Você está na página 1de 10

30/07/12 HowStuffWorks - Como funciona a prospecção de petróleo no mar

Assine 0800 703 3000 SAC Bate-papo E-mail Notícias Esporte Entretenimento Mulher Shopping BUSCAR

Faça do ComoTudoFunciona a sua página inicial | Boletim por e-mail Sortear Artigo

Hidrogeo Poços Artesianos Perfuração/Manutenção/Regularização Única com ISO 9001 / 0800-121466 www.hidrogeosp.com.br/artesianos
Plataformas de Trabalho Fornecedor Chinês Certificado Ganhe a Oportunidade de Negócio www.globalmarket.com
Poços Artesianos - RJ Perfuração Manutenção Licenciamento Ligue Grátis 0800-282-3037 www.transmota.com.br/pocoartesiano
Faça Petróleo e Gás Bolsa de Estudo de 50% para Graduação em Petróleo e Gás www.EducaMaisBrasil.com

Principal > Ciência > Engenharia Buscar no ComoTudoFunciona e na Web

Como funciona a prospecção de petróleo no mar


por - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Introdução a Como funciona a prospecção de petróleo no mar

Algumas pessoas dizem que o dinheiro faz o mundo girar. Outras


acreditam que o ingrediente essencial é o amor, ou até a música. Mas o
que quer que leve a humanidade a persistir dia após dia, nossa
dependência quanto aos combustíveis fósseis deixa uma certeza: a graxa
que lubrifica o giro do planeta é o petróleo.
Consumimos mais de 80 milhões de barris de petróleo ao dia [fonte: CIA
(em inglês)]. Para atender a essa demanda por combustíveis fósseis, as exploração off-shore
empresas petroleiras vasculham constantemente o planeta em busca de de petróleo
novas reservas. Como os oceanos recobrem três quartos da superfície
da Terra, boa parte dessas reservas está sob a água.

©iStockphoto.com/Chad Anderson
Plataforma de petróleo no sudoeste da Califórnia

Atingir esses locais de perfuração submarinos representa um grande desafio. Afinal, perfurar em terra
já é bem complicado. Então, como fazer isso nas profundezas do mar e transportar o petróleo em
estado líquido, gasoso ou sólido de volta à superfície? Como impedir que ele polua o oceano? E como
fazer tudo isso, com toneladas de equipamento, em meio ao mar bravio?
Para superar esses obstáculos, as empresas petroleiras investiram bilhões no desenvolvimento de
plataformas de petróleo offshore para a perfuração do leito do mar em busca de petróleo. A
primeira delas foi construída em 1897, na ponta de um cais na Califórnia. Nos anos que se seguiram,
os exploradores de petróleo avançaram mais e mais no oceano, primeiro em píeres e depois em ilhas
artificiais. Em 1928, um empresário petroleiro do Texas criou a primeira plataforma móvel para
prospectar em terras alagadas. A estrutura era pouco mais que uma balsa com uma torre de
perfuração no topo, mas determinou o modelo para as décadas seguintes.
Nos anos que se seguiram, as empresas petroleiras avançaram mais e mais pelo oceano. Em 1947,
um consórcio de companhias construiu a primeira plataforma que não se podia avistar da terra, no
Golfo do México. Mesmo no Mar do Norte, onde o clima quase sempre é instável, há hoje muitas
plataformas petroleiras [fonte: The Guardian (em inglês)].
As plataformas petroleiras modernas são estruturas verdadeiramente gigantescas. Algumas são como
cidades flutuantes, que empregam e abrigam centenas de pessoas. Outras instalações imensas de
produção ficam no topo de torres submarinas que descem até 1,2 mil metros sob o mar - muito mais
altas que os mais ambiciosos arranha-céus do planeta. Em um esforço para satisfazer sua
dependência dos combustíveis fósseis, os seres humanos construíram algumas das maiores
estruturas flutuantes do planeta.

Neste artigo, examinaremos como as empresas petroleiras farejam em busca do ouro negro enterrado,
e que métodos empregam para extraí-lo.

ciencia.hsw.uol.com.br/exploracao-petroleo-mar.htm/printable 1/10
30/07/12 HowStuffWorks - Como funciona a prospecção de petróleo no mar

À caça de combustíveis fósseis

Embora os combustíveis fósseis só tenham se tornado a força motora da civilização humana nos dois
últimos séculos, o petróleo e o gás natural já vinham sendo encontrados na superfície da Terra há
milhões de anos. Os conquistadores espanhóis viram petróleo subindo à superfície do Golfo do México
no século 16, e os chineses já escavavam à sua procura no ano 347 [fonte: Totten (em inglês)]. Para
localizar indícios ainda mais antigos, não é preciso olhar mais longe que os animais pré-históricos que
tiveram o azar de serem consumidos pelos poços de piche existentes em alguns lugares do planeta.

©iStockphoto.com/Klaus Nilkens
Óleo

No entanto, a maior parte do petróleo do planeta está aprisionado entre os 150 e os 7.500 metros, sob
terra e rochas. Todo esse petróleo começou em forma de pequenas plantas e animais chamados
plâncton, que morreram nos mares da antiguidade, entre 10 milhões e 600 milhões de anos atrás.
Essa matéria em decomposição se acumulou no piso do oceano e, com o tempo, ficou recoberta de
areia e lama. No ambiente sem oxigênio, aconteceu um processo semelhante a um cozimento lento.
Milhões de anos de calor e de pressão acabaram transformando a matéria orgânica em vastos
depósitos de petróleo sólido, líquido e gasoso, aprisionado em armadilhas sob camadas espessas de
rocha. O petróleo líquido é conhecido como petróleo e o gasoso como gás natural. O petróleo sólido
surge em depósitos na forma de xisto betuminoso ou areia betuminosa.
Seria desnecessário dizer que esses depósitos de combustível não começam a borbulhar na
superfície sempre que se acerta um tiro de espingarda no chão, como se vê no filme "A família
Buscapé". Os geólogos estudam traços de superfície e mapas via satélite, e chegam a usar um
aparelho conhecido como gravímetro, que detecta sutis variações da gravidade capazes de indicar a
presença de um fluxo subterrâneo de petróleo. Nem todas essas opções são especialmente viáveis,
porém, se o terreno que estiver sendo prospectado se localiza milhares de metros abaixo das ferozes
ondas do mar isso pode ser possível.
Quando buscam combustíveis fósseis no mar, os geólogos petroleiros empregam equipamento de
farejamento especial que detecta traços de gás natural na água marinha. Mas como esse método só
ajuda a localizar depósitos que vazam, as grandes empresas petroleiras dependem de dois outros
métodos para localizar as armadilhas.
Quando próximas à superfície, certas rochas afetam o campo magnético da Terra. Usando
equipamento de levantamento magnético, um navio pode passar sobre uma área e mapear as
anomalias magnéticas que venha a encontrar. Essas leituras ajudam geólogos a localizar sinais
indicadores de armadilhas submarinas.
Os pesquisadores também podem detectar possíveis armadilhas por meio de sensores sísmicos. O
método, conhecido como sparking, envolve o envio de ondas de choque pela água e para o piso do
oceano. O som viaja em velocidades diferentes através de tipos diferentes de rochas. Caso a onda de
choque localize mudança nas camadas rochosas, ela retorna e é captada por hidrofones que o navio
de pesquisa arrasta pela água em sua esteira. Com a ajuda de computadores, os sismologistas podem
analisar a informação e localizar possíveis armadilhas.

Direitos de prospecção
Quando uma empresa petroleira identifica um possível depósito de
petróleo submarino, ela precisa obter os direitos de prospecção. A
maior parte da costa e dos oceanos pertence a países, por isso as
empresas precisam pagar para explorar as áreas pretendidas. Para
mais informações sobre isso, leia Quem é dono dos oceanos? .

Os navios de pesquisa utilizam canhões de ar comprimido e explosivos para causar as ondas de


choque. Entre os dois métodos, os canhões causam menos ameaças à fauna marinha, mas até
mesmo a poluição acústica representa ameaça para animais com senso sísmico tão agudo quanto a
baleia azul, uma espécie em risco.
O que acontece depois que uma equipe detecta depósitos de petróleo submarinos? Bem, é hora de
marcar as coordenadas no GPS, deixar uma bóia sinalizadora e obter licença do governo para
prospecção exploratória que permita avaliação.

Perfuração prospectiva

Mesmo que você envie ondas sonoras de choque pelo piso do oceano o dia inteiro, chegará o
momento em que será necessário escavar um pouco, se deseja determinar a presença de petróleo
explorável. Para cuidar da tarefa, as empresas petroleiras enviam uma plataforma móvel de
ciencia.hsw.uol.com.br/exploracao-petroleo-mar.htm/printable 2/10
30/07/12 HowStuffWorks - Como funciona a prospecção de petróleo no mar
prospecção para reali​zar perfurações prospectivas no local. Algumas delas são instaladas em navios,
outras precisam ser rebocadas ao local por embarcações.
Uma plataforma de perfuração prospectiva normalmente escava quatro poços de prospecção no
local de um suposto depósito, cada qual requerendo de 60 a 90 dias de trabalho. Os geólogos
escavam inicialmente para obter uma amostra de núcleo. O princípio é semelhante ao de enfiar um
tubo oco em um bolo de aniversário e removê-lo. Seria possível examinar o cilindro e descobrir de que
são feitas as diferentes camadas do bolo. Essa é uma maneira de descobrir sem cortar uma fatia.
Os geólogos petroleiros procuram sinais de petróleo, o que eles denominam de show. Assim que
descobrem um show, a perfuração pára e os geólogos conduzem testes adicionais para garantir que a
qualidade e a quantidade de petróleo disponíveis justificam trabalho adicional. Em caso positivo, eles
escavam poços adicionais para substanciar as descobertas.
Assim que os geólogos estabelecem o valor de um depósito de petróleo, é hora de escavar um poço
de produção e começar a extrair a riqueza. Um poço médio dura de 10 a 20 anos antes que deixe de
ser lucrativo, de modo que as plataformas offshore são construídas para longas estadias. Elas
geralmente são fixadas diretamente ao piso oceânico por fundações de metal ou concreto e cabos de
amarração. Elas precisam ficar o mais estacionárias possível durante as perfurações, não importa a
instabilidade do clima.

©iStockphoto.com
Navios de escavação como esse são usados para
escavar poços de prospecção em locais de potenciais
depósitos petroleiros

Uma plataforma pode servir para explorar até 80 poços, ainda que nem todos fiquem em posição
vertical. A perfuração direcional permite que plataformas de petróleo criem poços em diagonal no
piso do oceano, a fim de explorar depósitos a quilômetros de distância. Se você assistiu ao filme
"Sangue Negro", de 2007, sabe que o método é conhecido como "eu bebo o seu milk-shake". No filme,
um empresário petroleiro maníaco se vangloria de que, com perfuração direcional, é capaz de explorar
o petróleo localizado sob terras vizinhas. A questão também surge na exploração offshore. Por
exemplo, na Califórnia, o Estado tem autorização de escavar novos poços se conseguir provar que
poços em águas federais adjacentes estão explorando petróleo de posse do Estado.
Mesmo depois que os poços se esgotam, as plataformas de produção offshore freqüentemente
encontram vida nova como centro logístico para plataformas próximas, que enviam petróleo para a lá a
fim de ser armazenado ou processado.
Na próxima página veja como é feita a prospecção submarina.

Prospecção submarina

O desafio na perfuração submarina é transferir todo o petróleo e o gás natural do ponto A ao ponto B
sem perdê-lo e sem poluir o oceano. Como escavar um túnel ao fundo da Terra sem que ele seja
invadido pela água ou o petróleo escape para o mar?

istockphotos
Uma enorme plataforma offshore ilumina o céu noturno ao
longo da costa da Noruega

ciencia.hsw.uol.com.br/exploracao-petroleo-mar.htm/printable 3/10
30/07/12 HowStuffWorks - Como funciona a prospecção de petróleo no mar
Para garantir perfuração correta, os engenheiros conectam o local da escavação à plataforma por
meio de um molde de escavação submarina. Em termos básicos, ele exerce função semelhante ao
dos padrões traçados em um papel para ajudar a escavar um rosto em uma abóbora (em inglês).
Embora a forma possa variar dependendo das condições exatas do piso oceânico, o molde de
perfuração basicamente representa uma grande caixa metálica com furos que marcam o local de cada
poço de produção.
Como os poços de produção muitas vezes precisam descer quilômetros pela crosta da Terra, a broca
consiste em múltiplos tubos de escavação com comprimento de nove metros, que são parafusados
juntos e formam um conjunto de perfuração (nesse sentido, eles se assemelham a estacas de
barraca). Uma plataforma giratória permite a rotação do conjunto de perfuração e, na ponta oposta,
uma broca esmaga e penetra na crosta da Terra. A ponta consiste em uma broca simples dotada de
diamantes industriais ou de um trio de brocas interligadas dotadas de dentes de aço. Nas semanas ou
meses de trabalho requeridos para chegar a um depósito de petróleo, a ponta pode perder o corte e
requerer substituição. Entre a platafo​
rma e o piso do oceano, todo o equipamento desce por um tubo
flexível conhecido como ascensor marítimo.
À medida que o buraco da escavação se aprofunda, os operadores enviam um constante fluxo de
lodo de prospecção pelo canal escavado, na direção da broca. Depois, esse lodo reflui na direção
da plataforma. O espesso fluido consiste em argila, água, baritina e uma mistura de produtos químicos
especiais. O lodo de perfuração lubrifica a broca, sela as paredes do poço e controla a pressão em
seu interior. Além disso, à medida que a broca despedaça rochas, os fragmentos resultantes ficam
suspensos no lodo e deixam o poço com o refluxo. Na superfície, um sistema de circulação filtra o lodo
antes de enviá-lo de volta poço abaixo.
O lodo de perfuração serve como primeira linha de defesa contra as altas pressões subterrâneas, mas
continua a haver risco de erupção de fluido no poço. Para impedir que isso aconteça, as empresas
petroleiras usam um sistema de prevenção de erupção (BOP) no piso do mar. Caso o óleo
pressurizado e o gás subam pelo poço, o BOP os sela com válvulas hidráulicas e aríetes. Em seguida,
o fluxo de fluidos é redirecionado para sistemas especiais de contenção.
O processo de perfuração acontece em fases. O buraco de superfície inicial, de cerca de 45
centímetros de diâmetro, estende-se de algumas centenas a alguns milhares de metros. Depois, os
engenheiros removem o conjunto de perfuração e enviam segmentos ocos de tubos metálicos
conhecidos como revestimento. Assim que o revestimento está cimentado no lugar certo, o tubo
condutor reveste o buraco e impede desabamento e vazamentos. Na fase seguinte, uma broca de 12
centímetros escava ainda mais fundo. Depois, o conjunto de perfuração é revestido uma vez mais e o
revestimento de superfície é instalado. O trecho final, ou buraco inferior, é revestido com
revestimento intermediário. Ao longo do processo, um aparelho conhecido como compactador
percorre o poço, expandindo-se contra as paredes para garantir que todo o trajeto esteja selado.
Na próxima seção, acompanharemos o poço até o petróleo.

Encontrando petróleo

Assim que a broca atinge o petróleo, uma porção final de revestimento conhecida como
revestimento de produção é instalada até o fundo do poço. Essa seção termina em uma tampa
sólida, o que fecha o poço em relação ao reservatório de petróleo que o cerca. Pode parecer
estranho selar o acesso à presa que acaba de ser atingida, mas o objetivo não é simplesmente fazer
com que o petróleo e gás pressurizados ascendam à superfície, mas controlar o fluxo. Engenheiros
enviam explosivos para perfurar o revestimento de produção em diferentes profundidades a fim de
permitir que o petróleo penetre no poço. Isso permite que o petróleo e o gás natural cheguem à
superfície sob menos pressão, e não como um jato explosivo à maneira de um gêiser.

istockphotos
As plataformas de petróleo offshore queimam o gás natural
excedente, o que gera as chamas que caracterizam sua
imagem

Inicialmente, a pressão natural do reservatório subterrâneo de petróleo é suficiente para empurrar


fluidos e gás para a superfície. Mais tarde, porém, essa pressão se reduz e o uso de uma bomba ou
de injeções de gás natural, petróleo ou água são requeridas para conduzir petróleo à superfície. Ao
acrescentar água ou gás ao reservatório, os engenheiros são capazes de elevar sua pressão, fazendo
com que o petróleo volte a ascender. Em alguns casos, ar comprimido ou vapor é enviado poço abaixo
para aquecer o petróleo restante, o que também aumenta a pressão.

ciencia.hsw.uol.com.br/exploracao-petroleo-mar.htm/printable 4/10
30/07/12 HowStuffWorks - Como funciona a prospecção de petróleo no mar
Se aquilo que surgir dos poços for petróleo puro, depois disso basta apenas colocá-lo em
reservatórios. Mas não é o que normalmente acontece e é por isso que as plataformas de perfuração
offshore muitas vezes contam também com instalações completas de produção. O líquido que sobe à
plataforma é uma mistura de petróleo cru, gás natural, água e sedimentos. A maior parte do trabalho
de refino de petróleo acontece em terra, mas as empresas petroleiras ocasionalmente utilizam navios-
tanques modificados para tratar e armazenar petróleo em alto mar. O processo remove as substâncias
indesejadas do petróleo, antes do refino.

Um assunto controverso
Apesar da dependência das sociedades quanto ao petróleo, nem
todos admiram a prospecção de petróleo offshore. As críticas
variam de alertas ambientais graves a preocupações com o
prejuízo à paisagem que as plataformas oferecem para quem visita
uma praia em viagem de férias. Para descobrir mais, leia Por que a
prospecção offshore é tão controversa? (em inglês).

O gás natural se divide em duas categorias: seco e molhado. O gás natural molhado contém
diversos líquidos vaporizados que precisam ser removidos por filtragem antes que se possa
transportá-los. O gás natural seco, por outro lado, está livre desses poluentes. A essa altura,
oleodutos submarinos e petroleiros transportam o petróleo e o gás natural para usinas de tratamento
e instalações de armazenagem em terra.
Por fim, um poço se esgota ou os custos de desenvolvimento adicional superam o potencial de lucros
futuros. Quando isso acontece, as empresas petroleiras tampam o poço e o abandonam. Elas
removem as plataformas de suas bases - com explosivos, se necessário - e as transportam para
outros locais ou rebocam para a costa onde serão vendidas como sucata. Em seguida, mergulhadores
removem o revestimento abaixo do piso oceânico e selam o poço com concreto. Em alguns casos,
porém, certas porções da plataforma permanecem e são lentamente ocupadas por formas de vida
marinha.
Na próxima seção, observaremos os diversos tipos de plataforma em uso atualmente.

Plataformas móveis de perfuração

Durante a fase de perfuração prospectiva, os objetivos são simples: chegar ao local, descobrir se
existe petróleo e avançar para o próximo local. Caso a posição se prove próspera, a empresa pode
instalar estrutura mais permanente. Mas nos meses que a tripulação de uma plataforma precisa para
avaliar um local, uma plataforma móvel de perfuração oferece tudo que o pessoal precisa com um
mínimo de investimento. As plataformas elevadas, o tipo mais comum, têm custo de construção de
entre US$ 180 milhões e US$ 190 milhões [fonte: Offshore Magazine (em inglês)]. Existem cinco
variedades de plataforma móvel de prospecção.

©iStockphoto.com/Richard Walling

Uma plataforma elevada pode se fazer subir ou baixar apoiada em três ou quatro imensas "pernas".
As empresas petroleiras rebocam essas estruturas a um local de perfuração, abaixam suas pernas até
que elas toquem o piso do mar e elevam a plataforma para afastá-la da água.

Balsa de perfuração - usada geralmente para perfuração rasa em águas não oceânicas, essa
plataforma é descrita perfeitamente pelo nome: uma balsa que porta equipamento de perfuração. Ela
é conduzida ao local por rebocadores e fixada no atracadouro por âncoras. Mas, como elas
basicamente flutuam na superfície do mar, só servem para uso em águas calmas.
Plataformas elevadas - essa plataforma se assemelha a uma balsa de perfuração, com uma
exceção: quando chega ao local a ser perfurado, pode baixar três ou quatro fortes pernas até que
toquem o fundo do mar. Quando isso acontece, elas elevam a plataforma para fora da água. Isso
oferece ambiente muito mais estável no qual escavar. No entanto, o projeto tem seus limites, pois as
ciencia.hsw.uol.com.br/exploracao-petroleo-mar.htm/printable 5/10
30/07/12 HowStuffWorks - Como funciona a prospecção de petróleo no mar
águas mais profundas requerem pernas impossivelmente longas.
Plataforma submersível - o modelo combina algumas das propriedades das balsas e das
plataformas de elevação. Mas, nesse caso, as instalações de produção ficam instaladas sobre colunas
centenas de metro acima de balsas que servem de apoio. Depois de chegar ao local de perfuração, a
tripulação inunda as balsas com água. Elas afundam até que repousem sobre o piso do mar ou lago e
a plataforma se mantém elevada sobre as colunas. Na prática, é como se a tripulação afundasse a
plataforma para ancorá-la. Quando chega a hora de transferir o equipamento, a equipe bombeia a
água para fora das balsas e elas voltam a flutuar na superfície, conduzindo a plataforma a uma
ascensão. Como a plataforma elevada, essa plataforma só pode ser usada em águas rasas.
Plataforma semi-submersível - essa plataforma se assemelha à submersível, mas é projetada para
trabalhar em águas muito mais profundas. Em vez de afundar até que a porção inferior do casco
repouse no fundo (o que, em águas profundas, afogaria a todos), ela simplesmente admite água
suficiente para afundar até profundidade operacional. O peso da porção inferior do casco estabiliza a
plataforma de perfuração e ela é mantida imóvel por imensas âncoras.
Navios de perfuração - trata-se essencialmente de um navio que porta uma plataforma de
perfuração em sua porção central. O conjunto de perfuração se estende até o piso do oceano por um
buraco da lua. Os navios de perfuração operam em águas muito profundas e muitas vezes precisam
enfrentar condições marítimas adversas. Eles também usam equipamento de posicionamento
dinâmico para se manterem alinhados com os locais de perfuração. Esse equipamento utiliza
informações obtidas por satélites e sensores sob o mar para manter a posição de perfuração. Com
base nesses dados, motores elétricos sob o casco movem o navio constantemente para mantê-lo
alinhado ao poço.
Quando chega a hora de essas plataformas temporárias mudarem de lugar, entram em cena as
plataformas realmente grandes. Na página seguinte, estudaremos os diferentes tipos de plataforma de
produção offshore.

Plataformas de produção offshore

Assim que a fase de perfuração prospectiva está concluída e os geólogos determinaram que um
reservatório de petróleo justifica as imensas despesas de exploração, as empresas petroleiras se
preparam para estabelecer uma plataforma de produção offshore. Essas plataformas são projetadas
para durar décadas e, muitas vezes, estão localizadas distantes da costa e instaladas em algumas das
águas mais hostis da Terra.

©iStockphoto.com

As equipes de construção normalmente montam as plataformas em terra, perto do local de instalação


e depois as transportam para lá. Os custos de produção dessas embarcações atingem as centenas de
milhões de dólares. Existem hoje sete variedades diferentes de plataformas de produção.
Plataforma fixa - o projeto dessa plataforma enfrenta o desafio da exploração offshore da maneira
mais direta e industrial. É preciso fixar instalações de produção sobre o local a ser perfurado? Então
por que não construir uma torre gigantesca de aço e concreto e montar a plataforma sobre ela? Para
compreender o volume de material envolvido em um projeto submarino como esse, considere que elas
operam a cerca de 450 metros de profundidade. As plataformas são extremamente estáveis, apesar
de sua base de concreto não estar fixada ao piso do oceano. Ela simplesmente fica no lugar devido ao
peso imenso que sustenta. Mas em profundidades superiores a 450 metros esse formato deixa de ser
prático em função dos custos de materiais.
Torre flexível - essas plataformas tomam a idéia básica das plataformas fixas e a tornam viável para
operação entre os 450 e os 900 metros de profundidade. O projeto torna possível essa façanha ao
utilizar uma torre de aço e concreto mais estreita. Mas enquanto as plataforma fixas são rígidas, as
ciencia.hsw.uol.com.br/exploracao-petroleo-mar.htm/printable 6/10
30/07/12 HowStuffWorks - Como funciona a prospecção de petróleo no mar
torres flexíveis são concebidas para oscilar com as forças do vento e do mar - e até mesmo dos
furacões. Nesse sentido, assemelham-se aos arranha-céus modernos, construídos para oscilar com o
vento.
Plataforma Sea Star - é basicamente uma versão ampliada do projeto semi-submersível de que
falamos na seção anterior. As instalações de produção ficam no topo de um grande casco
submersível, em uma torre. Quando a porção inferior do casco se enche de água, ele afunda e
oferece estabilidade enquanto mantém as instalações superiores elevadas e secas. Mas em vez de
ser fixada ao piso do oceano por âncoras gigantes, a Sea Star é fixada por pernas tensionáveis,
que são tubos longos e ocos que se mantêm rígidos o tempo todo e que impedem que a plataforma se
mova na vertical. As pernas são flexíveis o suficiente para permitir movimento lateral, o que ajuda a
absorver o desgaste das ondas e do vento. Essas plataformas operam em profundidades de entre 150
e mil metros e são normalmente utilizadas na exploração de reservatórios menores em águas
profundas.
Vá à próxima página para aprender sobre outros tipos de plataformas de produção offshore.

Mais plataformas de produção offshore

Na página anterior, conhecemos algumas das variedades de plataformas offshore de produção que
permitem que empresas petroleiras atinjam locais de perfuração a profundidades de até mil metros.
Mas existe muito petróleo sob os oceanos do mundo e poucos métodos de atingi-lo. Alguns desses
conceitos podem eliminar a tradicional plataforma de exploração petroleira, enquanto outros
aumentam ainda mais as proporções dos modelos apresentados na página anterior.

©iStockphoto.com/S.Greg Panosian
Plataforma de petróleo na Califórnia

Sistema de produção flutuante - essas plataformas tomam a forma de plataformas flutuantes semi-
submersíveis ou de navios de perfuração. A idéia básica desse conceito é que, quando o poço for
perfurado, boa parte do equipamento de produção pode ser montado no piso oceânico (em inglês) e o
petróleo bombeado à superfície por meio de ascensores flexíveis. Enquanto isso, a plataforma ou
navio fica em posição com suas âncoras ou um sistema dinâmico de posicionamento. A abordagem
permite que as empresas petroleiras atinjam profundidade da ordem de 1.800 metros.
Plataforma de pernas de tensão - essa plataforma representa essencialmente versão ampliada da
Sea Star, mas as pernas de tensão se estendem do leito do mar para a plataforma. Ela passa por mais
movimento horizontal e certo grau de movimento vertical, mas permite que as empresas petroleiras
perfurem em profundidade de até 2,1 mil metros.
Sistema submarino - essa abordagem toma a idéia de montar o cabeçote do poço no leito do mar e
a aplica em profundidade ainda maior - mais de 2,1 mil metros. Depois que o poço é escavado por
uma plataforma de superfície, os sistemas automatizados de transferência conduzem o petróleo e o
gás natural até as instalações de produção, por meio de ascensores ou de oleodutos submarinos.

Calor infernal e profundezas gélidas


As águas do mar profundo atingem temperaturas gélidas e
apresentam pressão suficiente para rachar revestimentos de
ferro, além de estarem sujeitas às correntes profundas do
oceano. Os engenheiros precisam projetar equipamentos
capazes de resistir a essas pressões e, ao mesmo tempo,
impedir que o petróleo fervente vindo das profundezas da terra se
solidifique e rompa canos ao chegar ao ambiente gélido do mar.
Embora, até o momento, fluidos anticongelantes venham
desempenhando papel importante para controlar esse processo,
há métodos mais avançados em desenvolvimento [fonte: Wired
(em inglês)].

Plataforma de longarina - por fim, se por preciso escavar um buraco em profundidade superior a
três mil metros, a escolha mais adequada é a plataforma de longarina. Com ela, a plataforma de
escavação fica no topo de um gigantesco casco cilíndrico oco. O extremo oposto do cilindro se
estende 213 metros abaixo da superfície do oceano. Embora não chegue ao piso oceânico, o peso do
casco estabiliza a plataforma, e uma rede de cabos e linhas se estende do cilindro para fixá-lo ao leito
do oceano, por meio de um sistema catenário lateral. O conjunto de perfuração desce por dentro
do cilindro e, de lá, até o piso do mar.
À medida que a tecnologia evolui e as reservas existentes de petróleo escasseiam, a exploração vai
mergulhar ainda mais fundo. Essa combinação de águas mais profundas e poços de petróleo mais
fundos representará desafio ainda maior para as empresas petroleiras.
ciencia.hsw.uol.com.br/exploracao-petroleo-mar.htm/printable 7/10
30/07/12 HowStuffWorks - Como funciona a prospecção de petróleo no mar

Embora a tecnologia desempenhe papel vital na perfuração offshore, essas imensas construções
também abrigam grandes tripulações de trabalhadores. Na próxima seção, veremos como é a vida em
uma plataforma de petróleo.

Plataformas de petróleo: cidades do mar

As plataformas de produção offshore podem ser maravilhas da engenharia moderna, mas o​ valioso
petróleo não sairia dos poços e nem chegaria às refinarias sem grande esforço humano. As grandes
plataformas de petróleo muitas vezes empregam mais de 100 trabalhadores para se manter em
operação e como muitas delas ficam longe de cidades e costas, os trabalhadores (que variam de
geólogos e engenheiros a médicos e mergulhadores) passam semanas a fio nessas imensas
estruturas.

©iStockphoto.com
Homem trabalhando em uma plataforma

Trabalhar em uma plataforma offshore tem pós e contras. Do lado positivo, salários e benefícios
costumam ser muito bons e os funcionários geralmente desfrutam de longos períodos de descanso
quando não estão no mar (os funcionários passam uma ou duas semanas na plataforma e depois até
duas semanas em casa). Porem, o lado negativo é que na plataforma o trabalho é de 12 horas por
dia, sete dias por semana.
Para ajudá-los a enfrentar essas dificuldades, as empresas petroleiras procuram oferecer condições
de vida confortáveis para os trabalhadores das plataformas offshore. Em muitos casos, os alojamentos
são comparáveis aos disponíveis em excelentes navios de turismo, com quartos privados, TV via
satélite e até mesmo academias de ginástica, saunas e instalações de recreação. A comida à bordo
também é de excelente qualidade e está disponível 24 horas por dia, afinal, o trabalho em uma
plataforma de petróleo continua dia e noite, e os trabalhadores seguem escalas diurnas e noturnas.
Helicópteros e navios levam os materiais necessários à vida diária na plataforma de petróleo, muitas
vezes enfrentando condições climáticas adversas.
Porém, as plataformas de petróleo não são feitas apenas de banheiras com hidromassagem e
refeitórios. Fora dos alojamentos, a vida em uma plataforma representa risco constante, afinal, a
atividade inclui extrair da Terra fluidos altamente inflamáveis, queimar alguns deles em jatos de chama
gigantescos e separar o sulfito de hidrogênio - um gás altamente venenoso - do petróleo extraído.
Além disso, os trabalhadores precisam lidar com os riscos típicos de operação de maquinaria perigosa
e em altitudes elevadas, em meio a vento forte e tempestades.
Para enfrentar esses perigos, as empresas petroleiras empregam programas de treinamento extensos
sobre como trabalhar em segurança com substâncias voláteis em alto mar. As medidas ajudam não só
a proteger as vidas dos funcionários, mas também a proteger o imenso investimento financeiro na
construção e manutenção de uma plataforma de produção offshore.

Siga os links da próxima página para aprender mais sobre o petróleo como produto e como negócio.

A grande produção off-shore de petróleo no Brasil

A grande maioria (90%) do petróleo produzido no Brasil vem de campos off-shore, ou seja,
plataformas exploratórias no litoral brasileiro. São 111 plataformas ao longo da costa brasileira.
Destas, 33 são fixas e 78 flutuantes.

A Petrobras, empresa estatal responsável pela exploração de petróleo no país, utiliza plataformas
fixas, plataformas semi-submersíveis, FPSOs (plataformas fluentes que retiram e armazenam o
produto) e plataformas auto-elevatórias. (Fonte: assessoria de imprensa da Petrobras) Os tipos de
plataformas estão representadas na ilustração abaixo.

ciencia.hsw.uol.com.br/exploracao-petroleo-mar.htm/printable 8/10
30/07/12 HowStuffWorks - Como funciona a prospecção de petróleo no mar

Clique aqui para ampliar


Petrobras/Divulgação
A Petrobras utiliza quatro tipos diferentes de plataforma
para exploração em águas profundas

A exploração de petróleo no mar iniciou-se em 1968, no litoral sergipano. O ponto de partida foi a
descoberta do campo de Guaricema. A história seguinte foi de vários recordes na profundidade
alcançada para a exploração. Para se ter uma idéia em 1977 as plataformas alcançavam até 124
metros de profundidade. Em 2003, o petróleo já estava sendo tirado a 1.886 metros de profundidade
(veja detalhes da evolução, clicando aqui).

Nos próximos anos, esses recordes devem ser ampliados. Isso porque a Petrobras já anunciou a
existência de grandes reservas de petróleo na camada chamada de pré-sal. Trata-se de bacias
sedimentares que se encontram abaixo do leito do mar e de uma extensa camada de sal. O petróleo,
que provavelmente é de boa qualidade, localiza-se em áreas que podem chegar a mais de 7 mil
metros de profundidade (Fonte: Folha Online).

Com as reservas de pré-sal, o Brasil deve consolidar sua auto-suficiência no combustível fóssil, além
de conseguir reservas estratégicas e até exportar o produto. Ainda não há um tamanho preciso do
reservatório, que fica entre o litoral de Santa Catarina e Espírito Santo. Mas, segundo o próprio
presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, a produção atual de 14,4 bilhões de barris de petróleo
(dados de 2008) subirá para 70 a 107 bilhões (Fonte: Valor Econômico).

Mais informações

Artigos relacionados
Teste sobre xisto betuminoso (em inglês)
Como funciona a prospecção de petróleo
O que é reserva estratégica de petróleo
Como funciona o refino de petróleo
Como funcionam os preços da gasolina nos EUA
Como funciona a gasolina
Qual foi o pior desastre ambiental da história? (em inglês)
Por que a prospecção marítima de petróleo é tão controversa? (em inglês)
O que é xisto betuminoso?
Chegamos ao pico da produção de petróleo?
Como limpar manchas de petróleo?

Mais links interessantes (em inglês e português)


American Petroleum Institute
Schlumberger Oilfield Glossary
World Petroleum Council
Petrobras

Fontes (em inglês)

Freudenrich, Craig. "How Oil Drilling Works." HowStuffWorks.com. April 12, 2001. (Sept. 2, 2008)
Hale, Briony. "The ups and downs of life offshore." BBC News. June 18, 2002. (Sept. 2, 2008)
"Jackup building price surges on strong demand." Offshore Magazine. March 12, 2007. (Sept. 5, 2008)
Kelly, David. "Oil Rig, 9 Miles Offshore, Is Home and Work Above the Sea." Los Angeles Times. May
27, 2001. (Sept. 2, 2008)
Little, Amanda Griscom. "Pumped Up: Chevron Drills Down 30,000 Feet to Tap Oil-Rich Gulf of
Mexico." Wired. Aug. 21, 2007. (Sept. 2, 2008)
Macalister, Terry. "More than half of North Sea oil rigs fail safety checks." Nov. 22, 2007. (Aug. 28,
2008)
"Norwegian Billionaires' Oil-Rig Building Spree Raises Glut Risk." Bloomberg News. Oct. 11, 2005.
(Sept. 5, 2008)
"Offshore Drilling." NaturalGas.org. 2004. (Sept. 2, 2008)
"Offshore Drilling." World Petroleum Council. March 13, 2003. (Sept. 2, 2008)
"Petroleum production." Britannica Online Encyclopædia. 2008. (Sept. 2, 2008)
"Petroleum Technologies Timeline." National Academy of Engineering. 2008. (Sept. 2, 2008)

ciencia.hsw.uol.com.br/exploracao-petroleo-mar.htm/printable 9/10
30/07/12 HowStuffWorks - Como funciona a prospecção de petróleo no mar
"Rank Order - oil - consumption." CIA World Fact Book. Aug. 21, 2008. (Aug. 27, 2008)
Schlumberger Oilfield Glossary. 2008. (Sept. 2, 2008)
"Spar Platform." GlobalSecurity.org. Nov. 11, 2006. (Sept. 2, 2008)
Totten, George E. "A Timeline of Highlights From the Histories of ASTM Committee DO2 and the
Petroleum Industry." ASTM International. 2007 (Sept. 4, 2008)
"World's Ten Tallest Buildings." SkyScraperPage.com. 2008. (Sept. 2, 2008)
Folha Online. Entenda o que é pré-sal (Sept.2, 2008)
Valor Econômico Online. Rafael Rosas. Exploração de camada pré-sal pode colocar Brasil
entre as 10 maiores reservas de petróleo do mundo (Nov. 08, 2007)

Página inicial | Sobre a empresa | Anuncie | Boletim por e-mail | Trabalhe conosco | Fale conosco | Ajuda | Privacidade | Termos & condições de uso RSS
howstuffworks.com | howstuffworks china

©1998-2012 HSW International, Inc.

ciencia.hsw.uol.com.br/exploracao-petroleo-mar.htm/printable 10/10

Você também pode gostar