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O poder da verdadeira profecia - 3

por Luciano de Paula Lourenço

Leitura Bíblica: Jeremias 28.5-12,16,17

"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam;
ensinam-vos vaidades e falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor” (Jr 23:16)

INTRODUÇÃO
Jeremias enfrentou grandes dificuldades na sua época por causa dos falsos profetas. Eles pervertiam os caminhos do Senhor
e desviavam o povo de Israel da verdade. Possuíam uma boa posição financeira, política e social e entregavam mensagens
falsas, levando o povo de Deus a tropeçar. Eles eram bem populares, pois proclamavam somente o que o rei, o sacerdote e as
demais pessoas queriam ouvir. Eles haviam se tornado um obstáculo para que o povo abandonasse o erro. Os falsos líderes
religiosos constantemente anunciam que as bênçãos de Deus são incondicionais e que não dependem de arrependimento,
nem de um santo viver. Uma mensagem desse tipo sempre goza de popularidade.

Nesta aula, estudaremos um desses falsos profetas: o arrogante e insolente Hananias. Ele se opunha à mensagem de
julgamento pregada por Jeremias. Ele predizia a queda de Babilônia e a volta dos exilados e dos tesouros do Templo, dentro
de dois anos. Ele enganava o povo, fazendo-o crer em mentiras. Por causa disso recebeu uma palavra do Senhor com
predição de sua morte, que ocorreu dentro de dois meses. Isto mostra que o castigo da apostasia e da falsa profecia é
pesado.

I. O QUE É O PROFETA

Deus levantou profetas durante toda a história de Israel. O primeiro profeta mencionado na Bíblia foi Abraão, de onde seria
formada a nação israelita (Gn.20:7). No entanto, o primeiro profeta bíblico não foi Abraão, mas, sim, Enoque, que, ainda antes
do dilúvio, teria profetizado a respeito do estabelecimento do reino milenial de Cristo (Jd.14). Em seguida, as Escrituras
mostram que Deus levantou como profeta a Moisés (Ex.4:15,16). A partir de Moisés, Deus sempre levantou profetas no meio
do povo, revelando, sempre, qual era a Sua vontade para o povo. Como o próprio Jesus afirmou, o ofício profético somente se
encerrou com João Batista (cf.Mt.11:13), quando, então, veio o próprio Senhor, que não era apenas o porta-voz de Deus, mas
o próprio Deus conosco (Mt.1:23).

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1. Definição. De acordo com Êx 4:15,16 , profeta é "aquele que fala no lugar de outrem"; "porta-voz de Deus", ou seja,
aquele que traz mensagens da parte do Senhor, aquele que revelava Deus ao povo; podendo, ou não, predizer o futuro.
No Antigo Testamento, o profeta era aquele que revelava o desconhecido à humanidade, o propósito divino para a
restauração do homem. Neste sentido, o ofício profético durou até João (Mt 11:13), pois, com a vinda de Cristo, o próprio Deus
se revelou ao homem, de forma plena e integral (Hb 1:1). São, pois, totalmente espúrias e sem qualquer respaldo bíblico a
aparição de novos “profetas”, que nada mais são que falsos profetas, como é o caso de Maomé, Joseph Smith, Reverendo
Moon, Benny Hinn, Morris Serullo, Mike Murdock, e tantos quantos se disserem complementadores da revelação de Cristo ao
mundo.

2. A função do profeta. Os Profetas revelavam a vontade de Deus e exortavam o povo ao arrependimento e à obediência
da Lei divina(Ez 33:7). Pregavam também a justiça e anunciavam as coisas futuras. Isso demonstra que eles não apenas
prediziam o futuro, mas que eram usados por Deus para falar acerca das questões do presente.
Os profetas se tornaram tão importantes entre os judeus que eram consultados pelo povo e pela classe dominante. Deus os
considerava tanto que disse que não faria coisa alguma sem antes revelar aos seus servos, os profetas – “ Certamente o
Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”(Am 3:7).

Profetizar era algo tão sério que a pena para o profeta que se usava em nome de Deus era clara: a morte-“ Mas o profeta que
tiver a presunção de falar em meu nome alguma palavra que eu não tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros
deuses, esse profeta morrerá”(Dt 18:20). Infelizmente, mesmo com a possibilidade de uma pena tão dura, falsos profetas se
levantavam entre o povo de Deus e o conduziam à idolatria. E outros profetizavam coisas que não vinham de Deus, como é o
caso dos profetas que enganavam o rei Acabe(2 Cr 18), e o falso profeta Hananias, que enganava o rei Zedequias(Jr 28).

3. A prova de autenticidade do profeta. Para o profeta ser considerado autêntico não basta apenas a profecia se cumprir
(ler Dt 13.1-5). É necessário, também, que a profecia não contrarie de forma alguma a Bíblia Sagrada. Isaías chama a atenção
para o fato de que os profetas verdadeiros serão provados por sua fidelidade às revelações anteriormente escritas: “À lei e ao
testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a luz”(Isaías 8:20). O profeta é o porta-voz fidedigno da
Palavra de Deus. Se ele falar 99,99% ele não é considerado um profeta autêntico. Cada profecia deve ser considerada de
acordo com as demandas e reivindicações da Bíblia. Nada, absolutamente nada, pode estar acima da Bíblia Sagrada - nossa
única regra de fé e conduta.

No Antigo Testamento, somente era reconhecido como “homem de Deus”, como profeta, aquele que dissesse algo que se
cumprisse, visto que esta era a prova indelével de que tinha sido ele porta-voz de Deus, que é a verdade. Eram estas, aliás,
as instruções dadas pelo próprio Moisés ao povo: “E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que
o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra
que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás”(Dt.18:21,22). Este conceito israelita era conhecido
até mesmo pelos povos vizinhos, como se verifica no caso da viúva de Zarefate – “E Elias tomou o menino, trouxe-o do quarto
à casa, e o entregou a sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive. Então a mulher disse a Elias: Agora sei que tu és profeta
de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (I Rs.17:23,24).

Como reconhecer um falso profeta? Qualquer uma das seis marcas a seguir identifica substancialmente um falso profeta:
(1) por meio de sinais e maravilhas eles desviam pessoas para servirem a deuses falsos (Dt 13:1-4); (2) suas profecias não se
realizam (Dt 18:20-22); (3) eles contradizem a Palavra de Deus (Is 8:20); (4) eles produzem maus frutos (Mt 7:18-20); (5)
todos falam bem deles (Lc 6:26); (6) eles negam a encarnação de Jesus Cristo (1Jo 4:3).
Como reconhecer o legítimo mensageiro de Deus, no contexto atual em que a Igreja vive? Jesus Cristo nos adverte
a respeito de falsos profetas que se infiltram no meio do povo de Deus. Apesar da aparência de piedade, não passam de
agentes de Satanás; sua missão: corromper a fé dos salvos e destruir a unidade da Igreja (Mt 7:15-23). Muitos deles operam
sinais e prodígios (Mt 24:24), mas tudo isto fazem sob a eficácia de Satanás (2Ts 2:9,10). Como identificá-los? Como saber se
estão em nosso meio?
a) Discernindo o caráter da pessoa. Ela tem uma vida de oração perseverante e manifesta uma devoção sincera e pura a
Deus? Manifesta o fruto do Espírito(Gl5:22), ama os pecadores(João 3:16), detesta o mal e ama a justiça(Hb1:9) e fala contra o
pecado(Lc 3:18-20)?
b) Observando os frutos da vida e da mensagem da pessoa. Os frutos dos falsos pregadores comumente consistem
em seguidores que não obedecem a toda a Palavra de Deus(ver Mt 7:16). A árvore má não pode dar frutos bons (Mt 7:16-20).
c) Discernindo até que ponto a pessoa se baseia nas Escrituras. Este é um ponto fundamental. Essa pessoa crê e
ensina que as Escrituras Sagradas são plenamente inspirados por Deus e que devemos observar todos os seus ensinos(ver
2João 9-11)?.
d) Em fim, observando a integridade da pessoa quanto à administração do dinheiro arrecadado dos fiéis da
igreja. Ela recusa grandes somas para si mesma, administra todos os assuntos financeiros com integridade e
responsabilidade, e procura realizar a obra de Deus conforme os padrões do Novo Testamento para obreiros cristãos?(1Tm

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3:3; 6:9,10).
Portanto, sejamos cuidadosos porque mesmo sendo acurados nos critérios de avaliação de um pregador, mesmo assim,
muitas vezes, eles aparecem vestidos de cordeiros, mas são terríveis lobos devoradores.

II. O FALSO PROFETA HANANIAS ENTRA EM CENA

1. Quem era Hananias. “... Hananias, filho de Azur, o profeta de Gibeão...”(28:1). Não se sabe quase nada sobre este
profeta. No capítulo 28:1 só diz que ele era filho de Azur. Ele representa todo o grupo de profetas profissionais. Na época de
Jeremias havia profetas pouco sóbrios, irrealistas e falsos, que desencaminhavam o povo com profecias enganosas. Mesmo
quando as nuvens da tempestade do juízo se ajuntavam mais densas do que nunca sobre Jerusalém, eles acalmavam o povo.
Suas declarações eram muito positivas e soavam edificantes, até mesmo encorajadoras aos ouvidos das pessoas. Eles
prometiam muito, inclusive a vitória. É o caso de Hananias, falso profeta, que apresentava uma “mensagem maravilhosa” e
tinha a ousadia, e até mesmo a insolência, de proclamá-la abertamente, como se vê no capítulo 28:2-4. Como bem diz o pr.
Claudionor de Andrade, ele era do tipo que impressionava. Falava como profeta, tinha discurso de profeta e vestia-se como
profeta. Aliás, era mais dramático que os profetas de Deus. Além disso, só falava o que o povo queria ouvir. Pregava a paz e
determinava a prosperidade. Com um coração despreocupado fez, em nome de Jeová, promessas inconsistentes, apesar da
má condição moral do povo, que não podiam ser cumpridas. Ele esperava resultados sem colocar os devidos alicerces para
alcançá-los. Com grande segurança ele estabelece um limite de dois anos na sua profecia. Hananias era um fanático.
Fanáticos sempre estão com pressa.

2. As palavras de Hananias. “Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Quebrei o jugo do rei da
Babilônia. Dentro de dois anos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da Casa do Senhor, que daqui tomou
Nabucodonosor, rei da Babilônia, levando-os para a Babilônia. Também a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e a todos os
exilados de Judá, que entraram na Babilônia, eu tornarei a trazer a este lugar, diz o Senhor; porque quebrei o jugo do rei da
Babilônia” (Jr 28:2-4).

O falso profeta Hananias falou estas palavras, para perturbar o povo e afrontar o profeta Jeremias. Ele mentiu ao povo. Ele
atribuiu suas palavras ao Senhor – “Assim fala o Senhor dos Exércitos” – quando eram suas próprias palavras, não as do
Senhor.
Por que ele mentiria ao povo? “Politicamente correto”, tais profecias eram o que o rei e o povo queriam ouvir e vaticinou o
que todos almejavam que acontecesse naquele momento. Tais ensinamentos o deixariam popular. O que Hananias disse
sobre a duração do cativeiro babilônico? Chegaria ao fim em dois anos. O que o Senhor disse sobre a duração do cativeiro
babilônico? Continuaria “... até que os setenta anos se cumpriram” (2Cr 36:21). Hananias disse que o rei Jeconias (Joaquim)
voltaria do cativeiro babilônico dentro de dois anos. Na verdade ele ficou preso na Babilônia por trinta e sete anos (Jr 52:31).
No teste do verdadeiro profeta, estava reprovado (Dt 18.22).

Você, homem de Deus, não foi chamado para brincar de pregador; convocou-o o Senhor para atuar como pregoeiro da
verdade, que é a Palavra de Deus. Devemos pregar a Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios.
Para o mundo tal pregação é uma demonstração de fraqueza. Para o mundo tal pregação não vai mudar nada na sociedade.
Todos querem pregação de riquezas, pregação de milagres, pregação de curas. Mas, a nossa pregação deve ser diferente.
Nós não devemos pregar prosperidade e riquezas. A nossa pregação deve ser a mesma do profeta Jeremias, de
arrependimento. A nossa pregação deve ser a mesma do apóstolo Paulo, que pregou com fraqueza, temor e muito tremor
(1Co 2:3). Pregamos a Cristo. Pregamos aquele que morreu por todos nós. É a mensagem mais difícil de entender. É a
mensagem mais difícil de aceitar. Mas esta mensagem é verdadeira. Ela nos traz Cristo, o poder de Deus. Ela nos leva ao
arrependimento para o perdão dos nossos muitos pecados. Esta mensagem é desprezada por muitos. Esta mensagem é um
osso duro de roer. Pois quem quer ouvir alguém anunciando os seus pecados numa época em que muitos vivem estressados
por causa de milhares e milhares de dificuldades e incertezas? Mas esta é a mensagem que pregamos. É a mensagem da
Palavra de Deus. É a mensagem da salvação, pois ela nos leva à cruz de Cristo, escândalo para os que estão conformados
com o mundo, mas poder de Deus para todos que foram chamados para a eterna glória. Se não quiserem nos ouvir, que não
nos ouçam. No entanto, todos haverão de saber que, em seu meio, esteve um autêntico pastor de almas e um legítimo
proclamador da verdade divina (Ez 2:4,5).

3. O castigo de Hananias. O Senhor mandou Jeremias a Hananias com a seguinte mensagem: “... Ouve agora, Hananias: O
Senhor não te enviou, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras. Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de
sobre a face da terra; morrerás este ano, porque pregaste rebeldia contra o Senhor. Morreu, pois, o profeta Hananias, no
mesmo ano, no sétimo mês” (Jr 28:15-17).
Esse é o destino daquele que, sem temor nem tremor, brinca com o nome de Deus, zombando-lhe da santidade. Certamente,

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Deus não tolerará um líder do seu povo colocar palavras mentirosas em sua boca. Veja, também, o destino dos falsos profetas
do capítulo 29: 21-23; 31,32.
Assim como havia falsos profetas na época de Jeremias que diziam às pessoas coisas que Deus não havia falado, há o
mesmo tipo hoje em dia. Na sua falsidade eles ensinam rebelião contra a palavra verdadeira de Deus. Na sua interpretação
errada da palavra de Deus eles caminham para a condenação, levando juntos aqueles que acreditam nos seus falsos
ensinamentos.

Precisamos distinguir duas coisas: o pregador e a Palavra que ele prega. O pregador é uma coisa; a palavra pregada por ele é
outra. O pregador pode ser muito poderoso e impressionante. Ele pode ser igual a Hananias, que bateu forte e deu um show
de autoconfiança e determinação. Parece que a personalidade de Hananias era muito mais forte que a personalidade de
Jeremias, que era uma pessoa sensível e até tímida (Jr 1:6). Porém, ter uma personalidade forte, não significa ser o dono da
verdade! Reparem que Hananias falou, “em nome do Senhor, com toda convicção, que dentro de dois anos, o jugo do rei da
Babilônia seria quebrado. Porém isso não aconteceu. O jugo do rei da Babilônia somente foi quebrado depois de setenta anos
(Jr 29:10). Então, é possível alguém ser um pregador muito empolgado, um pregador que fala poderosamente, fazendo
promessas lindas, um pregador que arranca aplausos, “politicamente correto”. Mas isto não quer dizer que ele é um pregador
que fala a Palavra do Senhor. Devemos, portanto, respeitar a Palavra de Deus, não ultrapassá-la nem fazer menos do que
aquilo que Deus falou - “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que
permanece na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho” (2João 9).

III. CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS

As Escrituras falam de profetas verdadeiros e de profetas falsos. Os primeiros constituem enorme bênção para o povo de
Deus; os últimos representam ameaça permanente. O povo de Deus não pode renunciar à responsabilidade de prová-los, com
os melhores elementos extraídos das Escrituras Sagradas. Se um profeta é verdadeiro, sua mensagem é de Deus, cheia de
verdade e de autenticidade; seu testemunho representa adequadamente a natureza, o caráter e a missão de Cristo; sua
mensagem está em harmonia e em correspondência com todas as revelações de Deus. Repetidas vezes, a Palavra de Deus
adverte contra falsos profetas. Precisamos dar ouvidos a essas advertências.

Jesus disse: "Acautelai-vos dos falsos profetas" (Mt 7:15). "Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a
muitos... operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24:11,24).
Paulo compara os falsos profetas a Janes e Jambres, que se opuseram a Moisés e Arão com sinais e maravilhas operados
pelo poder de Satanás - “E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo
homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé”(2 Tm 3:8).

Pedro advertiu que assim como houve falsos profetas no tempo do Antigo Testamento, assim também haverá entre nós
falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras – “E também houve entre o povo falsos
profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o
Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição”(2 Pe 2:1).

O apóstolo João declarou que já em seus dias muitos falsos profetas atuavam entusiasticamente no meio da igreja –
“Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm
levantado no mundo” (1Jo 4:1).

Quanto mias hoje, portanto, devemos estar alertas quanto aos falsos profetas à medida que a apostasia profetizada para os
últimos dias atinge o seu clímax, preparando o mundo e uma falsa religião para a chegada do Anticristo!
Conhecer, amar e obedecer à Palavra de Deus é o único meio seguro de não sermos enganados. Como é trágico que a Regre
de fé e prática concedida por Deus à Igreja, a Bíblia Sagrada, seja tão negligenciada hoje por aqueles que se chamam
cristãos! Muitos que professam conhecer a Deus e servi-lo têm pouca ou nenhuma sede por Sua Palavra. Em vez disso,
buscam sinais e maravilhas, experiências emocionais, novas revelações, o último "mover" do Espírito, ou os dons em lugar do
Doador. Como resultado, são suscetíveis a todo "vento de doutrina" (Ef 4:14) e caem vítimas de falsos mestres que “...
movidos por avareza, farão comércio de vós com palavras fictícias..." (2Pe 2:3), "supondo que a piedade é fonte de lucro"
(1Tm 6:5). A mentira popular da "$emente de fé" – a idéia de que uma contribuição para um ministério abre a porta para
milagres e prosperidade – engana e promove cobiça entre os milhões que ignoram a Palavra de Deus. Precisamos julgar as
profecias e discernir os espíritos, a fim de não sermos enganados pelos falsos profetas.

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CONCLUSÃO

Tenhamos cautela, e não sejamos ignorantes! Os nossos olhos podem ver o pregador mais poderoso do mundo, mas isto não
significa nada! Ninguém deve ficar impressionado com qualquer show, seja um show de gritaria, ou um show de milagres ou
um show de lágrimas ou um show de mentiras. Também não devemos ficar impressionados quando o pregador só fala o que
o povo quer ouvir: promessas de paz, promessas de prosperidade, promessas de milagres e curas. Numa época de crise e
desemprego, muitos se aproveitam, pregando prosperidade e bênçãos, enganando até multidões. A nossa época é também
uma época muito propícia a isso. Os problemas financeiros, de saúde, de educação são extremamente graves para grande
parte da população. Existe um clima de insegurança muito forte. Que o povo de Deus não se engane! Que o povo de Deus
não seja ignorante, mas conheça a santa Bíblia! Importa ouvirmos a pura e verdadeira Palavra de Deus, a qual nos orienta
sobre os nossos pecados e sobre as nossas transgressões. Sejamos como os crentes de Beréia: “Ora, estes foram mais nobres
do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se
estas coisas eram assim” (Atos 17:11).
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail:
luloure@yahoo.com.br. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista
Ensinador Cristão. Guia do leitor da Bíblia – Jeremias. A Teologia do Antigo Testamento – Roy B.Zuck. Comentário Bíblico
Beacon – CPAD - volume 4. Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdonald.

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