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Geografia C

Professora: Conceição Guerra

Crise dos refugiados

Grupo 2, 12LH2:
Catarina Pinto, nº 2
Filipe Gomes, nº 14
Jéssica Pinheiro, nº 17
Maria João Silva, nº 22
Pedro Cunha, nº 26

8 de maio de 2020
ÍNDICE
Introdução .......................................................................................................................................... 3
Refugiados .......................................................................................................................................... 4
Definição de refugiados ................................................................................................................. 4
Países de origem ................................................................................................................................ 5
Síria ................................................................................................................................................. 5
Principais acontecimentos na Síria............................................................................................. 5
A situação atual do conflito........................................................................................................ 6
As consequências do conflito ..................................................................................................... 6
Afeganistão .................................................................................................................................... 8
Principiais acontecimentos no Afeganistão ............................................................................... 8
A situação atual do conflito........................................................................................................ 9
As consequências do conflito ..................................................................................................... 9
Somália ......................................................................................................................................... 10
Principais acontecimentos na Somália ..................................................................................... 10
A situação atual do conflito...................................................................................................... 11
As consequências do conflito ................................................................................................... 12
Países de Chegada ............................................................................................................................ 13
Turquia ......................................................................................................................................... 13
Itália .............................................................................................................................................. 14
Grécia ........................................................................................................................................... 15
Apoio aos Refugiados ....................................................................................................................... 17
Papel da ACNUR no apoio aos refugiados.................................................................................... 17
Importância das ONG na ajuda aos refugiados ............................................................................ 18
Acción contra el hambre (Ação contra a fome) ....................................................................... 19
Médicos do Mundo .................................................................................................................. 20
KYM International .................................................................................................................... 20
ONG que apoiam os refugiados em Portugal............................................................................... 21
Cruz Vermelha Portuguesa....................................................................................................... 21
PAR ........................................................................................................................................... 21
Refugiados em Portugal ............................................................................................................... 22
Conclusão ......................................................................................................................................... 23
Webgrafia ......................................................................................................................................... 24

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Introdução

No âmbito da disciplina de Geografia C, foi-nos proposto a realização de um


trabalho que diz respeito aos Direitos Humanos, mais concretamente à “crise dos
refugiados”. Esta crise dos refugiados pode-se referir a dificuldades e situações
perigosas na receção de grandes grupos de pessoas deslocadas à força.
Entendemos por Direitos Humanos os direitos básicos de todos os seres
humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, religião ou
qualquer outra condição. São direitos civis e políticos, direitos económicos, sociais
e culturais, direitos difusos e coletivos. Os direitos humanos incluem o direito à
vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à
educação, entre e muitos outros. Todos os merecem, sem discriminação alguma.
Com este trabalho pretendemos perceber um pouco os problemas atuais
que se fazem sentir em zonas específicas do mundo e a procura de melhores
condições de vida por parte destes refugiados, emigrantes.

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Refugiados
Primeiramente, gostaríamos de dar uma breve noção de quem são os
refugiados e o porquê de estarem nesse grupo.

Definição de refugiados
Os refugiados estão fora do seu país de origem devido a perseguições
relacionadas à sua raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião política.
Também são considerados refugiadas as pessoas que foram obrigadas a deixar
os seus países, devido a conflitos armados, violência generalizada e graves
violações dos direitos humanos. Todos os anos, milhões de refugiados são
obrigados a abandonar tudo o que tinham para preservar a sua liberdade, garantir
a sua segurança e assegurar uma vida melhor, com mais estabilidade. Não se
trata de uma simples escolha tomada por eles, mas sim, a única opção que lhes
parece possível.

https://www.acnur.org/portugues/2019/04/09/5-dados-sobre-refugiados-que-voce-precisa-
conhecer/

Imagem 1: Venezuelanos atravessam a fronteira para chegar à Colômbia

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Países de origem
Os refugiados têm várias nacionalidades, por isso selecionámos três dos
países de origem para abordarmos. Mas afinal de onde vêm os refugiados? Do
que é que fogem?

Síria
A Síria situa-se no Médio Oriente, mais especificamente no sudeste da Ásia.
Faz fronteira a oeste com o Líbano e com o Mar Mediterrâneo, a sul com a
Jordânia, a sudoeste com Israel, a este com o Iraque e a Norte com a Turquia.

http://www.geografia-ensinareaprender.com/2013/08/conflito-na-
siria-noticias-recentes.html

Imagem 2: Mapa da localização da Síria

Principais acontecimentos na Síria

Em 2014, com a Primavera Árabe, desencadeou-se o início de vários protestos


que levaram à deposição de regimes autoritários no Médio Oriente, como foi o
caso da queda do regime de Hosni Mubarak, no Egito, e o de Ben Ali, na Tunísia.
Inspirados nos exemplos destes países, os sírios começaram a fazer protestos
para abolir o regime ditatorial exercido pelo presidente Bashar al-Assad, que
lidera o país desde 2000.

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Com as posições a extremarem-se cada vez mais, o regime de Bashar al-
Assad entrou em guerra com as forças revolucionárias e com grupos islamitas. O
Estado Islâmico tem sido o grupo mais eficaz no combate a Bashar al-Assad,
sendo importante frisar que os propósitos do Estado Islâmico agora são
totalmente diferentes daqueles que, em 2012, pediram mais liberdade e
democracia.

https://www.politize.com.br/wp-content/uploads/2017/12/primavera-%C3%A1rabe-s%C3%ADria.jpg

Imagem 3: Primavera Árabe na Síria

A situação atual do conflito

Em 2019, os últimos combatentes do Estado Islâmico foram cercados pelas


Forças Democráticas Sírias num enclave do Eufrates em Bahouz. Estas avançam
devagar, uma vez que o Estado Islâmico usa civis como escudos humanos.
O passo seguinte será combater as células adormecidas do El, um grupo
terrorista islâmico sunita, que chegou a controlar 209 mil quilómetros quadrados
no Iraque e na Síria, mas agora, segundo Chia Kobani, controla menos do que o
tamanho de um campo de futebol.

As consequências do conflito

De acordo com a ACNUR, antes do conflito armado, a Síria não se encontrava


nos 30 países de origem dos refugiados, mas em 2014 passou para primeiro
lugar, representando 43% daqueles que chegam à Europa por mar.

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O conflito na Síria já matou cerca de 470 mil pessoas e gerou uma crise
mundial de refugiados, estimando-se que mais de 11 milhões de sírios sejam
refugiados e aproximadamente 5 milhões estejam fora do país.
Atribuem-se crimes de guerra a todos os lados do conflito, como genocídios de
civis, além de ataques com armas químicas. A guerra resultou na destruição de
grande parte do património histórico do país, principalmente pela ação do Estado
Islâmico.
A nível económico, a Síria está em decadência e a produção de petróleo
reduziu-se a quase nada, depois de 6 anos de guerra.

https://eacnur.org/blog/acnur-campos-de-refugiados-sirios-tc_alt45664n_o_pstn_o_pst/

Imagem 4: Campo de refugiados sírios

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Afeganistão
O Afeganistão localiza-se no sudoeste asiático, não tem litoral e faz fronteira a
nordeste com a China, a norte com o Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão,
a oeste com o Irão, a sul e a Este com o Paquistão.

https://equipechamaviva-missoes.webnode.com.br/igrejas-
perseguidas/afeganist%C3%A3o/

Imagem 5: Mapa da localização do Paquistão

Principiais acontecimentos no Afeganistão

Antes da guerra civil na Síria, o Afeganistão era o país de onde provinham a


maioria dos refugiados. Este país, vive em conflito e instabilidade desde 1978,
sendo que nesse ano eclodiu uma guerra civil que opôs revolucionários
comunistas. De 1979 a 1989, a União Soviética mandou tropas para solo afegão,
originando uma guerra que contribuiu para o descontentamento geral e para a sua
queda. A partir daí, os talibãs ganharam força e domínio no Afeganistão.

http://opiniaoenoticia.com.br/nesta-data/guerra-do-afeganistao/

Imagem 6: Guerra civil no Afeganistão

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A situação atual do conflito

Os EUA ainda estão a chefiar ataques aéreos contra os talibãs, impulsionados


pelo presidente, Donald Trump. Porém, este pretende reduzir as tropas
americanas na região antes da próxima eleição presidencial.
Os talibãs, que ditam um estilo de vida fundamentalista e que atacam os civis
que se opõem às suas ideias, são a principal razão para que 12% dos que
chegam à Europa pelo mar sejam afegãos.

https://br.sputniknews.com/opiniao/2018021610544663-operacao-eua-afeganistao-guerra-invencivel/

Imagem 7: Operação norte-americana no Afeganistão

As consequências do conflito

Em 2019, o presidente afegão afirmou que 45 mil membros das forças de


segurança do seu país morreram. Cerca de 3,5 mil integrantes internacionais
também faleceram desde a invasão de 2001, sendo mais de 2,300 americanos.
Já o número de civis mortos é mais difícil de calcular. Segundo um relatório da
ONU de 2019, foram 32 mil civis que morreram desde o início da guerra.
Os talibãs possuem agora mais territórios sob controlo, do que quando as
tropas internacionais deixaram o Afeganistão, em 2014. Muitos temem que uma
retirada total de tropas americanas possa gerar um vazio que pode ser ocupado
por grupos radicais que procuram atacar o Ocidente. Enquanto isso, a população
afegã continua a arcar com as maiores consequências desse prolongado e
sangrento conflito, sendo as mulheres um dos grupos que mais sofre com a

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perseguição dos talibãs. De acordo com números da ONU, oito em cada dez
afegãos são vítimas de assédio psicológico, físico ou sexual.

http://peroladecultura.blogspot.com/2010/10/violencia-taliba-
contra-as-mulheres.html

Imagem 8: Violência contra as mulheres

Somália
A Somália é um país situado na África Oriental, faz fronteira com o Golfo de
Áden a norte, Djibouti a noroeste, Etiópia a oeste, Quénia a sudoeste e a este é
banhado pelo Oceano Índico.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17703-15227,00-
POR+QUE+O+MAR+DA+SOMALIA+SE+TORNOU+O+PARAISO+DOS+PIRATAS.ht
ml

Imagem 9: Mapa da localização da Somália

Principais acontecimentos na Somália

A Somália vive sem um governo desde 1991 e isso não acontece por acaso.
Nessa altura, houve um golpe de Estado que derrubou o Presidente Siad Barre,
que governou em ditadura por 22 anos. Desde aí que o controlo do país é
disputado entre várias fações, das quais integram forças islamitas, sendo uma
delas al-Shabab, que começou a ganhar força sobretudo a partir de 2006. Em

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2012, juntaram-se à al-Qaeda e calcula-se que tenham entre 7 a 9 militares ao
seu dispor.
Ainda assim, o terror vivido neste país não é apenas da responsabilidade do al-
Shabab, responsável pelos ataques a países vizinhos, como o Quénia e a Etiópia.
Segundo a ONU, o al-Shabab contava com 44 crianças-soldado nas suas fileiras.
Contudo, os números aumentam quando dizem respeito ao exército oficial e a
outras forças militares afetadas, que se alinham ao lado deste, sendo que 229
menores são obrigados a pegar em armas para participar numa guerra que dura
há 24 anos.

http://garotadamissionaria.blogspot.com/2011/03/africasomalia-em-aumento-o-recrutamento.html

Imagem 10: Crianças-soldado na Somália

A situação atual do conflito

Há esforços por parte do governo da Somália para alcançar uma paz


duradoura através de reformas e transformações políticas, de modo a combater a
corrupção.
Um especialista das Nações Unidas, ao pedir ajuda à comunidade
internacional, afirmou que haveria ainda muito a ser feito na Somália em torno da
situação política, económica, social e de direitos humanos, apesar dos progressos
consideráveis nos últimos seis anos. O especialista também elogiou o povo
somali pela resiliência perante ataques terroristas, desastres naturais, graves
violações de direitos humanos e outros desafios, como a pobreza e a falta de
acesso a necessidades básicas para subsistência. A respeito dos progressos,

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citou os territórios recuperados por instituições da segurança da Somália, por
tropas da missão da União Africana e forças bilaterais; elogiou o aumento no
número de mulheres no Parlamento e no gabinete; elogiou a adesão da Somália à
Convenção sobre os Direitos de Pessoas com Deficiência.

As consequências do conflito

Os somalis são a terceira nacionalidade com mais refugiados. Segundo a


ACNUR, eram 1,11 milhões no final de 2014. A maioria foge para países
limítrofes, como o Quénia e a Etiópia.

https://www.dw.com/pt-002/refugiados-na-som%C3 %A1lia-convivem-com-inseguran%C3%A7a-e-habita%C3%A7%C3%A3o-prec%C3%A1rias/a-17051849

Imagem 11: Refugiados na Somália convivem com insegurança e habitações precárias

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Países de Chegada

Já abordamos os países de origem, agora gostaríamos de falar um pouco


acerca dos países de chegada, aqueles que acolhem os refugiados e lhes
permitem reconstruir a vida, integrando-os na sociedade. Para este trabalho,
decidimo-nos focar em três dos principais países recetores de refugiados, sendo
eles: a Turquia, a Itália e a Grécia.

https://www.refugiados.pt/wp-content/uploads/2018/06/Infografias-05.png

Imagem 12: Refugiados ao abrigo de programas da União Europeia

Turquia
A Turquia é um país euro-asiático que faz fronteira com oito países: a noroeste
com a Bulgária, a nordeste com a Geórgia, a Arménia e o Azerbaijão, a oeste com
a Grécia, a este com o Irão e a Sudeste com a Síria e o Iraque. O mar
Mediterrâneo e o Chipre localizam-se a sul, o mar Egeu a sudoeste - oeste e o
mar Negro a norte.

http://marcelodacostaporto.blogspot.com/2011/03/

Imagem 13: Mapa da localização da Turquia

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A Turquia já acolheu 3,6 milhões de refugiados sírios, recebendo apoio da
União Europeia e das Nações Unidas. Em 2016, foi assinado um acordo entre a
Turquia e a União Europeia, que determinou o acolhimento de refugiados sírios
pela Turquia em troca de apoio financeiro, de modo a que se resolva a situação.
Este país está a alojar um grande número de refugiados, integrando-os na
sociedade, ensinando-lhes a língua, dando acesso ao mercado de trabalho e ao
sistema de ensino.

https://observador.pt/2019/08/06/uniao-europeia-canaliza-mais-127-milhoes-de-euros-para-programa-de-apoio-aos-refugiados-sirios-na-turquia/

Imagem 14: Refugiados sírios na Turquia

Itália
A Itália situa-se no centro-sul da Europa e faz fronteira com a França, a Suíça,
a Áustria e a Eslovénia; a sul encontram-se a Sicília, a Sardenha e o mar
Mediterrâneo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia

Imagem 15: Mapa da localização da Itália

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De acordo com dados publicados pela Organização Internacional de
Migrações, muitos dos refugiados usam os portos da Itália para desembarcar em
solo europeu. Esta apela para que todos demonstrem solidariedade, de modo a
que parte dos estrangeiros resgatados no Mar Mediterrâneo pela guarda costeira
italiana sejam divididos entre os países europeus. Apesar de as promessas de
que fariam mais esforços para acolher os imigrantes, os países da Europa
abriram as suas portas para apenas 7 mil que estavam em Itália.

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/08/1808289-guarda-costeira-italiana-resgata-6500-emigrantes-no-mar-mediterraneo.shtml

Imagem 16: Guarda costeira italiana a resgatar migrantes no Mar Mediterrâneo

Grécia
A Grécia situa-se no sudeste da Europa e faz fronteira a norte com a Albânia,
Macedónia do Norte e Bulgária; a oeste é banhada pelo mar Jónico, a sul pelo
mar Mediterrâneo e a este pelo mar Egeu.

http://sohumanas.blogspot.com/2011/02/modo-de-producao-
escravista-grecia.html

Imagem 17: Mapa da localização da Grécia

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A Organização Internacional para as Migrações estimou um recorde de
430.000 refugiados e imigrantes que fizeram a viagem através do Mediterrâneo
para a Europa no início de 2015, dos quais 309 mil chegaram via Grécia.
Samos é uma ilha turística transformada num enorme campo de refugiados.
A associação SAMOSSOS já organizou manifestações em que pediam
melhores condições para os refugiados, uma vez que o alojamento esgotou, a
comida era escassa. No protesto participaram tanto locais como migrantes.

https://pt.euronews.com/2017/10/23/ilha-grega-de-samos-transformada-num-enorme-campo-de-refugiados

Imagem 18: Refugiados na ilha grega de Samos

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Apoio aos Refugiados

Papel da ACNUR no apoio aos refugiados


A principal missão da ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas) é
assegurar os direitos e o bem-estar dos refugiados.
Esta organização empenha-se em garantir que qualquer pessoa possa exercer
o direito de encontrar e usufruir de um refúgio seguro noutro país e, se desejar
regressar ao seu país de origem, trabalhando na procura de soluções para os
problemas dessas pessoas. A longo prazo, a ACNUR também ajuda os
refugiados a encontrar soluções duradouras como a repatriação voluntária, a
integração local ou o reassentamento.
A repatriação voluntária acontece quando os refugiados optam por voltar ao
seu país de origem com condições de segurança, geralmente quando um conflito
termina e começa a haver estabilidade. Nesses casos, a ACNUR fornece
transporte e auxílio para que os repatriados possam recomeçar a sua vida, por
meio de doações financeiras e projetos de renda, entre outros.
Na integração local, a ACNUR trabalha para que as pessoas refugiadas
tenham plena inserção jurídica, social, económica e cultural no país de refúgio.
Um refugiado está plenamente integrado quando tem a residência permanente ou
a cidadania do país de refúgio.
O reassentamento implementado pela ACNUR para quem não pode voltar ao
seu país de origem geralmente por temer a perseguição e também não pode
permanecer no país de refúgio onde se encontra devido a problemas de
segurança, integração local ou falta de proteção legal e física. Nestes casos, a
ACNUR procura a ajuda de países que estejam dispostos a receber refugiados.

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https://www.acnur.org/fileadmin/Documentos/portugues/Publicacoes/2018/Cartilha_Protegendo_Refugiados_No_Brasil_2018.pdf?file=fileadmin/Documentos/portugues/Publicacoes/2018/Cartilha_Protegendo_Refugiados_No_Brasil_2018

Imagem 19: Omar e a sua família deixaram a Síria pois a sua cidade foi bombardeada. Após passarem pela
Turquia, foram para a Grécia, onde encontraram abrigo em Nea Kavala, num acampamento com tendas pré-
fabricadas da ACNUR. Neste local a família sente-se segura.

Importância das ONG na ajuda aos refugiados


Cada país tem a responsabilidade de garantir os direitos básicos e a segurança
física dos seus cidadãos. No entanto, se as pessoas se tornam refugiados, essa
rede de segurança acaba.
Os refugiados são bastante vulneráveis, pois fugiram da guerra ou das
perseguições e não têm proteção do seu próprio país, por isso se os outros
países não lhes garantirem proteção os seus direitos básicos e a sua segurança
serão colocados em perigo. Neste contexto de ajuda aos refugiados surgem as
ONG (Organizações Não Governamentais), que são entidades de iniciativa social
com fins humanitários, independentes da administração pública e sem finalidade
lucrativa.
Quando os refugiados chegam a algum país, as suas condições são precárias,
pois vivem com doações das ONG, que os apoiam a reconstruir as suas vidas
Para a maioria dos refugiados as ONG desempenham um papel muito
importante na sua instalação no país de chegada, pois além de fornecerem apoio
financeiro também contribuem para melhorar as ligações com a sociedade de
acolhimento. Exemplos de algumas ONG são: Acción contra el hambre (Ação
contra a fome); Médicos do Mundo; KYM International.

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Acción contra el hambre (Ação contra a fome)

A organização “ação contra a fome” visa promover mudanças duradouras nas


políticas, práticas e capacidades de intervenção, para acabar com a fome e a
desnutrição no mundo. Ademais, esta organização também ajuda os refugiados
através do acesso à água potável, saneamento e higiene básica, principalmente
para as famílias mais vulneráveis, promovendo ainda ações de ajuda psicológica
para que as crianças possam esquecer os momentos de terror. Esta organização
é uma das que marca presença na Síria, no Afeganistão e na Somália, ajudando
as pessoas afetadas pelos conflitos.

https://webgate.ec.europa.eu/echo/eu-aid-volunteers_en/acci%C3%B3n-contra-el-hambre-guatemala_en

Imagem 20: Logótipo da ONG - Acción contra el hambre

https://www.accioncontraelhambre.org/en/our-work-syria

Imagem 21: Trabalho da organização contra a fome na Síria

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Médicos do Mundo

A Associação Médicos do Mundo atua para que todos os seres humanos


tenham acesso a cuidados de saúde, independentemente da sua nacionalidade,
religião, ideologia, raça ou possibilidades económicas. Trabalha na Grécia e na
Itália prestando ajuda psicossocial aos refugiados que acolhem e que sofreram
agressões sexuais ou violência de género.
Para além disso, esta organização chama, ainda, a atenção para a
necessidade de defender os direitos dos refugiados. Tal como os outros seres
humanos, os refugiados têm direito a uma vida digna, em que os direitos à
habitação, ao sustento e à segurança devem ser assegurados. É, por isso,
fundamental a solidariedade e a proteção, não só daqueles que chegam, mas de
todos os que os ajudam.

https://www.facebook.com/medicosdomundo/

Imagem 22: Logótipo da ONG Médicos do Mundo

KYM International

Atualmente, muitos refugiados não têm acesso à educação, serviços médicos,


casa ou emprego, por isso a KYM International oferece soluções sustentáveis
para transformar as suas condições de vida através da construção de escolas,
hospitais, centros de treino vocacional e programas de capacitação.

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A KYM International acredita que projetar, construir e financiar projetos que
contribuam para o avanço educacional, assistência médica e desenvolvimento de
infraestrutura terá um grande impacto na vida dos refugiados, ajudando-os a viver
com dignidade e acesso igual a iniciativas de desenvolvimento sustentável.
Esta organização atua na Turquia, local onde iniciou um projeto em
colaboração com a ACNUR para fornecer apoio financeiro às famílias de
refugiados sírios que lá habitam. Na Turquia, esta organização preocupa-se em
fornecer educação às crianças refugiadas em “centros de educação temporária”.

ONG que apoiam os refugiados em Portugal

Cruz Vermelha Portuguesa

A Cruz Vermelha Portuguesa, como entidade responsável pela integração e


acolhimento de refugiados, tem vindo a alojar e a apoiar cidadãos requerentes de
proteção internacional de diversas nacionalidades.

https://www.noticiasaominuto.com/pais/453119/cruz-vermelha-de-vila-vicosa-disponivel-para-receber-refugiados

Imagem 24: Cruz Vermelha Portuguesa disponível para receber refugiados

PAR

A PAR é uma plataforma constituída por mais de 350 organizações da


sociedade civil portuguesa. Estas organizações cooperam e agem de forma a dar
resposta às necessidades dos refugiados em Portugal, na Europa e nos países
mais afetados pela crise humanitária mundial.
A Plataforma de Apoio aos Refugiados é reconhecida pelo Parlamento Europeu
enquanto organização que promove a integração europeia e a compreensão entre
os povos, tendo como missão: promover o acolhimento e a integração de famílias

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de refugiados em Portugal e colaborar com instituições parceiras a operar no
terreno.

https://www.ualg.pt/pt/content/plataforma-apoio-aos-refugiados

Imagem 25: Logótipo da PAR

Refugiados em Portugal

A partir do final de 2015 até fevereiro de 2018, Portugal recebeu 1674


refugiados: 1.192 pessoas da Grécia e 340 pessoas de Itália, e acolheu 142
refugiados ao abrigo do Programa de Reinstalação da Turquia.
A PAR acolheu 671 pessoas do total de 1674 refugiados recolocados e
reinstalados em Portugal, tendo acolhido também 144 famílias. Face à urgência
de intervenção, desde 2015, mais de 350 organizações portuguesas cooperaram
para dar resposta às necessidades dos refugiados dentro do país, na Europa e
nos países mais afetados pela crise humanitária mundial.

https://www.refugiados.pt/refugiadosemportugal/#single/0

Imagem 26: Dados gerais do acolhimento de pessoas refugiados em Portugal

Sugerimos a visualização de um vídeo com o testemunho de uma família de


refugiados sírios em Portugal: https://www.youtube.com/watch?v=_6t8aLileSY

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Conclusão

Neste trabalho abordamos o tema da Crise dos refugiados, localizando os


países de origem e fazendo uma breve contextualização dos conflitos que levam
estas pessoas a abandonar os seus países. Para além disso, mencionamos
também a importância das Organizações Não Governamentais bem como outras
instituições, na ajuda às populações dos países envolvidos nos conflitos.
Com a elaboração deste trabalho concluímos que existe um grande número de
refugiados no mundo e que estes passam por bastantes dificuldades, uma vez
que têm de se deslocar do país de origem, deixando tudo para trás e arriscando
as suas vidas.
Os objetivos deste trabalho foram todos cumpridos, sendo que contribuiu para
enriquecer o nosso conhecimento e compreensão do tema, permitindo-nos,
também, desenvolver competências de investigação, seleção e organização.

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Webgrafia
https://www.infoescola.com/oriente-medio/siria/
https://www.infoescola.com/afeganistao/geografia-do-afeganistao/
https://www.infoescola.com/africa/somalia/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Turquia
https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_da_Gr%C3%A9cia
https://observador.pt/2015/09/03/sao-os-refugiados-do-fogem/
https://www.dn.pt/mundo/a-ascensao-e-a-queda-do-grupo-terrorista-estado-islamico--
10587549.html
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/conflito-na-siria-primavera-que-nao-consegue-se-
estabelecer.htm
/interna_internacional,872762/siria-economia-e-setor-petroleiro-devastados-pela-guerra.shtml
https://nacoesunidas.org/esforcos-para-paz-somalia-tiveram-progresso-significativo-diz-
representante-especial/
https://nacoesunidas.org/apesar-de-progressos-somalia-precisa-de-apoio-da-comunidade-
internacional/
https://observador.pt/2019/05/06/onu-na-turquia-responsabilidade-por-refugiados-deve-ser-
assumida-por-todos/
https://www.todamateria.com.br/refugiados/
https://www.osul.com.br/italia-recebe-85-dos-refugiados-que-buscam-europa/
https://exame.abril.com.br/mundo/ilha-grega-recebe-mais-de-2-500-refugiados-em-poucas-
horas/
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/milhares-de-ingleses-se-manifestam-favor-da-
acolhida-de-refugiados.html
https://conceito.de/ong
https://www.refugiados.pt/
https://www.acnur.org/portugues/historico/
https://www.msf.org.br/o-que-fazemos/atuacao
https://unric.org/pt/refugiados/
https://www.msf.org.br/nossa-historia
https://www.refugiados.pt/novos-membros/
https://www.kym.ngo/
https://www.migramundo.com/conheca-organizacoes-internacionais-que-atuam-junto-a-
refugiados/
https://www.accioncontraelhambre.org/es
https://www.medicosdomundo.pt/pt

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