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ANOTA

AÇÕES
Nos Mód dulos anterio
ores, nós tra
abalhamos u m aspecto
importan nte da anállise do trein
namento, quue seria a
Análise dda Demandaa. Identificar as demandaas que são
importan ntes para a organizaçã ão, as Demmandas de
Treinamento e tran nsformar issso num objjetivo. Ou
seja, a ggente pegou aquilo que era demandda inicial e
transformou isso naaquilo que a gente vaii, de fato,
oferecerr no treinam
mento. Com esse
e processso, a gente
identificou o que vai ser treinado. Mas, tão
importan nte de sabber “o que”” vai ser t reinado é
também m “quem” vaai ser treina ado. E nestee Módulo,
então, a gente vaii trabalhar exatamentee sobre o
“públicoo-alvo”.
Logo após da definiição “do que” vai ser t reinado, a
gente já costuma peensar no púb blico-alvo, doo ponto de
vista qu uantitativo. Ou seja: quantas
q pesssoas vão
participaar desse treinamento? Em quantass turmas a
gente vaai dividir? Quantas
Q turmmas a gente vai fazer?
Se a gennte tem sala,, que sala a gente vai uttilizar para
esse treinamento, para
p essa quuantidade dee pessoas?
Até o Co offee Break, se vai dar para fazer oou não vai
dar... Enfim, a gente pensa muito nos aspectos
quantitaativos. Poréém, tão im mportante qquanto os
aspectoss quantitativvos, são os aspectos q ualitativos
desse pú úblico. Nós queremos
q aber, realme nte, quem
sa
são essas pessoaas que vã ão particippar desse
treinameento.
E para saber quem são essas pessoas, assim como a
gente fez uma Análise da Demanda, a gente também
precisa fazer uma análise do público-alvo. A gente
precisa coletar informações sobre esse público e as
informações são diversas. Eu vou trazer para você
nesse Módulo, então, como coletar essas
informações, que tipo de informações precisa ser
coletada e como essas informações vão influenciar no
planejamento do nosso curso.
Nem sempre nós vamos ter um perfil unificado, muito
pelo contrário. Quase sempre o perfil é diversificado.
A gente não consegue, por exemplo, às vezes, ter
pessoas de uma determinada idade só, por exemplo,
aí a gente tem uma faixa. Mesmo quando a gente tem
essa característica de diversificação, isso é importante
também de saber. Então, coletar as informações sobre
o público-alvo, analisar e ver como a gente vai
planejar o treinamento, em função desse público, é
um fator crítico de sucesso também para o nosso
treinamento. Então, a gente precisa – nessa Análise,
nesse processo de Análise – verificar o que vai ser
treinado, como a gente viu anteriormente, e agora a
gente vai ver – quem vai ser treinado.
ANOTA
AÇÕES
Nós já ssabemos sobre a importância de ffazer uma
Análise ddo público-alvo, do perfiil do público -alvo. Mas
como eu u posso fazer essa análise? Enfim, quuais são os
critérios que eu devvo observar para
p definir esse perfil
do pú úblico-alvo? Eu trou uxe aqui algumas
dades de An
possibilid nálise e sepaarei esses crritérios em
três aaspectos, que seriam os aspectos:
sociodemmográficos, os aspectos funcion ais e os
aspectoss profissionaais. Em cada a um deles, eu trouxe
alguns faatores que você
v deve observar
o na análise do
público-alvo. Em relação aos asspectos dem mográficos,
seria immportante vo ocê saber a idade, o gênero, a
escolariddade, a profissão e o esttado civil. Veeja que, às
vezes, eem alguns cursos aberrtos, como esse, por
exemplo o, que eu estou
e ofereccendo, não é possível
você ideentificar clarramente cad da um dessees fatores,
mas eless são importtantes. Pelo menos, parra você ter
uma ideeia para quem m está traba alhando. Enttão, desde
questões de gêneero, de você saber se está
trabalhaando mais com c homen ns ou mulh eres, mas
também m questão dee idade, de escolaridade
e . Por quê?
Porque ttudo isso vai influenciar no
n seu planeejamento.
Além d dos aspecttos demoggráficos, ta mbém é
importannte ver os aspectos
a fun
ncionais. Porr exemplo:
qual é o cargo que a pessoa ocu
upa? Qual é o local de
trabalho
o? Se a pesso
oa, por exem
mplo, trabalhha na linha
de proddução ou trrabalha exteerno da em mpresa, ou
trabalha na área administrativa... Qual é a carga diária
de trabalho? Se a pessoa tem uma jornada de oito
horas, com intervalo para almoço, ou se é um turno
de seis horas, ou se é de 12 por 36, enfim, qual é a
carga horária diária que essa pessoa executa o seu
trabalho. Qual é o horário de expediente? Então, se é
– por exemplo – um trabalho de turno de oito horas
por dia, mas se é de manhã, é de noite. Se é um turno
de seis horas, qual é o horário? A mesma coisa, de
uma carga horária de 12 por 36. Enfim, qual é o
horário de expediente, de fato, que ela trabalha. E
um outro aspecto funcional também para saber é o
tempo na empresa. Ele é, por exemplo, um novato ou
um veterano na empresa? Ele acabou de entrar ou já
tem alguns anos na empresa ou já tem vários anos na
empresa?
Os aspectos funcionais são importantes também,
porque você tem uma clareza ali. Como o treinamento
envolve a atividade na função, você quer desenvolver
algo para melhorar o desempenho dele na função,
então é importante você ter algumas informações
sobre como é a função dele no dia a dia. Isso vai
influenciar na modalidade de entrega do treinamento,
na metodologia que vai ser utilizada também, dentre
outros fatores, como a gente vai ver adiante.
Então, além dos aspectos demográficos e funcionais, é
importante também observar os aspectos
profissionais. Por exemplo: qual é o tipo de formação
profissional? É um profissional que tem uma
graduação, exige uma graduação de nível superior a
essa profissão ou pode ser um curso técnico? Ou esse
profissional, por exemplo, aprendeu a profissão no dia
a dia, ela não exige tanto conhecimento específico?
Qual é a experiência desse profissional? Ele já é um
profissional experiente, já atua nessa profissão há
muitos anos ou é recente, tem uma formação recente
nessa área? Pode ser que na sua empresa ele já tenha
uma experiência, um tempo de trabalho muito longo,
mas nessa profissão que ele tem agora, a experiência
dele seja recente. Outra coisa importante também é
saber os cursos realizados por ele, pela empresa.
Infelizmente, ainda é comum a pessoa receber um
convite para participar de um treinamento e fala
assim: “E eu vou fazer esse treinamento, de novo?
Mas, eu já fiz um que era semelhante”. Então,
identificar se essa pessoa já participou de cursos
semelhantes na empresa, por exemplo, é muito
importante também para a gente saber e fazer essa
análise do público. Outra coisa também é a tendência
de atualização da profissão. Tem profissões, por
exemplo, que exigem atualizações constantes, outras
nem tanto. Então, saber, por exemplo, qual é a
tendência de atualização da profissão é também um
item de análise significativo. E o outro é o nível de
especialização, ou seja, essa profissão é
extremamente especializada? Ela exige uma
quantidade de estudo razoável, eventualmente, até
algumas certificações para poder atuar nela? Ou ela
não tem essa especialização, enfim, é uma função
mais braçal que qualquer pessoa pode aprender
rapidamente e entrar nesse tipo de profissão? Enfim,
saber os aspectos inerentes da profissão da pessoa
também é importante pra gente saber que tipo de
treinamento a gente vai entregar a ela.
Então, eu trouxe aqui três aspectos que você pode
avaliar, são os aspectos sociodemográficos, os
aspectos funcionais e os profissionais. Não impede de
você avaliar outros itens também. Eventualmente,
você não vai ter informação sobre todos aspectos em
todos esses critérios que eu coloquei aqui para você,
eu trouxe pelo menos 15 fatores que você deveria
analisar. Mas quanto mais informação, melhor! Você
vai ter traçado um perfil mais apurado, mais
adequado do seu público que vai ser treinado, então,
nesse planejamento que você está realizando.
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AÇÕES
Bem, vo ocê já sabee que precisa levantarr algumas
informaçções sobre o seu públicoo-alvo para fazer uma
análise desses apreendizes e addequar o se u plano a
esse perrfil. No entan ma questão: “Sim, mas
nto, vem um
como é que eu posso levantar informaçõess?”. Não é
mesmo?? Eu trouxe aqui també ém algumas sugestões
que voccê pode ussar para levvantar o m máximo de
informaçções possíveeis. Eu separei esses reccursos em
três graandes áreas. Você pode observvar, pode
perguntaar e pode esttudar. Vamo
os lá!
Em obseervar, por exemplo!
e Vo
ocê pode obbservar “in
loco” a eexecução da tarefa. E voccê, então, naa execução
dessa tarefa você levvantar algum
mas informaçções sobre
o perfil desse público. Você pode também
acompan nhar o relacionamento que
q essas peessoas têm
na equip pe. Então, co
omo é esse relacionameento entre
os aprenndizes? Convviver com o grupo
g tambéém ajuda a
levantarr algumas informaçõ ões, você levanta
informaçções sobre a linguagem mais aprop riada para
conversaar, o estilo o que voccê pode uutilizar de
treinameento com eles. Enfim, vocêv levantaa algumas
informaçções através da observvação de esstar junto
com ass pessoas. Uma outra a forma dee fazer é
perguntaar. Você po ode fazer pe erguntas dirretamente,
seja num ma converssa informal que você começa a
puxar “u um papo” co om a pessoa a e fazer umma série de
perguntaas. Você pod de fazer umaa entrevista fformal até
com algum roteiro, tanto com os aprendizes quanto
com os deles, por exemplo. Ou você pode fazer
questionários do tipo “marcar as opções”, também é
uma outra forma que você pode aplicar esse
questionário previamente com todos os aprendizes,
se você acha eventualmente que vai atingir ou parte
deles, se for o caso você faz uma amostragem, mas
também com os gestores. E, eventualmente, você
pode até chamar parte desses aprendizes e fazer um
trabalho de grupos focais e levantar outras
informações, perguntando a eles, como é que é o dia
a dia deles, como são as atividades e outras
informações, sejam elas sociodemográficas, funcionais
ou profissionais. Uma outra forma também é você não
só observar e perguntar, mas também estudar. Você
pode pegar o cadastro da própria empresa, todos os
funcionários têm o seu cadastro. Lá, você vai obter as
informações sociodemográficas, geralmente, isso tem
lá. Você vai saber idade, sexo, sua escolaridade, enfim,
tudo isso deve estar registrado no cadastro da
empresa. Então, levantar essas informações lá é uma
forma também de você obter o perfil do público. Você
pode observar também na descrição dos cargos, que
também vai dar algumas informações relevantes.
Você pode pesquisar em sites da área profissional,
daquela profissão. Às vezes, as pessoas têm
dificuldade na área de Informática, por exemplo, que
é uma linguagem muito específica, mas visitar alguns
sites da área vai te dar alguma ideia de nível de
atualização que aquela profissão exige, se há
certificações na área, por exemplo, e quais são. E
também publicações especializadas, você pode ter
revistas, revistas científicas também que te dão algum
parâmetro. Enfim, existem algumas maneiras de você
estudar algum material, seja banco de dados, cadastro
da empresa ou também alguns materiais externos.
Portanto, existem diversos recursos. É lógico que
perguntar diretamente é mais fácil. Mas se o cadastro
da empresa estiver atualizado, você tem uma série de
informações facilmente disponíveis para você. Então,
você pode, para levantar aquelas informações que eu
coloquei anteriormente, você pode observar, você
pode entrevistar e você pode estudar. Eu dei aqui
algumas dicas de como você fazer isso, mas existem
várias outras, explore essas possibilidades porque a
análise desses aprendizes é muito importante para
você saber como você vai entregar esse treinamento
para eles.
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AÇÕES
Saber quem é o nossso público é essencial ppara gente
definir o nosso planeejamento – fazer
f o nossoo plano de
treinameento. Eu vou contar um ma história ppara você.
Certa veez, quando eue ainda eraa estagiário e isso faz
muito ttempo, eu fazia estággio numa ONG que
prestavaa consultorria técnica para coolônia de
pescadores, no litoral. Uma ve ez, à noite, eu estava
acompan nhando um instrutor e fui convers ando com
ele no ccarro e, enttão, naquela
a noite aconnteceu um
treinameento de fo ormação de e preços. E eu fui
procuran ndo algum mas informa ações e entre as
informaçções que ele me falou sobre o púúblico, ele
falou que eram todos idososs, já aposeentados e
analfabeetos. Eu, no o auge do meu acaddemicismo,
pensei: “Como enssinar forma ação de preeços para
analfabeetos? A gente não pode usar apostil a. A gente
não pod de escrever no quadro. Como é quue isso vai
aconteceer?” E eu fu
ui bastante curioso.
c Foi uma noite
excepcioonal pra mim
m. Eu acho quue aprendi mmuito mais
do que ttodos que estavam
e lá, naquela
n salaa. Eu pude
observarr com basttante clareza, como o perfil do
público não prejudica. Mas, sab ber quem é o público
pode facilitar a lingguagem que e vai ser uttilizada. O
instrutorr bastante hábil, já sabendo com mo era o
público e tendo trabalhado com m esse públ ico, várias
vezes, nnão escreveeu nada. Simples, ele desenhou
tudo. Desenhou todos os insumos, então, ração,
canoa, enfim, tudo mais. Escreveu números, valores
que o pessoal entendia e eu tenho certeza que
naquelas duas, três horas de treinamento, naquela
noite, todos aprenderam o que era formação de
preços e chegaram a um preço de venda daquilo que
estavam produzindo em comunidade.
Enfim, não existe limitação. Mas para cada implicação,
existem soluções que a gente, como planejador de
treinamento, pode encontrar para chegar e alcançar o
resultado que a gente deseja. E existem diversas
implicações, quando a gente analisa o público-alvo. E
eu trouxe algumas dessas implicações que geralmente
acontecem em todo treinamento. Então, é importante
você estar atento a elas. Vamos lá!
A primeira é a disponibilidade de horário das pessoas.
Às vezes, a gente costuma achar que todo mundo está
disponível o tempo todo. Então, se a gente sabe, por
exemplo, que a pessoa é casada, que a pessoa
eventualmente está até cursando um outro curso, um
curso superior, por exemplo, à noite, é difícil a gente
conseguir essa disponibilidade de horário. Então, isso
implica também em algumas soluções alternativas. A
melhor distribuição da carga horária do curso que tem
que ser adequada à jornada de trabalho da pessoa.
Enfim, também se pensa aí em função do perfil que a
gente levantou: qual a modalidade de curso mais
adequada? A gente vai fazer um curso presencial ou à
distância, por exemplo? Qual é o tipo de material que
vai ser utilizado para cada conteúdo? Eu falei, no
exemplo que eu citei, não era possível utilizar apostila,
então, teve-se que usar desenho no quadro. Enfim,
cada perfil tem alguma implicação e a gente precisa
buscar a solução.

O nível de aprofundamento também dos conteúdos.


Quer dizer, a pessoa já sabe de alguma coisa
previamente ou não sabe? - É um fator relevante, que
precisa ser analisado. É bom também estimar uma
eventual resistência do público ao tema. Se ela já
passou por treinamentos semelhantes e ainda está
necessitando fazer esse treinamento, foi identificada
essa necessidade, ela pode ter alguma resistência em
relação a esse tema. Quais são os conhecimentos
prévios que ela tem sobre esse tema? É importante
também saber. A tendência de engajamento do
aprendiz na atividade do curso. Então, a gente vai ter
pessoas que vão se engajar, não vão, vão exigir mais
essa proximidade primeiro, antes da gente entrar no
conteúdo. Outro aspecto é a alternativa para redução
da evasão. A evasão é um problema que ocorre na
maior parte dos cursos. Então, a pessoa começa a
participar e depois sai, principalmente nos cursos de
Educação a Distância. Então, é preciso ver também
como a gente vai trabalhar essa questão da evasão
para reduzir a ocorrência dela. E também as formas de
Avaliação da Aprendizagem, como eu falei, às vezes,
as pessoas não sabem escrever muito bem, se
expressar muito bem pela escrita. Então, não adianta,
por exemplo, eu passar uma prova escrita para ela. Às
vezes, a prova tem que ser oral, a gente fazer uma
avaliação não só no final do treinamento, mas ao
longo do treinamento. Enfim, existem diversas
implicações.
Então, analisar o perfil do público-alvo, saber
exatamente os interesses, as características dessas
pessoas, o envolvimento delas com a função, com a
profissão, tudo isso facilita para a gente encontrar as
melhores soluções de treinamento, os treinamentos
que vão apresentar os melhores resultados. A gente
tem que combinar esse conteúdo que a gente quer
transmitir, quer desenvolver, com esse perfil das
pessoas para encontrar as melhores soluções de casar
esses dois aspectos que a gente trabalha na análise do
treinamento. Ou seja, a gente já sabe nesse ponto,
então: o que vai ser treinado; e a gente precisa saber
também quem vai ser treinado, nesse ponto de vista
qualitativo. Porque são essas informações que vão nos
dar base para todo o planejamento do treinamento
que é a fase seguinte.
Material de Apoio – 01
Material de Complementar – 01

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