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GIS

grupos da igreja
simples

INÍCIO RÁPIDO
Misael Batista do Nascimento
— 2016 —
Grupos da igreja simples: Início rápido

Misael Batista do Nascimento


— 2016 —
Grupos da igreja simples: Início rápido. Copyright © 2016 Misael Batista do
Nascimento. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Dedicado a todos os que oram e trabalham por uma família de discípulos de Jesus.

As citações bíblicas foram retiradas da Bíblia de Estudo de Genebra, 2ª edição,


tradução de João Ferreira de Almeida (revista e atualizada).

Capa e editoração: Misael Batista do Nascimento.

São José do Rio Preto, SP: março de 2016.

1. Cristianismo 2. Teologia pastoral 3. Missões urbanas 4. Grupos da igreja simples


5. Grupos pequenos 6. Grupos familiares 7. Células
Sumário

Introdução 3
I1. Três questões importantes 3
I2. Os GIS e os projetos recentes da igreja 5
I3. Tudo em amor e como Igreja Presbiteriana do Brasil 7
1. O que são os grupos da igreja simples 9
1.1. Conceituação 9
1.2. O que são as ordenanças divinas 10
1.3. O Espírito Santo e o discipulado de Jesus 11
2. Missão, agenda, atribuições e princípios de convivência dos grupos 13
2.1. A missão dos grupos 13
2.2. A agenda dos GIS 14
2.3. As atribuições dos grupos da igreja simples 15
2.4. Os princípios de convivência dos grupos 16
3. Pilares e tipos de grupos 18
3.1. Os quatro pilares bíblicos 18
3.2. Os três pilares operacionais 18
3.3. Os tipos de grupos da igreja simples 19
3.4. Grupos pai e grupos filhos 22
4. Calendário, locais, treinamentos e recursos dos grupos 23
4.1. Calendário 2016 e locais dos GIS 23
4.2. Os treinamentos e cursos para líderes 24
4.3. Os recursos dos grupos 24
5. As reuniões dos grupos 26
5.1. Duração das reuniões e atividades dos GIS 26
5.2. As reuniões de reflexão (estudo) 26
5.3. As reuniões de iniciativa cristã (ação) 27
6. O início de um GIS 29
6.1. Como surge um novo grupo 29
6.2. As pessoas necessárias para o início de um grupo 29
6.3. Detalhes importantes sobre a primeira reunião 30
7. O desafio 8/6 e a multiplicação dos grupos 32
7.1. Os grupos e o Desafio 8/6 32
7.2. O princípio bíblico de fecundidade e multiplicação 32
8. A liderança dos grupos 34
8.1. A estrutura de liderança dos grupos 34
8.2. Os coordenadores dos grupos 34
8.3. O líder de grupo 35
i
8.4. O líder-auxiliar e os líderes em potencial 37
8.5. A multiplicação de líderes dos grupos 37
8.6. O (a) secretário (a) do GIS 38
Considerações finais 39
Referências bibliográficas 40

ii
Introdução

Parabéns por participar do treinamento para a liderança de grupos da igreja


simples (GIS) da IPB Rio Preto! Você faz parte de uma força-tarefa de elite. Seu
destino é envolver-se no mais fascinante projeto do universo: Assumir-se como
agente do Criador para, no poder do Espírito Santo e para glória de Deus, evan-
gelizar, discipular e expandir o reino, marcando cada área da vida com o nome
de Jesus (Cl 3.17). Seu papel é singular e seu lugar, fundamental. Deus usará sua
vida para abençoar pessoas; corações serão transformados segundo a imagem de
Cristo. Sua dedicação produzirá frutos espirituais abundantes. Os resultados de
seu trabalho atravessarão a história e fincar-se-ão na eternidade.

I1. Três questões importantes


Em circunstâncias normais, nós iniciamos uma viagem sabendo para onde va-
mos. Além disso, viajamos com uma motivação (mergulhar no mar azul daquela
praia paradisíaca, rever a mãe ou cumprir uma responsabilidade de trabalho).
Os viajantes mais experientes gostam também de conhecer alguns detalhes do
itinerário (em que pontos de estrada há postos de combustível, banheiros limpos
e bons restaurantes). Estas três coisas, aonde ir, por que ir e por onde ir, devem ser
consideradas quando pensamos nos grupos da igreja simples (figura 01).
A pessoa não pode ir a
nenhum lugar se não sabe...

por que vai por onde


aonde vai
a esse lugar vai passar

Objetivo: Andar com Motivação: Compromisso


Deus no mundo de Deus com a glória de Deus
(cumprir a missão) no mundo Itinerário com pontos de
Desempenho desejado: referência: Conhecer o
Disposição para marcar
Envolvimento de 100% caminho a ser percorrido
todas as áreas da vida com
da membresia nos o nome de Jesus O modo de funcionamento
grupos pequenos dos grupos pequenos
Obediência aos mandatos
Evangelização Discipulado
Pastoreio Ação Social Cidadania
espiritual, social e cultural

Figura 01. Aonde ir, por que ir e por onde ir, com relação aos grupos pequenos.1

I1.1. Aonde vamos


Afinal de contas, aonde nós vamos? Nós vamos andar com Deus cumprindo a
missão de Deus. A declaração é muito ampla e não se encaixa como “alvo” em um
planejamento estratégico. No entanto, esta é nossa meta nesta terra. Os que ca-
minham com Deus e cumprem a missão aqui, viverão com ele no reino celestial.
A Bíblia fala sobre isso desde suas primeiras páginas. O verbo “andar” aparece
pela primeira vez em Gênesis 3.8. Deus comungava com o homem “andando” no
jardim. Notemos que “morreu” é uma palavra destacada em Gênesis 5 (cf. v. 5, 8,
1 Esquema adaptado de CHEVALIER, Brigitte. Leitura e Anotações. São Paulo, Martins Fontes, 2005, p. 28. 3
11, 14, 17, 20, 27, 31). O que se contrapõe à ideia de morte é: “Andou Enoque com
Deus e já não era, porque Deus o tomou para si” (Gn 5.24). No capítulo seguinte,
a única esperança de preservação de vida planetária é um homem chamado Noé,
que “andava com Deus” (Gn 6.9). Logo depois, a redenção do mundo é vinculada
a Abrão, que recebe a seguinte convocação: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda
na minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). Em todas estas instâncias, a Escritura
antecipa o chamado cristão do discipulado, “segue-me”, bem como a experiência
de santidade prática, “andai no Espírito” (Mc 2.14; Gl 5.16).
Outros vocábulos são usados para sublinhar a comunhão do crente com Deus,
mas parece que “andar” precede tudo o mais. Andar com Deus vem antes de “sen-
tar-se à mesa” com ele. Primeiro o salmista “anda” com o Senhor no “vale da
sombra da morte”. Depois ele se assenta em uma mesa “preparada” pelo próprio
Deus (Sl 23.4–5). Nos Evangelhos, palmilhar por três anos a senda do discipulado
antecede o sentar-se com Jesus na última ceia (e receber a promessa preciosa da
ceia no reino de Deus; cf. Mt 26.26–30). No Apocalipse Jesus bate à porta da igre-
ja por ele disciplinada e restaurada, a fim de “entrar […] e cear” (Ap 3.17–20). Em
Salmos 1 encontramos um belo quadro da santidade “negativa” (deixar de fazer
determinadas coisas para o agrado de Deus). “Andar” vem primeiro, “deter-se no
caminho” vem em segundo, e “assentar-se”, em último (Sl 1.1). Se, por um lado,
“andar” com ímpios conduz à “roda dos escarnecedores”, por outro, “andar” com
Deus conduz à vida feliz (Sl 1.2–3).
“Andar” evoca movimento, dinamismo. Comungar com Deus na vida real, co-
tidiana, não apenas eclesiástica, mas também na gerência individual, na famí-
lia, nos estudos, nos negócios e na existência política e civil. Sabemos que isso
transcende a mera participação em uma atividade da igreja, no entanto, os GIS
são formatados para canalizar esforços e iniciativas para esta finalidade. Eles
abrem espaço e estabelecem uma rotina para tornar isso palpável. Por esta razão,
oramos para que Deus motive as pessoas para a participação nos GIS. Seria revo-
lucionário termos 100% dos membros da igreja envolvidos neste trabalho!

I1.2. Por que vamos


Nossa motivação é a glorificação de Deus no mundo, marcar todas as áreas da
vida com o nome de Jesus, em obediência aos mandatos espiritual, social e cul-
tural. Uns chamam isso de utopia; a Bíblia chama de fidelidade (Mt 25.21, 23; 1Co
4.1; Ap 2.10).

I1.3. Por onde vamos


Como dissemos, Deus conduz nossa caminhada, e este material mostra como
ver isso acontecendo nos GIS. Tais grupos são um dos modos de operação da
missão da IPB Rio Preto. Eles contêm uma proposta bíblica, missional2 e pastoral,
ansiosa pela felicidade eterna dos crentes e chorosa pela degradação da cultura e

2 Keller nos informa que “o termo *missional* tornou-se popular em 1998, logo após a publicação do livro
Missional Church [Igreja Missional] e desde essa época foi amplamente adotado e usado” (KELLER, Timo-
thy. Igreja Centrada: Desenvolvendo em Sua Cidade um Ministério Equilibrado e Centrado no Evangelho. São
Paulo: Vida Nova, 2014, p. 297). Ele afirma ainda (op. cit., loc. cit.) que “a palavra tem muitos significados
diferentes e é usada de maneiras diferentes por diferentes autores, organizações e igrejas — causando
muita confusão quanto ao significado exato do termo missional”. Stetzer explica que o termo missional
“enfatiza a abordagem, e não o público. Em outras palavras, […] ser missional implica assumir a perspec-
tiva de um missionário — que acolhe a cultura local, que procura compreender e aprender, que adapta
métodos para o campo missionário —, mas culmina com a forma bíblica de uma igreja” (STETZER, Ed.
Plantando Igrejas Missionais: Como Plantar Igrejas Bíblicas, Saudáveis e Relevantes à Cultura. São Paulo:
4 Vida Nova, 2015, p. 14).
infortúnio dos pecadores. Os GIS nos ajudam a cumprir nossas responsabilidades
cristãs, listadas nas alíneas “a” e “b”, do Art. 14, da Constituição Interna da IPB:
Art. 14º - São deveres dos membros da igreja, conforme o ensino e o espírito de
Nosso Senhor Jesus Cristo:
a) Viver de acordo com a doutrina e prática da Escritura Sagrada;
b) honrar e propagar o evangelho pela vida e pela palavra.3

I2. Os GIS e os projetos recentes da igreja


Quando assumi o pastorado em Rio Preto, eu recebi os arquivos do planejamento
da igreja, iniciado em 2004. Minha convicção é de que os GIS auxiliam na reali-
zação desses planos.

I2.1. O lugar e o limite dos planejamentos humanos


Falando de planos, entendamos que planejar é divinamente recomendado (Lc
14.28–32). Ao mesmo tempo, planejar é também humanamente limitado (Pv 16.1;
Lc 12.16–20). Administradores, economistas e até filósofos contemporâneos
afirmam que o planejamento com garantia absoluta de execução é uma falácia:
[…] a falácia do planejamento […] predomina onde quer que certo tipo de atitude
do “eu” assuma o controle sobre o “nós”. Trata-se da resposta natural às dificuldades
coletivas na mente de qualquer pessoa que não reconheça que as soluções
consensuais não são, como regra, impostas, mas sim descobertas, e que elas são
descobertas ao longo do tempo. A falácia do planejamento consiste na crença
de que podemos avançar coletivamente rumo a nossos objetivos adotando um
plano comum, e dedicando-nos a ele sob a liderança de alguma autoridade central
tal como o Estado. Trata-se da falácia de acreditar que as sociedades podem ser
organizadas da mesma forma que os exércitos são organizados, com um sistema
de comando de cima para baixo e um sistema de prestação de contas de baixo para
cima, assegurando uma coordenação bem-sucedida de muitas pessoas em torno
de um plano criado por poucas.4

Eis a dificuldade quádrupla dos planejamentos humanos:


1. O estrategista humano não consegue prever todos os eventos e circunstân-
cias externas, que influenciarão na execução do plano.
2. O estrategista humano não pode garantir que cada pessoa envolvida no
projeto funcione exatamente como planejado.
3. O estrategista humano não consegue controlar as dinâmicas e resultados
de todas as relações entre os indivíduos vinculados à execução do plano.
4. O estrategista humano não tem conhecimento pleno do decreto que orienta
a providência de Deus.
Só raramente, e em casos especiais, a ordem do plano vai ao encontro de suas
próprias necessidades ou obedece aos princípios elementares do raciocínio
coletivo prático. Ainda assim, nosso mundo está cada vez mais sujeito aos planos de
burocratas e idealistas, que supõem que podem nos apresentar objetivos coletivos
e depois criar os meios para realizá-los.5

Sendo assim, empreendemos cada planejamento orientados por Tiago:

3 Constituição Interna da Igreja Presbiteriana do Brasil, Capítulo III, Art. 14. In: SUPREMO CONCÍLIO DA
IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. Manual Presbiteriano da Igreja Presbiteriana do Brasil. 3a. reimp.
2015. São Paulo: Cultura Cristã, 2013, p. 14.
4 SCRUTON, Roger. As Vantagens do Pessimismo: E o Perigo da Falsa Esperança. São Paulo: É Realizações,
2015, p. 91. (Abertura Cultural). Grifo nosso.
5
5 SCRUTON, op. cit., p. 94.
Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá
passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que
sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por
instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só
viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das
vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. Portanto,
aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando (Tg 4.13–17).

O v. 17 fecha o ensino com solenidade: Se sabemos que devemos depender de


Deus e não demonstramos dependência, nós pecamos.
Resumindo, este Guia deve ser entendido não como um plano infalível, mas
como um itinerário que será seguido de acordo com o desígnio soberano de Deus.

I2.2. Os GIS e o novo templo


Em 12 de dezembro de 2010, realizamos o culto de lançamento da pedra fun-
damental do novo templo da IPB Rio Preto. Na ocasião, começamos a utilizar o
novo logo (a fachada do novo templo à frente do sol nascente; abaixo da imagem
estilizada, o slogan “novo templo, novo tempo” — figura 02).

Novo Templo, Novo Tempo


Figura 02. O logotipo da IPB Rio Preto, desde dezembro de 2010.

Louvamos a Deus porque celebramos 79 anos de organização inaugurando o


Edifício de Administração e Educação Cristã (EAEC). Ao mesmo tempo, consta-
tamos três coisas, do ponto de vista financeiro:
1. Foi investida uma quantia considerável para compra de terrenos, elabo-
ração de projetos e atualização de documentação, com vistas à edificação
deste novo templo.
2. Os recursos financeiros atuais da igreja não permitem iniciar a construção
do novo templo.
3. Desde o segundo semestre de 2015, o Brasil mergulha em sua crise política
e econômico-financeira mais profunda, desde 1990. De acordo com alguns, o
país só estará recuperado em 2021.6
Ademais, constatamos três coisas, do ponto de vista ministerial:
1. Até agora, nos cultos regulares, existem lugares vagos nos bancos do tem-
plo atual.
2. Nem todos os crentes praticam regularmente a evangelização, o disci-
pulado e a ação cristã na cultura. Nem todos se envolvem em atividades
ligadas à igreja, entre a segunda e a sexta-feira.
3. Deus está levantando um corpo de crentes dispostos a mudar o quadro
descrito no item anterior.

6 6 SAKATE, Marcelo; ALVARENGA, Bianca. O Custo Dilma, in Veja, ed. 2468, ano 49, n. 19 (9.3.2016), p. 64.
Dito de outro modo, a situação atual da igreja é ilustrada pela imagem a se-
guir. Há uma estrutura nova acoplada a uma antiga (figura 03).

Figura 03. A igreja atual: Uma parte nova e uma parte antiga.

Eis o ponto: Não basta começar a utilizar um novo logotipo ou declamar um


novo slogan. A construção do novo templo exige a agregação de mais pessoas,
dispostas a funcionar biblicamente. O novo templo será edificado por uma nova
igreja, dedicada a servir a Deus neste novo tempo (figura 04).

Nova igreja Novo tempo Novo templo

Figura 04. Uma nova igreja, para um novo tempo, construirá o novo templo.

I3. Tudo em amor e como Igreja Presbiteriana do Brasil


Isso não enseja qualquer tipo de inovação ou ruptura. Trata-se mais de revitali-
zação orgânica, útil para a manutenção da vida. Entre outras iniciativas, a vida de
Deus fluirá nos GIS com observância estrita da doutrina apostólica:
Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo
ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em
um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica; e que em
nada estais intimidados pelos adversários. Pois o que é para eles prova evidente de
perdição é, para vós outros, de salvação, e isto da parte de Deus (Fp 1.27–28).

Um último esclarecimento: Os GIS não exigem o desmonte das sociedades


internas da igreja. Estas continuam funcionando de acordo com o Guia do Traba-
lho das Sociedades Internas da Igreja Presbiteriana do Brasil (GTSI).
Minha oração é que o Senhor aqueça seu coração e lhe capacite a servi-lo —
com alegria e fruto abundante — em um grupo da igreja simples.

Pr. Misael Batista do Nascimento.


79 anos de organização da IPB Rio Preto. Março de 2016.
7
Anotações
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1. O que são os grupos da igreja simples

Conceituação. O que são as ordenanças divinas. O Espírito Santo e o discipulado de Jesus.

1.1. Conceituação
Grupos da igreja simples (GIS) são ajuntamentos de discípulos de Jesus, dependen-
tes do Espírito Santo e comprometidos com a obediência às ordenanças divinas.

1.1.1. Igreja simples


Deus nos despertou para a proposta de igreja viva e simples no acampamento
de 2013 (figura 05). A igreja viva e simples é o corpo de crentes centrado na glória
de Deus, na Bíblia e na missão de Jesus.7

Figura 05. O tema do acampamento 2013.

Desde então, em cada acampamento, Deus tem dado a nota do ministério da


igreja para os anos seguintes:
• Acampamento 2014: Vivendo a Igreja Simplesmente Unidos.
• Acampamento 2015: Vivendo a Verdade em Amor.
• Acampamento 2016: Além da Religião: A Verdade de Deus Para Todas as
Áreas da Vida.8
7 Eu uso o acrônimo GIL (Grupos da Igreja nos Lares) desde 2003 e a frase igreja viva e simples desde 2013,
mas isso não tem qualquer relação com o movimento contemporâneo de Igreja Orgânica, Igreja Simples
ou Igreja nos Lares, iniciado na década de 70 (cf. SIMSON, Wolfgang. Casas Que Transformam o Mundo:
Igreja nos Lares. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2001; COLE, Neil. Igreja Orgânica: Plantando a
Fé Onde a Vida Acontece. Rio de Janeiro: Habacuc, 2007; DALE, Tony e Felicity; BARNA, George. O Coelho
e o Elefante: Por Que o Pequeno é o Novo Grande na Igreja de Hoje. Curitiba: Editora Evangélica Esperança,
2013). O movimento contemporâneo de Igreja Orgânica, Igreja Simples ou Igreja nos Lares é útil quando
enfatiza a dependência de Deus, bem como o foco na missão, na mutualidade e na simplicidade dos
processos e estrutura da igreja do Novo Testamento. Porém, sua doutrina da igreja (eclesiologia), apesar
de sincera, é exegeticamente deficiente e historicamente imprecisa. Para complicar, agradeço a Deus por
autores como Thom S. Rainer e Eric Geiger (cuja obra estou começando a ler agora, em 2016), que defen-
dem a ideia de que mesmo igrejas tradicionais históricas, podem e devem desenvolver ministérios mais
bíblicos e descomplicados; cf. RAINER, Thom S.; GEIGER, Eric. Simple Church: Returning To God´s Process
For Making Disciples. Updated Edition. Nashville, Tennessee: B&H Publishing Group, 2011.
8 Os estudos bíblicos dos acampamentos fornecem um alicerce bíblico e conceitual para o entendimento
do lugar das ordenanças divinas na vida prática do cristão. Você pode ouvir os estudos e fazer download
dos slides no site da IPB Rio Preto, em http://www.ipbriopreto.org.br/sermoes/. 9
Início rápido GIS

Mais do que um slogan ou tema, Igreja Viva e Simples resume quem somos
como Igreja Presbiteriana de São José do Rio Preto, bem como o DNA das novas
igrejas que geramos, enquanto implementamos o Desafio 8/6.

1.1.2. Unidades menores


Os GIS são unidades menores porque agrupam poucas pessoas, propiciando o
desenvolvimento mútuo a partir da comunhão fraterna periódica.
• Cada grupo é formado com um mínimo de duas e um máximo de 20 pessoas.
• O tamanho exato do grupo (dentro dos limites aqui estabelecidos) depende-
rá das possibilidades de acomodação e pastoreio.
O grupo com mais integrantes deve dialogar, orar e dar início aos procedi-
mentos de abertura de um novo grupo.

1.1.3. Quem participa dos grupos


Tanto os membros, quanto os visitantes da igreja, podem participar dos GIS.
Há liberdade para que cada um escolha o grupo que desejar.
Obs.: Não é objetivo dos grupos integrar membros de outras igrejas de nosso
presbitério.

1.2. O que são as ordenanças divinas


Abraham Kuyper compartilhou o desejo de seu coração, escrevendo o seguinte:
Que apesar de toda oposição terrena, as santas ordenanças de Deus serão
estabelecidas novamente no lar, na escola e no Estado para o bem do povo;
para esculpir, por assim dizer, na consciência da nação as ordenanças do Senhor,
para que a Bíblia e a Criação deem testemunho, até a nação novamente render
homenagens a Deus.9

Estas “ordenanças” afetam não apenas o indivíduo, mas também a família e


todas as áreas da vida. Biblicamente, podemos mencionar três ordenanças divi-
nas, quais sejam:
• O mandato espiritual: Amar a Deus sobre todas as coisas e obedecê-lo
(Dt 6.4-9; Sl 40.8; Jo 14.15).
• O mandato social: Amar ao próximo como a si mesmo (Lv 19.18; Jo
13.35; cf. Mt 22.36-40).
• O mandato cultural: Desenvolver pensamento bíblico e marcar a socie-
dade e a cultura com o nome de Jesus (Rm 12.1-2; 1Co 10.31; Cl 3.17).
Os crentes da Bíblia foram agentes para o cumprimento destes mandatos.
Mas Jesus Cristo é a figura central, que os cumpriu e continua cumprindo como
“varão perfeito” (Ef 4.13). Sendo assim, obedecer às ordenanças divinas equivale ao
discipulado — “ser semelhante a Jesus no caráter e na vida”.10 Andar com Deus no
mundo de Deus, assim como Jesus andou. Pensar, sentir, falar e agir como Jesus.
Ainda que isso não seja totalmente possível antes da glorificação, este é o alvo
bíblico para o cristão e a igreja (Mt 5.48; Fp 2.1-11; 3.12-16).
É por isso que as palavras do irmão Oak, relacionadas ao treinamento de
discipulado, são plenamente aplicáveis ao discipulado que acontece nos grupos
da igreja simples:
O treinamento de discipulado deve ser o trabalho de transformar uma pessoa.
Precisa tornar um filho de Deus em uma pessoa madura perfeitamente equipada
9 KUYPER, Abraham. Calvinismo. 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2014, p. 11. Grifos nossos.
10 10 OAK, John Han Hum. Chamado Para Acordar o Leigo. São Paulo: Cultura Cristã, 2006, p. 124.
1 O que são os grupos da igreja simples

para toda boa obra mediante a influência da Palavra e do Espírito (2Tm 3.17).
Nesse sentido, o treinamento de discipulado pode ser considerado um tipo de
combate espiritual [...].
[...] Ainda não atingimos um estado de perfeição livres de falhas ou manchas.
Estamos em um estado de ser quebrados, desintegrados e remodelados à
semelhança de Jesus nas mãos do Espírito Santo.
Por essa razão, o treinamento de discipulado em si é um trabalho de nascer de
novo, um ambiente de arrependimento e confissão, um revestimento da graça de
Deus nas montanhas do Getsêmani.11

Deus ordena na criação, Jesus cumpre as ordenanças de Deus na redenção e


agora nós, cristãos, obedecemos aos mandatos no discipulado.

1.3. O Espírito Santo e o discipulado de Jesus


Em todo esse processo, consideramos a obra multifacetada do Espírito Santo:
• Ele age na providência, criando e renovando a face da terra (Sl 104.30).
• Na graça comum, ele opera até sobre os perdidos (Is 45.1-7).
• Ele ungiu Jesus para o ministério e o ressuscitou dentre os mortos, garan-
tindo nossa redenção (Is 61.1-3; cf. Lc 4.16-21; At 10.38; Rm 1.4; 1Pe 1.3).
• Ele aplica o evangelho em nós, unindo-nos a Cristo e nos ungindo para o
testemunho e o serviço com os dons espirituais (Jo 16.7-15; 2Co 3.16-18;
Rm 12.3-8; 1Co 12.1—14.40; 1Pe 2.9-10; 4.10-11).
O Espírito opera em nós e por meio de nós. Ele nos chama e capacita para cum-
prir as ordenanças divinas não apenas dentro da igreja, mas no mundo de Deus.
No âmbito do discipulado, “aprender a ser como Jesus e segui-lo”,12 o Espírito
produz quatro coisas:
1. Ele nos conduz ao culto, que é adoração “em espírito e em verdade”
(Jo 4.23-24).
2. Ele nos capacita para a evangelização que resulta em regeneração e
conversão (At 2.47).
3. Ele inicia e possibilita nossa comunhão com outros cristãos (Ef 4.1-6;
cf. Gl 5.22—6.10).
4. Ele nos unge para o serviço na igreja e fora dela, como “sal da terra” e
“luz do mundo” (Mt 5.13-16).13
Rick Warren é bíblico ao propor uma igreja norteada por cinco propósitos:
Magnificar: Celebramos a presença de Deus na adoração.
Missão: Comunicamos a Palavra de Deus através do evangelho.
Membresia: Integramos a família de Deus em nossa comunhão.
Maturidade: Educamos o povo de Deus através do discipulado.
Ministério: Demonstramos o amor de Deus por meio do serviço.14

Preferimos, no entanto, entender que as ordenanças bíblicas convergem para


o discipulado, e que, no discipulado, o Espírito Santo opera quatro resultados:
Adoração, evangelização, comunhão e serviço (figura 06).

11 OAK, op. cit., p. 125. Grifo nosso.


12 Ibid., p. 120.
13 Com exceção de Efésios 4.1-6, nem sempre o Espírito Santo é citado nos textos vinculados a estes itens.
O fato bíblico, porém, é que nenhuma destas coisas pode ser implementada sem o Espírito Santo.
14 Cf. WARREN, Rick. Uma Igreja com Propósitos. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Vida, 2008, p. 95.
11
Início rápido GIS

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Adoração

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Serviço

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Figura 06. Quatro resultados da obra do Espírito Santo, no círculo do discipulado.

Resumindo, o GIS não é apenas para “estudo bíblico”,15 nem deve ser confun-
dido como “um curso para fazer técnicos leigos competentes e habilidosos no
evangelismo e ensino”.16 Os membros de um GIS são diariamente desafiados a
praticar as ordenanças divinas, assumindo o discipulado de Jesus:
Os leigos devem ter em mente as seguintes questões durante todo o dia: Será
que estou desenvolvendo a maturidade do caráter de acordo com o padrão
demonstrado por Jesus? Eu aceito o fato do meu chamado que inclui tanto a
responsabilidade social como a missionária?17

Anotações
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15 OAK, op. cit., p. 119.


16 Ibid., p. 120.
12 17 Ibid., p. 121. Grifos nossos.
2. Missão, agenda, atribuições e princípios de
convivência dos grupos

A missão dos grupos. A agenda dos GIS.


As atribuições dos grupos da igreja simples. Os princípios de convivência dos grupos.

2.1. A missão dos grupos


Os grupos existem para glorificar a Deus por meio de uma agenda de cumprimen-
to das ordenanças divinas. Eles concretizam a declaração de missão da igreja:
Sermos uma família de discípulos de Jesus, fundamentada na Bíblia, comprometida
com a Reforma, que proclama as boas-novas da salvação, atua na restauração de
pessoas e coopera na edificação do Reino de Deus.

2.1.1. A glória de Deus


Acima de tudo, os GIS são estabelecidos para o agrado e glória de Deus (Rm
11.36; 1Co 10.31; Cl 1.10).
É bonito dizer isso, aliás, cristãos reformados repetem com frequência que temos
de “fazer tudo para a glória de Deus”. O difícil é transformar essa declaração em algo
prático. Falando espiritual e administrativamente, toda prática exige uma agenda.

2.1.2. A necessidade de uma agenda


O Dicionário Aurélio compreende “agenda” como “os compromissos de al-
guém, anotados ou não”.18 Estabelecer o que fazer e quando, demanda estrutura e
organização. O fato é que todo organismo precisa de estrutura (o corpo humano,
por exemplo, não funciona sem um esqueleto). É ótimo que uma igreja concorde
com os ensinos da Bíblia e subscreva uma declaração de missão. Isso, porém,
ainda não é suficiente para praticá-la.
A fim de modelar a obediência em diferentes contextos, cada geração trans-
formou as ordenanças em programas. Moisés articulou uma liderança distribuída e
construiu o tabernáculo. Josué empreendeu a conquista de Canaã. Os juízes orde-
naram a vida civil e lideraram campanhas militares. Ao ungir Saul e Davi, Samuel
instituiu a monarquia. Cada rei até Salomão (do Israel unificado) ou a partir de
Roboão (de Israel ao Norte ou de Judá, ao Sul), foi responsabilizado para organizar
a vida do povo em torno das ordenanças divinas. Foi assim na reconstrução nacional,
após o exílio, com Zorobabel e Jesua, seguidos de Neemias e Esdras. E os profetas
do Antigo Testamento aferiram a obediência — motivaram os reis e o povo, quan-
do obedeceram a Deus, e os repreenderam, quando desprezaram as ordenanças. A
igreja estabeleceu estrutura — agenda e rotina — imediatamente após o Pentecos-
tes, e prosseguiu fazendo isso, como lemos em Atos e nas epístolas.
Na história eclesiástica não foi diferente. Cada lugar e tempo demandaram
arranjos estruturais, com vistas a encarnar a doutrina. Isso nem sempre foi feito
conscientemente. Até os grupos que nasceram despreocupados com uma “orga-
nização”, ou contrários a modos de governo eclesiástico, assumiram algum tipo

18 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Agenda. In: Dicionário Aurélio Eletrônico 7.0. Curitiba: Editora
Positivo, 2009. CD-ROM. 13
Início rápido GIS

de formatação de agenda. No fim das contas, a vida sob as ordenanças sempre é


historicamente organizada.
Isso é assim porque Deus é organizado. Naquilo que denominamos “vida
real”, unem-se razão e intuição, o Espírito como impulso e, simultaneamente,
organizador (1Co 12.11; 14.40). Assim como no Gênesis, Deus tanto cria quanto
organiza (Gn 1.6–10).
Isso deve ser dito por duas razões:
1. O trabalho dos GIS exige compromisso com rotina e responsabilidades.
2. Nós somos iludidos pela caricatura do “cristão” brasileiro indisciplinado
e irresponsável.
Em diálogos com pastores, ouço que estruturas de grupos pequenos ou de dis-
cipulado funcionam bem na Coreia do Sul, mas isso não tem aplicação no Brasil. O
problema, dizem, reside na diferença entre as culturas coreana e brasileira. Os corea-
nos são contidos e disciplinados. Os brasileiros são mais espontâneos e indispostos a
funcionar em ministérios que impõem rotina e responsabilidade.
Eu esclareço que há igrejas no Brasil que desenvolvem ministérios de grupos
pequenos pujantes. Penso que é necessário admitir que a dificuldade maior para
implementação de qualquer programa de obediência às ordenanças bíblicas está
dentro de nossos corações — a resistência à prática da Palavra de Deus no con-
texto de mutualidade organizada e frutífera dos grupos. O obstáculo não é nem
mesmo, como dizem, o tradicionalismo da cultura eclesiástica, e sim o “indisci-
plinado” e “preguiçoso” “que habita em mim” (Rm 7.20–21).
O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta. O justo
aborrece a palavra de mentira, mas o perverso faz vergonha e se desonra. A justiça
guarda ao que anda em integridade, mas a malícia subverte ao pecador (Pv 13.4–6).

A passagem começa acentuando que o preguiçoso não realiza nada (v. 4).
Em seguida menciona a mentira, perversidade e falta de integridade, com suas
devidas consequências (v. 5–6). Tudo isso está ligado. A maior parte de nossas
derrotas decorre de nossa lassidão.
Por todas estas coisas, nós assumimos uma agenda de trabalho para os GIS.

2.2. A agenda dos GIS


Aplicando o que foi dito, os GIS são articulados com ordem. Princípios são trans-
formados em resoluções. Resoluções são incluídas e cumpridas como itens na
agenda dos grupos. A prática destas resoluções forma hábitos de obediência às
ordenanças divinas. O cultivo destes hábitos conduz à frutificação que agrada e
glorifica a Deus (figura 07).

Resolução Agenda Hábito Fruto


incluir e cumprir glória de Deus

Figura 07. Resolução, agenda, hábito e fruto para glória de Deus.

2.2.1. A participação nos GIS é livre


Os membros da igreja são forçados a participar de um GIS? Além disso, os GIL
(grupos nos lares) atuais são obrigados a tornar-se GIS? Ambas as perguntas são
14 respondidas com “não”.
2 Missão, agenda, atribuições e princípios de convivência dos grupos

Os GIS são estabelecidos sem qualquer tipo de manipulação.19 O cristão é livre


para filiar-se de acordo com o juízo de sua consciência ancorada na Bíblia e ilumi-
nada pelo Espírito Santo. Por meio da relação com Deus, “uma pessoa se vê livre de
constrangedores motivos de medo e é conduzida aos enobrecedores impulsos do
amor e da esperança”.20
Ainda que na introdução tenhamos dito que desejamos o envolvimento de 100%
da membresia, a participação nos GIS não é obrigatória. Integram os GIS apenas quem
decide participar.
Os atuais GIL (grupos da igreja nos lares) não são obrigados a tornar-se GIS
(grupos da igreja simples).

2.2.2. O modo tranquilo e aberto de instalação dos GIS


Cada líder de GIL deve explicar a proposta dos GIS a seus membros. Após oração,
meditação na Palavra e diálogos esclarecedores, o GIL decidirá sobre sua transforma-
ção ou não em um GIS.
A partir de 01 de abril de 2016:
• Os GIL funcionarão como reuniões regulares de comunhão e estudo bíblico,
sem finalidade declarada de reprodução, e continuarão recebendo suporte
pastoral. Os conteúdos para estudo, bem como as listas de GIL, serão dispo-
nibilizados na página dos GIS, em www.ipbriopreto.org.br/gis/.
• As coordenações, os treinamentos, bem como as posses e reuniões de líde-
res, serão vinculadas aos GIS.

2.3. As atribuições dos grupos da igreja simples


O que é pertinente aos grupos da igreja simples?
• Ajudar seus participantes a conhecer, amar e servir a Jesus.
• Consolidar o conhecimento e prática das ordenanças divinas.
• Auxiliar a igreja a trabalhar unida (Jo 17.21; Ef 4.15–16).
• Reunir-se semanalmente, uma vez para reflexão (Palavra) e outra para inicia-
tiva cristã (ação).
• No caso do GIS pioneiro do Desafio 8/6 (cf. seção 3.3, subseção 3.3.1) o ciclo
de reuniões é triplo: Uma semana para reflexão (Palavra), outra para iniciati-
va cristã (ação) e outra para providências de organização (cf. seção 7.1).
• Além disso, os integrantes do GIS devem encontrar-se pelo menos uma vez
por mês, para atividades de duplas ou trios de companheirismo cristão.

2.3.1. O que são duplas ou trios de companheirismo cristão


Os GIS são subdivididos em duplas ou trios, inspirados em diferentes textos da
Escritura. Eis alguns exemplos:
• A dupla gloriosa, “Pai” e “Filho”, desfruta de comunhão eterna (Jo 17.1-5).
E o Trio bendito, “Pai”, “Filho” e “Espírito Santo” concebe, realiza e aplica a
obra redentora (2Co 13.13; Ef 1.3-14; Ap 1.4-6).
• O autor de Eclesiastes nos ajuda a compreender que “melhor é serem dois
do que um” e explica que “se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém,

19 Assim como ninguém é induzido contra sua vontade a assumir uma dieta saudável, cada pessoa é livre
para participar ou não de um GIS.
20 HODGE, A. A. Confissão de Fé de Westminster Comentada por A. A. Hodge. 2. ed. São Paulo: Editora Os
Puritanos, 1999, p. 354. 15
Início rápido GIS

do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante”. O companhei-
rismo fornece calor, resistência e admoestação sábia (Ec 4.9-14).
• A lei mosaica considera confiável o depoimento de “duas ou três testemu-
nhas” (Dt 17.6). O Senhor Jesus reitera isso afirmando que, no contexto
da admoestação e disciplina da igreja, “toda palavra” é estabelecida “pelo
depoimento de duas ou três testemunhas” (Mt 18.16). Logo depois, Jesus
ensina que “se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de
qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida” (Mt 18.19).
Para completar, ele assegura que Deus está “no meio” da “reunião” de “dois
ou três” (Mt 18.20).
• Em outras ocasiões, nosso Redentor “enviou” seus discípulos a pregar “de
dois a dois” (Mc 6.7; Lc 10.1-24).
• Em Atos, o Espírito Santo “separou” a dupla “Barnabé e Saulo para a obra
a que” os tinha “chamado” (At 13.2-3). E a segunda viagem missionária co-
meça com uma dupla (Paulo e Silas) que se transforma em um trio (com a
inclusão de Timóteo; At 15.40—16.5).
• Por fim, algumas prescrições bíblicas, tais como a correção amorosa e o
compartilhamento de fardos, podem ser melhor praticadas entre duas ou
três pessoas amadurecidas (Gl 6.1-2; Tg 5.16).
É por isso que todo GIS deve subdividir-se em duplas ou trios. O critério para
esta subdivisão é o livre acordo entre seus participantes. Os líderes dos GIS con-
duzirão o processo, mostrando-se sensíveis ao contexto de cada grupo.

2.3.2. O que as duplas ou trios realizam


Como agentes históricos das ordenanças de Deus, as duplas ou trios podem
fazer muitas coisas boas:
• Desenvolver amizade cristã.
• Conversar e dividir a carga da luta cotidiana.
• Orar uns pelos outros, mais detida e detalhadamente.
• Ler, conversar sobre ou estudar um texto ou tema bíblico.
• Evangelizar ou discipular conhecidos ou pessoas que estão começando a
frequentar a igreja. Para isso, a secretaria fornecerá uma lista com os no-
mes, endereços, telefones e e-mails dos novos frequentadores, bem como
o material Crescimento e Discipulado.
• Qualquer outra atividade que edifique e contribua para o crescimento e
bom funcionamento dos GIS.

2.4. Os princípios de convivência dos grupos


Para cumprir a missão e dar conta das atribuições dos grupos, seus integrantes subs-
crevem cinco princípios de convivência:21
1. Para participar do GIS a pessoa não precisa ser “religiosa”, nem especialista
em Bíblia. O importante é querer aprender.
2. Respeitamos o ritmo de aprendizagem, bem como a personalidade e privaci-
dade de cada um, sem manipulação.
3. No GIS as pessoas estudam dialogando e discutindo o texto bíblico. Todas
podem dar opiniões, levantar questões e expor dúvidas. As descobertas de
21 Estes princípios são adaptados de KUNZ, Marilyn; SCHELL, Catherine. Como Começar Um Estudo Bíblico
16 Com os Vizinhos. São Paulo: ABU Editora, 1983, p. 3-8. (Estudos Bíblicos — Série QUELUZ — nº 1).
2 Missão, agenda, atribuições e princípios de convivência dos grupos

uma estimulam outras a compreender a Bíblia melhor. Sendo assim, ninguém


pode monopolizar as participações.
4. Expressamos cordialidade, mansidão e empatia. Mesmo sendo conhecedo-
res e servos da Verdade (Jo 14.6; 1Jo 2.20), os crentes da IPB Rio Preto não
tratam com desprezo ou desrespeito as pessoas que abraçam outras crenças e
valores.
5. Também não criamos polêmica em torno de doutrinas secundárias ou muito
complicadas. Se determinada discussão começar a estender-se além da con-
ta, o líder explicará a posição doutrinária da Igreja Presbiteriana do Brasil,
motivará para a participação na escola dominical e cursos da igreja (ou para
uma conversa com os pastores ou presbíteros) e retornará rapidamente para
o roteiro do estudo.
Cada participante providencia um material básico:
• Um exemplar da Bíblia, preferivelmente na versão Revista e Atualizada,
da Sociedade Bíblica do Brasil.
• Um caderno, lápis ou caneta, para anotações.
• Um exemplar do hinário Novo Cântico (membros da igreja).
Timothy Keller resume muito bem o perfil de um grupo pequeno verdadeira-
mente ”missional”:
A perspectiva missional pode e deve invadir todas as áreas da igreja. Por exemplo,
analisemos como um pequeno grupo missional poderia ser. É mais do que
simplesmente um grupo de pessoas envolvidas em um programa específico de
evangelismo (embora isso seja um bom aspecto). Ao contrário, seus participantes
amam a cidade e falam de modo positivo sobre ela; falam numa linguagem livre de
frases e termos tribais ou técnicos que denotem um sentimento de superioridade.
Também não usam linguagem desdenhosa e beligerante. No estudo bíblico,
aplicam o evangelho às histórias e preocupações dos membros de sua cultura.
Esse grupo é nitidamente interessado e engajado com a literatura, as artes e a
filosofia da cultura ao redor, e conseguem discutir tudo isso de maneira apreciativa,
mas crítica. Revelam imensa preocupação com os pobres, são generosos em suas
finanças, exibem pureza e respeito pelo sexo oposto e são humildes em relação
às pessoas de outras raças e culturas, assim como em relação a outros cristãos e
igrejas.22

GIS que funcionam assim podem, na dependência de Deus, virar a localidade


e as cidades alcançadas pelo Desafio 8/6 de cabeça para baixo.
Anotações
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22 KELLER, op. cit., p. 308. 17
3. Pilares e tipos de grupos

Os quatro pilares bíblicos. Os dois pilares operacionais.


Os tipos de grupos da igreja simples. Grupos pai e grupos filhos.

3.1. Os quatro pilares bíblicos


Os grupos são firmados em quatro pilares bíblicos:
1. O desfrute do evangelho nos capacita a amar a Deus. O resultado disso é
devoção (oração e culto; Sl 5.3; Mt 6.5–15; At 2.46–47; Ef 5.18–20; Cl 3.16).
2. O desfrute do evangelho nos conduz a amar pessoas. O resultado disso é co-
nexão com a igreja e com os perdidos (comunhão cristã, não uma existência
focada no eu, mas uma vida na igreja, entrelaçada com outras pessoas; e
também evangelização e discipulado; Jo 13.35; Rm 12.9–10; 1Jo 4.19–21).
3. O desfrute do evangelho liberta e purifica. O resultado disso é transforma-
ção de vida (santificação; Jo 8.34–36; Rm 6.12–14; 2Co 5.17; Cl 1.13).
4. O desfrute do evangelho nos mobiliza para agir para glória de Deus e em
nome de Jesus (serviço prático e ação na cultura; Rm 12.1–2; 1Co 10.31;
15.28; Ef 1.15–23; Fp 2.14–16; Cl 3.17; Tg 2.26).
Uma coisa é abraçar os pilares teoricamente, outra é vê-los aplicados na vida
cotidiana. Por esta razão, firmamos três pilares operacionais.

3.2. Os três pilares operacionais


Os grupos são radicados em três pilares operacionais:
1. Para viver os quatro pilares bíblicos, nós nos reunimos para adorar, ler, com-
partilhar e orar, ou seja, os GIS se encontram quinzenalmente para estudar.
2. Para viver os pilares bíblicos, nós nos reunimos para trabalhar, ou seja, os GIS
se encontram quinzenalmente para executar uma tarefa.
3. No caso do GIS pioneiro do Desafio 8/6, para efetivar a organização da nova
igreja, o grupo também se encontra para implementar as tarefas listadas
na seção 7.1. Há uma reunião para reflexão, seguida de outra para iniciativa
cristã (ação) e outra para providências de organização.
Este arranjo é um diferencial dos GIS. Ainda que as propostas contemporâ-
neas de grupos pequenos sejam diferentes doutrinariamente, quanto ao modo de
funcionamento,23 ou quanto ao foco,24 de modo geral, grupos pequenos são foca-
dos em reflexão — um ajuntamento periódico de estudo da Bíblia. Eu procurei
imagens relacionadas a grupos ou células e encontrei muitos infográficos e logos
com sofás, poltronas e pessoas sentadas e conversando sobre a Bíblia. Até mesmo
o logo dos GIL, de 2014, representa cadeiras em torno uma mesa em cujo centro
encontra-se uma Bíblia aberta. Como eu disse, a ênfase tradicional do trabalho
com grupos pequenos é majoritariamente informativa e reflexiva (figura 08).
Os GIS são focados em discipulado (nas ordenanças de Deus). Consequentemen-
te, eles são voltados para o saber (o conhecimento bíblico) e o fazer (a ação cristã
visível e concreta). Esta é uma aplicação do tema do acampamento 2016: Além da
Religião: A Verdade de Deus Para Todas as Áreas da Vida.
23 Desde estruturas simples, até organizações de alta complexidade de implementação e controle.
18 24 Uns destacam a evangelização; outros, a integração e crescimento dos cristãos.
3 Pilares e tipos de grupos

A igreja é o corpo de Cristo A igreja é o corpo de Cristo


(Rm 12.4-5; 1Co 12.12-13). (Rm 12.4-5; 1Co 12.12-13).
Essa metáfora aponta Essa metáfora aponta
para dois fatos para dois fatos
importantes. importantes.
Primeiro, apesar Primeiro, apesar
do cuidado legítimo do cuidado legítimo
com estruturas físicas com estruturas físicas
e organizacionais, e organizacionais,
a igreja não pode ser a igreja não pode ser
identificada absolu- identificada absolu-
tamente com um tamente com um
prédio ou... prédio ou...

Figura 08. O logo dos GIL.

Estes pilares são bíblicos: O salmista ama a Palavra (ele medita na lei de Deus;
reflexão). E a Palavra de Deus transforma sua prática (ele toma decisões melhores e
desvia seus pés do mal, implementando o preceito divino; iniciativa e ação cristã):
Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia! Os teus mandamentos
me fazem mais sábio que os meus inimigos; porque, aqueles, eu os tenho sempre
comigo. Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus
testemunhos. Sou mais prudente que os idosos, porque guardo os teus preceitos.
De todo mau caminho desvio os pés, para observar a tua palavra (Sl 119.97-101).

O autor da carta aos Hebreus ensina que os cristãos amadurecidos (“adul-


tos”) unem a reflexão com a ação: “Mas o alimento sólido é para os adultos, para
aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não
somente o bem, mas também o mal” (Hb 5.14).
O dito fundamental sobre a questão é pronunciado pelo Senhor Jesus Cristo:
Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado
a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva,
transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela
casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve
estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que
edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os
ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua
ruína (Mt 7.24-27).

Jesus tem autoridade porque o que ele ensina, ele faz (Mt 7.28-29; At 1.1). E
olhando para Jesus, os grupos se encontram uma vez para o ensino, e outra, para
a prática. Por esta razão, os GIS são agora representados por uma figura que alude
à caminhada dinâmica do discipulado (figura 09). Os que fizeram o curso Disci-
pulado Integral notarão que esta mudança nos GIS é também uma aplicação do
modelo de discipulado de Jesus.
E os GIS não apenas assumem uma nova marca, mas também apresentam
diferentes perfis.

3.3. Os tipos de grupos da igreja simples


Há cinco tipos de grupos, como segue:
1. GIS pioneiro.
2. GIS recém-nascido.
3. GIS em consolidação.
4. GIS consolidado.
5. GIS multiplicador.
19
Início rápido GIS

Figura 09: A figura atual dos GIS.25

Estes diferentes tipos de GIS servem a Deus atentos para as características e


necessidades da cidade. Entendamos cada um deles.

3.3.1. O GIS pioneiro


O GIS pioneiro é o grupo estabelecido por um líder desbravador ou pelo pastor
ou voluntário plantador de uma nova igreja do Desafio 8/6. Este tipo de grupo lida
com muitas demandas de evangelização, discipulado, diaconia e outras iniciativas
pertinentes ao seu contexto.26
O líder do GIS pioneiro é o irmão ou irmã disposto a evangelizar e discipular
em um grupo pequeno.
• Ele (a) é chamado (a) de líder desbravador (a). Recebe treinamento e é
aprovado (a) pelos coordenadores, pastor titular e Conselho.
• Este líder tem por objetivo primordial estabelecer o grupo em bairros
onde haja pouca ou nenhuma presença de nossa igreja.
O líder do GIS pioneiro do Desafio 8/6 é sempre o pastor ou o voluntário plan-
tador da nova igreja. Seu objetivo principal é colocar em prática as medidas da
seção 7.1.

3.3.2. O GIS recém-nascido


GIS recém-nascido é o grupo com menos de dois meses de existência.
• O GIS recém-nascido é cuidado pelo GIS multiplicador, como explicamos
na seção 3.4.
• Caso não provenha de um grupo anterior, o GIS recém-nascido é acompa-
nhado de perto pelos pastores e coordenadores.

3.3.3. O GIS em consolidação


O GIS em consolidação é aquele cujos integrantes ainda estão conhecendo
uns aos outros, bem como recebendo as informações preliminares sobre a missão
e modo de funcionamento dos GIS.
O fato é que, a não ser que nasça a partir de um grupo anterior, o GIS pode
agregar pessoas que não se conhecem muito bem. No início, é provável que não
25 LDS MEDIA LIBRARY. Abundance of Bread and Fish. Uso não comercial. Disponível em:<https://www.lds.org/
media-library/images/bible-films-christ-walking-disciples-1127657?lang=eng>. Acesso em: 20 fev. 2016.
26 Isso não significa que tais necessidades não existam em outros grupos. Elas são enfatizadas aqui porque
o GIS pioneiro é um abridor de caminhos, normalmente estabelecido em um ambiente com presença
20 mínima ou nula da igreja.
3 Pilares e tipos de grupos

haja confiança mútua e a proposta e modo de operação dos GIS ainda não tenha
sido absorvida. Neste caso, não é incomum que o compromisso dos integrantes
seja pouco profundo. Com o passar do tempo, se tudo correr bem, as pessoas se
sentirão mais seguras e interagirão mais e melhor.
O líder deve acolher a todos nos termos do evangelho e sublinhar a realidade
da igreja como família de Deus (Rm 17.7; Ef 2.17–22). Nesse ínterim, o líder pode
investir nas seguintes tarefas:
• Abrir espaço para o compartilhamento e a oração.
• Sempre que possível, explicar a proposta de trabalho e modo de funcio-
namento do GIS.
• Começar a explicar o significado e importância da oração e trabalho de
todos em prol da reprodução do grupo.
• Orar pedindo sabedoria para identificar pessoas para serem treinadas pela
a liderança de novos grupos. Após a oração, rapidamente separar pessoas
e começar a treiná-las.
Quando tudo transcorre bem, a proposta e modo de operação dos grupos é
entendida e gradualmente absorvida. Também gradativamente, o compromisso
dos integrantes é tanto aumentado quanto aprofundado. A frequência torna-se
estável. Inicia-se, ainda que lentamente, o crescimento e fortalecimento do grupo.

3.3.4. O GIS consolidado


O GIS consolidado é semelhante a uma árvore carregada próxima do tempo de
amadurecimento. Ela apresenta robustez e promete frutos saudáveis e saborosos.
Os integrantes de um GIS consolidado sentem uma ligação espiritual e afeti-
va entre si. Cada um se vê como parte de uma família de amor. A proposta de tra-
balho dos GIS é não apenas conhecida, mas abraçada com sinceridade. O grupo
cresce naturalmente; novas pessoas são acrescentadas com regularidade. Um ou
mais líderes estão sendo ou já foram treinados e trabalham com entusiasmo. O
grupo ora e se aplica ao cumprimento das ordenanças divinas. Começa também
a busca de Deus e os diálogos sobre o melhor tempo e modo para implementar
sua reprodução.

3.3.5. O GIS multiplicador


GIS multiplicador é o grupo que amadureceu e chegou ao ponto de reprodu-
zir-se, gerando outro GIS. Ele está no ponto de iniciar grupos filhos, e de retomar
suas atividades como um grupo menor, envidando esforços em convidar, orar,
evangelizar, discipular e trabalhar para um novo ciclo de crescimento, segundo o
desígnio e para a glória de Deus.
No GIS multiplicador:
• Pelo menos três pessoas foram treinadas e testadas para assumir as fun-
ções de líder, líder-auxiliar e secretário (a) do novo grupo.
• Os detalhes quanto à instalação do novo grupo foram providenciados.
• O novo grupo foi divulgado e os convites para a primeira reunião foram
distribuídos.
• As pessoas estão entusiasmadas com o “aumento para edificação” da igre-
ja “em amor” (Ef 4.16).
• Há bom entendimento e consenso sobre a separação dos amigos e irmãos
que irão para o novo grupo. 21
Início rápido GIS

3.4. Grupos pais e grupos filhos


Isso quer dizer que temos, a partir daqui grupos multiplicadores pais e grupos filhos.
Como acontece na vida comum, os pais assumem responsabilidade para com os fi-
lhos. O objetivo é gerar novos grupos responsavelmente, diminuindo ao máximo
o impacto do novo ambiente no grupo iniciante. Isso é importante, uma vez que
alguns podem abater-se com o decréscimo numérico e a ruptura de relaciona-
mentos com pessoas queridas do grupo pai. É possível até que alguém mencione
o desejo de voltar ao “ninho anterior”.
Sendo assim:
• O GIS Pai cuida do GIS Filho durante os primeiros dois meses de seu “nas-
cimento”.
• Durante dois meses, os líderes do GIS multiplicador mantêm contatos re-
gulares com os líderes do grupo filho.
• Durante dois meses, o GIS multiplicador envia emissários quinzenais às
reuniões do grupo filho.
• O grupo filho dá continuidade às atividades anteriormente desenvolvidas
no grupo pai.
• Os líderes dos grupos filhos oram e conversam a fim de manter o entu-
siasmo.
Anotações
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22
4. Calendário, locais, treinamentos e recursos
dos grupos

Calendário 2016 e locais dos GIS. Os treinamentos e cursos para líderes. Os recursos dos grupos.

4.1. Calendário 2016 e locais dos GIS


Os grupos observam o seguinte calendário para 2016:
Legenda:
Posse de líderes na igreja Pastor titular com coordenadores e líderes
Recessos Pastor com líderes e interessados
Pastor titular com coordenadores

Janeiro Fevereiro Março


Do Se Te Qu Qu Se Sá Do Se Te Qu Qu Se Sá Do Se Te Qu Qu Se Sá
1 2 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5
3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13 6 7 8 9 10 11 12
10 11 12 13 14 15 16 14 15 16 17 18 19 20 13 14 15 16 17 18 19
17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27 20 21 22 23 24 25 26
24 25 26 27 28 29 30 28 29 27 28 29 30 31
31
Abril Maio Junho
Do Se Te Qu Qu Se Sá Do Se Te Qu Qu Se Sá Do Se Te Qu Qu Se Sá
1 2 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4
3 4 5 6 7 8 9 8 9 10 11 12 13 14 5 6 7 8 9 10 11
10 11 12 13 14 15 16 15 16 17 18 19 20 21 12 13 14 15 16 17 18
17 18 19 20 21 22 23 22 23 24 25 26 27 28 19 20 21 22 23 24 25
24 25 26 27 28 29 30 29 30 31 26 27 28 29 30

Julho Agosto Setembro


Do Se Te Qu Qu Se Sá Do Se Te Qu Qu Se Sá Do Se Te Qu Qu Se Sá
1 2 1 2 3 4 5 6 1 2 3
3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13 4 5 6 7 8 9 10
10 11 12 13 14 15 16 14 15 16 17 18 19 20 11 12 13 14 15 16 17
17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27 18 19 20 21 22 23 24
24 25 26 27 28 29 30 28 29 30 31 25 26 27 28 29 30
31
Outubro Novembro Dezembro
Do Se Te Qu Qu Se Sá Do Se Te Qu Qu Se Sá Do Se Te Qu Qu Se Sá
1 1 2 3 4 5 1 2 3
2 3 4 5 6 7 8 6 7 8 9 10 11 12 4 5 6 7 8 9 10
9 10 11 12 13 14 15 13 14 15 16 17 18 19 11 12 13 14 15 16 17
16 17 18 19 20 21 22 20 21 22 23 24 25 26 18 19 20 21 22 23 24
23 24 25 26 27 28 29 27 28 29 30 25 26 27 28 29 30 31
30 31

4.1.1. Encontros semanais dos grupos


Os grupos se encontram em qualquer dia e local, conforme combinado entre
seus integrantes.
• Os integrantes do GIS são livres para encontrar-se em um endereço fixo,
ou em locais diferentes, a partir de um rodízio combinado entre eles.
23
Início rápido GIS

• As reuniões podem ser conduzidas em qualquer dia e hora, evitando-se cho-


que com as atividades divulgadas no Boletim e no site da igreja, em www.
ipbriopreto.org.br.
Os grupos entram em recesso em julho e da segunda semana de dezembro até
o acampamento da igreja, realizado anualmente durante o feriado de carnaval.

4.1.2. Posse de líderes na igreja


Os novos líderes de grupos são empossados nos cultos missionários, às 19h30,
dos meses de abril e setembro.

4.1.3. Encontros da liderança


Os coordenadores e líderes se encontram como segue:
• Os coordenadores se encontram com o pastor titular, na igreja, às 20h,
para definir os conteúdos dos estudos em 18/03, 01/07 e 07/10/2016.
• Os coordenadores e líderes de grupos reúnem-se com o pastor titular, na
chácara, das 9h às 12h, para comunhão e avaliação, em 25/06 e 26/11/2016.
As datas para reuniões de liderança em 2017, serão divulgadas no Boletim e
na página dos GIS, em www.ipbriopreto.org.br/gis/.

4.2. Os treinamentos e cursos para líderes


São realizados dois tipos de atividades para treinamento de líderes:
• Treinamento de líderes de GIS, em 12/03 e 30/07/2016, na igreja, das
8h30 às 12h.
• Capacitação bíblica. O pastor titular realizará cursos na igreja e com recursos do
Centro de Treinamento Presbiteriano (CTP), em www.ipbriopreto.org.br/ctp/.
Tais cursos, abertos a todos os interessados, tem por objetivo instruir, moti-
var e capacitar:
• Para a batalha espiritual (devoção e santidade prática).
• Para a evangelização e o discipulado.
• Para o desenvolvimento de uma visão bíblica da realidade e andar com
Deus no mundo.
• Para compreender a Bíblia e ensiná-la melhor.
As datas dos cursos serão divulgadas no Boletim, na página dos GIS e no site do CTP.

4.3. Os recursos dos grupos


Os grupos podem e devem utilizar as mídias e serviços da igreja para divulgar e
colaborar com suas atividades: Sites, Boletim e secretaria (elaboração de cartas,
convites etc.).

4.3.1. A página dos GIS no site da igreja


Na página dos GIS você encontra este Guia, estudos, notícias, fotos, vídeos,
áudios, textos e outros recursos úteis.
4.3.2. Grupos do WhatsApp
O irmão Douglas Ângelo administra os grupos do WhatsApp dos GIS.
4.3.3. Caderno de cânticos
Os GIS utilizam um Caderno de Cânticos, disponível na Secretaria (impresso) e tam-
bém em PDF, no site da igreja, em: www.ipbriopreto.org/downloads/Canticos.pdf.
24
4 Calendário, locais, treinamentos e recursos dos grupos

4.3.4. Boletim da igreja


O Boletim é usado para atualização de informações sobre calendário, aniver-
sariantes, pedidos de oração e outras questões relevantes.

4.3.5. Lista de participantes


A lista de participantes registra os nomes, telefones e e-mails dos participan-
tes. Ela é datada e assinada pelo líder do grupo e deve ser entregue na Secretaria
da igreja (ou enviada por e-mail), até o dia 05 de cada mês.

4.3.6. Secretaria da igreja


A secretaria fornece suporte tanto aos líderes quanto aos integrantes dos gru-
pos. O secretário é acessado de segunda a sexta-feira, no horário comercial, pelos
fones 17 3214–1410 ou 98149–4334, e pelo e-mail contato@ipbriopreto.org.br).

Anotações
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5. As reuniões dos grupos

Duração das reuniões e atividades dos GIS.


As reuniões de reflexão (estudo). As reuniões de iniciativa cristã (ação).

Como vimos, os GIS realizam reuniões semanais, alterando entre estudo e ação.

5.1. Duração das reuniões e atividades dos GIS


De modo geral, recomenda-se que as reuniões e atividades não ultrapassem noventa
minutos. O líder precisa insistir neste tempo, mesmo que os membros queiram
encontros ou atividades mais longas. Reuniões ou atividades demoradas afastam
aqueles que acordam muito cedo, bem como os visitantes.

5.2. As reuniões de reflexão (estudo)


A reunião de estudo é relativamente simples. Eis o roteiro:
• Abertura (5 min).
• Estudo bíblico (55 min).
• Oração (20 min).
• Encerramento e confraternização (10 min).

5.2.1. A abertura da reunião


A abertura é rápida e objetiva.
• O líder cumprimenta a todos, ora e transmite os avisos.
• Os visitantes são apresentados.
• O grupo lê um texto bíblico e canta um hino ou cântico.

5.2.2. O estudo bíblico


O tempo para o estudo é de cinquenta e cinco minutos. O objetivo é ministrar
a Palavra de Deus, suplicando a Deus que salve, santifique e console os presentes.
• Entenda-se que o GIS não é uma instância para discussão teológica de
difícil compreensão.
• Temas de Bíblia e teologia avançada são abordados em cursos do CTP, au-
las da igreja, com um pastor ou presbítero, ou na escola dominical.
• O estudo no GIS deve ser ministrado em linguagem simples, com aplica-
ções práticas e motivando o participante a fazer perguntas e dar opiniões.
• Em todo tempo é preciso atentar para os Princípios da seção 2.4.
O currículo adotado nos GIS é dinâmico.
• Podem ser utilizados sermões dominicais, literatura cristã ou estudos es-
critos pelos pastores.
• Os grupos podem utilizar estudos diferentes, desde que aprovados pelo
pastor titular e coordenadores.
• Os grupos devem esforçar-se por finalizar os estudos de acordo com o
planejamento proposto pelos coordenadores.
• Espera-se que, em cada estudo, haja provisão espiritual para os membros
26 da igreja e para os visitantes.
5 As reuniões dos grupos

• Os líderes tem de explicar o texto apresentando Jesus Cristo e os deveres


e privilégios pactuais.

5.2.3. Momento de oração


Após o estudo bíblico, inicia-se a oração.
Eclesiastes 3.1 diz que “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para
todo propósito debaixo do céu”.
• Acontece agora o oposto do momento anterior. Se antes todas as opiniões e
falas eram bem-vindas, agora o líder não consente que alguém aproveite a
ocasião para “admoestar” ou proferir um “pequeno sermão”.
• Se uma pessoa quiser contar uma bênção recebida, o líder não deixa que isso
ocupe mais do que três minutos. Entendamos que o grupo pode deliberar
que a reunião seguinte, de iniciativa cristã ou ação, seja dedicada a testemu-
nhos e ações de graças, uma prática de adoração. No encontro de reflexão ou
estudo, os pedidos são mencionados rapidamente e a maior parte do tempo
é dedicada à oração.
Falando em tempo, este deve ser respeitado, ou seja, o período de oração é
finalizado às 21h20. Repetindo, o grupo pode separar a reunião seguinte somente
para intercessão ou, quem sabe, para jejum e oração. No caso, o encontro será
para uma prática do jejum e oração. O que não deve ser feito é extrapolar o tempo
total de 90 minutos para a reunião inteira do GIS.
Esta parte é encerrada com um hino ou cântico.

5.2.4. Encerramento e confraternização


O líder conclui informando sobre a reunião da semana seguinte. Se o grupo
combinar assim, pode ser servido um café. É importante salientar que servir co-
midas e bebidas não é obrigatório. Depende da dinâmica social, disponibilidade
de lugar e recursos de cada GIS.

5.2.5. As crianças do grupo


Os GIS não contemplam ministração especial às crianças.
• Como as reuniões não são longas, os filhos podem permanecer juntos
dos pais.
• Havendo voluntários e espaço físico, é possível providenciar uma escala
para o cuidado dos bebês ou crianças menores.
A igreja disponibiliza histórias bíblicas, brinquedos pedagógicos, vídeos e
outros materiais de ensino. A requisição destes materiais deve ser encaminhada,
com tempo hábil, ao almoxarifado da igreja.

5.3. As reuniões de iniciativa cristã (ação)


Na reunião de iniciativa cristã o grupo se encontra e faz algo prático, como apli-
cação do estudo da semana anterior, ou para atender a uma necessidade publica-
da na igreja ou levantada pelo próprio grupo.
Ideias de atividades para a reunião de ação cristã:
• Visitar uma pessoa (idosa, enferma, enlutada, aniversariante, passando por
lutas, indisposta a comparecer ou nova frequentadora).
• Realizar um culto evangelístico ou visitar uma igreja do Desafio 8/6.
• Levar uma oferta ou ajuda material aos domésticos da fé. 27
Início rápido GIS

• Visitar a Associação Evangélica Lar de Betânia (ASELB) ou outra instituição.


• Ajudar alguém em um serviço doméstico (organização da casa etc.).
• Desenvolver uma ação de misericórdia, social ou de cidadania cristã, por
exemplo, escrever uma proposta a ser apresentada a um vereador, prefeito
ou deputado estadual ou federal etc.
• Realizar um trabalho na igreja (auxiliar um departamento, pintar uma pare-
de, plantar um jardim etc.).
• Qualquer outra ação que o grupo entenda que pode e deve ser realizada
como cumprimento dos mandatos espiritual, social e cultural.
As atividades levam em conta a configuração de cada grupo.
• Há liberdade para que os integrantes proponham e realizem o que acha-
rem melhor, desde que toda programação seja conhecida e aprovada pelos
coordenadores e pastor titular.
• O importante é que o grupo não abandone os dois pilares operacionais:
Estudar a Bíblia em uma semana; desenvolver atividade cristã prática, na
semana seguinte.
A reunião de iniciativa ou ação cristã é uma mobilização, ou seja, coloca o grupo
em movimento.
• A igreja deixa de apenas anunciar seu ideal de serviço e começa a imple-
mentá-lo.
• Visitantes podem participar desta reunião. No encontro de reflexão o visitan-
te conhece a doutrina da igreja; no de ação, sua prática.
Toda reunião de iniciativa cristã (ação) deve iniciar com leitura bíblica, lou-
vor com um cântico ou hino e oração e finalizar com a entrega do serviço a Deus,
em oração.

Anotações
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6. O início de um GIS

Como surge um novo grupo. As pessoas necessárias para o início


de um grupo. Detalhes importantes sobre a primeira reunião.

6.1. Como surge um novo grupo


GIS podem ser iniciados de diversas maneiras:
• Convite. Uma pessoa pode solicitar a abertura de um grupo em sua casa
ou escritório. Esse pedido deve ser feito ao pastor titular ou aos coorde-
nadores. A partir daí, será providenciado um líder, ou o próprio dono da
casa ou estabelecimento será treinado com o conteúdo deste Guia, para a
condução das reuniões.
• Disponibilidade de líder desbravador. Uma outra possibilidade é o grupo
iniciar-se pela iniciativa de uma pessoa que queira ser treinada como lí-
der, ou que já tenha feito o curso de liderança, e disponha-se a “desbra-
var” novos setores da cidade.
• Multiplicação ou reprodução. Quando um grupo cresce ao ponto de não
poder mais reunir-se em um lugar só, e amadurece ao ponto de GIS multi-
plicador. Nestes casos, os líderes e coordenadores iniciam as providências
para o início de um novo grupo.
• Uma nova igreja do Desafio 8/6. O primeiro passo de uma nova igreja do
Desafio 8/6 é o estabelecimento de um GIS. Isso significa que todos os
pastores e plantadores voluntários de igrejas devem ser treinados em li-
derança de grupos.
O estabelecimento de novos grupos dependerá sempre da disponibilidade de
liderança capacitada e aprovada nos termos deste Guia.

6.2. As pessoas necessárias para o início de um grupo


Um GIS é iniciado com pessoas interessadas e recursos relativamente simples.

6.2.1. Um líder treinado e aprovado


O grupo deve ser conduzido por alguém que tenha sido treinado. A capacita-
ção para liderança é fornecida pelos pastores, coordenadores, líderes e líderes-
-auxiliares. O conteúdo do treinamento é o guia Grupos da Igreja simples: Início
Rápido, que pode ser obtido no site da igreja em três versões:
• Versão em PDF para uso em computadores e dispositivos eletrônicos (ar-
quivo menor e de visualização rápida), disponível em: www.ipbriopreto.org/
downloads/guia2016web.pdf.
• Versão em PDF para impressão (tamanho A4, arquivo maior para impressão ex-
celente), disponível em www.ipbriopreto.org/downloads/guia2016print.pdf.
• A partir de 15 de maio de 2016, versão em ePub para uso em computadores
e dispositivos (com possibilidade de ajuste ao tamanho e formato de telas,
copiar e colar, alterar tipo e tamanho de fonte e cor de fundo), disponível em:
www.ipbriopreto.org/downloads/guia2016.epub.

29
Início rápido GIS

Depois de treinado, o candidato à liderança deve ser aprovado pelo pastor


titular, que submete a decisão ao conhecimento e aprovação do Conselho.

6.2.2. Um líder-auxiliar treinado e aprovado


Todo líder deve preparar um auxiliar para ajudá-lo em suas atribuições, substi-
tuí-lo em suas ausências e assumir um novo grupo, caso seja necessário. O líder-au-
xiliar também deve participar do treinamento com os conteúdos deste Guia.
Antes de destacar alguém para iniciar o treinamento, o nome do candidato a
líder-auxiliar deve ser aprovado pelo pastor titular, que o submeterá ao conheci-
mento e aprovação do Conselho.

6.2.3. Um anfitrião
Na maioria dos casos, o GIS precisa de um anfitrião (alguém que abre as portas
de sua residência, escritório ou estabelecimento para o funcionamento do grupo).
Se for este o caso, o anfitrião deve:
• Acolher o grupo com disposição, de forma amorosa, simpática e agradável.
• Manter TV e som desligados durante a reunião.
• Evitar atividades paralelas durante a reunião e ser solícito às necessida-
des do grupo.

6.3. Detalhes importantes sobre a primeira reunião


Os coordenadores, líderes e anfitriões devem atentar para a preparação em ora-
ção, divulgação e roteiro da primeira reunião.

6.3.1. A oração para a primeira reunião dos grupos


A prática da oração é importante para a vitalidade dos GIS. Para que os gru-
pos sejam implementados e consolidados, precisamos de direção, proteção e mo-
tivação diárias (Ne 1.1–11; Dn 10.1–13; Mc 1.35; Lc 6.12–13; At 4.23–31; 12.12;
13.1–3; 2Co 6.5; Ef 6.10–20; 1Ts 5.17; Ap 8.1–5). Especialmente os líderes preci-
sam buscar o Senhor (Lc 11.9–13).
• Todo GIS deve ser iniciado com oração.
• Uma semana antes da primeira reunião, o Conselho, os pastores, os co-
ordenadores, os líderes e os anfitriões devem dedicar-se à oração e jejum
em favor do trabalho.

6.3.2. A divulgação da primeira reunião


O objetivo é ter o maior número possível de convidados, nesta e nas demais
reuniões. Sendo assim:
• O início de todo grupo deverá ser divulgado para a igreja.
• Além disso, devem ser convidadas as famílias dos membros da igreja que
residem próximas ao endereço do novo grupo.
• O grupo deve também convidar amigos e conhecidos.
• O anfitrião poderá visitar seus vizinhos.

6.3.3. O roteiro da primeira reunião


No primeiro encontro, os participantes recebem esclarecimentos básicos. É
o momento adequado para informar o que é, para que serve e como funciona um
30 grupo da igreja simples.
6 O início de um GIS

Apesar da liberdade concedida aos líderes para conduzirem as reuniões de


acordo com seus estilos pessoais, a primeira reunião exige a observância deste
roteiro.
Introdução da reunião. Inicie o encontro assim:
• Comece com uma saudação. Apresente a si mesmo e a igreja.
• Ore (ou peça a alguém para orar) pedindo a bênção de Deus sobre a reu-
nião.
• Convide os presentes a dizerem seus nomes e a cumprimentarem uns aos
outros. Os crentes devem acolher os visitantes com gentileza.
• Cante uma ou duas músicas (hinos ou cânticos).
Explicação sobre o GIS. Leia e explique as seguintes parte deste Guia:
• O conceito de grupo da igreja simples, seção 1.1.
• Quantas pessoas participam dos grupos, subseções 1.1.2 e 1.1.3.
• A missão do GIS e o seu foco na glória de Deus, seção 2.1 e subseção 2.1.1.
• Quais são as atribuições dos GIS, seção 2.3.
• O que são e como funcionam as duplas, subseções 2.3.1 e 2.3.2.
• Os cinco princípios de convivência dos GIS, seção 2.4.
• Reforce que o grupo realiza, intercaladamente, reuniões para reflexão
(estudo da Palavra) e iniciativa cristã (ação), seção 3.2.
Conclusão do primeiro encontro:
• Convide para a próxima reunião, reforçando o dia, local e horário.
• Agradeça a presença de todos e faça uma oração final.
• Se houver lanche, convite a todos para ficarem mais um pouco.
Finalize tudo em 90 minutos. Explique que este é o tempo de duração de cada
reunião (as pessoas poderão ficar por mais tempo, mas aquelas que precisam
dormir cedo estarão liberadas a partir das 21h30).

Anotações
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7. O desafio 8/6 e a multiplicação dos grupos

Os grupos e o desafio 8/6. O princípio bíblico de fecundidade e multiplicação.

7.1. Os grupos e o Desafio 8/6


Além de estabelecer-se em cada região da cidade, os GIS contribuem com o alcance
das metas do Desafio 8/6. O Desafio 8/6 é a frente de missões urbanas assumida pela
IPB Rio Preto, e tem por objetivo iniciar oito igrejas em seis anos, de 2015 até 2021.
Especificamente, os GIS fornecem suporte às atividades mencionadas no do-
cumento aprovado pelo Conselho em maio de 2015, como segue:
Primeiros seis meses:
• As pessoas da cidade são contatadas (visitação pelo obreiro).
• São implementadas atividades evangelísticas e doutrinárias.
Segundo semestre:
• A doutrinação é aprofundada e estendida.
• O compromisso financeiro dos novos crentes é estabelecido.
• Os líderes em potencial são identificados.
Terceiro semestre:
• Os líderes são treinados. […]
• A arrecadação é fortalecida.
Quarto semestre:
• A igreja é orientada nos seus documentos confessionais e no Manual Presbiteriano.

Os itens listados acima podem ser implementados no contexto de um GIS. Sendo


assim, um grupo deve ser iniciado desde o primeiro semestre de atividades de uma
igreja do Desafio 8/6.

7.2. O princípio bíblico de fecundidade e multiplicação


A ordem divina na criação, “produza” (Gn 1.11, 24), evidencia que Deus cria vida
produtiva. Sua bênção ao primeiro casal tem ligação com fecundidade e multipli-
cação (Gn 1.22, 28).
Jesus também menciona o mesmo princípio. A semente do evangelho é fe-
cundada e produz muito fruto na “boa terra” (Mc 4.8, 20). O ramo que, estando
nele, não produz fruto, é cortado; e o que dá fruto é limpo para frutificar ainda
mais (Jo 15.2). Em outro lugar, aludindo ao Israel estéril, Jesus amaldiçoa uma
figueira infrutífera (Mt 21.18–20).
Os registros estatísticos em Atos revelam acréscimo, crescimento e multi-
plicação (At 2.41, 47; 4.4; 6.7; 9.31; 12.24). Além disso, há ocasiões em que Deus
produziu crescimento a partir de rupturas:
• A igreja foi forçada a espalhar-se por causa de perseguição; isso conduziu
a uma nova experiência de expansão, ou seja, a divisão (forçada) dos cren-
tes resultou em nova multiplicação (At 8.1–4).
• Paulo e Barnabé foram dirigidos pelo Espírito Santo a deixar o pastora-
do da igreja de Antioquia, a fim de empreender uma viagem missionária
(At 13.1–4).
Só para termos uma ideia da multiplicação que se seguiu ao desligamento de
32 Paulo e Barnabé do pastoreio de Antioquia, entendamos que a narrativa desta pri-
7 O desafio 8/6 e a multiplicação dos grupos

meira viagem cobre o período de 46 a 48 d.C.27 Considerando apenas Listra, Icônio e


Antioquia da Pisídia, e reconhecendo que há espaço para a inclusão de outras locali-
dades (Derbe, por exemplo), pode ser afirmado que, em dois anos, foram organizadas
— com presbíteros eleitos — três igrejas.
Não é sem razão que Paulo descreve a igreja como um corpo que “segue a
verdade em amor” e trabalha unido (os temas de nossos acampamentos em 2014
e 2015), efetuando “o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em
amor” (Ef 4.15–16).
Os GIS aplicam este princípio de fecundidade e multiplicação. A reprodução de
grupos é reconhecida como boa e desejável. Eles glorificam a Deus e cumprem a
missão espalhando agências de obediência às ordenanças divinas. O alvo dos GIS é
estabelecer pelo menos um grupo em cada região de São José do Rio Preto.
É vital que cada grupo persiga o alvo de multiplicação. Na prática, isso quer
dizer que cada GIS ora e trabalha para gerar um novo GIS a cada 36 meses, a partir
de 01/04/2016.

Anotações
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27 DOWLEY, Tim. (Ed.). Atlas Vida Nova da Bíblia e da História do Cristianismo. 1. ed. reimp. 1998. São Paulo:
Vida Nova, 1997, p. 68. ALLEN, Roland. Missionary Methods: St. Paul’s or Ours? Grand Rapids, Michigan:
Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 2001, p. 3, entende que a primeira viagem foi iniciada em 47 d.C. 33
8. A liderança dos grupos

A estrutura de liderança dos grupos. Os coordenadores dos grupos da igreja simples.


O líder de grupo. O líder-auxiliar e os líderes em potencial.
A multiplicação de líderes dos grupos. O (a) secretário (a) do GIS.

A chave para o desenvolvimento saudável dos grupos é a resposta de cada um


ao seu governo. Todo grupo possui um líder e caminha para a formação de uma
liderança compartilhada.

8.1. A estrutura de liderança dos grupos


A liderança dos grupos é supervisionada pelo Conselho e implementada pelo
pastor efetivo ou titular, pastores-auxiliares, coordenadores, líder, líder-auxiliar,
líder potencial e secretário (a) (figura 10).

Conselho (governo da igreja)

Pastor efetivo (gestão e doutrinação)

Pastores-auxiliares (auxílio ao pastor efetivo)

Coordenadores (supervisão geral dos grupos)

Líder (quem conduz o grupo semanalmente)

Líder-auxiliar (quem auxilia ao líder)

Líder potencial (em treinamento)

Secretário (a) (organização geral)

Figura 10. A liderança dos GIS.

A gestão (liderança estratégica) e doutrinação dos grupos cabe ao pastor efe-


tivo, ajudado pelos pastores auxiliares. Os coordenadores e líderes conduzem
sob supervisão. Eles pastoreiam sendo pastoreados. Trabalham dentro dos limi-
tes acordados com o pastor efetivo e não carregam seus fardos sozinhos, mas os
compartilham e são ajudados.
O pastor efetivo e seus auxiliares visitam os grupos semanalmente, se reúnem
com os coordenadores periodicamente e com os líderes sempre que necessário (um
líder de grupo pode solicitar suporte pastoral em qualquer ocasião). Além disso,
reuniões gerais, com todos os coordenadores e líderes, são realizadas nas ocasi-
ões mencionadas na seção 4.1.

8.2. Os coordenadores dos grupos


A cada ano, o pastor efetivo encaminha ao Conselho uma recomendação de no-
meação de coordenadores. O número de coordenadores varia de acordo com a
34 demanda do trabalho.
8 A liderança dos grupos

Os coordenadores assumem as seguintes atribuições:


• Amar ao Senhor e segui-lo em obediência. Zelar por sua própria integridade e
buscar apoio dos pastores e presbíteros da igreja em suas lutas e tribulações.
• Orar diariamente pela igreja e pelos GIS.
• Abraçar sinceramente a doutrina, liturgia e sistema de governo contidos na
Sagrada Escritura, conforme interpretação e ensino da Igreja Presbiteriana
do Brasil, devidamente documentados na Confissão de Fé, no Breve Catecis-
mo, no Catecismo Maior de Westminster e no Manual Presbiteriano.
• Conduzir os grupos de acordo com as orientações do pastor efetivo.
• Planejar, tomar iniciativas e executar medidas para o bom andamento dos
grupos.
• Divulgar a visão e atividades dos GIS, motivando a igreja a participar.
• Visitar periodicamente os grupos sob seus cuidados, verificando se as reuni-
ões estão sendo conduzidas de acordo com este Guia.
• Motivar e administrar o início de novos grupos.
• Verificar se a página dos GIS, no site da igreja, está atualizada e funcionando
devidamente. Propor mudanças para melhoria do site.
• Reunir-se com o pastor efetivo para definir os novos conteúdos a serem es-
tudados.
• Acompanhar o modo como os grupos estão utilizando o material estabelecido.
• Caminhar com os líderes, pastoreando-os e motivando-os.
• Resolver os problemas apresentados. Levar as questões que julgar pertinen-
tes ao conhecimento do pastor efetivo.
• Agendar e dirigir reuniões administrativas, sempre que necessário.
• Treinar novos líderes utilizando este Guia.
• Convidar pessoas para os treinamentos com os pastores da igreja.
• Encaminhar ao pastor efetivo os nomes dos que estão prontos para liderar.
• Organizar, com os pastores e o ministério de música, os cultos de posse
dos novos líderes.
• Escrever e enviar um relatório semestral ao Conselho, nas primeiras se-
manas de julho e dezembro.

8.3. O líder de grupo


Os GIS podem ser liderados por cristãos ensináveis, capacitados pelo Espírito
Santo e movidos por amor a Deus e ao próximo.

8.3.1. Quem lidera as reuniões


Os GIS podem ser liderados:
• Por presbíteros (ativos e em disponibilidade) e diáconos.
• Por irmãos ou irmãs cujo conhecimento doutrinário, maturidade e teste-
munho sejam conhecidos e aprovados pelo pastor efetivo e Conselho.

8.3.2. O perfil do líder de grupo


O Senhor habilita os indivíduos conscientes de sua incapacidade, mas dis-
postos a servir. Um bom líder esforça-se para aprimorar-se e servir melhor. Ele
anda com Deus, em busca de santidade e habilidades.
35
Início rápido GIS

É importante que o líder participe da vida dos grupos, conheça e aplique este
Guia e seja testado no trabalho.
Eis o perfil de um líder bíblico:
• Compromisso absoluto com a glória de Deus (Jo 5.41–44; 1Co 10.31;
2Co 5.9–10). Motivação na realização da vontade de Deus e não em
objetivos egoístas (Mt 26.39; 1Co 4.2; 2Co 4.2).
• Caráter santo, ao invés de um comportamento condicionado pelas
circunstâncias (1Pe 5.1–4; 2Pe 1.3–11).
• Humildade para ser conduzido e ensinado (Mt 11.29; Fp 2.1–11; 4.9).
• Alegria e fé, a capacidade de lidar com frustrações e de estimular as
pessoas a amar ao Senhor e a igreja (Fp 3.1; 4.8, 11–13).
• Lealdade que se manifesta em fala compassiva, que une e motiva
(Ef 4.29—5.2; Fp 2.14–16; Tg 3.13–18; 4.11–12).
• Responsabilidade (Mt 5.37).
• Assiduidade e pontualidade (Mt 25.1–13; 1Tm 3.2).
• Amor, interesse genuíno pelas pessoas (1Jo 3.11–18; 4.7–8).

8.3.3. Os pré-requisitos para a liderança


Um líder deve atender aos seguintes pré-requisitos:
• No mínimo um ano de frequência à igreja; ser membro há pelo menos seis
meses (excetuando-se pastores ou evangelistas recém-designados).
• Indicação por um membro da igreja, coordenador, oficiais ou pastores.
• Desejo expresso de servir como líder de GIS.
• Saber trabalhar em equipe (liderar e ser liderado; saber ouvir).
• Ser testado e aprovado por seu líder e líder-auxiliar, por período nunca
inferior a seis meses, na condição de líder potencial de grupo.
• Participar dos treinamentos para líderes.
• Ser aprovado pelos coordenadores, pastor efetivo e Conselho.

8.3.4. Atribuições do líder de grupo


Confiramos a lista de atribuições do líder:
• Amar ao Senhor e segui-lo em obediência. Zelar por sua própria
integridade e buscar apoio dos coordenadores, pastores e presbíteros da
igreja em suas lutas e tribulações.
• Orar diariamente pela igreja e por seu grupo.
• Abraçar sinceramente a doutrina, liturgia e sistema de governo contidos
na Sagrada Escritura, conforme interpretação e ensino da Igreja
Presbiteriana do Brasil, devidamente documentados na Confissão de Fé,
no Breve Catecismo, no Catecismo Maior de Westminster e no Manual
Presbiteriano.
• Conduzir as reuniões de acordo com as orientações dos coordenadores.
• Supervisionar o trabalho do líder-auxiliar.
• Supervisionar o trabalho do (a) secretário (a).
• Separar, a cada trimestre, novas pessoas para serem treinadas para a
liderança.
36
8 A liderança dos grupos

• Apoiar e capacitar o líder-auxiliar e os líderes potenciais, para que estes


assumam a liderança de um novo grupo.
• Cuidar para que o grupo funcione de acordo com este Guia.
• Organizar as atividades de iniciativa cristã (ação).
• Liderar a oração do grupo.
• Participar das reuniões e atividades convocadas pelos coordenadores.
• Organizar e motivar o grupo a participar dos cultos de posse de novos
líderes.
• Orar e trabalhar para que seja consolidado no grupo o ideal de serviço da
igreja, nos parâmetros de uma igreja viva, simples e unida em Cristo.

8.4. O líder-auxiliar e os líderes em potencial


O líder-auxiliar alterna a condução com o líder principal e, em cada etapa de seu
envolvimento, está sendo treinado para assumir uma nova liderança.

8.4.1. Atribuições do líder-auxiliar


• Amar ao Senhor e segui-lo em obediência. Zelar por sua própria integri-
dade e buscar apoio de seu líder, dos coordenadores, pastores e presbíte-
ros da igreja em suas lutas e tribulações.
• Orar diariamente pela igreja e por seu grupo.
• Abraçar sinceramente a doutrina, liturgia e sistema de governo contidos
na Sagrada Escritura, conforme interpretação e ensino da Igreja Presbite-
riana do Brasil, devidamente documentados na Confissão de Fé, no Breve
Catecismo, no Catecismo Maior de Westminster e no Manual Presbiteriano.
• Conduzir as reuniões de acordo com as orientações recebidas de seu líder.
• Ajudar o líder na supervisão do trabalho do (a) secretário (a).
• Ajudar o líder a separar, a cada trimestre, novas pessoas para serem trei-
nadas para a liderança.
• Ajudar o líder a apoiar e capacitar os líderes potenciais.
• Alternar a condução das reuniões com seu líder.
• Cuidar para que o grupo funcione conforme este Guia.
• Participar das reuniões de coordenação dos grupos.
• Participar das reuniões e atividades convocadas pelos coordenadores.
• Ajudar o líder a organizar e motivar o GIS a participar dos cultos de posse
de novos líderes.
• Orar e trabalhar para seja consolidado o ideal de serviço da igreja, nos
parâmetros de uma igreja viva, simples e unida em Cristo.

8.4.2. Os líderes em potencial


Qualquer integrante do grupo que se encaixe no perfil e pré-requisitos das
subseções 8.3.2 e 8.3.3 pode ser destacado como um líder em potencial. Pelo
menos uma vez a cada trimestre, o líder e líder-auxiliar selecionam uma ou duas
pessoas para serem treinadas como líderes em potencial.

8.5. A multiplicação de líderes dos grupos


Paulo admoesta Timóteo a capacitar novos líderes (2Tm 2.2). Christian Schwarz
37
Início rápido GIS

nos informa que “os líderes de igrejas que crescem concentram seus esforços em
capacitar outras pessoas para o ministério”.28 O treinamento de líderes é vital
para o desenvolvimento dos GIS. O Espírito Santo chama e capacita os cristãos
para liderar e estes multiplicam liderança passando adiante o ensino recebido.
Sendo assim, duas ações são fundamentais:
1. A igreja ora para Deus levantar “obreiros” (Mt 9.37–38).
2. Os líderes e líderes-auxiliares levam a sério sua responsabilidade de separar,
a cada trimestre, uma ou mais pessoas para serem treinadas.

8.5.1. Líderes treinando líderes


O pastor efetivo realizará dois treinamentos por ano. Os coordenadores, líde-
res e líderes-auxiliares podem treinar novos líderes durante todo o ano.
Todo líder ou candidato a líder deve possuir sua cópia deste Guia. Em cada trei-
namento, devem ser encomendadas cópias deste material, na secretaria da igreja.

8.5.2. Alternância e avaliações de liderança


A condução das reuniões é alternada entre o líder, líder-auxiliar e líder potencial.
O líder sempre fornece um retorno, ao líder-auxiliar, de seus pontos fortes e
fracos, ajudando-o a aperfeiçoar seu trabalho. O líder e o líder-auxiliar ajudam o
líder em potencial a conhecer seus pontos fortes e fracos, ajudando-o também a
melhorar.

8.5.3. Verificação dos frutos de liderança


Os líderes-auxiliares são colocados em situações reais de gerência, evangeli-
zação, discipulado e cuidado de pessoas. Somente depois da demonstração práti-
ca de serviço é que um líder-auxiliar está pronto a ser nomeado líder (1Tm 3.10).

8.6. O (a) secretário (a) do GIS


É a partir dos dados fornecidos pelos (as) secretários (as) que os coordenadores e
pastores agem para consolidar a expansão dos grupos.
Atribuições do (a) secretário (a) do grupo de igreja simples:
• Organizar e manter atualizada uma lista dos integrantes do GIS.
• Registrar os dados dos visitantes.
• Ajudar os líderes na organização das reuniões e atividades gerais do GIS.

Anotações
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28 SCHWARZ, Christian. O Desenvolvimento Natural da Igreja: Guia Prático Para as Oito Marcas de Qualidade
38 Essenciais das Igrejas Saudáveis. 3. ed. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2010, p. 24.
Considerações finais

Os GIS apresentam um desafio bíblico e repleto de boas promessas. Ademais, ao


decidir trabalhar com grupos da igreja simples, abrimos um espaço para a prática
de nosso ideal de serviço.
Espera-se que compreendamos, assumamos e propaguemos os grupos, cami-
nhando como igreja viva e simples; simplesmente unidos no evangelho.
É possível obedecer às ordenanças bíblicas, vendo pessoas e culturas trans-
formadas pela graça e para glória de Deus. É possível enxergar nosso ideal de
serviço não apenas no papel, mas no cotidiano da igreja. É possível aumentar o
número de membros e plantar sementes eternas, que produzirão frutos doces e
abundantes no reino. Deus está nos dando uma oportunidade. Sirvamos a Deus
com alegria!

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Referências bibliográficas

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gan: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 2001.
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