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Universidade Federal de Ouro Preto

Escola de Minas
DEMIN - Departamento de Engenharia de Minas
MIN 113 – Lavra de Mina a Céu Aberto Lavra em Tiras

Felipe Souza
felipersminas@yahoo.com.br
Tópicos
1. Condições;
2. Vantagens e Desvantagens;
3. Ciclo de Operações Unitárias;
4. Principais Equipamentos;
5. Processo de Desenvolvimento de Cava (Atividade);
6. Principais Equipamentos e Seletividade (Atividade);
7. Parâmetros Econômicos e Operacionais;
8. Deposição de Estéril e Condições de Segurança.
YOUTUBE
Introdução YOUTUBE
Método de escavação para lavrar um corpo tabular, lenticular ou acamado depositado
horizontalmente ou sub-horizontal.

Tipicamente aplicável a rochas de origem sedimentar (Carvão, Bauxita, Níquel, Fosfato, etc.).

Cortes paralelos e adjacentes de modo que a


cobertura e o minério são lavrados sequencialmente.

Recuperação ambiental é realizada durante o processo


de lavra.

(Vista de Topo)
Fonte: Schissler
Introdução
Dimensões Típicas de uma Mina Lavrada por Tiras:

• Altura da bancada: 30-60 m


• Largura de cada tira: 23-45 m
• Ângulo de talude: 60º - 75º
• Ângulos das pilhas de estéril: 35º - 50º
Introdução
Raio de Empilhamento: Medido do
centro de rotação até o raio final do
braço mecânico.
Repouso: Distância mínima permitida
entre a Crista e o final da esteira.
Ângulo de Face: Ângulo da face da
bancada realizado pela dragline
medido com a horizontal.
Raio de Empilhamento
Alcance
Limite
Repouso Alcance
Crista
Crista da
da
Esteira Bancada
Bancada
Largura Mínima de Bancada
Profundidade
Ângulo de Face Max. Escavação
Introdução
Introdução
Porém não é somente o fato de concentrar
escavação e transporte em uma única operação
que torna o método atrativo, o fato de permitir
depositar o material estéril em áreas previamente
mineradas significa que a taxa de exposição e pré-
descobertura em avanço é a mínima possível.
Dessa maneira a operação de lavra propriamente dita,
fica concentrada em uma área bastante restrita.
Além disso, a deposição de material estéril na sua
posição de destino final permite que seja feita a
recomposição do terreno imediatamente após a
lavra.
Introdução
Semelhante ao método de lavra em cava porém difere em um único aspecto. O material de cobertura
não é disposto para o depósito de estéril por meio de transporte por caminhões ou equipamentos que se
deslocam por estradas e acessos e sim por lançamento direto seja por explosivos seja por equipamento de
escavação (dragline).
Dessa forma o manuseio de material consiste na escavação e transporte (por lançamento) geralmente
combinados em uma única operação unitária e executada por um único equipamento.

OPERAÇÃO UNITÁRIA ÚNICA


ESCAVAÇÃO + TRANSPORTE

Alta produtividade e Menor custo unitário


Fonte: SME (2012)
Fonte: Apostila Peroni

Introdução
Diferentemente do método em cava, o mesmo
equipamento não pode ser utilizado para remoção de
material estéril e lavra de minério. Como o processo de
disposição por lançamento requer equipamentos
específicos para a atividade que se propõem ao passo
que a lavra propriamente dita do minério é executada
por equipamentos convencionais de escavação e
transporte usados na lavra em cava.
Introdução

Caminhão articulado e
rebaixado X carregadeira
Introdução
Ciclo de Operações Unitárias:

1. Perfuração: trado(rocha macia), perfuratriz rotativa (média) ou roto-percussiva (muito


dura);
2. Detonação: ANFO ou lamas; alternativa: escarificador; carregamento do explosivo
mecanicamente ou manual; detonação elétrica ou cordel;
3. Escavação: draglines, escavadeiras shovel, buckets-wheel, carregadeiras, tratores,
scrapers;
4. Transporte: caminhões, correias transportadoras, scrapers.
Introdução
Operações Auxiliares:

1. Reabilitação ambiental da área;


2. Estabilidade dos taludes;
3. Acesso para os caminhões;
4. Manutenção mecânica;
5. Drenagem e bombeamento do pit;
6. Comunicação;
7. Controle de poeira;
8. Saúde e segurança.
Fonte: Apostila Peroni

Introdução
Corpos Tabulares Propriedades com baixa Principais componentes de custos para
variabilidade. Lavra de Superfície:

1. Custo das Operações Unitárias


Possibilitam (Perfuração, Desmonte,
Carregamento e Transporte);
2. Relação entre os montantes de
Minério e Estéril. Lavra em tiras pode
Método cíclico com elevada taxa de produtividade. ser uma lavra de Estéril.

CONTROLE FOCADO

Determinação dos limites econômicos, sequenciamento e Existe controle de parâmetros de


controle de produção fortemente vinculados a REM. teor, diluição, econômicos. Entretanto
a REM é muito importante.
Fonte: Apostila Peroni + SME

Introdução
O desenvolvimento é realizado pela
operação de decapeamento, dessa forma a DISTRIBUIÇÃO DE CUSTOS LAVRA EM TIRA
seleção do equipamento de remoção de estéril é
uma decisão primordial, ficando a escolha dentre 2% 2%
3%
os equipamentos capazes de fornecer economia
10%
de escala e provavelmente nessa ordem de
preferência:
Custo de Venda
• Dragline Administração
26%
34% Royalities
• Cable Shovel (escavadeira frontal a cabo) Decapeamento Estéril
Processamento
• Bucket whell Lavra
Transporte Externo
Reabilitação

15%
8%
Carvão
𝐶𝑎𝑟𝑏𝑜𝑛𝑜 𝐹𝑖𝑥𝑜 = 𝑀𝑜𝑛𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑜 𝐶𝑎𝑟𝑣ã𝑜 𝑀𝑎𝑠𝑠𝑎 − (𝑀𝑎𝑡é𝑟𝑖𝑎 𝑉𝑜𝑙á𝑡𝑖𝑙 + 𝐶𝑖𝑛𝑧𝑎𝑠 + 𝐶𝑎𝑟𝑏𝑜𝑛𝑜 𝐹𝑖𝑥𝑜)
Umidade : Perda de Massa ao aquecer a 105 – 110 ºC
Matéria Volátil: Perda de Massa ao aquecer a 900 ºC, considerando a umidade.
Cinzas: Resíduo após a queima sobre condições controladas (Massa).
Carbono Fixo: Quantidade de carbono fixa no carvão.

Temperatura de Fusão das Cinzas – Baixa Enxofre – Importante na poluição e


temperatura de fusão causa problemas de propriedades metalúrgicas.
permeabilidade nos fornos.
Moabilidade – Determina o tamanho em que
Poder Calorífico – Propriedade mais o carvão pode ser cominuido. Associado ao
importante. Quantidade de energia processo de geração de energia.
produzida pela combustão de certa
quantidade de massa do carvão (Mj/Kg). Abrasividade – Indica a propensão do carvão
desgastar durante o processo de pulverização
Cokeificação – capacidade ou facilidade de e transporte.
transformar em coke, relacionado com
expansão/crepitação.
Camada de Carvão Exposta
Crista da Pilha
Operação – Box-Cut Pé

Paralelo a Direção Pé da Pilha

O Box-Cut é o primeiro corte na superfície realizado com


objetivo de iniciar a lavra da tira. É realizado na forma de Crista
caixa, é realizado o desmonte do capeamento para
formar o “High wall” para expor o carvão. São três faces
de “High wall” e a quarta, paralela a direção de lavra, é
rampa para permitir o acesso de caminhões e INSERIR DIAGRAMA
escavadeiras ao minério. DE FORÇA DA
A rampa possui uma inclinação mais suave que a média DRAGLINE
da lavra em cavas de 5-8%. Vista de Planta
Dragline está operando
nessa direção

Carvão Solo
Baixa Profundidade
Camada de Carvão Exposta
Crista da Pilha
Operação – Box-Cut Pé

Paralelo a Direção – Deposição Lateral Pé da Pilha

O Box-Cut é o primeiro corte na superfície realizado com


objetivo de iniciar a lavra da tira. É realizado na forma de Crista
caixa, é realizado o desmonte do capeamento para
formar o “High wall” para expor o carvão. São três faces
de “High wall” e a quarta, paralela a direção de lavra, é
rampa para permitir o acesso de caminhões e INSERIR DIAGRAMA
escavadeiras ao minério. DE FORÇA DA
A rampa possui uma inclinação mais suave que a média DRAGLINE
da lavra em cavas de 5-8%. Vista de Planta
Dragline está operando
nessa direção

Carvão Solo
Baixa Profundidade
Maior Produtividade Menor Ciclo Menor Ângulo

Operação – Box-Cut
Paralelo a Direção – Deposição Final
Os dois métodos para desenvolvimento do Box-
Cut são corte final e corte lateral, a diferença
operacional está relacionada com a posição da
retroescavadeira.
O corte final é mais adequado em áreas em que
o capeamento é pouco profundo. Entretanto
pode ser adaptado para dois movimentos de
baixo ângulo de giro, possui a vantagem de
menor tempo operacional para a Dragline.
Capeamento mais profundo o volume de estéril
é maior, exige maior alcance e capacidade da
Dragline. Melhor capacidade de alcance da
Dragline pode ser alcançada posicionando
perpendicularmente a direção de corte.
Entretanto ocorre um aumento no ângulo de
giro e diminuição da produtividade do
Aumento de Custo
equipamento. Alta Profundidade
Corte Final em Profundidade
Operação – Box-Cut
Perpendicular a Direção
Melhor capacidade de alcance da Dragline pode
ser alcançada posicionando perpendicularmente
a direção de corte. Chamado de corte lateral,
realizado perpendicularmente a direção.
Entretanto ocorre um aumento no ângulo de
giro e diminuição da produtividade do
equipamento.

Custo Inalterado
Alta Profundidade
Corte Lateral em Profundidade
Operação – Avanço
1-Lançamento Lateral Simples
Lançamento simples lateral é o método mais comum de
decapeamento. A Dragline permanece preparada na
superfície almofadada( almofadada devido a processos de
desmonte) e escava abaixo do estéril até a camada de carvão.
O estéril removido é depositado na pilha que inicia no pé da
camada de carvão até o pé da crista da pilha da tira anterior.
O Lançamento Lateral Simples consiste em duas etapas
separadas:

1º Passo – Corte Chave:


A Dragline permanece paralela a direção de corte na região
do novo “high wall” e escava o Corte Chave. O estéril é
utilizado para estabilizar a região do “Bucket”(região lavrada
na tira anterior), de outra forma não haveria material para
manter o “Bucket” travado no “low wall”.

Travamento
Operação – Avanço
1-Lançamento Lateral Simples
1º Passo – Corte Chave:

• Redução de problemas de estabilidade;


• Redução do ângulo de giro médio no corte final;
• Permite a escavação do material com baixo dando ao
“High Wall” e pouca sobre escavação.

Travamento
Operação – Avanço
1-Lançamento Lateral Simples
2º Passo – Lançamento:
A Dragline é movida para outra borda do material
desmontado. O material desmontado será depositado na
pilha de estéril.
Principais razões para executar esse aparente retrabalho:
• Dragline consegue utilizar sua distância máxima de
alcance. O material é depositado corretamente na crista
final (mais elevada e mais distante). Diminui a necessidade
de operação secundária para ajustar o material;
• Maior visibilidade ao operador;
• Face de trabalho mais íngreme com caçamba cheia em
que o ciclo de trabalho será reduzido.
• Diminuição da utilização do lançamento da Dragline com
desenvolvimento do avanço.
Operação – Avanço
1-Lançamento Lateral Simples
2º Passo – Lançamento:
A imagem anterior mostra a remoção do decapeamento
utilizando corte chave e lançamento. Entretanto o
lançamento é composto por passos intermediários com
objetivo de maximizar o alcance e minimizar o ângulo de giro.

A Dragline recua após o lançamento ser completado para


posicionar para o novo corte chave. Durante o empilhamento
realizado no Lançamento deve ser observado:
• Rocha Acida e Grande devem ser posicionadas na base da
pilha.
• Solo argiloso deve ser posicionado no topo da pilha e
espalhado para formar as calhas da pilha. De outro modo
a estabilidade da pilha pode ser reduzida.
• A conformação da pilha não é tão necessária em pilhas
rasas ou em operações com elevada produtividade na
reabilitação.
Operação – Avanço
2-Avanço por Derrubada
O Método de lançamento Lateral Simples é modificado para
utilização do método de avanço por derrubada. A
metodologia leva em consideração a formação de um plano
de trabalho abaixo da superfície. A criação desse nível
objetiva:
• Criação de um plano de trabalho resistente enquanto o
solo é macio;
• Distância entre a lança e o solo é mais adequado para
melhor conformação da pilha.
A metodologia força a Dragline a realizar 2 cortes:
Decapeamento e Derrubada. A derrubada é realizada antes
do corte chave, o ângulo de giro utilizado é naturalmente
grande. Menor
Distância
Solo
Operação – Avanço
2-Avanço por Derrubada
A Operação é dependente da penetração dos dentes da
caçamba no material, somente após a penetração o cabo é
recolhido em direção a Dragline. A operação é melhor
realizada com a caçamba arqueada e cabo de arraste +
corrente resistente.
A perda de eficiência produtiva varia de 25% - 70%. Maior
parte da perda está relacionado a tempo de carregamento,
fator de enchimento e quantidade de movimentos. Um fator
constantemente ignorado é o revestimento da caçamba,
tempo de manutenção. A utilização do Dozer é maior quanto
maior for a necessidade de operações de “re nivelamento”.
Teoricamente a Dragline é capaz de movimentar sobre
material não consolidado. Menor
Distância
Solo
Operação – Avanço
2-Avanço por Derrubada
O impacto da ineficiência do decapeamento é substancial.
Caso a eficiência da derrubada é de 50%(50% das vezes deve
ser refeito), então o custo de decapeamento aumenta em
pelo menos 80%.
Para a maioria dos métodos de lavra em tiras o método de
derrubada representa somente de 10 % a 20% do custo de
decapeamento. Isso significa que para uma operação que
possui 50% de eficiência, comparado a uma operação
totalmente convencional possui um aumento de custo de 8 a
16%(Mesmo operado fora das condições varia pouco o
custo).

Desvantagens: Menor
• Baixa produtividade da Dragline; Distância
• Elevado desgaste da Caçamba; Solo
• Utilização dos Bulldrozers para limpeza na frente da
Dragline devido ao Tombamento;
Operação – Avanço
3 - Bancada Estendida
Essa variação do método Lançamento Lateral Simples inclui
os conceitos de manobra ou manobra dupla de estéril.
Quando o alcance da Dragline não é suficiente para depositar
o estéril na posição correta (Topo da pilha de estéril, assim
como determinado no planejamento), o nível de escavação
deve ser estendido para diminuir a distância da Dragline.
Material utilizado no aumento da bancada é proveniente do
corte chave durante o Lançamento Lateral Simples ou
Derrubada. O aumento de bancada é geralmente preparado
na fração superior da bancada. Novamente o Bulldozer é
utilizado para preparar a caminhada da Dragline.
Operação – Avanço
3 - Bancada Estendida
Geralmente 65 – 85% do material utilizado para o aumento
de bancada é manobrado do estéril. A exata quantidade de
material movimentado pode ser calculado utilizando a
geometria da bancada. O material de manobra deve ser
contabilizado nos dois movimentos para correto calculo de
produtividade da Dragline.
Operação – Avanço
3 - Bancada Estendida

Remanejamento
Remanejamento é a atividade de manobrar um material
previamente movimentado para construir uma bancada ou
empilhar sem perda de minério. Existem dois tipos de
Remanejamento:
• Direto: Esse tipo de remanejamento é normalmente
resultado de uma sequência de lavra em tira. Normalmente
fornece material para aumento da bancada.
• Indireto: Esse remanejamento não preenche uma região de
lavra vazia. Utilizado no final dos cortes com objetivo de
construção de acessos.
Todas os tipos de remanejamento diminui a produtividade da
Dragline. Obviamente quanto maior o capeamento, menor a
produtividade.
Operação – Avanço
Condições Básicas para Operação

• A receita da venda do produto justifica o custo de capital do equipamento.


• Conhecimento da Profundidade, Espessura e Características Geológicas do capeamento são conhecidas.
• Planejamento das estruturas, acessos, escritórios foram planejadas fora da área de lavra.
• Os blocos de carvão para serem lavrados são identificados e o tamanho da tira será maximizado. Quando possível
os blocos devem ser retangulares, tipicamente 50 metros ou mais largo 300 metros. Tiras curtas resultam em
excessivo tempo de manobra da Dragline e baixa quantidade de minério desmontado para a lavra.
• O formato do bloco de lavra deve permitir que a Dragline sempre tenha uma área de descarga disponível. Isso
evita a criação de um corte chave extra, ou seja, cada tira pode ser menor em largura entretanto não em
comprimento.
• O posicionamento das tiras é coincidente com a menor REM ou limite econômico máximo. A direção da lavra é
determinada com base:
• Limites de maior lucratividade;
• O mergulho da camada de carvão e variações na qualidade;
• Contaminantes geológicos;
• Drenagem;
• Topografia e atividades Subterrâneas.
Operação – Avanço
Condições Básicas para Operação

• O planejamento de Longo Prazo, quando possível deve posicionar as tiras com formato de linear a convexo com
intuito de maximizar as regiões de deposição de estéril;
• Variações Topográficas – Capeamento menos potente impacta a REM imediatamente, assim como vales.
• Os contornos dos mapas de lucratividade irão indicar as áreas de maior lucratividade. São baseado na
profundidade do capeamento, método de lavra e qualidade do carvão.
• Uma única camada de carvão pode ser lavrada utilizando uma ou mais Draglines. A escolha do tamanho do
equipamento depende dos parâmetros de cava. Se a mina é uma nova operação os parâmetros podem ser
selecionados para ajustar o raio do equipamento as dimensões da lavra.
• A utilização de Draglines de uma outra área ou propriedade é possível, entretanto o capeamento ou geologia pode
variar ao ponto de comprometer o rendimento do equipamento e operação.
Operação – Ciclo de Operações
Dozer na Conformação da Pilha
Fases da Escavação do Dozer

Escavação
Incremental
Escavação
Intermediária
Pilha
Incremental
Operação – Ciclo de Operações
Dozer na Conformação da Pilha
Escavação Incremental

Superfície de Escavação Intermediária Superfície Pilha Intermediária


Pilha Anterior
Superfície de Ponte

Escavação Ponte Pilha Pilha Incremental


Conduz a Trajetória
Operação – Ciclo de Operações
Dozer na Conformação da Pilha
Escavação Intermediária
Pilha Anterior
Strip Atual Escavação Incremental Pilha para o Strip Atual

Pilha Incremental

Superfície Intermediária de Escavação

A superfície intermediária de escavação será determinada com base em 2


parâmetros principais:
• Inclinação Incial: É a inclinação da primeira superfície. Existem dois
parâmetros iniciais para inclinação de acordo com arraste do
equipamento: Descendente e Ascendente.
• Inclinação Incremental: Destinado a inclinação da superfície temporária
gerada.
Obs: Incremental é modelado por camadas.
Operação – Ciclo de Operações
Dozer na Conformação da Pilha
Escavação Intermediária
Alcance
Dragline Superfície
da Bancada

Alcance
Limite

Crista da
Bancada
Operação – Ciclo de Operações
Dozer na Conformação da Pilha
Pilha Incremental

Fonte: SME – Capítulo 10.3


Operação – Ciclo de Operações
Quando a distância de transporte supera de 200
– 300 metros, normalmente é recomendado
considerar quebrar em operações de
carregamento e transporte.
Quando os volumes a movimentar são
relativamente pequenos, scrapers podem ser
utilizados (Desde que o material seja friável e
possa ser carregado após o desmonte). Esses
equipamentos são utilizados para solos
superficiais que não necessitam de
carregamento.

Fonte: Handbook of Strip Mining, pg.202


Operação – Ciclo de Operações
Produtividade e custo unitário do equipamento
depende da aplicação, velocidade de operação,
profundidade do corte.
A imagem exemplifica o conceito de economia
de escala, em que menores distâncias geram
menor produtividade e maior custo operacional.

PREPARAR PLANILHA DE PRODUTIVIDADE DO DOZER

Fonte: Handbook of Strip Mining, pg.202


Operação – Ciclo de Operações
Operação – Geometria da Área de Carregamento
• A altura de escavação da shovel deve ser aderente a pilha de material desmontado. Altura da bancada
provavelmente é o parâmetro operacional de maior impacto na seleção do equipamento.
• Há uma tendência de quanto mais elevada(Ignorando viabilidade e segurança) é a bancada de lavra, menor o custo
e mais elevada produtividade.
• Os dois principais métodos para determinação de altura da bancada:
• Distribuição vertical irregular de Minério e Estéril, devem existir varias alturas de bancadas capazes de
otimizar a recuperação de minério e ciclo de trabalho. No caso de corpos horizontalizados com baixa
variabilidade na potência.
• Taxa de produção solicitada: A taxa de produção solicitada irá determinar o tamanho e a quantidade de
equipamentos utilizados na mina. A altura de bancada determinada de acordo com o tamanho e tipo de
equipamento. Economias podem ser realizadas caso a altura de bancada for compatível com altura máxima
do equipamento de carga e perfuratrizes do desmonte.
• Plano inclinado ou assoalho, Retroescavadeiras Hidráulicas necessitam de solo bastante plano. Front End Loader
devido aos pneus é possível trabalhar em quase qualquer solo.
• Piso ideal: Seco, Sem ondulações, rochas soltas.
Operação – Considerações Econômicas
• Os equipamentos de mineração correspondem a aproximadamente 75% do CAPEX para as operações de lavra em
minas a céu aberto. Considerando uma vida útil de 15 a 20 anos, é notório que a seleção do equipamento possui
um impacto profundo.
• Fatores de seleção são utilizados para determinar a melhor seleção, entretanto não existe escolha ótima que não
esteja regionalizada a um determinado local.
Operação – Front-End-Loader/Carregadeira de Rodas
• A maioria das aplicações são limitados a operações de
pequeno porte. Maiores carregadeiras são utilizados
em conjunto de maiores equipamentos de transporte.
A metodologia de operação está vinculada a
compatibilidade entre escavadeira e caminhão.
• Método Convencional (Ré única ou dupla);
• Método Tandem – Dois carregamentos para
encher o equipamento de carga.
• Carregamento em corrente – Em que o caminhão
necessita de 3 carregamentos + 2 mais
carregadeiras.
Operação – Escavadeira

• As duas variações do equipamento são


utilizados com a mesma finalidade entretanto
com modos diferentes:
• Escavadeira: Opera em um nível acima da
carga, diminuindo o tempo de ciclo.
Temos como exceção fundo de cava não
drenado.
• Retroescavadeira: Opera no mesmo nível
de carregamento.
Operação – Escavadeira

• As duas variações do equipamento são


utilizados com a mesma finalidade entretanto
com modos diferentes:
• Escavadeira: Opera em um nível acima da
carga, diminuindo o tempo de ciclo.
Temos como exceção fundo de cava não
drenado.
• Retroescavadeira: Opera no mesmo nível
de carregamento.
Operação – Escavadeira

O material lavrado possui uma sutil influência no método de


carregamento utilizado devido sua localização na mina. Muitos
fatores podem afetar a escolha do método:
• Ângulo da Bancada ou repouso do material desmontado.
• Área disponível entre a face de lavra e a praça operacional;
• Restrições de Blendagem;
• Habilidade do operador.

Os métodos são divididos de acordo com o posicionamento dos


equipamentos de carga e transporte.
Os métodos estudados são aplicados a equipamentos de carga com
mobilidade menor do que a Carregadeira de Rodas.
Direção de Lavra

Operação – Escavadeira

SERVIÇO DUPLO

O tempo de espera é utilizado para posicionar o veiculo na posição


de carregamento enquanto o primeiro veiculo é carregado. Uma
minimizado o tempo ocioso da retroescavadeira a produtividade é
Mínimo de 20-40, diretamente a redor pela
aumentada.
direita ou esquerda do limite de largura.
O posicionamento do cabo de carga é importante para não
atrapalhar o ciclo de transporte dos equipamentos de carga.
A espera do caminhão acontece em casos que escavadeira está
escavando um material duro durante a limpeza da frente de lavra.
Direção de Lavra

Operação – Escavadeira
SERVIÇO DUPLO

Mínimo de 20-40, diretamente a redor pela


direita ou esquerda do limite de largura.
Direção de Lavra

Operação – Escavadeira
SERVIÇO DUPLO

Vantagem Desvantagem
Baixo ângulo de giro Maior habilidade do operador, Mínimo de 20-40, diretamente a redor pela
direita ou esquerda do limite de largura.
especialmente no lado cego da
carregadeira.
Tempo de espera utilizado para Shovels carregam no lado cego
manobra
Boa transição entre piso irregular e Movimentação/Avanço lateral
regular frequente requerem
Dozer pode realizar a limpeza em um Movimentação da Shovel necessita
lado não operado frequentemente de auxilio do trator.
Posição da Escavadeira é segura Necessário ponte para o cabo
Operação – Escavadeira
SERVIÇO SIMPLES

Vantagem Desvantagem
Indicado para áreas de lavra restrita Escavadeira pode carregar de um lado
apenas
Indicado para faces de lavra Aumento do ângulo de giro com
irregulares avanço de lavra
Gavetas podem contribuir para Manobra do caminhão reduz a
seletividade e controle de teor produtividade do caminhão e
escavadeira
Necessita de menor habilidade do Limpeza do Dozer irá parar a
operador da escavadeira operação de carregamento
Ponte para o cabo não é essencial Mais complicado de manter a
inclinação do fundo de cava
Operação – Escavadeira de Rodas (BWE)

Útil em lavra
seletiva
Referências
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• Hustrulid, Open Pit Mine Planning and Design, 2006.
• Ricardo, H; Manual Prático de Escavação e Terraplenagem e Escavação de Rochas, 2007.
• Schissler, Andrew P., “Design and Methods of Coal Mining," inThe Encyclopedia of Energy, Volume 1, Cutler J. Cleveland Editor-in-
Chief, Elsevier Inc., Kidlington, Oxford, pp. 485-494.
• ALKMIM, F. F. Principais Traços Geológicos da Serra do Curral entre o Vale do Paraopeba e a Ponta da Serra. Relatório Técnico.
Mineração Usiminas S.A. Ouro Preto, 2009.
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• HARDYGÓRA, M.; PASZKOWSKA, G. Mine Planning and Equipment Selection. Proceedings of the Thirteenth International
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• HUSTRULID, William A.; KUCHTA, Mark. Open Pit Mine Planning and Design. 2nd Edition. Taylor and Francis Ed. 2006.
• KENNEDY, B.A. Surface Mining. Society for Mining, Metallurgy and Exploration, Inc. Baltimore, 1990.
• SILVA, E. C. Coal: a Real Business Opportunity. Vale. DIPM/DIDM. 2012.
• URBINA, Fernando Plá Ortiz de. Fundamentos de Laboreo de Minas. Escuela Técnica Superior de Ingenieros de Minas. Ed.
Fundacion Gomez-Pardo. Madrid, 1994.

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