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Aline Louise Silva Ramos - Ney Pinheiro de Souza

Engª Civil /Seg. Trabalho - Engº Civil/Seg. Trabalho


CREA 9425/D-AC CREA 9078/D-AC

LAUDO PERICIAL

1. DADOS DO PROCESSO:

Poder Judiciário;

Justiça do Trabalho da 14ª Região;

1ª Vara do Trabalho de Rio Branco – AC;

Processo: 0055868-88.2012.5.14.0404

Reclamante: Maria da Penha

Reclamado: LIXOTEC – Empresa de serviços de limpeza

2. DO OBJETO:

Verificar a pertinência do pagamento do ADICIONAL DE INSALUBRIDADE


ao reclamante.

3. RELATÓRIO:

A Reclamante alega:

Que... Integra o quadro funcional da Reclamada desde a data de


04/08/1998, exercendo a função de Operador de Estação de Tratamento de
Água/Esgoto (ETA/ETE);

Que... No exercício da função, nos momentos em que o Reclamante labora


nas Estações de Tratamento de água (ETA), tem freqüente contato com
diversos produtos químicos utilizados no controle da qualidade da água
(orto-tolidina e Clorogás, Cloreto Ferroso) para, ao depois, ser distribuída
para a população;

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Que... Quando laboram nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), suas


condições de trabalho permanecem por demais insalubres, porque lidam
diretamente com água poluída de toda a rede de esgoto da cidade, cujo
ambiente é extremamente fétido e maléfico à saúde do trabalhador;

Que... Tanto em uma como em outra função, a empresa Reclamada não lhe
oferece plenamente o EPI, e os poucos que existem já estão com suas datas
de validade vencidas;

- Cita algumas jurisprudências, e súmulas do TST em favor do


enquadramento no anexo 14 da NR-15 da portaria 3.214/78.

Do Pedido:

O Reclamante requer a condenação da reclamada ao pagamento do


Adicional de Insalubridade no percentual de 40% (quarenta por cento)
incidentes sobre o salário-base do Reclamante com reflexo sobre todas as
verbas de natureza salarial;

A Reclamada alegou:

Que... O Reclamante foi contratado na data relatada na exordial, porém


para exercer a atividade de OPERADOR DE ETA conforme pode se
observar na ficha de Dados Funcionais do Servidor e Ficha Financeira
Anual;

Que... Os operadores de ETA (Estação de Tratamento de Água) não


operam ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) e que conforme a
Gerencia de Produção o único operador de ETA que operava ETE era o
servidor Francisco Roberval Rodrigues de Souza, e isso foi a mais de 05
(cinco) anos;

Que... A única Estação de Tratamento que está em operação é a ETE


Conquista, porém seu funcionamento se dá através de um processo
biológico com aeradores, sem necessidade da atuação de nenhum
servidor;

Que... Em relação às atividades desenvolvidas peculiares a operação de


Estação de Tratamento de água, o Reclamado entendeu até a presente
data não ser atividade insalubre, porém aguardará o Relatório Conclusivo
da perícia judicial, para pronunciamento em face de impugnação e
alegações finais;

Que... As atividades dos operadores de ETA consiste também na análise


físico-quimico da água, realizando coleta de água a cada uma hora para

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realizar testes de turbidez, teor de cloro e PH, e conforme PPRA,


evidenciou-se luvas de procedimentos e máscaras de segurança;

Que... Os operadores de ETA trabalham sob a proteção de equipamentos


de proteção individual fornecidos pelo Reclamado, e que atualmente foram
adquiridos novos EPI’s que já se encontram no almoxarifado do Reclamado
para serem entregues, conforme o perito judicial irá declarar
oportunamente na perícia;

Que... Em síntese, pode-se definir uma atividade insalubre como aquela


que afeta ou causa danos à saúde do empregado, provocando, com o
passar do tempo, doenças e outros males;

Que... A CLT traz em seu bojo, a definição mais completa do que vem a ser
uma atividade insalubre, senão vejamos o artigo 189 – caput:

“Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas


que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os
empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância
fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de
exposição aos seus efeitos.”

Que... Inclusive deve-se ressaltar ainda, que a análise de determinada


atividade far-se-á de global, ou seja, há a necessidade de que a atividade
desenvolvida pelo empregado exponha o trabalhador ao contato com um
agente nocivo, que este agente nocivo esteja acima do limite de tolerância
estabelecido pelo Ministério do Trabalho e ainda, que este contato dure
determinado espaço de tempo;

Que... Por limites de tolerância deve-se entender como um marco definidor,


estabelecido pelo Ministério do Trabalho, após realização de perícia
técnica, por médico ou engenheiro do trabalho, ou por ambos, no qual se
estabeleça os “limites de um ser humano”; ou seja, de acordo com a
natureza do trabalho, a natureza do agente e o tempo de exposição a este
agente, o Ministério do Trabalho delimita quais serão as atividades
consideradas insalubres (podem causar doenças nos trabalhadores) e qual
será o grau desta insalubridade;

Que... No caso em tela, diante da vasta documentação colacionada aos


autos, verifica-se que dentre as funções de operador de ETA (operador de
bomba) não estão inseridas serviços de controle da água (laboratório do
SECOQ), e por isso não manuseiam produtos químicos;

Que... A ETA I – Sobral local onde o Reclamante esteve lotado, atualmente


está desativada, pois entrou em funcionamento a ETA II, onde foram
adotadas novas condições de trabalho, onde as dependências são
modernas e adequadas. Ressaltando que mesmo antes da desativação,
todos os operadores de ETA usavam de contínuo EPI’s.
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DA VISTORIA:

Considerações Gerais:

Trata-se neste processo de uma Ação Trabalhista, que move o


Reclamante Roney Cunha Nunes contra o Reclamado SERVIÇO DE
ÁGUA E ESGOTO DE RIO BRANCO - SAERB.

Comuniquei ao EXMO. SR. DR. Juiz da 1ª Vara do Trabalho da 14ª


Região de Rio Branco – AC, a realização da Perícia Técnica para o dia
17/09/2009 às 09h00min, para que fossem intimadas as partes.

Da Perícia “In Loco”.

No dia e hora marcada, compareci no local determinado para darmos


prosseguimento à perícia, sendo indicado pela SAERB o Sr. Wildyles
Disley Lopes Campos, atual Coordenador da Central de Controle
Operacional e o Sr. Railson Correia da Costa, atual Gerente de Produção
de Água que acompanham a realização da perícia.

Presente o Reclamante Sr. Roney Cunha Nunes, que também


acompanhou nossa perícia.

Informei-me dos locais onde o reclamante exerce/exerceu suas atividades,


verificando tudo que é desenvolvido pelo mesmo.

Os locais onde o Reclamante exerce/exerceu suas atividades são:

1. ETA I
2. ETA II
3. ETA JUDIA

As tarefas exercidas pelo Reclamante no seu cotidiano são:

1. Executar serviços destinados à coleta de amostras de água para a


realização de testes como: Teor de Cloro, Turbidez e PH.
2. Promover a operação e manutenção de tratamento do sistema de água
distribuída à população acriana.
3. Ligar e desligar aparelhos de operação.
4. Manipular quadro de comandos elétricos para fazer circular a água
através das redes domésticas.
5. Realizar a diluição de produtos químicos para o tratamento de água
bruta.
6. Fazer o controle da vazão da água tratada.
Observação das atividades

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Observamos as atividades nos locais, onde verificamos todas as operações


por ele realizadas tendo em vista conhecer os agentes nocivos que por
ventura pudessem vir a causar danos à sua saúde, ou ainda riscos de
acidentes.

Neste caso, foi observado que dentre as funções desenvolvidas, o


Reclamante manuseia diversos produtos químicos dentre os quais:

1. Orto-tolidina – Usado como reagente para verificação da dosagem de


cloro na água. O reagente orto-tolidina é caracterizado como reagente
de alto poder tóxico e carcinogênico, não podendo ser ingerido nem
inalado durante seu manuseio e, por apresentar ácido clorídrico em sua
composição, apresenta propriedades corrosivas.

2. Cloreto Férrico – Utilizado como floculante para esgotos e resíduos.


Este Produto adstringente causa irritação ao contato com a pele e
olhos, se ingerido causa irritação nas mucosas da boca, garganta,
esôfago, estômago e intestino.

3. Sulfato de Alumínio – Utilizado para a purificação da água, ajuste do


PH e da acidez, servindo como produto floculante no tratamento da
água.
O sulfato de alumínio é um produto não perigoso e pela sua
característica ácida pode causar irritação local, se em contato
prolongado com a pele ou olhos.

4. Cloro gás – Utilizado como desinfetante para o tratamento da água.

O Cloro tanto no estado líquido quanto no gasoso é considerado


perigoso sob qualquer pressão. Pode causar pneumonia química e
mesmo a morte quando exposto a altas concentrações. Pode reagir
explosivamente com produtos orgânicos. Catalogado como risco à
saúde do tipo 03 (escala de 01 a 04);

Toxicidade aguda: extrema irritação e queimaduras aos olhos e pele,


tosse, respiração, dificultosa, inquietação, espirros, catarro/vômito e
mesmo morte por sufocação ou pneumonia química. Todos os sintomas
e sinais resultam direta e indiretamente da ação irritante.
Toxicidade crônica: baixas concentrações de cloro gás no ar podem ter
um efeito irritante.

Verificamos a atuação dentro do laboratório, onde realizam os testes com


uso de produto químico (Orto-Tolidina), testes estes realizados de hora em
hora. Vide fotos;

Verificamos também a necessidade de colocação de produtos diretamente


na corrente de fluxo da água capitada (Cloreto Férrico). Vide fotos;

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Verificamos também a necessidade de realizar a troca do Botijão contendo


Cloro Gás, que é realizada pelo menos 06 (seis) vezes ao mês, sendo esta
operação de alto risco devido ao grau de agressividade ao trabalhador
(produto altamente perigoso);

Observamos também a necessidade do Operador de ETA em desobstruir


as passagens nos tanques de CAL, pois a umidade que normalmente
existe na entrada do produto no reservatório endurece este material, e se
faz necessária a sua intervenção. Vide fotos;

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO UTILIZADOS

Indaguei sobre o fornecimento e uso de EPI’s (Equipamentos de Proteção


Individual), por parte dos funcionários, sendo informado pelo atual chefe do
setor, Sr. Railson Correia da Costa que todos recebem os EPI’s conforme
as necessidades.
Vale à pena ressaltar que, a empresa ao fornecer os EPI’s, deverá ter o
arquivamento da “Cautela de fornecimento dos equipamentos de proteção
individual”, sendo esta a forma de evidenciar tal fornecimento.

No caso em questão, a função de “Operador de ETA”, requer o uso de


EPI’s, conforme descrito abaixo:

a) Luvas Nitrílicas
b) Máscaras
c) Óculos de Ampla Visão
d) Botas
e) Bonés
f) Capa de Chuva
g) Uniformes de trabalho (calças e camisas)

FOTOS

Foram realizadas também seções de fotos, no referido local (anexo).

4. ANÁLISE:

Trata-se neste presente trabalho da verificação da existência do


ADICIONAL DE INSALUBRIDADE, nas atividades exercidas pelo
reclamante, durante o seu período laboral, para a Reclamada;

Considerando-se que, as atividades pretéritas do Reclamante foram no


desempenho das funções de: Operador de ETA;

Considerando-se que dentre as atividades a ele destinado – Operador de


ETA existe o contato permanente com agentes insalubres, e que para o

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exercício de sua função o mesmo realiza tarefas onde se faz necessário o


manuseio de produtos químicos;

Considerando que dentre estes produtos utilizados consta o manuseio do


Cloro Gás, onde se faz necessária a abertura e fechamento de um vaso de
pressão (este material é fornecido de forma gasosa, em botijões sob
pressão), inclusive com a utilização de ferramenta não recomendada
(alicate de pressão), e que no momento desta substituição existe sempre a
dispersão de gás no ambiente ao qual o trabalhador está exposto;

Considerando que os produtos utilizados em sua maioria (caso da Orto-


tolidina e Cloro Gás) são tóxicos e/ou carcinogênicos, conforme anotações
de rotulagem e Fichas de Segurança (vide também os anexos) abaixo:

CLORO GÁS:

Tipo de Substância: Gás Tóxico e Corrosivo

1. Pode causar queimaduras graves à pele


2. Pode causar danos permanentes à visão
3. Pode ser fatal se ingerido e/ou inalado
4. Em contato com metais, pode formar a liberação de hidrogênio, que é
inflamável.

MANUSEIO E ARMAZENAMENTO
Medidas técnicas
Prevenção da exposição do trabalhador. Gás irritante, tóxico, utilizar os
equipamentos de proteção (EPI) adequados, para evitar o contato direto
com o produto.
Prevenção de incêndio e explosão: Não inflamável, nem combustível.
Precauções para manuseio seguro: Use óculos químicos e respirador
apropriado.
- Nunca trabalhe em sistema pressurizado.
Orientações para o manuseio seguro: Devem ser providas proteções
completas para manuseio em carregamento do cloro gás.
- Instruções de uso: Seguir recomendações da empresa fornecedora.

ORTO-TOLIDINA:
Fórmula molecular: C14 H16 N2
Nº CAS: [119-93-7]
Peso molecular: 212,30
Classificação: TÓXICO
Concentração: Mín. 97%

Periculosidade:
Substância nociva por ingestão. Pode causar câncer. Requer instruções
especiais antes do uso.
Evitar a liberação para o ambiente.
Consultar instruções especiais/ dados de segurança.
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Medidas de primeiros-socorros:
Em caso de mal-estar, por qualquer das exposições, procurarem
imediatamente um médico, se possível mostrando o rótulo.
Manuseio e Armazenamento:
O manuseio e a armazenagem da substância devem se dar em condições
adequadas, evitando-se a contaminação do produto.

É necessário a utilização de luvas, protetores faciais e roupas adequadas


durante o manuseio.

Considerando que a FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE (FUNASA), em


seu “Manual Prático de Análise de Água” orienta os usuários a evitar o uso
da substância Orto-Tolidina em testes laboratoriais por se tratar de produto
cancerígeno (vide parte das páginas 52 e 53 do referido manual que está
digitado em anexo);

Considerando que não existem tabelas para o “tempo” de exposição a


estes produtos nem tampouco as variações quanto à sensibilidade do ser
humano a sua exposição;

Considerando que estes produtos químicos utilizados, por sua natureza e


meios de propagação tornam-se nocivos à saúde do trabalhador, e que as
proteções existentes, neste caso, não eliminam totalmente os riscos;

5
. DO ENQUADRAMENTO LEGAL:

NR-15 Atividades e Operações Insalubres

NR-15 – Atividades e Operações Insalubres da Portaria Nº. 3.214, de


08 de junho de 1978;

Conforme o item 15.1 da NR-15


São consideradas atividades ou operações insalubres as que se
desenvolvem:
15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos anexos de nºs 1, 2,
3, 5,11 e 12;

15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho,


constantes dos anexos números 7,8,9 e 10;

15.1.5 Entende-se por Limite de Tolerância, para os fins desta Norma, a


concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a
natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à
saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral;

Conforme item 15.2 da NR-15:


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... “O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo


com os subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepção
de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a”:
- 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;
- 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;
- 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo.

Conforme item 15.4 da NR-15:


... “A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará
cessação do pagamento do adicional respectivo”;

15.4.1 A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer:

a) Com a adoção de medida de ordem geral que conserve o


ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância;
b) Com a utilização de equipamento de proteção individual.

Conforme item 15.5 da NR-15:

... “É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias


profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através
das DRTs, a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste,
com objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade
insalubre”.

6. CONCLUSÃO
Concluo que, conforme as instruções da NR-15, e baseando-me nas
informações e verificações realizadas, sou de parecer “Favorável” às
pretensões do Reclamante no que tange ao pagamento de adicional
de insalubridade (40% - grau máximo) no exercício da função de
Operador de ETA.
Este é o meu PARECER, o qual submete a decisão de Vossa
Excelência.

Rio Branco – AC, 21 de setembro de 2009.

PERITO JUDICIAL

Artur Leonardo Arcoverde Novaes


Engenheiro de Segurança do Trabalho
CREA 7310/AC

ANEXOS
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7. ROL DE QUESITOS DA RECLAMANTE:

Não foi requerido

8. ROL DE QUESITOS DA RECLAMADA:

Não foi requerido

9. RELATÓRIO FOTOGRÁFICO

10. IDENTIFICAÇÃO, CARACTERÍSTICAS E IDENTIFICAÇÃO


DE RISCOS DOS PRODUTOS QUÍMICOS URILIZADOS.

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