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Soft law é o conjunto de regras e princípios que são adotados por organizações

não estaduais, que procuram estudar, desenvolver as melhores regras


aplicáveis ao comércio internacional. Não possui obrigatoriedade ou penalidade
para o seu não cumprimento. A soft law possui menor obrigatoriedade e a sua
elaboração é menos rígida e mais rápida, em comparação à hard law.

A soft law, por sua vez, muito embora tenha carência de coercibilidade, não
possuindo caráter vinculante, e apresenta-se como uma norma que surge
como uma sugestão de conduta aos Estados, podendo facilmente atender as
exigências da comunidade internacional, tendo em vista poder ser elaborada
de forma rápida.

Vantagens: permite as partes saber aquilo que contam, existe previsibilidade, e


regulam certas situações que não era possível se sujeitassem a certas leis de
certos estados.

Desvantagem: podem ser afastadas, as partes em última instância podem


invocar as leis imperativas do seu direito nacional e afastar a soft law.

Hard law: é uma lei estadual. Possui maior obrigatoriedade e a elaboração é


mais rígida e demorosa. Possui força vinculativa, onde há o surgimento de
sanções aqueles que não respeitarem o disposto em seu texto.

hard law se caracteriza por sua rigidez em relação a aplicabilidade, carente de


flexibilidade, contudo com força coercitiva por possuir penalidades aos que não
a respeitarem, possui força vinculante, diferentemente da soft law.

Problemática da “indefinição” das legislações nacionais

Contrato internacional: têm pontos de conexão com diferentes ordens jurídicas


e entidades de países diferentes. O problema que se coloca é de saber qual a
lei aplicável e qual a jurisdição competente, em caso de surgir litígio ou
qualquer outra questão. Poderia aplicar a lei de um estado, mas coloca-se o
problema da imprevisibilidade, a outra parte não sabia com o que podia contar,
surgindo a necessidade da contratação nacional, de elaborar quadros
normativos que se aplicam a estes contratos internacionais e que não tem força
estadual. Assim, surge também a lei mercatoria, que não é pura, que é
autorregulamentada, criada pelos comerciantes. Conjunto de regras de conduta
e procedimentos adotados pelos agentes do comércio internacional, por forma
a regular as relações entre estes.

É uma espécie de ordem jurídica que tem uma base no costume, sendo distinta
da consagrada dos sistemas jurídicos nacionais. É adequada à resolução dos
conflitos do âmbito do comercio internacional.

Principais quadros normativos:

convenção de Viena – hard law, os estados incorporaram na sua lei estadual

Princípios unidorit – aplicam-se a todos o mundo

Os europeues, aplica-se aos contratos na Uniao Eutropeia

FIDIC,

Regras ICC

INCOTERMS – maior exemplo de soft law

Consistem num conjunto de cláusulas utilizadas em contratos de compra e


venda de mercadorias, não obstante poderem ser utilizados noutros contratos.

Surgiram essencialmente para combater o risco de insegurança jurídica


causado no âmbito do tráfego comercial internacional

Incoterms® é a abreviatura do inglês, “Internacional Commercial Terms”, que,


em português, significa “Termos Internacionais do Comércio”. Estes foram
criados pela CCI (Câmara de Comercio Internacional).
Os Incoterms® especificam todas as tarefas, transferências de riscos e custos
associados durante a transação de bens entre o vendedor e o comprador.
É importante fazer referência que os Incoterms® não têm qualquer impacto
sobre os contratos de transporte, de seguro, carta de crédito, relações
bancárias, etc., ou seja, regulam apenas a relação entre comprador e
vendedor/fornecedor.
Os Incoterms® são aplicáveis apenas entre as partes de um contrato de
compra e venda internacional. Estes contratos, por norma , são contratos
internacionais, podendo ser também nacionais.
Não são de aplicação obrigatória, mas sim facultativa, dependendo a sua
utilização da manifestação da vontade e acordo entre as partes contraentes.
Os Incoterms® são vinculativos apenas se forem acordados pelas partes, na
celebração do contrato, através da sua manifestação de vontade.
Independentemente disso, em casos individuais, as disposições legais
conflituantes ainda têm precedência sobre a cláusula Incoterms®.
São estabelecidos com o fim de evitar litígios entre as partes e representam um
sistema uniforme de regras na troca de mercadorias.

De forma a evitar ambiguidades, é importante incluir os Incoterms® juntamente


com o ano em que foi celebrado o contrato. Será a única forma de assegurar
que não surjam problemas relativamente à interpretação das suas regras.

É de referir que os Incoterms® 2020 não vêm revogar ou substituir os


Incoterms® que foram utilizados em contratos anteriores.

De qualquer modo, tem de ser claro e evidente o Incoterm aplicável ao contrato


em questão.

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