ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DA EDIÇÃO NÚMERO 235 DO JORNAL SEMANÁRIO CORREIO ALENTEJO | SEXTA-FEIRA | 2010

.11.26

NOVOS DESAFIOS

MAIS FUTURO

> POLITÉCNICO ASSUME PROJECTOS CONCRETOS E QUER APOSTAR FORTE NA INTERNACIONALIZAÇÃO

 JOÃO DOMINGOS | GICOM

Jorge Pereira revelou que. também. desequilíbrios serão corrigidos”. O presidente do IPBeja dedicou também uma parte da sua intervenção à componente formativa e à prestação de serviços. patentes reconhecidas. mobilidade associada à difusão do conhecimento. de cooperação e aprendizagem têm vindo a ganhar cada vez mais importância. mais consciente daquilo que é.26 > A xxxxxxxxxx 21 ANOs Em CERImóNIA REALIzADA A 3 DE NOvEmBRO IPBEJA CELEBROU Novos desafios > DIA DO IPBEJA. o responsável pediu “mais produção científica. Abordando outras áreas. Entre elas. ”  Tecnologias e Criatividade Multimédia  Turismo e Património  Saúde e Qualidade de Vida  Planeamento comunitário Jorge Pereira  GICOM – JOÃO DOMINGOS . em comparação com igual momento do ano passado. Jorge Pereira tinha destacado que os estudantes “vêm agora para Beja com uma menor margem financeira. na sessão solene de 3 de Outubro. apresentando-lhes vários desafios que considera serem necessários. “Estas áreas são fundamentais para o futuro.  Um discurso do presidente. agravada pela aplicação de novas fórmulas de cálculo no que respeita à atribuição de apoios sociais”. Antes. Assumindo que tem desenvolvido “acções internas” para identificar e resolver problemas deste tipo. existindo uma procura crescente dos empregadores pelos alunos formados nesta lógica. liderança reconhecida em algumas áreas com convite para realizações colectivas e. “Ajustamentos serão feitos.2 IPBEJA CADERNO 2010. Vito Carioca. pois não tenho dúvidas que estes técnicos irão ajudar na procura e construção de alternativas”. disse. à modernização e à adequação das estruturas representativas dos estudantes”. sociais. Desenvolver nos nossos alunos este tipo de competências é uma preocupação e assume-se como uma prioridade para o instituto”. as energias sustentáveis. valorização da oferta formativa com consequente aumento da procura”. o que muitas vezes “coincide” com primeiro pagamento de propinas. Vito Carioca destacou a educação e formação de adultos. as tecnologias do conhecimento e criatividade multimédia. porque sei que tudo será feito para dar resposta às necessidades dos mesmos. Jorge Pereira lançou um desafio às quatro associações de estudantes do IPBeja para que reflictam sobre a possibilidade de criar uma única associação. para onde se deve dirigir e como o deve fazer”. turismo e património. o provedor assumiu que “agora. saúde e qualidade de vida. “no seu dia-a-dia de contacto directo com os estudantes. Neste enquadramento. E manifestou tranquilidade: “Sou uma pessoa muito mais tranquila em relação às questões sociais dos estudantes. no dia 3 de Novembro. com particular ênfase às situações urgentes”.  Educação e Formação de Adultos  Agricultura e Tecnologia Alimentar  Água e Ambiente  Energias Sustentáveis  GICOM – JOÃO DOMINGOS Estudantes temem dificuldades  Um balanço muito positivo do trabalho dos Serviços de Acção Social (SAS) em tempo de crise foi uma das notas de maior destaque do discurso do provedor do Estudante do Instituto Politécnico de Beja. “[Queremos] um modelo de ensino virado para a prática quotidiana e para a relação com as empresas e a indústria. tem mantido várias reuniões com o administrador dos SAS. desta forma. disse. suportado em lógicas criativas de pensamento. afirmou. para analisar e perceber “que mecanismos poderão ser utilizados para fazer face a eventuais situações de carência urgente dos estudantes do IPBeja e os recursos disponíveis para essa área”. Competitividade implica inovar através da investigação. procurando. planeamento e intervenção comunitárias. Vito Carioca não deixou de fora do seu discurso algumas notas para os docentes do IPBeja. espírito de unidade e algum espírito de sacrifício” no seio da instituição. acima de tudo. desenvolvimento e transferência de conhecimento e. Manuel Pedro Gonçalves. o provedor solicitou aos professores e associações que. E denunciou que os proprietários de algumas das casas alugadas por estudantes “pedem logo na primeira prestação o pagamento de duas prestações”. marcou a sessão solene do Dia do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja). Para quê? “Para ser uma instituição saudável e competitiva. Presidente da insituição anunciou os grandes desafios que se colocam nos próximos tempos. na sua disseminação junto de outros sectores da sociedade ao nível da prestação de serviços”. artigos publicados. disse. desde o início do ano. estejam atentos a situações de carência que em alguns casos poderão ser verdadeiras situações de emergência social” – “Discretamente encaminhem-nos para os SAS. Com uma intervenção bem preparada. de onde está. a acentuar os grandes desafios para os próximos anos. O presidente do IPBeja lembrou também que 2011 será o ano da primeira edição do Fórum Anual de Desenvolvimento. que anunciou “uma aposta imediata” no reforço do ensino e aprendizagem da língua inglesa e a criação de um Centro de Línguas que será colocado ao serviço “de todos e da comunidade” – “Estas medidas serão fundamentais para a implementação e desenvolvimento da nossa estratégia de internacionalização”. resumiu. sublinhando que são “áreas estratégicas fundamentais” para o futuro. numa análise ao actual momento da instituição. quer a nível nacional quer a nível europeu”. suportado em lógicas criativas de pensamento. a agricultura e a tecnologia alimentar. vItO cArIOcA presidente do IPBeja ÁREAs EstRAtégICAs CRUCIAIs PARA O fUtURO DO IPBEJA [Queremos] um modelo de ensino virado para a prática quotidiana e para a relação com as empresas e a indústria. o presidente do IPBeja quer apostar no desenvolvimento de “conceitos e competências de empreendedorismo”. enfatizou Vito Carioca. encontrar caminhos e soluções em matéria de desenvolvimento e sustentabilidade”.11. O responsável não rejeitou a oportunidade para apelar ao “bom senso. “Creio que poderemos estar perante um momento propício à mudança. o IPBeja está mais maduro. acentuou. a água e ambiente. disse. anunciando um conjunto de medidas que estão em curso ou planeadas para o próximo futuro. Finalmente. um evento que “procurará criar sinergias entre as várias instituições da região em torno de temas transversais. Convicto que as competências digitais.

Esta é uma “matéria que consideramos de prioridade institucional”.2010. novos objectivos! Com as fronteiras no interior do espaço europeu cada vez mais esbatidas e o processo decorrente da Declaração de Bolonha em “velocidade de cruzeiro”. Na ocasião.11. o IPBeja junta a intenção de fortalecer as competências do actual Gabinete de Mobilidade e Cooperação (que poderá. que servirá para debater o eixo Alentejo-Algarve-ExtremaduraAndaluzia. entre outras metas. existe uma estratégia assente. Nesse sentido. a estratégia de internacionalização da instituição assenta basicamente em três vertentes bem definidas. já foram assinados protocolos de colaboração com congéneres do Brasil (Faculdade de Natal e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e da Hungria (College University of Snolzok). “tendo em vista a exploração de projectos sinergéticos” e de noDirecção do IPBeja considera internacionalização uma priridade. é objectivo do instituto criar uma rede alargada de ensino superior. novas alianças estratégicas e uma maior qualidade no ensino e/ou investigação. e maiores níveis de investigação e desenvolvimento de qualidade. económicos.  A estas três vertentes. educativos e políticos com responsabilidades na região) e lançar. quer nos países africanos de língua oficial portuguesa).  Apostar no enriquecimento da imagem e reconhecimento internacional da marca IPBeja. o IPBeja pretende reforçar as parcerias estratégicas para o enriquecimento do perfil A internacionalização do Instituto Politécnico de Beja é matéria que consideramos de prioridade institucional. evoluir para um serviço de relações internacionais) e avançar com a constituição de um grupo de consultadoria. Politécnico bejense reforça parcerias estratégicas com congéneres estrangeiras e investe no enriquecimento da sua imagem. basicamente. da oferta formativa ao nível dos mestrados profissionalizantes. inclusive. a estratégia de internacionalização do IPBeja aposta igualmente no enriquecimento e reconhecimento inter- nacional da sua marca e imagem. em três vertentes bem definidas.  Potenciar as redes de cooperação internacional em domínios estratégicos de actuação. na visão de Vito Carioca. em Setembro de 2008.26 IPBEJA CADERNO 3 > A xxxxxxxxxx CumPRIR DEsAfIOs lANçADOs PElA DEClARAçãO DE BOlONhA EstRAtégIA vIsA IPBeja aposta na internacionalização > Projecto. A estes acordos junta-se ainda a parceria estabelecida com as universidades do Algarve. além da aposta na divulgação das actividades e projectos desenvolvidos pelo IPBeja. Ao mesmo tempo. já em 2011. reforçando a sua comunicação junto do “mercadoalvo” e dos stakeholders. o Fórum para o Desenvolvimento. Ao mesmo tempo.  Reforçar as parcerias estratégicas para o enriquecimento do perfil da oferta formativa ao nível dos mestrados profissionalizantes. vos cenários de intervenção no âmbito do espaço lusófono (quer no Brasil. Vito Carioca garantiu mesmo que até ao final do presente ano será apresentado o plano estratégico para a concretização daquele que é considerado o “desafio emergente” do instituto. e visa garantir à instituição a sua reputação e reconhecimento internacional. Huelva. formação contínua e formação pós-graduada. a consolidação desta estratégia implica a integração do IPBeja na designada “região do conhecimento Sul” (rentabilizando as possibilidades decorrentes do eixo Algarve-Huelva-Sevilha) e o cumprimento das necessidades crescentes de formação ao longo da vida. Extremadura e Sevilha (as últimas três de Espanha) ao abrigo do designado “Espaço Sul da Península Ibérica”.  Novos tempos. Depois. formação contínua e formação pós-graduada. além de reforçar o ensino-aprendizagem da língua inglesa e fundar um Centro de Línguas ao serviço da comunidade em geral.  José tomé máximo EstRAtégIA A internacionalização do Instituto Politécnico de Beja é considerada pela direcção da instituição como um “desafio emergente”. estratégIa clara presidente do IPBeja vIto carIoca Sendo este um processo que exige. assim como com a Universidade Lusófona e o Governo da Guiné-Bissau para o desenvolvimento de um projecto na área da agricultura e pescas naquele país africano. A estas três vertentes. além do desenvolvimento pessoal e profissional do seu corpo docente. o IPBeja junta a intenção de. a promoção e dinamização de redes de cooperação internacional em domínios estratégicos de actuação. Desde logo. Finalmente. Nesse âmbito. existindo a ambição de criar uma rede de reflexão regional em torno dos desafios e caminhos desejados para o Alentejo (que envolva os agentes sociais. o Instituto Politécnico de Beja tem no horizonte mais imediato um novo desafio: a sua internacionalização enquanto instituição de ensino superior de qualidade. . justificou no início do mês o presidente da instituição no seu discurso durante a cerimónia que assinalou o Dia do IPBeja e o arranque de mais um ano lectivo. fortalecer as competências do actual Gabinete de Mobilidade e Cooperação. O objectivo de internacionalizar o IPBeja surgiu depois da aprovação dos novos estatutos. o “compromisso” de todos aqueles que partilham o espaço do IPBeja.

26 > A xxxxxxxxxxBEJA AUMENTA NÚMERO DE ALUNOS E ASSUME ESTRATÉGIA CLARA POLITÉCNICO DE Caminho acertado > ALUNOS. “Talvez a melhor justificação esteja precisamente na existência de um grande envolvimento de toda a comunidade académica na construção de uma estratégia que visa basicamente dar a conhecer a qualidade do trabalho formativo que o IPBeja oferece”. Por outro lado. reforça.11. em termos percentuais.  O enriquecimento da oferta formativa com novos cursos e a disponibilização de mais cursos em regime pós-laboral podem ser as razões mais lógicas que contribuíram para o aumento do número de alunos no IPBeja no actual ano lectivo.  Entre as estratégias adoptadas há aspectos mais particulares que possam ter reforçado os resultados alcançados ? Gos- taria de enaltecer todo o trabalho desenvolvido pelas comissões técnico-científicas e pedagógicas de curso.  JOSé tOmé máximO número de alunos. Independentemente destas explicações. e os politécnicos de Santarém. Nesse contrato. trabalhadores. Novos cursos e regime pós-laboral ajudam a estabilizar o número de alunos e deixam boas perspectivas para os próximos anos. para que o IPBeja e a Universidade do Algarve tenham aumentado o número de alunos”. Refira-se que. através da visita a todas as escolas do ensino secundário e profissional dos distritos de Beja e Faro. “poderá ter contribuído para os números registados”. Ana Luísa Amaral aponta algumas razões para este quadro de estabilização e até de alguma evolução no IPBeja recebeu este ano mais 33 novos alunos do que em 2009/10. esclarece. “a análise nacional e regional da situação de oferta/procura em anos lectivos anteriores demonstrou que deveriam ser novas apostas”. não abertura de vagas no curso de Protecção Civil e. Ana Luís Amaral admite não conseguir “determinar com exactidão uma justificação objectiva. nas 115 novas vagas para este ano lectivo. Neste caso concreto. E. . A responsável assume que esta evolução é fruto de “um trabalho de análise e reflexão sobre os resultados obtidos nos anos anteriores” e. Mas assume que “o enriquecimento” do portefólio de cursos e a implementação de uma campanha de comunicação directa com os alunos do ensino secundário. maiores de 23 anos”. no contexto geográfico em que se insere o IPBeja. Este resultado. representa o maior aumento. claramente. das definições ANA LUÍSA AMARAL | Vice-presidente do IPBeja Talvez a melhor justificação esteja precisamente na existência de um grande envolvimento de toda a comunidade académica na construção de uma estratégia que visa basicamente dar a conhecer a qualidade do trabalho formativo que o IPBeja oferece. cujo o empenho permitiu organizar os “Dias Abertos” dos diferentes cursos. O IPBeja surge logo a seguir com uma clara tendência de estabilização. Justificando-se ainda esta aposta pela proximidade geográfica. houve diminuição de vagas em cursos que não as preencheram nos anos lectivos anteriores. um dos objectivos delineados visa o “aumento do número de vagas para cursos em pós-laboral e no regime de ensino à distância”. Essa é a leitura adiantada ao “CA” pela professora Ana Luísa Amaral. divulgando a nossa oferta formativa. divulgar os cursos directamente nas escolas e alimentar os actuais sites dos cursos com informação fundamental para a sua divulgação. explica. E se o objectivo para o distrito de Beja é comunicarmos com todos os potenciais candidatos ao IPBeja. somente a Universidade do Algarve assinalou um crescimento positivo. ” comprometidas no Contrato de Confiança que a instituição celebrou com o Ministério do Ensino Superior. “ALGARVE DEVE MERECER TODA A ATENçÃO”  A tendência de aumento do número de alunos reflecte a qualidade da oferta formativa ou está associada a outros factores? A decisão sobre o número de vagas para ANA LUÍSA AMARAL VICE-PRESIDENTE DO IPBEJA > ENTREVISTA o acesso e ingresso nos cursos do IPBeja tem sempre por base a existência de recursos humanos e materiais que nos permitam garantir a manutenção ou melhoria dos níveis de qualidade da oferta formativa que sempre oferecemos. e que são precisamente os alunos com origem nos nossos cursos de especialização tecnológica (CET). ao mesmo tempo. “A abertura de vagas para o regime de ensino à distância foi uma dupla aposta num curso que abrimos pela primeira vez no corrente ano lectivo e num tipo de ensino que se previa ser especialmente vocacionado para os candidatos.  A análise dessa evolução permite definir uma estratégia para a captação de novos alunos em algumas zonas dos distritos referidos? Penso que a análise dos dados que possuímos actualmente pode con- tribuir para definir uma estratégia de projecção de meios de divulgação nos distritos com maior crescimento no número de alunos matriculados no ensino secundário ou profissional. finalmente. pelo crescimento registado no número de alunos matriculados no ensino secundário nos últimos três anos. mas nesse caso já teremos um outro público que também está a crescer. aumento de vagas nos cursos mais procurados. Segundo a vicepresidente. o Politécnico baixo-alentejano registou um acréscimo de 115 vagas e 33 novos alunos. abertura dos cursos de Terapia Ocupacional e Solicitadoria. Portalegre e Setúbal. 95 foram para cursos desse tipo. será igualmente importante apostarmos nos distritos em que os dados nos indicam um crescimento no número de potenciais candidatos. na relação entre as vagas disponíveis e o número de colocações registadas. Igualmente importante para esta análise são os resultados finais das nossas colocações. se comparado com as universidades de Évora e do Algarve. vice-presidente da instituição. o distrito de Faro deve merecer toda a nossa atenção.4 IPBEJA CADERNO 2010. No actual ano lectivo.

11.2010.26 IPBEJA CADERNO 5 .

de fertilização ou de rega”. ameixas.  As hortaliças. a docente Mariana Regato. Daí que tudo seja feito em consonância com a realidade e as necessidades agrícolas do Alentejo. assim como de um pequeno olival (todo biológico) e alguma floricultura. de poda. sem dúvidas em considerar o centro “uma mais-valia” para a instituição. morangos. couves. tentando ir de encontro às dificuldades e preocupações da comunidade agrícola”. e Multimédia da Escola Superior de Educação de Beja. damascos. batatas.. argumenta Manuel Patanita. demonstração e experimentação na área. Sem isto. justifica Manuel Patanita. Além do mais. frutas e conservas produzidos pelo Centro Hortofrutícola da Escola Superior Agrária (ESA) do Instituto Politécnico de Beja vão começar. os quais são produzidos com o empenho e trabalho dos alunos dos vários cursos. Iniciativa da Escola Superior Agrária contou com colaboração de estagiários do curso de Artes Plásticas e Multimédia. garantindo que o início da aposição do selo aos respectivos produtos deverá começar até final do corrente ano. inscritas no Código de Boas Práticas Agrícolas e.26 > CENtRO HORtOfRutíCOlA DA EsCOlA suPERIOR AgRáRIA > PRODutOs HORtOfRutíCOlAs IDENtIfICADOs Onze hectares para “aprender fazendo” Centro Hortofrutícola permite mostrar aos alunos o que se faz na realidade. Criado em 1995. explica Manuel Patanita.11. alhos ou conservas de azeitona. alfaces. melões. tomates. garante. Hectares é a área do centro. não só para olhar!”. origem iPBeja > alimEntaÇÃO. seguros do ponto de vista alimentar”. casos de laranjas. quer nos estágios e trabalhos de fim de curso”.  José Tomé máximo Selo garante qualidade e. a partir do próximo mês de Dezembro. pêssegos. EnSinar… E ExPErimEntar! Além da componente prática que possibilita à formação dos alunos. É aí que os alunos deitam “as mãos à terra” e se ocupam de pomares. “Temos de ter prática para mostrar aos alunos como as coisas se fazem na realidade”. subdirector da ESA e responsável pela exploração agrícola do IPBeja. na saída de Beja em direcção a Évora.  “Aprender fazendo” é o lema pelo qual se rege a Escola Superior Agrária (ESA) do Instituto Politécnico de Beja. o novo selo permitirá igualmente que o próprio consumidor tenha “a garantia de que está a adquirir produtos obtidos com recurso a técnicas inovadoras e ‘amigas’ do ambiente. “O selo de identificação pretende informar o consumidor que adquire os produtos sobre os quais é colocado o selo que está perante um produto produzido no Centro Hortofrutícola”. Segundo conta Olga Amaral. maçãs. romãs. Muitas das coisas que investigamos e experimentamos têm que ver com os contactos que estabelecemos com a comunidade. Uma regra de “ouro” que é cumprida de forma literal no seu Centro Hortofrutícola.6 IPBEJA CADERNO 2010. feijão. onde ao longo dos 11 hectares de terreno disponíveis os alunos colocam em prática aquilo que dia após dia aprendem em teoria nas aulas do curso de agronomia. NúmEROs 1995 11 Foi o ano em que foi criado o Centro Hortícola da Escola Superior Agrária de Beja. “Estamos continuamente a experimentar e testar novas espécies e novas variedades. Olga amaral directora da Escola Superior Agrária Com o novo selo o consumidor tem a garantia de que está a adquirir produtos obtidos com recurso a técnicas inovadoras e ‘amigas’ do ambiente. o Centro Hortofrutícola da ESA ocupa uma área de perto de 11 hectares junto ao IP 2. “Os nossos alunos saem daqui com um know-how bastante grande em comparação com colegas de outras escolas”. inscritas no Código de Boas Práticas Agrícolas e. lembrando que um dos objectivos da escola passa por “inovar e promover novas culturas que potencialmente possam ser interessantes para a região”. brócolos. peras. sublinha a docente. É por isso que ali temos ensaios de adaptação de variadíssimas espécies. Eles vêm para aqui para fazerem mesmo. o Centro Hortofrutícola da ESA permite igualmente a realização de trabalhos de investigação aplicada. Criado em 1995. pepinos. dióspiros. sintetiza a directora da ESA. “Os nossos alunos têm aqui a possibilidade de praticar. figos. ocupados por diversas culturas. Este selo de identificação “é uma forma de caracterizar e promover os produtos do Centro Hortofrutícola.. não teriam o ensino prático que pretendemos. centro permite aos alunos bejenses colocarem em prática aquilo que aprendem nas aulas teóricas. quer nas aulas práticas diárias que decorrem neste pólo. o novo selo foi criado por iniciativa da ESA e contou com a colaboração com alunos estagiários do curso de Artes Plásticas > agricultura. pimentos. “Não podemos estar desligados da comunidade agrícola e andar a fazer investigação e experimentação se ela não tiver repercussão em termos de agricultura regional. . remata Olga Amaral. como tal. destinando-se a “ser aplicado a todos os produtos produzidos” ao longo dos 11 hectares do Centro Hortofrutícola [ver texto ao lado]. diz Manuel Patanita. seguros do ponto de vista alimentar. marmelos. a ser identificados por um selo que garante a sua origem… e a qualidade do produto. vinhas e culturas hortícolas (ao ar livre ou protegidas em estufas). como tal. afiança a responsável técnica pelo centro.

adianta Aldo Passarinho. na sua opinião. Aldo Passarinho. vamos propor que os sites tenham um layout comum.2010. Através do canal. assinala. Aldo Passarinho explica ao “CA” que “a arquitectura de informação adoptada” na nova plataforma “irá permitir aceder aos conteúdos de forma mais directa e intuitiva”. é possível dar cobertura aos eventos organizados no IPBeja e difundir informação sobre a oferta formativa ou actividades onde os alunos estejam envolvidos. reforça Aldo Passarinho. Em termos práticos. o IPBeja pretende posicionarse como um produtor de conteúdos e os seus responsáveis esperam tirar vantagem de comunicarem directamente com o seu público. Penso que este é um trabalho que toda a comunidade académica irá apreciar na medida em que transmitirá uma imagem institucional forte e coesa.26 IPBEJA CADERNO 7 > A xxxxxxxxxx EM CURSO NA INSTITUIÇÃO VÁRIOS PROJECTOS Politécnico assume desafios multimédia > On-LInE. “facilmente as instituições são comparadas através da qualidade e acessibilidade da informação que disponibilizam”. na sua dimensão nacional e internacional. No caso do Twitter sentimos que os seguidores têm aumentado lentamente e. são metas que o Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) pretende atingir nos próximos meses. Contudo. e os vídeos já ultrapassaram as 12.  Que “ecos” têm sentido a partir do Twitter e Facebook? São dois casos relativamente diferentes. ou pessoas da comunidade que se interessam pelas dinâmicas institucionais do IPBeja. promovendo desta forma a interacção com a comunidade. na perspectiva de um portal a partir do qual é possível ter acesso a toda a informação sobre o instituto. acrescenta o responsável. Para já os resultados são extremamente interessantes. é “aproveitar a grande apetência que actualmente se sente pelo vídeo e pela imagem”. Estamos a publicar um ‘clip’ de dois em dois dias. Atrever-me-ia a dizer que a maior parte dos seguidores da página do IPBeja no Facebook são antigos alunos. no YouTube. o impacto na comunicação ainda não é notório. a realidade é completamente diferente. o conjunto de funcionalidades e informações dessa plataforma só estará disponível em Fevereiro de 2011. Em declarações ao “CA”. com respeito pela identidade corporativa que paulatinamente vamos desenvolvendo. uma maior conciliação corporativa entre as plataformas digitais das quatro escolas e o reforço mais eficaz do canal IPBeja TV. ajudando a captar mais alunos e estimulando as profícuas relações com a comunidade regional. Sentimos que os seguidores vão muito para além dos membros da comunidade académica. IPBEja TV nO YOuTuBE A primeira versão do novo site do IPBeja será apresentada durante o mês de Dezembro.  Com o novo “site” haverá um esforço de maior conciliação corporativa? Sem dúvida! Neste momento Actual “site” do IPBeja na Internet será completamente remodelado em Dezembro e assumir-se-á como um portal.000 visualizações”. de académica com o exterior. nOVO sITE Em BrEVE componente multimédia. e uma segunda que tem como objectivo disponibilizar informação nas diferentes redes sociais onde o IPBeja já marca presença. Já no que se refere ao Facebook. Politécnico de Beja assume vários desafios na Internet e tem apostas claras para o futuro: a televisão no YouTube está em curso e o novo portal quase pronto. Incrementar a comunicação directa com o público-alvo. o canal IPBeja TV. “Em termos estratégicos. são objectivos assumidos por Aldo Passarinho. Esse esforço será extensível aos sites dos departamentos e dos vários serviços que disponibilizam informação on-line. é encarado no Politécnico de Beja como “uma ferramenta extremamente importante para a comunicação institucional”.  A criação de um novo site na Internet. o que é bastante bom. através da uniformização visual e organizacional da informação”. o que é extremamente interessante. correspondente ao desdobramento da nossa identidade visual. A ideia. “Vamos disponibilizar sites sobre cada um dos oito departamentos do IPB e o novo site irá contribuir para um reforço da nossa identidade corporativa. com visitas interactivas ao campus e a cada uma das suas unidades orgânicas. destaca Aldo Passarinho. como tal. O nível de interacção com os seguidores é elevado. ajudando a captar mais alunos e estimulando as profícuas relações com a comunidade regional”. no YouTube. . estando planeado um reforço da Criado em Abril deste ano. A ligação às redes sociais. considera “fundamental um forte investimento na comunicação institucional através da Internet” porque. gostaríamos que esta fosse uma plataforma que estimulasse a relação entre a comunidade académica e a comunidade regional. mas uma estrutura de conteúdos adaptada à realidade de cada unidade orgânica. revela com satisfação No futuro. melhorar a qualidade e acessibilidade da informação e permitir uma maior interacção de toda a comunida- ALDO PASSARINHO Pró-Presidente dO institUtO POLitÉCniCO de BeJA > ENTREVISTA “NOVOs sITEs FARãO EsFORÇO cORpORATIVO”  Que estratégia existe no IPBeja para tirar partido da Internet? Essa estratégia passa por duas dimensões: uma primeira que passa por desenvolvermos o nosso actual site institucional. pró-presidente do IPBeja responsável pelo Gabinete de Comunicação e Imagem. ” estamos precisamente a desenvolver um trabalho de conciliação entre a necessária uniformização corporativa de cada um dos sites e o respeito pelas singularidades de cada uma das unidades orgânicas. “Recentemente começamos a dar cobertura aos jogos de futsal nos quais a equipa do IPBeja está envolvida. o acesso a “muito intuitivo” ao canal IPBeja TV e a versão em inglês de toda a estrutura são outras novidades. através da mediatização de conteúdos de interesse mútuo”.11. aLDO PassarInHO | pro-presidente do Instituto Politécnico de Beja Sem dúvida que a Internet é e continuará a ser espaço influente e decisivo na percepção da qualidade do trabalho que diariamente desenvolvemos. “Sem dúvida que a Internet é e continuará a ser espaço influente e decisivo na percepção da qualidade do trabalho que diariamente desenvolvemos.

estão os convites para apresentar o projecto nas conferências sobre aeronáutica que se irão realizar no próximo mês de Dezembro em França Miguel Tavares. por um lado. o que nos permite baixar razoavelmente os custos dessa monitorização. que junta o Instituto Politécnico de Beja (através da ESTIG – Escola Superior de Tecnologias e Gestão) à ANA – Aeroportos de Portugal. vinca Henrique Oliveira. em primeira instância. “Esta monitorização é exigente na medida em que a simples colocação de uma grua numa zona próxima do aeroporto pode constituir um perigo para a navegação aérea do radares de abertura sintética. agora professor no IPBeja e igualmente ligado ao projecto. garantindo já haver interessados na aquisição desta nova tecnologia. suportados em 50% pela Agência Espacial Europeia. director da ESTIG . na opinião do director da escola. O projecto tem um custo total de quase 500 mil euros. à Agência Espacial Europeia e à empresa Edisoft. revela. “Não se trata de uma aplicação de software.11. SATISFAÇÃO NA ESTIG “KNOW-HOW” RECONHECIDO  A participação da ESTIG enquanto “inventor” no G-AOC – Airport Obstruction Charts representa. mas Henrique Oliveira assegura que o resultado “será um conjunto de informação que tem de ser gerida numa plataforma específica”. conclui. que nasceu com o trabalho de final de curso do antigo aluno Marco Rodrigues. e Macau. em detrimento das habituais aeronaves que por norma fazem o reconhecimento topográfico das áreas em causa com O projecto G-AOC – Airport Obstruction Charts destina-se. Para Miguel Tavares. mesmo”. docente na ESTIG e coordenador-científico do projecto.  E se um trabalho de fim de curso em engenharia topográfica em Beja redundasse na melhoria da segurança nas operações de navegação aérea de todo o mundo? A questão pode parecer rebuscada. mas de todo um procedimento que vai desde a captação à gestão dos dados”. contribuindo para o aumento do know-how dos elementos participantes”. explica em síntese Henrique Oliveira. permitir “o enriquecimento do conhecimento e das tecnologias mais avançadas que se encontram a ser desenvolvidas na área. O objectivo é montar um sistema que seja capaz de monitorizar com fiabilidade e a baixo custo”. por outro lado. Ora a grande inovação proporcionada pelo G-AOC é que nesta operação de monitorização o projecto desenvolvido em Beja recorre à informação captada pelo satélite da Agência Espacial Europeia. numa perspectiva do que actualmente se designa como ‘Segurança Ofensiva’”. o GAOC [na foto pequena] visa dar cumprimento à legislação da Organização Internacional da Aviação Civil e monitorizar os obstáculos naturais (montanhas e outros pontos de relevo) ou humanos (edifícios. verba que Henrique Oliveira considera “compensada” com o facto da instituição ter sido colocada “num patamar bastante elevado”. uma actualização mais frequente dos dados. “o reconhecimento da sua capacidade em termos de conhecimento e know-how científico na área”. ajudar a ESTIG (e por consequência o IPBeja) a estabelecer “contactos a nível internacional com entidades de reconhecida competência e capacidade de inovação” e. que são a aterragem e a descolagem” de aviões. esclarece o coordenador-científico do projecto. frisando que a técnica aplicada permite.) que existam em redor de um aeroporto num raio até 45 quilómetros e possam condicionar a navegação aérea. IPBEJA EM “ALTOS PATAMARES” Henrique Oliveira explica que projecto do IPBeja é fiável e mais barato que as aplicações existentes. que assim poderão melhorar as condições de segurança nas operações de navegação no espaço da infra-estrutura. mas é esse o final previsível para o projecto G-AOC – Airport Obstruction Charts. o projecto pode. e tem vindo a ser desenvolvido desde Outubro de 2009 pelo grupo de trabalho onde o IPBeja se juntou como “inventor” aos restantes parceiros. a ESTIG tem vindo igualmente a “consolidar áreas de intervenção vocacionadas para a produção de ferramentas informáticas para apoio a pessoas com necessidades especiais e na especialização de testes de penetração em sistemas informáticos.com sexta. às empresas gestoras de aeroportos. Os primeiros “frutos” só serão apresentados em Março de 2011.8 www. O nosso objectivo “é aumentar a segurança de navegação à volta dos aeroportos nas suas principais actividades. gruas. etc. 2010. Na prática. A provar isso.  JOSÉ TOMÉ MÁXIMO HENRIQUE OLIVEIRA Coordenador-científico do G-AOC Objectivo é aumentar a segurança de navegação à volta dos aeroportos nas suas principais actividades: aterragem e descolagem. Acrescenta este responsável que além deste projecto mais mediático. “As plataformas de satélite apresentam resultados bastante satisfatórios e têm a particularidade de conseguir observar uma zona bastante ampla de uma só vez. Projecto junta IPBeja à ANA – Aeroportos de Portugal e à Agência Espacial Europeia e os resultados serão apresentados em Março de 2011.26 > IPBEJA DESENVOLVE PROJECTO G-AOC – AIRPORT OBSTRUCTION CHARTS Projecto do IPBeja põe aeroportos mais seguros > CIÊNCIA. igualmente.correioalentejo. Ao IPBeja coube um investimento de perto de 100 mil euros.