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A DISSERTAÇÃO- ARGUMENTATIVA PASSO A PASSO.

SEGUNDA PARTE

Argumentar é a capacidade de relacionar fatos, teses, estudos, opiniões, problemas e possíveis soluções a fim de
embasar determinado pensamento ou ideia.
O objetivo desse tipo da argumentação é convencer, persuadir, levar o leitor a seguir uma linha de raciocínio e a
concordar com ela.
Veja alguns tipos de argumentos:

Argumento de autoridade

O público/leitor é levado a aceitar a validade da tese ou conclusão defendida a respeito de certos dados, pela
credibilidade atribuída à palavra de alguém publicamente considerado autoridade na área [J].
Exemplo
No livro didático X, as personagens que praticam boas ações são sempre ilustradas como loiras de olhos azuis, enquanto as más
são sempre morenas ou negras [D]. Podemos dizer que o livro X é racista [C], pois, segundo o antropólogo Kabengele Munanga,
do Museu de Antropologia da USP, ilustrações que associam traços positivos apenas a determinados tipos raciais são racistas
[J].

Argumento por evidência

Pretende-se levar o leitor a admitir a tese ou conclusão, justificando-a por meio de evidências de que ela se aplica
aos dados considerados.

Exemplo
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) de 2008, o telefone, a televisão e o
computador estão entre os bens de consumo mais adquiridos pelas famílias brasileiras. Esses dados mostram que
boa parte desses bens de consumo está ligada ao desejo de se comunicar. A presença desses três meios de
comunicação entre os bens mais adquiridos pelos brasileiros é uma evidência desse desejo.

Argumento por comparação (analogia)

Pretende-se levar o leitor a aderir à tese ou conclusão com base em fatores de semelhança ou analogia,
evidenciados pelos dados apresentados.
Exemplo
A quebra de sigilo nas provas do Enem 2009, denunciada pela imprensa, nos faz indagar quem seriam os
responsáveis. O sigilo de uma prova do Enem deve pertencer ao âmbito das autoridades educacionais – e não da
imprensa . Assim como a imprensa é responsável por seus próprios sigilos, as autoridades educacionais devem ser
responsáveis pelo sigilo do Enem.

Argumento por exemplificação

No argumento por exemplificação, o argumentador baseia a tese ou conclusão em exemplos representativos, os


quais, por si sós, já são suficientes para justificá-la.
Exemplo
Vejam os exemplos de muitas experiências positivas – Jundiaí (SP), Campinas (SP), São Caetano do Sul (SP), Campina
Grande etc. – sistematicamente ignoradas pela grande imprensa. Tantos exemplos levam a acreditar que existe uma
tendência predominante na grande imprensa do Brasil de só noticiar fatos negativos .

Argumento de princípio
Explicação
No argumento de princípio, a justificativa [J] é um princípio, ou seja, uma crença pessoal baseada numa constatação
(lógica, científica, ética, estética etc.) aceita como verdadeira e de validade universal. Os dados apresentados [D],
por sua vez, dizem respeito a um fato isolado, mas, aparentemente, relacionado ao princípio em que se acredita.
Ambos ajudam o leitor a chegar a uma tese, ou conclusão, por meio de dedução.
Exemplo
A derrubada dos índices de mortalidade infantil exige tempo, trabalho coordenado e planejamento [J]. Ora, o índice
de mortalidade infantil de São Caetano do Sul, em São Paulo, foi o que mais caiu no país [D]. Portanto, São Caetano
do Sul foi o município do Brasil que mais investiu tempo, trabalho coordenado e planejamento na área [C].

Argumento por causa e consequência

Explicação
No argumento por causa e consequência, a tese ou conclusão é aceita justamente por ser uma causa ou uma
consequência dos dados .
Exemplo
Não existem políticas públicas que garantam a entrada dos jovens no mercado de trabalho [D]. Assim, boa parte dos
recém-formados numa universidade está desempregada ou subempregada [C]. O desemprego e o subemprego são
uma consequência necessária das dificuldades que os jovens encontram de ingressar no mercado de trabalho [J].

Siga essas dicas:

Transforme o tema em uma pergunta (“O streaming e a revolução no consumo de mídias.”)

Procure responder à pergunta, de um modo simples e claro, concordando ou discordando (ou, ainda, concordando
em parte e discordando em parte): essa resposta é o seu ponto de vista.
Pergunte a você mesmo, o porquê de sua resposta, uma causa, um motivo, uma razão para justificar sua posição: aí
estará o seu argumento principal.

Agora, procure descobrir outros motivos que ajudem a defender o seu ponto de vista, a fundamentar sua posição.
Estes serão argumentos auxiliares.

Em seguida, procure algum fato que sirva de exemplo para reforçar a sua posição. Este fato-exemplo pode vir de
sua memória visual, das coisas que você ouviu, do que você leu. Pode ser um fato da vida política, econômica,
social. Pode ser um fato histórico. Ele precisa ser bastante expressivo e coerente com o seu ponto de vista. O fato-
exemplo, geralmente, dá força e clareza à nossa argumentação. Esclarece a nossa opinião, fortalece os nossos
argumentos. Além disso, pessoaliza o nosso texto, diferencia o nosso texto: como ele nasce da experiência de vida,
ele dá uma marca pessoal à dissertação.

DICAS
Pronomes Demonstrativos na Dissertação Usos de este, esta, isto, esse, essa, isso na redação.
Este, esta, isto
Usa-se este, esta, isto, para referir-se a frase ou oração posterior, ou seja, frase que ainda será escrita, e para referir-se ao
elemento imediatamente anterior, ou seja, elemento que acabou de ser escrito. Ex. Atenção a estas palavras: O fumo é
prejudicial à saúde. O fumo é prejudicial à saúde. Esta deve ser preservada sempre, portanto não fume.
Esse, essa, isso
Usa-se esse, essa, isso, para referir-se a frase ou oração anterior, ou seja, frase que já foi escrita. Ex.: O fumo é prejudicial à
saúde. Isso já foi comprovado cientificamente.

1- Quando você quiser dar ideia de acréscimo, use os conectivos de adição como, por exemplo: ‘além disso’, ‘
também’, ‘e’, ‘nem’, ‘não só’ , ‘mas também’, ‘bem como’…
2- Se quiser passar a ideia de mudança, alternância: ‘ou…ou’, ‘quer…quer’, ‘seja…seja’.
3- Caso precise justificar uma ocorrência: ‘porque’, ‘já que’, ‘visto que’, ‘graças a’, ’em virtude de’.
4- Para fazer um desfecho de uma determinada ideia, use os conectivos de conclusão
como: ‘logo’, ‘portanto’, ‘pois’.
5- Você pode estabelecer uma hipótese, uma condição usando os seguintes conectivos: ‘se’, ‘caso’, ‘desde
que’, ‘eventualmente’, ‘a não ser que’, ‘a menos que’.
6- Para comparar alguém ou alguma coisa, lance mão dos conectivos de comparação: ‘como’, ‘assim como‘.
7- Agora, se você quiser passar a ideia de ‘estar de acordo’, é importante usar os conectivos de conformidade
como: ‘conforme’, ‘segundo’, ‘de acordo com’…
8- Para exprimir uma ideia de consequência: ‘com efeito’, ‘tão’, ‘assim’, ‘consequentemente’, ‘tanto’, ‘de
modo que’, ‘de forma que’, ‘de maneira que’…
9- Explicar um determinado fato ficará mais fácil se utilizar os conectivos: ‘pois’, ‘a saber’, ‘isto é’, ‘por
exemplo’, ‘porquanto’…
10- Expressar uma ideia de objetivo, intenção, é muito fácil! Utilize um conectivo de finalidade.
Exemplos: ‘para que’, ‘a fim de que’, ‘para’ (+ verbo no infinitivo).
11- Ao apresentar uma ideia oposta, os conectivos de oposição a serem usados
são: ‘mas’, ‘porém’, ‘entretanto’, ’embora‘, ‘mesmo que’, ‘apesar de’ (+ verbo no infinitivo).
12- Caso queira utilizar a ideia de proporção, use as conjunções que indicam intensidade: Exemplos: ‘à
medida que’, ‘à proporção que‘, ‘quanto mais’, ‘quanto menos’.
13- Já para determinar uma ideia temporal, os conectivos a serem usados são: ‘quando’, ‘logo que‘, ‘assim
que’, ‘toda vez que’, ‘enquanto’.

Com relação ao tema iniciado e a tese já escrita, agora é o momento para rascunhar o desenvolvimento:

Rascunho:
Releia, ajuste conectivos, acentuação e pontuação e à caneta, reescreva o desenvolvimento?

TERCEIRA PARTE

A conclusão, ao contrário do que muitos pensam, não é lugar de simplesmente repetir o que já foi dito. Ela
precisa ser um fechamento que acrescenta algo ao texto. Pode ser uma retomada da discussão, mas de uma forma
inovadora, que não se limita a repetições. Pode também ser usada para fazer advertências, uma análise crítica do
tema discutido ou, até mesmo, fazer sugestões, caso o tema trate de um problema social, por exemplo.
É a partir do bom fechamento do parágrafo do desenvolvimento que partirá o raciocínio que vai formar a
conclusão.
Quando você for concluir seu texto, responda:
– Que lição pode ser tirada disso?
– Como resumir a solução para esse problema?
– O que merece ser destacado nesse raciocínio?
Elabore sua conclusão respondendo essas perguntas em relação ao seu texto e você terá uma boa conclusão.
Rascunho:
Agora releia, corrija, altere e passe à caneta: