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ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DA EDIÇÃO NÚMERO 235 DO JORNAL SEMANÁRIO CORREIO ALENTEJO | SEXTA-FEIRA | 2010

.11.26

NOVOS DESAFIOS

MAIS FUTURO

> POLITÉCNICO ASSUME PROJECTOS CONCRETOS E QUER APOSTAR FORTE NA INTERNACIONALIZAÇÃO

 JOÃO DOMINGOS | GICOM

O responsável não rejeitou a oportunidade para apelar ao “bom senso. enfatizou Vito Carioca. o provedor solicitou aos professores e associações que. Com uma intervenção bem preparada. suportado em lógicas criativas de pensamento. desde o início do ano. na sessão solene de 3 de Outubro. Entre elas. artigos publicados. Competitividade implica inovar através da investigação. Assumindo que tem desenvolvido “acções internas” para identificar e resolver problemas deste tipo. planeamento e intervenção comunitárias. o responsável pediu “mais produção científica. Antes. numa análise ao actual momento da instituição.26 > A xxxxxxxxxx 21 ANOs Em CERImóNIA REALIzADA A 3 DE NOvEmBRO IPBEJA CELEBROU Novos desafios > DIA DO IPBEJA. sociais. na sua disseminação junto de outros sectores da sociedade ao nível da prestação de serviços”. patentes reconhecidas. o provedor assumiu que “agora. apresentando-lhes vários desafios que considera serem necessários. estejam atentos a situações de carência que em alguns casos poderão ser verdadeiras situações de emergência social” – “Discretamente encaminhem-nos para os SAS. acima de tudo. disse. com particular ênfase às situações urgentes”. desenvolvimento e transferência de conhecimento e. afirmou. turismo e património. em comparação com igual momento do ano passado. Vito Carioca destacou a educação e formação de adultos. de onde está. suportado em lógicas criativas de pensamento. para onde se deve dirigir e como o deve fazer”. Vito Carioca. espírito de unidade e algum espírito de sacrifício” no seio da instituição. existindo uma procura crescente dos empregadores pelos alunos formados nesta lógica. o presidente do IPBeja quer apostar no desenvolvimento de “conceitos e competências de empreendedorismo”. ”  Tecnologias e Criatividade Multimédia  Turismo e Património  Saúde e Qualidade de Vida  Planeamento comunitário Jorge Pereira  GICOM – JOÃO DOMINGOS . Manuel Pedro Gonçalves. o que muitas vezes “coincide” com primeiro pagamento de propinas. resumiu. sublinhando que são “áreas estratégicas fundamentais” para o futuro. desequilíbrios serão corrigidos”. quer a nível nacional quer a nível europeu”. Desenvolver nos nossos alunos este tipo de competências é uma preocupação e assume-se como uma prioridade para o instituto”. Para quê? “Para ser uma instituição saudável e competitiva. “Ajustamentos serão feitos. “Estas áreas são fundamentais para o futuro. anunciando um conjunto de medidas que estão em curso ou planeadas para o próximo futuro.2 IPBEJA CADERNO 2010. Vito Carioca não deixou de fora do seu discurso algumas notas para os docentes do IPBeja. que anunciou “uma aposta imediata” no reforço do ensino e aprendizagem da língua inglesa e a criação de um Centro de Línguas que será colocado ao serviço “de todos e da comunidade” – “Estas medidas serão fundamentais para a implementação e desenvolvimento da nossa estratégia de internacionalização”. mobilidade associada à difusão do conhecimento. “[Queremos] um modelo de ensino virado para a prática quotidiana e para a relação com as empresas e a indústria. pois não tenho dúvidas que estes técnicos irão ajudar na procura e construção de alternativas”. Convicto que as competências digitais. E manifestou tranquilidade: “Sou uma pessoa muito mais tranquila em relação às questões sociais dos estudantes. o IPBeja está mais maduro. Jorge Pereira revelou que. também. para analisar e perceber “que mecanismos poderão ser utilizados para fazer face a eventuais situações de carência urgente dos estudantes do IPBeja e os recursos disponíveis para essa área”. a acentuar os grandes desafios para os próximos anos. E denunciou que os proprietários de algumas das casas alugadas por estudantes “pedem logo na primeira prestação o pagamento de duas prestações”. a água e ambiente. saúde e qualidade de vida. as energias sustentáveis. tem mantido várias reuniões com o administrador dos SAS. Neste enquadramento. Jorge Pereira lançou um desafio às quatro associações de estudantes do IPBeja para que reflictam sobre a possibilidade de criar uma única associação. O presidente do IPBeja dedicou também uma parte da sua intervenção à componente formativa e à prestação de serviços. desta forma. de cooperação e aprendizagem têm vindo a ganhar cada vez mais importância. um evento que “procurará criar sinergias entre as várias instituições da região em torno de temas transversais.  Um discurso do presidente. “Creio que poderemos estar perante um momento propício à mudança. Presidente da insituição anunciou os grandes desafios que se colocam nos próximos tempos. vItO cArIOcA presidente do IPBeja ÁREAs EstRAtégICAs CRUCIAIs PARA O fUtURO DO IPBEJA [Queremos] um modelo de ensino virado para a prática quotidiana e para a relação com as empresas e a indústria. Abordando outras áreas. disse. disse.11. valorização da oferta formativa com consequente aumento da procura”. procurando.  Educação e Formação de Adultos  Agricultura e Tecnologia Alimentar  Água e Ambiente  Energias Sustentáveis  GICOM – JOÃO DOMINGOS Estudantes temem dificuldades  Um balanço muito positivo do trabalho dos Serviços de Acção Social (SAS) em tempo de crise foi uma das notas de maior destaque do discurso do provedor do Estudante do Instituto Politécnico de Beja. disse. no dia 3 de Novembro. Jorge Pereira tinha destacado que os estudantes “vêm agora para Beja com uma menor margem financeira. a agricultura e a tecnologia alimentar. agravada pela aplicação de novas fórmulas de cálculo no que respeita à atribuição de apoios sociais”. acentuou. O presidente do IPBeja lembrou também que 2011 será o ano da primeira edição do Fórum Anual de Desenvolvimento. marcou a sessão solene do Dia do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja). mais consciente daquilo que é. encontrar caminhos e soluções em matéria de desenvolvimento e sustentabilidade”. Finalmente. “no seu dia-a-dia de contacto directo com os estudantes. liderança reconhecida em algumas áreas com convite para realizações colectivas e. as tecnologias do conhecimento e criatividade multimédia. porque sei que tudo será feito para dar resposta às necessidades dos mesmos. à modernização e à adequação das estruturas representativas dos estudantes”.

O objectivo de internacionalizar o IPBeja surgiu depois da aprovação dos novos estatutos. em três vertentes bem definidas. assim como com a Universidade Lusófona e o Governo da Guiné-Bissau para o desenvolvimento de um projecto na área da agricultura e pescas naquele país africano. o IPBeja junta a intenção de.  Apostar no enriquecimento da imagem e reconhecimento internacional da marca IPBeja. além da aposta na divulgação das actividades e projectos desenvolvidos pelo IPBeja. novas alianças estratégicas e uma maior qualidade no ensino e/ou investigação. “tendo em vista a exploração de projectos sinergéticos” e de noDirecção do IPBeja considera internacionalização uma priridade.  Potenciar as redes de cooperação internacional em domínios estratégicos de actuação. educativos e políticos com responsabilidades na região) e lançar. a estratégia de internacionalização do IPBeja aposta igualmente no enriquecimento e reconhecimento inter- nacional da sua marca e imagem. . estratégIa clara presidente do IPBeja vIto carIoca Sendo este um processo que exige. Nesse sentido. Na ocasião.11. o Fórum para o Desenvolvimento. o Instituto Politécnico de Beja tem no horizonte mais imediato um novo desafio: a sua internacionalização enquanto instituição de ensino superior de qualidade. existindo a ambição de criar uma rede de reflexão regional em torno dos desafios e caminhos desejados para o Alentejo (que envolva os agentes sociais. Politécnico bejense reforça parcerias estratégicas com congéneres estrangeiras e investe no enriquecimento da sua imagem. o “compromisso” de todos aqueles que partilham o espaço do IPBeja.  José tomé máximo EstRAtégIA A internacionalização do Instituto Politécnico de Beja é considerada pela direcção da instituição como um “desafio emergente”. além do desenvolvimento pessoal e profissional do seu corpo docente. A estas três vertentes. formação contínua e formação pós-graduada. é objectivo do instituto criar uma rede alargada de ensino superior. além de reforçar o ensino-aprendizagem da língua inglesa e fundar um Centro de Línguas ao serviço da comunidade em geral. Nesse âmbito. Finalmente. Ao mesmo tempo. Desde logo. a consolidação desta estratégia implica a integração do IPBeja na designada “região do conhecimento Sul” (rentabilizando as possibilidades decorrentes do eixo Algarve-Huelva-Sevilha) e o cumprimento das necessidades crescentes de formação ao longo da vida. reforçando a sua comunicação junto do “mercadoalvo” e dos stakeholders. A estes acordos junta-se ainda a parceria estabelecida com as universidades do Algarve.  Novos tempos. a promoção e dinamização de redes de cooperação internacional em domínios estratégicos de actuação. económicos. já foram assinados protocolos de colaboração com congéneres do Brasil (Faculdade de Natal e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e da Hungria (College University of Snolzok). basicamente. que servirá para debater o eixo Alentejo-Algarve-ExtremaduraAndaluzia. novos objectivos! Com as fronteiras no interior do espaço europeu cada vez mais esbatidas e o processo decorrente da Declaração de Bolonha em “velocidade de cruzeiro”. formação contínua e formação pós-graduada.26 IPBEJA CADERNO 3 > A xxxxxxxxxx CumPRIR DEsAfIOs lANçADOs PElA DEClARAçãO DE BOlONhA EstRAtégIA vIsA IPBeja aposta na internacionalização > Projecto. Ao mesmo tempo. na visão de Vito Carioca.  Reforçar as parcerias estratégicas para o enriquecimento do perfil da oferta formativa ao nível dos mestrados profissionalizantes. entre outras metas. vos cenários de intervenção no âmbito do espaço lusófono (quer no Brasil. Vito Carioca garantiu mesmo que até ao final do presente ano será apresentado o plano estratégico para a concretização daquele que é considerado o “desafio emergente” do instituto. da oferta formativa ao nível dos mestrados profissionalizantes. existe uma estratégia assente. evoluir para um serviço de relações internacionais) e avançar com a constituição de um grupo de consultadoria. quer nos países africanos de língua oficial portuguesa). em Setembro de 2008. Huelva. inclusive. já em 2011.  A estas três vertentes. e visa garantir à instituição a sua reputação e reconhecimento internacional. a estratégia de internacionalização da instituição assenta basicamente em três vertentes bem definidas. justificou no início do mês o presidente da instituição no seu discurso durante a cerimónia que assinalou o Dia do IPBeja e o arranque de mais um ano lectivo. fortalecer as competências do actual Gabinete de Mobilidade e Cooperação. o IPBeja pretende reforçar as parcerias estratégicas para o enriquecimento do perfil A internacionalização do Instituto Politécnico de Beja é matéria que consideramos de prioridade institucional. Depois. Esta é uma “matéria que consideramos de prioridade institucional”. o IPBeja junta a intenção de fortalecer as competências do actual Gabinete de Mobilidade e Cooperação (que poderá. Extremadura e Sevilha (as últimas três de Espanha) ao abrigo do designado “Espaço Sul da Península Ibérica”. e maiores níveis de investigação e desenvolvimento de qualidade.2010.

Nesse contrato. no contexto geográfico em que se insere o IPBeja.  JOSé tOmé máximO número de alunos. Refira-se que. mas nesse caso já teremos um outro público que também está a crescer. divulgar os cursos directamente nas escolas e alimentar os actuais sites dos cursos com informação fundamental para a sua divulgação. abertura dos cursos de Terapia Ocupacional e Solicitadoria. Ana Luís Amaral admite não conseguir “determinar com exactidão uma justificação objectiva. “a análise nacional e regional da situação de oferta/procura em anos lectivos anteriores demonstrou que deveriam ser novas apostas”. Este resultado. pelo crescimento registado no número de alunos matriculados no ensino secundário nos últimos três anos. Igualmente importante para esta análise são os resultados finais das nossas colocações. representa o maior aumento. finalmente. E.4 IPBEJA CADERNO 2010. se comparado com as universidades de Évora e do Algarve. através da visita a todas as escolas do ensino secundário e profissional dos distritos de Beja e Faro. Neste caso concreto. “poderá ter contribuído para os números registados”. o distrito de Faro deve merecer toda a nossa atenção. E se o objectivo para o distrito de Beja é comunicarmos com todos os potenciais candidatos ao IPBeja. A responsável assume que esta evolução é fruto de “um trabalho de análise e reflexão sobre os resultados obtidos nos anos anteriores” e. Mas assume que “o enriquecimento” do portefólio de cursos e a implementação de uma campanha de comunicação directa com os alunos do ensino secundário. Essa é a leitura adiantada ao “CA” pela professora Ana Luísa Amaral. Por outro lado.  O enriquecimento da oferta formativa com novos cursos e a disponibilização de mais cursos em regime pós-laboral podem ser as razões mais lógicas que contribuíram para o aumento do número de alunos no IPBeja no actual ano lectivo. será igualmente importante apostarmos nos distritos em que os dados nos indicam um crescimento no número de potenciais candidatos. divulgando a nossa oferta formativa. e que são precisamente os alunos com origem nos nossos cursos de especialização tecnológica (CET). Portalegre e Setúbal. Segundo a vicepresidente. das definições ANA LUÍSA AMARAL | Vice-presidente do IPBeja Talvez a melhor justificação esteja precisamente na existência de um grande envolvimento de toda a comunidade académica na construção de uma estratégia que visa basicamente dar a conhecer a qualidade do trabalho formativo que o IPBeja oferece. um dos objectivos delineados visa o “aumento do número de vagas para cursos em pós-laboral e no regime de ensino à distância”. Justificando-se ainda esta aposta pela proximidade geográfica. ao mesmo tempo. e os politécnicos de Santarém. “ALGARVE DEVE MERECER TODA A ATENçÃO”  A tendência de aumento do número de alunos reflecte a qualidade da oferta formativa ou está associada a outros factores? A decisão sobre o número de vagas para ANA LUÍSA AMARAL VICE-PRESIDENTE DO IPBEJA > ENTREVISTA o acesso e ingresso nos cursos do IPBeja tem sempre por base a existência de recursos humanos e materiais que nos permitam garantir a manutenção ou melhoria dos níveis de qualidade da oferta formativa que sempre oferecemos. reforça.11. vice-presidente da instituição. explica.26 > A xxxxxxxxxxBEJA AUMENTA NÚMERO DE ALUNOS E ASSUME ESTRATÉGIA CLARA POLITÉCNICO DE Caminho acertado > ALUNOS. o Politécnico baixo-alentejano registou um acréscimo de 115 vagas e 33 novos alunos. . cujo o empenho permitiu organizar os “Dias Abertos” dos diferentes cursos. na relação entre as vagas disponíveis e o número de colocações registadas. houve diminuição de vagas em cursos que não as preencheram nos anos lectivos anteriores. Novos cursos e regime pós-laboral ajudam a estabilizar o número de alunos e deixam boas perspectivas para os próximos anos. trabalhadores. em termos percentuais. Ana Luísa Amaral aponta algumas razões para este quadro de estabilização e até de alguma evolução no IPBeja recebeu este ano mais 33 novos alunos do que em 2009/10. claramente. O IPBeja surge logo a seguir com uma clara tendência de estabilização. ” comprometidas no Contrato de Confiança que a instituição celebrou com o Ministério do Ensino Superior. nas 115 novas vagas para este ano lectivo. esclarece. não abertura de vagas no curso de Protecção Civil e. somente a Universidade do Algarve assinalou um crescimento positivo. Independentemente destas explicações. No actual ano lectivo. aumento de vagas nos cursos mais procurados. “Talvez a melhor justificação esteja precisamente na existência de um grande envolvimento de toda a comunidade académica na construção de uma estratégia que visa basicamente dar a conhecer a qualidade do trabalho formativo que o IPBeja oferece”.  A análise dessa evolução permite definir uma estratégia para a captação de novos alunos em algumas zonas dos distritos referidos? Penso que a análise dos dados que possuímos actualmente pode con- tribuir para definir uma estratégia de projecção de meios de divulgação nos distritos com maior crescimento no número de alunos matriculados no ensino secundário ou profissional. “A abertura de vagas para o regime de ensino à distância foi uma dupla aposta num curso que abrimos pela primeira vez no corrente ano lectivo e num tipo de ensino que se previa ser especialmente vocacionado para os candidatos. para que o IPBeja e a Universidade do Algarve tenham aumentado o número de alunos”. 95 foram para cursos desse tipo.  Entre as estratégias adoptadas há aspectos mais particulares que possam ter reforçado os resultados alcançados ? Gos- taria de enaltecer todo o trabalho desenvolvido pelas comissões técnico-científicas e pedagógicas de curso. maiores de 23 anos”.

2010.11.26 IPBEJA CADERNO 5 .

os quais são produzidos com o empenho e trabalho dos alunos dos vários cursos. afiança a responsável técnica pelo centro. argumenta Manuel Patanita. origem iPBeja > alimEntaÇÃO. peras. Daí que tudo seja feito em consonância com a realidade e as necessidades agrícolas do Alentejo. destinando-se a “ser aplicado a todos os produtos produzidos” ao longo dos 11 hectares do Centro Hortofrutícola [ver texto ao lado]. Criado em 1995. a docente Mariana Regato. o Centro Hortofrutícola da ESA permite igualmente a realização de trabalhos de investigação aplicada. NúmEROs 1995 11 Foi o ano em que foi criado o Centro Hortícola da Escola Superior Agrária de Beja. vinhas e culturas hortícolas (ao ar livre ou protegidas em estufas). pepinos. É aí que os alunos deitam “as mãos à terra” e se ocupam de pomares. subdirector da ESA e responsável pela exploração agrícola do IPBeja. ocupados por diversas culturas. “Não podemos estar desligados da comunidade agrícola e andar a fazer investigação e experimentação se ela não tiver repercussão em termos de agricultura regional. garante. explica Manuel Patanita. remata Olga Amaral. seguros do ponto de vista alimentar”. garantindo que o início da aposição do selo aos respectivos produtos deverá começar até final do corrente ano. Este selo de identificação “é uma forma de caracterizar e promover os produtos do Centro Hortofrutícola. centro permite aos alunos bejenses colocarem em prática aquilo que aprendem nas aulas teóricas. “Estamos continuamente a experimentar e testar novas espécies e novas variedades. “Temos de ter prática para mostrar aos alunos como as coisas se fazem na realidade”. não teriam o ensino prático que pretendemos. “Os nossos alunos saem daqui com um know-how bastante grande em comparação com colegas de outras escolas”. o novo selo permitirá igualmente que o próprio consumidor tenha “a garantia de que está a adquirir produtos obtidos com recurso a técnicas inovadoras e ‘amigas’ do ambiente..  “Aprender fazendo” é o lema pelo qual se rege a Escola Superior Agrária (ESA) do Instituto Politécnico de Beja. damascos. Olga amaral directora da Escola Superior Agrária Com o novo selo o consumidor tem a garantia de que está a adquirir produtos obtidos com recurso a técnicas inovadoras e ‘amigas’ do ambiente. quer nos estágios e trabalhos de fim de curso”. EnSinar… E ExPErimEntar! Além da componente prática que possibilita à formação dos alunos. o Centro Hortofrutícola da ESA ocupa uma área de perto de 11 hectares junto ao IP 2. tentando ir de encontro às dificuldades e preocupações da comunidade agrícola”. como tal. seguros do ponto de vista alimentar. a partir do próximo mês de Dezembro. couves. sem dúvidas em considerar o centro “uma mais-valia” para a instituição. marmelos. a ser identificados por um selo que garante a sua origem… e a qualidade do produto. tomates. inscritas no Código de Boas Práticas Agrícolas e. Muitas das coisas que investigamos e experimentamos têm que ver com os contactos que estabelecemos com a comunidade. de poda. morangos. pimentos. de fertilização ou de rega”. Eles vêm para aqui para fazerem mesmo. É por isso que ali temos ensaios de adaptação de variadíssimas espécies. . pêssegos.26 > CENtRO HORtOfRutíCOlA DA EsCOlA suPERIOR AgRáRIA > PRODutOs HORtOfRutíCOlAs IDENtIfICADOs Onze hectares para “aprender fazendo” Centro Hortofrutícola permite mostrar aos alunos o que se faz na realidade. como tal. demonstração e experimentação na área. casos de laranjas. ameixas. dióspiros. diz Manuel Patanita. Além do mais. onde ao longo dos 11 hectares de terreno disponíveis os alunos colocam em prática aquilo que dia após dia aprendem em teoria nas aulas do curso de agronomia. sintetiza a directora da ESA. sublinha a docente. melões.11. Segundo conta Olga Amaral. batatas. Iniciativa da Escola Superior Agrária contou com colaboração de estagiários do curso de Artes Plásticas e Multimédia.  José Tomé máximo Selo garante qualidade e. “Os nossos alunos têm aqui a possibilidade de praticar. na saída de Beja em direcção a Évora. assim como de um pequeno olival (todo biológico) e alguma floricultura.  As hortaliças. alfaces. “O selo de identificação pretende informar o consumidor que adquire os produtos sobre os quais é colocado o selo que está perante um produto produzido no Centro Hortofrutícola”. Uma regra de “ouro” que é cumprida de forma literal no seu Centro Hortofrutícola. frutas e conservas produzidos pelo Centro Hortofrutícola da Escola Superior Agrária (ESA) do Instituto Politécnico de Beja vão começar.6 IPBEJA CADERNO 2010. Hectares é a área do centro. lembrando que um dos objectivos da escola passa por “inovar e promover novas culturas que potencialmente possam ser interessantes para a região”. figos. alhos ou conservas de azeitona. Criado em 1995. o novo selo foi criado por iniciativa da ESA e contou com a colaboração com alunos estagiários do curso de Artes Plásticas > agricultura. Sem isto. quer nas aulas práticas diárias que decorrem neste pólo. brócolos. e Multimédia da Escola Superior de Educação de Beja. maçãs.. feijão. justifica Manuel Patanita. inscritas no Código de Boas Práticas Agrícolas e. não só para olhar!”. romãs.

” estamos precisamente a desenvolver um trabalho de conciliação entre a necessária uniformização corporativa de cada um dos sites e o respeito pelas singularidades de cada uma das unidades orgânicas. como tal. uma maior conciliação corporativa entre as plataformas digitais das quatro escolas e o reforço mais eficaz do canal IPBeja TV. através da mediatização de conteúdos de interesse mútuo”. Penso que este é um trabalho que toda a comunidade académica irá apreciar na medida em que transmitirá uma imagem institucional forte e coesa. o que é extremamente interessante. de académica com o exterior. considera “fundamental um forte investimento na comunicação institucional através da Internet” porque.  Que “ecos” têm sentido a partir do Twitter e Facebook? São dois casos relativamente diferentes. Esse esforço será extensível aos sites dos departamentos e dos vários serviços que disponibilizam informação on-line. reforça Aldo Passarinho. Estamos a publicar um ‘clip’ de dois em dois dias. o canal IPBeja TV. ajudando a captar mais alunos e estimulando as profícuas relações com a comunidade regional. revela com satisfação No futuro. Em termos práticos. aLDO PassarInHO | pro-presidente do Instituto Politécnico de Beja Sem dúvida que a Internet é e continuará a ser espaço influente e decisivo na percepção da qualidade do trabalho que diariamente desenvolvemos. assinala. No caso do Twitter sentimos que os seguidores têm aumentado lentamente e. Incrementar a comunicação directa com o público-alvo. pró-presidente do IPBeja responsável pelo Gabinete de Comunicação e Imagem. adianta Aldo Passarinho. Através do canal. “Vamos disponibilizar sites sobre cada um dos oito departamentos do IPB e o novo site irá contribuir para um reforço da nossa identidade corporativa. no YouTube. ou pessoas da comunidade que se interessam pelas dinâmicas institucionais do IPBeja. nOVO sITE Em BrEVE componente multimédia. o que é bastante bom. gostaríamos que esta fosse uma plataforma que estimulasse a relação entre a comunidade académica e a comunidade regional. A ligação às redes sociais. Aldo Passarinho explica ao “CA” que “a arquitectura de informação adoptada” na nova plataforma “irá permitir aceder aos conteúdos de forma mais directa e intuitiva”. com respeito pela identidade corporativa que paulatinamente vamos desenvolvendo. mas uma estrutura de conteúdos adaptada à realidade de cada unidade orgânica. é “aproveitar a grande apetência que actualmente se sente pelo vídeo e pela imagem”. “Recentemente começamos a dar cobertura aos jogos de futsal nos quais a equipa do IPBeja está envolvida. IPBEja TV nO YOuTuBE A primeira versão do novo site do IPBeja será apresentada durante o mês de Dezembro.11. na sua opinião. Politécnico de Beja assume vários desafios na Internet e tem apostas claras para o futuro: a televisão no YouTube está em curso e o novo portal quase pronto. “Em termos estratégicos. através da uniformização visual e organizacional da informação”.  Com o novo “site” haverá um esforço de maior conciliação corporativa? Sem dúvida! Neste momento Actual “site” do IPBeja na Internet será completamente remodelado em Dezembro e assumir-se-á como um portal. o acesso a “muito intuitivo” ao canal IPBeja TV e a versão em inglês de toda a estrutura são outras novidades. no YouTube. melhorar a qualidade e acessibilidade da informação e permitir uma maior interacção de toda a comunida- ALDO PASSARINHO Pró-Presidente dO institUtO POLitÉCniCO de BeJA > ENTREVISTA “NOVOs sITEs FARãO EsFORÇO cORpORATIVO”  Que estratégia existe no IPBeja para tirar partido da Internet? Essa estratégia passa por duas dimensões: uma primeira que passa por desenvolvermos o nosso actual site institucional. destaca Aldo Passarinho.  A criação de um novo site na Internet. vamos propor que os sites tenham um layout comum. promovendo desta forma a interacção com a comunidade. Contudo. . ajudando a captar mais alunos e estimulando as profícuas relações com a comunidade regional”. o conjunto de funcionalidades e informações dessa plataforma só estará disponível em Fevereiro de 2011. Em declarações ao “CA”. na perspectiva de um portal a partir do qual é possível ter acesso a toda a informação sobre o instituto. “facilmente as instituições são comparadas através da qualidade e acessibilidade da informação que disponibilizam”. o IPBeja pretende posicionarse como um produtor de conteúdos e os seus responsáveis esperam tirar vantagem de comunicarem directamente com o seu público. com visitas interactivas ao campus e a cada uma das suas unidades orgânicas. a realidade é completamente diferente. A ideia. Atrever-me-ia a dizer que a maior parte dos seguidores da página do IPBeja no Facebook são antigos alunos. na sua dimensão nacional e internacional. são metas que o Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) pretende atingir nos próximos meses. O nível de interacção com os seguidores é elevado. acrescenta o responsável. é encarado no Politécnico de Beja como “uma ferramenta extremamente importante para a comunicação institucional”. Para já os resultados são extremamente interessantes. o impacto na comunicação ainda não é notório. correspondente ao desdobramento da nossa identidade visual. Já no que se refere ao Facebook. Sentimos que os seguidores vão muito para além dos membros da comunidade académica. “Sem dúvida que a Internet é e continuará a ser espaço influente e decisivo na percepção da qualidade do trabalho que diariamente desenvolvemos. e uma segunda que tem como objectivo disponibilizar informação nas diferentes redes sociais onde o IPBeja já marca presença. são objectivos assumidos por Aldo Passarinho.000 visualizações”.26 IPBEJA CADERNO 7 > A xxxxxxxxxx EM CURSO NA INSTITUIÇÃO VÁRIOS PROJECTOS Politécnico assume desafios multimédia > On-LInE. é possível dar cobertura aos eventos organizados no IPBeja e difundir informação sobre a oferta formativa ou actividades onde os alunos estejam envolvidos. e os vídeos já ultrapassaram as 12.2010. estando planeado um reforço da Criado em Abril deste ano. Aldo Passarinho.

2010. frisando que a técnica aplicada permite.11. Na prática.26 > IPBEJA DESENVOLVE PROJECTO G-AOC – AIRPORT OBSTRUCTION CHARTS Projecto do IPBeja põe aeroportos mais seguros > CIÊNCIA. e Macau. garantindo já haver interessados na aquisição desta nova tecnologia. agora professor no IPBeja e igualmente ligado ao projecto. “As plataformas de satélite apresentam resultados bastante satisfatórios e têm a particularidade de conseguir observar uma zona bastante ampla de uma só vez. docente na ESTIG e coordenador-científico do projecto. revela. e tem vindo a ser desenvolvido desde Outubro de 2009 pelo grupo de trabalho onde o IPBeja se juntou como “inventor” aos restantes parceiros. O nosso objectivo “é aumentar a segurança de navegação à volta dos aeroportos nas suas principais actividades. Acrescenta este responsável que além deste projecto mais mediático.8 www. “Não se trata de uma aplicação de software. IPBEJA EM “ALTOS PATAMARES” Henrique Oliveira explica que projecto do IPBeja é fiável e mais barato que as aplicações existentes. A provar isso. mas é esse o final previsível para o projecto G-AOC – Airport Obstruction Charts. contribuindo para o aumento do know-how dos elementos participantes”. ajudar a ESTIG (e por consequência o IPBeja) a estabelecer “contactos a nível internacional com entidades de reconhecida competência e capacidade de inovação” e. Ao IPBeja coube um investimento de perto de 100 mil euros. “o reconhecimento da sua capacidade em termos de conhecimento e know-how científico na área”. permitir “o enriquecimento do conhecimento e das tecnologias mais avançadas que se encontram a ser desenvolvidas na área. esclarece o coordenador-científico do projecto. estão os convites para apresentar o projecto nas conferências sobre aeronáutica que se irão realizar no próximo mês de Dezembro em França Miguel Tavares. O projecto tem um custo total de quase 500 mil euros. conclui. o que nos permite baixar razoavelmente os custos dessa monitorização. O objectivo é montar um sistema que seja capaz de monitorizar com fiabilidade e a baixo custo”. director da ESTIG . à Agência Espacial Europeia e à empresa Edisoft. Os primeiros “frutos” só serão apresentados em Março de 2011. SATISFAÇÃO NA ESTIG “KNOW-HOW” RECONHECIDO  A participação da ESTIG enquanto “inventor” no G-AOC – Airport Obstruction Charts representa. em detrimento das habituais aeronaves que por norma fazem o reconhecimento topográfico das áreas em causa com O projecto G-AOC – Airport Obstruction Charts destina-se. o GAOC [na foto pequena] visa dar cumprimento à legislação da Organização Internacional da Aviação Civil e monitorizar os obstáculos naturais (montanhas e outros pontos de relevo) ou humanos (edifícios. uma actualização mais frequente dos dados. explica em síntese Henrique Oliveira. verba que Henrique Oliveira considera “compensada” com o facto da instituição ter sido colocada “num patamar bastante elevado”. que junta o Instituto Politécnico de Beja (através da ESTIG – Escola Superior de Tecnologias e Gestão) à ANA – Aeroportos de Portugal. mas Henrique Oliveira assegura que o resultado “será um conjunto de informação que tem de ser gerida numa plataforma específica”. Projecto junta IPBeja à ANA – Aeroportos de Portugal e à Agência Espacial Europeia e os resultados serão apresentados em Março de 2011. em primeira instância. suportados em 50% pela Agência Espacial Europeia. mas de todo um procedimento que vai desde a captação à gestão dos dados”. por um lado. etc. que são a aterragem e a descolagem” de aviões. igualmente. mesmo”.) que existam em redor de um aeroporto num raio até 45 quilómetros e possam condicionar a navegação aérea.  E se um trabalho de fim de curso em engenharia topográfica em Beja redundasse na melhoria da segurança nas operações de navegação aérea de todo o mundo? A questão pode parecer rebuscada. que assim poderão melhorar as condições de segurança nas operações de navegação no espaço da infra-estrutura. Para Miguel Tavares. “Esta monitorização é exigente na medida em que a simples colocação de uma grua numa zona próxima do aeroporto pode constituir um perigo para a navegação aérea do radares de abertura sintética. a ESTIG tem vindo igualmente a “consolidar áreas de intervenção vocacionadas para a produção de ferramentas informáticas para apoio a pessoas com necessidades especiais e na especialização de testes de penetração em sistemas informáticos.correioalentejo. gruas. por outro lado. o projecto pode. numa perspectiva do que actualmente se designa como ‘Segurança Ofensiva’”. na opinião do director da escola. que nasceu com o trabalho de final de curso do antigo aluno Marco Rodrigues.  JOSÉ TOMÉ MÁXIMO HENRIQUE OLIVEIRA Coordenador-científico do G-AOC Objectivo é aumentar a segurança de navegação à volta dos aeroportos nas suas principais actividades: aterragem e descolagem. vinca Henrique Oliveira. às empresas gestoras de aeroportos.com sexta. Ora a grande inovação proporcionada pelo G-AOC é que nesta operação de monitorização o projecto desenvolvido em Beja recorre à informação captada pelo satélite da Agência Espacial Europeia.