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O zooplâncton e a

qualidade da água.

Dinâmica do O2.
Comunidade Zooplanctônica
• Considerações gerais
Zooplâncton é um termo genérico para um grupo
de animais de diferentes categorias sistemáticas,
tendo como característica comum a coluna
d’água como seu habitat principal.
Ao contrário do fitoplâncton, cuja diversidade no
ambiente lacustre é maior do que no marinho, o
zooplâncton de água doce caracteriza-se pela
baixa diversidade.
Nas águas continentais encontra-se, com
freqüência, maior diversidade de espécies na
REGIÃO LITORÂNEA (lembram da questão na
prova?). Comparativamente, somente poucas
espécies do zooplâncton estão adaptadas às
condições ambientais da região limnética.
Comunidade Zooplanctônica
• Considerações gerais
Na grande maioria dos ambientes aquáticos o
zooplâncton é formado por protozoários
(flagelados, sarcodinas e ciliados) e por vários
grupos metazoários.
Destacam-se: os Rotíferos (asquelniintes),
Cladóceros e Copépodos (crustáceos) e larvas de
dípteros (insetos).
A maioria dos autores considera que os
copépodos representam a maior biomassa dentre
todos os grupos zooplanctônicos de água doce
(35-50%). Menos freqüentemente podem ser
encontradas outras formas, como vermes
(turbelários, alguns trematódeos), cnidários e
larvas de moluscos (e.g. Dreissenapolyrnorpha).
Comunidade Zooplanctônica
• Protozoários;
• Rotíferos;
• Cladóceros;
• Copépodos;
Protozoários
• Caracterização geral
Embora a maioria dos pesquisadores considere que a grande
parte da biomassa do zooplâncton seja constituída por
rotíferos e crustáceos (Cladocera e Copépoda), pesquisas têm
evidenciado que em alguns lagos a biomassa dos protozoários
pode ser igual ou maior do que a de outros componentes do
zooplâncton. Na maioria dos lagos é freqüentemente
observada, pelo menos em certas épocas do ano, a
dominância dos protozoários.
Os flagelados são considerados os protozoários mais primitivos
e têm no flagelo sua característica principal, sendo este órgão
o meio mais importante de locomoção.
A maioria possui cloroplastos, de maneira que também podem
ser autotróficos, como a Euglena viridis, que geralmente é
incluída entre os vegetais.

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Protozoários
• Entre os sarcodinas planctônicos, as amebas
são os mais freqüentes. Estes são
protozoários de contornos indefinidos, devido
à formação de pseudópodos, que são
projeções de citoplasma utilizadas na
locomoção.
• Águas paradas e a REGIÃO LITORÂNEA dos
lagos constituem seu habitat preferido.
• Os ciliados têm no grande número de cílios,
sua característica principal. São geralmente os
maiores e mais freqüentes protozoários do
plâncton continental.
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Hábito alimentar dos Protozoários

• Os protozoários planctônicos apresentam


regime alimentar diversificado, podendo
ser bacteriófagos, detritívoros, herbívoros,
carnívoros (inclusive canibais).
• Alguns protozoários alimentam-se de
manofitoplâncton, sendo que certos
ciliados como Nassula se alimentam de
algas maiores, daí estes protozoários
serem encontrados, geralmente,
associados à alga Oscillatoria utilizando-a
como alimento (MARGALEF, 1983).

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Aspectos ecológicos dos Protozoários
• Do ponto de vista limnológicos, os
protozoários planctônicos mais estudados são
os ciliados. Estes organismos têm papel
fundamental na transferência de energia em
ecossistema lacustres pelo fato de se
alimentarem de partículas que, devido ao
reduzido tamanho, não são assimilados pelo
macrozooplâncton (copépodos e cladóceros).
Desta maneira, os ciliados transformam a
matéria orgânica de tamanho muito pequeno,
incluindo bactérias, em biomassa,
possibilitando, desta maneira, que sejam
ingeridas por rotíferos, cladóceros e
copépodos.
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Aspectos ecológicos dos Protozoários

• Os ciliados, especialmente as espécies


maiores, podem contribuir com até 50% do
fosfato dissolvido de um lago, quando sua
biomassa corresponde a somente 1% em
relação à do zooplâncton total.
• De acordo com BEAVER & CRISMAN
(1982), os ciliados, por unidade de
biomassa, reciclam fosfato mais rápido do
que os cladóceros e copépodos.

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Rotíferos
• A associação dos rotíferos ao fitoplâncton é de tal
maneira acentuada, que nos casos de floração de algas
ocorre o crescimento acentuado da população destes e
com o término da floração, os rotíferos desaparecem
totalmente. Podem ainda ser encontrados, às vezes,
em pequenas populações nas partes profundas do
lago.
• Segundo RUTTNER-KOL1SKO (1972) a distribuição
destas espécies está associada às baixas temperaturas
do hipolímnio. Segundo estudos, os rotíferos só é
encontrada com abundância no epilímnio quando este
apresenta baixa temperatura. Portanto, o fotoperíodo
pode ser um fator desencadeador da migração vertical
dos rotíferos, conseqüentemente de sua distribuição
heterogênea.

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Aspectos ecológicos dos Rotíferos
• Além do fotoperíodo, fatores ambientais têm
sido apontados como responsáveis pela
migração dos rotíferos: disponibilidade de
alimento, concentração de oxigênio e
temperatura.
• De concreto sabe-se que a migração vertical
de rotíferos é condicionada, na maioria das
vezes, por um conjunto de fatores, tanto
bióticos como abióticos e não somente por
um fator isolado.
• A produtividade zooplanctônica pode ser
fortemente influenciada pela produtividade
de rotíferos.

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Aspectos ecológicos dos Rotíferos
• Para lagos de várzea da região amazônica,
diferentes resultados têm sido obtidos quanto
à importância dos rotíferos no zooplâncton
total destes ecossistemas.
• A alta dominância de rotíferos no zooplâncton
foi justificada por HARDY et al. (1984) como
sendo resultado das condições abióticas
desfavoráveis para os cladóceros e
copépodos; dentre estas, destacam-se a baixa
concentração de oxigênio (que os rotíferos
podem tolerar por períodos relativamente
longos) e fortes correntes durante o período
de cheias.

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Cladóceros
• Os cladóceros são por excelência filtradores,
portanto sua alimentação básica se constitui
de fitoplâncton e detritos. Alguns são
predadores.
• Cladóceros filtradores como, por exemplo, a
Daphinia recolhem material particulado,
inclusive algas, bactérias e detritos,
“filtrando” água através das finas malhas de
seus apêndices filtradores (BROOKS, 1959);
não removem células unitárias de algas em
suspensão, mas recolhem grande número de
células de uma só vez.

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Aspectos ecológicos dos Cladóceros
• A taxa de filtração de água e conseqüentemente de ingestão,
dependem de vários fatores; dentre eles destacam-se:
• a) tamanho do animal: quanto maior o indivíduo de uma
espécie maior é a taxa de filtração;
• b) tamanho da partícula: a taxa de filtração se reduz com o
aumento do tamanho da partícula. Além disso, quanto maior
for o animal maior será o tamanho das partículas que poderá
ingerir. O tamanho da partícula a ser ingerida é função da
distância entre as cerdas, daí o fato dos cladóceros
aproveitarem mais as partículas pequenas;
• c) qualidade do alimento: tem-se observado que alimentos
com maior valor nutricional são melhor aproveitados; por
exemplo: algas vivas são mais assimiladas do que seus detritos;
• d) temperatura: com a elevação da temperatura, a taxa de
filtração aumenta. Acima de um valor ótimo de temperatura
novamente a taxa de filtração é reduzida.

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Copépodos
Caracterização geral
• Os copépodos formam com os cladóceros os
organismos mais típicos do chamado plâncton
de rede. Mesmo sem equipamento, podem
ser facilmente reconhecidos pelo seu corpo
alongado.
• Os copépodos habitam os mais diferentes
ambientes aquáticos, tais como água doce,
salobra, salgada e mesmo terras úmidas.
Algumas espécies são parasitas de peixes. As
formas planctônicas são, na grande maioria,
de pequeno tamanho (<que 1 milímetro).
COMUNIDADE ZOOPLANCTÔNICA
Aspectos ecológicos dos Copépodos
• Entre os copépodos, são essencialmente “filtradores” e o
fitoplâncton é a sua principal fonte de alimento, utilizando
eventualmente detritos.
• Os copépodos ciclopóides são preferencialmente carnívoros. O
alimento básico destes organismos inclui outros
microcrustáceos, larvas de dípteros e oligoquetas.
• Um dos casos mais conhecidos de predação entre os
organismos zooplanctônicos, é aquele que ocorre com o
gênero Mesocyclops, que preda seletivamente copepoditos de
Diaptonmus e espécies de cladóceros. Outro aspecto
interessante é que as espécies carnívoras são geralmente
maiores do que as herbívoras. Não raramente observa-se que
os copépodos, no curso do seu desenvolvimento, apresentam
grande diversidade de hábitos alimentares.

COMUNIDADE ZOOPLANCTÔNICA
Aspectos ecológicos dos Copépodos
• Pelo fato de que os copépodos apresentam
diferentes estágios de desenvolvimento
(vários estágios larvais e adultos), seu papel
no ecossistema lacustre pode se tornar mais
relevante do que o dos cladóceros.
• Esta relevância diz respeito, principalmente,
ao fluxo de energia no ecossistema, visto que
grande número de espécies de copépodos são
herbívoros em todos os estágios de
desenvolvimento. Desta maneira, constitui-se
em um importante elo na transferência de
energia entre os produtores primários e os
níveis tróficos superiores.

COMUNIDADE ZOOPLANCTÔNICA
Predação de peixes e invertebrados aquáticos sobre a
comunidade zooplanctônica

Considerações gerais
• Os efeitos da produção de peixes e de invertebrados
aquáticos sobre a comunidade zooplanctônica se
manifestam de diferentes maneiras no ecossistema
lacustre. Por exemplo: alterações nas condições físicas
e químicas do meio (pH, concentração de oxigênio, gás
carbônico, nutrientes inorgânicos, etc.), na composição
e biomassa do fitoplâncton e na diversidade e
densidade das espécies que compõem o zooplâncton.
• Assim, a predação da comunidade zooplanctônica é um
fenômeno de grande importância não só para a
dinâmica desta comunidade, mas também para o
metabolismo de todo o ecossistema limnico.

COMUNIDADE ZOOPLANCTÔNICA
Predação de peixes e invertebrados aquáticos sobre a
comunidade zooplanctônica

Considerações gerais
• De grande importância na análise do fenômeno em questão, é
o fato de que a predação ocorre sobre organismos de tamanho
variável e de diferentes grupos taxonômicos.
• Entre as espécies de peixes predadores de zooplâncton
podemos distinguir dois tipos diferentes:
1º) espécies que se alimentam de zooplâncton durante todos
os estágios de seu desenvolvimento. Algumas são planctófogas
obrigatórias; outras facultativas, alimentando-se, de
zooplâncton, detritos e outros itens alimentares.
2º) espécies que mudam de hábito alimentar no decorrer de
seu desenvolvimento, alimentando-se de zooplâncton durante
parte do seu ciclo de desenvolvimento (geralmente período
larval) e nos estágios mais adiantados de desenvolvimento,
passando a consumir presas maiores, abandonando a
zooplanctofagia.

COMUNIDADE ZOOPLANCTÔNICA
Predação de peixes e invertebrados aquáticos sobre a
comunidade zooplanctônica

• Em lagos com alta densidade de peixes


predadores de zooplâncton (planctófogos)
observa-se, via de regra, baixa densidade de
organismos zooplanctônicos de grande porte
como, por exemplo, Daphnia, e a dominância
de populações de zooplâncton de pequeno
porte e rotíferos.
• Por outro lado, em lagos com baixa densidade
de peixes planctófagos observa-se fenômeno
contrário, ou seja, dominância dc populações
de zooplâncton de grande porte, em relação
às de pequeno porte.
COMUNIDADE ZOOPLANCTÔNICA
Predação de peixes sobre o zooplâncton: aspectos mais relevantes

• Em lagos com alta densidade de peixes


predadores de zooplâncton (planctófogos)
observa-se, via de regra, baixa densidade de
organismos zooplanctônicos de grande porte
como, por exemplo, Daphnia, e a dominância
de populações de zooplâncton de pequeno
porte como Chydorus e rotíferos.
• Por outro lado, em lagos com baixa densidade
de peixes planctófagos observa-se fenômeno
contrário, ou seja, dominância dc populações
de zooplâncton de grande porte, em relação
às de pequeno porte.
COMUNIDADE ZOOPLANCTÔNICA
O controle da população zooplanctônica por peixes: um exemplo de
biomanipulação

• A biomanipulação do ecossistemas límnicos


através da redução da população de peixes
plantófagos é um processo muito complexo,
no qual ocorrem profundas interferências
tanto nos componentes biológicos como
físicos e químicos (ver Figura).
• A biomanipulação de ecossistemas
eutrofizados artificialmente visa, em primeiro
lugar, alcançar, através da redução dos
predadores, o aumento da população de
zooplâncton de grande porte. Estes, através
de sua herbivoria, reduzem a biomassa de
fitoplâncton.
COMUNIDADE ZOOPLANCTÔNICA
Situação em que foi introduzida grande número de peixes
planctófagos

REDUÇÃO DA DENSIDADE ZOO GRANDE


PORTE

AUMENTO DA DENSIDADE ZOO PEQUENO


PORTE

AUMENTO DA BIOMASSA FITOPLANCTÔNICA

AUMENTO DA CONCENTRAÇÃO DE DETRITOS


ORGÂNICOS

REDUÇÃO DA
ELEVAÇÃO DO pH da
TRANSPARÊNCIA DA AUMENTO DO DÉFICIT DE O2 NO ÁGUA
ÁGUA HIPÓLÍMINO

AUMENTO DA TAXA DE LIBERAÇÃO


DEFOSFATO

AUMENTO DO NÍVEL DE EUTROFIZAÇÃO


Situação com reduzida atividade de peixes planctófagos

AUMENTO DA DENSIDADE ZOO GRANDE


PORTE

REDUÇÃO DA DENSIDADE ZOO PEQUENO


PORTE

REDUÇÃO DA BIOMASSA FITOPLANCTÔNICA

REDUÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE DETRITOS


ORGÂNICOS

AUMENTO DA
REDUÇÃO DO pH da
TRANSPARÊNCIA DA
REDUÇÃO DO DÉFICIT DE O2 NO HIPÓLÍMINO ÁGUA
ÁGUA

REDUÇÃO DA TAXA DE LIBERAÇÃO


DEFOSFATO

REDUÇÃO DO NÍVEL DE EUTROFIZAÇÃO


ALGUMAS POSSÍVEIS IMPLICAÇÕES DO CONTROLE DA POPULAÇÃO DE
ZOOPLÂNCTON POR PEIXES PLANCTÓFAGOS (BIOMANIPULAÇÃO). SITUAÇÃO A E
SITUAÇÃO B.

A B

REDUÇÃO DA DENSIDADE ZOO AUMENTO DA DENSIDADE ZOO


GRANDE PORTE GRANDE PORTE

REDUÇÃO DA DENSIDADE ZOO


AUMENTO DA DENSIDADE ZOO PEQUENO PORTE
PEQUENO PORTE

REDUÇÃO DA BIOMASSA
AUMENTO DA BIOMASSA FITOPLANCTÔNICA
FITOPLANCTÔNICA

AUMENTO DA REDUÇÃO DA
CONCENTRAÇÃO DE DETRITOS CONCENTRAÇÃO DE DETRITOS
ORGÂNICOS ORGÂNICOS
AUMENTO DA
REDUÇÃO DA ELEVAÇÃO DO pH TRANSPARÊNCIA DA REDUÇÃO DO
TRANSPARÊNCIA DA da ÁGUA REDUÇÃO DO DÉFICIT DE O2 pH da ÁGUA
AUMENTO DO DÉFICIT DE O2 ÁGUA
ÁGUA NO HIPÓLÍMINO
NO HIPÓLÍMINO

AUMENTO DA TAXA DE REDUÇÃO DA TAXA DE


LIBERAÇÃO DEFOSFATO LIBERAÇÃO DEFOSFATO

AUMENTO DO NÍVEL DE REDUÇÃO DO NÍVEL DE


EUTROFIZAÇÃO EUTROFIZAÇÃO
Introduzida grande número de peixes planctófagos

REDUÇÃO DA DENSIDADE ZOO GRANDE PORTE

AUMENTO DA DENSIDADE ZOO PEQUENO PORTE

AUMENTO DA BIOMASSA FITOPLANCTÔNICA

AUMENTO DA CONCENTRAÇÃO DE DETRITOS ORGÂNICOS

REDUÇÃO DA TRANSPARÊNCIA ELEVAÇÃO DO pH da ÁGUA


AUMENTO DO DÉFICIT DE O2 NO HIPÓLÍMINO
DA ÁGUA

AUMENTO DA TAXA DE LIBERAÇÃO DE FOSFATO

AUMENTO DO NÍVEL DE EUTROFIZAÇÃO


Introduzida grande número de peixes planctófagos

REDUÇÃO DA DENSIDADE ZOO GRANDE PORTE

AUMENTO DA DENSIDADE ZOO PEQUENO PORTE

AUMENTO DA BIOMASSA FITOPLANCTÔNICA

AUMENTO DA CONCENTRAÇÃO DE DETRITOS ORGÂNICOS

REDUÇÃO DA TRANSPARÊNCIA ELEVAÇÃO DO pH da ÁGUA


AUMENTO DO DÉFICIT DE O2 NO HIPÓLÍMINO
DA ÁGUA

AUMENTO DA TAXA DE LIBERAÇÃO DE FOSFATO

AUMENTO DO NÍVEL DE EUTROFIZAÇÃO


Reduzida atividade de peixes planctófagos

AUMENTO DA DENSIDADE ZOO GRANDE


PORTE

REDUÇÃO DA DENSIDADE ZOO PEQUENO


PORTE

REDUÇÃO DA BIOMASSA FITOPLANCTÔNICA

REDUÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE DETRITOS


ORGÂNICOS

AUMENTO DA
REDUÇÃO DO pH da ÁGUA
TRANSPARÊNCIA DA ÁGUA REDUÇÃO DO DÉFICIT DE O2 NO HIPÓLÍMINO

REDUÇÃO DA TAXA DE LIBERAÇÃO DEFOSFATO

REDUÇÃO DO NÍVEL DE EUTROFIZAÇÃO


ALGUMAS POSSÍVEIS IMPLICAÇÕES DO CONTROLE DA POPULAÇÃO DE
ZOOPLÂNCTON POR PEIXES PLANCTÓFAGOS (BIOMANIPULAÇÃO). SITUAÇÃO A E
SITUAÇÃO B.

A B

REDUÇÃO DA DENSIDADE ZOO AUMENTO DA DENSIDADE ZOO


GRANDE PORTE GRANDE PORTE

REDUÇÃO DA DENSIDADE ZOO


AUMENTO DA DENSIDADE ZOO PEQUENO PORTE
PEQUENO PORTE

REDUÇÃO DA BIOMASSA
AUMENTO DA BIOMASSA FITOPLANCTÔNICA
FITOPLANCTÔNICA

AUMENTO DA REDUÇÃO DA
CONCENTRAÇÃO DE DETRITOS CONCENTRAÇÃO DE DETRITOS
ORGÂNICOS ORGÂNICOS
AUMENTO DA
REDUÇÃO DA ELEVAÇÃO DO pH TRANSPARÊNCIA DA REDUÇÃO DO
TRANSPARÊNCIA DA da ÁGUA REDUÇÃO DO DÉFICIT DE O2 pH da ÁGUA
AUMENTO DO DÉFICIT DE O2 ÁGUA
ÁGUA NO HIPÓLÍMINO
NO HIPÓLÍMINO

AUMENTO DA TAXA DE REDUÇÃO DA TAXA DE


LIBERAÇÃO DEFOSFATO LIBERAÇÃO DEFOSFATO

AUMENTO DO NÍVEL DE REDUÇÃO DO NÍVEL DE


EUTROFIZAÇÃO EUTROFIZAÇÃO
O controle da população zooplanctônica por peixes: um exemplo de
biomanipulação

• A biomanipulação enquanto um método de


controle de eutrofização não é completo, uma vez
que atua somente numa etapa do processo: no
controle do excessivo crescimento de algas.
• Assim, a retirada de peixes planctófagos deve ser
encarada somente como uma das possibilidades
complementares à deseutrofização dos
ecossistemas lacustres, uma vez que o
fundamental (no exemplo apresentado) é o
controle da entrada de nutrientes no ecossistema
e a redução da concentração destes compostos
no seu interior.
O controle da população zooplanctônica por peixes: um exemplo de
biomanipulação

• A biomanipulação do ecossistema límnico através


da redução da população de peixes plantófagos é
um processo muito complexo, no qual ocorrem
profundas interferências tanto nos componentes
biológicos como físicos e químicos.
• A biomanipulação de ecossistemas eutrofizados
artificialmente visa, em primeiro lugar, alcançar,
através da redução dos predadores, o aumento da
população de zooplâncton de grande porte. Estes,
através de sua herbivoria, reduzem a biomassa de
fitoplâncton.
O controle da população zooplanctônica por peixes: um exemplo de
biomanipulação
• Deve-se considerar, no entanto, que certas algas, representadas
principalmente pelas cianofíceas, não são consumidas pelos
herbívoros. Desta maneira, estas algas passam pelo trato digestivo do
herbívoro sem sofrer nenhum dano.
• Com a redução da biomassa fitoplanctônica, observa-se redução da
concentração dos detritos orgânicos, notadamente no hipolímnio,
como uma reação em cadeia.
• A conseqüência deste fenômeno é a melhoria das condições de
oxigenação desta região da coluna d’água.
• Este fato é de grande importância no processo de controle da
eutrofização artificial, uma vez que, nestas condições, o fosfato torna-
se imobilizado através de sua precipitação para o sedimento,
absorvido ao Fe(OH)3 ou como FePO. Desta forma, ocorre a
diminuição da influência do fósforo com conseqüente redução da
biomassa fitoplanctônica e eutrofização.