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Universidade Católica de Moçambique

Faculdade de Ciências Sociais e Politicas

Delegação de Quelimane

Licenciatura em Desenvolvimento Comunitário e Serviços Sociais

Cadeira de MIC

Elaborado por: Ana Afonso Mahuai

Seleccione um artigo de uma revista científica que contenha uma investigação,


identifique o título e analise seu marco teórico.

O artigo que aqui será discutido tem como titulo: A historicidade do conceito de formação
continuada: Uma análise da visão de Paulo Freire sobre a Formação Permanente. Este
trabalho foi realizado por Andréia Nunes Militão e Yoshie Ussami Ferrari Leite.

Qual é o índice do marco teórico (explicito ou implícito)?

Diante das observações feitas no artigo acima elucidado o título, o marco teórico apresentado
pelos pesquisadores é explícito, isto porque nas abordagem feitas por eles estão devidamente
apresentadas sem apresentar nenhuma dúvida nos argumentos, e também pelos facto do
pesquisador conseguir conciliar as abordagem feitas pelos autores com as próprias abordagem
e assim alinhar os centeúdos ao tema da pesquisa.

Os pesquisadores durante a abordagem do texto, apresentaram uma linguagem coerente,


verbos bem acentuados, as virgulas no seu devido lugar e os demais aspectos bem
apresentados.

Parafraseando Sarlo (2009) salienta que, o marco teórico de uma pesquisa:


“é o conjunto de pressupostos teóricos que o pesquisador explicita. Isso supõe uma
certa ambiguidade do termo, que designa ambos: 1) o conjunto de premissas teóricas
implícitas em uma determinada abordagem; dois) o conjunto de premissas teóricas
explicitadas em uma pesquisa; e 3) um dos componentes de um desenho de pesquisa.
Fez o aviso, não existe uma desvantagem em fornecer uma caracterização do
arcabouço teórico que articula os três significados: chamamos de referencial teórico da
componente metodológica de um projecto de pesquisa que pretenda explicitar as
premissas teóricas que seria pressuposto na abordagem de um objecto de
conhecimento” (p. 180)

A definição do marco teórico, e do próprio problema de pesquisa, demanda a criatividade do


aluno-pesquisador: os parâmetros de um problema variam e os diferentes objectos não
demandam necessariamente o mesmo tipo de enquadramento teórico ou metodológico. Pode-
se, portanto, dizer que o interesse, a pertinência e o ponto de vista dos diferentes
enquadramentos teóricos e metodológicos variam conforme os objecto (Pires, 2008, p. 57)

No turno de Demo (1994) aponta dois componentes no marco teórico, destacando a


criatividade na definição das categorias teóricas ou operacionais, ultrapassando a mera
descrição e incidindo sobre a elaboração própria concatenada:

“a) Constrói-se a capacidade explicativa do autor, no sentido de dar conta das causas,
origens, razões do problema em foco, com o objectivo de propor explicação, ao
mesmo tempo, pertinente e própria; vai além de meras descrições, exposições,
anotações, sínteses, resumos, incidindo sobre a necessidade de elaboração própria
concatenada, aproveitando todas as maneiras disponíveis de explicação; aparece a
competência do autor de contribuir com toques inovadores, pelo menos de
interpretação própria elaborada, empurrando para frente o conhecimento implicado; b)
desenvolve-se a capacidade argumentativa, correspondendo à função básica da
construção científica que é aduzir razões bem elaboradas, críticas e criativas; aparece
o espírito crítico, sobretudo autocrítico, o conhecimento dos autores pertinentes, sua
maneira de argumentar e contra-argumentar, a visão global das polémicas e
discussões, a percepção das tendências da evolução científica; principalmente, mostra-
se aí o compromisso de inovar pela competência, não pela rejeição sem conhecimento
de causa incluindo-se o tratamento aprofundado também de teorias ideologicamente
contrárias” (p. 51)

O marco teórico está completo?


O marco teórico apresentado pelos pesquisadores com artigo no artigo intitulado a
historicidade do conceito de formação continuada: Uma análise da visão de Paulo Freire sobre
a Formação Permanente não esta devidamente completo, isto porque não responde todos os
objectivos traçados no mesmo.

Outro facto de simboliza que o artigo não esta completo e pelo facto dos pesquisador não
discutirem as palavras-chaves do tema, para posterior aprofundar os centeúdo. Vejamos, o
primeiro subtítulo apresentado pelos pesquisadores começa com formação continuada: ainda a
questão das terminologias, o que na verdade deveria iniciar apresentado a termologia da
formação continua e depois seguir aos demais conceitos.

Está relacionado como o problema de investigação?

Mesmo que os pesquisadores não tenham usado o método indutivo na argumentação dos
conceitos, o problema de investigação esta de uma forma alinhado com o marco teórico isto
porque o foco da pesquisa era abordar a formação continuada no contexto actual da educação
brasileira e a partir das ideias de Paulo Freire, outro ponto da pesquisa buscava apreender a
concepção de formação permanente de Freire no referente aos processos de formação
continuada efectivados no interior da escola.

Neste trabalho problematiza-se esta realidade a partir do pensamento de Paulo Freire,


destacando o lugar da formação continuada nas políticas públicas atuais. Freire teoriza e
experiencia a formação de professores, denominada pelo autor de formação permanente.
Partindo da análise da obra Educação na Cidade, entendeu-se que Freire se antecipa ao debate
intelectual, ao implementar durante o período que exerceu a função de secretário municipal
(1989-1991), a formação permanente no interior das escolas, considerando os saberes dos
professores numa relação reflexiva junto com intelectuais de diferentes universidades
paulistas. Na perspectiva freiriana, é preciso romper com os modelos tradicionais de cursos de
férias e com práticas de formação que obliteram as situações de formação do cotidiano da
escola, tornando-se necessário que os sistemas de ensino criem condições para a formação
permanente dos professores e dos demais funcionários.

Será que o marco teórico ajudou ao investigador ou investigadores no seu estudo? De


que maneira?

Da análise feita, vincula-se que marco teórico apresentado pelos investigadores judo no
estudo, pois foi a partir a revisão de literatura de demais estudiosos que os pesquisadores
souberam fazem uma análise do problema em estudo com as demais literatura já apresentadas
e estudadas pelos estudiosos. Com isso pode se dizer que os autores conseguiram apresentar o
marco teórico mesmo que não esteja completo, pois a sua apresentação parturam da historia
da formação continua e posterior fizeram uma ligação com as abordagem do pensador Paulo
Freire.

Também verificasse na nota conclusiva o seguinte texto: Observa-se, que apesar de ter sido
construído um consenso entre os estudiosos em torno da formação continuada, na prática, os
processos formativos formulados e implementados pelos estados e municípios vêem
indicando a permanência dos modelos disseminados na década de 1980, sobretudo, aqueles
pautados em práticas padronizadas e prescritivas. Neste sentido, torna-se prioridade vincular a
formação continuada com a realidade das escolas, ou seja, superar o distanciamento das
propostas de formação com a realidade escolar quer sejam aquelas oferecidas pelo poder
público quer sejam aquelas ligadas às instituições privadas. Procuramos demonstrar no texto
que os modelos e concepções de formação continuada sob uma lógica desarticulada e
fragmentada hoje recebem críticas dos pesquisadores da área que defendem a relação entre o
contexto da escola e a formação, parafraseando Freire a aproximação entre teoria e prática.

Bibliografia

Demo, Pedro. (1994). Pesquisa e construção de conhecimento: metodologia científica no


caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.

Pires, Álvaro P. (2008). Sobre algumas questões epistemológicas de uma metodologia geral
para as ciências sociais. In: Poupart, Jean; et all. A pesquisa qualitativa – enfoques
epistemológicos e metodológicos. Rio de Janeiro: Vozes.

Sarlo, Oscar. (2009). El marco teórico em la investigación dogmática. In: CURTIS, Christian
(org). Observar la ley – ensayos sobre metodologia de la investigación jurídica. Madrid:
Trotta.