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SÍNTESES E SUMÁRIOS DAS EDIÇÕES

Volume I, nr. 2 (novembro 2006):


A unidade como fundamento:
Elementos de Eclesiologia
Em sua segunda publicação, esta revista direciona o seu foco à unidade, segundo o
pensamento de expoentes referenciais para este tema: Inácio de Antioquia, Cipriano de Cartago,
Optato de Milevo, Basílio de Cesaréia, Agostinho de Hipona, o próprio apóstolo Paulo. A busca da
unidade, todavia, não se encerra no passado remoto do cristianismo. Na história recente da
Igreja, encontramos homens e mulheres, como o Cardeal Vicente Scherer e Madre Maria Teresa
de São José, que deixaram um legado e um testemunho de unidade em sua doutrina e em sua
própria vida. Num mundo marcado pelo fenômeno da globalização, no qual se encontram
imbricados conceitos de internacionalidade, universalidade, holística, sem, contudo, impedir a
presença da fragmentação, desagregação e exclusão, é urgente um discurso, mas sobretudo uma
prática, capaz de superar conflitos – por vezes de repercussão desastrosa – e lançar bases muito
concretas e sólidas deste elemento fundamental da vida eclesial. Em nossos dias, a proposta da
unidade subentende a consideração da pluralidade na busca de um diálogo franco e aberto, apto
ao convívio e ao respeito das diferenças.

Sumário
EDITORIAL .......................................................................................................................................... 1

PARTE I – LECTIO PATRUM


AS CARTAS 66 E 67 DE BASÍLIO DE CESARÉIA A ATANÁSIO DE ALEXANDRIA: EM FAVOR
DA UNIDADE E DA CONCÓRDIA
Edinei da Rosa Cândido .................................................................................................................. 3

PARTE II – CLÁSSICOS DA LITERATURA CRISTÃ ANTIGA


A UNIDADE DA IGREJA EM INÁCIO DE ANTIOQUIA
Vital Coberllini..................................................................................................................................35
OPORTET ET HAERESES ESSE: LA UNIDAD Y EL PROBLEMA DE LAS DIVISIONES EN LA
IGLESIA EN TORNO A UN TEXTO PAULINO Y UNA TRADICIÓN APÓCRIFA
José Luis Narvaja, SJ .......................................................................................................................47
ASPECTOS DOUTRINÁRIOS DA UNIDADE DA IGREJA EM SÃO CIPRIANO DE CARTAGO
Sebastião Lima Duarte .................................................................................................................59
OPTATO DE MILEVO E A BUSCA DA UNIDADE DURANTE O CISMA DONATISTA
Frei José Bernardi, OFMCap .......................................................................................................89
“SIGNUM UNITATIS”: UM ASPECTO ESSENCIAL DA DOUTRINA EUCARÍSTICA DE SANTO
AGOSTINHO
Luiz Antônio Pinheiro, OSA ..................................................................................................... 111

PARTE III – PADRES E MADRES DE NOSSAS IGREJAS


A COLEGIALIDADE NA ECLESIOLOGIA PÓS-CONCILIAR SEGUNDO O PENSAMENTO DO
CARDEAL VICENTE SCHERER, ARCEBISPO DE PORTO ALEGRE
Eduardo Pretto Moesch ............................................................................................................. 133
MADRE MARIA TERESA DE SÃO JOSÉ: UM CORAÇÃO ECLESIAL (DO LUTERANISMO AO
CATOLICISMO)
Irmãs Carmelitas do Divino Coração ................................................................................... 149
O MINISTÉRIO LEIGO: A UNIDADE DE MISSÃO NA DIVERSIDADE DE SERVIÇO
Ademir Eing .................................................................................................................................... 157

PARTE IV – EFEMÉRIDES
CRÔNICAS ........................................................................................................................................ 195
NOTÍCIAS ......................................................................................................................................... 199

Volume II, nr. 3 (maio 2007):


O Episcopado na Igreja Antiga
Afinado com o momento presente da vida eclesial, este número centrou-se no Ministério
Episcopal dos primeiros séculos do cristianismo. Com efeito, das missões apostólicas, passando
por intenso desenvolvimento no III século, adentrando na Era Constantiniana no alvorecer do IV
século, rumo ao medievo que se vai aos poucos prenunciando, a Igreja apresenta, na sua galeria
episcopal, um variado rol de personagens: filósofos, burocratas, nobres e aristocratas, bem como
artesãos, camponeses, pescadores e escravos. Com incomensurável amor pela causa evangélica,
sem hesitar, por vezes, diante do risco da própria vida, eles conseguiram continuar e ampliar
sobremaneira a experiência do pequeno grupo dos Doze, tornando-se muitos à frente de muitas
comunidades. Em Antioquia (cf. At 11,26), seus membros, indiferentemente da função que
exerciam, foram identificados com o Mestre e passaram a ser chamados simplesmente de
cristãos (cristiano,i), seguidores de Cristo, título que, desde então, os tem acompanhado ao longo
de toda a sua trajetória milenar.
A ocorrência da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe traz
consigo o imperativo de refletir os caminhos da evangelização neste continente. Tal contexto
apresenta-se deveras favorável para contemplar, nos seus primórdios, com a serenidade do
distanciamento cronológico, com a consciência, porém, da realidade hodierna, a densidade do
ministério episcopal e partir em busca de respostas às fadigas e esperanças do nosso tempo.

Sumário
EDITORIAL ........................................................................................................................................... 1

PARTE I – LECTIO PATRUM


AMORIS OFFICIUM: ELEMENTOS DE UMA TEOLOGIA DO MINISTÉRIO ORDENADO EM
SANTO AGOSTINHO
Luciano Rouanet Bastos, OAR ..................................................................................................... 5
PARTE II – CLÁSSICOS DA LITERATURA CRISTÃ ANTIGA
LA FUNDAMENTACIÓN DE LA JERARQUÍA COMO ARGUMENTO JURÍDICO EN LA PRIMA
CLEMENTE
José Luis Narvaja sj.........................................................................................................................37
O EPISCOPADO E OUTROS MINISTÉRIOS NAS ORIGENS DA IGREJA (SÉC. II-III)
Dom Manoel João Francisco .......................................................................................................67
O EPISCOPADO, MINISTÉRIO DA UNIDADE EM SÃO CIPRIANO
Sebastião Lima Duarte ..................................................................................................................89
O EPISCOPADO EM GREGÓRIO NAZIANZENO, O TEÓLOGO
Edinei da Rosa Cândido ............................................................................................................. 111
A CONCEPÇÃO DE PASTOR EM GREGÓRIO MAGNO
Vital Coberllini............................................................................................................................... 157

PARTE III – PADRES E MADRES DE NOSSAS IGREJAS


HOMEM, PASTOR, PROFETA: DOM HELDER CAMARA E A “NOVA PATRÍSTICA LATINO-
AMERICANA
Luiz Carlos Luz Marques ........................................................................................................... 173
SERVA DE DEUS MADRE MARIA TERESA DE JESUS EUCARÍSTICO
Irmã Maria Domitilla de Jesus Hóstia, pmmi
Irmã Simone Santana, pmmi ................................................................................................... 187

PARTE IV – EFEMÉRIDES
KHFAS: PEDRA RARA NO AT E FUNDAMENTAL NO NOVO
José Geraldo Gouvêa ................................................................................................................... 215

Volume II, nr. 4 (novembro 2007):


Martírio: semente de vida e de fé
Nesta edição do seu quarto número, foi selecionada uma série de material refletindo sobre o
martírio. A primeira constatação feita é que desde os primeiros atritos em Jerusalém até os horrores da
última grande investida anti-cristã, no despontar do IV século, longa é a história da perseguição e do
martírio no cristianismo antigo; complexo é o seu estudo sistemático. Ampla, por sua vez, é a sua literatura:
atas, paixões, legendas, exortações. O intento é claro: sustentar a coragem dos confessores, revigorar o
espírito dos abatidos, corresponder a uma necessidade presente, preservar a memória para o futuro.
Assim, graças a essa documentação, pode-se, por vezes, reconstituir, em detalhes, todos os passos de um
processo: delação, interrogatório, prisão, tortura, julgamento, condenação, execução cruenta. Realçada, não
rivalizada, por outras fontes, a literatura martirial é o material mais precioso na reconstrução dessa época
memorável da história da Igreja.
Oferecemos ao leitor a oportunidade de apreciar parte desse material. Assim, poderá conhecer
algumas das tantas experiências que marcaram as comunidades cristãs na sua origem, envolvendo
personagens que, exatamente pelo gesto corajoso da entrega total, associaram seus nomes aos heróis
da fé. O martírio, contudo, não é uma exclusividade do passado. A situação de relativa comodidade
dos tempos atuais, em espaços de predominância cristã, não exime das conseqüências de um
compromisso responsável e corajoso diante da missão evangelizadora, seja frente às mais complexas
conjunturas sociais, econômicas e políticas ou às situações mais banais e corriqueiras da vida
quotidiana.
O cristianismo é uma religião de mártires, o Brasil é um país de mártires, a América Latina
também o é. A maior prova dessa realidade é a ocorrência de tantos testemunhos reconhecidos,
bem como a veneração de tantas testemunhas em perspectiva de maior reconhecimento,
reforçando sempre mais a convicção de que, no passado e no presente, o martírio é semente de
vida e de fé.

Sumário
EDITORIAL ........................................................................................................................................... 1

PARTE I – LECTIO PATRUM


O DIÁRIO DE PERPÉTUA, MÃE E MÁRTIR (PARA UMA TIPOLOGIA DO MARTÍRIO
FEMININO)
Edinei da Rosa Cândido .................................................................................................................. 7

PARTE II – CLÁSSICOS DA LITERATURA CRISTÃ ANTIGA


ESTÊVÃO, O PROTOMÁRTIR
Ney Brasil Pereira ...........................................................................................................................39
SER CRISTÃO DE VERDADE! UM ESTUDO DA CARTA DE INÁCIO DE ANTIOQUIA AOS
ROMANOS
Frei José Bernardi, Ofmcap .........................................................................................................47
O MARTÍRIO EM TERTULIANO
Vital Corbellini..................................................................................................................................55
CIPRIANO E AS CONSEQÜÊNCIAS DAS PERSEGUIÇÕES NA IGREJA DE CARTAGO
Sebastião Lima Duarte ..................................................................................................................65
MÁRTIRES Y CONFESORES EN EL ACERCA DE LA MUERTE DE LOS PERSEGUIDORES DE
LACTANCIO
José Luis Narvaja sj.........................................................................................................................83
UMA PERSEGUIÇÃO EXTEMPORÂNEA CONTRA OS «GALILEUS»? JULIANO, O APÓSTATA,
E A RESTAURAÇÃO DO PAGANISMO: REVISITANDO AS INVECTIVAS NAZIANZÊNICAS
Edinei da Rosa Cândido ............................................................................................................. 111
MARTÍRIO E VIDA MONACAL
Ulysses Roberto Lio Trópia ..................................................................................................... 129

PARTE III – PADRES E MADRES DE NOSSAS IGREJAS


MEMÓRIA DO MARTÍRIO DE ALBERTINA BERKENBROCK
Agenor Brighenti .......................................................................................................................... 161
A RADICALIDADE DO AMOR-DOAÇÃO: MARTÍRIO DA IRMÃ LINDALVA JUSTO DE
OLIVEIRA, F. C.
Vinícius Augusto R. Teixeira, C.M.......................................................................................... 173
O CAMINHO CONTINUA...
Erwin Kräutler .............................................................................................................................. 185

PARTE IV – EFEMÉRIDES
PENITÊNCIA, VIRGINDADE E EXPERIÊNCIA DE MARTÍRIO: A PERSPECTIVA BARROCA
DO PADRE ANTÓNIO VIEIRA – PENITÊNCIA E ORAÇÃO COMO CAMINHOS DE
PERFECTIBILIDADE – MODELOS FEMININOS DE ARREPENDIMENTO
José Eduardo Franco e Isabel Morán Cabanas ................................................................ 197
CRÔNICAS ........................................................................................................................................ 211
NOTÍCIAS ......................................................................................................................................... 218

Volume II, nr. 5 (maio 2008):


Proposta para uma Patrologia local: Personalidades
da História da Igreja de Santa Catarina
A ocorrência da celebração dos cem anos de criação da Diocese de Florianópolis, ontem
abrangendo todo o território catarinense, hoje Arquidiocese, Igreja-Mãe de outras nove dioceses
surgidas no decorrer de um século (Joinville, Lages, Tubarão, Chapecó, Rio do Sul, Caçador,
Joaçaba, Criciúma, Blumenau), oportuniza a viabilização da mais ousada proposta deste
periódico: “a Patrologia local”. O pequeno espaço presente em todos os números desta
publicação, com o título de “Padres e Madres de nossas Igrejas”, ora amplia-se, transformando-se
num único tomo, inteiramente voltado a essa proposta inovadora. Naturalmente, o interesse e
atenção pelos clássicos da Literatura Cristã Antiga permanecem em primeiro plano, como objeto
das Ciências Patrísticas, como carisma desta revista. Contudo, a sensibilidade às experiências
ambientadas em nossas realidades quer também encontrar seu espaço e legitimidade.
Como resultado desse intuito, é colocada ao alcance do leitor uma variada gama de
personalidades que, de um modo ou de outro, marcaram presença na história religiosa deste
Estado. Se a Igreja comemora cem anos de presença diocesana, bem mais longe, entrementes, vai
o alcance da atuação cristã nesta terra catarinense, que, já no início do século XVI, conheceu suas
primeiras campanhas evangelizadoras, na conhecida dialética da missão e da colonização.
Desde então, as sementes do Verbo têm sido constante e abundantemente lançadas neste
chão que traz por nome uma cristã do IV século: Santa Catarina de Alexandria. Sob sua égide de
mulher, discípula, filósofa, mártir e padroeira, a Igreja local tem marcado presença nos diversos
setores da vida catarinense. Primando por sua especificidade, o anúncio do Evangelho, não se
tem subtraído ao seu papel social na educação, saúde e política; na busca do bem comum e na
promoção do ser humano integral. As trinta e tantas personalidades aqui trazidas representam
um pouco de toda essa ação e inserção. Se na sua individualidade, quiçá, expressam pouco, na
sua totalidade, porém, formam uma corrente de muitos elos, envolvendo uma realidade de mais
de quatro séculos passados, prospectando presença em tempos futuros.

Sumário
APRESENTAÇÃO................................................................................................................................ 9
PREFÁCIO ...........................................................................................................................................19
PERSONALIDADES:
Afonso Niehues, Dom .............................................................................................................23
Albertina Berkenbrock, Bem-Aventurada ....................................................................45
Alberto Francisco Gattone, Presbítero ...........................................................................55
Aloísio Sebastião Boeing, Presbítero ...............................................................................65
Alonso Lebrón, Frei (v. Bernardo de Armenta)
Amabile Visintainer (v. Paulina do Coração Agonizante de Jesus)
Anselmo Pietrulla, Dom .........................................................................................................80
Arcipreste Paiva (v. Joaquim Gomes d’Oliveira e Paiva)
Aurélio José, Irmão ..................................................................................................................89
Benvenuta Roling, Madre .....................................................................................................95
Bernadette Ingenbleck, Irmã ........................................................................................... 103
Bernardo de Armenta, Frei ............................................................................................... 110
Bernwarda Michele, Irmã .................................................................................................. 118
Celso Maria, Irmão ................................................................................................................ 129
Crispim Baldo de Vigorovea, Frei .................................................................................. 136
Giovanni Voltolini, “Nonno” (v. Moysés Manoel Amorim)
Gregório Warmeling, Dom ................................................................................................ 145
Jacó Gabriel Lux, Presbítero ............................................................................................. 161
Jaime de Barros Câmara, Dom ......................................................................................... 174
Joana Gomes de Gusmão, “Beata” .................................................................................. 183
João Becker, Dom .................................................................................................................. 193
João Maria, “Monge” ............................................................................................................. 204
Joaquim Domingues de Oliveira, Dom ......................................................................... 213
Joaquim Gomes d’Oliveira e Paiva, Arcipreste ......................................................... 232
José Geraldo Maria Jacobs, Presbítero ......................................................................... 249
José Gomes, Dom ................................................................................................................... 266
José Maria de Santo Agostinho, “Monge” .................................................................... 282
Leão Magno, Irmão ............................................................................................................... 291
Maria Avosani, Madre ......................................................................................................... 297
Matilde da Imaculada Conceição, Madre .................................................................... 311
Miguel Lucena de Boaventura, (v. José Maria de Santo Agostinho)
Moysés Manoel Amorim, “Doca” .................................................................................... 322
Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Santa ...................................................... 335
Polycarpo Schuhen, Frei .................................................................................................... 367
Sebastião Scarzello, Monsenhor ..................................................................................... 381
Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro, Presbítero .................................................. 391
Virginia Nicolodi (v. Matilde da Imaculada Conceição)

Volume III, nr. 6 (novembro 2008):


À imagem e semelhança de Deus:
O itinerário antropológico do cristanismo antigo
A preparação deste sexto número concebeu oferecer aos leitores o contato com a reflexão
antropológica. Certamente, os testemunhos mais remotos nesse âmbito perdem-se no tempo.
Isso porque desde sempre o homem e a mulher quiseram saber quem são, de onde vêm e para
onde vão. De fato, essa indagação acerca da sua origem e destino mostra-se tão antiga quanto a
consciência de si próprios. Desse imemorável desiderato humano, brota uma reflexão
antropológica investigando a origem do homem, em conexão com a soteriologia e escatologia,
perfazendo, assim, o ciclo completo da existência cristã.
Num contexto cultural bastante complexo e diversificado por várias correntes reflexivas, o
pensamento cristão primitivo procurou firmar-se numa reflexão fundamentada na sua tradição
escrita, indo buscar na Sagrada Escritura o ponto de partida para os primeiros passos de um
longo caminho. Desse embate cultural, resultaram basicamente duas abordagens específicas. A
primeira, aclimatada no ambiente alexandrino, com forte influência do pensamento grego,
sobretudo platônico, identificou-se com a reflexão do homem criado à imagem e semelhança de
Deus, conforme o relato de Gn 1,26. A segunda, empreendida por um grupo de pensadores,
chamados modernamente de “asiáticos” e tradicionalmente de antioquenos, tendeu mais à
integração das duas componentes humanas, carne e espírito, apresentando-se como uma
alternativa à anterior, valorizando igualmente o homem feito do barro, conforme o relato de Gn
2,7. A partir daí, com a devida proximidade ou afastamento de uma ou de outra dessas duas
tendências, cada autor passou a imprimir a sua feição pessoal à reflexão antropológica.
Na presente edição, selecionamos algumas amostras das tantas direções tomadas pela
reflexão antropológica no cristianismo dos primeiros séculos, adaptando-se e respondendo a
várias exigências, inclusive de ordem doutrinária. O contato com essas fontes deverá facultar ao
leitor a percepção de uma continuidade do pensamento cristão acerca do homem e da mulher,
adentrando no tempo, chegando até nossos dias. Neste início de século e milênio, entretanto, a
dificuldade para entender o ser humano mostra a sua complexidade já na própria delimitação de
uma era que assimila elementos de modernidade, pós-modernidade e até hipermodernidade.

Sumário
EDITORIAL ........................................................................................................................................... 5

PARTE I – LECTIO PATRUM


A ENCARNAÇÃO DO VERBO E A VERBIFICAÇÃO DO SER HUMANO: O ACENTO
ANTROPOLÓGICO DE ATANÁSIO DE ALEXANDRIA
Edinei da Rosa Cândido ................................................................................................................13

PARTE II – CLÁSSICOS DA LITERATURA CRISTÃ ANTIGA


TIS DE SU ESSI: INDÍCIOS DA ANTROPOLOGIA JUSTINÉIA
Pe. André Luiz Rodrigues da Silva ..........................................................................................35
A ANTROPOLOGIA DE TEÓFILO DE ANTIOQUIA
Marcos Augusto Ferreira Nobre ...............................................................................................45
EL EVANGELIO ESPIRITUAL Y LOS PERFECTOS EN LA TEOLOGÍA DE ORÍGENES
Dra. Patricia Ciner ...........................................................................................................................65
OS SERES E A ANTROPOLOGIA EM ORÍGENES
Pe. Ulysses Roberto Lio Trópia .................................................................................................77
ANTROPOLOGIA EM GREGÓRIO NAZIANZENO: MASCULINO E FEMININO
Edinei da Rosa Cândido ................................................................................................................91
ASPECTOS ANTROPOLÓGICOS DE LA TEOLOGÍA DE EUNOMIO DE CÍZICO
José Luis Narvaja sj...................................................................................................................... 151
A ANTROPOLOGIA EM TERTULIANO
Pe. Vital Corbellini ....................................................................................................................... 173
ALGUNAS NOTAS SOBRE LA DOCTRINA ANTROPOLÓGICA DE HILARIO DE POITIERS:
CONOCIMIENTO NATURAL Y CONOCIMIENTO DE LA FE
José Luis Narvaja sj...................................................................................................................... 183
O PROBLEMA DA RELAÇÃO CORPO E ALMA NA ANTROPOLOGIA AGOSTINIANA
Prof. Dr. Marcos Roberto Nunes Costa ............................................................................... 207

PARTE III – PADRES E MADRES DE NOSSAS IGREJAS


SU ARMA ERA LA PALABRA. LAS HOMILÍAS DE OSCAR ARNULFO ROMERO, MODELO DE
UN ANUNCIO LIBERADOR DEL EVANGELIO.
Ignacio Martínez Espinosa ....................................................................................................... 229
TESTEMUNHA DA ESPERANÇA: ITINERÁRIO ESPIRITUAL DO CARDEAL FRANÇOIS
XAVIER NGUYEN VAN THUAN
Vinícius Augusto R. Teixeira, C.M.......................................................................................... 247

PARTE IV – EFEMÉRIDES
A ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA DE IRINEU DE LIÃO EM DIÁLOGO COM A CULTURA PÓS-
MODERNA E HIPERMODERNA
Klaus da Silva Raupp .................................................................................................................. 269
JUAN DAMASCENO: DISPUTA ENTRE UN SARRACENO Y UN CRISTIANO
Lic. María Inés Bastón Balbín y Dr. Alberto Carlos Capboscq sdb .......................... 291

Volume IV, nr. 7 (maio 2009):


Bíblia, o livro dos primeiros cristãos
Reconhecendo a pertinência e importância temática, esta edição concebeu focalizar a
Bíblia. A pesquisa e a reflexão apontam para várias direções: liturgia, catequese, exegese etc.
Considere-se que os tempos apostólicos coincidem com o término da compilação dos livros
inspirados, formadores do cânon bíblico. Por outro lado, a partir de então, intensificaram-se os
aspectos litúrgicos e catequéticos. Contudo, a grande inovação do período patrístico, com vistas
à Sagrada Escritura, deu-se no âmbito da exegese, alvo maior desta publicação. Desdobrada,
basicamente, em comentários, tratados e homilias, atingiu todos os espaços da vida cristã,
orientando condutas, instruindo na fé, explicitando a doutrina.
Tecnicamente, o esforço exegético desenvolveu duas hastes hermenêuticas para
compreensão do texto sagrado: a alegórica e a literal. A primeira desenvolveu-se em ambiente
alexandrino, já a partir do século II, e assumiu uma renomada tradição reflexiva, remontando a
séculos anteriores. O advento do cristianismo dotou a grande metrópole intelectual dos
elementos necessários para adaptar-se e sobreviver ao tempo. Mantendo-se no seu projeto
original de produzir uma cultura de exportação, a escola de Alexandria no Egito retomou, com
base em Fílon, a alegoria grega, criando um método hermenêutico que privilegiava uma leitura
simbólica. Continuada por Clemente, sistematizada por Orígenes a alegoria difundiu-se
amplamente em ambiente cristão.
A segunda alternativa, por sua vez, desenvolveu-se na Ásia Menor, também a partir do
século II, embora sistematizada somente a partir do IV século, formando, em Antioquia,
propriamente uma escola. Ainda que sem o mesmo lustro da primeira, desenvolveu um método
que privilegiava, quase exclusivamente, a leitura literal da Bíblia. Grandes nomes da patrística
como Deodoro de Tarso, João Crisóstomo, Teodoro de Mopsuéstia e Teodoreto de Ciro lhe estão
associados. Na prática, a leitura literal, mais voltada ao caráter histórico da Sagrada Escritura,
ofereceu uma alternativa à leitura alegórica, considerada, em alguns ambientes, por demais
subjetiva e aleatória.
Como em outras áreas do pensamento cristão, o Oriente antecipou-se ao Ocidente na
reflexão. Assim, no âmbito exegético, também coube aos ocidentais seguir as linhas mestras
orientais. Sobretudo a partir do IV século, o mundo latino conheceu grande desenvolvimento
bíblico e não se pode deixar de citar, dentre outros, nomes como Hilário de Poitiers, Jerônimo,
Ambrósio de Milão, Agostinho. A experiência oriental, marcada pelo embate entre as duas
correntes exegéticas, permitiu-lhes uma nítida preferência alegórica, sem, contudo, negar o valor
da interpretação literal. Com efeito, o contato com o próprio texto permite ao leitor, de ontem e
de hoje, perceber como, para determinadas passagens bíblicas, a pertinência de uma ou outra
tendência se faz sentir.

Sumário
EDITORIAL ........................................................................................................................................... 5

PARTE I – LECTIO PATRUM


NO FUNDAMENTO DA ALEGORIA BÍBLICA: FÍLON DE ALEXANDRIA
Ulysses Roberto Lio Trópia ........................................................................................................19

PARTE II – CLÁSSICOS DA LITERATURA CRISTÃ ANTIGA


DUAS CHAVES E UMA PORTA: NA CASA DA PALAVRA
Edinei da Rosa Cândido ................................................................................................................45
BÍBLIA APÓCRIFA: A OUTRA FACE DO CRISTIANISMO
Frei Jacir de Freitas Faria, OFM ................................................................................................63
A BÍBLIA E TERTULIANO
Pe. Vital Corbellini ..........................................................................................................................81
CRISOSTOMO E LA SCRITTURA
Sergio Zincone ..................................................................................................................................95
RILIEVI SUL COMMENTARIO AL CORPUS PAOLINO DI TEODORETO DI CIRRO
Pierpaolo Perretti ........................................................................................................................ 105
EL LUGAR DE LA ESCRITURA EN EL MÉTODO TEOLÓGICO SEGÚN EL DE TRINITATE II
DE HILARIO DE POITIERS
José Luis Narvaja sj...................................................................................................................... 137
A DUPLA EXEGESE AGOSTINIANA DE JO 5,19-30 NOS TRATADOS IN JOANNIS
EVANGELIUM
Luciano Rouanet Bastos, OAR ................................................................................................ 155

PARTE III – PADRES E MADRES DE NOSSAS IGREJAS


PELOS CAMINHOS DE DEUS E DOS POBRES: ITINERÁRIO ESPIRITUAL DE SÃO VICENTE
DE PAULO
Vinícius Augusto R. Teixeira, C.M.......................................................................................... 181

PARTE IV – EFEMÉRIDES
BIBBIA E TEOLOGIA DELLA STORIA, LA SINTESI MEDIEVALE DI ANSELMO DI
HAVELBERG
Stefano Culiersi ............................................................................................................................. 207
RECENSÃO: “LENDO AS ESCRITURAS COM OS PAIS DA IGREJA”
Pe. Ney Brasil Pereira ................................................................................................................. 221

Volume IV, nr. 8 (novembro 2009):


Apelo vocacional e tipologia materna:
O presbisterato no IV século

Na ocorrência do Ano Sacerdotal, 2009-2010, esta revista propicia aos seus leitores uma
reflexão sobre o apelo vocacional nos primeiros séculos do cristianismo, dentro do ministério
presbiteral. O arco cronológico específico é o IV século, período de profundas mudanças em
toda a vida cristã, após o término das perseguições e início das relações Igreja-Estado. Três
foram os autores escolhidos para abordagem desse tema, dois do Oriente e um do Ocidente:
Gregório Nazianzeno, João Crisóstomo e Agostinho, respectivamente. Relatar a própria vida,
suas vicissitudes, o chamado divino, seu processo de conversão, encontrou na pena, na
genialidade e na piedade deles algo de novo e inusitado. Mais do que uma experiência de fé,
esse registro marcou o surgimento de um novo gênero da literatura cristã: a autobiografia.
De Gregório Nazianzeno, o Teólogo, apresentamos o Discurso 2, onde, entre uma
justificativa e outra para sua fuga, após a ordenação presbiteral, deixa estampada um pouco
da realidade desse ministério na sua época. De João Crisóstomo, é revisitado o célebre
tratado sobre O Sacerdócio. Por último, não em importância, é oferecida uma leitura das
renomadas Confissões de Agostinho. São três clássicos da Literatura Cristã Antiga, de três
ilustres nomes da Idade de Ouro da Patrística. Um fio comum os une no modo pessoal de
narrar o seu apelo vocacional. A genialidade os distingue numa loqüência polifônica: uma
pregação, do primeiro, um tratado, do segundo e um diário, do terceiro. São três modos
distintos que acabam se correspondendo e, para os objetivos desta publicação, se
completando. O Nazianzeno ostenta uma loqüência ad dextra: pregação pública; o Boca de
Ouro articula uma loqüência dialogada; por fim, o ilustre filho de Tagaste faz-se porta voz da
sua própria interioridade e sentimentos, numa loqüência ad intra (o seu leitor atento
descobrirá que, na verdade, esta interioridade tem um destinatário determinado: Deus!).
Acoplado a esse tema do chamado vocacional, com vista ao Presbiterato, foi inserida
a reflexão da tipologia feminina. Um olhar atento aos estudos patrísticos mais recentes
descobrirá um crescente interesse pelos chamados estudos de gênero no cristianismo
antigo. É nesse contexto que desponta essa tipologia. Fruto do material literário, legado
por inúmeros autores, conhece algumas variações, quase tantas quanto os ministérios
femininos da Igreja nascente, podendo inclusive ultrapassá-los. É o caso específico da
tipologia da mater (mãe). Mais do que um modelo proposto, é uma presença atuante na
privacidade do ambiente doméstico, com inegáveis repercussões no espaço social. Mais do
que uma abordagem de superfície psicológica, relação mãe filho, a tipologia materna parte
de material literário, analisado tecnicamente, na busca de resultados concretos e
objetivos. É o que se pretende oferecer aos leitores com Gregório Nazianzeno. Dentre os
autores aqui apresentados, ele é quem mais dispõe de material para esse tipo de pesquisa.
Esse fato não tem passado desapercebido aos olhares da crítica que recursivamente lhe
faz menção e já o cognominou “o cantor do amor materno”.

Sumário
EDITORIAL ........................................................................................................................................... 5
TIPOLOGIA FEMININA EM GREGÓRIO NAZIANZENO: A MATER
Edinei da Rosa Cândido ................................................................................................................13
O DISCURSO 2 DE GREGÓRIO NAZIANZENO
Edinei da Rosa Cândido ................................................................................................................33
O SACERDÓCIO: ENFOQUES ATUAIS E PARADIGMAS DA OBRA HOMÔNIMA DE SÃO JOÃO
CRISÓSTOMO, PAI DA IGREJA
Fr. Fabiano de Santa Maria do Monte Carmelo, OCD ................................................... 107
AD TE – UMA LEITURA DAS CONFISSÕES EM PERSPECTIVA VOCACIONAL
Luciano Rouanet Bastos, OAR ................................................................................................ 131
LA FORMACIÓN INTELECTUAL Y ECLESIÁSTICA DE LOS MINISTROS ORDENADOS EN LA IGLESIA
OCCIDENTAL EN EL SIGLO V
Marcelo Alcayaga ......................................................................................................................... 179

EFEMÉRIDES
CRISTO E O ESPÍRITO NA TEOLOGIA PATRÍSTICA
Pe. Geraldo Maia ........................................................................................................................... 191
RECENSÃO
Pe. Ney Brasil Pereira ................................................................................................................. 201

Volume V, nr. 9 (maio 2010):


Capadócios: pensadores na idade de ouro da Patrística
É sabido e de consenso que, basicamente, duas linhas encerram a reflexão cristã nos seus
primórdios, a alexandrina e a asiático-antioquena. Nesta edição, entretanto, tratamos de uma
linhagem singular de pensadores. Embora de influência alexandrina, o seu pensamento tem
envergadura suficiente para constituir-se num grupo a se. Portanto, alexandrinos não podem
simplesmente ser definidos; antioquenos muito menos. São irmãos: Basílio de Cesareia, Gregorio
de Nissa e Pedro de Sebaste, são primos: Gregório Nazianzeno e Anfilóquio de Icônio; amigos e
bispos todos os cinco. Deste quinteto egrégio, três distinguiram-se pela doutrina: Gregório
Nazianzeno cognominado o Teólogo, Basílio de Cesareia cognominado o Grande, Gregório de
Nissa reconhecido como o Místico. Eles formam o trio dos Padres Capadócios.
Floresceram no IV século, num momento especialíssimo da história, que marcou o
ingresso do cristianismo, livre das perseguições do Estado, em todos os setores da vida política e
social do seu espaço de atuação, o mesmo do Império Romano. Do ponto de vista doutrinário, o
arianismo disseminava divisão e promovia confusão. O esforço especulativo de uma teologia em
vias de se firmar desdobrava-se em busca de fórmulas convincentes e de ampla aceitação, que
expressassem o mistério da fé até o máximo da capacidade humana de explicação e
compreensão. Nesse momento delicadíssimo da definição do corpus doutrinário, eles despontam
com uma reflexão perspicaz, segura e precisa. O seu empenho foi coroado de êxito; com eles
vieram as soluções ardorosamente procuradas.
Todo o mistério cristão, desde a tradição judaica ao encontro com o helenismo,
centralizado na encarnação, vida, paixão, morte e ressurreição do Verbo, encontra, em cada um
deles e no seu conjunto, um ponto seguro de apoio. A sua força reflexiva atinge, além do aspecto
dogmático, todos os outros âmbitos da vida da Igreja naquele tempo, com fortes reflexos na
atualidade. Os seus escritos, remanescentes dos seus pouco mais de vinte anos de atuação, são
testemunho vivo de que neles se encontra a síntese tão almejada do binômio fé e razão.

Sumário
EDITORIAL ........................................................................................................................................... 5

PARTE I – LECTIO PATRUM


DISCURSO 43 DE GREGÓRIO NAZIANZENO
Edinei da Rosa Cândido ................................................................................................................13
QUI LIE HORMIS DIEU?
Philippe Molac ..................................................................................................................................36

PARTE II – CLÁSSICOS DA LITERATURA CRISTÃ ANTIGA


A IMERSÃO INFINITA: PARA UMA INTRODUÇÃO A GREGÓRIO DE NISSA
Massimo Pampaloni SJ ..................................................................................................................69
A FÉ NO DEUS UNO E TRINO EM GREGÓRIO DE NISSA
Vital Corbellini..................................................................................................................................89
A IMPORTÂNCIA DA ENCARNAÇÃO DO VERBO EM SÃO GREGÓRIO DE NISSA
Vital Corbellini............................................................................................................................... 101
LA PRESENCIA DEL ESTOICISMO EN EL PENSAMIENTO DE GREGORIO DE NISA
Elisa Ferrer ..................................................................................................................................... 113
CONDICIONES PARA EL QUEHACER TEOLÓGICO: LECTURA DEL DISCURSO 27 DE SAN
GREGORIO NACIANCENO
Javier Giraldo ................................................................................................................................. 125
CONSIDERACIONES SOBRE LA CORRECCIÓN FRATERNA EN BASILIO DE CESAREA
Alberto Capboscq sdb ................................................................................................................ 143

PARTE III – EFEMÉRIDES


O CONCEITO E A PRÁTICA DA AMIZADE DO PERÍODO CLÁSSICO AO PATRÍSTICO
João Lupi ......................................................................................................................................... 157
EL LOGOS-SABIDURÍA EN LOS PERFECTOS SEGÚN ORÍGENES
Leonardo Vicente Pons .............................................................................................................. 179

Volume VI1, nr. 10 (novembro 2011):


O nascimento da Literatura Cristã (Séculos I e II)
A Literatura Cristã Antiga tem sido sistematicamente apresentada, na contra-capa de
nossas edições anteriores, como um dos objetivos desta revista: Cadernos Patrísticos – Textos e
Estudos. Todavia, até o presente momento, não se tinha dado maior atenção a essa disciplina,
parte integrante dos Estudos Patrísticos, principal foco desta publicação.
Para melhor compreendê-la, o leitor deverá dar-se conta de alguns aspectos que lhe são
inerentes, próprios do contexto em que surgiu essa expressão literária. Foi considerando tal
necessidade que na elaboração deste opúsculo, dentre outras estratégias, delimitamos um arco
temporal, demarcando-lhe o período nascente. Outra preocupação foi fazer o seu devido
alinhamento com a Bíblia, Novo Testamento, evitando o equívoco de confundir duas realidades
afins, mas distintas. Tudo isso, somado a outros elementos, ajudou a caracterizá-la, dando-lhe o
valor que merece neste volume, cujo título não deixa dúvida em termos de conteúdo: O
nascimento da Literatura Cristã (séculos I e II). Portanto, certo de não poder esgotar esse tema,
numa única publicação, este número é o reconhecimento de que se está diante de uma das
contribuições do período patrístico à tradição literária na antiguidade: a Literatura Cristã.
Nesta breve apresentação, algumas linhas são oportunas para destacar a delicadeza de, em
ambiente acadêmico nacional, se abordar ciências integrantes da esfera da História Antiga. Essa
realidade acentua-se quando, dentro dos Estudos Patrísticos, pretende-se defender a Literatura
Cristã Antiga como disciplina. (Seria auspicioso encontrá-la nas grades curriculares de cursos
como o de Letras, História, Filosofia e Teologia, dentre outros!) É como se a raridade assumisse
dimensões microscópicas! Com efeito, a marca do novo, que caracteriza nossa cultura de cinco
séculos, e tanto tem determinado nossas opções na área dos estudos avançados, instiga a uma
questão: quanto de interesse e investimento se tem dado no conhecimento e pesquisa sobre o
mundo antigo em nosso país? Sem a pretensão de respondê-la e resolvê-la, sem o poder de decidir
e determinar, apenas levantamos, à guisa de provocação, a necessidade de uma maior abertura a
esse espaço cronológico do desenvolvimento humano. Todos sabem que para se atingir alvos é
necessário estabelecer metas, destinar verbas, superar preconceitos e complexos. Estamos
convictos de que também aqui o talento e o engenho de estudiosos, sérios e comprometidos, muito
poderão contribuir às tão sonhadas qualidade e abrangência buscadas à educação e à formação
brasileiras.
É com esta consciência que não cessamos de apostar no trabalho de publicação desta
revista científica, dedicada a promover o estudo do período patrístico, reconhecendo-o como

1 Nesta edição o volume correspondente é V e não VI como aparece.


parte da História Antiga. Por fim, desse amplo horizonte histórico-patrístico, apresentamos aos
leitores, nesta oportunidade, um recorte particular e próprio: A Literatura Cristã Antiga.

Sumário
EDITORIAL ........................................................................................................................................... 5

PARTE I – LECTIO PATRUM


HOMILIA PASCAL DE MELITÃO DE SARDES
Edinei da Rosa Cândido ................................................................................................................13

PARTE II – CLÁSSICOS DA LITERATURA CRISTÃ ANTIGA


PRESBITERATO E EPISCOPADO (SÉCULOS I-II): ENTRE MINISTÉRIO E HIERARQUIA
Edinei da Rosa Cândido ................................................................................................................25
O MINISTÉRIO EPISCOPAL EM SEU NASCEDOURO: PERCEPÇÃO HISTÓRICO-DOGMÁTICA
Paulo Henrique Martins ...............................................................................................................53
MARANATHA! O RETORNO GLORIOSO DE CRISTO EM ALGUNS ESCRITOS PATRÍSTICOS
DOS SÉCULOS I E II
Deivide Tiago Tomasi ....................................................................................................................73
INMORTALIDAD DEL ALMA Y ESCATOLOGÍA EN JUSTINO
Viviana Laura Félix ........................................................................................................................83
A LEI DE MOISÉS EM JUSTINO MÁRTIR
Juan Pablo Sena Pera .....................................................................................................................99
NOS PRIMÓRDIOS DA MARIOLOGIA: NOTAS SOBRE INÁCIO DE ANTIOQUIA E JUSTINO
Pe. Carlos Luiz Bacheladenski, C.M. ..................................................................................... 125
NOSSA MÃE, A FÉ: SEGUNDO A CARTA DE SÃO POLICARPO DE ESMIRNA AOS
FILIPENSES
Fr. Fabiano de Santa Maria do Monte Carmelo, OCD ................................................... 133
DA BIOGRAFIA À TEOLOGIA: ESTUDO INTRODUTÓRIO A IRINEU DE LIÃO
André Gonzaga .............................................................................................................................. 143
A TEOLOGIA DE IRINEU DE LIÃO NA CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEM GENTIUM
CAPÍTULO VIII
Pe. Carlos Luiz Bacheladenski, C.M. ..................................................................................... 163

PARTE III – APRECIAÇÃO


LIVRO: POLANCO FERNANDOIS, RODRIGO. EL CONCEPTO DE PROFECÍA EN LA
TEOLOGÍA DE SAN IRENEO, BAC, MADRID 1999. P. 430. ISBN 84-7914-416-5.
Eduardo Fernandes da Rocha ................................................................................................ 183

PARTE IV – EFEMÉRIDES
LA “CANDIDA ROSA” DANTESCA: UN’IDEA FRANCESCANA?
Ricardo Lucio Perriello .............................................................................................................. 193
NOTÍCIAS ......................................................................................................................................... 203

Volume VI, nr. 11 (novembro 2012):


São Gregório Nazianzeno sobre a mulher
Dentre os temas enfocados pelos Estudos Patrísticos no século XX, a mulher teve grande
destaque. Para tanto, os chamados estudos de gênero, forte marco literário desse século
passado, desempenharam um papel fundamental. Não se deve esquecer, todavia, que o
cristianismo sempre manteve um olhar voltado para a parte feminina integrante e
percentualmente expressiva do seu contingente. O que se verificou, portanto, foi uma
abordagem diferenciada de uma temática costumeira.
Este livro, sem a pretensão de pender para o diferenciado ou para o costumeiro sobre a
reflexão feminina, pretende contribuir com a pesquisa patrística, apresentando um estudo
sistemático sobre a mulher, segundo o pensamento de um renomado autor do cristianismo
antigo, Gregório Nazianzeno (330-390ca.). Ele está inserido no trio dos famosos Padres
Capadócios, junto a Basílio de Cesareia (330-379ca.) e Gregório de Nissa (335-394ca.). Recebeu
reconhecida homenagem da posteridade, que a seu nome associou o designativo de “o Teólogo”.
O período, por sua vez, é singular para a história do cristianismo, que viveu, no decorrer do IV
século, uma grande transformação, mudando para sempre o seu status sócio-político. Bastaria
lembrar as suas relações com alguns imperadores dessa época: Diocleciano que o perseguiu,
Constantino que o liberou e Teodósio que o elevou à condição de religião oficial. O mesmo pode-
se dizer no tangente à produção literária sobre a temática da mulher, em voga desde os
primórdios cristãos, mas que exatamente nesse período atingiu ampla abrangência e
reconhecida difusão. Portanto, essa fusão entre autor, período e tema quer atrair para esta
publicação uma certa atenção.
O acervo literário do autor foi pesquisado e analisado, em franco diálogo com a crítica,
buscando espelhar uma síntese, sem eximir-se da anuência ou da discordância, baseadas em
critérios que primaram pela objetividade e isenção, marcas de um trabalho criterioso. Mesmo
assim, a cada leitor permanece a tarefa de testificar essas estratégias, também a partir de um
parecer crítico. No mais, este livro inaugura uma nova fase nesta revista, Cadernos Patrísticos –
Textos e Estudos, enquanto, pela primeira vez, oferece ao público um número monográfico, de
autoria única. Isso também é resultado de um novo clima vivido pelos Estudos Patrísticos no
Brasil, de maior troca de experiência acadêmica e partilha intelectual entre estudiosos e
interessados desta área.

Sumário
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 15
CAPÍTULO I: HOMEM E MULHER: IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS .............................. 19
1. CRIADOR E CRIAÇÃO .................................................................................................. 19
1.1 NA BASE DA ANTROPOLOGIA CRISTÃ ........................................................... 19
1.2 SAGRADA ESCRITURA: ANTIGO E NOVO TESTAMENTO ........................... 20
1.3 ANTES QUE O MUNDO FOSSE FEITO ............................................................. 21
1.4 O MUNDO INTELIGÍVEL .................................................................................. 24
1.5 O MUNDO MATERIAL ...................................................................................... 26
1.6 O HOMEM: UMA UNIDADE PSICOSSOMÁTICA .............................................. 27
1.7 O CORPO HUMANO .......................................................................................... 30
1.8 A ALMA HUMANA ............................................................................................ 35
1.9 IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS ............................................................... 37
2. QUEDA E REDENÇÃO ................................................................................................. 40
2.1 LIBERDADE E QUEDA...................................................................................... 40
2.2 RESPONSABILIDADE DA QUEDA.................................................................... 43
2.3 CONSEQÜÊNCIAS DA QUEDA.......................................................................... 47
2.4 REDENÇÃO ....................................................................................................... 50
2.5 ESCATOLOGIA .................................................................................................. 52
3. A POSIÇÃO DA MULHER NO SISTEMA ANTROPOLÓGICO DE GREGÓRIO
NAZIANZENO .............................................................................................................. 54
3.1 FORMAÇÃO DE EVA ........................................................................................ 56
3.2 O PRIMEIRO CASAL ......................................................................................... 58
3.3 PARTICIPAÇÃO DA MULHER NA QUEDA ....................................................... 63
3.3.1 A QUEDA HUMANA SEM EVA ........................................................... 64
3.3.2 SEDUZIDA PELO DEMÔNIO, VÍTIMA JUNTO COM O HOMEM ......... 65
3.3.3 CONSELHEIRA DE ADÃO................................................................... 66
3.3.4 INSTIGADORA MALIGNA ................................................................... 67
3.3.5 INIMIGA DO HOMEM, MÃE DO GÊNERO HUMANO E DO PECADO. 68
3.3.6 GREGÓRIO, COADJUVANTE NA QUEDA ........................................... 69
3.4 GÊNESE DO ESTADO MATRIMONIAL............................................................. 71
3.5 O MATRIMÔNIO A PARTIR DE JESUS CRISTO............................................... 73
3.6 SOTERIOLOGIA ................................................................................................ 76

CAPITULO II: OS ESTADOS DE VIDA: A MULHER NA VIDA CRISTÃ ..................................... 81


1. O CHAMADO VOCACIONAL EM GREGÓRIO .............................................................. 81
1.1 VALOR DO ESTADO VIRGINAL ....................................................................... 83
1.2 VALOR DO ESTADO MATRIMONIAL .............................................................. 85
1.3 PROLE: VALOR E EDUCAÇÃO ......................................................................... 86
2. MULHER: MOTIVO LITERARIO CRISTÃO ................................................................. 90
2.1 FORÇA VIRIL .................................................................................................... 92
2.1.1 MARTÍRIO: EXPRESSÃO DA FORÇA VIRIL ....................................... 93
2.1.2 DA MÁRTIR À ASCETA ....................................................................... 94
2.1.3 A MATRIARCA MÁRTIR ..................................................................... 96
3. EM QUESTÃO A BELEZA FEMININA .......................................................................... 99
3.1 CONTRA OS ARTIFÍCIOS DA FALSA BELEZA .............................................. 100
3.2 MULHERES PAGÃS ....................................................................................... 103
3.3 O ELOGIO DA VERDADEIRA BELEZA .......................................................... 106
4. REGRAS DE VIDA ..................................................................................................... 109
4.1 PRECEITOS PARA A VIDA CONSAGRADA ................................................... 109
4.1.1 PRINCÍPIOS TEOLÓGICOS .............................................................. 109
4.1.2 REGRAS COMPORTAMENTAIS ....................................................... 111
4.2 PRECEITOS PARA A VIDA CONJUGAL ......................................................... 113
4.2.1 O PAPEL DA MULHER NO MATRIMÔNIO ...................................... 114
4.2.2 O COMPORTAMENTO DA MULHER CASADA ................................ 115
4.2.3 O ESFORÇO COMUM........................................................................ 116
4.2.4 OS TÓPICOS MATRIMONIAIS ......................................................... 117
5. ESCRITOS FÚNEBRES E EPIGRAMAS ..................................................................... 118
5.1 O PERFIL DA ESPOSA CRISTÃ ...................................................................... 122
5.1.1 NONA ............................................................................................... 122
5.1.2 GORGÔNIA ....................................................................................... 124
5.1.3 ENTRE MENÇÕES E LACUNAS: LÍVIA E A MÃE DE ELÁDIO
E EULÁLIO ....................................................................................... 127
5.1.4 O CÍRCULO DE AMIGOS: EMÉLIA .................................................. 128
5.1.5 UMA LINHAGEM FEMININA ........................................................... 129
6. VIUVEZ ...................................................................................................................... 131
6.1 TRÊS PERSPECTIVAS.................................................................................... 131
6.2 MINISTÉRIO DA CONSOLAÇÃO E DEFESA .................................................. 133
6.3 ENTRE A VIRGINDADE E A VIUVEZ, ENTRE A GENEROSIDADE E O PODER135

CAPITULO III: O PERFIL FEMININO DA EXEGESE DE GREGÓRIO NAZIANZENO ............ 139


1. ENTRE A ALEGORIA E A LETRA.............................................................................. 139
2. INTERPRETAÇÃO BÍBLICA: O TU,POJ FEMININO ............................................... 144
2.1 ALGUMAS PERSONAGENS ESPARSAS ......................................................... 145
2.2 UM OLHAR SOBRE A MATERNIDADE ......................................................... 147
3. EXEGESE DE MATEUS 19,1-12: O DISCURSO 37.............................................. 150
3.1 A PERÍCOPE DE MATEUS 19,1-12............................................................ 150
3.2 O CICLO ORATÓRIO DE GREGÓRIO NAZIANZENO.................................... 151
3.3 RESSONÂNCIA TEXTUAL ............................................................................. 153
3.3.1 JESUS CRISTO .................................................................................. 154
3.3.2 O VÍNCULO CONJUGAL ................................................................... 155
3.3.3 O VÍNCULO ESPIRITUAL ................................................................. 159
3.3.4 CASTIDADE DE ALMA ..................................................................... 161
3.3.5 PARÊNESE FINAL ............................................................................ 163
3.4 UMA EXEGESE A SERVIÇO DA ORTODOXIA ............................................... 164
3.4.1 A HERMENÊUTICA DE MATEUS 19,1-2...................................... 164
3.4.2 A HERMENÊUTICA DE MATEUS 19,12A..................................... 170
3.5 UMA RESPOSTA AOS APELOS DE UM TEMPO ............................................ 173
3.6 A MULHER NO CONSÓRCIO CONJUGAL ...................................................... 175
3.6.1 A CENA BÍBLICA .............................................................................. 175
3.6.2 POSTULADOS DE UMA SOCIEDADE CRISTÃ: ISONOMIA LEGAL
E JUSTIÇA SOCIAL ............................................................................ 176
3.6.3 HOMEM E MULHER: DESTINATÁRIOS DA SALVAÇÃO ................ 181
3.6.4 UMA PREGAÇÃO POLÊMICA .......................................................... 183
3.6.5 CRISTO E A IGREJA: O MATRIMÔNIO É INDISSOLÚVEL .............. 186
3.6.6 EM DEFESA DA FAMÍLIA ................................................................ 192
3.6.7 O DIREITO DE ESCOLHA: CARTAS 144 E 145 ........................... 197
3.7 VALE A PENA CASAR-SE .............................................................................. 198
3.7.1 VALOR E FUNDAMENTO DA VIDA CONSAGRADA........................ 201
3.7.2 ORTODOXIA E CONSAGRAÇÃO FEMININA: A HERMENÊUTICA
DE MT 19,11 .................................................................................. 204
3.7.3 EXALTAÇÃO DA MATERNIDADE ................................................... 206
3.7.4 O PAPEL FEMININO NA SOCIEDADE CRISTÃ ............................... 208
CAPÍTULO IV: PARADIGMAS DE ANÁLISE........................................................................... 211
1. A SUPERAÇÃO DE UM PARADIGMA ....................................................................... 212
1.1 A MULHER EDUCADORA .............................................................................. 214
2. OS LIMITES DE UM PARADIGMA ............................................................................ 219
2.1 INIMIGA POLÊMICA: AS DISPUTAS TEOLÓGICAS ...................................... 220
3. O EQUILÍBRIO DE UM PARADIGMA........................................................................ 224
3.1 CONTEMPLAÇÃO E AÇÃO ............................................................................ 224
3.2 O EQUILÍBRIO ENTRE DOIS ESTADOS DE VIDA ........................................ 229
3.3 SANTIDADE ................................................................................................... 230
3.4 A ELEVAÇÃO DE NONA ................................................................................ 232
4. A INVERSÃO DO PARADIGMA ................................................................................. 236
5. A CRÍTICA DO PARADIGMA ..................................................................................... 237
5.1 A CRÍTICA DA LEGISLAÇÃO E DO COSTUME: REPERCUSSÃO SOCIAL ..... 238
5.2 A CRÍTICA DA INTERPRETAÇÃO: SUPERAÇÃO DA LETRA ....................... 240
5.3 REIVINDICAÇÃO DA DIGNIDADE: CONFIRMAÇÃO DA IMAGEM .............. 243
6. A EVOLUÇÃO DO PARADIGMA ................................................................................ 244
6.1 APONTAMENTOS CRONOLÓGICOS ............................................................. 244
CONCLUSÃO ............................................................................................................................ 249
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................ 257
1. OBRAS DE GREGÓRIO NAZIANZENO .................................................................... 257
2. OBRAS DE OUTROS PADRES DA IGREJA ............................................................... 258
3. ESTUDOS SOBRE GREGÓRIO NAZIANZENO E PADRES CAPADÓCIOS ............... 260
4. ESTUDOS SOBRE A MULHER NA IGREJA ANTIGA ................................................ 264
5. BIBLIOGRAFIA GERAL 267

Volume VII, nr. 12 (maio 2013):


Estudos Patrísticos no Brasil: um projeto em execução
Completando uma dúzia de números publicados, esta edição de Cadernos Patrísticos –
Textos e Estudos tem a grata satisfação de oferecer aos seus leitores este tomo especial. Com a
característica de anais, apresenta o resultado de parte dos trabalhos realizados no Brasil para o
desenvolvimento dos Estudos Patrísticos.
Sabe-se que, desde o Vaticano II, essa área, ligada à Teologia, tem alcançado um alto índice
de interesse e investimento por parte dos que buscam nas Antiguidades Cristãs uma fonte
inspiradora de reflexão e renovação do cristianismo. Em vista disso, muitas atividades têm se
realizado. São coleções, estudos, congressos, dentre outros, sinalizando o interesse pelas
Ciências Patrísticas.
O Brasil não tem permanecido alheio a essa realidade. Desde a década de setenta, no
imediato pós-Vaticano II, portanto, algumas conquistas se verificaram em ambiente nacional.
Esta edição, todavia, estabelece uma linha demarcatória de ações realizadas a partir de 2006,
tendo a cidade de Florianópolis SC, nas dependências do ITESC/FACASC, o seu espaço de
planejamento e articulação.
O elenco dispensa explicações: Encontros Nacionais de Estudos Patrísticos, fundação da
ABEPatri – Associação Brasileira de Estudos Patrísticos, Jornadas Brasileiras de Estudos
Patrísticos no Exterior. A própria fundação desta revista, em maio de 2006, por ocasião do XV
Congresso Eucarístico Nacional, foi um marco decisivo para as outras três ações que se
sucederam, somando quatro, por conseguinte.
De cada uma delas é oferecido algum registro, variando de simples notas e comunicações a
artigos e conferências. Desse modo, é disponibilizado o resultado de parte da pesquisa patrística
empreendida no Brasil, com um espaço aos países vizinhos, ampliando esse trabalho de
dimensão nacional a latino-americana. A soma de tudo isso dá a este número um caráter
histórico e até mesmo comemorativo.
No mais, muito ainda há por ser feito, bem como se reconhece a existência de outras ações
ausentes nesta enumeração e publicação, cujo título não deixa de indicar todo esse
processo: Estudos Patrísticos no Brasil: um projeto em execução.

Sumário
EDITORIAL ........................................................................................................................................... 9

I ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS PATRÍSTICOS


CONVITE/PROGRAMAÇÃO .........................................................................................................14
ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS ESTUDOS PATRÍSTICOS NO BRASIL: DO VATICANO
II A NOSSOS DIAS
Edinei da Rosa Cândido ................................................................................................................19
A INVENÇÃO DO DIÁLOGO DA MENSAGEM CRISTÃ COM O MUNDO GRECO-ROMANO E O
DESAFIO DA IGREJA HOJE DE UM DIÁLOGO COM O MUNDO PÓS-MODERNO, COMO
RESPOSTA AO DESAFIO COLOCADO PELO VATICANO II
Ulysses Roberto Lio Trópia ........................................................................................................25
A SEMENTE DEPOSITADA NO CHÃO: SUCINTO RELATO DE UM PRIMEIRO ENCONTRO
Raphael Novaresi Leopoldo .......................................................................................................37
CARTA CIRCULAR ...........................................................................................................................40

I JORNADA BRASILEIRA DE ESTUDOS PATRÍSTICOS NO EXTERIOR


CONVITE/PROGRAMAÇÃO .........................................................................................................47
RELATÓRIO DA I JORNADA BRASILEIRA DE ESTUDOS PATRÍSTICOS NO EXTERIOR
Marcos Augusto Ferreira Nobre ...............................................................................................49
CARTA CIRCULAR ...........................................................................................................................55

II ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS PATRÍSTICOS


CARTAS CIRCULARES ...................................................................................................................59
PROGRAMAÇÃO ...............................................................................................................................65
DISCURSO DE ABERTURA
Edinei da Rosa Cândido ................................................................................................................67
APONTAMENTOS: TEOLOGIA PATRÍSTICA E CONCÍLIO VATICANO II
Jonas Emerim Velho .......................................................................................................................71
MONAQUISMO OCIDENTAL E VATICANO II – EM BUSCA DAS FONTES
Júlio de Queiroz................................................................................................................................75
O ITER REDACIONAL DO VIII CAPÍTULO DA LUMEN GENTIUM
Pe. Carlos Luiz Bacheladenski, C.M. ........................................................................................91
CORPO DE MORTE, CORPO DE VIDA: A EXORTAÇÃO AO MARTÍRIO, DE ORÍGENES
João Lupi .............................................................................................................................................99
A DESCOBERTA DAS NOVAS HOMILIAS DE ORÍGENES EM MANUSCRITOS GREGOS
Edinei da Rosa Cândido ............................................................................................................. 109
ORÍGENES. TRATADO SOBRE OS PRINCÍPIOS. TRADUÇÃO DE JOÃO LUPI, INTRODUÇÃO
DE BENTO SILVA SANTOS.
SÃO PAULO, PAULUS, 2012.
João Lupi .......................................................................................................................................... 115
JESUS CRISTO NA SAGRADA TRADIÇÃO E NA SAGRADA ESCRITURA
Wagner Alexandrino Nicola .................................................................................................... 117
A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA DE DEUS E DOS ESTUDOS PATRÍSTICOS PARA A MISSÃO
DA IGREJA NO MUNDO
Tiago Evaristo do Vale Santos ................................................................................................ 125
ELEMENTOS E ASPECTOS CONVERGENTES DA TEOLOGIA DO LOGOS E DA NOÇÃO DE
PALAVRA DE DEUS A PARTIR
DA PATRÍSTICA E DO MAGISTÉRIO RECENTE
Jonathan Speck Thiesen Jacques ........................................................................................... 131
HISTÓRIA DA EXEGESE DE LC 1,28: KECARITWMENH NA TRADIÇÃO GRECO-LATINA
Bento Silva Santos ....................................................................................................................... 137
ALEGORIA E TIPOLOGIA NA EXEGESE DA IGREJA NASCENTE
Dc. Ismael Rocha Vieira ............................................................................................................. 149
L’ESPERIENZA ITALIANA DELLA SETTIMANA BIBLICO PATRISTICA
Don Giuseppe Scimè ................................................................................................................... 157
CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................................... 165

II JORNADA BRASILEIRA DE ESTUDOS PATRÍSTICOS NO EXTERIOR


PROGRAMA ..................................................................................................................................... 171
PRESBITERATO E EPISCOPADO (SÉCULOS I-II): ENTRE MINISTÉRIO E HIERARQUIA
Edinei da Rosa Cândido ............................................................................................................. 173
RELATO DA II JORNADA BRASILEIRA DE ESTUDOS PATRÍSTICOS NO EXTERIOR
Marcos Augusto Ferreira Nobre ............................................................................................ 203
CARTA CIRCULAR ........................................................................................................................ 207

EFEMÉRIDES
EL ESTADO DE ENFRIAMIENTO Y EL PROGRESO ESPIRITUAL EN EL DE PRINCIPIIS
Leonardo Vicente Pons .............................................................................................................. 211
“VIDA DE ESPIRIDÓN” POR LEONCIO DE NEÁPOLIS. NOTAS SOBRE LA IMAGEN DE DIOS
Alberto C. Capboscq sdb............................................................................................................ 229
UN ESCOLIO AL EVANGELIO DE MATEO SOBRE EL ALMA Y LOS ALIMENTOS, ATRIBUIDO
A ATANASIO DE ALEJANDRÍA
Tomás Fernández ........................................................................................................................ 239

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDOS PATRÍSTICOS


LOGOMARCA .................................................................................................................................. 251
DISCURSO POR OCASIÃO DA FUNDAÇÃO......................................................................... 252
ATA DA ASSEMBLEIA GERAL DE CONSTITUIÇÃO ............................................................... 257
ESTATUTOS ..................................................................................................................................... 259
CARTA CIRCULAR ........................................................................................................................ 270

CADERNOS PATRÍSTICOS – TEXTOS E ESTUDOS


APRESENTAÇÃO........................................................................................................................... 275
SÍNTESES E SUMÁRIOS DAS EDIÇÕES ............................................................................... 276