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O objectivo central do governo é auxiliar o impacto de recursos socialmente

desejáveis. Este lado da política do governo está concentrada no “quê” e no “como” da


vida económica.

Alguns países defendem o estilo “Laissez-faire” para o estado, isto é, a vida


económica centra-se livremente no jogo da procura e oferta do mercado.
O “Laissez-faire” admite que os bens são sempre produzidos eficientemente por
empresas em concorrência perfeita. Admite também que não há externalidades e que
cada indivíduo dispõe de oportunidades iguais e dotações iguais de recursos.

Se todas estas condições fossem satisfeitas, a produção e a distribuição da riqueza


nacional seria feita de uma forma eficiente e equitativa e não haveria necessidade de
intervenção do estado na economia.

Mas este estilo de mercado é uma utopia para os governos, uma vez que as falhas de
mercado são constantes. É nestas situações que entram as chamadas
externalidades.

Uma externalidade ocorre quando a produção ou o consumo causam custos ou


benefícios involuntários a outros.

Esses custos ou benefícios são impostos a outros e não são pagos por quem
realmente os causa nem por quem os recebe.

Por outras palavras, uma externalidade é uma influência do comportamento do agente


económico no bem-estar de outro agente económico sem que essa influência seja
reflectida nas transacções de mercado ou monetárias.

As externalidades dividem-se entre externalidades negativas e positivas. As


externalidades negativas causam um custo involuntário aos outros, enquanto as
externalidades positivas causam um benefício.

Um exemplo de externalidade negativa no nosso país é o caso da refinaria Petrogal,


conhecida pelos níveis elevados de poluição, sobretudo de emissão de benzeno. Este
poluente apresenta um alto potencial cancerígeno e causa outras agressões
importantes ao organismo humano.
De que forma, situações como esta, levam à ineficiência económica?
A destruição de recursos alheios sem a respectiva recompensa económica reduz a
máxima produção de uma economia gerando ineficiência económica. As empresas
poluidoras só estão interessadas em limpar a poluição que provoca danos privados.
Por exemplo, a poluição emitida pela Petrogal provoca danos nas próprias instalações
e nos próprios funcionários. As empresas poluidoras não estão interessadas em limpar
a poluição que provoca danos externos. No exemplo, se esses dados externos forem
quantificados em 30 Euros/tonelada de poluição, e se a refinaria produzir 1000
toneladas, então a externalidade negativa será de
30x1000 Euros. Este valor não é pago aos prejudicados, e isto é uma ineficiência
económica.

O que pode então ser feito?

A acção pode ser feita através de controlo directo, obrigando as empresas


poluidoras a reduzirem as emissões de poluição. Geralmente, há penalizações
monetárias para as empresas que não cumprem as normas. No entanto, algumas
empresas preferem transgredir a lei, porque o benefício económico do incumprimento
é superior à multa a aplicar.

Podem ainda aplicar-se impostos pelas emissões, isto é, impostos sobre a poluição ou
as emissões poluentes que obrigam as empresas a pagar um imposto pela sua
poluição igual ao valor do dano ao exterior.

Se a refinaria estivesse a dar um dano exterior de 30€/tonelada, de facto o imposto a


aplicar seria exactamente igual a 30€tonelada “Neste caso a empresa poluidora tornou
interna a externalidade negativa que gerou”.