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PRINCÍPIOS CONTÁBEIS

Um Princípio contábil é um axioma das doutrinas e teorias relativas à Ciência


Contábil, sendo, portanto, imutável no tempo e espaço.

No Brasil, com forte tendência para a internacionalização, os princípios estão


organizados em sete Princípios Fundamentais de Contabilidade, antes chamados de
Princípios Contábeis Geralmente Aceitos.

Histórico
À medida que a prática e a Ciência Contábil foram sendo organizadas e estruturadas,
pesquisadores procuraram identificar e compilar quais os princípios que as orientavam,
em especial a função de registrar todos os fatos que afetam o patrimônio de uma
entidade. Os princípios contábeis ou contabilísticos tornaram-se regras que passaram a
ser seguidas e aceitas por todos e hoje constituem a principal teoria que sustenta e
fundamenta a Contabilidade.

Nos Estados Unidos, país que primeiro procurou compilar os princípios contábeis
(conhecidos pela sigla US-GAAP's), eles foram vistos durante um certo tempo como as
premissas para um Sistema de Certificação e Avaliação. Posteriormente foram o
conjunto de fatores que separaria a Contabilidade americana em duas vertentes:
contabilidade financeira (na qual deveria ser observado os princípios contábeis) e
contabilidade gerencial (ramo em que os princípios poderiam não ser seguidos e que por
isso poderia ser melhor traduzida também como administração contábil).

Princípios da contabilidade no Brasil


No Brasil, desde que a lei 6.404/76 o incluiu como matéria legislativa a ser observada
pelos agentes do mercado de capitais, os princípios são objeto de regulamentação dos
órgãos reguladores oficiais. O Conselho Federal de Contabilidade definiu uma primeira
versão em 1981, seguida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que emitiu uma
deliberação em 1986 (Deliberação 029/86), classificando-os em postulados, princípios
propriamente ditos e convenções. Em 1993, (Resolução CFC 750[1]), ambas as entidades
acordaram em declarar "Os princípios da Contabilidade", o que não significa que são
mais importantes do que os outros ou que existam somente os 7 (sete) definidos pela
norma profissional citada. Em 2008, a Deliberação 029/86 da CVM foi revogada pela
Deliberação 539/08, que não mais os classifica em postulados, princípios e convenções,
passando a separá-los em Pressupostos Básicos e Características Qualitativas. Após esta
data ocorreram novas atualizações...

Os Princípios da Contabilidade devem ser obrigatoriamente observados no exercício da


profissão contábil e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de
Contabilidade (NBC). Além disso, na aplicação dos Princípios Fundamentais de
Contabilidade à situações concretas, a essência das transações deve prevalecer sobre
seus aspectos formais.
A Resolução do CFC nº 750-93, como já dito, define os Princípios, que estão revestidos
de universalidade e generalidade, elementos que caracterizam o conhecimento
científico, justamente com a certeza, o método e a busca das causas primeiras.

Os Princípios da Contabilidade são:

1. Entidade
2. Continuidade
3. Oportunidade
4. Registro pelo valor original
5. Atualização monetária
6. Competência
7. Prudência

PS: Em 29 de novembro de 2007 foi editada a Resolução CFC 1.111/2007 que aprova o
Apêndice II da Resolução CFC 750/93[1] e que trata sobre o "conteúdo e a abrangência
dos Princípios Fundamentais de Contabilidade sob a perspectiva do Setor Público
(Contabilidade Pública).

Entidade

A Contabilidade deve ter plena distinção e separação entre pessoa física e pessoa
jurídica. Enfim, o patrimônio da empresa jamais se confunde com o dos seus sócios. A
contabilidade da empresa registra somente os atos e os fatos ocorridos que se refiram ao
patrimônio da empresa e não os relacionados com o patrimônio particular de seus
sócios. Não se misturam transações de uma empresa com as de outra, mesmo que ambas
sejam do mesmo grupo empresarial, é respeitada a individualidade.

Segundo a resolução do CFC o artigo 4º prerroga que o princípio da entidade reconhece


o Patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a
necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios
existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma
sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos.
Por conseqüência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus
sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. O parágrafo único diz que o
PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou
agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas
numa unidade de natureza econômico contábil.[2]

Continuidade

Tal princípio diz que a empresa deve ser avaliada e escriturada na suposição de que a
entidade nunca será extinta. As Demonstrações Contábeis não podem ser desvinculadas
dos períodos anteriores e subseqüentes, a vida da empresa é continuada going concern,
até circunstância esclarecedora em contrário. Seus Ativos devem ser avaliados de
acordo com a potencialidade que têm em gerar benefícios futuros para a empresa, na
continuidade de suas operações, e não pelo valor que se poderia obter se fossem
vendidos no estado em que se encontram.
Caso ocorra situação desfavorável a entidade poderá ser investigada pelo conselho de
contabilidade, podendo conseqüentemente ser encerrada, terminando suas atividades
empresariais.

Obs.: No Brasil, as punições sobre erros e fraudes contábeis se concentram nos


administradores e contadores (incluído aqui também os auditores externos). Os
contadores, além das sanções profissionais previstas nas normas do CFC - Conselho
Federal de Contabilidade, poderão se haver ainda com punições previstas nos Códigos
Penal (Código Penal), Civil (Código Civil) e legislação tributária do Imposto de Renda.
O Banco Central do Brasil é quem tem o poder de encerrar atividades das instituições
financeiras que causem crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Oportunidade

Refere-se ao momento em que devem ser registradas as variações patrimoniais. Devem


ser feitas imediatamente e de forma integral, independentemente das causas que as
originaram, contemplando os aspectos físicos e monetários. A integridade dos registros
é de fundamental importância para a análise dos elementos patrimoniais, pois todos os
fatos contábeis devem ser registrados, incluindo os das filiais, sucursais e demais
dependências de uma mesma entidade. Caso seja tratado um fato futuro, o registro deve
ser feito caso exista como provar o seu valor. São os casos de provisões como o de
férias, 13º salário, contingências etc.

Registro pelo Valor Original

Determina que os registros contábeis sejam feitos no momento em que o fato ocorra
(tempestividade) e pelo seu valor completo (integralidade). Portanto, este Princípio
determina que o registro seja feito no momento da transferência de propriedade, através
da emissão da Nota Fiscal (oportunidade), e pelo seu valor total (totalidade).

Os elementos patrimoniais devem ser registrados pela contabilidade por seus valores
originais, expressos em moeda corrente do país. Assim, os registros da contabilidade
são efetuados com embasamento no valor de aquisição do bem ou pelo custo de
fabricação (vide contabilidade de custos), incluindo-se, ainda, todos os gastos que foram
necessários para colocar o bem em condições de gerar benefícios presentes ou futuros
para a empresa; caso ela efetue transações em moeda estrangeira, os valores
correspondentes devem ser convertidos à moeda nacional. Exemplo: o contador Sr.
Manoel deve registrar os fatos contábeis de encerramento da empresa X, na data de sua
ocorrência, de maneira íntegra e tempestiva, para que seus usuários, com base nessas
informações, também registrem esses fatos nas suas empresas em geral.

Atualização Monetária

Princípio Revogado Pela Res. CFC 1.282/10

Refere-se ao ajuste dos valores dos componentes patrimoniais, devido à perda do poder
aquisitivo num ambiente inflacionário. Portanto, a atualização monetária não representa
uma avaliação e sim apenas um ajuste dos valores originais, mediante aplicação de
indicadores oficiais, que reflitam a variação do poder aquisitivo da moeda. Serve
também para homogeneizar as diversas contas das mais variadas espécies.
No Brasil, com o advento do Plano Real (1994), que vetou a "correção monetária de
balanços" houve a mudança da denominação do Princípio. A antiga era "Princípio da
Correção Monetária". Também o art. 185 da Lei 6.404/76 já havia sido revogado pela
Lei n.º 7.730/89.

Mas apesar da falta de base legal, hoje em dia no Brasil existe uma tensão no meio
contábil, entre os órgãos reguladores (CFC e CVM) e a classe, por causa da resolução
que admite a correção monetária apenas se a inflação passar de um determinado
patamar: se a inflação superar 100% (em 3 anos) haveria a atualização. Na verdade, essa
resolução atende ao padrão internacional. Sucede entretanto, que mesmo uma inflação
baixa vai distorcer o real valor do patrimônio em poucos anos.

A posição é antiga da classe contábil brasileira, mas é contestada ao não observar o


padrão internacional. Porém, no âmbito da Contabilidade gerencial e na análise de
balanços em moeda constante, essa informação poderá continuar a ser processada e
fornecida aos gestores internos, que podem decidir por comunicar seus resultados ao
mercado, se a acharem relevantes.

Competência

"As despesas e receitas devem ser contabilizadas como tais, no momento de sua
ocorrência, independentemente de seu pagamento ou recebimento". Este princípio está
ligado ao registro de todas as receitas e despesas de acordo com o fato gerador, no
período de competência, independente de terem sido recebidas as receitas ou pagas as
despesas. Assim, é fácil observar que o princípio da competência não está relacionado
com recebimentos ou pagamentos, mas com o reconhecimento das receitas auferidas e
das despesas incorridas em determinado período.

• A receita é considerada realizada:


o no momento em que há a transferência do bem ou serviço para terceiros,
efetuando estes o pagamento ou assumindo o compromisso firme de
fazê-lo no futuro (exemplo: venda a prazo);
o quando ocorrer a extinção de uma exigibilidade sem o desaparecimento
concomitante de um bem ou direito (exemplo: perdão de dívidas ou de
juros devidos);
o pelo aumento natural dos bens ou direitos (exemplo: juros de aplicações
financeiras);
o no recebimento efetivo de doações e subvenções.

• A despesa é considerada incorrida quando:

o ocorrer o consumo de um bem ou direito (exemplo: desgaste de


máquinas);
o ocorrer o surgimento de uma obrigação (exigibilidade) sem o
correspondente aumento dos bens ou direitos (exemplo: contingências
trabalhistas);
o deixar de existir o correspondente valor do bem ou direito pela sua
transferência de propriedade para um terceiro (exemplo: a baixa de
mercadorias do estoque quando da efetivação da venda).
Prudência

O princípio da prudência especifica que ante duas alternativas, igualmente válidas,


para a quantificação da variação patrimonial, será adotado o menor valor para os bens
ou direitos e o maior valor para as obrigações ou exigibilidades. Assim, quando se
apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos outros princípios fundamentais de
contabilidade será escolhido a opção que diminui ou aumentar menos valor do
Patrimônio Líquido.

Baseia-se na premissa de "nunca antecipar Lucros e sempre prever possíveis Prejuízos.

Essencialmente determina a adoção do menor valor para os componentes do Ativo e do


maior valor para os componentes do Passivo, sempre que apresentarem alternativas
igualmente válidas para o registro contábil. Isto, é claro, refletirá diretamente na
Patrimônio Líquido da empresa. Desse modo, a aplicação do princípio da prudência
resulta na obtenção do menor Patrimônio Líquido, , entre aqueles possíveis diante de
procedimentos alternativos de avaliação de fatos contabilizáveis. Esse princípio tem por
objetivo não registrar antecipadamente nenhum lucro e, de outro lado, registrar todas as
despesas e perdas que forem possíveis. Ou seja: nunca permitir que a contabilidade da
empresa indique a existência de lucros que posam estarem superestimados pela adoção
de um critério, entre dois ou mais possíveis, que eventualmente venha a não
corresponder à realidade. A correta aplicação do princípio da prudência visa impedir
que prevaleçam, na escrituração contábil, juízos puramente pessoais ou outros
interesses.

PATRIMÔNIO
2.1 - CONCEITO

O termo patrimônio significa, a princípio, o conjunto de bens pertencentes a uma pessoa


ou a uma empresa. Compõe-se também de valores a receber ( ou dinheiro a receber).
Por isso, em contabilidade esses valores a receber são denominados direitos a receber
ou, simplesmente, direitos.Relacionando-se, todavia, apenas bens e direitos, não se pode
identificar a verdadeira situação de uma pessoa ou empresa. É necessário evidenciar as
obrigações (dívidas) referentes aos bens e direitos. Por exemplo, se você disser que tem
como patrimônio um apartamento e não fizer referência à dívida com o banco
financiador ( em caso de ter sido adquirido através desse sistema de crédito ), sua
informação é incompleta e pouco esclarecedora.Em Contabilidade, portanto, a palavra
patrimônio tem sentido amplo: por um lado significa o conjunto de bens e direitos
pertencentes a uma pessoa ou empresa; por outro lado inclui as obrigações a serem
pagas.

PATRIMÔNIO DE UMA PESSOA OU DE UMA EMPRESA

Bens e Obrigações (a serem pagas)

Direitos (a Receber)
2.2 - BENS

Entendem-se por bens as coisas úteis, capazes de satisfazer as necessidades das pessoas
e das empresas. Se eles têm forma física, são palpáveis, denominam-se bens tangíveis:
veículos, imóveis, estoques de mercadorias, dinheiro, móveis e utensílios (moveis de
escritórios), ferramentas etc.

Os bens incorpóreos, isto é, não constituídos de matérias, denominam-se bens


intangíveis. Normalmente são as marcas ( ex.: Mesbla, Lojas Americanas) e as patentes
de invenção.

Código Civil brasileiro distingue os bens em:

• Bens imóveis: são aqueles vinculados ao solo, que não podem ser retirados sem
destruição ou danos: edifícios, construções, árvores etc.

• Bens móveis: são aqueles que podem ser removidos por si próprios ou por outras
pessoas: animais, máquinas, equipamentos, estoques de mercadorias etc.

2.3 - DIREITOS

Em Contabilidade entende-se por Direito ou Direito a Receber o poder de exigir alguma


coisa. São valores a receber, títulos a receber, contas a receber etc.O direito a receber
mais comum decorre das vendas a prazo, ou seja, quando se vendem mercadorias a
outras empresas, o pagamento não é efetuado no ato mas no futuro; a empresa
vendedora emite uma duplica como um documento comprobatório. Esse direito
denomina-se duplicatas a receber.

Outros exemplos de direitos: aluguéis a receber, promissórias a receber, ações a receber


etc.

2.4 - OBRIGAÇÕES

São dívidas com outras pessoas. Em Contabilidade tais dívidas são denominadas
obrigações exigíveis, isto é, compromissos que serão reclamados, exigidos: pagamento
na data do vencimento.Em caso de um empréstimo bancário, você fica devendo ao
banco (empréstimo a pagar). Se a dívida não for liquidada na data do vencimento, o
banco exigirá o pagamento.

Uma obrigação exigível bastante comum nas empresas é a compra de mercadorias a


prazo (exatamente o contrário de duplicatas a receber): ao comprar a prazo, a empresa
fica devendo para o fornecedor da mercadoria; por essa razão, essa dívida é conhecida
como fornecedores (ou duplicatas a pagar).

Outras obrigações: salários a pagar, impostos a pagar, financiamento, encargos sociais a


pagar etc.
2.5 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO

O patrimônio por si só não mede a efetiva riqueza de uma empresa. A empresa poderá
estar a um passo da falência ou totalmente endividada, embora os números do seu
patrimônio sejam elevados. Na verdade é necessário conhecer a riqueza liquida da
pessoa ou empresa: somam-se os bens e os direitos e, desse total, subtraem-se as
obrigações, o resultado é a riqueza líquida , ou seja, a parte que sobra do patrimônio
para a pessoa ou empresa. Ela é denominada patrimônio líquido ou situação líquida.

Face o exposto acima chegamos a "equação fundamental do patrimônio líquido":

PATRIMÔNIO LÍQUIDO = BENS + DIREITOS (-) OBRIGAÇÕES

3 - BALANÇO PATRIMONIAL (UMA INTRODUÇÃO)

Balanço Patrimonial é um relatório gerado pela contabilidade onde nós identificamos a


saúde financeira e econômica da empresa no fim do ano ou em qualquer data prefixada.

BP é dividido em duas colunas: a do lado esquerdo é denominado Ativo, a do lado


direito, Passivo. O ideal seria denominar a segunda coluna Passivo e Patrimônio
Líquido. Entretanto a Lei das SA apresenta apenas o termo passivo. Esta divisão é pura
convenção.

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo e Patrimônio Líquido

 ATIVO

É o conjunto de bens e direitos de propriedade da empresa. São os itens "positivos" do


patrimônio; trazem benefícios, proporcionam ganho para empresa.

Fazem parte do ativo: estoque, máquinas, prédio, gado, duplicatas a receber, título a
receber etc.

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo e Patrimônio Líquido

Bens ?

 estoque

 máquinas

Direitos
 títulos a receber

 duplicatas a receber

 PASSIVO

Significa as obrigações exigíveis da empresa, ou seja, as dívidas que serão cobradas,


reclamadas a partir da data do seu vencimento. É denominado também passivo exigível,
dívidas com terceiros, recursos de terceiros, ou capital de terceiros. O passivo exigível
evidencia o endividamento da empresa; o seu crescimento de forma desmedida pode
levar a empresa à concordata ou até falência.

Fazem parte do passivo: fornecedores, funcionários etc.

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo e Patrimônio Líquido

Bens Passivo exigível

 estoque  Impostor a pagar

 máquinas  Fornecedores

Direitos Patrimônio Liquido

 títulos a receber ?

 duplicatas a receber

 PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Representa o total das aplicações dos proprietários na empresa.

Toda empresa necessita de uma quantia inicial de recursos (normalmente dinheiro) para
efetuar suas primeiras aquisições, seus primeiros pagamentos etc. Os proprietários,
então, concedem suas poupanças com o objetivo de proporcionar à empresa os meios
necessários ao início do negócio. Essa quantia inicial concedida pelos proprietários
denomina-se, contábilmente, capital social , que poderá ser aumentado a qualquer
momento.

Dessa forma, a empresa, pessoa jurídica, fica devendo (obrigação) para seus
proprietários, que, por lei, não podem exigir (para não extinguir a empresa) seu dinheiro
de volta, enquanto a empresa estiver em funcionamento (continuidade).

Por isso, o patrimônio é conhecido como obrigação não exigível ( que não se pode
reclamar, cobrar, exigir de volta. Se os proprietários quiserem retirar-se da sociedade,
devem vender sua participação no capital para outras pessoas, sem envolverem a
empresa.

Pelo fato de os proprietários não terem direito de reclamar seu dinheiro aplicado na
empresa, enquanto esta estiver em processo de continuidade, no mundo financeiro, o
patrimônio líquido é denominado de recurso próprio ou capital próprio, ou seja,
recursos que pertencem à própria empresa até a sua extinção. No encerramento da
empresa os recursos seriam devolvidos aos proprietários.

4 - DIFERENCIAÇÃO ENTRE CAPITAL E PATRIMÔNIO

De maneira geral o termo capital significa recursos. Capital próprio, portanto, denota
recursos (financeiros ou materiais) dos proprietários ( sócios ou acionistas) aplicados na
empresa. Capital de terceiros, por seu lado, significa recursos de outras pessoas (físicas
ou jurídicas) aplicados na empresa.

A importância que os proprietários investem inicialmente na empresa, cantabilmente, é


denominada capital ou capital nominal. O valor inicial do capital nominal será
modificado, normalmente aumentado com o passar do tempo.

Em caso de os sócios (ou acionistas) se comprometerem a investir na empresa certa


quantia, esse capital será denominado capital subscrito (assinado, comprometido).

Ao cumprirem o contrato firmado, fornecendo dinheiro ou outros bens à empresa, os


proprietários integralizam capital (realização do capital). Capital a integralizar é,
portanto, a parte do capital comprometido (subscrito) ainda não realizada.

4.1 - ORIGENS x APLICAÇÕES

Todos os recursos que entram numa empresa passam pelo passivo e patrimônio líquido.
Os recursos (financeiros ou materiais) são originados dos proprietários (PL),
fornecedores, governo, bancos, financeiras etc. que representam origens de recursos.
Através do passivo e do patrimônio líquido, portanto, identificam-se as origens de
recursos.

O ativo, por sua vez, evidencia, todas as aplicações de recursos: aplicação no caixa, em
estoque, em máquinas, em imóveis etc.

A empresa, na verdade, só pode aplicar (ativo) aquilo que tem origem (passivo e PL).
Evidentemente, havendo origem de $ 2.96 milhões , a aplicação deve ser de R$ 2.96
milhões. Dessa forma, fica bastante simples entender por que o Ativo será sempre igual
ao Passivo + PL.

Balanço Patrimonial

Ativo (aplicações) P e PL (origens)

Aplicações De terceiros e

próprio
Se o total do Passivo + Patrimônio Líquido for R$ 10.000, qual o total do ativo? O total
é de R$ 10.000, só pode aplicar a quantia de R$ 10.000, nem um centavo a mais, nem
um centavo a menos.

4.2 - PRINCIPAL ORIGEM DE RECURSOS

Sem dúvida nenhuma, a principal origem de recurso para as empresa é o lucro obtido no
negócio.

O lucro é a remuneração ao capital investido na empresa pelos proprietários. O lucro é


sobra líquida à disposição dos proprietários da empresa que darão as várias destinações
ao mesmo.

5 - REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS ESTADOS PATRIMONIAIS

Sendo o Patrimônio Líquido (PL) a diferença algébrica entre o Ativo (A) e o Passivo
(P), não tem sentido falarmos em Ativo ou Passivo negativos. Nestas condições, os
elemento patrimoniais poderão assumir somente os seguintes valores:

A ≥ 0 P ≥ 0 PL ≥ ou < 0

Com base na equação do Balanço (A-P =PL), em determinado momento, o Patrimônio


poderá se apresentar nos seguintes estados:

1º) A>P⇒ PL>0, portanto: A= P+PL (existe riqueza própria)

2º) A=P⇒ PL=0, portanto: A=P (inexistente riqueza própria)

3º) A<P⇒ PL<0, portanto: A+PL=P (existe passivo a descoberto)

4º) A>P e P=0⇒ PL>0, portanto: A=PL (inexiste dívidas)

5º) A<P e A=0⇒ PL<0, portanto: PL=P (só existe dívidas)

Os estados 3 e 5 raramente ocorrem, principalmente o último, pois a empresa não tem


mais condições de sobrevivência.

6 - FORMAÇÃO DO PATRIMÔNIO E SUAS VARIAÇÕES

Vamos acompanhar a formação do Patrimônio de uma empresa comercial prestadora de


serviços e alguns exemplos de sua movimentação, representando, a cada acontecimento,
a Situação Patrimonial respectiva.

a) SUBSCRIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Diversas pessoas resolvem fundar uma sociedade anônima, denominada Garrincha S/A,
com o capital subscrito e integralizado em dinheiro de $ 4.000,00:
GARRINCHA S/A. - BALANÇO PATRIMONIAL EM 20/01/X1

ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Caixa 4.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO

TOTAL 4.000 Capital 4.000

TOTAL 4.000

b) AQUISIÇÃO DE EDIFÍCIO

A empresa adquiriu em 05/02/X1, mediante pagamento à vista, um edifício de pela


importância de $ 1.200,00:

GARRINCHA S/A. - BALANÇO PATRIMONIAL EM 05/02/X1

ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Caixa 2.800 PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Imóveis 1200 Capital 4.000

TOTAL 4.000 TOTAL 4.000

c) COMPRA DE MATERIAIS

Para iniciar suas atividades mercantis, a empresa comprou no dia 13/02 materiais
eletrônicos no valor de $ 2.000,00 à prazo:

GARRINCHA S/A. - BALANÇO PATRIMONIAL EM 13/02/X1

ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Caixa 2.800 PASSIVO

Imóveis 1200 Contas a Pagar 2.000

Materiais 2.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Capital 4.000

TOTAL 6.000 TOTAL 6.000


d) COMPRA DE VEÍCULOS

A empresa comprou em 20/02/X1 veículos para uso, pagando à vista $ 200:

GARRINCHA S/A. - BALANÇO PATRIMONIAL EM 20/02/X1

ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Caixa 2.600 PASSIVO

Imóveis 1200 Contas a Pagar 2.000

Materiais 2.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Veículos 200 Capital 4.000

TOTAL 6.000 TOTAL 6.000

e) VENDA DE PARTE DO EDIFÍCIO

Foi vendido em 28/02/X1um pavimento do edifício por $ 600,00, representado por uma
nota promissória emitida pelo comprador:

GARRINCHA S/A. - BALANÇO PATRIMONIAL EM 28/02/X1

ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Caixa 2.600 PASSIVO

Imóveis 600 Contas a Pagar 2.000

Materiais 2.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Veículos 200 Capital 4.000

Títulos a Receber 600

TOTAL 6.000 TOTAL 6.000


f) PAGAMENTO DE UMA OBRIGAÇÃO

Em 05/03/X1 foi pago $ 1.300 correspondente à parte da dívida da aquisição de


materiais eletrônicos:

GARRINCHA S/A. - BALANÇO PATRIMONIAL EM 05/03X1

ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Caixa 1.300 PASSIVO

Imóveis 600 Contas a Pagar 700

Materiais 2.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Veículos 200 Capital 4.000

Títulos a Receber 600

TOTAL 4.700 TOTAL 4.700

g) RECEBIMENTO DE UM DIREITO

Em 10/03/X1 foram recebidos $ 400,00 referente ao pagamento parcial da venda do


pavimento do edifício:

GARRINCHA S/A. - BALANÇO PATRIMONIAL EM 10/03X1

ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Caixa 1.700 PASSIVO

Imóveis 600 Contas a Pagar 700

Materiais 2.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Veículos 200 Capital 4.000

Títulos a Receber 200

TOTAL 4.700 TOTAL 4.700


EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1) O Patrimônio é representado por:

a. Bens
b. Bens e obrigações
c. Ativo e patrimônio líquido
d. Ativo + passivo + patrimônio líquido
e. Direitos + obrigações

2) As "Aplicações" de uma Empresa fazem parte:

a. Do ativo
b. Do passivo
c. Do patrimônio líquido
d. Das obrigações
e. N.D.A.

3) (AFTN/85) Assinale a alternativa que indica situação patrimonial inconcebível:

a. Situação Líquida igual ao Ativo.


b. Situação Líquida maior que o Ativo.
c. Situação Líquida menor do que o Ativo.
d. Situação Líquida maior do que o Passivo Exigível.
e. Situação Líquida menor do que o Passivo Exigível.

4) (FTE-MG/93) A representação gráfica dos estados patrimoniais que indica a existência de "Passivo a
Descoberto" é:

a. Passivo + Patrimônio Líquido = Ativo.


b. Passivo = Ativo + Patrimônio Líquido.
c. Passivo = zero e Ativo = Patrimônio Líquido.
d. Passivo = Patrimônio Líquido e Ativo = zero.
e. Passivo < ou = zero e Ativo > Patrimônio Líquido.

5) (FTE-MG/93) A empresa Cascata comprou uma máquina por R$ 350.000 em cinco prestações iguais,
sendo uma entrada no ato da compra e quatro pagamentos mensais. Após a contabilização da operação, o
patrimônio da empresa sofreu a seguinte alteração:

a. diminuiu o Ativo em R$ 70.000 e aumentou o Passivo em R$ 280.000.


b. aumentou o Ativo em R$ 280.000 e aumentou o Passivo em R$ 280.000.
c. aumentou o Ativo em R$ 280.000 e aumentou o Passivo em R$ 350.000.
d. aumentou o Ativo em R$ 350.000 e aumentou o Passivo em R$ 280.000.
e. aumentou o Ativo em R$ 350.000 e aumentou o Passivo em R$ 350.000.

RESPOSTAS:

1)d 2)a 3)b 4)b 5)b

ATOS E FATOS CONTÁBEIS


ATOS ADMINISTRATIVOS: Acontecimentos que não alteram o patrimônio de uma empresa.

FATOS CONTÁBEIS: Acontecimentos que provocam alterações qualitativas e /ou quantitativas no


patrimônio da empresa.

FATOS CONTÁBEIS

PERMUTATIVOS MODIFICATIVOS MISTOS


Provocam
alterações Provocam alterações quantitativas Provocam alterações qualitativas e
qualitativas quantitativas

Representam DIMINUTIVOS AUMENTATIVOS DIMINUTIVOS AUMENTATIVOS


permutações entre
os elementos Reduzem o Aumentam o valor Reduzem o Aumentam o valor
patrimoniais valor do PL do PL valor do PL do PL

Compras à vista Pagamento de Recebimento de Recebimento de Recebimento de


despesas receitas duplicata com duplicata com juros
Compras à desconto
prazo Apropriação de Prescrição de Pagamento de
salários dívida Pagamento de duplicata com
Pagamento de duplicata com desconto
duplicatas juros
Reforma de dívida
Retenção do IR Reforma de com desconto
dos empregados dívida com juros
Emissão de
Aumento do CS Emissão de debêndures acima
com uso de debêndures do par (com ágio)
reservas de abaixo do par
capital (com deságio)

Exemplos:

• A retenção do IR dos empregados gera uma saída de valor dos salários a pagar e entrada de valor no
Ativo como IR a recolher.
• O pagamento de uma despesa sempre gera um fato modificativo diminutivo. Se o pagamento for
efetuado no mesmo período da ocorrência da despesa – PL / - A. Se o pagamento não for efetuado
(apropriação de salários) ou seja, for feito com atraso, ocorrerá uma obrigação de pagar o aluguel e
uma despesa com apropriação do mesmo – PL / + P. No mês seguinte, com o pagamento, gera um
fato permutativo – P / - A, pois a saída da obrigação é simultânea a saída de dinheiro = pagamento
de duplicatas.
• Reforma de dívida = sai antiga dívida e entra uma nova (maior ou menor).
• Emissão de debêndures abaixo do par = despesa de deságio / acima do par = reserva de capital.
• Fatos que NÃO alteram o valor do Ativo: Permutativos - +A/-A, +P/-P e +PL/-PL
• Apropriação = Ocorrência do FG = Obrigação. Ocorre uma despesa e entra uma obrigação.
• Modificativos - -P/+PL e –PL/+P
ESCRITURAÇÃO
De forma geral, envolve os registros de todos os acontecimentos relacionados com a gestão da entidade,
inclusive os não relacionados com modificações qualitativas / quantitativas. De forma específica, visa os
registros dos fatos contábeis.

MÉTODOS

MÉTODO DAS PARTIDAS SIMPLES: Para o registro de uma fato contábil, apenas um elemento
patrimonial é utilizado (Escrituração do Livro Caixa, visando apenas ao controle de dinheiro).

MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS: o registro de cada fato envolve, pelo menos, um elemento
que será creditado e outro que será debitado, ou seja, para todo débito há um crédito e vice-versa.
Permite o controle de todos os elementos patrimoniais e de resultado envolvidos em cada fato.

SISTEMAS

MANUAL

MAQUINIZADO

MECANIZADO

INFORMATIZADO

LIVROS DE ESCRITURAÇÃO

LIVROS FISCAIS

LIVROS SOCIAIS

LIVROS TRABALHISTAS

LIVROS CONTÁBEIS

LIVROS CONTÁBEIS

São os que realmente interessam a contabilidade.

DIÁRIO e RAZÃO (Principais)

CAIXA (movimentação de $) e CONTAS-CORRENTES (Clientes, Fornecedores e Bancos)


(Auxiliares)
Conta Sintéticas: Não pode ser decomposta em subcontas e Contas Analíticas: Fornecedores – Fornecedor A,
Fornecedor B.
Escrituração Contábil: Teoria das Contas | Débito,
Crédito e Saldo

1.3 TEORIA DAS CONTAS

1.3.1 Teoria Personalista

Nesta teoria cada conta assume o papel de uma PESSOA no seu relacionamento com a
empresa ou entidade. Assim, Caixa, Bancos, Duplicatas a Receber, Fornecedores,
Capital, Receitas e Despesas, representam pessoas com as quais a entidade mantém
relacionamento de débito e crédito.
Assim, podemos concluir que as obrigações (PE) e o Patrimônio Líquido (PL) são
pessoas credoras (representam aquelas pessoas que têm a receber da sociedade),
enquanto que os bens e direitos são pessoas devedoras em relação à sociedade.

Classificação – nesta teoria as contas podem ser:

Agentes Consignatórios – valores materiais e imateriais (são os bens da sociedade)


Agentes Correspondentes – representam os direitos e obrigações
Proprietário – são as contas do PL e suas variações inclusive receitas e despesas.

1.3.2 Teoria Patrimonialista


Esta teoria entende que o patrimônio é o objeto a ser administrado; desta forma, esta
teoria separa as contas que representam a situação estática (patrimônio ou A = PE + PL)
das contas que representam a dinâmica da situação (receitas e despesas):

Contas Patrimoniais – representam a situação estática, ou seja, o Patrimônio (os


elementos ativos e passivos), que são os bens, direitos, obrigações com terceiros (PE) e
o Patrimônio Líquido (PL).

Contas de Resultado – representam a situação dinâmica, as variações patrimoniais, ou


seja, as contas que alteram o Patrimônio Líquido (PL), receitas e despesas e
demonstram o resultado do exercício.

1.4 DÉBITO, CRÉDITO E SALDO

Débito de uma conta – situação de dívida de responsabilidade da conta. As contas que


representam: bens, direitos, despesas e custos têm saldo devedor.
Crédito de uma conta – situação de direito de haver da conta. As contas que
representam: obrigações (PE), Patrimônio Líquido (PL) e receitas, têm saldo credor.

Saldo de uma conta - representa a diferença entre o valor do débito e do crédito. Os


saldo podem ser: devedor, credor ou nulo.

a. Devedor - quando o valor do débito for superior ao do crédito (D > C);


b. Credor - quando o valor do crédito for superior ao do débito (D < C);
c. Nulo - quando o valor do débito for igual ao do crédito (D = C).

Contas contábeis

As Contas Contábeis são a essência da Contabilidade, que já foi chamada de "Ciência


das Contas". Sem as contas, preferencialmente organizadas na forma cartesiana ou
racional (vide análise contábil) e escrituradas pelo método das partidas dobradas (vide
Escrituração), os sistemas de informação que se utilizam de dados empresariais devem
ser denominados de Gerenciais ou Administrativos - e não Contábeis (ver Sistema de
Informação Contábil).

As contas contábeis devem ser expressas com títulos em conformidade com os atos e
fatos administrativos provocados, e figurar num Plano de Contas de acordo com as suas
características, similaridades ou eventos econômicos produzidos. Uma conta deve
representar facilmente a operação realizada por uma entidade.

História
Antes das inovações introduzidas nos estudos científicos pelos mestres italianos do
século XIX (Cerboni, Besta, Villa etc.), a escola dominante era a francesa, cujas teorias
da época foram chamadas de corrente contábil do contismo (vide contabilidade). A mais
popular teoria de contas, chamada de "teoria das cinco contas" dominou a contabilidade
prática durante quase dois séculos. Foi criada por Edmond Degrange (pai) no século
XVIII, que também introduziu o livro Diário-Razão, o qual teve grande aceitação nos
Estados Unidos, a ponto de ser mais conhecido como Diário Americano. Ao contismo
se sucederia ainda o Neocontismo.

Com as mudanças verificadas na contabilidade aplicada em direção as diversas formas


de "gestão contábil", as teorias de contas deixaram de ser desenvolvidas no século XX.
No Brasil não é raro usar-se nos textos acadêmicos da matéria a expressão "Elementos
patrimoniais", em substituição à contas. Todavia, ao final desse século, com a
introdução dos sistemas informatizados que integram as bases de dados administrativas
com as contábeis (sistemas ERP, no jargão da Tecnologia da Informação), as contas
voltaram ao centro das discussões no meio contábil. Isto porque são elas os elementos
de introdução de dados aos sistemas nesse formato; e também se constituem nos
vínculos entre os diversos dados....
Classificação
Como uma contribuição para a sistematização desse novo desenvolvimento na
contabilidade prática, sugerimos que as contas passem a ser organizadas inicialmente
nos seguintes grupos:

Contas patrimoniais e de resultado - registrem os elementos patrimoniais na forma


exigida nas leis brasileiras das SAs e do Código Civil.

Contas de Análise e Controle - registrem os diversos fatos e atos adicionais de interesse


de um sistema contábil. O exemplo mais comum são as contas de compensação.

Mas podem ser incluidas as contas auxiliares (centro de custo, contas de abertura e
encerramento) e as contas transitórias (despesas pré operacionais).

Outras classificações de interesse

• Para fins de análise contábil: contas analíticas e contas sintéticas (ver


Classificação facetada);
• Para fins de vínculos entre si: conta principal e conta acessória (clientes e
provisão para devedores duvidosos, por exemplo);
• Para fins de gestão contábil: contas de funcionamento (representativa de
inventários tais como caixa, títulos, bens do imobilizado) e contas de gestão
(receitas, custos, despesas, lucros a distribuir, reservas, depreciação). Ressalve-
se que na Gestão pública, devem ser incluídas como "de gestão" as contas
representativas das Dívidas (flutuante e permanente).

Plano de Contas
Dentro de uma visão abrangente, as contas fazem parte de um sistema contábil cujos
objetivos do ponto de vista da Estrutura de uma Entidade Contábil tanto podem ser
internos quanto externos, o que o torna de grande complexidade.

O primeiro passo para que as contas tenham como atender a maioria desses objetivos, é
a de organizá-las em um Plano de Contas (Também conhecido como Quadro de Contas
ou Estrutura de Contas). Antes do advento dos sistemas contábeis informatizados do
tipo ERP, na qual se mesclam objetivos contábeis com administrativos, os Planos de
contas eram elaborados para se possibilitar uma eficiente análise de contas, ou seja,
utilizava-se o método cartesiano e racional da seguinte maneira:

As contas analíticas dividiam-se em contas analíticas propriamente ditas (subníveis de


modalidade, elemento e item por exemplo) e contas de correntistas ou correspondentes
(chamadas algumas vezes de contas-correntes);

As contas sintéticas agrupavam-se em diferentes níveis, tais como: Grandes Grupos de


Contas, Grupo de Contas, Subgrupo de contas etc.

Tendo em vista a estrutura desenvolvida pela lei societária brasileira, um Plano de


contas analítico poderia ter a seguinte estrutura de 1º nivel:
• Código 1 - Ativo
• Código 2 - Passivo
• Código 3 - Patrimônio Líquido
• Código 4 - Receitas
• Código 5 - Custos
• Código 6 - Despesas e Outros Resultados
• Código 7 - Despesas pré-operacionais
• Código 8 - Contas de filiais
• Código 9 - Outras contas de controle e análise

A partir dessa codificação inicial (que pode variar de acordo com a entidade. Por
exemplo, se a Entidade não for do tipo industrial, pode-se mudar o código 5 para
Despesas e o Código 6 para Outros Resultados), citamos como exemplo o código de
uma conta patrimonial:

Conta 1211-0001, sendo que:

• Código 1 - Ativo
• Código 12 - Ativo Circulante
• Código 121 - Clientes
• Código 1211 - Duplicata
• Código Extensão 0001 - (nome do cliente).

Exemplo de uma conta de resultados:

6111.0003:

• Código 6 - Despesas e Outros Resultados


• Código 61 - Despesas Administrativas
• Código 611 - Despesas de Pessoal
• Código 6111 - Salários e remunerações
• Código Extensão 0003 - Horas extras

Com a adoção da escrituração digital para os livros comerciais no Brasil a partir de


2008-2009 (SPED), foi elaborado um Plano de Contas Referencial que consiste no
sistema De/Para, ou seja, a empresa deverá cadastrar o seu plano de contas próprio e ao
mesmo tempo indicar quais as contas correspondentes no Plano de Contas Referencial.
Com esses dados, pretende-se que a DIPJ - Declaração do Imposto de Renda Anual e o
LALUR - Livro de Apuração do Lucro Real, passem a ser extraídos automaticamente
pelo sistema.

PROVISÕES

Conceito
Provisões representam estimativas de perda de ativos ou de obrigações para com
terceiros. Esses eventos, embora já tenham seu fato gerador contábil ocorrido, não
podem ser medidos com exatidão e têm portanto caráter estimativo.
Classificação
As provisões podem ser classificadas em dois grupos a saber:

Provisões Retificadoras do Ativo

Aparecem no ativo de forma subtrativa, reduzindo o valor contábil do bem ou direito


sob o qual se provisionaram custos ou despesas.

Provisões Passivas

São classificadas no passivo exigível indicando obrigações.

Quanto ao Aspecto Fiscal


As provisões podem ser:

Dedutíveis
São aquelas que a legislação do Imposto de Renda permite a sua dedutibilidade quando
da determinação do lucro real.

Indedutíveis
São aquelas que a legislação do Imposto de Renda não permite a sua dedutibilidade
quando da determinação do lucro real.

Elenco de Provisões
Provisões Retificadoras do Ativo

a) Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa (dedutível até 31/12/96);


b) Provisão para Ajuste de Bens e Direitos ao Valor de Mercado (dedutível até
31/12/95);
c) Provisão para Perdas Prováveis na Alienação de Investimentos (dedutível até
31/12/95).

Provisões Passivas

a) Provisão p/ Férias (dedutível);


b) Provisão p/ 13º Salário (dedutível);
c) Provisão p/ Gratificação a Empregados (dedutível até 31/12/95);
d) Provisão p/ Licença Prêmio (dedutível até 31/12/95);
e) Provisão p/ Gratificação a Administradores;
f) Provisão p/ Riscos Fiscais ou Eventuais;
g) Provisão p/ Contingências;
h) Provisão p/ Resgate de Partes Beneficiárias
Contabilização
Como regra geral as provisões têm como débitos elementos de despesas e, como
contrapartida, créditos em conta patrimoniais que, como vimos podem ser contas
redutoras de ativo ou contas de passivo exigível. Exemplo: Despesas Provisionadas a
Provisões (ativas/passivos)

As provisões, estimadas ou não, correspondem a despesas e prováveis perdas (no Ativo)


pertinentes a determinado período-base em que incorrerem, no qual serão
contabilizadas, que serão pagas ou apuradas no próprio período-base ou no(s)
período(s)-base subseqüente(s).

Contabilmente, temos:

a) provisões estimativas de perdas no Ativo:

a.1) provisão para perdas prováveis na realização de investimentos;

a.2) provisão para ajuste do custo dos bens do Ativo ao valor de mercado;

b) provisões para exigibilidades:

b.1) provisão para gratificações a empregados;

b.2) provisão para férias e encargos;

b.3) provisão para 13º salário e encargos;

b.4) provisão para contingências;

b.5) provisão para Imposto de Renda etc.

Como se observa, a terminologia “provisão” é freqüentemente utilizada, na prática, para


o reconhecimento de autênticas despesas incorridas (por exemplo: provisão para férias e
provisão para 13º salário, entre outras).

Contudo, para fins fiscais, há restrições quanto à sua dedutibilidade. Atualmente, é


admitida a dedução apenas da provisão para férias e encargos e da provisão para 13º
salário e encargos, além das provisões técnicas das companhias de seguro e de
capitalização e das entidades de previdência privada, cuja constituição é exigida pela
legislação especial a elas aplicável (arts. 335 a 338 do RIR/1999).

MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS


Em contabilidade, o Método das Partidas Dobradas, ou Método Veneziano ("el
modo de Vinegia") descrito pela primeira vez por Luca Pacioli no livro "Summa de
Arithmetica, Geometria proportioni et propornaliti" em 1494, é o sistema padrão usado
em empresas e outras organizações para registrar transações financeiras. Sua premissa é
de que a condição financeira e os resultados das operações de uma empresa ou
organização são melhores representadas por diversas variáveis, chamadas contas, em
que cada uma reflete um aspecto em particular do negócio como um valor monetário.
Cada transação financeira é registrada na forma de entradas em pelo menos duas contas,
nas quais o total de débitos deve ser igual ao total de créditos.

Transação financeira é a forma mais rápida de se pagar boletos, transferir dinheiro entre
outros, mas não é totalmente seguro. Há de se considerar que uma entidade é uma
personalidade jurídica sem existência física, apesar de possuir uma sede (uma
personalidade física também possui um endereço, mas sem esse endereço ela ainda é
uma pessoa física, mas a entidade sem a sede, é apenas um nome). Essa personalidade
jurídica tem personalidades físicas como proprietárias, que responderão por ela. Todo o
seu patrimônio pertence a seus proprietários ou a terceiros (também personalidades
físicas, proprietárias ou não de outras empresas credoras).

Assim, toda transação que ela faz está apenas alterando o seu patrimônio, ou seja, "algo
vai, outro algo vem em seu lugar". Uma compra de um bem à vista, por exemplo, esse
"haver" chegou à empresa e está representado por uma conta contábil, que será dada
entrada no patrimônio por um valor. Concomitantemente, outra conta contábil será
igualmente movimentada, a que representa os numerários que se foram (um "dever"), o
"Caixa".

Mesmo que a compra seja a prazo, essa outra conta (Caixa) será substituída por uma
que representa uma obrigação futura, outra conta contábil de "dever" chamada "Contas
a Pagar".

Vê-se que a partida dobrada representa um registro, patrimonial ou de resultado do


período, que representa "algo que vai, simultaneamente a outro algo que vem", portanto,
são lançamentos de débito e crédito, ou de haver e dever de igual valor.

Quanto ao débito e crédito, a razão é muito simples. Como o patrimônio da entidade


(Ativo) pertence às pessoas físicas (dos próprios donos ou de terceiros), representados
pelos Patrimônio Líquido e Passivo, respectivamente (vide Balanço Patrimonial), os
Ativos passam a ser devedores para com estes proprietários, que são os credores desse
patrimônio.

Considerando que o Ativo é "devedor", qualquer acréscimo de valor nas suas contas
representará um "débito", e qualquer decréscimo de valor, um "crédito". Ao mesmo
tempo, qualquer acréscimo de valor numa conta do Passivo ou do Patrimônio Líquido,
será levado a "crédito", e a "débito", se decrescer esse valor.

Quanto às contas de Resultado, as Receitas serão "credoras" do patrimônio, e as


Despesas, "devedoras" do patrimônio.

História
A idéia do método desenvolveu-se quando se criou a conta Capital (em dialeto vêneto,
Cavedal). A primeira transação financeira da entidade, qual seja, a colocação de
dinheiro nas contas da mesma pelos sócios, se escritura assim:

• Débito: Conta Caixa (Ativo)';


• Crédito: Conta Capital (Patrimônio Líquido ou Passivo não Exigível).

Por essa simples notação algébrica (CAIXA=CAPITAL), registra-se toda a gama de


informações financeiras envolvidas na operação: sabe-se o dinheiro que a Entidade
poderá investir em seus negócios, sem que se esqueça da obrigação assumida: se
encerrar as atividades, ou determinado sócio deixar o empreendimento, a quantia que
ele entregou deverá ser formalmente devolvida pela Entidade para as contas do mesmo.
[carece de fontes?]

Historicamente, as entradas de débito são registradas no lado esquerdo e as entradas de


crédito no lado direito do razão. Em um modelo esquemático conhecido no Brasil como
"razonete", as contas são chamadas de contas T devido a sua semelhança com a letra T
quando a mesma está vazia, conforme se observa pelo seguinte diagrama:

Débito Crédito

No Brasil, o método das partidas dobradas, foi definido como obrigatório para os
gestores públicos. Consta no art. 86 da Lei 4.320 de 1964[1] que "A escrituração sintética
das operações financeiras e patrimoniais efetuar-se-ão pelo método das partidas
dobradas".

Resumo
Cada transação normalmente consiste em 2 entradas, mas podem existir 3 ou mais
entradas ao se contabilizarem as taxas, por exemplo. Como é mais comum uma
transação conter somente 2 entradas, sendo uma entrada de crédito em uma conta e uma
entrada de débito em outra conta, daí a origem do nome "dobrado".

No I Congresso Brasileiro de Contabilidade[2] realizado em 1924, foram aprovadas


quatro fórmulas de escrituração baseadas no método das partidas dobradas:

• 1ª fórmula: um débito para cada crédito


• 2ª fórmula: um débito e vários créditos
• 3ª fórmula: vários débitos e um crédito
• 4ª fórmula: vários débitos e vários créditos
Considerando-se que é um fator primordial de controle do método das partidas dobradas
o destaque sempre da "contra-partida" na escrituração dos lançamentos contábeis, a 4ª
fórmula deve ter uso restrito, só sendo indicada quando não houver possibilidade de se
obscurecer essa informação, ou seja, para cada lançamento em uma determinada conta,
deve-se indicar com clareza e precisão a contra-partida ou contra-conta correspondente.

Livros contábeis[3]
Nos livros contábeis são registrados os fatos contábeis. Os mais conhecidos são:

• Diário
• Razão (contabilidade)
• Caixa
• Contas correntes

Livro Diário

O Livro Diário é:

• Obrigatório, pois é regido por lei (No Brasil, pelo Novo Código Civil);
• Principal, pois registra todos os fatos contábeis;
• Cronológico, pois os fatos contábeis são escriturados em ordem cronológica
(dia, mês e ano).

O lançamento, no diário, é o registro do fato contábil ocorrido e possui os seguintes


elementos essenciais:

• Local e data;
• Conta(s) debitada(s);
• Conta(s) creditada(s);
• Histórico;
• Valor.

Formalidades de Livro Diário

O Diário não é só um livro, mas também um documento. Por esta razão, deve observar
as formalidades impostas pela legislação pertinente. Tais formalidades podem se referir
ao livro antes de ser escriturado (formalidades extrínsecas), ou se referir ao próprio
conteúdo da escrituração (formalidades intrínsecas).

• Formalidades Extrínsecas
o livro Diário deve ser encardenado;
o As folhas devem ser numeradas;
o O livro Diário deve ser autenticado na Junta Comercial do Estado (no
caso de empresas mercantis) ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas
(no caso de empresas civis);
o No livro Diário deve haver termo de abertura e termo de encerramento.
• Formalidades Intrínsecas
o A escrituração no Diário deve seguir uma ordem cronológica (dia, mês e
ano);
o Na escrituração do Diário, não deve haver rasuras, borrões, sinais, linhas
em branco, entrelinhas, folhas em branco, etc.;
o A escrituração deve ser feita em língua e moeda nacionais.

Livro Razão

O livro Razão é:

• facultativo pela legislação comercial (Código Comercial) e obrigatório pela


Legislação Fiscal (Regulamento do Imposto de Renda), somente para as
entidades obrigadas a declarar Imposto de Renda com base no Lucro Real;
• Principal, pois, tal como o Diário, registra todos os fatos contábeis;
• Sistemático, pois os fatos são registrados por espécie (por tipo de conta) e não
por ordem cronológica. Em outras palavras o Livro Razão é um conjunto de
fichas, onde cada uma representa uma conta.

Livros Caixa e Contas Correntes

Ao passo que os Livros Principais (Diário e Razão) registram todos os fatos contábeis,
os Livros Auxiliares (Caixa e Contas Correntes) registram alguns fatos contábeis. No
Livro Caixa, somente são registrados os fatos que envolvam movimentação de dinheiro.
No Livro Contas Correntes, normalmente, são registrados os fatos relacionados aos
Clientes, Fornecedores e Bancos, sendo estas contas analíticas.

As contas podem ser classificadas em Sintéticas e Analíticas. Contas Sintéticas são


aquelas que não são decompostas em outras subcontas. Contas Analíticas são aquelas
que podem ser decompostas, como é o caso, por exemplo, das contas de Clientes e
Fonecedores.

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
1.9.1 Conceito

É o demonstrativo que relaciona cada conta com o respectivo saldo devedor ou credor,
de tal forma que se os lançamentos foram corretamente efetuados, de acordo com o
Método das Partidas Dobradas, o total da coluna dos saldos devedores é igual ao total
da coluna dos saldos credores.

1.9.2 Objetivo

Testar se o método das partidas dobradas foi respeitado, evidenciando as contas de


acordo com seus respectivos saldos e verificando a igualdade entre a soma dos saldos
devedores e credores.
O Balancete de Verificação é uma técnica bastante utilizada pelos responsáveis pela
contabilidade para verificar se os lançamentos contábeis realizados no período estão
corretos. Este instrumento, embora de muita utilidade, não detectará toda amplitude de
erros que possam existir nos lançamentos contábeis.

O Balancete de Verificação tem como base o método das partidas dobradas: não há
crédito sem débito correspondente. Portanto se de um lado for somado todos os débitos,
do outro a soma dos créditos tem que somar um valor igual. Desse modo é verificado se
os lançamentos a débito e a crédito foram realizados corretamente.

O Balancete de Verificação é um demonstrativo auxiliar de caráter não obrigatório, que


relaciona os saldos das contas remanescentes no diário. Imprescindível para verificar se
o método de partidas dobradas está sendo observado pela escrituração da empresa. Por
este método cada débito deverá corresponder a um crédito de mesmo valor, cabendo ao
balancete verificar se a soma dos saldos devedores é igual a soma dos saldos credores.

Este demonstrativo deve ser levantado mensalmente segundo a NBC T 2.7, unicamente
para fins operacionais, não tendo obrigatoriedade fiscal, com suas informações extraídas
dos registros contábeis mais atualizados. O grau de detalhamento do balancete de
verificação deverá estar adequado a finalidade do mesmo. Caso o demonstrativo seja
destinado a usuários externos o documento deverá ser assinado por contador habilitado
pelo conselho regional de contabilidade (CRC).

Geralmente o balancete é levantado antes do início de um novo exercício, servindo


também como suporte aos gestores para visualizar a situação da empresa diante dos
saldos mensurados, sendo um demonstrativo de fácil entendimento e de grande
relevância.Exemplo de um Balancete de Verificação

Balancete Mensal de Verificação. ABR/09


Contas Natureza Débito Crédito
Caixa AC 4800 -
Bancos AC 10200 -
Duplicatas a Receber AC 6000 -
Mercadorias AC 9400 -
Imobilizado ANC 32000 -
Fornecedores PC - 17800
Empréstimos e PC - 10100
Financiamentos PL - 28000
Capital Social PL - 6500
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
Total 62400 62400
AC = Ativo Circulante
ANC = Ativo não Circulante
PC = Passivo Circulante
PL = Patrimônio Liquido