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Segue aqui o conteúdo que será trabalhado e discutido em sala de aula:

Bibliografia: HOLDEN, Susan. O Ensino da Língua Inglesa nos Dias Atuais. SBS
Editora. Primeira Edição, 2009. São Paulo.

1.1. O inglês em Sala de Aula

(...) o inglês tem se tornado cada vez mais importante como meio de comunicação
internacional. Assim, é muito importante para seus alunos desenvolver uma atitude
positiva em relação à língua e ao conhecimento para usá-los com êxito. Precisam
desenvolver estratégias de aprendizado para que esse aprendizado continue fora da sala
de aula tanto quanto dentro dela. (p. 12)

O Falante NÃO nativo de Inglês

É fácil perceber que você tem muitas desvantagens em relação ao falante nativo de
inglês. Por exemplo:
• Você não tem uma compreensão instintiva da linguagem.
• Você não pode saber exatamente com o inglês é empregado em alguns contextos.
• Você pode conhecer alguns dos contextos culturais para textos autênticos como
jornais, propagandas e músicas.
• Você pode se sentir inseguro ao pronunciar uma palavra pouco conhecida.
• Você pode encontrar algumas variedades de inglês (americano, australiano, britânico,
regional, local) difíceis de entender.
(p. 12)

Lembre-se que você provavelmente é o principal exemplo para seus alunos do inglês
falado ao vivo (...) é importante usar o inglês tanto quanto possível na sala de aula. (...)
Tente aumentar a quantidade de inglês lentamente, na medida em que seus alunos se
tornem mais proficientes, aumentando a familiaridade deles com o idioma da sala de
aula. (p. 13)

1.2. Inglês como Idioma Global

Todos os idiomas refletem a cultura dos países e das regiões onde foram desenvolvidos
e são empregados. No entanto, alguns idiomas também são usados como meios de
comunicação entre falantes não nativos e em contextos completamente diferentes. Desse
modo, desenvolvem características novas.
Hoje, o inglês talvez seja o principal exemplo de um idioma global. É usado para
transmitir informações em áreas como ciência e tecnologia, nas artes e no mundo do
trabalho. É por isso que os pais ficam tão interessados que seus filhos o aprendam. Os
alunos também percebem que o inglês é mais do que apenas uma matéria escolar: é
importante para o futuro sucesso deles.

1.3. O contexto Intercultural

(...) Porém, também há uma razão educacional igualmente importante que se aplica a
todos os idiomas estrangeiros: sua função social. (p. 14)
Aprender e usar outro idioma faz com que as pessoas entrem em contato, direta ou
indiretamente, com diferentes sociedades e culturas. Isso as expõe a maneiras de pensar
diferentes, a meios de comunicação diferentes, a valores diferentes, o que , por sua vez,
as estimula a pensar em sua própria cultura, em seus valores e modo de vida. Elas
percebem, então, que não existe uma única maneira de fazer algo, mas muitas outras
diferentes. (p. 14)

1.4. Aprender Inglês hoje

Hoje, porém, em função de o inglês estar tão amplamente disponível na internet pelo
fato de seu uso ter se tornado uma realidade – e até mesmo uma exigência – para tantas
pessoas, é muito mais fácil ver a conexão entre o que é realizado em sala de aula e o uso
do idioma no mundo lá fora.
Uma nova diversidade de recursos está disponível hoje para ajudar os alunos a aprender
e usar o idioma que é pertinente à vida e aos interesses deles: livros didáticos modernos,
possibilidades de aprendizado on-line e fácil acesso ao inglês “real”, até nos menores e
mais remotos lugares. (p. 15)

1.5. Recursos para Ensino e Aprendizagem

1.4.1. A sala de Aula

Acima de tudo, a sala de aula é um lugar para a interação pessoal. Há atividades de


aprendizagem importantes que podem ser feitas aqui. Por exemplo, viver uma interação
professor-aluno e aluno-aluno pode ser muito proveitoso para o aspecto “humano” da
sala de aula. Isso inclui:
• dar explicações;
• pedir ajuda e responder aos pedidos de ajuda;
• comunicar-se por gestos e expressão facial, bem como por palavras;
• trabalhar em pares e grupos, bem como com toda a classe. (p. 15 -16)

1.4.2. O professor

Seu papel é, em primeiro lugar, identificar os objetivos de aprendizagem para cada


grupo de alunos no contexto da escola em particular ou do sistema de avaliação, tendo
em mente os próprios objetivos e pressuposições dos alunos em relação a aprender
inglês. Também é necessário identificar caminhos realistas para alcançar esses
objetivos. (p. 16)

1.4.3. Os alunos

Hoje, os alunos em geral estão muito mais conscientes da importância de aprender


inglês. (...) O que os alunos podem não perceber perfeitamente é que a aprendizagem de
qualquer idioma estrangeiro requer muito trabalho, precisa de prática, de atividades de
memorização, assim como de atividades comunicativas e criativas. (p. 17)
Uma tarefa importante para o professor é ajudar os alunos a ver que esses dois mundos
são, na realidade, aspectos diferentes da mesma e mais ampla área da competência da
língua inglesa. O desafio é manter e estimular o entusiasmo e a criatividade dos alunos,
proporcionando-lhes ao mesmo tempo um suporte teórico firme no qual se basear.
(p.17)

1.4.4. O livro Didático


O livro didático pode ser um amigo ou um inimigo! (p.18)
Avaliar e escolher o melhor livro didático para você, seus alunos e sua situação de sala
de aula exige tempo. E exige mais tempo ainda para chegar a conhecê-lo. (p. 18)

1.4.5. O mundo fora da sala de aula

O aprendizado do inglês, não precisa – e não deve – parar na porta da sala de aula. O
mundo lá fora oferece uma grande variedade de caminhos para tornar esse aprendizado
mais significativo. (p. 18)

Usar o próprio ambiente dos alunos para ampliar os trabalhos e a prática do idioma
ajuda a trazer a prática controlada do idioma até mesmo para a vida. Desenvolver uma
consciência do quanto o inglês agora existe nas ruas, em nomes de lojas ou até no
português falado no dia a dia, faz o idioma estrangeiro parecer mais próximo da
realidade cotidiana. (p.18)

1.6. Como usar Este livro

O conteúdo mescla teoria e prática. A teoria o ajudará a entender as atitudes atuais em


relação ao aprendizado e ao ensino do idioma. Essas atitudes são relevantes para as
salas de aula porque influenciam o conteúdo e o planejamento dos livros didáticos e dos
exames. As atividades práticas ilustram o que as idéias teóricas significam em termos de
sala de aula e correspondem àquelas encontradas atualmente em materiais impressos e
on-line disponíveis para os professores no Brasil. (p.19)

2. Professores, Alunos e Salas de Aula

Pontos para Reflexão:

• Quais são as minhas prioridades como professor de inglês?


• Quais recursos podem me ajudar no ensino?
• Qual é a realidade do inglês na vida dos meus alunos?
• Quais são os objetivos dos meus alunos no aprendizado do inglês?
• Como posso ajudá-los a alcançar tais objetivos?

2.1. O papel do professor

2.1.1. Recursos e Responsabilidades

Você é responsável pelo aprendizado dos seus alunos. (...) Uma responsabilidade
fundamental para o professor é ter certeza de que as metas de aprendizagem e os
métodos pedagógicos sejam apropriados ao contexto: não faz sentido tentar usar
materiais que requeiram muito tempo em sala de aula se seus encontros se resumem a
dois períodos de 50 minutos por semana. Da mesma forma, não faz sentido usar
recursos de multimídia como parte central do ensino se for difícil ter acesso regular a
eles. Por outro lado, seria uma pena ignorá-los se estivessem disponíveis. (...) (p. 21)

Há algo que você nunca deveria esquecer: o fato de poder servir de modelo para seus
alunos. Você aprendeu inglês e alcançou um nível de proficiência que lhe possibilitou
usar o idioma profissionalmente. Seu inglês pode não ser perfeito, mas você sabe como
usá-lo para alcançar seus objetivos.
Atenção para as perguntas:

• Quais são as condições ideais para o aprendizado do idioma?


• Você tem os recursos materiais necessários?
• O toca-CDS tem qualidade suficientemente boa para ser utilizado numa classe com
eco ou ruídos?
• A lousa é suficientemente grande para ser vista por toda a classe?
• O livro didático escolhido reflete suas metas de ensino e o nível de conhecimento, as
áreas de interesse e as necessidades gerais de aprendizado dos alunos?
• Existe algum material complementar, como livros de leitura para uma biblioteca de
classe, que irá proporcionar um exercício individual e estimular a leitura por prazer?
• Seus alunos conseguem usar os computadores da escola para trabalhos?
• Existe a previsão de algum treinamento interno que o irá expor às idéias de professores
de outras escola e oferecer a você e seus colegas um fórum para discussão e debate?
(p.22)

2.1.2 Os Alunos

É importante entender a classe, assim como os problemas de linguagem individuais e os


êxitos alcançados. Isso pode ajudá-lo a identificar que necessidades devem ser revistas
ou requerem mais explicação.

2.1.2. O ambiente Escolar: Ensino Transversal

A escola proporciona uma disciplina e uma estrutura própria: horários de aula regulares
e a possibilidade de usar a lição de casa como apoio para o trabalho em classe. Aprender
um idioma estrangeiro requer tanto a aprendizagem formal – uma compreensão da
estrutura do idioma e seu uso em contexto – quanto oportunidades para a prática mais
informal, a experimentação e a criatividade. O ambiente de sala de aula é um contexto
satisfatório para a primeira exigência; mas, além disso, é importante garantir que o
espaço e estímulo estejam disponíveis para a segunda. Atividades como ler por prazer,
pesquisas na internet em busca de informações ou simples trabalhos com base no
próprio ambiente dos alunos podem suprir e enriquecer a aprendizagem de sala de aula.
Essa abordagem ajuda a personalizar o aprendizado de cada indivíduo e estimulá-lo a
assumir a responsabilidade por tal aprendizado. (p.25)
Outra vantagem do ambiente escola é que os alunos estão cursando outras matérias além
do inglês. Também estão aprendendo ciências, história, geografia, língua e literatura
portuguesa. Assim, parece sensato tirar proveito disso e relacionar as matérias quando
for o caso, em vez de tratá-las em espaços distintos, como frequentemente acontecia no
passado. (p. 25)

2.1.3. O mundo fora da Sala de Aula

Muitos alunos não imaginam o quanto o inglês está “infiltrado” no português. No nosso
mundo global, é fácil encontrar palavras e frases em inglês sendo usadas em
propagandas, em computadores e na música. (...)Essa descoberta que a língua é
dinâmica, e de evolução constante, muitas vezes pode motivar os alunos a descobrir
mais. Fazendo isso, eles podem se tornar mais conscientes de modo como o português
está se desenvolvendo também. (p. 27)

2.1.4. Escolher e usar Material Publicado

“Um livro didático é uma estrutura, não um modelo engessado” (p. 28)

Parte B – O conteúdo Principal

3. O Ensino das Habilidades

3.1. As habilidades relacionadas ao aprendizado do idioma são:

* Leitura;
* Escrita;
* Audição;
* Fala.
Essas são as que costumamos chamar de “as quatro habilidades”.
(p. 49 e 50)

A leitura sempre foi uma habilidade fundamental na aprendizagem da língua. Por


exemplo, a leitura de textos pode ser usada para introduzir e ilustrar exemplos de
padrões gramaticais e vocabulário, sendo que esses textos também podem conter tipos
diferentes de informações e idéias. Os diferentes tipos de textos podem oferecer
linguagem formal e informal, conversação ou narrativa, opiniões ou fatos. Assim, a
exposição a uma variedade ampla de textos pode fazer com que os alunos se
familiarizem com a diversidade de tipos de inglês. (p. 50)

A escrita sempre faz parte da aprendizagem formal de sala de aula. Por exemplo,
exercícios, testes, redações, todos envolvem a escrita. Estes são tradicionalmente usados
para verificar a compreensão e a exatidão. (...) Aqui, a tecnologia pode ajudar. Escrever
algumas sentenças no blog e postar os blogs na internet para outros estudantes lerem e
responderem pode transformar a atividade em algo como propósito e interesse reais. (p.
50)

A audição num idioma estrangeiro é difícil porque o entendimento depende também de


fatores como a relação com o falante ou os falantes, o assunto e o nível e a qualidade
das vozes. Ouvir diálogos num toca-Cds em classe, numa sala que tem eco, já é bem
difícil em português, quanto mais em inglês. E ouvi-los sem um propósito específico é
mais difícil ainda. (p. 51)

A fala é uma habilidade comunicativa importante – mas requer obviamente alguém para
falar e pode parecer bastante artificial na aula de idioma. (...) Numa sala de 30 e 40
alunos, e com horário limitado, muitas vezes essas exigências são difíceis de serem
cumpridas. Porém, é importante tentar, pois dizer algumas palavras em inglês, por mais
simples que sejam, pode ser muito motivador para os alunos. (...) (p. 51)

3.2. Outras habilidades


3.3.1. Habilidades Interpessoais

Boa parte do aprendizado do idioma envolve o trabalho em conjunto entre os alunos.


(...) Tanto o trabalho em duplas quanto o trabalho em grupo dão oportunidades para que
todos interajam em inglês e pratiquem de forma descontraída. (p. 52)

3.3.2. Habilidades para o estudo: Aprendendo a aprender

O aprendizado de um idioma estrangeiro implica saber como estudar. Aprender a


aprender é uma habilidade importante, até para o primeiro ano de inglês. Por exemplo,
os alunos precisam saber fazer coisas como:
• Analisar textos (identificando as idéias principais)
• Encontrar ligações entre as palavras
• Extrair informações factuais de um texto falado ou escrito
• Organizar informações para atividades de fala ou escrita
• Deduzir significados de um contexto
• Usar material de referência, como dicionários
• Apresentar informações e idéias oralmente ou por escrito... e assim por diante.
(p. 53)

3.3.3. Habilidades de Autoconscientização

Em algumas classe, você terá alunos que aprendem melhor através do entendimento das
regras e dos padrões lingüísticos, enquanto outros aprenderão mais depressa ao fazer
coisas em inglês (dramatização, fala, discussão). Outros podem ter uma boa memória
visual e, assim, achar úteis as imagens. Outro grupo responderá melhor a sons, e
preferirá ouvir o idioma (e músicas) tanto quanto possível. Isso significa que, em
condições gerais, uma aula bem balanceada conterá atividades que irão recorrer a esses
diferentes estilos de aprendizagem. (p. 54)

4. Leitura: A compreensão de Textos

4.1. Leitura: Uma habilidade Pessoal


A leitura pode ser realizada por uma só pessoa. Assim, a habilidade de ler em inglês é
uma das coisas mais úteis que seus alunos podem aprender. É a habilidade que usam
fora da sala de aula, e que permanece com eles, após deixarem a escola, pelo resto da
vida. P.56)

4.2. Variedades Textuais


* Propaganda
* Conta de restaurante
* e-mail
* instruções
* revista
* mapa
* horários de cinema
* Jornal
* romance
* lista de compras
* placa de rua
* tabela de horários
* previsão do tempo
Ler na língua materna e ler em inglês envolvem muitas das mesmas características, e
você pode ajudar os alunos a desenvolver as habilidades de leitura estando você mesmo
atento a tal fato e alertando os alunos sobre isso.
(p. 59 e 60)

4.4. Leitura em Sala de Aula: Motivos para Ler

Se você levar em consideração os diferentes motivos para ler textos na vida real, isso
ajudará a oferecer aos alunos motivos para ler em inglês que vão além da mera
“compreensão da leitura” . O primeiro passo é determinar como e por que poderiam ler
o texto fora da sala de aula se ele fosse escrito em português. Você pode usar essas
idéias como base para as atividades apropriadas em inglês. (p. 63)

5. Escrita: A produção de Textos

5.1. A escrita na Vida Real

Escrita diária:
• Postagem em blog
• Diário
• E-mail
• Mensagem de texto
• Preenchimento de um formulário
• Instruções para fazer algo
• Carta (formal e informal)
• Lista de coisas para fazer
• Bilhete para a família
• Lista de compras
(p.76)

6. Audição: A compreensão Oral

6.1. A audição na Vida Real

Há vários tipos diferentes de audição. Por exemplo, podemos ouvir músicas, palestras,
jogos e filmes. Às vezes estamos vendo quem fala e às vezes não. Porém, na maioria
desses casos, a comunicação acontece entre outros falantes, enquanto fazemos o papel
de ouvintes “externos”. Podemos ouvir e escutar, mas não temos a oportunidade de
participar diretamente. (p.87)

Da mesma forma em que há a “leitura em busca de informações”, também há a “audição


em busca de informações”, que inclui avisos em aeroportos, informações factuais no
rádio ou na TV, instruções gravadas ou verbais e correios de voz. Na maioria desses
casos, o ouvinte não interage como falante. Se não compreender algo, você pode voltar
uma gravação para ouvi-la de novo, mas não pode fazer perguntas ao falante. Nesse tipo
de audição, os detalhes são importantes, e normalmente se dá de forma muito
concentrada. É cansativo ouvir por muito tempo, porque requer bastante concentração.
(p.87)
Por fim, existe a forma “interativa: ouvir e falar”. Aqui, o falante e ouvinte estão em
contato direto entre si. Isso significa que a comunicação é flexível, e depende das
pessoas envolvidas. Audição e fala são complementares, e a comunicação entre os
participantes é bem direta: podem interromper a outra parte, pedir esclarecimento e
acrescentar comentários. Esse tipo de audição pode se dar frente a frente ou por
telefone. Se puder ver a outra pessoa, então fica mais fácil entender o que está ouvindo,
pois você tem a expressão facial e gestual para ajudá-lo. Se não puder ver a outra
pessoa, seu entendimento irá depender de certa forma da clareza do que está dito, da
ausência de ruídos de fundo e da linguagem usada. (p. 88)

6.3.1. Variedades do Inglês

O inglês é falado no mundo inteiro, tanto por falantes nativos quanto por aqueles que o
utilizam como segunda língua. (...) Ou seja, provavelmente seus alunos irão encontrar
muitas variedades de inglês na vida real, agora ou no futuro. Podem ouvir exemplos
dessa variedade nos filmes, nos programas de TV e na internet – tanto na forma escrita
quanto na falada – através de blogs e podcasts. (p.94)

Uma das vantagens dessa natureza “globalizada” do inglês é que você pode usar os
diferentes exemplos e variedades para tomar os alunos conscientes das diferenças
sociais e geográficas, e do modo como a linguagem reflete isso. Ou seja, os “valores
sociais” que envolvem a educação podem ser ilustrados na aula de inglês. (p.95)

6.4. Encontrando e Usando Diferentes Materiais Sonoros

Obviamente, existem muitos materiais auditivos em inglês que podem ser baixados da
Internet e acessados em equipamentos de MP3. Isso inclui sites de notícias, cujos vídeos
e áudios são atualizados com freqüência, além de serem apoiados por textos e fotos. Os
podcasts equivalem a programas de rádio e oferecem uma diversidade de material
sonoro: monólogos, reportagens e entrevistas. Existem alguns podcasts agora em
formato de vídeo que podem dar aos alunos a oportunidade de associar a audição com
as características comunicativas visuais, como gestos, expressões faciais e movimentos.
(p.96)

7. Fala: Produção Oral

7.1. Falar: A quem, o que, onde e por quê?

Da mesma maneira que relacionamos a leitura, a escrita e a audição na aula de inglês ao


modo como usamos essas habilidades lingüísticas no nosso próprio idioma e na vida
real, é proveitoso fazer a mesma coisa com a fala. Isso nos ajudará a identificar alguns
dos fatores que moldam a comunicação oral e, assim, a escolher atividades que ajudarão
nossos alunos a se comunicar em inglês. (p.98)

Em primeiro lugar, é conveniente nos questionarmos sobre algumas perguntas


importantes para a comunicação oral:
• Para quem estamos falando?
• Onde a comunicação está ocorrendo?
• Qual é o seu propósito?
Alguns dos fatores que podem influenciar a comunicação oral na vida real incluem:
• Seu relacionamento com as outras pessoas ;
• O propósito do intercâmbio (persuasão, descrição, troca de informações);
• A necessidade de clareza (pode influenciar a escolha da linguagem);
• O lugar (público ou privado; barulhento ou silencioso);
• Como você está se sentindo (nervoso, cansado, feliz, irritado...) (p.98)

7.5. Usando a Internet

A internet pode representar oportunidades para a comunicação falada que, na medida


em que se torna mais disponível aos alunos e mais barata, merecem ser consideradas.
(109)

8. Integrando a Gramática

8.1. A gramática é uma forma de descrever a organização de uma língua. Há várias


maneiras de fazer isso, e é importante entender o tipo de gramática utilizada por seu
livro didático. Assim, você pode ter certeza de que ela se ajusta às expectativas suas e
de seus alunos de modo que se torne uma estrutura útil e efetiva para aprender inglês.
Gramática Estrutural : tem como base a estrutura e a forma da linguagem. Analise e
apresenta a linguagem em termos como ativo e passivo, tempos verbais, preposições,
advérbios e assim por diante. (...) (p.112)
Gramática Funcional: analisa o idioma em função do modo como é usado, e não por sua
estrutura. Por exemplo, descrever um item lingüístico como “falar sobre rotinas diárias”
em vez de “Simple Present” atrai a atenção dos alunos para esse propósito. (...) (p. 113)

9. Integrando o Vocabulário

9.1. Padrões de Vocabulário

Hoje em dia nossos alunos têm a oportunidade de usar o inglês tanto dentro quanto fora
da sala de aula e por isso estão expostos a uma variedade ampla de vocabulário. Assim,
as perguntas principais para o professor do idioma são:
• Qual vocabulário eu deveria ensinar?
• Como posso ajudar meus alunos com o vocabulário?
(p.119)

9.2. Estratégias para o Aprendizado

A primeira coisa a ser dita é que “aprender vocabulário” não significa “aprender” listas
de palavras desconectadas. Ao contrário, significa desenvolver a capacidade de enxergar
a relação entre as palavras, e usar as dicas contidas nas próprias palavras, e no contexto,
para deduzir seus significados. Com a escrita e a fala, também significa estar ciente do
contexto e dos níveis de formalidade a fim de escolher e usar a linguagem mais
apropriada. (p.121)

10. Testes e Avaliações


10.1. Razões para os Testes

O teste tanto pode ter efeito positivo quanto negativo. É positivo quando os alunos
entendem que pode ajudá-los a diagnosticar seus problemas e identificar áreas
vulneráveis. Porém, é negativo quando eles sentem que foi aplicado mais para penalizá-
los, ou que tem pouca ligação com o que aprenderam ou fizeram em inglês. (p.132)
Testes e avaliações são duas coisas diferentes, mas conectadas entre si. O primeiro
mostra o que os alunos podem fazer em relação a uma quantidade específica de tarefas
num momento específico. Tem a intenção de ser uma medida objetiva. A avaliação é
mais ampla, pois pode levar em conta fatores como progresso individual, participação
em aula, deveres de casa e atitudes gerais em relação ao inglês numa dimensão maior. É
inevitável que seja menos objetiva que os testes, porque é muito mais abrangente. (p.
133)

10.2. Avaliação Contínua

A forma mais efetiva de avaliação é a contínua. Em vez de ser um “retrato” do que seus
alunos podem ou não fazer num momento em particular, esse tipo de avaliação registra
o progresso deles, seus avanços e dificuldades ao longo do semestre. Dá a você e seus
alunos uma visão geral do progresso deles e o alerta – e a eles- para problemas enquanto
há tempo para fazer algo a respeito. (p.133)

10.3. A relação entre Ensino e Teste

Qualquer que seja o tipo de processo avaliativo que você use, é importante que reflita o
que foi ensinado. Por exemplo, se você enfatizou o papel da leitura, da escrita, da
audição e da fala, como atividades comunicativas, não faz sentido submeter os alunos a
testes que se concentrem apenas na gramática ou no vocabulário fora de contexto. Você
deveria pedir-lhes que fizessem o mesmo tipo de atividades no teste que estão
acostumados a fazer nas lições. (p.134)

Parte C – Enriquecendo o Conteúdo


11. Projeto
11.1. Os projetos e o Inglês
Esse uso difundido do inglês e do mundo globalizado também significa que precisamos
ajudar nossos alunos a lidar com as formas inesperadas e desorganizadas em que o
idioma é usado. Eles também precisam praticar, usando a linguagem para se comunicar
com as pessoas, encontrar informações e desenvolver seus interesses pessoais. Como
podemos oferecer esse tipo de sondagem semicontrolada do inglês no “mundo real”?
Uma das respostas é através dos projetos. (p.137)
O que é um projeto? Há muitas respostas, mas talvez a mais útil é pensar no projeto
como algo que os alunos fazem, usando o inglês ativamente, para um propósito
definido. A maioria dos projetos é colaborativa, requerendo que os alunos trabalhem em
duplas ou em grupos pequenos, mas eles também podem ser individuais. A vantagem
dos projetos colaborativos, de um ponto de vista educacional, é que envolvem as
habilidades pessoais e interpessoais dos alunos. Essas habilidades incluem coisas como
negociação, delegação e responsabilidade pessoal, bem como as habilidades mais
obviamente relacionadas à linguagem, como pesquisa, análise, seleção e apresentação
de informações e idéias. (p.138)
Os projetos podem ser realizados completamente fora de sala de aula, ou parte em aual e
parte durante o tempo livre dos alunos. Porém, quando você estiver planejando um
projeto, é importante ser realista sobre o tempo necessário para a sua realização. É
melhor não ser ambicioso demais e lembrar que os alunos às vezes podem levar muito
tempo para se organizar. (p.138)
Também é importante destinar um tempo da aula para apresentar o projeto aos alunos, e
combinar exatamente o que ele envolve, quais são seus propósitos e pelo que cada
pessoa será responsável. Se necessário, escolha um líder de grupo (ou deixe que os
alunos o façam) que possa “gerenciar” a atividade. Se o projeto for se estender por mais
uma semana, é também uma boa idéia para estabelecer “pontos de monitoramento”
durante as aulas para discutir seu andamento. Isso ajudará a evitar que os alunos fiquem
frustrados ou que desperdicem tempo e garantirá a você que todos estão envolvidos. Por
fim, tenha certeza de que haverá tempo para os alunos apresentarem e discutirem o
projeto no encerramento. A discussão deveria ser sobre o processo (o trabalho realizado
durante o projeto), bem como sobre o produto (o resultado final). Em condições ideias,
o trabalho de cada aluno poderia ser usado como parte da avaliação contínua individual.
(p.138)
Checar nas páginas140, 141 e 142 os modelos de projetos curtos e projetos maiores.

CONCLUSÃO:

Após essas duas aulas, espera-se que os alunos tenham uma visão geral do que é o
ensino da língua inglesa e, principalmente, o que é necessário ter e saber para ser um
bom professor de inglês.