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POM Bemoarltna t Sirretra Pirrhe012.


Jurema CarrIeç da Silva e
morlene Caafro correta

umErros nEsarmoosrMA4LiNLIJAPOWOLLIEM:
eMERGIDO OnElims ~RS E !MIAR illS1 Este !lume o resultado de um prOWSSO de pesqvusa e
2115.{19e ao agua e.attve amoldam com rneusOLSIOS p7r
'arraie .eznp&ree noril
grandes professoras Tás. e momentos dIferentas moravam
ema: limisapmerEa67-de-ittreola7m.11.
minhajormatânern seus per nMas de dedleacew. patxdo pelo
que estudam e bandade em COMpeutilhar COnheçlnaln.
Isso dá um senado ao tempo que possa
Recupera gmefra gileardado na mente e no coracCio.
2003
Proáride teradirrr. ~e obre
daSfiva Limes, Manca Andreia daSliva, Flavia Silveira Dutra, MariaElisaLute
da Silveira. Mama Ximenes Mito. Talas dr Oliveira. e William Soares dos
Santos A Marcia Afid1e2 dos Santos Nascimento, agradeças a au,dlio técnico
(ShiPM- O incendeu constante dos alunos e o que da a certeza de que vale a
pena continuar a despeno de qualquer adversidade.
lho posso 1/17Efi*En deixar de agradecer aos colegas que participaram Como
examinsdores nas Mima dedefammicomo doba( '14~ nossimpas rios quais
as pesquisas relatadas ama foram apresentadas. Sou grato. portanto, às educas
c sumulam de Alce Maria da Formar Praire (Ural). Pioth Etrail (SSP-PUC-SM
cella Mana Mitgalham fillaMG).KanavilLi Rajagonalan(UNICAMP)-tiocê 'biquem
deu c primeiro estimulo para que eu Messe este livro. Malan! Lais Mucuim de IN IMIDUÇÃO
Aia calo (PUC-SP). Enlata Cabral Bastos MI1C-191Mhislara Sofia Sanha dille-SM. SOCIOCONSTRUCIONISMO: DISCURSO E IDEN11DADES SOCIAIS
Maria Cecilia Magalhães {PUMSPI. Madlda Cavalcanti (UNICAMP). Marlme Soa-
resdosSantaMUFFS). Micamerito Correannas fia% Viviane Habena (USS).
Romana Roja (PLICMM. oMalla Maria Bortord (IINB).
Sou grato lambem a varias colegas pela Ellsponibilidada de me ajudar
com apoio bibliogralles BraneaRibetro (UPRJ), Judith Green {Universidade da
California cru Santa Bárbara). Tatiana Cabral Bastos rdllednini. Lusa Pacheco Luiz Piado da Moita Lotam
de Oliveira (PITC-Rto), Maria Anioniela Candi marfa Bemadele dc
Oliveira ISFRM. Maria Cecilia ~lides (PUC-SP). Maria Isabel Magallines
COM). Manada Socorro de Oliveira (LIFRA), muda Lucia Castanheira (UFMS). tintuldoos mas onnelnuees sociais supsSnItlas e promovidas de amolo enn
MarildaCavajcanil IUM liana Morlenr. Rumes dmSantos Itailah. Mara Sofia os interessespoineas da oittenmecal (Mimam Ontanmer 198.11 in 94
Sanada (PUC-SP). e Vera Lucia Paredes da Silva IllloR11. amo PUSU6S
Muno Moda agradecer o macio intunditional de Alice Maria da Fonseca iirrMa Pessoas !Shotter 1909. p. 1431
RSR-11. que dui jUlltu undlgo. todas as pesquisas relahulare aqa
anate:Modo PrcnclaSnliNGUASUAmmjne naSaladeAuladeLingansli orai também
o de Marlene Seerm dos Santos Will). Mn calo connifil. covAllm llslhedslalt° Urna palavra iodai
exemplo de prollideuslismia. Minto a sorte de ser sempre abunhado
Por fira 6012 thiSCItlaTellie agradecido aos autores dos capitulas dose .
ISCUS alunas e GrientantIOS agora cal no 191581111118 Mierillotiliallitar em nau em iimci mente nollueest Aso ennfileo. erice cume ohm. me
Lingidstica Aplicada da IMRE Ana Teresa, inda. Beatriz. Edna Mana, Luiza, inchada petas enfrascam ele perspeenpos eme os coescolinposses. É a
Maria de Lourdes. Renata. Rogéna e Rogerio, companheiros de tantos mos!
0`1=12denre. Ou pelo US198-18 a1as teque sstft p rtleÉpando se contesto de
AgradCÇa a confiança no meu trabalho e a seriedade e o entusiasmo no
desenvolvimento das pesq da sem vects não havei-R o olhar que anedita e
nem a possibilidade de sonhar projetos e mudanças sociais.

trabalho de 'Danos dentro dos projetes Integrados voltados pamestudaro discurso


Luiz Patab da MoSa Lopes
como espaço de emmilroçao cias identidades sonha can quais venho trabalhando

12 19
com meu - alimos no PrOgrOBIO. Intentai:Olhar de Ling:Conca Aplicada da Por que identidade nojo
11711.71 os 10 capitulas que apresentarei ao final desta 'rareei ofuo [que COUStaUera
O livro são. portanto. resultado de po1911111- dos alunos que eleCellauhuram SCUS Fkalmmilp nora Iodo mundo quer conveJ3ar sob
subprodutos, sob minha orantziOa. É especial pois tem °gasta dofazel- Pcsquisa ridOOLOSÔSCIO11141"q=91M~obielTICO'SP.É2LiandaabooOltendEd.o
no dia-a-dia e. portanto, da toca diária cum os participante d PrOato Mrno fin anerente e nairl é dee/ocra° pela çxperiineb da dradda e da
e andas nas armadas das questão de pesquisa dasdISCUSSOCS teôdeameto- tlettere2a. Maar 1990. é. 41
dolügios como tambem das dificuldades ri zer Investigação ela contexha
naturalisecn de se encuntrar um Iton abliogrélto e do nervosismo natural da Um aOS TOLIVOS principais pelos quais a tematIca das identidades e tão
apresentação dos trabalhos a bancas de exame ou em eventos cienii/kos. Como freqüentemente focalizada tanto na radia assim corno na unreersidade são as
Indica a epigrafe desta soão, otelaro é o ozonado ele nossa compreensão de que mudanças culturais. apeais. econômico.. polelicas e tecolagiCaS que estão
a aprendizagem É um proceSSo de co-parlicoata0 an uma mintentdade de atravessando o mundo c que são experleneisdas. era moo ou menor escala,
aprenduagem e não é o produto da mente do trica:Oto isolado. era comunidades locais espeefficaz. Como - Adita tadman (2000.11 11). 'se a
Além Osso. ao cotara do que normalmente acontece pôs arme o modernidade aller011 a face do mundo COO] atuas conquistas materiais. tecno-
da elaboração de um trabalho de conclusão decurso quando esse olmedo lógicas, cientificas e culturais, algo tia abrangenda semelhante ocorreu nas
na estante e o autor se encarrega de divulgOlo Individualmente, a elaboração Maneta décadas, fazendo seugn novos estilos, costumes de vida c formas de
desse livro uniu o gripo mais uma vez em tomo desse outro projeto que gerou organização social". HA nas práticas cotidianas que vivemos um questiona-
acuso constante domados de viver avais social que têm afetado a compreensão
um novo processo de orientação voltado para a transformação data toscados
da classe social, do genero. daSeXII9J1dade. da Idade, da raça, da nacionalidade
em capitulas de um livro. O volume é, portanto. foto de muita persisteneia
etc., emresumo. de quem somos na vida social contemporânea. A. inegivel que
em perseguir um determinado objetivo comam de pesado da parte de uma
a possibilidade de ventas a multiplicidade da vida humana em um mundo
grand q Ote Cl C se natellabza agora no Iam como banhem da vontade de
globalizada que as telas do computador e de outros tnetos de comunicação
aferem- OL,Stoo alteza° â. -tlea. É lambem, doo foi oz. a culminação de possibilitam. tem colaborado cor tal queetzonamento ao vemos de perto como
grande, esforços depois de muitos anos de trabalho.
vivemos em ummundo multicultural e que essa multicullurédidade, para qual
Para colectar cm perspectiva para o leitor a que vai encontrar neste muitas vezes torcíamos/torcemos os narizes. está em nossaprâpria vida loca
volume, antes de apresentar a fundamentaçâo teerIca que informa os capitidOS alravessando os arnites nacionals: os grudas Daus, feministas. de rastalans,
alei I e id I to - uma visão socloconstrucrontsta do discorso c das
identidades solais, cabe inicialmente [emalava a percala questão da tient!. Entre as mudanças que americanas, ê notável o novo papel das
dadora dias dc hoje como tópico de investigação, como lambem problematior mulheres na sociedade contemporaara que atelou profundamente. a organiza-
o nome do livro. Isto A Discurso de Plena:Odes. Vou finalizar esta Intsoluçáo ção da familia como olhem u espaço reservado aos homens na vida publica
apresentando os capitulo( que auleatem o volume. e privada com profundas raiamo em sua própria construção identltaria. Os
homens que reatavam sozinhos até recentemente no mundo do trabalho, por
exemplo. Ohm suas opinei Melado nesse campo, disputadas com mulheres
CMILM mundo em que oatreito ao emprego cstasseincada vez maks par motivos
derivados tia nova ordem politaa-econômica nenlEbetal (Forreliter 19971 ou da
que alguns chamam do novo capitalismo (Oca 3001). Por outro lado, temas
tabus relativas sexualidade ou freqüentemente apagados na oda (como
cuniatas do Nosso Estado da FAPERJ ÇA25(151609.2000)

14 15
raça) são inenznantemente te:matizados. É inegável 2222- da midia na fisicamente pessoas homocráticael ele. Tais ações ressaltam ainda mais que
construção desse novo mundo no qual vivemes.219-Micas sexuais ate recente- d d dia p somos cisne emito Id
mente entendidas tomo aberrações (práticas homoerátiens, sadomasequistas ou mesmo intimados a repensar nossas vidas sociais. O liso nervoso de minha
etc.) são discutidas as floro horas d tarei em tio p gramaS televisivos tia idosa como resposta a uma materia jornalística na TV sobre dots homens
ccitad boi d pi alise 1 .b TVb i1 3 raias americanos. que vivem Juntos. afetno-seimaimente. COM cinco filhos adotivos
tempo em que a vida miserável a que a maioria dos negros brzalletnas vive õ e que =MSS Sendo ginSillOnades na justiça de seu pais, não dei - divida sobre
focalizada cada vez Mais na mesma Mein e pelos movimentos de Oliftinizaf gel
POlitica do tipo de hip-hop. de eemidenirvaçâo dos negras etc. Tais tendentsaii O fundamentalisme seria então decorrência de "um mundo globalizante
são, cima, também resultado de movimentos pollticas de Liberação das que adge inzóes) (Giddens 2000. is 55). Esse erigir razões c a nonseqüente
Mulheres, doê Guyse Lésbicas e dos Negros que témalelado politicas públicas possibilidade de nos libertarmes de tantos constrangimentos. Já aludidos
formais em multas partes do mundo. acima, ri n meu entender, a face positiva da glabalmEteli que os leva 2
No Brasil. são exemplos de tara politwas a criação de delega-dm de expe h e t hei og eldad d vid human d
mulheres ou de casas de apoio para mulheres ameaçadas por seus paneiros. mente, afirma Bauman (1999. 055innuma localidade homogenea extrema-
assim como o projeta de parceria civil para me Mas d SMI C mon difltladqdrir q all lad I MI .1 b 1 d d
tramitação no Congresso Brasileiro e a lei. Já em vigor nos estados do Rio de lidar com a diferença humana c situações de incertent; e na ausência dessas
Janeiro e da Bahla. que breve a abertura de 40% das vagas das universidades habilidades e qualidades e facrilmo temer la outro, simplesmente por ser outro
estaduais para negros. Vivemos tempos em que a Mia tradicional, ou sela, - talvez bizarro e diferente p dto c sobretudo oito ísntllisr. não
muitos valores. éticas, ideologias e percepções da aida suciai entendidos COMO linediammente compreensiva', não inteiramente sondado. imprevisivalt
Verdades naturalizadas, estão sendo profundamente questionados- Como diz Na pesquisa universitária, da mesma forma. talvez não tuba Lema que
Giddens (2000. p. 331: anos países ocidentais. não só as instituições públicas caleja despertando o mien:sem tão profundamente. de todo o espectro nas
mas também a vida cotidiana estão se Fbt ddd mi d t dição- Ciências sociais e H imanam como identidades Ao Simpósio niiseurvo. Iden-
que leve à possibilidade de emancipação humana dos constrangimentos do tidade e Sociedade de natureaa roulticlisciplinar, que organizei com Inana
Pas d (Gidd 2000 p 56) til p Man ci esta ai long d Cabral BASICIL5 (PUC-Rio) nu 2001. IMSH, submetidos mais de 409 resumos de
realização dessa emancipação em um uivei nrveramo. trabalhos nas maisvari di - arcas do conhecimento iventlilOita Lopes e Canos
ISSMS mudanças teta tido, por outro lado, como conseqüõnele, repor- 29021. Lenir:rine Woodward 0997) Indica, esse interesse se prende ao fato de
t-11995W dramaticas refletidas eril ações fundamentaliStaS {Oiddens 2900) de o conceito de Identidade ser um construiu ...Minai na compreenano das
grupos de defesa de religiões (tanto cainhem como evangélicos no Brasil). do mudanças sociais. politica:s. tecnológicas. culturais e econômicas, as quanta
idioma lo projeto de um deputado federal cm tramitação no Congresso Brasi- mencionei acima.
Miro que quer defender a Lingua da noçao brasileira da invasão do inglês]. da Vários alllolt5 tOidtlens 1992: Cid:lens-Heck e Lash 1997; enlace outros]
sexualidadebelemesemal laaçâodegrupos neo-nanstas noBrasil que alarma apontam que a necessidade de estudar as identidades sociais Se explica pelo
grande momento de refienvidade que vivemos na vida contemporenea. no que
alguns chamam de modernidade tardia, sobre Os modosatuais de experlendar
2. Fddrsardênall.p linparveatarlssoemmeribmarnOthiMillenBa Para Beindocallirvieb a vida social ou as novas identidades sociais que Se apresentam. nigumas
da miris neconsinição do WIIVelli0 66(221110a dee 9randS6 inassaV. possibilitadas pelas mudanças siocio-politteo-eultarais como Jã apontei e ou-
Vila Pula tecnologia. A rapidez doa meios de comunicacio, por exemple,
nem ume essas práticas não sejam ainda argnanisise da maneira preconceituosa ou que
possibilita que as pessoas se comuniquem mais rapidamente, e cm tempo real,
roo haja cama perversões.

Is 17
coro pares Alenta:Mos transgjobalmente na chamada soCiedade em rede 'globais': alguns BC IMBM na sua localidade- transe que riso riem agradável
-d cl leal e nein suportável num mundo em que os 'globais' dão o tom e fazem as regras
(Sast lis 1999 P 17) d 1 qu
MOMO sociedade complexa como a nossa somente vamos saber o que houve do jugo da vida' 113atanan 1999. p PI nu dos discursos sob os quais vivemos.
Dama ao lado dois dias depois. mediante uma interpretação mareada pelos Ou ainda, ser local num mundo globalizado é sinal de privação e degradação
h vis preto eitos int e d agel [drornaflolo social" 1-13auman 1999, is 81. Essas questões reposielOnam a questão das
evento ia t entregue maquiado ao Sitia ao ouvinte. ao telespectador, c identidades sociais em outros termos, atravessando, portanto. a Classe social,
tanibilm pá' isso que se Produzem no mundo de bole. stmalIallesursitis. o ganem, a raça, a sexualidade, a Idade, a vida profissional etc.. como também
-to -" IS t - 2000 p 401 I I a. em principio. um quesito corroboram, mais unia vez, a relevância dessa temática atualmente. Ao foca-
namento sobre o que se entende por vida comunitária e sobre o modo irmo a lizar discursos de identidades. o que este livro quer fazer. ao apresentar
tecnologia estã afetando as identidade-G sociais e. claro, sobre quem tem acesso praticas discursivas em que as identidades sociais são enfocadas. é contribuir
a identidades Éransglobais. com maior mobilidade de acesso à informação. para a reflexão sobre Mis praticas ao revelala.s. na tentativa de colaborar
como tombem sobre o poder social que isso acarreta, já que, segundo Gee consoarias-na- o sobre a vida social de modo que a Gmancipaçâo humana seja
(2001, a 101). "no novo capitalismo, a riquma e o poder tendem estar relacio- Possível ou que, pelo menos, seta possível colaborar na compreensão desse
nados ao acesso que se -tenha a redes especificas de pessoas e da intámação 'mundo =descontrole" (Gioldens 2000) ou do que, embrando Aldous ihodey.

amealhadas pelo pais e pelo mundo e az expor-Iene-ias especificas ounectaulas a Cantella (1099, is 17) chama de inundo novo ainda que não saiba se
essas redes". Como indica Santos 2000. p.24). toda vez que lá, na listará. 'admira vai ou não'.
"uma evolução técnica, orna nova etapa histórica se tisna pessiver. t- esse
novo momento da história que a tecnologia da informação estápossibilitando
agora coma agravante de estar afetando o planeta em sua totalidade, ainda Discursos de identidades
que em alguns locais de forma Ind eta.
Mitzunicto :MG niembro gêmeos ecrslaorscutsa
Gee (2001. p. 121) acrescenta também a essa inabilidade virtual a
mobilidade fisica possibilitada pela tecnologia no chamado novo capitalismo.
a que as elites têm acesso, Seguindo Baumm (1999), Gee (20011 indica quG as
elites podem se mover rapidamente, deixando para os locais" resolverem os Na Um de estudos how-siai-nos, paralelamente à preocupação com as
questões identitanas ja CILOCUtOlas acima, que atravessam as Meneias Sociais,
problemas que elas criam. Gomo diz Baninan 11999. p. 191: Alonga de ser um
a temem das identidades surge em tremia =acene-coçais de linguagem como
Nado objetivo. impessoal, lisieo. a 'distãncia é um produto saciai stmextensâo
discurso. ou seja. uma concepção que coloca como central o fato de que todo
varia dependendo da velocidade com a qual pode ser vencida. E Isso um
uso da linguagem envolve agá) humana em relação a alguem em um contato
fator que depende do custo dessa velocidade. o que coloca a possibilidade de
interadonal especifico Ou seja, todo uso da linguagem envolve OSP/idade
mobilidade local e virtual nos bolsos das elites. aqui estou aludindo a ?coactos
Natália 1929119811 e situanonalidade (lendstrom 19921. Assim, e impossivel
negativos da globalleação no se Nd d q tas ad Mis tão
pensar o discurso sem For silsar Os BUJCSOB envolvidos em uni contexto de
excluídas dessa mobilidade tveá, nesse sentido. fiamnan (19991 e Santos
produção todo discurso movem da alguém que tem suas marcas ¡dentamos
(2000)). especificas que o localizam na vida social c que o posicionam no discurso de
Esse fator ¡MEM quennglobalização tanto divide manto une: divide um modo singular 21253111 COMO seus interlocutores DCMO forma. "quando
enquanto une (Damen 1999. p. 81. Pode-se dizer, portanto, por-as qs-E2Sas qualquer ser humano age e interage emaná dado contexto. outros runnheeern
exclui- dás tem ddad 1 e angu f t .es -o a aquela pessoa como agindo e Interagindo como um 'certo tipo de pessoa: ou
identidades transglobais: "alguns de nos tomam-se plena e verdadeiramente di LLIP ICS MCSM temP t" (G 2001 p 99)

18 19
Isso quer dizer que guando usamos a linguagem não o azemos com um gliertseh 1991) e constroem as pessoos e suas Identidades sociais de modos
Interlocutor ou usuário himplesmmite. mas com, Por exemplo, um hOille.nl diferentes, não senda, portanto, nem trine-11151dd= e nem trausculturats,
mulato, hissexual. Jovem, de classe trabalhadora brasileiro. enfermeiro etc.. assim por exemplo, que os discursos da medicina que pateloplzn
ou sga, a partir de suas manas 95Molttéricas ainda que certos traços hornomothmo no século %PM e XOC não tem mai paiol esse "regime de
'Mutilei-los Schen suspensos em algumas práticas dtscurrIvas ou em alguns verdade-t (Itommult 1979, p. 12) e que a compreensão da masculinidade
posicionamentos MO:racionais (Moita Lopes 2002a e 3002e1 eia uma mesma hegemónica em contados cul _lis diferentes pode envolvmpraticas que estão
pratica discursiva ou que possam se tornar mais relevantes em algumas em contradição comoutras em outros espaços culturais. O exemplo &Eli:meus
práticas ou mu certos posicionamentos interacionals. Ê nesse sentido que 'o Sambla na Nova Guiné que Se envolvem em práticas homoenitleas no ritual dc
Pes '11 I d q ai crer Iceido dad nal constmcão de sua masculinidade it um bom exemplo ilustraive aqui. (Hes&
lugar. pode mudar de momento em momento na interação, pode mudar de 19311 DOSSe modo. as Instutuieães e as COldividadeS CPerani lia leglinlafall
contexto para contexto, c. claro, pode ser ambíguo ou instável" (Ore 200 1....p. institucional, cultural e histrinea deoutas identidades SanIalsellgielle outras são
99) ou como indica Parker (1959, p. 50)Mo si-intento ê construido grad musas tomadas ilegillmae, destnuidas, encarregadas, desempregadas e patololizadar).
e a Seguir rer rpe ;migado dentro dos textos da vkla cotidiana" e, portanto. Esse uso do termo discursos é semelhante ao de Michel Foucault 'para
nousicionado ou transformado. assim que as pessoas Urn identidades se retem a modos diferentes de -s turar áreas do conte- Pim uto e praticas
fragmentadas. múltiplas e conhaditarias. como discutirei abaixe sodaiM (ilairclough 1992, o al ou coral Poucault (1971 p. 80) indlea; "Orate
Por outro Md . aquilo que a pessoa e, ou sua identidade social. é discurso] algumas vezes como domint g rol ci Mios as enunciados.
meramente o queE definido nos e pelos discos/30a que a envolvem ou nos quais algumas vezes como um grupo Indlvidualizavel de enunciados, e algumas vezes
ela circula c, como apresentarei abaixe, a eenSITCEM. cunda que tais discorreu como urnapratIca regularei que dá conta de (mini/mero de enunciados'.El Esse
possam ser clisablnadcs e enibiguna Os discursos que constroem um intarlo- uso Influenciou tradiçOes imules nas Ciéndas Sedais (Sociologia, Geografia
dor como membro da mas rigida& hegemônica, por exemplo, se entrecor- PateOlOgia Cir..) que reconhecem a Importância de estudar o discurse devido a
tam com discursos que o definem como hctero -sexual eM práticas digursiVas seu potencial estridurader. Isso é o que algum diluem de a "vtáda discur-
specificas ou que deixam essa definição ambígua. Está claro desse modo que siva' (Fairclough 1992: JEworsld e Coupland 1999; Shotter 1994) em tal
que estou chamando aqui de Identidade é uma construto de natureza social domínio do conhecimento Já que "o uso da linguagem está relacionado a
- Portanto. Forniu( -, isto e, identidade social. compreendida como construída processos sociais e culturalsmais amplos". possibilitando estudar "as mudam
em práticas discursivas, e que uso tem nada a ver com uma visão de identidade lien9 Sociais' (Pairclough 1992, p. 1).
como parte da natureza da pessoa. mi seja, identidade pessoal, nem com 81...ã Além disso, na chamada moduziidade tardia (Glddens 1991: Chou1Ia-
esseucia nem com um st-mesmo unitário. ou seja. "tome como básico não a riaId e Fairelough 19991, os processes discursivos adquiriram Importância
subjetividade interior do indwidue, mas ue processos sedais ocorrendo entre central como Instrumento de reflexão, interpretação c compreensão da vida
as pessoas' IShotter 1959. p. 137) nos discursos em que islão situadas g o
compreensão desses discursos que a pesquisa relatada neste volume se
COMOdIZ FOUCa1111 (1070. p "cada sociedade teu seu ISOIMe de Verdade. Sua
destina.
varei' de verdade: Isto a, as tipos du diminuo que ela acolhe o Faz luralmsr turno
Esses CIISCUMOS. SIO Ra% que Gee 11990 e 20011 se refere com um O verdadeiras; os mecanismos e as instâncias que muniam distinguir os enunebilez
maiúsculo ou 'como mudos de ser 'certos Iriam de pessoas' (Gce 2901. p. 110) verdadeiros dos Falsos, a reunia um= se 5.311[19•111 Una a 011tIOSZ ai genbas e os
IS que "cada um de nes é membro dc muitos discursos e cada Discurso praCediMen1.05 que aio valorizados para El. obtenção da verdade; nesiaMo daqueles ClUil
representa uma de nossas múltiplas identidades' (Gee 1990. o zdx). Esses IBM o emergo do dizer o elle (acciona carn, ver[ladeinf.
V 1 Mlii 90 , pp. 1-7) para ter acesso a uma discussão eisçierEcakira desses Icai
discutias são portanto situados na história, na cultura e na instituição
Èigfidir.ed0 de diSCUISO aio raUCaUlt.

20 21
social como também de eontilrução das identidades sociais e da vida social cm 1957; Sarbin e Kitsiise 1994: Shelter e Corgo) 1989 etc.) e a comprensão da
um mundo altamente sor:10112yd° senferme midenclado no aumento dos naturezaconstilutiva do discursonaperspectiva da Análise do Discurso Critlea
setores de serviço e das novas Midlas nas campos de comunicação e de em Falrelough 0992). Van Diik (1307) e Chougarald e Pairelough (1999).
Informação. No entendo de Santos (2000, 1s50), "como as atividades hegeme- A posição) sodOeieneitriarlOrdsta é hem conhecida na sociologia e na
coa A I of tod las I ndadas lia. C lida da linformanstol. o discurso psitolOglasocial. O entendienentobásioná que tosobjetossociais não são dados
aparece como algo capita/ na produção da cristôneda de todos". Por outro lado MO Mundo mas são construídos, negue:actos, reformados. modelados e orga-
e pelos mesmas motivos, a perspectiva tomada neste litro comPreende que a nizado pelos Seres humanos em seus esforços de fazer sentida dos aconteci-
arca de estudos fingtlisticos não pode Leal gastada das outras piencias mentos no mundo' Works c Eltsuse 1994, p. 3). Essa compreensão coloca
Somais. como de fato evidenciado neste volume, que focaliza discursos de como ponto central o rato de os significados serem compreendidos cerne
identidades a partir de um enfoque intercliseiplion, notadainente, por rocio de resultado dos processos socioinithaei ousia em que nos engajamos no dia-a-dia
intravisnes da Analise do Discurso, Sociologia, Psicologia, Estudos Culturais no ealbr44) COnjunte de entender a vida à nossa volta Essa percepçan. ê claro,
c Educação- Assim, discurso.é um esmerile multo importante para compreen- acarrut uma mudança no próprio modo como a metodologia de pesquisa deve
der a sociedade c as respostas humanas a el.a. Ranhai como Para elkender ser entendida IA que o Objeto de Investigação e Percebido com° Sendtt 50110-
prepna linguagem" (Jastrorski e COUpland 1900, p 3). No entanto. essa construido, passando, portanto, o pesquisador a ser compreendido ceou)
compreensão não tem sido comsumente contemplada na arca dc estudos imbricado no conhecimento que constrói Muita Lopes 1994].
lingatshcos, que, com a eXceçari de algumas inidieãe4 na Lillgélídileafikii"lia Isso já explica ao várias metodologias de Investigação de natureza
c na Analise do Discurso. tem insistentemente ignorado c que outros Pesqui-
interpretalkdsta utilizadas neste livro. que vou explicitar abaixo e que primam
sadores em outras C:Sacias Sociais tem revelado sobre a linguagem
pela necessidade de entender as fatos sociais. aqui as iden tidadee se/Ciais, a
partir da analise dos discursos que a constroem ou a partir das interpretações
das pessoas que vivem as praticas dIseurefiraS estudadas. portanto, com base
OiscUrso e identidades saciais: um enfoque socioconsinicronisla
nas múltiplas perspectivas de se compreender 0 Mundo social em Vez da
presa p -- ça poel ta de ma Uni alld d ocial dei na Lopes )0941-
A idenditade. razonviire fentlnistaléribirentillrolmston(1222/.40que sou
Como apontam Shottcrt Gergen 11.999, 9. O, 'tem vez de assumirmos que as
pode dizer que met é ele Nerto com e que des dizes que stock pede ser
relações das pessoas com a natureza C cum a alletedade não são afetadas Pela
linguagem dentro da qual são formuladas, achamos que essas próprias
Os digna-50S nassa rapeis:a ou]epresentsaass entstades erelas3rspOrési
ttid pl dos d faJ q infnnam
Na psicologia social, nOtoriamente entendida como uma área meconi-
elstaern uses pesquisa experimental e positivista teve c temgrande infillent1a,
Até arpai enlatem doo aspectos earaetensticos da visão do discurso que também são notevets as influencias da abordagem socioconstruelonlsta ou o
percorre este mm alterldade o situaeionahdade_ Em semana, tudo ato discar- interesse peleis discursos na compreensão da Oda humana. Os trabalhos dc
ovo se dirige a alguém e toda pratica dure:siva e oleada no mundo sótão-bis. Brune (1997 e 1996),Intshler (19991. Sholter 0931, Narre e Gfilet (1994) são
tenro e cultural em que ocorre, isto e, não ocorre em um Onde social. O que de grande influencia nesse campo. Assim. "-emvez de focalizar Imediatamente
vou aprestentsr agora é o terceiro aspecto a muni, brevemente aludi anato a como os ladre:duos apreendem es objetos e as entidades em volta deles.
natureza socriconstrunordsta do discurso e o papel que desempenha na estamos ficando mais interessados no modo como as pessoas primeiramente
construçao da vida soda]. Vou fazer isso tentando acoplara [cone da constru- desenvolvem e sustentam certas, maneiras de se relacionarem entre Si na
ção social da realidade na sociologia e na psicologia social {Berger e Luckman conversa. e então. de dento) desses modos de conversos, fazemsentldo de seus
milindOth ighotter 1993. Pah Vemos então que napSicologiaaranal ha também

22 23
um Interesse crescente nos significados [em vez de era faculdades. instintos. do poder* int.-inana a tais praticas cotidianas de (construção do signilleadojã
que ocupamos puctelortairientos sado-histadcos Devida social aindaque essas
traças ceceei que nos constroem ou nas processos discursivos. notadamente.
nas narrativas que contamos uns aos outros nos p theSSOS de compreender reinadas de poder possam ser revertidas por meio de tiontra.discursas, confor-
vida social q e ao mesmo tempo nos constroem. NoteM-Sc. desse modo. os me já menciones acima, ao focalizar os movimentas sociais contemporâneos
vjriOs eceptulo nazi alume quc focalizam o Papel das narradvas como que tern contestado e revenho processos de conslutitio idenntarlas como os
&lenimento de construção das Identidades sociais. dal mulheres c dos negros, por acianpla. Voltarei ti questão do poder abaixo.

Deve ser observado tunlrom, nessa perspectiva, corno "ai em Na visão soelocunstrucionista das IdelltddadeS Sociais que estou MU-
estudos sodoconstrodonistas veja Sarbin e Mime 1994. p. Cl, que as vaiado aqui esta claro que aprendeinus Ne/ qUedl SOMOS como Mulheres.
p qul latad aqui p d I In hi Crias h pessoas heterossexuais. negros, professores etc. nas praticas discursivas em que
agindo ein praticas discursivas especificas (urna Mulher idosa no Capítulo 1, TOMOS MEU Galres e que Dm. portanto, uma base seeiallstarloa e cultural
ummenino no capitulo 2; urn homem hamoeratico no espelho 4: muthrar- no Isso quer dizer que. Seguindo o Pensamento de Vygotalq. entendo que somos
capitulo 6; adolescentes afroleramlatros no capitulo 7, duas professoras no seres sociais -. te p tis da ni d I eircunsthecias
capitulo la etc.) ainda que sejam relatadas dentro de tuna organização sociais de nossas vidaro mas porque nossas capacidades de pensar e agir são
discunsiva académica tradicional. Ë ntrinseco na •15-40 SOCIOCOUStrUCi0111.51.d em st mesma sodalrnente constatadas (Backhurst e Sypnowich 1995, p5).
seguida aqui que o(a) pesquisadores) é Participante na prática droeursiva
Quero ago lançar me Mar sobre os pressupostas da Análise do
estudada sendo ao mesmo tempo analista, o que Implica que os resultados
DESCUIRO Critica para fechar o quadro teórico da viso soeloconstruclonista que
relatados estio Imbricados em sua compreensão dos fatos sociais estudados.
Intimem às rachem - reatadas neste livro. Uma contribuição importante dessa
Ou. COMO aponta Balés (1994. p. 175), orti g tes •tats troles estamos
tradição de estudos do discurso se apeia na Idéia de que os auroram não sã
Implicados no conbecimenlo que ProduZinlos. na Ungi-6WD que ulallms e tias
representam oxida social, ruas também a constituem pair langh 1992: Choulla-
esfatiaras e insinuadas dentro das quais vivemos-.
raki e rairelOugh 1999 e Vate Dijk 1997. Por acen1120, 011 seja, quando se
Na visão socioconstnacionista, entende-se. portanto, que te peromeag
envolvem na constnição do significado. on pessoas estão agindo no mundo por
são em grande medida posicionadas em identidades. de acordo com sua
melo do diSCUSSO Gil relação aos seus Interlocutores e, Dam. se constroenl c
vineulação dentro de um discurse (Shater e Gergen 1989, p. fic). ASSIM
constroem os outras. Desse modo. o discurso deve ser entendido também por sia
reafirma-se a centralidadc da construção discursiva das identidades sociais.
O que quer dizer que quando vamos investighlas as identidades não estão faça constitutiva e. perianto, como ação. Ou. como Vacilam (2001) Indica o

prontas e fixas mas sim situadas nos pfoeeSSOS discursivos de ama aonsfIll- dia nau podrotirlit nevai lar a vida social como lambera realizar atas gaiata
lti queguaspiroprasodgens estão Magicadas dentro doinicrotimbio entre 13 que não quer dizer, por outro lula, que a vida social deva ser reduzida ai
d iro d p 4 f çe tidiana intellgxer discurso. Fla outros aspectos da fada social que Dm papel Importante em sua
(Ghana' e Gergen 1999. p.a) ou não- Esse aunara que acrescento é importante constituição: o corpo, a instituição etc. (choullaralci cPairelcsagil, 1980).7
Visto que nem todo engajamento discursivo asa laroperaçâo interactonal urna Como ia Irisa acima, as pessoas usam a linguagem a partir de suas
vez que, como estamos posicionados no discurso por Indo de. p cheios sécio- marcas sécio-históricas coroo homens. mulheres, bomeurelicos, lieterosse-
históricas diferentes que pedem ser antagtinicos, a lationa ausência de entali. xuats etc., ao mesmo tempo que, nessas pralleaS, se reconstroem ao agirem
gibilldade pode ser creditada ã intenção de um Interlocutor. Ou seja. a questão uns em relação aos outros vis linguagem. el por isso que Vim Dijk (1997, p. 3)
debca Caro que "ao realEzar o discurso .r.rn situaOryeS sã:lats. OS USUâil.09.

C"12 22Pora2L SI~Dri SOCIOCO 1 laa aze •iam


a-marnos, as pessoas, os traços pillooktileas ate Indemne a iguala laila de tr.Wc‘s
esiclantilass Diroducts são cansaçães histopicas e sedais não olfatos que ocorrem 7. veja, roma chnlide, Pah xepas (2002d) em que incesto° a papel do corroa lana a iallo
com recheamo neconsingtio nas ITEIÉGlaiklidad9.5..

24 25
mesmo tempo, ativamente constroem e mostram suas identidades e papals".8 baia (290lb p 60) vos - b ma9 d ling age nane g g= as
hl assina por exemplo, que contar tuna históba E uma forma de agir no mundo das identidades sociais e de como são construídas na discurso impedem que
luz dos interlocutores c dos personagens das histórias ao mesmo tempo que se passa teoricamente explicar o modo multidirecionado como o poder atra-
o narrador se constrói e constrói acue interlocutores Malta Lopes 2002a e vessa a SOCiedada assim como a possibilidade dc aliciar práticas sociais, ao
20006 I. Portanto, estudar o discurso dessa perspectiva é examinar os conter
toa institucionais de usa específico de linguagem nos quais as pessoas estão Como Último ponto, entes de passar a descrever os capilulos que
agindo (na familia c na escola, neste livro] e revelar o que fazem nessa,pratiCas compõem este volume, quero brevemente fochlizar anaturesasocioconstrudo-
na constituição da vida social ou, neste volume, das identidades sociais. ata resta das iderdidarlea sociais. hi luz do que foi Mio acima, entendo as identidb
outras palavras, o quase tanta fazer aqui é examinar os efeitos sociais dessas dia sociais como construções saciais e, portanto, discursivas. viste que
pahtti d 1 onstituição das Idelltidarlea saciais de gh o, aça. aprendemos a ser quem somos nos encontros intendcior aia de todo chas Isso
sexualidade, idade e prol-Saha que:alizar que adoto unta perspeenvaantlessenclalista. Não ha. portanto. Luisa
O que me pardo relevante nessa d discurso é que, ao chamar ensôncla da que. per cieemplo. possa definir uma pessoa heterossexual no
atenção para o discursa como ação situada em relação a alguém, ela incorpora sentido de que casa Id ildad dal sei pari itarn te dad scmpr
também a possibilidade de que ê pessitel reverter praticas discursivas que nos igual para todos os membros dessa Identidade soda] e em iodos os momentosa
posicionam assimetricamente nus embates discursivos cai que agimos. Ou. dentre uru leque disponível de modos de expressão da sexualidade. É possível
como dm Fairelough 11992. p. 61]. -não estames nteramente posicionados. de =falar de baianos o tais. mas oltuidades.brancos eles Visões cusendalistas
fornaapassiva. massomos capazes lambEmde aluar como agentes'. construin- dasidentidades sociais a7to 'bobadas na assunção de que uma categoriasodal
do o mundo em outras baios discursivas ou est outros significados, como, p iodar é mercada por qualidades imutáveis, urna asseada' comum com-
ala os ca tra-dis ursos dos movimentos de piaus e lésbicas. das mulheres, partilhada por todos os membros da categoria. Lima abordagem easendaliats
dos negros etc. já acima discutidos, têm feito. para o género, [por exemplo] implica que todas as mulherea [ou todos os
Essa visão tambémdadanLado modo como a poder alravessaas selaras homna ]) são unidos por caracteristicus. tancribiders e Interesses comuns' )
sociais cotidianas de forma capilar no nivel de micro-poderes do dia-a-dia, (Bradley 1996. fe, 91)-
orno diz F a (1979. p. 149), em Ledas, as diresnes, afetando nossas Ao mntraelo. a visão sodoconstnacionista que é seguida neste livro
identidades sociais de género, sédualidade, raça, classe social, idade. profusão compartilha daposição de Holt (1990.. pp. 2-3). que compreende as Identidades
etc.. freqüentemente. ao mesmo tempo. Ou seja, essa visão [amaina como t u bas tal lave). que se mantém a mesma no
crucial o fato de que estamos situados la história e da que essa é refletida em pre a as Mei tid d iai ap t q -
nossos corpos pclos discursos cm que circulamos. Como deixei claro acima ao Identidades não são nunca unificadas c, na modernidade tardia são cada vez
discutir a motivação da temática das identidades sociais hoje, ê essencial na . mala fragmentadas e fraturadas nunca aingulares mas construídas de forma
concePfau de dia rsa. e dalenlidades sociais que subjaz a dile livro, a idéia de múltipla nos diferentes bacuraus. Educas e posiceiess freqüentemente entre-
que somos seres localizados na hisbria Social e que esse fato não pode ser cruzados e antagônicos. Elas estã j tas a una historie-abalo radlatd, e
apagado se quisermos colaborar na mudança social COTIO aponto em Moita calão semprenb processo de mudança e transfommean- 1990 • p. 47 isso
quer dizer que entendo as identidades sociais como fragmentadas. contraditó-
rias e do 211:60 Moita lupas 201/11) e 20024.
Comold imiqueiam moia bopes1211020, o °enceno da papei értILIII0drIBISIted3 cubelo Assim, uma mulher, por exemplo, não é sã lésbica, mias também
deldentidadesocial %ISSO susteriam Na imanaiponha essa console:1E ausesivatilacla
professora universitéria, branca, classe média, mãe. católica etc. Portanto.
PraSeritIVO ellwe não pode explIcar a nommeamultpla edscursrvadqaidenfidadessoGreas
Quinta nublareis lésbicas são ConstIbida p tro trair id thari s. qu
{Calham 1994 a Consoe1E195)

16 27
muitas vem. coexistem dentro da mesma pessoa de forma antagoruca ou escolar foram =ciais na reconstrução de Paula assim como de seu discurso
contraditória nas mesmas praticas discursam ou em outras possivel, de resistência como mulher idosa.
portanto, que alguns traços se apaguem em detentraadas praticas discursivas Renata Lopes deMmeida Rodrigues. na capitulo 2. facalizaa construção
c fiquem mais relevantes em o Ir D exila fo a. a to Met q se um I d II d Ias dl ah
consinta.) corso heterossexual pode vir a se constmIr como banca em outra praticas discursivas era sua familia. 2 Untem. portanto, um estudo de caso.
fase de a tad p ma d tros dl os. I t e as identidades sociais mas aqui o Pico ó sobre a constrição da masculinidade na primeira instItutrio
podem t did pjetnot.sq spddm os R " da qual participamos. ou seja. na família. O Mem e colocado nos posleinnarnen-
quais podemos nos desvencilhar (-Roda Lopes 2001b). A identidade, nessa tos intibelonais nas histórias :untadas nas praticas discursivas na f.
pelo pai 117117 e mãe de LULU, nas quais esse pari Pipa como interlocutor.
portanto, a essência do que é ser loottantritieo e, na verdade, do que ser ao-narrador e personagem: corno -também no modo corno outros discursos Ma
qualquer Identidade social. As identidades sociais devem ser entendidas. Igreja, do feminismo etc.) reverberam na sua construção. Os inetru int tos de
portanto. como um feixe detraços identitarios que coonstan, às voes de forma coletada dados usados foram gravaçãesem audio de conversas naturais tramo
contraditória, na coristruçfv) das diferença.) de que somos feitos. 1777, e re tambó= duas elltreV~ com foco no gaipo com base na leitura em conjunto
z outros aspetros, será demonsIntdo nos capitulou que seguem de textos jornalísticos. A analise revela que Lucas é construido par discursoa
que tem origem no movimento feminista e na Bíblia (discurso religioso), que
muitas tra tradição, q aiA t I na preponderante
, Um alharsatre os capaules nos posiekinamenlas dos outros membros da familia. O pai parece operar em
meio a um conflito de discursos machistas e amirdstas, que tem reflexos na
No capáulo I. Rolem Adiar Schartstein relata um estudo de caso COM construção da masculinidade de laicas. Rodrigues orinclul argumentando que
uma alunaldosa. Paula em um contexto de uma universidade para a terceira s conflitos crueldentlfleanaspratimis Mucuranas que estudou parecem refletir
idade. mostrando como Paula usou o (lis =tr, notadamente o discurso momento de transição que a vida social enfrenta em relação ao papel da
escHM, como um P o ar- meou fruir como sujeito do discurso avim mulher na sociedade ao mesmo tempo que apontam uma maior democracia
como para rem/na-fruir sua identidade social como mulher Idosa e como isso entre homens e mulheres.
teve efeitos no modo como passo vi A de q fã f ath
No capitulo 3, alijo lambem desenvolve um estudo de caso. enfocando
contexto de sala de aula onde a autora atuava como prol cm cura
a construção discursiva das masculinidades de um homem, 11 emique. por
que focalizava modos de viver de forma criativa e cujo Instrumento pedagógico melo da análise de Instadas devida coletadas em duas entrevistas. nas quais
principal era tentos miados tanto pelos próprios alunos como por outros dois mumentoa Importante destra construção são focalizados. -Mn primeiro
autoras. Os dados trio fundamentalmente derivados de textos oitos pela momento. quando ainda entrando na adolescência. Henrique se constrói como
ai como também por 3112.9 colegas. A andline dos dados mostra como a
heterosstrmal, e um segundo momento. entrando na vida adulta, quando
mulher de 76 anos que tinha tido uma vida multo sofrida se envolve nos
começa a se construir como homocrêttro ao ser introduaido arada-os discursos.
práticas traeuraivas escolares dead o t inlrial q d ã t tal
Ilha utditou aindanotas deCallip0 feitas durante as entrevabs corno também
malte silenciosa em sala de aula, passando pelo momento em que começa a um alui Hcmiq •. tend ares om paço
escrever seus próprios textos, inclusive o que denomina primeiro teia de sua
constraçao das identidades sociais, Titio entalem as histórias que Henrique
histida. até quando fala empitrilco.Scharrstaln analisa lauto a voz do silencio
conta sobre a construção de sua animalidade, utilizando o constado de
de Paula como acue Mitos. Intertralualmente. com as vozes de suas Colegas.
posicionamarth Assim, observa come o narrador se posieloria ao falar sobre
Ai nenta que a volta escola e a possibilidade de se envolver no letrarnento
seus personagens e ao se dirigir a seu Interlocutor, ou seja. ao próprio

25
grupo e par meio do uso de textos que enformam a questão do gênero, que
pesquisador. A anêlise deixa claro o papel da familia. notadamente do pal. na
eram lidos pelos alunos nos eventos de letramento estudados. A analise utiliza
construção da masculinidade hegeménica de Henrique. como também o inoto construiu teúdeo-metodaleigico de posicionamento para ter avesso a como os
cotão Henrique. embora exercendo uma masculaildrule pay no momento em
meninos e meninas se posicionam nas práticas discursivas estudadas dr modo
quelP histddas analisadas toramnarradas. repete diScursila inaéliétilidade a ser óossivel compreender os processos de (relconstruçâo das identidades de
hegernenica. libo conclui discutindo os pricanceitos que ainda circulam em t lis
género. A =Ase e :delicia po m lad uma CAPO
volta das masculinidades subaltenias como também o fali de ser nes-cuzada
essenciaLzada da masculinidade e da feminilidade a por outro. reuno O gersuro
que tais masculinidades ineorporemdiscurson das masculinidades hegeméinl-
é construido como unaa forma de controlar a sexualidade nas práticas discar-
cas corno meio de garantiram à identidade de género masculino.
No capitulo 4. Bea Roland analisa a construção da masculinidade vista como =PÊ:tilda pela heterossexualidide e come tal constituição coloca
homoeratica de um immemde 38 anos, Elisio. ao focalizar sua }listaria de vida outras renresentacnee de género de modo subordinado. Au ounduir. Outra faw
Por melo de uma entrevista não-estruturada. Especificamente, a histOria que i aia autoeritica de sua ação discursiva cm sala de aula. Já que não colaborou
Flavio conta *situada em sua vida escolar em dois colégios entre a quinta série constrição de contra-discursos que desnaturalizassem as -tisnes de gênero
e a segunda série do ensino médio, mostrando como tis colegas, inspetores c nstruidas nos eventos de letramento estudados.
Professores operaram na construção de sua Idealidade sexual. Na análise,
~a. de Latirdes Pinheira dos Santos, no capilala O. estuda gomo se
Roland utiliza os construtos leállens de posicionamento e dc coerência nu que
esenvolve a construção do significado era eventos de 'Piamente não-escolar
se refere tanto aos sistemas de enerincia utilizados pelo narrador assim como
qual palitai:Usara três mulheres que haviam sido educadas por meto detilsões
a coerência estrutural. O estudo também Incorporas idéia de que a entrevista ogocantricas de leitura na escola e como os eventos Investigados operam na
é um ato discursivo em A e q Portant ti rili d co o tal- Os
POniratção de gênero Italiano das participantes. A pesquisa utiliza dados
resultados da investigação revelam a) a naturma contraditória. fragmentada
enaLun-laintrOSpediVa. nomeadamente, protocoloverbal em grupo, por meio
e processual da masculinidade homoerntica de Flávio construída na história
qual examinou as processos de PP -inação do significado entre tis partici-
de vida que narra em oposição à concepção essencializada da visão prevalente
antes, tendo a pesquisadora arãdo somente como coordenadora da divcassAn.
em nossa sociedade sobre o hormierotismci lã como a posição de resistência
Instrumentos de investigação utilizados Mein:rani gravação em audio dos
ou de inferionzação social denaifacomo homoirótten representou. napratica. °tocaios verbais e textos} ornalisticos usados na mediação da construção do
um :da dê s Pimpa inclus- ve fisico ci papei que o corgo representa na gnificado. Como construtos teóricometodatigicos na analisa a autora ulill-
construção das masculinidades: e cl) puno o narrar dessa bastiria possibilitou
u a intertectuallidaLe, a Ind uniu ação c a eu-construção do significado. A
a Flávio que se renonstadise em outras bases perante ele mesmo e perante a
análise revela que o processo de leitora na qual as participantes se envolveram
pisquisadora como interlocutora. A autora conclui chamando atenção para a
ao é de modo algum logocentrico, visto que agiram em um processo de
necessidade de que a escola se conscientise do papel que tem na constnigio
co-constrição do significado, negociando. compartilhando e rcfulandolcitunts
do respeito às difert-nças. possiveis. Isso parece ter sido motivado pelo Fato de o evento de leitura da qual
Plóvla Silveira Dutra. o pitul O. partindo da principio de que os participaram ter sido estniturado como uma prática social. Tal evento possi-
discursos escolares têm urna relação direta com os processos de Irelconsizo- bilitou também que se envolvessem na tr-e)constnação de suas identidades
çâo das identidades somais, focaliza como as identidades somais de género são sedais de género feminino. getatalnatellind0 ViSõ CS cssencializadas das mulhe-
tioustruidas em eventos de letramento escolar. em Pugna materna. eia uma res. Na conclusão. Pintinho dos Santos aponta intravisõ cs de seu estudo para
turma d egundo ano do ensino médio de um colégio estadual em que atua as práticas escolares de letramento.
cornos, fess . dad aro I tad }- grafi • tapo Id
gravação em audio de ardas. notas de campe, uma entrevista rem foco no

11
30
CUSPO médio. Especificamente. esioda a constimão ellsnosiva do gênero. ao
analiso: as p Minn discursivas em que atua em sala de aula, Investigando os
No capitulo 7. Rogéris costa de Paula. por melo de uma pesquisa-aedo.
analisa sua própria prática como professora-pesquisadora negra, em sala de alinhamentos assumidos por alunos c Mimas. cai separado c em conjunto. nos
debates acerca d todos obre questões de gênero. A metodologia utilizada é
aula. na tentativa de atuar no desenvolvimento da consciência critica de seus
data negras. A pesquisa foi realizada em unia de natarC2a eblOgSáriCa. tcnd Id usados os seguintes Instrumentos de
alumes sobre suas mas
de letramento escolar, em uma runna de sexta série de uma escola ~Mn: gravação em audio das aulas, notas de campo c entrevistas com CS
alunos e alamos. Um professor abane dor do que estava acontecendo em sala
estadual onde a maioria dos alunos eram negros, em uma cidade hisimira-
mente moinada pela presença de nanam:mentes dc escravos. A pesquisadora- de aula também participou da pesquisa. A anfilise indica que: a/ quando estão
interap do nitre si, as alinhem idén das alunas seu divergentes sobre ques-
professora utiliza, na analise dos dados. o canon-ata dc posicionamento p
ter aoess com I prpori at a i :ti as discunivaS tões de gencro: lol 05 alnahamentne do grupo dos menino: é, por outro lado.
convergente: e e) ima do os dois grupos Interagem em amjunto, os grupas de
estudadas com vistas a entender os processos discursivOS que utilizam Os
instrumentos utilizados foram gravações em modio de aulas de leitura em meninos e de meninas alinham-sede temia diferente c em comia dentro de seus
Lingua roateme. entrevistas com foco no grupo, diârtos dc uma colega critica. Prólorns Monos, A Pesquisa rept corno as praneas discursivas emsaila de aula
emas I formais com alunos e findo' sio espaços CPI que a construção dosidentidade social esta cm desenvolvimento.
dono da mesmo ad . otas d
atidos da escola. A antilise indica que, as vezes, a professora-pesquisadora dá Fechando o volume. corri o mpitulo 10, Ana Tereza Vieira Machado
vos aos alunos e atua mais agressivamente na curnirução da consciência Rollemberg investiga como duas professoras dc inglês como lingua estrangeira
Oca d Ita , mo egros embora, outras vezes ela se sue-nele notadamente constroem suas identidades profissionais ao utilizar, como InStrumento de
quando questões de masculinidade e sexualidade são focalizadas. Na entanto, investigação, narrativas de 'listarias de vida, coletadas por meio de enlatas.
conclui que sua pratica em sala de alua colaborou para que alunos A pesquisa sobre a identidade profissional de professores C entendida aqui
massrin percebe d olog tas ai viono pd como 'minado de colaborar na compreensão do papel desempechadopor esses
mudo, portanto, os meninos negros, profissionais era nossa sociedade A entrevista ti utiliza/ti como um espano

Aida Mmia Coimbra captod E fo comi Iça d identidade discursivo em que o contexto social em que se realiza esmo Malan a
social de péneroferedoinocenpratiens discursivas, ern um contmludesala de mia construção conjunta do dignificado pelos partidpenies lenirei/Israel° e entre-

de ensino de leitura eni inglês instrumental. em uma turma de terceira série de vistados) Moconsiderades fatores centros em sua interpretação. A anMseleva
em conta Ires cous,M . laçã tre PC SO MIS o .
mona médio de uma escola pública laza prin.ciplos derticados de sena meto-
sedais na construçãi, das identidades profissionais, o posicionamento das
dologia de pesquisa cismo-Saca critica na tentativa de revelar carne se dá
pesem da mulher por nino da análise de histórias narradoras ein relação aos personagens de suas histórias e à interlocutoras e
construção da Identidade de'
narradas efn MI contexto. Observa especificamente corno tala Matinas reformam estabelecimento da coerencia no discursos A analise mostra as diferentes
sistema degenero- Co instrumentos de pesquisa utilizados focam gravareneeni . facesidentitarlas consitudeas das duas professoras. notadamente as Identi-
tiudio de ardas, notas de cai npio dados de atino de classe c entrevistas centradas dades sanais de gênero, assim como os percursos de vida diferentes que
no grupo. A analise revela como os parlielpanics das praticas discursivas inves- influenciaram suas construo:no como profissionais

tigada". compreendem o sistema de geneno cova base no senso n em e como foi


possível levá-los a repensar sues identidades sociais de gemeu Ao concluiu
Uma palavra final
~bre indica a importância de a escola participar na COOSCSCaPPOOPO CIOS
alunos sobre as desiguOdadcs entre os géneros Este livro. ao cominar a construção dastdentidadeS sociais cro práticas
No capítulo 9. Lulza Mara de Santana também investiga a construção do discursivas. deve se nie lido amo d de colaborar na Compreensão
ném ala d l cl inglês instnimerital em uma escola pública de

99
31
das diferenças que nos constroem jã que. corno apontam Chouliasald c
Fairclough (1999. p. 961. 'a questão de como Relegar e agir col.. outros que BODILV. CL. 0.9941. "Age and the deploy ts of 'age: a moshuctionist.
são diferentes ê tão urgente nas sociedades da modernidade tardia como as c NITSUSE...1 I iF .10.994) CAn .truetiro Ihs
queshies sobre quem sou eu ou quem somas nós. Encontrar modos de dialogar soera:. Londres: Sage.
atravessando as diferenças - reconhecendo a diferença enquanto lambem a BEADLEY, R 09901. Frachrred zdendnes. ChartgÉn6 piffterns
OF Mugia:EWA-
transcendendo - ë agora amplamente visto corno crucial para a sobro-Renata
cambridgct Polity Presa.
Ni democracia". Como deitei claro no inicio dessa Introdução. essa é a questên
BRUNER.J.11990).fleculetreofedunalien. Cumbridge: Ha rvard Univenstry Pess.
que .esta cortando a vida social a todo momento nos dias que vivemos c nus
Interrogando. às meus, de forrna inesperada, tanto em relação à vida pública (1990/19971. Atoa da sinnlfteação. Porte Alegre: Artes Medicas.

tomo à vida inlima. CALHOUN, C. (lid.) (1994). Soefa/ tnewir and the ~lies of "
entali Ouêstd:
Como IndleaWees (1990, 92), iseacompleUdarlesoclal. eada =maior, Blackwell.

cliveifidade cultural e aprolireraçâo de Realidades são, na verdade, a marca do CASTELLS„ M. (1999). O talderde tifentfAide. SCA Pa I . Paz. T rra.
mundo Dês-moderno, então nossos apelos en relação aos nessns tntertuses CONECTE, R W. (1995). Masca/Rifes. Camluldge: Polity Press.
comuns como humanos usa valerão nada a manes que ao mesmo tempo CHOULLARPKI, I.. e FA1RCL00011„ N. 1.19991 DIscourse itt Iate mbifernIth.
aprendamos a Urrar com a diferençaiassim como a trabalhar para transformar áritT1)11.11): EdillbUtgh University Puras.
situações sociais de njustiça. Ou sNa, o que esta sendo pautado neste livro lida
FAJRCLQUGH,N. (1992).Discourseturdsocialchonga Cambridgel FalitY Press.
simplesmcntcalegirtmação tladderênçamatoleranelaadiferençaRe con aio;
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que se deseja, ao USUIdalMeS os DÉRIWSGS de Identidades. e que aPrenclunos a
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Capitulo 1
DO DESAMPARO AO SONHO: A RECONSTRUÇÃO DA
IDENTIDADE SOCIAL DE UMA ALUNA IDOSA

EloarAdierSchaUhrunt

/bem aza. Mais aura

Introdução

Demole os tempos antigo aia os dias de hoje. o conceito de velhice e.


canoa.- "demente. o lugar social da pessoa idosa Ibi retratado de forma
dernagatdzia ou honrosa. dependendo do contexto histeeleasoetal ern vigor.
Nos periodos em que a poder fisico foi priortzado, a pessoa Idosa FM .alvo de
desvalorização. Assim, no perlado da Idade Media, caracterizado por guerras
e armas as velhos foram - Mudais da vida pública. Esta realidade se trans-
mita rg- t d b guesia. no secula XIV. quando o poder
econômico se funda na compra de temas e bens mamais, e não mais na força
fiam. Vale lembrar que na Grada antiga, por exemplo, a velhice foi associada
à tdela de honra. co chefe da Pela era assistido par um conselho de anciães.
Ou seja. cm épocas e culturas quovalorizaram a sabedoria acumulada de seus

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