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PROGRAMA DE CURSOS DE FORMAÇÃO RÁPIDA

CURSO DE MANEJO DE FLORESTAS PLANTADAS

MANEJO E INVENTÁRIO
DE FLORESTAS
PLANTADAS
Capítulo 4

MÓDULO I
O INVENTÁRIO

REALIZAÇÃO

1
INVENTÁRIO E MANEJO DE FLORESTAS PLANTADAS
MÓDULO I – O INVENTÁRIO
CAPÍTULO 4

4. Métodos de Amostragem .................................................................................................................................... 3


4.1. Método de Área Fixa .............................................................................................................................. 3
4.1.1. Unidades de Amostra Circulares .............................................................................................................. 3
4.1.2. Unidades de Amostra Quadradas ............................................................................................................ 5
4.1.3. Unidades de Amostra Retangulares ......................................................................................................... 6
4.1.4. Unidades de Amostra em Conglomerados ............................................................................................... 6
4.2. Alternativas ao Método de Área Fixa ..................................................................................................... 9
4.2.1. Método de Bitterlich .............................................................................................................................. 9
4.2.2. Método de Strand ............................................................................................................................... 14
4.2.3. Método de Prodan .............................................................................................................................. 18
Estimativa da área basal .............................................................................................................................. 20
O estimador de área basal para o exemplo citado será: .............................................................................. 20
Estimativa do volume por hectare ................................................................................................................ 20
O volume por hectare será estimado através da fórmula já citada: 20

2
4 Métodos de Amostragem

Este capítulo trata de um dos principais temas relacionados com a execução de


inventários florestais: os métodos de amostragem, que dizem respeito à configuração da
unidade amostral a ser empregada. PÉLLICO NETTO e BRENA (1997) mencionam que o
termo “Método de Amostragem” significa a abordagem da população referente a uma única
unidade de amostra, ou seja, a parcela ou outro tipo de unidade amostral a ser empregada no
inventário. Esta abordagem da amostragem pode ser considerada de duas diferentes formas
básicas, ou seja, mediante a utilização de métodos de área fixa e métodos de área variável.

4.1. Método de Área Fixa

Neste método de amostragem a seleção dos indivíduos é feita proporcional à área da


unidade de amostra e, conseqüentemente, à freqüência dos indivíduos que nela ocorrem,
conforme explicam PÉLLICO NETTO e BRENA (1997). Tudo que é coletado e calculado numa
unidade amostral de área fixa é extrapolado para a unidade de área (hectare) segundo um fator
denominado “Fator de Proporcionalidade” - conforme será explicado mais adiante - e
subseqüentemente para a área total inventariada.

O método de área fixa é o mais antigo, conhecido e utilizado pelos profissionais


envolvidos com inventários florestais. A maioria dos inventários por amostragem é realizada
através desse método devido à simplicidade de sua utilização e pela vasta gama de estimativas
possíveis de uso segundo essa metodologia. Uma das principais aplicações desse método é o
chamado “Inventário Florestal Contínuo (IFC)”, que tem como finalidade monitorar o
desenvolvimento da floresta ao longo do tempo.

Existem diversas formas de unidades amostrais de área fixa empregáveis em


inventários florestais, sendo que as mais usuais são as circulares, quadradas, retangulares ou
composições destas em grupos ou conglomerados.

4.1.1. Unidades de Amostra Circulares

As unidades circulares ainda são menos utilizadas no Brasil que as retangulares e


quadradas. Porém, seu uso vem sendo cada vez mais freqüente em inventários florestais na
atualidade. As parcelas circulares geralmente ganham eficiência porque entre todas as formas
possíveis, considerando-se a mesma área, são as que possuem menor perímetro e,
conseqüentemente, minimizam o problema de árvores marginais, conforme explicitado por
Prodan (1965) citado por PÉLLICO NETTO e BRENA (1997).

Uma ilustração de uma unidade amostral circular de área fixa é apresentada na Figura
4.1. A área (a) é calculada por  R , onde R é o raio da parcela.
2

Figura 4.1 – Ilustração de uma unidade amostral de área fixa circular.

No exemplo acima fica evidente que a área da parcela é calculada somente com base
no raio da mesma (R). A definição desse raio é, por conseguinte, o aspecto mais importante.

3
Uma parcela circular somente será eficiente se o raio for controlável pelo profissional que está
coordenando o inventário no campo. Raios grandes, acima de 15 m, não são operacionalmente
viáveis e inviabilizaram um inventário eficiente. Portanto, pode-se dizer que uma parcela
2 2
circular pode ter no máximo 700 m de área, ficando em média com área entre 400 e 600 m .

Parcelas circulares são mais usuais em inventários de plantações florestais, que


requerem unidades menores comparativamente com as demandas em florestas naturais
2
(geralmente acima de 1.000 m ). Exceção é o caso de inventário de regeneração natural, onde
parcelas circulares podem ser interessantes.

A instalação de parcelas circulares requer o controle estrito do raio para garantir a


inclusão correta de árvores. Por isso, vários procedimentos para esse controle vêm sendo
empregados, uns mais simples e outros mais sofisticados. O mais simples consiste no uso de
uma corda (Figura 4.1), enquanto os mais sofisticados envolvem o emprego de controladores
automáticos de distância, como os chamados plot centers com transponder e Vertex III,
conforme ilustrado nas Figuras 4.2 a 4.4.

As unidades circulares de área fixa, as quais têm sido muito utilizadas em países como
Chile, Argentina, Estados Unidos, Nova Zelândia etc., estão em voga e serão cada vez mais
empregadas também no Brasil, particularmente em plantações florestais. Uma grande parte
das empresas – especialmente aquelas que estão em sintonia com os métodos mais atuais de
inventário florestal – está ampliando o uso desse tipo de unidade amostral. As empresas de
consultoria e prestação de serviços que executam inventários florestais também vêm adotando
parcelas circulares como a prática mais comum na execução de seus trabalhos de inventário
em plantações florestais.

Várias razões contribuem para a utilização crescente das parcelas circulares em


detrimento das outras formas, mas a dificuldade de estabelecer parcelas retangulares e
quadradas em áreas que sofreram desbastes e que perderam a referência de alinhamento
(como é caso de plantio em curva de nível) talvez seja a motivação mais forte.

Figura 4.1 – Controle do raio da Figura 4.2 – Calibração do Plot


parcela circular com corda Center

Figura 4.3 – Detalhe do Plot Center Figura 4.4 – Controle do raio da


parcela circular com Vertex III

4
Os critérios de inclusão de árvores numa parcela circular são apresentados na Figura
4.5. Vê-se como as árvores são contabilizadas ou não na unidade amostral, com especial
cuidado para as árvores marginais.

contar contar
omitir

Raio da parcela = 12,62 m

Alternar - contar
ou omitir

omitir

Figura 4.5 – Critérios de inclusão de árvores na parcela de área fixa circular.

4.1.2. Unidades de Amostra Quadradas

As unidades quadradas são também muito utilizadas por sua facilidade de instalação,
especialmente se existir um alinhamento de plantio bem definido. No caso de florestas naturais
é também possível utilizar unidades amostrais quadradas, mas certamente haverá necessidade
de um balizamento mais cuidadoso. Nesse caso, a exigência de um instrumento, como o
teodolito ou estação total para a perfeita instalação da unidade, torna-se imprescindível, porque
não existe alinhamento para servir de base no estabelecimento de parcelas nesse tipo de
floresta.

Para inventários pré-corte em plantações florestais as empresas e os profissionais do


2
ramo utilizam unidades de amostra quadradas com área entre 400 a 900 m , com 20 m ou 30
m de lado. Em florestas naturais, se o objetivo é quantificação volumétrica ou de outra variável
2 2
similar, possivelmente áreas entre 900 m (30 x 30 m) a 10.000 m (100 x 100 m) têm sido as
mais empregadas. O emprego de parcelas quadradas é recomendado por VANCLAY (1993)
para fins de monitoramento da dinâmica de florestas naturais tropicais, como é o caso da Mata
Atlântica e da Floresta Amazônica, que possuem grande complexidade estrutural e florística.
Em florestas mais simples, naturalmente regeneradas, como os bracatingais, podem ser
2
empregadas parcelas com áreas próximas a 400 m .

O cálculo da área da parcela quadrada se dá conforme demonstrado na Figura 4.6.


Como os lados (L) devem ser iguais, então para encontrar a área basta elevar essa dimensão
ao quadrado para obter a área da unidade amostral.

Figura 4.6 – Ilustração de uma unidade amostral de área fixa quadrada.

5
4.1.3. Unidades de Amostra Retangulares

As unidades retangulares são utilizadas, geralmente, com dimensões maiores, onde se


tem maior heterogeneidade da formação vegetal ou para captar uma maior variabilidade na
floresta. Para os plantios florestais os tamanhos mais utilizados são: 20 x 20m, 20 x 30m ou 30
x 30 m.

O cálculo da área da unidade amostral se dá mediante a fórmula apresentada na


Figura 4.9. Na figura, B (base) e H (altura) representam lados do retângulo.

Figura 4.9 – Ilustração de uma unidade amostral de área fixa retangular.

4.1.4. Unidades de Amostra em Conglomerados

As unidades de amostra em conglomerados são casos especiais de unidades


amostrais de área fixa circulares, quadradas ou retangulares, onde se reúne um grupo de
subunidades para compor uma unidade principal denominada conglomerado ou cluster em
inglês.

PRODAN (1997) cita que em muitas ocasiões as unidades de amostra são


convenientes serem instaladas em conglomerados, ao invés de distribuídas uniformemente
sobre a população. As unidades principais ou primárias denominadas “conglomerados” podem
ser originadas a partir de diferentes processos: 1. por concentração de unidades de amostra –
neste caso a população se divide em blocos e as unidades de amostra se localizam somente
em uma amostra do bloco; 2. por desagregação de unidades de amostra tamanho maior.

Quando os custos de acesso à floresta são muito altos em relação aos custos de
medição e as dificuldades operacionais são grandes, então, o tamanho ótimo das unidades
pode ser muito grande. Por razões estatísticas e operacionais, no lugar de uma grande parcela,
é preferível implementar unidades (subunidades no caso) distribuídas em torno do ponto
amostral (unidade primária), conforme uma geometria regular definida. Um exemplo clássico é
a unidade amostral Cruz de Malta, assim denominada por PÉLLICO NETTO e BRENA (1997) e
representada na Figura 4.11.

Figura 4.11 – Unidade amostral conglomerada em Cruz de Malta.

6
4.1.5. Fator de Proporcionalidade

Uma das variáveis mais importantes no método de área fixa é o chamado “Fator de
Proporcionalidade”. O fator de proporcionalidade é o valor que expressa quantas vezes as
variáveis coletadas em uma unidade amostral representam, em termos numéricos, grandezas
em um hectare.

Segundo PÉLLICO NETTO e BRENA (1997), os estimadores do número de árvores,


área basal e volume por hectare são calculados através do fator de proporcionalidade (F), que
é expresso pela fórmula:
1
F 
a
2
Onde 1 representa a área de 1,00 hectare (10.000 m ) e a é a área da unidade
2
amostral. Assim, por exemplo, o fator de proporcionalidade de parcelas de 400 m é 25 (10.000
m  400 m ) e uma árvore incluída em tal unidade amostral estará representando 25 árvores
2 2

por hectare. Na Tabela 4.1 estão listados os fatores de proporcionalidade para algumas
unidades de área fixa.

Tabela 4.1 – Fatores de proporcionalidade para diferentes parcelas de área fixa

Área da unidade amostral (m2) Fator de proporcionalidade (F)


100 100
400 25
500 20
600 16,67
800 12,5
1.000 10
2.500 4
10.000 1

4.1.6. Estimativa do Número de Árvores por Hectare

Para estimar o número de árvores por hectare (N) pelo método de área fixa, seja com
parcelas circulares, quadradas ou retangulares, multiplica-se o fator de proporcionalidade pelo
número de árvores contidas na unidade amostral.
N  m F

Onde m é o número de árvores incluídas na unidade amostral.

4.1.7. Estimativa da Área Basal

Para obter a estimativa da área basal por hectare (G) que uma unidade amostral
representa multiplica-se o fator de proporcionalidade pela soma das áreas transversais ou
seccionais das árvores contidas na unidade.

m
G   g F
i
i 1

Onde gi é a área transversal ou seccional de cada árvore i da unidade amostral


considerada.

4.1.8. Estimativa do Volume por Hectare

A estimativa do volume por hectare também é obtido através da multiplicação do fator


de proporcionalidade pela soma dos volumes individuais das árvores da unidade amostral.

m
V   v F
i
i 1

7
Onde vi é o volume de cada árvore i da unidade amostral considerada. Esse volume
deve ser estimado por alguma equação apropriada (equação convencional ou de afilamento)
ou mediante a aplicação de um fator de redução volumétrica, denominado “Fator de Forma”.

4.1.9. Outras Estimativas por Hectare

Várias outras estimativas por hectare podem ser obtidas de forma análoga, como, por
exemplo, a biomassa total, a biomassa aérea, a biomassa subterrânea, o peso total de creme
comestível de palmito, a biomassa foliar de erva-mate, o peso de casca da acácia-negra, etc.
Todas as estimativas obtidas na unidade amostral podem ser convertidas para o hectare,
multiplicando-se os valores pelo fator de proporcionalidade.

4.1.10. Aplicações em Inventários Contínuos

Talvez a característica mais marcante e um dos pontos mais favoráveis para o uso de
unidades amostrais de área fixa seja o seu uso praticamente irrestrito para inventários florestais
contínuos, ou seja, inventários que têm por finalidade acompanhar o desenvolvimento da
floresta ao longo do tempo.

4.1.11. Vantagens e Desvantagens do Método de Área Fixa

As principais vantagens do método de área fixa são:

 Praticidade e simplicidade no estabelecimento das unidades amostrais no campo;


 Manutenção de alta correlação entre duas ou mais medições sucessivas em inventários
contínuos;
 Possibilidade de obter todos os estimadores diretamente na unidade amostral medida,
como área basal, volume, distribuição diamétrica, etc.

As principais desvantagens são:

 Maior custo na instalação e manutenção dos limites das unidades amostrais;


 Geralmente o número de árvores a ser medido nas unidades amostrais é alto em
comparação com outros métodos de amostragem.

4.1.12. Exemplo do Método de Área Fixa

A Tabela 4.2 apresentada a seguir contém os dados de um inventário realizado em


uma população de Pinus taeda, utilizando o método de área fixa, com parcelas quadradas com
área de 400 m². Apenas uma parcela é empregada para exemplificação, a qual possui 18
árvores medidas.

Fator de proporcionalidade

A área da parcela é de 400 m², logo o fator de proporcionalidade será 25, como se
observa na fórmula abaixo:

2
10 . 000 m
F  2
 25
400 m

Estimativa do número de árvores por hectare

Multiplicando-se o número de árvores da parcela pelo fator de proporcionalidade,


obtém-se um total de 450 árvores/ha:

N  18  25  450 árvores / ha

8
Tabela 4.2 – Exemplo aplicativo do método de área fixa

Área transversal Volume


Árvore dap (cm)
gi (m2) vi (m³)
1 51,09 0,2050 3,4267
2 29,92 0,0703 0,7609
3 28,97 0,0659 0,6894
4 39,15 0,1204 1,6604
5 36,45 0,1043 1,3565
6 45,84 0,1650 2,5618
7 38,20 0,1146 1,5493
8 56,98 0,2550 4,5671
9 41,22 0,1335 1,9162
10 36,61 0,1052 1,3735
11 36,29 0,1034 1,3397
12 30,87 0,0749 0,8363
13 30,56 0,0733 0,8108
14 54,75 0,2354 4,1139
15 51,25 0,2063 3,4551
16 50,77 0,2024 3,3702
17 37,56 0,1108 1,4775
18 37,24 0,1089 1,4424
Total 2,4547 36,7077

Estimativa da área basal

Estima-se a área basal multiplicando-se o fator de proporcionalidade pela soma das


áreas transversais das árvores da parcela.

2
G  2 , 4547  25  61 ,37 m / ha

Estimativa do volume por hectare

A estimativa do volume por hectare segue procedimento análogo, ou seja, multiplica-se


o fator de proporcionalidade pela soma dos volumes das árvores da parcela.

3
V  36 ,7077  25  917 ,69 m / ha

4.2. Alternativas ao Método de Área Fixa

Apesar do amplo uso do método de área fixa, métodos alternativos existem e podem
se constitui na opção ideal em alguns tipos de inventários, especialmente quando se deseja
rapidez e eficiência. Esse é o caso de inventários rápidos de estoque ou do tipo “pré-corte”.
Assim, cabe examinar algumas opções de métodos de amostragem com potencial de uso.

4.2.1. Método de Bitterlich

Neste método a seleção das árvores é efetuada com probabilidade à área basal, ou ao
quadrado do diâmetro e à freqüência, ou seja, a inclusão de um indivíduo na amostra é
proporcional ao seu tamanho e freqüência no ponto. A unidade amostral é estabelecida por
meio de um giro de 360º a partir de um ponto de referência, comparando o dap de cada árvore
com o ângulo   e decidindo, de acordo com o princípio, quais indivíduos serão incluídos,
excluídos ou até mesmo contados como meias árvores (marginais). Os indivíduos que serão
contados como meias árvores terão todas as medidas divididas por dois, como área transversal
(gi) e volume (vi), conforme PÉLLICO NETTO e BRENA (1997). O princípio deste método é
ilustrado na Figura 4.12.

9
d 2 /2
d 1 /2
θ
P

R1

R2

Figura 4.12 – Princípio de inclusão de árvores no método de Bitterlich.


Círculos representam as árvores e a abertura angular é representada por   . R refere-se à
distância da árvore ao centro da unidade amostral e d o seu dap.

4.2.1.1. Conceito de fator de área basal (FAB)


2
O fator de área basal (FAB) é definido como a área basal em m /ha contado para cada
árvore incluída em um ponto amostral. Se o FAB for igual a 1, cada árvore incluída no ponto
2 2
assume o valor de 1 m /ha; se o FAB for 2, cada indivíduo vale 2 m /ha, e assim por diante. Isto
advém da proporcionalidade que segue:

d
2

i S
FAB  
4 s
i
Onde:
2
S = área de 1,00 ha, em m (10.000)
2
si = área da unidade amostral, em m , que inclui uma árvore de diâmetro (di)

d  
2

i 10 . 000
   FAB 2
FAB   2 . 500  K
 R
2
4 
 i 

Se o ângulo de visada é definido, torna-se possível calcular o (K) e,


conseqüentemente, o (FAB) será obtido para aquele ângulo particular.

Se  = 1º 08' 45", FAB = 1;


Se  = 1º 37' 15", FAB = 2;
Se  = 1º 59' 06", FAB = 3.

4.2.1.2. Árvores duvidosas

Conforme PÉLLICO NETTO e BRENA (1997), a inclusão ou exclusão das árvores


indefinidas na amostragem (árvores duvidosas) é feita através da comparação da distância
radial medida no campo com a distância radial calculada, utilizando-se a fórmula:

50 d
i
R 
i
FAB

Onde Ri é a distância radial calculada, o di é o dap da árvore duvidosa e o FAB, o fator


e área basal.

Para que a árvore seja incluída na parcela a distância radial calculada tem que ser
maior que a medida no campo.

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4.2.1.3. O relascópio de Bitterlich

Walter Bitterlich, engenheiro florestal austríaco, inventor deste método de amostragem,


propôs também facilitar os trabalhos de campo do profissional que executa inventários
florestais, mediante o uso de um equipamento por ele desenvolvido denominado “Relascópio”
(Figura 4.13).

O equipamento idealizado por Bitterlich permite incluir árvores ou excluí-las da


contagem de maneira fácil e prática, apenas verificando se os diâmetros das árvores
ultrapassam ou não a banda branca demarcada no visor interno do aparelho em um giro de
360 graus. O giro é feito com o aparelho em punho e conferindo as distâncias das árvores ao
ponto onde está o operador para o caso de árvores duvidosas.

Figura 4.13 – Relascópio de Bitterlich e bandas internas (FAB).

A escolha da banda fica a critério do profissional, mas em geral para a maioria dos
inventários em plantações florestais – que é caso das maiores aplicações do método – o FAB 1
ou 2 são utilizados. Recomenda-se que pelo menos 15 a 20 árvores sejam contadas em cada
giro para evitar estimativas errôneas.

A fim de facilitar a execução do método, foi criado um relascópio digital, o Relascópio


Digital Criterion RD1000 (Figura 4.14), primeiro relascópio eletrônico que possui um sensor
incorporado que permite obter medidas de diâmetro a qualquer nível do tronco e também
possibilita a determinação da altura no nível em que foi determinado o diâmetro. O fator de
área basal indica quais as árvores que estão dentro ou fora de determinado diâmetro
escolhido. O relascópio também permite avaliar as árvores de bordadura através da distância.
Uma porta de série possibilita a transferência de dados para um aparelho externo, como por
exemplo, computadores de campo (TERRAGES, 2008).

Figura 4.14 – Relascópio Digital – Relascópio Digital Criterion RD1000.


Fonte: TERRAGES (2008)

11
4.2.1.4. Estimativa do número de árvores por hectare

A estimativa do número de árvores por hectare num ponto ou giro pelo método de
Bitterlich se processa pela fórmula apresentada abaixo:

m m
 1 
N   N i
 FAB  
g 

i 1 i 1  i 

4.2.1.5. Estimativa da área basal por hectare

Já a estimativa da área basal se dá multiplicando-se o fator de área basal pelo número


de árvores incluídas no ponto amostral (m), como segue:

G  m  FAB

4.2.1.6. Estimativa do volume por hectare

O volume estimado por hectare pode ser obtido através da soma dos estimadores
individuais extrapolados para o hectare (Vi) para as (m) árvores incluídas na amostra. Estes
estimadores são obtidos por meio do produto do volume individual de cada árvore pelo número
de árvores por hectare (Ni). O volume individual de cada árvore (vi) pode ser estimado por uma
equação ou multiplicando seus valores de área transversal, altura (hi) e fator de forma (fi).
Assim, no cálculo do estimador individual extrapolado é realizado através da seguinte fórmula:
FAB FAB
Vi  N i  v i  vi  g i
 h i  fi 
gi gi

Quando for utilizado o FAB igual a 1, o estimador individual extrapolado pode ser
encontrado apenas pelo produto das alturas pelos respectivos fatores de forma de cada árvore
amostrada, como segue:

V i  h i  fi

Desta forma é possível encontrar o volume por hectare por meio da soma dos
estimadores individuais extrapolados:

m m
FAB
V  V i
  g
v i
i 1 i 1 i

4.2.1.7. Aplicações prováveis do método de Bitterlich

O método de área fixa é, sem dúvidas, o mais usual e provável de ser utilizado em
inventários florestais, mas o método de Bitterlich também tem o seu lugar. Pode-se dizer que a
melhor aplicação é para o caso de inventários rápidos de estoque, onde o enfoque principal é
obter, rapidamente, estimativas aproximadas das variáveis de interesse. A grande vantagem de
Bitterlich é a rápida obtenção da área basal. Se o enfoque for outro, então outro método deverá
ser escolhido. Portanto, o método de Bitterlich pode ser usado com muito sucesso em
inventários tipo pré-corte ou em inventários convencionais para se ter uma idéia rápida da base
florestal de uma determinada propriedade. O método de Bitterlich tem aplicações mais
prováveis em plantações florestais, pois em florestas naturais o detalhamento requerido no
inventário não pode ser obtido através da aplicação do método de Bitterlich.

Nesse contexto é importante salientar que se o tempo de medição de uma parcela de


área fixa em uma plantação pode ser de trinta minutos ou mais, um giro de Bitterlich com
levantamento somente de área basal tardará 5 a 10 minutos. Essa diferença é razão suficiente
para se buscar possíveis aplicações para o método. Porém, se for necessário avaliar o número
de árvores essa vantagem desaparece, dado que é, nesse caso, exigida a medição de
diâmetros das árvores contadas no giro.

12
4.2.1.8. Exemplo do método de Bitterlich

A Tabela 4.3 a seguir apresenta os dados de um inventário realizado utilizando-se o


método de amostragem de Bitterlich em um povoamento de Pinus taeda, empregando-se o
FAB = 2.

Tabela 4.3 – Exemplo aplicativo do método de Bitterlich.

Área
Árvore dap (cm) Distância radial (m)* Altura (m) transversal Volume (m3)
(m2)
1 29,92 21,42 0,0703 0,7609
2 51,57 33,08 0,2089 3,5123
3 45,99 12,65 30,63 0,1661 2,5860
4 59,52 36,15 0,2782 5,1177
5 28,97 9,45 20,73 0,0659 0,6894
6 39,31 27,27 0,1214 1,6794
7 36,29 25,55 0,1034 1,3397
8 46,15 19,25 30,71 0,1673 2,6103
9 49,33 32,13 0,1911 3,1227
10 45,84 30,56 0,1650 2,5618
Total 23,9803
* A distância radial representa a medida tomada no campo do ponto onde está o observador
até o centro geométrico da árvore alvo.

Árvores duvidosas:

No exemplo, as árvores duvidosas são a 3, a 5 e a 8. Aplicando-se a fórmula para as


três árvores, observa-se que a 3 e a 5 são incluídas, ao contrário da árvore 8, que deve ser
excluída da avaliação.

Observe o exemplo: A árvore 8 apresenta dap = 46,15 cm (0,4615 m) e distância radial


medida = 19,25 m. Assim, a distância máxima para que a árvore seja incluída é calculada pela
fórmula abaixo:

50  0 , 4615 
Ri   16 ,32 m
FAB

O valor da distância radial calculada (16,32 m) é menor que a medida no campo (19,25
m), logo a árvore não é incluída.

P
r
o
Estimativa do número de árvores
f por hectare

º estimar o número de árvores por hectare, no exemplo


Aplicando-se a fórmula para
apresentado, tem-se:
.

C
a 13
r
l
m m  1 

N   N  FAB 
i 1 i
 
i 1 g
 i 

m  1 1 1 
N   N  2      
i g g2 gn 
i 1  1 

m  1 1 1 
N   N  2      
i
i 1  0,0703 0,2089 0,1650 

m
N   N  2  72,9943
i
i 1

m
N   N  145,989  146 árvores/ha
i
i 1

Estimativa da área basal

A estimativa da área basal é obtida multiplicando-se o número de árvores da unidade


amostral pelo fator de área basal (FAB):

2
G  m  FAB  9  2  18m /ha

Conforme o exemplo dado, o número de árvores da parcela é 9, pois a árvore 8 (árvore


duvidosa) não foi incluída, como já foi visto anteriormente.

Estimativa do volume por hectare

A fórmula para estimar o volume por hectare contempla os volumes e as áreas


transversais individuais de cada árvore amostrada:

m m FAB
V   V   v
i i
i 1 i 1 g
i

m FAB FAB FAB


V   V  v 1  v    v
i 2 9
i 1 g1 g 2
g9

3
V  21,644347  33,630820    31,045318  261,42 m /ha

3
ou seja, aproximadamente 261 m /ha.

4.2.2. Método de Strand

Este é um método ainda pouco conhecido e empregado no Brasil, mas apresenta


algumas características e aplicações que justificam sua utilização nos procedimentos de
inventários florestais. Neste método o critério probabilístico de seleção dos indivíduos na
unidade de amostra se dá com proporcionalidade ao diâmetro, para o cálculo da área basal e
do número de árvores por hectare, e proporcional à altura das árvores para se obter o volume e
número de árvores por hectare (PÉLLICO NETTO e BRENA, 1997).

14
4.2.2.1. Critérios de seleção

A unidade amostral é construída sob uma linha de comprimento (L) tomada dentro da
floresta alvo do inventário, sobre o qual são enumeradas todas as árvores do lado esquerdo do
observador, as quais qualificam para a amostragem. Essa amostragem é realizada em duas
etapas:

 seleção proporcional ao diâmetro, onde a seleção das árvores a serem medidas é feita
usando-se o princípio de Bitterlich, observando-se apenas as árvores situadas à
esquerda da linha de comprimento (L), para estimar a área basal e o número de
árvores por hectare. Em cada árvore selecionada mede-se o dap das árvores (Figura
4.15);

L
Probabilidade proporcional ao diâmetro
P r o b a b ilid a d e P r o p o r c io n a l à D is tâ n c ia

Figura 4.15 – Critério de inclusão de árvores pelo método de Strand com probabilidade
proporcional ao diâmetro.

 seleção proporcional à altura, onde selecionam-se as árvores a serem medidas com


probabilidade proporcional à sua altura, para estimar o volume por hectare. O
procedimento de seleção é feito caminhando-se novamente ao longo da linha,
enumerando as árvores cuja distância da árvore à linha seja igual ou menor que a
metade de sua altura total, ou seja, D  h 2  ou outro critério dimensional semelhante
(Figura 4.16).

h D < h/2

D
L
Probabilidade proporcional a altura

Figura 4.16 – Critério de inclusão de árvores pelo método de Strand com probabilidade
proporcional à altura.

4.2.2.2. Estimativa do número de árvores por hectare

No método de Strand existem duas formas de obter estimativas do número de árvores por
hectare, cada qual segundo o critério de inclusão são árvores na amostragem, a saber:

a) Seleção proporcional ao diâmetro (di) – Os diâmetros devem ser tomados em metros.


200  FAB m  1 

N  
L  
i 1 d
 i 

15
b) Seleção proporcional à altura (hi)

10.000 K 2
m  1 
N  
L h 
i 1
 i 
Onde:
di = dap das árvores incluídas, em centímetros;
L = comprimento da linha, em metros;
K2 = fator de proporcionalidade entre a altura das árvores e a distância à linha (L).

4.2.2.3. Estimativa de área basal por hectare

Percorrendo-se ao longo da linha de comprimento (L) e incluindo as árvores


proporcionais à (di), tem-se que a probabilidade para a inclusão de cada árvore na unidade
amostral é dada por;

FAB  m
G   d
2 L i 1
i

Onde:
di = dap das árvores incluídas, em centímetros;
L = comprimento da linha, em metros;
2
G = área basal estimada, em m /ha.

4.2.2.4. Estimativa do volume de árvores por hectare

O estimador do volume por hectare pode ser obtido utilizando o fator de forma médio
do povoamento e o somatório de cada diâmetro ao quadrado, como segue:
1 m 2
V  f  d
10 i  1 i

Onde:
di = diâmetro das árvores incluídas, em centímetros;
f = fator de forma médio do povoamento;
3
V = volume estimado, em m /ha.

Se os diâmetros forem medidos em centímetros, o volume resultará diretamente em


3
m /ha, para manter o cálculo na mesma unidade, conforme observado por PÉLLICO NETTO e
BRENA (1997).

4.2.2.5. Aplicações e uso potencial do método de Strand

O método de Strand pode eventualmente ser usado nas mesmas premissas do método
de Bitterlich, ou seja, para inventários rápidos de estoque. Outra possível aplicação mais
provável ocorre em levantamentos da regeneração natural, haja vista o critério de inclusão ser
bastante fácil e permitir um trabalho rápido. Porém, as vantagens comparativas com o método
de área fixa ou de Bitterlich não são muitas.

MENDES (1998) e VIDAL (2000) testaram os vários métodos de amostragem para


regeneração natural e encontraram razões plausíveis para a utilização do método de Strand.

16
4.2.2.6. Exemplo do método de Strand

A Tabela 4.4 a seguir apresenta os dados de um inventário florestal realizado em um


povoamento de Pinus taeda, no qual foi utilizado o método de Strand com seleção proporcional
ao diâmetro, onde o comprimento da linha utilizado foi 25 m e o FAB = 2.

Tabela 4.4 – Exemplo aplicativo do método de Strand

Árvore dap (cm) 1/dap (m)


1 50,29 1,9885
2 35,97 2,7801
3 46,15 2,1668
4 37,88 2,6399
5 51,25 1,9512
6 60,80 1,6447
7 29,28 3,4153
8 45,52 2,1968
9 30,08 3,3245
10 41,22 2,4260
11 51,25 1,9512
12 39,63 2,5233
13 36,60 2,7322
14 46,15 2,1668
15 47,75 2,0942
Total 649,82 36,0018

Estimativa do número de árvores por hectare

Aplicando-se a fórmula referente à seleção proporcional ao diâmetro, utilizada para


estimar o número de árvores por hectare, no exemplo apresentado, tem-se:

200  FAB m  1

N  
L d 
i 1
 i 

200  2
N  36 ,0018 
25

N  407 ,314  407 árvores / ha

Estimativa da área basal

A estimativa da área basal é obtida através da fórmula:

FAB  m
G   d
i
2 L i 1

2 
G   649 , 82 
2   25 

2
G  57 ,74 m / ha

17
4.2.3. Método de Prodan

4.2.3.1. Critérios de seleção

Este método também ainda é pouco usado em inventários florestais no Brasil,


principalmente devido ao desconhecimento de seu potencial de uso e eventuais vantagens
comparativas em relação ao método tradicional de área fixa. O método de Prodan fundamenta-
se na inclusão de árvores na unidade amostral segundo probabilidade proporcional à distância
da árvore ao centro da unidade amostral (P). Ele foi desenvolvido na Alemanha por Prodan, um
estudioso de biometria e amostragem para fins florestais.

PÉLLICO NETTO e BRENA (1997) citam que a relação de inclusão de uma árvore na
amostragem terá como variável a sua distância ao ponto amostral e, portanto, a seleção das
árvores se faz com probabilidade proporcional à distância. O procedimento consiste em medir
as árvores mais próximas de um ponto amostral. Prodan após testar algumas variações sugeriu
o uso de seis árvores para fins de definição da amostragem. Por isso, esse método também se
consagrou como “método das seis árvores”.

O método consiste em medir as cinco árvores mais próximas do ponto e também a


sexta que é considerada árvore marginal, ou seja, é contada como meia árvore, conforme
ilustra a Figura 4.17.

1
P
3
4
5
2 R6

6 d6/2

Figura 4.17 – Critério de inclusão de árvores pelo método de Prodan.

A unidade amostral do método de Prodan é circular e seu raio é calculado somando-se


a a
a distância da 6 árvore ao ponto amostral (a6) com a metade do diâmetro, em metro, da 6
árvore (d6/2), como segue:

R 6  a6  d 6 / 2

4.2.3.2. Estimativa do número de árvores por hectare

O estimador do número de árvores por hectare é expresso pela fórmula:

5 ,5   10 . 000  55 . 000


N  
R 6 R 6
2 2

Onde .R6 é a área da unidade amostral.


2

18
4.2.3.3. Estimativa da área basal por hectare

Para a estimativa de área basal, é usada a seguinte formulação:

2
2 2 2 2 2 d
d1  d  d  d  d  6

  2 . 500 
2 3 4 5
2
G  2
R 6

4.2.3.4. Estimativa do volume por hectare

A estimativa do volume por hectare, a partir da volumetria de cada uma das seis
árvores amostradas, é dada por:

v
v1  v  v  v  v  6

 10 . 000 
2 3 4 5
2
V 
R
2
6

4.2.3.5. Aplicações e uso potencial do método de Prodan

O método de Prodan pode ser usado também para inventários rápidos de estoque,
especialmente em plantações florestais. As restrições de uso para florestas naturais são
grandes, especialmente se a intensidade amostral for baixa. Isso decorre da inclusão de
poucas árvores na amostragem.

Variações, com outros números de árvores por unidade amostral, podem ser testadas
seguindo-se os mesmos princípios aqui reportados. Informações dão conta que algumas
empresas do Brasil já experimentaram variações desse método sem manifestar formalmente
que estavam utilizando um critério probabilístico proporcional à distância.

Talvez a grande vantagem deste método, em termos práticos, seja a possibilidade de


se obter uma estabilidade nas estimativas decorrente da manutenção constante de um número
fixo de árvores por unidade amostral. Diante das premissas do método nunca haverá árvores
demais ou de menos, o que repercutirá em menores coeficientes de variação e, por
decorrência, uma intensidade amostral requerida menor.

STEFANELLO (1994) empregou este método para a obtenção de informações


dendrométricas básicas tais como diâmetro, altura e altura dominante, as quais foram usadas
em seu estudo, visando comparar os processos de amostragem sistemático com o inteiramente
aleatório, tendo como objetivo caracterizar a variabilidade de produção total de madeira através
do confronto das informações dos dois processos, além de demonstrar a aplicabilidade do
mapeamento da produtividade.

4.2.3.6. Exemplo do método de Prodan

A Tabela 4.5 a seguir apresenta dados de uma unidade amostral de um inventário pré-
corte realizado em uma população de Pinus taeda utilizando-se o método de Prodan.

Tabela 4.5 – Exemplo aplicativo do método de Prodan.

Árvore dap (cm) Área transversal (m2) Volume (m3)


1 30,56 0,0733 0,8108
2 30,40 0,0726 0,7982
3 36,29 0,1034 1,3397
4 58,25 0,2665 4,8380
5 29,60 0,0688 0,7367
6 36,29 0,1034 1,3397

19
No exemplo dado, a distância da sexta árvore ao ponto amostral (P) é 5,10 m.

Para obter os estimadores de área basal, número de árvores e volume por hectare,
calcula-se a área e o raio da unidade amostral. Como já foi visto anteriormente, utiliza-se a
fórmula:

R 6  a6  d 6 / 2

2
Conforme o exemplo, o raio da parcela é 5,28 m e a sua área é 88 m :

R 6  5 ,10 m  0 ,3629 m  2   5 ,28145 m

2
A  R 6

A    5 ,28145 
2 2
 87 ,63069 m

Estimativa do número de árvores por hectare

Utilizando a fórmula demonstrada anteriormente:

5 ,5   10 . 000  55 . 000


N  
R 6 R 6
2 2

55 . 000
N   627 ,6340  628 árvores / ha
87 ,63069

Estimativa da área basal

O estimador de área basal para o exemplo citado será:


2
2 2 2 2 2 d6
d1  d 2  d3  d 4  d5 
  2 . 500 
2
G 
2
R6

2
0 ,3629
 0 ,3040  
2 2
0 ,3056
  2 . 500 
2
G 
2

2
72 ,62 m / ha
5 ,28145

Estimativa do volume por hectare

O volume por hectare será estimado através da fórmula já citada:

v6
v1  v2  v3  v 4  v5 
V  2  10 . 000 
R 6
2

1,3397
0 ,8108  0 ,7982  
 10 . 000 
2 3
V  1 . 049 ,09 m / ha
87 ,63069

20