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Central de Concursos Complemento - 1

COMPLEMENTO DE MATEMÁTICA - MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,


PECUÁRIA E ABASTECIMENTO (MAPA) - CÓD.: 0404
NOÇÕES DE FUNÇÕES
a) Para x = 0, temos y = 3 · 0 - 1 = -1; portanto, um ponto é (0, -1).
1
b) Para y = 0, temos 0 = 3x - 1; portanto N = , e o outro ponto
3
1
é ( , 0) .
3
1
Marcamos os pontos (0, -1) e ( , 0 ) no plano cartesiano e liga-
3
mos os dois com uma reta.

Raiz de uma Função do 1º grau


Analisando os diagramas acima:
Chama-se zero ou raiz da função do 1º grau f(x) = ax + b,
O diagrama 1 não satisfaz a condição (1); a ≠ 0, o número real x tal que f(x) = 0.
O diagrama 5 não satisfaz a condição (2).
Logo, somente os diagramas 2,3 e 4 representam uma função. Temos: >
f(x) = 0 ⇒ ax + b = 0 ⇒ N =−
=
1. FUNÇÃO DO PRIMEIRO GRAU Exercícios Resolvidos

Definição 1) Obtenha o zero ou raiz das seguintes funções.


Chama-se função do 1º grau, ou função afim, a qualquer
função dada por uma lei da forma: a) f(x) = 2x - 5 b) g(x) = 3x + 6

f(x) = ax + b Resolução:
a) f(x) = 2x - 5
Onde a e b são números reais dados e a ≠ 0.
Na função f(x) = ax + b, o número a é chamado de coeficiente de Para obtermos o zero ou a raiz da função f(x) = 2x – 5, faremos
x e o número b é chamado termo independente. f(x) = 0 , portanto:
5
Veja alguns exemplos de funções polinomiais do 1º grau: 2x - 5 = 0 ⇒ N =
f(x) = 5x - 3, onde a = 5 e b = - 3 2
f(x) = -2x - 7, onde a = -2 e b = - 7 b) g(x) = 3x + 6
f(x) = 11x, onde a = 11 e b = 0
Para obtermos o zero ou a raiz da função g(x) = 3x + 6, faremos
Gráfico g(x) = 0 , portanto:
O gráfico de uma função polinomial do 1º grau, y = ax + b, com 3x + 6 = 0 ⇒ x = -2
a ≠ 0, é uma reta oblíqua aos eixos Ox e Oy.
2) Determine a abscissa do ponto em que o gráfico da função
O coeficiente de x, a, é chamado coeficiente angular da reta e h(x) = -2x + 10 corta o eixo das abscissas.
está ligado à inclinação da reta em relação ao eixo Ox.
O termo constante, b, é chamado coeficiente linear da reta. Resolução:
Para x = 0, temos y = a · 0 + b = b. O ponto em que o gráfico corta o eixo dos x é aquele em que
Assim, o coeficiente linear é a ordenada do ponto em que a reta h(x) = 0; então:
corta o eixo Oy.
h(x) = 0 ⇒ -2x + 10 = 0 ⇒ x = 5
Exercício Resolvido
Construir o gráfico da função y = 3x – 1. Função Crescente e Decrescente
Consideremos a função do 1º grau y = 3x – 1.
Resolução:
Como o gráfico é uma reta, basta obter dois de seus pontos e ligá- Vamos atribuir valores cada vez maiores a x e observar o que
los com o auxílio de uma régua: ocorre com y:
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x aumenta↑ Resolução:
Atribuindo valores reais para x, obtemos seus valores corres-
pondentes para y.


y aumenta↑

Notemos que, quando aumentamos os valores de x, os corres-


pondentes valores de y também aumentam. Dizemos, então que
a função y = 3x - 1 é crescente.

Vamos considerar agora a função do 1º grau definida por f(x) = -x + 1 O conjunto dos pares ordenados determinados é
f = {(-2,3),(-1,2),(0,1),(1,0),(2,-1)}
Atribuindo valores reais para x, obtemos seus valores corres-
O gráfico fica:
pondentes para y.


x aumenta↑


y diminui↓

Notemos que, quando aumentamos os valores de x, os corres-


pondentes valores de y diminuem. Dizemos, então que a função
y = x - 1 é decrescente.

Regra geral:
?A função do 1º grau f(x) = ax + b é crescente quando o
coeficiente de x é positivo (a > 0);
?A função do 1º grau f(x) = ax + b é decrescente quando o Observe que sendo a = -1, portanto menor que zero, então a
coeficiente de x é negativo (a < 0) função é decrescente.
Exercícios Resolvidos 3) Determine a função f(x) = ax + b, sabendo-se que: f (2) = 5 e
1) Construa o gráfico da função determinada por f (3) = -10.
f(x) = x + 1
Resolução:
Resolução: Podemos escrever:
Atribuindo valores reais para x, obtemos seus valores corres- f (2) = 5 ⇒ 5 = 2.a + b (I)
pondentes para y. f (3) = - 10 ⇒ -10 = 3.a + b (II)

Subtraindo membro a membro as duas equações, vem:


5 - (- 10) = 2.a + b - (3.a + b)
5 + 15 =2a + b –3a – b ⇒ 15 = -a ⇒ a = -15.

Substituindo o valor de a na equação (I) fica:


5 = 2.(- 15) + b ⇒ b = 35.
O conjunto dos pares ordenados determinados é Logo, a função procurada é: y = - 15x + 35.
f = {(-2,-1),(-1,0),(0,1),(1,2),(2,3)}
4) Considere a função y = x +1, determine a raiz desta função.
O gráfico fica:
Resolução:
Basta determinar o valor de x para termos y = 0

Então, x +1= 0 ⇒ x = -1
Dizemos que -1 é a raiz ou zero da função.

Observe que sendo a = 1, portanto maior que zero, então a


função é crescente.

2) Construa o gráfico da função determinada por


f(x) = - x + 1.
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Note que o gráfico da função y = x +1, interceptará (cortará) o Agora multiplicaremos a inequação por (-1)
eixo x em -1, que é a raiz da função. -3x > 18 x (-1) ⇒ 3x < -18 ⇒ x < - 6.

5) Determine a raiz da função y = -x +1 e esboce o gráfico. S = {x ∈ R | x < - 6}

Solução: Fazendo y = 0, temos: 1.1. Função do Segundo Grau

0 = -x+1 ⇒ x = 1 A função do 2º grau, também denominada função quadrática,


Gráfico: é definida pela expressão do tipo:
 
y = f(x) = ax² + bx + c, onde a, b e c são constantes reais e a ≠ 0

Exemplos:
a) y = x²+3x+2 (a = 1; b = 3; c = 2)
b) y = x² (a = 1; b = 0; c = 0)
c) y = x²-4 (a = 1; b = 0; c = -4)

Gráfico de uma Função do 2º grau:

O gráfico de uma função quadrática é uma parábola.

Exercício Resolvido
Esboce o gráfico da função y = x²:

Resolução:
Como na função do 1º grau, basta atribuir valores reais para x,
Note que o gráfico da função y= -x + 1, interceptará (cortará) o obtendo seus valores correspondentes para y.
eixo x em 1, que é a raiz da função.

Inequações do Primeiro Grau

Chama-se de inequação do primeiro grau, na incógnita x, a qualquer


sentença que pode ser expressa numa das seguintes formas:
=N + > > 0 =N + > ≥ 0
=N + > < 0 =N + > ≤ 0
Para resolver uma inequação do primeiro grau, devemos lembrar
de duas propriedades:

a) Quando multiplicamos todos os termos de uma inequação por


um número positivo, devemos manter o sentido da de-
sigualdade.
Dessa forma se na inequação -3x > 15, multiplicarmos todos os ter-
mos, por exemplo, por 5, a inequação ficará da seguinte forma -15x >
75, pois foi mantido o sentido da desigualdade.
O ponto V representa o vértice da parábola, é a partir dele que
b) Quando multiplicamos todos os termos de uma inequação por determinamos todos os outros pontos.
um número negativo, devemos inverter o sentido da Coordenadas do Vértice
desigualdade.
Dessa forma se na inequação -2x < 16, multiplicarmos todos os ter- A coordenada x do vértice da parábola pode ser determinada por:
mos, por exemplo, por – 3, inequação ficará da seguinte forma b
6x > - 48, pois foi invertido o sentido da desigualdade.
? xv =−
2a
Exercícios Resolvidos A coordenada y do vértice é obtida por:

Resolver em U = R, as seguintes inequações: Ä


?yv = −
a) 3x – 5 > 13 b) -3x – 5 > 13 4a
Exercício Resolvido
Resolução: Determine as coordenadas do vértice da parábola
a) 3x – 5 > 13 y = x² - 4x + 3

Para resolvermos, vamos isolar o valor de x Resolução:


3x – 5 > 13 ⇒ 3x > 13 + 5 ⇒ 3x > 18 ⇒ x > 6 Inicialmente, identificaremos os coeficientes da função y = x² - 4x + 3
S = {x ∈ R | x > 6}
Temos: a = 1, b = - 4 e c = 3
b) -3x – 5 > 13
Agora, calcularemos os valores da coordenada do vértice.
Para resolvermos, vamos isolar o valor de x
b
Abscissa do vértice é dada por: x v = − , logo:
-3x – 5 > 13 ⇒ -3x > 13 + 5 ⇒ -3x > 18 2a
4 - Complemento Central de Concursos

4 b) quando a < 0, a parábola está voltada para baixo (boca


xv = ⇒ xv = 2
2 para baixo).
Ä
A ordenada do vértice é dada por: y v = −
4a

(( −4) 2 − 4.1.3) 4
yv = − ⇒ y v = − ⇒ y v = −1
4.1 4

Resposta: As coordenadas do vértice são (2, -1)

Raízes (ou zeros) da Função do 2º grau

Denominam-se raízes da função do 2º grau os valores de x para


os quais ela se anula, isto é:

f(x) = 0

Então, para acharmos as raízes da função do 2º grau, basta resol-


vermos a equação: ax2 + bx + c = 0, utilizando a fórmula de Bháskara.

Interpretação gráfica das raízes


As raízes da função do 2º grau são os valores de x onde a Notas:
parábola “corta” o eixo x. ? Quando a concavidade está voltada para cima (a > 0), o vértice
representa o valor mínimo da função.
Na função y = x² - 4x + 3, que acima acabamos de determinar ? Quando a concavidade está voltada para baixo (a < 0), o
as coordenadas de seus vértices, as raízes da função serão vértice representa o valor máximo da função.
x1 = 1 e x2 = 3.
Esboço Gráfico Conforme o Valor do Discriminante
Vejamos o gráfico: Vamos analisar os três casos:

1º) Quando o discriminante é igual a zero


Quando o valor de Ä = b2 – 4.a.c = 0, o vértice da parábola
encontra-se no eixo x. A coordenada y será igual a zero.

Exercício Resolvido
Construa o gráfico da função f(x) = x² + 2x +1

Resolução:
Vamos inicialmente determinar as raízes da função, fazendo x² +
2x + 1 = 0.

Calculando o discriminante, teremos:


Ä = (2)2 – 4.1.1 ⇒ Ä = 0
Logo, x1 = x2 = -1

Note que quando x = 1 e x = 3, a parábola intercepta (“corta”) o eixo x. As coordenadas do vértice serão V = (-1,0).

Concavidade da Parábola Gráfico:


a) quando a > 0, a concavidade da parábola está voltada para
cima (boca para cima).

2º) Quando o discriminante é maior que zero


Quando o valor de Ä > 0, a parábola intercepta o eixo x em dois pontos.

Exercício Resolvido
Construa o gráfico da função f(x) = x² - 4x + 3

Resolução:
Vamos inicialmente determinar as raízes da função, fazendo x² -
4x + 3 = 0.
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Calculando o discriminante, teremos: Inequações do Segundo Grau


Ä = (-4)2 – 4.1.3 ⇒ Ä = 16 – 12 = 4 > 0
Inequações do segundo grau são aquelas que podem ser ex-
Logo as raízes são: x1 = 1 e x2 = 3 pressas na forma f(x) >0, f(x) < 0, f(x) ≥ 0 e f(x) ≤ 0 onde f(x) é
uma expressão do segundo grau na variável x.
Gráfico: Resolver uma inequação é obter todos os valores de x que satis-
fazem à inequação.
Para resolver uma inequação do segundo grau, basta fazer o
esboço gráfico da função correspondente.

Exercícios Resolvidos

1. Resolver as inequações:
a) x² -x + 2 > 0 b) x² - x + 2 < 0

Resolução:
Para a resolução das inequações, esboçaremos o gráfico de f(x)
= x² - x + 2, temos:

3°) Quando o discriminante é menor que zero


Quando o valor de Ä < 0 , a parábola não intercepta o eixo x. Não
há raízes ou zeros da função.

Exercício Resolvido
Construa o gráfico da função f(x) = x² -x + 2

Resolução:
Vamos inicialmente determinar as raízes da função, fazendo
x² -x + 2 = 0.

Calculando o discriminante, teremos:


a) x² -x + 2 > 0
Ä = (-1)2 – 4.1.2 ⇒ Ä = 1 – 8 = - 7 < 0
Podemos observar pelo gráfico que f(x) > 0 para qualquer valor
Gráfico: de x, logo

S=R

b) x² - x + 2 < 0

Pelo mesmo gráfico, concluímos que f(x) = x² - x + 2 nunca


assume valores negativos, portanto,

S=Ø

2) Resolver as inequações.
a) x² - 4x + 3 > 0 b) x² - 4x + 3 < 0

Resolução:
Resumindo: Para a resolução das inequações, esboçaremos o gráfico de
f(x) = x² - 4x + 3
6 - Complemento Central de Concursos

a) x² - 4x + 3 > 0 Equações Exponenciais


Observando esse gráfico, concluímos que f(x) > 0 para x > 3 ou para a) Definição
x < 1, logo São aquelas que apresentam incógnita no expoente, da forma
ax = b, com a > 0 e a ≠ 1 e b > 0
S = {x ∈ R| x > 3 ou x < 1}
São exemplos de equações exponenciais:
b) x² - 4x + 3 < 0
3x = 81; 2x+1 = 1
Pelo mesmo gráfico, concluímos que f(x) < 0 para 1 < x < 3, logo
b) Princípio da igualdade das bases
S = {x ∈ R| 1 < x < 3} Para resolver uma equação exponencial utilizamos as proprieda-
des das potências e a seguinte propriedade:

Exercícios Propostos ?ax2 = ax1 ⇔ x2 = x1 (com a > 0 e a ≠ 1)


01. O gráfico da função do 1º grau definida por f(x) = 3x + 5 “Se as bases são iguais, então os expoentes são iguais”, é o
passa pelo ponto P(k,3). O valor de k é: chamado princípio da igualdade das bases.
a) -3/2 d) 5
b)-2/3 e) 7 Exercícios Resolvidos
c) 3 Resolver as seguintes equações:
02. O gráfico da função ƒ, de R em R, definida por ƒ(x) = 2x + 3 01. 8x = 512
corta o eixo das ordenadas no ponto cujas coordenadas são:
x
a) (0, 3) 5 81
=
b) (3, 0) 02.  3  625
c) (0, 5)
d) (5, 0) 03. 813-x = 92+x
e) (0, -3/2)
Resolução:
03. Observe o gráfico abaixo. 01. 8x = 512

Deixando os dois membros em potências de mesma base e igua-


lando os expoentes:

(23)x = 29 ⇒ 23x = 29 ⇒ 3x = 9 ⇒ x = 3

V = {3}

x
5 81
02.   =
3 625

Resolução:
Deixando os dois membros em potências de mesma base e igua-
Ele estabelece a relação entre consumo de combustível
lando os expoentes.
(em litros) e a distância percorrida (em km). A quantida-
−4
de de litros gastos para percorrer 28 km é um número 5
N
34 5 3 5 5
N 4 N

compreendido entre:   = 4 ⇒  =  ⇒  =  ⇒ N = −4
3 5 3 5 3 3
a) 0 e 1 d) 3 e 4
b) 1 e 2 e) 4 e 5
c) 2 e 3 V = {-4}

04. Sendo a função real definida por f(x) = x2 - 2 podemos 3) 813-x = 92+x
afirmar que seu gráfico:
a) passa pela origem Resolução:
b) corta o eixo das abscissas em 2 partes Deixando os dois membros em potências de mesma base e igua-
c) tangencia o eixo das abscissas lando os expoentes:
d) não toca o eixo das abscissas
e) corta o eixo das abscissas em 3 partes (3 )
4 3− N
= 32( ) 2+ N
⇒ 312 −4 N = 34 + 2 N ⇒
4
05. (FGV) O lucro mensal de uma empresa é dado por 12 − 4 N = 4 + 2 N ⇒ −6N = −8 ⇒ N =
3
L = -x2 + 30x – 5, em que x é a quantidade mensal vendi-  4
da. Qual o lucro máximo possível? V = N = 3 
a) 200 d) 230
b) 210 e) 240
c) 220 2. FUNÇÃO EXPONENCIAL
a) Definição:
Gabarito Chamamos de função exponencial toda função do tipo:
01. B 02. A 03. D 04. B 05. C f(x) = ax, com a > 0, a ≠ 1 e x ∈ R
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Exemplos Fazendo a representação gráfica desses valores:


( 5)
x
3 x
a) ƒ (x) = 3x b) f(x) =   c) f(x) =
2

b) Domínio e conjunto imagem


O domínio da função f(x) = ax ou y = ax é R e o conjunto imagem é R*+

c) Representação gráfica

Exercícios Resolvidos
01. Dada a função f(x) = 2x, determine o domínio, imagem
e a sua representação gráfica.

Resolução:
Atribuindo alguns valores para x, obtemos os correspondentes
valores de f(x) = y = 2x, construindo uma tabela:

Analisando o gráfico, podemos observar que:


a) o domínio de f(x) é R
b) o conjunto imagem é R*+
c) o gráfico passa pelo ponto (0,1)
d) a função é decrescente, pois:
x1 x2
Fazendo a representação gráfica desses valores: 1 1
x1 < x2 ⇒   >   , para qualquer x pertencente ao domínio.
2 2

Resumo
1) Quando a base a >1, a função exponencial será crescente e
o seu gráfico estará todo acima do eixo x.
2) Quando a base 0 < a < 1, a função exponencial será decres-
cente e o seu gráfico estará todo acima do eixo x.
3) Nos dois casos o gráfico passará pelo ponto (0,1).

Inequação Exponencial
Para resolvermos as inequações exponenciais, devemos obser-
var o seguinte:

1) Quando a base a > 1, a função exponencial será crescente,


como conseqüência teremos:

Se ax1 < ax2 , então x1 < x2.


Se ax1 > ax2 , então x1 > x2.

Analisando o gráfico, podemos observar que: 2) Quando a base 0 < a < 1, a função logarítmica será decrescente.
a) o domínio de f(x) é R Se ax1 < ax2 , então x1 > x2.
b) o conjunto imagem é R*+ Se ax1 > ax2 , então x1 < x2.
c) o gráfico passa pelo ponto (0,1)
d) a função é crescente, pois x1 < x2 ⇒ 2x1 < 2x2 para qualquer 2.1 Logaritmos
x pertencente ao domínio.
x
a) Definição:
1
02. Dada a função f(x) =   , determine o domínio, ima- Sendo 0 < a ≠ 1, b > 0 , chamaremos de logaritmo de b na base
2
gem e a sua representação gráfica. a, a forma logab = x, tal que:

Resolução: logab = x ⇔ ax = b
Atribuindo alguns valores para x, obtemos os correspondentes
Notação:
N
1 a é a base.
valores de f(x) = y =   , construindo uma tabela: b é o logarítmando ou antilogaritmo.
2
x é o logaritmo.

Assim log2 32 = 5, pois 25 = 32


log7 7 =1, pois 71 = 7
log4 1 = 0, pois 40 = 1
log10 0,01 = -2, pois 10-2 = 0,01
−3
1
log 1 27 = 3, pois   = 27
3  3
8 - Complemento Central de Concursos

Observe que, em todos esses exemplos, foram satisfeitas as 2.2 Sistemas de logaritmos
condições de existência, que são: logaritmando b positivo e base
a positiva e diferente de 1. a) Sistema de logaritmos decimais: é o sistema de base 10.
Quando a base não estiver indicada, fica subentendido que a
b) Conseqüências decorrentes da definição: base é 10, isto é: log x = log10 x.

Sendo 0 < a ≠ 1, b > 0, c > 0 e k ∈ R, valem as propriedades: b) Sistema de logaritmos neperianos ou naturais: é o sis-
tema de base e (e = 2,718...).
P1 log a 1 = 0
Notação: logex, ou lnx.
P2 log a a = 0
P3 log a a k = k 2.3 Propriedades operatórias

P4 log a b = log a c ⇔ b = c a) logaritmo do produto

Exercícios Resolvidos Sendo 0 < a ≠ 1, b > 0 e c > 0, temos:

01. Determinar o logaritmo de 27 na base 3. . loga(b.c) = logab + logac

Resolução: Exemplos:
Devemos ter:
a) log3 (9.27) = log3 9 + log3 27 = 2 + 3 = 5
log 3 27 = N b) log5 (5.125) = log5 5 + log5 125 = 1 + 3 = 4
3
3
3N = 27 ⇒ 3N = 3 2 ⇒ N = b) logaritmo do quociente
2
3 Sendo 0 < a ≠ 1, b > 0 e c > 0, temos:
Logo, log 3 27 =
2
. loga(b:c) = logab - logac
02. Determinar o logaritmo de 0,5 na base 8.
Exemplos:
Resolução: 9
Devemos ter: a) log 3 = log 3 9 − log 3 27 = 2 − 3 = −1
27
log 8 0,5 = N 64
b) log 2 = log 2 64 − log 2 9 = 6 − log 2 9
1 9
8 = 0,5 ⇒ 2 = ⇒ 2 3 N = 2 −1 ⇒
N 3N
2
1 c) logaritmo da potência
3 N = −1 ⇒ N = −
3
. logabm = m.logab
1
Logo log 8 0,5 = − Exemplos:
3 a) log3 3 5 = 5log3 3 = 5
b) log 27 = log 33 = 3 log 3
03. Resolver a equação: log3 (x2 + 8x) = 2 2 2 2
5
5
Resolução: c) log 4 3 = log 4
3
Condição de existência: x2 + 8x > 0

Devemos ter: 32 = x2 + 8x ⇒ x2 + 8x – 9 = 0 . observação: esta propriedade também é válida para expoen-


Resolvendo esta equação encontramos x = - 9 ou x = 1. te fracionário.

Constatamos que x = - 9 não satisfaz a condição de existência e Exemplos:


portanto, não é solução da equação. 1
a) log 3 15 = log 3 15
S = {1} 2
2x − 3 5 1
04. Resolver a equação: log 3 = log 3 b) log 4 5 12,7 = log 4 12,7
x +1 2 5
Resolução:
2.4 Mudança de base
2 x− 3
condição de existência: >0
x+ 1 Sendo 0 < a ≠ 1, b > 0 e 0 < c ≠ 1, temos:
Aplicando a P4, temos: log c b
. log a b =
2 x− 3 5 log c a
= ⇒ 4 x − 6 = 5 x + 5 ⇒ x = −11
x+ 1 2 Exemplo:
x = −11 satisfaz a condição de existência log 243 5
a) log 9 243 = log 9 = 2
3

S = {-11} 3
Central de Concursos Complemento - 9

2.5 Equações logarítmicas O gráfico fica:

Na resolução de equações logarítmicas devemos respeitar as


condições de existência!

Exercícios Resolvidos

01. Resolver a equação log3 x + log9 x = 6

Resolução:
Condição de existência: x > 0
log 3 x
log 3 x + log 9 x = 6 ⇒ log 3 x + =6⇒
log 3 9
log 3 x
log 3 x + = 6 ⇒ 2 log 3 x + log 3 x = 12 ⇒
2
3 log 3 x = 12 ⇒ log 3 x = 4 ⇒ x = 34 ⇒ x = 81

S = {81} Analisando o gráfico, podemos observar que:


a) D (f) = R+*
02. Resolver a equação log2 (x-2) + log2 (x-3) = 50 b) Im (f) = R
c) a função é crescente, pois aumentando x, também aumenta
Resolução: f(x) = log2 x

x − 2 > 0 ⇒ x > 2 2º caso: 0 < a < 1


Condições de existência:  Vamos considerar agora a função:
x − 3 > 0 ⇒ x > 3 Atribuindo alguns valores a x, obtemos em correspondência, os
Aplicando as propriedades operatórias e lembrando que 50 = 1, temos:
valores de y = f ( x ) = log 1 x
log 2 (x − 2 ) + log 2 (x − 3) = 5º ⇒
2

Construindo a tabela:
log 2 [(x − 2 )(
. x − 3)] = 1 ⇒ log 2 x 2 − 5x + 6 = 1 ⇒
x 2 − 5x + 6 = 2 ⇒ x 2 − 5x + 4 = 0

Resolvendo esta equação do segundo grau, encontramos:


x = 4 (satisfaz as condições de existência); ou
x = 1 (não satisfaz as condições de existência)

S = {4}

2.6 Função Logarítmica O gráfico fica:


a) Definição:

Definimos função logarítmica a função:


f(x) = loga x, onde 0 < a ≠ 1

. observação: Só definimos função logarítmica para todo x positivo.

b) Gráfico:

Vamos analisar dois casos importantes:

1º caso: a > 1
Considerando a função: y = f(x) = log2x
Atribuindo alguns valores a x, obtemos em correspondência, os
valores de y = f(x) = log2x:
Construindo a tabela:

Analisando o gráfico, podemos observar que:


a) D (f) = R+*
b) Im (f) = R
c) A função é decrescente, pois aumentando x, f ( x ) + log 1 x
diminui. 2
10 - Complemento Central de Concursos

Resumo 03. Se o logaritmo decimal de 3 é m, o logaritmo decimal


de 27, em função de m, é:
1) Quando a base a > 1, a função logarítmica será crescente. a) 3m d) 27m
2) Quando a base 0 < a < 1, a função logarítmica será decrescente. b) 6m e) 81m
3) Nos dois casos o gráfico passará pelo ponto (1,0). c) 9m

Inequação Logarítmica 04. O produto das raízes reais de log10 (x2 - 8x + 7) = 1 vale:
Para resolvermos as inequações logarítmicas, devemos obser- a) 7 d) -2
var o seguinte: b) 0 e) -3
c) -1
1) Quando a base a > 1, a função logarítmica será crescente,
como conseqüência teremos: 05. A inequação log2 (3x) < 1 é equivalente a:
Se loga x1 < loga x2 , então x1 < x2. 2
a) x < 2 d) 0 < x <
Se loga x1 > loga x2 , então x1 > x2. 3

2) Quando a base 0 < a < 1, a função logarítmica será decrescente. 3 1


b) x < e) x <
2 3
Se loga x1 < loga x2 , então x1 > x2. c) x < 1
Se loga x1 > loga x2 , então x1 < x2.
Gabarito
Exercícios Resolvidos
01. E 02. A 03. A 04. E 05. D
01. Resolver a inequação log4 (x-2) < log4 (2x-6):

Resolução:
Condições de existência: 3. FUNÇÃO INVERSA
a) x-2 > 0 ⇒ x > 2 b) 2x-6 > 0 ⇒ x>3
Vamos considerar os conjuntos A = {1; 3; 5; 7} e o conjunto
Portanto, para satisfazer as duas condições: x > 3.
B = {5; 11; 17; 23} e a função f de A em B definida pela forma
Como a base é 4 > 1, devemos ter:
f(x) = 3x + 2.
log4 (x-2) < log4 (2x-6) ⇔ x – 2 < 2x – 6 < -x < -4 ⇔ x > 4.
Os pares ordenados formados pela função f(x) serão f =
S = {x ∈ R| x > 4}
{(1; 5), (3; 11), (5; 17), (7; 23)}, caracterizando uma função
bijetora, pois para cada x1 ≠ x2, temos um f(x1) ≠ f(x2) e
02. Resolver : log 1 (x 2 + x) > log 1 6 o D(f) = A e Im (f) = B.
4 4
Resolução: Pelo diagrama de flechas, teremos:
Condição de existência: todo x ∈ R | x < -1 e x > 0

Como a base é 1/4, que está entre 0 e 1, devemos ter:


log 1 (x 2 + x) > log 1 6
4 4
⇔ x2 + x < 6 ⇔ x2 + x – 6 < 0

Achando as raízes da equação x2 + x – 6 = 0, encontramos


x = -3 ou x = 2.
A função inversa é a função, que transformará os pares ordena-
Logo, x2 + x – 6 < 0, quando x < - 3 ou x > 2
dos (x, y) da função f nos pares (y, x), ou seja, queremos uma
função que transformará os pares ordenados (1; 5), (3; 11),
S = {x ∈ R| x < -3 ou x > 2}
(5; 17), (7; 23), nos pares ordenados (5; 1), (11; 3), (17; 5), (23; 7).
Observe o diagrama de flechas, dessa nova relação:
Exercícios Propostos

01. O gráfico da função exponencial definida por f(x) = 2x


passa pelo ponto P (3, m). O valor de m é:
a) 2 d) 6
b) 3 e) 8
c) 5

02. Perguntaram a um professor de Matemática a sua


idade. Ele respondeu, brincando, que a sua idade é uma
das raízes da equação: x 2 − 25x − 350 . A idade do pro- Notamos que f-1 também é uma função bijetora e que D(f-1) = B e
fessor é: 2 =1 Im (f-1) = A, daqui tiramos um teorema.
a) 35 d) 21
b) 30 e) 20 “Seja f: A → B. A relação f-1 é uma função de B em A se, e
c) 25 somente se, f é bijetora.”
Central de Concursos Complemento - 11

Definição 2. (U.Mack) Dada a função f: R → R, bijetora definida por


f(x) = x3 + 1, sua inversa f-1: R → R é definida por:
Podemos definir a função inversa da seguinte forma:
a) f −1 (x) = 3 x 3 + 1 c) f −1 (x) = 3 x - 1
Se f é uma função bijetora de A em B, a relação inversa de f é uma
função de B em A que chamaremos de função inversa e indicare- −1 1 −1 1
b) f (x) = d) f (x) = 3
mos por f-1. x 3 +1 x 3 +1

Para f e f-1, valem as seguintes observações: 3. (UFRS) As funções f e f-1 são inversas. Se f é definida
a) (x, y) ∈ f ⇔ (y, x) ∈ f-1 1
b) (f-1)-1 = f por f(x) = , então f-1(x) é igual a:
x-3
c) D(f) = Im (f-1) = A e D(f-1) = Im (f) = B
1
a) d) x – 3
Regra prática para se obter a função inversa x -3
Agora iremos determinar a expressão que representa a função
inversa, conhecida a função f(x), para isso seguiremos os se- 1
b) +3 e) 3 – x
guintes passos: x

1º - Permutar as variáveis x e y da sentença y = f(x). 1


c) −3
2º - Isolar o valor de y. x

Por exemplo, vamos determinar a inversa da função y = 3x + 2, 4. (UPelotas) Se f é uma função de R em R, definida por
para isso permutaremos inicialmente as variáveis, ou seja, troca- f(x) = 2x -1, então f-1(-1) é igual a:
remos de lugar o x com o y, logo teremos: a) -3 d) 1
b) -1 e) 3
x = 3y +2 c) 0
Agora “isolaremos” o valor de y, assim a expressão ficará:
1 
x−2 5. (UFRS) A função inversa da definida por f : (0,1) →  ;1
x – 2 = 3y ⇔ y = 2 
3 1
x−2 f(x) = é
Logo a função obtida é a função inversa, assim: f-1 = . x +1
3
a) x + 1
Note que, por exemplo, f(1) = 5 e f-1(5) = 1, logo as funções b) x – 1
são inversas.
x +1
c)
Propriedade x -1
Os gráficos cartesianos da função f(x) e da sua função inversa 1- x
f-1(x) são simétricos em relação a bissetriz dos quadrantes impares d)
do plano cartesiano. Vamos construir em um mesmo plano x
x−2 1+ x
cartesiano os gráficos das funções f(x) = 3x + 2 e f-1 = . e)
3 x
Gabarito

1. D 2. C 3. B 4. C 5. D

4. REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA


4.1 Introdução

Entendemos por grandeza tudo aquilo que pode ser medido e con-
tado. O volume, a massa, a superfície, o comprimento, a capacidade,
a velocidade e o tempo são alguns exemplos de grandezas.

No nosso dia-a-dia encontramos várias situações em que relaci-


onamos duas ou mais grandezas.

Em uma corrida, quanto maior for a velocidade menor será o tempo


gasto nessa prova. Aqui, as grandezas são: a velocidade e o tempo.
Observe que as duas retas são simétricas em relação a reta y = x, Numa construção, quanto maior for o número de funcionários
que é a bissetriz dos quadrantes impares. menor será o tempo gasto para que esta fique pronta. Nesse
caso, as grandezas são: número de funcionário e o tempo.
Exercícios Propostos
4.2 Grandezas Diretamente Proporcionais
1. (UFPR) Dada a função g definida por g(x) = x + 4, então a
função g-1, inversa de g, é definida por: Duas grandezas são chamadas diretamente proporcionais quando
a) g-1(x) = x-1 – 4 c) g-1(x) = x + 4 dobrando uma delas a outra também dobra; triplicando uma
b) g-1(x) = x-1 + 4 d) g-1(x) = x - 4 delas a outra também triplica etc.
12 - Complemento Central de Concursos

Exemplo: Em um determinado mês do ano o litro de gasolina cus- Tecido (m) Preço
tava R$ 0,50. Tomando como base esse dado, podemos formar a 8 156
seguinte tabela.
12 x

Observe que as grandezas são diretamente proporcionais, pois


aumentando o metro do tecido, aumenta, na mesma proporção, o
preço a ser pago, logo:
8 156 1876
= ⇒ 8x = 12 . 156 ⇒ 8x = 1872 ⇒ x =
Se a quantidade de gasolina dobra, o preço a ser pago também dobra. 12 x 8
x= 234

Observe que o exercício foi montado respeitando o sentido das setas.

Resposta: A quantia a ser paga é de R$ 234,00.

Se a quantidade de gasolina triplica, o preço a ser pago tam- b) Um carro com velocidade de 60km/h faz certo percurso em
bém triplica. 4 horas. Se a velocidade do carro fosse de 80km/h, em quantas
horas seria feito o mesmo percurso?
Neste caso, as duas grandezas envolvidas, quantia a ser paga
e quantidade de gasolina são chamadas grandezas diretamente Velocidade (km/h) Tempo (horas)
proporcionais.
60 4
4.3 Grandezas Inversamente Proporcionais 
80 X
Duas grandezas são inversamente proporcionais quando, dobran- Observe que as grandezas são inversamente proporcio-nais,pois
do uma delas, a outra se reduz para a metade; triplicando
aumentando a velocidade, o tempo diminui na razão inversa, logo:
uma delas, a outra se reduz para a terça parte... e assim
por diante. 4 80 240
= ⇒ 80x = 60x4 ⇒ x = ⇒x=3
x 60 80
Exemplo: Um professor de matemática tem 24 livros para distribuir
entre os seus melhores alunos. Se ele escolher apenas 2 alunos, Observe que o exercício foi montado respeitando os sentidos
cada um deles receberá 12 livros. Se ele escolher 4 alunos, cada das setas.
um deles receberá 6 livros. Se ele escolher 6 alunos, cada um
deles receberá 4 livros. Resposta: O carro teria feito o percurso em 3 horas.

Observe a tabela: c) Se três limas custam R$ 144,00, quanto se pagará por 7 limas
iguais às primeiras?

Limas R$
3 144

7 x

Valendo-se do seguinte raciocínio: “se três limas custam R$


Se o número de aluno dobra, a quantidade de livros cai pela metade. 144,00, aumentando o número de limas aumentará o preço, logo,
a regra é simples.
Quando duas grandezas são inversamente proporcionais, os De acordo com a propriedade fundamental das proporções, tem-se:
números que expressam essas grandezas variam um na razão
inversa do outro. 3 . x = 144 . 7

Resolvendo a equação formada, tem-se:


4.4 Regra de Três Simples 
144 . 7
Regra de três simples é um processo prático para resolver pro- x= ⇔ x = 336
blemas que envolvam quatro valores, dos quais conhecemos 3
três deles. Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos Resposta: O preço das limas será R$ 336,00.
três já conhecidos.
Vimos, pelos exemplos resolvidos, que a sucessão que contém
Passos utilizados numa regra de três simples (x) serve de base para saber se qualquer uma outra é direta ou
1) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma es- inversa. Se é direta, recebe as setas no mesmo sentido, e se
pécie em colunas e mantendo na mesma linha as grandezas de inversa, em sentidos opostos.
espécies diferentes em correspondência.
2) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente 4.5 Regra de Três Composta 
proporcionais.
3) Montar a proporção e resolver a equação. A regra de três composta é utilizada em problemas com mais
de duas grandezas, diretamente ou inversamente proporcionais.
Exemplos:
a) Se 8m de tecido custam 156 reais, qual o preço de 12m do Exemplos:
mesmo tecido? a) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m3 de areia.
Em 5 horas, quantos caminhões serão necessários para
descarregar 125m 3?
Central de Concursos Complemento - 13

Horas Caminhões Volume c) Se 8 operários constroem, em 6 dias, um muro com 40 m de


8 20 160 comprimento, quantos operários serão necessários para cons-
5 x 125 truir um outro muro com 70 m, trabalhando 14 dias?

Solução: Escrevendo-se as linhas e as colunas:


Coloca-se uma seta para baixo, onde estiver o x.
Operários Dias Bicicletas
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos diminuir o 8 6 40
número de caminhões. Portanto, a relação é inversamente propor- x 14 70
cional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número de Comparando-se cada grandeza com a que tem o termo desco-
caminhões. Portanto a relação é diretamente proporcional (seta nhecido: As grandezas “operários” e “metros” são diretamen-
para baixo na 3ª coluna). te proporcionais (aumentando uma, aumentará a outra), logo,
as setas devem ter o mesmo sentido, ou seja:
Devemos igualar a razão que contém o termo x com o produto das
outras razões de acordo com o sentido das setas. Operários Dias Bicicletas
8 6 70
Resolução: x 14 40
20 160 5 20 800
= x ⇒ = ⇒ 8x = 10 . 20 ⇒ 8x = 200
x 125 8 x 1000 As grandezas “operários” e “dias” são inversamente proporcio-
nais (aumentando uma, diminuirá a outra), logo, as setas devem
200 ter sentido contrário, ou seja:
x= ⇒ x = 25
8
Operários Dias Bicicletas
Resposta: Serão necessários 25 caminhões.
8 6 40
x 14 70
b) Quatro operários, em 6 dias, montam 48 bicicletas. Quantas
bicicletas do mesmo tipo são montadas por 10 operários em 9 dias?
Para escrever a proporção correspondente, deve-se igualar a
Escrevendo-se as linhas e as colunas:
razão da grandeza desconhecida no produto do inverso das
Operários Dias Bicicletas razões relativas às grandezas inversamente proporcionais:
4 6 48
10 9 x 8 1 40
= . 8 14 40 8 560
Comparando cada grandeza com a que tem o termo desconhecido: x 6 70 ou x = 6 . 70 ou x = 420
As grandezas “operários” e “bicicletas” são diretamente proporci- 14
onais (aumentando uma, aumentará a outra), logo, as setas devem
ter o mesmo sentido, ou seja: Pela propriedade fundamental das proporções:
560.x = 8.420
Operários Dias Bicicletas
4 6 48 81. 420
10 9 x
560 7
X=6
As grandezas “dias” e “bicicletas” são diretamente proporcio-
nais, logo, as setas devem ter o mesmo sentido, ou seja: Resposta: Serão necessários 6 operários.

Operários Dias Bicicletas


4 6 48 Exercícios Propostos
10 9 x
a) Regra de Três Simples

Portanto, para escrever a proporção correspondente, deve-se 01. (ESAF) Para proceder auditoria, 6 técnicos previram
igualar a razão que tem o termo desconhecido com o produto sua conclusão em 30 dias. Tendo sido observada a au-
das razões relativas às outras grandezas. Escreve-se: sência de um dos componentes da equipe, o trabalho
agora deverá ser executado em:
48 6 4 48 24 a) 36 dias
= . ou =
x 9 10 x 90 b) 40 dias
c) 35 dias
Pela propriedade fundamental das proporções, tem-se: d) 45 dias
24 . x = 48 . 90 e) 25 dias

48 2. 90 02. (Empasial) Um digitador consegue dar 20.000 toques


1 de entrada de dados em 5 horas. Quantos toques dará
x = 24 em 3 horas e meia?
a) 12.300
Resolvendo-se essa equação, vem: x = 180
b) 15.000
c) 10.000
Resposta: serão montadas 180 bicicletas.
d) 14.000
e) 24.000
14 - Complemento Central de Concursos

03. (ATEND.JUD-87) Uma refinaria de petróleo produz 500 5. JUROS SIMPLES E COMPOSTOS
litros de gasolina a cada período de 10 minutos. Quantos
litros serão produzidos ao fim de 24 horas?
a) 720.000 d) 12.000 5.1 Fórmula para Calcular os Juros Simples
b) 72.000 e) 7.200
c) 50.000
Seja um capital C, aplicado durante t períodos com a taxa de i%
04. (TACRIM-2000) Um veículo fez um percurso sem para- por período, os JUROS SIMPLES produzidos por essa aplicação,
das em 5 horas, com velocidade média de 63km/h. Para apresentam as seguintes características:
que esse percurso possa ser feito em 3 horas e meia, a
velocidade média deverá ser: 1. São calculados sobre o capital inicial;
a) 90km/h d) 92km/h
b) 70km/h e) 95km/h 2. São diretamente proporcionais ao prazo (ou número de perío-
c) 85km/h dos), ao capital aplicado e à taxa de juros da aplicação;

05. (ATEND.JUD.-87) Um navio cargueiro, com 30 homens de 3. São adicionados ao capital inicial no final do prazo, formando o
tripulação, encontrou uns náufragos, durante a viagem, e montante.
reduziu a ração de cada homem de 96dag para 576g. Quantos
eram os náufragos? Logo, o cálculo dos Juros Simples será feito
a) 20 d) 35 C.i.t
b) 25 e) 40 j=
c) 30 100
Como notação para os períodos mais comuns das taxas de juros,
b) Regra de Três Composta usaremos:
06. (ESAF) 12 pedreiros constroem 27m2 de um muro em aa = ao ano
30 dias, de 8 horas. Quantas horas devem trabalhar por am = ao mês
dia 16 pedreiros, durante 24 dias, para construírem 36m2 at = ao trimestre
do mesmo muro? ab = ao bimestre
a) 7 d) 12
b) 8 e) 17 Exercícios Resolvidos
c) 10
Sem transformação de unidades
07. (ESAF) Um navio, com uma guarnição de 300 homens, 1) Quanto rende de juros um capital de R$ 1.500,00, aplicado
necessita de 120.000 litros de água para efetuar uma via- durante 3 anos, à taxa de 12% ao ano?
gem de 20 dias. Aumentando a guarnição em 50 homens
e a água em 6.000 litros, determine qual poderá ser a Resolução:
duração da viagem. Do enunciado, temos que:
a) 24 dias d) 18 dias
b) 22 dias e) 16 dias C = R$1.500,00 ; t = 3 anos; i = 12% ao ano, substituindo esses
c) 20 dias
valores na fórmula de juros, teremos que:
08. (TRF-94) Um motorista fez um certo percurso em 5
dias, viajando 6 horas por dia com a velocidade média de 1500x12x3 54000
J= = = 540
70 km/hora Se quiser repetir o percurso em 4 dias, viajan- 100 100
do 7 horas por dia, a velocidade média deverá ser de:
Resposta: Essa aplicação rende R$ 540,00 de juros.
a) 48km/hora
b) 65km/hora
c) 75km/hora 2) Uma aplicação feita durante 2 meses a uma taxa de 3% ao
d) 80km/hora mês, rendeu R$ 1.920,00 de juro. Qual foi o capital aplicado?
e) 102km/hora
Resolução:
09. (ESCR.VOTUPORANGA) Um construtor utilizando 16 ope- Do enunciado, temos que:
rários trabalhando 6 horas por dia constrói uma determi-
nada obra em 180 dias. Quantos operários deverá utilizar t = 2 meses; i = 3%ao mês; j = R$ 1.920,00;
para fazer a mesma obra trabalhando 8 horas por dia no Substituindo esses valores na fórmula de juros, teremos que:
prazo de 120 dias ? C.3.2 6C
a) 2 d) 18 1920 = ⇒ 1920 = ⇒ 6C = 192000 ⇒
100 100
b) 25 e) 20 192000
c) 28 C= ⇒ C = 32.000
6
10. (ESAF) Um grupo de 10 trabalhadores pode fazer uma Resposta: O capital que a aplicação rendeu mensalmente de
estrada em 96 dias, trabalhando 6 horas por dia. Se o juros foi de R$ 32.000,00.
mesmo grupo trabalhar 8 horas por dia, a estrada será
concluída em: 3) Por quanto tempo o capital de R$ 6.000,00 esteve emprestado à
a) 90 dias d) 128 dias taxa de 18% ao ano para render R$ 4.320,00 de juros?
b) 84 dias e) 60 dias
c) 72 dias Resolução:
Do enunciado, temos que:
Gabarito
C = R$ 6.000,00; i = 18% ao ano; J = R$ 4.320,00
01. A 02. D 03. B 04. A 05. A
06. C 07. D 08. C 09. D 10. C
Central de Concursos Complemento - 15

Substituindo esses valores na fórmula de juros, teremos que: Resolução:


Objetivo: M = 2 C
6.000.18.t 4.320 Dados: i = 150/100 = 1,5
4.320 = ⇒ 4.320 = 1.080t ⇒ t = ⇒t=4 Fórmula: M = C (1 + it)
100 1.080
Resposta: durante 4 anos. Desenvolvimento:
2C = C (1 + 1,5 t) (dividindo os 2 membros por C)
4) A que taxa esteve emprestado o capital R$ 10.000,00 para 2 = 1 + 1,5 n
render, em 3 anos, R$ 14.400,00 de juros? t = 2/3 ano = 8 meses

Resolução: Resposta: Serão necessários 8 meses.


Do enunciado, temos que:
5.3. Juros Compostos
C = 10.000; t = 3 anos; J = 14.400;
a) Conceito
No regime de JUROS COMPOSTOS os juros são capitalizados
Substituindo esses valores na fórmula de juros, teremos que: não no final do prazo e sim no final de cada período, ou seja, o
juro do primeiro período é adicionado ao capital inicial e sobre
10.000.i.3 14.400
14.400 = ⇒ 14.400 = 300i ⇒ i = ⇒ i = 48 esse montante é calculado o juro do segundo período que por sua
100 300 vez será adicionado ao montante anterior para que se calcule o
Resposta: a taxa foi de 48% ao ano. juro do período seguinte, e assim sucessivamente.

? Lembre-se: Vamos a um exemplo:


Devemos ter o cuidado de trabalharmos com o tempo e taxa Você aplicou R$ 1.000,00 em uma instituição financeira a uma
sempre na mesma unidade. taxa de juros de 2% a.m., capitalizados mensalmente, durante 3
meses. Vamos calcular o montante M3 no final desse prazo.
Taxa em ano = tempo em anos.
Taxa em mês = tempo em mês. Vejamos o esquema:
Taxa em dia = tempo em dias.
Temos que:
Exercício Resolvido C = 1.000
i = 2% a.m. = 0,02 a.m.
Com transformação de unidades n = 3 (capitalização mensal)
5) Calcular os juros produzidos por R$25.000,00 à taxa de 24%
ao ano durante 3 meses. Então, o montante M1 no final do primeiro período será dado por:
M1 = R$ 1.000 (1 + 0,02)
Resolução: M1 = R$ 1.000 . 1,02
Do enunciado, temos que: M1 = R$ 1.020

C = 25.000; i = 24% a.a.; t = 3 meses O montante M2 no final do segundo período será dado por:
M2 = R$ 1.020 (1 + 0,02)
Notamos que as unidades da taxa e do tempo não são compatí- M2 = R$ 1.040,40
veis, portanto teremos que transformar uma delas, sendo a
mais conveniente a taxa. A transformação será: O montante M3 no final do terceiro período será dado por:
M3 = 1.040,40 (1 + 0,02)
24% aa :12 = 2% am M3 = 1.061,21
Substituindo esses valores na fórmula de juros, teremos que:
Verifique que o montante do primeiro período foi utilizado para o
25.000.2.3 cálculo do juro do segundo período e assim sucessivamente.
J= ⇒ J = 1.500
100
b) Fórmula do Montante a Juros Compostos
Resposta: Os juros produzidos foram de R$ 1.500,00 Vamos supor a aplicação de um capital C, durante n períodos, a
uma taxa de juros compostos i ao período.
Para as transformações que envolvem dias, são usadas as se-
guintes convenções comerciais: Calculemos o montante Mn no final dos n períodos utilizando o
1 mês comercial = 30 dias. mesmo processo do exemplo anterior, ou seja, período a período.
1 ano comercial = 360 dias. M1 = C (1 + i)
M2 = M1 (1 + i) = C (1 + i).(1 + i) = C (1 + i)2
5.2 Montante Simples M3 = M2 (1 + i) = C (1 + i)2. (1 + i) = C (1 + i)3

Montante é a soma do Capital com os juros. O montante é dado Veja que, para o montante do primeiro período, a expressão fica:
por uma das fórmulas: M1 = C (1 + i)
 Cit 
Para o montante do segundo período, encontramos: M2 = C (1 + i)2
Ì = C +  ou
 100  Para o montante do terceiro período: M3 = C(1 + i)3
M = C (1 + i t) É fácil concluir que a fórmula do montante do enésimo período será:

Exercício Resolvido Mn = C (1 + i)n


Se a taxa de uma aplicação é de 150% ao ano, quantos meses
serão necessários para dobrar um capital aplicado através de O fator (1 + i)n é chamado de FATOR DE ACUMULAÇÃO DO CAPITAL
capitalização simples? para JUROS COMPOSTOS, ou ainda, FATOR DE CAPITALIZAÇÃO
16 - Complemento Central de Concursos

COMPOSTA, sendo freqüentemente indicado pela letra an. Como 05. (ESAF) Utilizando o desconto racional, o valor que
vimos anteriormente, ele guarda alguma semelhança com o fator devo pagar por um título com vencimento daqui a 6 me-
de acumulação de capital para JUROS SIMPLES, dado pela ex- ses, se o seu valor nominal foi de R$ 29.500,00 e eu dese-
pressão (1 + in). Tanto no regime de juros simples como no regi- jo ganhar 36% ao ano, é de:
me de juros compostos, o montante é dado pelo produto do capital a) R$ 24.000,00
pelo respectivo fator de acumulação. b) R$ 25.000,00
c) R$ 27.500,00
Exercício Resolvido d) R$ 18.880,00
Uma pessoa faz uma aplicação no valor de R$ 10.000,00 durante e) R$ 24.190,00
11 meses, a uma taxa de juros compostos de 5% a.m. Calcular o
montante no final do prazo. 06. (BANESPA) Se você depositar R$ 150.000,00 em um ban-
co que lhe pague juros compostos de 6% a.a., quais se-
Resolução: rão, respectivamente, os juros e o montante após 1 ano?
C = 10.000 a) R$ 900,00 e R$ 150.900,00
Prazo (t) = 11 meses; períodos(n) = 11 b) R$ 6.000,00 e R$ 156.000,00
i = 5% a.m. = 0,05 a.m. c) R$ 8.500,00 e R$ 158.500,00
d) R$ 9.000,00 e R$ 159.000,00
M = 10.000 (1 + 0,05)11 e) R$ 9.000,00 e R$ 160.000,00

O problema está em calcular o fator de acumulação do capital, 07. (BANERJ) O montante produzido por R$ 10.000,00
consultando a tabela financeira, o valor do fator de acumulação aplicados a juros compostos, a 1% ao mês, durante 3
de capital que procuramos pode ser facilmente encontrado no meses, é igual a:
cruzamento da coluna i = 5% com a linha n = 11: (1,05)11 = 1,710339. a) R$ 10.300,00
b) R$ 10.303,01
Portanto o montante, será igual a: c) R$ 10.305,21
d) R$ 10.321,05
M = 10.000 x 1,710339 ⇔ M = R$ 17.103,39 e) R$ 10.325,01

Resposta: O montante gerado é R$ 17.103,39.

Exercícios Propostos
01. (Empasial) Quanto rende de juro um capital de R$ 26.000,00,
empregado à taxa de 7,5% ao mês durante 1 ano e 4 meses?
a) R$ 1.950,00
b) R$ 195,00
c) R$ 19.500,00
d) R$ 31.200,00
e) R$ 24.780,00

02. (Empasial) Calcular os juros simples produzidos pela


aplicação de R$ 16.000,00 a uma taxa de 3% a.a., durante
36 dias.
a) R$ 480,00
b) R$ 48,00
c) R$ 4,80
d) R$ 0,48
e) R$ 8,40

03. (Vunesp) Em quanto tempo um capital de R$ 6.000,00


renderá R$ 720,00 à taxa de juros de 2% ao mês?
a) 4 meses
b) 6 meses
c) 8 meses
d) 10 meses
e) 12 meses

04. (AUX.EDUC.STO.ANDRÉ) Um capital foi aplicado a juros


simples. À taxa mensal de 2,5%, após quanto tempo da
aplicação esse capital triplicará o seu valor:
a) 6 anos e 2 meses
b) 6 anos e 4 meses
c) 6 anos e 8 meses
d) 7 anos e 1 mês
e) 7 anos e 3 meses
Gabarito

01. D 02. B 03. B 04. C


05. B 06. D 07. B