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Resumo A teoria da escolha do consumidor

Actividade Produtiva é um conjunto de procedimentos necessários para, com base nos


recursos escassos e passíveis de uso alternativo, se produzirem os bens e serviços
necessários para a satisfação das necessidades do Homem e da Sociedade. Este leque de
procedimentos passa por quatro etapas fundamentais, nomeadamente a produção, a
distribuição, a troca e o consumo, todas elas envolvendo a participação activa dos
agentes económicos: as Famílias, as Empresas, o Estado, as Instituições Financeiras e o
Resto do Mundo. Consumo é a utilização dos bens e serviços na satisfação das
necessidades do Homem e da Sociedade. Consumir é, pois, um meio de satisfazer as
nossas necessidades. É também uma forma de valorização e de realização pessoal, como
por exemplo: Quando alguém compra uma casa ou um carro, sobe de estatuto na escala
social, perante os seus iguais.

Quando preferimos produtos nacionais estamos a contribuir para reduzir o desemprego


o que traz efeitos sociais positivos em cadeia e contribui para a estabilidade política e
social do país. As Famílias são as unidades de Consumo por excelência, na arena
económica, representam a classe dos consumidores, sob o ponto de vista da
Microeconomia. Quando as Famílias procuram um bem, elas estão como que a fornecer
indícios a partir das quais as unidades de Produção ou Empresas vão saber o que
produzir e para quem produzir. O consumo pode ser determinado por vários factores: de
ordem económica ou factores económicos como é o caso do Preço dos bens e serviços
desejados e do Rendimento dos consumidores, e de ordem não económica ou factores
socioculturais dentre os quais pode-se destacar a tradição, os usos e costumes, o nível de
Educação, a religião, a posição social, a moda, a propaganda e publicidade.

O Consumo pode ser classificado em: Consumo essencial ou básico -para satisfazer
necessidades primárias ou básicas como alimentação, vestuário, habitação; Consumo
não essencial ou supérfluo - as bebidas alcoólicas, perfumarias, bijuterias, enquadra-se
neste tipo de consumo pois não são essenciais à vida; Consumo Público - uma escola,
um posto de saúde, um jardim municipal, uma estrada, uma sala de cinema, pertencem a
esta categoria porque oferecem serviços que satisfazem necessidades não apenas de uma
pessoa mas de um conjunto de pessoas, de uma comunidade; Consumo privado - apenas
satisfaz necessidades de uma família ou de um indivíduo como por exemplo o televisor
que temos em casa, o carro pessoal, a nossa casa; Consumo final ou improdutivo -
quando utilizamos os bens e serviços na satisfação directa das nossas necessidades.
Exemplo: alimentação e o vestuário. O consumo final classifica-se em consumo de bens
duráveis ou duradouros, consumo de bens não duráveis ou não duradouros, consumo de
serviços ou bens imateriais; Consumo intermédio ou produtivo - uma fábrica, por
exemplo, consome determinados bens (chamados bens ou meios de produção) e
serviços para poder produzir outros bens.

Não basta apenas consumir é necessário que o consumidor retire a sua máxima utilidade
ou satisfação no consumo dos bens e serviços que ele escolheu. A Utilidade é a
capacidade ou a habilidade dos bens e serviços satisfazerem as necessidades do
Homem. A utilidade pode ser classificada em:

Utilidade Total (UT): é a satisfação Total resultante do consumo de um bem ou


serviço, num determinado período de tempo.

Utilidade Marginal (UMg): é a satisfação adicional resultante do consumo da última


unidade adicional de um bem ou serviço, num determinado período de tempo.

A 1ª Lei de Gossen, mais conhecida por Lei das Utilidades Marginais Decrescentes, que
reza o seguinte: Se tudo o resto se mantiver constante, à medida que se vão consumindo
mais unidades de um bem, a utilidade marginal ou adicional que o consumidor retira
desse bem vai diminuindo. Quanto mais se consome de um bem a sua utilidade total
cresce, a uma taxa cada vez menor, ou seja, a uma taxa decrescente. Esta Lei mostra que
existe uma relação inversa, negativa ou indirecta entre preço e quantidades demandadas,
o que quer dizer que a principal característica da curva da Procura é a sua inclinação
negativa.

Acontece devido a dois motivos: o efeito substituição: Quando o preço do bem X baixa,
o consumidor racional tende a deixar de comprar outros bens relativamente mais caros e
passa a substituí-los pelo bem X que é agora mais barato.

Efeito rendimento: Quando o preço do bem X baixa, significa que o consumidor


racional passa a dispor de um rendimento real extra para comprar maiores quantidades
do bem X e de outros bens.

Nem todos os bens apresentam uma curva da procura negativamente inclinada, pois há
duas excepções que apresentam uma relação directa ou positiva entre preços e
quantidades demandadas o que significa uma curva da Demanda positivamente
inclinada: Bens de Giffen (do lado das Famílias de baixos rendimentos), estes bens
representam um grande peso no orçamento familiar mas apresentam um valor de troca
muito baixo. Quando o preço baixo, as famílias prefere deixar de comprar aquele bem e
passam a comprar outros bens de melhor qualidade. E quando o Preço aumenta, passa-
se o contrário.

- Bens de Veblen (do lado das Famílias de altos rendimentos) são bens de luxo, com
alto valor de troca como por exemplo, carros de marca, jóias, acomodação em hotéis de
1ª categoria, perfumes. Quando o preço sobe, as Famílias ricas tendem a comprar
maiores quantidades, snobismo, exibicionismo, e confere-lhes prestígio social perante
os seus iguais. Quando o preço baixo preferem deixar de comprar aqueles bens porque
agora estão ao alcance de mais gente e deixaram de ser exclusivos.

Os determinantes da procura seriam, nomeadamente, o Preço de outros bens


correlacionados, como é o caso dos bens substitutos e dos bens complementares (Po), o
rendimento do consumidor (Y), os seus gostos e Preferências (T), o Número de
consumidores que existem no mercado (N), a Propaganda e Publicidade, e a influência
do governo (G) que pode estabelecer preços máximos e mínimos por lei, as
Expectativas em matéria de preços, rendimentos e disponibilidade dos bens no mercado,
portanto, a função Procura é dada pela seguinte expressão:

QDX = f (PX , Po, Y, T, N, G,….. ) ou pela expressão simplificada QDX = f (PX),

Nalguns casos quando um determinante evolui num sentido, as quantidades procuradas


ou então a Procura, também evoluem no mesmo sentido. Noutros casos, pelo contrário,
quando o determinante evolui num sentido, as quantidades procuradas ou então da
Procura, evolui no sentido inverso. No que tange os movimentos ao longo da curva da
procura se pode concluir que a baixa do preço, temos um movimento descendente ao
longo da curva da Procura e um aumento nas quantidades procuradas do bem X.

Nome: Manuel Dique júnior

Regime: pós-laboral

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