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UFCD 0051 – Técnicas de Corte de Papel

Formatos de papel e normalização


Formatos de papel
Amate
Amate
 Amate é um tipo de papel que era fabricado na Mesoamérica pré-colombiana. Era produzido
cozendo a parte interna da casca de algumas espécies de árvores como Ficus cotinifolia e Ficus
padifolia. O material fibroso resultante era moído com uma pedra dando origem a um papel um
tanto delicado, de cor castanha clara com linhas corrugadas.

 O seu uso na Mesoamérica data provavelmente pelo menos do período pré-clássico


inicial mesoamericano, no início do primeiro milénio a.C.. A iconografia (em pedra) datada desse
período, contém representações de itens que se supõe serem papel.

 O papel amate tinha usos religiosos e seculares, e era pintado com pincel e enrolado ou
dobrado para poder ser guardado. Foi usado como um material básico por várias culturas
mesoamericanas na produção de livros dobrados em acordeão, incluindo os manuscritos maias e
astecas.
Cartolina
Cartolina

 Cartolina é um tipo de papel fabricado para diversas utilizações como


elaboração de painéis de pintura, criação de avisos e desenvolvimento
infantil em pré-escolas.

 Possui diversas cores e tamanhos, geralmente são fabricadas em


tamanho A1 ou 480mm a 500mm x 660mm, são vendidos em papelarias e
lojas do ramo. Algumas possuem texturas.
Papel couché
Papel couché
 O papel couché é um tipo de papel que foi revestido por uma mistura de materiais ou um
polímero para conferir certas qualidades ao papel, incluindo peso, brilho superficial, suavidade ou
redução da absorção de tinta.

 Vários materiais, incluindo Kaolinite, carbonato de cálcio, Bentonite e talco podem ser usados
para revestir papel para impressão de alta qualidade usada na indústria de embalagens e em
revistas.

 O giz ou argila da China está ligado ao papel com viscosificantes sintéticos, como o estireno-
butadieno látex e ligantes orgânicos naturais, como o amido. A formulação de revestimento
também pode conter aditivos químicos como dispersantes, resinas ou polietileno para dar
resistência à água e resistência húmida ao papel, ou para a proteção contra radiação
ultravioleta.
Papel couché
Principais características: Principais aplicações:

 Oferecido em baixas e altas gramaturas  Revistas


 Alto brilho  Catálogos promocionais
 Alta brancura  Rótulos de embalagens
 Alta opacidade  Cartões de visita
 Bom para trabalhos com MDF  Auto-adesivos
 Setor editorial em geral
 Capas para diferentes trabalhos
 Impressões fotográficas
Lightweight coated paper
Lightweight coated paper
 Light Weight Coated paper é um papel fabricado com alta percentagem de celulose, com
revestimento fora de máquina tendo de 8 g/m² a 19 g/m² de tinta couché em cada face,
supercalandrado.

 Utilizado para revistas, tabloides, encartes e materiais promocionais que necessitam de


qualidade de impressão ideal para grandes tiragens. Por ser um papel couché de baixa gramatura,
é muito utilizado em publicações com número elevado de páginas, pois faz com que o impresso não
fique por demais volumoso. Possui ótima alvura e brilho, oferecendo excelente performance através
das impressoras.

 Gramatura variando de 45 g/m² a 70 g/m², com espessura entre 3 e 5 µm. É um substrato usado
preferencialmente em impressoras offset, mas também em rotogravura, com policromia utilizando
tintas foscas ou brilhantes.
Papel Almaço
Papel Almaço

 O papel almaço é uma espécie de papel que equivale a duas folhas


de caderno sem espiral ou encadernação, unidas. Pode ter ou não margem
(uma linha vertical vermelha no lado direito e outra no lado esquerdo).

 Podem ser folhas pautadas ou não-pautadas, e também quadriculado.


Seu nome vem de uma expressão do português antigo: "papel a lo maço",
fazendo alusão a fabricação em grandes quantidades.

 É ideal para trabalhos escolares, provas e rascunhos.


Papel Crepe
Papel Crepe
 O papel crepe é um dos papéis mais leves que existe. É produzido ao ser coberto por uma
espécie de cola e posteriormente encrespado, a fim de criar suas dobras tipicamente
conhecidas.

 O papel crepe é produzido em uma máquina de papel que tem um único grande cilindro
de secagem a vapor aquecido, equipado com um exaustor de ar quente.

 A matéria-prima é a celulose. O cilindro é pulverizado com adesivos para fazer o papel


grudar, e a formação de dobras é feita por uma lâmina que realiza a raspagem do papel
seco da superfície do cilindro. A formação de dobras (crepagem) é controlada pela força
do adesivo, a geometria da lâmina, diferença de velocidade entre o cilindro e o final da
máquina de papel, e as características da polpa do mesmo.
Papel Crepe

 Papel crepe está entre os papéis mais leves, já que seu peso é normalmente inferior a 35
g/m².

 O tamanho das dobras reflete o quanto o papel encurtou durante o frisamento. O papel
normalmente encolhe de 10% a 30%. A formação dos frisos é utilizada para ajustar e aumentar
a espessura do papel, o qual tem um efeito marcado na suavidade e absorvência.

 O enrugamento pode também ser aplicado a outros tipos de papéis, como os especiais.

 O papel crepe não tem opacidade, a sua textura é rugosa.


Papel Crepe
 O papel crepe é popular por ser usado em serpentinas e outras decorações de festas.
 Acessórios podem ser feitos de papel crepom. Ele pode ser embebido em uma pequena
quantidade de água para formar corantes para cartolina branca, papéis e outros materiais.
 O papel crepe também pode ser usado para fazer flores de papel, apliques e esculturas de
papel.
 O papel crepe é um importante revestimento de vários tipos de fita, incluindo a fita crepe e
fita isolante.
 Pode ser usado no lugar de palha de milho para fazer tamales.
 Na antiga União Soviética, não tingido e não alvejado, o papel crepe era usado
amplamente como papel higiênico.
 É usado em sistemas de reparação de pequenos modelos de foguetes .
 O papel crepe é um dos principais componentes utilizados na construção do traje para
Junkanoo, o desfile de rua mais popular nas Bahamas.
Papel de arroz
Papel de Arroz

 Papel de arroz é um termo que engloba coletivamente vários materiais da


Ásia Oriental semelhantes ao papel e feitos a partir de diversas plantas.

 um material de "papel" usado frequentemente no fim do século XIX


em Guangdong, China, como um meio de suporte para pinturas
em guache vendidos a clientes Ocidentais da época. O termo foi
primeiramente usado em inglês no dicionário Chinês-Inglês de Robert
Morrison que se referiu ao uso de plantas medicinais chinesas como material
para pinturas, assim como para fazer flores artificiais e solas de sapatos.
Papel de Arroz

 Papel Xuan feito a partir de Broussonetia papyrifera: O papel tradicional


originário da China antiga e que tem sido usado durante séculos na China, Japão,
Coreia e Vietname para a escrita, arte e arquitetura.

 Vários papéis à base de polpa: Podem ser feitos a partir da cana de arroz ou
outras plantas como cânhamo e bambu.

 Lâminas de amido seco de várias espessuras e texturas: Estas lâminas de papel


comestível têm algumas propriedades de polpa de papel e pode ser feito a partir
do amido de várias plantas, mas normalmente a partir do amido da batata ou
do arroz. São conhecidos como banh trang, usados na culinária do Vietname.
Papel higiénico

 É um tipo de papel fino e absorvente, que se desmancha em contato com


a água, utilizado para uso sanitário e de higiene pessoal.
Papel-jornal
Papel-jornal

 Papel-jornal ou papel de imprensa é um tipo de papel de baixo custo


usado na produção de jornais ou outras publicações.

 O papel-jornal é obtido da mistura de madeiras, geralmente oriundas de


pedaços não aproveitados na fabricação de móveis, no entanto, uma
percentagem crescente de jornais do mundo é feita da mistura tradicional de
madeiras e fibras recicladas.
Papel kraft
Papel kraft
 Papel kraft é um tipo de papel fabricado a partir de uma mistura de fibras
de celulose curtas e longas, provenientes de polpas de madeiras macias. Esta
mistura de fibras confere a este tipo de papel características de resistência
mecânica com bom desempenho para o seu processamento em máquinas e
uma relativa maciez.
 Pode ser laminado com alumínio, recoberto com parafina ou ainda com
resinas plásticas (polímeros) a quente.
 Estas propriedades e capacidades de processamento permitem que seja
usado para produzir sacos e sacolas, envelopes para correspondência e
cartonagens diversas (como pequenas caixas, como as para produtos
de cosmética e higiene, confecções, bijuterias, etc).
 O papel do tipo kraft é matéria prima para a produção de papelão ondulado.
Papel vegetal
Papel vegetal

 Papel vegetal é um tipo de papel translúcido (possui cor leitosa e conta


com uma leve transparência) e antiaderente, muito utilizado na culinária.

 Entre outras utilidades do papel manteiga, é usado para a elaboração


de croquis de desenhos e pinturas artísticas, e antes do advento
dos softwares CAD, era utilizado para esboços de desenhos técnicos
preliminares ao projeto final, que eram elaborados em papel vegetal.
Papel mata-borrão
Papel mata-
borrão
 Papel mata-borrão é um
tipo de papel muito
absorvente. É usado para
absorver o excesso de
substâncias líquidas, tal como
tinta ou óleo da superfície do
papel de escrita ou outros
objetos. É também utilizado
como uma ferramenta de
beleza para absorver o
excesso de óleo da pele.
Papel mata-borrão

 A maior utilização do papel mata-borrão foi como absorvente de tinta,


quando se usava penas ou canetas de tinta-permanente na escrita. O papel
era usado no final da escrita de uma carta ou documento para absorver o
excesso de tinta que ainda não tinha secado ou quando sucedia um
derrame para evitar o alastramento da nódoa.

 As folhas de papel mata-borrão, tanto em folhas individuais, ou agregadas


numa peça oscilante faziam parte do típico material de escritório até ao final
dos anos setenta.
Papel-moeda
Papel-moeda
 O Papel-moeda é dinheiro ou moeda escritural oficial de um país, dessa forma
sendo emitida pela autoridade oficial - competente de uma Nação, em valor
impresso na forma de papel impresso emitido por um banco denominado como
central autorizado pelo governo e distribuído pelos demais bancos da rede oficial
de crédito nacional.

 O papel-moeda tem as mesmas finalidades que a moeda metálica e


a moeda escritural representada pelo cheque e o cartão de crédito, só que tem
a garantia do governo se a nota for autêntica, com traves de segurança e dessa
forma tem o curso forçado, segundo a Constituição e sendo seu meio de
pagamento básico e número 1, o sendo denominado na econometria como "M
1".
Papel-moeda

 A ideia do papel-moeda nasceu no dia em que um indivíduo, necessitando


de moedas correntes, entregou a outra um vale para troca de mercadorias ou
metais (ouro, prata, ferro ou cobre), depois dado nada em pagamento a um
terceiro, com direito de recebê-lo do emitente.

 Com função semelhante, circularam na Idade Média recibos de depósitos de


ouro em pó, que circulava como moeda-corrente, pois era facilmente divisível,
mas difícil de ter sua pureza garantida. Esses comprovantes chamava-se recibos
de ourives, pois eram neles que certos comerciantes confiavam, graças à sua
idoneidade e cuja assinatura garantia os valores apresentados.
Papel-moeda
 Os Bilhetes de Banco - Os comerciantes, preocupados com o cerceamento do ouro

das moedas, eram obrigados a pesar as peças e a verificar o teor de metal fino, em

operações bastante demoradas. Para evitá-las, eles passaram a guardar o dinheiro em

bancos de depósitos que surgiram na Itália e alguns outros países do século XII ao XV.

Eles recebiam um certificado de depósito, do qual constava a promessa de devolução

ao portador da quantia entregue. Esse bilhete, conversível à vista, deu início ao que

conhecemos hoje como moeda de papel ou representativa, que contava, assim, com

um lastro de metal nobre.


Papel-moeda
 Mercadores chineses começaram a usar dinheiro de papel na dinastia Tang (que se
estendeu de 618 a 907 d.C.). No Séc. XIII, o famoso navegador veneziano Marco
Polo levou a cabo sua aventura pela China. Seus registros contém as primeiras
descrições ocidentais com relação ao papel-moeda em uma forma monetária
incompreensível para os europeus daqueles tempos devido à falta de um valor
intrínseco e real: o lastro.

 Essa forma de papel-moeda se desenvolveu por si própria, inicialmente como


dinheiro de emergência e logo após como forma legal. Na Suécia, em 1661, devido à
falta e à incredulidade das moedas de baixo valor em cobre e a escassez de prata até
então correntes, foram emitidas as primeiras cédulas sem lastro na Europa
pelo Stockholms Banco.
Papel químico
Papel químico
 O papel químico, também chamado de papel carbono (ou apenas químico) é
um tipo de papel dotado num dos lados de uma camada de tinta ou pigmento
transferível, geralmente por contacto. Qualquer coisa que colida com o lado
oposto deste papel faz a tinta transferir.

 O papel químico foi muito utilizado antes da banalização das impressoras para
criar cópias de formulários e outros documentos. Ainda assim, este tipo de papel
foi largamente utilizado com as impressoras de impacto, já que, pela sua
natureza, seguiam o mesmo princípio - transferir a tinta por impacto.

 Com a diminuição dos preços das impressoras, o papel químico tende a


desaparecer.
Papel sulfite
Papel sulfite

Sulfite, também chamado de apergaminhado, Off-Set é o tipo


de papel branco comum, utilizado em impressoras e fotocopiadoras. Pode ter
várias cores e tamanhos, sendo o mais comum e conhecido o A4 (21 cm X
29,7 cm) branco. Seu nome é dado por causa da adição do sulfito de
sódio na sua fabricação.
Papel térmico
Papel térmico

 Papel térmico é um papel impregnado com uma substância química que


muda de cor quando exposto ao calor. Ele é utilizado em impressoras térmicas e
em dispositivos leves e baratos, tais como máquinas de calcular, caixas
registradoras e terminais bancários.

 O papel é impregnado com uma mistura sólida de corante e ácido, e uma


matriz apropriada. Quando a matriz é aquecida acima de seu ponto de fusão, o
corante reage com o ácido, muda para a forma colorida e esta é então
conservada quando a matriz torna a se solidificar com a suficiente rapidez.
Papel bíblia
Papel bíblia

 O papel-bíblia, também conhecido como papel-scritta (44 gr), é um papel


finíssimo, quase transparente, utilizado na impressão de livros com muitas páginas,
como a bíblia, dicionários e enciclopédias.

 Sua gramagem pode começar a partir de 25 g/m² a 45 g/m². Dessa forma, o


livro fica mais leve e mais fácil de ser transportado para todos os lugares.

 Também é utilizado na impressão de rótulos de queijos grandes (com mais de


12 kg) e abaulados. Por ser fino ele cola-se ao queijo sem formar ondulações,
ficando com uma apresentação mais bonita e atrativa.
Papelão
Papelão
 O cartão ou papelão é um tipo mais grosso e resistente de papel, geralmente utilizado na
fabricação de caixas, podendo ser liso ou enrugado. É produzido dos papéis compostos das
fibras da celulose, que são virgens ou reciclados.
 Por este motivo o papelão e seus produtos são frequentemente alvo de processos de
reciclagem, gerando toda uma indústria deste processo, desde sua coleta até sua logística e
reprocessamento na indústria de produção de papelão.
 O tipo mais comum de papelão é o papelão ondulado, composto de três camadas.
Tomando como exemplo uma caixa de papelão, teremos a camada mais externa, que tem
função de proteção e revestimento. A camada intermediária, também conhecida como
"enchimento", é a camada mais volumosa, geralmente composta de um papel grosso disposto
de forma ondulada. Finalmente, temos a camada mais interna, com função de revestimento da
mesma forma que a primeira camada, porém sendo de um material com menor espessura.
Papelão
 O papelão ondulado (também chamado de plissado) foi criado na Inglaterra em 1856 e
usado como revestimento para cartolas altas, mas não foi patenteado e usado como
material de remessa até 20 de dezembro de 1871. A patente foi emitida para Albert Jones
(inventor) Albert Jones de Nova York para papelão ondulado de um lado (face única).

 O papelão ondulado (também chamado de plissado) foi criado na Inglaterra em 1856 e


usado como revestimento para cartolas altas, mas não foi patenteado e usado como
material de remessa até 20 de dezembro de 1871. A patente foi emitida para Albert Jones
(inventor) Albert Jones de Nova York para papelão ondulado de um lado (face única).
Normalização de formatos de papel
Padrão ISO 216
 O padrão internacional para tamanho de papéis ISO 216 é baseado no padrão alemão
DIN 476. Partindo do sistema métrico, o formato-base é uma folha de papel que mede 1 m²
de área (A0). O grande trunfo é a proporção entre os lados do papel, a mesma em todos os
tamanhos do padrão, aproximadamente igual a (raiz quadrada de 2, igual a 1,4142…), que
tem a propriedade de se manter quando a folha é cortada pela metade ou dobrada.

 Sucessivos cortes definem a série A de tamanhos A1, A2, A3, A4…, cujas medidas são
arredondadas na ordem dos milímetros. Manter a mesma proporção entre diferentes
tamanhos, propriedade inexistente nos formatos tradicionais de papel, facilita a ampliação
e redução de um tamanho para o outro e a confeção de folhetos e brochuras com duas
páginas em cada folha, na qual o tamanho do papel deve ser, na série, de uma ordem
acima do tamanho da página, p.ex., folhas A3 são dobradas para fazer brochuras A4.
Padrão ISO 216
 No decorrer do século 20, o padrão foi adotado em todos os países exceto EUA e
Canadá, países que também são os únicos a ainda não adotarem inteiramente o sistema
métrico. No México, Colômbia e Filipinas, apesar do padrão ISO ter sido oficialmente
adotado, o formato US Letter é ainda de uso comum.

 As vantagens de basear o formato de papel na razão já havia sido notado em 1768


pelo cientista alemão Georg Christoph Lichtenberg (em uma carta para Johann
Beckmann). No começo do século XX, Walter Porstmann fez da idéia de Lichtenberg um
sistema de facto para diferentes tamanhos de papel, que foi introduzido como padrão DIN
476 em 1922, substituindo uma vasta variedade de outros formatos.
Padrão ISO 216
 O padrão DIN 476 espalhou-se rapidamente para outros países. Antes da deflagração
da Segunda Guerra Mundial foi adotado pelas seguintes nações:
Padrão ISO 216
 Em 1975, tantos países usavam o sistema alemão que foi estabelecido como padrão ISO,
e também como o formato de documentação oficial das Nações Unidas. Em 1977, o A4 era
o formato padrão de cartas em 88 de 148 países, e hoje apenas os EUA e o Canadá não
adotaram o sistema.

 Por terem todos a mesma proporção, o padrão ISO 216 facilita o redimensionamento de
documentos entre os seus tamanhos, prevenindo perda de imagem. Assim, uma página A4
pode ser ampliada para A3 retendo as mesmas proporções do documento original. Uma
opção comum em fotocopiadoras é a ampliação ou redução de A4 para A3 e vice-versa.
Padrão ISO 216
 A tabela seguinte apresenta uma relação de fatores entre todos os tamanhos de cada
série:
Séries B e C
Para aplicações onde a série A não oferece um tamanho adequado, o padrão também
define a série B, menos comum, na qual as medidas de cada elemento são uma média
geométrica entre dois tamanhos seguidos de elementos da séria A, o que mantém a
mesmo proporção de . Menos comum em escritórios, a série B é usada em situações
específicas, como cartazes, livros (B5, p.ex.), envelopes, cartas de baralho e documentos
padronizados, como passaportes e cartões de identificação (B7).
Séries B e C
Séries B e C
 A série C é um tamanho médio entre as duas primeiras: as medidas de cada elemento
da série são a média geométrica entre as medidas dos elementos da séria A e B de mesmo
número, p.ex., a largura e altura de uma folha C4 é a média geométrica das alturas e
larguras das folhas A4 e B4. Ou seja, a folha C4 é ligeiramente maior que uma A4 e
ligeiramente menor que uma B4. Um uso prático disso é que um envelope C4 acomoda
uma folha A4 sem dobrar, que dobrada uma vez cabe num envelope C5 e dobrada duas
vezes, num C6. O uso da série C para envelopes foi definido pela norma ISO 269, que
também especifica os tamanhos mistos C7/C6 (81 × 162 mm) e C6/C5 (114 × 229 mm), para
acomodar papéis A5 e A4 com duas dobras (um terço do tamanho).
Séries B e C
Aplicação de
medidas
normalizadas
 Os tamanhos de papel
baseiam-se em sistemas
reconhecidos oficialmente por
convenções. Atualmente há
dois principais sistemas em
vigor: o sistema internacional
ISO 216, adotado na maioria
dos países, e os formatos
adotados nos Estados Unidos e
Canadá (como o letter).
 Tamanhos de papel das
séries A, B e C, da norma ISO  A tolerância especificada pela norma é de:
216 (em milímetros):  ±1.5 mm para dimensões até 150 mm,
 ±2 mm para medidas de 150 a 600 mm, e
 ±3 mm para dimensões acima de 600 mm.
Aplicação de medidas normalizadas
 Tamanhos de papel padrão nos EUA e Canadá:

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