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Re exão Teológica 7 de Set de 2019 8 minutos para ler

Escatologia (Fim do mundo): Em defesa do pré-milenismo


histórico.
Atualizado: 8 de Set de 2019

RESUMO

Este artigo proporciona um maior entendimento sobre os últimos dias. O objetivo é


analisar as evidências bíblicas, históricas e teológicas em favor do pré-milenismo histórico.
A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográ ca com a nalidade de levantar informações
para um melhor esclarecimento sobre o tema e o resultado foi satisfatório sobre a defesa
da corrente escatológica pré-milenismo histórico. No desenvolvimento do texto
observamos que a corrente teológica do pré-milenismo histórico é tão antiga quanto ao
cristianismo, e que há muitas evidências bíblicas, históricas e teológicas que a faz ser uma
provável interpretação verídica a respeito do que em breve deve acontecer, em contraste
com as outras correntes de interpretações escatológicas.

Palavras chave: Escatologia. Milênio. Pré-milenismo histórico.

Introdução

Estaremos fazendo uma análise das diversas linhas de interpretação de escatologia,


apresentando as principais correntes escatológicas defendidas ao longo dos séculos e
atualmente, que são elas: Pré-milenismo histórico, pré-milenismo dispensacionalista,
amilenismo e pós-milenismo. Posteriormente estaremos apresentando evidências que
mostram ser o pré-milenismo a corrente mais bíblica de escatologia.

Apresentando como objetivo especí cos as evidências bíblicas, históricas e teológicas que
favorecem ao pré-milenismo histórico. Escolhendo o tema devido ser um tema muito
relevante para igreja cristã e que desperta muito interesse e curiosidade dos mesmos, que
é o tema a respeito das últimas coisas que devem acontecer com o mundo e os seres
humanos.

O tema a respeito das últimas coisas, é atualmente um tema muito polêmico dentro do
cristianismo quando se trata a respeito do milênio, tanto é que o teólogo Americano
Millard Erickson escreveu um livro com o seguinte título: “Escatologia a polêmica em torno
do milênio”. É muito importante sabermos que quanto a verdade revelada nas escrituras
que Jesus irá voltar, não existe discordância entre os teólogos dessas linhas escatológicas
quanto a isso, uma vez que, as escrituras são bem enfáticas a respeito dessa verdade
absoluta, e todos os teólogos por isso assim creem, entretanto, a discordância entre eles é
se Jesus voltará antes ou depois do milênio descrito em Apocalipse 20 e se o cristão irá
passar ou não pela grande tribulação que é relatado em Mt:24, Mc:13 e Lc:21.
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A discordância entre os teólogos se dá devido as diferentes linhas hermenêuticas, ou seja,


interpretativa que cada um deles seguem, existindo quatro linhas interpretativas usadas
nos textos que se retratam do m dos tempos, sendo elas: Preterista, histórica, idealista e
futurista. O teólogo Americano Millard Erickson em seu livro: Escatologia a polêmica em
torno do milênio. (2010, p.119) relata resumidamente explicando cada uma dessas linhas de
interpretações apocalípticas:

A interpretação preterista considera que os acontecimentos do livro tenham


ocorrido quando o livro foi escrito. A interpretação histórica considera que esses
acontecimentos eram futuros quando o livro foi escrito, mas que ocorriam no
decurso da história da igreja. A interpretação idealista ou simbólica elimina a
historicidade desses acontecimentos, tornando-os puramente simbólicos de
verdades atemporais em seu caráter. A interpretação futurista considera que esses
acontecimentos ocorrem sobretudo no tempo do m.

Quando Erickson a rma “os acontecimentos do livro” o livro que está relatando é
apocalipse, mas também se aplica a Mt:24, Lc:13 e Lc:21. Dessa maneira, compreendemos
que essa diversidade de convicções a respeito das últimas coisas que existem entre o pré-
milenismo, amilenismo e pós-milenismo, é devido essas linhas escatológicas seguir em
determinada interpretação de um texto bíblico a interpretação idealista e em outro texto a
futurista, um exemplo disso, é a respeito do amilenismo, que em Mt:24, interpretam essa
passagem de forma futurista, já em apocalipse 20, interpretam essa passagem de maneira
idealista ou simbólica, enquanto o pré-milenismo, interpreta as duas passagens como
futurista e literal.

Sendo assim, compreendemos melhor que a discordância entre teólogos pré-milenista,


amilenista e pós-milenista, se dá porque em determinada passagem que trata do m dos
tempos, cada linha teológica irá interpretá-la usando um desses quatro métodos
interpretativos citados acima.

É importantíssimo sabermos que cada uma dessas linhas escatológicas como o pré-
milenismo, amilenismo e pós-milenismo, vieram se desenvolvendo através dos séculos na
história do cristianismo, tendo surgido primeiramente nos primeiros três séculos da igreja
cristã o que chamamos hoje de pré-milenismo histórico, defendido pelos Pais da Igreja
que viveram entre os séculos II a IV d,C, já no século IV d.C, começou a se desenvolver
com Agostinho de Hipona uma interpretação não literal do milênio, que seria o que
chamamos hoje de amilenismo, dessa forma, o amilenismo foi forte até o período da
reforma protestante no século XVI d.C. Logo após veio o pós-milenismo, no período de
avivamento do século XVIII, posição essa defendida pelo avivalista Jonathan Edwards, logo
após, no século XIX d.C surgiu o pré-milenismo dispensacionalista com o pregador anglo-
irlandês chamado John Nelson Darby, sendo propagado sua interpretação escatológica
pela Bíblia de Estudo Sco eld.

Contudo, é preponderante notar que o pré-milenismo histórico, é a corrente escatológica


mais antiga na história da igreja, por isso o nome “histórico”, ela é tão antiga quanto o
cristianismo, no que concerne a esse fato o teólogo Franklin Ferreira em seu livro de
teologia sistemática, escrito juntamente com o teólogo Alan Myatt. Ferreira (2007, p.1101)
declara:

"O chamado pré-milenismo histórico foi a posição dominante dos pais da igreja na
teologia, entre os séculos II e IV. Entre esses pais da igreja, podemos mencionar Justino de
Roma, Ireneu de Lion, Tertuliano e Cipriano".

É relevante sabermos que os pais da igreja que viveram entre os séculos II e V d.C, foram
dizendo de uma forma anacrônica, “grandes teólogos” do passado, intelectuais cristãos
dos primeiros séculos do cristianismo, que deram continuidade aos ensinos dos apóstolos
e alguns deles que chegaram a viver entre o século I e II d.C, tiveram contato com os
discípulos de Jesus Quanto a isso Ferreira (2007 p 1101) diz:
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discípulos de Jesus. Quanto a isso, Ferreira (2007,p.1101) diz:
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"Papias, que, segundo a tradição, foi discípulo do apóstolo João, cria na idéia de um reino
literal de mil anos na Terra, depois da segunda vinda de Cristo. Essa é a noção que de ne
o pré-milenismo".

Desse modo, compreendemos que o pré-milenismo histórico é a interpretação


escatológica mais antiga, e que foi defendida no passado e ainda é defendida por grandes
teólogos contemporâneos, ainda em seu livro, o teólogo Frank Ferreira cita alguns deles,
entre os muitos teólogos que defendem essa posição, Ferreira (2007, p.1101) sendo eles os
teólogos mais famosos, são eles: “Oscar Cullmann, Russel Shedd, George Eldon Ladd,
Wayne Grudem, R.K. McGregor Wright e Millard Erickson.”

Muitas são as evidências apresentadas pelos teólogos pré-milenistas históricos para


justi carem sua interpretação mais bíblica e consequentemente a correta. O teólogo
americano Normal Geisler em seu livro de teologia sistemática, relata de uma maneira
resumida as diversas evidências do pré-milenismo. Geisler (2010, p. 940) a rma:

Os numerosos argumentos oferecidos para dar suporte ao pré-milenarismo incluem:


(1)Explica melhor a promessa incondicional de terra feita a Abraão e seus
descendentes (Gn 12;14,15). (2) Permite um melhor entendimento da aliança
incondicional davídica (de que seu descendente iria reinar para sempre – Samuel
7.12ss). (3) É necessário para o cumprimento de numerosas previsões do Antigo
Testamento sobre uma era messiânica (Is 9;60;65). (4) Explica a promessa de Jesus
de que Ele e seus apóstolos reinarão sobre tronos em Jerusalém (Mt 19:28). (5) Está
baseado na resposta de Jesus à pergunta dos discípulos a respeito de restaurar o
reino de Israel (At 1.5-7). (6) Con rma a declaração de Paulo, de que Cristo irá reinar
até que a morte seja derrotada (1 Co 15:20-28). (7) É consistente com a promessa de
Romanos 11, de que Israel será restaurado (8) Estabelece a interpretação literal de
que Cristo e os santos ressuscitados irão reinar durante “mil anos” (Ap 20.1-6).

Tratemos agora, mas de uma maneira mais profunda, duas evidências principais do pré-
milenismo histórico. A primeira evidência vem de apocalipse 20, que retrata explicitamente
duas ressureições, assim podemos ver claramente conforme é citado no versículo: 4 e 5
deste capítulo, uma vez que, no versículo 4 diz que “ vi as almas dos decapitados por
causa do testemunho de Jesus” ou seja, eles foram mortos e depois é dito “ e viveram e
reinaram com Cristo durante mil anos” implicando que ressuscitaram, sendo essa a
primeira ressureição, que é a ressurreição dos salvos, o versículo 5 retrata a segunda
ressureição que é a ressureição dos ímpios, diz o texto: “ Os restantes dos mortos não
reviveram até se completarem mil anos” assim podemos ver claramente que o verbo:
viveram, verbo grego: ζαω, implica claramente duas ressureições já que tudo o que está
sendo retratado nesse capítulo é na terra, pois o versículo 1 nos diz: Vi descer do céu um
anjo.

Quanto a isso, até alguns teólogos amilenistas a rmam que esse texto retrata duas
ressureições, a diferença está que enquanto para os pré-milenistas são duas ressureições
literais, para os amilenistas a primeira ressureição é espiritual e a segunda literal. A respeito
disso o teólogo americano Miillard Erickson em seu livro introdução a teologia sistemática,
Erickson (1997, p. 513) declara:

Os pré-milenistas, contudo, rejeitam essa interpretação, considerando-a


insustentável. George Ladd diz que se ezesan signi ca ressureição corporal no
versículo 5, deve signi car ressureição corporal no versículo 4, se não, “perdemos o
controle da exegese”. O contexto, é claro, pode alterar o signi cado das palavras.
Entretanto, neste caso os dois usos de ezesan ocorrem juntos. Por conseguinte, o
que temos aqui são duas ressureições do mesmo tipo que atingem dois grupos
diferentes com um intervalo de mil anos. Também parece, pelo contexto, que os que
participarem da primeira ressureição não passarão pela segunda. São os “restantes
dos mortos” que só revivem no nal dos mil anos.

A segunda evidência em favor do pré-milenismo, são as diversas profecias relatadas no


antigo testamento que ainda não se cumpriram, sendo que terão que se cumprir, visto
que, Jesus disse em Mateus: 5:18: “Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra,
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de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra


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ou o menor traço, até que tudo se
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cumpra.” E Pedro corroborou com Jesus, quando Pedro disse em Atos:3:21: “É necessário
que ele permaneça no céu até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as
coisas, como falou há muito tempo, por meio dos seus santos profetas.”

Muitos são as passagens bíblicas que relatam profecias que ainda não se cumpriram e
que relatam a respeito de um reino de paz literal e terreno, sendo elas: Is: 65:20, Is:11:6-9,
Is: 2:1-5, Sl:72:8-14, Zc:14:5-17, Dn:7:13-14. Quanto a esses textos o teólogo Americano Wayne
Grudem em seu livro: Teologia Sistemática, Grudem (1999, p. 962) diz:

Algumas passagens no Antigo Testamento não parecem caber nem na presente era
nem no estado eterno. Essas passagens indicam algum estágio futuro na história da
redenção, muito mais grandioso que a presente era da igreja, mas que ainda não
parece remover de sobre a terra todo o pecado, rebelião e morte.

Dessa forma, conseguimos entender de uma maneira correta o que essas passagens do
Antigo Testamento queriam dizer a respeito de Israel, sendo passagens que se unem com
a descrita em Apocalipse 20, a rmando um reino terreno de paz na terra futuramente, e
apocalipse 20 dando detalhes que esse reino seria com Cristo reinando sobre a terra. Pois,
devemos interpretar as Sagradas Escrituras como um “todo”, interpretando o Antigo
Testamento “a luz” do Novo Testamento, e o Novo Testamento “a luz” do Antigo
Testamento, entendendo a revelação progressiva de Deus através da Bíblia.

Considerações nais: Portanto, concluímos que conforme apresentado, temos um forte


respaldo bíblico, histórico e teológico que apoiam a corrente escatológica do pré-
milenismo histórico, que a faz ser uma provável interpretação correta das coisas que em
breve devem acontecer no mundo. Contudo, mesmo que esse artigo faça uma defesa da
linha escatológica pré-milenismo histórico, devemos ter a humildade de saber e entender
que "o milênio" se trata de um tema controverso na teologia, existindo teólogos que
contrariamente a linha escatológica que esse artigo defende, são pré-milenistas
dispensacionalista, amilenistas ou pós-milenistas.

REFERÊNCIAS:

ERICKSON, Millard. Escatologia a polêmica em torno do milênio. São Paulo: Vida Nova,
2010.

ERICKSON, Millard. Introdução a Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1997.

FERREIRA, Franklin e Allan Myatt. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2007.

GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias
De Deus, 2010.

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999.

Escrito por: Andrei Medeiros Sartore – Graduando em Teologia-FTBB e Ciências


Biológicas-UNIP.

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