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FUNÇÕES

Sã o elementos chave para descrever o mundo real. A temperatura de ebuliçã o da á gua


depende da altitude o ponto de ebuliçã o (diminui quando a altitude aumenta). Os juros
pagos sobre um investimento dependem do tempo que o dinheiro permanece investido. A
á rea do círculo depende do raio do círculo. A distâ ncia que um objeto percorre a uma
velocidade constante, a partir de um ponto inicial, ao longo de uma trajetó ria reta,
depende do tempo transcorrido.

Em todos os casos, o valor de uma variá vel, que podemos chamar “Y” depende do valor de
outra, que podemos denominar “X”. Uma vez o valor de “Y” é completamente determinado
por um valor “X”, dizemos que “y é uma funçã o de “X”. Muitas vezes o valor de “Y” é dado
por uma regra ou fó rmula que diz como calculá-lo a partir da variá vel “X”. Por exemplo a
equaçã o A= πr2 , é uma regra que calcule a á rea de um círculo a partir do raio r.

Em cá lculo também podemos querer nos referir a uma funçã o nã o especificada sem ter
qualquer fó rmula particular em monte. Uma maneira simbó lica de dizer “y” é funçã o de
“X”, escreve y= f(x). Nesse contexto “x” e “Y” sã o chamadas variá veis; “X” chamada variá vel
independente e ‘y’ variá vel dependente.

Gráficos de uma função

Os grá ficos tem impacto visual e também mostram informaçõ es que podem nã o ser
evidentes. Em nossos estudos trabalharemos com o sistema cartesiano.

Sistema de coordenadas cartesianas: representaçã o do plano bidimensional constituído


da seguinte forma: duas retas perpendiculares umas das quais é normalmente escolhida
como sendo horizontal. Tais retas se interceptam num ponto “O” , chamado origem. A reta
horizontal é chamada eixo “X” , a reta vertical é chamado eixo “Y” . Uma escala numérica é
colocada ao longo do eixo “X” , com nú mero positivos a direita e os nú meros negativos a
esquerda da origem. Analogamente podemos fazer o mesmo com o eixo “Y”. Um ponto no
plano pode ser representado de modo ú nico neste sistema de coordenadas por um par
ordenado (X,Y) , onde “X” será o primeiro nú mero e “Y” o segundo nú mero. O par
ordenado (X,Y)é chamado de abscissa ou coordenada X e o “Y” é chamado ordenada ou
coordenada “Y”. Conjuntamente “x e “y” sã o chamados coordenadas do ponto “P”.

FUNÇÃO CONSTANTE Y= K
Exemplo Y= 3 y= -6

FUNÇÃO LINEAR Y = AX
Exemplo Y= 5x y= -2x

FUNÇÃO LINEAR AFIM Y= AX + B


Exemplo Y= 5x + 2

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 O Grá fico destas funçõ es sã o sempre retas.
 O coeficiente “A” á chamado coeficiente angular da reta, e o coeficiente “B” á
chamado coeficiente linear da reta.

Duas formas podem aparecer na resoluçã o de uma funçã o do primeiro grau. Ou temos dois
pontos e queremos determinar a equaçã o, ou temos a equaçã o e queremos determinar seu
grá fico. Para encontramos a equaçã o temos:

a) Ou calculamos direto através da equaçã o da reta Y-Yo = m( x –xo) , onde ‘m”


representa a variaçã o de “Y” divida pela variaçã o em “X”.
b) Ou resolvemos a equaçã o substituindo na forma original Y = AX + B , os valores de
“x e “y” dos pontos considerados e calculamos o valor de A e B , através de um
sistema de duas equaçõ es a duas incó gnitas.

Exemplo1: Calcule a equaçã o da reta que contém os pontos P1(1,3) e p2( 3,7)

APLICAÇÕES DAS FUNÇÕES DO PRIMEIRO GRAU

CUSTO TOTAL – seja “X” a quantidade produzida de um produto. O custo total


depende de “X e a relaçã o entre eles chamamos funçã o custo total (e indicamos por
Ct). Verifica-se que, em geral ,existem alguns custos que nã o dependem da quantidade
produzida, tais como seguros, aluguel,etc. à soma desses custos , que independem da
quantidade produzida , chamamos custo fixo e ( indicamos por Cf) à parcela de custos
que depende de “X” chamamos custo variá vel (indicamos por Cv) . Desta forma ,
podemos escrever:

Ct(x) = Cf + cv(x)
Chama-se custo médio de produção ou custo unitá rio (e indica-se por Cm) o custo
total dividido pela quantidade, isto é :

Cm(x) = Ct(x) / x
RECEITA TOTAL- suponhamos agora que “x” unidades do produto sejam vendidas. A
receita de vendas depende de “X” e a funçã o que relaciona receita com quantidade é
chamada funçã o receita (e indicada por R). Na maioria das vezes, o preço unitá rio (p)
varia com a quantidade demandada, sendo p= f(x). Assim, a receita total pode ser
expressa através da funçã o demanda como:

R(x) = p.x = x f(x)


LUCRO TOTAL: chama-se funçã o lucro total (e indica-se por L) a diferença entre a
funçã o receita e a funçã o custo total, isto é:

L(x) = R(x) - CT(x)


Os valore de “x” para os quais o lucro é nulo sã o chamados de pontos de nivelamento.
Ou pontos críticos.
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Na economia emprega-se muitas vezes, polinô mios para representar estas funçõ es. O
interesse bá sico é achar o lucro. Deve ser determinado o intervalo onde o lucro é
positivo, por isso precisamos conhecer as raízes da funçã o lucro total outro problema
é achar o lucro máximo. Para o polinô mio de segundo grau, será suficiente determinar
o vértice da pará bola, no caso em que esta tenha os ramos para baixo. A abscissa do
vértice será o ponto má ximo (quantidade produzida que torna o lucro má ximo) e a
ordenada do vértice será o valor má ximo do lucro.

OFERTA E DEMANDA

A demanda ou procura de um bem depende de vá rios fatores: preço, idade,


concorrência, renda do consumidor, gostos, clima,. Vamos supor todos os fatores
constantes, exceto o preço, entã o podemos expressar a quantidade demandada (x) em
funçã o do preço (y) através da equaçã o y= ax +b.

Observamos que em geral, a demanda ou procura de um produto diminui á medida


que o preço aumenta, isto é, a demanda é expressa através de uma reta com
declividade negativa (a< 0) . Salientamos que somente os segmentos que estã o no
primeiro quadrante tem sentido para a aná lise econô mica. A oferta linear tem
declividade positiva porque a oferta ( vontade de vender) de um produto cresce com o
aumento do preço.

Diz-se que existe equilíbrio de mercado em relaçã o a determinado produto. Quando a


quantidade ofertada é igual a quantidade demandada desse produto. Algebricamente o
ponto de equilíbrio é a soluçã o do sistema formado pelas equaçõ es de demanda e
oferta.

DEPRECIAÇÃO LINEAR

Devido ao desgaste, obsolescência, e outros fatores, o valor de um bem diminui com o


tempo, chamamos depreciaçã o essa perda linear ao longo do tempo V= f(t) onde
v= valor e t= tempo

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÕES DE FUNÇÕES DO PRIMEIRO GRAU

1-Uma firma de corretagem imobiliária cobra uma comissão de 6%,nas compras de ouro na
faixa de R$ 30,00 a R$ 300,00.Para compras excedendo R$ 300,00 firma cobra 2% do total das
compras mais R$ 12,00 . Denote por X o valor do ouro comprado e por F(x) a comissão cobrada
como função de x. a) descreva f(x) b) encontre F(100) e F(500).

F(x) = 0,06x ( quando 30≤ x≤ 300 )

f(x)= 0,02x +12 ( quando x>300)

Assim f(x=100) = 0,06(100) = 6 e f(500) = 0,02(500)+ 12= 22

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2- Uma firma de materiais para escritório determina que o número de aparelhos de fax
vendidos no ano X é dado aproximadamente pela função: f(x) = 50 + 4x + 0,5 x 2 , onde x= 0
representa o ano de 1990. A) o que representa f(0) , b)obtenha o número que representa a
quantidade de fax vendidos em 1992.

a)F(o) ou x=o representa as vendas do ano 1990 , então substituímos no lugar do x o “zero” ,
ou seja F(0)= 50 + 4(0)+ 0,5(0)2 = 50 aparelhos de fax

b) Como x=0 representa 1990 então 1992 representa dois anos depois ou ‘x’ = 2

F(2)= )= 50 + 4(2)+ 0,5(2)2= 50+ 8+ 0,5(4) = 60 aparelhos de fax

3- Uma fabricante de brinquedos tem um custo fixo de R$ 3.000,00 e um custo variável de R$


10,00 por brinquedo.

a) Encontre o custo para produzir 2000 brinquedos;


b) Qual seria o custo adicional se o nível de produção fosse elevado de 2000 para 2200
brinquedos;
c) Quantos brinquedos podem ser produzidos a um custo de R$ 20.000,00
d) Se os brinquedos são vendidos a R$ 20,00 a unidade, determine a função lucro;
e) Se o faturamento da produção de vendas dos brinquedos é de R$ 12.000,00. Qual é o
lucro correspondente.
Para encontrar o custo necessário encontrar a função custo total.
Custo total (CT)= custo fixo + custo variável CV(x)
Custo total = 3000 + 10(x) onde ‘x’ é a quantidade de brinquedos, logo :
a) O custo de 2000 brinquedos será: CT (2000)= 3000+ 10(2000)= 23.000 e como estamos
falando de dinheiro gastamos R$23.000,00 para produzir 2000 brinquedos.

b) No custo adicional e a diferença entre o custo de produzir 2000 e depois 2200.


CT (2200)= 3000 + 10(2200)= 25.000
Então o custo adicional será 25.000 – 23.000 = 2.000, ou seja, o custo de produzir 200
unidades a mais.

c) Agora temos um custo 20.000 e queremos saber quanto podemos produzir


Se Custo total = 3000 + 10(x) então 20.000= 3000 + 10x e resolvendo esta equação do
primeiro grau , onde separamos o que tem ’x’ para um lado e o que não tem para outro ;
20.000- 3000 = 10x
17.000= 10x ou x= 17000÷ 10 = 1700 brinquedos

d) Para encontramos a função Lucro temos que encontrar a função receita R(x) =20X
porque vendemos cada brinquedo a R$20,00.
O lucro é a diferença entre a receita e o custo. Logo Lucro L(x) = R(x) – CT(X)
L(X)= 20x – (3000+ 10x) ou 20x – 3000 – 10x ou 10x - 3000
L(X) = 10x - 3000
e) Se tivemos um faturamento ou receita de 12.000, quantos brinquedos vendemos?
Se R(X) = 20x logo 12.000= 20x ou x= 600 brinquedos.

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E quanto vamos lucrar?
L(X)= 10x -3000 = 10(600) - 3000= 6000- 3000= 3.000 ou vamos ter de lucro
R$3.000,00

4- Quando a agência de proteção ambiental do Brasil detectou uma certa companhia jogando
ácido sulfúrico no rio tiete, multou-a em R$ 1.000.000,00 , mais R$ 2.000,00 ao dia até que a
companhia se ajustasse às normas federais que regulamentam o índice de poluição. Expresse o
total da multa com função do número de X de dias em que a companhia continuou violando as
normas federais. E calcule a multa caso ela demore 100 dias para reparar seu dano.

Resposta: 1.200.000,00

5- Uma companhia de Software para computadores produz e vende uma nova planilha a um
custo de R$75,00 por cópia, e um custo fixo de R$ 30.000,00 por mês. Expresse o total do
custo mensal como uma função do número de x cópias vendidas, e calcule quando x=500.

Resposta: 67.500,00

6- Uma máquina de fotocópias tem um custo fixo de R$ 800,00 por mês e um custo variável de
R$ 0,04 para cada cópia produzida, Se for cobrado R$ 0,10 por cada cópia, quantas cópias
deverão ser produzidas por mês para que a máquina apresente um lucro de R$ 2.800,00 ?

Respostas: 60.000

7- Um indústria de autopeças tem um custo fixo de R$ 15.000,00 por mês . Se cada peça
produzida tem um custo de R$ 6,00 e o preço de venda é de R$ 10,00 por peça . Quantas peças
devem ser produzidas e vendidas para que a indústria tenha um lucro de R$ 3.000,00 por mês?

Resposta: 11.250

9- Seja a função custo total Ct = x2 + 5x + 800 , determine: A função custo médio; O custo de
100 unidades; O custo de uma unidade quando 100 unidades são produzidas.

Respostas: custo total 11.300 custo médio= 113

FUNÇÃO QUADRÁTICA

Y = AX2 + BX +C
É a funçã o f dada por y= ax2 + bx + c , com “X” R , e onde A ,B, C sã o nú meros reais
quaisquer , com A≠ 0 . A representaçã o grá fica é uma pará bola, cujos pontos principais
sã o:

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a) Cruzamento com o eixo Ox (sã o as raízes da equaçã o ax +bx +c= 0 )

b) Cruzamento com o eixo Oy ( é o ponto que corresponde a x=0 e y=c)

c) Vértice da pará bola x= -b/2a e y = -( b2 – 4ac) / 4ª


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d) Eixo de simetria é a reta x= -b/2a

Aplicações das funções do segundo grau

1)Determine a quantidade ‘x’ que deve ser produzida para que a receita de certa empresa
seja má xima, quando a sua curva de demanda é de 100- 0,25p ?

Como a demanda é uma funçã o da quantidade pelo preço, entã o X= 100- 0,25 p e a
receita uma quantidade (x) vezes um preço(x) ou R= X . p

A receita R será : R= 100-0,25p vezes p ou R= (100 – 0,25 p).p = 100p – 0,25p2

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Sendo R= 100p – 0,25p ( receita em funçã o do preço) - equaçã o do segundo
grau com concavidade voltada para baixo, apresentando um ponto de má ximo.

Como o exercício pede quantidade má xima podemos reescrever a equaçã o da


receita em funçã o da quantidade.

Se X= 100- 0,25p entã o X-100 = -0,25 p

(X-100)÷ ( -0,25) = p ou ( X÷- 0,25) – (100 ÷-0,25) = p ou

-4x + 400 = p ou P= -4x + 400 assim

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R = x.p = x( -4x + 400) ou R= -4x +400x ( receita em funçã o da
quantidade) - equaçã o do segundo grau com concavidade voltada para baixo,
apresentando um ponto de má ximo.

Na equaçã o o segundo grau o ponto de má ximo pode ser representado pelas


coordenadas do vértice. , representado pela fó rmula X Max = -B/2A ou no nosso
exemplo X Max= -400/ 2(-4)= 50

Entã o a quantidade que faz a receita ser má xima é 50 unidades.

2) A funçã o oferta e demanda semanais para uma certa marca de barracas para
acampamentos sã o dadas por P=- 0,1x2 –x+40 e P= 0,1 x 2 +2x +20 , onde p é medido em
dó lares e x é medido em unidades de centenas. Determine a quantidade e o preço de
equilíbrio? ( resposta: 500 unidades, p = 32,50)

3) Uma Fá brica de canetas determinou que a quantidade demandada por mês do modelo
sênior de suas canetas esta relacionado ao preço pela equaçã o p= -0,00084x + 6 , onde ‘p”
representa o preço unitá rio em reais e “x” o nú mero de canetas sênior demandadas. O
custo total em reais para produzir canetas desse modelo é CT= 600+2x- 0,00004x2.

A) Quantas canetas devem ser produzidas por mês para que o lucro seja má ximo?
resposta: 2500 unidades)

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b) Qual o preço que cada caneta deve ser vendida para que o lucro seja má ximo?
(resposta: p = 3,90)

c) Qual o lucro má ximo? ( resposta: L = 4.400)

4) Uma loja de discos adquire cada unidade por R$ 20,00 e revende a R$ 30,00. Nestas
condiçõ es, a quantidade mensal que consegue vender é 500 unidades. O proprietá rio
estima que, reduzido o preço de venda para R$ 28,00, conseguirá vender 600 unidades por
mês.

a) Obtenha a equaçã o de demanda admitindo-a linear? resposta: p = ( -2/100)x + 40

b) Obtenha o preço que deve ser cobrado para maximizar o lucro mensal? ( resposta: p =
30,00)

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