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CÓDIGO/DESIGNAÇÃO DA UNIDADE

305C6.6/Resiliência e positivismo para a resolução de problemas

CARGA HORÁRIA 20 horas

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Índice
Código/designação da unidade.............................................................................................1
Carga horária.........................................................................................................................1
Índice.............................................................................................................................2
Objetivo Geral.......................................................................................................................4
Objetivos Específicos.............................................................................................................4
Conteúdos Programáticos.....................................................................................................4
Introdução.............................................................................................................................6
Resiliência..............................................................................................................................7
Definição............................................................................................................................7
Resiliência como ferramenta emocional na resolução de problemas e superação de
obstáculos......................................................................................................................7
Os quatro pilares da resiliência: autoconfiança, proatividade, relações interpessoais e
aprendizagem contínua.....................................................................................................8
Práticas a manter, alterar e/ou a adotar.........................................................................11
Dimensões da resiliência e otimismo e como podemos otimizar.......................................12
Autocontrolo das emoções, otimismo, análise do ambiente, empatia, autoconfiança,
leitura corporal, capacidade de relacionamento e sentido da vida...............................13
Rapport: calibrar as emoções e sincronizar comportamentos para liderar...................14
A prática do Rapport...................................................................................................14
Elementos do Rapport.................................................................................................15
Resoluçao de problemas.....................................................................................................17
Definição de problema....................................................................................................17
Porquê resolver problemas?.......................................................................................17
O processo de resolução de problemas......................................................................18
Tipos de problemas.....................................................................................................19
Ferramentas de apoio à resolução de problemas...........................................................19
5W2H...........................................................................................................................19
Diagrama de pareto.....................................................................................................20
Diagrama de causa-efeito...........................................................................................20

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Brainstorming..............................................................................................................21
Ciclo de PDCA..............................................................................................................21
Conclusão............................................................................................................................23

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OBJETIVO GERAL
Estabelecer corretamente metas realistas, identificar obstáculos e definir estratégias
para a resolução de problemas de forma resiliente e positiva.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Enumerar corretamente as dimensões da resiliência, identificando crenças facilitadoras e
bloqueadoras, de acordo com o manual de apoio;
Descrever, corretamente, os quatro pilares da resiliência, de acordo com os conteúdos
ministrados.

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS
Resiliência e positivismo para a resolução de problemas
Definição
Resiliência como ferramenta emocional na resolução de problemas e superação de
obstáculos
Os quatro pilares da resiliência: autoconfiança, proatividade, relações interpessoais
positivas e aprendizagem contínua
Práticas a manter, alterar e/ou adotar

Dimensões da resiliência e otimismo e como os podemos otimizar


Autocontrolo das emoções, otimismo, análise do ambiente, empatia,
autoconfiança, leitura corporal, capacidade de relacionamento e sentido da vida
Autoconfiança: identificar as crenças facilitadoras e bloqueadoras
Rapport: calibrar as emoções e sincronizar comportamentos para liderar

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Resolução de problemas
Definição de problema
Porquê resolver problemas?
Os processos de resolução de problemas
Tipos de problemas
Ferramentas de apoio à resolução de problemas

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INTRODUÇÃO
O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à unidade de formação
Resiliência e positivismos para a resolução de problemas.

RESILIÊNCIA

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Definição
A resiliência é a capacidade de o individuo lidar com problemas, adaptar-se a
mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque,
stresse, eventos traumáticos, etc – sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico,
por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar adversidades. Nas
organizações, a resiliência trata-se de uma tomada de decisão quando alguém se depara
com um contexto entra a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões
propiciam forças estratégicas na pessoa para enfrentar a adversidade.
Manter a imunidade mental é a base para criar resiliência emocional. O individuo
condiciona a mente a tolerar os pensamentos assustadores e consegue esquivar-se do
sofrimento ao entender que a dor fará, inevitavelmente, parte da trajetória de vida.

Resiliência como ferramenta emocional na resolução de problemas e


superação de obstáculos
O nosso dia a dia está repleto de dificuldades e obstáculos que precisamos de
vencer e ultrapassar para conseguirmos seguir em frente com a estabilidade emocional
adequada. Mas sabemos que nem sempre é fácil “dar a volta”, que nem sempre é fácil
continuar a lutar para seguir em frente. O que poderemos então fazer? A resposta é a
resiliência.
A pessoa resiliente é aquela que, mesmo frente a dificuldades, consegue lidar com
seus problemas e superar obstáculos, sem ceder à pressão. Ou seja, é capaz de resolver
problemas e aprender com eles sem abandonar seu estado de equilíbrio natural.

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Quem é resiliente consegue lidar bem com pressão e é capaz de superar mesmo as
situações mais difíceis. Mesmo quando é desestruturada, a pessoa resiliente consegue se
reorganizar e continuar buscando seus objetivos.

Os quatro pilares da resiliência: autoconfiança, proatividade, relações


interpessoais e aprendizagem contínua
Os “pilares da resiliência pessoal” são como que uma força em que nos apoiamos
para superar e resolver de forma produtiva a situação que se nos apresenta.
Contactar com os nossos “pilares da resiliência” e consciencializá-los é um passo
importante no domínio do fortalecimento da resiliência pessoal.
As pessoas superam com sucesso as dificuldades da vida quando utilizam recursos
próprios particularmente úteis em situação de crise, stress profundo ou trauma. A esses
recursos internos chamamos “pilares da resiliência pessoal”.
Habitualmente, utilizamos ±4, segundo nos parecem mais adequados para lidar
positivamente com uma situação que percecionamos de forma stressante.
Cada um de nós tem os seus fatores de stresse, que são próprios ao sistema
individual de perceções, vivências e crenças. Podemos sentir stresse porque uma
determinada situação nos provoca ansiedade ou apreensão; ou atribuímos-lhe
sentimentos controversos; ou saímos da nossa zona de conforto…
Os “pilares da resiliência pessoal” são como que uma força em que nos apoiamos
para superar e resolver de forma produtiva a situação que se nos apresenta.
Contactar com os nossos “pilares da resiliência” e consciencializá-los é um passo
importante no domínio do fortalecimento da resiliência pessoal.

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Escolhemos os 4 pilares a seguir ilustrados, e começamos pelo da autoconfiança.
Sem este pilar, acreditamos que os outros ficam enfraquecidos.

autoconfiança

Aprendizagem
contínua Resiliência Proatividade

Relacionamento
Interpessoal

Autoconfiança
Conhecer-se;
Aceitar-se;
Saber o que quer, clarificar as suas metas;
Gostar-se.
Proatividade
Desenvolver a iniciativa e a capacidade de antecipação para lidar com as pessoas e
situações;
Decidir;
Ser lúcido quanto às consequências.
Relacionamento interpessoal

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Desenvolver uma atitude positiva, disponível e sociável, com bom humor;
Dar (oferecer ajuda);
Receber (pedir ajuda, ser escutado).
Aprendizagem contínua
Aperfeiçoar;
Recetividade;
Flexibilidade;
Perseverança.

1 – Como podemos fortalecer a autoconfiança?


•Aprofundamos o conhecimento de nós próprios – os pontos fortes, os fracos e os
que queremos melhorar.
•Aprendemos a aceitar-nos como somos e a gostar de nós próprios.
•Aceitamos desafiar-nos quotidianamente para nos superarmos – clarificamos o
que queremos e traçamos o caminho para lá chegar.

2 – Como podemos aumentar a proatividade?


•Antecipamos, arriscamos e experimentamos novas formas de agir!
•Decidimos e assumimos as consequências – positivas e negativas! Com as
primeiras, celebramos; com as outras desafiamo-nos uma vez mais.

3 – Como podemos fortalecer os relacionamentos interpessoais?


•Abrindo-nos aos outros, construindo relacionamentos positivos, duradouros,
baseados na confiança e no mútuo benefício.

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•Fundamental é desenvolver competências de escuta empática, saber ajudar e
pedir ajuda, visando a complementaridade e o fortalecimento de recursos.

4 – Como podemos adotar a aprendizagem contínua?


•Recetividade, flexibilidade e perseverança são as 3 chaves que propomos para
levar à prática o aperfeiçoamento quotidiano.

Práticas a manter, alterar e/ou a adotar


A primeira prática é a “Ressignificação das crenças”, que se tornou um método
validado para enfrentar situações de desestruturação emocional e comportamental. Essa
prática, em tais circunstâncias, é traço essencial para desenvolver a resiliência. É
reestruturar as crenças restritivas e limitantes, para transformá-las em crenças que
despertam e alavancam os recursos internos pessoais.
A segunda prática é a “A disciplina diária”. Manter um estilo de vida disciplinado
está intimamente relacionado com a permanência de uma adequada resiliência. Quando
uma pessoa mantém o hábito de ter disciplina em sua rotina diária, em geral, ela obtém
melhores resultados em seu desempenho.
A terceira prática está na capacidade de fazer o “Talento virar habilidades”. Muito
se discutiu se os resilientes eram pessoas invulneráveis por possuírem talentos
excecionais. Estudiosos que debateram essa questão demonstraram que o ponto chave
não era ser talentoso o bastante para ser invulnerável, mas ser uma pessoa vulnerável
com excelentes habilidades nas áreas essenciais da vida.
Uma quarta prática se refere ao que os teóricos da inovação chamam de “Prática
deliberada”. A conduta que se guia por essa prática, pode ser descrita como: “abraçar o

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assunto” para se alcançar algo ou alguma coisa com a deliberada intenção de obter
conhecimento e experiência.
E, por fim, o chamado “Caldo Cultural propício”. Trata-se de uma educação que
resulta em uma herança cultural capaz de se manifestar como gene cultural que se
perpetua por décadas na pessoa ou na organização. Podemos citar empresas japonesas
ou alemãs como um exemplo típico dessa prática.

DIMENSÕES DA RESILIÊNCIA E OTIMISMO E COMO PODEMOS


OTIMIZAR

Física

Mental Emocional

Espiritual

Física
 Praticar desporto e resistência
 Alimentação saudável
 Descanso, sono e recuperação
Emocional
 Autoacalmar-se e mindfull

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 Regulação emocional
 Emoção positiva
 Otimismo realista
Espiritual
 Valores e crenças
 Empatia
 Meditação
Mental
 Autoconfiança
 Visão e perspetiva
 Pensar em armadilhas
 Foco
 Reestruturação cognitiva
 Autocontrole

Autocontrolo das emoções, otimismo, análise do ambiente, empatia,


autoconfiança, leitura corporal, capacidade de relacionamento e sentido da
vida
Autocontrolo é a capacidade de administrar-se emocionalmente diante do
inesperado, aprimorando e amadurecendo o comportamento social. Autoconfiança é a
capacidade de ter convicção, de ser eficaz e sentir-se seguro diante de situações
inesperadas. A leitura corporal é a capacidade de perceber-se e organizar-se
internamente ao perceber reações corporais em situações de tensão. A empatia é a
capacidade de se aproximar das pessoas, com conectividade, interação e reciprocidade.
A capacidade de relacionamento é a capacidade de se vincular a outros, no intuito de

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formar fortes redes de apoio e proteção. A analise do ambiente é a capacidade de
identificar com precisão as causas, relações e implicações dos problemas, conflitos e
adversidades presentes no ambiente. O otimismo para a vida é a capacidade de ter
esperança na vida, nutrindo com alegria e sonhos, mesmo quando o poder de decisão
está fora das suas mãos. O sentido da vida é a capacidade de entendimento de um
propósito maior para a vida, de modo a reconhecer o seu real valor.

Rapport: calibrar as emoções e sincronizar comportamentos para liderar


Rapport é um conceito originário da psicologia que remete à técnica de criar uma
ligação de empatia com outra pessoa. O termo vem do francês Rapporter, cujo
significado vem da sincronização que permite estabelecer uma relação harmônica. A
técnica objetiva gerar confiança no processo de comunicação, para que a pessoa fique
mais aberta e recetiva durante a terapia. Isso faz com que ela interaja, troque e receba
informações com mais facilidade.

A prática do Rapport
Existem diferentes técnicas para se estabelecer rapport com alguém.

Técnica do espelhamento
A mais famosa é conhecida como espelhamento. É colocada em prática pela
incorporação da linguagem corporal do interlocutor, como postura, gestos, expressões
faciais, respiração, entre outros fatores que ajudem a criar empatia. Mas a sua aplicação
deve ser gradual e exige cuidado para as pessoas não acharem que estão a ser copiadas.

Técnica de reciprocidade

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Outra técnica de Rapport muito empregada é a reciprocidade. Trata-se do famoso
método “dar sem esperar nada em troca”. Por fim, compartilhar os interesses em comum
também pode ser classificado dessa maneira. Muito comum no nosso dia a dia, ajuda a
construir uma relação de camaradagem e confiança.

Elementos do Rapport
Para compreender melhor o que é Rapport, temos que ter em conta os elementos
que o compõe. Esse conceito, em primeiro plano, está relacionado a sentir a conexão que
transcende o campo das palavras. Desse modo, a sua essência e amplitude, exige
atenção e equilíbrio dos seguintes elementos:

Contato visual
Para se estabelecer Rapport de forma efetiva, é preciso, em primeiro lugar, olhar
nos olhos da pessoa que está diante de nós. É a partir do contato visual pleno, que
conseguimos realmente ver o que está além das palavras, como disse no parágrafo
anterior.

Expressão facial
Outro ponto importante do processo de Rapport são as expressões faciais que não
conseguem mentir. Quando observamos o que o rosto da pessoa nos diz, conseguimos
compreender melhor o que ela, muitas vezes, tenta nos dizer e não consegue. Com isso,
tornamos a comunicação muito mais eficiente em todos os seus aspetos.

Postura Corporal

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A partir da observação da forma como as pessoas se comportam, ou seja, da sua
postura corporal, é possível saber se estão à vontade ou incomodadas com algo, se estão
recetivas ou resistentes, entre outros pontos, que ajudam a compreendê-la melhor e a
encontrar maneiras para se comunicar com elas na essência.

Equilíbrio Emocional
As nossas emoções também dizem bastante sobre nós. Se estamos com raiva,
tristes, ansiosos, felizes, vamos demonstrar de alguma forma. Assim, observar estes
sentimentos, buscando compreender se há um equilíbrio entre eles também é essencial
para saber como está o outro.

Tom de voz (timbre)


Outro elemento que também denuncia bastante como o outro se sente e que pode
e deve ser espelhado é o tom de voz que a pessoa utiliza para se comunicar. Ou seja, se
ela está um pouco irritada, vai falar de forma mais agressiva, se está triste, vai usar um
timbre um pouco mais baixo e lento, já se está feliz, vai demonstrar bastante alegria em
sua voz.

Andamento (timing)
Quando o Rapport é criado, geralmente cria-se uma conexão com o outro, que
acaba por nos fazer perder a noção do tempo. Neste sentido, é fundamental estarmos
atentos em relação a isso, para que consigamos desconectar-nos e finalizar o processo.

Volume (intensidade da voz)

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Aqui nada mais é do que observar se a pessoa com a qual estamos a tentar uma
conexão tem ou está a falar muito alto, muito baixo ou de forma intermediária.
Conseguindo identificar isso, fica muito mais fácil espelhar-se, de forma sutil, e conectar-
se verdadeiramente com o outro.

Comunicação Verbal
Observar o que a pessoa está realmente a dizer, o que a sua comunicação verbal
quer transmitir e espelhar-se nas suas palavras, procurando compreendê-la e fazer com
que ela se compreenda na mesma medida.

Comunicação Não Verbal (gestos)


Observar os seus gestos e repeti-los, de maneira que ela não perceba que está
sendo espelhada, faz com que fiquemos ainda mais próximo e consigamos realmente
comunicar com o outro.

RESOLUÇAO DE PROBLEMAS

Definição de problema
Um problema é uma determinada questão ou um determinado assunto que requer
uma solução.

Porquê resolver problemas?


Muitas pessoas preocupam-se em penalizar o erro enquanto poderiam contribuir para
encontrar uma saída mais assertiva para a situação. Essa atitude só torna as coisas mais

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complicadas, além de nos levar a desenvolver um padrão de pensamento repetitivo e
improdutivo.

O processo de resolução de problemas


A resolução de problemas é um processo sequencial onde se estabelecem diversas
etapas.

Definir o seu estado inicial


Começar por definir o problema que se está a tentar resolver. Pode ajudar escrever o
problema num papel.

Visualizar o seu estado da meta


Imaginar um estado ideal em que gostaria de estar. Esse é o resultado que gostaria de
ver, assim que o problema for resolvido. Pode ser útil escrever isso no papel.

Fazer uma lista das diferenças entre estados


Observar as diferenças entre o estado inicial e o estado na meta. Explorar os obstáculos
que estão impedindo alcançar esse estado. Fazer uma lista dessas diferenças e
obstáculos.

Criar sub-metas
Depois de ter uma lista das diferenças e dos obstáculos que são precisas superar, é
necessário criar sub-metas que ajudarão a lidar com cada uma delas. Pensar nesses sub-
objetivos como etapas que levarão ao estado desejado. Ver cada obstáculo que foi
colocado na lista e em seguida, criar planos que precisa para superá-los.

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Tomar medidas
Se o problema com o qual se está a lidar for simples, é fácil identificar todas as ações que
são necessárias tomar para resolver o problema rapidamente. Se o problema for difícil,
provavelmente é necessária mais análise e planeamento.

Tipos de problemas
Problemas de arranjo
São dados os elementos do problema e resolver implica organizar, ou combinar esses
elementos de modo a satisfazer o critério.

Problemas de transformação
Para resolver o problema, o que é fundamental é a sequência de operações ou
procedimentos que permitem chegar ao estado pretendido.

Problemas de indução de estrutura


São dados os elementos do problema, e resolver implica identificar o padrão de relação
entre esses elementos (o estado final está contido no estado inicial).

Ferramentas de apoio à resolução de problemas


5W2H
O nome desta ferramenta foi assim estabelecido por juntar as primeiras letras dos nomes
(em inglês) das diretrizes utilizadas neste processo.
What – O que será feito (etapas)
Why – Por que será feito (justificativa)
Where – Onde será feito (local)

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When – Quando será feito (tempo)
Who – Por quem será feito (responsabilidade)
How – Como será feito (método)
How much – Quanto custará fazer (custo)

Diagrama de pareto
O diagrama de Pareto é um gráfico de colunas que ordena as frequências das
ocorrências, da maior para a menor, permitindo a priorização dos problemas,
procurando levar a cabo o princípio de Pareto (80% das consequências advêm de 20%
das causas), isto é, há muitos problemas sem importância diante de outros mais graves. A
sua maior utilidade é a de permitir uma fácil visualização e identificação das causas ou
problemas mais importantes, possibilitando a concentração de esforços sobre os
mesmos. É uma das sete ferramentas da qualidade. O seu propósito não é o de
identificar causas. Outras ferramentas, tais como gráficos de controlo e gráficos de
dispersão podem ajudar a identificar as causas.

Diagrama de causa-efeito
É um gráfico cuja finalidade é organizar o raciocínio em discussões de um problema
prioritário, em processos diversos, especialmente na produção industrial. Originalmente
proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos
seguintes. O diagrama foi desenvolvido com o objetivo de representar a relação entre um
“efeito” e suas possíveis “causas”. Esta técnica é utilizada para descobrir, organizar e
resumir conhecimento de um grupo a respeito das possíveis causas que contribuem para
um determinado efeito.

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Brainstorming
O brainstorming (em português "tempestade cerebral") ou tempestade de ideias,
mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar
a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo - criatividade em equipa -
colocando-a a serviço de objetivos pré-determinados. A técnica propõe que o grupo se
reúna e utilize a diversidade de pensamentos e experiências para gerar soluções
inovadoras, sugerindo qualquer pensamento ou ideia que vier à mente a respeito do
tema tratado. Com isso, espera-se reunir o maior número possível de ideias, visões,
propostas e possibilidades que levem a um denominador comum e eficaz para solucionar
problemas e entraves que impedem um projeto de seguir adiante.

Ciclo de PDCA
O Ciclo PDCA ou SDCA, significa Plan, Do, Check, Action (Planear, Fazer, Verificar e
Agir). Esse método tem a função de garantir que a empresa organize seus processos, não
importando a sua natureza. Esse ciclo foi criado por Walter A. Shewart, na década de 20,
mas ele se tornou conhecido quando William Edward Deming, um dos gurus da gestão de
qualidade, espalhou o conceito pelo mundo. Por esse motivo, o ciclo PDCA ficou
conhecido a partir da década de 1950 como ‘Ciclo Deming’. Através dessa teoria, cada
processo da empresa passa por quatro fases:

Planear
Nesta fase são definidos os objetivos de cada processo até chegar ao produto/serviço
finais requeridos pelo cliente, levando em consideração a política da empresa. Baseado
nesta política, o planejamento deve ser composto pelos seguintes passos:
•Identificação do Problema

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•Estabelecimento de Metas
•Análise do Fenômeno
•Análise do Processo
•Plano de Ação

Fazer
Momento em que o plano será executado, assim os indivíduos que participarem da
implantação do ciclo PDCA deverão realizar treinamentos de acordo com o método. Cada
processo é realizado, conforme aquilo que foi definido na primeira fase. Assim são
coletados dados para uma análise posterior.

Verificar
Com a implantação, os processos são analisados através de ferramentas próprias,
para verificar se cada processo cumpre aquilo que foi proposto no planeamento. É nessa
fase que poderão ser encontrados erros ou falhas no processo.

Agir
De acordo com o resultado na etapa ‘verificar’, serão observados as falhas nos processos
e se os objetivos foram atingidos, caso contrário, estes devem ser melhorados e as
etapas se reiniciam.

Plano de ação
Um Plano de Ação (também conhecido por Plano de Atividades ou ainda Plano de
Trabalho) é uma das ferramentas mais simples e eficientes para o planeamento e
acompanhamento de atividades. Ele pode ser utilizado para garantir que nenhuma tarefa
seja deixada para trás, desde simples atas de reuniões até tarefas mais complexas, como

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um projeto pequeno. De forma resumida, podemos dizer que um Plano de Ação é um
documento utilizado para fazer um planeamento de trabalho necessário para
atingimento de um resultado desejado ou na resolução de problemas.

CONCLUSÃO
A resiliência é uma característica fundamental para aqueles que procuram o
autodesenvolvimento. Afinal, para evoluir, será necessário sair da zona de conforto, o
que pode ocasionar muitas situações difíceis. A pessoa resiliente é aquela que é capaz de
preservar sua essência, se adaptar e perseverar, mesmo perante as piores crises. Para ser
assim, é preciso flexibilidade, autoconhecimento, inteligência emocional e muita
confiança. Alguns indivíduos já nascem com uma maior tendência à resiliência. Mas, por
sorte, essa é uma característica que pode ser aprendida. Nesse artigo, você encontrou
todas as informações que precisava para começar a trabalhar essa habilidade em si
mesmo.
A resolução de problemas possibilita a apresentação de situações reais e sugestivas
que exijam das pessoas uma atitude ativa ou um esforço para procurar as suas próprias
respostas. Pressupõe promover o domínio de procedimentos, assim como a utilização
dos conhecimentos disponíveis, para dar resposta a situações variáveis e diferentes.

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REFERÊNCIAS
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Barbosa, G. (s.d.). Fundação Vanzolini. Obtido de Práticas favoráveis para a resiliencia no
trabalho: https://vanzolini.org.br/weblog/2014/01/07/praticas-favoraveis-para-a-
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Caetano, S. (6 de janeiro de 2016). Psicologia para si. Obtido de Classificaçao de
problemas ou há gente que se entretem com cada coisa:
https://psicologiaparasi.blogs.sapo.pt/classificacao-de-problemas-ou-ha-gente-
1987
Conceito.De. (19 de janeiro de 2011). Obtido de Conceito de problema.
ESEV. (s.d.). Resolução de problemas. Obtido de
http://www.esev.ipv.pt/mat1ciclo/COORDENADORES/Materiais
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https://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching-e-psicologia/o-que-e-rapport/
Monteiro, C. (s.d.). E-Book. Obtido de Resiliencia e Vida:
https://resilienciaevida.files.wordpress.com/2017/02/e-book-i-resilic3aancia.pdf
O que é o PDCA? (25 de julho de 2018). Obtido de Blog da Qualidade:
https://blogdaqualidade.com.br/o-que-e-pdca/
Oliveira, A. (4 de maio de 2015). Cegoc. Obtido de 4 pilares da resiliencia:
https://www.blog-desenvolvimento-pessoal.pt/2015/05/04/pilares-resiliencia/
Paula, G. B. (9 de Setembro de 2016). Treasy. Obtido de
https://www.treasy.com.br/blog/plano-de-acao/#O-que-e-um-Plano-de-Acao
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resolver um problema: https://delas.ig.com.br/comportamento/2016-02-01/por-
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resolver um problema: https://www.fm2s.com.br/etapas-resolver-um-problema/
SBCoaching. (2 de setembro de 2018). SBCoaching. Obtido de Resiliente:
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