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Universidade Católica de Moçambique

Faculdade de Ciências Sociais e Politicas

Delegação de Quelimane

Licenciatura em Desenvolvimento Comunitário e Serviços Sociais

Cadeira de MIC

Elaborado por: Ana Afonso Mahuai

Quando se pretende saber porque é que um determinado estudo foi realizado qual a
secção da proposta se deve ler?

Em todo trabalho científico e de culminação de curso assim como não, a parte que desperta a
atenção do leitor em querer saber a essência do trabalho, normalmente recorrem secção da
problematização, isto porque, a problematização dá sentido ao projecto e é responsável por
direccionar a produção de um trabalho científico. Assim, todo conhecimento científico surge a
partir do interesse em se investigar um determinado tema na tentativa de encontrar a solução
para algum problema identificado. Em outras palavras, o problema de pesquisa é uma questão
específica que se pretende investigar dentro de um tema.

Visto que, o tema ainda é algo abrangente demais para ser tratado num trabalho académico, a
problematização surge como uma forma de delimitá-lo e dar maior foco para a pesquisa, por
isso é tão importante. Outro fato interessante sobre a problematização é que ela facilita a
produção do trabalho.

A Problematização é a questão principal de um trabalho que no decorrer da pesquisa os dados


colectados pretendem responder. Ou seja, a sua pesquisa pretende responder a uma questão,
uma pergunta sobre o tema.
Para Cervo & Bervian (2002, p.84) Problema é uma questão que envolve intrinsecamente uma
dificuldade teórica ou prática, para a qual se deve encontrar uma solução. A primeira etapa de
uma pesquisa é a formulação do problema, que deve ser na forma de perguntas.

No turno de Rudio (1980):

“Formular o problema consiste em dizer, de maneira explícita, clara, compreensível e


operacional, qual a dificuldade com a qual nos defrontamos e que pretendemos
resolver, limitando o seu campo e apresentando suas características. Desta forma, o
objectivo da formulação do problema é torná-lo individualizado, específico,
inconfundível” (p.75)

Desta forma, a problematização costuma ser o principal problema encontrado por quem está
iniciando a pesquisa. Assim, problematizar significa questionar um dado objecto a partir de
interesses que partem do pesquisador ou do grupo ao qual ele se vincula.

A problematização é o coração da pesquisa, o fio condutor pelo qual o pesquisador


desenvolverá seu trabalho. Deve aparecer quase sempre como uma pergunta fundamental a
qual a investigação procurará responder. Mas pode ser também um conjunto de inquietações
capazes de dar densidade e originalidade ao tema abordado. A composição da problemática
deve sempre levar em consideração a articulação entre o material empírico trabalhado, ou
seja, as fontes utilizadas pelo pesquisador, e suas reflexões teóricas. Dessa maneira, a questão
inicial começará a ganhar corpo e profundidade.

Segundo Lakatos & Marconi (1992), para ser considerado apropriado, o problema deve ser
analisado sobre os seguintes aspectos de valoração: viabilidade, relevância, novidade,
exequibilidade e oportunidade.

Transformar o tema de trabalho de culminação do curso em um problema a ser resolvido pode


parecer uma tarefa complicada num primeiro momento, mas é possível fazer isso facilmente
com alguns direccionamentos simples. Primeiro, é preciso ter em mente que o problema do
trabalho deve atender à 4 requisitos básicos:

 Ser claro e preciso;


 Empírico, isto é, ser observável na realidade;
 Delimitado;
 E ser passível de solução.
Desta forma, os quatro itens acima podem ser utilizados como um filtro para que se possa
verificar a consistência e validade da sua problematização.

Portanto, o problema de pesquisa é uma pergunta que deve ser redigida de forma clara,
precisa e objectiva, cuja solução seja viável pela pesquisa. Geralmente, a elaboração clara do
problema é fruto da revisão de literatura e da reflexão pessoal (Cervo & Bervian, 2002)

Qual a secção de um trabalho de investigação que fornece a instrução passo a passo que
permitem replicar um estudo?

A metodologia é a parte da investigação que fornece instruções e passo a passo de um estudo.

Assim, metodologia é os caminhos que devem ser seguidos, em ordem cronológica, para que
um pesquisador realize um trabalho académico bem estruturado e de qualidade. Assim, para
que funciona a elaboração de textos académicos, é preciso que se siga uma série de etapas
chamadas de Metodologia Científica.

Metodologia refere-se a mais do que um simples conjunto de métodos, mas sim refere-se aos
fundamentos e pressupostos filosóficos que fundamentam um estudo particular. É por isso que
a literatura académica geralmente inclui uma seção sobre a metodologia dos pesquisadores.
Esta seção faz mais do que delinear os métodos dos pesquisadores, que poderia explicar o que
os investigadores ontologia ontológica ou epistemologia epistemológica são vistas.

O uso de metodologia não se refere à pesquisa ou às técnicas de análise específica. Isso


muitas vezes refere-se a tudo e qualquer coisa que possa ser encapsulado por uma disciplina
ou uma série de processos, actividades e tarefas. Exemplos disto são encontrados em
desenvolvimento de software, gerenciamento de projectos e campos de processo de negócio.
Esse uso do termo é tipificado pelo contorno quem, o quê, onde, quando e porquê. Na
documentação dos processos que compõem a disciplina, que está sendo apoiado por "esta
metodologia", que é onde iríamos encontrar os "métodos" ou processos. Os processos em si
são apenas uma parte da metodologia, juntamente com a identificação e uso das normas,
políticas, normas.

Parafraseando Minayo (2007) descreve que:

“A metodologia se interessa pela validade do caminho escolhido para se chegar ao fim


proposto pela pesquisa; portanto, não deve ser confundida com o conteúdo (teoria)
nem com os procedimentos (métodos e técnicas). Dessa forma, a metodologia vai
além da descrição dos procedimentos (métodos e técnicas a serem utilizados na
pesquisa), indicando a escolha teórica realizada pelo pesquisador para abordar o
objecto de estudo. No entanto, embora não sejam a mesma coisa, teoria e método são
dois termos inseparáveis, “devendo ser tratados de maneira integrada e apropriada
quando se escolhe um tema, um objecto, ou um problema de investigação” (p. 44)

Ainda salienta Minayo (2007, p. 44) definindo metodologia de forma abrangente e


concomitante”

“(...) a) como a discussão epistemológica sobre o “caminho do pensamento” que o


tema ou o objecto de investigação requer; b) como a apresentação adequada e
justificada dos métodos, técnicas e dos instrumentos operativos que devem ser
utilizados para as buscas relativas às indagações da investigação; c) e como a
“criatividade do pesquisador”, ou seja, a sua marca pessoal e específica na forma de
articular teoria, métodos, achados experimentais, observacionais ou de qualquer outro
tipo específico de resposta às indagações específicas” (p.44).

Com relação às escolhas metodológicas, podem ser utilizadas as seguintes categorias:


classificação quanto ao objectivo da pesquisa, classificação quanto à natureza da pesquisa, e
classificação quanto à escolha do objecto de estudo. Já no que se refere às técnicas de
pesquisa os estudos podem utilizar as categorias a seguir: classificação quanto à técnica de
colecta de dados e classificação quanto à técnica de análise de dados.

Bibliografia

Cervo, A. L. Bervian, P. A.( 2002). Metodologia científica. 5.ed. São Paulo: Prentice Hall.

Rudio, F. V. Introdução ao projecto de pesquisa científica. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 1980.

Marconi, M. A; Lakatos, E. M.( 1996). Técnicas de pesquisa: planeamento e execução de


pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração e interpretação de dados. 3.ed.
São Paulo: Atlas,

Minayo, M. C. S. (Org.) (2007). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis:


Vozes,

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