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COMERCIO GERAL, VIGILÂNCIA, ARTES MARCIAIS E

LIMPESA

EXMO. SR. DR. JUIZ DA .... VARA DO TRABALHO DE ..... ESTADO DO .....

AUTOS Nº .....

....., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n.º ....., com sede na Rua .....,
n.º ....., Bairro ......, Cidade ....., Estado ....., CEP ....., representada neste ato por seu (sua)
sócio(a) gerente Sr. (a). ....., brasileiro (a), (estado civil), profissional da área de ....., portador (a)
do CIRG nº ..... e do CPF n.º ....., por intermédio de seu advogado (a) e bastante procurador (a)
(procuração em anexo - doc. 01), com escritório profissional sito à Rua ....., nº ....., Bairro .....,
Cidade ....., Estado ....., onde recebe notificações e intimações, vem mui respeitosamente à
presença de Vossa Excelência apresentar

CONTESTAÇÃO

à RECLAMATÓRIA TRABALHISTA PLEITEANDO INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE DE TRABALHO, movida


por ....., brasileiro (a), (estado civil), profissional da área de ....., portador (a) do CIRG n.º ..... e do
CPF n.º ....., residente e domiciliado (a) na Rua ....., n.º ....., Bairro ....., Cidade ....., Estado .....,
pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.

PRELIMINARMENTE

DEFEITO DE REPRESENTAÇÃO

Flagrante é o defeito de representação, pois a procuração outorgada pelo Autor foi na pessoa dos
advogados .... e ...., conforme consta de procuração juntada aos autos com a inicial. Porém, quem
assinou a exordial foi o Dr. ...., sem estar portanto em condições de representar o Autor, por falta
do mandato respectivo, contrariando assim o disposto no artigo 301 - VIII, do Código de Processo
Civil, levando, de conseqüência a aplicação do disposto no artigo 295 do mesmo diploma legal, ou
seja o indeferimento da petição inicial.

DO MÉRITO

DOS FATOS

O Autor já transigiu de todos os pedidos formulados na exordial, conforme documentos anexos,


tornando-se improcedente a ação nos termos do artigo 849 do Código Civil, combinado com o artigo
267, V do Código de Processo Civil e com o artigo 5. XXXVI da Constituição Federal, "in verbis".

"CÓDIGO CIVIL, artigo 849.

A transação só se anula por dolo, ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa ...
....
Código de Processo Civil, artigo 267.

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Extingue-se o processo sem Julgamento do mérito:

V - Quando o Juiz acolher a alegação de ... ou de coisa julgada.


Constituição Federal, artigo 5º, XXXVI; - A lei não prejudicará o direito adquirido o ato jurídico
perfeito e a coisa julgada."

Desta forma, através do Recibo de Quitação de Complemento de Indenização, documento de


Transação anexo, firmado entre Autor e Requerida, há mais de .... anos, as partes puseram fim à
questão, fazendo já naquela oportunidade, coisa julgada, evidenciando a improcedência da ação.

Transação nos dizeres de Carvalho Santos, em Código Civil Interpretado, Ed. Freitas Bastos, 1.945,
pág. 350, é:

"o ato jurídico, pelo qual as partes previnem ou terminam litígios mediante concessões mútuas".

A Transação ora anexada extinguiu qualquer das alegadas obrigações expendidas na inicial, pois,
ambas as partes concordaram e transformaram um estado jurídico inseguro em outro seguro,
através de concessões recíprocas.

A Transação "in casu", revestida que foi de todas as formalidades legais, está a servir de exemplo
daquele instituto, eis que, estão presentes todas condições necessárias à sua existência e validade,
quais sejam, a capacidade das partes, o consentimento válido, objeto certo, causa lícita e na forma
prescrita em Lei.

Convém aqui, reforçarmos algumas outras importantes considerações sobre a Transação realizada,
que a seguir transcrevemos da pág. 364, da já mencionada obra de Carvalho Santos:

"Ora, se o Código faculta aos interessados prevenirem ou terminarem os litígios por meio de
transação, parece intuitivo que o simples receio de uma ação, ou quando a ação já está iniciada, a
dúvida sobre o seu desfecho, podem justificar cabalmente a transação".

Continua o autor, em seu comentário sobre o consagrado e o tradicional instituto da Transação,


afirmando que:

"Entendem alguns tratadistas que a única questão que os Juizes devem apreciar e a de saber se o
receio é razoável e sincero"
"O nosso Código admite a transação, sem fazer qualquer restrição, para prevenir litígio, dando a
entender, por sua forma, que o receio de uma demanda, de risco, ou de demora, justifica a
transação".

Vislumbra-se aqui, a essência da questão, pois as partes observando a todos os requisitos legais,
transacionaram, encerrando a questão, e, como bem diz ainda, Carvalho Santos na obra já referida,
pág. 368:

"Distingue-se, ainda, a transação da desistência de direito, por isso que a desistência, como
qualquer renúncia, produz seus efeitos, desde logo, sem necessidade do acordo da parte, enquanto
que a transação pressupõe o concurso de duas vontades, que façam concessões recíprocas, sem as
quais ela não existirá."

A Transação assim formou um todo, abrangendo o negócio jurídico referente ao pedido do Autor,
com a totalidade dos elementos que a compõe.

Convém, assim, trazermos mais algumas considerações de Carvalho Santos na obra em referência,
pág. 375 e seguintes, onde afirma:

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"Mas, sem dúvida, é preciso dar a transação toda a extensão que comportar, por isso que visando
as partes com ela comprar sua tranqüilidade não se concebe que o litígio não ficasse definitivamente
ultimado. Nem se compreenderia, muito menos, que a pretexto algum pudesse uma das partes,
fazê-lo reviver, mesmo num simples detalhe perturbando o sossego que a outra tinha procurado
assegurar por meio da transação."

"O legislador toma a transação como a última palavra dita entre as partes sobre um ponto duvidoso
que as separa". Grifamos.

"O dinheiro que uma das partes recebe é o preço não da coisa, mas de sua desistência, como já
explicava Pothler."

Resta-nos pois, reiterar que as condições e formas legais para a validade da transação, tenham sido
cumpridas, e foram. Estão presentes: a capacidade das partes, o objeto é lícito e está bem descrito,
o ato foi testemunhado e ainda levado a registro junto ao Cartório de Títulos e Documentos.

Note-se, em nenhum momento houve qualquer manifestação do Autor, sob qualquer forma, contra
a transação firmada, ao contrário, vários anos se passaram sem que o Autor tomasse qualquer
medida visando anular a transação.

A não manifestação do Autor permanece até a presente data, pois que, nesta ação visa receber
indenização e não anular a transação incontestada, reforçando e reafirmando ainda mais a validade
daquele documento.

Assim, fica demonstrada e comprovada a validade da transação firmada entre Autor e Requerida,
tornando a presente ação sem objeto, por conseqüência, improcedente.

Para prevalecer a tese do Autor, indispensável seria, antes de se discutir a indenização, buscar
através da ação própria, de anulação de ato jurídico, anular a transação firmada, o que não o fez o
Autor, prevalecendo portanto, acima de tudo a Transação, até que seja anulada, sob pena de,
reiterarmos, tornando-se insubsistente o objeto da presente ação.

DO DIREITO

1. DA MÁ FÉ DO AUTOR

O Autor, com sua pretensão, age de má fé ao visar o recebimento de indenização sobre fato que já
transacionou e aceitou nos termos legais.

A transação anexa, que trata exatamente do pedido do Autor, está vigendo, e encerrou antecipada e
definitivamente os pedidos que o Autor vem pleitear novamente, enquadrando-se no artigo 17, do
Código de Processo Civil, qual seja:

"Artigo 17. Reputa-se litigante de má fé aquele que:


I - deduzir pretensão ... contra ... fato incontroverso."

Ao firmar a transação, não há mais o que se discutir do mérito da ação ou do próprio caso concreto,
todo assunto esgotou-se com a transação, tornando plenamente incontroversa a questão.

Sendo assim, ao postular o Autor sobre fato já transacionado e encerrado, age de má fé, buscando
inclusive um enriquecimento ilícito, passível de penalidades legais.

Nestas preliminares, já fica evidenciado que a ação é improcedente, por ter o Autor já transacionado

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sobre o fato ocorrido e por conseqüência buscar, de má fé, enriquecimento ilícito, o que não pode
prosperar.

O Autor em sua inicial, não fez qualquer tipo de menção à Transação firmada em .... de .... de .... e
levada a registro em Títulos e Documentos em .... de .... do mesmo ano.

Como pode ser observado no Comunicado de Decisão sobre Acidente do Trabalho, fornecido pelo
INPS (doc. que se junta), o acidente ocorreu em .... e rescisão do contrato de trabalho, por
solicitação do próprio Autor, foi feita em ...., levando-se assim a deduzir que o Autor após o acidente
permaneceu laborando para Requeria durante .... anos (Doc. De Rescisão que se junta, com toda a
assistência médica e psicológica necessária, inclusive da Previdência Social.

2. DA IMPROCEDÊNCIA DO PAGAMENTO DAS DESPESAS COM TRATAMENTO MÉDICO, CIRÚRGICO,


PSICOLÓGICO E HOSPITALAR.

Como já demonstrado, todas as despesas indicadas foram suportadas pela Requerida e pela
Previdência Social, não restando como indenizá-los, mesmo porque não foram juntados à inicial os
documentos comprobatórios, contrariando assim o disposto no artigo 396 do Código de Processo
Civil, não restando pois obrigação indenizatória a perseguir, de vez que, no futuro tal possibilidade é
vedada pela legislação de regência.

Como alega o Autor na peça exordial, o acidente ocorreu em .... de ...., em razão do deslizamento
de chapas de madeira que estavam sendo conduzidas por uma empilhadeira.

É evidente que todas as pessoas que trabalham na indústria, sabem porque foram suficientemente
instruídas, pelo pessoal de Segurança do Trabalho, as situações ou locais que ensejam riscos de
acidente.

Ora, o Autor, no momento do acidente se encontrava em local de elevado risco, ou seja, muito
próximo do local de operação da empilhadeira. Aliás, nem é necessário ser operário neste setor,
para ter consciência da amplitude do risco que se expõe ao se posicionar em local totalmente
inadequado na operação com empilhadeira.

Assim o Autor DECLARA FORMALMENTE NO DOCUMENTO DE TRANSAÇÃO, (doc. junta).

"Declaro ainda que, retornei ao serviço, junto a mencionada empregadora e que a referida empresa
está isenta de qualquer culpa ou responsabilidade, mesmo por omissão, pois o acidente ocorreu por
distração de minha parte". (Grifamos)

Tendo ocorrido distração por parte do Autor, como pelo próprio declarado, é de se concluir,
estivesse o mesmo em local seguro, o acidente seria evitado.

Como declarado pelo Autor, do acidente culminou em amputação da perna direita, do joelho para
baixo.

A Requerida prestou todo o tipo de assistência que o caso exigia, fornecendo-lhe inclusive prótese
que o possibilitou retornar ao trabalho, situação que perdurou até .... de .... de ...., o que vale dizer,
laborou na empresa durante .... anos após o acidente.

Por solicitação do próprio Autor, foi feito acordo de rescisão de contrato de trabalho (doc. Anexo),
pagando a Requerida todas as verbas rescisórias pertinentes, pois era de seu desejo adquirir uma
Kombi para venda de verduras.

Lamentavelmente, por informações de colegas de trabalho, o Autor passou a ingerir grande

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quantidade de bebida alcoólica, fato que provocava inchaço em sua perna, ocasionando assim
desconforto para colocação da prótese.

A Requerida mantinha como mantém até hoje, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA),
onde promove-se trabalho contínuo, través, também, dos funcionários encarregados da Segurança
do Trabalho. A prova disso está exatamente no número diminuto, quase insignificante de acidentes
no âmbito da empresa, não obstante, a natureza das operações que realiza.

Não houve pois qualquer tipo de negligência da empresa, na medida que o fato ocorreu por culpa do
próprio Autor que em função da declarada distração, ensejou o acidente.

Não obstante as preliminares apresentadas, suficientes para encerrar a demanda, pois evidenciado
está que a ação é improcedente, por ter o Autor já transacionado sobre o fato ocorrido e por
conseqüência buscar, de má-fé, enriquecimento ilícito, como já consignado, é oportuna a análise do
direito, em razão, de má-fé, enriquecimento ilícito, como já consignado, é oportuna a análise do
direito, em razão dos fatos narrados.

A responsabilidade pelo dano alegado só se configuraria se tivesse havido dolo ou culpa por parte da
Requerida, segundo a inteligência do artigo 7º, XXVIII da Constituição Federal e artigo 186 do
Código Civil, evidenciando assim a chamada teoria subjetiva da responsabilidade civil.

Como o acidente ocorreu por imprudência da própria vítima (Autor), POIS RECONHECEU
EXPRESSAMENTE NO TERMO DE TRANSAÇÃO, quando afirma que estava distraído, não pode agora
a empresa responsabilizar-se por culpa exclusiva da própria vítima.

O ônus dessa prova incumbe ao Autor da Ação de Indenização. No entanto essa fase já se encontra
prejudicada, na medida em que o próprio Autor, na época devida reconheceu sua culpa, através
documento idôneo, que acompanha esta contestação, assim sua validade jamais foi posta em
discussão e muito menos aventada sua existência pelo Autor.

A prova formal da inexistência de culpa da Requerida é contundente, levando-se a concluir que a


ação de indenização está irremediavelmente prejudicada.

Outro aspecto relevante a considerar é que o evento ocorreu em dezembro de 1976, e à época, a
legislação vigente, no plano constitucional não dispunha dos aspectos da vigente neste particular.
Como é sabido o fato terá que ser apreciado à luz da legislação no momento que ocorreu o fato, que
"in casu" está a evidenciar a responsabilidade subjetiva do artigo 186 do C.C.

Acidente de trabalho. Aplicação de lei posterior mais benigna. Impossibilidade.

"O princípio fundamental de direito inter-temporal, em matéria de infortunística, é o de que a lei


reguladora será a do tempo de acidente. Assim, se este ocorreu sob a égide da Lei 6.367/76, não
pode a sentença conceder ao acidentado indenização com base na Lei 8.213/91, mais vantajosa.
Recurso provido". (TARJ - Ap. Cív. 8.218 - Rio de Janeiro - Rel.: Juiz Gabriel Curcio da Fonseca - J.
Em 14/10/93).

A empresa, pela sua tradição de mais de 50 anos na indústria madeireira, sempre proporcionou a
seus empregados amplo treinamento para a eficaz e segura atividade laboral. Porém, situações
podem ocorrer, como o caso em tela, que o acidente é inevitável, pois houve descuido ou distração
da própria vítima a ensejar condições ao evento.

Assim se culpa houve é do próprio Autor, que lamentavelmente agiu de forma inconseqüente no
exercício da atividade laboral.

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"RESPONSABILIDADE CIVIL INDENIZAÇÃO ACIDENTÁRIA - A empresa não pode responsabilizar-se
por evento ocorrido por culpa exclusiva da vítima". (Incola F-28-1553/86-32-Ap. 72.228-1 7ª CC do
TJ de SP, jul. 23/04/86).

No presente caso a imprevisibilidade é evidente, tanto que, na exordial, o Autor não diz nem
comprova o essencial, que é COMO e PORQUE aconteceu o acidente, pois daí é que seria apurada a
culpa da Requerida, por não existir.

O Autor deveria também, não só demonstrar a culpa da Requerida mais, comprovar que houve culpa
grave, o que não fez, contrariando assim uma necessidade primária de subsistência da ação.

Nesse sentido, trazemos o posicionamento doutrinário de Martinho Garcez Neto, em "Prática de


Responsabilidade Civil", Ed. Jurídica, 1970, p. 39, que diz:

"Corrente doutrinária bem conhecida e, sem dúvida alguma, muito prestigiosa, sustenta que a
vítima de acidente de trabalho, pode optar pela indenização de direito comum, a ser pleiteada no
juízo comum, com a desvantagem de ter que provar a culpa ou o dolo do responsável pelo evento
danoso."

No mesmo sentido, José de Aguiar Dias, em "Da Responsabilidade Civil", vol. 2, Ed. Forense, 1979,
p. 368, diz:

"Admite-se como causa de isenção de responsabilidade o que se chama de culpa exclusiva da


vítima.
A tendência é para carrear à vítima as conseqüências da culpa."

Além destas posições doutrinárias, a respeito da necessidade de comprovação da culpa grave ou


dolo do empregador, para tornar exeqüível a obrigação de indenizar, existem também
jurisprudências no mesmo sentido, vejamos:

"RESSARCIMENTO CIVIL - INDENIZAÇÃO POR ATO ILÍCITO - ACIDENTE DE TRABALHO -


INADMISSIBILIDADE - INEXISTÊNCIA DE DOLO OU CULPA MANIFESTA DO EMPREGADOR - VOTO. O
ressarcimento de eventuais danos decorrentes de acidentes de trabalho, com base no direito
comum, além das verbas da infortunística, está sujeito à prova de dolo ou culpa manifesta do
empregador." (Ap. nº 36215-1, TJ de SP, RT 578-73).

"RESPONSABILIDADE CIVIL - ACIDENTE DO TRABALHO - INDENIZAÇÃO PELO DIREITO COMUM -


AUSÊNCIA DE CULPA - IMPROCEDÊNCIA - RECURSO PROVIDO. Desde que a prova colhida deixa
caracterizada a ocorrência de acidente do trabalho - ainda que por demais triste a morte do
operário, não é cabível indenização contra empregador, tendo por fundamento o direito comum,
porque indispensável existir dolo ou culpa grave." (Ap. nº 1599/87,TJ do PR, jul. em 29/03/88, ac.
5285 da 3ª CC).

Súmula nº 229 do Supremo Tribunal Federal, enuncia que:

"A indenização acidentária não exclui a do direito comum em caso de dolo ou culpa grave do
empregador."

A aplicação ao caso concreto da Súmula do Supremo Tribunal Federal, supra mencionada, se deu na
Apelação nº 20995/81, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde em seu
voto, disse o Des. Gracho Aurélio:

"Sabiamente o Colendo Supremo Tribunal Federal, ao lado da indenização acidentária, regulada por
leis específicas, passou a admitir também a ação contra o empregador baseada no direito comum.

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Essa jurisprudência, já sumariada, visou à proteção do empregado em relação ao empregador.

É de notar que a Suprema Corte teve a prudência de restringir a ação subsidiária fundando-se
apenas no dolo ou na culpa grave, que confina com o dolo eventual, de modo que somente os
acidentes oriundos de determinações ilegais e odiosas ficam sujeitas às regras de direito comum."
RT 284/273. Grifamos.

O autor ao discorrer o caso em toda a inicial, não demonstra nem comprova que houve culpa da
requerida, sob sua ótica, demonstra o fato e descreve posições doutrinárias e jurisprudenciais, que
deixam o pedido inicial ainda mais insubsistente.

As colocações do autor, demonstram sim, infelizmente, que a culpa foi exclusiva da própria vítima, o
que acarreta isenção de responsabilidade da requerida.

No entanto, o autor pretende receber indevidamente verbas a título de pensão vitalícia e dano moral
e estético, o que não pode prosperar.

Como diz De Plácido e Silva, em seu Vocabulário Jurídico, "todo mal ou ofensa que uma pessoa
cause a outrem", é dano, assim, o dano que alguém sofre por sua própria culpa, não deve imputar
aos outros, mas a si mesmo.

Por serem contrários à legislação de regência e improcedentes os pedidos formulados pelo autor,
pois não houve culpa ou dolo da requerida e tampouco incapacidade permanente para trabalho, os
pedidos da exordial ficam totalmente prejudicados, haja vista não corresponderem de forma
alguma, com a realidade dos fatos e as provas carreadas aos autos.

Por fim, reiteramos que para haver indenização por responsabilidade civil ou oriunda de ato ilícito, é
indispensável que haja CULPA GRAVE da requerida, pois, sem prova contundente de culpa grave,
não existe a obrigação de reparar o dano, impossível então, ser a requerida responsabilizada por
evento acontecido por culpa exclusiva do autor, e pelo mesmo formalmente reconhecida em
documento já citado.

Situação que merece ser levada em consideração, é que o acidente ocorreu em .... de .... e, após a
requerida ter proporcionado ao autor todas as condições materiais de reabilitação, pagando-lhe além
do Seguro Previdenciário, uma complementação de indenização à época de R$ ...., além da prótese
e outros atendimentos médicos e psicológicos, como consta do documento de transação já
referenciado, somente agora vem pleitear o que inclusive não é devido.

Como dito anteriormente, a empresa ofereceu ao autor todas as condições de trabalho após o
acidente, fato comprovado com a Rescisão do Contrato de Trabalho que ocorreu somente em ....,
mediante acordo pelo mesmo proposto.

Portanto .... (....) anos se passaram e o autor sem perder a capacidade laborativa vem se
mantendo, inclusive, à sua própria família.

DOS PEDIDOS

Assim, diante do exposto, REQUER:

A carência absoluta da ação, por ter o autor já transigido de todos os pedidos formulados na inicial,
visto que a transação está íntegra e em vigência.

A improcedência da ação, por estar o autor buscando enriquecimento ilícito, pois já transigiu dos
pedidos que formulou.

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Requer também, a juntada posterior de novos documentos, a produção de todas as provas
admitidas em direito, o depoimento pessoal do autor, sob as penas da Lei e que se digne Vossa
Excelência, em condenar o autor ao pagamento das cominações legais de estilo.

Requer, ainda, a improcedência total da ação, diante dos fatos narrados, dos requerimentos e das
impugnações exercidas e da inexistência de culpa grave de parte da requerida.

Finalmente, por tratar-se de matéria unicamente de direito, em face a transação havida e não
contestada e portanto juridicamente perfeita e válida, requer-se o Julgamento Antecipado da Lide,
nos termos o artigo 330 do CPC.

Nesses Termos,
Pede Deferimento.

[Local], [dia] de [mês] de [ano].

[Assinatura do Advogado]
[Número de Inscrição na OAB]

Contestação – Defesa – Acidente de trabalho – Dano moral – Dano estético – Pensão mensal vitalícia
Patrícia Otarão Publicado em: 02/10/2018 16:30
Atualizado em: 02/10/2018 15:22
Contestação – Defesa – Acidente de trabalho – Dano moral – Dano estético – Pensão mensal vitalícia
EXCELENTÍSSIMO(a) SENHOR(a) DOUTOR(a) JUIZ(a) DA XXª VARA DO TRABALHO DE
XXXXXXXXX – XX
Processo n.º: XXXXXXX-XX.XXXX.X.XX.XXXX
XXXXXX Ltda., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ XXXXXXXXX, por seu advogado
signatário, instrumento de mandato incluso, com sede à XXXXXXXX, XXX – na cidade de
XXXXXXXX–XX, local onde recebe notificações, comparece perante esse Meritíssimo Juízo
para oferecer CONTESTAÇÃO à Reclamatória Trabalhista que lhe move XXXXXX
XXXXXXXX, mediante as razões que passa a expor:
I – DA SÍNTESE DA INICIAL
Narra o Reclamante que fora admitido pela Reclamada na data de XX/XX/2017, para exercer a função de
auxiliar de produção, sendo que labora na empresa até a presente data.
Alude o Obreiro que na data de XX/04/2017, sofreu acidente de trabalho, sendo que estava
desenvolvendo normalmente suas atividades, quando de súbito uma chapa de ferro, tendo em
média 50kg caiu sobre o dedão da mão esquerda o decepando.
O Reclamante refere que o último salário auferido fora de R$ 1.153,82 (um mil, cento e cinquenta e três
reais e oitenta e dois centavos).
Em virtude do acidente de trabalho, e a redução da capacidade laborativa, o Reclamante pugna a
condenação da Reclamada ao pagamento referente ao percentual perdido da capacidade laborativa,
em forma de pensionamento decorrente da redução da capacidade laborativa, devidamente
reajustada; a condenação da Ré ao pagamento de danos materiais/pensionamento, nos termos do
artigo 950 do CC; a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais no

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valor de 50 (cinquenta) remunerações do Reclamante, e condenação no pagamento de uma
indenização por danos estéticos no montante de R$ 5.000,00.
Por fim, o Obreiro demandou pela condenação da Empresa ao pagamento de correção monetária e juros
legais e honorários advocatícios.
II – NO MÉRITO
1. Da realidade dos fatos
1.1) Do contrato de trabalho
O Reclamante fora contratado em xx/xx/2017, para exercer a função de auxiliar de produção, cuja renda
mensal é de R$ 1.151,82 (vide ficha de registro em anexo). O contrato de trabalho está em pleno
vigor, encontrando-se no momento o Reclamante afastado, recebendo benefício acidentário pelo
INSS.
Incialmente começou laborando no setor de pintura, no entanto, ao apresentar reação alérgica, fora
trocado para o setor de preparação (documentos em anexo).
O labor compreendia que o Obreiro atendesse a solicitações diversas, analisasse ordem de produção,
localizasse, organizasse e preparasse peças da estrutura metálica; organizasse o local de trabalho,
aplicasse procedimentos e normas de qualidade, meio ambiente e segurança do trabalho e demais
atividades da função (PPP e PPRA que ora se juntam a essa contestação).
Na data de XX/04/2017, sofreu acidente de trabalho, sofrendo lesão no dedão da mão esquerda (CAT em
anexo). O acidente, em si, será explicado abaixo.
No entanto, imperioso destacar que a Reclamada arcou com todas as despesas médicas do dito infortúnio
(documentos em anexo).
1.2) Do acidente de trabalho e da responsabilidade
Alude o Reclamante que laborava em condições que acarretavam riscos a sua saúde, sendo a culpa da
Reclamada flagrante, face aos artigos 7º, XXII da CF/88 e 157 da CLT.
O Obreiro menciona que já houveram 03 acidentes envolvendo o mesmo, e demanda pela condenação da
Reclamada, a pensionamento vitalício, dano moral e dano estético.
No entanto Excelência, falta o Reclamante com a verdade.
Primeiro quando refere que já sofreu outros três acidentes de trabalho; segundo, quando descreve como
ocorreu o acidente. Veja-se que o Reclamante limita-se a expor o acidente, apenas narrando o
seguinte: “o reclamante estava desenvolvendo normalmente suas atividades de trabalho, sendo que
de súbito, uma chapa de ferro tendo em média 50kg caiu sobre o dedão da mão esquerda, o
decepando”.
Excelência, uma chapa de ferro não pode cair subitamente no dedo de uma pessoa!
Isso é pura ilação do Reclamante.
A realidade é que o Autor estava fazendo um furo em uma peça (chapa de ferro), que pesava
aproximadamente 40kg, quando imprudentemente foi virar a peça sozinho e ao virar, acabou
prensando o dedo, vide trecho do relatório de acidente que comprova a alegação:
Atenção!
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2. Do fato do acidente – Da culpa exclusiva da vítima – Inexistência do dever de indenizar – Onus
probandi
O Reclamante se utiliza de argumentos que não condizem com a realidade, pois o mesmo afirma que a
Reclamada era omissa quanto aos riscos decorrentes da atividade, tanto que o Reclamante veio a
se acidentar.
No entanto, falta com a verdade o Reclamante, eis que esse desde o primeiro momento, recebeu
orientação e treinamento de como proceder na sua função e em seu posto de trabalho.
Da mesma forma que, todas as pessoas que passam pela Reclamada recebem o competente treinamento e
aprendizado, condizente com a atividade ao qual foram contratadas.
Ao ingressar na Reclamada, o Reclamante passou pelo processo de “treinamento” (que acontece com todo
novo empregado contratado), ocasião em que foi treinado e informado dos procedimentos a serem
seguidos naquela atividade, juntamente com as normas, principalmente no tocante à segurança no
trabalho.
Sabedor de toda situação, o Reclamante, própria vítima, tomou atitude de extrema imprudência, virando
uma peça de 40 kg sozinho, o que culminou no evento danoso.
O acidente jamais teria ocorrido se estivesse ausente a imprudência e insanidade do Reclamante. Se o
risco existiu, fora, exclusivamente, criado por esse. Ademais, o acidente não ocorreu pela falta de
Epi’s ou de equipamento (ponte rolante), eis que essa estava disponível ao Reclamante, que
imprudentemente resolveu não utilizá-la.
Contrariamente ao que quer incutir o Reclamante, o acidente ocorreu por culpa exclusiva do mesmo.
Além disso, o serviço é potencialmente isento de perigo se realizado com observância das
orientações adotadas pela Reclamada, sendo que, somente a conduta imprudente do Reclamante
explica a ocorrência do acidente.
A pretensão indenizatória em caso de acidente de trabalho lastreia-se no artigo 7º, inciso XXVIII, da
Constituição Federal e é devida quando o empregador incorrer em DOLO ou CULPA.
Vale dizer que é necessária prova inequívoca do dolo ou da culpa do empregador. Na hipótese em apreço,
como ficou demonstrado, o acidente ocorreu por culpa exclusiva da vítima, circunstância
impediente da indenizatória pleiteada.
Sobre a matéria merece ser lembrada a precisa lição proferida por Carlos Roberto Gonçalves (in
Responsabilidade civil, São Paulo: Editora Saraiva, 1995):
Quando o evento danoso acontece por culpa exclusiva da vítima desaparece a responsabilidade do agente.
Nesse caso, deixa de existir a relação de causa e efeito entre o seu ato e o prejuízo experimentado
pela vítima. Pode-se afirmar que, no caso de culpa exclusiva da vítima o causador do dano é mero
instrumento do acidente. Não há liame de causalidade entre o seu ato e o prejuízo da vítima. (grifo
nosso).
No mesmo sentido, é o entendimento de Rui Stocco (in Responsabilidade civil e sua interpretação
jurisprudencial. São Paulo: RT, 1997), quanto a excludente de responsabilidade civil:
Embora a lei civil não faça qualquer menção a culpa da vítima como causa excludente da
responsabilidade civil, a doutrina e o trabalho pretoriano construiu a hipótese, pois como se dizia
no direito romano “Quo quisex culpa damnumsentit, non intelligiturdamnumsentire”.
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Deste entendimento, importa afirmar que é impossível vigiar todos os atos do ser humano, eis que este
pode tomar decisões imprecisas a qualquer momento, valendo-se exclusivamente de seu poder
racional. Dessa forma, não se pode atribuir culpa a Reclamada, eis que o infortúnio ocorreu única
e exclusivamente por culpa do Reclamante.
No entanto, caso Vossa Excelência não entenda pela excludente de responsabilização da Reclamada, pela
culpa exclusiva da vítima (Reclamante), não é crível que se possa deixar de considerar os
elementos acima explanados, para se atribuir o grau de culpa do Reclamante nesse episódio
danoso.
2.1 Do fato acidente: da culpa concorrente da vítima
Destarte, subsidiariamente ao pedido de letra “a”, deve ser aplicado ao presente caso, o disposto no art.
945 do Código Civil, a culpa concorrente do Recorrido (vítima):
Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se
em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.
Quanto à caracterização da culpa concorrente, o ensinamento de Maria Helena Diniz:
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ACIDENTE DE TRABALHO. CULPA CONCORRENTE. RESPONSABILIDADE. INDENIZAÇÕES
POR DANOS MORAL E ESTÉTICO. Caso em que é mantida a sentença que reconheceu a
existência de culpa concorrente do empregado e da empregadora pela ocorrência de acidente do
trabalho típico, sendo a desta última decorrente da permissão para que o autor conduzisse veículo
sobre o qual já houve reclamação quanto aos freios, sem comprovação da efetiva resolução do
problema, e por não ter realizado a perícia no veículo para a averiguação de possíveis causas do
acidente. Sentença mantida quanto ao deferimento das indenizações por dano moral e estético
decorrentes de acidente do trabalho. Acórdão do processo 0020842-84.2014.5.04.0030 (RO);
Data: 23/03/2017; Órgão julgador: 7ª Turma; Redator: Wilson Carvalho Dias. (grifo nosso).
Portanto, frente ao reconhecimento da culpa concorrente do Reclamante, deve haver a consequente
minoração da condenação nos termos do artigo 944 do Código Civil, veja-se:
A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz
reduzir, equitativamente, a indenização.
Logo, caso não seja reconhecida a excludente de responsabilidade da Reclamada, pela culpa exclusiva da
vítima, pugna a Reclamada seja reconhecida a culpa concorrente do Reclamante, com a
consequente minoração da condenação.
3. Do pensionamento vitalício
Requer o Reclamante o pagamento de uma pensão mensal vitalícia, até completar 75,2 anos de idade, em
valor a ser fixado, após a apuração da redução de capacidade por realização da perícia médica.
Requer o pagamento em parcela única.
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Entende a Reclamada não ser devido o pensionamento vitalício, eis que demanda pelo reconhecimento da
culpa exclusiva da vítima e a consequente excludente responsabilização da Reclamada.
Ocorre que caso acolhida a tese de defesa, de culpa concorrente da vítima ou quiçá seja atribuída a culpa
exclusiva do acidente à Reclamada, mesmo assim a Reclamada não entende devido o
pensionamento. Explica-se:
As empresas privadas são as maiores financiadoras da seguridade social, que “compreende um conjunto
integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinados a assegurar os
direitos relativos à saúde, previdência e assistência social” (CF, art. 194).
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Há no Direito uma máxima que, por vezes, é esquecido pelos juízes: “nemo potest lucupletari, jactura
aliena”, isto é, ninguém pode enriquecer sem causa.
No caso de acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais, havendo incapacidade, ou o salário do
empregado será substituído pelo auxílio-doença-acidentário ou aposentadoria por invalidez
(incapacidade total), ou ele receberá do INSS a prestação chamada de auxílio acidente, de 50% do
salário de contribuição (incapacidade parcial).
Estando garantida, pelo INSS, a renda mensal do empregado acidentado ou acometido de doença
ocupacional, ou mesmo garantida a parcela de incapacidade parcial (auxílio-acidente), conceder ao
trabalhador, além disso, uma pensão paralela, a cargo do empregador, significa penalizar
injustamente o patrão, que já contribui para a seguridade do empregado, e também enriquecer
injustamente o empregado, que terá sua remuneração praticamente dobrada por ter sofrido
acidente de trabalho ou adquirido doença ocupacional.
O reconhecimento da existência de uma pensão privada, por parte do empregador transforma acidentes de
trabalho e doenças ocupacionais em negócios lucrativos para os empregados, que no mais das
vezes possuem pouca qualificação profissional e dificilmente conseguiriam, pelo menos a curto
prazo, dobrar a sua remuneração, como no caso de receber uma pensão do INSS e outra do
empregador.
A incapacidade parcial, do mesmo modo, é sustentada pelo INSS, que paga ao segurado,
independentemente de ele estar trabalhando ou não, 50% do seu salário-de-benefício pela perda
parcial da sua capacidade para o trabalho, pois sabidamente existe a dificuldade de reingressar ao
mercado do trabalho em uma vaga do mesmo patamar remuneratório da anterior.
Não subsiste, assim, qualquer prejuízo ao trabalhador acidentado, o qual tem sua incapacidade laborativa
suprida pelos fundos do INSS, que são, vale lembrar, sustentados com grande participação
financeira dos empregadores.
A única conclusão que ressalta é que, tratando-se de empregado acidentado ou acometido de doença
ocupacional, não se aplica o artigo 950 do Código Civil, pois qualquer perda da capacidade
laborativa já está amparada pelas contribuições mensais que os empregadores fazem a título de
seguro obrigatório de acidentes do trabalho.
O artigo 950 do CC é, então, inócuo?

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Evidentemente que não, pois trabalhadores autônomos, contribuintes individuais perante o INSS, não
possuem direito ao benefício de auxílio-doença-acidentário, tampouco o auxílio-acidente. Assim,
para esses obreiros, caso acidentados em serviço ou acometidos de doença decorrente de seu
trabalho, há a necessidade de uma pensão proporcional ao trabalho para o qual houve a
inabilitação, arcada pelo tomador se houver culpa ou dolo deste.
Note-se que, no primeiro caso, o INSS supre a incapacidade laboral, mesmo parcial, do empregado, sendo
que nesta última, de trabalhadores autônomos, não atraindo, portanto a incidência do artigo 950 do
CC.
Não obstante isso, o Reclamante em breve restará plenamente habilitado ao trabalho, o que se provará
satisfatoriamente. A comprovação da incapacidade laboral é feita através de perícia médica.
Trata-se de prova técnica. Afora isso, em matéria infortunística, a lesão, por si só, não importa o dever de
indenizar: há um exame objetivo do comprometimento da capacidade laboral.
Destarte, pelos motivos elencados acima, requer a Reclamada a improcedência do pedido de
pensionamento mensal vitalício.
Entretanto, caso haja o deferimento do pensionamento mensal vitalício, pugna a Reclamada que o mesmo
não seja conferido em parcela única.
Ainda que seja um direito do Reclamante a exigência de indenização em parcela única, entende-se que o
Julgador deve avaliar outras circunstâncias, em especial a condição econômica da empresa
devedora, sob pena de inviabilizar a continuidade do empreendimento econômico e ocasionar
sérios prejuízos capazes de violar inclusive o interesse social, qual seja, a possibilidade de a
empregadora manter outros empregos ativos, por conta do montante da indenização a ser
adimplido.
Do mesmo modo deve ser levado em conta o fato de que, no pagamento da pensão em única parcela, a
vítima pode dissipar, em pouquíssimo tempo, o valor recebido a título de indenização integral (de
uma só vez), o que não ocorre com o pensionamento mensal, que perdura até a morte (no caso de
ser incapacidade permanente quando a pensão é vitalícia), sendo capaz de garantir ou pelo menos
contribuir com o rendimento para as suas necessidades básicas mensais.
Sobre a matéria pertinente ao pagamento do pensionamento, cumpre citar a lição do Ministro Sebastião
Geraldo de Oliveira (in Indenizações por Acidente do Trabalho ou Doença Ocupacional. 5ª ed.
São Paulo: LTr, 2009, pp. 316-317):
[…] Assim, se um pedreiro com 24 anos, que recebia remuneração média de R$ 1.000,00 por mês, sofreu
acidente do trabalho que acarretou invalidez permanente total, temos que a sua expectativa de
sobrevida será de 48 anos, conforme tabela oficial do IBGE. Consequentemente, a indenização a
ser paga deverá considerar a remuneração de 624 meses, já incluindo o 13° salário, o que resulta
num valor de R$ 624.000,00.
Como se percebe, na grande maioria das ações indenizatórias, o pagamento da pensão de uma só vez trará
muitas dificuldades e embaraços para o julgador e para as partes. Para o acidentado, no exemplo
acima, o valor representa uma pequena fortuna que exige cuidados para ser administrada e
preservada; por outro lado, para 90% dos empregadores esse montante poderá dificultar a
continuidade dos negócios ou mesmo determinar o fechamento da empresa. Se para a vítima o
pagamento significa uma antecipação de receita abrangendo todo o período da sua provável
sobrevida, para o empregador a indenização representa concentrar as despesas de quase 50 anos
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num único pagamento. Além disso, ainda com base no exemplo citado, se a vítima aplicar o valor
da indenização recebida no mercado financeiro, mesmo em investimentos considerados
conservadores, certamente obterá um retorno de pelo menos 0,7% ao mês, o que resultará num
rendimento por volta de quatro vezes superior ao salário até então recebido, o que não deixa de ser
um enriquecimento indevido. A opção da vítima pelo pagamento antecipado não deve gerar para o
causador do dano um ônus maior do que representaria o pagamento feito em forma de
pensionamento.
Em face de tais dificuldades, tende a ganhar relevância – e até demasiada extensão – a faculdade do art.
944, parágrafo único, do Código Civil que prevê: ‘Se houver excessiva desproporção entre a
gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização’. Aliás, é
razoável interpretar a previsão legal ‘a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez’ como um
indicativo de que, na fixação do valor do quantum indenizatório pelo julgador, deve ser adotado
um critério de justiça do caso concreto (arbitrar), mas sem vinculação necessária com os
rendimentos acumulados na provável sobrevida da vítima. Ainda assim, mesmo com toda a
ponderação do magistrado, o arbitramento não deixa de ser arriscado para a vítima a longo prazo e
muito oneroso, de imediato, para o empregador.
Não se deve perder de vista que a finalidade essencial do pensionamento é garantir para a vítima o mesmo
nível dos rendimentos que até então percebia e não de lhe conceder um capital para produzir
rendas futuras. Com efeito, se o acidentado em poucos anos consumir o valor recebido
acumuladamente, passará o restante da sua vida em arrependimento tardio, porém ineficaz.
Por tudo que foi exposto e diante da análise de cada caso, pode o juiz indeferir a pretensão de pagamento
único, com apoio no parágrafo único do art. 950 do Código Civil, sempre que tiver fundamentos
ponderáveis para demonstrar a sua inconveniência ou inviabilidade. Em muitas ocasiões,
considerando o valor maior da segurança jurídica e as condições econômicas do devedor, o mais
prudente será deferir o pensionamento na forma tradicional, com a devida garantia do pagamento
mensal na forma prevista no art. 475-Q do CPC.” […]. (grifo nosso).
Portanto Excelência, caso haja o deferimento da pensionamento vitalício, requer a Reclamada, que o
mesmo não seja deferido em parcela única.
4. Dos danos morais e dos danos estéticos
Pugna o Reclamante que lhe seja deferido a título de danos morais, decorrente do acidente de trabalho,
caracterizada pela sensação de dor, insegurança, medo, angústia, o valor de 50 salários do
Reclamante, ou valor razoável apurado pelo Juízo.
Requereu o Obreiro ainda, o pagamento de R$ 5.000,00 a título de dano estético, eis que faltaria metade
do dedão da mão esquerda.
Primeiramente, o dano estético, é dano material ou dano moral; ou, simplesmente, dano estético,
excluindo-se o moral e o material. Impossível falar-se cumulatividade dos pedidos de dano moral,
dano material e dano estético, porque encerraria verdadeiro bis in idem.
Alguns até tentam defender que o dano estético é a exteriorização do “enfeiamento”,
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5. Da impugnação ao pedido de gratuidade à justiça – Condenação do reclamante ao pagamento de
honorários advocatícios
A Lei nº. 13.467/17 que instituiu a Reforma Trabalhista, ao alterar o Art. 790 da CLT, trouxe critérios
objetivos à concessão da Gratuidade de Justiça:
Art. 790, § 3º: É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de
qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive
quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior a 40%
(quarenta por cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
§4º O benefício da justiça gratuita será concedido à parte que comprovar insuficiência de recursos para o
pagamento das custas do processo.” (NR)
Sendo assim, o benefício da justiça gratuita somente será concedido quando evidenciado que o
Reclamante percebe renda igual ou inferior a 40% do limite máximo dos benefícios do RGPS
(Regime Geral de Previdência Social), o que atualmente corresponde a R$ 2.258,32 mensais.
Assim, não basta ao Reclamante apresentar mera declaração de insuficiência de recursos para que seja
concedido o benefício, devendo o mesmo comprovar que não possui condições econômicas para
arcar com as despesas do processo. Neste ato, a Reclamada expressamente impugna a declaração
de insuficiência de recursos ID xxxxxxxxxx.
Igualmente, o Reclamante não está assistido pelo Sindicato da Categoria.
Na hipótese dos autos, é cabal a ausência dos requisitos que autorizam a concessão dos benefícios
decorrentes da Lei nº 5.584/70, ainda vigente, sendo incabível a condenação em honorários
advocatícios.
Prescrevem os arts. 14 e 16 da referida Lei:
Art 14. Na Justiça do Trabalho, a assistência judiciária a que se refere a Lei nº 1.060, de 5 de fevereiro de
1950, será prestada pelo Sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador.
§ 1º A assistência é devida a todo aquêle que perceber salário igual ou inferior ao dôbro do mínimo legal,
ficando assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário, uma vez provado que sua
situação econômica não lhe permite demandar, sem prejuízo do sustento próprio ou da família.
§ 2º A situação econômica do trabalhador será comprovada em atestado fornecido pela autoridade local
do Ministério do Trabalho e Previdência Social, mediante diligência sumária, que não poderá
exceder de 48 (quarenta e oito) horas.
§ 3º Não havendo no local a autoridade referida no parágrafo anterior, o atestado deverá ser expedido pelo
Delegado de Polícia da circunscrição onde resida o empregado.
(…)
Art. 16. Os honorários do advogado pagos pelo vencido reverterão em favor do Sindicato assistente.
No mesmo sentido, a OJ nº 305 da SDI-I e as Súmulas 219 e 329 do E. TST, ainda vigentes, que dispõem
o seguinte:
OJ nº 305 da SDI-I do TST
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REQUISITOS. JUSTIÇA DO TRABALHO. Na Justiça do
Trabalho, o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência
concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato.
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6. Da exibição de documentos
Por oportuno, frise-se que todos os documentos acostados aos autos são suficientes para comprovar a
inexistência de fundamento das alegações da Reclamante, inclusive os ora juntados.
A despeito de a Reclamante não ter cumprido os requisitos elencados no artigo 356 do CPC,
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7. Impugnação aos documentos
Impugnam-se os documentos juntados pelo Reclamante, pois não são hábeis a provar as suas alegações.
Tais documentos, ao contrário do pretendido pela parte Reclamante, são inclusive suporte para a
presente defesa.
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III – DOS PEDIDOS
Requer seja a pretensão da Reclamante julgada TOTALMENTE IMPROCEDENTE no mérito em relação
a todos os pedidos constantes da inicial, principais, sucessivos e acessórios, pelos fatos e
fundamentos jurídicos
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Termos em que pede e espera deferimento.
XXXXXXXXXX, XX de outubro de 2018.
XXXXXX XXXXXX
OAB/XX nº. XX.XXX

Saudações!
Ilustres,
Para o acordo pretendido, o Sr. André Ndombe( o sinistrado), por meio do seu Ilustre Advogado,
propõem o seguinte:
a) USD 656. 134, 00 a título de compensação pelos danos sofridos, que poderão ser pagos por prestações
desde que se constituam as garantias legais necessárias; e
b) USD 243. 760, 00 para a pensão vitalícia.
Todavia, sublinhar que qualquer valor a ser acordado entre as partes, sem a avaliação da incapacidade do
trabalhador sinistrado, será provisório até que o sinistrado seja submetido a referida avaliação
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médica. Por outro lado, importa dizer que o custo da referida avaliação médica terá de ser
suportado pela ACRÃO POSTURA e a UNIQUE BEVERAGES S. A.
Respeitosamente,
Advogado Est. Ricardo capussu.

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