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Treinamento para

Olimpíadas de N •Í •V •E •L 3

2009
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Matemática

AULAS 24 E 25
TEOREMAS E DEFINIÇÕES
Conceitos Relacionados

I. SINAIS EM GEOMETRIA
1. Reta Orientada
Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e indicado por uma seta. A
figura abaixo mostra uma reta r, orientada por uma seta, a qual indica o sentido positivo da mesma.

2. Segmento orientado de uma reta r


Sejam A e B dois pontos distintos sobre uma reta r. A parte da reta r compreendida entre esses dois pontos é de-
nominada de segmento AB da reta r. Chamamos de segmento orientado AB a um segmento da reta r a que foi atribuí-
do um sentido de percurso (de A para B), o primeiro (A) denominado de origem do segmento, o segundo (B) denomi-
nado de extremidade.

Um segmento orientado possui assim comprimento, direção (direção da reta r) e sentido.


Se AB é um segmento orientado de r, o segmento orientado BA é oposto de AB.
Observação
Quando o ponto B coincide com o ponto A, dizemos que o segmento orientado AB é nulo.

3. Medida de um segmento orientado (comprimento)


Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um número real, não negativo, que
é a medida do segmento em relação aquela unidade. A medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu

módulo. O comprimento do segmento AB indicaremos aqui por AB.
Por exemplo, o comprimento do segmento AB, na unidade u, representado na figura abaixo é de 4 unidades de

comprimento, isto é, AB = 4u

A B
u
Observações
1. Os segmentos nulos têm comprimento igual a zero.
— —
2. AB = BA

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4. Direção e sentido de segmentos orientados
Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção, se as retas suportes desses segmentos são
paralelas:
PARALELAS DISTINTAS
SENTIDOS IGUAIS SENTIDOS OPOSTOS
B B

A D A D

C C

PARALELAS COINCIDENTES
SENTIDOS IGUAIS SENTIDOS OPOSTOS
D D
C C
B B
A A

Observações
1. Só se pode comparar os sentidos de dois segmentos orientados se eles têm mesma direção.
2. Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

5. Sinal de um segmento orientado (Convenção)


Quando trabalhamos com segmentos orientados de uma mesma reta, indica-se com sinal + aqueles que são orien-
tados num sentido determinado e com sinal – os que são orientados em sentido oposto.
Por exemplo: Sejam A, B e C três pontos colineares com B entre A e C, conforme mostra a figura abaixo:
a b
A B C

Os segmentos orientados AB e BC estão sobre a mesma reta.


Sejam a e b os comprimentos (em uma certa unidade) dos segmentos AB e BC respectivamente.
Admitindo que os segmentos sejam afetados de sinal positivo quando o ponto de chegada está à direita do ponto
de partida e sinal negativo caso contrário, teríamos para este exemplo:
AB = a, AC = AB + BC = a + b, BA = – a e CA = – (a + b) = – a – b
O que permite escrevermos:
AB = – BA, ou ainda, AB + BA = 0.
AC = AB + BC = – CA, ou ainda, AB + BC + CA = 0.

Observações
1. Quando a reta é orientada usa-se sinal + para aqueles segmentos orientados com o mesmo sentido da reta.
2. Note que esta relação é verdadeira para quaisquer que sejam as posições relativas dos pontos A, B e C sobre a
mesma reta (verifique!). Caso não usássemos segmentos orientados não teríamos a fórmula única AB + BC + CA = 0
que relacionasse estes pontos em suas diferentes posições na reta, o que constitui uma grande vantagem do
uso de segmentos orientados.

6. Sinais das razões de dois segmentos orientados


— — AB
Sejam AB e BC dois segmentos orientados de uma mesma reta de comprimentos AB e BC respectivamente. é
BC
uma razão destes dois segmentos. O sinal desta razão é:

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Positivo, quando os segmentos AB e BC são orientados num mesmo sentido.
AB AB
Neste caso, escrevemos =
BC BC
Negativo, quando os segmentos AB e BC são orientados em sentido oposto.
AB AB
Neste caso, escrevemos =–
BC BC

— Por exemplo, sejam A, B e C pontos colineares dispostos sobre uma reta como mostra a figura abaixo, onde o
— —
AC = a, CB = b e BD = c.
a b c
A C B D

Escolhendo o sentido da esquerda para a direita, para indicar com sinal + os segmentos que são orientados neste
sentido e com sinal – os que são orientados em sentido oposto, podemos escrever:

AC AC a
= =  0, o ponto C pertence ao segmento AB.
CB CB b

AD AD a+b+c a+b+c
=– =– =–  0, o ponto D pertence ao prolongamento de AB.
DB DB BD c

7. Vantagens da convenção dos sinais


Sejam A, B e P pontos de uma mesma reta, distintos dois a dois e k um número real não nulo e distinto de –1 tal que
AP
k= . Com a convenção de sinais, temos que para cada número real k (k ≠ 0 e k ≠ –1) existe uma e somente uma
PB
posição para o ponto P na reta AB. Observe que:

Posição de P k
P A B
–1  k  0

A P B k0
(quando k = 1, P é ponto médio de AB)

A B P k  –1

Sem a convenção de sinais, não teríamos unicidade com respeito a posição de P criando ambiguidades com res-
peito a posição de P em relação a dois pontos fixos A e B. Além disso, a convenção dos sinais dos segmentos de uma
mesma reta permite representar por uma única fórmula os diversos casos de certos problemas decorrentes das dife-
rentes posições de três pontos sobre uma reta. (observação 2 no item 4 acima sobre convenção de sinais).

II. CEVIANA DE UM TRIÂNGULO

B X C T

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1. Definição
Ceviana de um triângulo é um segmento unindo um vértice do triângulo a um ponto qualquer do lado oposto
correspondente ou do seu prolongamento. Por exemplo, se X ,Y e Z são pontos sobre os lados BC, CA e AB
respectivamente do triângulo ABC e T um ponto sobre o prolongamento do lado BC (figura anterior), então os
segmentos AX, BY, CZ e AT são cevianas do triângulo ABC
Notas:
1. A palavra Ceviana é decorrente do nome do matemático italiano Giovanni Ceva (1648-1734).
2. Alguns autores denominam as retas suportes dos segmentos AX, BY, CZ e AT de cevianas do triângulo ABC.

2. Cevianas notáveis
A altura (AH), a mediana (AM), a bissetriz interna (AS) e a bissetriz externa (AS’) de um triângulo ABC:

B M S H C S’

são exemplos de cevianas deste triângulo ABC.


Recordemos abaixo a definição delas.
Altura (AH) é um segmento da reta perpendicular traçada de um vértice à reta suporte do lado oposto que tem por
extremidades esse vértice e o ponto de encontro com a reta suporte.
Mediana (AM) é um segmento de reta em que as extremidades são um vértice e o ponto médio do lado oposto a
este vértice.
Bissetriz interna (AS) é um segmento de reta que une um vértice a um ponto do lado oposto dividindo o ângulo
interno deste vértice ao “meio”.
Bissetriz externa (AS’) é um segmento de reta que une um vértice a um ponto do prolongamento do lado oposto a
este vértice dividindo o ângulo externo deste vértice ao “meio”.

III. TEOREMAS
1. Comprimento de uma ceviana
No cálculo do comprimento de uma ceviana em função dos lados do triângulo usa-se geralmente pelo menos
um dos teoremas a seguir:
• Teorema de Pitágoras
• Teorema dos Cossenos (Teorema de Stewart)
• Teorema dos Senos

T1 – TEOREMA DOS COSSENOS


— — —
Se a = BC , b = CA e c = AB são os comprimentos dos lados de um triângulo ABC,
A
14243

a2 = b2 + c2 – 2 ⋅ bc ⋅ cos  b
c
então b2 = a2 + c2 – 2 ⋅ ac ⋅ cos B̂
c2 = a2 + b2 – 2 ⋅ ab ⋅ cos Ĉ
C
B a

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Nota: Uma consequência direta deste teorema é o TEOREMA DE STEWART, muito usado no cálculo do compri-
mento de ceviana, e cujo enunciado é dado a seguir:
— —
Se ABC é um triângulo e P um ponto do lado BC distinto de B e C, de modo que BP = m e PC = n,
A

c b
então a ⋅ (p2 + m ⋅ n) = c2 ⋅ n + b2 ⋅ m p

B m
P n C
144424443
a
A justificativa para o resultado acima, pode ser obtida aplicando o teorema dos cossenos, aos triângulos ABP e APC,
em relação ao vértice P e o fato da soma de cossenos: cos ∠APB + cos ∠APC ser igual a zero. Um outro modo,
consiste na aplicação do teorema dos cossenos, aos triângulos ABC e ABP, em relação ao vértice B e o fato de
termos a igualdade: cos ∠ABC = cos ∠ABP.

T2 – TEOREMA DOS SENOS


— — —
Se a = BC , b = CA e c = AB são os comprimentos dos lados de um triângulo ABC e R o raio da circunferência
circunscrita à este triângulo,
C

b
a
então a b c O
= = = 2R A R
sen A senB sen C
c
B

R é o raio da circunferência circunscrita ao triângulo ABC


2. Concorrência de cevianas
Duas ou mais retas são concorrentes quando existe um único ponto comum a elas.
Dentre varias maneiras para demonstrar concorrência, uma delas é o teorema de Ceva.
T3 – TEOREMA DE CEVA
Sejam D, E e F pontos respectivamente sobre os lados BC, CE e AB (ou seus prolongamentos) de um triângulo
ABC (mas não coincidentes com seus vértices).
A F

F E A
P

P E

B D C B C D

Figura 1 Figura 2

AF BD CE
“As retas AD, BE, CF são concorrentes se, e somente se, ⋅ ⋅ = 1”.
FB DC EA
Notas
1. Necessariamente temos D, E e F sobre os lados do triângulo ABC (figura 1), ou exatamente um deles sobre um lado
e os outros dois sobre os prolongamentos dos outros dois lados (figura 2).
AF BD CE
2. A relação ⋅ ⋅ = 1 foi obtida considerando os pares de segmentos: (AF, FB) sobre a reta AB, (BD, DC)
FB DC EA
sobre a reta BC e (CE, EA) sobre a reta CA, como segmentos orientados.
3. Colinearidade de pontos
Três ou mais pontos são colineares quando existe uma reta que “passa” por eles.
Dentre várias maneiras de mostrar colinearidade, uma delas é o Teorema de Menelaus.

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T4 – TEOREMA MENELAUS
Sejam três pontos D, E e F respectivamente sobre os lados BC, CA e AB (ou seus prolongamentos) de um triân-
gulo ABC (mas distintos de A, B e C).

F
E A
E
A
F
X
X

D B C D B C

Caso 1 Caso 2

“D, E e F são colineares se, e somente se, AF ⋅ BD ⋅ CE = – 1”


FB DC EA
Notas
1. Dizemos que D, E e F são colineares se pertencem a uma reta. Esta reta frequentemente é denominada de trans-
versal ou secante e referiremos a ela simplesmente por DEF.
2. Necessariamente um dos pontos D, E ou F pertencem ao prolongamento do lado.

3. A relação AF ⋅ BD ⋅ CE = – 1 foi obtida considerando os pares de segmentos: (AF, FB) sobre a reta AB, (BD, DC)
FB DC EA
sobre a reta BC e (CE, EA) sobre a reta CA, como segmentos orientados.

IV PONTOS NOTÁVEIS DE UM TRIÂNGULO

1. Definições Propriedades

D1: Baricentro: Ponto de intersecção das medianas As medianas de um triângulo tem um único ponto em
de um triângulo comum.
Se G é o baricentro de um triângulo ABC e M é pon-
to médio do lado BC então AG = 2 GM.

D2: Ortocentro: Ponto de intersecção das retas su- As retas suportes das alturas de um triângulo tem um
portes das alturas de um triângulo único ponto em comum.
O simétrico do ortocentro em relação a qualquer
lado pertence a circunferência circunscrita a este triân-
gulo

D3: Incentro: Ponto de intersecção das bissetrizes As bissetrizes internas de um triângulo tem um único
internas de um triângulo ponto comum.
O incentro equidista dos lados de um triângulo

D4: Circuncentro: Ponto de encontro das media- As mediatrizes dos lados de um triângulo tem um único
trizes de um triângulo. ponto em comum.
O circuncentro de um triângulo ABC equidista dos
vértices deste triângulo
D5. O triângulo cujos vértices são os pontos médios dos lados do triângulo ABC é denominado de ‘triângulo
medio’. Enquanto que o triângulo cujos os vértices são os pés das alturas do triângulo ABC é denominado
de triângulo ‘órtico’.

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2. Posição dos Pontos Notáveis em Relação ao ΔABC
— Ortocentro (H) de um triângulo ABC

H
A
F A
E
A E
E
F H

B D C B D C H=B C
Obtusângulo Acutângulo Retângulo
H é externo ao ΔABC H é interno ao ΔABC H é o vértice do ângulo reto

— Circuncentro (O) de um triângulo ABC

A A B
C
R R
R R
A C
O R O R R O R
R
B
B C

Obtusângulo Acutângulo Retângulo


O é externo ao ΔABC O é interno ao ΔABC O é o ponto médio de AC
AO = OB = OC = R OA = OB = OC = R BO é a mediana relativa a AC
— —
(R é o circunraio ) (O é o circuncentro ) AC = 2 ⋅ BO

— O incentro [I] e o baricentro (G) são sempre pontos internos ao triângulo ABC.
Nota: A circunferência circunscrita ao triângulo ABC é denominada de circuncírculo e o seu raio de circunraio.

Em Classe
1. (OBM) O triângulo retângulo ABC, de hipotenusa AB, está inscrito em um triângulo equilátero PQR, como
mostra-se na figura abaixo. Se PC = 3, e BP = CQ = 2, calcule AQ.
R

B
A
2

P 3 C 2 Q

2. (OBM) Em um triângulo ABC, seja D um ponto sobre o lado BC tal que DB = 14, DA = 13 e DC = 4. Sabendo
que o círculo circunscrito ao triângulo ADB tem raio igual ao do círculo circunscrito ao triângulo ADC, calcule a
área do triângulo ABC.

3. (ESLOVÊNIA) Denote por I o incentro do triângulo ABC. Sabe-se que AC + AI = BC. Encontre a razão da medida
do ângulo ∠BAC para a medida do ângulo ∠CBA.

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4. (OLIMPÍADA REGIONAL MEXICANA) Dado um triângulo ABC. Sejam D, E e F pontos sobre os lados BC, CA e AB
AF 1 CE 2
respectivamente, tais que = e = . Seja P ponto de interseção da reta DE com o prolongamento do
FB 2 EA 3
lado BA, no sentido de B para A, N ponto comum as cevianas AD, BE e CF conforme figura.
Nota: As razões dadas acima são de segmentos orientados.
P

N E

B
D C

Usando o teorema conveniente (CEVA ou MENELAUS), calcule:


BD AP CN
a) a razão de segmentos orientados: , e
DC PB NF
( ADP )
b) da área do ΔADP para a área do ΔADC, isto é:
( ADC)
Nota: (X) = área da região plana limitada pelo polígono X.

5. (TREINAMENTO OLÍMPICO AMERICANO) Usando o teorema de Ceva prove que as medianas de um triângulo
são concorrentes.
(O ponto de concorrência é denominado de baricentro).
— —
6. (TREINAMENTO OLÍMPICO ESPANHOL) ABC um triângulo não isósceles, com AB  AC, conforme figura abaixo.

N
M

B L
C

Prove que: Se M é a intersecção da bissetriz interna relativa ao vértice B com o lado AC, N intersecção da
bissetriz interna relativa ao vértice C com o lado AB e L a intersecção da bissetriz externa relativa ao vértice A
com o prolongamento do lado BC, então M, N e L são colineares.

Em Casa
1. (OLIMPÍADA REGIONAL PORTUGUESA) Seja A um vértice de um quadrado, e seja M e N pontos médios dos
lados que não contém o vértice A. Calcular cos α, onde α = ∠MAN.
A
2. (OLIMPÍADA AMERICANA – AIME) ABC é um triângulo com ângulo
— —
reto em B, e P é um ponto do seu interior tais que PA = 10, PB = 6 e

∠APB = ∠BPC = ∠CPA; conforme figura. Calcular PC .
P

B C

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3. (OBM) Seja ABC um triângulo e O seu circuncentro. Seja ainda P a intersecção das retas BO e AC e S é o circun-
círculo do triângulo AOP.
B

A C
P

Suponha que BO = AP e que a medida do arco OP em S que não contém A é 40°. Determine a medida do ângulo
∠OBC.
Nota: circuncírculo do ΔAOP é a circunferência circunscrita ao ΔAOP.

4. (OLIMPÍADA ITALIANA) Seja ABC um triângulo acutângulo, seja AH uma de suas alturas e O o seu circuncentro.
Sabendo que ∠BAH = 47º e ∠BAC = 57º, determine a medida, em graus, do ângulo ∠HAO.

5. (OBM) O triângulo ABC é retângulo em B. Sejam I o centro da circunferência inscrita em ABC e O o ponto médio
do lado AC. Se ∠AOI = 45°, quanto mede, em graus, o ângulo ∠ACB?

6. (OLIMPÍADA REGIONAL ESPANHOLA) Na figura abaixo ADE e ACB são triângulos retângulos em D e C respectiva-
— —
mente. Sabe-se que F é a intersecção dos catetos DE e CB, FE = 2 ⋅ FG e que o ponto G do segmento FD é o
baricentro do triângulo ABC.
E

C
F

A D B

Determine, em graus, a medida do ângulo AB̂C

7. (INDONÉSIA) Seja ABC um triângulo com ∠ABC = ∠ACB = 70º. Seja D o ponto sobre o lado BC tal que AD é a
altura, E ponto sobre o lado AB tal que ∠ACE = 10º, e F ponto da intersecção de AD e CE. Prove que CF = BC.

8. (OLÍMPIADA AMERICANA PRIMEIRA FASE) Seja ABC um triângulo obtusângulo em B. Sejam D e E pontos
sobre o lado AC de modo que AD = 3, DE = 2 e ∠ABD = ∠DBE = ∠EBC = 45º, conforme figura abaixo.

A
3
D 2 E

45º 45º
45º
C
B

Calcule o comprimento do segmento EC.

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— — — —
9. No triângulo ABC abaixo AD, BE e CF são cevianas concorrentes, tais que: AF = 3, FB = 2, CE = 2 e EA = 4.
Calcular: A

BD
a) 3 4
DC
F
( ABD) E
b) O
2 2
( ABC)
B C
D

Nota: (X) = área da região plana limitada pelo polígono X.

10. Os lados de um triângulo ABC são divididos em “partes iguais” conforme mostra a figura abaixo.

A
E’
F’
E
F

B D’ D C

Nestas condições, usando o teorema recíproco de CEVA, determine em qual das ternas de cevianas:
(AD, BE, CF) e (AD’, BE’, CF’), encontramos concorrência das cevianas.

11. (PONTO DE GERGONNE) Sejam D, E, F pontos de tangencia da circunferência inscrita no triângulo ABC com
seus os lados BC, CA e AB respectivamente.

F S

B D C

Prove que as cevianas AD, BE e CF são concorrentes, isto é, tem um ponto S em comum. Nota: Este ponto é
denominado de ponto de Gergonne, em homenagem ao matemático Joseph Dias Gergonne (1771-1859),
enquanto que as cevianas AX, BY e CZ são denominadas de cevianas de Gergonne.

12. (TREINAMENTO OLÍMPICO AMERICANO) Usando o teorema de Ceva prove que as bissetrizes internas de um
triângulo são concorrentes. (O ponto de concorrência é denominado de incentro).

13. No triângulo ABC abaixo CF é mediana e BE é bissetriz.


⎯ ⎯ ⎯
Dado que AB = 6, BC = 8 e CA = 7, calcule o comprimento x do segmento BD.

6
F E
P

B x D C
8

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— — — —
14. No triângulo ABC abaixo, tem-se que AF = 3, FB = 2, CE = 4 e EA = 2. Dado que D, F e E são pontos colineares,
calcular: A
2
BD 3 E
a)
DC
F 4
(DFB )
b) 2
(DFC)
D B C

15. Os lados de um triângulo ABC são divididos em “partes iguais” conforme mostra a figura abaixo.
F
A
F’
E

E’

D’ C D B

F e D´ pontos marcados sobre os prolongamentos de BA e BC, conforme mostra a figura.


Nestas condições, usando o teorema recíproco de Menelaus, determine em qual das ternas de pontos:
(D, E, F) e ( D´, E´, F´), encontramos colinearidade dos pontos.

16. No triângulo ABC abaixo F é ponto médio de AB.


⎯ ⎯ ⎯
Dado que AB = 6, BC = 8 e CA = 7, calcule o comprimento y do segmento AE.
A

y
6
F
E

B D
C
8 2

17. (OLIMPÍADA REGIONAL PORTUGUESA) Sejam D e E pontos respecti-


A
vamente sobre os lados BC e CA do triângulo ABC. Seja Z a in-
tersecção das cevianas AD e BE (conforme figura ao lado).

BD CE 1 AZ EZ E
Dado que = = , determine as razões: e
DC EA 2 ZD ZB Z

B C
D

18. Seja ABC um triângulo retângulo em A. Sejam M, N e L pontos sobre os lados CA, AB e BC, respectivamente,
— — — —
tais que AN = 2, NB = 1, AC = 4 e BL = x. Sabendo que as cevianas AL, CN, BM são concorrentes em um ponto
O e que BM é uma mediana, calcule x.

19. (TREINAMENTO OLÍMPICO AMERICANO) Seja M (distinto dos vértices) um ponto arbitrário sobre o lado AB de
um triângulo ABC. Se P e Q são pontos de intersecção das bissetrizes do ângulo BM̂C e AM̂C com lados BC e
AC, respectivamente. Prove que as cevianas AP, BQ e CM do triângulo ABC são concorrentes.

20. (TREINAMENTO OLÍMPICO AMERICANO) Sejam AD, BE e CF cevianas concorrentes de um triângulo ABC.
Sejam L, M e N pontos médios dos lados BC, CA e AB respectivamente. Sejam D’ simétrico de D em relação a
L, E’ simétrico de E em relação a M e F’ simétrico de F em relação a N. Prove que as cevianas AD’, BE’ e CF’
são também concorrentes.

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21. Prove que: As retas suporte das alturas de um triângulo ABC são concorrentes.
(Este ponto de concorrência é denominado de Ortocentro)
A A

F C
D B
E

B C F
D

22. (OLÍMPIADA COLOMBIANA) Na figura abaixo, ABCD é um quadrado. F é um ponto sobre o lado BC e E um
ponto sobre o prolongamento do lado AB (de A para B), tal que BE = BF. G é o ponto de interseção do segmento
CE com o prolongamento do segmento AF. Determine a medida do ângulo ∠AGE, em graus.
A B E

D C

— —
23. (TREINAMENTO OLÍMPICO AMERICANO) Seja ABC é um triângulo retângulo com hipotenusa AB, AB = 10 e AC = 8.
C
Q
8 P

A
S B T
10
— —
Seja P e Q pontos sobre os lados BC e AC, respectivamente, tais que CP = CQ = 2.
Seja S ponto de interseção da reta que passa por C e pelo ponto de interseção, R, determinado pelas retas AP e
BQ, com lado AB. Seja T ponto de interseção da reta AB com a reta suporte do segmento PQ. Nestas condições,
determine o comprimento do segmento TS.

24. Prove que: Se num quadrilátero ABCD, conforme a figura abaixo,


Y
P
X
B
C

A D Q

P é o ponto de interseção das retas AB e CD, Q é o ponto de interseção das retas AD e BC, X é o ponto de
PX PY
interseção das retas AC e PQ e Y o ponto de interseção das retas BD e PQ, então =– .
XQ YQ

25. O lado AB (de A para B) de um quadrado ABCD é prolongado até um ponto P tal que BP = 2 ⋅ AB. Seja que M ponto
médio do lado DC e Q ponto de interseção das retas BM e AC. Seja R ponto de interseção das retas PQ e BC.
CR
Nestas condições, encontre o valor da razão .
RB

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26. (OLIMPÍADA DE MAIO) Seja ABCD um trapézio de bases AB e CD. Seja O ponto de interseção de suas diagonais
AC e BD. Se a área do triângulo ABC for 150 e a área do triângulo ACD for 120, calcular a área do triângulo BCO.
D C
O

A B

27. (OLIMPÍADA COLOMBIANA) AD, BE e CF são cevianas concorrentes do triângulo ABC.


A

E
F

B D C

AF 2 CE 3 (DEF )
Sabendo que = e = , calcule a razão de áreas: .
AB 3 CA 4 ( ABC)

28. (OLIMPÍADA INTERNACIONAL DE MATEMÁTICA-IMO) As diagonais AC e CE do hexágono regular ABCDEF são


AM CN
divididas internamente pelos pontos M e N respectivamente, tal que: = = λ. Determine λ, se B, M e N são
AC CE
colineares.

29. (OBM) No triângulo ABC, M é o ponto médio do lado AC, D é um ponto sobre o lado BC tal que AD é bissetriz
— —
do ângulo BÂC e P é o ponto de interseção de AD e BM. Sabendo que a área de ABC é 100, AB = 10, AC = 30,
calcule a área do triângulo APB.
— — —
30. (OLIMPÍADA AMERICANA-AIMEI) ABC é um triângulo com AB = 13, BC = 15, CA = 17. Pontos, D, E, F sobre os la-
AD BE CF
dos AB, BC e CA respectivamente, tais que: = α, =β e = γ.
AB BC CA

2 2 (DEF )
Sabendo que α + β + γ = e α 2 + β2 + γ 2 = , calcule a razão de áreas .
3 5 ( ABC)

31. (TEOREMA DE VAN AUBEL): Se AD, BE, CF são cevianas de um triângulo ABC concorrentes em ponto S,
AS AE AF
então = +
SD EC FB

M
32. (TEOREMA DE PASCAL)
Prove que:
Se ABCDEF é um hexágono inscrito em uma circunferên-
cia, L interseção das retas suportes dos lados AB e DE, M L
a interseção das retas suportes dos lados CD e FA e N
B
interseção das retas suportes dos lados BC e EF, então N, A
C
M e L são colineares.
D
F E N

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33. (PROVA DE SELEÇÃO NACIONAL PARA OLIMPÍADA MEXICANA) Seja ABC um triângulo. Sejam D, E e F
pontos sobre BC, CA e AB respectivamente tais que CD = 2 DB, CE = 2 EA e AF = 2 FB, e seja I o ponto de
interseção de BE com CF. Seja M o ponto médio de AB. Prove que M, I e D são colineares.

34. Uma circunferência passando pelos vértices B e C de um ΔABC corta AB em P e AC, em R. Se PR corta BC em
QC RC × AC
Q, prove que = .
QB PB × AB

35. Os lados AB, BC, CD e DA de um quadrilátero são cortados por uma reta nos pontos K, L, M e N, respectiva-
BL AK DN CM
mente. Prove que ⋅ ⋅ ⋅ = 1.
LC KB NA MD

36. (OLIMPÍADA CANADENSE) Seja ABC um triângulo acutângulo. Seja AD a altura relativa ao lado BC e seja H um
ponto qualquer sobre o segmento AD. As retas BH e CH, quando prolongadas, intersectam AC e AB em E e F,
respectivamente. Prove que ∠EDH = ∠FDH.

37. (OLÍMPIADA IBEROAMERICANA) Seja P um ponto no interior do triângulo equilátero ABC tal que PA = 5, PB = 7
e PC = 8. Calcule o comprimento do lado do triângulo equilátero ABC.

38. (OBM) Seja ABC um triângulo acutângulo com BC = 5. Seja E o pé da altura relativa ao lado AC e F o ponto
médio do lado AB. Se BE = CF = 4, calcule a área do triângulo ABC.

39. (OBM) No triângulo ABC, a mediana e a altura relativas ao vértice A dividem o ângulo BÂC em três ângulos de
mesma medida. Determine as medidas, em graus, dos ângulos internos do triângulo ABC.

40. (OLIMPÍADA ITALIANA) Dois segmentos de reta dividem um triângulo ABC em quatro partes, sendo 3 triângulos
e 1 quadrilátero, conforme figura abaixo. A área, em cm2, dos três triângulos estão indicadas na figura.

P
4 7
8
A B

Determinar a área, em cm2, do quadrilátero.

41. (OLIMPÍADA BIELORUSSIA) Seja ABC um triângulo acutângulo e H seu ortocentro. Seja BB1 e CC1 alturas relativas
aos vértices B e C respectivamente. Seja A1 a interseção da reta perpendicular ao lado AC por A com o prolongamento
do lado BC, conforme figura. Prove que: A1, B1 e C1 são colineares se, e somente se, H é ponto médio da altura BB1.

B1

C1
H
C

B
A1

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42. (TREINAMENTO OLÍMPICO ITALIANO) Dado um triângulo ABC. Traça-se uma reta passando pelo baricentro G,
que encontra AB em K, AC em L e o prolongamento de BC em P (C está entre P e B).
A

K
G
L

B M C P

1 1 1
Demonstre que + = .
LG PG GK

Nota: A notação XY indica o comprimento do segmento orientado XY.

VI. LEITURA COMPLEMENTAR


1. DEMONSTRAÇÃO DO TEOREMA DE CEVA
Parte 1: (Condição Suficiente) Sejam D, E e F pontos respectivamente sobre os lados BC, CA e AB (ou seus
prolongamentos) de um triângulo ABC (mas distintos de A, B e C).

AF BD CE
“Se as retas AD, BE, CF são concorrentes, então ⋅ ⋅ = 1”.
FB DC EA

Demonstração
Seja P o ponto comum às retas AD, BE e CF.
Note que há duas posições possíveis para P; P interior (figura 1) ou exterior (figura 2) ao triângulo.
A demonstração que faremos a seguir é a mesma para ambas posições de P.
Sejam R e S respectivamente as intersecções das semi-retas BE e CF com uma reta construída paralelamente a
BC por A. Com esta construção obtemos as figuras abaixo a partir das figuras 1 e 2, e pares de triângulos seme-
lhantes.

A F
S R

A S R
F E
P

P E

B D C B C D

Figura 1 Figura 2
Destas semelhanças, podemos escrever sucessivamente:

AF AS
= (ΔAFS ∼ ΔBFC)
FB BC

CE BC
= (ΔCEB ∼ ΔAER)
EA AR

BD PD
= (ΔBPD ∼ ΔRPA)
AR PA

PD DC
= (ΔDPC ∼ ΔAPS)
PA AS

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— — — — —
Multiplicando membro a membro, e simplificando de modo convenientemente (AS, BC, AR, PD, PA ), obtém-se,
AF ⋅ CE ⋅ BD AF ⋅ CE ⋅ BD
numericamente, = DC. Portanto,= 1.
FB ⋅ EA FB ⋅ EA ⋅ DC
Considerando segmentos orientados e uma convenção de sinais, tem-se:

⎛ AF BD CE ⎞
Na figura 1: As 3 razões ⎜ , , de segmentos orientados são positivas. Na figura 2: Duas razões
⎝ FB DC EA ⎟⎠

⎛ AF BD ⎞ ⎛ CE ⎞
⎜⎝ FB , DC ⎟⎠ de segmentos orientados são negativas e somente uma razão ⎜ EA ⎟ é positiva.
⎝ ⎠

AF BD CE AF BD CE AF BD CE
Em ambos casos, o produto ⋅ ⋅  0. Portanto, ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ = 1.
FB DC EA FB DC EA FB DC EA

Parte 2: Recíproco (Condição Necessária) Se três pontos D, E e F estão sobre os lados de um triângulo
ABC, ou dois deles estejam sobre os prolongamentos e o terceiro sobre o lado, (mas distintos de A, B e C), tais que
AF BD CE
⋅ ⋅ = 1, então as três retas AD, BE, CF são concorrentes, isto é, tem um único ponto em comum.
FB DC EA

Demonstração
Seja P o ponto comum de duas das três retas, por exemplo, de BE e CF, tendo E e F sobre os lados do triângulo,
(figura 3) ou sobre seus prolongamentos (figura 4), o que não perde em generalidade. Suponhamos agora um ponto D’
sobre o lado BC (figura 3) ou sobre o prolongamento do lado BC (figura 4) de modo que a AD’ passe por P.
A F

A
F E P

P E

B D’ D C B C D D’

Figura 3 Figura 4
Nestas condições, decorre da Parte 1, que:
AF BD’ CE
⋅ ⋅ =1 [1]
FB D’C EA
Por outro lado, por hipótese, temos:
AF BD CE
⋅ ⋅ =1 [2]
FB DC EA
BD’ BD
Assim, de (1) e (2), segue-se que: = .
D’C DC
Daí conclui-se que D’ coincide D, o que significa dizer que AD passa por P, intersecção das outras duas retas.
Consequentemente as 3 retas AD, BE, CF são concorrentes em P.

2. DEMONSTRAÇÃO DO TEOREMA DE MENELAUS


Parte 1: (Condição Suficiente) Sejam três pontos D, E e F respectivamente sobre os lados BC, CA e AB (ou
seus prolongamentos) de um triângulo ABC (mas distintos de A, B e C).

AF BD CE
Se D, E e F são colineares, então ⋅ ⋅ = –1 .
FB DC EA

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Demonstração
Traça-se por B uma paralela ao lado AC. Sendo X a interseção desta paralela com a reta DEF, segue-se que os
pares de triângulos abaixo são semelhantes (DBX, DCE) e (BXF, AEF).

BD BX BX FB
Desta semelhança, podemos escrever: = e = .
DC CE EA AF

BD FB
Combinado estas igualdades resulta ⋅ CE = ⋅ EA .
DC AF

AF BD CE
Portanto, ⋅ ⋅ = 1.
FB DC EA

Necessariamente temos dois casos a se considerar. Caso 1: os três pontos D, E ou F pertencem aos prolonga-
mentos dos lados (ver figura) ou Caso 2: um exatamente um deles no prolongamento de um lado (figura).
F
E A
E
A
F
X
X

D B C D B C

Caso 1 Caso 2
Considerando segmentos orientados, os pares de segmentos: (AF, FB) sobre a reta AB, (BD, DC) sobre a reta BC
e (CE, EA) sobre a reta CA, tem-se segundo uma convenção de sinais:

⎛ AF BD CE ⎞
No Caso 1: As 3 razões ⎜ , , de segmentos orientados são negativas.
⎝ FB DC EA ⎟⎠

⎛ AF CE ⎞ ⎛ BD ⎞
No Caso 2: Duas razões ⎜ , de segmentos orientados são positivas e somente uma razão ⎜ é negativa.
⎝ FB EA ⎟⎠ ⎝ DC ⎟⎠

AF BD CE
Em ambos os casos, o produto ⋅ ⋅  0.
FB DC EA

AF BD CE AF BD CE
Portanto, ⋅ ⋅ =− ⋅ ⋅ = – 1.
FB DC EA FB DC EA

Parte 2: Recíproco (Condição Necessária) Sejam três pontos D, E e F respectivamente sobre os lados BC,
CA e AB (ou seus prolongamentos) de um triângulo ABC (mas distintos de A, B e C).

AF BD CE
Se ⋅ ⋅ = – 1, então D, E e F são colineares.
FB DC EA

Demonstração
Escolhendo dois quaisquer dos pontos D, E e F; por exemplo, digamos, D e E (o que não perde em generalidade),
traçamos a reta DE. Esta interceptará a reta AB em um ponto F’. Nestas condições, decorre da Parte 1,
AF’ BD CE AF BD CE AF’ AF
⋅ ⋅ = – 1. Mas, como por hipótese, devemos ter ⋅ ⋅ = – 1. Portanto, = , donde conclui-se
F’ B DC EA FB DC EA F’ B FB
que F’ = F , o que implica dizer que os pontos D, E e F são colineares.

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3. FORMA TRIGONOMÉTRICA EQUIVALENTE AO TEOREMA DE CEVA
AD, BE, CF são concorrentes se, somente se,
sin ∠BAD sin ∠ACF sin ∠CBE
× × =1
sin ∠CAD sin ∠BCF sin ∠ABE
E

4. GIOVANNI CEVA (1648-1734)


Matemático, físico, geômetra e engenheiro hidráulico italiano nascido em Milão, com destaque em probabilidades e
cálculos geométricos, lembrado pelo teorema de Ceva ou das cevianas, ressuscitando um teorema análogo devido a
Menelau de Alexandria, (aproximadamente 100 A. C.) o teorema de Menelaus. Foi educado em um colégio jesuíta
de Milão, e estudou na universidade de Pisa. Ensinou em Pisa até ser nomeado professor de matemática na Universidade
de Mântua (1686), onde permaneceu pelo resto de sua vida e morreu nesta cidade, hoje na Itália. Este matemático
italiano publicou o artigo De lineis rectis (1678) contendo o teorema das cevianas, demonstrando-o com argumentos
relativos a centros de gravidade, considerado dos mais importantes resultados da geometria sintética do triângulo no
período compreendido entre a Matemática da antiga Grécia e o século XIX. Em sua época o trabalho não obteve muita
repercussão, mas o matemático francês Joseph Diaz Gergonne (1771-1859) o redescobriu e o autor ganhou
seu devido reconhecimento. O teorema pode estender-se a qualquer polígono simples com um número ímpar de lados.
Outras publicações importantíssimas de sua autoria foram Opuscula mathematica (1682), Geometria Motus (1692), De
Re Nummeraria (1711) e Opus hydrostaticum (1728).

AULAS 26 E 27
Em Classe

1. Resolva em IR a equação x3 – 6x2 + 12x = 2 + 3x –8

2. Seja f uma função real, tal que f(x) + f(y) = f(x + y) – xy – 1, para quaisquer x e y reais. Dado que f(1) = 1, obtenha
todos os valores inteiros de x, tais que f(x) = x.

Em Casa
1. Seja A um subconjunto de IR, tal que possam ser definidas as funções:
2x – 1
f1 : A → A, f1(x) = e fn + 1 : A → A, fn +1(x) = f1(fn(x)), para todo n, n ∈ IN*
x +1
Resolva a equação f15(x) = f27(x).

2. Em cada caso, obtenha f(x):


a) f(x) + xf(1 – x) + 1 = 0, ∀x, x ∈ IR
⎛ 2⎞
b) 2f(x) + xf ⎜ ⎟ + 2 = 0, ∀x, x ∈ IR*
⎝ x⎠

3. Sendo x e y números reais, tais que y2 + 4ycos (xy) + 4 = 0, expresse y em função de x.

4. Resolva em IR: 7– 7+ x = x.

5. Dado que f(x3) + x ⋅ g(x3) = (1 + x + x2) ⋅ h(x3), para todo complexo x, obtenha o valor de f(1).

6. Seja p(x) um polinômio de coeficientes inteiros, tais que p(2004) e p(2005) sejam, ambos, números ímpares. Prove
que a equação p(x) = 0 não admite raízes inteiras.

SISTEMA ANGLO DE ENSINO – Coordenação Geral: Nicolau Marmo; Coordenação do TOM: Marco Antônio Gabriades; Supervisão de
Convênios: Helena Serebrinic; Nível 3: Antonio Carlos ROSSO Junior, GLENN Albert Jacques Van Amson, Luís Antonio PONCE Alonso, ROBERTO
Miguel El Jamal; Projeto Gráfico, Arte e Editoração Eletrônica: Gráfica e Editora Anglo Ltda;

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