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LEGALE - PÓS GRADUAÇÃO EM DIREITO

EMPRESARIAL

Direito do Trabalho Empresarial – II

Professor Doutor Rogério Martir

Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais, Advogado Especializado em


Direito Empresarial e Direito do Trabalho, Professor Universitário,
Pós Graduação, MBA e de Cursos Preparatórios Para Carreiras
Jurídicas, Sócio da Martir Advogados Associados - Consultoria
Jurídica Empresarial e para o Terceiro Setor.
www.martir.com.br / (11) 2455-5067 / (11) 99965-9237
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BLOCO I

BLOCO I
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• CLT...

• Art. 443. O contrato individual de trabalho


poderá ser acordado tácita ou expressamente,
verbalmente ou por escrito, por prazo
determinado ou indeterminado, ou para
prestação de trabalho intermitente.
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• Definição / Conceito

• § 3o Considera-se como intermitente o contrato


de trabalho no qual a prestação de serviços, com
subordinação, não é contínua, ocorrendo com
alternância de períodos de prestação de serviços
e de inatividade, determinados em horas, dias
ou meses, independentemente do tipo de
atividade do empregado e do empregador,
exceto para os aeronautas, regidos por
legislação própria.”
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• Remuneração:

• Art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente


deve ser celebrado por escrito e deve conter
especificamente o valor da hora de trabalho, que
não pode ser inferior ao valor horário do salário
mínimo ou àquele devido aos demais
empregados do estabelecimento que exerçam a
mesma função em contrato intermitente ou não.
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• Convocação e Aceite:

• § 1o O empregador convocará, por qualquer


meio de comunicação eficaz, para a prestação
de serviços, informando qual será a jornada,
com, pelo menos, três dias corridos de
antecedência.

• § 2o Recebida a convocação, o empregado terá


o prazo de um dia útil para responder ao
chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa.
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• Recusa e efeitos:

• § 3o A recusa da oferta não descaracteriza a


subordinação para fins do contrato de trabalho
intermitente.
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• Desistência por qualquer das partes:

• § 4o Aceita a oferta para o comparecimento ao


trabalho, a parte que descumprir, sem justo
motivo, pagará à outra parte, no prazo de
trinta dias, multa de 50% (cinquenta por cento)
da remuneração que seria devida, permitida a
compensação em igual prazo.
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• Período de inatividade não corresponde a tempo à


disposição:

• § 5o O período de inatividade não será


considerado tempo à disposição do empregador,
podendo o trabalhador prestar serviços a outros
contratantes.
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• Forma e composição dos pagamentos:

• § 6o Ao final de cada período de prestação de


serviço, o empregado receberá o pagamento
imediato das seguintes parcelas:
• I - remuneração;
• II - férias proporcionais com acréscimo de terço;
• III - décimo terceiro salário proporcional;
• IV - repouso semanal remunerado; e
• V - adicionais legais.
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• Conteúdo do recibo de pagamento:

• § 7o O recibo de pagamento deverá conter a


discriminação dos valores pagos relativos a cada
uma das parcelas referidas no § 6o deste artigo.
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• Recolhimento do FGTS e comprovação:

• § 8o O empregador efetuará o recolhimento da


contribuição previdenciária e o depósito do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço, na forma da lei,
com base nos valores pagos no período mensal e
fornecerá ao empregado comprovante do
cumprimento dessas obrigações.
CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

• Férias no Contrato Intermitente:

• § 9o A cada doze meses, o empregado adquire


direito a usufruir, nos doze meses subsequentes,
um mês de férias, período no qual não poderá ser
convocado para prestar serviços pelo mesmo
empregador.”
CONTRATO DE TRABALHO ESPECIAL

• CONTRATO DE TRABALHO ESPECIAL

• Quando o empregado possuir curso superior e


ganhar a título de salário mais de 2 vezes o teto da
previdência social (R$ 6.101,06 X 2 = 12.202,24),
ele poderá pactuar livremente com o empregador
os direitos previstos no Art. 611-A da CLT, mesmo
contrariando a legislação.

• Também poderá optar pelo Juízo Arbitral


(particular).
CONTRATO DE TRABALHO ESPECIAL

• CLT

• Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo


coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei
quando, entre outros, dispuserem sobre:

• I - pacto quanto à jornada de trabalho,


observados os limites constitucionais;

• II - banco de horas anual:


CONTRATO DE TRABALHO ESPECIAL

• III - intervalo intrajornada, respeitado o limite


mínimo de trinta minutos para jornadas
superiores a seis horas;

• IV - adesão ao Programa Seguro-Emprego (PSE),


de que trata a Lei no 13.189/2015;

• V - plano de cargos, salários e funções


compatíveis com a condição pessoal do
empregado, bem como identificação dos cargos
que se enquadram como funções de confiança;
CONTRATO DE TRABALHO ESPECIAL

• VI - regulamento empresarial;

• VII - representante dos trabalhadores no local de


trabalho;

• VIII - teletrabalho, regime de sobreaviso, e


trabalho intermitente;

• IX - remuneração por produtividade, incluídas as


gorjetas percebidas pelo empregado, e
remuneração por desempenho individual;
CONTRATO DE TRABALHO ESPECIAL

• X - modalidade de registro de jornada de


trabalho;

• XI - troca do dia de feriado;

• XII - enquadramento do grau de insalubridade;

• XIII - prorrogação de jornada em ambientes


insalubres, sem licença prévia das autoridades
competentes do Ministério do Trabalho;
CONTRATO DE TRABALHO ESPECIAL

• XIV - prêmios de incentivo em bens ou serviços,


eventualmente concedidos em programas de
incentivo;

• XV - participação nos lucros ou resultados da


empresa
CONTRATO DE AUTÔNOMO LEGALMENTE FIRMADO

• CONTRATO DE AUTÔNOMO LEGALMENTE


FIRMADO

• Segue o texto de lei, mas cuidado:

• Art. 442-B. A contratação do autônomo,


cumpridas por este todas as formalidades legais,
com ou sem exclusividade, de forma contínua ou
não, afasta a qualidade de empregado prevista no
art. 3o desta Consolidação.
CONTRATO DE AUTÔNOMO LEGALMENTE FIRMADO

• Este artigo de lei merece extremo cuidado. Deve ser


analisado a luz dos requisitos para o vínculo
empregatício.

• Principalmente em face do requisito da


Subordinação.

• Lembrando, de igual forma, do princípio da


primazia da realidade.
ACORDO EXTRAJUDICIAL / HOMOLOGAÇÃO

• ACORDO EXTRAJUDICIAL / HOMOLOGAÇÃO

• A Reforma Trabalhista (Lei 13.467/17) trouxe a


possibilidade de homologação de acordos
extrajudiciais na Justiça do Trabalho, desde que
obedecidos os preceitos legais:
ACORDO EXTRAJUDICIAL / HOMOLOGAÇÃO

• Art. 855-B. O processo de homologação de acordo


extrajudicial terá início por petição conjunta,
sendo obrigatória a representação das partes por
advogado.

• § 1o As partes não poderão ser representadas por


advogado comum.

• § 2o Faculta-se ao trabalhador ser assistido pelo


advogado do sindicato de sua categoria.
ACORDO EXTRAJUDICIAL / HOMOLOGAÇÃO

• O acordo deverá observar o prazo para pagamento


das verbas rescisórias (10 dias) e respectiva multa
(+ 1 Salário):

• Art. 855-C. O disposto neste Capítulo não


prejudica o prazo estabelecido no § 6o do art. 477
desta Consolidação e não afasta a aplicação da
multa prevista no § 8o art. 477 desta Consolidação.
ACORDO EXTRAJUDICIAL / HOMOLOGAÇÃO

• Procedimento para homologação:

• Art. 855-D. No prazo de quinze dias a contar da


distribuição da petição, o juiz analisará o acordo,
designará audiência se entender necessário e
proferirá sentença.
ACORDO EXTRAJUDICIAL / HOMOLOGAÇÃO

• Suspensão do Prazo Prescricional:

• Art. 855-E. A petição de homologação de acordo


extrajudicial suspende o prazo prescricional da
ação quanto aos direitos nela especificados.

• Parágrafo único. O prazo prescricional voltará a


fluir no dia útil seguinte ao do trânsito em julgado
da decisão que negar a homologação do acordo.
ACORDO EXTRAJUDICIAL / HOMOLOGAÇÃO

• IMPORTANTE

• O Juiz do Trabalho tem total liberdade de indeferir


a homologação e, não obstante a possibilidade de
Recurso Ordinário desta decisão, o Tribunal
também irá aplicar as regras legais e princípios do
Direito do Trabalho no julgamento.

• A homologação do Acordo Extrajudicial não pode


ser a chancela de uma fraude às relações de
trabalho, principalmente das relações
empregatícias.
BLOCO II

BLOCO II
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• Diante da pandemia oriunda do COVID19, foram


editadas duas Medidas provisórias flexibilizando as
relações empregatícia, criando mecanismos para
que os Empregadores consigam readequar as
modalidades de trabalho e, principalmente, evitar
demissões, são elas:

• MP 927
• MP 936
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• MEDIDA PROVISÓRIA 927


• Materialização através de Acordo Individual de
Trabalho:
• Art. 2º Durante o estado de calamidade pública a
que se refere o art. 1º, o empregado e o
empregador poderão celebrar acordo individual
escrito, a fim de garantir a permanência do vínculo
empregatício, que terá preponderância sobre os
demais instrumentos normativos, legais e
negociais, respeitados os limites estabelecidos na
Constituição.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• Medidas preventivas na MP 927:

• Art. 3º Para enfrentamento dos efeitos


econômicos decorrentes do estado de calamidade
pública e para preservação do emprego e da renda,
poderão ser adotadas pelos empregadores, dentre
outras, as seguintes medidas:
• I - o teletrabalho;
• II - a antecipação de férias individuais;
• III - a concessão de férias coletivas;
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• IV - o aproveitamento e a antecipação de feriados;


• V - o banco de horas;
• VI - a suspensão de exigências administrativas em
segurança e saúde no trabalho;
• VII - o direcionamento do trabalhador para
qualificação (REVOGADO); e
• VIII - o diferimento do recolhimento do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço - FGTS.
• Obs. Março/Abril/Maio – vencimentos Abril/Maio/Junho –
parcelamento a partir de JULHO!
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• MEDIDA PROVISÓRIAS 936

• Art. 3º São medidas do Programa Emergencial de


Manutenção do Emprego e da Renda:

• I - o pagamento de Benefício Emergencial de


Preservação do Emprego e da Renda;
• II - a redução proporcional de jornada de trabalho
e de salários; e
• III - a suspensão temporária do contrato de
trabalho.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• BEPER - Benefício Emergencial de Preservação do


Emprego da Renda:

• Art. 5º Fica criado o Benefício Emergencial de


Preservação do Emprego e da Renda, a ser pago
nas seguintes hipóteses:

• I - redução proporcional de jornada de trabalho e


de salário; e

• II - suspensão temporária do contrato de trabalho.


MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• Da Redução Proporcional de Jornada de Trabalho e


de Salário

• Art. 7º Durante o estado de calamidade pública a


que se refere o art. 1º, o empregador poderá
acordar a redução proporcional da jornada de
trabalho e de salário de seus empregados, por até
noventa dias, observados os seguintes requisitos:

• I - preservação do valor do salário-hora de


trabalho;
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• II - pactuação por acordo individual escrito entre


empregador e empregado, que será encaminhado
ao empregado com antecedência de, no mínimo,
dois dias corridos; e

• III - redução da jornada de trabalho e de salário,


exclusivamente, nos seguintes percentuais:
• a) vinte e cinco por cento;
• b) cinquenta por cento; ou
• c) setenta por cento.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• Parágrafo único. A jornada de trabalho e o salário


pago anteriormente serão restabelecidos no prazo
de dois dias corridos, contado:

• I - da cessação do estado de calamidade pública;


• II - da data estabelecida no acordo individual como
termo de encerramento do período e redução
pactuado; ou
• III - da data de comunicação do empregador que
informe ao empregado sobre a sua decisão de
antecipar o fim do período de redução pactuado.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• Suspensão Temporária do Contrato de Trabalho:

• Art. 8º Durante o estado de calamidade pública a


que se refere o art. 1º, o empregador poderá
acordar a suspensão temporária do contrato de
trabalho de seus empregados, pelo prazo máximo
de sessenta dias, que poderá ser fracionado em
até dois períodos de trinta dias.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

•§ 1º A suspensão temporária do contrato de


trabalho será pactuada por acordo individual
escrito entre empregador e empregado, que será
encaminhado ao empregado com antecedência de,
no mínimo, dois dias corridos.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

•§ 2º Durante o período de suspensão temporária do


contrato, o empregado:

•I - fará jus a todos os benefícios concedidos pelo


empregador aos seus empregados; e

•II - ficará autorizado a recolher para o Regime Geral


de Previdência Social na qualidade de segurado
facultativo.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• § 3º O contrato de trabalho será restabelecido no


prazo de dois dias corridos, contado:

• I - da cessação do estado de calamidade pública;


• II - da data estabelecida no acordo individual como
termo de encerramento do período e suspensão
pactuado; ou
• III - da data de comunicação do empregador que
informe ao empregado sobre a sua decisão de
antecipar o fim do período de suspensão
pactuado.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

•Descaracterização do Acordo de Suspensão:

•§ 4º Se durante o período de suspensão temporária


do contrato de trabalho o empregado mantiver as
atividades de trabalho, ainda que parcialmente, por
meio de teletrabalho, trabalho remoto ou trabalho à
distância, ficará descaracterizada a suspensão
temporária do contrato de trabalho, e o empregador
estará sujeito:
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• I - ao pagamento imediato da remuneração e dos


encargos sociais referentes a todo o período;

• II - às penalidades previstas na legislação em vigor;


e

• III - às sanções previstas em convenção ou em


acordo coletivo.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• Obrigatoriedade da Ajuda Compensatória:

• § 5º A empresa que tiver auferido, no ano-


calendário de 2019, receita bruta superior a R$
4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil
reais), somente poderá suspender o contrato de
trabalho de seus empregados mediante o
pagamento de ajuda compensatória mensal no
valor de trinta por cento do valor do salário do
empregado, durante o período da suspensão
temporária de trabalho pactuado, observado o
disposto no caput e no art. 9º.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• Estabilidade Provisória do Empregado

• Art. 10. Fica reconhecida a garantia provisória no


emprego ao empregado que receber o Benefício
Emergencial de Preservação do Emprego e da
Renda, de que trata o art. 5º, em decorrência da
redução da jornada de trabalho e de salário ou da
suspensão temporária do contrato de trabalho de
que trata esta Medida Provisória, nos seguintes
termos:
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• I - durante o período acordado de redução da


jornada de trabalho e de salário ou de suspensão
temporária do contrato de trabalho; e

• II - após o restabelecimento da jornada de


trabalho e de salário ou do encerramento da
suspensão temporária do contrato de trabalho,
por período equivalente ao acordado para a
redução ou a suspensão.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

•Dispensa sem Justa Causa

•§ 1º A dispensa sem justa causa que ocorrer


durante o período de garantia provisória no
emprego previsto no caput sujeitará o empregador
ao pagamento, além das parcelas rescisórias
previstas na legislação em vigor, de indenização no
valor de:
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

• I - cinquenta por cento do salário a que o


empregado teria direito no período de garantia
provisória no emprego, na hipótese de redução
de jornada de trabalho e de salário igual ou
superior a vinte e cinco por cento e inferior a
cinquenta por cento;

• II - setenta e cinco por cento do salário a que o


empregado teria direito no período de garantia
provisória no emprego, na hipótese de redução
de jornada de trabalho e de salário igual ou
superior a cinquenta por cento e inferior a
setenta por cento; ou
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

•III - cem por cento do salário a que o empregado


teria direito no período de garantia provisória no
emprego, nas hipóteses de redução de jornada de
trabalho e de salário em percentual superior a
setenta por cento ou de suspensão temporária do
contrato de trabalho.

•§ 2º O disposto neste artigo não se aplica às


hipóteses de dispensa a pedido ou por justa causa
do empregado.
MEDIDAS PROVISÓRIAS 927 E 936

•Comunicado aos Sindicatos:

•§ 4º Os acordos individuais de redução de jornada


de trabalho e de salário ou de suspensão
temporária do contrato de trabalho, pactuados nos
termos desta Medida Provisória, deverão ser
comunicados pelos empregadores ao respectivo
sindicato laboral, no prazo de até dez dias corridos,
contado da data de sua celebração.