Você está na página 1de 9

Introdução

O presente trabalho foi feito com base de muitas ideias e através de consulta de algumas fontes
que da apoio aos conteúdos nele existentes.

Foram abordados assuntos muito importantes relacionados com as competências, que na minha
opinião, são indispensáveis na vida académica dos estudantes universitários, não só como
também sobre a importância da síntese pessoal das leituras incluindo alguns argumentos.

E por fim apresentaram-se algumas citações livres, citações de citações, citações em paráfrase,
não só como também, referências bibliográficas de obras publicadas por pessoais físicas,
referências de obras publicadas por entidades colectivas, referências de artigos de revistas,
referências de artigos de jornais e de documentos registados em fontes electrónicos.

1
Competências indispensáveis à vida académica dos estudantes universitários

Na minha opinião ao entrar na universidade, ou seja, na vida académica, o estudante deverá


reunir as seguintes competências:

Saber organizar-se e planificar o seu tempo para os estudos.

Ser investigador e condicionar o material para os estudos.

Saber ler, estudar e escrever textos.

Saber organizar-se e planificar o seu tempo para os estudos

No nosso dia-a-dia verificamos frequentemente que todo o homem planifica, porque a


planificação é um guião das suas actividades. Com base nela os homens controlam o
cumprimento dos objectivos previamente estabelecidos. Assim, tendo o estudante, um conjunto
de actividades a efectuar é pertinente que essas sejam devidamente planificadas para que o
objectivo de assimilação dos conteúdos seja concretizado.

De acordo com Estanqueiro (2002:13):

Se compararmos o aproveitamento de duas pessoas com capacidades intelectuais


semelhantes, verificaremos que vai mais longe aquele que dedica mais horas ao
estudo. Acontece até que muitos estudantes de ritmo lento (tipo tartaruga)
chegam a superar colegas rápidos (tipo lebre), só porque começam mais cedo e
são mais regulares.

O estudante deve ser capaz de dispor de tempo para estudar ou mesmo para frequentar todas
aulas. Assim, torna-se indispensável que o estudante descubra o tempo para o desenvolvimento
desta e das outras actividades.

A maneira mais prática de descobrir ou fazer aparecer o tempo consiste em tomar uma folha de
papel, anotar os diversos dias da semana em linha horizontal e os diversos afazeres em linha
2
vertical; registar depois, na coluna de cada dia da semana, as horas plenas e os diversos espaços
(RUIZ, 1991: 22)
É evidente que nem sempre acordaremos à hora indicada no nosso horário, mas o grande esforço
do estudante deve cingir-se no cumprimento do horário estabelecido. Deste horário devem
constar todas actividades inclusive as actividades de estudo individual: preparação para a aula,
revisão da aula, revisões gerais para as provas e exames e até os tempos de lazer.

Ser investigador e condicionar o material para os estudos

Na vida estudantil, a investigação ocupa um lugar de destaque, pois assegura um abordagem em


que a compreensão e interpretação é mais importante do que a descrição ou explicação de um
fenómeno. Portanto toda investigação se inicia por um problema com uma questão ou com uma
dúvida ou pergunta, articulada, mas que podem também demandar a criação de novos
referenciais.

Esse conhecimento anterior, construído por outros estudiosos e que lançam luz sobre a questão
da nossa pesquisa é chamado teoria. A palavra teoria vem do grego theorein, cujo significado é
ver e saber, é uma das bases da ciência.

A teoria é construída para explicar ou compreender um fenómeno, um processo ou um conjunto


de fenómenos e processos.

Em resumo a teoria é um conhecimento de que nos servimos no processo de investigação como


um sistema organizado de proposições, que orientam a obtenção de dados e análise dos mesmos,
e de conceitos que vinculam o seu sentido. Por isso, para que se alcance com êxito a sua carreira
estudantil deve reunir muitos materiais de consulta para as investigações.

Saber ler, estudar e escrever textos

Para que se alcance com sucesso na sua carreira estudantil, não basta apenas participar nas aulas
e receber orientações com relação aos objectivos da aprendizagem, é também necessário que se
façam leituras propositadas e úteis.

Para Gomes (2002:57), o acto de ler consiste em decifrar símbolos da linguagem escrita para3lhes
conferir a correspondência com uns sons que representam. A partir deste conceito é possível
constatar que toda actividade de aprendizagem tem como fulcro na leitura porque com base nela
o estudante é capaz de aprender conteúdos e conferir um significado legítimo aos mesmos.
O êxito da leitura é avaliado pelo grau de compreensão do texto no processo de ensino e
aprendizagem. Se o estudante não for capaz de transmitir o conteúdo patente no texto, ou seja, de
mostrar que conhecimento adquiriu, ou ainda de usar os conhecimentos para responder a
determinadas necessidades, então ele não entendeu o texto.

No processo de desenvolvimento da leitura é preciso ter em conta dois passos que são
considerados fundamentais para que se efectue uma leitura efectivamente produtiva. Na primeira
leitura procura-se ter um conhecimento global do texto e na segunda faz-se uma leitura mais
aprofundada procurando compreender e assimilar o essencial.

É bom notar que um bom leitor não regista passivamente tudo aquilo que lê nos livros, mesmo se
os lhe merecem toda a confiança, um bom leitor tem de manifestar o seu espírito critico perante
todo conteúdo que lê. Ele analisa, interpreta, compara e avalia. Esta prática torna-se eficaz a
partir do momento em que sabe sublinhar o essencial do texto. Assim, para sublinhar e fazer
anotações a margem do texto, o metodólogo Estanqueiro (2002:17) diz que é necessário:

“Dar prioridade a definições, fórmulas, esquemas, termos técnicos, e outras palavras ou


expressões que sejam a chave da ideia principal.

Destacar uma ou duas frases por parágrafo.

Sublinhar apenas os livros pessoais”.

Por sua vez Ruiz reforça que temos que seleccionar apenas as ideias principais e os detalhes
importantes (não devemos escolher por ocasião da primeira linha); reconstruir o parágrafo a
partir das palavras sublinhadas, ler o parágrafo sublinhado com a continuidade e plenitude no
sentido de um telegrama, sublinhar com dois traços as palavras-chave da ideia principal e com
um único traço os pormenores importantes, assinalar com linha vertical, as margens mais
significativas e, finalmente com um ponto de interrogação as margens dos pontos a discordar.

4
Importância da síntese pessoal na vida académica

Segundo Estêvão (2002:82), a síntese é ” um género de texto elaborado, de dimensão reduzida,


mas redigida de forma simples, clara e consistente”.

Portanto, implica que o autor tenha conhecimentos do assunto abordado no texto por sintetizar e
um bom domínio das técnicas de leitura e escrita.

O mundo actual apela crescentemente a escrita sintética, pois ela é tida como um exercício de
raciocínio para a garantia do amadurecimento intelectual.

O trabalho da síntese é requerido no contexto das actividades académicas, na elaboração de


relatórios e apresentação de seminários e tem como objectivos favorecer a compreensão do
significado do texto, treinar para a compreensão e interpretação critica dos textos e auxiliar no
desenvolvimento do raciocínio lógico, não só , como também, fornecer instrumentos para o
trabalho intelectual.

Exemplos de duas (2) citações livres:

De acordo com Brandão (2007), a educação acontece tanto na escola como na família, no grupo
de amigos, na rua, no bar, em todos os lugares, está presente a educação nas diferentes formas de
manifestação (formal, mal-formado e informal).

Os psicólogos “além de ajudar poderão também dedicar-se a investigação, exercer funções de


planificação e organização de diferentes áreas, tanto empresariais como educacionais”

(CARDOSO, FROIS & FACHADA, 1993, p.6).

Dois exemplos de citação de uma citação:

Para Max Wertheimer (apud SPRINTALL & SPRINTALL 2000),

considera Wundt ter levado a psicologia por água abaixo ao tentar


produzir a sua perfeita tabela atómica organizada da psicologia,5
com ela perdera de vista a realidade da experiência humana, ao
analisar a experiência em suas partes ínfimas, tinha de facto
destruído a noção da experiência como totalidade.
Por isso o primeiro elemento ID, que se desenvolve nos primeiros dias de vida, e corresponde ao
conjunto de desejos instintivos que procura a auto satisfação do sujeito e rege-se pelo princípio
de prazer é denominada parte biológica ou animaléstica (FREUD apud CARDOSO, FROIS &
FACHADA, 1993).

Dois exemplos de citações em paráfrase:

Para Teixeira (2000:12), o conhecimento representa o cenário da vida, a apropriação da


realidade, que é a totalidade das coisas conhecidas pelo sujeito, saber e ter conhecimento é
apreender os seres e as coisas. Ou

Para Teixeira (2000:12), o conhecimento é o cenário da vida, a adequação da realidade, que é o


conjunto das coisas conhecidas pelo indivíduo, saber e ter conhecimento é compreender os seres
e as coisas.

Segundo Köche (1997:43), a ciência é a tentativa de elaborar respostas e soluções às suas


dúvidas e problemas e que levam a compreensão de si e do mundo em que vive. Ou

Segundo Köche (1997:43), a ciência é a tentativa de procurar respostas e soluções às suas


incertezas e problemas e que levam a compreensão de si e do mundo que te rodeia.

Dois (2) exemplos de referências de obras publicadas por pessoais físicas:

QUIST, Dawn, Métodos do ensino primário, Maputo, Editora Nacional de Moçambique S. A.,
2006

ZAVALA, Cardoso Armando, ISSUFO, Dauto Sulemane, A maravilha dos números,


Matemática 7ª. Classe, Maputo, Textos Editores Lda.,2004

Dois (2) exemplos de referências de obras publicadas por entidades colectivas:

SAVE THE CHILDERN, Desastres Naturais-Como agir, s.l., Fx Lda, s. d. 6

MOÇAMBIQUE, Estatuto Geral e Regulamento dos Funcionários e Agentes do Estado,


Maputo, Escolar Editora, s.d.
Dois (2) exemplos de referências de artigos de revista:

AGOSTINHO, Celso, Conselho coordenador 2011, Revista Osuwela, Por uma escola de
qualidade para todos, Maputo, p. 13-14.

DINIZ, Eulália, A dança é também uma expressão de arte que facilita o processo de Ensino-

-Aprendizagem, Contacto. Revista do Ministério da Educação e Cultura, Maputo, v.2, p.43-


45,jan. 2002.

Referência bibliográfica de documentos registados em fontes electrónicos

FREIRE, Paulo, Importância do acto de ler em três artigos que se contemplam,


http/www.google.com.br/importânciadeler-af, 13mar.2015.

7
Conclusão

As principais competências indispensáveis, para um estudante universitário são, a planificação


dos seus estudos, ler muitas obras literárias, e efectuar os seus estudos, cumprindo com as
actividades estabelecidas no plano. Estas habilidades estão ligadas entre elas, e para se alcançar
com êxito a carreira estudantil na universidade depende do esforço individual do estudante.

A síntese pessoal de textos é o garante do amadurecimento intelectual do estudante, pois fornece-


nos ferramentas para a elaboração de relatórios, apresentação de seminários, não só, como
também auxilia no desenvolvimento do raciocínio lógico.

Durante a apresentação de citações e referências bibliográficas de fontes ou obras literárias deve


obedecer-se as normas APA.

8
Referências bibliográficas

ARTUR, Sérgio Daniel, Metodologia de Investigação Cientifica, Beira, 2010.

RUIZ, J. Álvaro, Metodologia Cientifica: Guia para eficiência nos estudos, São Paulo, Atlas,
1991.

ESTANQUEIRO, A. Aprender a Estudar, Lisboa, Textos Editores, 2001.

CAMPIRA, Farissai Pedro, Psicologia geral, Beira, 2014.

Você também pode gostar