 4x4.
Concessionária. Assine os certificados somente
[ ] Ajuste a pré-carga dos rolamentos dos redutores
após a execução das mesmas.
finais 4x4.
Itens a executar na Revisão Obrigatória: [ ] Verifique a pré-carga dos rolamentos dos
[ ] Faça uma lavagem geral no trator e aplique redutores finais traseiros.
graxa em todos os pinos graxeiros. [ ] Regule e teste os freios de serviço.
[ ] Verifique o aperto dos parafusos das rodas.
[ ] Verifique a pressão de calibragem dos pneus. [ ] Regule e teste o freio de estacionamento.
[ ] Troque o filtro e o óleo lubrificante do motor. [ ] Troque o fluido de freio.
[ ] Verifique a marcha lenta e ajuste-a se necessário. [ ] Ajuste, se necessário, as folgas de
[ ] Remova o tubo respiro do cárter e limpe-o. embuchamento, terminais e articulação.
[ ] Ajuste a folga das válvulas do motor. [ ] Troque o óleo do sistema de direção.
[ ] Reaperte a fixação dos coletores de admissão [ ] Limpe o filtro da bomba hidráulica, direção e
e escape. controle remoto.
[ ] Verifique o funcionamento geral do motor: [ ] Verifique o estado dos fusíveis primários e
desempenho, temperatura, pressão... principais.
[ ] Limpe o sedimentador de combustível. [ ] Verifique o funcionamento da partida, faróis e
[ ] Troque o filtro de combustível. lanternas.
[ ] Limpe o filtro tela da bomba alimentadora de [ ] Verifique o funcionamento dos instrumentos e
combustível. lâmpadas do painel.
[ ] Esvazie, limpe e reabasteça o tanque de [ ] Verifique o estado da bateria e terminais da
combustível.
[ ] Teste os bicos injetores de combustível.
mesma.
[ ] Verifique o estado e fixação dos chicotes 9
[ ] Verifique o funcionamento do indicador de elétricos.
restrição do filtro de ar. [ ] Verifique o cabo-terra da bateria e respectivas
[ ] Verifique os elementos de filtragem de ar e ligações.
proceda conforme o manual do operador. [ ] Verifique o funcionamento do alternador e motor
[ ] Verifique tubos, mangueiras e braçadeiras do de partida.
sistema de alimentação de ar. [ ] Verifique o estado do assento e cinto de
[ ] Verifique mangueiras, radiador e reaperte as segurança.
abraçadeiras. Somente tratores cabinados:
[ ] Troque a correia do motor (Motores com tensor [ ] Verifique o funcionamento da porta, janelas e
automático). trincos.
[ ] Verifique a tensão da correia do motor. [ ] Limpe o condensador do ar condicionado.
[ ] Esvazie, limpe e reabasteça o sistema de [ ] Teste o funcionamento do ar condicionado.
arrefecimento. Utilize aditivo anticorrosivo. [ ] Troque o filtro de ar da cabina.
[ ] Ajuste o pedal da embreagem. [ ] Verifique o funcionamento do limpador do pára-
[ ] Troque o óleo da transmissão e hidráulicos. brisa e o estado das palhetas.
[ ] Troque o filtro de óleo tipo descartável e/ou [ ] Verifique o estado e a tensão da correia do
limpe o filtro tela da bomba do sistema de compressor do condicionador de ar.
levante Ferguson.
[ ] Verifique as coifas de borracha das alavancas
do câmbio.

Serie MF 7100 9-9


9. Entrega e Garantia
Anotações

9-10 Serie MF 7100