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Micropigmentação Básica,

Paramédica e Despigmentação

Brasília-DF.
Elaboração

Taís Amadio Menegat

Produção

Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração


Sumário

APRESENTAÇÃO.................................................................................................................................. 5

ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA..................................................................... 6

INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 8

UNIDADE I
REVISÃO: ANATOMIA DA PELE................................................................................................................. 9

CAPÍTULO 1
SISTEMA TEGUMENTAR............................................................................................................... 9

UNIDADE II
MICROPIGMENTAÇÃO......................................................................................................................... 21

CAPÍTULO 1
A BASE DA MICROPIGMENTAÇÃO........................................................................................... 21

CAPÍTULO 2
COMO CICATRIZAR E FIXAR PIGMENTO................................................................................... 26

CAPÍTULO 3
BIOSSEGURANÇA.................................................................................................................... 32

CAPÍTULO 4
ANAMNESE E TERMO CONSENTIMENTO................................................................................... 37

CAPÍTULO 5
COLORIMETRIA....................................................................................................................... 40

CAPÍTULO 6
MÉTODOS DE ANESTESIA......................................................................................................... 50

CAPÍTULO 7
ELETROTERAPIA APLICADA NA MICROPIGMENTAÇÃO.............................................................. 57

UNIDADE III
MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS.......................................................................................... 64

CAPÍTULO 1
NOÇÕES DE VISAGISMO......................................................................................................... 64

UNIDADE IV
BLEFAROPIGMENTAÇÃO....................................................................................................................... 77
CAPÍTULO 1
PIGMENTAÇÃO DA ÁREA DOS OLHOS..................................................................................... 77

UNIDADE V
LÁBIOS PERFEITOS................................................................................................................................. 82

CAPÍTULO 1
MICROPIGMENTAÇÃO DOS LÁBIOS......................................................................................... 82

UNIDADE VI
PARAMÉDICA....................................................................................................................................... 89

CAPÍTULO 1
MICROPIGMENTAÇÃO PARAMÉDICA....................................................................................... 89

CAPÍTULO 2
MÉTODO DE APLICAÇÃO........................................................................................................ 92

CAPÍTULO 3
MICROPIGMENTAÇÃO DE HIPOCROMIAS............................................................................... 96

UNIDADE VII
MICROBLADING................................................................................................................................... 98

CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO E HISTÓRIA DO MICROBLADING........................................................................ 98

UNIDADE VIII
CAPILAR............................................................................................................................................. 106

CAPÍTULO 1
MICROPIGMENTAÇÃO CAPILAR............................................................................................ 106

UNIDADE IX
DERMODESPIGMENTAÇÃO................................................................................................................. 110

CAPÍTULO 1
REMOÇÃO DA MICROPIGMENTAÇÃO.................................................................................. 110

REFERÊNCIAS................................................................................................................................. 121
Apresentação

Caro aluno

A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se


entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade.
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da
Educação a Distância – EaD.

Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade


dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos
específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém
ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a
evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.

Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo


a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.

Conselho Editorial

5
Organização do Caderno
de Estudos e Pesquisa

Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em


capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam tornar
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta para
aprofundar seus estudos com leituras e pesquisas complementares.

A seguir, apresentamos uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos
Cadernos de Estudos e Pesquisa.

Provocação

Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor
conteudista.

Para refletir

Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.

Sugestão de estudo complementar

Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo,


discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.

Atenção

Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a


síntese/conclusão do assunto abordado.

6
Saiba mais

Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões


sobre o assunto abordado.

Sintetizando

Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o


entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.

Para (não) finalizar

Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem


ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.

7
Introdução
Convido-os a vir mergulhar no mundo mágico da micropigmentação e despigmentação.
Nas próximas páginas você poderá aprender uma nova área de atuação, a implementação
de pigmentos exógenos na epiderme, assim como também a retirada do pigmento
exógeno mal colocado ou que teve alteração de coloração. A técnica aplicada neste
Caderno de Estudos é o modelo mais atual do mercado.

Objetivos
»» Promover o conhecimento da diferença entre micropigmentação e
tatuagem.

»» Promover o conhecimento das principais técnicas de implementação de


pigmentos em embelezamento.

»» Promover o conhecimento das principais técnicas de implementação de


pigmentos em recuperação de pele.

»» Promover o conhecimento dos tipos de despigmentação e sua correção.

8
REVISÃO: ANATOMIA UNIDADE I
DA PELE

CAPÍTULO 1
Sistema tegumentar

Introdução
O Sistema Tegumentar é o sistema de proteção dos corpos dos seres vivos e engloba
a pele, pelos e unhas. Reveste todos os órgãos vivos e constitui barreira de proteção
contra a entrada de microrganismos nos seres vivos. É formado pela “pele” e seus
acessórios (glândulas, pelos e unhas). Trata-se de um manto contínuo que envolve todo
o organismo, protegendo-o e adaptando-o ao meio ambiente. Esse invólucro somente é
interrompido ao nível dos orifícios naturais (narinas, boca, olhos, orelha, ânus, vagina
e pênis) onde se prolonga pela respectiva mucosa (GUYTON, 2017).

A pele é o maior órgão do corpo humano, tanto no tamanho quando no peso. Também é
o órgão mais exposto. De acordo com a regra dos 9 de Wallace, a cabeça representa
a volta de 9% da área total, as duas mãos 18%, a superfície anterior e a posterior do
tronco 36%, os genitais 1% e os dois membros inferiores 36%. A espessura da pele é
variável em relação com a constituição individual e com as diversas regiões. Passa-se
dos 0,5 mm no canal auditivo externo e nas pálpebras, aos 4 mm, aproximadamente,
nas regiões palmares e na nuca (GUIRRO; GUIRRO, 2004).

Sob o ponto de vista anatômico, o tegumento comum é formado por dois planos,
o mais superficial denominado cútis ou pele e o mais profundo tela subcutânea
(GUYTON, 2017).

A pele apresenta-se constituída por uma camada epitelial chamada epiderme, cuja
população celular se diferencia e renova constantemente, e por uma camada conjuntiva
de suporte chamada derme, que representa o equivalente do estroma dos outros órgãos
(GUYTON, 2017).

9
UNIDADE I │ REVISÃO: ANATOMIA DA PELE

Das duas camadas, estritamente interdependentes, a epiderme está em contato com


o mundo exterior, enquanto a derme, situada mais profundamente, encontra-se
em condições ambientais análogas às dos órgãos internos. Esta situação particular
esclarece-nos em parte sobre as várias funções que exerce como órgão de fronteira que
nos defende das agressões externas e, ao mesmo tempo, sobre o contato que estabelece
com o mundo à nossa volta através da recepção dos vários estímulos sensoriais (térmicos,
tácteis, dolorosos) e da sua transmissão ao centro (GUYTON, 2017).

Encontramos uma série de estruturas chamadas anexos cutâneos, que são os pelos, as
unhas e as glândulas (sebáceas, sudoríferas, ceruminosas, vestibulares nasais, axilares
e mamas) (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).

Ao nascimento a pele apresenta-se recoberta por uma pasta esbranquiçada conhecida


por vérnix caseosa, formada de excreções das glândulas sebáceas, células epidérmicas
degeneradas e pelos. Ela tem a função de proteger a pele contra uma possível maceração
causada pelo líquido amniótico (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999). De acordo com
Guirro e Guirro (2004), a pele tem várias funções, como:

»» permeabilidade seletiva H2O;


»» proteção dos raios UVB e UVA;
»» impacto mecânico;
»» sensorial;
»» sistema imunológico;
»» órgão excretor;

»» sistema endócrino.

Epiderme
É a camada mais externa, é formada pelo epitélio escamoso estratificado. Sua constituição
é feita por 90% de queratinócitos (produtores de queratina), melanócitos (produtores
de melanina), células Langherans e células Mervel (GUYTON, 2017).

Inicialmente o embrião é recoberto por uma única camada de células ectodérmicas.


Durante o início do segundo mês esse epitélio divide-se em uma camada de células
achatadas, a epiderme (epitríquio) é depositada sobre a superfície (GUYTON, 2017).

Com a proliferação seguida das células na camada basal, ocorre a formação de uma
terceira zona intermediária. Consequentemente durante o fim do quarto mês a epiderme
adquire a sua forma específica e podem ser diferenciados quatro camadas ou estratos
(GUYTON, 2017).

10
REVISÃO: ANATOMIA DA PELE │ UNIDADE I

Assim, temos que a epiderme é um epitélio multiestratificado, formado por várias camadas
de células achatadas (estrato ou epitélio pavimentoso) justapostas (GUYTON, 2017).

A camada de células mais interna, denominada epitélio germinativo, é constituída por


células que se multiplicam continuamente; dessa maneira, as novas células geradas
empurram as mais velhas para cima, em direção à superfície do corpo (GUYTON, 2017).

As células epidérmicas tornam-se achatadas à medida que envelhecem, e passam a


fabricar e a acumular dentro de si uma proteína resistente e impermeável, a queratina.
As células mais superficiais, ao se tornarem repletas de queratina, morrem e passam
a constituir um revestimento resistente ao atrito e altamente impermeável à água,
denominado camada queratinizada ou córnea (GUYTON, 2017).

De acordo com Guirro e Guirro (2004), a epiderme é dividida em:

»» Extrato germinativo.

»» Extrato espinhoso.

»» Extrato granuloso.

»» Extrato córneo (superfície da pele).

A epiderme começa com o extrato germinativo, tendo formatos diferentes, pois se tivessem
formatos iguais, elas se juntariam fazendo com que as células não se renovassem.

Com a renovação do extrato germinativo, as células irão subir transformando-se no extrato


espinhoso, seguindo o mesmo processo, as células irão subir transformando-se no extrato
granuloso, seguindo a sequência transforma-se no extrato córneo (sem núcleo). Por isso
que a pele escama (renovação da pele), pois a célula não vive muito tempo sem núcleo.

As células da pele são lábeis (tempo de vida curto, se reproduzem rapidamente). A renovação
celular epidérmica ou turnover é um fenômeno cuja frequência diminui progressivamente,
juntamente com outros parâmetros, conforme a pele envelhece. Assim, a pele envelhecida
possui coloração menos uniforme, aspereza ao toque e a função barreira prejudicada,
resultando em menor hidratação cutânea (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).

A camada basal ou camada germinativa tem a função de produzir novas células, essa
camada forma posteriormente depressões e cristas que se refletem na superfície da pele
nas impressões digitais. Uma camada consistente em grandes células poliédricas, contendo
tonofibrilas delgadas que é a camada espinhosa (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).
Uma camada constituída de células mortas densamente reunidas contendo queratina,

11
UNIDADE I │ REVISÃO: ANATOMIA DA PELE

que forma a resistência da superfície da epiderme em escamas que é a camada córnea.


A camada granulosa que contém grânulos de queratino-hialina em suas células. As células
da periderme geralmente se descamam durante a segunda parte da vida uterina e podem
ser encontradas no líquido amniótico (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).

A epiderme é invadida por células da crista neural durante os três primeiros meses, essas
células sintetizam o pigmento melanina, que por meio dos prolongamentos dendríticos
podem ser transferidos para outras células. Depois do nascimento, esse melanócito é o
responsável pela pigmentação da pele (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).

Figura 1. Camadas da epiderme.

Células mortas Pele Antiga


preenchidas
Estrato
com queratina
Córneo
descamando
Estrato Lúcido
Estrato
Granuloso Grânulos
Lamelares

Estrato
Queratinócitos
Espinhoso

Estrato
Basal
Célula de Merkel
Melanócito
Derme Terminação
Nervosa Pele Nova
Fonte: <https://goo.gl/images/kcgj2r>. Acesso em: 20 abr. 2018.

Toda a superfície cutânea está provida de terminações nervosas capazes de captar


estímulos térmicos, mecânicos ou dolorosos. Essas terminações nervosas ou receptores
cutâneos são especializados na recepção de estímulos específicos. Na epiderme não
existem vasos sanguíneos. Assim, os nutrientes e oxigênio chegam à epiderme por
difusão a partir de vasos sanguíneos da derme (GUIRRO; GIRRO, 2004).

Nas regiões da pele providas de pelo, há terminações nervosas específicas nos folículos
capilares e outras chamadas terminais ou receptores de Ruffini. As primeiras, formadas
por axônios que envolvem o folículo piloso, captam as forças mecânicas aplicadas contra
o pelo. Os terminais de Ruffini, com sua forma ramificada, são receptores térmicos de
calor (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).

Na pele desprovida de pelo e também na que está coberta por ele, encontram-se ainda
três tipos de receptores comuns (Figura 2):

»» Corpúsculos de Paccini: captam especialmente estímulos vibráteis e táteis.


São formados por uma fibra nervosa cuja porção terminal, amielínica,
12
REVISÃO: ANATOMIA DA PELE │ UNIDADE I

é envolta por várias camadas que correspondem a diversas células de


sustentação. A camada terminal é capaz de captar a aplicação de pressão,
que é transmitida para as outras camadas e enviada aos centros nervosos
correspondentes (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).

»» Discos de Merkel: São responsáveis pela sensibilidade tátil e de pressão. Uma


fibra aferente costuma estar ramificada com vários discos terminais destas
ramificações nervosas. Se fixa às células epidérmicas por um prolongamento
de seu protoplasma. Assim, os movimentos de pressão e tração sobre
epiderme desencadeiam o estímulo (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).

»» Terminações Nervosas Livres: sensíveis aos estímulos mecânicos, térmicos


e especialmente aos dolorosos. São formadas por um axônio ramificado
envolto por células de Schwann, sendo que os dois são envolvidos por
uma membrana basal (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).

»» Corpúsculos de Meissner: são da sensibilidade tátil, estão nas saliências


da pele sem pelos (como nas partes mais altas das impressões digitais).
São formados por um axônio mielínico, cujas ramificações terminais se
entrelaçam com células acessórias (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).

»» Bulbos Terminais de Krause: são receptores térmicos de frio, formados


por uma fibra nervosa cuja terminação possui forma de clava (arma
de guerra medieval). Situam-se nas regiões limítrofes da pele com as
membranas mucosas. São encontrados ao redor dos lábios e dos genitais
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999).

Figura 2. Terminações nervosas da pele.

Terminações Nervosas Livres Discos de Merkel

Corpúsculo de Meissner Bulbo de Krause

Corpúsculo de Ruffini Terminações do Corpúsculo de


Folículo Piloso Paccini
Fonte: <https://goo.gl/images/C91d3B>. Acesso em: 20 abr. 2018.

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UNIDADE I │ REVISÃO: ANATOMIA DA PELE

A epiderme é mais espessa ao nível da palma e da planta e mais delgada nas pálpebras,
prepúcio, pequenos lábios vaginais e escroto. Nas camadas inferiores da epiderme estão
os melanócitos, células que produzem melanina, pigmento que determina a coloração
da pele. A melanina dá a cor do amarelo ao negro para a pele. A quantidade de um
indivíduo para o outro é a mesma, o que diferencia a tonalidade da pele é o pigmento
caroteno. A melanina é o principal pigmento epidérmico, controlado pelo hormônio
melanócito estimulante (MSH) da adeno-hipófise (lobo anterior) (GUYTON, 2017).

As glândulas anexas – sudoríparas e sebáceas – encontram-se mergulhadas na derme,


embora tenham origem epidérmica. O suor (composto de água, sais e um pouco de ureia)
é drenado pelo ducto das glândulas sudoríparas, enquanto a secreção sebácea (secreção
gordurosa que lubrifica a epiderme e os pelos) sai pelos poros de onde emergem os
pelos. A transpiração ou sudorese tem por função refrescar o corpo quando há elevação
da temperatura ambiental ou quando a temperatura interna do corpo sobe, devido, por
exemplo, ao aumento da atividade física (GUYTON, 2017).

O melanócito

É uma célula dendrítica que produz melanina, substância pigmentar que envolve a
célula protegendo seu núcleo dos raios solares. A melanina é um dos responsáveis pela
coloração da pele (Figura 3). É uma célula neurocutânea que surge a partir da crista
neural no período embrionário (BORGES et al., 2017).

Figura 3. O melanócito.

Dendritos

Grânulos
Melanina

Melanossomos Núcleo
Aparelho de
Golgi Retículo
Endoplasmático
Mitocôndrias

Fonte: <https://goo.gl/images/oBaEPP>. Acesso em: 1 mar. 2018.

Quando se tornam células completamente desenvolvidas, distribuem-se em diversos locais:


olhos (epitélio pigmentar retiniano, íris e coroide), ouvidos (estrias vasculares), sistema
nervoso central (leptomeninges), matriz dos pelos, mucosas e pele (JUNQUEIRA;
CARNEIRO, 1999).

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REVISÃO: ANATOMIA DA PELE │ UNIDADE I

O melanócito apresenta o corpo celular globuloso com várias prolongações citoplasmáticas


que se introduzem entre os queratinócitos. O citoplasma é composto por organelas
habituais de uma célula e outras específicas, como por exemplo, os melanossomas.
O melanócito não possui desmossomas. O melanócito da pele localiza-se na camada basal
atingindo até a 3ª camada no estrato espinhoso (Figura 4) (BORGES et al., 2017).

Figura 4. Localização do melanócito.

Fonte: <https://goo.gl/images/97rRxD>. Acesso em: 1 mar. 2018.

Apresentam dendritos os quais se prolongam para dentro dos queratinócitos para


depositar melanossomas. A melanina é derivada da tirosina nos melanossomos.
Mudanças agudas de coloração na pele são devidas às mudanças de orientação e posição
dos melanossomos. Mudanças crônicas de coloração (bronzeamento) são devido ao
aumento numérico da distribuição dos melanossomos (BORGES et al., 2017).

Com a idade o número de melanócitos ativos diminui em média 10% a 20% a cada 10 anos,
nos folículos pilosos da cabeça. Existem vários tipos de melanina e esta, é produzida em
quantidades diferentes em cada segmento corporal. Por isso é que podemos facilmente
observar as diferentes variedades de tonalidade da cor da pele em qualquer indivíduo
independente seja sua cor, por exemplo, branca ou negra (JUNQUEIRA; CARNEIRO,
1999). Distúrbios podem afetar os melanócitos determinando algumas doenças,
tais como:

»» vitiligo;

»» melasma ou cloasma;

»» hipercromias;

»» nevos melanocíticos;

»» melanomas.

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UNIDADE I │ REVISÃO: ANATOMIA DA PELE

Síntese das melaninas ou melanogênese


A cor da pele é originada de substâncias denominadas pigmentos melânicos.
Estes pigmentos melânicos servem para proteger a epiderme e as camadas profundas
da pele de agressão externa, em particular os raios ultravioletas. Quanto mais espessos
os melanócitos, mais eles produzirão os pigmentos fotoprotetores. Estes pigmentos
protetores, ou melanina, são numerosos, mas são geralmente divididos em 2 grupos:
as feomelaninas vermelhas ou amarelas e as eumelaninas que são marrons ou negras
(BORGES et al., 2017).

As eumelaninas protegem melhor dos raios ultravioletas do sol. Quanto mais a epiderme
é escurecida, mais a pele está protegida.

Figura 5. Eumelanina e feomelanina.

Eumelanina Feomelanina

cor castanho cor vermelho


enegrecida amarelado

protege não protege


contra raios contra raios
UV UV

menor maior
predisposição predisposição
a lesão a lesão

maior maior
concentração concentração
na pele negra na pele clara

Fonte: Do autor, 2018.

É a fabricação do pigmento (melanina) que proporciona a cor da pele, dos cabelos etc.
Ocorre dentro do melanócito, através de várias reações químicas entre um aminoácido,
a tirosina e uma enzima a tirosinase (BORGES et al., 2017). A produção da melanina
pode ser analisada em três fases:

16
REVISÃO: ANATOMIA DA PELE │ UNIDADE I

Figura 6. Produção da melanina.

•Síntese da enzima
1a tirosinase:
•tirosinase é sintetizada
fase nos ribossomos do
retículo endoplasmático

• Formação dos
melanossomas:
• aparelho de golgi produz

2a vesículas que armazenam


a tirosinase e a tirosina
(aminoácido), ocorrendo
fase reação enzimática. As
vesículas sofrem
alterações morfológicas e
recebem o nome de
melanossomas
• Síntese da melanina:

3a • ocorre a síntese completa


da melanina. O
melanossoma perde a
fase atividade tirosinática,
recebendo o nome de
grão de melanina

Fonte: do autor, 2017.

Os raios ultravioletas (UVA e, sobretudo UVB) alcançam os melanócitos situados dentro


da camada basal da epiderme e provocam alterações celulares que serão os ativadores da
produção de melanina. Estas alterações são imediatamente reparadas (GUYTON, 2017).

Distribuição da melanina na epiderme

Os “grãos” de melanina são distribuídos aos queratinócitos vizinhos, através de suas


prolongações citoplasmáticas. A cor da pele resulta da combinação entre a eumelanina
e a feomelanina (GUYTON, 2017).

Figura 7. Diagrama da melanina.

Responsável pela cor escura. Está


presente em todos os fototipos da pele

Absorve e dispensa a luz ultravioleta


Eumelanina atenuando sua penetração na pele e
reduzindo os efeitos nocivos do sol

Indivíduos com maior pigmentação


tendem a se queimar menos e bronzeiam
mais do que indíviduos mais claros
Melanina
Responsável pela cor clara. Também
presente em todos os fototipos da pele

Tem um grande potecial em gerar


Feomelanina radicais livres, em resposta à exposição
solar
São capazes de causar danos ao DNA
dessa forma, podem contribuir para os
efeitos tóxicos dos raios ultravioleta

Fonte: Menegat, 2018.

17
UNIDADE I │ REVISÃO: ANATOMIA DA PELE

Derme

Derme ou cório, do latim corium = couro, significando a membrana espessa que


resulta após ter sido curtida a pele de certos animais e que se sobrepõem à epiderme.
Constituída de tecido conjuntivo (mesodérmico) denso (GUYTON, 2017).

Na palma e planta, a derme é percorrida por cristas e sulcos utilizáveis para identificação
individual (papiloscopia ou datiloscopia). É na derme que encontramos a raiz dos pelos
e a maioria das glândulas anexas, sendo ainda aqui onde termina pelo menos uma das
extremidades das fibras musculares dos músculos cutâneos da cabeça, pescoço, palma,
dartos escrotal e grandes lábios, músculo aréolo-papilar da mama e eretores dos pelos
(GUYTON, 2017).

Figura 8. Derme papilar e reticular.

Epiderme

Camada papilar na
derme

Camada reticular Derme


na derme

Fonte: <https://goo.gl/images/BZywFw>. Acesso em: 20 abr. 2018.

A derme é derivada dos dermátomos e do mesoderma da placa lateral (ou mesoderma


lateral), os quais, por sua vez, derivam-se dos somitos. Durante o terceiro e quarto mês o
córion forma muitas estruturas irregulares que se projetam para cima da epiderme que
são as papilas dérmicas. Onde cada uma dessas papilas geralmente possui um pequeno
capilar ou uma terminação nervosa sensorial. A camada mais profunda da derme, o
subcorion, contém muito tecido adiposo. A derme, localizada imediatamente sob a
epiderme é a segunda camada, porém principal parte da pele. É um tecido conjuntivo
frouxo que contém fibras proteicas, vasos sanguíneos, terminações nervosas, órgãos
sensoriais e glândulas (GUIRRO; GUIRRO, 2004).

18
REVISÃO: ANATOMIA DA PELE │ UNIDADE I

Mais espessa na palma das mãos e plantas dos pés. Possui papilas dérmicas e
corpúsculos de Meissner (do tato) e outros. As principais células da derme são os
fibroblastos, responsáveis pela produção de fibras e de uma substância gelatinosa,
a substância amorfa, na qual os elementos dérmicos estão mergulhados (GUYTON,
2017).

A epiderme penetra na derme e origina os folículos pilosos, glândulas sebáceas e


glândulas sudoríparas. Na derme encontramos ainda: músculo eretor de pelos, fibras
plásticas (elasticidade), fibras colágenas (resistência), vasos sanguíneos e nervos
(GUIRRO; GUIRRO, 2004).

São estruturas encontradas na derme, segundo Guirro e Guirro (2004):

»» vasos sanguíneos;

»» glândulas sudoríparas;

»» glândulas sebáceas;

»» folículo espinhoso;

»» vasos linfáticos.

As glândulas sebáceas concentram-se no folículo piloso, onde se abrem diretamente,


por curto ou largo ducto, no canal do pelo, estrutura com a qual são sempre vistas.
A contração do músculo eretor ajuda a expelir o conteúdo gorduroso (GUIRRO;
GUIRRO, 2004).

Não existem em pele glabra (sem pelos). Nas pálpebras encontramos dois tipos de
glândulas sebáceas modificadas: as glândulas társicas e as glândulas ciliares sebáceas.
Na aréola mamária também encontramos outra modificação dessas estruturas que são
as glândulas areolares. Estas glândulas não existem nas palmas das mãos nem na planta
dos pés (GUIRRO; GUIRRO, 2004).

Estas secretam sebo, que impede o ressecamento do elo, a evaporação excessiva de


água, mantém a pele macia e evita a proliferação de certas bactérias. As glândulas
sudoríparas, constituídas por um fino e longo tubo que no início se enovela,
chamado corpo da glândula, profundamente situado no córion, chegando mesmo
a ultrapassá-lo atingindo o TCSC. São responsáveis pela produção e transporte do
suor, secretando-o através do poro sudorífero, atuando como regulador térmico
(GUYTON, 2017).

19
UNIDADE I │ REVISÃO: ANATOMIA DA PELE

Figura 9. Anexos da derme.

Fonte: <https://goo.gl/images/1JbvWw>. Acesso em: 20 abr. 2018.

Tela subcutânea ou Tecido Celular Subcutâneo (TCSC)

Está sob a pele, encontrada profundamente à derme, formada por tecido conjuntivo
frouxo (areolar) e gordura (panículo adiposo – células gordurosas ou adipócito). Permite
o deslizamento da pele sobre os planos subjacentes, oferece proteção (amortecedor)
contra choques mecânicos, também sendo um isolante térmico. Constitui-se em
verdadeiro sistema de armazenamento de gordura (nossa reserva energética). Em
alguns locais o TCSC é exíguo ou inexistente, como nas pálpebras, pavilhão da orelha,
prepúcio, escroto, e pequenos lábios vaginais (GUYTON, 2017).

Figura 10. Tela subcutânea.

Camada Areolar

Camada Lamelar

Fonte: <https://goo.gl/images/uvUyFT>. Acesso em: 20 abr. 2018.

20
MICROPIGMENTAÇÃO UNIDADE II

CAPÍTULO 1
A base da micropigmentação

Introdução
Na década de 1980 surgiu no Brasil a maquiagem definitiva, que veio com a proposta
de embelezar e facilitar a vida da mulher moderna. A técnica introduz o pigmento na
pele através de agulhas, lembrando a tatuagem, colorindo olhos, sobrancelhas e lábios
(MARTINS et al., 2009).

A micropigmentação é definida como a implantação de pigmentos exógenos na camada


epidérmica da pele com o auxílio de um dermógrafo e agulhas apropriadas. Tratava-se
de uma técnica de permanência supostamente temporária de pigmentação, variando
conforme o tipo, a textura e a coloração da pele. A média de permanência do pigmento
variava de cinco a quinze anos e dependendo da técnica empregada, do tipo e do grupo
de agulhas usadas durante a pigmentação, da fórmula e saturação dos pigmentos
aplicados. Hoje com a atualização dos aparelhos, das técnicas e dos pigmentos.
Temos “maquiagem definitiva” de curta duração de fato, que ficam na pele de 6 meses
a 3 anos a micropigmentação (MARTINS et al., 2009).

Outros fatores que influem na vida útil do pigmento são os hábitos do indivíduo.
A frequência à exposição solar, utilização de cosméticos a base de ácidos e esfoliante
diminuem a permanência e a intensidade da cor (SANDERSON et al., 2009).

A dermografia começou na Pré-História, como resultado de cicatrizes de batalha,


demonstrava bravura perante a tribo. Também eram utilizadas para diferenciar
autoridades como chefes de tribos, guerreiros e líderes religiosos (CALHEIROS, 2016).

Existem provas arqueológicas de que já se utilizava a tatuagem entre 4.000 e 2.000


anos a.C. Datado em 3.300 a.C. nos Alpes de Venoste, foi encontrado o Otzi, o Homem
de Gelo, uma das múmias mais antigas e conservadas do mundo, contém 61 desenhos
21
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

encontrados pelo corpo sendo linhas retas paralelas e estão concentrados em suas
pernas e braços. Também foram descobertas tatuagens antes desconhecidas em sua
caixa torácica.

Também, no Egito foram encontradas múmias, com os olhos pigmentados. Incluindo


Amunet, Sacerdotisa da Deusa Hathor do antigo Egito (c. 2134-1991 a.C). Além de
outros achados arqueológicos na Polinésia, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia, China
e Japão. Em várias culturas pré-colombianas e Rússia (CALHEIROS, 2016).

Durante o processo gradual de cristianização na Europa, as tatuagens eram muitas


vezes consideradas elementos remanescentes do paganismo e geralmente proibidas
legalmente. A Igreja na Idade Média baniu a tatuagem da Europa (Em 787, ela foi
proibida pelo Papa), sendo considerada como uma prática demoníaca, comumente
caracterizando-a como prática de vandalismo no próprio corpo, afirmando em sua
doutrina como maneira de vilipendiar o templo do Espirito Santo, o corpo, levando
seus fiéis a uma forma verdadeiramente reta de louvor a Deus (CALHEIROS, 2016).

Figura 11. Múmia com tatuagem.

Fonte: <https://misteriosdomundo.org/especialistas-recriam-rosto-de-mumia-e-sua-aparencia-e-impressionante/>. Acesso em: 22 mai. 2018.

O pai da palavra “tattoo” que conhecemos atualmente foi o capitão James Cook (também
descobridor do surf), que escreveu em seu diário a palavra “tattow”, também conhecida
como “tatau” (era o som feito durante a execução da tatuagem, em que se utilizavam ossos
finos como agulhas e uma espécie de martelinho para introduzir a tinta na pele). Com a
circulação dos marinheiros ingleses a tatuagem e a palavra tattoo entraram em contato
com diversas outras civilizações pelo mundo novamente. Porém o Governo da Inglaterra
adotou a tatuagem como uma forma de identificação de criminosos em 1879, a partir daí
a tatuagem ganhou uma conotação fora da lei no Ocidente (CALHEIROS, 2016).

O primeiro tatuador profissional documentado foi estabelecido no porto de Liverpool


na década de 1870. A tatuagem no Brasil surgiu só nos anos 1960, foi introduzida pelo
dinamarquês Knud Harald Lucky Gregersen, o Lucky Tattoo, iniciando seus trabalhos
no porto de Santos. Knud logo ganhou fama ao tatuar pessoas das famílias de classe alta
22
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

de Santos-SP. Seu trabalho tornou-se concorrido, afinal de contas, era o único na época
a criar esse tipo de arte (GREGERSEN, 2010).

Diferença de dermopigmentação e tatuagem


Significado da Dermografia: Dermo (Grego que significa pele) + Grafia (Grego que
significa escrita ou desenho) = Desenho em pele.

A diferença entre a dermopigmentação e a tatuagem é que na tatuagem o pigmento usado


é diferente e é implantado numa camada mais profunda da pele, abaixo da derme, fazendo
com que este pigmento permaneça por um tempo indeterminado, não se sabe por quando
tempo, podendo até ser definitiva. Já na dermopigmentação, o pigmento será implantado
acima da derme, fazendo com que a renovação celular amenize este processo com o
tempo, ou seja, a coloração tende a diminuir com o passar dos anos, fazendo com que o
procedimento não seja definitivo e sim permanente. Havendo então a necessidade, de se
refazer o procedimento a cada 3 ou 4 anos em alguns pacientes (MARTINS et al., 2009).

O objetivo da dermopigmentação é colorir a epiderme, através de pigmentos de natureza


vegetal, mineral ou orgânica. A pessoa que irá realizar o processo de micropigmentação
deve cuidar o tipo de pele, a idade do cliente, bem como a certeza de que a pigmentação
pode ser retirada com um produto ou procedimento específico, como o raio laser.
Quando se trabalha com a imagem é essencial saber como a cor funciona e como usá-la
para conseguir seus diversos efeitos. É preciso lembrar que a pele já é pigmentada pela
melanina, então é necessário saber como as cores do pigmento reagem com a cor da
pele, e como isto será transmitido (MARTINS et al., 2009).

Os pigmentos usados na dermopigmentação são à base de óxido de ferro e vegetais, não


alergênicos e liberados para o nosso uso, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), (MARTINS et al., 2009).

Figura 12. Diferença entre tatuagem e micropigmentação.


Micropigmentação

Tatuagem

Camada Basal

Fonte: modificada. <https://goo.gl/images/C91d3B>.

23
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Contra indicações
Quem apresentar os problemas relacionados abaixo não pode se submeter à técnica da
micropigmentação, segundo Sanderson et al., (2009):

»» hipertensão arterial;

»» hemofílicos;

»» pacientes em químio ou radioterapia;

»» queloídes;

»» pessoas albinas;

»» doenças autoimunes;

»» em cima de verrugas ou pintas;

»» doenças oftalmológicas como: glaucoma, cataratas, descolamento de retina e


úlcera na córnea (não podem nos olhos, mas lábios e sobrancelhas liberados);

»» diabetes descompensado;

»» cardiopatias;

»» tumores cancerígenos;

»» epilepsia;

»» HIV positivo;

»» alcoolismo;

»» complicações psicossomáticas;

»» leucemia;

»» trombose;

»» infecção de pele no local a ser pigmentado;

»» histórico alérgico;

»» gestação e lactantes;

»» menor de 18 anos;

»» distúrbios psiquiátricos;

»» super expectativa de resultado;

»» pessoas que fizeram cirurgia plástica a menos de um ano.

24
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

Quadro 1.

MICROPIGMENTAÇÃO – TODOS OS TIPOS E DIVISÕES


Capilar:
Facial:
Aplicada no couro cabeludo, ela
Sobrancelhas, olhos e lábios, para cobrir falhas e realçar.
cobre falhas e cicatrizes.
Microblading:
Estética:
Essas técnicas utilizam o indutor
Utilizada a pigmentação para cobrir vitiligo e reconstrução da aréola. manual na construção de fios, a
Procedimento que transforma a autoestima das pessoas. diferença está na preparação do
pigmento, alterando a durabilidade.

Fonte: Da autora, 2018.

25
CAPÍTULO 2
Como cicatrizar e fixar pigmento

Cicatrização e fixação do pigmento


A cicatrização é o processo pelo qual o organismo tende a reparar uma lesão ou perda
de tecido (GUYTON, 2017).

Tipos de cicatrizações:

»» Primeira intenção: quando há união imediata das bordas da ferida.


Evolui em 4 a 10 dias. Não há cicatriz.

Figura 13.

Fonte: <http://rmfisiodermatofuncional.blogspot.com.br/2017/11/reparo-tecidual-regeneracao-e.html>. Acesso em: 20 abr. 2018.

Segunda intenção: as bordas não contatam entre si, por perda de tecidos excessiva.
O espaço é preenchido por tecido de granulação, cuja superfície posteriormente será
coberta, esse processo pode durar dias ou meses. Evidencia a presença de cicatriz.

Figura 14.

Fonte: <http://rmfisiodermatofuncional.blogspot.com.br/2017/11/reparo-tecidual-regeneracao-e.html>. Acesso em: 20 abr. 2018.

26
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

Terceira intenção: processo que envolve limpeza, debridamento (remoção do tecido


necrosado) e formação de tecido de granulação saudável para posteriormente ocorrer
à captação (ligamento) das bordas da lesão. Evidencia a presença de uma cicatriz
atrófica.

Figura 15.

Fonte: <http://rmfisiodermatofuncional.blogspot.com.br/2017/11/reparo-tecidual-regeneracao-e.html>. Acesso em: 20 abr. 2018.

Na micropigmentação é realizado o processo de cicatrização de primeira intenção, pois


a ferida será realizada somente a nível epidérmico. Todo processo demora em média de
15 a 20 dias, já retoque só poderá ser realizado após esse período.

Fatores que afetam a cicatrização

Fatores locais

»» Corpo estranho, sujidades, material de sutura, implantes.

»» Tecido necrosado ou isquêmico.

»» Infecção.

»» Temperatura.

»» Coleção de líquidos: hematoma, seroma.

»» Espaço morto.

»» Material de incisão: bisturi x tesoura.

»» Uso do eletrocautério.

»» Tempo transcorrido entre o trauma e o tratamento.

»» Bandagens.

»» Áreas de tensão, movimento.

27
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Fatores sistêmicos

»» Uso de corticosteroides.

»» Radioterapia, quimioterapia.

»» Idade.

»» Diabete melito descompensada.

»» Hiperadrenocoricismo.

»» Neuropatia.

»» Hipoproteinemia.

»» Hepatopatia: deficiência de fatores de coagulação.

»» Choque hipovolêmico.

»» Presença de toxinas bacterianas.

»» Anti-inflamatórios não esteroidais.

»» Oxigênio hiperbárico.

»» Ultrassonografia e fototerapia (GUYTON, 2017).

A cicatrização é o processo pelo qual o organismo tende a reparar uma lesão ou


perda de tecido (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999). Esse processo está dividido em
diferentes fases:

Quadro 2.

Inflamação Debridamento Proliferação Maturação

0 a 3 dias 1 a 6 dias 3 a 14 dias 14 dias a 1 ano


Alteração da
Proliferação de polimorfo nucleares Angiogênese = proliferação capilar Involução do número de capilares
permeabilidade vascular
Deposição de fibrina Atividade de linfócitos e macrófagos Fibrinólise = reabsorção de fibrina Involução do número de células
Exsudação Atividade enzimática Proliferação de fibroblastos Aumento da deposição de colágeno
Modificação da substância básica
Edema Limpeza Aumento da resistência da cicatriz
(MEC)
Supuração Síntese de colágeno Contração da cicatriz
Migração epitelial

Fonte: (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 1999, GUIRRO; GUIRRO, 2004, GUYTON 2017).

28
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

Figura 16. Fases da cicatrização.

Maturação
Proliferação
Inflamação
Número relativo de células

Neutrófilos
Macrófagos
Fibroblastos

Linfócitos

Dias pós-ferida
Fonte: <https://goo.gl/images/Aj9rL5>. Acesso em: 20 abr. 2018.

Conhecendo os mecanismos de defesa do organismo, podemos pensar que o tecido


cutâneo rejeitaria qualquer inclusão de matéria estranha levando a eliminação da
micropigmentação, porém com técnica adequada isto não ocorre. A agulha tem dois
papéis: o inicial separando as capas pelas quais penetra e simultaneamente depositando
mais ou menos quantidade de corante, em função da solubilidade dos componentes,
o inicial separado por ela volta a unir-se, capturando-se o pigmento depositado que
forma uma coluna (CALHEIROS, 2016).

Posteriormente inicia-se um confronto com os anticorpos, onde estes fagocitam o


maior número de células pigmentadas possível, para que seja observada pouca ou
nenhuma irritação, os componentes do pigmento devem ser o menos tóxico possível,
o que nos chama atenção para a idoneidade do pigmento. O pigmento fagocitado fica
depositado nas camadas mais profundas da epiderme, sofrendo com a pele o processo
de regeneração natural como explicado anteriormente (GUYTON, 2017).

Naturalmente nos sete primeiros dias, todo pigmento em excesso, aquele que não foi
fagocitado, se desprender em forma de crosta levando a um clareamento de 50% da
pigmentação, muitas vezes ocorre falhas levando a necessidade de um retoque após 20
dias da primeira aplicação (CALHEIROS, 2016).

29
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Podemos resumir a fixação do pigmento no esquema abaixo:

Figura 17.

defesa do corpo
utiliza os
Pigmento não é a pele não
macrófagos que
solúvel, partículas consegue expelir
fagocitam cada
grandes o pigmento
partícula do
pigmento

pigmento sofrendo com a


encapsulado em uma
fagocitado ficará pele processo de
membrana, isola o
depositado na regeneração
pigmento na
epiderme, se tiver natural e nos 7
epiderme
água suficiente primeiros dias

necessitando de
pigmento que não foi levando um
um retoque a
fagocitado, se clareamento de
partir de 20 dias
desprenderá em no mínimo 50%
após a primeira
forma de crosta da pigmentação
aplicação

Fonte: Do autor, 2017.

Figura 18. Esquema da cicatrização na micropigmentação.

1o DIA 2o AO 4o DIA 5o AO 7o DIA

AMEI A SOBRANCELHA IXI! ACHO QUE ESTÁ MUITO GROSSA E MINHAS SOBRANCELHAS ESTÃO
MUITO ESCURA DESCASCANDO E SUMINDO A COR
8o AO 10o DIA 10o AO 20o DIA 28o AO 30o DIA – DIA DO RETORNO

SAIU TUDO! MINHA SOBRANCELHA SUMIU! ELAS VOLTARAM! MAS ESTÃO FALHADAS APÓS O RETOQUE, OBRIGADA! EU AMEI!

Fonte da imagem: Montada pela autora. <http://www.pictame.com/tag/macklainedesigneredermopigmentadora>, <https://


blogandreialima.wordpress.com/author/blogandreialima>. Acesso em: 23 mai. 2018.

30
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

Migração: como evitar e corrigir

Migração é a expansão do pigmento, formando uma mancha borrada próximo ao local


da aplicação. Para evitar migração, tenha cuidado com a agulha, nunca batê-la no fundo
do batoque.

»» Se sentir a agulha enroscar trocar imediatamente.

»» Excesso de sangramento é sinal de perigo.

»» Nunca pigmentar a marca d’água nos olhos e na pele ao redor dos lábios.

»» Excesso de força acarretará uma grande lesão que pode causar esse
transtorno.

»» Caso não esteja pegando o pigmento na pele aumente a velocidade do seu


dermógrafo. Ou suba um tom na cor utilizada e trabalhe com uma técnica
mais suave.

»» Lembre-se quanto mais velocidade mais natural ficará a pigmentação


(GIARETTA, 2015, CALHEIROS, 2016).

31
CAPÍTULO 3
Biossegurança

Introdução
Segundo Teixeira e Valle (1996), biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a
prevenção e proteção do trabalhador, minimização de riscos inerentes às atividades
de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços,
visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade
dos resultados.

Em outros termos, são procedimentos que visam abordar medidas no controle de


infecções para proteger os profissionais, além de desempenhar papel fundamental
na comunidade, promovendo a consciência sanitária, a importância da preservação
ambiental com relação à manipulação e descarte de resíduos químicos, tóxicos e
infectantes, e também, na diminuição, de um modo geral, de riscos à saúde e acidentes
ocupacionais (COSTA, 2000a).

Biossegurança assim, possui o propósito de proteção ao trabalhador e na


micropigmentação essa proteção é contra os microrganismos, tanto para proteger o
trabalhador como para a proteção do cliente (VALLE, 1998).

Figura 19. Cronologia e história da biossegurança.

1843: Dr. Helmes relacionou a infecção em


1696: gestantes com a transmissão por
Inventado
microscópio médicos/parteiros contaminados pelas
autopsías em pessoas infectadas

1846: Dr. Ignaz Phillp 1880: Pasteur


Semmelweis, confirmou a relacionou o processo
hipótese de contaminação pelas
mãos e introduziu a higienização de infecção com a
das mãos com substâncias ausência das técnicas
cloradas de esterilização

1949: Pike pesquisou os 1974: Skinholy publicou os trabalhos de


casos de infecção laboratório dinamarquês que
generalizada em representavam a incidência da hepatite
homens transmitidos mais que a população geral, pela falta
pelos animais de luva

Fonte: Do autor, 2018.

32
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

Higienização das mãos

A higienização das mãos é a medida individual mais simples e efetiva na prevenção da


propagação das infecções relacionadas à saúde. As mãos constituem a principal via de
transmissão de microrganismos durante a assistência prestada a qualquer indivíduo,
pois a pele é um possível reservatório para esses, que podem se transferir de uma
superfície para outra pela transmissão cruzada (COSTA, 2000a).

Figura 20. Lavagem das mãos.

Fonte: <https://goo.gl/images/XxkmRC>. Acesso em: 20 abr. 2018.

Equipamento de Proteção Individual (EPI)

O uso de EPI é indispensável para a proteção da saúde e riscos contra a segurança


do trabalhador. Esses equipamentos são individuais e seu uso é determinado pela
norma técnica NR 6, que estabelece que os EPIs sejam fornecidos ao trabalhador para
desempenho de suas funções dentro da empresa, assim, garantindo que o profissional
não se exponha às doenças ocupacionais que podem comprometer sua capacidade
dentro e fora do trabalho. São eles: capacetes, óculos, protetores auriculares, máscaras,
luvas, botas, avental e outros itens de proteção (VALLE, 1998).

Para a micropigmentação os equipamentos obrigatórios são: touca, luvas, máscaras,


avental para proteger toda parte superior, calça e sapatos fechados para cobrir a parte
inferior (VALLE, 1998).

Esses cuidados são necessários pensando tanto na segurança do profissional que está
atuando como para o cliente, prevenindo o contato com microrganismos de qualquer
natureza (VALLE, 1998).

33
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Esterilização
Processo que elimina todas as formas de microrganismos presentes: vírus, bactérias,
fungos e protozoários. Existem diversos meios de esterilização, classificados como
físicos e químicos.

»» Processo físico: vapor saturado, estufa, autoclaves, calor seco, raios gama
ou cobalto e lavadora ultrassônica.

»» Processo químico: glutaraldeído, formaldeído ou ácido peracético.

»» Processos físicos/químicos: esterilizadoras a óxido de etileno ETO,


plasma de peróxido de hidrogênio, plasma de gases (vapor de ácido
peracético e peróxido de hidrogênio; oxigênio, hidrogênio e gás argônio)
e vapor de formaldeído (SILVA, et al., 2004).

Autoclave: para os materiais de micropigmentação o processo mais adequado é por meio


da autoclave, que consiste em manter o material contaminado em contato com um vapor
de água em temperatura elevada, o suficiente para matar todos os microrganismos.
A autoclave é formada por um cilindro metálico resistente, com tampa de fechamento
hermético, com chave de comando para o controle de temperatura e um registro
indicador de temperatura e pressão (SILVA, et al.,2004).

Importante fazer o descarte dos materiais utilizados no procedimento sem lixo


específico, identificando por símbolos, tal como: lixo comum, descarte especial (para
agulhas e outros descartáveis cortantes) e bioquímico (descartáveis não ele inclui o uso
da incubadora).

Normalmente a prefeitura disponibiliza serviços de coleta e descarte através de empresas


terceirizadas, que vão até o local e retiram o material. Informe-se no seu município.

Normas da Anvisa: nível federal

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tem por finalidade institucional


promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da
produção e consumo de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive
dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados. Ou
seja, na micropigmentação é a Anvisa que regulamenta as normas de manutenção para
o ambiente de atendimento e sobre a autorização dos pigmentos, dermógrafos e agulhas
(ANVISA, 2009).

Coordena, planeja e desenvolve projetos, programas e ações de orientação, educação,


intervenção e fiscalização, pertinentes às suas respectivas áreas de atuação. Desenvolvem
34
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

investigação de casos ou de surtos e assumem a operação de situações epidemiológicas


de doenças de notificação compulsória ou agravos inusitados de saúde. Outra importante
função é de elaborar normas técnicas e padrões destinados à garantia da qualidade de
saúde da população.

Segundo as normas da Anvisa, a sala de atendimento ideal é regida para proteção


tanto na hora do procedimento como para contaminações através dos materiais
(ANVISA, 2009). Confira abaixo tudo que precisa para regulamentar o seu espaço de
micropigmentação:

»» A sala de atendimento não deve possuir móveis que não possam ser lavados,
como cortinas, tapetes ou qualquer outro adereço de fácil acúmulo de poeira
e ácaros.

»» Sala de esterilização deve ter no mínimo 1,5m², contendo duas pias.

»» Pia 1: Específica para higienização das mãos, do profissional.

»» Pia 2: Específica de higienização do material, que deve possuir mecanismo


de acionamento por pedal ou por sensor, o que evita o contato das mãos
com a torneira.

»» Sala ou local fechado com no mínimo 1m² para armazenamento do lixo


infectado e aguardo da coleta seletiva.

»» Livro de registro da autoclave.

»» Todos ambientes com pisos e paredes laváveis.

»» Tela com proteção anti-inseto nas janelas.

»» Uma pia na sala de atendimento.

»» Duas lixeiras por sala de procedimento, acionadas por pedal, uma com
saco leitoso para resíduos infectantes e outra para lixo comum com saco
preto ou azul, ambas com identificação na tampa.

»» Autoclave.

»» Lavadora de ultrassom.

»» Incubadora.

»» Frascos de pigmentos com rótulos de procedência, data de validade e


número de lote aprovados pela Anvisa, embalado sem PVC descartável.

»» Água destilada para utilização na autoclave e detergente enzimático para


ultrassom, álcool 70% para esterilização do ambiente.
35
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

»» Materiais de limpeza devem ser guardados separadamente.

»» Todo material já esterilizado deve conter data e tem validade de uma


semana.

»» Importante: É obrigatório ter o livro de registro da autoclave, e fazer a


manutenção semanal.

»» Ter o ambiente dedetizado de 6 em 6 meses com laudo.

»» Fazer um manual de rotinas dos procedimentos. (ANVISA, 2009).

Dica de como montar seu carrinho auxiliar

»» Limpar toda a superfície do carrinho e da maca com álcool 70%.

»» Colocar um campo de mesa ou plástico filme sobre a mesa do carrinho,


e forrar a maca com lençol descartável.

»» Limpar com álcool 70% os borrifadores, o porta batoque, dermógrafo


e paquímetro (ter dois borrifadores com água filtrada e outro com
água e sabão antisséptico).

»» Embalar todos os itens acima com plástico filme.

»» Apontar os lápis, para não causar uma infecção cruzada.

»» Paramentar com EPIS e também colocar touca na cliente.

»» Colocar no carrinho, as agulhas necessárias, as pinças esterilizadas ou


descartáveis, o batoque, os lápis e o pentinho para sobrancelhas.

»» Iniciar o procedimento.

36
CAPÍTULO 4
Anamnese e termo consentimento

Introdução
Anamnese é uma entrevista realizada pelo profissional com a intenção de ser um
ponto inicial no tratamento desejado. Uma anamnese, como qualquer outro tipo de
entrevista, possui formas e técnicas corretas de serem aplicadas. Muitos profissionais
acreditam que a ficha de anamnese sirva apenas para obter os dados pessoais de seus
clientes para quando precisarem contatá-los, mas além de ser um simples cadastro,
serve principalmente para conhecê-lo profundamente, ou seja, saber se tem alguma
patologia que possa impedir a realização da micropigmentação (BORGES, 2006).

O profissional, obrigatoriamente necessita saber a expectativa do cliente, seu histórico


de saúde, o que costuma usar de cosméticos, se ele se expõe ao sol, se está fazendo algum
acompanhamento ou tratamento médico, se possui alguma doença, alergia, restrições
etc. (BORGES, 2006). Sem isso não tem como iniciar a aplicação da micropigmentação.

Modelo de Anamnese
NOME
IDADE DATA ESTADO CIVIL PROFISSÃO
NASCIMENTO

___/____/____
E-MAIL
CELULAR TELEFONE FIXO
INDICADO POR QUEIXA PRINCIPAL
CASO TENHA ALGUM PROBLEMA DE SAÚDE ASSINALE ABAIXO
Circulatório ( ) NÃO ( ) SIM Ginecológico ( ) NÃO ( ) SIM
Urinário ( ) NÃO ( ) SIM Placas, pinos ou Próteses. ( ) NÃO ( ) SIM
Respiratório ( ) NÃO ( ) SIM Hipotireoidismo ( ) NÃO ( ) SIM
Digestivo ( ) NÃO ( ) SIM Hipertireoidismo ( ) NÃO ( ) SIM
Diabetes ( ) NÃO ( ) SIM Marca-passo ( ) NÃO ( ) SIM
Cardíaco ( ) NÃO ( ) SIM Cirurgia plástica: ( ) NÃO ( ) SIM
Endócrino ( ) NÃO ( ) SIM Quais:
Gastrointestinal ( ) NÃO ( ) SIM Usa DIU ( ) NÃO ( ) SIM
Alergias ( ) NÃO ( ) SIM Constipação intestinal ( ) NÃO ( ) SIM
Neoplasias ( ) NÃO ( ) SIM Urina regularmente? ( ) NÃO ( ) SIM
Outros Está grávida? ( ) NÃO ( ) SIM
Fumante ( ) NÃO ( ) SIM Número de gestações
Medicações Observações que deseja fazer

Afirmo que todas as informações cedidas de livre e espontânea vontade nesta ficha são verdadeiras.

Assinatura:__________________________________________________

37
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Fototipo Cor natural do pelo

Pele quente ou fria Obs.:


Primeira sessão Retoque
Cor pigmento principal Cor pigmento principal
Quantas gotas Quantas gotas
Cor pigmento secundário Cor pigmento secundário
Quantas gotas Quantas gotas
Tamanho lâmina Tamanho lâmina

Do autor, 2017.

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)

O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), é documento que visa proteger a


autonomia dos pacientes, no qual atestam estar cientes de suas condições, como sujeitos
de pesquisa ou submetendo-se a procedimentos de micropigmentação (SINGER, 1994).

Além de proteger os micropigmentadores, o documento igualmente protege os pacientes.


Estes, na condição de leigos, muitas vezes não são devidamente informados a respeito
do tratamento, principalmente em relação às possibilidades de insucesso – mesmo que
executado de forma perfeita (SALLES, 2011).

Ato jurídico é todo aquele que interessa ao mundo do Direito. Para que exista, é
necessário que haja declaração de vontade.

O contrato de prestação de serviços é, evidentemente, um ato jurídico, cuja declaração de


vontade pode ser meramente verbal, ou escrita, formalizada por meio do TCLE. Sendo
assim, para que seja válido o TCLE deve preencher os requisitos previstos no art. 104
do Código Civil de 2002: “I- agente seja capaz; II- objeto lícito, possível, determinado
ou determinável; III- forma prescrita ou não defesa em lei” (SINGER, 1994).

Cabe ao micropigmentador responsável pelo paciente explicar-lhe os detalhes de sua


condição física, opções de tratamento, riscos etc. e solicitar a assinatura do TCLE.
Esta tarefa não deve ser função do serviço de recepcionista, ou alguma outra pessoa que
não seja o micropigmentador responsável (SALLES, 2011).

A assinatura do TCLE não implica desresponsabilização do profissional em relação a danos


oriundos do mau exercício profissional, mas sim dos causados esperados e devidamente
informados, desde que não fruto de culpa lato sensu do profissional (SINGER, 1994).

Um micropigmentador que em função de sua negligência cause dano a um paciente tem


o dever de repará-lo – mesmo o tendo esclarecido e dele obtido o TCLE (SALLES, 2011).
Abaixo segue um exemplo de um termo de consentimento para micropigmentação:

38
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

TERMO CONSENTIMENTO

Eu _________________________________, portadora do R.G____________________,


CPF____________________, declaro que fui informada do que poderá ocorrer após a aplicação e dos
preparatórios que deverão ser realizados para o procedimento de microblading.

O processo trata-se de uma técnica de implantação de pigmentos artificiais exógenos na camada


superficial da pele com a finalidade de correção e embelezamento estético, conhecida como microblading.

Trata-se de uma técnica japonesa onde é executada com uma espécie de caneta chamada tebori, na
qual uma agulha de 11 a 15 pontas é encaixada e, embebida em pigmento, vai traçando e simulando os
fios das sobrancelhas de forma natural e delicada.

Dependendo do tipo de pele e hábitos de vida poderá ser expulso do organismo de 50% até 80% de
pigmento, principalmente a primeira vez que aplica; assim é necessário realizar retoque depois de 20 a
no máximo 35 dias.

Durante o período de cicatrização é necessário utilizar uma pomada chamada Cicaplast Baumer B5,
por 1 semana 3x ao dia, além de manter o local limpo (lavar somente com água fria e shampoo Johnson
& Johnson ou sabonete líquido neutro), livre de cremes e esfregaços, não puxar a “casquinha”, não se
expor ao sol, mar, piscina e sauna, utilizando protetor solar fator 60 exceto nos olhos.

A diferença do microblading e da micropigmentação é que não é usado um aparelho elétrico para realizá-
la (dermógrafo) e seu tempo de duração é menor. Enquanto a micropigmentação com dermógrafo chega
a durar de 1 a 3 anos, a micropigmentação com tebori dura de 6 meses a 1 ano e meio, porém, varia de
acordo com o tipo de pele da cliente, exposição ao sol, entre outros fatores.

Microblading não é indicado para pessoas que têm diabetes, que façam uso de medicamentos
anticoagulantes, alérgicos, com histórico de queloides e gestantes. Quem tem dificuldade de cicatrização
é quase impossível que possa se submeter ao processo.

Afirmo que li e entendi todas as explicações relacionadas com o procedimento de carboxiterapia que
irei realizar.

São Paulo, ___________ de ________________ de 20____.

Assinatura:______________________________________________
Do autor, 2017.

39
CAPÍTULO 5
Colorimetria

Os pigmentos
Para que a técnica de dermopigmentação seja bem aplicada é de extrema importância o
conhecimento da cor e sua utilização a cada tipo de pele, o que iremos estudar a seguir
é a teoria da cor e suas aplicações nos variados tons de peles (ROLIM et al., 2009).

A cor é um dos elementos mais importantes da imagem. Na dermopigmentação


trabalhamos principalmente com a imagem facial, portanto é essencial saber como a cor
funciona e como usá-la para conseguir seus diversos efeitos. É preciso lembrar que a
pele já é pigmentada pela melanina, então é necessário saber como as cores do pigmento
reagem com a cor da pele, e como isto será transmitido (MARTINS et al., 2009).

Primeiramente iremos a um estudo básico da cor e como ela é percebida, sua teoria e
reação dos pigmentos (MARTINS et al., 2009).

Luz e cor

A luz branca é composta por ondas que vibram em diversas frequências. Cada frequência
corresponde a uma das cores do arco-íris, que é obtida através de um cálculo de divisão
entre a velocidade da luz pelo comprimento dela. O olho humano consegue apenas
visualizar um pequeno aspecto de cor que vai do violeta, passando pelo verde até o
vermelho (MARTINS et al., 2009). A ausência de luz é o preto, portanto não vemos cor
e sim a sensação de cor registrada pelo nosso cérebro (MARTINS et al., 2009).

Figura 21. Luz e cor.

Fonte: <http://www.odousinstrumentos.com.br/blog/2017/04/10/percepcao-das-coresnewton-e-o-prisma/>. Acesso em: 12 jul. 2017.

40
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

Percepção de cor
Quando uma luz incide sobre um objeto, o ilumina resultando em sua visualização,
somente as ondas que correspondem a cor do objeto são refletidas. As outras são
absorvidas numa reação química. Segundo a teoria tricomática, o olho humano capta
as ondas de luz vermelha, laranja, amarela, verde, azul e violeta em três categorias de
fibrilas nervosas na retina do olho. A 1ª fibrila capta a luz vermelha, a 2ª fibrila capta a
luz verde e a 3ª fibrila capta a luz violeta. A luz refletida estimula as fibrilas de maneira
que temos a sensação de cor do objeto (ROLIM et al., 2009).

Cor energia e cor pigmento


É de importância saber diferenciar cor de pigmento. Cor energia são as cores obtidas pelo
padrão RGB (red-green-blue – vermelho-verde-azul), pois não há pigmento nem matéria,
já pigmento é o material químico que tinge uma superfície (MARTINS et al., 2009).

Mistura de pigmentos
Segundo a teoria das cores, quando misturamos as cores primárias, novas cores são
obtidas. Porém convém lembrar que o resultado da mistura, irá depender da qualidade
do pigmento, do material químico utilizado (pureza da cor) e do processo de aplicação.
Quando um desses fatores interfere na mistura, o resultado da cor é comprometido
(MARTINS et al., 2009).

Classificação dos pigmentos


Os pigmentos são classificados em:

1. Acromáticos: branco, preto e cinza – não contém cor.

Fonte: Do autor, 2018.

2. Cromáticos: contém cor e são classificados em três categorias:

a. Primários: são os pigmentos puros, todas as outras cores são obtidas


através de sua mistura. As cores primárias são azul, amarelo e vermelho,
para se obter a cor preta, é necessário que se misturem as três cores,
assim originando um preto cromático.
b. Secundários: é a mistura de dois pigmentos primários puros (saturados)
Amarelo + vermelho = laranja.
Vermelho + azul = roxo.
Azul + amarelo = verde.

41
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

c. Terciárias: são obtidas pela mistura de pigmentos das cores


complementares ou dois pigmentos secundários.

Fonte de todas essas imagens: <https://goo.gl/images/cgxZGp>. Acesso em: 5 mar. 2018.

Estrela de Oswald: é uma das principais ferramentas usadas para entender as regras
e conceitos utilizados pelos coloristas. Funciona como um gráfico ou uma tabela para
trabalhar o processo de coloração e neutralização de tons indesejáveis.

Figura 22. Estrela de Oswald.

Fonte: <https://goo.gl/images/PJdY4a>. Acesso em: 5 mar. 2018.

As cores também nos passam sensações de frio e quente, por isso a classificamos assim:

»» Cores quentes: amarelo, vermelho e laranja.

»» Cores frias: azul, verde e roxo.

Figura 23. Cores quentes e frias.

Fonte: <https://goo.gl/images/8Tp9US>. Acesso em: 12 jul. 2017.

42
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

SEM LUZ NÃO HÁ COR.

Às escuras não conseguimos ver as cores e as formas.

O PRETO É A AUSÊNCIA DA LUZ

Fonte: do autor, 2018.

Os pigmentos são compostos químicos, que dão cores a diversos materiais e se dividem
entre os naturais (orgânicos e inorgânicos) e os sintéticos.

»» Orgânicos: são compostos de hidratos de carbono e base vegetal, podem


causar mais alergias e são mais fáceis de migrar, por serem confundidos
como agressores no nosso sistema de defesa dentro da pele. Esses
pigmentos são responsáveis pelas cores mais vibrantes, como o vermelho
e o amarelo normalmente são usados para a pigmentação dos lábios e
tatuagem. Geralmente são muito aquosos, possuem brilho e são coloridos,
com corantes comestíveis e alguns vegetais (DARDY et al.,2013).

»» Inorgânicos: aplicações à base de óxido de ferro são responsáveis pelas


cores mais escuras. Contêm partículas muito elevadas, por isso minimizam
o risco de alergias e migrações, que desbota de forma mais gradual e
uniforme. Não tem brilho e são mais densos (DARDY et al.,2013).

»» Sintéticos: eles diminuem muito o grau de alergenicidade, por terem


uma espécie de resina que envolve cada partícula do pigmento. São os
pigmentos utilizados em tatuagem (DARDY et al., 2013).

A composição química básica de qualquer pigmento é água purificada, glicerina vegetal


e álcool Isopropílico.
Figura 24. Composição do pigmento.

Água
purificada

Glicerina

Álcool
isopropílico

Fonte: Do autor, 2018.

43
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Para a dermopigmentação a temperatura das cores é fundamental, pois o tom de pele


também é classificado de acordo com a temperatura das cores de sua tez, dos cabelos e
dos olhos. A pele tem uma tonalidade de base, que é azulada (fria) ou dourada (quente),
e uma intensidade que vai do claro ao escuro (ROLIM et al., 2009).

Figura 25. Pele quente e fria.

Fonte: <https://goo.gl/images/Q1s3Oa>. Acesso em: 10 out. 2017.

O correto é:

Pigmento frio + Pele quente = Resultado correto.

Para pessoas de melanina fria colocamos duas gotas para cada dez gotas da cor base de
laranja.

Pigmento quente + Pele fria = Resultado correto. (GIARETTA, 2015)

Marrons: Para a dermopigmentação as marrons são as mais utilizadas, uma vez que
todo tom de pele é marrom. Há uma variedade de marrons que vai dos tons quentes ou
frios e claros e escuros (GIARETTA, 2015).

44
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

Figura 26. Mistura de cores.

Fonte: do autor, 2018.

Todos os marrons ou castanhos possuem as três cores primárias

O bege é uma variação de marrom que é obtido pela mistura de amarelo, roxo e branco,
considerado um pigmento frio (GIARETTA, 2015).

Compostos químicos que caracterizam as cores dos animais e das plantas. Presentes em
todas as células, os pigmentos dão cores a diversos materiais e se dividem entre os
naturais (orgânicos e inorgânicos) e os sintéticos (MARTINS et al., 2009).

Orgânicos: Com base vegetal, esses pigmentos são responsáveis pelas cores mais
vibrantes, como o vermelho e normalmente são usados para a pigmentação dos lábios.
Com esse tipo de pigmento pode haver rejeição de 80%, fazendo com que a cor fique
desbotada, sendo necessária nova aplicação, mas após ter tido sua fixação não terá
alteração de cor (MARTINS et al., 2009).

Inorgânicos: Aplicações à base de dióxido de ferro ou de titânio são responsáveis pelas


cores mais escuras (GIARETTA, 2015).

Abaixo segue uma tabela de cores de pigmentos utilizados para dermopigmentação, e sua
combinação com as peles quentes e frias (MARTINS et al., 2009; GIARETTA, 2015).

Cores para pele quente:

»» castanho-escuro

»» castanho-médio

»» castanho-claro

»» vermelho

45
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

»» vermelho-rubi

»» natural

»» bege

»» amarelo

»» verde-oliva

»» azul-púrpura

Cores para pele fria:

»» castanho-avermelhado

»» avelã

»» bordô

»» cerâmica

»» natural

»» branco

»» verde

»» azul

»» azul-reflexo

Cores utilizadas para pele negra:

»» Sobrancelhas e pele: castanho-avermelhado + castanho-escuro se necessário


escurecer.

»» Olhos: azul-reflexo, pois contém mais brilho e ressalta sobre o azul da


melanina.

»» Lábios: tons arroxeados – magenta, violeta e bordô.

Conhecer a classificação dos tipos cromáticos nos auxilia muito na escolha do pigmento
a ser aplicado, assim como lembrar que a melanina que da cor a pele, olhos e cabelos
também tem predominância das cores primárias e secundárias, ficando mais fácil de se
reconhecer seu tipo cromático (CALHEIROS, 2016).

46
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

Dicas dos pigmentos:

»» Qualquer pigmento é preciso agitar bem antes de utilizar, pois quando


parado, as moléculas dos pigmentos se separam, agite bastante antes de
colocar a tinta no batoque.
Figura 27.

»» Um batoque tamanho no 11 aceita 1 ml de pigmento. O que representa 10


gotas, assim a cor base deve conter 8 gotas para 2 gotas do neutralizante.

Figura 28.

Fonte: Figuras cedida pela equipe Gisele Ferreira.

Neutralização: pigmentos modificadores e


neutralizadores

PH Verde: neutraliza as cores frias.

Laranja ou mandarim: neutraliza as cores quentes.

Bege: camufla as cores frias em peles brancas.

Pele (claro, médio e escuro) servem como uma base cobrem erros ou migrações.
(CALHEIROS, 2016)

47
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Fatores que influem na vida útil do pigmento são os hábitos do indivíduo, como:

»» aplicação de ácido após procedimento;

»» exposição solar;

»» temperaturas altas;

»» diminuir intensidade do calor;

»» tipos de pele;

»» tabaco.

Para facilitar a colorimetria podem utilizar o gabarito abaixo.

Lembre-se que os pigmentos também têm cores quentes e frias, se fizer a colorimetria
com eles não tem como errar.
Figura 29.

Fonte: a autora.

48
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

Figura 30.

Fonte: a autora.

49
CAPÍTULO 6
Métodos de anestesia

Anestesia
A palavra anestesia provém diretamente do grego: an, que significa sem, e aisthesis,
que significa sensação. Os anestésicos locais compreendem uma série de substâncias
químicas localmente aplicadas, com estruturas moleculares semelhantes, capazes de
inibir a percepção das sensações (sobretudo a dor) e também de prevenir o movimento.
Os anestésicos locais são utilizados em uma variedade de situações, desde a sua aplicação
tópica para queimaduras e pequenos cortes, até injeções durante tratamento dentário
e bloqueio epidural e intratecal (espinal) durante procedimentos obstétricos e cirurgia
de grande porte (FENTER, 2001).

Os anestésicos locais atuam inibindo a condução de potenciais de ação em todas as


fibras nervosas aferentes e eferentes, geralmente no sistema nervoso periférico.
Por conseguinte, a dor e outras modalidades sensoriais não são transmitidas efetivamente
ao cérebro, e os impulsos motores tampouco são transmitidos efetivamente aos
músculos na periferia (SUDHARMA et al., 2015).

Os anestésicos tópicos proporcionam alívio da dor a curto prazo quando aplicados às


mucosas ou à pele, tem ação de 2 a 3 mm de profundidade. O fármaco deve atravessar
a barreira epidérmica, e o principal obstáculo para alcançar as terminações nervosas
na derme é constituído pelo estrato córneo (a camada mais externa da epiderme).
Após cruzar a epiderme, os anestésicos locais são absorvidos rapidamente na circulação,
aumentando, assim, o risco de toxicidade sistêmica. Só podemos utilizar os tópicos.
A mais utilizada é a fórmula de lidocaína de 1 a no máximo 5%, ou a EMLA (2,5%
lidocaína + 2,5% prilocaína), mas para seu efeito ser satisfatório é necessário aplicar 2
horas antes do procedimento (FENTER, 2001).

As principais drogas utilizadas como anestésicos tópicos são:

»» Procaína: em virtude de sua baixa hidrofobicidade, a procaína é rapidamente


removida do local de administração pela circulação, resultando em pouco
sequestro do fármaco no tecido local que circunda o nervo. Na corrente
sanguínea, a procaína é rapidamente degradada por pseudocolinesterases
plasmáticas, e os metabólitos são subsequentemente excretados na urina.
A baixa hidrofobicidade da procaína também resulta em sua rápida

50
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

dissociação de seu sítio de ligação no canal de sódio, explicando a baixa


potência desse agente. O uso primário da procaína é restrito à anestesia
infiltrativa e procedimentos dentários (SUDHARMA et al., 2015).

»» Tetracaína: ação longa e altamente potente. Sua longa duração de ação


resulta de sua elevada hidrofobicidade possui um grupo butila ligado a
seu grupo aromático, permitindo a permanência do fármaco no tecido
que circunda um nervo por um longo período. A hidrofobicidade da
tetracaína também promove uma interação prolongada com o seu sítio
de ligação no canal de sódio, determinando uma maior potência do que a
da lidocaína e procaína (SUDHARMA et al., 2015).

»» Lidocaína: mais comumente utilizado. Sua ação possui início rápido e


duração média (cerca de 1-2 horas), com potência moderada. A lidocaína
apresenta dois grupos metila no anel aromático, que aumentam a sua
hidrofobicidade em relação à procaína e que reduzem a sua velocidade
de hidrólise. A lidocaína possui um valor relativamente baixo de pKa,
e uma grande fração do fármaco encontra-se presente na forma neutra
em pH fisiológico. Isso resulta em rápida difusão da lidocaína através
das membranas e em rápido bloqueio. A duração de ação da lidocaína
baseia-se em dois fatores: a sua hidrofobicidade moderada e a ligação
amida. A ligação amida impede a degradação do fármaco pelas esterases,
e a hidrofobicidade permite ao fármaco permanecer próximo à área
de administração (isto é, no tecido local) por muito tempo. Os efeitos
tóxicos da lidocaína manifestam-se principalmente no SNC e no coração.
Os efeitos adversos podem incluir sonolência, zumbido, espasmo muscular
e até mesmo convulsões. Ocorre depressão do SNC e cardiotoxicidade com
níveis plasmáticos elevados do fármaco, por isso não deve ser utilizado
após abertura da lesão, e deve ser removido antes de iniciar qualquer
procedimento (FENTER, 2001).

»» EMLA (Mistura Eutética de Anestésico Local) é uma combinação


de lidocaína e prilocaína administrada topicamente como creme ou
emplastro. A EMLA é clinicamente útil, visto que possui uma maior
concentração de anestésico local por gota em contato com a pele do que
as preparações tópicas convencionais. Mostra-se efetiva em diversas
situações, incluindo função venosa, canulação arterial, punção lombar
e procedimentos dentários, particularmente em crianças que têm pavor
da dor das injeções. Na micropigmentação é necessário estar em contato
com a pele 2 horas antes do procedimento (SUDHARMA et al., 2015).

51
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Figura 31. Rolo de resfriamento Skin Cooler.

Fonte: <https://goo.gl/images/YQL425>. Acesso em: 20 abr. 2018.

Skin Cooler é um resfriador da pele destinado a auxiliar nos tratamentos estéticos que
possam ser beneficiados pelo resfriamento brando imediatamente após sua realização,
proporcionando conforto às áreas aquecidas pelos tratamentos: aplicação de laser,
luz pulsada, micropigmentação ou ainda auxiliando a vasoconstrição e prevenindo
equimoses em procedimentos como toxina botulínica e preenchimentos dérmicos.
É um produto registrado na Anvisa, com qualidade, segurança e conforto para o usuário.

É prático e fácil de usar:

»» 1ª Etapa: deixe o Skin Cooler no freezer/congelador por cerca de 30


minutos (até congelar).

»» 2ª Etapa: retire e deslize suavemente sobre a pele durante alguns minutos,


massageando a região a ser tratada, role por cima do PVC assim mantém
a pele estéril do paciente.

»» 3ª Etapa: após o uso, lavar com água e sabão e colocar novamente no


freezer/congelador para congelar. Também poderá ser desinfetado com
solução clorexedine ou álcool 70%.

As agulhas
Produto minimamente invasivo de uso transitório e descartável. Produzida do fio do
aço inoxidável, cuja composição é o cromo e o nível, levemente magnetizada. Deve ser
esterilizada e embalada uma a uma, conferindo sempre data de validade e com registro
na Anvisa. As agulhas mais utilizadas são as circulares (MARTINS et al., 2009).

»» 3 pontas circular: utilizada para traço, pintura em áreas pequenas e


sombra (Esfumados).

52
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

»» 1 ponta microagulha: utilizada para todos os tipos de fio a fio.

»» 1 ponta normal: utilizada para micropuntura e pontilhismo.

»» 2 pontas circular: utilizada para traço fino.

»» 5 pontas circular: utilizada para traço, pintura e esfumado.

»» 5 pontas linear: utilizada trabalho de aréola e cobertura da pele.

»» 08 pontas circular: utilizada para traço, pintura e esfumado em áreas


maiores.

Figura 32. Agulhas.

Fonte: figura cedida pela equipe Gisele Ferreira.

Dermógrafo

Cada profissional deve comprar e se adaptar ao seu equipamento, verificar se atende


as suas necessidades. Devemos escolher marcas aprovadas pela Anvisa, sempre. É
aconselhável experimentar vários durante o curso para decidir com clareza e nunca ter
um só. Existem diversas marcas e tipos de dermógrafo, os mais confiáveis e tidos como
melhores são: Amia, As Hero, Gr Color 6.000 e Dermomag Pen Eask Click.

Figura 33. Dermógrafo no mercado brasileiro.

53
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Fonte: <https://www.spadoneskin.com.br/wp-content/uploads/2018/02/AS-HERO-A7-Rose-550x550.jpg>, <https://dermosolution.


com.br/produto-tag/kit-gr-color/>, <https://blog.ewcosmeticos.com.br/porque-voce-deve-ter-no-minimo-dois-dermografos-para-
micropigmentacao/linelle-2/>, <http://www.dedesteticaesaude.com.br/produto/dermografo-gr-pla-6000-gr-color>, <https://www.pmuloja.
com.br/pmu_br/derm-grafos-amiea>, <http://images.tcdn.com.br/img/img_prod/483635/dermografo_dermomag_plus_completo_
preto_358_1_20170504174055.png>, <www.grcolor.com.br>, <www.celebrim.com.br>, <www.magestetica.com.br>. 23/5/2018.

O manuseio do aparelho, a utilização correta, o posicionamento e as agulhas são alguns


dos fatores que influenciam no resultado de uma micropigmentação. Por esse motivo,
além das habilidades do profissional, um dermógrafo de qualidade é determinante para
o sucesso de um procedimento. Um dermógrafo pode trabalhar com velocidade de até
9.000 rpm ou 50 a 150 perfurações/segundo, com corrente em média de 1000 mA.

Ângulo

É o ângulo em que a agulha se apresenta em relação à pele e pode variar entre 45, 60 e 90°.
Quanto maior o ângulo da agulha em relação à pele, mais profunda será a implantação do
pigmento, com maior durabilidade de sua fixação (MARTINS et al., 2009).

Figura 34. Angulação da agulha.

Fonte: Martins et al., 2009.

Movimento

O dermógrafo deve ser manuseado sempre com firmeza, podendo ser com maior ou
menor pressão, porém para obter uniformidade no efeito a mesma pressão deve ser
54
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

mantida do início ao fim o movimento. Podendo ser rápido ou lento. Quanto mais
RÁPIDO for o movimento, obtêm-se efeitos mais esfumados, quanto mais LENTO,
obtêm-se efeitos mais traçados e compacto (CALHEIROS, 2016).

»» Traço: utilizado se desejar efeito de linha ou contorno, deve ser realizado


com movimentos curtos e lentos, indo e voltando, posicionando a agulha
entre 90º e 60º graus em relação da pele, quanto mais marcado deseja
mais perpendicular deve ser (MARTINS et al., 2009).

»» Pintura e sombra: é utilizada quando se deseja um efeito esfumado


ou preenchido mais marcado. Para efeito compacto devem ser realizados
movimentos curtos, rápidos e circulares anti-horário estando entre 90º e
60º graus em relação à pele. Para efeito esfumado o movimento deve ser
longo, rápido e varrendo, com agulha posicionada 60º a 45º em relação à
pele (MARTINS et al., 2009).

Figura 35. (A) e (B) – Movimento traço e pintura.


(A) Movimento Traço (B) Movimento Pintura

é necessário movimento curto e lento, indo e voltando, o posicionamento da agulha


será de 90° a 60°

Esfumado: o movimento deve ser longo, rápido e varrendo, com agulha 60° a 45°

55
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Compacto: deve ser realizado com movimento curto e rápido, circular anti-horário,
estando 90°.
Fonte: do autor, 2018.

56
CAPÍTULO 7
Eletroterapia aplicada na
micropigmentação

Introdução
A eletroterapia é uma técnica que utiliza alguns equipamentos na pré e na pós-
micropigmentação. É uma técnica bastante difundida no universo da estética, sendo
utilizada tanto para tratamentos faciais quanto para tratamentos corporais, agora
sendo utilizada para obter melhores resultados na micropigmentação (SALLES, 2011).

Graças aos avanços tecnológicos e científicos na estética, dispomos de vários recursos


que acrescentam melhorias significativas na micropigmentação, sendo uso do laser de
baixa potência e alta frequência (SALLES, 2011).

Alta frequência

A alta frequência é um equipamento com eletrodos de vidro, que gera uma corrente
alternada de frequência elevada, que ao passar por esses eletrodos, no seu interior
existe um gás com propriedades físico-químicas, o meio condutor entre a bobina e
o cliente, ioniza as moléculas deste gás, produzindo um campo eletromagnético que
produz ozônio, na parte externa do vidro (Ozônio = O3 – gás instável composto por três
átomos de oxigênio) (BORGES, 2009).

O faiscamento quando percorre o ar que separa o eletrodo da pele, rompe a ligação


covalente das moléculas de oxigênio (O2), liberando assim os seus átomos (BORGES,
2009).

Sobre os parâmetros

Hz (Hertz) = Frequência = Número de oscilações que acontecem em um evento/período


de tempo.
1 Hz = 1 oscilação em 1 segundo
1 MHz = 1 milhão de oscilações em 1 segundo/atinge tecido ósseo
3 MHz = 3 Milhões de oscilações em 1 segundo/atinge a derme
Quanto mais baixa a frequência (Hz), mais profundo atinge.

57
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

Intensidade = Quantidade de energia oferecida para o corpo.


mA (miliampère): Você consegue sentir a corrente (sensorial), trabalha a circulação,
porém fora da célula.
µA (miliampère): Você não sente a corrente (subsensorial), trabalha dentro da célula.
(BORGES, 2009).

Efeitos terapêuticos

»» Tem efeito térmico: que atua no metabolismo celular, produzindo um


aumento do mesmo, e melhora da oxigenação celular, isso se deve pela
vasodilatação e consequentemente ao aumento do fluxo sanguíneo.

»» Vasodilatador: através do estímulo da circulação periférica, causando o


efeito hiperemiante (vermelhidão).

»» Bactericida: elimina bactérias anaeróbias.

»» Bacteriostática: diminui a proliferação de bactérias aeróbias.

»» Fungicida: eliminação de fungos. Ex.: Tinea captis.

»» É oxigenante, melhora a oxigenação tissular (da pele). É estimulante, pois


há aumento da circulação sanguínea. Homeostático, (cauteriza e cicatriza)
– estancando o sangramento. Reduz a resistência elétrica da pele.

Benefícios:

»» Aumento do metabolismo celular.

»» Melhora da oxigenação celular (isso se deve pela vasodilatação e


consequentemente ao aumento do fluxo sanguíneo).

»» Analgesia para mais conforto do cliente.

»» Bactericida, bacteriostático, fungicida.

»» Melhora a oxigenação tissular da pele, homeostático (cauteriza e cicatriza,


pode ser usado antes e após o procedimento. (GUIRRO; GUIRRO, 2004).

Os eletrodos
»» Saturador (tem uma “mola” dentro): utilizado no faiscamento indireto
é o único indicado para ser utilizado com cosméticos, pois aumenta a
vascularização da pele.

58
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

»» Standart (cebolinha ou colher): usa-se em faiscamento direto ou fluxação.

»» Esférico (cebolão): seu formato anatômico facilita a passagem, usado em


fluxação ou faiscamento direto.

»» Forquilha: utilizado no pescoço, mamas e braços em faiscamento direto


ou fluxação.

»» Fulgurador ou cauterizador: usado para tratamento de pele acneica com


faiscamento direto. (GUIRRO; GUIRRO, 2004).

Figura 36. Eletrodos alta frequência.

Fonte: <https://goo.gl/images/XxwEJ1>. 5/3/2018.

Contraindicação

»» Portadores de marca-passo.

»» Neoplasias (câncer).

»» Gestantes.

»» Pessoas com distúrbios de sensibilidade.

»» Epiléticos.

»» Diabéticos descompensados.

»» Pele com cosméticos inflamáveis.

»» Portadores de pinos ou placas metálicas no local da aplicação. (Obs.:


tomar cuidado com pessoas portadoras de rosácea, ou que tenham
extrema sensibilidade ao calor).

59
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

O eletrodo pode ser usado antes da micropigmentação para prevenir edema,


eritema e ação bactericida. Após a micropigmentação auxílio na cicatrização,
pois a camada de ozônio em nível cutâneo, reduz muito a formação de crostas,
dando conforto e maior segurança.

Laser de baixa potência


Atualmente, está muito em alta falarmos do uso do laser na estética e na micropigmentação.
Não entrarei em detalhes aqui sobre os diversos tipos de laser com aplicabilidades
diversas também. Falaremos sobre o Laser de baixa potência (HeNe), que é o indicado
em micropigmentação (GISBERT,2013).

Laser (cuja sigla em inglês significa Light Amplification by Stimulated Emission


of Radiation, ou seja, traduzindo: Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de
Radiação) (GISBERT, 2013).

O aparelho é um dispositivo que produz radiação eletromagnética com características


muito especiais: A luz do laser é monocromática (possui comprimento de onda muito
bem definido), coerente (todas as ondas dos fótons que compõe o feixe estão em fase) e
colimada (propaga-se como um feixe de ondas praticamente paralelas). Laser Vermelho
visível 660 nm, Laser Infra Vermelho 808 nm (GISBERT, 2013).

O laser terapêutico ou de baixa intensidade, tem sido usado com enorme sucesso, pois
suas características são:

»» Monocromático: apenas um comprimento de onda, sendo uma luz pura,


de uma única cor – vermelho.

»» Colimado: o feixe de luz é sempre paralelo, com mínima dispersão. No


laser de baixa potência a dispersão é maior.

»» Uniformidade: mantém a mesma energia mesmo em deslocamento.


(BORGES, 2017).

O laser utilizado na estética possui uma intensidade específica, e na micropigmentação


é capaz de recuperar e tratar as células, favorecendo a regeneração tecidual, ativa
o colágeno, melhorando a cicatrização, alivia a dor, tem função bactericida, anti-
inflamatória, melhora a fixação do pigmento e outros efeitos (GISBERT, 2013).

Não existe micropigmentação feita a laser, ela é feita com o dermógrafo que introduz
o pigmento na pele. O uso do laser é feito antes e/ou depois do procedimento de
micropigmentação, e seus benefícios são diversos, como os citados acima (GISBERT,
2013).

60
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

A dosagem do laser varia de 3 a 6 joules/cm² com a caneta posicionada perpendicularmente


no ângulo de 90° e a aplicação deverá ser pontual de 1 a 2 cm² de distância. Sugerimos a
utilização em 5 minutos após a aplicação da solução anestésica. Aplica-se 2 joules
distribuídos de um em um centímetro com o objetivo de analgesia e aumento da
absorção do anestésico (BORGES, 2017).

Após a aplicação dos pigmentos repita a mesmo procedimento com o laser vermelho:
aplica-se 3 joules com o objetivo de acelerar o processo de cicatrização e reparação
tecidual. Nos olhos não é recomendada a utilização do laser, porém o mesmo protocolo
serve para os lábios (GISBERT, 2013).

Dentre todos os benefícios podemos citar os mais importantes para o procedimento de


micropigmentação:

»» Reduz em 85% o retoque.

»» Anti-inflamatório.

»» Analgésico.

»» Reduz a formação do edema.

»» Ação bactericida.

»» Reduz a crosta de cicatrização.

»» Aumenta síntese de colágeno, sendo útil na reparação tecidual.

»» Aumento da permeabilidade das membranas celulares, dando maior


eficiência nas bombas de sódio.

»» Aumenta número de fibroblastos e promove tecido de granulação, o que


é útil na cicatrização.

»» Aumento dos níveis de prostaglandinas e ATP celular, tendo efeito no


alívio da dor. (GISBERT, 2013).

Assim podemos resumir os benefícios em proporcionar uma melhor fixação


do pigmento implantado e diminuição da sensibilidade dolorosa causada pelo
processo de implantação do pigmento e reduziu a inflamação local sempre
presente na pós-pigmentação.

Segundo o Instituto Ricardo Trajano de laser (2017), os procedimentos


quando associados ao laser de baixa potência antes e depois da aplicação da
micropigmentação, cerca de 80% do pigmento implantado permaneceu no
tecido, necessitando de pouco ou nenhum retoque nos 20 dias posteriores,

61
UNIDADE II │ MICROPIGMENTAÇÃO

além de uma diminuição significativa na sensibilidade dolorosa durante e após


a aplicação.

Contraindicação
»» Olhos.

»» Complexo mamário.

»» Pessoas aplicaram Botox há menos de 3 meses.

»» Não aplicar diretamente em tumores.

»» Não aplicar na direção da tireoide.

»» Não irradiar em gestantes.

Finalização

Ao finalizar o procedimento da pigmentação de qualquer área, devemos ter alguns


cuidados para que a fixação do pigmento não fique comprometida. Devemos assegurar
que todo procedimento de cicatrização seja natural, uma vez que a região afetada é
bastante superficial, assim fica determinado o uso de um cicatrizante cosmético
(MARTINS et al., 2009).

Atualmente já sabemos que não é qualquer pomada de cicatrização que podemos


utilizar, uma vez que o princípio ativo dexpantenol, o famoso Bepantol® faz a oxidação
do pigmento, ou seja, clareia a cor, indicamos utilizar a pomada Cicaplast Baume B5®
– La Roche – foi criada para todo procedimento estético que requer acalmar, hidratar,
ação anti-inflamatória, analgésica e cicatrizar a pele sensível, sendo indicada para pós-
laser, LIP, tattoo e micropigmentação. Ela contém uma fórmula completa tripla-ação:

»» Ótima regeneração cutânea [Madecassoside] + [Cobre - Zinco – Magnésio].

»» Calmante e reparador cutâneo [5% Panthenol].

»» Protetor da pele [Vitamina B5] + [Agentes Antibacterianos].

Figura 37. Pomada Cicaplast Baume B5®.

Fonte: <https://goo.gl/images/aRAdV8>. Acesso em: 15 nov. 2017.

62
MICROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE II

Cuidados durante 08 dias posteriores:

»» Lavar o local com água fria e sabão líquido neutro, evitando esfregar e coçar.

»» Dispensado o banho de mar, piscina ou sol.

»» Evitar tudo que esquente a região como: água quente, sauna e vapor de
panela.

»» Não levantar a crosta formada precocemente, pois acarretará na perda


total da pigmentação.

»» Com os devidos cuidados, a crosta sairá naturalmente, levando ao


clareamento de cerca de 50% da cor do pigmento.

»» Caso ocorram falhas, será feito um retoque a partir de 20 dias da


pigmentação.

63
MICROPIGMENTAÇÃO UNIDADE III
EM SOBRANCELHAS

CAPÍTULO 1
Noções de visagismo

Introdução
Visagismo é a arte de criar uma imagem pessoal que revela as qualidades interiores de
uma pessoa, de acordo com suas características físicas e os princípios da linguagem
visual (harmonia e estética), utilizando a maquilagem, o corte, a coloração e o penteado
do cabelo, entre outros recursos estéticos (HALLAWELL, 2010).

Os formatos mais comuns são:

»» Oval: rostos ovulados são caracterizados por serem mais largos nas maçãs
do rosto que na fronte ou no maxilar. O rosto oval é levemente mais largo
na linha das maçãs e se estreita ligeiramente em direção ao queixo.

»» Quadrado: o rosto quadrado tem uma fronte larga e forte, de maxilar


amplo. Pode parecer mais retangular se o rosto for afilado, e mais
tradicionalmente quadrado se o rosto for largo.

»» Triangular: o rosto de formato triangular tem uma fronte mais estreita e


uma proeminente ou ampla linha do maxilar.

»» Comprido: este formato está caracterizado por ser alongado e estreito,


geralmente com um pescoço longo e fino.

»» Redondo: este formato é o que diz o nome. Um rosto sem ângulos definidos
com tendência a ser mais largo na linha das maçãs do rosto e com “cantos”
mais suavizados ao longo do maxilar e fronte. (HALLAWELL, 2010).

64
MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS │ UNIDADE III

Figura 38. Formato rostos.

Fonte: <https://goo.gl/images/DXMmNV>. 15/11/2017.

O formato dos olhos também irá influenciar na perfeição de uma sobrancelha:

Figura 39.

OLHOS SALIENTES: OLHOS FUNDOS:


Sobrancelhas devem ser espessas Sobrancelhas devem ser finas

OLHOS COM PÁLPEBRA CAÍDA:


Sobrancelhas devem ser espessas
na parte interna e ir afinando
suavemente

OLHOS SEPARADOS: OLHOS PRÓXIMOS:


Pinçar suavemente no ponto alto, Pinçar bem no canto interno, ir
sem ultrapassar o canto externo afinando aos poucos

OLHOS CAÍDOS: OLHOS PEQUENOS OU


Diminuir comprimento e elevar REDONDOS: Manter suavidade
canto externo

OLHOS AMENDOADOS: OLHOS ORIENTAIS:


Manter espessa na parte interna e Manter Desenho natural, não
alongando sem subir alongar

Fonte: imagens cedidas pela equipe Gisele Ferreira.

65
UNIDADE III │ MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS

Livros indicados

Visagismo, Harmonia e Estética. Ed. Senac Autor Philip Hallawell

Visagismo Integrado. Ed. Senac. Autor Philip Hallawell

Sobrancelhas perfeitas
Sobrancelhas falhas, curtas, finas e até ausentes, muitas mulheres vivem o drama de não
as terem de um modo que dessem harmonia ao rosto e recorrem ao lápis de maquiagem
para devolver a expressão perdida pelo excesso de retirada de pelos ou pela ausência de
pelos herdada pela genética (HALLAWELL, 2003).

A sobrancelha é o único elemento do rosto que podemos mudar de posição, os olhos


podem ficar mais compridos ou maiores, mas permanecem em seu lugar, assim como
acontece com a boca e outras partes do rosto (HALLAWELL, 2003).

Por serem, as sobrancelhas responsáveis pela expressão facial, a utilização da técnica


de micropigmentação vem sendo aplicada para solucionar este problema por um
período consideravelmente maior, do que a maquiagem com o lápis permite, evitando
a necessidade de se maquiar diariamente (HALLAWELL, 2010).

Em percentual, podemos dizer que os atendimentos relacionados a micropigmentação


de sobrancelhas correspondem a 70%, e que outras regiões como olhos e lábios, seus
atendimentos são realizados após a de sobrancelha (HALLAWELL, 2003).

Importante lembrar:

»» Os desenhos devem ser naturais, acompanhando seu formato natural.

»» Respeitar a opinião do cliente.

»» Harmonizar sempre, ressaltar jamais.

Para se desenhar uma sobrancelha harmoniosa é necessário fazer 3 passos:

1. Esta linha serve para definir o início da sobrancelha, pega um lápis e uma
régua, coloque a régua junto à aba do nariz e deixe a régua reta, onde ela
tocar na sobrancelha marca com o lápis, faz isso em ambas as sobrancelhas,
estas linhas mostram onde se deve tirar os pelos entre as sobrancelhas.

2. Olha em frente e coloca a régua na aba do nariz e deixe em diagonal a


passar pela pupila do olho, onde tocar a régua, marcar um ponto, esse
ponto marca a parte mais alta da sobrancelha; o arco da sobrancelha.

66
MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS │ UNIDADE III

3. O último traço, este serve para determinar onde a sobrancelha deve


acabar. Coloque a régua na diagonal a tocar no canto do nariz ao canto
do olho, onde tocar na sobrancelha marca um ponto, ele determina onde
termina sobrancelha.

Figura 40. Desenho dos pontos básicos da sobrancelha.

Fonte: <https://goo.gl/images/iF81a6>. Acesso em: 20 abr. 2018.

Medidas básicas de uma sobrancelha utilizando o paquímetro:

a. Ponto inicial: esta linha serve para definir o início da sobrancelha, pegar
um lápis e o paquímetro, coloque-os a junto à aba do nariz e deixe o
paquímetro reto, onde ela tocar na sobrancelha marcar com o lápis, faça
isso em ambas as sobrancelhas, estas linhas mostram onde deve se retirar
os pelos entre as sobrancelhas.

b. Ponto final: esta medida servirá para determinar onde a sobrancelha deve
acabar. colocar o paquímetro na diagonal uns 45 graus e tocar do canto do
nariz ao canto externo do olho, onde o paquímetro tocar na sobrancelha
marcar um ponto, ele determina onde finalizamos as sobrancelhas.

c. Ponto alto: pedir a cliente para olhar em frente e coloque a régua na


ponta do nariz e deixe-a em diagonal, uns 45 graus passando pela pupila
do olho, onde tocar o paquímetro, marcar um ponto, esse ponto marca a
parte mais alta da sobrancelha; o arco.

d. É o espaço entre os olhos, que normalmente seguimos a recomendação


de medir no máximo 3 cm. Que sempre será igual ao tamanho de um
terceiro olho.
67
UNIDADE III │ MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS

Figura 41. Medidas de paquímetro.

Fonte: do autor, 2017.

Outras regras básicas

Uma sobrancelha não pode medir menos que 5 cm e nem mais que 5,5 cm ou pode ser
do tamanho do seu lábio.

O ponto de arqueamento deverá ser de 2,5 a 3,5 cm medido da linha dos cílios com
olhos fechados até o ponto certo. A sobrancelha pode ser feita também utilizando a
matemática.

Figura 42. Matemática da sobrancelha.

Fonte: <https://goo.gl/images/maZTBX>. 15/11/2017.

A sobrancelha pode ter as seguintes formas:

»» Fina: já foi febre, mais hoje em dia é fora de moda. Não valorizam os
traços e vulgarizam a imagem.

»» Arqueada e arredondada: aumenta os olhos e ilumina o olhar. Serve para


qualquer tipo de rosto, porque valoriza o olhar.

68
MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS │ UNIDADE III

»» Angulosa e arqueada: deixa a expressão do rosto nervosa. O olhar fica tenso.

»» Arredondada: cai bem para todo mundo. O olhar fica mais selvagem, bem
anos 1980.

»» Ligeiramente angulosa: é um dos formatos mais usados, valoriza os traços


e pode ser usado em quase todos os rostos.

»» Reta curvada na ponta: a ponta caída deixa o olhar triste e envelhece o rosto.

»» Angulosa: tem o formato curto. Não favorece o rosto, porque aumenta


muito os olhos.

Figura 43. Tipos de sobrancelhas.

Fonte: <https://dofutilaoutil.wordpress.com/2012/05/07/formato-da-sobrancelha-e-formato-do-rosto-pt-ii/>. 23 mai. 2018.

Arqueamento da Sobrancelha: o desenho ideal seria que o ponto inicial, a base esteja
mais baixa ou no máximo na mesma linha da asa.

Devemos considerar o desenho das sobrancelhas como parte de um conjunto, e nunca


isoladamente. Observamos alguns critérios de aplicações do desenho de acordo com a
morfologia do rosto:

»» Oval: sobrancelhas ligeiramente angulosas, com os fios mais arqueados,


mas podemos desenhar qualquer tipo de sobrancelhas.

»» Quadrado: sobrancelhas angulosas, retas com uma curva mais acentuada


na ponta, formas suaves, linhas ligeiramente arredondadas.
69
UNIDADE III │ MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS

»» Triangular: sobrancelha mais arredondada e arqueada, levar o ponto


de altura ligeiramente para o exterior, a linha deve ter horizontalidade,
alargar um pouco.

»» Comprido: sobrancelhas mais retas, horizontais, tons suaves.

»» Redondo: fugir das sobrancelhas finas que deixam a face mais rechonchuda
e apostar nas angulosas, elevar ligeiramente o ponto de altura, linhas
mais angulares. (MENEGAT, 2017).

Após a definição do desenho adequado, selecionar a cor pigmento e a técnica a ser


utilizada, que são as seguintes:

»» Compactada: a mais antiga das técnicas é hoje usada para camuflagem


de cores alteradas e para clientes que desejam uma sobrancelha bem
marcada. Conhecida como maquiagem definitiva, é ótima para pessoas
que desejam sobrancelhas fortes e de longa duração. Indicada para
peles oleosas, com duração máxima: em até 5 anos. Em peles oleosas a
duração é de até dois anos e meio. Técnica composta de contorno (Traço)
e pintura interna (movimentos circulares anti-horário). Dermógrafo a 90
graus tanto para o traço como para a pintura, no momento da aplicação
da pintura deverá ser passado 3x seguidas para após realizar a limpeza.
Agulhas de três pontas.

Figura 44. Técnica compactada.

Fonte: <https://goo.gl/images/7ywxXg>. Acesso em: 6 mar. 2018.

»» Esfumada: para quem deseja sobrancelhas com certo destaque, porém


discretas. O trabalho é feito em sombra e essa técnica é indicada para
todos os tipos de peles. Duração máxima: até 3 anos. Em peles oleosas a
duração será de até um ano e meio. Técnica composta sem traço apenas
em sombra com movimento leve de varrer no sentido nariz em direção da
orelha. Dermógrafo à 45 graus. Agulhas de três pontas.

70
MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS │ UNIDADE III

Figura 45. Esfumada.

Fonte: <https://goo.gl/images/dYF3pk>. Acesso em: 15 nov. 2017.

»» Esfumada suave: conhecida como Esfumado Suave, maquiagem


semipermanente ou Técnica Canadense, possui resultado muito natural,
com técnica em sombra de curta duração, no máximo 1 ano. Indicada para
quase todos os tipos de peles, exceto oleosas. Técnica composta sem traço
apenas em sombra com movimento muito leve de varrer no sentido nariz
em direção da orelha. Dermógrafo a 45 graus. Agulhas de três pontas.

Figura 46. Esfumada suave.

Fonte: <https://goo.gl/images/vN3cJF>. Acesso em: 15 nov. 2017.

»» Degradê: técnica utilizada apenas em casos de excesso de fios no final e


com muitas falhas do meio para a base do nariz. É um mix do compactado,
esfumado e esfumado suave. Indicada para todos os tipos de pele e para
pessoas com nariz largo e olhos separados, sua duração é de até 3 anos. Em
peles oleosas a sua duração será de até um ano e meio. Técnica composta
sem traço apenas em sombra com movimento leve de varrer no sentido
nariz em direção da orelha. Dérmografo a 45 graus. Lembrando que no
início o tom deverá ser de um compactado. Agulhas de três pontas.

Figura 47. Sobrancelha degradê.

Fonte: <https://goo.gl/images/637UiR>. Acesso em: 15 nov. 2017.

71
UNIDADE III │ MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS

»» Ombré: esta técnica tem a proposta de dar luz ao olhar e também um


efeito natural no início das sobrancelhas. Ela é o degradê invertido,
indicada para todos os tipos de peles e para quem possui nariz fino e olhos
próximos, com duração de até 3 anos. Em peles oleosas de até um ano e
meio. Técnica composta sem traço apenas em sombra com movimento
leve de varrer no sentido nariz em direção da orelha. Dermógrafo a 45
graus. Lembrando que no início o tom deverá ser de um esfumado suave.
Agulhas de três pontas.

Figura 48. Sobrancelha Ombré.

Fonte: <https://goo.gl/images/E2jKLq>. Acesso em: 15 nov. 2017.

»» Ombré shadow: nova técnica que utiliza um degradê na horizontal,


criando efeito de luz nas pálpebras, ótima para olhos fundos. Sua duração
é de até 3 anos e é indicada para todos os tipos de pele. Em peles oleosas a
sua duração é de até um ano e meio. Técnica composta sem traço apenas
em sombra com movimento leve de varrer. no sentido pálpebra em
direção da testa. Dermógrafo a 45 graus. Agulhas de três pontas.

Figura 49. Sobrancelha ombré shadow.

Fonte: <https://goo.gl/images/MyLpZp>. Acesso em: 15 nov. 2017.

Lista de material para trabalhar:

»» Algodão quadradinho.

»» Cotonete.

»» Pinças.

»» Lenço descartável.

72
MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS │ UNIDADE III

»» Borrifador de água.

»» Dermógrafo.

»» Campo de mesa descartável.

»» Anestésico.

»» Batoque.

»» Porta batoque.

»» Descarpack.

»» Lápis dermatológico.

»» Luva descartável.

»» Touca descartável.

»» Máscara descartável.

»» Agulha descartável para dermógrafo.

»» Jaleco descartável.

»» Plástico PVC para envolver dermógrafo.

»» Espelho

do autor

Fio a fio

O aperfeiçoamento das técnicas de micropigmentação, nos leva ao refinamento


do trabalho e nos transporta ao universo do fio a fio. Este é constituído de técnicas
específicas, que têm prós e contras como todas as técnicas específicas ao se tratar de
beleza e estética (SALLES, 2011).

A primeira e mais antiga técnica é chamada “Clássico” também conhecido como


“Simples”. É realizado imitando-se um pelo de cada vez (SALLES, 2011).

Figura 50. Fio a fio clássico.

Fonte: figura cedida pela equipe Gisele Ferreira.

73
UNIDADE III │ MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS

Em seguida surgiu a técnica “Tridimensional”, que mais parecia uma escama de peixe.

Figura 51. Tridimensional.

Fonte: figura cedida pela equipe Gisele Ferreira.

Conceito de desenho de sobrancelhas


O fio a fio é basicamente um traço curtíssimo e inclinado. Traços são linhas retas e
curvas. Inclinados são traços com ângulos. Enfim, fio a fio são traços com ângulos bem
definidos (CALHEIROS, 2016).

Normalmente quando falamos em fios, todos usam os termos de 3D até 7D, os famosos
tridimensionais. As dimensões indicam a ocupação de um elemento no espaço. Quando o
elemento é 1D, ele ocupa apenas uma dimensão, como por exemplo, o ponto. Quando há
indicação de largura e altura, está-se falando de 2D.

E quando se fala em largura, altura e profundidade, estamos falando de três dimensões, ou


seja, 3D. É tudo o que se apresenta com profundidade, para parecer mais realista. Por isso
uma sobrancelha esfumada, na qual a técnica utilizada é luz e sombra, é apenas um truque
de 2D. Para termos um 3D é necessário PARECER real. E aí que surgem as variações de fios
quanto mais naturais mais realistas serão. Lembrando que 4D, 5D, 6D e 7D não existem.

Existem as técnicas mais usadas e excelentes para criar novos desenhos e também para
prática de iniciantes. São as conhecidas como realista, hiper-realista, 3D, descentes,
orientais, shadow line e plumeada.

Existe a técnica ultrarrealista que é conhecida também, como natural line ou


linergismo. Estas seguem a linha natural do cliente reconstruindo suas sobrancelhas
com o movimento dos seus fios reais ou o que sobrou deles (CALHEIROS, 2016).

Técnicas básicas
»» Realista: fios finíssimos diretamente na sobrancelha, no mesmo tom
dos pelos existentes, em tamanhos e posições variadas para imitar
perfeitamente uma sobrancelha real. Agulha Fine de uma ponta.

74
MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS │ UNIDADE III

»» Oriental ou descendente: indicada para pessoas orientais,


pela característica do crescimento dos fios naturais. A construção
apresenta-se com fios apenas descendentes a partir do ponto alto, com
o tempo, o efeito se transforma em uma sobrancelha esfumada ou
desaparece completamente.

»» Plumeada: mistura o fio a fio com tridimensional. Efeito natural, ideal para
sobrancelhas falhadas ou sem pelos. Com o tempo o efeito se transforma
em uma sobrancelha esfumada ou desaparece completamente.

»» Shadow line: técnica que permite completar naturalmente sobrancelhas


que têm falhas próximas ao nariz. É também uma opção para quem possui
nariz largo. É necessário, primeiro, criar a parte esfumada e depois de
cicatrizado, construir os fios no início.

»» Hiper-realista: imita perfeitamente uma sobrancelha natural, ideal para


sobrancelhas falhadas ou sem pelos. Com o tempo, o efeito se transforma
em uma sobrancelha esfumada ou desaparece completamente. Indicada
para todos os tipos de pele, exceto oleosas.

»» 3D: imita uma sobrancelha natural, perfeito para quem não tem fio
nenhum ou quase nada. Primeiro realizamos um esfumado suave e depois
de 20 dias com um tom acima da cor do esfumado, fazemos o fio a fio.

Fonte: texto do autor e figuras cedidas pela equipe Gisele Ferreira – 2018.

75
UNIDADE III │ MICROPIGMENTAÇÃO EM SOBRANCELHAS

Iluminador de sobrancelhas

A técnica de iluminar as sobrancelhas está sendo muito utilizada, pois marca mais
o desenho da sobrancelha, é indicado para quem deseja realçar o olhar, causando a
impressão de que as sobrancelhas são mais arqueadas.

A técnica começa da metade da sobrancelha para fora pegando da raiz, realizando o depósito
de pigmento branco cintilante com agulha 2 ou 3 pontas circular, uma linha abaixo das
sobrancelhas, adquirindo um efeito iluminado. Ideal para pessoas que possuem “olhos
caídos”, pois com esta técnica é possível realçar o olhar. Este procedimento imita o efeito da
sombra branca cintilante, muito utilizada na maquiagem.

Figura 52. Iluminador da sobrancelha.

Fonte: do autor – 2018.

76
BLEFAROPIGMENTAÇÃO UNIDADE IV

CAPÍTULO 1
Pigmentação da área dos olhos

Introdução
A micropigmentação dos olhos pode ser realizada tanto como na pálpebra superior e
inferior, com traços finos de canto a canto, bem próxima da raiz dos cílios, marcando
o contorno dos olhos. Procedimento perfeito para que não sabe ou tem dificuldade em
passar lápis ou delineador nos olhos, ou tem alergias a cosméticos. A técnica permite,
por exemplo, que olhos apagados tornem-se mais expressivos ou olhos muito grandes
pareçam menores (MARTINS et al., 2009).

É possível também acentuar seu formato por meio de delineação, tornando-os, por
exemplo, mais ou menos amendoados, sempre sendo trabalho em cima da linha dos
cílios, e nunca utilizando os cantos interno e externo dos olhos, pois por se tratar
de glândula lacrimal poderá ter problema de migração do pigmento (MARTINS
et al., 2009).

Figura 53. Localização do delineado.

Fonte do autor 2017.

A agulha utiliza seria de 2 pontas (circular) que é um pouco mais grossa que 1 ponta,
sendo mais suave para a pele pois acumula mais pigmento. Ideal para delineado

77
UNIDADE IV │ BLEFAROPIGMENTAÇÃO

extrafino. Já a de 3 pontas (circular) é ideal para delineado de olhos um pouco mais


grosso; e a de 5 pontas (circular) é para delineado de olhos mais grossos (Figura 54 A e
B). Todos serão usados com velocidade baixa do aparelho (CALHEIROS, 2016).

Figura 54. (A) – agulhas utilizadas.

Fonte: Martins 2009.

Figura 54. (B) Traçado.

Fonte: Do autor 2018.

Técnicas em olhos

Lower lash line

O grande truque do delineador está em esticar muito bem a pele. Agulhas de 3 pontas e
traço a 90 graus com movimento de ir e vir. Para não haver dúvidas podemos desenhar
com lápis de maquiagem antes para a cliente visualizar o esboço e decidir.
78
BLEFAROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE IV

Upper lash line

O delineado superior pode ser fino, médio ou grosso. O segredo também está em esticar
bem a pele; não pode ter cauda muito alongada, lembrem-se, as pálpebras vão enrugar
um dia, para não haver dúvidas podemos desenhar com lápis de maquiagem antes
para a cliente visualizar o esboço e decidir. O traço indo e voltando, delicadamente
e constante, limpar com água mineral, nunca usar soro fisiológico. Agulhas de 3 ou 5
pontas e traço a 90 graus.

Pontilhismo

Técnica ainda muito usada em tatuagem, para desenhos delicados. Em olhos é indicada
para homens, pessoas muito jovens ou muito idosas e principalmente para ser usada
nos cílios inferiores.

Fonte: Figura e texto do autor.

79
UNIDADE IV │ BLEFAROPIGMENTAÇÃO

Visagismo em delineadores

5. Olhos separados – Faça o delineador superior e inferior finos igualmente


e terminando em nada.

6. Olhos próximos – Trabalhe os cantos externos superiores e inferiores mais


escuros e mais grossos, nos cantos internos mais finos e claros. Acentue
a cauda e complete o trabalho fazendo uma permanente, coloração e
alongamento de cílios nos cantos externos.

7. Olhos caídos – Não é indicado delinear a parte inferior, se o fizer terá


que ser extrafino. E capriche na parte superior, levantando os cantos
externos. Neste caso fica muito melhor separar o inferior do superior em
linhas retas.

8. Olhos pequenos ou redondos – A parte superior deve ser mais grossa


e mais escura. Na inferior mais fina e mais clara. Indicado amendoar o
canto externo de baixo para cima. Neste caso também deverá ser aplicado
o permanente, coloração e alongamento de cílios nos cantos externos.

9. Olhos amendoados – São perfeitos. Siga o seu formato, veja se não são
muito próximos ou muito separados, aí vale rever a regra pra este caso.

10. Olhos orientais – Realçar o traço da pálpebra inferior subindo e se unindo


com a cauda superior. Na parte superior começar bem fino próximo ao
nariz e ir engrossando sem cair no canto externo. Evitar marcar os cantos
internos. Use permanente, coloração e alongamento de cílios nos cantos
externos.

11. Olhos salientes ou grandes – O delineador inferior pode ser mais grosso
e deverá ser traçado para cima no canto externo. O superior poderá ser
grosso e ligado ao inferior.

12. Olhos fundos – Invista nas sobrancelhas, e no delineador superior faça


fino só para realçar os cílios. Evite delinear a pálpebra inferior. Neste caso
um permanente e coloração de cílios também auxiliam.

13. Olhos com pálpebras envelhecidas – Trabalhar muito as sobrancelhas,


com cuidado para não destacar as pálpebras superiores. No delineador
use a técnica para olhos caídos.

14. Olhos com o branco do olho à mostra – Marque bem a parte interna dos
cílios e engrosse o máximo possível. A tintura de cílios blues black ajuda
a fechar. E cílios com bastante volume também.

80
BLEFAROPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE IV

15. Olhos com bolsas na parte inferior – Delineie as partes superiores e


inferiores com bastante intensidade e a mesma espessura. E na cor preto.

16. Olhos saltados – A parte superior deverá ser bem grossa e marcada, a
inferior bem fina e suave, porém tendendo a ser traçada mais interno
possível.

Do autor.

81
LÁBIOS PERFEITOS UNIDADE V

CAPÍTULO 1
Micropigmentação dos lábios

Introdução
A micropigmentação em lábios busca, valorizar o contorno natural ou proporcionar um
desenho que pode aumentar o seu tamanho, podendo ainda corrigir assimetrias entre
os lados esquerdo e direito e salientar o rosado interno. Pode também resultar em um
lábio mais jovem e sensual (CALHEIROS, 2016).

Primeiramente, devemos observar qual a necessidade da cliente, e o que será mais


apropriado, para que o rosto fique mais harmônico. Observado isso, vamos redesenhar
o contorno dos lábios, fazendo as alterações necessárias. E mostrar a cliente essas
modificações, antes de iniciar a pigmentação (CALHEIROS, 2016).

Algumas clientes temem ficar com um traçado artificial, todavia, atualmente a


dermopigmentação apresenta técnicas muito avançadas e uma grande variedade de
cores para pigmentos labiais. Dessa forma, buscamos a sintonia dessas cores com o
tom de pele, o que garante um resultado natural. E mais, com a pigmentação interna
conseguimos corrigir e aumentar, sem deixar visível a linha que ultrapassa o perímetro
labial (CALHEIROS, 2016).

As medidas, a pigmentação e as agulhas


Utilizamos a linha de transição (Linha Branca) entre a mucosa e a pele para pigmentar.
Nunca ultrapassar a pele ao redor dos lábios e ir além da linha branca dos lábios, para
não ocorrer migração e resultados indesejáveis (CALHEIROS, 2016).

82
LÁBIOS PERFEITOS │ UNIDADE V

Figura 55. Desenho dos lábios.

Fonte: Do autor.

A agulha utilizada será a de 3 ou 5 pontas (circular) para delinear e esfumaçar os lábios.


Já a de 5 pontas (linear) serve para preenchimento total de lábios, usada também para
despigmentar, na ausência da agulha especial para esse fim. Todos na velocidade média
do aparelho (MARTINS et al., 2006).

Figura 56. Agulhas.

Fonte: Do autor.

83
UNIDADE V │ LÁBIOS PERFEITOS

Abaixo segue as cores mais utilizadas para micropigmentação dos lábios.

Figura 57. Cores mais comuns.

ARÉOLA CERÂMICA

PINK NATURAL

MAGENTA VERMELHO

VERMELHO RUBI
BORDÔ

Fonte Martins et al., 2006.

Cuidados especiais pós-tratamento:

»» Evitar exposição solar, saunas, piscina, praias, temperaturas elevadas


por cerca de 15 dias.

»» Evitar creme e maquiagem no local.

»» Realizar compressa de gelo para aliviar o edema.

»» Limpar o local com soro fisiológico.

»» Utilizar protetor solar acima de 30 FPS.

»» Utilizar pomada de cicatrização por 15 dias.

»» Evitar beijar por 1 semana, pois estando com uma ferida aberta pode-se
infectar.

»» Evitar alimentos ácidos, carne de porco e chocolate.

»» Não coçar e nem realizar tratamentos faciais.

»» Não retirar “casquinha” da região.

Do autor.

Técnicas em lábios

O delineador

O delineador ajuda com as correções necessárias: aumentar, diminuir, arredondar e


arquear o arco do cupido. Vejam seus gabaritos, cada formato de lábios pede uma correção.
84
LÁBIOS PERFEITOS │ UNIDADE V

Figura 58. Tipos de lábios.

Fonte: Inspirado <https://goo.gl/images/fLDHLn>. Acesso em: 20 abr. 2018.

A primeira e mais comum é o delineado, simplesmente um traço. O delineado ajuda com


as correções necessárias: aumentar, diminuir, arredondar e arquear o arco do cupido.
Aqui usamos agulhas de 3 ou 5 pontas circular e o dermógrafo a 90 graus (MARTINS
et al.,2006).

Figura 59. O delineado.

Fonte: Do autor.

85
UNIDADE V │ LÁBIOS PERFEITOS

Técnicas em lábios 3D

Segunda técnica mais utilizada. Possui o efeito gloss. Excelente para aumentar, ela é
feita com a técnica de sombra ou esfumado, criando um degradê, do claro no centro ao
escuro no contorno. Usar agulha de 3 ou 5 pontas circular e o dermógrafo a 90° e 60°,
iniciando de dentro para fora (MARTINS et al.,2006).

Figura 60. Preenchimento lábios.

Fonte: do autor.

Técnica lifting

Nessa técnica utilizamos a mesma do delineador e do preenchimento, apenas usando


duas cores em ton sur ton.

Figura 61. Técnica lifting.

Fonte: <https://goo.gl/images/2W8D4B>.

Correções específicas em lábios


Para aumentá-los, contorne com 1 mm ou 2 mm, para fora até a linha branca. A cor deve ser clara natural ou
Lábios Finos e Pequenos
até 2 tons acima da linha natural. E a técnica melhor nestes tipos de lábios é a 3D.
Para diminuí-los, faça o inverso dos lábios finos, contorne para dentro da linha original, até 2 mm e use a cor
Lábios Grandes, Grossos
natural ou mais escura. Assim diminui. Pode ser o 3D invertido escuro no centro e mais claro no contorno. Ou
ou Carnudos apenas o delineador.
Preencha os sulcos e contorne até 1 mm da linha original. A cor natural ou até 2 tons acima. Veja se não há
Lábios Envelhecidos
necessidade de dar volume, se for, é indicado usar a técnica 3D.

Lábios Assimétricos e Contorne a linha original e saia 1 mm onde está a diferença. A cor será 1 ou 2 tons acima. Se forem finos use
Irregulares a técnica 3D. Se forem grossos o delineador.

Lábios Descendentes ou Alinhá-los com o contorno de 1 mm na linha original. A cor poderá ser natural ou até 2 tons acima. Se forem
Caídos finos use a técnica 3D. Se forem grossos o delineador.

86
LÁBIOS PERFEITOS │ UNIDADE V

Construir o coração (arco do cupido) na parte superior e na inferior arredondar sempre com 1 mm da linha
Lábios Triangulares
natural. A cor até 2 tons acima. Se forem finos use a técnica 3D. Se forem grossos o delineador.

Lábios Planos Neste caso, use a técnica 3D direto, trabalhando com até 2 tons acima do natural. Ficará perfeito.

Do autor.

Resumo para a micropigmentação em


sobrancelhas, olhos e lábios

SOBRANCELHA
TÉCNICA AGULHA POSIÇÃO MOVIMENTO
Compacta 3 pontas 90º Contorno com traço e pintura com círculos anti- horário.
Sem traço apenas em sombra com movimento de varrer no sentido nariz em direção à
Esfumada 3 pontas 45º ou 60º
orelha.
Sem traço apenas em sombra com movimento de varrer no sentido nariz em direção à
Esfumada suave 3 pontas 45º ou 60º
orelha.
Sem traço apenas, início compacto e restante em sombra com movimento de varrer no
Degradê 3 pontas 45° ou 60º
sentido nariz em direção à orelha.
Sem traço apenas em sombra com movimento leve de varrer no sentido nariz em
Ombré 3 pontas 45° ou 60º
direção à orelha. Lembrando que no início o tom deverá ser de um esfumado suave.
Sem traço apenas com sombra com movimento leve de varrer, no sentido pálpebra em
Ombré shadow 3 pontas 45° ou 60º
direção à testa.

OLHOS
Eye Line 3 pontas 90º Esticar bem a pele, traço curto e lento.
Lash Liner 3 ou 5 pontas 90º Superior pode ser fino, médio ou grosso, esticar bem a pele, traço delicado e constante.

LÁBIOS
Contorno – sem
1 ou 2 pontas 90º Traço, lento e curto de fora para dentro.
pele flácida
Contorno – com
3 pontos 90º Traço, lento e curto de fora para dentro.
pele flácida
Sombra ou esfumado criando um degradê, do claro no centro ao escuro no contorno
3D 3 pontos 45º ou 60º
sendo de dentro para fora.

Do autor.

DICAS
Sempre misturar gota a gota.
Agitar bem os pigmentos. Micropigmentação em Pele Oleosa (lipídica)?
Sempre que misturar
Quando parado, as moléculas Resposta: Não costuma fixar o pigmento e são necessárias às vezes até
pigmentos, realizar a mistura
do pigmento se separam, agite 3 sessões. O ideal é usar técnica compactada. Que transformará em um
gota por gota, testando a
bastante antes de colocar a tinta esfumado. Após a cicatrização, se possível um dia antes fazer uma esfoliação
mistura na pele da sua cliente e
no batoque. com argila verde e tonificar sempre com uma loção adstringente.
anotando na ficha de avaliação.

Micropigmentação em Pele Micropigmentação em Pele Alérgica?


Micropigmentação em Pele
Sensível? Resposta: Aplicar o teste alérgico antes de pigmentar. E indicar ir ao médico.
Acneica?
Resposta: Por ser muito fina, o Teste alérgico: Colocar uma bolinha de algodão embebida de pigmento no
Resposta: Primeiramente
ideal é fazer em 3 sessões, com pescoço com micropore e deixar 12 horas. Se não coçar, inchar, arder ou
tratar a pele com médico para
técnica esfumada suave para avermelhar a pele está apta para pigmentação. Desde que a cliente não seja
somente depois pigmentar.
não correr o risco de migrar. alérgica ao micropore.

87
UNIDADE V │ LÁBIOS PERFEITOS

DICAS
Micropigmentação em Pele
Micropigmentação em Pele Seca (Alípica)?
Flácida? Micropigmentação em peles em tratamentos com ácidos, laser e peelings
Reposta: Se possível fazer dois
mecânicos?
Resposta: Essa pele também dias antes uma leve esfoliação
é sensível e requer cuidado com argila rosa e pedir a cliente Resposta: aguardar de 30 a 90 dias dependendo da recomendação do
redobrado, pois corre o risco de para hidratar com um creme dermatologista ou esteticista.
migração. Usar esfumado suave. super hidratante. Por exemplo
à base ureia.

Do autor.

88
PARAMÉDICA UNIDADE VI

CAPÍTULO 1
Micropigmentação paramédica

A mama
As mamas são formadas por um conjunto de glândulas, que tem como função principal
a produção de leite. Desenvolve-se no embrião na região anterior do tórax, entre a
segunda e sexta costela, na chamada “linha do leite”, que se estende da axila à região
inguinal, onde podem persistir formando as chamadas mamas acessórias na idade
adulta (BORGES, 2017).

É constituída por um conjunto de 15 a 20 unidades funcionais conhecidas como lobos


mamários, representados por 20 ductos terminais que se exteriorizam pelo mamilo.
Apresentam a forma cônica ou pendular, variando de acordo com as características
biológicas corporais e com a idade da pessoa (BORGES, 2017).

Figura 62. A mama.

1. Parede torácica
2. Músculos peitorais
3. Lobo mamário
4. Mamilo
5. Aréola
6. Ductos lactíferos
7. Tecido adiposo
8. Pele

Fonte: <https://goo.gl/images/ESPphH>. Acesso em: 6 mar. 2018.

89
UNIDADE VI │ PARAMÉDICA

A mama, além do tecido glandular, é composta por gordura, tecido conjuntivo, vasos
sanguíneos, vasos linfáticos e fibras nervosas.

A mamoplastia pode intervir em diversas alterações estéticas como no volume, forma,


relação entre pele e glândula, diâmetro e projeção do complexo aréolo/mamila, ou em
qualquer combinação (GUIRRO; GUIRRO, 2010).

Atualmente, as diversas técnicas redutoras visam obter cicatrizes menores na ressecção


de excessos cutâneos, glandulares e adiposos, sendo que a escolha do tipo de abordagem
cirúrgica dependerá do tipo de alteração apresentada. Contudo, a mamoplastia traz
consigo a temível cicatriz, e é aqui que a micropigmentação estética oferece um papel
preponderante, dando cor e efeito óptico, porém não projeção (MARTINS et al., 2006).

Além da cirurgia plástica puramente estética, outra forma de aplicação da micropigmentação


é nas cirurgias de mastectomia. Devido ao câncer de mama ser o de maior incidência
entre as mulheres no Brasil, em que boa parte dos casos seu tratamento é cirúrgico,
levando a mastectomia parcial ou total, dependendo da extensão da neoplasia (GUIRRO;
GUIRRO, 2010).

Seja qual for sua extensão, quando a mastectomia é necessária traz consigo a reconstrução
mamária que devolve volume e forma para as mamas, e para a obtenção da cor, utiliza-
se técnica de enxertia, que se trata de uma técnica muito dolorida e de resultado pouco
satisfatório, em sua substituição hoje muitos cirurgiões optam pela micropigmentação,
que mostrou-se mais eficaz (GUIRRO; GUIRRO, 2010).

A região localizada no centro da mama que apresenta uma maior pigmentação e


formato circular é denominada mamilo. Encontra-se rodeada de um tipo de pele mais
fina, de borda circular, denominada aréola. Esta tem forma circular e pigmentada e
ao seu redor dispõem-se fibras musculares lisas que se contraem involuntariamente
com facilidade, por estímulos externos. Glândula mamária é responsável por dar forma
à mama, e é formada por glândulas independentes, que se unem entre si formando
lóbulos que se direcionam ao mamilo por ductos que conduzem as secreções. As células
adiposas formam o tecido adiposo que rodeia a glândula. Trata-se de uma zona de
grande irrigação e inervação (GUYTON, 2017).

A pele dos seios como um todo é fina, frágil e translúcida. Nela existem grande
quantidade de terminações nervosas, glândulas sudoríparas e sebáceas. Esta camada
se distingue por três tipos de pele bem diferenciadas:

»» Zona mamilar (pele do mamilo).

»» Zona areolar (aréola).

»» Zona periférica (fora da aréola).

90
PARAMÉDICA │ UNIDADE VI

Figura 63. Mama e mamilo.

Fonte: do autor.

Fatores que influenciam na estética dos seios

Há vários fatores que podem influenciar a forma dos seios, desde a estrutura corporal
de cada pessoa, os hábitos e a passagem do tempo. Alguns deles são:

Figura 64. Tipos de mamilos.

NORMAL PEQUENO COMPRIDO INVERTIDO


Fonte: <http://www.mamaesdeplantao.com.br/os-mamilos-interferem-na-amamentacao/>. Acesso em: 23 mai. 2018.

Figura 65. Estrutura óssea.

Fonte: <http://jorgecoluna.com.br/desvio-postural/>. 24/5/2018.

91
CAPÍTULO 2
Método de aplicação

Técnicas de trabalho
O primeiro passo é buscar a simetrização entre as duas aréolas, que na maioria das
vezes encontram-se prontas para micropigmentação, principalmente nos casos de
mastectomia, onde é previsto o uso da técnica.

A medição deve ser realizada em posição sentada e mantendo os braços abertos em ângulo
de 90°, achar a fúrcula, que se encontra ao final das clavículas, deste ponto traçar uma
linha para o mamilo íntegro, deste traçar linha reta para outro mamilo e finalmente
deste de volta para a fúrcula, assim teremos um triângulo (MARTINS, 2009).

Figura 66. Desenho para achar simetria.

Fonte: do autor.

Antes de efetuar o traço nas aréolas inspecionar detalhadamente as imperfeições assim


como as cicatrizes periareolares, enxertos cirúrgicos e outros. Os dois círculos devem
ser simétricos e situados no cone mamário. Se foi produzido uma ptose secundária, ou
se a cirurgia não devolveu sua forma cônica, será necessário efetuar a medição antes
descrita para que as aréolas fiquem bem posicionadas. Atenção, pois o diâmetro da
aréola não deve ultrapassar 5 a 5,5 cm (MARTINS, 2009).

O traçado areolar deve ser feito com um lápis de dureza médio e de cor marrom.
Podemos usar uma régua com círculos para ter mais regularidade do desenho e, como
auxílio de um paquímetro, verificar o diâmetro (MARTINS, 2009).

92
PARAMÉDICA │ UNIDADE VI

Figura 67. Tamanho aréola.

Fonte: Martins et al., 2006.

A região deverá ficar marcada como a foto abaixo:

Figura 68. Demarcação da aréola.

Fonte: Martins et al., 2006.

Quanto às agulhas, deverão ser utilizadas a de 5 pontas linear para construção e 3


pontas circular para sombras.

Figura 69. Agulhas para paramédico.

Fonte: Martins et al. 2006.

Preparação do pigmento

A mistura do pigmento estará condicionada pela cor da pele, incrementando a este tom
mais escuro do que se observa na aréola normal, dado que o resultado final é sempre
mais claro. Sempre devemos escolher 3 tons para serem trabalhados, nunca pode ser
utilizado uma única cor (MARTINS et al.,2006).
93
UNIDADE VI │ PARAMÉDICA

A mistura se verifica topicamente ao lado da aréola, ao se chegar na cor correta preparar


quantidade suficiente, a fim de se ter a mesma mistura até o final do atendimento. Para
se obter o efeito mais claro ao redor da aréola e o mais escuro do centro (bico), devemos
usar técnica adequada assim criando uma ilusão de projeção (CALHEIROS, 2010).

Figura 70. Cores mais utilizadas em aréolas.

Fonte: do autor.

Aplicação da técnica

a. Com a agulha linear de 5 pontas: em movimentos de pinceladas de dentro


para fora com o aparelho posicionado a 45° em relação a pele.

b. Com a agulha de 3 pontas circulares: repetir a técnica de cobertura nas


falhas, com a agulha circular de 3 pontas em movimentos circulares. Com
esta agulha e o pigmento realize o efeito de projeção (pontos e ramificações
pequenas que dão uma suavidade utilizando-se um tom mais claro).

c. Trabalhar com o dermógrafo em velocidade média. É indicado um


dermógrafo com fonte digital porque é importante para que possamos
controlar a potência sendo maior para os efeitos de sombreado e menor
para os efeitos de contorno e preenchimento.

d. Para o efeito de sombreamento utilizamos a agulha de 5 pontas linear e


ponteira linear. Para o efeito de esfumaçado e preenchimento utilizaremos
a agulha de 3 pontas circular e ponteira circular, assim como o efeito de
projeção e iluminação.

e. Quanto mais detalhes, mais próximo ao fisiológico ficamos, a única regra


para aréolas é não utilizar apenas 1 ou 2 cores. Pode ser feitos quantos
halos achar necessário.
94
PARAMÉDICA │ UNIDADE VI

Figura 71. Desenho de aréolas.

Fonte: do autor.

95
CAPÍTULO 3
Micropigmentação de hipocromias

Hipocromias: Diminuição da produção de melanina, os melanócitos podem apresentar


um mau funcionamento como resultado de determinados estados patológicos.
Podem assim proliferar sob a forma benigna e maligna. Nas hipocromias, também
chamadas de hipomelanoses, ocorre diminuição da pigmentação (GUIRRO; GUIRRO,
2007).

Acromia: Hereditárias ou adquiridas, ex.: vitiligo, hanseníase, albinismo. As lesões


acrômicas têm forma redonda ou oval bem delimitada e podem crescer até confluir e
alcançar áreas extensas. Atingem qualquer parte do corpo, em qualquer idade. As manchas
são totalmente brancas, de tamanhos variados, e não apresentam sintomatologia,
como dor ou inflamação. Os pelos da região também sofrem despigmentação. As lesões
se instalam geralmente ao redor de orifícios, em proeminências ósseas e nas áreas
intertriginosas (GUIRRO; GUIRRO, 2007).

Vitiligo: A etiologia do vitiligo não está definida, mas sabe-se que ele não é contagioso.
Há suspeita de se tratar de um processo autoimune. Pode ocorrer repigmentação
espontânea em 15% dos casos. Em tratamentos com corticoides, UVA e psoralen oral,
30% a 40% dos casos sofrem algum grau de repigmentação. O vitiligo é doença de pele
de causa desconhecida que acomete cerca de 1% da população, comprometendo de
modo semelhante homens e mulheres, preferencialmente entre 10 e 30 anos de idade.
Alguns fatores precipitantes para essa doença são: estresse físico e emocional, traumas
mecânicos e substâncias (GUIRRO; GUIRRO, 2007).

Acromia residual: Alguns despigmentantes são citotóxicos e destroem o melanócito,


gerando várias manchas brancas e pequenas em forma de “confete” na face.
Não existe tratamento. Sem melanócito, sem melanina, sem cor. A acromia, causada
por traumatismos mecânicos ou pós-inflamatórios, praticamente não tem solução até
o momento, já que o local ficou branco após a cicatrização, e os melanócitos daquela
região foram destruídos (CUCÉ, 1996).

Leucodermia solar: Também chamada hipomelanose gutata idiopática, compõe-se


de pequenas manchas acrômicas múltiplas (3 a 5 mm), arredondadas, localizadas
preferencialmente nos braços e nas pernas. Embora a causa não esteja totalmente
definida, é considerada sinal de envelhecimento cutâneo. Ocorre mais em mulheres,
nas áreas expostas ao sol. Não há tratamento efetivo. Trabalhos recentes relatam
sucesso na aplicação de nitrogênio líquido (crioterapia). O estímulo por congelamento

96
PARAMÉDICA │ UNIDADE VI

parece provocar reação positiva, com produção subsequente de melanina. A prevenção


envolve limitar a exposição ao sol e usar filtro solar (CUCÉ, 1996).

Preparação do pigmento
A mistura do pigmento estará condicionada pela cor da pele, incrementando a este tom
mais escuro do que se observa na área normal, do que o resultado final é sempre será
mais claro. A mistura verifica-se topicamente em cima da área a ser micropigmentada,
ao se chegar à cor correta prepare quantidade suficiente, a fim de se ter a mesma
mistura até o final do atendimento. As cores mais usadas são: castanho claro, médio,
escuro, bege, pele clara e pele escura. Vale lembrar que castanho e marrom significam a
mesma cor.

Cálculos para realizar a micropigmentação


perfeitamente

Só poderá ser realizado o procedimento mediante autorização do médico e com


a ficha de anamnese.

Antes de se iniciar a aplicação da técnica de micropigmentação, devemos aplicar uma


porção generosa de anestésico tópico do tipo lidocaína e deixar agir por alguns minutos,
coberto por um filme osmótico para assegurar sua penetração e uma sedação mais
eficaz. Quanto às agulhas, deverão ser utilizadas a de 5 pontas linear para construção e
3 pontas circular para sombras.

Figura 72. Agulhas para paramédico.

Fonte: Martins et al. 2006.

97
MICROBLADING UNIDADE VII

CAPÍTULO 1
Introdução e história do microblading

Essa técnica surgiu por meio da técnica “tatuagem com as mãos”, é uma técnica
artesanal nascida em meados do século XIX no Japão. Ela consiste em tatuar o corpo
utilizando apenas uma ferramenta com agulhas de aço dispostas em fileiras isoladas
ou amontoadas presas a uma longa haste de bambu ou de marfim, que era pressionada
manualmente contra a pele do tatuado.

Nos dias de hoje, a prática com essa técnica avançou muito, principalmente nos materiais
utilizados: as agulhas são pré-fabricadas e destacáveis da haste, sendo descartáveis, e a
haste em si é feita de titânio ou de aço, permitindo ser auto clavada.

É uma técnica muito antiga, mas agora é uma das técnicas mais procuradas no exterior
e agora no Brasil.

Não são muitas as pessoas que já ouviram falar do tebori, uma arte japonesa milenar que
consiste em tatuar sem o auxilio de máquinas. Pela capacidade de criar graduações belas
e desenhar fios bem naturais e utilização de pigmentos adequados, a técnica conhecida
como Microblading ou como Handtool, esse termo foi criado pelo especialista europeu
Branko Babic que, em 2014, criou a Academia de Microblading para dar mais força a
esta adaptação da técnica asiática, chamando de estilo europeu.

Hoje muitos profissionais da beleza e que trabalham com design de sobrancelhas tem
praticado o microblading, fazendo preenchimentos, modelando ou reconstruindo
completamente as sobrancelhas.

Para a realização do microblading utilizamos um aparelho chamado tebori é um


indutor manual o qual introduzimos uma pequena lâmina formada de microagulhas.
Usando pigmentação para a coloração.

98
MICROBLADING │ UNIDADE VII

Para realizar esta técnica é necessário um curso e aprendizado correto para implantação
do pigmento na camada certa da pele, pois pode causar danos à cliente e o trabalho
sumir ou expandir rapidamente. A durabilidade dos fios pode várias de uma cliente para
outra dependendo do tipo de pele e cuidados, durando até um ano e meio. Realmente
podemos fazer fios perfeitos e lindos, desde que feito corretamente, se tornando mais
fácil trabalhar que com dermógrafo depois de um bom aprendizado.

Microblading é indicada para pessoas que tiveram alguma queda, pequenas ou grandes
falhas, ou simplesmente não tem mais as sobrancelhas, e desejam ter a reconstrução
delas. O pigmento usado no microblading não é o mesmo usado na micropigmentação.

Essa técnica proporciona a ilusão de que sua sobrancelha está perfeita, pois com o
tebori são feitas várias micropigmentações na área das sobrancelhas fazendo com que
pareçam fios naturais, dando um belo aspecto ao rosto.

No caso de pessoas que têm sobrancelhas ralas, o microblading faz o preenchimento


por toda a sobrancelha fazendo com que pareça abundante em volume.

Microblading não é indicado para pessoas que têm diabetes, que façam uso de medicamentos
anticoagulantes, alérgicos, com histórico de queloides e gestantes. Quem tem dificuldade
de cicatrização é quase impossível que possa se submeter ao processo.

Qual a diferença entre micropigmentação com dermógrafo e microblading?

A diferença principal entre os dois tipos de micropigmentação é basicamente a seguinte:


com a micropigmentação com o dermógrafo simples os fios são menos precisos e dão
menos aspecto de realidade. Deixando os pigmentos mais brutos e grossos.

Já a micropigmentação com o microblading é feita com mais precisão. Os fios ficam


mais realistas e chegam realmente a parecerem naturais.

Intervalo
Normalmente essa micropigmentação dura em média de 6 meses a 1 ano, dependendo
dos hábitos do cliente e do tipo de pele que ele(a) tem.

Por exemplo, se o cliente tem o hábito de usar chapéu ou boné, ou se diariamente


usa protetor solar facial, essa pigmentação pode durar mais tempo, por conta de seus
bons hábitos.

(Texto do autor)

99
UNIDADE VII │ MICROBLADING

Os pigmentos para microblading

Primeiramente lembre-se, o que não fazer:

»» Pigmento frio + Pele fria = azul, cinza, verde ou grafite.

»» Pigmento quente + Pele quente = vermelho, rosa, laranja.

»» O correto é:

›› Pigmento frio + Pele quente = Resultado correto. E ainda posso


misturar 05 gotas de pigmento frio com 01 gota de quente e aplicar na
pele quente.

›› Pigmento quente + Pele fria = Resultado correto. Posso aplicar com


a mistura de 05 gotas de pigmento frio e 01 gota de pigmento quente.

(Texto do autor)

Os pigmentos para microblading são diferentes dos pigmentos da micropigmentação,


isso porque os pigmentos de microblading necessitam ter uma quantidade maior
de vaselina, ou seja, menos água. Isso porque nesta técnica você necessita depositar
o pigmento e aguardar o seu corpo realizar a fixação do mesmo. Se utilizar a base
de água seu corpo rapidamente irá expelir o pigmento. Podemos citar alguns
pigmentos:

»» Kolorsource Burnt Toast: Pigmento Importado – EUA, possui as


cores: Coco nubrow (loiro), Bombay (marrom claro), Soft burnt (castanho
claro), Alburm (marrom médio), Xpresso (castanho médio), Chocolate
mousse (castanho escuro), Burnt toast (castanho muito escuro, quase
preto). Não possui registro na Anvisa.

»» Phibrows: Considerado um dos melhores pigmentos do mundo para


microblading, desenvolvidos e produzidos pela PhiAcademy, ou seja,
criado por Branko Babic é o pigmento mais caro, mas já vem aquecido ou
esfriado e é próprio para a técnica. Não possui registro na Anvisa.

»» Iron Work: Iron Works Brasil é uma marca de equipamentos e


produtos para profissionais, fabricados pelo renomado tatuador Polaco.
São adequados às características de clima do nosso país e à tonalidade de
pele da mulher brasileira que garante maior uniformidade e fixação mais
homogênea na pele. Registro ANVISA – 80590410001. (Disponível em:
<http://www.ironworksbrasil.com.br/>. Acesso em: 23 mai. 2018).

100
MICROBLADING │ UNIDADE VII

Figura 73. Pigmento Iron Work.

Fonte: <https://www.ironworksbrasil.com.br/>. Acesso em: 24 mar. 2015.

»» Mag color: O pigmento possui quatro linhas que são compostas por
ingredientes da mais alta qualidade, sendo o MagGold uma linha com
pigmentos de maior consistência e concentração de amarelo, são indicados
principalmente para micropigmentação corretiva e microblading.
Registro ANVISA – 80815530005.

»» Urban Skin: As tintas Premium Urban Skin, são exclusivas para


sobrancelhas fio a fio com o uso de dermógrafo ou tebori. Entre os
benefícios avassaladores, podemos destacar alguns: menos retoque;
economia; segurança; cores fiéis. Para lábios são perfeitos para aplicação
direta sem misturas complicadas. Registro ANVISA – 80485730003.
(Disponível em: <https://urbanskinrx.com/> Acesso em: 23 mai. 2018)

O tebori
Tebori é o método japonês mais tradicional, que significa “tatuagem à mão” é uma
arte, passada de mestre para aprendiz, demora em média 5 anos para ser treinado,
aprendendo da criação de tintas até aplicação. A técnica é manual, exige muita
habilidade e paciência, ao invés da máquina convencional, a tatuagem é desenhada
com hastes de bambu, madeira ou marfim. O número de agulhas é definido pelo artista.
Pontas de perfurar com 2 até 7 agulhas são usadas para fazer o sujubori (contorno ou
linhas finas), para o bokashibori (sombreamento/ preenchimento) é usado de 10 até 30
agulhas em fileiras sobrepostas.

101
UNIDADE VII │ MICROBLADING

Figura 74. Tebori de tatuagem.

Fonte: <goo.gl/images/w4yVBe>. Acesso em: 6 mar. 2018.

Já o tebori para sobrancelhas foi adaptado para estética de pequenas regiões, uma caneta
com microlâminas na ponta ao invés do uso do dermógrafo comum. Seu uso possibilita
fios bem finos. Sua aplicação mecânica faz desnecessário o uso de equipamentos
elétricos tirando de cena o barulho sibilante da agulha em contato com a pele. Sua
aplicação é superficial promovendo uma fixação suave dos pigmentos e menos agressão
à pele, menos dor, menos desconforto e um resultado muito satisfatório.

Figura 75. Tebori para microblading.

Fonte: <www.goo.gl/images/9SJKv>. Acesso em: 6 mar. 2018.

Todas as lâminas para fio a fio são chamadas de Lâminas “Flex”, são mais flexíveis,
melhor para fazer “curva” no fio, usada também para acabamento. Já as chamadas
Lâminas Hard são mais duras, indicado para fazer esfumado e degradê, as Lâminas U
(formato em U) são boas para criação de bordas arredondadas dos fios.

Figura 76. Lâminas.

102
MICROBLADING │ UNIDADE VII

Fonte: <www.goo.gl/images/c19Yp8>. Acesso em: 6 mar. 2018.

(Todo texto referente ao Microblading é da autora e equipe de Gisele Ferreira)

A técnica

Sobrancelhas

Após realizado o designer e se desejar Henna (24 horas antes) passamos para a aplicação
da técnica.

1. A marcação: a sobrancelha deverá ser marcada com lápis de olho ou caneta


cirúrgica, para definição do desenho a ser seguido.

Fonte: <http://www.makecoisaetal.com.br/arquivos/uploads/c6477f34290e2b39bca9c8bdea5916c2.png>. Acesso em: 23 mar. 2018.

2. Anestesia: aplicar anestesia tópica 30 a 40 minutos antes (lidocaína 10


a 25%) ou para pessoas mais sensíveis aplicar pomada ENLA em casa 2
horas antes.

3. O microblading: primeiro realizamos os fios maiores da base das


sobrancelhas, sempre respeitando o crescimento dos fios da cliente.

103
UNIDADE VII │ MICROBLADING

4. Em seguida a marcação dos fios maiores da linha superior das


sobrancelhas, também respeitando o sentido do crescimento dos fios.

5. Após a marcação dos fios principais deveremos aplicar mais pigmento e


deixar descansar por aproximadamente 2 a 3 minutos.

6. Por último, os fios menores para preencher a sobrancelha, esses fios


podem ser feitos com cor mais escura para dar profundidade caso desejar.

Olhos

1. A marcação: os olhos deverão manter-se marcados com lápis de longa


fixação e com a aprovação da cliente.

2. Anestesia: aplicar anestesia tópica 30 a 40 minutos antes (lidocaína 10


a 25%) ou para pessoas mais sensíveis aplicar pomada ENLA em casa 2
horas antes.

3. o Microblading: (A) O movimento deverá ser com leves “batidinhas”


sempre indo em direção para frente e para baixo, de maneira sutil e
com delicadeza para marcar os traços. (B) colocar pigmento e realizar
massagem com o cotonete e deixar agir por 1 a 2 minutos. (C) realizar
novamente nos locais que precisar marcar mais.

Fonte: todas as imagens são criadas pela autora, 2018.

104
MICROBLADING │ UNIDADE VII

Pós-microblading

»» Não tomar sol durante 30 dias.

»» Não usar sauna, não frequentar piscina e mar, nos primeiros 7 dias.

»» Nunca utilizar cremes contendo ácidos sobre o local.

»» Ter cuidados com calor de forno, secador de cabelos, vapor de panela


(tudo que esquente o local), por 7 dias.

»» Passar pomada de cicatrização indicada (Cicaplast Baumer B5®).

»» Não usar maquiagem por 48 horas.

»» Não arrancar a “casca” que se forma, deixá-la cair naturalmente.

»» Não ingerir frutos do mar por 24 horas.

»» Só lavar a área com água fria e sabonete neutro.

»» Quando feito nos lábios, ingerir alimentos frios nas primeiras 24 horas.

105
CAPILAR UNIDADE VIII

CAPÍTULO 1
Micropigmentação capilar

Colorimetria e técnicas de aplicação capilar


A micropigmentação do couro cabeludo, também conhecida como tricopigmentação
capilar ou scalpmicropigmentation, é uma forma não cirúrgica de restaurar a linha do
cabelo na qual há a incidência de poucos fios ou nenhum, ou seja, camuflar a calvície.
Ela pode também proporcionar a impressão de espessura ao cabelo com afinamento
ou fino. Esse tratamento pode ser usado isoladamente ou em conjunto com outros
tratamentos, tais como transplantes capilares cirúrgicos ou tratamentos médicos para
queda de cabelo (SIQUEIRA, 2017).

O procedimento não necessita internação, não requer restrições na alimentação e exige


manutenção, em de 4 a 10 anos após realizar da primeira intervenção, dependendo da
técnica utilizada e da predisposição do organismo de cada um (SIQUEIRA, 2017).

A micropigmentação capilar tem que trazer um efeito mais próximo ao fisiológico, ou


seja, deixar a área como se a pessoa tivesse raspado o cabelo. Assim a primeira coisa que
devemos fazer é orientar nosso cliente masculino que para ter um resultado satisfatório
ele deverá manter o restante do cabelo raspado com máquina 0 ou 1. Já na mulher
devemos orientar que é um procedimento para camuflar o problema, e assim não irá
aparentar mais cabelo e sim esconderá o couro cabeludo que estará mais aparente
(SIQUEIRA, 2017).

Os pigmentos mais usados no capilar

»» Castanho-claro: Pigmento quente, indicado para ser usado mais em cabelos


loiros, nunca usar puro, sempre colocar 1 a 2 gotas de um pigmento frio
(castanho-escuro ou marrom-café).

106
CAPILAR │ UNIDADE VIII

»» Castanho-médio: Pigmento neutro, indicado para ser usado mais em


cabelos castanho claro ou médio, pode usar puro, por ser neutro pode
equilibrar qualquer pigmento para que não haja alteração de cor.

»» Castanho-escuro: Pigmento frio, indicado para ser usado mais em


cabelos castanho escuro, nunca usar puro, sempre colocar 1 a 2 gotas de
um pigmento quente (castanho- claro) ou neutro (castanho-médio).

»» Marrom-café: Pigmento frio, indicado para ser usado mais em cabelos


castanho escuro ou preto, nunca usar puro, sempre colocar 1 a 2 gotas de
um pigmento quente (castanho-claro) ou neutro (castanho-médio).

»» Castanho-intermediário: Pigmento quente, indicado para ser usado mais


em cabelos ruivos, nunca usar puro, sempre colocar 1 a 2 gotas de um
pigmento frio (castanho- escuro ou marrom café) (MENEGAT, 2017).

Abaixo um resumo dos pigmentos perante a cor do cabelo:

FOTOTIPO MISTURA INDICADA

FOTOTIPO I Cast. Intermediário + Cast. Escuro

FOTOTIPO II Cast. claro + Cast. Escuro

FOTOTIPO III Cast. Médio puro

FOTOTIPO IV Cast. Escuro + Cast. Claro

FOTOTIPO V Marrom café + cast. claro

FOTOTIPO VI Marrom café + cast. claro

Fonte: (MENEGAT, 2018).

Dermógrafo ou Tebori?

DERMÓGRAFO TEBORI

Fonte: <https://goo.gl/images/eBdFvr>. Acesso Fonte: <https://goo.gl/images/ZcYQYu>.


em: 20 abr. 2018. Acesso em: 20 abr. 2018.

É mais indicado para quem já é micropigmentador e já É indicado para quem deseja ter mais precisão nas mãos,
possui o equipamento, o único paciente que não pode uma vez que não há vibração, não é o mesmo tebori de
atender é portador de marca-passo. sobrancelhas, uma vez que iremos atuar com pontilhismo.

Fonte: (MENEGAT, 2018).

107
UNIDADE VIII │ CAPILAR

Ângulos, movimentos do dermógrafo e as agulhas

»» Ângulo: É o ângulo em que a agulha se apresenta em relação à pele é


de 90°.

»» Movimento: O dermógrafo deve ser manuseado sempre com


firmeza, com movimento LENTO, obtêm-se efeito mais marcado.
Já o tebori você quem determina o movimento, uma vez que não
há eletricidade.

»» Técnica: pontilhismo, movimento deverá ser firme e sem movimentação


da mão, a fim de ter o feito do folículo piloso, ou seja, um ponto.
Estes pontos não podem ter sequência, precisam ficar desalinhados,
pois não temos linhas na área do capilar.

»» Agulhas: dermógrafo: poderá ser utilizada de 2 pontas circular na


primeira sessão a fim de ter folículos mais grossos, e na segunda e
terceira sessão com 1 ponta a fim de completar os espaços vazios.

»» Tebori: As lâminas circulares tem de 3, 4, 5, e 7 pontas. Dependendo do


diâmetro que desejar dar, poderá escolher (MENEGAT, 2018).

Definindo a área a ser micropigmentada

Posicione-se atrás da cadeira de seu cliente, olhando diretamente para o topo da


cabeça. Limpe cuidadosamente o rosto e o couro cabeludo, utilizando produtos
adstringentes próprios, com algodão (SIQUEIRA, 2017).

A pele do couro cabeludo é bastante sensível, portanto faça movimentos suaves


e não pode ter sangramento, lembre-se que se tiver sangramento não teremos
fixação do pigmento (SIQUEIRA, 2017).

De posse de um lápis de olho e um paquímetro:

1. encontre o ponto central na ponta do nariz (A);

2. encontre o ponto central entre as sobrancelhas (B);

3. trace uma linha unindo estes pontos (AB);

4. SOMAR A+B = valor da linha que será da sobrancelha ao ponto inicial;

5. suba uma linha reta ao final das sobrancelhas para determinar o ponto
inicial das laterais.

108
CAPILAR │ UNIDADE VIII

Figura 77. Demarcação da área de trabalho.

Fonte: Do autor.

109
DERMODESPIGMENTAÇÃO UNIDADE IX

CAPÍTULO 1
Remoção da micropigmentação

Atualmente nos deparamos com um número cada vez maior de clientes insatisfeitos,
apresentando trabalhos grotescos de micropigmentação, sem qualidade e sem harmonia,
o que gera preconceito contra um trabalho que só deveria facilitar a vida das pessoas.

No intuito de amenizar os maus resultados, e em alguns casos, saná-los completamente,


temos a dermodespigmentação, que é o procedimento de remoção dos pigmentos
colocados na micropigmentação, através de um processo químico ou físico.

Esta técnica pode ser usada para remoção de pigmentos de sobrancelhas, pálpebras,
lábios e outras pigmentações semelhantes.

Existem diversos modos e técnicas para que isso ocorra, a mais antiga é com a solução
salina, técnica essa hoje quase não mais usada, as mais usadas são com utilização de
ácidos, ultrassônico e a laser.

Lembrando que dependendo da região não é qualquer técnica que podemos utilizar.
(Do autor)

As técnicas da dermodespigmentação

Despigmentação salina

Também conhecida como Salabrasão, consiste na remoção do pigmento com sal.


Antigamente era feita de maneira bem rudimentar com o esfregaço do sal sobre a
tatuagem até lesão da pele com o atrito, seguido do curativo na lesão com sal em gaze
umedecida por um dia, ou seja, seu objetivo era provocar uma agressão seguida de uma
regeneração natural. Após inúmeras sessões conseguia-se um clareamento ou remoção
parcial (PEREIRA et al., 2015).
110
DERMODESPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE IX

Atualmente essa técnica passou ser utilizada com o dermógrafo e o sal. Utiliza-se a
combinação de água e sal na formação de uma solução salina para ser introduzida
na pele com o dermógrafo. Sua finalidade também é lesionar a pele com a solução e
provocar um ressecamento na pele e esta ao se regenerar, expulsa o pigmento em forma
de crosta (PEREIRA et al., 2015).

Essa técnica usa os princípios científicos da equalização e osmose para realizar a


remoção de pigmentos de maneira simples: a água salgada é colocada sobre a região
onde foi realizada a micropigmentação, formando um edema e após 1 semana uma
crosta. Uma vez que esta crosta saia naturalmente, o pigmento sai junto dela, após 30
dias já estará mais claro, durante este período a região estará avermelhada e levemente
edemaciada (PEREIRA et al., 2015).

É tida como método mais natural e comum, mas só pode ser realiza em sobrancelhas.
Além de ser mais natural, na primeira sessão já é possível obter um resultado de
clareamento das cores mais escuras. Isso geralmente varia entre cada paciente, pois
depende da pele de cada um e de como o pigmento foi aplicado. São usados anestésicos
tópicos antes e durante o processo de despigmentação com solução salina, para o
conforto do paciente. Após a remoção, é necessário ter alguns cuidados pós-tratamento
(PEREIRA et al., 2015).

Após se submeter ao procedimento, a pele ficará com um edema que geralmente cede
dentro de 3 dias. Depois ficará avermelhada por 5 semanas, pois estará se formando
novamente. Por isso, evite se expor ao sol forte por um tempo. Além disso, não é
aconselhável submeter a mesma região da pele a procedimentos como depilação a laser
ou peeling pouco tempo após realizar a despigmentação (PEREIRA et al., 2015).

Essa técnica é considerada rudimentar porque o sal na pele sempre produzirá


ressecamento, desidratação dos tecidos seguida de formação de uma crosta grossa e
seca no período de cicatrização. Existem restrições no seu uso porque pode ocasionar
hiperpigmentação e queloide (PEREIRA et al., 2015).

Despigmentações com ácido


Método bastante comum para despigmentar a sobrancelha é a aplicação de ácidos
que promovem a renovação celular, descamam as primeiras camadas da pele e,
gradualmente, removem a pigmentação. Usa-se um ou mais agentes químicos na pele
com o objetivo de afinar, esfoliar e regenerar os tecidos (CALHEIROS, 2016).

Essa técnica é adequada apenas para procedimento de micropigmentação, porém,


procedimentos que passaram por muitos retoques poderão não responder bem a essa
técnica (CALHEIROS, 2016).
111
UNIDADE IX │ DERMODESPIGMENTAÇÃO

No caso de dermodespigmentação com ácidos, eles são inseridos na pele de forma


subcutânea, utilizando o mesmo aparelho que utilizamos na micropigmentação, neste
caso, o dermógrafo (CALHEIROS, 2016).

Temos dois tipos de ácidos no mercado: os prontos e os manipulados. Os comprados


prontos são mais utilizados para tratamentos estéticos e não tem poder de remover uma
pigmentação de micropigmentação, exceto aqueles que são voltados para isso, como
por exemplo da marca Meicha. Os manipulados são elaborados através de manipulação
química, estes ácidos geralmente não são vendidos no mercado, é necessário ter
prescrição para conseguir comprar na farmácia de manipulação (CALHEIROS, 2016).

Os ácidos mais utilizados para este procedimento são o glicólico e o mandélico.

»» Ac. Glicólico: ácido de alto poder de esfoliação, quando utilizado em


porcentagens maiores não pode ser utilizado em qualquer fototipo de
pele, pode ser usado somente I ao III, isso porque sua cadeia molecular
possui um peso baixo, ou seja, faz rápida penetração na pele, e se não bem
controlado pode causar danos irreversíveis. Mas quando usado em baixa
concentração na forma de sabonete para anteceder ao procedimento, aí
sim pode ser usado em todos os fototipos de pele, isso porque entrará
na forma de sabonete somente com o objetivo de afinar o extrato córneo
(GUIRRO; GUIRRO, 2010).

»» Ac. Mandélico: um AHA com uma cadeia carbônica grande, não tão
irritante quanto o ácido glicólico, O ácido mandélico é tão efetivo quanto
o ácido glicólico, mas como tem uma cadeia molecular grande faz baixa
penetração na pele e assim com menos agressão podendo ser usado em
todos os fototipos. Atualmente o mais utilizado na despigmentação com
ácidos, mas assim como todo ácido só pode ser utilizado nas sobrancelhas
(GUIRRO; GUIRRO, 2010).

Mecanismo de ação

Quando abrimos a lesão e depositamos o ácido dentro dela, irá ocorrer um processo
químico no pigmento que está depositado nas células, levando a coagulação da proteína
presente, isso leva à morte desta célula, iniciando o processo de renovação celular,
chegando à formação da crosta, na qual ao final de 30 dias irá ter caído sozinha levando
com ela parte do pigmento que ali estava (GUIRRO; GUIRRO, 2010).

Passo a passo para dermodespigmentação com ácido:

1. Higienizar a área com álcool ou clorexedina alcoólica.

112
DERMODESPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE IX

2. Lavar a área com sabonete com ácido glicólico 10% realizando o esfregaço.

3. Enxugar muito bem a área.

4. Aplicação do creme anestésico por 30 min. com oclusão de PVC.

5. Preparar a banca com toalha descartável, dermógrafo, agulha 5 pontas


circular ou pente, algodão com água, EPIs, dapper de vidro com ácido
mandélico 20%, cotonete, gelo ou skin coller.

6. Retirar o anestésico com algodão e água.

7. Primeira passada em movimento devagar e lento com dermógrafo e ácido


mandélico.

8. Quando obter a lesão aberta com ajuda do cotonete realizar um pequeno


esfregaço com ácido mandélico e deixar agir por 3 a 5 minutos.

9. Realizar a retirada com algodão e água.

10. Realizar a compressa de gelo ou skin coller.

11. Repetir a sessão após 30 dias.

Pós-aplicação

É normal que a região fique edemaciada por aproximadamente 3 dias, pode ficar vermelha
por 7 dias. A cliente deverá ficar longe de tudo que esquentar a região incluindo luz de
computador, a partir do segundo dia deverá aplicar protetor solar, creme cicatrizante
Cicaplast Baumer B5® 3 a 4x ao dia por 1 semana, é normal que aconteça crosta que não
deverá ser puxada, deve deixar cair naturalmente. Lavar a região 2x ao dia com água
fria e sabonete neutro. Não deve ter exposição solar, e deve ser evitado mar e piscina
principalmente 10 primeiros dias. Normalmente são necessários 3 a 4 aplicações sempre
respeitando 30 dias entre cada sessão.

Observações:

1. O procedimento se mal realizado pode deixar cicatriz.

2. Muito cuidado ao manipular o ácido para não cair nos olhos do paciente,
assim como sua ingestão.

3. Este procedimento só pode ser realizado nas sobrancelhas.

4. Só faça após assinar termo de consentimento.

5. Observar as mesmas contraindicações da micropigmentação.


113
UNIDADE IX │ DERMODESPIGMENTAÇÃO

6. Não realizar caso cliente esteja em tratamento de ácidos.

7. Respeite o tempo de retorno, se fizer antes acarretará problemas.

Remoção com OX

Chamada de remoção instantânea, na qual se utiliza água oxigenada 10 volumes, só


recomendamos na hora que o profissional estiver realizando a pigmentação e apenas
resolve para remover instantaneamente e em pequenas proporções. Indicamos a
utilização de produtos específicos para isso, utilizar a marca Rececctocil OX®.

Exemplo: o profissional cometeu um pequeno erro na hora do contorno, neste momento


ele irá parar o procedimento e utilizar água oxigenada para apagar.

Em caso de área preenchida ou grande parte ou mais de 30 dias não terá resultado
satisfatório.

Figura 78. Refectocil OX®.

Fonte: <https://goo.gl/images/7aWLMq>. Acesso em: 15 nov. 2017.

Remoção com eletrocauterização estética:


jato de plasma

É um tratamento que utiliza um ultrassom removedor de pigmentos e melanoses


solares, desenvolvido para ser utilizado nas áreas de Estética, Micropigmentação
e Dermatologia, possui aplicação direcionada e com o desenho especialmente
desenvolvido para aplicações precisas (ANDEADE, 2015).

Esta técnica tem a função de remoção de manchas e pigmentos, o equipamento atinge


somente a epiderme, não causa danos às camadas inferiores ou folículos pilosos e outras
estruturas, através da aplicação de ondas de ultrassom localizadas, remove o pigmento,
independente da cor ou densidade do tecido (DAL´ASTA, 2010).

114
DERMODESPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE IX

A base do funcionamento do ultrassom removedor de pigmentos, consiste na emissão


de ondas ultrassônicas superficiais, localizadas, com frequência que varia de 10 a
30 mhz, sendo transmitidas através de uma ponta transdutora de aço, descartável,
rosqueada na caneta de aplicação. Tem a função de remoção de manchas e pigmentos,
atinge e remove somente o as primeiras camadas do tecido epidérmico, através da
aplicação de ondas ultrassônicas superficiais localizadas ocorre a destruição das células
pigmentadas através da cauterização das mesmas, independente da cor do pigmento
ou densidade do tecido, resultando na formação de uma nova camada de proteção,
limpa. A frequência das ondas será regulada através do potenciômetro, representado
por uma escala de Leds contendo três cores distintas, localizada no painel do aparelho
(WAGNER, 2002).

»» Cor verde: Dividida em cinco faixas que variam de 10 MHz. a 20 MHz.

»» Cor Amarela: Dividida em 3 faixas que variam de 22 MHz. a 26 Mhz.

»» Cor Vermelha: Dividida em 2 faixas que variam de 28 MHz. a 30 MHz.

Para manchas pequenas e remoção de maquiagem definitiva, utilize a ponta transdutora


fina de precisão (PT-01), que possui um ápice fino, própria para procedimentos
minuciosos e precisos. Para manchas maiores e remoção de melanoses solares, utilize a
ponta transdutora arredondada (PT-02), que possui um ápice arredondado, favorecendo
a remoção em áreas maiores (ANDRADE, 2015).

A frequência utilizada irá variar de acordo com a espessura e ou textura da pele, o


procedimento sempre se iniciará com o mínimo de frequência, e será aumentada
gradualmente pelo aplicador, caso seja necessário. A limpeza completa da área e
quantidade de aplicações, irá depender da profundidade do pigmento, o aplicador deve
sempre respeitar o intervalo de 35 a 40 dias entre uma sessão e outra.

»» Indicação: remoção de pigmentos de micropigmentação; remoção de


manchas senis, marrons, baixas e lisas dos membros inferiores/superiores
e rosto; remoção de verrugas do tipo “pingente”, “comuns” e “planas”;
remoção definitiva de melanócitos (células com pigmento melanina que
dá cor à pele); remoção de sardas em peles claras (DAL´ASTA, 2010).

»» Contraindicação: É contraindicado em casos de:

›› manchas cancerígenas, do tipo: altas, enrugadas ou escuras;

›› verrugas plantares;

›› verrugas anogenitais ou condilomas venéreos e melasma;

115
UNIDADE IX │ DERMODESPIGMENTAÇÃO

›› em áreas suspeitas ou que contenham tecido potencialmente canceroso,


na dúvida procurar avaliação médica;

›› em áreas de sangramento ativo;

›› sobre útero gravídico;

›› diretamente sobre áreas com feridas abertas;

›› portadores de marca-passo;

›› clientes com lesões de herpes labial;

›› o uso de anti-inflamatório e/ou corticoide diminui a eficácia;

›› pacientes com hiperpigmentação pós-inflamatória corre risco de


manchar a região (LOW, 2002).

»» Pós-aplicação: evitar exposição aos raios solares, caso ocorra a


exposição, proteger a área de aplicação com óculos, camisa de manga
longa etc. Usar protetor solar; usar regenerador celular; manter a área
limpa e seca (GRANDE, 2015).

Fatores que afetam a eficácia do tratamento

»» Profundidade do pigmento.

»» Sensibilidade do cliente/paciente.

»» Não cumprimento das orientações pós-procedimento.

»» Tipo de tecido epidérmico.

Passo a passo

»» Após a anamnese, avaliação da pele e assinatura do termo de consentimento


livre esclarecido pelo indivíduo.

»» Paramentar-se com touca, máscara, avental e luvas de procedimento.

»» Retire do cliente: anéis, brincos grandes, pulseiras, correntes etc.

»» Cobrir todas as regiões onde for manipular, (foco, aparelho e caneta) com
plástico filme para evitar a contaminação nestas partes.

»» Com auxílio de um cotonete, passar anestésico tópico no local onde


será realizado o procedimento e deixar agir pelo tempo indicado pelo
fabricante, cobrir com plástico filme para ajudar a penetrar.

116
DERMODESPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE IX

»» Remova todo o anestésico do local a ser realizada a aplicação, pois o


aparelho não é eficaz com a pele úmida ou oleosa.

»» Inicie o procedimento na potência mínima, com técnica de ponteio e


passadas leves sobre a micropigmentação.

»» Observe a formação da cauterização local (crosta fina com pontos pretos).

»» Certifique-se que está tudo bem com o indivíduo/cliente.

»» Limpe a ponta transdutora sempre que necessário (quando a ponta não


estiver cauterizando), lembre-se sempre de desligar o aparelho para
limpeza da ponta, para evitar ação do ultrassom em sua própria pele.

»» Nunca encoste os dedos na ponta transdutora com o aparelho ligado,


sujeito a ação do ultrassom em sua própria pele.

»» Após o término do procedimento remova a ponteira e descarte em local


apropriado.

»» Ao terminar o procedimento passe uma camada fina de pomada de


regeneração celular sobre o local da aplicação.

Remoção a laser

A tecnologia a laser é um dos métodos mais populares para a remoção de tatuagens


e também para a despigmentação de sobrancelhas azuladas, esverdeadas ou design
indesejado, neste tratamento, os pulsos de luz do laser são direcionados para os
pigmentos da maquiagem definitiva. Ao longo de algumas semanas, os macrófagos do
organismo removerão as áreas pigmentadas. Das técnicas apresentadas acima, o laser
é o mais avançado e eficaz, pois trata-se de um aparelho com muito estudo e tecnologia
específica para o assunto de remoção (YU, et al., 2004).

O laser destrói o pigmento e o sistema imunológico removerá os fragmentos do corpo


pela ação do sistema linfático. A luz do laser é direcionada para área pigmentada por
uma fração de segundo, passa inofensivamente pela camada externa da pele, atingindo
diretamente o pigmento. O laser explode o pigmento em micropartículas que o sistema
linfático absorverá e eliminará naturalmente durante o tempo (SACKS; BARCAUI, 2004).

A eficácia da despigmentação a laser varia conforme a quantidade de sessões.


Recomenda-se de quatro a oito visitas, mas esse número pode mudar em relação
à intensidade da tinta, das cores, bem como, a profundidade da tinta (SACKS;
BARCAUI, 2004).

117
UNIDADE IX │ DERMODESPIGMENTAÇÃO

Além disso, o laser tem maior precisão no que se refere ao ponto exato e a profundidade
de atuação, não correndo o risco de atingir outras regiões do rosto senão as almejadas
(YU, et al., 2004).

O laser utilizado atua somente na tinta, ou seja, não interfere no pigmento natural da
pele nem sobre as regiões circundantes. O feixe de luz emitido será atraído somente
pelo pigmento da tinta. Dessa forma, quanto mais escuro for o pigmento, ao contrário
do que se pensa, maiores serão as chances de sucesso no processo de remoção (SACKS;
BARCAUI, 2004).

Para cada tipo de pigmento, o laser emite um comprimento específico de onda, de


modo a atingir somente a camada em que se encontra a maquiagem definitiva. Após
o procedimento, o pigmento será fragmentado em partículas pequenas que serão
removidas naturalmente pelo organismo (YU, et al., 2004).

Mecanismo de ação
Para um procedimento de remoção micropigmentação é utilizada a tecnologia de laser
chamada de laser de YAG (1064nm), um equipamento criado especialmente para
essa finalidade.

Ele atua disparando um feixe de luz (laser) com um comprimento de onda específico
que, quando aplicado sobre a pele, é absorvido por pigmentos coloridos, incluindo
pigmentos de melanina e, consequentemente, micropigmentação (VERDICH, 1981).

Para a realização deste procedimento é utilizado um anestésico local com o objetivo


de amenizar a sensação de calor na pele do paciente. Este equipamento também é
habilitado para realizar procedimentos como remoção de manchas da idade marrom
no rosto, tórax, mãos e braços (VERDICH, 1981).

A remoção a laser é realizada por meio da técnica de fototermólise seletiva, que produz
uma agressão preferencial às estruturas que contenham o pigmento. É possível ter
como alvo cromóforos endógenos (melanina, hemoglobina), assim como, cromóforos
exógenos (pigmento de tatuagem, grafite). Desta forma, a tinta da tatuagem é atingida
utilizando um comprimento de onda específico, que passa por através da pele, sendo
absorvida somente pelo pigmento (SACKS; BARCAUI, 2004).

A absorção dessa energia de luz, ou laser, leva à fragmentação do pigmento da tatuagem,


que deverá ser posteriormente absorvido pelo sistema imunológico do paciente.
Faz parte dos objetivos não afetar outras estruturas ao redor da área tratada. Assim, o
colágeno adjacente permanece intacto, minimizando o potencial para cicatriz (SACKS;
BARCAUI, 2004).

118
DERMODESPIGMENTAÇÃO │ UNIDADE IX

A quantidade de sessões varia de acordo com o pigmento, assim como, a profundidade


que o mesmo está na situado. Leva-se em consideração, também, a intensidade da
tinta, as cores e, principalmente, da resposta do organismo de cada paciente (SACKS;
BARCAUI, 2004).

O tratamento para remoção total é um processo lento e a longo prazo. Após cada sessão,
a região ficará edemaciada podendo ter formação de bolhas e casquinhas sobre a área.
Após isto, a pele começará a descamar, tornando a sobrancelha cada vez mais clara. Esta
cicatrização leva em torno de um mês para ocorrer, e a região deve estar completamente
íntegra para que seja realizada a próxima sessão (SACKS; BARCAUI, 2004).

Os cuidados de todas as técnicas

1. Não molhar por 48 horas no caso de sobrancelhas.

2. Não tomar sol direto durante 30 dias.

3. Não usar sauna, não frequentar piscina e mar, nos primeiros 7 dias.

4. Nunca utilizar cremes contendo ácidos sobre o local.

5. Ter cuidados com calor de forno, secador de cabelos, vapor de panela.

6. Passar pomada Cicaplast Baume B5® de cicatrização e hidratação.

7. Lavar com sabonete neutro e água fria.

8. Não usar maquiagem até completa cicatrização.

9. Não arrancar a casca que se forma, deixá-la cair naturalmente.

10. Não ingerir frutos do mar.

11. Não beijar ou tocar os lábios no travesseiro, em caso de lábios.

12. Fazer próxima sessão entre 30 a 40 dias (MENEGAT, 2018).

A micropigmentação em estrias e olheiras,


mocinho ou vilão?

Primeiro precisamos lembrar que a definição mais clássica da técnica de dermopigmentação


é: técnica para aplicação de pigmentos na camada subepidérmica da pele com o auxílio
de um dermógrafo. O pigmento uma vez implementado pode sofrer variação de cor
dependendo dos hábitos de vida do indivíduo, como por exemplo, à exposição solar,
utilização de cosméticos a base de ácidos, banhos quentes e esfoliantes diminuem a
permanência e a intensidade da cor.

119
UNIDADE IX │ DERMODESPIGMENTAÇÃO

A técnica para camuflar essas imperfeições teve uma grande visualização, pois hoje em
dia a comunicação é baseada na imagem pessoal, fica difícil não perceber a importância
que ela exerce sobre as pessoas a nossa volta.

Uma coisa é utilizarmos a chamada camuflagem cosmética, que é uma terapia que
fornece uma variedade de cosméticos usados para ajudar a maquiar as imperfeições,
assim não é permanente, ou seja, sem riscos.

Agora a micropigmentação nas estrias e/ou olheiras tem a ideia de colorir a patologia
citada, para camuflar, mas o que ocorre a princípio é o resultado ótimo, mas com o
decorrer do tempo sabemos que este pigmento facilmente poderá migrar, mudar a cor,
a pele sofre mudanças e não teremos controle sobre este pigmento.

É necessário respeitar o processo fisiológico da pele, que em cada pessoa acontece


de forma singular, única e depende de fatores externos também, como por exemplo
a exposição solar e o pigmento exógeno, ou seja, foi implementado para pele e não é
fotoreativo com o sol, o que quer dizer é que quando pegar raios UVA e UVB, exemplo
na praia e piscina, existe uma grande possibilidade de que a cor usada fique contrastada
com bronzeado da pele em si.

Precisamos lembrar que os pigmentos são basicamente feitos de óxidos de ferro que são
responsáveis pela cor e por dióxido de titânio responsável pela cor branca, o que isso
significa? O sol tem a capacidade de nos deixar bronzeados quando expostos devido a
sua radiação, mas a mesma radiação quando atinge as partículas de pigmento fazem
com que elas oxidem, ou seja, elas sofrem uma mutação em sua forma química que
pode sim fazer com que a cor seja alterada. O problema maior não é o óxido de ferro,
mas sim o dióxido de titânio que tem em grandes quantidades nas cores de pele, como
disse, esse sim se exposto à radiação solar vai mudar de cor em geral para um tom
possivelmente esverdeado.

Agora imagine isso nas olheiras e nas estrias.


Figura 79. Estrias. Figura 80. Olheiras.

Fonte: <https://www.vix.com/pt/beleza/541699/ Fonte: <http://marialigiadermato.com.br/05-maneiras-de-


micropigmentacao-para-estrias-funciona-apaga-as- se-livrar-das-olheiras/>. Acesso em: 24 mai. 2018.
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