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3ª Edição

2005

Norma NBR 5410/04

Norberto Nery
e/letJ
EDITORA
1
OBS.:
A identificação das Tabela, Figura.'t, Gráficos etc:.,
são aprese11tadas de acordo com a U11idade do Livro

Revisão: Prof. Armando Lapa Jr., Engenheiro Eletrônico.


Escola de Engenhana Mauá. Professor da Faculdade de Tecnologia
de São Paulo.

NORBERTO NERY, Engenheiro é.letric1sta. FEI, 1980; Pós


C1raduaçào, Escola Politecmca USP; Professor na Escola de
Engenharia Mauá e na Facudade de Tecnologia de São Paulo.
Projetista e consultor em instalações clctncas.

IV
SUMÁRIO

UN IDA DE I
CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DAS CARACTERÍSTI-
CAS DAS INSTALAÇÕES E DO FORNEC II\.fE NTO DE
ENERGIA ELÉTRICA

CAPÍTULO 1 - ASP~:CTOS t:SSENCIAIS DE UMA INS-


l3
TALAÇÃO ELtTRICA
__ 13
1 1 1ntrodução _
l3
1.2 í:x1gências Funcionais
14
1.3 Vida Útil
14
1.4. Nonnas para Instalações Elétricas
16
1.5 Característtcas Gerai-. __ _ _ _
16
1.6. Infl uências Extern as, Grau de Proteção e Classes de Isolação
1.6. 1 Influência-; E\lemas 16
1.6.2. Graus de Proteção 17
~
1.6.2. 1. Grau de Proteção Contra Impactos
~
1.6.3. Classes de Isolação
23
1.7. Custo da Instalação
23
1.8 Roteiro para Realização do Projeto
2h
1.9. Simbologm (Legenda)

CAPiTULO 2 - TÓPICOS A RESPEITO DO FORNECl-


33
1\fENTO DE ENERGIA ELÉTRICA
33
2.1. lntroduçuo
33
2.2 Classificação dos Cond utore s_
35
2.3 Sistemas e Lnmtes de Fornecimento e Tensões Nonunais
2.3. 1 Sistema de Fomectmento 35
2.3.2 Tipos e Limitações de Atendimento 36
38
2.4 Soltc1tação de Fornecimento

V
2.4.1. Entrada Consumidora para até 12 Medidores 38
2.4.2. Com mais de 12 (doze) Consumidores ou com mais de uma
Caixa de Medidores 40
2.4.3. Necessidade de Construção de Câmara Subterrânea 41
2.5. Anotações de Responsabilidade Técnica 41

CAPÍTULO 3 - LIGAÇÕES USUAIS E SUA REPRESEN-


TAÇÃO UNIFILAR 43
3.1. Introdução 43
3.2. Tomadas de Corrente e Plugues 43
3.3. Pontos de Luz, Comando com Interruptores 50
3.4. Exercícios 56

UNIDADE II
PROJETO E EQUIPAMENTOS DA INSTALAÇÃO

CAPÍTULO 1 - CLASSIFICAÇÃO, PREVISÃO DE PO-


TtNCIA, QUANTIFICAÇÃO, E DISTRI-
BUIÇÃO DAS TOMADAS 59
1.1. Classificação 59
1.2. Previsão de Potência das Tomadas 59
J.3. Quantificação e Distribuição das Tomadas 63
1.4. Localização das Tomadas 65

CAPÍTULO 2 - PONTOS DE LUZ E INTERRUPTORES 67


2.1. Atribuição de Potência, e Localização 67

VJ
CAPÍTULO 3 - DISTRIBL IÇÃO DE CARGAS EM CIRCUI-
TOS, QUADROS DE VIS fRIBUIÇÀO , 11\DIC A( ÃO DA
REDE DE ELFTRODUTOS F CONDUTORES 71

3.1. Definições, Objetivos e Regras de D1stnbu1çào _ _ _ _ _ _ _ 71


3.1 1 Definições e Objetivos 71
3 1.2 Regras de D1stnbuição 7l.
3.2. Tabela de D1stnbu1ção de Cargas em C1rcu1tos 75
3.3 Tipos. Locah.rnçào e Dimensionamento dos Quadros de Distribuição T7
3.3 1 Tipos 77
3.3.2 Locala.ação 79
3.3 3 Dunens1onamcnto _ . __ 79
~
3.4 Indicação da Rede de Elctrodu tos e Condutores

CAPÍTULO 4 - CONDUTORES EL.:TRICOS 89

4 1 Introdução 89
4.2 . Classificação Quanto ao Fonnato 89
4. 3. Matcnal Condutor 92
44 Material Isolante 93
4.5. Dimensionamento 95
4.5 1 Gem:mlidadc 95
4.5.2. Seção Mínima 96
4.5 3 Capacidade de Condução de Corrente 'll
4.5.4 Queda de Tensão 111
4 5.4 1 Máx.una Queda de Tensão 111
4 5.4 2 Para C1rcu1tos Monofás1cos Cargas Concentradas 111
4.5.4.3 Para Circuitos Monofásicos com Cargas Distribuídas 114
4 5.4.4 Para Circuitos Tnfas1cos Equilibrados com
Cargo Conccntruda _ 115

4 5 4 5 Para C1n.:u1tos Trifásicos com Carga Distribuida 116


4.5.4.6. Prescrições da NBR 541 OQuando a Queda de Tensão _ 117
4.5.5. Detenuioar a Seção. Condutor Neutro e do Condutor Terra _ 126

CAPiTULO 5 - DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO _ 129


51 lntroduçao _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ _ __ _ _ 129

VII
5.2. Proteção Contra Sobrecorrentes 130
5.2.1. Fusíveis 132
5.2.2. Elo Fusível 134
5.2.3. Tipos de Fusíveis 135
5.2.4. Disjuntores Termomagnéticos 140
5.2.5. Dimensionamento 145
5.3. Proteção Contra Choques Elétricos 150
5.3.1. Esquemas deAterramento 152
5.3.2. Dispositivo de Proteção Diferencial-Residual (DR) 156
5.4. Proteção Contra Sobretensões 161

CAPÍTULO 6 - MÉTODOS DE INSTALAÇÃO 165


6.1. Condutos: Tipos e Acessórios 165
6.1.1. Elctrodutos 166
6.1.2. Molduras 172
6.1.3. A:r livre (em bandcJas, le1tos, prateleiras, suportes honzon-
tais, ou diretamente fixados em paredes ou tetos) 172
6. 1.4. Canaletas e Pcrfi lados 174
6. l.5. Espaços de Construção 175
6. J.6. Enterradas 175
6.1.7. Sobre Isoladores 178
6.1.8. Áreas Externas 178
6. l.9. Pré-Fabricadas 178
6.2. Percurso da Rede 179
6.2. l. lnfra-Estrutura para Cabeamento Estruturado 179
6.3. Dimensionamento 183
6.3 .1. Eletrodutos 183
6.3.2. EletrocaJhas Perfilados e Símilares 186
6.3.3. Para Tnfonnática 187

CAPÍTULO 7 - PROJETO E DIMENSIONAMENTO DA


ENTRADA ELÉTRICA 189
7.1. Entrada de Serviço 189
7.2. Cálculo da Demanda 191

VUJ
7.2. I Fatores de Demanda--------- - - - 1<>4
7 2.:! Dimensionamento da F.ntrnda _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 199
7.3. Caixas de ~edição e Padrões de Entrada Individuais 200
7.4. Entr.idas Coletivas 2CX)
7.5. Demanda de l:.ntrada Coletiva 203
7.6. Entrada para Bomba de l nc~nd10 221

UNIDADE III
Lm1INOTÉCNICA

C \PiTULO 1 - GRANDEZAS LUMINOTÉCNICAS _ 223


1.1. Luz 223
1.2. Intensidade Luminosa. Luminânc i a - - - - - -- - - - 224
1.3. Fluxo luminoso, lJummânc1a 225

CAPfTULO 2 - CARACTERÍSTICAS E TIPOS DE


LÂMPADAS - - - - - - - - - - - - - - - '129
2. 1. Caracrenst1cas 119
2. 1.1. Eficiência Energética - - - - - - - - - - - - 119
2. 1.2. Vido Mediana, Vida Média, Vida Útil - - - - - - - - 230
2.1.3. Depreciação _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ 231
2. 1.4. Efeito Estroboscóp1co - - - - - - - - - - - - 231
2 1.5. Reprodução de Cores, IRC eAparênc1a _ _ _ _ _ __ 231
2.2. Tipos de Lâmpa d a s - - - - - - - - - - - - - - 233
2.2 I Incandescente _ _ _ _ _ _ - - - - - - - 233
2 2. 1 l . Construção e Func1onamcnto - - - - - - - 233
2.2.1 2 Caracteristlcas - - - - - - - - - - - - 234
2.2.2 F l u o r e s c e n t e - - - - - - - - - - - - - - - 235
2.2.2.1. Construção e Funcionamento - - - - - - - 235
2.2.2.2. Características - - - - - - - - - - - - 239
IX
2.2.3.ADescarga 240
2.2.3.1. Vapor de Mercúno de Alta Pressão 240
2.2.3.2. Mista 241
2.2.3.3. Vapor de Sódio 242
2.2.3.4. Vapor Metálico 244
2.3. Tabela Comparativa 244

'
CAPITULO -
3 - PROJETO DE ILUMINAÇAO 'lA7
3.1. Método dos Lúmens 247
3.3.l. Generalidades 247

UNIDADE IV
MOTORES ELÉTRICOS

CAPÍTULO 1 - MOTORES ELÉTRICOS E SUAS CARAC-


TERÍSTICAS 253
1 1. Introdução _ 253
1.2. Tipos de Motores 254
1.3. Motores de Indução 255

CAPÍTULO 2 - INSTALAÇÕES DE MOTORES


ELÉTRICOS 261
2.1 Distribuição em Circuitos 261
2.2 Dimensionamento dos Condutores e Proteções 262
2.2.1. Capacidade de Condução de Corrente 263
2.2.2. Critério de Queda de Tensão 264
2.3. Dimensionamento dos Dispositivos de Proteção 265
2.3 .1. Proteção contra Curto-circuito 2M
2.3.2. Proteção contra Sobrecarga 267

X
lnst.tlaçõcs l:lemcas

UNIDADE 1
CONSI DERAÇ ÕES A RESPE ITO DAS
CARACTERÍSTICAS DAS INSTALAÇÕES E DO
FORNE CIMEN TO DE ENERGIA ELÉTRICA

CAPÍTU LO 1

ASPECTOS ESSENCIAIS DE
UMA 11'STALAÇÃO ELÉTRICA

1.1.lNTRODUÇÃO
Uma instalação elétnca deve, para ser considerada tecnicamente
satisfatória, apresentar características que satisfaçam as exigências
funcionais necessánas ao ambiente. possuir uma vida utll compatível com
a da edificação e de outras utilidades. e ter um custo de instalação,
manutenção e consumo de energia tal que seja economicamente viável.

1.2. EXJGÊNCIAS FUNCIONAIS


Por exigências funcionais podemos entender as características que a
instalação deve apresentar de modo a assegurar que os seus objetivos
fu ncionais sejam satisfatórios. permitindo uma utilização prática.
confortável e segura pelo usuáno. Para isto, a instalação deve apresentar
uma continuidade suficiente na distribuição da energia, manter os
parâmetros da instalação, como a tensão. dentro de uma faixa de \anaçào
tolerável, para não danificar os aparelhos e componentes da instalação,
garantir a proteção recomendada contra contatos ac1denta1s entre os
usuários e partes encrgizadas da mstaJação, possuir um sistema de proteção
de modo a garantir que na ocorrência de eventuais danos ou falhas como
curto-circuito e sobrecarga, não ocorra a destruição da instalação, o que
poderia colocar em risco a segurança pessoal dos usuários, e também de
modo a não provocar desligamentos ou interrupções desnecessárias. Devem
também apresentar uma distribuição de tomadas. pontos de luz e pontos
Unidade 1 - 13-
Norberto Nery

de comando que tornem a sua utilização práttca e confortável.

1.3. Vl DA ÚTIL
Podemos considerar como vida útil de wi1a instalação o tempo no qual
ela permanece em condições de suprir as exigências funcionais vistas no
item anterior. Diversos fatores influem na duração da vida útil, como:
qualidade dos materiais empregados na construção, cuidados tomados no
projeto e durante a execução da instalação, utilização de materiais
adequados ao ambiente, manutenção eficiente e realizada por pessoal
capacitado com utilização de ferramental adequado, freqüência de danos
acidentais provocados por má utilização ou por ocorrência de descargas
atmosféricas etc.
Após o período de vida útil da instalação, os defeitos como mau contato
e curto-circuito tornam-se constantes. As causas que provocam estes danos
na instalação podem ser de natureza mecânica devido ao envelhecimento
e corrosão dos equipamentos, podem ser também devido ao envelhecimento
dos materiais isolantes que podem ocorrer por efeitos térmicos das
sobrecorrentes. ou diminuição da rigidez dielétrica e perfurações causados
por sobretensões.
Um fator importante na vida útil da instalação é o dimensionamento
correto dos dispositivos de proteção, bem como a qualidade destes
dispositivos. A sua atuação oportuna pode aumentar sensivelmente a vida
útil da instalação.

1.4. NORMAS E MANUAIS DE CONCENSSIONÁRIAS PARA


INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
As principais normas utilizadas para o projeto e execução da instalação
elétrica no Brasil são as da ABNT (Associação de Normas Técnicas).
Para a alimentação, entrada, medição de consumo, comando e proteção
geral, utiliza-se as normas das concessionárias de distribuição de energia.
• NBR 541 OI 04 Instalações elétricas em baixa tensão
Procedimento ABNT.
• NBR 13570/ 96 - Instalações elétricas em locais de afluência de
público - Requisitos específicos ABNT.
• NBR 5419/ 93-Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas
ABNT.

- 14- Unidade 1
ln~tataçõc s l:létncas

• NR l O - Norma Regulamcntadora. Segurança em lnstalaçõc..,


Elctncas e Serviços em eletricidade - Mmisténo do Trabalho e
Emprego (cm votação).
• LIG 2000 - Fomccm1cnto de energia cm tensão secundária de
distribuição - Instruções gerais/Eletropaulo.
•Resolução n•· 456/00 Condições Gerais de J-omec1mento de I nerg1a
Elétnca - Agência Nacional de Energia Elétrica. ANEEL.
• PB 1 Padrão Bandeirante para ligações de unidades de consumo
md1v1dual cm tensão secundána de distribuição - Bandeirante, 2002.
• LIG Fornecimento cm tensão secundária de distribuição coletiva .
- Bandeirante, 2002.
• Fornecimento de energta elétrica em tensão secundária de
distribuição - CPFL, 2002.
Normas de matena1-. serão citadas no respectivo texto, e quando
existentes são utilizadas as normas da ABNT, Associação Brasileira
de ~1formas Técnicas. que atua em todas as áreas técnicas do pais. A
elaboração das normas no setor eletroe letrônico é realizada por
intermédio do COBr l, Comitê Bras1le1ro de l~ lctric1dade.
Havendo necessidade de utilização de normas mtemaciona1s. são. em
geral, e preferencialmente, utilizadas as dos seguintes órgãos.
IEC, Intern ationa l Eletro tecbni cal Comm ission. elaborada
mtemac1onalmente pelos países mdustriahzados, são amplamente
adotadas pelas nom1as nacionais. ou seguidas suas recomendações.
ANSI, American National Standards lnstitute, Instituto dos Estados
Uni dos que atua com a nonnalizaçõo em \árias áreas. cm geral
utthzando as onentações da NéMA e UL.
NEMA, NationaJ Electrical Manufacturers Association, normas
elaboradas pela Associação nacional dos fabncantes de material elétrico
nos Estados U111dos.
DIN, Deutsches lnstitu t für Normung. elabora nonnas industriais
em geral. na Alemanha.
VDE, Verba nd Dcutsc ber Elektr otechn iker. normas da área
clctroelctrômca.
BS, British Standa rd, normas na Grã-Bretanha.

Unidade 1 -15-
Norberto Jljery

UL, Underwriters' laboratories, entidade nos Estados Unidos, na


area de seguros que realiza ensaios e publica sua-; nom1as.
CEE, International Commission on Rules for the Approval of
Electrical Equipmeot, normas internacionais para material de
instalação em baixa tensão, geralmente para equipamentos de manobra,
na Europa.
CENELEC, Comite Européen de Normalisatioo Eletrotechnique,
comité europeu de nom1alização, em eletrotécnica.

1.5. CARACTERÍSTICAS GERAIS


Para o desenvolvimento do projeto e execução da instalação, devem
ser determinadas suas características gerais quanto a:
a) Utilização prevista e demanda (ver Unidade li - capítulo 7).
b) Esquema de distribuição (ver Unidade 1 - capítulos 2 e 5).
c) Alimentação disponível (ver Unidade 1 - capítulo 2 e Unidade VI)
d) Necessidade de serviços de segurança e de fontes apropriadas (ver
Unidade II - capítulo 5).
e) Exigências da divisão da instalação (ver Unidade II - capítulo 3).
f) Influências externas às quais a instalação for submetida (ver Unidade
1 - capítulo 1).
g) Riscos de incompatibilidade e de interferências (ver Unidade 11 -
capítulo 5).
h) Requisitos de manutenção (comfom1e item 3. da NBR 5410).

J.6. I~FLUtNCIAS EXTERNAS, GRAUS DE PROTEÇÃO E


CLASSES DE ISOLAÇÃO
No projeto e execução de instalação elétrica, é imprescindível o
acompanhamento da classificação das características do local, para a
detenninação do respectivo grau de proteção (IP- /nternational Protection
Code), dos equipamentos a serem utilizados. A NBR-5410 expõe esta
classificação de influências externas no item 4.3, e a JEC-60529
(lnternational), define os graus de proteção adequados dos equipamentos.

1.6.1. Influências Externas


As influências externas são classificadas da seguinte forma:
São utilizadas 2 (duas) letras e l (um) número.
A primeira letra (A. B. C), indica a categoria geral da influência:
- 16 - Unidade 1
lnstalaçõell Elétricas

A= meio ambiente:
B - ut1l11açào;
e =construção das edificações
A segunda letra ( 1. B. C. D. E. F. G H. K, 1., Af. N. Q), indica a
natureza da mílucnc1a externa.
A = temperatura ambiente;
B = condições climáticas do ambiente;
e= altitude;
D - presença de água;
E = presença de corpos sólidos;
F - presença de substância corrosiva ou poluentes;
G =choques mecânicos;
li = solicitações mecânicas;
K = presença de flora e mofo:
L = presença de fauna;
M =influências eletromagnéticas. eletrostáticas ou ionizantes:
N = radiação solar;
Q = descarga atmosférica;
R = movimentação do ar;
S =vento;

As classificações , características , aplicações e exemplos são


apresentados na NBR-54 10. através das tabelas Ia 24 da norma.
1.6.2. Graus de Proteção
Indicam a proteção pro\1da pelo in\ólucro de um equipamento elétrico
contra contatos nas partes v1\as. contra a penetração de corpos sólidos
estranhos e contra a penetração de água. em condições especificadas.
conforme a NBR 6146.
Conforme a .1\/BR-541O '97, as características dos componentes
(equipamento) da instalação devem ser exigidas de acordo com a influência
externa, e para tal de\em possuir um grau de proteção adequado.
Para a classificação do grnu de proteção. é utilllada a IEC-60529
"DEGREES OF PROTECTION PROVIDED BY ENCLOSURES .. (IP
CODE). A sua especificação é feita através das letras "IP" com mais 2
(dois) algansmos. e se necessário com mais uma ou duas letras.

Unidade 1 -17-
Norberto Nery

O primeiro algarismo indica a proteção que o invólucro apresenta contra


a penetração de corpos ou objetos sólidos estranhos, e também representa
a proteção que o invólucro oferece ao usuário contra acidentes, elétrica ou
de outra natureza, que possam prejudicá-lo. Sua d1scrnninaçào é
apresentada na ta heia J.1.
O segundo algarismo apresenta a proteção que o invólucro proporciona
ao equipamento no seu interior contra a penetração de líquidos e água.
Sua discriminação também é apresentada na tabela 1. 1.
A primeira letra adicional corresponde à proteção das pessoas. e a
segunda letra mdica informações suplementares, conforme exposto na
tabela 1.1.

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I~ rtlali\'I. rrottÇi,1
l'rot<'\IO contra o ln~'""'' ,.., rorpo< Mlltdo.>1 r<lrlnho< e Ptfü"Çio CQltll'l I prnnraçio du~
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P!occ.,lo conO'l ro<tra !0<1· l'ro!C<;lo COIW'l ICCUO C<1Cll 6 d'i""'6- tWIPdi~flt it '\lfU
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Tabela 1.1 - Graus de proteção

Na página a seguir é apresentada uma tabela com os padrões usuais de


grau de proteção, ou seja. as combmações usuais considerando a proteção
de pessoas. objetos sólidos e relativa à entrada prejudicial de água.

-18· Unidade 1
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Grau de proteção com respeito a o ingresso prejudici al de água
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A integração entre as influências externas e o respectivo grau de


proteção a ser exigido dos equipamentos pode simplificadarnente ser
apresentada como na tahelu I 3

Código lnOu~ncia externa Grau de proteção


exigido
AD Presença de água
ADI Desprezfvel IPXO
AD2 Quedas de gotas d'égua IPXl mlPX2
AD3 Aapenlo de 6gua JPX3
AD4 frojfçlics de água IPX4
. AOS Jatos d'ápa (sob presslo) JPX5
AD6 V1p1 IPX6
AD7 Jmetilo (SI m) IPX7
AD8 Submenio (> l m) IP.D

AE Presença de corpos sólidos


AEJ Desorezivel IPOX, IPIX ou IP2X
AE2 Objetos pequenos (S 2,S mm) IP3X
AE3 Objetos muito pequenos (S l nun) IP4X
AE4 Poeira IPSXou IP6X

Tabela 1.3 - Influências externas AD e AE e respccti\'OS graus


de proteção

1.6.2.1. Grau de Proteção Contra Impactos


Complementando a especificação dos graus de proteção, também é
utilizado o contra impacto (IK CODE). ou seja. relativo à proteção
mecânica
Esta classificação é realizada através do valor da energia de choque
(/MPA CTO) obtida na queda de um martelo, em geral é aplicável ao martelo
cm movimento pendular.

1.6.3. Classes de Isolação


As isolações dos componentes de wna instalação elétrica desempenham
um papel fundamental na sua segurança e na proteção contra os contatos
-20- Umdadc 1
lnstalações Elétricas

diretos e indiretos, daí a importância das chamadas "falhas de isolamento"


que podem, muitas vezes. levar a situações de perigo.
Deve-se considerar que as isolações envelhecem. Ao cabo de certo
tempo o material isolante, submetido à ação da umidade e de outros agentes
externos, pode ter suas propriedades prejudicadas, isso sem falar nos efeitos
dos choques mecânicos e de outras ocorrências imprevistas.
Todas essas causas, naturais ou acidentais, podem conduzir à anulação
do "isola1nento" garantido por uma isolação~ produz-se assim uma falha
de isolamento, que resulta na propagação do potencial da parte viva em
contato com a isolação às partes acessíveis.
Na prática, a falha do isolamento se manifesta por um "caminho
condutor" seja na superfície da isolação, no interior do material isolante,
ou por perfuração. Produz-se uma "fuga" de corrente que pode dar origem
a uma corre1tte de.falta. A esse respeito, cabem algumas observações:
- As correntes de falta franca, produzidas por falhas de isolamento,
têm seu valor limitado apenas pelas impedâncias dos condutores
envolvidos e dos contatos, provocando geralmente a atuação dos
dispositivos de proteção convencionais (disjuntores e dispositivos
fusíveis).
- As correntes de falta não franca, também produzidas por falhas de
isolamento, podem ter um valor insuficiente para provocar a atuação
dos dispositivos convencionais de proteção, mas podem trazer
conseqüências sérias para a segurança das pessoas e introduzir na
instalação sérios riscos de incêndio; é o caso das já citadas "falta
para terra sob a forma de arco", que se produzem, por exemplo, entre
um condutor isolado, cuja isolação foi danificad~, e a caixa metá]jca
de uma tomada.
O uso de uma isolação dupla (básica mais suplementar) num
componente reduz os riscos, uma vez que, se uma das isolações falha, a
outra permite manter a segurança do componente, que passa então a contar
apenas com uma isolação. Poder-se-ia argumentar que, nessas condições,
corre-se o risco de uma falha na isolação restante; no entanto, verifica-se
que, geralmente, não ocorre a falha de uma das isolações sem que seja
afetado o funcionamento do componente ou que manifestações externas
tomem evidente o problema, de n1odo a que possa ser remediado antes do
surgimento de qualquer perigo.

Unidade I -21 -
Norberto Nery

Os equipamentos elétricos e eletrônicos são classificados quanto à


proteção contra os choques elétricos. Trata-se de uma classificação
internacional adotada no Brasil (NBR6151), aplicúvcl aos equipamentos
(mas não a seus componentes) previsto para serem alimentados por fonte
externa sob tensões de até 400 Ventre fases, ou até 250 V entre a fase e o
neutro e destinados a uso público em resistências, escritórios, oficinas,
escolas, fazendas e locais análogos e para prática médica e ondontológica.
São consideradas quatro classes, O, /, li e Ili.
Nos equipamentos classe O, a proteção contra os choques elétricos
depende exclusivamente da isolação básica, não sendo previstos meios
para ligar as massas ao condutor de proteção do circuito respectivo. Em
caso de falha da isolação básica, a proteção irá depender apenas do meio
ambiente.
Nos equipamentos classe 1, a proteção contra os choques elétricos não
depende apenas da isolação básica, mas inclui uma proteção adicional
representada pela ligação da massa ao condutor de proteção do circuito
respectivo. Nesses equipamentos, os cabos ou cordões flexíveis de ligação
devem possuir um condutor de proteção. Para os eqllipamentos classe li,
a proteção contra os choques elétricos também não depende exclusivamente
da isolação básica, incluindo a proteção adicional de uma isolação
suplementar. Admite-se também o uso de uma isolação reforçada que,
como foi visto, constituiu um sistema único de isolação. Para esses
equipamentos não existem meios de aterramcnto de proteção.
Para os eqllipamentos classe III, a proteção contra choques elétricos é
baseada na alimentação do equipamento por circuito de extrabaixa tensão
de segurança.
A tabela 1.4 resume as principais características das quatro classes
apresentadas.

ll.A!t!tt: O C'LASSl:. I ( l.ASSt, 11 C'I .t\SSF Ili

Caructerísuc~s
Sem me1<><. d~ Isolação ~uplemeniar; Alimentação por cir·
Proteção por
pnnc1pa1s prottção por ~m mc11i. de pmtc· cu1to cm extraba1'a
aterramemo
DltrrJ~nto çlo Jl<)r nrcrramcnto tcnslo dt tiegurança
Precauçõe~ <k Meio ambiente Ligação ao ~cnhuma Kcnhuma
segurança sem ltTTa aterramento 1d1c10nal ad1cional

Tabela 1.4
Nota:
Entende-se como "massa" na "massa", aos pontos de aterramento.

-22- Unidade 1
Instalações Elétricas

1.7. CUSTO DA INSTALAÇÃO


Obviamente, o custo da instalação deve ser o menor possível, desde
que suficiente para atender às necessidades funcionais, a utilização de
materiais de boa qualidade e o emprego de mão-de-obra capacitada para a
sua execução.
Quando da confecção do projeto, o custo da instalação deve ser
criteriosamente ponderado, e deve-se sempre procurar as soluções que
satisfaçam às necessidades funcionais requeridas com um menor custo.
Para isto é necessário que o projetista leve em consideração o custo dos
materiais, a mão-de-obra a ser empregada em cada parte do serviço, e o
custo de manutenção, além do custo do consumo de energia quando da
utilização da instalação.

1.8. ROTEIRO PARA REALIZAÇÃO DO PROJETO


Convém ressaltar que a NBR 5410197 define no item 6.1. 7. J,
"Documentação da instalação", que a instalação deve ser executada a
partir de um projeto especifico, que deverá conter no mínimo:
a) plantas;
b) esquemas (unifilares e outros que se façam necessários);
e) detalhes de montagem quando necessários;
d) memorial descritivo;
e) especificação dos componentes: descrição sucinta do componente,
características nominais, e nonna(s) a que devem atender.
Portanto, é imprescindível que para a realização de uma instalação
elétrica seja desenvolvido um projeto, por urna pessoa qualificada.
A proposta da NR l OI 2002 co11sidera profissional qualificado aquele
que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido
pelo Sistema Oficial de Ensino, e considera como trabalhador capacitado
aquele que atender às seguintes condições simultaneamente:
- ser treinado por profissional habilitado e autorizado;
- trabalhar sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado.
É importante observar que a NR 1 O tem fiscalização efetiva do
Mi11istério do Trabalho e Emprego, que pode atuar em casos de denúncias,
enquanto que as normas da ABNTpara serem cumpridas precisam de uma
ação judicial.

Unidade 1 -23-
Sorbeno 'ier)

A título de orientação para o desenvolvimen to deste trabalho, é


apresentado a seguir o roteiro básico para o desenvolvimento de um
projeto de i11stalação elétrica predial, de pequeno e médio porte. Para
instalações de maior porte, é necessáno um detalhamento maior e
complemento de itens, devido à sua complexidade.

ROTEffiO:
' 1) Estudar a planta de situação e arquitetônica do edifício (devido à
quantidade de infonnações a serem apresentadas, em geral são
utilizadas plantas arquitetônicas em escala 1 50 para
desenvolvimen to do projeto de instalação elétrica). Verificar a
localização da rede de distribuição da concessionána, estimar a
posição da entrada (poste particular, caixa ou centro de medição), e
verificar nas normas da concessionána o tipo de fornecimento e
padrão de entrada típico para este tipo de instalação. Definir a
simbologia a ser utilizada no projeto.
-....., 2) Indicar em planta, com a simbologia adotada, todos os pontos de
consumo, de comando, máquinas, e sinaliLação (pontos de luz
internos e externos, tomadas, interruptores, motores, campainha,
interfone, telefone, antena... ). Observar o atendimento à quantidade
mínima de tomadas de uso geral, e potência dos pontos de luz,
especificada em norma (NBR 5410). e verificar possheis
interferências de localização com instalações hidráulicas e na
estrutura.
' 3) Definir o sistema de aterramento. de modo a possibilitar a correta
indicação dos condutores em cada trecho da instalação .
....._ 4) Atribuir potência às tomadas de uso geral (TUGs). de uso
específico (TUEs), e para os pontos de luz em locais onde não seJa
necessário um projeto de iluminação Para desenvolver o projeto
de Hum mação nonnalmentc utiliza-se o método dos lúmens, quando
necessário.
" 5) Efetuar a distribuição de cargas em circuitos. elaborando a tabela
de cargas. e indicando o número do c1rcu1to em cada ponto de
consumo.
6) Localizar e indicar em planta o(s) quadro(s) de distribuição (QDs)
de energia, e de comunicações.
-24- Unidade l
ln~talaçõcs Elétncai.

7) Indicar em planta a distnbuição das tubulações de energia elétrica


e de comunicação.
-8) Indicar, confonne a simbologia, os condutores em cada trecho de
eletroduto, inclusive identificando o respectivo circuito.
9) Realizar o dimensionamento dos condutores de cada circuito
terminal, utilizando os critérios de dimensionamento adequados.
....1O) Efetuar o d1mens1onamento dos dispositivos de proteção,
verificando sua compatibilidade com o dimensionamento dos
condutores, e elaborar o diagrama unifilar do(s) quadro(s) de
distribuição.
11) Dimensionar e indicar as especificações em planta da rede de dutos
(eletrocalhas, perfilados, eletrodutos ... caixas), da rede de
distribuição dos circuitos terminais.
12) Calcular a potência de demanda da instalação. locahzar o quadro
de medição (centro de medição, para entrada coletiva) e efetuar o
dimensionamento da entrada (condutores, proteções, aterramento,
eletroduto, poste etc.). observando os padrões da concessionária.
13) Elaborar o memorial descritivo, esclarecendo e justificando as
definições utilizadas no projeto, bem como apresentando os detalhes
necessários (eventualmente sob o formato de desenhos) para tomar
fácil o entendimento e execução do projeto. Deve-se exprimir com
cuidado a especificação técnica dos componentes para evitar
dúvidas e eventuais trocas, identificar as respectivas normas.
14) Elaborar o memorial quantitativo, determinando a quantidade e
descrevendo as características técnicas do matenal a ser utilizado.
15) Preencher a respectiva ART (Anotação de Responsabilidade
Técnica), apresentando-a ao CREA, e verificar junto à
concessionária a adequação do projeto de entrada aos seus
respectivos padrões de fornecimento (Análise denominada SATR,
Solicitação de atendimento técnico, na Eletropaulo), e também para
que a concessionária tenha capacidade de analisar se a atual situação
do seu sistema de distribuição no local permite a adequada
alimentação desta nova carga, ou se será accessária a realização de
serviços na rede.

Unidade 1 -25-
Norberto Nery

16) Depois de conclu1da a in...talação. a documentação deverá ser revisada


de acordo com o que foi executado (projeto "como construído")
("as huilt").

l 7)Também deve ser obsen-ado que confonnc a NAR 5410. os locais


utilizados predominantemente por pessoal BA 1 (pessoas
inadvertidas). onde não haja a presença permanente de pessoal BA4
(advertidas) ou BA5 (qualtficadas). deverá ser elaborado um
manual do usuário que contenha. no mínimo. cm linguagem
acessível a pessoal inadvert1do. os segumtes elementos:

a) f'squema{s) do(s) quadro(s) de distnbuiçào com md1caçào e


finalidade dos circuitos tennina1s e dos pontos alimentados;
b) potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito
terminal existente:
e) potências máximas prevbtas nos circuitos terminais de reserva.
d) recomendação explicita para que não sejam trocados, por tipos
com características diferentes. os dispositivos de proteção
existentes no(s) quadro(s).

1.9. SIMBOLOGIA (Lt:GENOA)


Infelizmente. cm instalações elétncas prediais não é utilizada. na prática,
uma nonna oficial para representação dos símbolos empregados na
representação de equipamentos cm projetos. Os livros, projetistas. e
mst1tu1ções relacionados a este assunto empregam em geral seus símbolos
particulares. Portanto. em todo projtto é imprescindfvel a aprese11taçüo
de uma lege11da com a indicação dos símbolos utili:.ados.
A seguir é apresentada uma séne de símbolos muito utilizada nas escolas
e empresas de projeto na região de São Paulo. e a que consta nas normas
NBR 5444186 Símbolos gráficos para instalações elétncas prediais. NBR
5446 - Símbolos gráficos de rclac1onamcnto usados na confecção de
esquemas, NBR 5453177 - Sinais e símbolos para eletricidade. da ABNT.
Um bom projeto é aquele que permite o seu entendimento de forma
simples e fácil. portanto. utilize a simbologia mais adequada para a sua
representação, e que contenha as informações necessárias.

-26- Unidade 1
Instalações Elétricas

Símbolo Símbolo Descrição


Usual Normalizado
LUMINÁRIAS (c = n· do circuito, n = quant. de limpadas, p =potência da
lâmpada, a= indicação do ponto de comando)

Ponto de luz com lâmpada incandescente,


@ mista, a vapor, ou fluorescente compacta no

·C·º··P •
teto (10 mm de diâmetro) .

Ponto de luz, com lâmpada fluorescente no teto


1 IC• lnp l 1 -ç- 1 ~~ 1 n.p
Ponto de luz com lâmpada incandescente, ou
êJp
bO n.p
fluorescente compacta na parede (arandela).

@ Para sinalização

LJJ Holofote

@xCD OxQ
n.p n.p
Poste com duas luminárias, para iluminação
externa.

TOMADAS, PONTO DE TELEFONE, ANTENA

se r--c>~.
Baixa, a 0,30 m do piso. em 127V, ou 115 V
(5 mm de diâmetro).

8--4c 1

1
r--.. p
.......- -e-
Média, a 1,20 m do piso. em 127V, ou 115 V

~:. Alta, a 2,20 m do piso, em J27V. ou I 15 V

BC [2 No piso, em 127V, ou 115 V

§e Baixa, a 0,30 m do piso, em 220 V

§:te ~- Média, a 1,20 m do piso, em 220 V

BC
1

No piso, em 220 V

!@e Baixa, a 0,30 m do piso, trifásica

Unidade 1 -27-
INorbeno Nery

@{ MMia, a 1,20 111 do pi.wi, trifi1m·a

~( .Vn piso, t11(ás1ca


-
Ponto dl• 11/iment11çiio (ponto cl!! força}. para

li chul't'iro 011 ((}rnc'iru, ni•m ~20 V (não emprega


o tfüpow1m "tomada")

~ Ponto P""' telej(me, "!ftJrmáttctr mtemo

Ponto para telefone, i11jomui11ra externo


~
Ponto para telefone, rnfnrmátira interno no
fS:] p1w

Ponto p11ra teh•fone, injormátirn extt•1w1 no


~ P"º
/lnnto de 11nte1111, tr' TI 11 rnho, redt• 111tema
tj
l~TERRUPl ORES (1 • lndkação d1> ponto dr l.u1)

ICI>
o Simples 011 11111polar, de uma seçcin

ICI>

ICI>
p

1
••
()
Pw·a/elo, tlrrel' wav

lntamedtúrio, /11111· ~uy

ICI> 2 ~ Bipolar, para 2:0 V

I~ • •CD b
S1mpfeJ 011 11111pol11r, com d1uu seçoo

-28- Unidade 1
Instalações Elétricas

INTERRUPTORES (a= indicação do ponto de Luz)

Jcn
cn •1>
cn e
ª0.b Simples ou unipolar, com três seções

j(/) M Minuteria
1

~ Relé fotoelétrico

ICJ) M @ Ponto de acionamento de minuteria

[]! Campainha

.
0 0 Ponto de acionamento de campainha

QUADROS

.. ííil Quadro de medição

Quadro geral de distribuição força e luz,


aparente
Quadro terminal de distribuição força e
luz embutido
Caixa de distribuição. ou de passagem
lei.
para rede telefônica

ELETRODUTOS, TUBULAÇÕES
Eletroduto embutido no teto, ou na parede
(indicar o diâmetro)

--- Eletroduto embutido no piso (indicar o


diâmetro)
Eletroduto aparente na parede (indicar o
~ diâmetro)

Perfilado (38x38 mm)

Eletroca/ha (indicar o tipo e as dimensões)

Unidade 1 -29-
?'<orbtrto Nery

F.l.ETROOUTOS, TUBULAÇÕES

-·-·- T11h11/aç11o para tele/(me

-·--··- 7i1h11/aç1io para cabo' de i1!fi1rmcític11,


som. antena etc.

/ Eletrod11t1J <Ili 111hulaç11u q 1lt' mhe

~ Elrtroc/1110 ou 111hulaçào que tlrsct•

CONDlITORES

Ftlse
1

F ~\'eutro (/\?

=f I Terra (PH)

1 Retomo

t= Condutor PHN

EQUIPA:\IEi\TOS DE PROTEÇ.\O E CO:\lANDO

f<i1çfrcf
E3
( 'ltaw wcciomulora, abert11ra sem carga
-efo-
Chm·t• seccionadora. ubertur;a com carga
--O">-
Chart' \eccio11111/orC1.fi1sfrel, ,·em cargo
-d"o-
Cha1·e ~ecâ1111aclora fi1sfrel, com rnrgo
-<f">-
-
ncn'ii<Pesc?nie"mi
,,.......
-00-
/ ) 1.91111101
tn, a \'Door. ou lluo1~,cnte
Termm11<1grara l:imrnda

-JO- Unidade 1
1nstalnções Elétricas

EQUIPAMENTO S DE PROTEÇÃO E COMANDO

(l1tdicar o tipo, te1tsão, corre1tte nomi11al, e Qua11tidade de fase)


Imemlptor DR (indicar a se11s1hilulcuk à
corrente de fuga)

~ Disjunror a óleo

~
Pára-raios de linha

Á- NOTAS:
-t>t) O diâmetro do círculo utilizado para lâmpadas incandescentes, ou
fluorescentes compactas. no teto, quando o desenho da planta está
em 1/50 é de 10 mm, para as tomadas 5 mm.
2) Para os pontos de luz com lâmpadas fluorescentes, é conveniente
que as dimensões da representação da lummária sejam
proporcionais, em escala ao seu tamanho real. por questões de
espaço. Considerar para as potências de lâmpada indicadas a seguir
o comprimento aproximado da luminária:

Potência da lâmpada (W) Comprimento da luminária (m)


16 e 20 0,60
32 e 40 1,30
11 o 2,50

Tabela 1.5

3) Para representar as características específicas de luminárias. quando


necessário para uma facilidade no entendimento do projeto, é comum
utilizar-se os símbolos:

Unidade 1 -31-
Norberto Ncry

Slmbolo Luminária

1e 1 np Tipo pendente, fluorescente


1
Tipo embutida. ou em invólucro para exposição
li " 1 np
li ao tempo, para lâmpada fluorescente

e
Tipo embutida, ou cm invólucro para exposição
ao tempo para lâmpada incandescente, mista,
a vapor, ou fluorescente compacta

4) Para tomadas de 3 terminais. F+N +PE (fase, neutro e condutor de


proteção). ou F+F+PE, utiliza-se acrescentar um traço
perpendicular no centro do circuito.

Ex.: @--1 Tomada mêdia em 127 V. com terra

@ Tomada baixa em 220 V, com terra

S) Esclarecer a situação dos eletrodutos. de seção circular. ou


perfilados. ou clctrocalhas, aparentes sob o teto ou forro falso. em
nota na folha de desenho ou cnar um novo símbolo.
6) Nas tomadas em altura diferente da indicada na legenda, efetuar a
indicação ao lado da tomada. ou cm nota no desenho ou projeto.
7) Indicar sempre que possível o tipo. tensão, corrente nomrnal. e
Quanttdade de fase:-.

-32- Unidade 1
Instalações El~tricas

CAPÍTULO 2

TÓPICOS A RESPEITO DO FORNECI!\1ENTO DE


.ENERGIA ELÉTRICA

2.1. IN1 RODUÇÃO


Neste capitulo, apresentaremos resumidamente algumas considerações
e denominações referentes à tensão que obteremos entre os condutores de
uma instalação e sua classificação, para as rclncionarmos com as
características do tipo de fornecimento a ser obtido de uma concessionária
de distribuição de energia clétnca.
Aproveitaremos também este capítulo para conhecer as ligações
normalmente utilizadas em uma m~talação elétrica predial e sua
representação na fonna unifilar.

2.2. CLASSIFICAÇÃO DOS CONDUTORES


Os condutores de uma tnstalação podem ser classificados de acordo
com a sua função. e estarão com as seguintes denominações: fase. neutro,
retorno, PE (ou condutor de proteção, ou equ1potencial, também conhecido
por "terra")
- F.\SE: Condutor mantido a um potencial elétrico diferente da terra.
Nos sistema~ comuns de geração. transmissão e d1stnbuição de
energia, cm regime pennanente senoidal (ou cosseno1dal), com
tensão (diferença de potencial) em relação a terra.
- NEUTRO: Condutor utilizado em ctrcuttos monofás1cos, que podem
ser integrantes de um circuito trifásico. É mantido ao potencial de
terra. (neutro aterrado). Dependendo do esquema de aterramento,
poderá também ser usado como condutor de proteção. designado
por condutor PEN. De acordo com a NBR 5410/97 e nonnas das
concessionárias. deverá ser utiltzado o condutor com isolação na ·
cor "Azul Claro", para esta finalidade.
- RETORNO: Trecho de condutor entre o interruptor e o ponto de
luz. fomecendo urn.1 continuação ao condutor fase. Portanto, estará
no potencial do condutor fase se o interruptor estiver mantendo
contato entre seus tcnnmats, e desenerg1zado cm situação contrána.
UniJadc 1 -33-
t-:orbcno Ncry
- PJ<: (PROTECTION EARTH)-(lERRA): Condutor ut11i111do para
proteção. ou seja. para manter a carcaça metálica de equipamentos
(motores. chuveiros. torneiras elétricas, máquina de lavar roupa~
etc.) ao potencial de terra. Também como u massa (chasst) de
circuitos eletrônico:., blindagem (sltie/J) de cabos de slDélls e
telecomunicações. de modo a manter o potencial de referência (terra)
iguul para todos estes equipamentos.
A designação do sistema de a1em11ncnto. conforme nNBR 54 /0i'Jl.
é realiznda de acordo com a forma de notação. apresentada no
Cupltulo 5. onde estudaremos os sistemas de proteção, e discutiremos
melhor este as..unto.
De acordo com a NBR 5410::: normas das concessionárias. dc,crá
ser utilizado o condutor com isolação na cor "Verde" ou "Verde-
amarelo ", para esta finalidade.
' t.l!_;_

A NBR 5410104 em seu item 6.4.2.1.5 impõ~ que as conexões de


cquipotcncialização sejam providas de plaqueta ou etiqueta com a
incriçào "conexão de segurança. não remova'', confom1e a figura
abaixo:
Quadro de
d1stnbu1ção Tubulação mcuihca e ouLros
princip:tl elcmen111s rondu11rn~ d;1 ed1fü:ação

Bana rE

Bt:P • ourramcn10 tlc cquiro1cncu1hzação


EC' • condutores de cquipo1cnciahrnçlio

Figura 2.1 - Etiqueta em conexões de equipotencializaçào


- 34 - UnidaJt 1
lnstalaçõc:; Elétncas

No artigo 5 1.2 .2 .3.fl a norma explicita que: todo circuito deve dispor
de condutor de proteção. cm toda a sua extensão. Po11anto não deLxc de
pre\ er sua instalação. os condutores de equipotcncialização devem ter
origem cm um bnrrnmento de equipotcnc1uli1ação principal (BRP).

2.3. SISTE~1AS E LIMITES DE f'ORNECJl\1EN'l O E TENSÕES


NO~UNAIS

São considerados como baixa tensão pela NBR 54 JO 04:


- tensões menores ou iguais a 1OOOV cm corrente alternada com
freqüência menor que 1OOOOHz:
tensões menores ou 1guu1s a t 500V em corrente continua.
2.3. l. Si\tema de Fornecimento
Na região de forncc11ncnto ela Eletropaulo (hoje Bcmddrante e Elektro),
&lo utilizados o~ .,.:gumtc~ 1stcma.., de fornecimento, e respectivas tensões:

o
.e= ....
e:
z." -o V
l 15l230Volb

...
ou·'2
.: '-'
~

(*) Fase
o
.e1:1
..
;,:
V
l 20'20RVolts

ee Jv l 27/220Volts
..~
.!!
2201380Volb
l;iJ

(*) Ligação do secundário do transfonnador


Figura 2.2 - Sistema e tensões nominais de fornecimento

IUnicfaJe 1 -35-
Norbcno Nery

Na área da Elctropaulo. as tensõe:::. nominais estão relacionadas por


município, conforme a tabela apresentada a seguir:
Mun"1p1os A1~nd1.!•>j cm lm>it> \1umdpm., Atrndu.lo~ em
115 230 \'olti ou•r• r cn<ào
Baruen hapc" Rio <..rande da S.,nn SSo Paulo 1wna •érral
Cajamar landua s~nt:ina do rJrnaib.l 115 230 t 127:?20\'olb
CaiaptCV1ba Juquitih:I <;antn r\nd~
lot1J \úu.i Slo llemardo .Jo lampu Sàu Pau ln 1Z<>Da suhtcrrãne-J l
l>1j1km.1 fna>ul Slo Caetano e.lo Sul 120 '20~\-olt'
1 mhú P1rup,na tio Bnn1 Jl!"ltl"i ss,, Lourtn.;n d.1 ~cms
1 mhu-Guaçu R1hc1rAo l'1rts Tal>oàn dJ Scrr.1 \ '"'K= Grande Pau hsta
llo~cncn da !->··m 1271220\'olt•

Tabela 2. 1 - Tensões nominais de distnbu1çào, área de concessão da


Eletropaulo

2.3.2. Tipos e Limitações de Atendimento


O fornecimento de energia elétrica é feito cm tensão secundária de
distribuiçcio (BT) para instalações com carga instalada igual ou mferior n
75 KW (99 CJ/,J, sendo que as instalações com carga instalada superior a
este valor são atendidas em tensão primána de distribuição.
Tipos e limites de atendimento. conforme o numero de fios (condutores)
de alimentação cm 87'. considerando-se três modalidades de fomeclD1ento.
com os limites de potência instalada, confonn~ a rnbcla 2.2.
- modalidade ••A'': uma fase e neutro: 2 fios:
- modalidade "8": duas fases e neutro (quando c>..1st1r}: 2 ou 3 fios;
- modalidade "C": três fases e neutro (quando existir): 3 ou 4 fios.
Nas três modalidades. a palavra ••neutro" deve ser entendida como
designando o condutor de mesmo potencial que a terra.

-36 - Unidade 1
Instalações Elétncns

MODALIDA DE •A" MODALIDADE •B" MOO.'\LIDADt: ·e-•


- Potérn;ia tC>lill m.stalada - rotém:1J total instalada - Pv1ér..:1<1 toul instalada·
• ate SlcW no sistema delta: ·até 20kW no ~i~tema eme- • ocima de 20kW no mtcm.i
• até 12kW no ~ 1stelllll ~slre- la; estrela aéreo ou 'uhterrânco;
la. • no sistema delta, somcnrc
Acima do: 5kW no sistema quando houver equipamento
- Potência máxima individual delta, trilãs1co, motores ou apare-
para motores· lcv: lhos
- Potência máxima individua1
- Potê111;U. máxima ind1v1dual para mntores
para equipamcn1os: 1..500\\'. • lc' Centre fase ·C neutro);
• 3cv (entre fase e fase);

- Potenck 111.1.\tma 1nd1\ldual


para equ1pamcn1os:
• 5kW (entre fa~ e: neutro),

- Potêncm total para motores


15cv

Tabela 2.2 - Limites de fornecimentos para cada unidade consumidora

NOTAS:
1) No sistema estrela, quando a potência total for inferior a 20 k\\.'. e
existir equipamento trifásico. motores ou aparelhos. o
fornecimento será efetuado na modalidade "C".
2) Nas edificações com finalidades residenciais e/ou comerciais com
mais de uma unidade consumidora. o fornecimento será efetuado
em baixa tensão. salvo nas condições previstas na nota 5.
3) Em zona de d1stribu1ção subterrânea reticulada e de futura
distribuição subterrânea reticulada não há limite para fornecimento
na modalidade ''C".
4) Para a partida de motor trifásico de capacidade superior a 5cv.
deve ser usado d1spos1two que limite a corrente de panida a 225%
de seu valor nominal de plena carga.
S) Para as unidades de consumo da edificação de uso coletivo, cuja
carga instalada seja superior a 75 kW. o fornecimento poderá ser
feito em tensão pnmána de distribuição. desde que não haja
interligação elétrica entre as unidades. e que haja para toda a
edificação apenas dois pontos de entrega. um de tensão pnmária
e outro de tensão secundária de fornecimento, instalados no mesmo
logradouro e de forma contigua.
Unidade 1 -37-
Norberto Ntry

6) Acima de 2000kV A de demanda, a tensão de fornecimento será


sempre em 220 '380V
7) Além <las limitações m<l1cadas. também deverão ser observadas
as limitações para a potência do sistema motor ou solda a motor,
por tipo de atendimento, consultando as normas da concess1onána
8) Em edificações com finahda<le res1denc1al e 'ou comerctaL com
mais de um consumidor, o fomcc1mcnto será efetuado sempre
em baixa tensão, não havendo limite superior quanto à potência
instalada.
9) O conjunto moto-bomba. da bomba de mccndio deve ser ligado
derivando da entrada. antes da chave geral e após a medição, com
d1spos1tn o de proteção independente. Deve-se consultar a
concessionária local para verificar os padrões adm1tt<los

2.4. SOLICIT AÇÃO OE FORNEC IMENTO


Para solicitar o fornecimento de energia elétnca parei uma instalação,
<levemos comuni car à concessionária local as caracterist1cas desta
instalação. Como exemplo, é apresentado a seguir a documentação
necessária solicitada pela Eletropaulo para realizar o estudo desta
sohc1tação, e efetuar sua alimentação.
2.4. l . Entrada Consumi dora para até 12 Medidores
Para ligação de entrada consumidora. com centro de medição com
apenas I (uma) caixa para medidores. até 12 mC'dtdores. localizada até
l 5m do limite de propnedade com a via pública em 7ona de rede de
distribuição aérea ou futura subterrânea. ou 25m de distância de percurso
do ramal de entrada. medidos entre o ponto de entrega de energia e o
centro de medição, cm zona de rede aérea, e nüo for necessária a construção
de câmera transformadora, deverão ser apresentados as seguintes
infonnações:
1) relação discnminada de cargas,
2) quantidade de urndadcs de consumo,
3) área construída do ed1ílc10, da administração, consumidor tipo,
quando houver:
4) uma via do croqu1 de locuhzação do centro de medição;
5) poste particular construido no local (coluna). informando as
características construtivas assinalada pelo engenheiro responsável
-38- l n1dade 1
ln~uilações Elétricas

com a aprc ..entação da Anotação d~: Rc'ipon,nbilid:iík Técnica


ART. do projeto 1.· da execução. que roderi1 ser uprcscntuda na cpoca
da solicitaçào da ligaçiio;
Postt raruculu AhLll'll rm:
Tra~o '~"1
'11ro Aço 1ubl1lar
Obs qu3ndo ~ l1llt3J' dc colun.1 Concmo ()apl(> l
moldada no lonl a Elctrl.lJl.lulo (d..m3br com "X-) l 'oluna ll"•>ld.ld.1 no local
fomcccnl o \'alor d. trnçAo
llctrud'11o de E.mr.ida Di.imdro (pol~oumm]

Cond111in de r 111rud3 l)11.111111fatl~ s.,n.. lmni'J


Cood1 ' ,,, lazulcbrul Q.unl1d3dc Sedo lmm11
Condu1or Atcrramento Scçao (tnm'l

C.a1~1 do d1spos1ll\'O de l'rOledo t l>lmcmlln ou ttpo


n1:innhfa
Dispoiwrn dc proteçk1 e m:u10- 'l1po ldiiJuntor ou thll' e)
m Capa..--ilbde l'ClllUMI IAI
l·'u•l•C'ls 'I 'I"' CNll ou tunucho)
<..ap:s.~ ~onun.il [AJ

Caiu da bombe C011tr11 incfod10 Tipo


1>1~,,. ...11,0 de pr1>1c,3n 1ndmdu;il l IJ'<) \dnJuntor ou cha•cl
l 'opacttfadr NominJI {A I
f"utluis Tipo (l'l.H ou canudlo)
1 '11p<1'1J.11I~ Numnml [Al
C.o<tdutores l)ll:l!ltuhdc Stçi\o [mm']
Coodutor Neutro IUUI cbm) Qlmnúlhdc ~ (mm'}
Cttdlllor A tcmunmto Sf'('Jo [mm' l

Ü•"·' de m.:J1c.lo ll•ll<•l 1ir10


0~11\'0 dl' ~ C}ldc Tipo (dl~untor OU dl3\C)

lixli \ iduaJ Clpllddlde l'óomon.· (AI


Ramal dmnbutç!io pnn"ral IJ••mtiJ.1d.: 'r~·'" [mm'J
Ra~I distribuição s«unclino ~ttcbde' [mm')
·"'•ªº
Rumai ulimrn1.1d11r 1111111,uk wn'llllt" ()Ui11ll11i.11k '\rç:1., (mm·I

l>clta com neuno 1útn:la com ncUiro r,


(• )O tts:nna ~com llt\lt1U d..""-ui 1t1 odnudo apau.s quando a dmuncb d3 mtrad.1lll!rapamr1
'lfNKld.ldc da caiu dcdatnbwçSo t;pO "'F, mi ddti com ncutruou llOh 1ndicaçjo iU l:LUROPAl1l0

Tabela 2.3 - lnfonnaçõcs Bá,1~·as da Unidadl! c.Jc Consumo para


Ligações Coletivas.

IJnida~e 1 -W-
Norberto Nery

6) na zona de distnbu1çào subterrânea reticulada (atual e futura) deverâ


ser fornecido um desenho simplificado constando a localização do
centro de medição no imóvel, o comprimento e percurso dos
condutores do ramal de entrada e tipo e diâmetro do eletroduto,
seus raios de curvatura e detalhe da sua interligação com as caixas:
7) dados complementares do centro de medição, conforme a tabela 2.3
anterior.
NOTA:
Para entradas consumidoras com carga total instalada até 20kW, serão
exigidos apenas os itens 1 e 2.

2.4.2. Com Mais de 12 (doze) Consumidores ou com Mais de uma


Caixa de Medidores.
Para ligação de entrada consumidora, com centro de medição com mais
de 1 (uma) caixa para medidores, ou localizada a mais de 15 metros da via
pública em zona de rede subterrânea ou futura subterrânea, ou mais de 25
metros em zona de rede aérea, e não for necessária a construção de câmara
transformadora, o cliente deverá prestar as seguintes informações:
1) relação discriminada de cargas;
2) quantidade de unidades de consumo;
3) área construída do edifício, da administração, consumidor tipo;
4) 3 (três) vias do desenho de localização do ponto de entrega, em
escala ou cotado, contemplando a localização dos centros de
medição, informando a posição e quantidade de caixas utilizadas
(medição, distribuição, seccionamento, passagem etc.), e o
encaminhamento dos dutos e cabos com as respectivas quantidades
e bito1as;
5) cálculo detalhado das quedas de tensão do ponto de entrega aos
medidores;
6) detalhes do poste particular construído no local (coluna), informando
as características construtivas apor meio de correspondência (modelo
anexo), assinalada pelo engenheiro responsável com a apresentação
da Anotação de Re~ponsabi/idade Técnica ART, do projeto e da
execução, que poderá ser apresentada na época da solicitação da
ligação:

- 40- Unidade 1
ln~talaçõc~ Elêtnca~

7) na zona de distribuição subterrânea reticulada (atual e futura) deverá


ser fornecido um desenho simplificado constando u localização do
centro de medição no imóvel. o comprimento e percurso dos
condutores do ramal de entrada e tipo e diâmetro do cletroduto.
seus raios de cun atura e detalhe da sua mterhgação com as caixas.

2.4.3. Com Necessidade de Construção de Câmara Subterrânea


Para ligação de entrada consum1dorn. quando for necessária a
construção de câmara transformadora, o cliente deverá apresentar à
concessionária o projeto de entrada.

2.5. AN01 AÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART)


A apresentação da guia da ART - Anotação de Responsabilidade
Técmca, será necessária quando:
1) Houver necessidade de apresentação de projeto de entrada - AR 7' do
projeto.
2} A carga total mstalada na unidade de consumo ou da entrada
consum idora. independentemente da zona de distribuição. for
superior a 20k 11' A RT da execução.
3) A unidade de consumo. independentemente da carga total instalada.
será destinada a reuniões públicas (cinemas. cucos, teatros, igrejas.
auditórios. praças, quermesses. parques de diversão e semelhantes).
ou outros locais para realização de fest1v1dades, comícios.
espetáculos e exposições.
4} A umdadc de consumo, independentemente da carga total instalada.
se destina a locais cm que pela natureza dos trabalhos nele
executados. ou de materiais nele mantidos, possa haver a presença
de líquidos, gases, poeiras. vapores ou fibras, combustíveis.
inflamáveis ou explosivos.
5) A unidade de consumo. mdependentemcnte da carga total instalada.
estiver localuada cm vias públicas, como: lombadas eletrôrucas,
placas luminosas. nidarcs eletrônicos etc.
6) Instalação de geradores particulares - ART de projeto e execução.
os diagramas un1filares, poderão ser apresentados na epoca da
solicitação da ligação
7) Instalação de afastador para passagem do ramal de ligação.
l 111dade 1 -41-
Nor~rto Ncry

8) Postes de concreto moldado no local - ART de projeto e execução,


que poderá ser apresentada na época da sohc1tação da ligação.
9) Ligação provisória com ou sem medição ART de execução.

-42- llnuliitle 1
ln~tnlações 1- létncns

CAPÍTULO 3

LIGAÇÕES USUAIS E SUA REPRESENTA ÇÃO


UNI FILAR

3.1. INTRODUÇÃO
Para podermos 1ruc1ar o projeto de uma instalação. vamos observar
inicialmente que as "ligações elétricas" que existem normalmente em uma
instalação predial são bastante comuns, e devem ser de completo domínio
no conhecimento do projetista ou do instalador. Obviamente. tais ligações.
para atender as condições de segurança das normas. têm de obedecer a
algumas regras e o emprego de urna seqüência de eqwpamentos com
detem1madas características e \'alores nominais. e que sejam de uso comum
no mercado.

3.2. TO MADAS D~: CORRENTE E PLUGS


Para o fornecimento de energia a aparelhos. geralmente portáteis,
existem atualmente <li versos tipos e modelos de tomadas e plugs. É muito
importante observar que na utilização das tomadas de corrente de uso
geral, que a corrente solicitada pelo aparelho não ultrapasse o valor nominal
do equipamento (tomada), indicado no corpo do dispositivo. As de uso
residencial são de 1OA.
Conforme a ~VBR 14136 OI. Plugs e tomadas para uso doméstico e
análogos até 20 A. 250 VC Padronização. será do tipo apresentado nas
figuras a seguir, Fig. 3.1 e 3.2. Portanto, até o ano de 2005, conforme
portaria do lnmetro, os fabricantes e comércio deverão se adaptar a esses
modelos padronizados.
A \'BR 541 O'04 estipula no artigo 63. 5 I que as tomadas devem
necessáriamente ser do 11po 2P+T (ou seja. com "Terra'), e as tomadas
de uso residencial devem ser conforme a NBR 14 J36 Note que o progue
2P da maioria dos aparelhos cletroeletrônicos comcrc1alizados no Brasil é
compatível com as tomadas padrões NBR 14 J M. portanto não haverá
necessidade de emprego de adaptadorc.

IJnid~dc 1 -43-
Norbeno Ncry

l<>tlmm tt,-.madn com rmpnfk1c rrotch,ral


l~•lmm (l""1adi \em ~upcrlk1c rrNClt~tal

llrll!.IU> dt
tntrada

0 4,JI0.2mm (lomad• dt IOAl


5+0.?mm (lum•d• d• 204)

Suprrnclr prnlr!Pn

("J 15.5:±0.Smm 111~ tom1d1h


'-fm conlato ""lt:"• ·

Tomada com superflc1e protetora e rebaixo.


Versões construtivas posslve1s ou previstas.
• tomada ftxa, de embutir,
• tomada móvel.

Tomada com superfic1e protetora e misto de rebaixo e colarinho.


Versões construtivas posslveis ou previstas
• tomada fixa se1m-embut1da;
• tomada fixa de sobrepor,
• tomada móvel

fomada com colannho, sem superlk1e protetora .


Versões construtivas possíveis ou previstas.
• tomada lixa de sobrepor;
• tomada móvel.

-44- Unidade 1
Instalações Elétncas

1
.
0•4st.06 - ~--
1~
(pi•&•• 10\) ~
• 4.IW>.06 1
(plu&•• ?O\)
[ . -
19fll,l _ . I

Figura 3.2- Plug bipolar, com e sem pino "terra"


A seguir, as Figuras 3.3-a,3.3-b e 3.3-c apresentam como exemplo
os modelos hoje comercializados. Atualmente são utilizados os interruptores,
tomadas, conjuntos e plugs conforme exposto nas.figuras 3.3-a, 3.3-b e
3.3-c, apresentadas a seguir.

Interruptor Simples Botão Pulsador Botão Pulsador 2 1n~rruptores Simples


ou para Campamha para Minutería e 1 Tomada
Interruptor Paralelo ou
1 Interruptor Simples
1 Paralelo e 1 Tomada
ou
2 Interruptores Paralelos
e 1 Tomada

Interruptor Bipolar 2 Interruptores Silll.ples


Simples Distanciados
ou ou
Interruptor Bipolar
,.
2 Interruptores Paralelos Campainha de
Paralelo Distanciados
ou Embutir
ou Tipo Cigarra
Interruptor lntcrmedtano 1 Interruptor Sunples
e 1 Paralelo Distanciado

Figura 3.3-a- Modelos de interruptores, tomadas e plugues


1111id11dc 1 -45-
Norberto Nery

• •
..
interruptor VARIADORDE VARJADOR 2 Interruptores Simples
Temporizador LUMINOSIDADE LUMINOSIDADE ou
Bl Volt 125 e 250V Rotativo DeshLante 2 Interruptores Paralelos
DMER 1 l lOV- DMED 3 1JOV- ou
DMER 2 22ov- DMED4 22ov- 1 Interruptor Simples
(Dimmer) (Dimmer) e 1 Paralelo

Tomada Universal Interruptor Simples 2 Tomadas Tomada Padrão


Redonda e Tomada Quadrada Umversats Telebrâs 4P
ou Distanciadas Preta ou Marfim
Interruptor Paralelo com Placa
e Tomada Quadrada (Telefone)

3 1ntcrruptorcs Simples Tomada Umversal Tomada Universal Interruptor S1mple~ ou


ou Quadrada Retangular Paralelo e Tomada
interruptores Paralelos Universal
Distanciada

..
Tomada Universal Tomada para Tomada 3P
Com Terra l 5A 250- Computador 20A 250V-
Com Terra ISA 125V-

Figura 3.3-b - Modelos de interruptores, tomadas e plugues

-46- Umdade 1
lnstalaçôes Elctncas

Plu1t11e Triangular Plugue Tnangular Conjunto de Plugue Macho e fémea


com Pmos Redondos com Pinos Chatos

Cojunto de Plui.iuc Plugue Gigante IOA Plugue 3P 20A Plugue 2P -1 Terra


Macho e Fêmea 125V e 250V- 125\ e 250V- SA 125\-

Figura 3.3-c - Modelos de interruptores, tomadas e plugues

Para a representação no projeto de uma instalação elétnca predial da


existência de uma tomada em determinado local do prédio. será necessário
o uso da simbologia definida para o d1sposit1vo (tomada). e da
representação unifilar dos condutores. conforme exposto a seguir.

NOTA; Para efeito de ilustração, na apresentação a seguir, onde são


representados o arranjo físico. esquema e létnco e
representação unifilar das ligações usuais na instalação predial,
é suposto um sistema de distribuição em 1271220 V (estrela).
ou 1 l 5/ 230V (tnãngulo), que acontecem na maioria dos casos
na grande São Paulo (veja tabela 2.1). Entretanto. deve-se
antecipadamente assegurar-se da ocorrência desta situação.

a) Alimentação de tomadas de corrente cm rede monofásica, em 127


V.
NOTA; Confonne item 5.1.2.2.3.6 da NBR 5410 "todo circuito deve
possuir condutor de proteção em toda a sua extensão". portanto
devem ser previstos tomadas de 3 termmais.

Unidade 1 -47-
Norberto Nery

• Esquema Elétrico
Condutor Fase----------~

Condutor Neutro - - - - - - - - - - - - '

Condutor T e r r a - - - - - - - - - - - - - - - - '
• Arranjo Físico
Neutro

Terra

Elctrodutos

C'ai:{inha do
Pomo de Luz

Figura 3.4-b - Tomada em 127V ou l 15V

• Representação Unifilar em Planta

Figura 3.4-b
-48 Unidade 1
Instalações Elétricas
b) Alimentação de tomada.; de corrente. em 220 V.

• Esquema Elétrico

Condutor t'asc

Condutor 1erra 220\l

Condutor Fase

Figura 3.5-a

• Arranjo Físico

Terra
Fa~s

Elctroduto~

Caixinha do
Ponto de Luz

Figura 3.5-b - Tomada em 220V ou 230V

Unidade 1 -49-
Notbnto N,.n;

• Representação Unifllar em Planta

\__ Po1fod1 do pooto

Figura 3 S-c

NOTA: Para 11 alimcntuçào de tomadas de uso c-.pedfico. t>xclush·a


para aparelhos fixos no local c de elevada potêncm (como
chuveiros e torneiras clctncus) , é u. . u.11 a cone\;10 sem o
emprego do dispositivo ··cornada·· para evitar a ocorrência
de falhas no contato. sendo. ponanto, realizada com emenda
de condutores na caixa para a tomada, ou com concctorc~ .
A espccific..11, 1o dc~te detalhe no projeto pode ser cfetu.1da
através da s11nbologia na legenda, ou por intennéd1 0 de nota
no desenho.

3.3. PONTO S DE LU/ . C0\1ANDO COM INTERR UP'l ORl:.S


11) Ponto de luz. com interr11ptor !iimples (interruptor. de dois
tenninais , com um contato). possibilita o c:omando de um ou
ma1' pontos de luz. que estar.lo em paralelo, sendo acionados
simultaneamente (a limitação da quantid:idc de ponto' de luz
está rclacionadn à corrente nomi nal do interruptor. que
nonnahncnte é de JO,t;.

-50- Unidade 1
Instalações Elêtncas

• Esquema Elétrico
Retorno
·-··-·-···--,1
Condutor Fase••--- ---_.....
: ~
Interruptor

Ump1d1

Condutor Neutro - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - '

Figura 3.6-a
•Arranjo Físico

(j) Neutro
Fase~~!
~

. ·-.......
-~~::::,···~
.. :...

.....----' Í"

~-
Figura 3.6-b- lnterruptor Simples

Unidade 1 -51-
Norberto N~

• Representação Unit1Jar em Planta

Figura 3.6-c

NOTA: Para ddinir o percurso dos condutores cm dependências com


mais de um ponto de luz com comando em diferentes
intcrrupton.·s. é necessário identificai (rclac1onar) cada ponto
de lul com o respectivo intcm1ptor de com.indo

b) Ponto de luz, com interruptor pura/tia interruptor. de trê tcm11na1s.


com um contato, pcnnitc o comando de um ou mais pontos de luz
cm doi:. intcrruptore . . Sua aplicação típica ocorre cm e:.cndas. onde
nom1alrncntc é necessário o comando da iluminação no piso inferior
e também no superior.
• Esquema Elétrico

,--~[f-<<J : : : : ~i-r'"'
Condu1or t"ut ..

Ump1d1

Condu tor :'liu lro ---- ---- ---- ---


Figura 3.7-a

• 52- Un11111dc 1
Instalações füétnca~

• Arranjo Físico
Fase
Neutro ,
·-
Eletroduto /
!
\.

,...-_•..JI
1 ,-..•.- ....;:J

n rr·-~--
:1.....". Sp
l·-··...

Figura 3.7-b - Tntem1ptor Paralelo

• Representação Unifilar em Planta

Figura 3.7-c
e) Ponto de luz, com interruptor intermediário (mterruptor, de quatro
tenninais, com dois contatos, pennitc o comando de um ou mais
pontos de luz. em três ou mais interruptores). Serão utilizados dois

Unidade T -53-
Norberto Ncry

mterruptorci; paralelos, e entre eles um ou mais mterruptores


intermediános.
• Esquema elétrico

Condutor ,- Retorno 1 Rttorno l , ......- ......: Retorno


fan i u-r----+u ! ~
-----f-<>...... Retorno 2 '<~l~~--
l o 1 - - ----6-<l
Retorno 4
t ...J
Sp SI c;p

Limpada
Condutor
Neutro

Figura 3.8-a

• Arranjo Físico

~eutro

Fios Retorno

r-...:1':'--·-,
!.,,r~,j
·d
!..3 4-!
l... ............J
Si
Figura 3.8-b - Interruptor lntenncd1ário

-54- Unidnde 1
Instalações Eletncas

• Representação Unifilar em Planta

Sp\J
s

Figura 3.8-c
d) Ponto de luz, com interruptor bipolar (interruptor, de quatro tenninais.
com dois contatos simultâneos), utilizado como interruptor simples
para circuitos em 220 V. interrompendo as duas fases.
NOTA: Nos locais onde a distribuição é efetuada em rede monofás1ca
em 220 V (a tensão entre fase e neutro é de 220 V, entre fase
e fase, a tensão neste caso é de 380 V, não utilizada para
cargas monofásicas). o interruptor a ser empregado seria o
simples de um só contato, visto que só será necessário
interromper uma fase.

• Esquema Elétrico
Retorno
Conduto~ ~
.... : 1 o--~~---------,

1 1
Limpada
: 1
1
Retorno
Co nduto~ ~
v--,,------------
Neutro
.. - S2--- -

Figura 3.9-a

Unidade 1 -55-
Norberto Nery

• Representação Unifilar em Planta

Figura 3.9-b - Interruptor Bipolar

3.4. EXERCÍCIOS
Para melhor entender e seleciona r as opções mais adequadas à
distribuição de condutores no traçado da rede de eletrodutos, é
importante ter prática na indicação de condutores. Portanto, a seguir
estão propostos alguns exercícios apresentando-se partes da planta de
uma instalação, que deve ser complementada indicando-se os
condutores na representação unifilar, em cada trecho da rede de
eletrodutos.
Observar a indicação do número do circuito em cada ponto de consumo.

NOTA: Conforme item 6.4.3 da NBR 5410197, o condutor terra (PE)


pode ser comum, utilizado para vários circuitos, que
percorrem o mesmo eletroduto.

-56- Unidade 1
lnstalaçõe~ Elétri.:a~

b) a)

/
cn

['
'

\ 1

1 1

d)

nidadt 1 -57-
Norberto Nery

e)

\.
.............,
''-..

-58- Unidade 1
1nstaloções lllttricas

UNIDADE li
PROJETO E EQUIPAME NTOS
DA INSTALAÇÃO

CAPÍTULO 1
CLASSIFICAÇÃO, PREVISÃO DE POTtNC~
QlJANTIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DAS T0~1ADAS
1.1. CLASSIFICAÇ ÁO
É conveniente para uma posterior distribuição de circuitos, classificar
as tomadas como de uso geral e de uso específico.
Entende-se por tomadas de uso geral (TUGs) como sendo
aquelas que nonnalmcnte são destma<las à alimentação de aparelhos
portáteis e/ou para aparelhos que, embora com posição definida.
utilizam urna corrente inferior a JOA .
Tomadas de uso espedfico (TUEs) são aquelas destinadas a
aparelhos de potência elevada (acuna de I 200W em 127V ou
2 400W em 220V) que necessitam de corrente igual ou superior a
IOA
1.2. PREVISÃO DE POT~NCIA DAS TOMADAS
ém locais de habitação a NBR 5410 recomenda prever JOOVA por
ponto de tomada de uso geral.
Fm banheiros, cozmhas, copa-cozinhas, áreas de semço. lavandenas
e locais análogos para a alimentação de geladeira. freczer. máquina
de lavar, a nonna recomenda, que considere 600VA para cada uma
<las três primeiras tomadas cm cada um destes cómodos. Em
particular, quando o total de tomadas de uso geral neste conjunto de
comodos ultrapassar a seis, a nonna admite que apenas duas, podem
ser consideradas de 600VA e as restantes de JOOVA em cada um
destes ambientes separadamente (ve1a a tahela I 3).
OBS.: A nonna emprega a potência aparente, em '1A (volt umpére).
para as tomadas. F é conveniente observar que a maioria dos
aparelhos a serem alimentados nestas tornadas são eletrônico~. ou
puramente res1st1vos. e operam com fator de potência próximo de

UNIDAOI li
59-
Norberto Nery

um, portanto podemos considerar que sua potência em W (watt'I) é


próximo do valor à potência aparente em VA.

P (VA) = P(W)/ FP onde: FP = fator de potência

NOTA;
Os aparelhos elétricos indutivos, tais como motores e transfonnadores.
desenvolvem um campo magnético interno necessário para o seu
funcionamento. Este campo é fonnado pela passagem da corrente nos
enrolamentos. Quando os equipamentos são alimentados em corrente
alternada, a energia annazenada em fonna de campo magnético tende
a se opor à variação da intensidade da corrente, causando um atrac;o da
corrente em relação à tensão. Como conseqüência uma parcela da
corrente não realiza trabalho úril, produ1ando o que se chama de energia
reativa.
Para melhor compreender a ocorrências de energia reativa em um
sistema, visualiza o desenho abaixo, onde um vagão é tracionado para se
deslocar sobre os trilhos por ação de uma força não paralela à direção do
deslocamento.

Po1ênc1n

Potência
reall\ n
Poténcia
aparente

Figura 1.1 - Potências


O esforço de tração representa a potência aparente do sistema (com
unidade VA). À componente de força paralela aos trilhos é a que realiza
trabalho útil, representando a potência ativa do sistema (com unidade: W,
watt). À componente ortogonal a esta última não realiza trabalho, causando
um aumento da potência aparente para se obter a mesma potência ativa
que necessána à locomoção do vagão caso a força de tração fosse aplicada
em direção paralela aos trilhos. Esta representa a potência rativa (com
unidade: VAC, Volt e Amper reativo).
A relação entre a potência ativa e a potência aparente é dominada fator
de potência. Note. na analogia acima, que o fator de potência é na realidade
-60- UNIDADE li
Instalações El~cas

a tangente do ângulo formado entre a força de tração e os trilho Quanto


menor for este ângulo. menor será a componente reativa do sistema. e
tanto mais o fator de potencia ira se aproxunar do valor unitáno.
A ocorrência de energia reativa cm circuitos elétricos, sobrecarrega as
instalações. ocupando uma capacidade de condução de corrente que poderia
ser melhor aproveitada para realizar trabalho útil. Isto é válido tanto para a
concessionária que entrega energia elétnca ao consumidor como tambem
para o própno consumidor em seus circuitos de distribuição.
A concess1onana protege-se contra a ocorrência de reativos elevados
em suas linhas impondo ao consumidor um fator de potência mínimo (na
legislação brasileira, à época da elaboração do presente trabalho. o fator
de potência mínima é de 0,92)
Quando o consumidor apresenta um fator de potência abatxo do mínimo
é cobrado o excedente de energia reat1\'a, a titulo de ajuste. Assim sendo.
a mclhona do fator de potência de uma instalação representa não apenas
uma melhor utilização dos circuitos de distnbu1ção de uma empresa. como
também uma fonna de reduzir as despesas com o fornecimento de energia
caso ele esteja abaixo do mínimo regulamentado.
A potência utilizada para o dimensionamento dos cucuitos elétncos,
desde a cabme de entrada de uma instalação até os equipamentos
consum1dorcs. passando pelos chavcamentos e dispositivos de proteção. é
a potência aparente, medida em kVA.
Esla potência é igual à potencia ativa, medida em J.W, d1v1dida pelo
fator de potência Assim sendo. qualquer elc~ação no no fator de potência
irá causar uma redução na potência aparente da instalação.
No caso de instalação novas, isto significa um menor mvesttmento em
cabos e equipamentos.
No caso das já existentes. a melhoria do fator de potência resulta na
liberação da capacidade da m.;talaçào para atender a uma nova carga.
possivelmente sem investimentos adicionais em transfom1adorcs, cabos e
proteções.
Como exemplo. a tabela a ~eguir apresenta as potências de aparelhos
eletrodomésticos. que geralmente serão alimentados através das tomadas
a que estamos atnbuindo a potência média de 100 VA, ou 600 VA.

-61 -
llNJDA()L Il
Norbt-no Ncry

APARt<:LHO CA R<~A (em \'A)


•Aparelho de som _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 20 a 200
• Aspirador de pó 2SO a 00
• Bnrbcadot Ra 12
• Hatedc1ro 70 a 300
• Cober101 150 a 200
• E.uustor (res1dcncíal) 300 a 500
• fielade1r,11re~illcnc1al 1 1SO a .mo
•Liquidificador 100a250
• Mâquma de costura 60 a 90
• Máquina de escrever 100 a 200
• Tcle\'tsão 1S a 350
• Ventilador 50 n 250
• ( •) Aquecedor portá ui de ambiente 700 n 1100
• 1•1 Co11Hclado1 (1 reetcrl 350 a 500
• (•) Ferro de passar roup:i .ioo n 1200
• 1• J Fumo elé111co 1200
• , • ' L• \ •dora de roupas (residcncaal) 600 a 900
• (' I S1:1: .1d,1r de cabelos 500 .1 1ooo
• 1• ) 1orr.1deiru 500 .l 1200

(•)aparelhos que justificam as tomada de 600 VA


Tab. 1.1 - Potência Jc eletrodomé::.tico , em tomadas de uso geral.
Na tabela abai--:<' ~"apre cntada as potência do aparelhos para a
tomadas d!! uso ~-.pcc1 f1co.

APARELHO CARGA (em VA)


• Aq~cdor de água ccntral(bo1ler) - - - - : '" " , l 2500
•Aquercdor de ógua ln~·ul _ _ _ _ _ _ _ 4000 n 80011
• CftU\"Cl10 4000 a 6500
• Cond1ci0Mdordear111pojanela1 1200 a 3500
• J.'oglo(residencial) 4000 a 6000
• La\11dorn de pratos (rc idencml) 1200 a 2500
•Secadora de roupas lrcs1dencial l 15110 a 5000
•Torneira 3000a400CI
• Fomo de microondas l<OOa 1500

Tab. 1.2- Potência de eletrodomésticos, em tomadas de uso especifico


-62- UNlllAl>E li
lnsUllnções t;létricas

NOTA:
Em instalações industriais e comerciais n NBR 541 O não faz uma
previsão das potencias dcndo à vancdade de aparelho~ Portanto. é
necessário que o prOJCltsta faça uma pesquisa sobre tal mformação,
e como os aparelhos que ser?io ahment1dos em tom:tdas de uso
geral, normalmente são de maior potência que aqueles utilizados
em instalação residencial. se não houver mais informações a respeito,
é comum utilizar-se 100 VA por tomada.

1.3. QUANTIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DAS T0~1ADAS


Na NBR 541 O, para instalações residenciais, de hotéis, motéis e
similares, é md1cado o segumtc cnténo para determinação da
quantidade mínima de tomadas de 11so geral (TJIG):
a) Para copas, cozinhas, lavanden as. uma tomada para cada 3,5m
de perímetro ou fração.
Para facil itar a dctennmação da quantidade, bem como da potência
atribuída a cada tomada. pode-se utilizar a tabela a seguir·

7,0 < p < 10,5 3 3


10,S < P S 14,0 3 4
14.0 < p - 17.5 3 2 5
17,5 < p s 21,0 3 3 6

2 l ,O < p s 24.5 2 5 7
24,5 < p s 28.0 2 6 8

Tab. 1.3 - Quantidade e potência de tomadas de uso geral em copas.


cozmhas. areas de sen iço e banheiros
Para locais com perímdro superior a 28m ~. utiliza-se o critério
recomendado na observação a seguir, para áreas comcrc1a1s e rndustna1s.
Acuna da bancada da pia deve ser prevista pelo menos duas tomadas.
b) Para banheiros: pelo menos uma tomada junto ao lavatório (a mais
de 60 cm da porta do box do chuveiro). obsen ando-se as
lJNl[)ADE li -63-
Norbc:to Ncry

recomendações para instalações em locais especiais. item 9. 1 da NBR


5410.

Qualquer Qualquer

Tabela 1.4 - Quantidade e potência de tomadas de uso geral . Em


banheiros no mínimo uma tomada

e) Para subsolos, garagens, varandas. sótãos, halls. casa de bombas.


(para circuitos de tomadas que atendam a locais com mâqumas
instaladas, deve ser previsto no mímmo um ou mais pontos de
tomadas de uso geral, que possam servir para manutenção, prever
no minimo 1000 i'tf para o circuito). A 1'. BR 541O não quantifica
cm função da área ou perímetro para esses locais.
d) Para outros cômodos ou dependências·
'
l m cômodos ou dependências com ârea igual ou inferior a 6m deve
ser prevista pelo menos uma, tomada.
Se a área for superior a 6 m·. pelo menos wna tomada para cada 5m
de perímetro ou fração, espaçados tão umfom1cmente quanto possível.

5,0 < p $ 10,0


10,0 < p $ 15,0 3
15,0 < p $ 20,0 4
A >6 20,0 < p $ 25,0 5
25.0 < p $ 30.0 6

Tabela 1.5 Quantidade e potência de tomadas de uso geral em outros


cómodos ou dependências
Obs: Para a previsão da quantidade neces-.ána de tomadas de uso
geral (TUGs) em áreas comerciais e industriais, é conveniente
obter-se mais mfom1ações a respeito do tipo e distribuição dos

-64 · UNIDADE li
Norberto Nery

aparelhos em função da atividade que vaí ser desenvolvida no


local, e como a diversificação é bem extensa não há normalização
para tal. Entretanto, é comum para as situações onde não há um
detalhamento maior da aplicação do local, atribuir-se 200 W ou
200 VA por tomada, e utilizar-se o seguinte critério:
- para escritórios comerciais e análogos com área inferior ou
1
igual a 40 ,,,·. prever 1 TUG para cadJl 3 m ou fração. de
perímetro, ou 1 TUG para cada 4 m· ou fração de área.
adotando o maior resultado;
- com á,rea superior a 40 n/, prever 10 TUGs para os primeiros
40 m", e 1 TUG a cada 10 m ou fração de área, para o restante;
- em lojas, l TUG para cada 30 11/ ou fração de área, não
computadas as tomadas destinadas a vitrinas e demonstração
de aparelhos.
1.4. LOCALIZAÇÃO DAS TOMADAS
Para facilitar a instalação e uso, é conveniente observar as seguintes
recomendações:
1) As tomadas de uso específico devem ser ínstaladas, no máximo,
J,5m do previsto para o aparelho, devido ao ------~
comprimento dos fios de ligação dos aparelhos
eletrodomésticos. e e
2) Em paredes azulejadas, ou com outro tipo de
revestimento que tome possível e seja normal
a utilização de água para lavagem. deve-se
utilizar somente tomadas altas, com terminal Figura 1.2
terra.

colocar as tomadas face a face. Economiza-se


______
3) Recomenda-se por uma questão de economia, sempre que possível,
....,

eletrodutos e condutores. (Fig. 12).


4) Também por uma questão de economia
recomenda-se pôr as tomadas baixas no mesmo
prumo dos interruptores. (Fig. 13).
S) Tomar o cuidado de não colocar tomadas em
locais da construção onde existam colunas de Figura 1.3
. _ __ _ _ _ __ J

concreto.
Unidade n - 65 .
Norberto Nery

6) Se houver necessidade de tomadas cm alturas diferentes das


padronizadas. deve-se fazer uma observação a respeito no
"Memorial Descritivo", ou em nota no desenho.
7) Para aparelhos com potência superior a I 500VA
recomenda-se, por motivo de economia no
custo da instalação, que sejam em 220V, Ef)c
utilizarão condutores de menor seção. 1200 VA
observando-se as condições de ~eguradas
necessárias.
Figura 1.4
8) As tomadas de uso específico deverão ter sua .________,
potência nominal indicada ao lado do ponto de tomada de corrente
localizado na planta.

'

- (>(> Unidade li
Norberto Nery

CAPÍTULO 2

PONTOS DE LUZ E INTERRUYfO RES


2.1. ATRIBUIÇÃO DE POTÊNCIA E LOCALIZAÇÃ O
A NBR 5410 recomenda que as cargas de iluminação devem ser
determinadas como resultado da aplicação da NBR 5413 Norma
de iluminação interna. Entretanto, em instalações residenciais. e
em locais que não são utilizados para a realização de trabalhos
específicos. como as atividades discriminadas na tabela! da NBR
5413, para ambientes pequenos (área inferior a 30 m2), é admissível
a previsão de carga conforme o critério sugerido pela NBR 5410,
apresentado a seguir:
Previsão de carga conforme a NBR 5410: para instalações
residenciais e acomodações de hotéis, motéis e similares com áreas
inferiores a 10m2• deve ser previsto pelo menos um ponto de luz
fix o no teto, com potência mínima de 100 VA, comandado por
interruptor de parede (no caso de hotéis ou motéis é aceitável o
ponto de tomada comandado por interruptor). E para cada acréscimo
de 4 m1 inteiros, adicionar 60W à potência do ponto.
Como as lâmpadas tluorescentes e fluorescentes compactas estão
cada vez mais sendo empregadas nestas instalações, devido à
redução do consumo de energia (cerca de 4 vezes inferior à da
lâmpada incandescente), podemos, para fac ilitar a aplicação da
norma, utilizar a tabela apresentada a seguir. que indica a potência
necessária de ser prevista para lâmpadas incandescentes e/ou
fluorescentes, em função da área:

Ó'; Carp(W)
~
Área(•ª) lgra"'1111eeafe!ll . . . . . . . . . . .l i . . . . . . . . Ili
~
+r..aor
A < 10.0 100 40 so
10,0 S A < 14.0 160 60 75
14,0 S A < 18,0 220 80 100
18,0 S A < 22,0 280 100 125
22,0 s; A < 26,0 340 120 150
26,0 S A < 30.0 400 140 175

Tabela 2.1 - Previsão de potência para os pontos de luz


Unidade TI • 67 •
Norberto Nery

(1) - ilummação utili1ando lâmpadas incandescentes


(2) - iluminação utilizando lâmpadas fluorescentes
(3) - consumo do conjunto lâmp. fluorescente e reator (eletromagnético)
NOTAS:
1) O valor mdicado para a potência a ser destinada para iluminação
corresponde somente a uma prev1sao a ser utilizada para o
dimensionamento de condutores, não é um projeto de 1luminação.
que será apresentado na Unidade III. Para estar a favor da segurança,
quando não se tem completa certe1a da ut11Jzação das lâmpadas
fluorescentes, é convemence considerar para o d1mens1onamento o
emprego de lâmpadas incandescentes. A previsão de potência por
meio do emprego de lâmpadas fluorescentes não consta na NBR
5410.
2) O \ator 1ndicado para potência das lâmpadas em cada linha da tabela
não é necessariamente um valor comercial. Mas para o
desenvolvimento do projeto. é necessáno o comprometimento com
os valores comerctalmente existentes. A título de facilitar seu
desenvolvimento. são apresentadas na tabela abaixo as potências
nominais mais comuns, para uuhzação em iluminação residencial.

. ·- .
..... 1(W)
Incnndtscentc 40 60 100 150

fo1uorc.scente 16 ou 20 32 ou 40 110

Fluor. Compacta 13 20 25

Tabela 2.2 - Potências nominais, comerciais, usuais de lâmpadas


3) No emprego da fluorescente compacta, o reator eletrônico hoje
normalmente Já é incorporado à base da lâmpada. e é importante
ressaltar que embora o seu custo ainda seja elevado. o rendimento é
muno bom. O reator eletrónico tem perdas da ordem de 2<::< da
potência da lâmpada, enquanto que no reator eletromagnético
podemos estimar no projeto as perdas em cerca de 20%.
4) Na escolha do tipo <le lâmpada, deve-se observar, além da sua
eficiência (entende-se por eficiência a relação entre o fluxo luminoso
obtido e a potência elétrica empregada para tal). a vida mediana
(em geral. dependendo do modelo e fabricante. cercu de 1000 horas
Untd.1dt U
- h8 -
Norbeno Nerx

para a incandescente. e 7.500 horas para a íluoresccnte), a


capacidade de melhor reproduz.ir as cores. que pode ser verificada
através do IRC (Índice de reprodução de cores exemplo·
fluoresce nte, de 70 a 85, incandescente 99). necessidade de
acessórios (reator. receptáculos, starter.. ), e custo inicial.
5) Para melhor distribuir a iluminação e evitar aquecimento dos
equipamentos e ofuscamento, é conveniente não concentrar em um
único ponto de luz uma potência superior a 200W de lâmpada
incandescente.
Para facilitar o desenvolvimento dt> projeto. na determinação da
quantidade e na atribuição de potência a tomadas de uso geral e aos
pontos de luz, é interessante preencher uma tabela auxiliar como a
indicada a seguir:

,.-- - oa Perfm. T - ( T.U.G.) Ana 1 &


-
~

' -
-- - (m) Calculado lnla.l1d0(1) <mª) lnc1adelC', lhlonlc.(l)
:

Tabela 2.3 - Tabela auxiliar para detenninação de Tugs e iluminação


(1) A quantidade instalada pode ser maior que a calculada a partir da
condição de quantidade mínima prevista na norma, em função das
atribuições que se estimar para o local.
(2) Lâmpada fluorescente: indicar a potência sem o reator.

Urudade li 69.
Norberto Nery

CAPÍTULO 3
DISTRIBUIÇÃO DE CARGAS EM CIRCUITOS,
QUADROS DE DISTRIBUIÇÃO, INDICAÇÃO DA
REDE DE ELETRODUTOS E CONDUTORES
3.1. DEFINIÇÕES, OBJETIVOS E REGRAS DE DISTRIBUIÇÃO
3.1.l. Definições e Objetivos
Após a atnhuiçao de potência às tomadas e pontos de luz da instalação,
deve-se efetuar a distribuição de cargas em circuitos
É j mportantíssimo distribuir adequadamente as cargas de uma instalação
em circuiloo;,. pois caso isto não seja obtido, a instalação apresentará
problemas tanto na sua operação quanto na manutenção.
Circuito. em ino;,talações elétricas. e um conjunto de cargas alimentadas
pelos mesmos condutores, que sào protegidos (contra sobrccorrentes) pelos
mesmos dispositivos de proteção (fusf vel. disjuntor).
A instalaçúo deve ser dividida em circuitos, principalmente a fim de:
a) limitar as conseqüências de uma faJha na mstalação. de modo que a
proteção, mantenha sem energia apenas as cargas do circuito com
defeno;
b) facilitar as vctificações: ensaios e manutençoes;
e} limitar os nscos que possam resultar da falta de energia em toda a
instalação;
d) redu11r as interferências entre aparelhos (exemplo; em motores
universais, utilizados em enceradeira, liqUidilicador etc ... no contato
entre as escovas e as lârrunas do coletor, nonnalmente ocorrem
faf scas que alteram a forma de onda da tensão no circuito e
prejudicam o funcionamento de aparelhos eletrónicos) Portanto,
não se deve colocar em um mesmo circuito tomadas que sabidamente
irão alimentar aparelhos com motore-., e tomadas. para aparelhos
eletrônicos {de som. imagem, comunicações ... };
e} em instalaçocs alimentadas com duas ou três/ases, as cargas devem
ser distribufdas entre as fases eqüitativamente. de modo a se obter
o méllor equtlíbno possível entre o \cllor das correntes nos condutores
fase de alimcntaçuo dos quadros de distribuição, e pottHnto no seu
dimensionamento.
llnidude li • 71 •
Norberto Ncry

Opossibilitar o emprego de materiais de forma padronizada utilizando


se espec1ficaçocs comerciais.
Entende-se como circuitos terminais aqueles que chegam até os
aparelhos onde ocorre a realização de trabalho (consumo de energia
elétrica). ou se1a vão até as lâmpadas ou tomadas. e têm origem, se iniciam
em quadros de distnbuiçào tenninais (QDTs. ou QDL5 quando só para
iluminação e tomadas. ou QDFs quando só para alimentação de máquinas
com motores). também chamados de quadros terminais (QTs).
Os condutores que altmentam os quadros de distribuição são
denominados de rumais alimentadores (RAL). e os condutores que
alimentam o quadro de medição, de circuito (ou ramal) de entrada (RE).
A NBR 6808 - Conj1111to de Manobra e Co11trole de Baixa Tensão
Montados em Fábrica - Especificação. apresenta as principais
características a serem observadas em um quadro de distribuição.

3.1.2. Regras de Distribuição


As regras mdicadas a seguir acompanham as recomendações da NBR
5410, em sua seção 9.5.3 e são bastante simples:
a) um circuito para a alimentação de cada ponto de força. ou tomada
de uso específico (TUE), ou seja. para cada equipamento de corrente
nominal supenor a 10 A;
b) um circuito para a alimentação <las tomadas de uso geral (TUG.\) <le
cozinha. com no máximo 1.800 VA de carga mstalada (considerar
que as três primeiras tomadas desse ambiente são de 600 VA.
individualmente). de preferência nào utilizar no mesmo circuuo
tomadas de 600 e de 100 VA;
e) um circuito para a alimentação das tomadas de uso geral (TUGs) de
cozinha e/ou lavanderia com no máximo 1.800 VA de carga instalada
(considerar que as 3 ou 2 primeiras tomadas deste ambiente sao de
600 VA. individualmente). estes circuitos devem ser exclusivos para
as tomadas destes locai<;;
d) um circuito para a alimentação de cada conjunto de tomadas de uso
geral (TUG'_ç) de outros ambientes (sala, quarto. corredor... ) com
até 1.200 VA (em 127 ou 115V). ou 2400 VA em 220V;
e) um circuito para a alimentação de conjuntos de pontos de luz com
até 1200 VA (em 127 ou 115 V), ou 2400 VA em 220V.
. 72. Umtlade li
Norberto Ne9

~A norma admite que as tomadas de /00 W po amem situações


especiais. estarem em conjunto com a iluminação. formando um
me,mo circuito. desde que este não seja o unico c1rcu110 da instalação
para iluminação ou tomadas. e que a sua corrente de projeto. seja
interior a 16 A
Obviamente. para economia de material. os pontos de luz ou tomadas
RUC irão constituir um circ111to dl·verão estar próximos entre i. E é
conveniente que não sejam utilizadas tomadas e pontos de lu1. no mesmo
circuito. de modo a evitar que na ocorrênda de problemas na alimc11t411c:l•J
das tomadas (que são bem mu1s comuns que na iluminação) o local também
permaneça sem iluminação
É conveniente para evitar sobrecarga e facilitar a montagem não
ultrapassar de oito a quantidade de tomadas. ou pontos de luz em cada
circuito.
...
Aplicando-se essas regra,, devc-'e indicar o número de circuitos. junto
a cada tornada ou ponto de luz. e preencher a tabela de distribuição de
cargas em circuito. (tabela 3. 1).

NOTAS:
1) Em mstalações. com dimenst'les maiores t' consl'qüentemente com
mmor potencia para a iluminação que em instalações residenciais,
para econom1J de material a 'cr ullhzado na ln')talJção t <.:OO\ cnienle
que a iluminaçüo seja efetuada com circuitos em 220 V. ne.-;tc caso
é coerente estabelecer c1rcu110~ com até 2.-100 \'A.
2) Em insrnlaçõcs comercuus e 1ndustna1s com circuitos para
alimentaçao de motores (com potén(;1a 'upenor a J n), para eviur
interferências no comportamento dos circuitos de ilum111ação e
cornada~ de uso geral. é conveniente que º' quadros df' distnbuiçao
se1am dislmtos, separados (QDL - quadro de d1stnbu1ção de luz. e
QDF - 4uadro de d1 tnbu1ç•10 de força).
3) É conveniente, por questões de segurança e manutenção, que uma
instaJação mesmo sendo de pequeno porte. como a residencial. utilize
pelo meno.Y doi!I circuiJos independentes para ilumi11ação.
4) Para tomar mail'i simples e econômica a di<ilribuição do' condutores
é conveniente não utili1ar quadros de distribuiçt\o prediais com mais
de 10 circuitm. (cerca de 20 di.\Jttntore.\, incluindo-se o espaço a
llniüaJt li • 73 •
Norberto Nery

ser ocupado pelos dispositivos DR e para os circuitos reservas). Em


existindo uma quantidade superior de circuitos, é melhor utilizar-
se mais quadros, ou "centrinhos" de
distribuição.
A figura a seguir ilustra a distribuição
indicada na página anterior, com "centrinhos"
de distribuição.
Figura 3.1 - Distribuição dos circuitos em
quadro, e em centro de distribuição
Conforme aNBR 5410104 item 6.5.4.10, em
instalações residenciais e analógas os quadros
de distribuição devem conter a seguinte
advertência.

Advertência
1. Quando um disjuntor ou um fusível atua, desligando algum circuito ou a
instalação inteira, a causa pode ser uma sobrecarga ou um curto-circuito.
Desligamentos frequentes são sinal de sobrecarga. Por isso, NUNCA
troque seus disjuntores ou fusíveis por outros de maior corrente (maior
amperagem) simplesmente. Como regra, a troca de um disjuntor ou
fusível por outro de maior corrente requer, antes, a troca dos fios e
cabos elétricos, por outros de maior seção (bitola).
2. Da mesma forma, NUNCA desative ou remova a chave automática de
proteção contra choques elétricos (dispositivo DR), mesmo em caso de
desligamentos sem causa aparente. Se os desligamentos forem frequentes
e, principalmente, se as tentativas de religar a chave não tiverem êxito,
isso significa, muito provavelmente, que a instalação elétrica apresenta
anomalias internas, que só podem ser identificadas e corrigidas por
profissionais qualificados.

A desativação ou remoção da chave significa a eliminação de


medida protetora contra choques elétricos e risco de vida para
os usuários da instalação.

Tal advertência pode vir de fábrica ou ser provida no local, antes da


instalação ser entregue ao usuário, e não deve ser facilmente removível.

- 74 - Unidade íl
Norberto Nery

3.2. TABELA DE DIST RIBUIÇÃO DE CARGAS EM CIRCUITOS


Para o dimensionamento dos condutores e dispositivos de proteção. e
posterior apresentação da distribuição do~ circuitos, é conveniente durante
n elaboração da distribuição, (indicando o respectivo número do circuito
cm cada ponto de luz ou tomada), construir uma tabela. ( ..·eja o modelo
upresemado a seguir, tabela 3. J) que proporcione a possibi lidade de anál isc
do:, circuitos. Essa tabel~ e fundamentaJ para o deM:n\ olvimcnto do projeto
e análises posteriores. portanto deve ser localizada cm um ponto de fácil
,tonsulta. normalmente, 'e hou,er espaço. na folha de dt:s~nho próximo
<la planta de distribuição elétrica: se não houver espaço. em folha anexa.

l l'f!Silo t 'asr llumlnüça1 l'om odu l'M01'.


'll F p t'lrc:. Otm L Ih l'b C'oml.
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.... AllmtnlJldor

Tabela 3. 1 - Tabela de ilistnbu1ção de cargas em circuitos


OBS.:
1) A indicação do tipo e potência das lâmpadas está sendo apresentada
como exemplo na tabela 3. 1 (F-10. representando a fluorescente de
40 W, e I -60 a incandescente de 100 W). Em cada projeto são
apresentada' as rcspecti \as lâmpadas.
2) Deve-se indicar qual condutor fase (identificados por: a. b, e) alimenta
cada circuito, para ser possível efetuar a distribuição de carga
(potência) equitativamente entre as três (ou duas em quadros com
alimentação b1fás1ca) fases. Isto é necessário para que
posteriormente seja possível dimensionar adequadamente os
condutores e proteçoes de alimentação do quadro
Unidadt li • 75 •
Norberto Nery
3) A critério do projetista, pode-se optar em lançar nas colunas
identificadas para cada tipo e potência de lâmpada ou tomada. a
potência útil dos aparelhos (por exemplo, a potência nominal da
lâmpada fluorescente) na coluna da carga instalada total por circuito
acrescentar as perdas existentes nos aparelhos ou acessórios (reator),
e no cálculo da demanda por circuito considerar a simultaneidade
de operação dos aparelhos bem como o respectivo fator de potência.
4) Deve-se preencher a tabela. no momento. até a coluna da potência
iJ1stalada por circuito e de demanda, as colunas seguintes serão
preenchidas ap6s o estudo do dimensionamento de condutores e da
proteção.
5) Na coluna com a especificação do condutor, normalmente é indicado
como referência a seção do condutor fase, visto que geralmente em
instalações prediais as se5ões dos condutores dos 2circuitos terminais
serão inferiores a /6 mm . Até a seção de 16 mm , conform e a NBR
5410, a seção do terra e do neutro são iguais à do fase. sendo que o
neutro só poderá ter seção reduzida em circuito s trifásicos com carga
l
equilibrada para seções acima de 25 mm . Em acontecendo a situação
com condutores terra e neutro com seção diferente do fase, deverá
ser providenciada sua indicação na tabela, ou em nota anexa.
6) Na coluna com a indicação da proteção, se necessário cm situações
em que existam vários tipos de proteções (disjuntor com
características diferentes, ou fusíveis diazed ou NH) providenciar
tal indicação na respectiva linha, ou em nota junto à tabela, ou no
respectivo diagrama do quadro. Quanto à situação de utilizar-se
disjuntor unipolar para circuitos monofásicos, bipolar para circuitos
bifásicos, e tripolares para circuitos trifásicos, isso deve ser
claramente previsto na especificação dos materiais e no memorial
descritivo, não sendo admissíveis, por questões de segurança,
projetos que poderiam propor outra solução.
7) Na última linha, RAL representa o ramal alimentador, e é conveniente
a indicação da potência total do quadro (em watts) e da demanda
(em VA ), utilizada para seu dimensionamento, bem como do
dispositivo de comando e proteção geral do quadro.

• 76 . Unidade U
Norberto Nery

3.3. TIPOS, LOCALIZAÇÃO E DIMENSIONAMENTO DOS


QUADROS DE DISTRIBUIÇÃO
A NBR 6808 define as principais características dos quadros de
1distribuição. Cabe ressaltar que por esta norma, os quadros devem ter no
mínimo grau de proteção IP2X, ou seja, todas as partes vivas devem ser
inacessíveis !>em o uso de ferramentas, portanto sempre deve haver a tampa
dos barramentos ou sobre porta.

3.3.1. Tipos
Devem ter um grau de proteção adequado às influências externas,
possuir identificação do lado externo, e identificação dos componentes de
comando e proteção.
Os quadros podem ser para instalação, embutidos na alvenaria, ou de
sobrepor. Normalmente são fabricados em aço SAE 1008. Caso sejam de
construção e acabamento diferentes, esta especificação deverá constar na
definição de material.
Atualmente são comercializados os quadros padrão DJN/ VL, e os
padrão IEC que têm as características apresentadas nas figuras da página
seguinte:

Figura 3.2 - Quadros de Figura 3.3 - Quadros de


distribuição padrão DIN/ UL, distribuição padrão IEC, para
para 12, 18, 24, 32, 40, 50 26, 39, 52 disjuntores
disjuntores (Fonte: Cemar) (Fonte: Cemar compo11entes elétricos)

Para trechos da instalação onde não é necessário uma proteção com


barramentos de distribuição geral, pode-se utilizar os "centros de
cUstribuição", em resina termoplástica ou em chapa de aço (centrin.hos),
veja a Figura 3.4 da página seguinte.
Unidade II • 77 •
Nmberto Nery

Figura 3.4 - Centros de distribuição, para 1 a 3, 4 a 6, 6 a 12,


12 a 18, 18 a 24 disjuntores (Fonte: Cemar)
Norma1mente são oferecidos com acessórios como: barramentos
(bifásico e trifásico) para aJimentação dos disjuntores dos circuitos, barra
de distribuição do neutro e do terra, presilhas e pente de fixação de
disjuntores, iso1adores de barramento etc.

Unidade li
• 78 -
Norberto Nery

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AR N QOFTN 44112

BARRAMENTO BIFÁSICO · NOR\1A UL


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BARllA!llENTO BIFÁSICO· NORMA DIN jC 4 O O 4 4 .14 ~ "-,;',f.> • 1
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(ftl'CJ:.s) - _ ,, ic

Figura 3.5 - Acessórios para quadros de distribuição - (Fonte: Cemar)

Outros detalhes e características de quadro de distribuição podem ser


obtidos nos catálogos e sites da internet dos respectivos fabricantes.
3.3.2. Localização
Os quadros de ctistribuição devem ser localizados em:
- local de fácil acesso;
- no baricentro das cargas, ou seja, na região da instalação onde há maior
concentração de aparelhos de maior potência, de modo que os circuitos
que utilizam condutores de maior seção sejam mais curtos;
- não devem ser localizados em área molhada (banheiro, lavanderia,
cozinha ... );
- não devem ser localizados em escadas.
3.3.3. Dimensionamento
Deverá ser previsto em cada quadro um espaço, para os dispositivos de
proteção e capacidade de reserva, isto é, os barramentos, terminais etc.
além da quantidade de dispositivos de proteção (disjuntores ou fusíveis)
que permitam futuras ampliações, compatíveis com a quantidade e tipo
de circuitos efetivamente previstos inicialmente. Essa capacidade reserva
deve se refletir no cálculo para dimensionamento do ramal alimentador,
Unidade II - 79.
i':orherto ~ery

do quadro. A previsão do espaço reserva deve ser realizada da seguinte


forma:
- quadros com até seis circuitos. prever espaço reserva para no mínimo
dois circuitos;
- quadros de sete a J2 circuitos, prever espaço reserva para no mínimo
trêJ circuitos;
-quadros de 13 a 30 circuitos, prever espaço reserva pura no mínimo
quatro c1rcmtos:
- quadros com acima de 30 circuitos. prever espaço reserva para no
mínimo 15 % dos circuitos.
Prever o espaço necessário para os mtermptore.r DR (geral ou para
conjuntos de circuitos). Considerando que a montante do quadro em
questão, na origem do ramal de alimentação desse quadro deve existir um
dispos1t1vo para proteção contra sobrecorrcnte. Pode.se uullzar o
imaruptor DR como comando geral (como chave geral) do quadro.
Prever também o espaço para instalação dos dispos1llvos de proteçao
contra sobretensões (DPSs).
Neste momento Já é interessante elaborar o diagrama uni.filar ou
multi.filar do quadro de distribuição, veja asseguir este exemplo:

3.4. INDICAÇÃO DA REDE DE ELETRODUTOS E


CONDUTORES
Para facilitar o serviço de instalação, e economizar na quantidade de
material. a distribuição de eletrodutos deverá seguir uma sequência 16g1c.a.
e observar algumas limitações.
a) O percurso em uma seqüência lógica para simplificar a instalação é:

~~--~-+--t--~~~ s ---·~~+rJ

Ponto de
'-v-'
lntenurtor
' 'T
Tomada
'
lu1. no teto

Figura 3.6 - Percurso dos eletrodutos


• 80. unid;u.lc n
Norberto Nery

a) Ou seja, do quadro de dist.J.ibuição tem início os trechos eletrodutos


que vão para as caixas de ponto de luz no teto, a partir dessas caixas
se faz a distribuição de eletrodutos e condutores nesse local para
conectar os interruptores e tomadas desse ambiente, e também o
caminho para outros pontos de luz que estejam próximos.

b) Deve-se limitar a quantidade de condutores em cada trecho de


eletroduto a três ou no máximo quatro circuitos (oito ou nove
condutores), para que devido à redução da capacidade de dissipação
de calor ocasionada pelo agrupamento de condutores, não seja
necessário aumentar a seção desses condutores.

e) Para facilitar o trabalho de instalação, limitar a quatro ou no máximo


cinco a quantidade de eletrodutos conectados a cada caixa de
instalação de pontos de luz no teto, e no máximo três para caixinhas
de inteITuptores e tomadas.

d) Quando se utiliza a instalação com os eletrodutos embutidos na


laj e, procurar evitar o cru zamento de ele trodutos. Quando a
instalação é aparente, não é normalmente necessário observar essa
precaução.

e) Evitar trechos de eletrodutos com comprimento superior a 15 m.

A título de exemplo, é apresentado a seguir uma seqüênci a de


desenhos, com o desenvolvimento da indicação da rede de
eletrodutos e condutores em um trecho de uma instalação elétrica
residencial.

Unidade li • 81 •
Norberto Nery

Exemplo de aplicação:
4.~11

'

OOR\UTÓRIO ~

li ~

~
3,50

\ li

2.SO

=~~
CO'/INHA
~
.,.
BANllHRO

r~= ~

1 il 1
1

Figura 3.7 - Planta arquitetônica

3
3

2
600
3

2
600
5
3.500

2
600

Figura 3.8 - Planta com indicação de tomadas, pontos de luz,


interruptores e distribuição em circuito
• 82 • Unidade II
Norberto Nery

3
3

4
4.400

Figura 3.9 - Planta com início da rede de eletrodutos

Figura 3.10 Planta com a rede de eletrodutos

Unidade li - 83 -
:-iorberto Nery

Planta 3.1 l · Planta com a indicação dos condutores

Para aplicar as considerações apresentadas, é mdicado a seguir, a título


de exercício. algumas distribuições de equipamentos (quadro, ponto de
luz, interruptores e tomadas), que devem ser conectadas atraves da rede
de eletrodutos e condutores

Unidade li
- 84 -
Norber10 Ncr)

Exercícios:
Indicar a rede de elctrodutos e condutores nas plantas a seguir. para a
indicação dos condutores. consultar a Umdade lT - Capítulo 4.

"'
Sp I
r 1 1
a)


b)

Exercício 3. 1

Unidade n - 85 -
Norberto Nery

~
úD p
\@7

a)

Exercício 3.2

w w
~ ~
e
····...........\
1
\
1

b) Exercício 3.3
- 86 - Unidade íl
:-.'orbcrlo :-.'e9

:c=J§§§~=======~
./ Sp 'i
.... #.,.
...

1
..
\\
..............

3 7

e)

Exercício 3.4
llnidude li • 87 •
l'\orheno Nerv

CAPÍTULO 4
CONDUTORES ELÉTRICOS

4.1. INTRODUÇÃO
Um dos elementos mais importantes de uma instalnção elétrica é
eu conjunto de condutores.
Entende-se por "condutor", o elemento metálico, geralmente de
orma cilíndrica, utilizado com a função específica de transportar energia
létrica.

4.2. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO FORMATO


Entende-se por "fio" o elemento metálico de seção maciça. Os
fios podem ser utilizados diretamente como condutores (condutor singe-
lo). isolados <fio isolado) ou não <fio nu). ou podem ser produtos semi-
abados destinados à fabricação de cabos. Têm pouca ílexibilidude, ra-
o pela qual não são construídos com seçao maior que /Omm'. Devido à
grande uttl11ação, têm custo baixo. e são encontrados à venda cm rolos de
/OOm.

<D
<D Condutor '6lido <le fio <l,. cobre nu. tempera mole cda,~11
<ID Camadu interna <le Pirevi111l Anllílan 1 (compmto tennoplàstico <lc: PVC) co1 branca ;até a
~ao nmrunal de 6 mm
G> Camada ciuemn de Pirevm1l Anuílnm li (composto tcrmoplástico d~ PVC) em cores,

Figura 4.1 - f'io isolado - (Fonte: Pir<'lli)

Entende-se por "cabo" o conjunto de fios enrolados helicoidal-


mente. em conjunto de um ou mais fios isoludos entre si (cabo multipolar),
podendo o conjunto ser isolado (cabo isolado), ou não (cabo 1111) Apre
sentam flexibilidade variável em função de seção dos fios que o constitu-
em. São construídos em uma vasta gama de seçoes. desde 0,1até5uomz, e
encontram-se à venda em rolos de 100 m ou mais, aprcscntw1do um custo
maior se comparado ,, f1os de mesmo tipo e seção útil
Unidade n - 89 -
Norberto Nery

Figura 4.2 - Cabo multipolar - (Fonte: Pirellí)


Cabo Multipolar: Temperatura de operação no condutor: 75ºC;
1) Condutor: cobre nu mole.
2) Isolamento: PVC especial.
3) Capa: PVC na cor preta.
4) Distinção dos condutores: Branco, preto. vermelho e verde.

- - - - Condutor

----Isolaç ão

-----Cober tura

Figura 4.3 - Cabo unipolar - (Fonre: Pire/li)

Cabo Unipolar: Temperatura de operação no condutor: 75ºC;


1) Condutor: cobre nu mole.
2) Isolamento: PVC especial na cor branca.
3) Capa: PVC na cor preta.
Entende-se por "barra" o condutor de seção retangular. As barras
são utilizadas onde a seção necessária for elevada, ou houver necessidade
de modificações temporárias no layout da instalação. Podem ser instala-
das em calhas com as tampas inferiore~ removíveis. e também são muito
empregadas em quadros de distribuição.
- 90 Unidade 11
Norberto Nery

o o
Figura 4.4 - Barramento de cobre eletrolítico para interligação
de disjuntores

..f,
' Dimensõe.'i - Corrente Resistfncia Reatincia
,. -
Polegadas Mllfmetros (A) ~ (m.Wm) (m.Q/m)
'
1/2 X l/16 12,7 X 1,59 96 0,8843 0,2430
3/4 X 1/16 19,0 X 1,59 128 0,8591 0,2300
1 X 1/16 25,4 X 1,59 176 0,4421 0,2280
1/2 X 1/8 12,7 X 3,18 144 0,4421 0,2430
3/4 X 1/8 19,0 X 3,18 208 0,2955 0,2330
1 X l/8 25,4 X 3.18 250 0,2210 0.2070
1 1/2 X 1/18 38,1 X 3, 18 370 0,1474 0,1880
l X3/16 25,4 X4,77 340 0,1474 0,2100
1 1/2 X3/16 38,l X 4,77 460 0,0982 0,1880
2 X 3/16 50,8 X 4,77 595 0,0736 0,1700
1 X 1/4 25,4 X 6,35 400 0,1110 0,2100
l 1/2 X 1/4 38,l X 6,35 544 0,0738 0,1870
2X1/4 50,8 X 6,35 700 0,0553 0,1670
2 1/2 X 1/4 63,5 X 6,35 850 0,0442 0,1550
.
2 3/4 X 1/4 70,2 X 6,35 1.000 0,0400 0,1510
3 1/2 X 1/4 88,9 X 6,35 l.130 0,0316 0,1450

Tabela 4.1 - Dimensões comerciais de baITamento de cobre e sua


capacidade de condução de corrente
Unidade TT - 91 -
Nmbeno Nery
4.3. MATERIAL CONDUTOR
Como material condutor, emprega-se normalmente o cobre ou o
alumímo. ou suas hgas.
O cobre usado na indústria de condutores elétncos é o cobre
eletrolítico de pureza 99,9% mf11imo, cujas características físicas e quími-
cas estão especificadas em normas da ABN1:
Segundo a NBR-5410. nas instalações residenciais. somente de-
vem ser usados condutores de cobre. Nas instalações industriais. além de
condutores de cobre. podem ser utilizados condutores de alumínio de se-
ção igual ou superior a 35 mm 1•
Nas mstalnçôes comerciais. em pnndpio. só devem ser usados
condutores de cobre, entretanto, para as instalações de centro comerciais
ou grandes supermercados, admite-se o uso de condutores de alumínio de
seção igual ou superior a 35 mm·', desde que esteja assegurado que a insta-
lação seja submeuda a manutenção sistemáttca e executada por pessoal
especializado.
A necessidade de manutenção especializada em instalações com
condutores de alumínio é devido a:
- Quando cm contato com o ox1gêruo do ar. existe a fom1ação de
uma camada superficial de óxido de alumínio. tomando necessá-
ria a utilização de conectores de pressão para a conexão entre
condutores de alunúnio. pois o óxido impede a soldagem.
- Quando em contato com o cobre, devido à grande diferença de
eletropositividade entre os dois metais. o contato entre eles se
apresenta corno uma pilha gal \iânica, que com o decorrer do tempo
provoca uma corrosão eletrolítica no ponto de contato. Na cone-
xão entre condutores. esse problema pode ser evitado. uúlizan-
do-se conectores estanhados. de modo a evitar o contato direto
entre cobre e alumímo. Porém. nas instalações em geral. esse
contato é inevitável. uma vez que as chaves, disjuntores, inter-
ruptores. tomadas. soquetes etc. têm seus temunais executados
em cobre.
Devido a esses problemas. os condutores de alumínio são mais
apropriados para a utilizaçüo em linhas longas e com poucas emendas e
derivações (linhas de transmissão). Nesses casos. devido à sua baixa ten-
são de ruptura mecânica e quando na existência de lances longos entre

• 92 - Unidade li
Norberto Nery
=-
torres, torna-se necessário a utilização de cabos com alma de aço A. C.S.R.
(Aluminium Cable Steel Rei1{/orced).
VaJe a pena ainda comparar a resistividade e a densidade do cobre
do alumfnio, e verificar que para uma mesma capacidade de condução
oe corrente elétrica o condutor de cobre tem uma seção menor que o con-
dutor de alumínio, devido à sua menor resistividade. Porém terá um peso
maior, pois sua densidade é bem maior que a do alumínio

RESISTIVIDADE (~l) DENSIDADE (qlm')

Cobre 0.0178 8900


Alumínio 0,0286 2700

Tabela 4.2 - Características do cobre e alumínio

4.4. MATERlAL ISOLANTE


A isolação tem como finalidade principal separar eletricamente o
condutor do ambiente externo.
Existem diversos tipos de isolamentos, com determinadas carac-
terísticas intrínsecas, que os fazem mais apropriados para certas aplica-
ções. Basicamente, podemos dividir os isolamentos em dois grupos:
- Termoplásticos: materiais que sofrem mudanças físicas reversí-
veis com a temperatura, mais explicitamente, quando um desses
materiais é aquecido, sofre um amolecimento gradual, porém
quando a fonte de calor é retirada. o material esfria e recupera
suas características originais. São polímeros de cadeia linear.
Exemplos: cloreto de polivinila (PVC), polietileno.
- Termofixos: ao contrário dos termoplásticos, os compostos
termofixos apresentam excelente estabilidade em uma ampla faixa
de temperatura, mantendo em alta porcentagem suas caracterís-
ticas mecânicas. Isto é obtido mediante uma mudança físico-quí-
mica irreversível, denominada vulcanização, que é em essência
uma reticulação das moléculas do polímero. Após essa mudança
o material perde sua termoplasticidade. Exemplos: polietileno
reticulado (XLPE), borracha etilenopropilênica (EPR), borracha
silicone e a borracha buu1ica.

Unidade li • 93 •
Norberto Nery
A NBR-5410 estabelece a temperatura máxima em serviço contí-
nuo para os diversos tipos de isolação através da seguinte tabela;
Tempenaura inbima ~emperatura limite TemperllUra limite
Tapo de úollçlo . . . lel'VIÇO WiidiliO • 8obtecllp • c:uftO.dmaito
(coadulOr) ("C) (condu1or) ("C) (~)('C)

Controle de Polivinila (PVCJ 70 100 160


até 300 mml
Contmk de Polivmila (P\.'CJ 70 100 1-10
maior qu~ JOO mm1
Borradu eúlcno-propileno 90 DO 250
(LPR1
Polietikn() reticulado (XI PE) 90 130 250

Tabela 4.3 - Temperaturas características de condutores

Em instalações residenciais e prediais. normalmente sáo utiliza


dos conduiores isolados cm PVC devido ao seu baixo custo.
Além da isolação, cm determinadas aplicações torna-se necessá-
rio a ull hzaçao de blindagem. cUJa função e homogene11ar e confinar o
campo elétrico.
Também existe necessidade de capas de proteção com o objetivo
de proteger os com.tutores isolados de possíveis danos mecânicos ou quí-
micos, Os materiais empregados com essa finalidade devem apresentar
excelente resistência às solicitações mecânicas. como: coites. abrasão. im-
pactos etc.. assim como uma alta resistência química a ácidos. álcahs.
ozonas. raios ulu·avioletus. e devem ser também resistentes à chama e
óleos lubnficantes. Exemplos de matcnais utilizados nas capa., proteto-
ras: PVC, polietileno, neoprene, hypalon (polietile110 cloro.mlfanado).
Os cabos unt e mulllpolares, devem atender as seguintes nonnas:
• NBR 7286. para cabos com 1solaçào em EPR:
• NBR 7288. para cabos com isolação em PVC:
• NBR 7287. para cabos com 1solaçào em XI.PE.
É possível também a utiJização de proteções metálicas. quando os
cabos forem instalados em lugares onde podem estar expostos a sénos
danos mecânicos, como cm cabos submersos. A armadura metálica po<le
ser constituída de fitas ou í1os de aço. alumfmo. bron7e ou cobre.

• 94 • Unidade li
1'orberto !'\c7

4.5. Dll\1ENSJONAMENTO

4.5.1. Generalidade'
O dimcns1omunenlo dos condutores basicamente. tem por objet1
voa detenmnaçao do \:llor d.1 sua 'eção nominal (comercialmente e"'
tente), de modo a poder tmm.portar a corrente necc:-.sária ao funcionamen-
to do circuito. sem se danificar. e com a isolação adequada para suportar a
tensão nominal do circuito. Portanto. é fundamental no dc:.cnvolvimento
do projeto
Devemos efetuar esse dimensionamento levando cm considera-
ção váriO'i fatore' que. de\ ido às caractcrí,tka' dl' inq:ilação póderiam
ocasionar algum dano no condutor, por exemplo, um aquecimento por
efetto Jo11lt1. c;upenor à temperatura hm1te do matcrul d.11"lh.1~ao (que é
bem infenor à posl'.ivel de ser suportada pelo material condutor). Ou no
funcionamento do-. equipamentos da instalação. como a redução da ten-
são disponível para .i-. cargas. devido a queda de ten.;au nos condutore:-. do
circuito por causa da sua própria resistência: ou ainda na sua adequação às
característica' do-. d1-.po-.itivos de proteção exi-.tcntes no mercado.
Em função des-.c~ vários fatores serem praticamente independen-
tes entre si. existem diversos cnténos de d1mensionamcnto que serão cx-
po..,to-. a seguir Obviamente. para que o condutor esteja adequadamente
dimensionado, deverá atender a todos os cncenos, ou seja. apresentará
característica... que permitam superar to<la.., ª' ex1gcncia.; sobett.tda-. nos
vário-. cnténos. e como sua capacidade (em um sentido geral) melhora
com o aumento da seção....crá normalmente :.dotado o maior ~·alor de
.feção obtido na aplicação do-. critérios.
O dimensionamento do-. condutores deve ;;er reali1.ado seguindo
a~ seguintes etapa:-.:

1 - Determinar a seção do condutor-fase


a) verificação da seção mínima em função da aplicação do cu-
cuito:
b) dimcn ionamento pelo critério da máidma capacidade de
condução de corrente;
e) dimcn innamcmo pelo critério da queda de ten ão admissível
no-. condutorc-..
AdotJr o maior i·alor entre os obtidos.
Unidade rr
Norberto Nery
utor
II - Determinar a seção do condutor neut ro e a seção do cond
terra .
NOTA: A 11eção dos condutores somente estará com o valor final
completamente definido após a coordenação entre a atuação dos
dispositivos de proteção (contra subcorrentes) existentes comerci-
almente (veja o capítulo 5).
4.5.2. Seção Mínima
A NBR 5410 especifica os condutores em mm • confo m1e
2 padrão
tipo de
IEC. e adIDlte como a menor seção po-.sível de se utilizar cm cada
a-. na
circuito. class ificado confo rme sua aphcaçao. as seções espec ificad
rabeia 4.-1, denominadas de seções mírumas.
Estas seções são aque las. mínimas, para que em situações nor-
norma,
mais com circuitos dimension ados confonne as orientações da
ança e
atendam às condições mínimas de ut1hzaçüo adequada e de segur
ditadas por rnzõe~ mecânicas.
Tipo Utilizaçlo Seçlo mínima
de do do condulor
W.1laçlo circuito (1111112) - ma&eriàl

Circuito de 15-Cu
ilunúnaç!lo 10 AJ
Circuito <le l.S - Cu
ln,talaçõe' Cabos ÍOf'\'U (TUE 10 - AJ
fixai. isolados e TUGI
CU'l:UllO d~ ~·· 0.5. Cu
nultzaçilo e
<.tr, UllO de
controle
Cm:uito d..: IO ·Cu
força (111E) 10. AJ
Condutore.o>
Em geral Circuito de ,j. 4 · Cu
Nus
nalilaçlio e
cm;uu o de
contro le
Para um t<jUi • Com•· c~p.:, d1 ·
Tabela 4.4 - Seções pamento e~re· cado na norma
mínimas dos condu- Ligações c1hco do equ1pamcn10
flexh·ei'
tores Para 4uulquer 0.75 · Cu
(Tabela 47 da outra aplica-
Fcila~ com çfüi
NBR 5.tl0/04)
C..tho' Circu 11or; 0,7;'i ·Cu
isolutlos e~l1aha1xa
lensão
Unidade II
• 96 -
Norbcrco Nery

4.5.3. Capacidade de Condução de Corrente


Nesse critério de dimensionamento. estaremos preocupados com
o aquecimento do condutor. por efeito Joule. e conseqüentemente com o
do material que compõe a isolação e capa de proteção. Obviamente a tem-
peratura máxima. ac11na da qual o material perde as sua., caractcristit:as
de isolante (lembrando que os principais são o PVC, EPR, e XLPl.l) é bem
inferior à que provocaria alterações no condutor (col>re 011 alumfnio). Por-
tanto. estaremos dimensionando a seção do condutor para não danificar
por aquecimento. a isolação.
Na NBR 5410 existem tabelas que nos informam qual o valor de
corrente adnussf vel para cada seção nominal de condutor dentro de deter
minadas condições de instalação sem que a temperatura máxima da isolação
seja ultrapassada.
Portanto, inicialmente devemos determinar o valor da corrente para
a qual dimensionaremos o condutor. Esse valor é denominado de corren-
te de projeto (/H). e para cada circuito pode ser detem1inado da 'ieguince
forma:

onde: P - potência do circuito {lV)


V - tensão do circuito (V)
FP - fator de potência do circuito

NOTAS:
1) Em um cálculo aproximado. que poderia ser utilizado para instala-
çoe-; res1dencia1s. o fator de potência poderia ser con'iiderado igual
a um. FP=l (isto é bem real visto que ns cargas de maior potência
nessas instalações são aparelhos de aquecimento resistivo!., como o
chuveiro, torneira. ferro de passar roupa, forno, chapa. aquecedores
de ambiente etc e tampadas incandescentes).
2) Em instalações com motores e iluminação fluorescente (ou a vapor
de mercúrio ou -.ódio. ou outras lampadus que utili1em reacor ele-
tromagnético). o ideal é conhecermos ou estimarmos o FP (é usual
trabalhar-se com FP -= 0.80 para motores. FP = 0,90 para reatores
de alto fator de potencia, AFP. e 0.60 para reatores de baixo fator
de pocência. Bf P).
Unidade li - 97 -
Norberto ~cry

3) Como'. P (W)/ FP = Papare111e (VA). e se lambém considerarmos


que em dclcrmina<los circuitos podemos impor que todas as cargas
não scrao utilizadas simultaneamente (bombas de recalque reserva.
por exemplo), ou seja, estaremos trabalhando com "uma deman-
da". então é conveniente utililarmo.., uma coluna na tabela de dis-
tribuição de cargas em circuitos (1·c1a o Capítulo 3 - Tabela 3.1).
com a identificaçao de: Dem (VA). onde é apresentado o valor <la
potência. em VA. utiJi?ado para o dimensionamento do condutor.
A seguir. devemos determinar conforme as especificações (tipo de
linha) da NBR 5.J 10 o método de instalação de referência utiluado
para o circuito que estamos dimensionando, de acordo com a wbe-
/a 4. 5, apresentada na página a seguir.
Máodode Blquema Descriçlo
imtalaçlo ilUSCllhvo Máodode
lllhnm>: ttfetencia1

l~I
C11nJutorc' j,obdos ou c.:al>ci> uniJl<ilarc• cnt cictnklulo ~ \t\"ào cir·
1 cul.ir nnt>u11Jo cm partde 1trmicamc11te idan1tb
AI

l~l
C';1bo 111ult1p11lar em eletrodo de \l'Ç~ll t:it"ilar c111hutido cm purcde
2 1r111u.:.t11k'lllc isolwi1c
A2

3 p ro Condu11111·~1wlado• nu caro\ umpolar.·s rrn dctwduto up;1r~n1e de


cirrnl;1r 'oi.ire raredc nu t\J'l\<•111 1le>W rm·11n' de 0.1 \Ct o
M'\':111
d11mctm do de1111ll11to
Bl

4
r Lrê) Cabo multipolar cm clc1rod11to aparcolc d<· ~lo, m·uLlr i.obrc pa·
rede ou e~raço dc,IJ meoo' de(),.' \C7. o d1L1nellll do ek1n.idu10.
B2

~
('ond111omi 1soladm ou c-.&bos unipolares rm ckuodu10 apum11r de
5 sc1lo nJo-(ircular ~olire parc1le
Bl

Cuho~ muh11••lar rm ele1.ruJ1110 :1parcn1c 1k l>t'\>'º nã1H11Tulnr \O·


6
~ h1c pa11.Xk B2

7 g 1...11.ull.b ou callu unipolares cm cleU11"u1u de ~<>çno cír·


Cu11.lutl•1e~
mi.ir cmtiuuJo em al•cnana
BI

8
li Cubo mulupolar cm dcuodum de l'CÇ!\o cU'CUlar embutido cm al•e·
mria

Cnhil'l umrnlare. ou Cllho mul11rol;lf solirc prut'llr ·~· C'JMÇ<ido de<.-


B2

11 l@ l~ ta mctl<.ll> dC' 0,3 •cl o J1:imetro doca~•


e
llA
T C '11ho~ unitlnl.irc~ llU cooo muhipolor li\11110 d1rctJr11l'ntc no teto e
Tabela 4..5 - Tipos de linha' elétricas
(Tab. 33 - NBR 54' 10/04)
Unidade li
Norbert o Nery

r=·
- - -
Esquema MáJdode
Descriçlo
ihwl'llliv o 1efeltncia1

--
unipolar,.,. UU cahu multipola r af;Nadu Jo !CIO llllU. Je 0,3 e
l lB Ti] C~"
•e> o Jaãmctro do c~bo

('ah<» unipol:ue .. t>u caho multipola r em b;indcJa não ~rfurada. e


12 J~ pttfibdo ou prateleira"
12 Cmul1lpolar)

~
Cubu unipularc;, ou cabo multipola r cm bwidcja pcrfur.iJM, hunmn f 1ump:1lare,)
13 tal ou 'cn1c:il"
1

E (mulupola r)
Cabm unipolarc ' nu caho 111ul1ipolar wbrc wpnrtc' h11ri1onw1"
14
~
f Cunipobm .)
•"'•"'UC&lhl ~ou 1eb

r~
E fmultapolar)
('ai,.,, unipolan: ' ou caho multipolar .ai'ai.tad<;I\) da parede lllal5 de
15 OJ •C 1 dJãmcuo Jo caho F (urupolarcs1

~
16
ti C':.ol>." urupol.u,.,, ou cah<; multipol.ir cm lello

CaM<" umpol 1rt ou cabo rnulupolM '"'l'cmo o) por cabo de !>li·


E emull 1polat1
F (unipnlarc-.}

E cmuhípolarJ
1
17
~l~ ponc, ancorporado ou n.io 1- (unip.11...-é')

18 ~ Coni.Ju1orc< ""' ou asol.:.Jo, '°""' '"'l.OOrc ' ü

Cabo<. unopolnrc' ou caho<I mulupola rr, em~""""' de l''"'lruço o' , 1.50, <; \ <.~D,
1

~'1 -.!Jarn ele' lan,aJ<" din:wmcn lc ,ot>fc " 'upcrlkac <k• OJ"1Ça J.: 82
21 con,tna\ã o. ~j;am insrnlad<" em <uJ'('flcs ou condutos abcrt°' 1bo.n- <I>, <> \ < <oD,
' .
deja. pra1ck1ra, tela ou lclh•I di'I""'"' no l'l-l"l\'O de rnn•ln•~'ào
BI

IJD.s \ < WD.

oi~
C'ondu1ores "º''""°'e m ele1mdu10 d~ J.eÇão cm·ular em oraço de U2
22 l'On\truçlio ~ 1 5D. s v < .<oo.
BI

~
Cnbo' unapolaté ' o u cabn muhipolJ r c111 dc1rntl1110 de 'c~Ro circu •
B1
23 lar em "'Mº de l'OD'IJU<;·•• · ,-

1.~D,S V< 200,


C'ondu10res hnludos c m c letrodu10 de seçfin não-circu lar ou
24 .:EiS):
' '
cku •. Jha em ~-o de ·,..iro.;.. 1 •
B~
2\"20()
Ili •

umrol:im Oll l1'00 mullrpola r "m elc1mdu10 de ~· o.io-


25
WI ('~
,·m-ular ou elcuucalh a cm espaço de consm...,110 '
B?

Tabel a 4.5-A - Tipos de linhas elétric as (Contmuaçao)


(Tab. 33 - NBR 541 0/04)
- 99.
Unidade li
Norberto Nery
.

. · -

iMelllÇID ilisaldvo
.
.

Delcriçlo ........
......,.,.1
-.O:

.sR2\' .
m: ljl) <50
t"nndu1c11~\ i'nlJ.tn, cm ele1r1•l111n de 'C'\·'" nãn·~•rrnlar rmhuildo
26 rm ohcn:1ri.1 •> m. .
~ \· ~u
R1

27 m í'uho un1polur ou cubo mullipol.1r em tktm<lu1u de seçào ntu).


·1r.:u &r cmbuudo tm ahcnm.1 81

31
32 Q1l
.31 J2
Condu1orcs isolado> ou ~ unipol.un cm cktro..'lllh:I
Jlillcdc cm f>er.:urso hori1noutl uu 1tn1cal
~
81

~11
C'ulio,, nwh1r•olar em cletrocalha 'º"f(' pi1Mlc crn percur'o hon ·
31A mnlal c!O \Crt1cal 81
328
' 31A 318
Condulorc~ tsoladc"-< ou cabo\ urupolar" cm con~lcta ftch:Wa
33 ~ rmbutiJ.ii no JlliO
81

34 l~I <'aho mulurolu cm CllllAltta f'rctillda embutida nc• 1'1'° 82

~
Clllldu!orcl 1>0bdos ou cabo> urupol:i.m cm clCIIOl.'lllha ou p.."IÍI· 81
35 lado '"'JlCO\Ol(nl

16
Q C;1tlt1 mul1ipol;ir em rk1roc:alhJ ou pcrhl.lllo ,u,pcn,aíul 82

Conduton.- . 1wlild<K ou C3b<i> umrolan:\ cm cktrodum de M:Ç:lo 1jll, s \' < ~ºº·
82
41 .[ QJ cilt'll!ar cmtido cm nul.1leia fcdllkb rom ix-rcuno horiZDlll;ll ou
1en1cal '
\' ~ 20D,
BI

42 íl"'õ"l
f 1
C1Hkl111111c~ m•l.id<1' cm clclfl\Jutn 1k M"Ç!ln cin:ular comido cm
c11nllle1u H'111Ih1dJ emhu1ida 110 p1\0
81

@ ,. Cub<1' umpolan.-~ ou c:ibo mul11rol:ir cm <"llll.ilkta 1cntiladl tm-


43 i1 e :
huliJJ 00 pi-.1
RI

l~I
C.:.1ho!.11111l11pnlar emliu11dn d1rtlilff1C!rll~ \"111p;tre<k1~nnKamcn1r
51 1'10l.inl\' ' ,\)

Tabela 4.S·B - Tipos de linhas elétncas (Continuação)


(Tab. 33 · NBR 5410/04)
1()() - Unidade li
Norberto Ncrv
. de ~uema
.

. Descriçlo Micodo de
""
. din1n1uvo referWla

li
Cabo> 111up<>larc' ou '"'"'' multipol:u emhuudO(s) din,'lamente em ('
1

52 ah eruru "'m prol~ mcdm.:-a lild1•:aonal

li
C~ unipol.vcJ ou cabo mul!ipol.u embutido(•) d1rtllllllenlC c:m
('
53 nhenar1a com rrote.;Uo niec:UUcJ ad1nonal
.
'

r--o~ Cahn rnulllpolar em tletroduto (de SC\'no tin:ul:u ou 11&>1 ou em [)

61 ~liil Clltlltt4 ll!lo-\~nul.ld.3 mlm"ado(p)

61A ~ra Cahm unipolar-e' rm ekrnxluro !de .c.,-ão nlo-dn.-ul.u ou nãol ou


em~ nli>-\cnttb. b enlCmldoC11 11
D

'

i.-j
Cubos unrpola~ uu caho muhl(ltllar darrtalllt'ntcentcmMlo(Sl. com I>
63 1 ~""- 1 prolé\fio 1tk.'<:in1<..,. ad1~'IOl~1l •·

~
Conduton~ 1soladol ou niho<; unipt1IW't> em moldura

.~
1\1
'
71

n . Cvlldutore• tsol~ ou cahol. urupolam. c:m can.tkta pro\•·

~ íJ
BI
1
72 da Jc ~J'Jr..,·!lo •olltY )'3J'ede
72A 72A • t'ubo rnultipol.ur c111 canalt~1 pro•id.I de ><:Jlill'"'l<' whrc B~
ll!lltdc
n nA
ConJutoffj iwl:ldos em tlclroduto, c-.aho> umpol;uu ou ~bo AI
73 p multipolar cmbutiJo'\'I em cwulhn Jc porw
.
Ccmdutorn '"'lados tm elcrroduto, cahos unipobtts ou Cllho
in ' :(J "1
74 mult1pnlar emhuud.l(''cm caWlho de Jat!Cla

6~
75 • C.cmJutore' uobdo~ ou cahô• unopol:m·• em ,·an;ilelll ll I
emt>lluda em Jl<lreJc
75 H2
75A 7SA • Cliho multipolar cm cano•l~M emhu11da rm J'W'Cllc
7S 7~A

1 1 \1e1o<lo dr rt1ucnc1a .1 'er uul11.1do n.i determina ção da capacidade de condu·


c,;uo de corrc111c. Ver 6.2. 5. 1.2 tia NHR-5410 104.

21 A\Sumc-s e que a face rntema da parede apresenta u ma condutânc ia térmica não


1
inferior a 10 W/m .K

J1 Admitem-se uunbém cm1dutore s isolado) em perfilado, desde que nas con1.h-


çõe:. delinic.I~ na 11r11,1 6.2.11 .././. da NBR·54JO,fJ4.

UnidaJe II - 1111 •
Norberto Nery

4) A capacidade de condução de corrente para bandeja perfurada foi detenninada


considerando-se que os furos ocupassem no mínimo 30% da área da bandeja.
Se os furos ocuparem menos de 30% da área da bandeja, ela deve ser conside-
rada como "não-perfurada".

S) Conforme a ABNT NBR IEC 60050 (826), os poços, as galerias, os pisos técni-
cos, os condutos formados por blocos alveolados. os forros falsos, os pisos
elevados e os espaços internos e~istentes em certos lipos de divisórias (como,
por exemplo, as paredes de gesso acartonado) são considerados espaços de
construção.

6) "De" é diâmetro externo do cabo, no caso de cabo multipolar. No caso de cabo


unipolares ou condutores isolados, distinguem-se duas situações:
- três cabos múpolares (ou condutores isolados) dispostos em trifólio: "De"
deve ser tomado igual a 2,2 vei.es o diâmetro do cabo unipolar ou condutor
isolado;
- três cabos unipolare.~ (ou condutores isolados) agrupados num mesmo plano:
"De" deve ser tomado igual a 3 vezes o diâmetro do cabo unipolar ou condutor
isolado.

7) "De" é o diâmetro externo do eletroduto, quando de seção circular. ou altura/


profundidade do eletroduto de seção não-circular ou da eletrocalha.

li) Adimite-se também o uso de condutores isolados, desde que nas condições
definidas na nota de 6.2.11.6.J da NBR-5410104.

9) Admitem-se cabos diretamente enterrados sem proteção mecânica adicional,


desde que esses cabos sejam providos de armação (ver 6.2.11.6 da NBR-54101
04). Deve-se notar, porém, que esta 11om1a não fornece valores de capacidade
de condução de corrente para cabos armados. Tais capacidades devem ser de-
tenninadas como indicado na ABNT NBR 11301.
Nota:
Em linhas ou trechos verticais, quando a ventilação for restri-
ta, deve-se atentar para risco de aumento considerável da tempe-
ratura ambiente no topo do trecho vertical.

Tabela 4.5-C - Tipos de linhas elétricas (Continuação)


(Tab. 33 - NBR 5410/04)
É também necessário observar que a quantidade de condutores carre-
gados (condutores que em situação no1mal de instalação estão conduzin-
do corrente elétiica, e, portanto produzindo calor por efeito Joule) são
- 102 - Unidade 1J
Norberto Nery

os condutores desse e outros circuitos que estão no mesmo conduto


(eletroduto, perfilado...). Note que quanto maior a quantidade de conduto-
res produzind o calor nesse "espaço'', menor será a sua capacidade de dis
sipação de calor.
A quantidade de condutores carregados a ser considerada para po
oermos consultar as tabelas será aquela do "pior" trecho por onde passam
os condutore s desse circuito. ou seja, a quantidad e do trecho com maior
quantidade de condutores carregados agrupados, visto que isto implica
menor capacidad e de dissipação de calor. Normalm ente esse trecho de
eletroduto é aquele próximo do quadro de distribuição.
Note que todos os condutores são carregados, exceto o condutor
terra (de proteção), e um dos condutore s retomo de um comando com
interrupto res paralelos. Para determinar os fatores de co1Teção, é conveni-
ente considera r que em cada circuito monofási co ou bifásico utilizam-se
2 (dois) condutores carregados, e no circuito trifásico 3 (três) condutores
carregados.
Com estas características: 18 , (corrente de projeto), método de ins-
talação e quantidade de condutores carregados. podemos consultar a res-
pectiva tabela de capacidade de condução de corrente (tab. 4.7 ouTab. 36
da NBR 5410/04 para isolação em PVC e tab. 4.7 ou Tab. 37 da NBR
5410/04 para EPR e XLPE) e determinar qual a seção nominal do con-
dutor pode ser utilizada para esse circuito, que é aquela que possui uma
capacidade de condução de corrente (expressa na tabela) imediatamente
acima da corrente de projeto.
Resumindo, podemos determina r a seção do condutor na tab. 4.6,
(PVC) (Tab. 36 da NBR 5410104 ou tab. 4.7 (EPR/XLPE) (Tab. 37 da
NBR 5410104), em fun ção das seguintes características:
- corrente de projeto (18 );
- material condutor: cobre, ou alumínio;
- método de instalação: definido na tab. 4.6, (Tab. 33 NBR 5410/04);
- número de condutores carregados do circuito (fase ou neutro):
2 para circuitos monofásicos ou bifásicos;
3 para circuito trifásico.
Utilizar o condutor com capacidade de condução de corrente (Ir valor
apresentado na tabela) maior ou igual ao valor da corrente de projeto (/8 ).
Onde:
~ 18 ln = corrente de projeto
1
17 =capacidade de condução de corrente do condutor
Unidade íl - 103 -
Norberto Nery

Capacidade de condução de corrente para:


- Condutores e cabos com isolação de PVC; cobre ou alumínio;
- 2 e 3 condutores carregados;
-Temperatura no condutor: 70ºC;
- Temperatura ambiente: 30ºC para linhas não subterrâneas e 20ºC.
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Já 61 56 57 .'i2 76 6l; 119 61 85 7h MI 67
25 KO 73 75 6K IO I 89 'li) 80 112 % 104 K6
35 'W K'I 92 83 m 110 111 w 138 119 12.1 103
50 1111 IOK 1 )(1 9Q 151 134 13.l l IK 16K 144 143 122
70 151 lli'i 139 12! 192 171 168 149 213 IK4 I~~ 151
95 m 164 167 IS<> m 2117 :!Ili 179 :!.~ 223 210 J79
1:!11 210 188 192 11: '.?OQ l:l'' :?.\~ 20b :!99 25'1 249 203
150 240 216 219 l<lf> .109 2n 2M 2.ll> :4-1 2~1') 27' 230
m 271 24~ 148 2~~ JH 314 ~XI 268 392 141 )11 258
,__
2411 l21 2K6 2QI 211 1 415 370 Hl 311 4ól -l-03 )61 297
~2K 3)4 2'18 477 426 40 1 )5K 53/J 46.J 10~ 33<>
100 J67
MKI t1R JCJO 39H JSl '71 51U 477 425 634 551 m 3CJ4
51M1 502 H7 .," 4ll6 656 SH7 <41 4ll6 72'1 642 54') 44,
Alumfn10
Ih 48 ~) 44 41 1111 51 ~4 48 M ~C/ 6! 5~

2< e' p <x <J ''l ?O 71 62 81 H 80 66


15 n 70 71 M '17 Hh Mil 77 IOJ 'Ili % li()

~I 'li 84 Kh 7K 118 l().I 11).l 92 ll5 1111 l ll Q4


711 l IH 1117 IOR 'IH 1:<11 133 DI 1111 160 140 llM 117
95 142 12CJ no rn IK I 1()) 1$7 IW 195 170 IM DH
120 164 14Y 150 11.1 2111 186 IKl 1"'1 226 197 I H11 157
ISO IS<I 170 172 IS} 241 214 ~ 18) :?Ili 1'7 'I~ 17K
IK~I 215 191 195 17b 2n :!4~ .:- t l :1;., ~9K ~<'1 'li :?<Wl
240 ~j2 22" :?~I 2117 324 ~K>t ~·~ 2.a l_ }5~ '105 2-.-; 230
)(XI :?M•J 161 263 211 372 331 '11.l .:. ,, 406 JSI m 260
-MXI \.1.1 311 314 2H) 446 397 ,,72 J.11 488 ·l~1 l1'1 J(l5
llXl WI> 356 360 J2~ 512 456 425 .l7K 563 4KI\ 414 145
63(1 416 4 1(1 416 37.1 5'12 527 488 .rn 1151 162 171 WI
KlXI 529 475 4H2 411 6K7 612 5b.\ 502 7(1 1 M-l 537 4 16
ICXKI 607 541 552 4<11 790 mi Ml 574 ~7K 753 6(17 505

Tabela 4 6 - Capacidades de conduçllo de corrente. cm ampérc\, para o~ mttodo\ de referência


AI, A2, BI. B:?, C e D. (fabcla 36 NBR 5410/04)
- 104. Urudade II
Norbc110 Nen

Cnpacidade de condu\·fío de corrente para:


- Condutores e cabos com isolaçao de EPR ou XLPE:
- 2 l' ~ '-" ndut11rcs .:arregados;
- temperatura no condutor: 90 C;
temperatura .1mbicnte: JO'C para linhas não subterrâneas e 20 C
1
- para linhas subterrânea~. MflndDldtml I ; • .......,. . . . . . , .•

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Tabela 4.7 - Cnp:iddades de ronduçlo de oom:ntc, rm ~rt's. p!lrll os ~odos Je rtf~ncla


A 1. A2. H1, R2. C e D. (Tohrla 37 NRR 5411~)
Unitbde li - 105 -
Norberto Nery

Capacidade de condução de corrente para:


- Condutores e cabos com isolação de PVC;
- 2 e 3 condutores carregados;
- temperatura no condutor: 7Ü"C;
- temperatura ambiente: 30UC .
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2,5 30 25 Jl 24 25 34 211
4 40 34 41 33 34 45 39
6 51 43 53 43 45 59 51
10 70 60 73 60 61 81 71
16 94 80 99 82 85 110 97
2.~ 119 IO I IJI li() 114 146 110
35 148 126 162 137 143 181 162
50 180 153 196 167 174 219 197
70 232 196 251 216 22:1 281 254
95 282 238 304 26-1 275 341 311
120 328 2711 m 308 321 3% 362
150 379 319 406 356 372 456 419
185 434 364 463 409 427 521 480
240 514 430 546 485 507 6 15 56'1
300 593 497 629 561 587 709 659
400 715 597 754 656 689 852 795
5<KI 826 68'1 81.X 749 789 9M2 920
630 958 798 1005 855 905 1138 1070
800 11lM 930 1169 971 11 19 1325 1251
l!XKI 1292 1073 1346 l(J?Q 1296 152a 1441'\
Alumfn10
16 71 61 73 62 65 84 73
25 89 78 98 84 87 112 99
15 Il i % 122 I05 109 139 124
50 135 117 149 128 133 169 152
711 173 150 1'12 161> 173 217 196
95 2IO IMJ 2.15 203 212 265 24 1
120 244 212 273 m 247 308 282
150 282 245 3J 6 274 287 356 327
185 322 280 J63 315 330 107 376
240 .!80 330 430 375 392 482 447
JfXI 419 381 497 434 455 557 519
4()(1 528 458 600 526 552 671 629
500 608 528 694 6 10 640 775 73-0
630 705 613 8-08 711 640 775 7:1{)
800 822 714 944 932 875 105() 1000
1000 948 823 I092 \165 1015 12n 11 61

Tabela 4.8 - Capacidades de condução de corrente, em ampéres. para os métodos de referência E,


F e G. (Tabela 38 NBR 5410/04)
- 106 - Unidade II
Norberto Ncry

Capacidade de condução de corrente para:


- Condutores e cabos com isolação de EPR ou XLPE;
- 2 e 3 condutores carregados:
- temperatura no condutor: 90'C;
- temperatura ambiente: J()•C.
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21 149 127 161 135 141 182 161
35 185 158 2m 169 17() 226 101
50 2:?~ 192 242 207 2l6 275 2·16
70 2~</ 246 .110 26R 279 153 ~18

95 .112 298 .177 328 J4~ 430 ,Wl

120 410 :\41) 4'7 383 .11w1 500 4~4

150 4H 399 .~l #1 .$64 577 527


185 ~ .. 2 456 575 510 .H l 661 1m
240 MI 538 1>7'1 607 tiJ.J '81 71'1
100 741 62l 7~1 703 711> cm K3.1
K'l2 745 9-IO 823 8()8 1085 l(WJ~
400
500 IO.llJ 859 IOKJ '146 '11/K 125.l llh'I
(!'.\() 11'1<1 '19~ 125 1 lllRK 115 1 1454 1162
l«WI n96 11.' 9 1460 1252 D28 1696 11•11
1000 1613 133<1 IC>~J 1420 1rn 1958 1~4'1

'Jwruruo
16 <li 77 CIO 76 7<1 103 90
25 IUK 97 121 IOJ I07 13~ 122
15 lH 120 ISO 129 111 m 11.1
~o 11>4 116 1114 159 IM 210 18~

70 21 1 187 217 206 21~ 271 244


9~ 'S7 227 2M9 2S3 2"4 332 llMl
1211 .IW 261 .137 .296 10R 387 1~1
------
150 '146 3~ lk9 343 -:m 448 40M
lk~ jy7 347 "-'1 ws 413 SIS HO
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1000 l IM6 ion 1l-17 1226 1 28~ 1565 1472

Tabela 4.9 - Cap;icidades de condução de corrente. em ampére~. pam os métodos de referência E.


F e G. (Tabela 39 NBR 5410/04)
Unidade li - 107 -
Norberto Nery

Exemplo: Determinar a seção do condutor na tabela 4.6. (PVCJ ou


(Tab. 36 da NBR 5410/04-) em funçao das seguintes carac-
teríst1Cas:
- corrente de projeto 111 = 30 A;
- material condutor: cobre;
- método de instalaçào: eletroduto embutido em alvenaria - método
de referência: Bl;
- número de condutores carregados do circuito (fase ou neutro):
a) para 1 circuito monofác;ico ou bifásica: 2
b) para 1 circuito trifásico: 3
Sol.: a) S = 4 mm2 (capacidade= 32 A,> 30 A)
b) S = 6 mm2 (capacidade= 36 A.> 30 A)
Note que as tabelas que apresentam a capacidade de conduçao de cor-
rente foram construídas na temperatura ambiente de 30"C. ou 20"C para
ltnhas subterrâneas. e para agrupamentos de dois e de três condutores car-
regados (ou seja. para um circuito monofásico ou bifásico. e para um cir-
cuito trifásico). Portanto . lie os condutores do circuito que estamos
dimensionando não estiverem nessas situações. deveríamos consultar ou-
trus tabelas.
Para facilitar a procura. e não empregarmos infinitas tabelas. vamos
consultar essas mesmas tabelas com um valor corrigido de corrente. de-
nominado de corre111e fictfcia de projeto (l'H). ou seja, com um valor de
corrente que a 30ºC ou 20"C para linha subterrânea) e com dois (ou trêç)
condutores carregados produzina o mesmo efeito em termos de aqueci-
mento que a corrente estimada para o circuito (J,J nas suas reais condi-
ções de 111stalação.
A corrente fictícia de projeto (1'8 ) pode ser detenninada com o uso de
fatores de correção.
a) Fator de correção de temperatura diferente de 30ºC. {,:
Determina-se f1 na tabela 4.10. em funçào de'.
- tipo de isolação: PVC (para uso residencial);
- temperatura ambiente ou do solo.
Obs.: para temperatura ambiente igual a 3ü°C ~ f1 = 1,0
- ou para temptrntura <lo solo igual a 20"C ~ f 1 = 1.0
Unidade li
• IOX •
l'\orb~no ~ery

Temperatura .lsola(lo
(ºC) PVC .EPR ou XLPE.
Ambiente
10 1.22 l.15
15 1.17 l, 12
20 1.12 1.08
25 1.06 1.04
35 0.94 0.96
40 0.87 0.91
45 0.79 0.87
50 0,71 0.82
55 0.61 0.76
60 0.50 0.71
65 - 0.65
70 - 0.58
75 - 0.50
80 - 0,41
Do solo
10 1,1 o 1,07
15 1.05 1.04
25 0,95 0,96
30 0.89 0.93
35 0,84 0,1)9
40 0.77 0,85
45 0,71 o.~o
50 0.63 0.76
55 0,55 0.71
60 0.45 0.65
65 - 0.60
70 - 0.53
75 - 0.46
80 - 0.38

Tahela 4 10 - Fatore' de correção pam tempcrntura ambiente diferente~ de


30"(' para linhas não suhtcrrânens e de 20º(' (temperatura do o;olo) para linhas
suhterranea., (fab. 40 da NBR-5410/04)
UniJadt li • 1!19 •
Norberto Nery
b) Fator de correção de agrupamento de condutores carregados fz:
É determinado na tabela 4.1 lou (Tab. 42 da NBR 5410/04), em
função de:
- disposição dos cabos: cabos em condutos fechados;
- número de circuitos instalados no mesmo eletroduto, no pior
caso, por onde passa o circuito em dimensionamento.
Obs.: para 1 (um) circuito (monofásico, bifásico ou trifásico) dentro
de eletroduto ~ t~ =1,0
r '" ...

Reterfn.
Jionnade N6nter<J de drail~ ou de ""''* inultlpoliln:s Tabdasdl)!f
mflod~de
~nlo ' referênda
dM~Utorl'!I
j z 4 7 9à11 12il 1$ llia 1~ ~

Em feixe: oo ar
Ji\lre ou ~obre
3 5
' 8

36 a 39
>uperffc1e; em- 1.00 0.80 0,70 0.65 0,60 0,57 0.54 0.52 o.so 0.45 0,41 0,38 (método> A o Fl
1
hutidM; em
conduto techa-
do

Camada única
sobre parede,
piso, ou em
2 bandeja não 1.00 0,85 0,79 0.75 0.73 0.72 1),72 0.71 0.70
perfurado ou 36 o 37
prateleira (método C)

Cornada unica
3 nv cct0 0.95 0,81 0.72 0 ,68 0.66 0,64 0,63 11.62 ll,6 1

Crunada única
4 cm bandeja J,(M) O,KX O,K2 0,77 0,75 0,73 0,73 0.72 0,72
pcrfurnd" .lR o .19
(mélndo' F. t Ft
Camada única
s cm lcilo. su- 1,00 0,87 0,82 (),811 11,811 0,79 0,7') 0,7X 0,7K
ponc etc.

Tabela 4.11 - Fatores de correção para agrupamento de mais de ttm


circuito ou mais de um cabo multipolar (Tab. 42 da NBR-5410/04)
Com o valor da corrente de projeto (/8 ) e dos fatores de conexão, efe-
tuar o cálculo:

1s' =
Detenninar o condutor a ser utilizado, com capacidade de condução de
corrente (/2 tabela 4.11) maior ou igual ao valor da corrente fictícia de
projeto (/',J

• 110 .. Unidade 11
Utilizar a quantidade de condutores carregados para escolher a coluna
da tabela, igual à do c1rt;ullo que está sendo d1menMonado. 2 (para urc.ui-
to monofásico ou bifásiC'o ) ou J (para circuito trifa.\lco).
Nota:
l) Para cabo-. dirctameme enterrados, utilizar a rabeia 44 ela NBR -
5410104.
2) Para agrupamento~ em mai-.. de uma camada de condutores utili1ar a
rabeia 43 da NBR-5410104
3) Para agrupamento de eletrodos enterrados utilizar a rabeia 45 tia
NBR-5410104.

4.5.4. Queda de Tensão

4.5.4.l. Máxima Queda de Tensão


A fim de obter um pcrfetto funcionamento dos aparelhos de uma insta-
lação. devemos dimensionar os condutores de modo que a tensão que se
estabelece nos terminais dos aparelhos tenha um valor o mais próximo
possível da sua tensão nominal. Para que isso ocorra, devemos determinar
a seçao dos condutores a serem utilizados conforme exposto a seguir.
4.5.4.2. Para Circuitos Monofásicos com Carga Concen trada
Vamos considerar o circuito a seguir'.

Vnom =tensão nominal do circuito


\.1.. - tcn-1 na c..rt:a
l = distância do quadro de di1t1nhuiçào até a carga

Figura 4.5
U01dmle n - 111 -
."lorberto Nery

A resistência R1 representa a resistência intrínseca dos condutores uti-


lizados na execução do circuito, considerando como tendo um compri-
mento (-4, entre a origem da instalação e a carga, uma seção transversal S,
e sendo construídos por um material de resistividade p.
Portanto: R = P •l (1)
l s
Supondo uma potência ativa P com um fator de potência FP = cosq>
na carga, a correme ln no circuito vale:
p
1 - (Il)
R- VCXCOSq>
Portanto, a queda de tensão em R t' indicada por AV, vale:
AV
--=R,18
2
Substituindo (/) em (//) temos:

AV =2p l 1u (III)
s
Por outro lado, a segunda lei de Kirchoff aplicada ao circuito resulta:
AV
V llOtll
= v,,+'1 '<>
~
=V" +AV "

Ou seja: L1 V é a diferença de tensão na entrada da instalação e a tensão


na carga, e é denominada queda de tensão.
AV =V ll()ln
-Ve
E considera-se como queda de tensão porcentual L1V(%), esta diferen-
ça de tensão em relação à tensão nominal do circuito vezes 100%.
AV
AV (%)=-V-- X lOOo/o (IV)
nom

Substituindo (///) em (IV) obtemos:

2plln
AV (%) = S . V X 100%
nom

- 112 - Unídade li
Norberto Ner)'

Portanto, se queremos obter uma queda de tensão porcentual no máxi-


mo igual a Ll V,,..._,(%). devemos utilizar um condutor de seção no mínimo
igual a S,,.,,. ·. dada por:

_ _ _2_p_l_l.....s _ _ _ X 100%
s mln
=
Vnom • AVnom(%)

ou
onde:
AV =valor da queda de tensão em volts
Obs.: A expressão acima, para circuitos em corrente alternada. é apro-
ximada. pois para sermos mais precisos deveríamos ter conside
rado a impedância da linha (Z,. = R + j w L) e não só a sua
resistência. bem como a defasagem da corrente de\ido ao fator
de potência da carga. Porém. para um pequeno número de con-
dutores e distâncias curtas. como acontece em in.;;talações pre-
diais, a reatância da hnha ( w L) é desprezível face à resistência.
e o fator de potência das cargas é bem próximo de 1.0. de modo
que a defasagem da corrente em relação à tensão é bem peque-
na.
Também poderíamos considerar que dentro de suas característi-
cas construtivas e método de instalação. os condutores apresen-
tam urna diferente capacidade de dissipação de calor. o que acar-
reta uma diferente temperatura de operação para uma dada cor-
rente. Como a resistividade dos sólidos condutores varia segun-
do a seguinte expressão: p, = P~ (1 + oc (T - T ) ) poderemos
obter uma resistividade diferente da esperada, ocasionando uma
diferente queda de tensão.
A fim de levarmos em conta os fatos acima, poderemos deter-
minar a secção necessária do condutor a ser utilizado por inter-
médio de tabelas de fabricantes de condutores. que indicam a
queda de tensão em determinado condutor cm função do seu
comprimento e da corrente pela qual é percorrido.
Porém. quando não dispusermos das referidas tabelas. para ins-
talações residenciais onde os comprimentos são pequenos e o
fator de potência é próximo de 1.0, a expressao deduzida apre
senta resultados aceitáveis.
Unidade li • 113 -
Norberto Nery

4.5.4.3. Para Circuitos Monofásicos com Cargas Distribuídas


No circuilo ulilizado anteriormente consideramos apenas uma
carga, concentrada no fim do circuito. Porém. muitas vezes
teremos circuitos alimentando diversas cargas. distribuídas no
comprimento do circuito, conforme esquematizado a segutr:

Figura 4.6

Nesse caso, para obter a queda de tensão entre a entrada e a carga mais
distante (pior caso), devemos considerar a queda de tensão devida à cor-
rente de cada carga, consideradas as suas respectivas distâncias. O que
nos leva à seguinte expressão para determinar a seção mínima para uma
dada queda de tensão porcentual:

2p L l , I,
i=1
smln = ------X 100%
Vnom X llVllllU (%)

• 114 • Unidade li
Norherto Ne9

.a.5.4.4. Para Circuitos Trifásicos F.quilibrados com Carga


Conce ntrada
Com.ideramo-. o seguint e circuito :

I,

V1

R,

V, = tensão de linha
11 =corre nte de linha
Figura 4.7

A!)sumindo que a carga tnfás1ca seja de uma potênci a ati\ a igual a P


com um fator de potênci a FP = cos c:p, a corrent e de linha do circuito vale:
p
1- ·'+
"-n v" cos q>
Analog amente aos circuito s monofásicos:

Vr = tensão de fase

Como em circuitos trifásicos:

. li~ •
Unidade li
Norbeno Nery

Lembrando que: Rt = p _!:.._


s

l ô.V
ll.Vt=-..fJ p - 1 ô.V"(%)= _ t 100%
Vtnom
s "

Portanto:

Logo, para uma queda de tensão máxima (tensão de linha) igual a L1 V6, 11
"

(%), devemos utilizar condutores de seção no mínimo igual a S . dada /UlfJ

por:

smin =

Obs.: Uma demonstração análoga pode ser feita para a ligação triân-
gulo, obtendo o mesmo resultado. Sugerimos ao leitor sua de-
monstração.

4.5.4.S. Para Circuitos Trifásicos Equilibrados com Carga


Distribuída
Analogamente aos circuitos monofásicos:

s -
min-
------X 100%
vl.nom X ll.Vl.n1ax(%)

- 116 • Unidade íl
:-íorbeno Nery

4.5.4.6. Prescrições da NBR-5410/04 Quanto à Queda de Tensão


Segundo a NBR-5410104. a queda de tensão entre a origem da instala-
çau e qualquer ponto de utili1ação deve ser igual ou inferior aos valo-
res abaixo, em relaçao à tensão nominal da instalação:
a) para mstalaçao ahmenta da diretamente por um ramal dl' baixa ten -
são, a partir de uma rede de distribuição pública de bruxa tensão:
1luminaçao ............ ................ 5'7<:
outras utilizações ................... 5%
Calculado a partir do ponto de entrega de conces ... ionária.
b) instalações alimentadas diretam ente por uma subestaç ão de trans-
formaçao a partir de uma instalação <le alta-tens ão ou que possuam
fonte própria:
iluminaç ão ......... ............... 7%
outras utilizações ............. ...... 7%
Calcula<lo a partir <lo ponto do "ecundário transferidos.

NOTA:
Em qualque r dos casos. a queda de tensão parcial nos circuito s termi-
nais deve ser igual ou tnfenor a./%.
Quedas de tensao maiores <lo que as especificadas. desde que dentro
dos limi tes pennitid os em suas nom1as correspondentes. suo admili-
das para:
a) motores. durante o período de partida:
b) outros equipamentos em corrente de partida elevada.

NOTA :
1) Bm circuitos longos e alimenta ndo cargas com fator de potência
.;en.,ivelmente diferente de /. O, o valor da queda de tensao obtido
das tabelas anteriores é mais preciso que o obtido pela aplicaçã o
das expressoes dedu71das anteriormente, pois leva em considera-
ção a reatância da linha (rol) e o fator de potência da carga (col <p).
Se qui.;ermos levar cm conta e-.ses fatores nas expressõ es deduzidas.
<levemos considerar o seguinte circuito:

Unidade li - 11 7 -
Norberto Nery

. ve
V
e Z=ZlL

Figura 4.8
Onde:
Rtq = resistência equivalente do condutor;
coL = reatância equivalente do condutor;
• «1
Z = impedância da carga;
cos <p =fator de potência da carga;

V = fasor da tensão na enlrada da instalação;
•e
Ve = fasor da tensão na carga;
11V• = fasor <la 4ueda de tensão;

I = f asor de corrente.
Nestas condições. podemos detenninar L1 V por intermédio do seguinte
diagrama fasorial:

A • R l COI ip
eq
B • '4l. I 1 en cD
eq T

Figura 4.9
• 118 • Unidade íl
Norbeno Nery

A=Req lcosq>
B = coL.... 1 sen q>

Note que a queda de tensão em valor eficaz que é igual a [L1V] não é
·xatamente igual à diferença entre as tensoes na entrada e na carga em
valor eficaz, ou seja:

/:J.V Ve Ve
Porém. para efeito de dimensionamento. normalmente poderemos des-
prezar essa diferença, de modo que:
A queda de tensão aproximada pode ser escrita como sendo:

/J.V = Vr - Vc = Req 1 cos q> + roLeq 1 sen q>


Como:

Para circuitos monofásicos: { !r., 2 ~ mL


Utdizando a resistência e mdutância por unidade de comprimento (R ·
e L ') teremos:
- para circuitos monofá.-.1cos:

/:J.V =Vr - Vc =2 l 1 (R' cos q> + mL' sen q>)


- para circuitos trifásicos:

/:J.V= v . - Vc = {3 t 1 (R' cos q> + mL' sen q>)


E.-;ta expressão é útil quando se tem a mão as tabelas com os valores da
resistência e reatância dos condutores por unidade de comprimento ela
linha. e soubermos o fator de potência da carga.
Por outro lado. se na expressão acima substiluim1os

R = 2 pl para CJrCUtlOS
. . monofáSlCOS
.
"I s
R = {J pl para circuilos trifásicos
rq s
Unidade li • 119 •
Norberto Nery
E desprezannos a reatância dos condutores, o que é aceitável para d1s·
tâncias pequenas, teremos:
-para circuitos monofásicos cosiderando a tensão na entrada (Ve) comi
tensão nominal do circuito (Vnom).
2pl l
A.V= S coscp
como:
AV
AV(% ) = - - - X 100%,
V DOO!

AV (%) - 2 p l 1 cos q> x 100 (%)


s.v _
Para a determinação da secção mínima aproximada que satisfaz a uma
queda de tensao porcentuaJ máxima estabelecida, podemos fazer:

Smln = 2 p /, 1 COS cp X 100 (%);


V DOID X AVINIJ[ (%)

Que representa um resultado mais aproximado que a expressão (V).


pois leva em conta a defasagem da corrente introduzida pelo fator de po-
tência da carga.

- Analogamente para circuitos trifásicos:

{3 p t 1 cos cp X 100 (o/o)


smlnap rox
Vnom x AVma\(%)

- Para circuitos monofásicos com carga distribuída:

snwuprox
2p I "·
i=i
1. cos cp.
X 100 (%)
Vnom x&Vmu (%)

• 120 . Unidade 11
Norberto Nery

- Para circuitos trifásicos com carga distribuída:


D
13" P Lt, 11cos cpi
i=1
smln = --- --- X 100%
VLaom X AVlmu (o/o)
2) O condutor escolhid o deve satisfazer a todos os criténos apresenta-
dos, portanto a secção a ser adotada é a maior dentre as determina-
das através da:
- Secção mínima dos condutores;
- Máxima capacida de de conduçã o de corrente;
- Máxima queda de tensão.
3) Normalmente, em trechos curtos, (t < 20 m), o critério que prevaJe
ce é o da máxima capacida de de conduçã o de corrente , ou então a
seção mínima permitida pela norma. E em trechos longos o cnténo
que prevalece é o da máxima queda de tensão.
4) Considerando que a queda de tensão nos ctrcu1tos terminais para
iluminaç ão é de 2%, e a queda de tensão total entre o ponto de
entrega e qualquer ponto de utilizaçã o para esse tipo de circuito
deve ser no máximo 4%. A queda de tensão nos condutores (entre o
quadro do medidor e o QDL) deverá ser no máximo de 2% e entre
o ponto de entrega será de 1%.
O diagram a a seguir apresenta as quedas de tensões máximas em
cada trecho da instalação (entrada e circuitos terminais para ilumi-
nação e tomadas).
4V('.lfo) a 1'1

1
•QDI ,..
Medidor QDF

Figura 4. 1O- Distribuição da queda de tensão


• 121 •
Unidade li
Norberto Nery

5) Em instalações residenciais, a fim de sistematizar o processo de


dimensionamento dos condutores, podemo~ classificar os circuitos
em três grupos:
- para iluminação e tomadas de uso geral;
- para tomadas da cozinha e área de serviço;
- para tomadas de uso específico.
Iniciamos o dimensionamento pelo circuito mais longo de cada grupo
(pior caso, já que as potências serão aproximadamente iguais para
os circuitos de cada grupo, exceto nos casos em que houver algum
aparelho de grande potência alimentado por uma das tomadas de
uso específico), aplicando os processos da máxima capacidade con
dução de corrente e o da máxima queda de tensão. Se obtivermos
uma seção maior que a seção mínima estabelecida pela norma para
esse tipo de circuito, então passaremos para o segundo longo cir-
cuito do grupo, e assim por diante. Até obtermos a seção mínima,
então, para todos os outros circuitos do grupo não há necessidade
de cálculo, pois utilizarão a seção mínima, já que começamos o
dimensionamento pelos piores casos.
6) Em instalação residencial, não muito grande, os circuitos de ilumi-
nação e tomadas de uso geral. distribuídos ao longo do circuito
com até 1500VA e com comprimento por volta de até 15 m, normal-
mente utihzarão condutor de seção 1,5 mm· . UsuaJmente devemos
procurar nos manter dentro desses padrões para não elevar o custo
da instalação.
Da mesma forma, circuitos de tomadas de cozinha e área de serviço
com até 1800 VA em 127V, e circuitos de chuveiros e torneiras
elétricas com até 4400 VA em 220V, normalmente utilizarão con-
dutor de seção 2,5 mm 2, desde que não muito longo (L> 15 m).
Exemplos:
1) Dimensionar os condutores do circuito nº l de uma torneira, dados:
V= 220V
l=lOm
P = 3500 W, FP = 1
Instalação com condutores de cobre com isolação cm PVC-70ºC, tem-
peratura ambiente de 35ºC, em eletroduto embutido cm alvenaria, com
quatro condutores carregados no eletroduto.
- 122 - Unidade li
;o.;orherto l'cry

1 2

. -Jt-+-1--- ~
--1.1--1±- trecho mais carregado

a) pelo critério da máxima capacidade de condução de corrente:


p
JR = = 3500
220
=15,9 A
V
Com temperatura ambiente de 35"C, pela tabela 4.10 011 ('/'ab. 40 da
NBR 5410104). devemos utili1ar um fator de correção a ser aplicado à
capacidade de condução de corrente dos condutores igual a O, 9./ lf, =
fator de corrrção devido à temperatura).
Com quatro condutores carregados, pela rabeia 4.11011 (Tab. 42 da
NBR 541010.J), devemos utilizar um fator de correção a ser aplicado à
capacidade de corrente para dms circuitos iguais a 0.80 ifi =fator de
corrrção de1•ido ao agrupamento dos condutores).
Aplicando esses fatores de correção à capacidade de conduçao de cor-
rente para cabos com i-;olação em PVC-70 na tabela 4.8 011 (fab. 36 da
NBR 5410104), encontramos o condutor de 2,5 mm de seção que nessas
condições tem uma capacidade de condução de corrente igual a:

24 X 0,94 X 0,80 = 18,1 A

Portanto, suficiente para a corrente de 15,9A do nosso circuito.


Para simplificar a procura do condutor que satisfaça as condições do
circuito, podemos dividir a corrente pelos fatores de correção, e nas tabe-
las de capacidade de condução de corrente procurar um condutor com
capacidade maior do que a requerida:
1
l'u = - - - - -
f1 . f2

(l' r =corrente fictícia a ser considerada para efeito de dimensionamento


dos condutores).
15,9
I' = - - - - - = 21,l A
B 0.94 X 0,80

Unidade li - 123 -
Norberto Nery
2
Com este valor, determinamos na tabela 4.6 o condutor de 2,5mm
com capacidade de condução de corrente de 24A.
b) pelo critério da máxima queda de tensão

2 p l1ii
s =!J.V
m1n
~~~~----~
(o/o) • V
xlOO %
mall nom

Com AVmax ( % ) = 2 % -+ admitido para este circuito

2X10X 15,9
S.
mm
= 57 X 2% X 220
X 100 %

Sm1n = 1,3 mm2, corno teremos de utilizar uma

Seção comercial: S = 1,5 mm2


e) Seção mínima admitida pela norma para este tipo de circuito:

Smin = 2,5 mm2

Comparando os três resultados, temos:

a) 1mllll ~ S = 2,5 mm2


b) tlVllWI ~ S =1,5 mm 2

e) Smin ~ S = 2,5 mrn 2

2
A seção a ser adotada será, portanto, de 2,5mm •
2) Dimensionar os condutores do seguinte circuito:
6 tomadas de uso geral de 200 W, FP =1.
V= 115V
6 condutores instalados em eletroduto (três circuitos).
- 124 - Unidade ll
Norberto Nery

Carga: 1 tomada de uso geral a 5m;


1 tomada de uso gera1 a 1Om;
1 tomada de uso gera1 a 15m;
1 tomada de uso gera1 a 3m;
2 tomada de uso geral a 7m.
Condutor es de cobre em PVC-70. em eletrodutos embutido s em alve-
naria, temperatura ambiente de 30"C.
a) Pelo critério da máxima capacidad e de condução de corrente:

l =200 + 200 + 200 + 200 + 400 = 1200 =lO 4 A


B 115 115 '

f 1 = 1 (Tab. 4.14)
f 2 = 0,70 (Tab. 4.S) ou (Tab. 42 da NBR 5410/04)
16 4
I' ' = 14,9 A
B 1X0,70
Pela rabeia 4.7: S = J,5mm 2 (capacidade de corrente de 17.5A)
satisfaz a esse critério.
b) Pelo critério da máxima queda de tensão:

S = l p I, (l 1) X 100%
m1n AV %xV
max nom

200 200 400 200 200


2 (3x--+ 5x--+ 7 x - - +10x --+15 x- )
115 115 115 115 115
SllÚD = - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 1 0 0%
57x2 %x 115

S m1n =1,36 mm2

Portanto, S = 1,5 mm2

e) Seção mínima admitida pela norma para esse tipo de circuito:

Smln -- 2,Smm2

Unidade n - 125 -
Norberto Ncry

Comparando os três resultados, temos:


a) l max - S = 1,5mm 2
b) /:J.V1111\\ - S = 1,5mm 2
e) Sm1n - S = 2,5mm2
2
A seção a ser adotada será, portanto, de 2,5mm •

Obs.: Em circuitos com carga uniformemente distribuída pelo com-


primento, pode-se utilizar um cálculo aproximado fazendo o se-
guinte:

I, J, I, = J, médio X IB
Considerando que a corrente 111 faça um percurso correspondente a
distância média.
Onde:
.tmMlo =a distância média entre as cargas e o quadro de distribuição.

CB
Carga 1 Carga 2

Figura 4.11

4.5.5. Determinar a Seção do Condutor Neutro e do Condutor


Terra (condutor de proteção)
O condutor neutro, em circuitos monofásicos, sempre deve utilizar
a mesma seção do condutor fase. Nos circuitos trifásicos, é admiti-
do pela NBR 5410 o emprego do condutor neutro com seção redu-
zida em relação ao condutor fase, na ligação estrela, quando:
- não for prevista a presença de hannônicas, veja nota a seguir:
- a seção reduzida do condutor neutro possua capacidade de condu-
ção de corrente superior à máxima corrente susceptível de aconte-
cer no neutro em situação normal de serviço.

• 126 . Unidade li
Norbcnu Ner}

5eç1o do ceadator r.. do COllClator


f 1
Seçlo
SF(mm1) neutro SN (mm2)

Sf ~ 25 Sf
15 ?S
50 25
70 35
95 50
120 70
150 70
185 95
240 120
300 150
400 185

Tabela 4.12 - (Tabela 48 da NBR5410/09)


Seção do condutor neutro, para carcullos trifásicos
NOTA:
Em circuito s trifásicos com neutro. mesmo seguramente equil ibrado.
a seção do condutor neutro não pode ser infenor a dos condutores fase
se o circuito contiver corre nte de terceira harmónica numa taxa supen
ora 15%. Se a laxa estiver entre I 5% e 33% a ...eção do neutro pode ser
igual a do fase. mas se superar a 33% poderá ser necessário o condutor
neutro com seção supeno r a do fase. (ocorre em c1rc mtvs cvm compu ·
!adores). Para islo deve-se observar o anexo F da NBR-5410104
Conforme a NBR 5./10. o condutor de proteção pode ter sua seç:io de
tennina da a partir d.a consulta à tabela apresentada a seguir, considerando
que o condutor de proteção é do mesmo material que o condutor fase.
Seçlo do cGDllator ,.. Seçlo ª'' k w do,.......... tem
SP(.r ) S'l'Cm.2)
sr 'S 16 SF
16 < SF~ 35 16
SI > 35 SF/2

Tabe la 4.13- (Tabela 58 da NBR5410/04)


Seção númma elo condutor ele proteção (terra)
NOTA:
O condutor PEN (n<·utro e• protl'çà o 110 mesmo co11d11tor) só pode ser
empregado. confom1e a NBR 5·110. para seções do condutor de prote
ção iguais ou acima de 10 mm! em cobre. ou 16 mm em alumínio.
Unidade li - 127 -
Norberto Nery

CAPÍTULO 5
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO

S.l. INTRODUÇÃO
Para iniciarmos este capítulo. é necessário esclarecer que para
companharmos as prescrições fundamentais da NBR 5410, que são
stinadas a garantir a segurança de pessoas. de animais domésticos e de
bens, contra os perigos e danos que possam resultar da utilização das
instalações elétricas em condições que possam ser previstas. cumpre
ressaltar que elas são definidas na norma em:
- Proteção contra choques elétricos.

- Proteçao contra efeitos 1énnicos.

- Proteçdo contra sobrecorrentes.

- Proteção contra sobretensões.

Para facilitar o entendimento do assunto. devido ao fato de çer a forma


mais comum de proteção, será abordada inicialmente, a proteção contra
sobrecorrentes.

É importante salientar que o não acompanhamento ~ norm.b em


instaJações elétricas produz insegurança e ocasiona danos pessoais e ao
patrimônio. que poderiam. sem grande~ rnvest1mcntos 'cr bastante
reduzidos com o uso dos dispositivos adequados. A fim de ressaltar esta
preocupação, é apresentado a seguir um breve resumo dos resultados de
uma pesquisa reali1,ada na cidade de São Paulo em mstalações residenciais,
pelo PROCOBRE - Instituto Brasileiro do Cobre, apresentada em sua
pubhcação "Universo do Cobre", deJLmho de 2002, onde foram observados
os seguinte' problemas

Unidade li • 129 •
Norberto Ncry
,_

NÃO ACOMPANHAMENTO l>AS NORMAS lo:M: % DECASOS

- Nilo respeito à scpnração dos circuitos de iluminação dos


c1rcullch de tomad." 78.8

- u,u de quadros de distnhuição com parte\ em material


combustível (como madeira) 52.8

- ldenllficaçào dos condutores neutro e terra 39,9

- Au'>ência do dispositivo DR. de uso obrigatório cm circuitos


de coz.mha. banheiro, fa.,anderia ... desde 1997 9R,4
'

- u~o de fusive1~ tipo rolha e cartucho. que não atendem às


prescrições da 1'48R 5410, e NBR 11840 óO,O

Tabela 5.1 Não acompanhamento da nonna - (Fome· Procohre)

Face à incapacidade do poder público de acompanhar, fiscalizar e


orientar as pessoas a respeito da falta de segurança. é bom esperarmos que
os profJss1ona1s responsáveis, atentem para a sua divulgação.

5.2. PROTE ÇÃO CONTR A SOBRE CORR ENTES E


EFEITOS TÉRMICOS
No momento, é conveniente esta~lecer que as sobrecorrentes. valor
de corrente acima do prensto (corrente nominal) para os respectivos
equipamentos (basicamente nas instalações é a capacidade de conduçao
de corrente dos condutores) dos circuitos. provocam sua detenoração.
devido a temperatura de solicitações eletromecânicas excessívas. Quanto
aos efeitos térmicos, a instalação deve ser construida de maneira a excluir
qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis. devido a temperaturas
excessfvas ou arcos elétncos. E em serviço normal não deve haver riscos
para pessoas e animais. E são resultantes da ocorrência das seguintes
situações·
a) sobrecarga: sobrecorrente no circuito sem que haja falta elétrica
(falta elétrica é o contato ou arco acidental entre partes sob potencial
elétrico diferentes. geralmente causada por falha de isolamento).
ocasionada pela quantidade de carga (potência) superior à prevista
para o circuito (devido a maior quantidade de aparelhos. ou aparelhos
de maior potência. ou falhas parciais na 1solaçao etc.). f::.m geral.
• IJO. Unidade li
Norherto Nery

nessas condições a corrente é inferior a 10 1 / 1 (1 -- corrente de


projeto. corrente prevista para ser transportada pelo circuito durante
seu funcionamento normal. utilizada para o d1mens1ouamento do'
condutores).

b) curto-circuito: sobrecorrente. resultante de uma falta. que acontece


quando dois condutores de potencial elétrico diferente (fase x fase,
fase x neutro. fase x terra) são colocados diretamente em contato,
através de impedância desprezível. A corrente nesse caso somente
é limitad a pela capaci dade da fonte e impedâ ncia própria dos
condutores. Nesses casos. geralmente é supeno r a 10 ' 18

NOTAS:
1) Cabe observar aqui que. tecnicamente. quando nos referimos. em
instalações elétricas aos tennos: falta, falha e defeito têm significados
diferentes. Defeito é uma alteração física que prejudica a segurança
e/ou o funcionamento de um componente ou aparelho, por exemplo.
a isolação de um equipamento foi danificada pelo mau uso. Falha
signifi ca o términ o da capaci dade de desem penhar a função
requerida. No exemp lo citado. a isolação perdeu sua capacidade de
isolamento. Tal situação poderá dar ongem a uma falta elétrica.
definida como sendo o contato ao arco entre partes sob potencial
diferente. Ponant o. um defeito pode dar origem a uma falha. e esta
ocasionar uma falta.
2) As proteções a serem utilizadas para as sobrecorrentes em instalações
elétricas são dimensionadas de modo a proteger os condutores. e
não os aparelhos alimentados pelo circuito. ou pessoas que estão
operando ou junto a esses aparelhos.
Par.ia proteção contra sobrecargas e curtos-circuitos. em instalações
prediais são usados basicamente dois tipos de dispositivos: fusfvel
e disjuntor rennomagnético.
3) No dimensionamento dos dispositivos de proteção. c:erá também
impor tante observ ar a seletiv idade. ou seja, efetua r o
dimensionamento de modo que o primeiro dispositivo que atue seja
o que está localizado mais próximo do ponto de ocorrência da falha
(onde acontece o curto·circuilo. ou está o aparelho em sobrecarga).
de modo a evitar ao máximo que na atuação desse d1spos1t1vo de
Unidade li - 131 -
Norberto Nery

proteção, outros aparelhos ou circuitos, onde não está ocorrendo a


falha, sejam desenergizados.
4) Na proteção contra sobrecorrente quando há condutores em paralelo,
segundo a NBR-5410/04, deve-se observar que quando os
condutores em paralelo forem protegidos individualmente contra
curtos-circuitos, a norma distingue dois casos:
1º) se forem apenas dois condutores em paralelo, basta um
dispositivo na origem de cada condutor em paralelo;
2º) se forem mais de dois condutores em paralelo, deve ser previsto
um dispositivo em cada extremidade (extremidade "fonte" e
extremidade "carga") de cada condutor em paralelo.

Dispositivo de
prot~ão Lado Fonte Lado Fonte
~

1 2 1 2
J--,,= ..
j j 3 corrente após a
atuação do dispo-
sitivo de proteção

Lado Carga Lado Carga

Figura 5.1 - Distribuição de proteção

5.2.1. Fusíveis
Basicamente são constituídos por um condutor de seção reduzida (elo
fusível) em relação aos condutores da instalação, montados em uma base
de material isolante. Na ocorrência de correntes elevadas, o elo fusível
deve fundir-se, interrompendo a passagem de correntes, antes que ocorra
algum dano à instalação.

- 132 - Unidade IJ
Norberto Nery

Características:
- corrente nominal: valor de corrente que o fusível deve suportar
continuamente sem interromper o circuito;
- corrente de ruptura: valor máximo de corrente que o fusível
consegue interromper. Acima desse valor haverá sustentação do arco,
- corrente convencional de atuação: vaJor especificado de corrente
que provoca a atuação do dispositivo de proteção dentro de um tempo
determinado (tempo convencional);
- curva característica: apresenta a relação entre o tempo necessário
para a mterrupção em função da corrente.
t
Curva camcLerístico

1...,. 1
Figura 5.2 - Curva característica de fusível
Dependendo do tempo de atuação, podem ser classificados em rápidos
e retardados. Normalmente os fusíveis retardados são empregados na
proteção de motores, pois durante a partida a corrente pode atingir de três
a oito vezes o valor da corrente nominal.

1
1

tl
ti
--tJ ____-
__ 1

I..,.. I,
t 1: tempo de atuaçào de um fusível normal para uma corrente de falta
1,.
t2: tempo de atuação de um fusível retardado com mesmo lnom, para
uma corrente de falta 11•
Figura 5.3 - Comparação com fusível retardado
Unidade íl - 133 -
Norberto Nery
5.2.2. Elo Fusível
Pode ser feito de chumbo, ou de cobre recoberto com zinco, pois devido
à alta temperatura ocorre a formação de uma liga que apresenta resistência
elétrica maior do que a do metal puro, ocasionando uma maior dissipação
de potência nesse ponto, de modo a facilitar a fusão do elo.
Para evitar a transmissão de calor para o ambiente através dos contatos
e soquete do fusível, utilizam-se elos fusíveis com redução de seção no
centro, onde deve ocorrer a fusão. Consegue-se com isto melhor precisão
do valor da corrente de fusão.
Tipos de elos fusíveis segundo a forma.

Acréscimo
J•nJJ11111 - de massa

Figura 5.4 - Elo fusível

Nos fusíveis retardados utiliza-se um acréscimo de massa no centro.


onde se dará a fusão, de modo que durante certo tempo essa massa adicional
absorve parte do calor desenvolvido na secção reduzida do elo, ocasionando
o retardamento da fusão.
Tipos de elos fusíveis segundo o tipo.
Elemento

Papelão

elo: lâmina
elo: chumbo elo: chumbo de cobre
Rolha Çartucho Düved
ouNH

Figura 5.5 - Tipos de elo fusível


• 134 - Unidade ll
S.2.3. Tipos de Fusíveis
a) Tipo Rolha: montado cm um corpo de porcelana com os contatos
sendo realizados através da rosca de fixaçao ao soquete e de um
terminal na sua parte inferior. O elo fusf vcl é construído de hga
chumbo-estanho e de seçlío constante. Nonnalmt:nte apresenta uma
vedação de mica na parte superior a fim de reter o material fundido.
São encontrados no mercado para correntes nominais dt! 6 a 30 A .
sendo de pouca precisão o seu valor nominal. Apresentam baixos
valores de corrente de ruptura. Devido às su;is , aracterísticas. são
pouco confiáveis. porém, devido ao seu baixo <.usto. ainda são
largamente utilizados em mstalações res1dcnc1ms. Não atendem às
prescrifões da NBR-5410eNBR-1184 0.

Corrente nominais (A)


l 1o l 1s 1 20 1 2s I 30 l

Figura 5.6 - Fusível Rolha

b) Tipo Cartucho: montado em um invólucro cilíndrico de papelão.


ou fibra, com terminais de cobre. tipo faca. ou tipo virola. O elo
fusível pode ser de vános formatos de hga de cobre, ou de chumbo-
estanho.
São encontrados no mercado para correntes nominais de 5 a 60 A.
com terminais tipo virolu, e de 60 a 600 A. com terminais tipo faca.
Normalmente, para correntes superiores a 100 A, são preenchidos
internamente com areia de sílica, com o intuito de faci litar a extinção
do arco. Tal como a rolha. apresentam valor de corrente de fusão
imprecisa e têm correntes de ruptura da ordem 20 a 30 kA. São
baratos e apresentam. tal como o tipo rolha, o inconveniente das
bases (soquete!í) servirem para uma gama de valores nominais.
possibilitando substituição desavisada por outro fustvel de valor
nominal mais elevado. prejudicando assim a segurança da mstalação.
Não aJendem as prescrições da NBR-5410 e NBR-11840.
Unidade li • 135 .
Norberto Nery

Correntes Nominais (A)

Correntes Nominais (A)

Figura 5.7 - Fusível cartucho tipo virola e tipo faca


e) Tipo Diazed: construídos em um corpo de porcelana cilíndrico.
fechado nas extremidades por tampas metálicas por onde é feito o
contato com a base. O contato inferior se aloja em um encaixe
calibrado de modo que uma base não se presta para a instalação de
outros fusíveis de valores nominais diferentes.
O elo fusível é geralmente de cobre revestido com zinco, e o interior
do compartimento do elo é, nonnalmente, preenchido com areia.
Apresentam um indicador de fusão que é um pequeno círculo
colorido na janela frontal, preso à parte inferior, paralelamente ao
elo fusível. por um fio bastante fino. Quando ocorre a fusão. esse
fio se rompe com a agitação interna ao invólucro, soltando o ponto
colorido. o que indica que o elo fusível está fundindo.
São encontrados fusíveis diazed de 2 a 100 A de corrente nominal.
Apresentam correntes de rupturas elevadas. da ordem de JOOkA.
São construídos nas versões rápida e retardada. Devido ao seu alto
custo, se comparado aos tipos rolha e cartucho, são empregados cm
instaJações onde se exige uma melhor confiabilidade, e em proteção
de motores na sua versão retardada. Os valores nominais
comercialmente existentes são aqueles encontrados no gráfico da
curva a segmr (figura 5.9) caracterísuca tempo/corrente,
bem como na tabela abaixo:

Correntes Nominais (A)

Figura 5.8 Fusível tipo diazed


- 136 - Unidade li
Nort>crt o Nrg

?. • +-

'·~~
• J"'-+- -
J.+-t-l-+-
li

. ~

1
~
• '
'" _... l) . ,
...

,..
- .
_J
1 • • ... 1 • ' •• ,..

- 1J•) ..

Figura 5.9 - Curva característica de fusíveis diazcd - !Fome. Siemens)


- IJ7 -
Unidade li
Norberto Nery

d) Tipo NH: montado em um corpo de porcelana ou esteatite, com


seção quadrada ou retangular, com bordas arredondadas, e terminais
tipo faca. Possuem indicador de fusão, tal como o diazed, e os de
maiores valores nominais têm um ressalto em forma de "T'' para a
utilização de saca-fusível, pois as facas entram sob pressão nas bases.
O elo fusível é geralmente de cobre, recoberto ou não com outro
metal. Normalmente apresenta redução de seção na parte central e
o espaço livre do invólucro preenchido com areia.

Figura 5.10 - Fusível tipo NH


Apresentam valores de correntes nominais bastante precisos.
Encontrados no mercado de 6a1000 A. Também possuem alta capacidade
de ruptura, normalmente igual a JOOkA, (figura 5. 10).
Devido ao seu custo elevado, se destinam principalmente à proteção
de sistemas industriais, onde as correntes nominais e correntes de curto-
circuito são elevadas .
• li'

•t

't'l-
•·· 11• . 1 ; ...
1 lJ•I tf ,, l 3 ' 5 ,, l J •5 ,, l J • 1 ti' l l • 1 tf ?
C11m1n11 (A)-v1l11111Cl11

Corrente Nominais (A)


6 10 16 J) 25 32 40 :o 6.3 ro 100 125 1 1€i61
200 224 250 315 355 400 500 630 800 HID 1250
. 138 - Unidade Il
Norberto Nery

t r~


i ;i:-: +--..-+-

J;t- : :
..
• • 1 :

• t-

. .. +

·~l :
~ :
s li' 2 3•5 ,. 11' 1J A 5 1f' 2' J • S '•
.
1'1 • 1 ~ 11•11 ,.
C.-•W--"""'

Figura 5.11 - Curvas características de fusíveis NH - U'onre: Siemeru)

NOTAS:
1) Os valores nominais comercialmente existentes são aqueles
encontrados no gráfico de curva característica tempo/corrente.
Devido à sua característica de corrente de fusão x tempo, os fusíveis
são preferencialmente indicados para proteção contra curtos-
circuitos. Não sendo muito aconselhável a sua utilização como
proteção contra sobrecargas.
Um curto-circuito é caracterizado por valores de corrente muitas
vezes maior que os valores nominais da instalação. e com tensão
caindo a zero.
Uma sobrecarga pode ser considerada como sendo uma
sobrecorrente, algumas vezes maior do que os valores normais da
instalação, com tensão sustentada.
2) Usualmente, para proteção contra sobrecargas, deve-se empregar
disjuntores (ou contatores no caso de proteção de motores, acionados
por relés térmicos de subcorrente).
3) As tabelas a seguir apresentam os tempos e correntes de fusão e de
não fusão.
Corrente de fusão: valor de corrente que garante a atuação de
proteção em um tempo convenc1onal (/ ).
F
Unidade li - 139 -
Norberto Nery

Corrente nominal · I~ Tempo convencional


(A) (h)
IN ~ 63 1

63 < IN 5160 2
160 < IN::; 400 3
400<1-; 4

Tabela 5.2 - Tempos convencionais para fusíveis

Corrente nominal - Is IF INF


1
(A)
l" ::; 4 2, 1. IN 1,5. IN
4<1,, ~ 10 1,9. I" 1,5. l\l
10 < J" ~ 25 1,75. 1, 1.4. 1-;
25<1,5100 1,6. Ir-; 1.3. Ir-;
100 < JN 5 1000 1,6. II\ 1.2. Ir-.

Tabela 5.3 - Corrente convencional de fusão (1 ), e de não fusão (I ),


1 NI
para temperatura ambiente de 20ºC
4) Os fusfveis são unipolares, e podem ocasionar danos em motores,
caso o circuito não possua dispositivos de proteção contra falta de
fase. Não pennitem efetuar manobras, devendo ser substituído após
a sua operação, são de baixo custo.
5) As NBR 11840a11849 classificam os fusíveis em: gG, gM e aM.
com as seguintes características:
gG: para proteção de circuitos contra correntes de sobrecarga e de curto
circuito, para uso doméstico, com corrente nominal de até 100 A.
gM e aM: para proteção somente contra curto-circuito, normalmente
utilizados cm circuitos com motores, onde a proteção contra
sobrecargas é efetuada com um relé térmico associado ao comando
de um contator.
5.2.4. Disjuntores Termomagnéticos
São dispositivos religáveis utilizados para proteção contra sobrecargas
e curtos-circuitos.
A proteção contra sobrecarga é realizada através de um elemento
bimetálico em contato com as partes que produzem a corrente no interior
. 140 • Unidade li
Norherlo Ncr\'

do d1sposit1vo_ Na ocorrê ncia de uma elevaç ão de tempe ratura . esse


elemento sofre uma deformação de forma tal que desprende uma trava,
abrindo os contatos de modo a interromper o circuito.

CD f!lemen10 ele di•paro térmico


® lfobma de dispam elell\>111ügne11rn
® e~~ 1c laisca
® A~·1ona11wnto
@ ~kc:uu__mo de cfuparo
-<D
® Mola pam engah.'. r1lp1do
@ (7) Pas1ilrui de Contato
@ l'crminul 1lc ligaçl\o
® ® Ajlll-te do elemento témuco
®l Ajuste do elemento magMtico

Figura 5.12 - Disjuntor tennom agnéti co. Vista interna


As funções básicas dos disjuntores são as seguintes:
1ª) operação manual de chaveamento para abertura e fechamento
do
crrcu1to através de alavanca:
2ª) abertura automática de circuito sob condições de sobrecurga mantida
e curto- ci rcui to .Os disjun tores ahrirã o autom aticam ente
independente da função de proteção que esteja atuand o: sobrecarga
ou curto-circu110. (veja a figura abaixo):
A aç!'lo 1érm1c1 do bimetal proporciona um
retarduml'nto, qul' evita interrur çõe' dn 'erviço
no ca'o de \Urto' de corrent e' no1 mah ou
'ohrc:...1rga.\ tempor.m .• , Sohr.-. -•f'!!ll' , untinu.1~
causarão uma dcflex~o do b1me1al sulk1ente para
liOltar o cnga1c do d1,1x1m e ahnr <h cnn1au"

Um eletroímã que en\'ol\e parcinlmentc o himetul


~ u....,J, · pi1ía pro' 0..41' o diSJ'-•íO tn'i..111.111c~· c:m
caM1 de çurto·circui10, A alrn corrente: cria um
forte c.impo ffid!lnc 1 1co, que .11r.li a arrMdurn e
-..11ta o CO!!'alc: d•> d1~r-lfl'' do mesmo modo que o
h1met:1l func1on.i cm sobrecargus.

Figura 5.13
• 141 •
Un itlu<le n
Norberto Nery

Os disjuntores para circuitos monofásicos (127 V), têm um contato.


Disjuntor unipolar para circuitos bifásicos (220 V), têm dois contatos,
bipolar e para circuitos trifá~icos, três contatos, tripolar. Não se deve utilizar
dois disjuntores uni polares em um circuito bifásico, ou três em um circuito
trifásico. Os contatos não abrem simultaneamente, e uma ou duas fases
pennanecem conectados, ocasionanda falta de segurança e queima de
equipamen tos.

Unipolar Bipolar Tripolar

Figura 5.14 - Disjuntores unipolares, bipolares e tripolares


Valores comerciais (*)
Padrão IEC ~A) 6 10 16 20 ~5 32 40 ~o 53 80 100 125
Padrão Nema (A) 5 10 15 20 25 30 40 50 60 70 80 100

(*) Nonnalmente encontrados no mercado


- Curvas de atuação - Curvas de correção da temperatura ambiente.
-Correntes nominais em função da temperatura ambiente (figura 5.15).
11,1 Curva de atuação
IO' . .. Característica de atuação com
;l partida a frio a uma temperntura
101
.. ·-
1
ambiente de fJ' a = 2fJ'C
~ 1... - + i. Disjuntores de 10 a 60A
,.
:'
,,
10' .. • -·-·
Característica de atuação com
10'
. . partida a frio a uma temperatura
ambiente de (J' a =4CJ'C
- .... I•-
1
Disjuntores de 70 a 1OOA
.. ~..-
llt '
. • 1- ~
11 1 =corrente efetiva
,_ .. ~

10 1
. b =corrente nominal do disjuntor

IO . 1

2 3 45 IO
li
20 30 50 llKI 200
l/Jn
• 142 • Unidade 11
Norberto Nt:ry

Curvas de correção da temperatura ambiente


1.2

li) o to ao ·"
- - Unipolar de lOA a 60A (temperatura ambiente= 20"C)
- - Unipolar de 70A (temperatura ambiente= 40"C)
- - - Multipolar de lOA a 60A (temperatura ambiente = 2ü°C)
- - - Multipolar de 70A a 1OOA (temperatura ambiente = 40"C)
A corrente nominal do disjuntor a uma dada temperatura I,, é obtida
multiplicando a corrente nominal à temperatura de referência, I , pelo fator K,
isto é, [ = l X K N
1' T
1
N

Figura 5. 15 - Curva de atenuação e de correção da temperatura


ambiente
Note a parte superior da curva. Para baixos valores de sobrecorrente
(devido normalmente a sobrecargas. cerca de l, 1 a lOx a corrente nominal )
é indicada a atuação da proteção térmica, através da deformação do
elemento bimetálico. Acima de 10 x corrente nominal, há a atuação
magnética, para as sobrecorrentes de curto-circuito.
No Brasil, a norma geral que trata dos disjuntores com tensão nominal
até 1.000 VCA, ou 1.500 VCC é a NBR IEC 60947-2. e a que se refere
especificamente aos disjuntores com tensão nominal até 440 V e corrente
nominal até 125 A (minidisjuntores) é a NBR IEC 60898, que não se
aplica à proteção de motores, que são parcialmente abrangidos na lEC
60947-4.
A corrente nominal (eventualmente identificada por corrente térmica
convencional ao ar livre. Ith) é definida como a corrente que o disjuntor
pode suportar em regime ininterrupto, a uma temperatura de referência
especificada. A norma considera como 20ºC a temperatura de referência
especificada e recomenda os seguintes valores preferenciais de ln: 6, 10.
13, 16, 20, 25, 32, 40. 50. 63. 80, 100e125 A.
Unidade li - 143 -
Norberto Ncry

A corrente de disparo térmico, Jd, que assegura a atuação da proteção


em um tempo convencional (1 h para os minidisjuntores), na proteção de
sobrecargas é: ld =1,35 ln.
NOTAS:
1) Existem nom1almente no mercado os disjuntores (também chamados
de minidisjuntores, unipolar, de JOa 70 A, bipolares, de 10 a 100 A.
e tripolares, de 10a100 A) com características americanas (invólucro
na cor preta, fixação por garras, "Bolt-on"), e européias (invólucro
na cor cinza clara, fixação por trilhos DIN 35).
A principal distinção entre dispositivos fica por conta do valor de
atuação dos disparadores magnéticos. Os americanos necessitam
de valores de corrente de curto-circuito bem elevados para disparar.
de 10 a 30 x Inom, não possuindo uma bobina específica para essa
função.
A IEC 898 classifica os disjuntores quanto ao disparo instantâneo
em curto·circuito (magnético), em "B", "C" e "D", com as faixas
de atuação apresentadas na figura ao
lado. Portanto, os de tipo "B" atuam o
disparo magnético entre 3 a 5 x ln, os
de tipo "C" para circuitos com motofes.
entre 5e10 x /11 e o tipo "D" entre 10 e
20Tn.
Portanto, os dispositivos de projeto de
filosofia européia são mais precisos na
atuação por corrente de curto-circuito,
e para segurança. nos projetos a
especificação da carac terística de
atuação, ''B", "C" e "D", conforme a
IEC 898 pode ser expressa na descrição
dos materiais no Memorial Descritivo.
Obviamen- te seu custo é maior.
2) Normalmente, em baixa tensão em
instalações prediais, são utilizados
disjuntores tipo "standard", onde a Figura 5.16
interrupção, abertura dos contatos ocorre Características da atuação
exclusivamente por atuação de força de em curto-circuito,
molas, que demora vários ciclos, conforme a IEC 60898
- 144 - Unidade II
:\'orbe no Ne2

da
ocasionando esforços ténruco., e dinâmicos em equi- pamento.,
mstalação, limitando sua capacidade de mterrupçào.
os
Para aume ntar a c.ipac1dade de mterrupção foram desenvolvidos
pela
disjuntores "limi1adorcs". onde o camp o magnético criado
iro
corrente de curto-c1rcu1to auxilia na sua extinção dentro do prime
semiciclo.
nte cm
3) Na especificação mais precisa de um disjuntor. normalme
ente
aplicações mdustnais, deve-se considerar a temperatura ambi
em fabricantes onde os dfajtmtores são ajustados para 25ºC),
(exist
a altitude, e o regime de carga

5.2.S. Dimensionamento
Na coord enaç ão entre os dispositivos de proteção e os condutores.
ttevemos satisfazer duas condições simultaneamente:

l ª. condição: I Sl S1
B N /,
2ª. condição: l s 1,45.1I
Para fusíveis: 1 = 1 l
2 ~

Para disjuntores: 1
2
=1o =1,35. 1I'\

Onde:
1 corre nte de projeto do circuito (A)
8
1 - corrente nominal do d1spos1tivo de proteção (A).
nas
1"' capacidade de condução de corrente do condutor. definida
do
1.
tabel as a seguir, multiplicada pelos fatores de correção, quan
utih1ados (1·eja nota 1 a seguir).
1 - valor de corrente que assegura o acionamen to do dispo sitivo de
de
proteção. sem que ocorra dano ao cond utor, no hmite de 45"-r
2
ado
sobrecarga , num tempo inferior ao tempo convencional indic
na tabela a seguir.
1 - corrente de fusão (A). definida na tabela 5.2.
f
=
1 corrente de disparo térmico (A), (lo 1,35 IN).
o
ção
Esta forma de dimensionamento atend e ao sohc1tado para prote
contra curto-circuito e sobrecargas na NBR 5410.
circuito
Na primeira condição é imposto que a corre nte de proje to do
(/B), que correspon de ao valor estim ado que deve
acon tecer no seu
proteção. a
fu ncionamento nonn al seja inferior ao valor nommaJ (/N) da
145 •
lim<la<le li
Norberto Nery

partir do qual o dispositivo de proteção deve atuar. ou seja, interromper a


passagem de corrente. Isto deve aconcecer para que seja possíveJ o circuito
entrar em funcionamento normal.
Nessa condição, também é imposto que o valor de corrente em que
deve atuar a proteção (corrente nominal, lN), interrompendo a corrente.
deve ser inferior àquele valor que pode ocasionar danos ao condutor do
circuito (valor que corresponde à capacidade de condução de corrente do
condutor, lz).
NOTAS:
1) É importante lembrar aqui que a capacidade de condução de
corrente do condutor (Iz) depende das condições de instalação,
ou seja, o valor de /z a ser utilizado nas expressões acima será o
valor definido nas tabelas de capacidade de condução de corrente
multiplicado pelos fatores de correção, devido à temperatura
ambiente ser diferente de JOºC, e/ou do agrupamento de condutores
canegados ser superior a três, e do agrupamento de eletrodutos. (lz
xf1 xf2).
2) Deve-se também observar, para um perfeito dimensionamento, se a
temperatura de calibração do dispositivo de proteção (20, 25,
30 ou 40ºC), corresponde àquela considerada no local de instalação
do dispositivo. Caso seja diferente, verificar com o fabricante o
respectivo fator de correção (em geral, considera-se 0,8 o fator de
correção para disjuntores termomagnéticos calibrados a 20 ou 25º.
quando estão instalados em quadros de distribuição que possuem
vários circuitos que operam simultaneamente com plena carga por
várias horas seguidas, onde devido ao aquecimento dos condutores
a temperatura ambiente interna ao quadro seja de aproximadamente
40ºC. Por exemplo, um disjuntor de corrente nominal 40 A, nessa
situação, poderá atuar com 40 x 0,8 = 32 A, eventualmente se isto
não for considerado poderá ocasionar o indevido desligamento de
algum circuito).
3) Também é necessário observar que a NBR 541 O, na proteção contra
correntes de curto-circuito, impõe duas condições básicas que
devem ser verificadas. São elas:

Onde:
• 146 - Unidade li
Norbeno Nery

l
r
= corrente de ruptura do dispositivo de proteção;
l = corrente de curto-circuito presumida no ponto de instalação do
cc dispositivo de proteção.

Ou seja, o dispositivo de proteção tem de possuir capacidade de


interrupção superior ao valor da corrente de curto que eventualmente possa
existir nesse local.
Sendo admissível que: se a montante desse ponto houver outro
dispositivo cujo tempo de atuação seja inferior e que tenha capacidade de
interrupção suficiente, tal condição está atendida, considerando que a
segunda condição a ser apresentada a seguir também esteja atendida.
A determinação da corrente de curto-circuito presumida no ponto pode
ser obtida por método simplificado, conforme Cotrim. A.A. M. B. -
Instalações Elétricas (Referências bibliográficas), aplicando-se as
expressões:
•Para 220 V, entre condutores fase:

12,7
1cc - ----------------- --------
'
162 57xcos<pxl 5x[
- ,-+ +--
r l.:C\1
I
eco
xS i
•Para 380 V, entre condutores fase:
I = 22
cc
'
4~4 + 100 X COS q> X l + 5 X l'
r 1 xs s!
""º U'O

Sendo:
- I a corrente de curto-circuito presumida a determinar (kA);
cc
- I a corrente de curto-circuito presumida a montante (kA);
- cos <p o fator de potência de curto-circuito, que pode ser dado
(aproximadamente) em função de I , pela tabela:
eco

1 (kA) 1,5 a 3 3.1a4.5 4.6a6 6.1 a 10 10.1 a 20 acima de 2C


'""
cos cp 0,9 0.8 0.7 0.5 0.3 0,25

Tabela 5.4
Unidade TI • 147 •
Norberto Nery

-l pelo comprimento do circuito (m);


- S a seção dos condutores (mm2).
As duas expressões referem-se a linhas trifásicas, mas podem também
ser utilizadas em linhas nionofásícas, de 127V no primeiro caso, e de
220V, no segundo, simplesmente dobrando o valor do comprimento .l.

Tais expressões estão deduzidas a partir da corrente de curto-circuito


(trifásico) presumida a montante, I . Caso o circuito tenha início no
eco
secundário de um transformador (geralmente trifásico), e poderá ser
obtida a partir da tabela a seguir:
·:;_ -~
.
PotêÕcia 1.,.. (kA)
!o ê'
do transformador ~

(KVA) , 127/220V 220/380V


15 1,12 0,65
30 2,75 1,30
45 3.37 l ,95
75 5,62 3,25
112,5 8,44 4,88
150 11,25 6,51
225 13,12 7,59
300 17,50 10, L2
500 26,24 15,19
750 39,36 22,78
1000 52,49 30,37

Tabela 5.5 - Corrente de curto-circuito presumida no secundário


de transformadores trifásicos

Exemplo:

2
2(3 X 120 + 1 X 70 IDID )

Transformador
150 KYA
sec. 220/127V

- 148 - Unidade II
Norberto NerY

Da tabela: 1 = 11,2 kA ( Curt9 diretamente no secundário )


•·fo do transformador
cos cp = 0,3
l=60m
S=2>. l20=2.t0mm-'

Curto no" barramento.... ou na satda)


CálcuJo de l ... 1: ( do quadro de distribuição

l =----------- 12 7
= 5,3 kA
162 57 X 0.3 X 60 5 )( &l
-.;r
+
1i.2· 1l.2 + 240 240'
CálcuJo de 1 : (circuito monofásico considerar 2,l)
tt1

12 7
=----------- = 3,l kA
162 57x0,3x50 5x(2x25)
- ,+ + ,
5.3 5,3 + 25 25

Conclusão:
1) A capacidade de ruptura do dispositivo de proteç<lo geral do QD
(não considerando-se proteções a montantes) deverá ser~ 5,3kA.
portanto. fusível ou disjuntores com J = 10 kA (valor comercial).
r
2) O dhpo ... iuvo de proteçao do circuito parcial (terminal) omk ocorreu
o curto com Tcc2 deverá possuir capacidade de ruptura ;> 3,11 kA.
portanto. fusível ou disjuntor com I = 5JcA (valor comercial).
r

2º> 1 Td < t 1
Onde:
T =tempo de disp.i.ro para atuação da proteção. para a corrente de
d curto Ice no locaJ.
t :;;. tempo que o condutor '\Uporta a corrente de curto J sem aúngir a
temperatura limite, devido ao fato do dispositiv~ de proteção.
conforme seu tempo de atuação. ter penmudo esse deslocamento
de energia que pode ser obtida pela integral de Joule. sem conscruir
mterromper a passagem da corrente.
l11idudc li • 149 •
Norberto Nery

Portanto, o dispositivo <lc proteção deve atuar. interromper a corrente


de curto cm um tempo inferior àquele que permite um deslocamento de
energia suficiente para elevar a temperatura do condutor para um valor (1)
acima do admissível, que po<le ser determinado por:
.,
KMs-
')

t=
Onde: 1
cc
K= 115 Para condutores de cobre com isolação em PVC
K= 135 Para condutores de cobre com isolação em EPR ou XLPE
K=74 Para condutores de alumínio com isolação em PVC
K=74 Para condutores de alumínio com isolação em EPR ou XLPE

S = seção do condutor em mm 2
l =corrente de curto-circuito no ponto
tt

Essa condição é normalmente atendicla por fusíveis, visto que a atuação


por curto-circuito ocorre em efeito térmico tal como no aquecimento do
condutor. Logo é só dimensionar o elo fusível de modo que o aquecimento
provoque a sua fusão em um tempo inferior a t. Entretanto, nos disjuntores,
a atuaçáo devido à corrente de curto é efetuada por efeito magnético. que
ocasiona a abertura de contatos. e isto não é instantâneo, de modo que
para valores não muito elevados de corrente de curto, da ordem de 10 It-..
o que geralmente acontece em circuitos longos onde a corrente de curto é
bastante limitada devido à impedância do condutor.
Como devido à queda de tensão os circuitos não podem ser muito
longos, em geral esta condição é redundante, ou seja, foi anteriormente
atendida por meio da aplicação dos critérios de dimensionamen to do
condutor.

5.3. PROTEÇÃO CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS


A NB R-5410/04 apresenta a proteção contra choques e létri cos
distribuídos em:
a) Proteção básica: Meio destinado a impedir contato com partes vivas
perigosas em condições normais.
b) Proteção supletiva: Meio destinado a suprir a proteção contra
choques elétricos quando massas ou partes condutivas acessíveis
tornam-se acidentalmente vivas.
- 150 - Unidade li
Norbcr10 N~ry

c) Proteção adicional: Meio destinado a garantir a proteção contra


choques elétncos em situações de maior risco de perda ou anulação
das medidas normalmente aplicáveis. de dificuldade no atendimento
pleno das condições de segurança associada a detenninada medida
de proteção e/ou. amda, em situações ou locais em que os perigos
do choque elétrico são perticulannente graves.
e) SEL V (do inglês "separated extra-low voltage"): Sistema de
extrabaixa tensão que é eletricamente separado da terra. de outros
sistemas e de tal modo que a ocorrência de uma única falta não
resulta cm risco de choque elétrico. (A tensão não pode ser supcnor
a 12 ou 25V em tensão alternada dependendo da situação ou 60 e
30V em tensão conLínua).
f) PEL V (do inglês "protected extra-low voltage"): Sistema de
extrabaixa tensão que não é eletricamente separado da terra mas
que preenche. de modo equivalente. todo-. os requisitos de um SELV.
(A tensao não pode ser superior a 12 ou 25V em tensão alternada
dependendo da situação ou 60 e 30V em tensão contínua)
Conforme o apresentado na NBR IEC 50, o choque elétrico é definido
·orno: "Efeito patofisiológico que resulta da passagem de uma cor rente
tétrica, através d e um corpo humano ou de um animal", que pode ser
ocasionado por um contato direto que corresponde ao contato de pessoas
ou animais com partes vivas. Considera-se " parte viva" o condutor ou
arte condutora destinada a ser energizada em condições de uso normal.
incluindo o condutor neutro. (mas, por convenção não incluindo o condutor
PEN). ou de um
ontato indireto.
ontato de pessoas ou
a nimais com uma
massa que ficou em
·ondições de falta.
D e acordo com a
IEC 60479. os efeitos
a corrente elétrica no
corpo humano são Ili -----'--"---''-"--..___,__,_--L.__...._~..__ ...
IQOO 2000 ~O I
verificados conforme 0.( 0.2 0 5 I ~ < 10 ::0 ~ 100 .?00 j(J(}
l tmA)
e:w.posto no gráfico <la
página seguinte: Figura 5.19 - Efeilos da corrente
elétrica no corpo humano
nidade li • 1:'i 1 •

Norberto Ncry

As zonas dt• I a 4 são relacionadas aos seguintes efeitos:


•Zona l (S 0,5 mA) - normalmente. nenhum efeito perceptível.
• Zona 2 sente se a passagem de corrente. mas não se mamfesta
qualquer reação do corpo humano.
• Zona 3 - zona em que se manifesta o efeito de agarramento: uma
pessoa empunhando o elemento cau'iador do choque elétrico não
consegue mais largá-lo. Todavia. náo há -;eqüelas após a interrupçao
da corrente.
• Zona 4 - probabilidade, crescente com a intensidade e duração da
corrente. de ocorrência do efeito mais perigoso do choque elétrico.
que é a fibrilaçào ventricular.
No gráfico exposto na Fig. 5.16 também está representada a curva d~
atuação do di'iposmvo de proteção DR (Diferenc1aJ-Res1dual) de 30 mA .
de modo a avaliarmos a necessidade do seu uso

5.3.l. Esquemas de Aterramento


Antes de ser iniciado o estudo das técnicas, normas e equipamentos
utilizados para garantir principalmente a segurança das pessoas. é
necessário a definição dos esquemas de aterramento. conforme são
abordados na NBR 5.JJO
Para a classificação dos esquemas de aterrarnento é utilizada a seguinte
simbologia:
1°) primeira letra, situação da alimentação em relação à terra:
T = um ponto diretamente aterrado;
1 =isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramcnto
de um ponto através de uma impedância.

2º) segunda letra - situação das massas da in!ltalação elétrica em


relação à terra;
T = massas diretamente aterradas. independentemente do aterramento
eventual de um ponto de alimentação:
N =massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em
corrente alternada. O ponto aterrado é normalmente o ponto neutro) .

• 152 • Unidade li
3°) outras letras (eventuais) - disposição do condut or neutro e
do conduto r de proteção:
S = funções de neulro e de proteçã o assegur adas por conduto res
distintos;
C -- funções de neutro e de proteção combinadas em um único conducor
(condutor PEN).

NOTAS:
Nas figuras a seguir são utilizados os seguintes símbolos:

Condutor Neutro (N) e::> ---li-----


Conduto r de Proteção (PE) e;'> ---TT----
Condutor neutro e de proteção
(PEN)
Q -----T+---
L .
1 -

L, .-
,...
-
N . .., 1
p E·
,..
t- .....
1

..
-r
- --- ·-1
- ... ~ r--
~ r--
-···· - ···-..·
·~
Aterr41nenco
1

Massas
[- -_J
de alimentação

Figura 5.20 - Esquema TN-S - (0 condutor neutro e o conduto r de


proteção são separados ao longo de toda a instalação)

nidade li - 15'.l •
Norberto Ncry

L n-----------+------~

L n---+--1-------+--------~

r~-+--+---ii--+----+--.-+---+---+--__.-PE

'-+--t-+---- N

Arerramenro f .... ----- ·1


da alimentação
l---········-----····-····---'
Massas
Figura 5.2 1 - Esquema TN-C-S
(As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um
úrnco condutor em uma parte da instalação)

L - ,._
. .:.

,
.o
.. T
PE N-

t-- - 1

, ..... _
. ..
--
_-· -··
r
~
. .._
.. ----···-l
~
1 1
.r ·•-""< ··---
1
··-·· ~

1
Aterrumento l_............_......-········-····J l ......_ .......... ___ .................!
ela alimentação Massas

Figura 5.22 - Esquema TN-C


(As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um
úrnco condutor ao longo de toda a instalação)

• 154 • Unidade li
1'orbe110 f\;ery

r ·- -· - ..,
\terra mcnto
tfa uhmcntação
l__
Mu~sa
~--J41
Figura 5.23 Esquema TT
mcnto
(0 condutor neutro é aterrudo de fonna independente do atcrra
das massas)

1"' "'d'"'"' ~
r - ---~,~P.!.E
[ __ _ _ _ _ 1 •
Aterr.imento
da ahmcntll\ãll Ma,<.u

Figura 5.24 Esqu ema IT


dância, de
(0 condutor neutro é aterrado na altmentação através de impe
forma independente do aterramento das massas)
to é
Resu mind o. uma comp araçã o entre os siste mas de atcrr amcn
ntagens .
apresentada na tabela a seguir com as respccuvas vantagens e desva

• 155 •
Unidade U
Norbcrio Nery

Sl~te-
C.aradcr&tbl ~rã

IWI PriDd. . Wlko Vanb&ft!S Deva~


11pock 1
üiafadal
opwia?o • prowçlo t'OlllpinMtltatts
das pal08I
Tr StCC:ltlO.tll\t!lllll l.1gai;•11 du ncu1ru Selc11v1dude rnlrc '·"·1l11lade de pm ( 'u'w do' DK ' '
à I' l.tlla ao 1t1Ta dJ ,11i111cn· l>R •'· ne.:e~'ariu. )Chi; llll\IO ,idl<tUfl~I) ,
laÇâll l" da\ llKl\\U\ l. \i~éoda de JlC'· • 1'0"1hih1lade de
a lcrr•<-) 111dtf'<"O· '>OJI Je m.w111cnç.tv Jt,JMros;
dente(•) em ll\OCi · com ptt'p;il'a\llo mi· • Qu.ihdadc de ser·
~·" «Kll th'i"'"lll • mma '1ç1• tlmunuída .
\ OS 1ulom.lt1C~ de
M:'CCÍt.'llatntnln ,

11\ Srl< 10namen1n l.1[!a\ln d11 neu1ro • Del1n1çào de cum· · Pt""'" idade de • 111a.101 datic,:uld.;itk
• I' lalu. d.o.\ lllJ\\lt\ ao lc.'ITa e<:unomia de rruten • nu pro1cto - ma111r
""~"'"' tn;l\llllO\
d~ alimenl"\'lo cm de drcwlo' em fun· al!INCt i11' C'limcmu a nh ri
41\\.tX:lil~ilU li th'JlU i;à11 dn> c11n1hi;õe' • 1'1i>'>1hilidu1lc de dr prn1eiv,
~li\ o~ IUh•1t1:ÍliC't1-- de '<l:O:loOUIX'lll• • ut1l1 ..ç..uoo th'f'l'" • l.\1go?n1:1a de fie'·
de ~eç.:111rw · n~ntu. • Complemcnta.,~u ' lll>o'> de pro1eç:10 \uai e;pcllah1aJo
de 'Cgur.ança por li· contra as~••· de RWIUICll\lo;
i;aç~~ ~U1po1tn· rcntrs na pro1e.;5o - \fa.\ "1\ !olljelU\ a
ceai\ ou outra> me· 80\ .:unt.1•" md1rc· ~ohtctl~n,l\c..•iri.
do
Jid:., h". neulro ct.. aluncnt.l·
~do.

IT Sec.·lumumcnto Neutru 1Sl1lndo ou l\ecc"1dutlc d1· vi · • P1""h1 hd:ttle d•· • M.uur 1hl1rnlduJe
r. '."hhll tmpcd~n.:ia. m.1'"1.' ~1lanc1a pcnnancrnt uuh1aç.1t11l<»d"f'O' •" pr111~10 ma1nr
ligaJa, à tcrrah l Jo j,11l.une1110; 'ilÍ\'i" de prr>lcçan JO\C\tlll)CUto,
indepcndénteM cm • ~ece"1Jaik 1lc h- concra n' 'obr~or .. • b.1t;foc1;i <lc P<°'
3Ml1<.U11li.IC001Ji>.- mllação de '~ rcnlt"Jo na proteçio ~nal c~pcci~hudo
p•''º't'" autonMll .. 1ensõe'; ª'" (Ofllal.>' 1nthrr· de manultnç:io;
cos de &e« 1on~ • :->ccc»tdadc de los ('<:.:ctonamcn· • ht~ta dc~"lW·
mc1110 e ,om d"I'º· l'llrnplr1nen1:.,~• de to à 2' laha>. pamcnln> •upk·
e \.:Onlnt1~.
\ltl\U' ~e~urunça \lig.1~1ic'
C<JÜlpolCl\Clah I. ran~•
.
OH.'IU\llC~ d(' ,cgu-
l'ntllrolc
• Dcfiltiçào de l'lllli 1( 'l'll;
pnm~h» nlá\111 •·' · l.111111.... ·•"do wrn·
de c1rcu111" cm lun · pnrnen11•tJos Lin:u1
çio da, contl1çõc~ Ili\,
de >C\.'t'I003ll1tlll0 (l
:.?' lallal

Tabela 5.6 - Comparação entre os sistemas de aterramcnto


5.3.2. Dispositivo de Proteção Diferencial-Residual (DR)
Os d1spos1uvos de proteção dtferencial -residual estão se tomando cada
vez mais importantes, e obri~atórios, como expresso na NBR 5410. na
proteção a pessoas e ammois.
Para entender o seu funcionamento, vamos observar que: uma corrente
dife rencial-residual, de acordo com a NBR /FC 50. corresponde à soma
algébrica do!» valores instantâneos das correntes que percorrem todos os
condutores vivos de um circuito. em um dado ponto de uma instalação
elétrica .
• 1'.\6 • lJnidnde II
Norbert o Ncry

A existência de conente residual para a terra indica que há uma falha


de i~olação entre um condutor vivo e a carcaça. ou a terra.
Um dispositivo DR compõe-se de quatro partes fundamentais:
a) Transformador de corrente: b) Disparador Relé:

-- B -
e) Circuito de teste: d) Mecanismo de disparo:

Rt 1-I -+EIJ----'_.,.(. ,---. red e l IOV


1-I . . -rede 220v
-EIJ---_.,,.,..~. ~,~-

Figura 5.25 - Partes do dispositivo DR


Somente os condutores fase e neutro devem passar pelo núcleo:
a) Rede de 127 V·

r N
b) Rede de 220V (Trifásica):

Figura 5.26 - Figuras (a) e (b).


condutores que passi.lm pelo
transformador de corrente

Rt

1
F r
2

tlnidadc U - 157 -
Norbeno Nery

Pelo dispositivo DR devem passar I


todos os condutores que normalmente
transportam corrente entre a carga e
1- ·- - ·--,
a fonte de energia, de modo que ~--o-m--N-=
i !
passem pelo transformador de 1 1
corrente. Em condições normais. num
circuito monofásico. toda a corrente i :
que vem para a carga pelo condutor 1 i
fase (l ). volta para a fonte pelo
f
L. _J
condutor neutro (/ ).
'
No transformador de corrente, o
campo magnético gerado no condutor com caixa
fase é anulado pelo campo magnético merãlica
gerado pelo condutor neutro. pois são aterramento
de iguais intensidades e contrános
entre si. logo nada acontece com o dispositiro DR.
Figura 5.27 - DR com o circmto em situação normal
Se, contudo, flui pelo aterramento uma corrente de fuga (l ). observe
que esta corrente passa pelo transformador em direção à carga; mas volta
por fora do transformador. através do ate1Tamento. Devido à diferença
entre as correntes do fase e do neutro, é gerado no transformador um campo
magnético. provocando a indução de uma tensão no secundáno do
transformador. que aciona o relé de disparo, que. por sua vez. aciona o
mecanismo que abre os contatos do dispositivo DR.
l -1
J~ 1 1 1' T

aterramento
Figura 5.28 - Atuação do DR na existência de corrente de
fuga para a terra
• 158 - Unidade 11
Norberto Ncry

Observar que. na verdade. o que faz com que o d1sposit11·0 DR atue é


o campo magnético resultante no inteno r do transfonnador. Dessa fonna.
é importante que o condutor de proteção (terra) não passe pelo di.rpoJitii'o
DR.

Especificações:
Existem d01s tipos de dispositiros DR
1) Disjuntor DR (DDR): possui elevada capacidade de mtemipção.
poden do garantir. conjun tamente. proteção contra subco rrente s
(sobrecarga e curto circuito) e contra os contatos indiretos dentro
de valores especificados.
2) Interruptor DR (/DR): possui pequena capacidade de 1ntem1pçao,
o;endo o mais utilizado para a proteção contra os contatos indiretos.
dentro de valores especificados. Deve ser utilizado com dispositivo
de proteção a sobrecorrente. instalada a montante do dispositivo
DR, com correnle nominal inferior ou igual à do !DR.
Com relação aos valore s de corrente diferencial-residual nominal de
atuaçcio (1 ), diz-se que o d1sposlf11•0 DR é de alta scns1biltdade quand
o
I <; 301111( e de baixa sensibilidade quando I > 30mA. 1'
~

Seja qual for o tipo de disposili vo DR, este deve ser caracte rizado ainda
pelos segumtes valore s:
a) corren te nomin al: l NUI{ (A)
b) corrente diferencial-residual nommal de atuação; 1M< (mA ou A)
e) tensà.o nominal: VN (V)
d) númer o de pólos (condutores vivos)

,,.. 125A I ltiOA


1

1
Cllrrf'nte nominal • J 2~t\ I .lllA I 6JA I IOOA

Scm1h1hJ.ldc • 1 .. )OmA U, I VII. 'AIO. ~A

!.10\ -115\ 2.IU\'


30mA

415\'
0.31\111,5;\

-11.5\'
kn'>lo llODllO&I • 1 :?JO\' -11.W

2 -1 2 4 4
, .. dr pól...,. 2 -1

Tabela 5.7 - Caracterisucas do mtemi ptor diferencial residual


Aplicações
A aplicação pnnc1pal dos düpo.Hfll'OS DR é a proteçao contia os contato s
indiretos. Quando utilizado.., os de alta sensibilidade. confere-se também
proteção adicional cernira os contatos diretos.
L59
llnidade ll
Norberto Nery

Devido à sua sensibilidade de atuação (mA), toma-se, de certa forma.


bom vigilante de isolação dos circuitos, com relação ao terra.
A norma NBR-5410104 estabelece que "qualquer" que seja o esquema
de aterramento deve ser objeto de proteção complementar contra contatos
diretos por dispositivos a corrente diferencial-residual (dispositivos DR)
de alta sensibilidade, isto é, com corrente diferencial-residual nominal
(! ) igual ou inferior a 30 mA:
áN
a) os circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheira
ou chuveiro;
b) os circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em áreas
externas à edificação;
e) os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que
possam vir a ali mentar equipamentos no exterior;
d) os circuitos de tomadas de corrente de cozinhas, copas-cozinhas,
lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, de todo local
interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens.

NOTAS:
• Excluem-se, na alínea a, os circuitos que alimentam aparelhos de
iluminação posicionados a uma altura igual ou superior a 2,50 m.
•Podem ser excluídas, na alínea d, as tomadas de corrente claramente
destinadas a alimentar refrigeradores e congeladores e que não fiquem
diretamente acessíveis.
•A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente ou por
grupos de circuitos.

Figura 5.29 - Detalhes de ligação do


dispositivo DR

- 160 - Unidade ll
l\or0eno Nery

NOTAS:
- Cada setor /DR possui o seu próprio neutro, não devendo misturá-
los.
- O condutor terra (PE) é comum.
- Os interruptores DR têm de ser protegidos contra curtos-circuitos.
através de disjuntores ou fuc;íveis.
- Para facilitar a visuaJização das ligações a serem executadas no
quadro de distribuição de lu<., (Q.D.L). e também para facilitar os
serviços de manutenção é conveniente elaborar um diagrama das
ligaçoes do Q.D.L (diagrama unifilar). que faz parte do projeto da
instalação, com o dispositivo DR.

5.4. PROTEÇ ÃO COl'!IRA SOBRETENSÕES


Conforme a NBR-5410104, as pessoas. os animais e os bens devem ser
protegidos contra as conseqüencias prejudiciais de ocorrências que possam
resultar em sobretensões, como faltas enlre partes vivas de circuitos sob
diferentes tensões. fenômenos atmosféricos e manobras. Conforme a NBR-
5410104 item 5.1.2.2.2: "Quando eqüipotcncialidade não é o suficiente
para impedir o aparecimento de tensões de contato perigosas. entra em
ação o recurso do seccionamento automático, provocando o desligamento
do circuito em que se manifesta a tensão de contato perigosa".
Deve ser provida proteção contra sobretensões transitórias as instalações
que são alimentadas por linha total ou parcialmente aéreas e que se situam
em regiões de influências externas AQ2 (mais de 25 dias de trovoadas por
ano. A cidade de São Paulo está com cerca de 60 dias de trovoadas por
ano. conforme o mapa 1soceraúnico).
Os dispositivos de proteção co111ra sobretensões (DPS), devem ser
instalados junto ao ponto de entrada da linha elétrica na edificação ou no
~uadro de distribuição principal. o mais próximo possível do ponto de
entrada e serão dispostos no mini mo como mostra afigura 5.30. Se forem
necessários DPS adicionai~. atém dos postes na entrada, observar a mesma
disposição para ligações.

lJnidade a • 161 •
Norberto Nc9

NÃO

ESQUEMA UI rnM )\ÀO 1 ESOLH1 A !Ili (l)M- XAo Z


o.. DPS ~\'C l ll ll(J llfl,.11:J~1\ . Q, OPS Je>em ""' 11,.,h><:
a Clda l:ouJUh)I Jt í.i.-.t. i.k um a cada condutur Jco h,,.:, ti~ um h•Jo, · a 1.::ul11 condutor de fot\l' 1k'
lado< e 11111 llt(.!o, e
• 1tu UH ' ou ~1 ll.1rra I'~ rlC'I quadro. · ao f-1,..1' ou Atl:tm1 I''" rln quAdro. dt ao <"OOdutOf n~ utru. dt.' oulm:
ôet>illu í\~I nulo11it) outro (\tr noc<1 hJ ~ 1mcla
(' amd.1 ti(l t:unJutor ncutrn. de um

-----LI
------u - + - + - - -L2
LI
• ao con..tumr n('utro, dt um llkl•i, t
.., Bfl>•'ll • ""'" I'' tl·•q•adr."dc
11100. t
ooBEPou abQna rEw~••·
Ollllu l"C'r f1lJW a1 Jru. de OUO'O (\'tf ncu •1
---+--,._U - - - - < - 1.1

-------u -----11
- + - + - - - l2
-+-+----- 1~
-+--+---t--- LJ
-----ll

linha de energia ou no quadro de distribuição principal da edificação


BEP - Barramento de Equipotencialização Principal

NOTAS:
a) A ligação ao BEP ou à barra PE depende de onde, exatamente, os
DPS serão instalados e de como BEP é implementado, na prática.
Assim, a ligação será no BEP quando:
- o BEP se situar a montante do quadro de distribuição principal
(com o BEP localizado, como deve ser, nas proximidades imediatas
do ponto de entrada da linha na edificação) e os DPS forem
instalados então junto do BEP, e não no quadro; ou
- os DPS forem instalados no quadro de distribuição principal da
edificação e a barra PE do quadro acumular a função de BEP.
- 162 - Unidade li
Norbeno Ntry

Por com.eqilência. a ligação será na barra PE. propriamente dita.


quando º" DPS forem instalados no quadro uc Ji!-.tribuição e a
bana PF do quadro nüo acumular a função de BEP.
b) A hipótese configura um esquema que entr.1 T~ C e que pros egue
instalação adentro TN C. ou que entrn TN C e cm seguida passa a
TN S (aliás, corno requa a regra geral di.:. 5...+.3.fi da NBR5410/04).
O neutro de entrada. necessariamente PEN. deve ser aterrado no
BEP. direta ou indirct.1mente (n:r .1 figura G.2). A pa agem do
esquema TN C a TN S. com a c;eparaçüo do condutor PEN de chcgadll
em condutor neutro e condutor PI . '!.'.ria feita no quadro de
distribuição principal (globalmente. o esquemu é TN-C-S) .
e) A hipótese configura três possibilidades de esquema de aterramento:
IT (com neutro). TT com neutro e linha que entra na edificação já
em esquema TN S.
d) Há situações cm que um dos dois esquemas se toma ohrigat6rio,
como a do ca"o relacionado na ahnea b) de 6.3.5.2.6 da NBR5410!
~
No seu d1mcns1onamento. a tensão máxima de operação contínua
(Uc). do DPS. deve ser igual ou superior aos valores indicados na
tabela 5.8.

DPS ronedado entre F.squema de aterranwnlo


-
Fase Neutro PE ' PEN n TN.C TN-S IT rom IT1m1
Delltro neutro
icUstrlbufdo dlstrlbufdCJ

X X l ,IU .. 1,1 u
"
u..
1, 1

X X 1,1 u l ,lU
n
l,IU
'
u
n

X X l.IU
"
X X uo uo tJ
o

Tabela 5.8 - 'valor mínimo de Uc exigí,·eJ do DPS. em função do


esquema de atcrramcnto.
A distúnc1a entre o DPS e o Ba"a Equipolência Principal. deve ser a
menor po"sí\el inferior a 0,50m.
A scçao do cundutor das ligações DPS PE no caso ele DPS instalado"
no ponto de enu.nl.1 lL l: nhJ clétntJ na tJ1IKJÇão ou t.:m U&;C) proximidade
Unid<1de li • 1ti~ •
11,' orberto -.:e
,
deve ter seção no mínimo de 4 mm - em cobre ou equivalente. Quando esll
DPS for destinado a proteção contra sobretensões provocadas por descarga-.
atmosféricas diretas sobre a edificação ou em suas próximidades a scçã<!
nominal do condutor da.... ligações DPS-PE deve ser de no mínimo l 6mm
ou cobre ou equivalente.
Deve também ser verificada a corrente nominal de descarga (/11) l'
corrente nominal de impulso (lnp) na seleção do DPS. Por exemplo. para
proteção a sobretensão de ongem atmósfericas transmitidas pela linha
externa de alimentação e contra sobretensões de manobra, sua corrente
nominal de descarga (ln) não deve ser inferior a 5 KA (8/20µs). e para
sobretens ões provocad as por descargas atmósferi cas diretas sobre a
edificação ou em suas proximidades sua corrente nominal de impulso (lnp)
não deve ser inferior a 12,5 KA, porém, para redes trifásicas não deve ser
inferior a 20KA. Deve-se considerar também que a forma de onda para a
realização do ensaio de impulso seja a /0/350µs.
Como ilustração, apresentamos a seguir uma foto de dispositivos de
proteção contra surtos DPS), (1•ide catálogo Trabtech Phoenix Contact.
na inten1et).

Figura 5.31 - Dispositivos de proteção DPS - (Fonte· Pjoenix Ccmtact)

• 164 • Unidade li
Norberto Nery

CAPÍTULO 6
MÉTODOS DE INSTALAÇÃO

INTRODUÇÃO
Na deten.11naçao da capacidade de condução de corrente dos conduto-
s para seu dimensionamento para um circuito, é fundamental a defini-
ão correta do método de mstaJação. já que está relacionada à sua capaci-
ade de d1ss1paçao de calor. Esse relacionamento é efetuado através da
abela 33 da NBR 5410104 (reproduzida na tabela 4.6 a 4.9 da Unidade
/). mas para a sua definição é preciso conhecer os tipos usuais de condu-
os.
Condutos. conforme a NBR IEC 50 (826). são os elementos da linha
clétnca destinados a conter os condutores.
Como exempl o da importância do exposto acima. podemos observar
que:
Um condutor de cobre de 10 mm . de uso comum , com isolação em
l'VC. para urna mesma temperatura ambiente (30º C), e para um mesmo
conjunto de condutores carregados agrupados (trfç), dependendo do mé-
todo de instalação, pode ter sua capacidade de condução de corrente se
alterando de 39A até BJA. Ou seja. o método de mstalaçao produz uma
grande alteração no aproveitamento do condutor.

6.1. CONDUTOS: TIPOS E ACESSÓRIOS


Na prállca, são ulllizados e identificados de várias formas (normalizadas
e não normalizadas) os equipa mentos utilitad os para a passag em de con-
dutores em uma instalação elétrica (como empregados na tabela 33 da
NBR 5410 104 que class1f1ca métodos de instalação dac; linhas elétricas)
Além das opções também possíveis e consideradas de mstalaçào ao ar
livre (em bandejas. leitos, prateleiras. suportes horizontais. e diretamente
fixados em paredes ou tetos).
Portanto, na tabela 33 da NBR 5410104 que apresenta os "Tipos de
linhas elétncas". há a classificação do método de referência a utilizar para
o dimensionamento de condutores conforme a capacidade de conduçào
de corrente. que podem resumidamente ser classificados em :

• 165 •
Unidade li
Norben o Nery
.
. -· 1
ITENS
(Unhasda tabela)
'

Elc1rodu10~ . 1 .!!!, 22 a 27, 41 e 42

Moldura 71

Ar hvre Bandejas 12. 13

Leito~ 16

Prmelcira~ 12

Supo11e~ 1loriz.on101i. 14
D1rccamente Fixado~ em 11. 11A.1 18. 15. 17. 51.
Parede~ ou Teto~ 52. 51
31. 32, 31 A. 32 A, 35 ~6
Perfilado). Elctrocalha' 43, 72. 72 A. 75. 75 A

Canaleta~
33. 34.41. 42,43

Espaços de Construção 21, 22 24, 25. 28. 73. 74

Enterradas Diretamente 61. 61 A. 63


ou em Eletroduto
Sobre holadore' 18

Tabela 6.1 - Condutos

6.1.1. Eletrodutos
Tubulação de seçào geralmente circular (existem também os de seçao
não circular. como os duto-; de piso). cm que a colocação e retirada dos
condutores são reahzadas por ..puxamento" mecânico (1). Geralmente são
de aço carbono. PVC, e Polfotilcno de alta densidade (PEAD). rígidos e
flexíveis. Utilizam acessórios como: curvas pré-formada~. luva.\, bucha.
anucla. braçadeiras. box reto, box curvo etc.
De acordo com a NBR IEC 50 (826). os eletroduto., são suficientemen-
te fechados de modo que a instalação e retirada dos condutores não po-
dem ser feitas por mserçào lateral . como nos perfilados.

• 166 •
llni<ln<le n
Norberto Nery

Figura 6. 1 - Eletroduto

Curvas Para quadro


(cachimbo)
Acabamento;
eslDll.lwdo, zincado e gal-
vanizado.
Fabncada\ de 112 a 4".
~

s
ll_J
180" 45° 135º

Bucha Arruela
(de 7..amak) (de Zarnak) Medidas
1" 2"
112·· 1 114" 2 112" 4"
~14· 1 112" 3"

o
Luvas Box curvo Box reto
(de :lamak. de 112" a 2") (de Zamak de 1/2" a 2"J
&maltada, Llflt:ada e gnlvani1.ada
de 112" a 4"

Braçadeira D Braçadeira U
para elctroduto.\ de 112" a 2" para eletmduto~ de 112" a 4"

Figura 6. 2 - Acessórios de eletrodutos


Unidade TI • 167 •
Norberto Nery

Os eleLrodutos de aço carbono são do tipo leve, médio e pesado, em


barras de 3m. com acabamento em esmalte preto. conforme NBR 5624,
zincagem eletrolítica a quente ( NBR 5624 ). e gah anizado cletroliuco (NBR
13057).
Com os eletrodulos são também utilizadas caixas estampadas ptua m-
terruptores. tomadas e pontos de luz, e as caixas de alumínio fundido com
tampas prôpnas. "comlulers ",que são muito práucas para mstalaçóes apa-
rentes.
Para não haver dificuldade na colocação dos condutores. não deve ha-
ver trecho retilíneo de tubulação maior que 15 m, cons1derando que se
existirem curvas nesse trecho essa distância deve ser reduzida de 3 m para
cada curva de 90º . portanto, para trechos de maior comprimento devem
ser ut1h1adas caixas de passagem. que também podem serv1r para deriva
çõcs e para instalação de equipamentos (pontos de luz. tomada-.. interrup-
tores).

FM 2"

f<'M 4"

Figura 6.3 - Cruxas estampadas. pré-perfuradas

Os eletmdutos de PVC, rígido roscável, também ulil izam acessórios.


inclusive os "condulets". Existem também com juntas soldáveis. e por
simples encaixe sob pressão.

- 168 • Unídade n
Norbeno Nery

- curva de 90° - curva de 90" com raio curto

- luva para eletroduto ro~cável - caixa de luz (4 x 2) para


eletroduto roscável

- caixa de luz (4 x 4) para - curva de 135° para eletroduto


eletroduto roscável roscável

- condulete tipo B - condulete tipo e

- condulete tipo E - condulete tipo LB

UnidaJe II • 169 •
Norheno Nery

- conduJete tipo LL - conduJete tipo LR

- condulete tipo T - condule te tipo X

Figura 6.4 - Conduletes - (Fomt Tigre )

Bitolas Dimensões
Di Esp.
D mm (mm)
(mm)

3/8 16 11,7 2,1


1/2 20 15,4 2.3
3/4 25 19,0 3.0
1 32 24,0 3,8

Tabela 6.2 - Eletrodu to Flexível corruga do de PYC - (Fonte: TíRrel

Nas instalações prediais. é também muito emprega do o e letrodut o de


P\ C jlexú e/. l\a sua utilizaçã o deve ha \·er ba'\tante cuidado com a qualJ-
dade. visto que deve apresentar uma resistência mecânica que possibilite
a instalação sem se deforma r ou rasgar Não devem ser instalados embu-
tidos na laje.
A abertura de bolsas e a cunatur a de tubos a fogo também não são
recomen dadas nesse tipo de instalação.
As bolsas excêntri cas pode provoca r ressalros na tubulação. e curvatu-
ras obtidas de modo grosseiro podem provoca r estrangu lamento da -.eção.
dificultando a passage m da fiação.
. 170 - Unidade 11
Norhcno Nc.-ry

As luvas e curvas pré-fab ricadas resol-


vem sem nscos as neccs111dadcs mais usu
ais das instalações.
Para a ms tala~ao de linhas subterrâneas
é bastante conveniente o emprego do PEAD
(eletro<luto de polietileno de alta dcnsida·
de). pois é flexíve l. resistente à compres Figura 6.5
são diametral, ao impacto, à abrasão, e ao
ataque de agentes quúrucos. e se for do tipo
corrugado tem superfície de contato bem menor que o hso. redultndo a
força necessária (a cerca de 113) para o puxamento.

Dul10 li-.o e cubo Oulto colT\lgado e caho

Área de contato
Área de contaro

Figura 6.6 - Área de contato. no PEAD (Eletrod uto de Polietileno de


Alta Densidade) - (Fome: Ka1111flex)

Qudro de Medldal PIMlrio


Dlim(!tt o DIAmetro Cumprlmmto
Dlimetro nominal
IDtemo fttel'BO (mm)
Polegada -· ,. mm . ... (mm) (mm)

L 114" 30 31 .5 ± 1,0 4 1,3 ± 1.0 50 - 100 - 500


l. 1/2" 40 43.0 ± 1.5 56.0 ± 1.5 50 - 100- 500
2" 50 50.8 ± 1.5 63.4 ± 1,5 50 - 100
3" 75 75.0 ± 2,0 89,0 ± 2.0 50 - 100
4" 100 102.0 ± 3,0 124,5 ± 3,0 50 - 100

Tabela 6.3- Eletroduto PEAD (Eletrod uto de Polietileno de Alta


Densidade). diâmetro nominaJ - (Fonte: Kmwflr.\)
Tambem são cletrodutos os dutos de piso e caixas (1·e1a: 6.2.J Infra·
e\lmtur a para caheamellfo estruturado).

Unidade li - 171 •
Norberto Nery

6.1.2. Molduras
Nas molduras só devem ser instalados condutores isolados ou cabos
unipolares, de um mesmo circuito, não devem ser embutidos, devem ser
sempre aparentes. Junto à parede/piso, são chamados de "rodapé", com a
tampa desmontável.
6.1.3. Ar Livre (em bandejas, leitos, prateleiras , suportes horizon-
tais, ou diretamen te fixados em paredes ou tetos)
São utilizadas na distribuição de grandes quantidades de condutores.
As bandejas (eletrocalhas sem tampa, geralmente de chapa, perfurada ou
não) e prateleiras (não perfurada, engastada ou fixada por um de seus
lados em parede ou teto) são geralmente constituídas de eletrocalhas (des-
cri tas a seguir, em 6.1.4) sem tampa, e utilizam acessórios (curvas, emen-
das, redução, flange etc ... ) que facilitam sua instalação.

Figura 6.7 - Bandejas e prateleiras - ( Fonte: M opa)


Nos locais em que serão empregados condutores de seção elevada, e.
portanto, mais pesados, utilizam-se os leitos, que também usam diversos
acessórios e elementos de fixação.

Figura 6.8 - Leito para cabos - (Fonte: Mopa)


- 172 - Unidade li
Norberto Ncry

Anuela La<.a Arruela de Pre''>ão B raçndc ira


Econõmaca

Br.içadeira U Perf. Braçadeira U Vcrg Braçadeira Braçalkira


IJnião Horiz. Uni:lo nn.

Braçadeira Bucha Can1one1r.1 Cumbador


Simples Pcrfur.>IU

Parafu-..:· Se it Parafu~

.,.
Parafuso Lcn1ilha P..rafu.so Red
S·;herba Soberba Sexta\ ado

Porca Porca Losan!\Jlat Porca l...chan!!ular


Losango lar Mola Pino

Prolongador Ver!!alhão Saída Vertical


Elet.-oduto

Figura 6.9 - Acessónos e elementos de fixação para leitos


(Fome Mopa)
Unidade u • 173 •
Norberto r-<ery

6.1.4. Canaletas e Perfilados


Canaletas, condutos geralmente com seção retangular, com tampa, ao
nível do solo, instalados com tampa em toda a extensão aberta, ventilada
ou fechada, mas permitindo o acesso aos condutores em toda a extensão.
Para o seu uso com condutores unipolares ou multipolares somente com
isolação, conforme a NBR 5410104, é necessário que os condutores este-
jam contidos em eletrodutos, caso contrário devem ser utilizados condu-
tores com isolação e capa de proteção. Nessa situação, as canaletas são
classificadas como AD4 sob o ponto de vista de influências externas.

Figura 6.1 O - Canaleta


Nas canaletas, nos perfilados, ou em eletrocalhas suspensas, para utili-
zar os condutores unipolares ou multipolares somente com isolação, é
necessário que as paredes sejam maciças e com tampas que só podem ser
removidas com auxílio de ferramentas, caso contrário devem estar a uma
altura mínima de 2,50 m acima do solo, ou estar em locais que só sejam
acessíveis a pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas (BA5).
Na escolha da eletrocalha adequada, deve também ser considerada a
capacidade de sustentação de carga distribuída, peso da eletrocalha, dis-
tância necessária entre apoios, utilização de reforços estruturais. além da
existência ou não de rebarbas nas eletrocalhas perfuradas, bem como da
utilização de extremidades laterais cortantes (importantes não só para a
isolação do condutor. mas também para o pessoal que realiza o serviço de
instalação) .

. 174 . Unidade li

j
Norbeno Ne2
Eletrofon lnlinito Eletrofon Infinito 2 Eletrofon Prr1.

Ektrofon Perf-Fundo Eletroton Lisa Eletrofon Lisa por


Bai~··

Figura 6.11 - Eletrocalhas com reforço estrutural. com chapa 24 e .2.2


(Fome: Mopa)

6.1.S. Espaços de Construção


São locais na construção. onde é posshel in•aalar e retirarº' conduto-
res. A NBR 5410104 admite todas as formas normalizadas de instalação
nos espaços de construção. São ace .. síveis apenas em alguno; ponto~.

6.1.6. Enterradas
Ne,sa situação. é importante observar que a NBR 5410104 admite o
emprego de condutores somente isolados em instalação enterrada, mes-
mo contidos dentro de eletroduto. somente se não houver caixas de passa-
gem e for garantida a estanqueidade do eletroduto. Como isto geralmente
não é possível. deverão ser utilizados condutores . unipolares ou
multipolares providos de annação ou proteção mecânica adicional.
Também é conveniente ressaltar que a NBR 5410104 impõe que a pro-
fundidade dos condutores. mesmo em eletroduto. deve ser no mínimo de:
- 0.70 m em terreno normal:
- 1.00 m na travessia de vias acessíveis a veículos:
- e em uma zona de 0.50 m de um e de outro lado dessas vias.
Essas profundidades podem .ser reduzidas se o terreno for rochoso. ou
se os condutores estiverem em eletroduto., que suportem sem dano., as
linidllde li - 175 -
Norberto Nery

influências externas a que forem submetidos. É comum. nessas situações.


utilizar-se os eletrodutos "envelopados"' em concreto.
Normalmente. a espessura da camada de concreto do envelope é igual
ou superior ao diâmetro do eletroduto.
No cruzamento de linhas, a norma recomenda um afa<>tamento mínimo
de 0,20m.
Qualquer linha enterrada deve ser continuamente sinalizada por um
elemento de advertência. como uma fita colorida. de material que suporte
a deterioração de estar enterrado. e esteja no mínimo 0.10 m acima <la
linha.
e
Q Oi<.1ânc1a entre du10, e ...,,;,léncia.~ às car-
T gas par. qu.1lqucr duto.
A

a 5cm

A di,L\ncaa entre o oh d do -olo e as fitas de


b aviso é de :!li cm.

e Até 20.0 ton . =60 cm


Ati1n.1 & 20.0 ton. "11.M à 1.20 m

Fig. 6.12- Disposição dos eletrodutos tipo PEAD, enterrados


(Fonte: Kanaflex)

Em trechos longos. acima de J5 m, para não dificultar a passagem dos


condutores. a NBR 5410 recomenda a utilização de caixas de passagem.
que podem ser de alvenaria. de concreto ou de chapa de aço. Essas caixas
devem ser dimensionadas de modo que os condutores não se danifiquem
na sua instalação. No caso de instalação do ramal de entrada (trecho de
condutores entre o ponto de entrega e a medição de consumo). as conces-
sionárias impõem as características dessas caixas, e a utilização de dispo-
sitivo de selagem para a manutenção da tampa fechada.
Isso impede o livre acesso ao interior da caixa de modo a dificultar o
eventual furto de energia.
A seguir são apresentados como exemplo, os padrões de caixas adotados
pela Eletropaulo. em alvenaria.

• 176 . Unidade li
l'\orbcno Nen

lORIT .\ j\

OETU.RI: \

Dunensõe~mínima.' de caixa para D1mensõe~ mínimas de caixa para

1
seguime nto normal (nté 3 eletrodutos)
Diimd ro-
d o ...l roc!uto l\f M
P\'(
ll
AÇO
_,..
a
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m.......--
h
»J
<
$0
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300

JS
PVC
3~
dcnvaçã o (até 3 eletroduLOl>)
Ollmet n--.J
do ete1nldut u (MM
AÇO


400
o.--.

"
soo
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--
d •
_;oo lll l.51;

.\H ;\()!)
60 60 400 ~CIO so .lC.i 'K 60 60 tiOO ~ '1(1 :ioo

IS 89 6011 ~uo :IO Xlll 38 S5 89 soo .'\00 .50 300 lM JOO

. IU 800 ~l :IO 300 \S - IP lfO'l 500 "1 300 )8 500

(4 eletrodutos) (4 eletrodutos)

Notas:
1ª) As dimensões mínimas das caixas são para condutores tipo seco:
2") A tampa deve ser calafetada para impedi r a infiltração de água.
Figura 6.13 - Caixa de passagem em ah·enaria - (F<mte: Elerropau/o)
• 177 -
Unidade l1
Norberto Ncry

6.1.7. Sobre Isoladores


Nesse tipo de instalação, podem ser utilizados condutores unipolares.
multipolares, condutores nus. condutores isolados em feixe ou banas.
Método muito utilizado para instalações externas.

6.1.8. ÁREAS EXTERNAS


Devem ser instalados observando-se as alturas mínimas em relação ao
solo, podendo ser utilizados condutores unipolares, multipolares, condu-
tores nus, condutores multiplexados em feixe. e montados sobre postes e
estruturas.
Alturas mínimas em relação ao solo, e distância de janelas, sacada'
etc., conforme o exposto na Unidade li - Capítulo 7:
a) 4.00 m onde houver passagem exclusiva de pedestres:
b) 5,00 m onde houver tráfego de veículos leves;
e) 6.00 monde houver tráfego de veículos pesados.

6.1.9. PRÉ-FABRICADAS
Utilizam condutores de seção maciça, com proteção mecânica, com
estruturas prontas para derivações, instalação de proteções, comandos e
acoplamentos. Devem possuir no mínimo grau de proteção IP2X, não
devem ser instaladas em áreas molhadas. São conhecidas como "Bus-
way".

Número de Seçlo d.e barra Capacidade de 1> Resistência ReatAnda


barras por e.sé (mm') corrente a Js-c
,. Fase . Neutro 1 {A) mOJm mCllln
10 X 40 lOx 40 750 0.0446 0.1930
1 10 lC 60 10 X 40 1.000 0,0297 0,1700
10 X 80 10 X 40 1.250 0 .0223 0.1680

1 - Para c~paçamcntos cn1re burras maiores do que 2D na horizontal, não é necessário


aplicar fatore~ de redução, visto que o aquecimento mútuo é dc-~prezívcl. {D é igual
a largura do lado maior da barra);
2 - os valores de rcsísténc1a e reatâm:ia são aproximados;
3 - o grau de proteção dn barrumento é IP3 J (uso interno);
4 - a dJstãncia entre a.\ barrai.~ de 200 mm

Tabela 6.4 - Características de linhas pré-fabricadas. "Bus-way"


com barramentos de cobre
• 178 - Unidade II
Norberto Nery

6.2. PERCURSO DA REDE


Para fac1htai a mào-de-uhra de mstalac;ão e evitar interferências com
outras instalaçoes, é conventente efetua r a distribuição da rede de
cletrod utos, observando-se as segu111tes regras práticas:
a) A d1scnbu1ção d,1 rede de eletrodutos de\'erA seguir a seqüência ló-
gica:
Deve -se procurar o percurso mais cuno. e que não tenha interferén-
cias com a estrutura ou mstalações hidráulicas.
b) Do Q.D.L. deve sempre pan1r
- 2 condutores (F, N) para cada circuit o l 27V;
- 3 condutores (f. N, T) para cada c.1rcm10 de TUG com terra cm
127V;
- 3 condu tores (F. F. T ) para cada circuito de TUE em 220V.
e) Dentro de um trecho de eletroduto só é conveniente instalar até 9
(nove) condu tores (ou seja. no máximo três ou quatro circuitos)
d) Em uma caixa de passagem, ou de instalaçào de ponto de luz. inter-
ruptor ou tomada. conectar no máximo quatro elctrodutos, eventu-
almente cinco, de modo a haver espaço para instalação dentro das
ca1xmhas:
e) Evitar cruzamento de cletrodutos em laje pré-fo rmada:
f} A NBR5 41 0 nào penntte a ut11izaçuo de cletrodutos com compti-
mentos superi ores a 1S metros sem a interposição de caixa de pas-
sagem. este espaçamento será redun do em três metros para cada
curva de 90º (utilizar no máximo três cun.as de 90"):
g) Na representação dos condutores na rede de eletrod utos, é mais sim-
ples utilizando a seguinte seqüência:
- representar a fiação de todas as tomadas de corrente em 127 V, a
partir do ponto da tomada até o quadro de distribuição:
- representar a fiação de todas as tomadas de corrente em 220 V, a
partir do ponto de tomada até o quadro de distribuição;
- representar a fiação de todos os comandos (mtcnuptorcs) aos res-
pectivos pontos de luz. e dos pontos de lu1 até o quadro de distn-
buição.

6.2.1. Infra-estrutura para Cabeamento E~truturado


Embora o objetivo desta publtcação seja instalações elétricas. e não o
• 179 •
llnidnde li
Norbeno Nery

cabeamento destinado à infonnática. em geraJ no desenvolvimento do


projeto de mstalações elétricas de um edifício. é normal para o prOJettsta
de elélrica. efetuar a definição do projeto da mira-estrutura (roteamento
tubulações, caixas) do projeto de informática, em função da sua realtza-
ção paralela, e eventualmente com o mesmo pessoal (eletricistas) da dis-
tribuição de energia elétrica.
Para os que são leigos no assunto. é conveniente efetuar a leitura do
anexo 4, conceitos básicos do cabemnento estruturado, elaborado pelo
Tecnólogo Alexandre J. Aragão. que apresenta uma exposição prática dos
conceitos e equipan:ientos utilizados.
Atualmente com a existência das redes de informática comunicaçõe.\
de dados, voz, texto, vídeo, imagem, internet, TV a cabo e telefonia local,
deve-se adotar como referência às publicações da TIA/E/A
(Telecomunic:ations lndustry A.uociation/Eletronic Industries Association)
dos Estados Unidos, ISO (lnten1ational Standard Organi;.ation) e BICS
(Buildmg lndustry Consulting Servke International). Na ABNT, consul-
tar o COBEI projeto: 03:()4.6:05-010.
Como o cabeamento de telecomunicações, informática (cabos metáli-
cos, fibra ótica, rádio...), tem uma extensa faixa de aplicações e tipos de
sinal, atendendo a múltiplos produtos e fabncantes, pode haver conflitos
com os padrões de redes telefônicas locais. conforme padrão TELEBRAS.
portanto cmdados especiais devem ser tomados na especificação dos ma-
teriais a serem utilizados na infra-estrutura de uma rede local.
Uma rede local de informática, I.AN (Local Area Network) utiliza com-
ponentes passivos e ativos. Os componentes passivos são representados
pelos elementos responsáveis pelo transporte dos dados através de um
meio físico, ou seja. pelos cabos e acessórios de cabeamento e tubulações
Os componentes ativos são os aparelhos eletrônicos e a topologia e
tecnologia desenvolvida na transmissão de dados entre as estações.
O cabeamento estruturado, SCS (Stn4ctured Cabling Systems), con-
siste de um conjunto de produtos de conectividade empregados de acordo
com regras específicas de engenharia com as seguintes características:
projeto e instalações sistematizadas. arquitetura aberta, meios de trans-
missão e disposição física padronizados, coerência com padrões interna-
cionais.
O cabeamento estruturado é, portanto, fundamental na integração de
aplicações distintas como voz. dados. vídeo. e sinais de um sistema de

- 180 - Unidade 11
Norber to Ncry

ni-
gerenciamento predial. BMS (Building Management Svste111.ç). É conve
que
ente ressaltar que existem mterpretaçõcs e defimções equivocadas
cio
geram confusõcs para os termos: "caheamento estruturado., e "edifí
inteligente".
Um ed1fíc10 mteli~ente pode ser o re1;uhado da aplicação de um 'ºft" are
si-
que contr ola as funçocs de gerenciamento de um pre<l10, ou pelos dispo
ntar
tivos eleLroeleLrônicos 1ru;t..1.Jados na ed1flcaçao Claro que para 11npla
de
um serviço que faça a integração entre diversas aplicações (controle
o
iluminaç.io. ventilação. ar condic1onado. contr ole de incên dio. ace.;s
e
etc ... ), é necessário o soflware, hem como os dispos1t1vos sensores
ções
atuadores Entretanto. até pouco tempo. para cada uma dessas aplica
havia meios e infra-estrutura separados, o que ocasionava múltiplos siste-
cm
mas de cabeamento, tubulações e métodos de instalação diferentes
cada aplicação, portanto sem empr egar o cabcamento estruturado.
-
Uma L·1N típica normalmente possui os seguintes elementos pencn
centes ao sistema de cabeamcnto estruturado:
-distn bwdo r geral de telecomunicações (DGT), entrada do backbone:
- sala de equipamentos (SEQ):
- cabeamento tronco;
- annán o de telecomunicações:
- cabeamento horizo nta l:
~ área de trabalho.

Por exemplo: Cada prédio é conectado ao backbone (<lisLribuidor, ge-


um
ralmente das empresas de telecomunicações: Embratel, Telesp... ) por
ins-
cabo de fibra ótica encaminhada através do DGT ou por um roteador
o
talado na sala de equipamentos, local onde nonnalmente encontra-se
núcleo da rede local.
A sala de equipamentos, com no mínimo J2 m de área, serve para
a-
receber o cabo de fibra ótica do backbone. Nela são mstalados os equip
são
me ntos de comu mcuç ào dus opera doras de telecomun1caçôes e
acomodos os equipamentos principais da rede local. e operação do pe'\so
.e
ai de manutenção, deve ser restringido o acesso a pessoas autorizadas
no
haver Huminação com no mínimo 500 lux em circuito independente:
mínimo 3 (três) tomadas 21'+ T, em 127. ou 220 V. sendo 6VOW/ tomad
a:
li.
e ter equipamento par.1 disqp ação de calor. com no mínimo 7.000 BTUI
O cabeamento tronco, ou cabeamento vertical. ou back.bonc da rede
- 181 -
Norberto Nery

local, interliga a sala de equipamentos aos armários de telecomunicaçõc.


Geralmente é constituído de um dos seguintes tipos de cabos:
- cabo de fibra ótica com no mínimo quatro fibras multimodo 62.5/
125 micrômetros, para uma distância de até 220 m:
- cabo de fibra ótica com no mínimo quatro fibras monomodo nove
micrômetros, para uma distância até 3.000 m;
- cabo UTP (Unshielded Twisted Pair), cabo constituído por fios me
tálicos trançados aos pares de fios de bitola 24 AWG, para uma
distância até 90 m.
As distâncias indicadas acima dependem de especificações dos equi -
pamentos.
Os armários de telecomunica-
ções servem basicamente para tran-
sição do cabeamento tronco para o
cabeamento horizontal. As estrutu-
ras mais comuns para a modelagem
desses armários são os gabinetes ou
racks.
O cabearnento horizontal inter-
liga os equipamentos ativos. geral-
mente através de tomadas RJ45, às
áreas de trabalho através do armá-
rio de telecomunicações, e utiliza ,...~..,.~--"""'~-~.,.--'!"--..
cabo UTP, ou cabo de fibra ótica
com no mínimo duas fibras
multimodo 62.51125 micrómetros,
para até 90 m de distância.
Para minimizar os efeitos das in-
terferênciac; eletromagnéticas, os ca-
bos de telecomunicações devem es-
tar em condutos separados dos uti-
lizados para a distribuição de ener-
gia elétrica minimizando o - - - - - - - - - - - - - -.-...
acoplamento eletromagnétic o. nas Figura 6.14 - Sistema de canais
distâncias: 120 cm de motores ou modulados e caixa de tomadas
transformadores elétricos, 12 cm de embutidas em contrapiso -
lâmpadas fluorescentes. Todas as tu- (Fonte: Mopa)

- 182 - Unidade II
Norbent' ~e!")

ulações devem ser blindadas e aterradas, e o seu dimensionamento <:erá


bordado no próxuno capítulo.
Em edifícios, é interessante a ut1hzação de ..shaft..·• verticais para a
assagem dos conduto!'> entre O!> pavimentos, e do emprego de forro ou
iso falso. constituindo chamado de pavimento técnico, para a passagem
no plano honzontaJ dos condutos.
Para a infra-estrutura de edifícios comerciais administrativo::. e simila-
res. na distribuição da rede de informática é conveniente a realização do
abeamento estruturado. Para sua realização serão empregado-. materiais
citados nos exemplos ao lado.

Figura 6.15 - Sistema de canais para instalação aparente


(Fonte: Mopa)

6.3. DThlENSIONAl\1ENTO
6.3.1. Eletrodutos
Para uso das tabelas com as trutas de ocupação dos condutores é
preciso primeiro determinar a área externa, mclumdo a isolação e
capa de proteção se existir. ocupada pelos condutores. que pode
ser obtida na tabela da página a seguir.

1Jade li - 1113 -
Norberto Nery

Seção PVC 70" 1 XLPE 90" EPR 90"


Nominal Sem Cobertura Com Cobertura l '
(mm 2
) (mm2) ~
(mm2) ~1

- FIO/CABO - - -
1,5 6,2 / 7.l 14 19 21
2.5 9,1 / 10,7 16 23 24
4 11,9 / 13,8 29 30 30
6 15,2 / 18,1 40 48 48
10 25 /27 43 53 54
16 33 / 37 55 67 68
25 57 72 104 104
35 71 95 123 123
50 95 123 154 154
70 133 165 189 201
95 177 201 255 269
120 214 269 299 299
150 255 314 363 363
185 314 363 434 452
240 416 452 573 573

Tabela 6.5 - Área externa dos condutores


Para o dimensionamento dos eletrodutos (especificação do diâmetro
nominal), a norma recomenda as seguintes taxas de ocupação: 53% para
um condutor, 31% para 2 condutores, 40% para 3 ou mais condutores.
"ai Área
" ... Interna Taxa de Ocupação
I•
1l •Nominal ·.
=
r:1'
ri)
(mm) (mm2) 53% 40% 31%
u ~ 16 128 67,8 51,2 39,7
>
~
e
"CJ 20 211 112 84,4 65,4
"6b 25 356 189 142 110
i 32 564 299 226 175
. 8.
·-
~
40
50
962
l.244
509
659
385
498
298
386
60 1.979 1.049 792 614
75 3.227 1.710 1.291 1.000
85 4.448 2.379 l.700 1.392
Tabelas 6.6 A - Taxa de Ocupação dos Eletrodutos, de PVC, Polietileno
de Alta Densidade (PEAD) e de Aço Carbono
- 184 - Unidade 11
Norbert o Nery

- Áreas

i
li
~
•Nominal Interna Taxa de Ocupação
1 (mm) (mm 2) 53% 40 % 1

31%

tl
30 755 400 302 234

., j
l
~
50
75
100
125
150
2.027
4.4 18
7.854
12.648
19.0 16
l.074
2.342
4.163
6.703
10.078
811
1.767
3.142
5.059
7.606
62x
1.369
2.435
3.921
5.895
Tabela 6.6 B - Taxa de ocupação dos eletrodutos de
Po lietilen o de Alta Densidade (PEAD )
1
Areas
+Nominal liltema Taxa de Ocupaçio
(mm) , (mm1) 53% 40% 31%
34 634 H6 263 196
42 1.041 552 416 323
48 1.405 745 562 436

J 60 2 256 1 196 903 700


76 3 783 2.005 1.5 13 1.173
89 5 204 2.758 2.062 1.613

! 102
114
6.808
8.792
3.608
4.660
2.72J
3.517
2. 11 0
2.725
140 13.2 12 7.002 5.285 4.096
1

25 590 113 2l7 183

! 32
40
990
1.359
525
720
396
544
307
421

~
! i! 50
65
80
2.190
3.217
4.95 1
1.161
l .70'i
2 624
876
1.287
l 981
679
997
1.535
~ 90 6.590 3.49,l 2.636 2.043
100 8.446 4.476 3.378 2.6 18
125 13 131 6.959 4 .07 1. -
25 638 338 255 198
32 1 o.t6 555 419 324
~

40 1.392 738 557 432


] 50
65
2 282
3.718
1.209
1.970
9ll
1.487
707
1.153

! 80
90
5.217
6.896
2.765
3.655
2.087
2.758
1.617
2.13!<
100 8.875 4.704 3.550 2.751
.

Tabela 6.6 C - Taxa de ocupação dos eletrodutos de Aço Carbo no


• 185 -
llJnidudc: li
Norberto Nery

Para facilitar o dimensionamento. em instalações com eletroduto ch


PVC rígido, pode-se utilizar a tabela a seguir, principalmente quando os
condutores são da mesma seção:

Seção
' .. .. . .· Número
. de condutores
~· . .. no :eletroduto ... '
~ominal · 2 r 3 . 4 . 5 6 7 8 9 IO
(mmZ) ' Tamanho nominal do eletrodudo (mm) 1
, ' . -
1,5 16 16 16 16 16 16 20 20 20
2,5 16 16 16 20 20 20 20 25 25
4 16 16 20 20 20 25 25 25 25
6 16 20 20 25 25 25 25 32 32
10 20 20 25 25 32 32 32 40 40
16 20 25 25 32 32 40 40 40 40
25 25 32 32 40 40 40 50 50 50
35 25 32 40 40 50 50 50 50 60
50 32 40 40 50 50 60 60 60 75
70 40 40 50 50 60 60 75 75 75
95 40 50 60 60 75 75 75 85 85
120 50 50 60 75 75 75 85 85 .
150 50 60 75 75 85
,, 85 .>'\ .E hj
.
185 50 75 75 85 85 " ::;r; #;
'
. . '··:.
240 60 75 85 . , . ,

Tabela 6.7 Dimensionamento de eletrodutos de PVC rígido.


6.3.2. Eletrocalhas Perfilados e Similares
Embora a NBR 5410104 não estabeleça uma taxa de ocupação máxima
de um perfilado ou eletrocalha, confonne recomendação dos fabricantes.
(MOPA, etc) podemos, por analogia, adotar a recomendação da norma
para a ocupação de clecrodutos, ou seja, 40% da sua área transversal. Devc-
se observar nessas situações se os condutores estarão dispostos em cama
da única. ou em várias camadas, o que também pode alterar a capacidade
de condução de corrente do condutor.
Com exceção dos casos citados acima, o método de dimensionamento
dos condutos tipo eletrocalha deve seguir os seguintes passos:
- Determinar a área total de cada condutor (consultar o diâmetro exter-
no do condutor no catálogo do fabricante ou tabela 6.5).
- Fazer a somatória de todas as áreas externas dos condutores. calcu-
lando assim a área externa total dos condutores (L Scxi cond).
- 186 - Unidade li
Norberto l'fery

- Determinar o tipo dt elelrocalha a ser utilizado e c'pecificar uMa que


tenha 40% da área interna útiJ (S ,) igual ou superior a somatôria da
área total exlema do ... condutores.

l l: srn.. - i s 0,40 slilil 1


- Deve-se também efetuar o dimensionamento mecânico. que tem como
objeti\'o garantir a suportabilidade do material utili1ado. determinan-
do a distância máxima entre sustentações e o pe'o máximo que deve
ser aplicado ao conduto.
6.3.3. Para lnfonnática
Para o dimenssonamt!nto de tubulações, eletrodutos e eletrocalha para
o cabeamento de infonnática e telecomunicações. podemos utilizar o se-
guinte critério:
Cálculo para definição das tabelas a seguir ba...eado no diâmetro exter-
no de 6.3 mm de um cabo UTP. considerando a capacidade máxima per-
mitida pela tabela 4.4-1 da TIA/ETA. para uma d1 ...tânc1a máxima de 30m.
com taxa de ocupação de 4o<'!r. Os cabos com fibra ôtica duplex podem
'er considerados com a mesma dimensão de um cabo UfP. Como mostra
as tabelas da página seguinte.
Diimetro nominal do Quantidade de cabos UTP.
eletroduto mm (pol) ou cabo 6tko
20 CV4") 3
25 (l ") 6
32 ( 1 ~~") 10
40 <111r> 15
50 12") ::?O
65 (21/2") 30
80 (3") 40

Tabela 6.8 - Capacidade dos eletrodutos de aço carbono para cabos UTP
Dlmensio da eletrocalha ou Quantidade de cabos lífP,
dolo de piso (mm 1 ou cabo 6dco
50 '( :?5 ::?O
50 '( 'iO 32
-5 '( 'iQ 48
Tabela 6.9 - Capacidade de eletrocalha de aço carbono lisa com tampa
para cabos UTP
Unidade n • 187 -
:-;orbcrto l\crv

CAPÍTULO 7
PROJETO E DIMENSIONAMENTO DA
ENTRADA ELtT RIC A
7.1. ENTRADA DE SERVIÇO
Deno mina -se enrrada de servi ço ao conju nto de condutore~.
equip amen tos e acess órios comp reend idos entre o ponto de
derivação da rede secundária de distribuição da concessionária e a
medição e proteção. inclusive.
A concessionária de distribmção de energia elétrica participa com
o material e rnstalação da entrada até o pomo de emrega. A partir
desse ponto . a insta lação é de cons truçã o e prop rieda de do
cons umid or. exce tuand o-se os equip amen tos de medi ção de
consumo.
Para observarmos seus componentes e sua localização. de acordo
com as normas das concessionárias. São apresentadas a seguir as
-;uas especificações conforme o UG 2.0001 Eletropaulo.

Figura 7. l - Componentes da entrada de serviço,


e fixação do ramal de ligação com condutores com
seção de até 70 mm; - eFonte: F.letropcwlo)

- 11!9 -
Unidade IJ
Norbeno Nery

Figura 7.2 -Alturas mínimas do ramal de ligação - (Fonte: Eletropaulo)

fM~ no~ de propncdú:


blk•
Allun. nn_ 1LL: ..l.t'l m
cmma • w.. po- ' :===:=:.11
Nica.
• Allura mill... Jl l h.l .fi m

R.,.W d! 1,,."1.'lnC~~ do mt'limo ilido d.li v1• pc.l · • Rede dl. .;.uncc:~ ..1onAr111t do DllC''.\ltlO '*~lo da
bhi.;• ~ i .1 pul'iba
EdlfK"ai."io rttu:.tJa do hmuc de propne:Jadc comi F.dif"-..._tó l't'~11.1J.1 du iumlC' tk- propncdldc: com
avu.~il • ,.,. pâtibc&.
• Alnn. Mln. R..L. -Ull m - Allw• á ll L o,oo m.
1

Pa~~l t .. ·í
1

1
Legenda:
PE : Pomo de entrega
RL : Ramal de ligação
O: Poste da concess1onána
O : Poste particular

Figura 7.3 - Disposições da entrada de serviço


e do ramal de ligação, com a rede da concessionária do
mesmo lado e do lado oposto da via púbhca

- 190 - Unidade li
:-; orbe no Ne9·

7.2. CÁLCULO DA DEI\ttAA"DA


Para dimensionarmos os equipamentos da entrad a (condutores, chave -
fusível. caixa de mediç ão etc ) é neces sáno determinam10s a deman da da
instalação.
De acordo com a norma NBR 5./10. deve-se<.· 1nsiderar a P'"sib ilidad e
de não simultaneidade de funcionamento das cargas. ou seja. durante o
funcionamento normal de uma instalação elétrica verific.a-se que as cargas
não são ligadas todas ao mesm o tempo.
Confo rme a resolução n" 456 de ANNEL. de nm·emhro de 2000 para a
tarifação. a deman da é a média das potências elétnc as ativas (ou reatiras)
em opera ção na urudade consu midor a duran te um intervalo de tempo
especificado.

P(k.W)
Potc'.:ncia

Dem.

t (h)

Figura 7.4 - Potência x tempo

Onde : Dem =Dem anda. em kW


(; = Energia. cm kWh
(; = Dema nda x 6.t : 6. = l/4h (geralmente)

Potên cia ou carga mstal ada = soma das potên cias de todos os
equipamentos. Portanto. a potência de deman da será igual ou menor que a
potência (ou carga) instalada.

• 191 •
Unidade II
Norberto Nery

Traçando-se o gráfico da demanda em função do tempo, Dem =t (t):

Dem(kCO)
Demrn••

Figura 7 .5 - Demanda x tempo


Define-se o fator de demanda: FD

P. 1 (kW)x FD
Dem (kV A) = '"' · FP

A carga instalada (Potência Instalada ou Nominal, P INST. ) no cálculo


da potência nominal (ou carga instalada) é básica para a determinação do
tipo de atendimento, fornecimento, cálculo da demanda e da corrente de
demanda da instalação, e corresponde ao somatório da potência de todas
as cargas.
Como exemplo, para as instalações com alimentação bifásica, em 1271
220V:
p INST. (W) =l: p 127V + }; p 220V
Onde:
PN - carga instalada, ou potência non1inal (W)
:E P 127V - soma das potências das cargas em 127V
:E P220v - soma das potências das cargas em 220V

Devido às características de uso da instalação, atribui-se um fator de


demanda para cada conjunto de cargas do mesmo tipo, ou trecho da
instalação.
Como o objetivo inicialmente era o de dimensionar adequadamente a
instalação e não especificamente a tarifação, é conveniente e mais preciso,
determinarmos a corrente de projeto·para dimensionamento de condutores
- 192 - Unidade II
Norb erto Nc9

m função da potência de demanda. aparente em


J. VA. Portanto. para cfeito
a, conforme expr~sso nm.
de projeto, podemos considerar que a demand
ia em kVA . req uisi tada po1
man uais das con ces sion ária s. é a pot ênc
ec11vos fatores de demanda
detem1inada carg a instalada, aplicados os resp
Oen1
FD = Potência i;ta lad a
gas con side rad o .
FP = fato r de pot ênc ia de um con jun to de car
ulo para dete rmi naç ão da
/\pr ese ntar emo s a seguir um roteiro de cálc
ais e mdustnats. com carga
demanda em mstalações residenciais, comerci
el na internet no fascículo
inst alada até 75 kW. Há um programa disponív site
l LIG 200 0 no
ºDe ter min açã o da Dem and aH no ma nua
ww w.eletropaulo.com.br.
and a. fato res de não
Com o sao pre vist os no cál cul o da dem
mo tipo. alimentada" pelo
simultaneidade na utili1ação de cargas do mes
ress ado s cm d1mens1ona1 .
con jun to de con dut ore s que esta mos inte
denominados de fatores de demanda (FD).
amente pode ser calculada
Portanto. a potência de dem and a simplificad
da seguinte forma:

Onde:
(V A);
P1, - potência de demanda da instalação em
manual da concessionária:
FD 1 a FD 10 Fatores de dem and a (obtidos em
1);
LIG2000/Eletropaulo. apresen tados em 7. 2.

P 11 l"1 - potência referente à iluminação (V A):


);
P t . -- potência referente a tomadas de uso ger al (VA
. e 7 2 para com erci al e
FD 1 - veja tabela 7. l par a uso residencial
industria l;

• 19~ •
Unidade n
Norhc:no Ncry

P~ - potência referente a chuveiros. torneiras. aquecedo r individua l


de passagem (VA). FD 2 veja na tabela 7.3. considerando que as
potências mínimas in<livu.luais admitida s pela concessionária
(Eletropaulo) são aquelas especificadas na tabela 7.4:

P~ - potência <le máquina de lavar louças, aquecedo r central d<'


passagem (V A). FD veja na tabela 7.3:

P 1 potência de aquecedo r central de acumulaç ão (V A). FD ~ veja na


tabela 7.3:

P~ - potência <le fogão elétrico. forno de microond as (VA). FD~ veja


na tabela 7.3;

Ph - potência referente a máquina s de secar roupas, sauna, xerox,


ferro elétrico industria l (VA), FD. \:eJa na tabela 7.3:

P1 potência referente a hidromassagern (VA). FD veja na tabela 7.3:

P8 - potência referente a aparelho s de ar-condic ionado (verificar a


conversa o de potência de kCal/h ou de BTU/h para VA, na
tabela? .5). FD, veja na tabela 7 .6:

P., - potência referente a motor~ (verificar a conver-.ão de cv ou de HP


para kV A. na tabela 7 .7). FD9 , aplicar o fator de demanda de
100% para o motor de maior potência, e 50 % para os demalc;
motores.

P"' - potência referente a equipame ntos especiais (aparelhos de nuo X.


máquinas de solda. fornos elétricos a arco. máquinas injetoras e
extrusoras de plásttco etc.). FD 10. consider ar 100% da potência.
em kVA, do maior equipame nto, e 60% da potência, em kVA,
dos demais equipame ntos.

7.2.1. Fatores de Demanda


As tabelas a seguir estão disponív eis no rnamwl L/G 2000 da
Eletropauln Em panicular. a wbela 7 J paru iluminação e tomadas de uso
geral, em instalações rcs1denc1a1s. tem origem na NBR 5./10.

. I~ . Uniibde 11
Norberto Nery

CARGA INSTALADA
(kW ) FDl
O<PISI 0,86
1 < P 1 s; 2 0,75
2 < P 1 s; 3 0,66
3 < P 1 s; 4 0,59
4 < P1 s;5 0,52
5 < P 1 s;6 0,45
6 < P 1 s; 7 0,40
7 < P1 ~ 8 0,35
8 < P1 s; 9 0,3 1
9< P,s; IO 0,27
IO< PI 0,24

Tabela 7.1- Fator de demanda (FDl) para tomadas e iluminação


residencial
DESCRIÇÃO 1- ~TI>l
.
Auditório, salões para exposições e semelhantes 1,00
Bancos, lojas e semelhante~ 1,00
Barbearias, salões de beleza e semelhantes 1,00
Clubes e semelhantes l .CXI
Escolas e semelhantes 1,00 para os primeiros 12 kW.
0,50 para o que exceder a 12 kW
Escritório (edifícios) 1,00 para os pnme1ros 20 kW.
0,70 para o que exceder a 20 kW
Garagens comerciais e semelhantes 1.00
Hospitais e semelhantes 0,40 para os primeiros 50 kW.
0,20 para o que exceder a 50 kW
Hotéis e semelhantes 0,50 para os primeiros 20 kW .
0,40 para o que exceder a 20 kW
Igrejas e semelhantes 1,00
Indústrias 1,00
Restaurantes e semelhantes 1.00

Tabela 7.2 - Fatores de demanda (FDl ) para tomadas e iluminação,


para uso comercial e industrial
Unidade TI • 195 •
:Korbcno Nery
Fator de Dcmallda [%)
Chuveiro, Mãquina de
Máquina Fogão
Torneira Aquecedor Sec11T Rou~. Hidro-
Número de
El&rica,. Lava-louça.\ e Central de Eléttíco. Sauna, XeroÃ, massagem
Aparelhos Aquecedor ~curnulaçio Fomo de Ferro Eléuico,
Aquecedor Microondas
Central de Industrial
Individual <le
Passagem
Passagem
OI 100 100 100 100 100 100
02 68 72 ., 1 60 100 56
03 56 62 64 48 100 47
04 48 57 60 40 100 39
05 43 54 57 37 KO 35
06 39 52 54 35 70 25
07 36 50 53 33 62 25
08 33 49 51 32 60 25
09 31 48 50 31 s+ 25
10 a 11 30 46 50 30 50 25
12 a 15 29 44 50 28 -l6 20
16 u 20 28 42 47 26 40 20
21 a~ 27 -ia 46 26 ~6 IR
26 a 35 26 38 45 25 32 18
36 a40 26 36 45 25 26 15
41 a 45 25 35 45 24 25 15
46a 55 25 34 45 24 25 IS
56 a 65 24 33 -is 2-l 25 15
66a 75 24 32 45 24 25 15
76 a 80 24 31 45 23 25 15
81 a 90 23 31 45 23 25 15
91 a 100 23 30 45 23 25 15
101 a 120 22 30 45 23 25 15

Tabela 7.3 - Fator de demanda FD2 a FD7


:F l•lldM'e Potêndatl MllliHIM [WJ
Torneira Elétrica 3.000
Chuveiro Elétrico 4.000
Máquina de Lavar Louça 2.000
Máquina de Secar Roupa 2.500
Forno de Microondas 1.500
Forno Elétrico 1.500
Ferro Elétnco 1.000

Tabela 7.4 - Potências mínimas de aparelhos eletrodomésticos


196 - Unidade IT
CAP (BTIJ/h] 7100 8500 10000 12000 14000 18000 21000 30000
CAP íkCal/hl 1775 212'.i 2500 3000 3500 4500 5250 7500
Tensão IV) _ 220
110 220 ..,.110 110 220 110 220 220
- 220 220 220 - -
C01Ten1c (AI 10 5 14 7 15 7.5 17 8,5 9.5 13 14 18
Potência (VAI 1100 1100 1550 1550 1650 1650 1900 1900 2100 2860 3080 4000
Poc!ncia 1w1 900 900 noo 1300 1400 1400 1600 1600 1900 2600 2800 3600

Tabela 7 .5 - Potência de aparelhos de ar-condicionado tipo janela

Número de A.....os Fator de Dtmaacbl (Ili>)

1 ª'º
l1 a20
100
90
21 a 30 82
31 a40 80
41a50 77
acima de 50 75

Tabela 7 .6 - Fator de demanda para aparelhos de ar-condicionado


tipo janela

Notas:
1. - Os valores da tabela 7.7, a seguir foram obtidos pela média de
dados fornecidos pelos fabricantes;
2. -As correntes de partida citadas na tabela da página seguinte, podem
ser utilizadas quando não se dispuser das mesmas nas placas dos
motores;
3. - Foram considerados valores médios usuais para fator de potência
e rendimento.
4. - Se os motores forem iguais, para efeito do somatório de suas
potências, deve-se considerar apenas um como o maior e os outros,
como segundos cm potência.
5. - Existindo motores que obrigatoriamente têm partida simultânea
(mesmo sendo os maiores), deve-se somar suas potências e
considerá-los um só motor (excluídos os demais de elevadores);
aplicar o fator de demanda de 100% para o motor de maior potência
e 50% para os demais motores, em kVA.
Unidade 11 - 197 -

l'orbcrto l'cn·
- -' ~Amorilda ~·Piem Corttate de Pardda
Podada
aomlul u Rede C.-p [A] IA] COI.
MHlo
c.v. ou HP] kW kVA 380V ·220V 3KOV 220V

1/3 0.39 0.65 0.90 1.70 4,10 7.10 0.61


112 0,50 0.87 1,30 2.30 5.80 9.90 0.66
3/4 0.83 1.26 1.90 3,20 9,40 16,30 0.66
l 1.05 1,52 2,30 2.30 11.90 20.7 0.69
33.10 0.71
1112 1.54 2,17
'·~º 5.70 19.10
2 1.95 2,70 4.10 7.10 25,00 44.30 0,72

3 2.95 4.04 6,10 10.60 38.00 65,IJO 0.73


4 3.72 .5 .03 7.60 13.20 43,00 74 ,40 0,74
5 4.51 6.02 9.10 15.80 .57 .1 o 98.90 0,75

7 112 6.57 li .65 12.70 22.70 90.70 157.JO 0.76

i. 10
12 1/2
8,89
10.85
11.54
14.09
17,50
21.30
30,.lO
37,00
116,JO
156.00
201.lO
270.50
J40.60
0,77
0.77
0,77

i 15 12.82 16.65 2.5.20 43.70 196.60


:?O 17.01 22.10 B.50 58.00 243,70 422.10 0,77

25 20,92 25.83 :w. 10 68.80 275,70 477,60 0.81


30 2.5.03 J0.52 46,20 80.10 326.70 566.00 0.82
40 33.38 39.74 60.20 104-.30 414.00 717,30 0.84
50 40.93 48.73 73.80 127.90 .528.50 915.50 0.84
60 49,42 511, 15 Sl!.10 152.60 632,60 1095,70 0,85

75 61.44 71.2R 109.50 189.70 743.60 1288.00 0.85


100 Rl.23 95 •.56 144,80 250.80 934,70 1619.00 0,85

125 100.67 117,05 177,30 307,20 1162.7 2014.00 0.86

150 120,09 141.29 214,00 370,110 1455.90 2521.70 0.85


1 0.85
200 161.65 190.18 28R. IO 499,10 1996.40 3458.00
114 0.42 0.66 'i.90 3.00 27.00 14.00 0.63
1/3 0.51 0,77 7,10 3.50 31.00 16.00 0.66
1/2 0.79 l ,18 11.60 5,40 47,00 24,00 0,67

t 3/4
1
0,90
1.14
1.34
1.56
12.20
14,:W
6,10
7.10
63.00
68.00
33,00
35.00
0,67
0 ,73

1 11n
2
J,67
2,17
2.3S
2.97
21.40
27,00
10,70
13,SO
96,00
132.00
.t8,00
68.00
0,71
0.73

3 3.22 4,07 n.oo l&,50 220.00 110.00 0.79

Tabela 7.7 - Motores. conversão de cv ou HP para k VA


Como já indicado, para determina r a potência de demanda referente a
motores, conforme a regra geral da Eletropaulo, se não ho uver mais
informaç ões a respei to dos períodos d e fun cionamen to dos motores
(verificar a conversão de cv ou de HP para kVA, na tabela 7.6). FD 9 ,
198 - Unidade U
Norberro Nery

aplicar o fator de demanda de 100% para o motor de maior potência.


e 50% para os demais motores.

7.2.2. Dimensionamento da Entrada


Após calculada a demanda da instalação. ob,ervando-se o sistema e
tensão de fornecimento. o dimensionamento dos equipamentos da entrada
deve ser realizado conforme as categorias de atendimento da
concessionária. de acordo com as tabelas apresentadas a seguir.

C>
=>
g:
...o
a:

~I . .-. ..... ... .. ... ... ... .-. -... .-.


- ~ u
~
~
u u u
~
u u u GGGG

Unidade 11 • 199 -
Norberto Nery

Para a determinação de corrente de demanda, que será utilizada como


corrente de projeto, para o dimensionamento dos condutores de uma
entrada, para um consumidor individual, veja as fórmulas a seguir:

] - p (VA) para alimentação com rede bifásica em 220V


Oem Dcm
220V

1
O<lm
- p
Dem
(VA) para as cargas. trifásicas em uma alimentação
com rede trifásica em 220V
...f3x220V

7.3. CAIXAS DE MEDIÇÃO E PADRÕES DE ENTRADA


INDIVIDUAIS
A caixa de medição, abriga o medidor de consumo de energia elétrica.
e em anexo tem um compartimento ou caixa para o dispositivo geral de
proteção e manobra (chave seccionadora fusível, ou disjuntor
termomagnético). Esse quadro acompanha as especificações da
concessionária local de distribuição de energia elétrica. O quadro deve ser
localizado de acordo com as disposições que já foram apresentadas.
conforme mostra afigura 7.3:

7.4. ENTRADA COLETIVA


Entrada coletiva é a entrada de energia elétrica com a finalidade de
alimentar uma edificação de uso coletivo, ou seja, com vários
consumidores.
Para a alimentação de vários consumidores, a partir da rede de
distribuição em baixa tensão (rede secundária) da concessionária, existem
diversas formas de se distribuir as caixas necessárias.
Para a realização da entrada, dependendo da distância entre o centro de
medição (local com conjunto de caixas de distribuição, proteção, manobra
e de medição), a calçada e da quantidade de consumidores. existem padrões
de entrada. Esses padrões de disposição das caixas fazem parte dos manuais
das concessionárias. A seguir são apresentados alguns exemplos que
constam no LIG 2000/Eletropaulo.
- Caixa de Dispositivos de Proteção:
Caixa destinada a alojar disjuntores e/ou chave de abertura sob carga
com proteção.
- 200 - Unidade ll
Norbert o Nt9

- Caixa de Dispositivos de Proteção e Mano bra:


Caixa destinada a alojar os disposiu vos de proteção e manobra do
ramal alimentador da caixa de distribuição. do ramal de distribuição
principal. do ramal alimentador da unidade de consumo. e em zona
de distribuição aérea. do ramal de entrada quando houver apenas um..1
caixa de medição coletiva.

- Caixa de Dispositivos de Proteção Indh·i duaJ:


Caixa destin ada a alojar dispositivo de proteção de um ou mais ramais
alimentadores da unidade de consumo. após a medição.

- Caixa de Distribuição :
Caixa destin ada a recebe r os condu tores do ramal de entrada, ou ramal
alime ntado r. e aloj ar os barramentos de distrib uição e chave s
seccionadoras ou seccionadoras com fusíveis ou disjuntores.

- Caixa de Inspeção de Aterr amen to:


Caixa que. além de possibilitar a inspeção e proteção mecânica da
conexão do condutor de aterramento ao eletroduto de aterramento.
permite, também. efetua r medições periódicas.

de Entradà ( mm~) Fusível


Entrada
Entrada
(MúÍQl( I)
Dhjuntor
fusível
-
Canucho NH P\'C XLPE
Disjuntor
Canucho Nll

1 4 350 350 315 240 1R5 350 350 315


T
1

8 700 700 630 240 IR5 350 350 315


1
X 2
945 240 IR5 l50 350 315
z 3 L? 1.050 1.050
1

w 4 15 1.400 I AOO 1.260 240 . 350 350 315


w 4 15 1.400 1.400 1.420 . 240 350 350 355

Tabela 7.7 - Caixas de distrib uição. padronizadas. para entrada aérea


e subterrânea, em função da corrente de demanda - (Fo11te: Eletropaulo)

- Caixa de l\tedição:
Caixa destinada à mstalação de equipamentos de medição. acessórios
e d1sposit1vos de proteç ao ou de seccionamen to de uma ou mais
unidades de consu mo.

• 201 •
Unidade li
Norberto Nery

·caba Tipo .' Chapa n• (USG) .. n" de Medidores '·


II 18 01
E 18 01
K 16 01à02
L 16 01à04
H 14 01à06
M 14 01à08
N 14 01à12

Tabela 7.8 - Caixas de medição padronizadas - (Fome: Eletropaulo)


Ranrnl ::tlimencador da
unidatle de consurno
(Mín. JOmm ' - m:lx. 70mml )

Ramnl de cJ1~uibvh;~o
~1 Ueixar
minimo J(X)mm
oo

setundário ae fiu l,!(,~Jtl .1$


Bitolo mil•. 95mm' pnmas hioladas
p~ lig;i'fiO 00
medidor

"CLEATS" 8... 12
Veja de1alhc B 3':

"EMENDA ..
Vejad.Whe A

Nível do
('liW acabado
1200

ou outra • fusão

3 • P:U"a a.sscguru.r o c~paço minunn de 22 t:m para instatai;.ao dos medidores.


DETALHE A podcti nind1:t ser ullhtad:.1 a hueral da calÃa paro Oxação dos "Clcats:.. CllL
4 • Poderlo sec utiliuldos cabos de 50 a 70 mrn, desde que seja n:M:n M:lo a.:pac;o
1

de quatro viseiras deslin:.da"' à in.,talac;in Jw. médidore~ e cha"e pru.i


SQÇÇIOl\llmt':nto:

Figura 7.7 - Exemplo, ligação padrão das caixas de medição


K, L, H, M e N - (Fonte: Eletropaulo)
- 202 - Unidade II
Norberto Nery
7.5. DEMANDA DE ENTRADA COLETIVA
A seguir é apresentado um exemplo de cálculo comentado. de demanda
para a entrada coletiva conforme o UG 2000/Eletropaulo. relativo à
instalação elétrica. cujos desenhos estão apresentados no Anexo J.

·CARACTER ÍSTICAS DA INSTALAÇÃ O:


- Edifício residencial: com 26 apartamentos. e a administração.
2
-Área útil total do edifício: 4.621,23 m
, o
- Area útil interna de cada apartamento tipo (26 unidades): 86.50 m"
- Área da Administração. incluíndo as garagens: 2.372.23. m '
- Localização : Rua xxxxxxxxxxx. xxxxxxxxxxxxx.
- Sistema de alimentação considerado: estrela com neutro. 127/220 V
a corrente de demanda em delta seria superior a 314 A, limite
estabelecido pela concessionáiia na área. para a alimentação em delta).
A definição correta do sistema de alimentação deve ser verificada
com a concessionáiia no local.

·CARGAS (obtidas dos desenhos do projeto, no Anexo 1):


- Apto. tipo:
- iluminação: 1.520 W
- tomadas: .....4.500 W
- total de iluminação e tomadas: 6.020 W
- aparelhos: três chuveiros. 4.000 W
uma torneira, 3.000W
- Administração :
- iluminação 11.940 W
- tomadas: ......7.000 W
- total de iluminação e tomadas: 18.940 W
- aparelhos: uma torneira, 3.000 W
uma sauna, 4.000 W
- motores: dois motores trifásico de 10 cv (8,89 kW, 11,54 kVA)/
elevadores
2 .. " " 2 cv (1.95 kW. 2.70 kVA)/bombas de
recalque
l " monof. .. 1/2 cv (0.79 kW, 1.18kVA)/portão
de garagem
- Bomba de incêndio: motor trifásico de 2 CV (1,95 kW. 2.70
kVA)
L:nidade a - 203 -
~orberto Nery

· 1 - DEMAN DA GERAL DA ENTRAD A (Dg)

a) Referent e à iluminaç ão e tomadas de uso geral:

Da = Área total dos aptos. x 5 W /m2 + Área total Adm. x S W/m


2

FP FP
Obs.: A demanda referente às cargas de iluminação e tomadas de uso
geral para o dimensio namento da entrada consumi dora em
edificações residenciais, hotéis ou flats é calculada tomando como
base a área construída da edificação e a carga. mínima, de 5W/
m 2 (caso se tenha informaç ões a respeito de distribui ção de
potência, de forma que seja diferente da mínima. Tal fato deve
ser considerado e exposto no projeto).

Da= 26 x 86,50 x 5 / 1+2.372 ,23 x 5 / 1 (considerando a carga mínima


de 5W/m~' e Fator de potência. FP = 1)

Do= 23,11 kVA

b) Referent e a aparelho s:

- 78 chuveiros, e 27 torneiras: FD = 0,22

Db = (4.000/1 X 78 + 3.000 X 26) X 0,22

Db =85,80 kVA

e) Referent e a motores :

-dois motores trifásico de 10 cv (8.89 kW. 11,54 kVA)/elevadores


-dois " " " 2 cv (1,95 kW, 2,70 kVA)/bombas de recalque
-um " monof. " 1/2 cv (0,79 kW, l , l8kVA)/p ortão de garagem
- Bomba de incêndio: motor trifásico de 2 cv (1,95 kW. 2.70 kVA)

De= 11,54 + 0,5 x (11.54 + 2 x 2,70 + 1.18 + 2.70)


. 204. Unidade li
Norbe rto Nerv

De= 21.95 kVA

tor
Geral da entra da. consi deran do o coefi ciente de simul taneid ade (redu
de-. de
da dema nda. em funçã o da simul tanei dade da ocorr ência das unida
consumo}. confo rme mo.,tra a tabela da págin a .seguinte:

Nº de Apartamentos Fatores N" de Apartamentos ' Fator es


.

-- -- 58 a 63 0,68
02 a 03 0.98 64 a 69 0,67
04 a06 0,97 70 a 78 0,66
07 a 09 0.96 79 a 87 0,65
10 a 12 0,95 88 a 96 0.64
13 d 15 0.91 97 a 102 0,63
16 a 18 0.89 103 a 105 0,62
19 a 21 0.87 106 a 108 0,61
• 0.60
22 a 24 0.84 109 a 111
25 a 27 O.bl 112a ll4 0.59 1

28 a 30 0.79 11Sa ll7 0.58


31a3 3 0.77 118 a 120 0.57
34 a 36 0.76 121 a 126 0.56
37 a 39 0.75 127 a 129 0.55
40 à 42 0.74 130 a 132 0,54
43 a 45 0,73 133 a 138 0.53
46a-+ 8 0.72 139a 141 0.52
49 a 5 1 0.71 142 a 147 O.SI
52 a 54 0.70 14X a 150 0.50
55 a 57 0.69 150 acima 0.50

Tabe la 7.9 - Coefi cient e de simul taneidade - (Fome · J:letro paulo)

a) Dem anda total dos apart amen tos 26 apart amen tos.
coef. de
simul tanei dade = 0.81 ):
Dapt = [ 11.25 + 85.80 ) x 0.81
Dapt = 78.61 kVA

. 205 •
Unidad e 11
Norberto Nery

b) Demanda total da administração:


Dadm =11,86 + 7,00 + 21,95
Dadm = 40,81 kYA
Dg = Dapt + Dadm
Dg = 119,42 kVA
Dimensionamento da Entrada:

I Dg = 119,42 kV A / 380 V = 314,3 A


- Comprimento do ramal de entrada: entre o ponto de entrega e a
caixa de distJibuição, L3 m (não será utilizada caixa seccionadora).
- Condutores do Ramal de entrada: 2 x (3 x 95 mm2 (3F) + 1 x 70
mm2 (N)]
- Eletroduto " " '' ,, : 2 x 60 mm (2"), aço galvanizado.
-Caixa de distribuição: tipo "X", com 2 chaves seccionadoras de 250
A, com fusíveis NH de 200 A.
- 1 caixa de distribuição tipo "X"
- 1 caixa tipo "S", para dispositivos de proteção e manobra.
- 1 caixa tipo "Ill", para medição, bomba de incêndio, medição direta.
- 2 caixa tipo "N", cada uma com 12 medidores, para apartamentos,
medição direta.
- l caixa tipo "L", com 2 medidores, apartamentos, e 2 espaços reserva,
medição direta.
- l caixa tipo "H", para medição indireta, administração.
- l caixa de disu·ibuição geral da administração.

CONFIGURAÇÃO DA ENTRADA E DO CENTRO DE


MEDIÇÃO, PARA 26 MEDIDORES COM MEDIÇÃO
DIRETA, UM COM MEDIÇÃO INDIRETA, E A MEDIÇÃO
DA ALIMENTAÇÃO DA BOMBA DE INCÊNDIO., veja as
figuras 7.8 À 7.12:

II - DEMANDA NO CENTRO DE MEDIÇÃO


A ) DEMANDA DAS CAIXAS DE MEDIÇÃO COLETIVA (2)
TIPO "N'':
- 206 - Unidade li
1- DEl\.tANDA DO RAl\.lAL ALll\ .lENT ADOR DA UNID ADE DE
CONS UMO (Oral )

PARA APARTA~IE~TO TIPO :

a) Ref a iluminação e tomadas:


Da = 6.020/ l x 0,40
Da= 1.95 kYA
b) Ref. a aparelhos:
Db =( 3 X 4.000 + 3.000) / 1 X 0,48
Db = 7.20 kVA
Oral= Da+ Db = 9,15 kVA
IDraJ = 9,15 kVA/ 220 V= 41,SA

· Condu tor do ramal alimentador da umdade de consumo, considerando


a queda de tensão máx. de l %
- do térreo até ao sétimo pav.: 4 x 10 mn12 (2F+ N + T)
- do oitavo pav e para cima: 4 x 16 mm (2F +N n +

·Dispositivo de proteção: disjuntor tenno magn ético de 50 A. na caixa


de disp. de proteção ind1v idual no Cf\.i. no térreo. e interruptor DR
63 A, If = 30 mA. geral no QDL dos apartamentos.

2 - DEM ANDA DO RAl\.1AL DE DIST RIBU IÇÃO SECU NDÁ RIO


(Drds ):

a) Ref. a iluminação e tornadas;


Da= 3 x 86.50 x 5. 1= I.30. k\ A
b) Ref. a aparelhos:
Db = 3 x <3 x -i.ooo + 3.000 )/I x 0.29 = t 1.05 kVA
Drds =Da+ Db
Drds = 14.35 kVA
IDrds = 14.35 kV A/380 V= 37,8 A
- Conducor (considerando eventual deseq uilíbn o de cargas entre as
fases. e compatih1lizando com a seção do condu2tor dos ramai s
alimentadores da unidade de consumo): 4 x 16 mrn (3F+N).
- 207.
Unidade II
Norbeno Nery

3 - DEMANDA DO RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO PRINCIPAL


(Drdp):

a) Ref. a iluminação e tomadas:


Da= 12 x 86,50 x 5/1=5,19 kVA
b) Ref. a aparelhos:
Db = 12 X ( 3 X 4.000 + 3.000)/l X 0,25
Db= 45,00 k V A
Drdp=Da +Db
Drdp = 50,19 kVA
IDrdp = 50,19 kVA / 380 V= 132A
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- Condutor: 3 x 50 mm- (3F) + 2 x 25 mm- (N+T )

B) DEMANDA DA CAIXA DE MEDIÇÃO COLETIVA (1) TIPO


"L"

1 - DEMANDA DO RAMAL ALIMENTADOR DA UNIDADE


DE CONSUMO (Dral)

PARA APARTAMENTO TIPO:


Dral = 9,15 kVA e Tdral = 41,5 A
Condutor do ramal alimentador da unidade de consumo:
2
Para o nono pav. e acima: 4 x 16 mm (2F + N + T)

2 - DEMANDA DO RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO


SECUNDÁRIA:

Obs.: Os dois ramais de distribuição secundária dessa caixa são iguais.


são os próprios ramais alimentadores das unidades de consumo

3 - DEMANDA DO RAMAL DE DISTRIBUIÇÃO PRINCIPAJ,


(Drdp):

a) Ref. a iluminação e tomadas;


Da= 2x 86,50 x 5/1= 0,87kVA

- 208 - Unidade li
Norbert o NerY

b) Ref. a aparel hos:


Db = 2 X ( 3 X 4.000 + 3.000 )/1 X0.33 = 9.90 kVA
Drdp =Da+ Db
Drdp = 10,78 kVA
IDrds = 10,78 kVA / 380 V= 28,3 A

- Cond utor (con~iderando eventu al de!->equilíbrio de carga s entre as


fases, e comp atibili zando com a seção do condu tor dos rama b
'
alime ntado res da unida de de consu mo): 4 x 16 mm- (3F+N )

C) DEMANDA DA CAIXA DE MED IÇÃO TIPO "H'', COM


l\lED IDOR I ADI\IDJISTRAÇÃO. MED IÇÃO INDIRETA
1 - DEMANDA/ADI\IINISTRAÇÃO
Dema nda total da admin istraç ão (confo rme item 1):
Dadm = 40,81 kVA
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IDral /adm 40,81 k V A I 380 V 107.4 A

- Condutor do ramal alimentador da unida de de consumo, e da


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ex. ·•tt": 3 x 50 mm- (3F) + 2 x 25 mm- (N+T)

Disp. de prote ção : disjun tor termo n1ag. 12SA

• 209.
Didade li
Norberto Nery

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Norberto N~ry

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Figura 7.9-B - Tab. de distribuição de cargas em circuitos e diagram a
unifilar do quadro de distribuição para o apartamento tipo
- 214 - Unidade n
Figura 7.1 O-A - Planta com distribuição elétrica no pavimento térreo
Unidade 11 - 215 -
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Figura 7. 11-A - Planta com distribuição elétrica do subsolo
Unidade ll • .217 -
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Figura 7.12-A - Legenda, planta e diagrama do quadro
de distribuição da cobertura
Unidade TI - 219 -
Nor berto Nay

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Fig um 7. l 2-B - Prumada de emergência


- 220 - Unidade n
Norhc!rto Nery

7.6. ENTRADA PARA BOMBA DE INCÊNDIO


A entrada de energia para alimentação do motor de acionamento da
bomba, utilizada para manter a quantidade de água e pressão necessária
para o adequado combate ao incêndio. Esta alimentação é obtida denvando
da entrada de serviço, antes da chave geral, e após a medição como está
sendo apresentado na.figura a seguir.
Para entradas individuais ou coletivas com carga instalada acima ele
12 KW, com medição direta, pode ser utilizado um medidor de consumo
exclusivo para a bomba de incêndio, junto à caixa seccionadora ou de
distribuição, como mostra afigura 7.13.

Entrada individual até 12 kW Romha de lncênd1u

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Unidade n . 221 •
Nota:
Quando a caixa secc1onadora não estiver instalada em locais de trâns1111
de veículos.
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Figura 7 .14 - Entrada para bomba de incêndio cm instalaçao


individual ou coletiva com medição junto à caixa scccionadora ou
de distribuição (Fonte: Eletrc1pa11/o)

. ill. Unidade li
UNIDADE III
LUMINOTÉCNICA

CAPÍTULO 1
GRANDEZAS LUMINOTÉCNICAS

1.1. LUZ

Existe uma grande quantidade de tipos de radiação eletromagnética,


que diferem entre si pelos seus efeitos, e quanto ao seu comprimento de
onda constituindo o espectro eletromagnético. Entende-se por luz visível
a radiação eletromagnética com comprimento de onda entre 400 e 700
nm. As radiações compreendidas nesta faixa de comprimento de onda
possuem a capacidade de produzir sensação visual.
A sensibilidade do olho humano varia em função do comprimento de
onda. que também determina a sensação de cor, conforme a figura abaixo.

Sensibilidade

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.:.., ~ ,. ,1,
v----Amarelo
:!>--~y--- onda (nm)
Cores frias Esverdeado Cores quentes

Figura 1.1 - Sensibilidade do olho humano


A sensação de cor por sua vez influencia a sensação de calor ou frio,
conforme apresentado na figura acima.
Deve-se considerar ainda que uma fonte luminosa que emite todas as
radiações, dentro da faixa do espectro visível, produz no olho humano a
sensação de luz branca.

Unidade Hl - 223 -
Norberto Nery

Espectros contínuos ou descontínuos resultam em fontes de luz com


presença de comprimentos de onda distintos. Cada fonte de luz tem.
portanto, um espectro de radiação próprio que lhe confere características
específicas como a capacidade de melhor reproduzir as cores dos objetos
ilummados adequadamente.

1.2. INTENSIDADE LUMINOSA (1), LUMINÂNCIA (L)


A unidade de intensidade luminosa(!), no SI, é denominada "candeia".
e definida da seguinte forma:

1 [I] =candeia (cd) 1


"A candela é a intensidade luminosa, numa direção dada, de uma fonte
que emite uma radiação nonocromática de freqüência 540 x 1012 hertz e
cuja intensidade energética naquela direção é 11638 Watt por esterradiano'·.
A título de exemplo apresentamos abaixo a intensidade luminosa de
algumas fontes práticas:
- lâmpada incandescente de 1OOW ... 11 Ocd;
- lâmpada fluorescente de 40W ... 180 a 330cd.
O aparelho utilizado para medida da intensidade luminosa é o fotômetro.
A distribuição da intensidade luminosa pode ser expressa em um gráfico
em função da direção:
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C.11.) o.. ...n.tcw(8)

Figura 1.2 - Curva de distribuição da intensidade luminosa


- 224 - Unidade lll
Norbeno Nery

Luminância, medida em ccl/mi. é a intensidade luminosa produzida


ou refletida por uma superfície aparente. O fator ou índice de reflexão é a
relação entre o fluxo lumrnoso refletido e o incidente. varia sempre em
função das cores e/ou acabamento das superfícies e suas características de
refletância.

Figura 1.3 - Luminância

1.3. FLUXO LUMINOSO (cp), ILUMINÂNCIA (E)

A unidade do fluxo luminoso é o lúmen.

[ cp] =lúmen (.lm) 1

que é definida da maneira:

1 lúmen =fluxos luminosos emitidos segundo um ângulo sólido de


um esferorradiano por uma fonte luminosa puntiforme de
intensidade constante em todas as direções igual a uma
cancela.

Exemplos de valores de fluxo:


- lâmpada incandescente de l 00 W ...... 1460 lm
- lâmpada fluorescente de 40 W ......... 1700 a 3000 lm
Ilnminância. definida segundo a NBR 5413 como sendo limite da razão
do fluxo luminoso recebido pela superfície em torno de um ponto
considerado. para a área da superfície quando esta tende para zero.

Unidade 111 - 225 -


Norbeno Nery

Por razões práticas, normalmente, utilizamos:


~
E= iluminação média = A'

para um fluxo considerado uniformemente distribuído na área A.

['] lm
[E]= - =- =lux
[A] 2
m
O aparelho utilizado para a medida do iluminamento médio é o
luxímetro.

Exemplos de valores de iluminância:


- dia ensolarado .................................................................. 10.000 lux
- mínimo para ambientes de trabalho com requisitos visuais
limitados ................................................................................ 200 lux
- mínimo para tarefas visuais muito especiais, cirurgia .... 10.000 lux
A iluminância deve "er medida no campo de trabalho. Quando este
não for definido. entende-se o nível como referente a um plano horizontal
a O, 75 m do piso.
Teoricamente. a determinação da iluminância em um ponto, com
incidência perpendicular, seria feita da seguinte forma:
Pela definição de ângulo s6lido (.Q),

àQ = .1S ~ .1S =/ àQ
r
Como o fluxo pode ser determinado como sendo.

I
E-
- -
'
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Para incidência oblíqua: h

1
E =--
~
-• cos ê
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- 226 - Unidade IIl


Norberto Nery

Conforme uma publicação da Philips, "Benefícios de uma boa


iluminação", há uma relação bem definida entre a idade das pessoas e a
quantidade de luz (iluminlincia) necessária ao desempenho de uma dada
tarefa. Como se pode observar na tabela a seguir, uma pessoa de 60 anos
necessita de aproximadamente 15 vezes mais luz do que uma criança de
10 anos, para uma tarefa nas mesmas circunstâncias.

Aos 1O anos de idade 1


Aos 20 anos de idade 1.5
Aos 30 anos de idade 2
Aos 40 anos de idade 3
Aos 50 anos de idade 6
Aos 60 anos de idade 15

Tabela 1.1 - Iluminância relativa necessária a vários grupos etários para


o desempenho de uma tarefa específica - (Fnnte: Philips)

O nível de iluminação (iluminância) também afeta a produtividade das


pessoas no trabalho. Essa relação já foi verificada, e pode ser avaliada no
seguinte gráfico:

Figura 1.4 - Aumento de produtividade x nfvel de iluminação


(Fonte: Philips)

Unidade m - 227 -
Norbeno Nery
,
CAPITULO 2
CARACTERÍSTICAS E TIPOS DE LÂMPADAS

2.1. CARACTERÍSTICAS
Ante;:, de analisarmos e compararmos os diversos tipos de lâmpadas.
vamos definir algumas características que auxiliarão neste estudo.

2.1.1. Eficiência energética (aj


É definida como sendo a relação entre o fluxo luminoso produzido e a
potência consumida pela lâmpada.

.lm
[TJ] =ili
l [P] w

Figura 2.1 - Eficiência

O valor de 11t está entre 10 e 200 .lm para as lâmpadas existentes.


w
Quanto maior a eficiência luminosa, mais econômica será a instalação em
termos de consumo de energia.
Para melhor efetuar a comparação entre o consumo de diversas
lâmpadas é também necessário, quando existir, acrescentar as potências
de reatores (que apresentam perdas, e são necessárias para o funcionamento
desse tipo de lâmpada).
É interessante observar que a eficiência, que podemos considerar como
o rendimento das lâmpadas, evoluiu bastante com o desenvolvimento
científico durante a última metade do século 20, conforme apresentado no
gráfico seguinte:

Unidade llI . 229 -


Norberto Nery

Figura 2.2 - Evol. da eficiência (rendimento) das lâmpadas desde 1950


Trunbém é importante notar a diferença entre as faixas existentes de
eficiência entre cada tipo de lâmpada, que pode ser observada no gráfico
a seguir:

~ ~
lm/W
"''
160

~
~
""
141.1

r'<'

íl
110

110

"" ~ ~

'º Q
"'
"'

,.•• fi
Q
,.
:o

ln~:«!&,,.;em~ H ~t."lten" r.1»11RWL MiMaHQI. l-lm)t OL1Ll•X• MtULK,. UIMJl.t.."X• ':il\!lo ''.\V•
IOiH 1;'1A1."1 ?0•35 115455 (.;,,,,..ufl\ S0.\&5 HQI• 15 i 90 &Uil"ll
5.5 à 7S (l.'\ ~ '.li) Orvpo ddAmp..:lu

Figura 2.3 - Eficiência energética - (Fonte: Osran)


2.1.2. Vida Mediana, Vida Média e Vida Útil
Essas informações são valiosas na análise do investimento a ser
realizado na iluminação e manutenção, e os fabricantes fornecem esses
parâmetros com as seguintes definições:
Vida mediana é o número de horas resultantes, em que 50% das
lâmpadas ensaiadas ainda permanecem acesas.
- 230 - Unidade ill
Norberto Nery

Vida média é a média aritmética do tempo de duração de cada lâmpada


ensaiada.
Vida útil é o número de horas decorridas quando atinge 70% da
quantidade de luz inicial devido à depreciação do fluxo luminoso de
cada lâmpada, somado ao efeito das respectivas queimas ocorridas no
período, ou seja, de 30% de redução na quantidade de luz inicial.

2.1.3. Depreciação
Com o tempo de uso, o fluxo
luminoso emitido por uma lâmpada <I>
diminui, devido às diversas causas
dependendo do tipo de lâmpada. Essa
diminuição do fluxo em função do tempo
é denominada depreciação.
Figura 2.4
2.1.4. Efeito Estroboscópico
1 ciclo
Efeito produzido por
1 lâmpadas a vapor que, no
instante em que a corrente
alternada passa por zero, se
apagam. Como a corrente é
alternada senoidal, a corrente
Figura 2.5 passa por zero duas vezes em
cada ciclo:
Sendo a freqüência da rede igual a 60Hz, as lâmpadas que produzem
esse efeito "piscam" 120 vezes por segundo.

2.1.5. Reprodução de cores (IRC), e aparência


Como as cores dos objetos que visualizamos são em parte determinadas
pelas características da luz sob a qual são vistos, e considerando a "luz do
dia" como aquela que é a real, considera-se como "Índice de Reprodução
de Cor" (IRC), a medida de correspondência entre a cor real de um objeto
ou superfície e sua aparência diante de uma fonte de luz em análise.
O ideal é que a luz artificial permita ao olho humano perceber as cores
corretamente, ou mais próximo possível da luz natural do dia, portanto. as
lâmpadas com IRC de 100% apresentam as cores com total fidelidade e
precisão. Os índices variam com a natureza da luz, e são indicados de
acordo com o uso de cada ambiente.
Unidade III • 231 •
Norberto Nery

Além de avaliar a reprodução das cores, também é importante avaliar a


aparência ou temperatura da cor, sendo sua unidade o Kelvin. A aparência
de cor pode estabelecer sensações de um ambiente "quente" ou "frio".
assim como afetar comportamentos de compra ou performances de
trabalho, como mostra a tabela abaixo:
,.
Temperatura Quente Neutra
1 l'

1, Fria Luz do Dia


de Cor
Faixa Kelvin 3.000K 3.500K 4.lOOK 5.000K
Efeitos Amigável, Amigável, Preciso, Claro Brilhante,
Associados e Íntimo, Pessoal Convidativo e Limpo e Excitante e
Sensações e Exclusivo Intenso Eficiente Alerta

Tabela 2.1 - Temperatura de cor e sensações associada<;


Os efeitos do índice de reprodução de cor e da aparência nos
recomendam as aplicações apropriadas, como exposto na tabela a seguir:
Índice de Aparência
Grupo Aplicações Apropriadas
Reprodução de Cor
Fria Indústrias têxteis, gráficas e de tintas
1 IRC igual ou Neutra Galerias de arte, museus, hospitais e joalheria~
maior que 85
Quente Residências, restaurantes, hotéis e livrarias
Fria Indústrias leves, escritórios, escola5 e magazines
(em climas quentes)

2 IRC de Neutra Indústrias leves, escritórios escolas e lojas


70 a 85
Indústrias leves, escritórios, escolas e lojas (em
Quente
climas frios)
IRC menor que Interiores onde a eficiência é de maior
70 porém com importância que a reprodução de cor
uma reprodução
de cor aceitável
3 para uso em
áreas gerais de
trabalho
Lâmpadas com Aplicações especiais
s reprodução de
(especial) cor fora do
.
comum

Tabela 2.2 - Aplicações apropriadas conforme o índice de


Reprodução de Cor e da aparência
. 232 . Unidade flJ
Norberto Nery

2.2. TIPOS DE LÂMPADAS


Resumidamente, para ser possível efetuar a escolha entre os diversos
tipos de lâmpadas para as devidas aplicações, apresentamos as informações
básicas a respeito dos principais tipos de lâmpadas para iluminação geral.
Para obtenção de mais informações a respeito dessas lâmpadas, bem como
para tipos de uso mais específico, como as de néon (para letreiros), as de
xenônio (para flash, luz estroboscópica), as black-light (em indústrias
químicas), germicidas (em esterilização), para automóveis etc., que não
serão abordadas aqui, pode-se consultar os sites dos fabricantes ,
relacionados na bibliografia.

2.2.1. Incandescente
2.2.1.1. Construção e Funcionamento
A ilunlinação incandescente é devida ao aquecimento por efeito Joule
de um filamento de tungstênio, embutido num bulbo de vidro com
nitrogênio sob baixa pressão, conforme mostra a figura da página seguinte:
BCLBO
É genilmen1c us.ado 'idrn (Alcalino).
O.. bulbo-. !'>ào fabt-icadcr.. etn diversos
Rla!O< e com vários acabamentos.
for1 l .\s
G•
Usualmcn1c uma m1Slura de
mo e 1UJlÕruO é utilizad3
nittogê-

HLAME~TO
O material usado é o tungstênio (du-
, 6'\ TERMl~AIS/ELETRODOS
Fabricados em cobre. conduz il cor·
rente 30
filamento.
plamente"'l'll"lado~ com • - c m ---,~f::Jl~--.-J
da corrente clé•rica. ele se aquece e '·
gera luz flO OE SLSTENl'AÇÀO
O fie> de molibdé:ruo :su:s.r.enl<:I o filamenl<>.
FSfEME PRENSADO C\•ilando o cx.CCMO de víl:nçio.
E.sla prensagem é feita para a melhor fixa. ,...'.--,.._
11
ção dos eletrodos. !'lira assegurar o mesmo
coeficiente de dilatação destes materiais. Protege a Lâmpada e o circuito quando há ocor-
utilizamos oeste local o fio de Dumct. rência de atCO elétrico.

Tl'BO DE EXAUSTÃO É apresentada uma ba:ic tipicu de nnico. Um ter·


muW é selado no coowo central e O:UU'O na par-
Dunmic a fabric~ o ar é euurido e o gá»
te -w:petiot da ba.o:ie. Fabncada em latão oo atu-
é intrOdulido ª""'6. d<>te 1uho. mfnin.

Fgura 2.6 - Lâiupada Incandescente - (Fonte: Sylvmzia)

Como o filamento atinge altas temperaturas, da ordem de 2700"C (a


temperatura de fusão do tungstênio é de 340ü_"C), os elétrons sofrerão
mudanças de nível de energia, e ao voltarem às suas posições iniciais
emitem radiações eletromagnéticas (jótons), que, dependendo do
comprimento de onda, produzem luz visível. A sensação de cor produzida
Unidade ill - 2.13 -
Norbert() Nery

por uma iluminação incandescente depende da temperatura do filamento,


quanto maior a temperatura mais diversificados serão os comprimentos
de onda produzidos, pois existirão mais níveis de energia possíveis para
os elétr<>ns.

2.2.1.2. Características
- eficiência luminosa: baixa, l Oa 20 lm/W, dependendo da temperatura
do filamento;
- Yida média: baixa, por volta de lOOOh para lâmpadas comuns;
- depreciação: ocorre devido à sublimação do filamento. A resistência
do filamento aumenta, causando uma diminuição da potência
dissipada e conseqüentemente do fluxo luminoso, além do fato de
pequenas partículas que sofreram sublimação se depositarem sobre
a superfície interna do bulbo, escurecendo;
- efeito estroboscópico: desprezíve], devido à inércia térmica do
filamento;
- reprodução de cores: muito boa, possui um espectro de radiação
contínuo, reproduzindo muito bem todas as cores;
- fator de potência: igual a l, puramente resistivo;
- custo de instalação: baixo custo devido ao consumo de energia alto.
já que a eficiência luminosa é baixa;
- potências mais comuns: 25, 40, 60, 75, 100, 150, 200W, em 127 e
220V.
- revestimento do bulbo: utilizado para evitar ofuscamento, constituído
por uma fina camada de partículas de sílica, ou pode-se tomar a
superfície fosca por abrasão.
Hoje existem também as lâmpadas incandescentes "Halógenas", em
tensão de rede (1271220 V) e em baixa tensão (12 V). Têm o mesmo
princípio de funcionamento, mas foram incrementadas com a introdução
de gases halógenos dentro do bulbo, que se combinam com as partículas
de tungstênio desprendidas do filamento. Esta combinação somada à
corrente térmica dentro da lâmpada faz com que as partículas se depositem
de volta no filamento, criando assim o ciclo regenerativo do halogênio.
Como resultado, obtém-se vida útil mais longa (2.000 a 4.000 h), luz mais
branca e uniforme durante toda a vida, alta eficiência energética, dimensões
menores.

- 234 - Unidade Hl
'\orberto !'\ery
É interessante utilizar a lâmpada "'Halógena" com "Refletor Dicróico".
O refletor com espelho d1cr61co tem a propriedade de desviar parte do
calor para trás, reduzindo em até 66% a radiação térmica emitida pela
lâmpada, como é mostrado na página seguinte.
B~E

pufl 1"c1 plf' prover o conCllO e!émco com o Sotlll\lcic" e -SW.lt"n~


....... d.1 li._J.1

t 10!. DE Sl"STENTA .i.O

SH .0
li rooh13d.l a pr<n"""m ""'1' fi· JTodl.U 1Jo cu\ 4u.Jrt.1.u nc..:c....-..0 rar•
:ii.1wJo do deuodo e para melhor
pruch?u o cidoh..lk\genl1 Podendo a
X'lagtm da lflmpada. IÍlmp da hnl6geno e<l>r aooplad. •um
rcvn 1~nto retlt-1or 1ex.: PAR l

tll ~\lE!'ffO

O mar.erial u.....Wo no lila,ID(nlv é o


nmpreruo. Com• l"'"'I= ci. <um>-
tt ~Jttnca.. de ..e -.~"C e gtT4 .a luz..

~1atcrW uoh1adn f\MJ :h'<gur• o mesmo cocfJ.


cicnt~ de d1la1~.:a.., da -.cJagcm.

Fgura 2.7 - Lâmpada Halógena - (Fome: Syfrania)

2.2.2. Fluorescente

2.2.2.1. Construção e Funcionamento


As lâmpadas fluorescentes são lâmpadas de descarga num gás, ou seja.
a corrente elétrica passa através de um gás para produzir radiação
eletromagnética.
É constituída por tubo de vidro cheio de vapor de mercúiio. Ambas as
extremidades do tubo são fechadas por bases, cada uma com dois terminais
de contato. Dentro do tubo, e ligados aos terminais de contato. existem
dois eletrodos (espirais de tungstênio) revestidos com uma substância
emissora de elétrons.
A parede interna do tubo é revestida com uma camada de pó
fluorescente.

Unidade UI - 235 -
Norberto Nery

Ao ocorrer a ionização do gás, devido à tensão aplicada entre os


eletrodos, teremos elétrons fluindo entre os eletrodos. Nesse percurso,
eles colidem com átomo de mercúrio ali existente.
Na colisão entre um elétron e um átomo de mercúrio, os elétrons do
átomo absorvem energia, saltando para níveis de maior energia.
O poder de atração do núcleo é, porém, tão forte que os elétrons são
reconduzidos à sua órbita normal.
Nesse momento, os elétrons liberam a energia que haviam adquirido
na colisão, sob forma de radiação (jótons).
Essa radiação compreende uma pequena porção de luz visível e uma
grande quantidade de radiação ultravioleta invisível. E sta última, ao
alcançar o pó fluorescente existente na parede interna do tubo de vidro, é
convertida em luz visível, ou seja, o fenômeno da mudança de nível de
energia se repete com os átomos do material fluorescente, só que neste
caso eles recebem a energia da radiação ultravioleta e emitem luz visível.
BULBO
Tubo de vidro usualmente reto, que também pode ser circuJar ou
en1 forma de "U"

MATERIAL FLUORESCENTE
Rcvc.-,1ido internamente nu tubo, lrunsfonnii a radiação uhravioJctu cm luL visível.
A ionalidade de cor da lu1 produóda e o IRC' (lodice de Reproduçõo de Cor) dependem da
co1np0sição deste rnal.eriaJ.

FILAMENTO
São produzidos cm tungstênio e .dispostos cm cada um3 da.s extremidade; da
l~da. ~revestidos de material emissivo (elétrico).

T l:BO DE EXAUSTÃO
Dunmlc o processo de produção. H exaustão <lo iar
no inlcrior da lâ.mpa<l& eu introd u ~ão do gtb inGT-
tc:, l>iio feil~ atn'lvé~ deste tubo.

ELETRODOS
Coneclam o. pino> da base ao filamenl<>.

E.'ITF.ME PRESADO
Selagem do vidro que garnnle" "edação complela da lâmpod;t.
GÁS
Usualmente Argônio ou ucn.a mistura de gasc~ inertes cm lr.tixa pressão.

MERCúRIO (IJ üido)


Uma quantidade mínima é colocada no interior do buJbo para formar o vapor de Mercúrio.
llASE
Feita cm alumínio. conccla a lâmpada ao circuilo elétrico de alimentação e provê suporte mecânico.

Fgura 2.8 - Lâmpada Fluorescente - (Fonte: Syl va11ia)

- 236 - Unidade ili


Norberto Nery

Para dar início ao processo de ionização do gás na lâmpada fluorescente.


os eletrodos devem ser pré-aquecidos, e é necessário uma tensão superior
à Lensão de regime.
Resolve-se o problema utilizando um "starter", ligado em paralelo com
a lâmpada, para pré-aquecer os eletrodos. e com um reator criar um pico
de tensão, no processo conhecido como "par1ida convencional". Em
paralelo com o "starter" normalmente utiliza-se um capacitor para evitar
rádio-interferência.

Lâmpada

Reator
vredo

Starter

Figura 2.9
O "starter" é um tuho cheio de gás, contendo dois eletrodos com a
forma de fitas bimetálicas (dois metais com diferentes coeficientes de
dilatação). Ao energizarmos o circuito, os eletrodos do "starter" ficam
submetidos à tensão da rede e produzem uma descarga entre si. O calor
gerado por essa descarga aquece os eletrodos. os quais. devido à diferença
de dilatação dos metais. um se inclina para o outro e estabelecem contato.
Cessa aqui a descarga no "starter", começando a passar corrente elétrica
através dos eletrodos (filamentos) da lâmpada, aquecendo-os e ao vapor
de mercúrio, diminuindo a tensão necessária para a ionização. Enquanto
isso, os eletrodos do "starter" esfriam e se separam. A corrente é
interrompida, o que dá origem a um pico de tensão induzida (força
eletromotriz induzida devido à diminuição da corrente) no reator que
somada à tensão da rede resulta valor suficiente para dar a ignição, iniciando
a condução de corrente através do vapor de mercúno na lâmpada.
Neste estágio, torna-se necessário limitar a corrente, pois, como
sabemos, os elétrons na sua trajetória. na lâmpada, podem colidir com os
elétrons de um átomo mercúrio e afastá-los das suas órbitas. A colisão
Unidade m - 237 -
Norberto Nery

pode ser tão violenta que esses elétrons não conseguem voltar a suas órbitas,
movendo-se então para os eletrodos da lâmpada. Como esses elétrons livres
podem, de novo, afastar novos elétrons do mercúrio das suas órbitas, o
fluxo eletrônico continuaria a crescer indefinidamente, e a corrente atingiria
um valor demasiado alto se não fosse
limitada (estabilizada) de algum modo.
Gás
O que é realizado pelo reator que produz
uma força contra eletromotriz induzida
devida ao aumento da corrente,
imetal
permitindo apenas a passagem da
corrente necessária ao funcionamento da
lâmpada e mantendo uma tensão
constante (em valor eficaz) entre os
eletrodos.
Pode-se também utilizar o processo
denominado de "partida rápida". Neste Figura 2.1 o- Starter
caso o reator, diferente do utilizado para
"partida convencional", mantém sempre, quando ligado. uma pequena
corrente circulando peJos eletrodos (filamentos) da lâmpada, de modo a
estarem sempre aquecidos.
A vantagem desse processo é a de dispensar a utilização do "starter" e
efetuar a ignição em menos tempo, porém, causa um maior desgaste dos
filamentos, diminuindo a vida útil das lâmpadas.
Esquema de ligação com partida rápida, para lâmpada de 40W e V rede=
llOV.
Lâmpada

jv,

.············--··--.
Reator

Figura 2.11 - Lâmpada fluorescente com reator <le partida rápida


- 238 - Unidade m
Norberto Nery

Hoje existe também a lâmpada "fluorescente compacta". em que foram


incorporadas toda a tecnologia e características das lâmpadas fluorescentes
tubulares, na forma reduzida, com reator eletrônico incorporado.
proporcionando as seguintes vantagens, principalmente em relação às
incandescentes:
- consumo de energia cerca de 80% menor;
- durabilidade 10 vezes maior;
- aquecem menos o ambiente representando redução de carga ténnica:
- tonal idade de cor adequada para cada ambiente, de 2700 a 4000 K.

a) Termistor PTC para partida instantânea sem cintilação;

b) Supressor de rádio interferência;

e) Transistores de chaveamento;

d) Estabilizador da corrente da lâmpada;

e) Capacitor para operação com ausência de cintilação.


b)
e)
Figura 2.12 - Lâmpadas fluorescente
compacta - (Fonte: Osran)

2.2.2.2. Características
- Eficiência luminosa: média e alta, dependendo das características de
reprodução de cor que se deseja, 20 a 70 lm/W. Quanto maior a
eficiência., pior é a reprodução de cores;
-vida média: elevada, em tomo de 7000 horas;
- depreciação: provocada pela diminuição da capacidade de emissão
dos eletrodos, deterioração do revestimento fluorescente, e perda de
vapor, o que também dificulta a partida.
- efeito estroboscópico: sensível, podendo ser evitado no caso de duas
ou mais lâmpadas, com a utilização de um capacitor em série com
uma das lâmpadas, a fim de defasar a corrente dessa lâmpada em
relação a outra. de modo que a corrente não passe por zero em ambas
as lâmpadas, simultaneamente. A utilização do capacitor também é
recomendada para melhorar o fator de potência. Existem reatores
que já trazem no seu invólucro o capacitor, denominados reatores de
alto fator de potência.
Unidade ID - 239 -
Norberto Nery

Pode-se utilizar um capacitor para corrigir o efeito estroboscópico e


fator de potência. Reator duplo com alto fator de potência. para duas
lâmpadas de 40W, V,..,i, = 127V, partida convencional.
-Fator de potência: baixo, por volta de 0,6 indutivo, devido à indutância
do reator podendo ser melhorado conforme indicado. por volta de O.
9, com reatores com alto fator de potência;
- reprodução de cores: depende das características do revestimento
fluorescente utilizado. Existem vários tipos. as mais utilizadas são
- luz do dia: azulada cor fria:
- branca fria: amarelada. cor intermediária:
- suave de luxo: avermelhada. cor quente;
- além dessas, existem mais quatro tipos, normalmente fabricado\,
porém dificilmente encontrados no mercado;
- custo de instalação: alto, devido à utilização dos dispositivos de partida
e luminárias apropriadas. custo devido ao consumo de energia baixo:
-potências mais comuns: 15, 20, 30 e 40W, não dependendo da tensão
da rede. quem depende da tensão da rede é o reator. E de 65 e 110\\'
para as lâmpadas de alta eficiência (HO. High-output).

2.2.3. A Descarga
2.2.3.1. Vapor de Mercúrio de Alta Pressão

Construção e Funcionamento
As lâmpadas de vapor de mercúrio são constituídas basicamente por
um bulbo de vidro, com um tubo de quartzo. no seu interior onde se produ1
a descarga no gás.
O bulbo externo é utilizado para suportar o choque térmico.
Dentro do tubo de arco existe mercúrio e uma pequena quantidade de
argônio sob alta pressão.
Quando a lâmpada é ligada, uma tensão é aplicada entre o eletrodo
principal e o eletrodo auxiliar. dando origem a uma descarga que ioniza o
argônio e vaporiza o mercúrio.
O vapor de mercúrio sofre uma ionização devido à tensão entre os
eletrodos principais. daí para a frente o processo é análogo ao da lâmpada
fluorescente, porém levando de 1,5 a 5 minutos para atingir o seu fluxo
normal, como mostra afigura 2.13.
. 240. Unidade Ili
Norberto Nery

l~Ul.110 ~:xTERl\O
\omroncntc feito 1.k \·idro, l'mdçndo "ICf /\h.:uhuu
SUPORTE DE ABSORÇÃO ou Hnro\ilicato. Recebe como 1tvesucncnlo inter
OE CHOQUES MECÂNICOS
~---.......+.. n<>. material fluo1·escente.
Elemento principJJ de sustcntac:Ao de cock>' 1),COlll·
ponenlc:...

Sl PORTt. Ili>. MON'l l\l ;EM


Componente procJutido c1t1 fio de ni4ucl nu uço. El,ETRODO l' Rl/l/Clf'At..
Bobinas com substância.." cmis.sivas. Atra
vês do~ eletrodos tncx extremo!-. do mbol
forma-se o arco clclrico. que rcttu1u1rá n~

- -
GASES DE PRJ::E:"ICllll\IRNTO
Mercúrio e Argônio.
geraçã<> da luz.

TUIJU DE ARCO
RLETROOO E RESJSTOR OE PARTIDA Construido cm quanzo. dentro de-Me tubo :,ftu
Arnt>.,,, ink11un a pun.ido.. altavé~ do surgimento produtido' '" ro10~ uhrnv1olc1a>. quo '"' ,,.,.
1>ar pelo rcvc~urncnto. ~u con,«.•nuJO!\ ~m h11
do arco elétrico.
visível.

---
IJASE
-- - -1>111.1-o -
Cumpvnt•lt de ~·ni.;,1bte
--
•1oque1". rc:t1u CUHI lllUlC:I ü1I
rcsisltnle e de h.mg<) d11rahiliJai.le. SUPORTE l>t. M01'lAGEM
Componente pro<luLido ern fio de ní4uel ou n.ço.

Figura 2.13 - Lâmpada Vapor de Mercúrio - (Fonte: Sylvania)

2.2.3.2. Mista
- Análogo ao da lâmpada a vapor de mercúrio, sendo que neste caso a
limitação da corrente é obtida pela utilização de um filamento, instalado
no interior do bulbo e fora do tubo de descarga, em série com os eletrodos
principais. A Juz produzida neste tipo de lâmpada é uma combinação do
efeito incandescente e fluorescente.
• Características:
- eficiência luminosa: baixa, da ordem de 20lmJW, pouco mais que
a incandescente comum;
- potências mais comuns: 160 e 250 W;
- as outras características são análogas às de vapor de mercúrio.
Embora apresente a vantagem de não utilizar reator, seu custo é
alto e o tempo de partida é longo;
- quando está em funcionamento e é desligada, para acender
novamenle é necessário esperar o vapor de mercúrio se tornar
líquido, o que leva alguns minutos, portanto o tempo de operação é
demorado, veja afigura 2.14 da página seguinte:
Unidade W - 241 -
Norberto Nery

U 1 IROOO PKJ:\UP\ I,
,\l~m J.e cm1ur luz. tnhalh.a W.mhc!rn como W' fM:\.C n rei• B f' ·~om •oh ·o....,C!IM 'ª"ªAi.. ~i.kbck
h14 d.a 1àmr-Mh, ron1r11li1ndn JA i.·t1"t'nlc clttn~11 1n'h"" enol> t-llrtntiJ) Ju 1uhoJ forma- ~ t i an·<..' d ~
\ '" ~ue re;ull.ot.i nu ~<m\fiO d;t IUL

ll BO m, \RCO
CuDStJ'U,c.1 •m ,u.u1 1 Dcnttotk.•11 1un. i.110

- \ produ71d11 ~ º' f'cllO\ uhrav10Jcta~. "!UC l.M


p;it;
'ól! pelo tt\'C'\.t1mer11u 1 k1 \:C.lQ\CCUdo tn1 1111

8 \.,1 P-\.R.\ OS n<>.'


---
--+-, I
1

1
DI '>l ~T•SHÇ\O r

,,./--. l·: LETRODO AUXll IAR E


'-l l'()RTI: DE l\10' 1 \1; •.M
\fJ R•:St ~IORD[P\KIUJA
.\.n·h~tl'" t.11m1r- ··J. gef1Ult.101Jllfl.'O d t
Compoo<nlt P"QJut · > ·~ ' K>de nl.juel '"'""º· 1 1r11:0

B~'E 1 Bl LBO D.TI K'O


Co;;.;,ncruc .fcH111.lc "iJro~; .;1<.;d;ser ;kl·
( ·1 -in~n~de :;:;,e p.u.. u "4.>qUClC. feaw "'"' mau:n.ael 1 hnuou ~tlt""--;ih\ , M«'e°hrt 111Rk1fC\-nt1nlitl'IU•
rt"1 ..1cnlt' e dt kmg.a Jur;ahth<l4dc.
[ 1memo. matcna.I t1lklfC'o.CtnlC"

Figura 2.14 - Lâmpada Mista - 1Fnnte· S\fl'Clnw>

2.2.3.3. Vapor de Sódio


Construção e funcionamento:
As de alta pressão têm suas características construtivas semelhantes à
de vapor de mercúrio de alta pressão, observando-se que o cubo de descarga.
comprido e estreito, é feito de óxido de alumínio sinterizado, translúcido.
com gás xenôruo para início da partida. mercúrio que toma mais adequada
a cor, e sódio em alta pressão. com os eletrodos de nióbio nas extremidades
Esse tubo de descarga é localizado dentro de um tubo externo com vácuo
Para o funcioname nto é necessário o uso de a ltas tensões, sendo
necessário o emprego de um 1gnitor.
• Características e aplicações:
- eficiência elevada, da ordem de 120 lm!W;
- vida mediana da ordem de 18.000 horas ;
- tempo para obtenção do fluxo total. da ordem de três minutos:
- reprodução de cores nao muito boa, IRC= 25. 1900 a 2100 K;
. 242. Uni dade Ili
Norbeno Ncry

- utilizadas em vias públicas. áreas de estacionamento. ou qualque r


outro tJpo de iluminação externa. ou mesmo interna em locais com
altura (pé direito) elevada , supeno r a crnco metros. onde seja
admjssível a não perfeita reprodução de cores.
,l.1.0 \IOSOI ITICO
E. J'l'odU7'\lt'I \:••111 hlmJa11t:111 tému~a 1\ 1 c'tr(I..
Slll'OR 1E DE .\BSORC,'.\O OE midJrle• \ln .,114.1,, u 1IU> temperatura\ ,
CllO()l l:.S ~tEC\SlCCh_ _ _ _ ~
de h ..Jt.h O>
~ ... ~
,., ......t.t,:;,~·t.l
COmpr.:MKnl~.

n 110 UE o\Jlt"O
Ekmrntn scudur d< luz fdto
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<"111 alum(mo
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EJ..ITRO!ICI
8oh1l1:1 revC''fltl.• eom 'u~Htoc1:i cmh'il\'U"
\lrJ.\.·t.., JiJói clctruJo~. füfll\il·\C um atcü tlt•
ln<(\, ~ l'Nllllri "" gna,"io d.> luz
Sll'Olll I DE \IOST\GL' t
Compontntt rrodll/i~·~r11 f1olk· níquel ou IÇO

lREVF~Wlll!H'i I (_) _
Bl1L80
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"""· poill I> lompad>s IUl>ubm..

BASE
COl"Ap~ ôc crk.'111\.C p;u.i o soque~. lc'llO 1..om rn.itcn..J
R\i ,~ntr' t de kJnia durabilPJ~

Figura 2.15 - Lâmpad a Vapor de Sódio - CF0111L • Syll'tlnia}

Também existem as de vapor de sódio de baixa pressão , onde o tubo


de descarga tem formato de "V". com gás argônio e neônio e sódio metálico
em baixa pressão. A descarg a elétrica ocorre inicialmente no neônio que
provoca a elevação da temperatura e vaponza ção do sódio. Esse processo
demora cerca de 10a15 minutos, mas após esse período o fluxo luminos o
produzido é extremamente elevado. obtendo-se a maior eficiência entre
todos os tipos de lâmpadas.
• Caracte rísticas e aplicaçõ es:
eficiência mais elevada que as outras lâmpadas. 200Lm/W:
vida mediana da ordem de 18.000 horas:
tempo para obtença o do fluxo total. da ordem de 15 minutos:
- reprodução de cores. ruim, IRC = 20;
aplicação em ro<lo' ias. portos. pátios de trens. ou seja. em áreas
onde a reprodução de cores não é importante.
Unid.l<lc lll • 243 •
Norberto Nery

2.2.3.4. Vapor Metálico


• Construção e funcionamento:
Também são semelhantes à de vapor de mercúrio de alta pressão, mas
com a adição de índio, tálio e sódio, tanto a eficiência quanto a reprodução
de cores são aperfeiçoadas. Para o fWJcionamento, também é necessário o
uso de altas tensões, sendo necessário o ignitor.
• Características e aplicações:
- eficiência, da ordem de 80 4n/W;
- vida mediana, por volta de 8.000 horas;
- tempo para obtenção do fluxo total, da ordem de 15 minutos;
- reprodução de cores, boa, IRC= 65 a 69, com 3800 a 4500 K;
- sua aplicação está em loca.is onde é importante a reprodução de
cores.
Slll'ORU. DI' AllSORÇÀO DE
ELETRODOS PRINCIPAIS C:HOQL K'i \l&:1NICOS
Bobuuas com substância:> cmt,,,..,a... A1ra\t'> do" eletro.
Elemc~ L> pnrk1r•I '~'ten1açlo de 1odos ex comp.-,
dos IDOS CXtft'[DC)) do 1ubo) Íonnil·M: o arco elttnro. que
ncntt<ri..
r<>Ullará na gcraçio <14 lut-

BlfLBO EXTERNO TtlllO Ili. ARCO


Componente feito de vi<ln1 Doro,il11.:l1h l, j')\l\Jcndo ~r
C'on...1ruíc.'41 tn' quarvo. Demro desce tubo são produ
produzido com rt\tC~làmento mlcmo ou nà~J. º"
11do' rtU\O u11r.1v1ol~tai.. que ao passar pelo reve~ti
nn:nlo, ..,~\o \:tlllVtrhdo' em lu1, vi~f vel.

S l'PORTE DE 1110:0.'TAGE.\1
Compooente produzulo <m r.o d< niq11<I ou a.,"

BASE
Com)X'nente de encaixe para o wquctt, íc110 \:Um tnatcrl-
al rc~1s.tcntc e de Jong" dunibilido~lc:

Figura 2.16 - Lâmpada Vapor Metálico- (Fonre: Sylvania)

2.3. TABELA COMPARATIVA


Para facilitar a escolha adequada da lâmpada, a tabela a seguir apresenta
as principais características de vários modelos. dos tipos usuais para
iluminação geral, de um fabricante de lâmpadas, que podem ser utilizados
como referência, e a serem observadas na aplicação em que serão
empregadas.
• 244 • Unidade II 1
Norberto Nery

Código Potência Base Temperatura Fh1xo Eficiência Índice de


Comercial (W) de cor (K) luminoso luminosa reprodução
1

(lmJ de cor (IRC)


Lâmpada de Vapor Metálico
HPI Plus Ovóide com reator de Mercúrio
HPI PI'" 2<own1 25t> [,.Ili 4200 19.0fll• 76
~-
HPI Plu' 1mwui, 400 r4o 4.200 )5.IXKI 87 h~

HPI Plu> 2~0W llllS 400 [l.JO uou )S.IKK1 87 (ll)

Lâmpada de Vapor de Mercúrio


HPL-N
HPL 'I 80W !<li 1:~- 4 ..IOO 3 7<10 4~ 48
llPL-' 125\\' 1:_; t:.~- 4.100 6~ 46 46
HPL"~ 2!iO\\" :!50 ~I 4 IOO 12 7l•l 40 40

HPL-1\ 41XlW 41Xl ~40 ~.•XXI nlll:V1 40 Ili


HPL-N 700W 700 ['10 l .'!UO 40.000 45 4<
HPL-N 100011' 1000 E·IO 3.900 ,8,IKMI 45 45

Lâmpada de Vapor de Sódio


SON
SOS 711\\ E. 70 [1"' 1950 S bOU so ~~

so' 1~i\\ 1:. 141 1:.411 1950 14500 ~·7 2S


so' 2soW-E 25-0 E.40 1950 .!7.0.MI J()l, 2~

SON 400W·E 4lXI é40 1.•150 4K.lK•I 120 2~

Lâmpada de Vapor de Sódio


SON-T
SO'l-T JSOW-RE 150 r4o 1 950 15.<rn too 1,
SO'l-T 2SoW-RE. 250 l'..WI 1.950 2~(0) l 12 25

SOS-T 4llJW-RI:. .jO() r,.111 1.950 4l!(Ul 120 ~5

SO'l-T HUI\\ 1000 [40 1950 IJUUlU


'~º :'
lodice de
Código Potência Temper.1tura l"luxo Eficiência
Cor Lumin()W Reproduçào
Comercial (W) Base de cor (JC) (lm) luminosa de cor tIRC)
Fluor~ntes TLDRS Série 80
TLDRS 16\\ -SK4-2S 84 16 GI.\ 4.000 1.1CX) 75 KS

TLDRS '2W-SK3-25 83 l? GI.\ 3.000 1 ';'CWI l'-l ss


TLDRS .l 2\\ · Sl<+25 84 '2 c; 1.\ 4000 1.7c• 1 8-1 85
TI PRS \2\\ ·S85·2S 85 J:! (;J .1 5.000 "l>OU SI 85
TLD 36\\ ·8311 8.l 36 <..1.1 3.000 J.)~O 9J XI
I LD 36W-8l0 X4 36 cm 4.mo l.350 93 XI
ILTRS 20W-S84-25 K4 20 013 4.000 1.310 67 Kl
TLTRS 20W ·S8l-l5 ~5 20 013 5.000 JJ(WI 6.5 ~5

'n. I RS 40W-Sl<+2' ~ 40 OI.\ 4.000 3.1:\0 81 K~

TLTRS 411\\ -\KS-25 85 40 (j 1.1 S.000 J.1:1(1 78 KS


TLTRS llUW-SK4 8-1 110 PO: 4.000 Q_j(J_J 86 K5
TI.TRS 1IO\\' ·S85 85 l IO oc-e 5.000 ~--~ S6 'il

Tabela 2.3 - Guia de aplicação, tabela geral de características


(Fonte: Philips)
Unidade lII - 245 -
:-forbeno Ner.·

CAPÍT ULO 3
PROJET O DE ILUMINAÇÃO

3.1. MÉTOD O DOS LÚl\tENS


A seguir. apresentamos o roteiro de projeto com o método dos
lúmens, e uuhzando as ilununânc:ias rccomt.:ndadas pelai\'BR-5413 .

Roteiro
3.3.1. Generali dades
Cm projeto de ilumin:.ilfãO envol\'e a prédeterminação da ilumi11áncia
(E), em um plano de trabalho S. Uma vez conhecida a iluminância desejada.
podemos detennin ar o fluxo luminoso total necessário, considerando as
proporções do cômodo a '>er iluminado. as cores das paredes e do teto. a
eficiência da luminária selecionada e a respecti\ a curva de di-.tribuiç:io de
luz. As tabelas para o trabalho levam em consideração os fatores acima
!apontados.
Iluminân cias Padrões: Nas tabelas 3. J e 3. 1-A. estão indicadas as
iluminân cias recomen dadas para as tarefa-. \isua1s comum. As
recomen dações ali expressa s foram transcrita s da NBR-541 3. O
projetista de\'erá. de acordo com a tareta \1sual. tazer a escolha da
iluminaçao adequada para o ambiente onde está sendo planejada a
iluminação. Para a obtenção de um valor mais exato. recomendamos
consultar a norma citada, onde poderão ser obtidos os ilun1inamcntos
por tipo de aúvidade.
Escolha das Luminár ias: As luminánas ilustradas na tabela 3.4 a
3.9. representam. em lmhas gera.is. alguns tipos mais usuais. Para cada
luminária, a porcentagem de luz emitida para cima e para bruxo acha-
:)C indicada por meio de número~ ao lado da mesma. Na escolha
da
luminári a. deve-se tomar em conta sua adaptabi lidade ao local.
característ1c;c, de construçã o, aparência . rendimen to, facilidade de
conserva ção e manutenç ão. efeito estrobos cópico (que pode ser
reduzido pelo ust• de númeru par de lâmpada-. fluorescentes equ1pJ:das
com reatores duplos e de alto fator de potência). assim como o eventual
problema do deslumbramento (ofuscamento).
Uma \'el. locadas as luminárias em planta. o projetista deverá verificar
distância entre duas lunun.írias c:onsel:uti\ as e compará- la ao espaçamento
máximo da ordem de 1 ' a altura de montagem.
UnilLMk lll - 247 -
Norberto Nery

Se a distância entre duas luminárias não for compatível com a fornecida


pela tabela ou 90 a 95% deste valor, lembrar que um projeto de iluminaçao
deve ser tecnicamente correto, portanto, o projetista deverá procurar outras
alternativas, acé conseguir um espaçamento compatível.
Para locação das luminárias em planta, considerar que a distância enlrl'
a parede e a pri meira luminária deve ser aproximadamente igual à metadl·
do espaçamento entre duas luminárias consecutivas, para que a ilurninância
seja uniforme em todo o ambiente.
Tino Atividade
Faixa Iluminincla
20
·-··
lO Área puhlica•. com arredores c>eurn>.
FAIXA A
50
llu monaçio &•mi para 5()
àf,lt)
º'ªdª"' 75 Orotn1•ção <lmrk' par• pçnn;menci•
m1emrrt1mrnle nu com i.:Ur1ti .
W"C'fa• \ l'Ullh 'llorl~ IOO
100
Rt"""" não u•ados para lrabulho'
I'°
200
u"11.Ínu<K dtfl6'11<n

200
lCMl T•reí.i• ...,. .. rcqu1<11os mu:m tillll1"'1o>
Tn1h;ilh1• hn110 dt m.iquinana, aud1tún<.,..,
~1XI
FAl>.A 6
~IXI
llu1m n;1ç11o ll•'•• I para Tarefa\ com rc(IUl\llll' "j,uai-. normal~:
.írcu dr trubalhu 750
'l'robolho mtd1o<k rn át1u 11111m1 ,~sc-rltório.c;.
1.000
1.000 1aref.- com tC~UJ\110\ tbp~ci ais:
1500 Gm'•Çúu m.111ual. ln'Jl<iúo indu\lriaJ de
2.000
lOOO
l'<'UJ'3~
.
lartl3\ \'11u•Í> n~th t prolongadu·
.lOOO
KrkilJ<», rlclri'•m~ 11< 1am:mho pequeno
FAIXA l' 5.000
l~m1n>~ik> aJ1....~ ~~ .5.lnl
talt'fa,. "''liª" J1tk-e1' Tilft'f,1~ ~1'ºª'' mu1tõ t'<aW: montagem
7.500 Jc mi.1''<'1ctrilmc;a
IU.000
I0.000
IS.000 l ortfa, \· i ,ua1~ muito t\pcu 111t.· cirurgin.
20.000

Tabela 3.1 - Iluminância (em lux) para cada grupo de tarefas visuais

Cuaded111kw • T..,.
,_
.. .....'.
- - . -1 o •1
Inferior à 4() à ~l Superior à
ID\OI
40 An<>< Alllh .5.5Anoi.

\ 'H .OC'IDAD .. I·: l'IU .( l~ÃO Sem


lmpomuuc Critica
1mr>ur1ittu.:ia
Superior ô Inferior à
RErl .Kl'Âl'l'('IA DO rt. NDO DA TAKEt'A 1() ÍI 70<\,
70'~ '°%

Tabela 3.1 -A - Fatores detenninantes da iluminância adequada


- 248 - Unidade Ili
Norberto Nery

Procedimento:
a) analisar cada característica para determinar o seu peso (-1, Oou + 1);
b) somar os rtrês valores encontrados, algebricamente considerando o
sinal ;
e) quando o valor total é igual a - 2 ou - 3, usa-se a iluminação mais
baixa do grupo, emprega-se a iluminância superior quando a soma
for +2 ou +3. Nos outros casos, utiliza-se o valor médio. Como
exemplo de precisão, podemos mencionar a leitura simples de um
jornal versus a leitura de uma receita médica, sendo a primeira sem
importância e a segunda crítica.

Onde:
N =quantidade de luminárias necessárias
E= ilurninância desejada
S = área do local
<p = fluxo da luminária= <1> lâmpada x quantidade de lâmpadas /luminária
FU = Fator de Utilização
FM =Fator de Manutenção
A seguir, são apresentadas as tabelas do Fator de Utilização para as
luminárias Philips mais comuns, e para sua consulta utilizam-se os
seguintes índices para especificar a refletância indicada nas tabelas, em
relação à reflexão média do teto, parede e piso do local:

fndice "
Para superftcie . Reflexão(%)
1 Escura o - 10
3 Média 30
5 Clara 50
7 Branca 70 - 80

Tabela 3.2
Com estes índices de reflexão monta-se um número com três algarismos,
escrevendo-os em seqüência, o primeiro algarismo dos índices de reflexão
do teto, parede e piso.
Exemplo: Para teto branco, parede clara, piso escuro, utilizaremos a
refletância para consultar as tabelas = 751 . Ou se a tabela apresentar os
índices separados em três linhas, uma para o teto e outra para as paredes e
Unidade m - 249 -
Norbertl• Nery

a inferior para o piso selecionado. a coluna será definida pelo alinhamcntn


vertical dos três \alores de reflexão cm o/c. A hnh.1 da u1bda scr.í delinid.1
pelo fator de área (ou índice do local).
Com o valor do tnl.hce do local, e o da refletância. dctem1inamos nas
tabela-. o Fator de Utili1ação Conforme mostram as tabela' das página. .
seguintes.
- Detem1ina-se a iluminância. ou nível médio de iluminação (F) cm
função da atividade do local. através das tabelas da nonna, NBR 5./ 13.
tabela 31e3. 1-A:
- de acordo com as características do local, escolhe-se a lâmpada l'
luminária. tabela 14 a l9:
- conforme as dimensões do local, determina se o fawr de área (Índict·
<lo local) (K) da .,cgumte forma
C.L
K= - - - -
(C+L) . A
onde:
e= comprimento do local
l = largura do local
A =altura (distância) da luminária em relação ao plano de trabalho
-detennina-se o "Fator de uuhzaçao" (FU), que depende do n.:ndimcnto
da luminária. reflexões do teto, parede e piso. e do índice do local.
através de consulta a tabelas apresentadas no final deste capítulo:
- considera-se um "Fator de Manutenção" (FM). cujo valor prático
sugerido é: O.R:

Ambiente Limpo MHlo Sujo


FM , Fator de 0.9 0.8 0.6
manu1en1,ão

Tabela 3.3
- a partir destes valores, culcula-se o fluxo total necessário (0):

0= E.S 1

.1 FU. FM .
- e a quantidade de luminârias (N)
Unidadi: Ili
250
Norbertv Ne9

T;obc!a de filtOr de VtJlrD(Jo • -ras 100 · 2 x TI.D 32 W


fillerde 80 70 50 )() o
.-.u 50 50 lO 50 50 )() )O IQ )O 10 o
IC lO 10 10 lO 10 )() 10 10 10 10 o
060 J7 35 12 J7 .lS )) n 30 32 lO 2'J
080 :43 41 37 • 43 40 )9 37 JS )7 35 3"
100
1 25
1.50
'48
.S3
.56
...
<IS

.51 18
42
46
48
52
.ss
44

"'
50 SI
44
48
11
.4S
.47
39
43
16
41 39
44 1)
47 1S
38
12
44

200 61 .51 .52 .59 S1 .56 .SI .50 .50 19 18


2!>0 6) .56 .51 62 S6 S9 .53 52 53 52 50
300 6S .57 S6 64 S1 61 .5S .54 S1 53 S2
400 68 59 .58 66 se 61 56 .ss ss ss .53
soo 69 59 58 67 59 65 57 56 56 55 54
-
Tabela 3.4 - TBS 100 - (Fonte Philips)

T.bela de Fotor de W<UÇJo TCS 312 · 2 x Tl.O 32 W


Fatocde 80 70 50 30 o
ku 50 50 30 50 so 30 30 10 lO 10 o
10 10 o
K 30 10
'º 30
'º)7 30
'º 10

n 32 29 27
I~
060 )9 )7 12 39 29
080 'la 15 40 47 11 .11 36 39 )6 .li
100 51 .50 '16 Sl 50 .i7 1S 12 11 'I 40
1.25 60 55 .s 1 59 .55 .51 .50 17 19 47 -45
1.50 6S .59 55 64 .58 .SB .51 .s 1 S3 SI 19

1 2.00 n 61 ·61 70 63 -65 .59 .57 se 56 .ss


2.50 .76 67 61 71 66 70 6) 61 67 60 .58
3.00 .79 .69 66 n 68 73 65 .6) 64 62 61
1.00 82 .71 69 80 70 n 67 66 66 6S 63
500 85 7) 71 82 -n .79 69 68 68 67 -65

Tabela 3.5-A - TCS 312- (Fonte Philips)

Tobek de Fator de~ TO: 1) 1 · 2 x Tl.TRS 110 W


Fotor de 80 70 50 30 o
Áru 50 50 )() 50 50 )() )() 10 )() 10 o
10 10 10 10 o
K

060
lO
'º 'º
.)()
30
)7

36 31
)()

.J!I .25 .J!I .2S .24


38 .36
QBO 46 4) 37 .32 )6 32 lO
1.00
47 +4 37
.5'I .50 +4 .53 ..., 38
4S 4) 38 42 )8 36
1.2.5 61 .56 .so .S9 .ss .52 48 ..... 48 +4 .42
.47
150 66 B) .5'I 6S .59 .58 .Sl 19 S2 49

100 74 .66 -62 :n 6S -66 .60.56 5' .56 .si


2.50
300
.80 70 .66
.&4 n 70
.78 70
81 .n .76
.n .64 .61
.68 65
.63
66 64
'° .se
62
400 89 n .74 86 76 82 72 .69 .70 68 66
~()() '12 79 76 89 78 as 7'4 .n n 11 -69

Tabela 3.6 - TCK 431- (Fome Philips)

Unidade l1l • 251 •


Norberto :-:cr.
T1bcli de htor de Ul1huçJo FCS 029 · 2 • Pl 11W
h ictdl 80 70 50 )() o
Nu 50 50 lO 50 50 )() )O 10 lO 10 o
o
1(

060
)()

12
'º 'º
lO 0:6
XI

J2 JO .27
10 )() 10
'º -
-26 -
ll Jl l l
10 10
- ll
080 )9 )6 J2 lS J6 .)) .)1 2' JI .29 27
1.00 .J7 4) .11 .38 .36 .33 36 .) ) .)2
+4 .1 1
125 19 .45 41 18 15 4) 10 38 40 )7 16
44 41 4) 4 1 _)9
1.50 .S) ... 45 .Sl ... 47
l.00 S9 SJ SO .S8 Sl .Sl 18 .'46 .48 .46 44
l50 6) 56 .Sl 61 ss 57 SI .SO SI .49 48
300 66 .57 .ss 61 57 (,() S-4 5l 53 SI .50
400 '9 St .SI 67 59 .64 .S6 ss ~ S4 .Sl
soo .71 61 .S9 .69 60 .66 S7 .56 56 55 S4

Tabela 3.7 - FBS 029 / FCS 029 - (Fonte Philrps)


Tilbel& de Fatcrde W l.UÇJ(I TMS 500 . 1 . no 32 w .,
ec -i-S<I --
so g1
1rT.c1t 50 50 lO so 10 )() 10 )()
lO
10

~I
lt )() 10 10 30 10 30 10 10 10 10

0 60
OIO
36
45
)4
4
17
JS
))
41
J2 16
)9 )4
22
21 24 •• 19
24 21 " IS
100 48 45 40 )4 29 29 .25 19
52 9 41
llS 6() 55 47 ss SI 47 ]9 )5 )) lO 22
60 55 Sl 4) 3'J )7 )3 2.5
'so 6S .S9 52
200 .71 66 60 .a 61 61 49 45 42 )9 2'
)2

..
l SO 79 70 65 7) 6S 66 53 49 45 4)
48 45 )4
300 &4 7) 68 71 61 71 .56 .Sl
4 IX 89 n
7) 11 12 J7 60 57 .s
1 )1
]9
soo 93 IO 76 15 75 li 62 60 .SJ S2

Tabela 3.8 - TMS 500 - (f imte Pliilips}

Tàlo,,. ''""' e. V:4u\lü "°' >!ll • zo.- 471 1 •M"J~ 400W

10 30 o
'""'"'!
,.,... ~o
IO
!li) 10 1 )() ~o 1G "°
lO 10
10
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soo 91 78 77 Jil AA

Tabela 3.9 - HDK 472 I SDK 472 - (Fonte Pl111ip.\J


- 252 - Unidade Ili
UNIDADE IV
MOTORES ELÉTRICOS

CAPÍTULO 1
MOTORES ELÉTRICOS E SUAS CARACTERÍSTICAS

1.1. Introdução
O motor elétrico é uma máquina destinada a transfonnar energia elétrica
em energia mecânica. Entre outros tipos de motores, o elétrico é o de
maior utilização. apresentando a vantagem de ter um custo reduzido, devido
à sua simplicidade e utilizar a energia elétrica para o funcionamento. Este
capítulo destina-se à análise e projeto do circuito de alimentação de motores
elétricos em instalações prediais.
Os motores são constituídos basicamente em duas partes:
- estator: com a carcaça, núcleo de chapa magnética e enrolamento:
- rotor: com o eixo, núcleo de chapa magnético e enrolamentos; é a
parte móvel (girante) no motor (em pa11icular, no caso de motores
de indução com rotor em "gaiola de esquilo'', o enrolamento do rotor
é realizado com barras de alumínio, fundidos nas ranhuras do motor).
A análise e o dimensionamento dos circuitos com motores, e seus
componentes, são efetuados de maneira diferente dos circuitos de
iluminação e tomadas devido as seguintes particularidades:
a) a corrente absorvida durante o processo de partida é muito maior que
a de funcionamento normal em carga (corrente nominal);
b) a potência absorvida em funcionamento é determinada pela potência
mecânica solicitada no eixo pela carga acionada, que pode ser
variável, e eventualmente resultar em sobrecarga.
A potência mecânica desenvolvida depende do conjugado e da
rotação, e pode ser calculada por:

~
onde: P =potência cm kW
ou - 6
onde: P = potência em cv
C = conjugado em Nm C = conjugado em Kgf
n = rotação em rpm n =rotação em rpm
Unidade IV • 253 •
Norherto Nery

1.2. Tipos de Motores


Existem vários tipos de motores elctncos. entre eles os mais importantes
são:
a) Motor síncrono: utilizado quando existe a necessidade de uma
velocidade constante em seu eixo. Este., motores apresentam
dificuldades operacionais práticas. como: utilização de um motor de
corrente contínua para a partida. utíhzação de enrolamento de
compensaçao e uma fonte de excitação:
b) Motor de corrente contínua: são utilizados em dispositivos de
controle. onde é necessário uma velocidade aju.,tável e precisa.
Apresenta como desvantagens o custo elevado e a necessidade de
uma fonte de tensão contínua;

c) Motor de indução: constituem a grande maioria dos motores


utilizados, devido ao seu baixo custo, simplicidade e durabilidade. O
que caracteriza o motor de indução é que só o estator é ligado à rede
de alimentaçüo. o rotor não é alimentado externamente. as correntes
que ci rculam no enrolamento do rotor são induzida"
eletromagneticamente pelo estator (o estator produ1 Jluxo magnet1co.
variável no tempo. que atravessa as espiras do enrolamento do rotm.
e portanto produzem as correntes induzidas);

l - Carcaça
2 -Tampas
3 - Ventilador
.t - Rotor de gaiola
5 -Eixo
6- Bobinas
7 - Placa de bomes
8 - Caixa de ligaçao
9 - Rolamento
1O- Anel de vedação
11 - Jumas de borracha
sintcuca
12 - Prensa cabos
Figura 1.1 - (Fonte: Ce1p)

254 lJnidadc J\'


Norberto Ne1y

d) Motor universal: de baixa potência (geralmente il!f<'rior n 0,5 cT ),


utilizado em eletrodomésticos portáteis (enccradci rn. aspirador de
pó, liquidificador, batedeira, etc.). Podem, ser alimentados com lensflo
alternada ou contínua, utilizam coletor e escovas para a alimenta<;fto
do rotor, e o faiscamento entre esses componentes produz
interferências na rede, podendo prejudicar o funcionamento de
equipamentos eletrôrúcos.

1.3. Motores de Indução


Nesta apostila serão considerados somente os motores de indução, por
serem os mais comuns em uma indústria. Esses motores apresentam uma
curva típica de conjugado vezes rotação, que se deve sobrepor à de
conjugado resistente até o ponto de operação nominal, conforme o gráfico
abaixo: e

Conjugado
mínimo

o nominal
rpm
Velocidade
síncrona
Figura 1.2 - Gráfico
No dimensionamento de motores são utilizados alguns conceitos, como:
1) Fator de serviço (FS): denomina-se fator de serviço o fator que,
aplicado à potência nominal, indica a sobrecarga permissível que
pode ser aplicada continuamente ao motor.
Exemplo: quaJ a potência máxima que um motor de 10 cv. FS = J,15
pode fornecer continuamente?

Pl\I.\\ =P
m• FS = 10 X 1,15 =11,5 CV

Unidade IV - 255 •
Norberto ~erv

2) Velocidade síncrona (ns): é a velocidade de rotação do campo girante


(o campo magnético produzido pelo estator cuJa re . . ultante se
comporta como um vetor girante). Essa velocidade é definida pela
quantidade de pares de pólos (norte e .mi) que conslltm o estator. O
motor possm no mínimo um par de pólos (p).
A velocidade síncrona pode ser determmada por:

f (rpm )
n,= -120.
--
2 . p

Exemplo: qual a rotação de um motor de 6 pólos. 601 fz?

6 pólos = 3 pares de pólos f=60H z

120 . 60 = 1.200 (rpm)


n =
~ 2 • 3

3) Escorregamento (s): em um motor elétrico. quanto maior a carga


em seu eixo. menor sera a rotação do motor. O escorregamento é a
diferença entre a velocidade smcrona (n) e a velocidade do motor
em carga (n).

s(%)= n,- n. IOO(rpm)


n
'

4) Corrente nominal (lsii>: como geralmente a potência de um motor


expressa o valor da potência mecânica útil. na parte do eixo do motor
(11onna/111ente em cv ou hp). para calcular o valor da corrente absorvida
da rede elétrica de alimentação. deve-se levar em consideração o
rendimento e fator de potência. Portanto, esse valor pode ser
determinado da seguinte forma:
a) motor monofásico (alimentaçào entre fase e neutro ou duas fases):
Onde: Pn =potência cm cv !potência mecânica úLill
....-----------. V =tensão em V
1 = Pm · 736 (A) T\ = rendimento
1'\I V • FP • 11 rP =fator de potência
l,M =corrente nominal Jo motor, em A

• 256 • Unidade IV
Norberto Nery

b) motor trifásico (alimentação entre três fases com ou sem o neutro)

Pm. 736
1 - (A)
"J\"\t - ~ • V • FP . 11

5) Classes de isolamento: são definidas em função do limite de


temperatura que o conjunto de materiais que formam o isolamento.
pode suportar continuamente sem que sua vida útil seja afetada.
Os limites de elevação de temperatura para cada classe de isolamento
segundo a norma brasileira são os seguintes:

Compoliçio dos limites de elevação de tempentura a 8C


Classe c.ic isolamento B F H
Temperatura ambiente 40 40 40
Temperatura máxima de operação 80 100 125
Diferença entre o ponto mais quente e a carcaça 10 15 15
Temperatura máxima suportada pelo isolamento 130 155 180

Tabela 1.1 - Classes de isolamento

6) Regime de serviço: é o grau de regularidade da carga a que o motor


elétrico é submetido, que foi padronizado pela NBR 7094/96 em dez
tipos:
Sl - regime contínuo (funcionamento a carga constante de duração
suficiente para que se alcance o equilíbrio térmico). ex.:
transportador contínuo. bomba;
S2 - regime de tempo limitado (funcionamento a carga constante,
durante certo tempo, inferior ao necessário para atingir o equilíbrio
térmico seguido por um período de repouso de duração suficiente
para restabelecer a igualdade de temperatura com o meio
refngerante), ex.: geladeira no inverno:
83 regime intermitente periódico (seqüências de ciclos idênticos. cada
qual incluindo um período de funcionamento a carga constante e
um período de repouso, sendo tais períodos muito curtos para que
se atinja o equilíbrio térmico durante um ciclo de regime e no
qual a corrente de partida não afeta de modo significante a elevação
de temperatura ). ex.: esmeril:
Unidade IV • 257 •
No1 beno l'<cry

Fator de duração do ciclo (E0%) =tf / (tf + tr). 100%

Onde:
tf =funcionJrnento em carga constante:
tr =tempo de repouso.

S4 - regime intermitente periódico com panidas;


S5 - regime intermitente periódico com frenagem elétrica:
S6 - regime de funcionamento continuo com carga intermitente;
S7 - regime de funcionamento contínuo com frenagcm elétrica;
S8 - regime de funcionamento contínuo com mudança periódica na
relação carga/\'elocidade de rotação;
S9 - regime com variação não periódica de carga e velocidade:
S 1O- regime com cargas constantes distintas.

7) Redução da potência cm função da temperatura ambiente e da aJtitudc


outros dois fatores em conjunto com o regime de serviço que
influenciam a escolha do motor são as temperaturas ambiente' e .1
altitude onde o motor elétrico \ a1 trabalhar. O motor elétrico normal
é projetado para trabalhar numa temperatura ambiente de 40"C e
altit11de d<' 1000 m.
8) Forma com.trut1va: na instalação de rnotore!'. também é importante
observar a forma construtiva. que são padromzada!-. de acordo com a
NBR 5031. conforme apresentado na Tabela 1.2 da págma segumtc.
e o grau de proteção analisado na Unidade T.

. 258 . UniJ;11k 1\'


Norberto Nery

Ji"orma Forma
Configuração Fixação Coor.guraçiío Fixação
construtiva c<>nStTutiva

-m
~

B3E Com Pés 814 E


cu Com Flange

830
~ Com Pés vs ijJ Com Pés

86 ij) Com Pés


V6
~ Com Pés

87
a Com Pés
VI
§ Com Flaóge

88 @ Com Pés
V3 Com Flange

835 E
® Com Flange
e Pés

B35D
tJI Com Flange
1
e Pés
VlS
ij Com Flange
e Pés

BSE 1
IJ Com Flange
V36
§ Com Flange
e Pés

834E
~ Com Flange
e Pés .
V18
ij Com Flange

fD. ~
834 D Com Flange V19 Com Flange
e Pés

Tabela 1.2 - Formas construtivas

Unidade IV - 259 -
Norberto Nery

CAPÍTULO 2
INSTALAÇÕES DE MOTORES ELÉTRI COS

2.1. Distribuição em Circuitos


Devido à variedade de característica<; e disposições de instalações. bem
como do regime de funcionamento das cargac; acionadas por motores
elétricos, não existem regras normalizadas para a sua distribuição em
circuitos. Entretanto, para ser mantido um padrão de utilização de materiais
na instalação, assim como para tomar simples a especificação de valores
normalmente comerciais de condutores e dispositivos de proteção, é usual
serem empregados as seguintes regras práticas de distribuição em circuitos:
a) para motores com potência (mecânica útil) maior ou igual a 5 cv.
será utilizado um circuito específico para cada motor. constituindo

----
um ramal tenninal:
Ramal terminal

Quadro Sub-alime ntador


geral
( .G.)

Figura 2.1

b) pode-se agrupar dois ou mais motores com potência entre 1e5 cv,
próximos entre si. É conveniente utilizarmos um ramal de distribuição,
para os ramais tenninais que alimentam cada motor.
Limitar a potência total alimentada pelo ramal de distribuição em 5
C\I:

Ramal de dl~tribuição
Q.D.F.
Ramal
terminal

1 I. Pm (cv) S 5 cv Figura 2.2


Unidade IV - 261 -
Norhcrto Ntry

A <;ecção do condutor do ramal de distribuição é diferente dos ramais


tem1inrus. que podem ser iguais ou diferentes entre si. dependendo das
potências dos motores.
e) para motores com potencia inferior a 1 c1•. podemos alimenta -los
em um único cin.:uuo com vários motores e rnclusl\ e com tomadas
de uso geral (TU.G.), constituído por um único ramal tem1inal.
portanto com o mesmo condutor. (caso típico de instalação
residcnctaJ):

Ramal terminal
Q.D.F.

Tomadac; de uso gernl


(T.L.G.)
I p s; 3 kVA
Figura 2.3
Limitar a potência total alimentada por esse tipo de ramal tem1inal
cm 3 kVA.
1 • CJCn

2.2. Dimens ioname nto dos s


Condutores e Proteções
E importante 1mcialmente ~ 1
observa r que os motores
elétricos. para partir (iniciar n •
rotação). precisam vencer a
inércia. e conseqüentemente a
corrente absorvi da da rede
durante a par11da. ou seja. até o
motor atingir uma rotaçao
próxima à nominal. é maior que
a corrente nominal do motor
No dimensi onamen to dos
condutores por queda de tensão,
deve-se oh-.ervar 1amhem que Figura 2.4
durante a partida do motor, a ._____ ___ ___ ___ __.
queda de tensão em geral. não ultrapasse a 10% da tensão nominal. Para
• 262 • Unidade IV
Norberto !\ery

motores com potência nominal acima de 5c1•, deve-se utilizar um


dispositivo de redução da corrente de partida. Até 50cl' o mais utilizado é
a chave de partida estrela/triângulo, acima desta potência é muito
empregada a chave compcnsadorea (que utiliza um tran.\:formador para
redução da tensão e consequentemente da corrente de partida). Hoje
também já é bastante utilizada a partida "soft-starter" que emprega
componentes eletrônicos (SCR. "Silicon Controlled Rect{fier", Tiristor)
para controle da corrente de partida.
No gráfico da figura 2.4. também é apresentado a curva de conjugado
com ligação triângulo (CA ,). estrela (CA) e resistente (CH) em função da
rotação. Para o uso de dispositivos para a redução da corrente de partida
(como a cbaveA-Ll. ou a compensadora), é necessário observar se o
conjugado motor (C;.. ou C6 ), é suficiente para o acionamento da carga.
No dimensionamento dos condutores por queda de tensão, consideram
que a queda de tensão máxima durante a partida seja de 10%.
Em função dessa corrente de partida e de outras sobrecorrentes. devido
principalmente a alterações de velocidade do motor. a corrente de projeto
(18 ) para o dimensionamento do condutor do ramal terminal para a
alimentação do motor será igual A:

1 IR=1,25 . INM (A)

T,~1 = corrente nominal do motor, em A:

Para o ramal de distribuição. ou para os alimentadores. ou sub-


ali mentadores:

, ,, =1,25 • I,'" + l; l,M, (A)

IN.,,11 =corrente nominal do maior motor;


I NMi = corrente nominal dos demais motores.
2.2.1. Capacidade de Condução de Corrente:
Verificar o condutor que apresente capacidade de condução de corre11te
(1), lz ~ IB' ou 1'8 se necessário. Lembrando que:
IH
I' u =f1 • f2
(A)

Unidade TV . 263
:-:orbcrto ~ery

I 'u =corrente fictícia de projeto:


f 1 = fator de correção de agrupamento de circuitos, para mais de um
circuito no eletro<luto;
f 1 = fator de correção de temperatura. para temperatura ambiente
diferente de 30ºC.

2.2.2. Queda de Tensão:


Determinar a seção do condutor para que a queda de tensiio (.1 V) seja
igual ou inferior aos hm1tes adnuss1vc1s.

- circuilo monofásico S = 1 2 . l . 111 (mm1)


57 V. AV('k)

- circuito trifásico s=1 ..f3 . l . 10 (mm 2)


57 V . AV {%)

l = comprimemo em rn S =seção do condutor cm mm1


IR= corrente de projeto em A V =tenc;ão nommal em V
llOtll

() nde: - 1 n mm~ - . . 'dade docobre


res1st1v1
57 m
- Limites de queda de temão:
- Em instalação ahmentadn por ramal cm baixa tensão ou a partir de
rede de distribuição pública em baixa renscio (Bn. com distâncias
típicas entre quadros de d1stribu1ção:

~ \llmMl.ldor

I
...,..
.ainda Qwidn
1 ,.~ •r
Q.O.t,
( OIWt''lonllrlll 1Q.\l.1

.L
IQ.G.l
é
- ~+~~-â-v-.1 -~~~-.,__~â-,-.•-2-~~---
â\ ,,... â\ - l~

Figura 2.5
. 264 . Unidade I''
Norberto Nerv

Em instalação alimentada por sube<;tação ou transformador. a partir


de rede de d1stribuiçao pública em alla ten.wlo (A1) veja a figura da
página seguinte:

Q.o.~·. j ~
..
1 4\'=2~ ®,
Figura 2.6

2.3. Dimensionamento dos Dispositivos de Proteção


Geralmente, em circuitos com motores, uliliza se fusível de açào
retardada (dia:.ed nu NH) em conjunto com o relé tém1ico.
O fusível é dimensionado de forma a suportar a corrente de partida do
motor. sendo que a sua atuaçào 'ierá a de proteger os condutores e o circuito
contra correntes de curto-circuito.
O relé térrruco (b1111etaltco): complementará a proteção, atuando na
existência de correntes de sobrecarga.
Em geral. considera-se como sobrecorrente de curto-circuito aquela
corrente cujo valor é superior a 10 1•ezes o valor da corrente nominal (ln
> 1O. l NM). Para sobrecorrentc~ de valor intermediário. entre JNM e 1O. I .i.;M'
consideramos como devidas a sobre carga.

Ramal de distrlbuiçllo

t Proteçio dos condutol'b do nmal


terminal contra cur1o-circuito
Proteção dos trushel)
condutores de ramal
de distribuição contra
cur1o-c:lrculto (fusfvell

··· iZJ - -- Dispositivo de comando


do motor (contlltor)

......... ! + - Proteçlo contra sobrecarp


(rtlt bimetülcol

Figura 2.7

Unidade rv . 265.
Norberto Ne9·
2.3.1. Proteção contra curto-circuitos:
a) Circuito terminal - a corrente nominal do fusfrel (!"' ) é
determinada da seguinte forma:

l ., =valor norrunal do fusível (tabela de fusive1s. Unidade II. Cap. V):


K "" fator multiplicativo (Tabela 2.3);
Ir = corrente de partida do motor. obtida da relação;
J:_::; relação entre corrente de partida e corrente nominal do motor
I," (Tabela 2. l ).
Adota-se o valor nominal do fu!i.fvel U,r) de valor mais próximo e
mfenor a K1 1,..

Nota:
A Tabela 2.1. apresenta as características de motores de induçfto
trifásicos. com rotor em gaiola de esq uilo. de um modelo. de um
fabncante. que uuhzamos como exemplo. Lm gernl as diferenças entre
os modelos mais comuns exiscentes no mercado não são apreciáveis.
b) Ramal de distribuição - para deterrnmar o valor nominal do /11.nre/
(I ). considera se a corrente de partida do maior e sornam-se as
correntes nomrna1s dos demais motores .

1Il\I' S K 1 • Ir" + LI," 1


ISF = valor nominal do fusível:
I,M ; ; ; corrente de paruda do maior motor (culo valor tem maior
mfluênc1a na corrente total do circuito);
IN,,. = corrente nominal dos motores restantes.
c) Circuitos com cargas mistas - em circuitos que alimentam motores
e outros llpos de aparelhos. o \alor do ma10r fusí\'el é obudo por .

• 26ó. Unidade IV
!'/orbcrto Nen·

l . f =valor nominal do fusivel:


Ip 1 =" corrente de partida do maior motor:
li-,.. = corrente nominal dos motore' restantes:
I,.~ =corrente nominal dos demais aparelhos.

Obs.: para mmore" de origem americana ou nacionais antigos, o


d1mensíonamenco é feito utilizando-se a letra c6digo, da seguinte
forma:

IP = R X p \1 X 1.000
{fX V
Onde:
R - relação k V Nc\. com a potência aparente em (KV A) do motor
com o rotor travado e a potência nonunal do motor em cv. obtido na
tab. 2.6 em junção da letra código:
V = tensão nominal do motor (A);
IP =corrente de paruda do motor (A):
PM=potência mecânica do motor (cv).

2.3.2. Proteção contra sobrecarga


Os relés b1metáhcos possuem atuação mais lenta que os fusíveis. isto
faz com que esses dispositivos não atuem com as correntes de partida dos
motores. Sua atuaçilo ocorre quando houver uma sobrecarga de maior
duração.
Os rei és b1metál 1cos, que devem ser acoplados aos contatares, possuem
uma faixa de ajuste.

Exemplo : tipo de relé- 3UA50 00-lE. (Siemens). (Tabela 2.4):


Faixa de ajuste - 2,5 a 4 A

• '167 -
Norberto Nery

O \'alor a ser ajustado é determinado da seguinte forma:

j 1, , = K1 . l," 1

I, . = corrente de ajuste do relé térmico (A);


I NM=con ente nominal do motor (A);
K, := fator de mult1phcação para ajuste do relé.

K, =1.25 para motores com fator de serviço (FS) igual ou superior a


1, 15;
~ = 1,15 para demais motores, sem fator de '>erviço.

Escolhe-se o relé térmico que possua uma faixa de ajuste na qual esteja
incluído o valor de J., 1 na Tabela 2.4.

ID (AI
Rtac1i-.1a ('1ól .. f"•lnr * Polf nria
...
I~ Cp/Cl• l'Dll'C• . 51 ~
" ' Catt. 19 ~. 17S lot
Pul
(n)
0.16 hl
l»'llt\ '
11.77 11.41 ~J 41M~ 4CM,.-; 15 o $311 SH 1 '" 11..S.1 1103 070 1 li
H 1m-.. \.lll'i<· S20 .SRO bl q ll.60 11!\ll 07~ 1 11
n.~5 hl 1112 O.W
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2 ~() , ,.~h J 16 B JOO'\°'.' Wl\f 7711 71/11 XI.li o.n OS2 Cl8Q 1 1~

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Tabela 2.1 ·Motor de induçao. e de 2 polos (rotação próxima de 3600


rpm. em 60 Hz) - (Fo11te WcR) J

• 268. Unid.'IJc 1V
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Tabela 2.2 Motor de m<luçà o <lc 4 polos (rotaçüo próxima de 1800


rpm. em 60 H 7) (Fm111• Wtg)

Corrente de Rotor l''ator


Bloqueado 1. (A) K,
.
' ''

I• S40 0,5
40 < '··s 500 0,4
500 < 11 0,3

Tabela 2.3 - Fator para determinação da corrente nominal do fu sível

- 169.
Unidade I\'
Norh.:rlo Nery
'
- --
-

Potencias máxima'1• Tipo~' Fush·eb m.ixi·


de motores trifá,icos Faixas de ,mos OA.Zfil)
-· ... ajustes y

Clll\:goria de utilização AC2 b AC~l , retardado$, ou


I'
NH
220V
(CV) .1.
f 3!!0V
1 (CV) 1
440V
(cv) _ (A)
.l , (A)
'
0.5 11,75- 1 1-u 1,6-2.5 ;llJ/\50 00-lC 6
0.75-1 l.5-2 l.5-2 2.5--.1 .1l11\50 IJ0-1 F. 10
15-2 J 3--1 4-6,J JllMO 00-lü 16
~3 4-5 5 6.3-10 .1\ IA50 00-IJ 20
3--1 6-7,5 tr-7,5 8-12.5 .1lJA~O
00-11'. 25
- 0.16 1,16 0,4-0.63 3UAS2 oo-<J(; 1
0,lb o.~5-oJJ 0.25-0.33--0.5 0.63-1 3Ui\52 oo-<JJ 2
0.25--0,.1.1 (),5 o.~--0.75 1-1 .6 1Ui\52 00-IA 4
0.5 0.75- 1 1-1,5 1.6-2,5 .1L.J\S2 00--lC 6
0.75-1 1,5-2 l.~-2 2.5--.1 1111\~2 <Kl--1 F 10
1.5-2 J .1--.1 4-6,1 1111\52 00-ICl 16
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20
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-- 20-25
10-40
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":1-2:::-so
1t'A5R 00-21) 1
~UA~ oo-'.?f'
63
!()()

Tabela 2.4 - Relés térmicos tipo 3UA - (Fmlfl'-' Siemens)

Notas:
1) As categorias de utilização (emprego). são usadas para a seleção de
comutadores de força, com seccionamento nas manobras de partida
e desligamento veja a Tabela 2.5. conforme a TEC 158.
2) O disjuntor para motores deve possuir disparador térmico ajustável
e disparador magnélico regulado de tal forma a suportar a corrente
de partida do motor. O emprego de disjuntores para proteger motores
em substituição, a tradicional solução fusível, contator e relé térmico,
apresenta várias vantagens, sendo limitada pelo preço.
3) A seguir é apresentada a tabela de letra-código para determinação
da corrente de partida, e dimensionamento do fusível. (Tabela 2.6) .

. 270. Unidade IV
Norbeno Nery
- -
Corrente de Corrente de
Categoria de 1
Exemplos típicos
ligamento desligamento
emprego de aplicação
"
''x ln" ''x IN''
Cargas não indutivas ou com
AC- 1 1 l pouca indução. fornos de
resistências
Partida de motores com rotor
AC-2 2.5 2.5 bobinado. frenagem por
contra-corrente e reversão
Partida de motores com rotor
AC-3 6 1 em gaiola, desligamento em
regime
Partida de motores com rotor
de gaiola, frenagem por
AC-4 6 6
contra-corrente, reversão e
serviço intermítente

Tabela 2.5 - Categorias de utilização (emprego)

Letra-C6digo kVA/cv Letra~igo kVA/cv


A abaixo de 3. 14 L 9,00-9.99
B 315-3.54 M 10,00-11.19
e 3.55-3.99 N l l .20-12.49
D 4,00-4.49 p 12,50-13.99
E 4.50-4.99 R 14,00-15,99
F 5,00-5.59 s 16.00-17 .99
G 5.60-6.29 T 18.00-19.99
H 6,30-7.09 u 20.00-22.39
J 7,10-7.09 V 22,40- e acima
K 8,00-8.99

Tabela 2.6 - Letra-código

Unidade IV - 271 -
Norberto Nery

Exemplo 1:
Dimensionar os condutores e os dispositivos de proteção para a
instalação de um motor 10 cv, trifásico, 1. 740 rpm e tensão nominal de
220 V. Os condutores serão instalados dentro de um eletroduto aparente
com mais dois outros circuitos (3cv e 7.5cv) e distante do quadro de
distribuição de força (QDF) de 25 metros. Considerar uma temperatura
de 25"C e isolação PVC.

1º) Dimensionamento dos condutores


a) cálculo da corrente nominal do motor (INM):

I,~ 1 = P" . 736


.../3 V . FP . 11

- da Tabela 2.2, temos: FP =0,83


11(%) = 89% -+ 11=0,89%

= 10 . 736 =26,5 A
.../3 • 220 . 0,83 . 0,89
Obs.: Notar que pode ser utilizado o valor de lNM dado pela Tabela 2.2
(L," =26,6 A).
b) cálculo da corrente de projeto (IA/14 ):

1(1 =1,25 . 11\M = 1,25 . 26,5 =33,1 A

e) critério da capacidade de corrente:

- fator de agrupamento: f 1 = OJ
- fator de temperatura: f°" = 1,06

• 272 • Unidade rv
Norhcrto Nery

IM = 33,1 = 44,6 A
0,7 . 1,06

Dctennina-se a secção do condutor. em função de:


- cabos unipolares;
- isolação: PVC:
- maneira de instalar: B (eletroduto aparente);
- três condutores carregados (trifásico).
Pela tabela de capacidade de condução de corrente, obtemos: S = 10
1
mm (capacidade de 50 A neJsa situação).

d) critério da queda de tensão:

S = 1 . --./3 -. l . I" = 1 v3 . 25 . 33,t = 5,69 mm 2


56 V . JiV 57 220 . 0,02
valor comercial: -+ S = 6 mn12

e) escolha do condutor fase:


Utilizaremos o maior valor dentre os obtidos pelos dois critérios:

Sf = 10mm2
t) determinação do condutor terra, conforme tabela 58 da NBR 5410/
04:
SPF. = 10mm2

2º) Dimensionamento dos dispositivos de proteção


a) cálculo fusfvel:

li>= 6,6 . 26,5 = 175 A

Unulade IV • 273 .
Norberto Nery
Tabela 2.3 ~ Kl = 0,4

lr-w= 0,4 . 175 ~ 1" . . s; 70 A

Escolhe-se na tabela de valores nominais de fusíveis um valor nominal


menor ou igual a I NF'
Obtemos: 63 A, utilizaremos o tipo diazed.

~ =63 A (diazed)
b) cálculo do relé ténuico:

FS =1,15 ~ K 2 =1,25

INA = 1,25 • 26,4

I NA =33 A

Tabela 2.4 Escolha do relé: Tipo: 3UA54 00- 2Q


Faixa de ajuste: 25 - 36 A
63A (Diazed)
3 x 10mm2 (3F)
+ 1x10 mm2 (PE)
~
--0

QDF

···~

'
..... - - 3UA54 (25 - 36 A)
10 CV
1.800 rpm
Figura 2.8 FP = 0,85
- 274 - Unidade IV
Norl:lcrto Nep·

Exemp lo 2:
D1mcnsionar os condutorc:-1 (de cobre, 1solar<70 em PVC>. e os fusíveis
de um alimentador de um quadro. (QDF) onde estão ligados três
motores, dois <le I O< 1 e um de 7. 5 c1 • Esses motores .,ão tri fásico'.'I, de
tensão nominal 220 V e 1.800 rpm. Os condutores serao instalados cm
eletroduto aparente. Considerar uma temperatura ambiente de 40"C,
isolação PVC e compn mento do circu1to igual a 20 metros.
l°) Dimcns1onamcnto dos condutores
- corrente nominal dos motores:
(considerar que esses motores são do tipo e fabricante: do mesmo da
Tabela 2.2)

10 CV ~ l;\\I =26,6 A
7,5 CV~ '""= 20,0 A

- corrente de projeto:
1 111 =1,25 . +
1 1'\ll 1 1\\12

1m =1,25. 26,6 + (26,6 + 20,0) =79,9 A


- critério da capacidade de corrente:

fator de agrupamento: f = 1.0 (circuíto único)


fator de temperatura: f, = 0.87

= 79,9 =91,8 A
1,0 X 0,87

Consultando a tab. de capacidade de conduçao de corrente. S =35


mmz
- critério da queda de tensão. (considerando que nesse trecho a queda
de tensão devera ser de 1% )
- 275 .
Unidade IV
Norberto Nery

1 . ..[J . l . 18 1 . -f3 . 20. 79,9


=22'º mm
2
S = 57 V • â V = 57 220 . 0,01

valor comercial ~ S =25 mm 2

Seção dos condutores , entre o quadro geral de alimentaçã o (QG) e


o quadro de distribuiçã o para os motores (QDF):

- condutor fase: maior valor ~ s.. = 35 mm 2

- condutor neutro: ~ S.., = 25 mm2

- condutor terra: ST -- 16mm2

2°) Dimensionamento dos fusíveis, no quadro onde tem início esse


ramal alimentador (QG ):

Para o motor de maior potência de (10 cv):

Tabela 2.2 ~ IP = 6,6 ~ IP = 175 A


IN
Tabela 2.2 ~ K 1 = 0,4

IM ~ 0,4 . 175 + (26,6 + 20,6) = 117 A

IM ~ 117, observando a tabela de corrente nominal de fusíveis,


1,. = lOOA

- 276 - Unidade IV
N orberto Ncrv

~-··································

QG

3"' lOOA
NR

.···-·······
• .!
······ ............ ..........•

..:QDF

...•
..• ..•••
.:
••
:
~--··-······--·-·····---------·····-!

Figura 2.9

• 211.
Unidade J\'

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