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UNIVALI – UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS - GESTÃO


MBA EM GERÊNCIA DE PROJETOS VII
PROFESSOR: PROF. OVIDIO FELIPPE JR.

MONTAGEM DE UMA SUBESTAÇÃO

RESENHA CRÍTICA BASEADA NO PMBOK

THIAGO LUIZ FILIPINI

Itajaí, SC
Janeiro de 2017
UNIVALI – UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS - GESTÃO
MBA EM GERÊNCIA DE PROJETOS VII
PROFESSOR: PROF. OVIDIO FELIPPE JR.

MONTAGEM DE UMA SUBESTAÇÃO

RESENHA CRÍTICA BASEADA NO PMBOK

THIAGO LUIZ FILIPINI

Trabalho apresentado como requisito parcial


para obtenção do título de Especialista em
Gerenciamentos de Projetos, na
Universidade
do Vale do Itajaí.

Itajaí, SC
UNIVALI – UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS - GESTÃO
MBA EM GERÊNCIA DE PROJETOS VII
PROFESSOR: PROF. OVIDIO FELIPPE JR.

Janeiro de 2017

1 - Resumo:

A monografia detalha a montagem de uma subestação, de acordo com os 47


processos do Guia PMBOK 5ª Ed. Em cada área de conhecimento é detalhado as
atividades para montagem da subestação “c” de acordo com o guia.
O projeto consiste na entrega de uma subestação abrigada, com carga de
500MVA alimentada em 23,1kV. Respeitando as normas de segurança da concessionária
CELESC, NBR 5410:2014 e normas da Petrobras.

2 - Introdução

O gerenciamento de projetos vem sendo utilizado cada vez mais pelas


empresas, por isso o Guia PMBOK torna-se um forte aliado no planejamento.
O Consórcio MGT é formado pelas empresas DM Construtora e Ventura, onde
possuem contrato com a Petrobras para construção dos pacotes FPSO (Unidade flutuante
de armazenamento e transferência) P66 a P71. Construindo os módulos de geração de
energia M15/M16 e módulos de desidratação de gás M05.
Para montagem da subestação é apresentando todos passos, desde a necessidade
do cliente até a entrega do projeto.

3 - Objetivos geral

O objetivo geral é a construção e entrega de uma subestação no Consórcio


MGT. Localizado na Avenida Teporti, no 1001, Bairro Cordeiros – Itajaí (SC).
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3. 1 - Objetivos geral

 Atender o projeto no prazo planejado;


 Monitorar os custos para não estourar o orçamento do projeto;
 Envio de relatórios de avanço conforme cronologia da empresa;
 Entrega de indicadores, respeitando o cronograma.

4 - Referencial teórico

Segundo França (2012, p. 19) “As subestações são soluções que compõem o
sistema de proteção, controle, transmissão e distribuição de energia de alta potência da
fonte geradora à consumidora. Além disso a subestação transforma a tensão,
agindo como pontos de entrega para a demanda”.
As subestações são utilizadas em construções, onde o consumo de energia é
muito alto. Elas são compostas por transformadores elevadores que elevam a tensão no
início da transmissão, saindo da subestação, evitando perdas excessivas durante o seu
percurso através dos cabos, até o consumidor final, ou podem ser composta por
transformadores rebaixador, que adequa esta tensão para finalmente alimentar a níveis
seguros.
Em uma subestação são encontrados equipamentos responsáveis pela atuação no
sistema elétrico, como: transformadores, disjuntores, relés, para-raios, secionadores,
barramentos e isoladores. Essas subestações podem ser classificadas de acordo com o
tipo de instalação, podendo ser ao tempo ou externa: são aquelas que ficam ao ar livre,
sujeitas a intempéries como vento, chuva, poluição. Por isso, os equipamentos instalados
devem possuir condições específicas para operação neste tipo de ambiente, abrigada ou
interna: são aquelas construídas em locais abrigados, ou seja, não são expostas ao tempo.
Este tipo de subestação é normalmente utilizado próximo ao centro de carga, ou
blindadas: são aquelas onde todos os equipamentos de alta/média tensão estão protegidas
por invólucros metálicos. São os tipos de subestação mais compactos do mercado,
indicados para locais com pouca disponibilidade de espaço físico (nos centros de
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cargas).

5 – Análise crítica

Segundo o PMBOK: “Um projeto é um esforço temporário empreendido para


criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Os projetos e as operações diferem,
principalmente, no fato de que os projetos são temporários e exclusivos, enquanto as
operações são contínuas e repetitivas. ” Para o planejamento de um projeto devemos
detalhar o máximo de informações, pois dessa forma estaremos minimizando os riscos e
determinando nossa estratégia de projeto.

Para Kerzner (2002) “A gestão de projeto pode ser definida como o


planejamento, programação e controle de uma série de tarefas integradas de forma a
atingir seus objetivos com êxito, para benefício dos participantes do projeto”. A gestão
de projetos é uma ação multidisciplinar, baseada em ferramentas e técnicas para
gerenciar o ciclo de vida do projeto, ou seja, é a soma das boas práticas para iniciar,
planejar, executar, controlar, monitorar e encerrar um projeto.

O projeto deve ser analisado segundo o Gia PMBOK, onde todas as etapas e
sequências devem ser respeitadas. O ponto de partida é o termo de abertura, na fase de
início é definido os objetivos do projeto, necessidades e justificativas. Nesse documento
é identificado o responsável pela execução do projeto e suas atribuições. Após a
formalização do termo de abertura é iniciado a fase de planejamento, durante essa fase é
analisado os pré-requisitos do projeto, como tempo e custo. Ainda na fase de
planejamento é feito a definição de escopo, quem são os Stakeholders e desenvolvimento
da Estrutura Analítica de Projetos (EAP), que orienta as entregas macros do projeto.
Para implantação da subestação devemos ter uma EAP dando uma base para a visão de
todo o projeto. Na construção do cronograma foi utilizado a ferramenta MS Project para
acompanhamento e controle do projeto. Seguindo o contexto devemos oficializar com a
reunião de Kick off com o cliente, onde será repassado todos os detalhes das atividades
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que serão realizadas ao longo do projeto, revisar prazos, custos e recursos.

A qualidade do projeto se baseia no monitoramento e acompanhamento do


projeto, utilizando ferramentas disponíveis e que consiga dar respostas a essas
mudanças. Segundo Kerzner (2002), “Muitos problemas de qualidade de projeto podem
ser previstos por uma sólida avaliação de viabilidade e de risco na fase conceitual, e por
um planejamento cuidadoso e especificações precisas na fase de planejamento. ”

Por fim temos a entrega da subestação “c”, durante a fase de encerramento


devemos garantir que o projeto foi seguido conforme escopo, se respeito o tempo e custo
previsto. Para finalizar temos a reunião de encerramento onde tem como objetivo o
aceito do cliente ou patrocinador do projeto indicando que todos os requisitos do cliente
e especificações do produto foram atendidos.

5 – Conclusão

A utilização do Guia PMBOK foi essencial para o desenvolvimento do


trabalho, assim como toda a bagagem adquirida durante o MBA em gerenciamento de
projetos. O trabalho do gerente de projeto é evitar que as falhas inerentes aos processos
aconteçam, assegurando o bom andamento dos trabalhos.

Devido a grau de dificuldade o processo de gerenciando de riscos poderia ser


quantificado de forma numérica e não tão subjetiva, apresentando valores e quais processos
afetaria caso ocorressem, durante a execução do projeto. De forma geral, o projeto foi
desenvolvido conforme Guia PMBOK, respeitando as restrições de custo, tempo e
qualidade.

A entrega da subestação ocorreu conforme planejado, través da reunião de


encerramento apresentando todos os requisitos e se suas especificações do produto foram
atendidas.
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I – Referencial teórico:
FRANÇA, Renato de Carvalho. Projeto de modernização de subestação
consumidora. 2012. 110 f. Curso de Engenharia Elétrica, Escola Politécnica, UFRJ, Rio
de Janeiro, 2012

KOSAKA, Edison Tadachi; FILIPINI, Thiago Luiz. Montagem da Subestação C.


2016. 50 f. Monografia - Curso de MBA em Gerenciamento de Projeto, Centro de
Ciências Sociais Aplicadas - Gestão, Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, 2016. Cap. 1.

KERZNER, Harold. Gestão de Projetos as melhores práticas. 1ª ed. Porto Alegre:


Editora Bookman, 2002. p 520.