Você está na página 1de 196

i

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Centro de Ensino à Distância

Manual de curso de Licenciatura em Ensino de Biologia

Química Básica-Q0048

Universidade Católica de Moçambique


Centro de Ensino `a Distância
ii

Direitos de autor (copyright)


Este manual é propriedade da Universidade Católica de Moçambique, Centro de Ensino `a Distância
(CED) e contém reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste manual, no
seu todo ou em partes, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (electrónicos, mecânico,
gravação, fotocópia ou outros), sem permissão expressa de entidade editora (Universidade Católica de
Moçambique-Centro de Ensino `a Distância). O não cumprimento desta advertência é passivel a
processos judiciais.

Elaborado Por: dr. Osório João Bacar


Licenciado em Ensino de Química e Biologia pela Universidade
Pedagógica-Delegação da Beira.
Coordenador e docente no departamento de Química e Biologia
Do Centro de Ensino `a Distância (CED) da Universidade
Católica de Moçambique-UCM
Formado em Educação `a Distância pela Universidade Livre de
Amesterdam em cooperação com o SAIDE e SLO.
Participante e orador de vários workshops, simpósios e conferências nacionais e internacionais sobre
a Educação `a Distância.

Universidade Católica de Moçambique


Centro de Ensino `a Distância-CED
Rua Correira de Brito No 613-Ponta-Gêa
iii

Moçambique-Beira
Telefone: 23 32 64 05
Cel: 82 50 18 44 0
Fax:23 32 64 06
E-mail:ced@ucm.ac.mz
Website: www..ucm.ac.mz
iv

Agradecimentos
A Universidade Católica de Moçambique-Centro de Ensino `a Distância e o autor do presente manual,
dr. Osório João Bacar, agradecem a colaboração dos seguintes indivíduos e instituições na eleboração
deste manual.

Pela contribuição no desenho do plano temático e Prof. Doutor: Guerre Zebedias, docente da
analítico. Universidade Pedagógica-UP e coolaborador do
CED.

Pela revisão linguística Dr. Clemente Nhumaio (Docente na UCM-CED);


v

Índice
Conteúdo

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE i

Centro de Ensino à Distância i

Manual de curso de licenciatura em Ensino de Biologia i

Índice v

Benvindo a Química Visão geral viii


Objectivos da cadeira ................................................................................................. viii

Unidade no. 01-Q0048 13


Tema: Classificação da matéria ................................................................................... 13

Unidade no 2. Q0048 23
Tema: Propriedades gerais da matéria. ........................................................................ 23

Unidade no.3-Q0048 27
Tema: Propriedades específicas das Substâncias ......................................................... 27

Unidade no. 4-Q0048 31


Tema: Estrutura da matéria ......................................................................................... 31

Unidade no.5-Q0048 35
Tema: Estrutura dassubstâncias e princípio da estequiometria ..................................... 35

Unidade no.6-Q0048 45
Tema:Representação simbólica de uma reacção química ............................................. 45

Unidade no.7-Q0048 51
vi

Tema:Significado Qualitativo e quantitativo da equação química ................................ 51

Unidade no. 08-Q0048 57


Tema: O historial da tabela Periódica .......................................................................... 57

Unidade no 9. Q0048 67
Tema: Estrutura da Tabela Periódica ........................................................................... 67

Unidade no.10-Q0048 73
Tema: Modelo atómico de camadas (Modelo atómico de Bohr) .................................. 73

Unidade no. 11-Q0048 77


Tema: Modelo de camadas e tabela periódica .............................................................. 77

Unidade no.12-Q0048 83
Tema: A ligação Química............................................................................................ 83
vii

Unidade no.13-Q0048 102


Tema: Funções Inorgânicas ....................................................................................... 102

Unidade no.14-Q0048 115


Tema:Introdução a Química Orgânica ....................................................................... 115

Unidade no.15-Q0048 130


Tema: Os alcanos (parafinas) .................................................................................... 130

Propriedades físicas dos alcanos 133

Unidade no.16-Q0048 139


Tema: Os alcenos (olefinas) ...................................................................................... 139

Unidade no.17-Q0048 145


Tema: Os alcinos ...................................................................................................... 145

Unidade no.18-Q0048 148


Tema: Os hidrocarbonetos aromáticos ....................................................................... 148

Unidade no.19-Q0048 158


Tema:Álcoois............................................................................................................ 158

Unidade no.20-Q0048 170


Tema: Fenóis ............................................................................................................ 170
viii

Unidade no.21-Q0048 173


Tema: Aldeídos ......................................................................................................... 173

Unidade no.22-Q0048 180


Tema: Cetonas .......................................................................................................... 180

Unidade no.23-Q0048 184


Tema: Ácidos Carboxilicos ....................................................................................... 184

Unidade no.24-Q0048 191


Tema: Ésteres ........................................................................................................... 191

Benvindo a Química Visão geral


Básica
Caro estudante, a Química é a ciência que estuda a transformação da matéria em outros produtos de
utilidade prática e para o benefício do Homem. Ela oferece um entendimento importante sobre o
nosso mundo e sobre o seu funcionamento e tem grande influência na vida cotidiana devido ao seu
carácter prático.
Este ciência do século XVII tem como objecto de estudo, o estudo e a transformação da matéria.
Devido a complexidade deste objecto de estudo ela é dividida em diferentes ramos, sendo um deles a
Química Básica.
A Química Básica é assim designada pelo facto dela abordar assuntos fundamentais para o estudo e
compreensão da Química como ciência natural e por outro lado facilitar a compreensão de alguns
processos relativos ao mundo vivo, dai ser importante o estudo desta ciência para o futuro professor
de Química ou de Biologia.

Objectivos da cadeira
Quando terminar o estudo da química Básica/classificação, propriedades e estrutura da matéria. O
estudante (cursante) será capaz de:
ix

 Aplicar os conceitos como substâncias, estrutura química,


reactividade e processos químicos.
 Aplicar os conceitos e relacções fundamentais da química em factos
concretos.
Objectivos  Realizar cálculos estiquiomátricos
 Descrever a relação entre a estrutura e as propriedades das
substâncias.
 Aplicar o método experimental no trabalho com as ciências naturais.
 Desenvolver capacidades e habilidades de lidar com produtos
químicos e equipamentos laboratoriais.
 Desenvolver amor pela ciência e perceber as conexões entre o
progresso científico e o desenvolvimento.

Quem deveria estudar esta cadeira


Este manual da cadeira de Química Básica foi concebido para todos aqueles que estejam a ingressar
para os cursos de licenciatura em ensino de Biologia e/ou de Química, dos programas do Centro de
Ensino `a Distância, e para aqueles que desejam consolidar seus conhecimentos em Química Básica,
por forma que sejam capazes de compreender melhor a Química Geral (curso de Química) e Química
Orgânica (curso de Biologia).

Como está estruturado


este módulo?
Todos os manuais das cadeiras dos cursos oferecidos pela Universidade Católica de Moçambique-
Centro de Ensino `a Distância (UCM-CED) encontram-se estruturados da seguinte maneira:

Páginas introdutórias
 Um índice completo.
 Uma visão geral detalhada da cadeira, resumindo os aspectos-chave
que você precisa conhecer para completar o estudo. Recomendamos
vivamente que leia esta secção com atenção antes de começar o seu
estudo.

Conteúdo da cadeira
A cadeira está estruturada em unidades de aprendizagem. Cada unidade
incluirá, o tema, uma introdução, objectivos da unidade, conteúdo da
unidade incluindo actividades de aprendizagem, um sumário da unidade
e uma ou mais actividades para auto-avaliação.
x

Outros recursos
Para quem esteja interessado em aprender mais, apresentamos uma lista
de recursos adicionais para você explorar. Estes recursos podem incluir
livros, artigos ou sites na internet.

Tarefas de avaliação e/ou Auto-avaliação


Tarefas de avaliação para esta cadeira, encontram-se no final de cada
unidade. Sempre que necessário, dão-se folhas individuais para
desenvolver as tarefas, assim como instruções para as completar. Estes
elementos encontram-se no final do manual.

Comentários e sugestões
Esta é a sua oportunidade para nos dar sugestões e fazer comentários
sobre a estrutura e o conteúdo da cadeira. Os seus comentários serão úteis
para nos ajudar a avaliar e melhorar este manual.

Ícones de actividade
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas margens das folhas. Estes icones servem
para identificar diferentes partes do processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela específica
de texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança de actividade, etc.

Acerca dos ícones


Os ícones usados neste manual são símbolos africanos, conhecidos por adrinka. Estes símbolos têm
origem no povo Ashante de África Ocidental, datam do século 17 e ainda se usam hoje em dia.

Habilidades de estudo
Caro estudante, procure olhar para você em três dimensões nomeadamente: O lado social,
professional e estudante, dai ser importante planificar muito bem o seu tempo.
Procure reservar no mínimo 2(duas) horas de estudo por dia e use ao máximo o tempo disponível nos
finais de semana. Lembre-se que é necessário elaborar um plano de estudo individual, que inclui, a
data, o dia, a hora, o que estudar, como estudar e com quem estudar (sozinho, com colegas, outros).
Evite o estudo baseado em memorização, pois é cansativo e não produz bons resultados, use métodos
mais activos, procure desenvolver suas competências mediante a resolução de problemas específicos,
estudos de caso, reflexão, etc.
Os manuais contêm muita informação, algumas chaves, outras complementares, dai ser importante
saber filtrar e apresentar a informação mais relevante. Use estas informações para a resolução das
exercícios, problemas e desenvolvimento de actividades. A tomada de notas desenpenha um papel
muito importante.
xi

Um aspecto importante a ter em conta é a elaboração de um plano de desenvolvimento pessoal (PDP),


onde você reflecte sobre os seus pontos fracos e fortes e perspectivas o seu desenvolvimento.
Lembre-se que o teu sucesso depende da sua entrega, você é o responsável pela sua própria
aprendizagem e cabe a ti planificar, organizar, gerir, controlar e avaliar o seu próprio progresso.

Precisa de apoio?
Caro estudante, temos a certeza de que por uma ou por outra situação, o material impresso, lhe pode
suscitar alguma dúvida (falta de clareza, alguns erros de natureza frásica, prováveis erros ortográficos,
falta de clareza conteudística, etc). Nestes casos, contacte o tutor, via telefone, escreva uma carta
participando a situação e se estiver próximo do tutor, contacte-o pessoalmente.
Os tutores têm por obrigação, monitorar a sua aprendizagem, dai o estudante ter a oportunidade de
interagir objectivamente com o tutor, usando para o efeito os mecanismos apresentados acima.
Todos os tutores têm por obrigação facilitar a interação, em caso de problemas específicos ele deve
ser o primeiro a ser contactado, numa fase posterior contacte o coordenador do curso e se o problema
for da natureza geral, contacte a direcção do CED, pelo número 825018440.
Os contactos so se podem efectuar, nos dias úteis e nas horas normais de expediente.
As sessões presenciais são um momento em que você caro estudante, tem a oportunidade de interagir
com todo o staff do CED, neste período pode apresentar dúvidas, tratar questões administrativas, entre
outras.
O estudo em grupo, com os colegas é uma forma a ter em conta, busque apoio com os colegas,
discutam juntos, apoiem-me mutuamnte, reflictam sobre estratégias de superação, mas produza de
forma independente o seu próprio saber e desenvolva suas competências.
Juntos na Educação `a Distância, vencedo a distância..

Tarefas (avaliação e auto-avaliação)


O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e auto-avaliação), contudo nem
todas deverão ser entregues, mas é importante que sejem realizadas.As tarefas devem ser entregues
antes do período presencial.
Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não cumprimento dos prazos de entrega ,
implica a não classificação do estudante.
As trabalhos devem ser entregues ao CED e os mesmos devem ser dirigidos ao tutor/docentes.
Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, contudo os mesmos devem ser
devidamente referenciados, respeitando os direitos do autor.
O plagiarismo deve ser evitado, a transcrição fiel de mais de 8 (oito) palavras de um autor, sem o citar
é considerado plágio. A honestidade , humildade cintífica e o respeito pelos direitos autorais devem
marcar a realização dos trabalhos.
xii

Avaliação
Vocé será avaliado durante o estudo independente (80% do curso) e o período presencial (20%). A
avaliação do estudante é regulamentada com base no chamado regulamento de avaliação.
Os trabalhos de campo por ti desenvolvidos , durante o estudo individual, concorrem para os 25% do
cálculo da média de frequência da cadeira.
Os testes são realizados durante as sessões presenciais e concorrem para os 75% do cálculo da média
de frequência da cadeira.
Os exames são realizados no final da cadeira e durante as sessões presenciais, eles representam 60% ,
o que adicionado aos 40% da média de frequência, determinam a nota final com a qual o estudante
conclui a cadeira.
A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira.
Nesta cadeira o estudante deverá realizar: 2 (dois) trabalhos; 1 (um) teste e 1 (exame).
Não estão previstas quaisquer avaliação oral.
Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões serão utilizadas como ferramentas de avaliação
formativa.
Durante a realização das avaliações , os estudantes devem ter em consideração: a apresentação; a
coerência textual; o grau de cientificidade; a forma de conclusão dos assuntos, as recomendações, a
indicação das referências utilizadas, o respeito pelos direitos do autor, entre outros.
Os objectivos e critérios de avaliação estão indicados no manual. Consulte-os.
Alguns feedbacks imediatos estão apresentados no manual.
13

Unidade no. 01-Q0048

Tema: Classificação da matéria


Introdução
Caro estudante, observe que durante toda nossa vida, tentamos colocar ordem nos caos que nos
cerca e para isso classificamos as coisas de acordo com suas semelhanças. O biólogo divide o
mundo vivo em reinos (animalia, plantae, fungi e outros), esta classificação ampla é mais ainda
simplificada em várias famílias e géneros específicos.
A semelhança do biólogo, a classificação em química começa com as misturas (tais como ar e o
vinagre), estendendo-se então as substâncias puras (água pura e mercúrio), este processo
continua e em última instância nos leva aos constituintes fundamentais da matéria da matéria-os
elementos.
Nesta unidade iremos tratar da classificação da matéria.
Ao completar esta unidade você será capaz de:

Aplicar o conceito de substâncias puras e misturas, no estudo da


classificação da matéria.
Objectivos Diferenciar substâncias puras das misturas, isto com base nas suas
propriedades.
Caracterizar misturas homogéneas e heterogéneas.
Aplicar os métodos de separação de misturas homogéneas e
heterogéneas.
14

Classificação da matéria
O universo inteiro consiste de matéria e energia e se olhares para tua volta perceber-te-`as de que
todos dias estamos em contacto com incontáveis formas da matéria. Este facto leva-nos a
seguinte questão: O que é matéria?
A matéria é usualmente definida como sendo tudo o que tem massa e ocupa um lugar no espaço.
O termo massa descreve a tendência que um objecto tem de permanecer em repouso, se estiver
parado e a continuar em movimento se já estiver se movimentando.
Ao enuciarmos esta definição devemos ter sempre o cuidado de especificar o termo massa em
vez de peso, mesmo embora esses termos sejam usados como se fossem sinônimos. Veja que
massa e peso não são a mesma coisa.
A massa de um corpo é uma medida da sua resistência a uma mudança de velocidade, e peso é
portanto, à força com que o objecto é atraido pela terra.
A matéria pode ser bem invisível. Por exemplo, se um tubo de ensaio aparentemente vazio é
imerso de cabeça para baixo num recipiente com água, observa-se que o nível de água no
interior do tubo aumenta apenas ligeiramente. A água não consegue subir mais porque o tubo
está cheio com uma matéria invisível: o ar

Para os nossos olhos, a matéria parece ser contínua e sem quebras. Ela é na verdade, descontínua
e composta de pequenas partículas, discretas, chamadas átomos. A natureza de partícula
associada com matéria se torna evidente quando estudarmos a estrutura atómica e as
propriedades dos gases.

Substância puras e misturas.


O termo matéria refere-se a todos os materiais ou coisas que compõem o universo. Existem
milhares de formas distintas de matéria ou substância. Uma substância é uma forma isolada da
matéria, que possue detrminadas propriedades (definidas e composição fixa) em detrminadas
condições. Por exemplo: O ácido acético, existente no limão.
15

A maioria das formas da matéria que encontramos- por exemplo, o ar que respiramos (um gás), a
gasolina de automóvel (um líquido), a calçada sobre a qual andamos (um sólido)- não são
quimicamente puras. Podemos porém, remover ou separar, essas espécies de matéria em
substâncias químicas puras diferentes.

Substâncias puras e suas propriedades


Substâncias puras
O que é uma substância pura? No nível das substâncias visíveis pode-se dizer: Uma substância
pura tem propriedades bem definidas, por exemplo, geralmente tem pontos de fusão e ebulição
exactos, é portanto, matéria com composição fixa e propriedades bem definidas. Geralmente as
substâncias puras apresentam apenas uma única fase (porção de uma amostra de matéria que
apresenta as mesmas propriedades, uma fase pode apresentar-se contínua ou fragmentada em
várias partes).
A água pura ferve sob condições normais à temperatura de 100°C e não a 60 °C ou 160 °C.
Então a água é um líquido, porque a temperatura normal do ambiente (Tamb= 25 °C por
exemplo), encontra-se entre o seu ponto de fusão e o seu ponto de ebulição; 0 °C < 25 °C < 100
°C.
Um sólido tem pontos de fusão e ebulição maiores do que a temperatura do ambiente, um gás
tem pontos de fusão e ebulição menores do que Tamb.

Resumindo:

Estado de agregação Ponto de Fusão Ponto de Ebulição

Gás < Tamb < Tamb

Líquido < Tamb > Tam

Sólido > Tam > Tam

Tamb= temperatura do ambiente

No nível molecular uma substância pura significativa: Uma substância contendo uma única
entidade química (átomo, moléculas, composto iónico).

Classificação das substância puras


16

Sais (1)
compostos (compostos iónicos)

Compostos moleculares
(2)

Substâncias puras
Metais (3)

Não-metais;
Esquema deElementos
classificação
Moleculares (4)
Mono-atómicos (5)

Podemos classificar as substâncias como elementos ou compostos. Os elementos são substâncias


que não podem ser decompostas em outras mais simples. Cada elemento é constituido por
apenas uma espécie de átomo.

Os compostos, em contraste, são constituidos por dois ou mais elementos e contêm duas ou mais
de duas espécies de átomos. (fig 1.5-c: Fundamentos da química Pag.46).

Não se encontram na natureza substâncias no estado puro. As substâncias naturais apresentam-se


sob a forma de misturas, compostas por vezes por um grande número de substâncias diferentes.
As substâncias produzidas pela indústria química, os produtos químicos, também contêm uma
certa quantidade de impurezas. Para indicar o grau de pureza deles, existem marcações especiais
(qualificações): industrial (ind), pura (p.), pura para análise (p.a), químicamente pura (q.p.) e
especialmente pura (e.p.).
Os produtos da categria industrial, normalmente, contêm uma quantidade considerável de
impurezas. O produto puru contém menos impurezas que o industrial, mas mais que os das
categorias p.a e q.p. Com a marca e.p. são lançados apenas certos produtos. O teor admissível de
impurezas num produto químico de qualquer categoria é estabelecido por determinadas normas.

Misturas e suas propriedades


17

Mist
uras
são amostras constituidas por duas ou mais substâncias ou seja as misturas são justaposições de
duas ou mais substâncias, nas quais cada substância guarda a sua própria identidade química e
por isso as suas propriedades característica.
Enquanto as substâncias têm composição fixas, as composições das misturas podem variar. Por
exemplo, uma xícara de café pode ter pouco ou muito açúcar. Nesta perspectiva de abordagem,
as propriedades das misturas não são fixas e nem bem definidas, o que quer dizer que as
misturas, por exemplo não apresentam pontos de fusão e de ebulição exactos. Então podemos
colocar a seguinte questão:
De que é que dependem as propriedades das misturas?

É sabido que a quantidade dos componentes presentes numa mistura é variável e cada um destes
componentes possui as suas próprias propriedades e características, e isto faz com que as
misturas não tenham propriedades químicas e nem físicas definidas, contudo, a presença de um
componente em maior porporção, isto em termos de quantidades, faz com que a mistura revele
as propriedades que lhes são características, o que vale dizer que as propriedades da mistura são
determinadas pelas propriedades dos componentes em maior proporção.
Uma substância pura é sempre homogénea, no entanto as misturas podem ser homogêneas ou
heterogêneas. As misturas são homogêneas quando não é possível determinar os seus
componentes, devido às suas ínfimas dimensões, tanto directamente como com ajuda dum
microscópio. Misturas deste tipo são misturas de gases, muitos líquídos e certas ligas.
As misturas heterogêneas são aquelas em que se verifica a formação de fases. A heterogeneidade
nem sempre é visível, em certos casos ela pode ser detectada apenas ao microscópio. Por
exemplo, o sangue à primeira vista parece um líquido

heterogêneo, vermelho, porém, examinado a luz do microscópio, verifica-se que, realmente é


composto por um líquido incolor no qual flutuam glóbulos vermelhos e brancos.
Misturas e métodos de separação
Um dos grandes desafios da Química tem sido a obtenção de substâncias puras a partir de
misturas, já que a maioria dos materiais presentes na natureza é formada por misturas de
substâncias.
É possível por meio de análises, saber se uma espécie de matéria é substância pura ou mistura
por meio da análise de suas propriedades específicas. Se o resultado das análise indicar que se
18

trata de uma mistura de substâncias e caso o químico queira isolar as substâncias que a
constituem, será necessário escolher um método adequado de purificação.

Há vários métodos de purificação de misturas, e a escolha do método depende de:


 Do tipo de mistura a ser separada;
 Das condições materiais e económicas; e
 Do tempo gasto na separação.

Você já pensou como se separa o óleo da água, como o sal é separado da água¸ou até mesmo os
componentes do ar atmosférico? Veremos
misturas homogéneas: Etanol / água e CaCl2 / água
misturas heterogéneas: Etoxietano / água; CaCO3 / água e I2 / água.

As misturas homogéneas são soluções. Soluções sempre são misturas homogéneas.


Pode-se separar as misturas de 2 ou mais componentes através de métodos de separação.
Exemplos:
 fitração
 evaporação
 extracção
 destilação
 centrifugação

Algumas características destes métodos de separação

Filtração
A filtração é aplicada para separar uma suspensão (= mistura heterogénea dum líquido e um
sólido não dissolvido). As moléculas “livres” do líquido passam pelos poros do papel de filtro,
as partículas sólidas ficam no filtro (veja a figura abaixo).

Evaporação
Geralmente aplicada para separar um líquido e um sólido dissolvido ou dois líquidos. O líquido
(solvente) evapora-se, o sólido não. No caso de dois líquidos o segundo líquido (soluto) deve ter
ponto de ebulição relativamente alto.

Extracção
A mistura para separar pode ser:
sólido / sólido
19

sólido / líquido líquido / líquido


Acrescenta-se mais um líquido que deve ser um bom solvente de um dos componentes da
mistura. A evaporaçào do solvente resulta no componente puro.

Destilação
Através da destilação, separam-se dois ou mais líquidos.
Aproveitam-se os pontos de ebulição diferentes dos componentes da mistura.
O componente com ponto de ebulição mais baixo evapora-se e condensa-se primeiro. (veja
figura a figura abaixo).

Centrifugação
Numa suspensão as partículas movem-se lentamente para o fundo do recipiente pela força de
gravidade.
Pode-se acelerar este processo, o que realmente é uma separação, num centrifugador (veja a
figura abaixo). Pelo movimento circular no centrifugador actuam sobre as partículas forças de
aceleraçãocentrípeta, esta aceleração (força) é perpendicular à direcção da
velocidade.
Figura mostrando alguns esquemas de métodos de separação de misturas, tais com: A filtração,
destilação, centrifugação (Fonte: Química-BUSCEP. Manual teórico Pag. 10).
20

Sumário
Matéria é tudo que tem massa e ocupa um determinado lugar no espaço e ela pode ser
classificada em substâncias puras e misturas.
No nível das substâncias visíveis uma substância pura é aquela que apresenta propriedades
físicas e químicas bem definidas, por exemplo: ponto de fusão e ebulição exactos, ao passo que
misturas são amostras constituídas por duas ou mais substâncias sem interacção de natureza
química.
As substâncias puras são classificadas em elementares e compostas
As misturas podem ser classificadas em: homogeneas (aquelas em que não é possível distinguir
os seus componentes a olho desarmado) e heterogeneas (as que são possíveis de distinguir os
seus componentes mesmo a olho desarmado).
As misturas podem ser separadas por meio de métodos de separação de misturas tais como:
filtração; evaporação, destilação, extracção, entre outros.
Exercícios

Exerçicio 1
21

a) Refira- te sobre as relações entre a química e as outras ciências.


b) De acordo com a perspectiva da presente abordagem, a química é tida como sendo “
Ciência central ”. Discuta a supracitada posição.
c)Porquê se usa massa em vez de peso, para especificar a quantidade da matéria em um
objecto.

Exercício 2
Preenche os estados de agregação (s = sólido; L = lïquido; g = gás) na seguinte tabela:

Substância P. De F. (K) P. De E. (K) Estado (25 o C)

Bromo 266 331

Sulfureto de 188 213


hidrogénio

ácido benzóico 395 522

a) Quais são os estados de agregação das substâncias à temperatura ambiente de 100 °C ?

Exercício 3
a) Classifique ( segundo 1, 2, 3, 4 e 5 no esquema de classificação) as seguintes
substâncias: hélio, brometo de potássio, dióxido de carbono, amoníaco, enxofre.
b) Estime o ponto de fusão (relativamente alto ou baixo) das substâncias dadas e dê o
estado de agregação à temperatura de 25 °C.
22

1. Defina massa.
R: Massa é a medida de resistência de um corpo a uma mudança de
velocidade.
Auto-avaliação
2. Dê o conceito de peso.
R: Peso é a força com a qual um objecto é atraido pela terra.

Exercício 4

a) Removendo-se a tampa de um frasco parcialmente cheio com


ácido acético sólido e líquido, a 16 °C, nota-se imediatamente
um forte odor de vinagre. Em quantas fases diferentes está
presente o ácido acético no interior do frasco? Explique.
b) O sistema contido no frasco do exercício anterior é homogéneo
ou heterogéneo? Explique.
c) Um sistema que contém apenas uma substância, será
necessariamente homogéneo? Explique.
d) Proponha um esquema para separar a seguinte mistura:

Areia + Sal da cozinha + Iodo

N.B: Em cada fase do esquema, não se esqueça de indicar em que


propriedade se baseiou.

.
N.B: Entregar os seguintes exercícios: 2 (alinea a); 3 (apenas a alinea b) e todas as alineas do
exerício 4.
23

Unidade no 2. Q0048

Tema: Propriedades gerais da


matéria.
Introdução
Se olhares para os diferentes tipos de matéria a sua volta, verás que
cada uma delas possui um conjunto de características que lhe são
particulares, estas características são ditas propriedades da matéria.
Caro estudante, por forma a compreendermos melhor o objecto de
estudo da química é necessário que conheçamos as características da
tal matéria. Nesta unidade iremos tratar das propriedades gerais da
matéria a fim de que possamos compreender melhor o objecto de
estudo da Química.
Ao completar esta unidade , você será capaz de:

 Distinguir as propriedades gerais da matéria das propriedades


especificas das substâncias.
 Aplicar as propriedades da matéria no estudo das substâncias.
Objectivos  Compreender as transformações da matéria em função das suas
propriedades.

Propriedades gerais da matéria


A matéria possui um conjunto de propriedades gerais ou seja, a
matéria possui características gerais (características ou generalidades
que é possivel encontrar em toda e qualquer forma da matéria).
As propriedades gerais da matéria, de acordo com a presente
abordagem, são as seguintes: Inércia, Impenetrabilidade,
Divisibilidade, Comprensibilidade, extensão, massa, elasticidade e
indestrubilidade.
24

Inércia
É a propriedade fundamental que os corpos têm de conservar o seu
estado de movimento (repouso é um caso particular do movimento
rectilineo uniforme, isto em relação a um referencial escolhido).
Exemplo: Quando nos deslocamos num autocarro e subitamente o
motorista trava. A intenção que os passageiros têm é a de ir para
frente.

Impenetrabilidade
Segundo a impenetrabilidade, dois corpos não podem ocupar
simultaneamente o mesmo espaço, isto surge como resultado do facto
de que os corpos são matéria e por isso tem massa e ocupam espaço.
Exemplo: Se colocarmos água num copo de Baker e em seguida
colocarmos oblicuamente um tubo de ensaio, por forma que a
abertura do tubo fique dirigida para o interior do copo, podemos
constatar que a água não sobe até encher o tubo.

Tubo de ensaio

Ar

`Agua

Copo Químico

Divisibilidade
É a propriedade que os corpos tm de poderem se dividir.

Compreensibilidade
É a propriedade que os corpos têm de se comprimirem.
Por exemplo a compreensão de uma mola.
Extensão
Todos corpos ocupam lugar no espaço.
25

Massa
Todos corpos possuem massa.
Elasticidade
Os corpos possuem a propriedade de poder voltar à sua forma e
volume originais, cessada a causa que os deformou.
Indestrubilidade
A matéria não pode ser criada nem destruida, apenas
transformada.

Sumário
A matéria possui um conjunto de propriedades que é possível
encontrar em todas as suas formas , a estas propriedades são
chamadas propriedades gerais da matéria. As substâncias, ainda que
matéria elas podem ser caracterizadas por um conjunto de
propriedades específicas, que lhes são característcas.
Significa assim dizer que cada substância possui suas próprias
propriedades específicas, todavia elas também apresentam as
propriedades que de uma forma geral a matéria apresenta, e estas
propriedades são frequentemente utilizadas no seu estudo e nos
processos de transformação correspondentes.
Exercícios
Nesta unidade não estão previstos quaiquer exercícios por resolver e
entregar.

1.O que são propriedades gerais da matéria .


R: são características que se podem encontrar em toda e qualquer forma
da matéria.
Auto-avaliação
2. Quais são as propriedades gerais da matéria:
R: Inércia, Impenetrabilidade, divisibilidade e compreensibilidade.
27

Unidade no.3-Q0048

Tema: Propriedades específicas


das Substâncias
Introdução
Depois de termos iniciado a discussão a volta das propriedades gerais
da matéria, nesta unidade iremos tratar das propriedades específicas
das substâncias. A semelhança do que acontece com a espécie
humana que encerra um conjunto de características comuns, existem
características particulares a cada individuo, estas características são
consideradas específicas, porque diferem de individuo para
individuo.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

Distinguir as propriedades específicas das gerais.


Compreender o comportamento químico das substâncias com base
Objectivos nas suas propriedades.
Identificar as substâncias de acordo com as suas propriedades.

Propriedades específicas das substâncias

Vimos a matéria como sendo tudo o que existe, presentemente tudo o


que tem massa e ocupa um determinado lugar no espaço e que era
caracterizado por um conjunto de características gerais, ditas
propriedades gerais da matéria.
A já discutida matéria, pode ser encontrada na natureza sob três
estados físicos principais: Sólido, líquido e gasoso.
Já é do nosso conhecimento que a matéria pode ser encontrada na
forma isolada e que cada forma isolada da matéria, que possui
28

determinadas propriedades em determinadas condições, chama-se


substância. Por exemplo, a água, o ferro, a cal e o oxigénio são ditas
substâncias. Deste modo, o enxofre, apresenta-se sob a forma de
cristais frágeis, de cor amarela clara, insolúveis na água; a densidade
do enxofre é de 2,07 g/cm3, a sua temperatura de fusão é de 112,8
°C. Tudo isto são propriedades físicas características do enxofre.
Para estabelecer as propriedades duma substância é necessário obtê-
la no estado mais puro possível. As vezes um teor de impurezas, por
mais pequeno que seja, pode conduzir a uma alteração significativa
de certas propriedades das substâncias. Por exemplo, um teor de
apenas centésimas partes percentuais de ferro ou de cobre no zinco,
acelera a sua interação com o ácido clorídrico em centenas de vezes.
E agora surge a seguinte questão:
Como reconhecemos as substâncias? Cada substância possui um
conjunto de propriedades que lhe é característico e lhe dá uma
identidade única. Propriedades são traços de “personalidades das
substâncias” e são classificadas como físicas ou químicas.
Propriedades fïsicas, são caracteísticas inerentes de uma substância
que podem ser determinadas sem alteração de composição; elas são
associadas com a sua existência física. Propriedades físicas comuns
são: cor, sabor, odor, estado da matéria (sólido, líquido ou gasoso),
densidade, temperatura de fusão e de ebulição.
As propriedadees químicas descrevem a capacidade de uma
substância para formar novas substâncias, tanto a partir de reacções
com outras substâncias, como por decomposição.

Podemos analisar como exemplo algumas das propriedades físicas e


químicas do cloro. Fisicamente o cloro é um gás cerca de 2,4 vezes
mais pesado que o ar. Tem coloração verde-amarelada e um odor
desagradável. Químicamente, o cloro não se queimará, mas dará
suporte á combinação de certas substâncias.
Pode ser usado com agente alvejante, desinfectante para a água e está
presente em muitas substâncias cloradas usadas como refrigerantes
ou insectisidas. Quando o cloro se combina com o metal sódio, forma
um sal chamado cloreto de sódio. Estas propriedades, dentre outras,
ajudam a identificar e caracterizar o cloro.
Substâncias são reconhecidas e diferenciadas por suas propriedades.

Sumário
O que caracteriza uma determinada substância são as suas
propriedades específicas, tais como o ponto de fusão, ebulição, etc.
Estas propriedades permitem identificar e distinguir uma substância
da outra e é em função destas propriedades, associada a estrutura da
substância, é que se pode prever o seu comportamento químico,
perante solventes, etc.
29

Exercícios

Nesta unidade não estão previstos quaiquer exercícios por resolver e


entregar.

1. Diga o que são propiedades específicas das substâncias.


R: São traços de “personalidade”das substâncias.
2. Dê exemplo de duas propriedades específicas das substâncias.
Auto-avaliação
R: Densidade e ponto de fusão .
31

Unidade no. 4-Q0048

Tema: Estrutura da matéria


Introdução
Caro estudante, neste unidade iremos tratar da estrutura da matéria,
ou seja como é ou de que é que a matéria é constituída. Veja que as
indagações a respeito da natureza intima da matéria vêm desde os
tempos dos primeiros filósofos gregos.
Na presente unidade o estudante é convidado a uma discussão a volta
deste assunto que ainda hoje merece atenção por parte dos cientistas
da área.
Ao completer esta unidade você será capaz de:

 Aplicar os conhecimentos sobre a teoria atómica no estudo da


estrutura da matéria.
 Identificar os principais constituintes dos átomos, com base em
Objectivos modelos atómicos.
 Comparar o modelo atómico de Dalton e Thompson, com base na
utilização de modelos.
 Reconhecer o facto de que átomos de um mesmo elemento nem
sempre são iguais uns aos outros.

Estrutura da matéria
Por muito tempo a estrutura da matéria tem intrigado e polarizado o
pensamento das pessoas. As sementes da teoria atômica foram
lançadas na época dos antigos filósofos gregos. Por volta de 440 a.C.,
Empédocles afirmou que toda matéria seria compostas por quatro
“elementos” - terra, ar, água e fogo.
Os filósofos gregos, ponderaram bastante sobre a pergunta: a matéria
pode ser infinitamente dividida em parcelas cada vez menores, ou há
um ponto além do qual ela não é mais divisível? A maioria dos
filósofos, entre os quais Platão e Aristóteles, acreditavam que a
32

matéria era infinitamente divisível. Um dos que não concordava com


esta opinião era o Demócrito (460-370 a.C), que ao contrário
afirmava que a matéria era composta por partículas pequenas, que
não se dividiam, a que denominava átomos, significando
exactamente, sem divisão ou indivisível.
Embora a proposta de Demócrito fosse conhecida, prevaleceu até ao
início do século XIX a idéia equivocada de a matéria ser indivisível.
Durante longo período de tempo, no entanto, os cientistas
acumularam informações sobre as formas de reacção entre
substâncias diferentes. Assim, foram sendo descobertas regularidades
nas reacções que não eram compatíveis com a idéia da divisibildade
infinita da matéria; e então ressurgiu a idéia dos átomos de
Demócrito.
Finalmente, entre 1803 e 1807, foi publicada pelo mestre-escola
inglês John Dalton, uma teoria atómica coerente. Dalton imaginou
sua teoria para explicar diversas observações experimentais. Suas
concepções eram tão fundamentais que sua proposta permaneceu
intacta, na essência até aos dias de hoje.
Os seguintes postulados resumen a essência da teoria de Dalton:
Cada elemento é composto por partículas extremamente pequenas
denominadas átomos.
Os átomos de um mesmo elemento são idênticos entre sí; os átomos
de elementos diferentes são diferentes e têm propriedades diferentes
(entre as quais massas diferentes).
Nas reacções químicas, os átomos de um elemento não se
transformam em outros tipos de átomos, nestas reacções não há
criação nem destruição de átomos.
Os compostos se formam quando os átomos de dois ou mais
elementos, se combinam; um certo composto tem sempre a mesma
espécie de átomos e o mesmo número relativo de átomos.

De acordo com a teoria atómica de Dalton, os átomos são as unidades


constituitivas da matéria. São as menores partículas de um elemento
que têm a identidade química do elemento. Dalton chegou à
conclusão da existência dos átomos a partir de observações
indirectas; poderosos instrumentos dos dias de hoje permitem
resgistrar as imagens dos átomos. Como afirmam os postulados da
teoria de Dalton, um elemento tem apenas uma espécie de átomo,
enquanto um composto tem átomos de dois ou mais de dois
elementos.
A teoria de Dalton explicava as diversas leis simples da combinação
química que eram conhecidas na época. Uma delas era a lei da
composição constante “Num dado composto, são constantes as
espécies e os números relativos dos átomos. Esta lei é a base do
postulado 4. Outra lei química fundamental era a lei da conservação
33

da massa ( também conhecida como lei da consevação da matéria): A


massa total dos materiais formados numa reacção é exatamente igual
à massa total dos materiais antes da reacção. Esta lei é a base do
postulado 3. Dalton afirmava que os átomos mantinham as
respectivas identidades durante as reacções químicas e que estas
reacções eram simplesmente a reorganização dos átomos em
combinações químicas diferentes das originais.
Uma boa teoria não apenas explica factos conhecidos, mas também
prevê novos factos. Dalton usou sua teoria para produzir a lei das
proporções múltiplas: Se dois elementos A e B se combinam para
formar mais de um composto, as massas de B que se combinam com
a massa de A estão entre si na razão de pequenos números inteiros.

Sumário
Várias teorias foram lançadas com o propósito de explicar a estrutura
da matéria. A teoria de Dalton assente em três postulados é uma delas
e resume-se no seguinte: Cada elemento é composto por átomos;
átomos de um mesmo elemento são idênticos entre si ; numa reacção
química não há criação nem distruição de átomos.
Exercícios
1.
a) Diferencie os termos elemento, composto e mistura.
b) Qual é a propriedade atómica mais importante na teoria
atómica de Dalton.
c) Utilizando reacções hipotéticas entre os elementos X e Y.
Descreva experimentos que ilustrem as três leis das
transformações químicas e mostre como a teoria atómica de
Dalton explicaria cada uma delas.

N.B: Entregar todas alíneas do exercício 1.

1. Qual é a estrutura da matéria?


R: A matéria é constituída por átomos.
2. O que são átomos?
Auto-avaliação
R: Átomo é a menor particula da substância considerada indivisível.
35

Unidade no.5-Q0048

Tema: Estrutura
dassubstâncias e princípio da
estequiometria
Introdução
Depois de termos falado sobre a estrutura da matéria, nesta unidade
iremos abordar questões relativas a estrutura das substâncias por
forma a que possamos compreender um conjunto de manifestações
que nelas ocorrem.
Um outro aspecto que merecerá destaque na presente unidade é o
cálculo estequiométrico.
Caro estudante, aceita fazer parte desta discussão? Então seja bem
vindo.
Ao completer esta unidade você será capaz de:

 Identificar as estruturas das diferentes substâncias, com base na


utilização de fórmulas químicas.
 Comparar as diferentes estruturas das substância, tendo como base
Objectivos a relação entre os átomos e a sua distribuição na malécula ou
composto.
 Traduzir qualitativa e quantitativamente as fórmulas químicas
 Determinar a fórmula empírica a partir da análise elementar.
 Aplicar o conceito de valência na escrita das fórmulas químicas.
 Aplicar as leis ponderais no estudo dos fenómenos químicos.

Estrutura das Substâncias


36

Descoberta da estrutura atómica


Os cientistas dispõem, nos dias de hoje, de grande arsenal de
equipamento avançado para observar com minuciosos detalhes as
propriedades dos átomos, por isso temos grande conhecimento sobre
a estrutura dos átomos. Há 150 anos, porém, os cientistas
imaginavam os átomos como corpos indivisíveis, pequeninas esferas,
indestrutíveis e imutáveis. A partir de 1850, porém, acumularam-se
informações que sugeriam que os átomos eram constituídos por
partículas pequeníssimas, as partículas sub-atómicas.

Raios catódicos e electrões


Em meados de século XIX, os cientistas principiaram a investigar a
descarga eléctrica em gases rarefeitos (que enchiam tubos de vidro
parcialmente evacuados). A aplicação de voltagem elevada provoca
radiação no interior do tubo.
Esta radiação conhecida como raios catódicos, pois se origina no
eléctrodo negativo, o cátodo. Embora os raios não possam ser vistos,
o respectivo movimento pode ser investigado, pois provocam a
emissão de luz, a fluorescência, ao atingirem certos materiais; é o que
acontece com o vidros do tubo (Os tubos de imagem da televisão são
tubos de raios catódicos. A imagem é o resultado da fluorescência da
tela do tubo). Na ausência de campos magnéticos ou eléctricos, os
raios catódicos avançam em linha recta. Os campos magnéticos ou
eléctricos provocam a curvatura dos raios, como se fossem
constituídos por partículas com carga eléctrica negativa. Além disso,
um eléctrodo metálico exposto aos raios catódicos adquire carga
negativa.
Essas observações sugeriam que os raios catódicos eram constutidos
por uma corrente de partículas com carga negativa, partículas que
hoje, denominamos eléctrões. Além disso, descobriu-se que os raios
catódicos emitidos por materiais diferentes eram sempre os mesmos.
O conjunto de observações acumuladas levou à conclusão de que os
electrões eram uma componente fundamental da matéria. Em 1897, o
Físico británico J. J. Thompson (1856-1940), determinou a razão
entre a carga eléctrica e a massa de um electão, usando um tubo de
raios catódicos.

Isótopos, número atómico e número de massa


O que faz o átomo de um elemento ser diferente do de um outro
elemento? A resposta desta pergunta está baseada no números de
protões no núcleo dos átomos: Todos os átomos de um elemento tem
o mesmo número de protões no núcleo. Este número de protões é
característico dos núcleos de cada elemento. Além disso, como carga
37

eléctrica do átomo é nula, o número de protões é igual ao número de


electrões.
Por exemplo, todos os átomos de carbono têm seis protões e seis
electrões. A maioria dos átomos de carbono têm também, seis
neutrões, mais alguns átomos têm mais neutrões outros menos
neutrões.
Os átomos de um certo elemento que tenham números diferentes de
neutrões, e por isso que tenham massas diferentes, são denominadas
isótopos. O símbolo 126C ou simplesmente 12C (lê-se carbono 12),
representa o átomo de carbono com seis protões e seis neutrões. O
número de protões, que é o número atómico, aparece no índice
inferior à esquerda.
A massa atómica de um elemento é a massa média relativa dos
isótopos daquele elemento referentes à massa atómica do carbono-12
(exactamente 12,0000...uma).

Fórmula Molecular e Empírica


As fórmulas químicas que indicam os números e tipos de átomos
reais numa molécula, são as fórmulas moleculares. As fórmulas que
dão somente os números relativos de átomos de cada tipo de
molécula são as fórmulas empíricas.
Os índices numa fórmula empírica são sempre os menores números
inteiros que representam as razões entre os átomos. Por exemplo, a
fórmula molecular do peróxido de hidrogénio é H2O2 , e a fórmula
empírica, HO. A fórmula molecular do etileno é C2H4, e a empírica,
CH2. Muitas substâncias têm idênticas fórmulas molecular e
empírica, como é o caso da água, H2O.
As fórmulas moleculares proporcionam mais informações sobre as
moléculas do que as fórmulas empíricas.
Sempre que a fórmula molecular de um composto for conhecida, é
possível determinar a respectiva fórmula empírica. O inverso não é
verdade; se conhecermos a fórmula empírica de uma substância não
poderemos determinar sem outras informações, a sua fórmula
molecular.
Por que então os químicos se preocupam com as fórmulas empíricas?
Conhecida a fórmula empírica, outras experiências proporcionam
informações indespensáveis, para convertê-la na fórmula molecular.
Além disso há substâncias, como o carbono elementar, que não
existem como moléculas isoladas. Para essas substâncias devemos
usar as fórmulas empíricas. Assim, o carbono é representado pelo seu
símbolo químico, C¸que é a sua fórmula empírica.
38

Representação da moléculas-Fórmula estrutural

A fórmula molecular de uma substância resume a sua composição,


mas não mostra como é a molécula. Um outro tipo de fórmulas
mostra como os átomos se unem. Por exemplo, as fórmulas da água,
do peróxido de hidrogénio e do metano (CH4), podem ser descritas
estruturalmente. (represente no teu caderno a estrutura dos referidos
compostos)
Estas fórmulas são fórmulas estruturais. As fórmulas estruturais de
uma substância mostram como se unem os átomos no interior da
molécula. Os átomos são representados pelos símbolos químicos e
pequenos traços, que entre eles representam as ligações que mantém
a união entre os átomos. Usualmente uma fórmula estrutural não
mostra a geometria real da molécula, isto é, os ângulos reais das
ligações entre os átomos. Pode-se porém, desenhar uma fórmula
estrutural em perspectiva, a fim de propiciar uma visão
tridimensional da molécula.
As fórmulas químicas, por um lado indica-nos a espécie ou o tipo de
átomos presentes num determinado composto (significado
qualitativo) e por outro lado indica-nos o número dos referidos
átomos (significado quantitativo), dai poder afirmarmos que as
fórmulas químicas expressam um sentido qualitativo e quantitativo.
Exemplo: H2O – O composto é contituido pelo Hidrogénio e
Oxigénio (significado qualitativo); estão presentes no composto, dois
átomos de hidrogénio e um átomo de oxigénio (significado
quantitativo).

Fórmula molecular a partir da fórmula empírica

Não nos esqueçamos que as fórmulas obtidas pela composição


percentual são sempre fómulas empíricas. Podemos ter a fórmula
molecular a partir da fórmula empírica se for conhecido o peso
molecular do composto. Os índices da fórmula molecular de uma
substância são sempre múltiplos inteiros dos índices correspondentes
das fórmulas empíricas.
O factor multiplicativo se encontra pela comparação entre o peso
formal dado pela fórmula empírica e o peso molecular.

Exercício resolvido.
A fórmula empírica do mesoetileno, hidrocarboneto que comparece
em pequenas quantidades no petróleo bruto, éC3H4. O peso molecular
deste hidrocarboneto é 121 u.m.a. Qual é a fórmula molecular do
mesoetileno?
39

Resolução: Temos a fórmula empírica e o peso molecular do


mesoetileno, e se quer determinar a fórmula molecular.
Os índices da fórmula molecular são múltiplos inteiros dos índices
correspondentes da fórmula molecular empírica. A fim de encontrar o
multiplicador apropriado, comparamos o peso molecular com o peso
formal correspondentes à fórmula empírica.

Calculamos inicialmente o peso formal do C3H4:

3(12,0 u.m.a) + 4(1,0 u.m.a) + 40,0 u.m.a.

Dividimos depois o peso molecular pelo peso formal, a fim de ter o


factor multiplicativo dos índices da fórmula C3H4 :

PM 121
= = 3,02
PF 40,0

Somente razões expressas por números inteiros têm sentido, pois


estamos tratando de números de átomos. O 3,02 que apareceu deve
ser o resultado de pequeno erro experimental no peso molecular. Por
iso arredondamos o resultado e multiplicamos cada índice da fórmula
empírica por 3 para termos a fórmula molecular: C9H12

Determinação da fórmula empírica


A fórmula empírica de uma substância nos informa o número relativo
de átomo de cada elemento que ela contém.
Assim, a fórmula H2O nos diz que a água tem dois átomos de H para
cada átomo de O. Esta razão também se aplica ao nível dos moles;
assim 1 mol de átomos de H2O contém dois moles de átomos de H e
um mol de átomos de O. Inversamente, a razão entre o número de
moles de cada elemento num composto dá o índice correspondente
do elemento na fórmula empírica do composto. O conceito de mol,
portanto, proporciona maneira de se calcularem as fórmulas
empíricas de substâncias químicas, como mostram os exemplos que
se seguem.
O mercúrio forma um composto com o cloro que tem 73,9% de
mercúrio e 26,1% de cloro. Isto significa que, se tivermos uma
amostra de 100g de sódio, a amostra conterá 73,9g de mercúrio, Hg,
e 26,1g de cloro, Cl. (O tamanho da amostra pode ser qualquer, e
escolhemos os 100g para que o cálculo das massas seja imediato). Se
40

dividirmos cada massa pelo peso atómico do elemento, teremos o


número de moles de cada elemento em 100g:

1moldeHg
73,9g de Hg ( ) = 0,368 mol de Hg
200,6 gdeHg
1moldeCl
26,1 g de Cl ( ) = 0,735 mol de Cl
35,5 gdeCl

Dividindo o maior número pelo menor obtemos a razão 1,99 mol de


Cl /1 mol de Hg. Em virtude de erros experimentais, o resultado não
é razão de números inteiros exactos. Nesta caso, a razão é muito
próxima de 2/1, e podemos escrever que a fórmula do composto é
HgCl2. Esta é a fórmula mais simples, ou empírica, pois os índices
são os menores inteiros que exprimem a razão correcta entre os
átomos presentes.

Valência: É a capacidade de combinação que um detrminado


elemento apresenta.
Exemplo: Quando dissemos que o Na tem valência 1, significa que
durante as reacções químicas para formação a formação de
compostos, o Na participa com apenas um único electrão de valência.

Princípio de estequiometria
Leis ponderais e cálculos estiquiométricos
Lei das proporções constantes e lei das relações múltiplas

As profundas ideias de Lomonossov em relação à estrutura da


matéria, não foram compreendidas pelos seus contemporâneos. Além
do mais, a verificação experimental dos seus pontos de vista era
impossível naquela época. Por isso, a elaboração da teória atómico-
molecular na segunda metade do eculo XVIII não foi desenvolvida.
Para a formação definitiva desta teoria faltava o conhecimento das
leis das relações entre as quantidades das substâncias reagentes e as
formadas depois das reacções químicas. Estas leis foram descobertas
apenas no fim do século XVIII e no fim do século XIX.
Em consequência da determinação da lei da conservação da massa, a
partir do século XVIII, os métodos quantitativos de investigações
adquiriram uma sólida posição na química. Foi estudada a
composição quantitativa de muitas substância. Além disso, foi
descoberta a lei das proporções constantes:
41

As proporções entre as massa dos elementos que entram na


composição dum composto são constantes e não dependem do modo
de obtenção deste composto.

Muitos elementos, combinando-se uns com os outros, podem formar


substâncias diferentes, cada qual determinando-se por uma proporção
determinada entre as massas destes elementos. Assim, o carbono
forma com o oxigénio dois compostos. Um destes é o óxido de
carbono (II) ou o monóxido de carbono que contém 42,88 % (mass)
de carbono e 57,12 % (mass.) de oxigénio. O segundo composto, o
dióxido ou óxido de carbono de carbono (IV) contém 27,29% (mass)
de carbono e 72,71 % (mass.) de oxigénio. Ao estudar compostos
esmelhantes, Dalton em 1803, estabeleceu a lei das relações
múltiplas:

Se dois elementos formam um com outro diversos compostos


químicos, nestes compostos as diversas massas dum elemento,
proporcionadas à mesma massa doutro elemento, estão relacionados
entre si como pequenos números inteiros.

Dalton defendia a teoria atómica da estrutura da substância.


A lei testemunhava directamente que os elementos entram na
composção de compostos apenas em proporções determinadas.
Calculemos, por exemplo, a massa do oxigénio combinada com a
mesma quantidade de carbono durante a formação do óxido de
carbono (II) e do óxido de carbono (IV). Para tal, dividimos o valor
do teor de oxigénio contido em cada óxido pelo o de carbono. Deste
modo, obtemos um valor da massa de oxigénio no óxido de carbono
(IV) duas vezes maior do que no óxido de carbono (II), para a mesma
massa de carbono.

Sumário
A semelhança da matéria que estruturalmente é constituída por
átomos, as substâncias também possuem a sua estrutura. Avanços
tecnológicos e pesquisas científicas em meados do século XIX, tais
como a descoberta do electrão, a questão dos isótopos e o fenómeno
de radioactividade, colocaram em questão a teoria atómica de Dalton,
permitindo o avanço da química nesta área.
42

Exercícios
Exercício 1
.
a) O enxofre forma dois compostos com o flúor. Em um deles,
observa-se que 0,447g de enxofre está combinado com 1,06
g de flúor e no outro, 0,438g de enxofre está combinado com
1,56g de fluor. Mostre que estes dados ilustram a lei das
proporções múltiplas.
b) O nitrogénio forma vários compostos diferentes com o
oxigénio. Em um deles (chamado gás hilariante), observa-se
que 2,62g de nitrogénio estão combinados com 1,50 g de
oxigénio. Em outro (um dos principais poluentes de ar),
0,655g de nitrogénio está combinado com 1,50g de oxigénio.
Mostre que estes dados demonstram a lei das proporções
múltiplas.
c) Enuncie a lei das proporções constantes e a lei das
Proporções múltiplas.
d) Uma amostra de um gás de cor castanha, um dos principis
poluentes do ar, contém 2,34g de Ne 5,34g de O. Qual é a
fórmula empírica (mínima) do composto?
e) Qual a fórmula empírica de um composto formado de 43,7%
de P e 56,3 de O, em peso?
f) Sabe-se que 0,1000g de álcool etílico (álcool de cereais),
que contém apenas carbono, hidrogénio e oxigénio,
reagiram completamente com o oxigénio para dar os
produtos CO2 e H2O. Estes produtos foram recolhidos
separadamente e pesados. Encontrou-se 0,1910g de CO2 e
0,1172g de água. Qual é a formula empírica do composto.
g) Um liquido incolor usado em motores de foguetes, cuja a
fórmula empírica é NO2, tem um peso molecular de 92,0.
Qual é a sua fórmula molecular?
N.B Durante a resolução dos exercícios, usem todos os
presupostos possiveis, por forma a torna as respostas mais
enriquecidas e com um maior nível de coerência científica.
43

1. O que são isótopos.


R: São átomos de um mesmo elemento e que apresentam um mesmo número
atómico mas diferem no número de massa.
Auto-avaliação 2. Dê o conceito de valência.
R: Valência é a capacidade de combinação de um determinado elemento
químico.
45

Unidade no.6-Q0048

Tema:Representação
simbólica de uma reacção
química
Introdução

Caro estudante, na natureza encontramos diferentes seres vivos e entre eles


estabelecem diferentes tipos de comunicação, usando diferentes símbolos. A fim
de se comunicarem, os seres humanos utilizam as letras, que no seu conjunto
formam as palavras e através da articulação vocal emitem sons que são
descodificados apenas pelos entendedores deste tipo de linguagem.
A química como ciência também possui a sua própria linguagem e esta linguagem
pode ser compreendida e descodificada por individuos ligados a química.
Nesta unidade o prezado estudante é convidado a uma discussão a volta desta
forma de se comunicar em Química.
Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Usar a linguagem química no estudo dos fenómenos


químicos.

Objectivos  Representar os fenómenos químicos, por meio de


símbolos químicos.
46

Representação simbólica das reacções químicas

Antes porém de iniciarmos a discussão sobre a representação simbólica das


reacções químicas, é importante lembrarmo-nos do conceito das reacções
químicas.
A química é uma ciência dinâmica, ela se preocupa com o estudo das
transformações de substâncias. Desde os níveis iniciais do tratamento da química,
ao nível do Ensino Secundário Geral, as reacções químicas foram definidas como
sendo a transformação de substâncias em outras substâncias.

Analisemos atentamente o seguinte cas:


Na maioria das vezes em Moçambique e não só, usa-se grade de ferro para vedar
os acessos de uma moradia, todavia os proprietários das referidas moradias
regularmente pintam as grades para proteger o metal de que esta é fabricada.
Passado algum tempo, mesmo que pintando as grades, verifica-se o desgaste do
metal ferro de que a grade é feita (corrosão) e a aparição de um pó vermelho na
superfície da grade, a que de uma forma comum chamamos por ferrugem.

Porquê é que devemos proteger o ferro? Qual é a razão do acima sucedido? O


que é que aconteceu com o ferro? De onde é que vem o pó vermelho?

Estas perguntas são importantes para compreendermos a essência das reacções


químicas.
As substâncias químicas, em função de determinadas condições podem interagir
com outras substâncias do meio, transformando-se noutras substâncias, e durante
esta transformação não ocorre a transformação de átomos de uma espécie para
outra, mas sim ocorre um rearranjo de átomos através da rotura das ligações
iniciais e a formação de novas ligações, formando-se assim novas entidades
químicas (átomos, moléculas, compostos ou iões).
O metal ferro (matéria inicial), com o símbolo químico Fe, pelo facto de
apresentar propriedades redutoras, o que lhe permite ceder electrões, quando em
contacto com oxidantes (obser: este assunto será discutido aos pormenores a
quando do tratamento das reacções redóx) como o oxigénio húmido, interagi
formando a ferrugem (matéria final).

Note Bem: Os átomos de ferro não se transformaram nos átomos da ferrugem, mas
sim tiveram um novo agrupamento e rearranjo, através da formação de novas
ligações com os átomos de oxigénio e hidrogénio. (veja a equação 1)

Equação 1: 4Fe(s) + 3O2 (g) + 2*H2O  2(Fe2O3 . *H2O) (s)

Observações
47

Conceito: É a transformação que se opera ao nível das ligações entre os


átomos ou moléculas, resultando na formação de novas entidades químicas,
como resultado da combinação atómica ou molecular.
Durante as reacções químicas ocorre:
A rotura das ligações iniciais entre os átomos e moléculas
Rearranjo de átomos
Formação de novas ligações
Formação de novas entidades químicas
Transferência de energia, de electrões e de protões.
Mudança das propriedades macroscópicas e microscópicas

Durante as reacções químicas não ocorre:


A transformação de átomos de um determinado elemento, em átomos de um outro
elemento químico.

Reacção química:

Representação Nome do Significado


gráfica do símbolo do símbolo
símbolo
seta Forma-se
+ (nos reagentes) Sinal mais Reage com
+ (nos produtos) Sinal mais Separação dos
produtos
formados
(s) (l) (g) (Cr) Letras: S; L; Sólido;
G e Cr do líquido;
alfabeto gasoso e
grego cristalino
(respectivame
nte)
(aq) Solução aquosa
(dissolvido na água)
Seta para baixo Precipita-se

Seta para cima Evapora ou liberta-se


Duas setas em sentidos Equilíbrio químico 48
contrários

_ Sinal menos Exclusão de um produto

∆H Delta H Variação de entalpia

∆G Delta G Energia livre

∆t Delta T Variação de
temperatura

Reacções químicas há em toda parte, quando a energia eléctrica se extingue e se


acende uma vela com um fósforo, já curiosamente ocorreram duas reacções.
De uma forma geral, as reacções químicas são representadas por símbolos
químicos, e no caso vertente são as equações químicas:

Equações químicas: É a forma abreviada de representar um fenómeno químico


(reacção química)

Uma equação química descreve o que acontece quando ocorre uma reacção
química, nelas são utilizadas fórmulas para que tenhamos uma visão do que
acontece com as substâncias envolvidas antes e depois da reacção. Como um
exemplo, considere o que acontece quando uma mistura de zinco (Zn) e enxofre
(S) pulverizados entra em combustão.

Equação 2: Zn + S  ZnS

As duas substâncias representadas à esquerda da seta, Zn e S, são denominadas


reagentes (substâncias que interagem ou reagem para formar outras substâncias),
estas substâncias são as que existiam antes da ocorrência da reacção. A direita da
seta temos a fórmula do sulfureto de zinco (ZnS), que é o produto da reacção
(substância que se forma depois da reacção).
Neste exemplo, temos a formação de apenas uma única substância, de modo que
existe apenas um único produto. Em muitas reacções químicas, como veremos há
mais de um produto. Cada um dos símbolos que constam numa reacção química
possuem significados específicos.
49

Símbolos químicos e seus significados

Note Bem: O autor apenas apresenta alguns dos símbolos mais simples e os que
frequentemente aparecem nas equações químicas comuns.
O estudante pode acrescentar esta lista, introduzindo outros símbolos que os achar
pertinentes.

Sumário
A Química como ciência, ela possui a sua própria linguagem, esta linguagem é
graficamente representada por um conjunto de simbólos, a que chamamos de
simbólos químicos.
Os símbolos químicos são utilizados na escrita de fórmulas químicas, bem como
da representação de um fenómeno químico (reacção química), por meio de
equações químicas.
Exercícios
1- Quantos átomos de cada elemento estão representados em cada lado da
seta na equação abaixo?

Mg(OH)2 + 2HCl  MgCl2 + 2H2O

a) Reescreva a equação do número 1, indicando que Mg(OH)2 é um sólido,


HCl e MgCl2, estão diluídos em água e H2O é um líquido.

R: Entregar os exercícios 1.
50

1. O que é uma reacção química?


R: É a transformação que se opera ao nível das ligações
entre os átomos ou moléculas, resultando na formação de
Auto- novas entidades químicas, como resultado da combinação
avaliação atómica ou molecular.
2. O que é uma equação química?
R: É a forma abreviada de representar um fenómeno
químico (reacção química)
51

Unidade no.7-Q0048
Tema:Significado
Qualitativo e quantitativo
da equação química
Introdução

Caro estudante, na unidade anterior vimos que as reacções químicas são


representadas por meio de equações químicas.
A equação química a semelhança dos outros símbolos químicos faz parte da
linguagem química e como tal traduz um significado.
Nesta unidade o estudante fará parte da discussão acerca do significado qualitativo
e quantitativo da equação química.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Aplicar o significado da equação química no estudo de


fenómenos químicos e nos cálculos estequiométricos.
Objectivos

Significado qualitativo e quantitativo da equação


química
Para o cumprimento das metas previstas, comecemos por discutir um pouco a
volta daquilo que são alguns dos aspectos ligadosn as equações, aspectos estes
tais como: linguagem química e o seu significado.
Para além dos símbolos químicos, as equações químicas contêm outras
componentes que ajudam a compreender a essência do seu significado e estas
componentes são os coeficientes:
52

Coeficientes
Considere, por exemplo, a reacção entre os gases H2 e O2 para formar H2 O. É
fácil perceber que para levar em conta os dois átomos de oxigénio na molécula
de O2, devemos usar duas moléculas de hidrogénio, obtendo como resultado
duas moléculas de H2 O. A equação que representa este processo é então descrita
para reflectir estas considerações:

Equação 3: 2H2 + O2 2H2O

Os números em frente das fórmulas são chamados coeficientes, e indicam o


número de moléculas de cada espécie nos reagentes e nos produtos. Assim, 2H2
significa duas moléculas de H2 e 2H2O significa duas moléculas de H2O.
Quando o coeficiente é 1 (um), ele não é escrito (logo o coeficiente de O2 é 1).
Os coeficientes são necessários para fazer com que uma equação química seja
compatível com a lei da conservação de massa, com o mesmo número de átomos
de cada elemento a esquerda e a direita da seta. Quando este objectivo é
alcançado, dizemos que a equação está balanceada (ou equilibrada).

Significado Qualitativo das equações químicas


As equações químicas traduzem um significado qualitativo das reacções
químicas. A tradução do significado qualitativo consiste na indicação do tipo de
átomos que participam numa determinada reacção química, os estados físicos,
bem como alguns aspectos que constituem ema simples indicação qualitativa.
Para compreendermos o acima descrito, olhemos para o seguinte exemplo de
equação química:

Equação 4: C (s) + O (g) CO2 (g)

A equação acima representada, em termos qualitativos significa o seguinte:


Átomos de carbono no estado sólido, reagem (ou combinam-se) com átomos de
oxigénio gasoso para formarem moléculas de dióxido de carbono no estado
gasoso.
Veja que limitamo-nos apenas a indicar as espécies químicas que participam na
reacção e não as quantidades das mesmas e para tal é necessário olhar para a
questão do significado qualitativo.

Significado quanitativo das equações químicas


As equações químicas traduzem aspectos quantitativos ligados as reacções
químicas, elas indicam o número de átomos de um dado elemento presente numa
reacção, o número de moles, o número de moléculas, e entre outros.
O acima descrito mostra-nos que com base numa equação química podemos
conhecer as quantidades dos elementos, moléculas ou compostos que participam
numa reacção química.
53

Voltemos a analisar a equação 3 (veja a equação 3): Em termos quantitativos


significa que 4 (quatro) átomos de hidrogénio ou 2 (duas) moléculas de
hidrogénio, combinam-se com 1(uma) molécula de oxigénio ou 2 (dois) átomos
de oxigénio, para formar 2 (duas) moléculas de água.

Depois de termos discutido a questão relativa ao significado qualitativo e


quantitativo das reacções químicas, aspectos estes à volta das reacções químicas,
iremos penetrar um pouco ao fundo deste assunto para percebermos e
compreender-mos melhor o que se processa durante estas reacções.

Sumário
A equação química é a forma abreviada de traduzir um fenómeno químico. A
semelhança das fórmulas químicas, as equações químicas elas traduzem
qualitativa e quantitativamente as reacções químicas.
A tradução do significado qualitativo e quantitativo, permite-nos estudar os
fenómenos químicos e determinar um conjunto de aspectoas tais como: o
número de moles que participam numa reacção; o volume gasto e ou formado; o
reagente limitante, entre outros.

Exercícios
1. Das reacções que se seguem, indique o significado qualitativo e
quantitativo das mesmas:

a. 2NO(g) + O2(g) 2NO2(g)

b. C6H12O6 + 6O 2 6CO2 + 6H2O

c. 2Li(s) + 2H2O(l) 2LiOH(aq) + H2

d. 5SF4 + 2I2O5 4IF5 + 5SO2

e. 2NH3(g) + CO2(g) (NH2)2CO(aq) + H2O(l)

N.B:Entregar todas alíneas do exercício 1


54

1. O entendes por significado qualitativo?


R: A indicação do tipo de átomos que participam numa
reacção..
Auto-
2. O que entendes por significado quantitativo?
avaliação
R: É indicação do número de átomos, de moles, molécuals e
de gramas, das entidade químicas que participam numa
reacção.

Instruções para o estudo dos conteúdos do manual

 Como pudera notar os conteúdos apresentados no manual, oferecem a ti caro


estudante, um entendimento básico e fundamental para o desenvolvimento de
determinadas competências específicas, mediante a resolução dos exercícios e tarefas de
auto-avaliação

 Sugerimos que faça um aprofundamento dos conteúdos apresentados no


manual, recorrendo-se das seguinte referências bibliográficas e autores, para o efeito:
 N.Glinka: Química Geral.Editora Mir Moscovo, 1984.
 Raymond e Chang; Seiko e plane; António Sardella; e outros livros e
autores.
 Estas obras estão disponíveis na Biblioteca do CED, podendo serem tiradas
fotocópias ou consultadas.
 As referidas obrsa também contêm exercícios, sugerimos que resolva esses
exercícios, ainda que não seja para entregar, contudo podem constituir matéria de
avaliação para testes e outros.

Critérios de avaliação das tarefas do manual.


 Vocé deverá entregar todos exercícios indicados para serem entregues, a não
entrega implica diminuição na nota.
55

 A quantificação total dos exercícios correctos é a de 20 valores.


 Os exercícios que exigem maior reflexão e trabalho de campo por parte do
estudante são os de maior cotação.
 Deve ser evitado o plágio de respostas.
 Procure ser mais criativo na apresentação das respostas, priorize o
estabelecimento da relação entre a teoria e a prática, bem como a resolução de situações
concretas.
 A apresentação técnica e coerência textual deve ser algo a ter em conta.
 O grau de cientificidade das respostas com recurso a termos de natureza
científica e técnica deve constituir aspecto a considerar.
 A apresentação de conclusões e recomendação de forma clara e objectiva
deverá ser potenciada.
57

Unidade no. 08-Q0048

Tema: O historial da tabela


Periódica
Introdução
Caro estudante, nesta unidade és convidado a uma discussão a volta
da tabela periódica (um grande instrumento para o estudo e
desenvolvimento da Química) dos elementos. O estudo da tabela
periódica irá permitir-lhe compreender uma série de questões
relativas as propriedades químicas e físicas dos elementos químicos.
Antes porém de estudarmos com detalhes a tabela periódica, achamos
pertinente, discutir o historial deste valioso instrumento. Seja bem
vindo.
Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer o historial do desenvolvimento da tabela periódica.


 Compreender e explicar a periodicidade dos elementos, usando
para o efeito os trabalhos de Mendeleev, incluindo as suas
Objectivos previsões.
 Diferenciar a lei periódica antiga da lei periódica moderna.
 Reconhecer o estado da tabela periódica actual como resultado de
um percurso histórico do desenvolvimento da mesma.

O historial da tabela periódica

Contextualização

Por volta de 1800 os cientistas conheciam cerca de trinta elementos


químicos. Com o tempo, novos elementos foram sendo descobertos.
58

Na metade daquele século esse número já havia duplicado. Hoje são


mais de cem elementos conhecidos.

Os químicos do século XIX rapidamente perceberam como os


elementos químicos apresentam comportamentos muito variados. Um
dos grandes desafios dos químicos dessa época foi explorar a grande
variedade de comportamentos dos elementos químicos e tentar
enxergar uma certa ordem nela.

Embora vários químicos tenham contribuído para atingir esse


objectivo, o grande mérito normalmente é creditado ao russo Dmitri
Mendeleev, que elaborou uma maneira de organizar os elementos
químicos de acordo com suas propriedades e que é usada ainda hoje.
Mais do que isso, o método de classificação de Mendeleev permitiu a
ele fazer previsões surpreendentes. Ele chegou a antever a existência
de elementos químicos que ainda não tinham sido descobertos e,
mais do que isso, a prever algumas das propriedades desses
elementos e de compostos que eles formariam. Mendeleev teve uma
vida suficientemente longa para ver muitas de suas previsões
confirmadas pelo trabalho de outros cientistas.

Credita-se a Mendeleev o mérito de ter elaborado a ideia que


conduziu `a tabela periódica dos elementos, um dos instrumentos de
consulta mais utilizados pelos químicos em todo mundo.

É importante compreender que Mendeleev, não foi o único ciestista


que se preocupou em compreender as relações entre os elementos,
bem como a organização dos mesmos. Por forma a compreendermos
melhor, este processo de evolução da tabela periódica, até aos nossos
dias, iremos apresentar as contribuições dos diferentes cientistas,
começando por Dobereiner (o mais clássico), até o Moseley (o
responsável pela tabela periódica actual).
59

As tríadas de Döbereiner
No início do século XIX valores aproximados para a massa dos
átomos de alguns elementos (denominada massa atómica) haviam
sido estabelecidos.

Em 1829, o químico alemão Johann Döbereiner, analisando três


elementos quimicamente semelhantes- o cálcio (Ca), o estrôncio (Sr)
e o barrio (Ba)- percebeu uma relação simples entre suas massas
atómicas: a massa do átomo de estrôncio apresenta um valor bastante
próximo da media das massas atómicas do cálcio e do barrio.

Ele também observou o mesmo efeito para outras tríadas (trios) de


elementos químicos, por exemplo, cloro/bromo/iodo e
enxofre/selénio/telúrio.

Os químicos da época não se impressionaram muito com as


observações de Döbereiner e estas passaram praticamente
despercebidas. Seu mérito foi ter sido, aparentemente, o primeiro a
mostrar relações entre elementos conhecidos.

O parafuso telúrico de Chancourtois

Em 1862, o geólogo francês Alexandre Chancourtois (1819-1886)


dispôs os elementos químicos conhecidos em ordem crescente de
suas massas atómicas numa linha espiral em volta de um cilindro. Tal
disposição ficou conhecida como parafuso telúrico de Chancourtois
(telúrico significa relativa `a Terra). Ao redor do cilindro foram feitas
dezasseis divisões, e os elementos com propriedades semelhantes
apareciam uns sobre os outros em voltas consecutivas da espiral.
Chancourtois estava sugerindo que as propriedades dos elementos
estavam relacionadas ao número que o elemento ocupava na
sequência. As regularidades que ele encontrou não funcionam para
todos elementos conhecidos e a ideia não recebeu muita atenção.
60

As oitavas de Newlands

Em 1864, o inglês John Newlands, um amante da música, organizou


os elementos em ordem crescente de suas massas atómicas em linhas
horizontais, contendo sete elementos cada. O oitavo elemento
apresentava propriedades semelhantes ao primeiro e assim por diante,
numa relação periódica que lembra a periodicidade das notas
musicais.

A essa repetição de propriedades dentro da sequência o químico


inglês deu o nome de lei das oitavas. Por buscar essa relação entre
Química e Música, Newlands sofreu o desprezo e o escárnio dos
membros da sociedades de Química de Londres. Ao apresentá-lo aos
membros dessa entidade, um deles teria perguntado sarcasticamente
se ele já teria tentado organizar os elementos na ordem alfabética das
letras iniciais dos nomes.

Entretanto seu trabalho foi reconhecido cerca de duas décadas mais


tarde, por ser um precursor das ideias de Mendeleev. O grande mérito
de Newlands foi a de introduzir a ideia da periodicidade das
propriedades dos elementos em função das massas atómicas.

Mendeleev: periodicidade e previsões

Dmitri Mendeleev foi professor universitário na Rússia e fez uma


importante descoberta na história da Ciência enquanto estava
escrevendo um livro de Química. Ele registrou as propriedades de
cada um dos elementos químicos conhecidos (na época eram 63; hoje
são mais de 100) em fichas de papel, cada ficha para um elemento.
Manipulando as fichas, na tentativa de encadear as ideias antes de
escrever determinada parte da obra, Mendeleev percebeu algo
extraordinário.

Como já dissemos, na época já havia evidências científicas de que os


átomos de cada elemento têm massas diferentes. Mendeleev
61

organizou as fichas de acordo com a ordem crescente da massa dos


átomos de cada elemento. Notou que nessa sequência apareciam, a
intervalos regulares, elementos com propriedades semelhantes, de
modo semelhante ao que Newlands fizera.

Havia uma periodicidade, ou seja, uma repetição nas propriedades


dos elementos. Entre os muitos exemplos de elementos com
propriedades semelhantes, podemos citar:

 Sódio (Na), potássio (K) e rubídio (Rb)— reagem


explosivamente com a água; combinam-se com o cloro e o
oxigénio formando, respectivamente, compostos de fórmulas ECl
e E2O (E representa o elemento);
 Magnésio (Mg), cálcio (Ca) e estrôncio (Sr)—Reagem com água,
mas não tão violentamente; combinam-se com o cloro e o
Oxigénio formando, respectivamente compostos de fórmulas
ECl2 e EO.

Em 1869, Mendeleev pôde organizar os elementos em uma tabela, na


qual aqueles com propriedades semelhantes apareciam numa mesma
coluna. Elaborando melhor sua descoberta, ele percebeu que
pareciam estar faltando alguns elementos para que ela fosse
completa. Mendeleev resolveu, então, deixar alguns locais em branco
nessa tabela, julgando que algum dia alguém descobriria novos
elementos químicos que pudessem ser encaixados nesses locais, com
base em suas propriedades. Ele chegou, até, a prever algumas das
propriedades que esses elementos teriam.

Abaixo do silício, por exemplo, Mendeleev suspeitou que deveria


existir um elemento que ele denominou eka-silício e cujas
propriedades previu (eka é igual uma palavra do sânscrito que pode
ser traduzida como “o primeiro a seguir”).
62

Esse elemento foi descoberto em 1886 pelo alemão Clemens


Winkler, que o chamou de germânio. As propriedades do germânio
são espantosamente próximas das previstas por Mendeleev.

Mendeleev também percebeu que em alguns locais da tabela seria


melhor fazer pequenas inversões na ordem dos elementos. Em 1871,
ele publicou uma versão aprimorada do seu trabalho.

Antes de Mendeleev, outros cientistas— como Döbereiner,


Chancourtois e Newlands— já haviam percebido que alguns
elementos têm propriedades semelhantes, mas o mérito do químico
russo foi o de fazer uma extensiva organização dos elementos com
base em suas propriedades, realizar pequenos ajustes necessários e
deixar locais para elementos que poderiam existir mas que ainda não
haviam sido descobertos.

Além do germânio, outros elementos cuja existência foi prevista por


Mendeleev foram descobertos posteriormente, como o escândio (Sc),
o gálio (Ga) e o polónio (Po). E as propriedades desses elementos são
iguais `as previstas por ele ou bastante próximas delas.

Moseley e o número atómico:


rumo `a tabela periódica actual

Na tabela periódica actual, encontramos informações como o nome


dos elementos, seus símbolos e números atómicos.

Mendeleev ordenou os elementos de acordo com a sequência


crescente de suas massas atómicas. Percebeu, contudo, que algumas
pequenas inversões eram necessárias para que os elementos ficassem
correctamente posicionados juntamente a outros com propriedades
semelhantes.

Em 1913 e 1914, o inglês Henry Moseley fez importantes


descobertas trabalhando com uma complexa técnica envolvendo raios
X. Ele descobriu uma característica numérica dos átomos de cada
elemento que ficou conhecida como número atómico e que
63

posteriormente foi associada ao número de protões. Os elementos não


estão dispostos na tabela periódica actual por ordem crescente de
massa atómica, mas sim por ordem crescente de número atómico.

Hoje sabe-se que quando os elementos químicos são organizados em


ordem crescente de número atómico, ocorre uma periodicidade nas
suas propriedades, ou seja, repetem-se regularmente elementos com
propriedades semelhantes. Essa regularidade da natureza é conhecida
como lei periódica dos elementos. A referida lei pode ser enunciada
da seguinte forma:

As propriedades dos elementos e dos seus compostos, estão em dependência periódica


dos seus números atómicos.

De modo geral, `a medida que o número atómico cresce, a massa


atómica também cresce. Há apenas quatro casos de elementos
consecutivos na tabela em que o de menor número atómico apresenta
a maior massa atómica.

Outros cientistas aprimoraram as descobertas de Mendeleev e de


Moseley.

Esses aprimoramentos conduziram `a actual tabela periódica dos


elementos (ou classificação periódica dos elementos).
64

Apesar de nela aparecem muitos elementos que não eram conhecidos


na época de Mendeleev, a ideia envolvida é essencialmente aquela
proposta por ele, com a ressalva de estarem em ordem crescente de

número atómico e não de massa atómica.

Sumário

Por volta de 1800 os cientistas conheciam cerca de trinta elementos


químicos. Com o tempo, novos elementos foram sendo descobertos.
Na metade daquele século esse número já havia duplicado. Hoje são
mais de cem elementos conhecidos. Os químicos desta época
compreenderam a diversidade de elementos existentes nesta época e
a diferença em suas propriedades e nesta perspectiva procuravam a
65

todo custo compreender determinadas regularidades existentes e por


uma ordem nelas, com base em determinados enunciados (leis).

É neste contexto que surgem diferentes tentativas de organizar os


elementos químicos mediante determinados critérios, o que culminou
com criação da tabela periódica e da lei periódica.

Cientistas como Dobereiner, Chancourtois, Newlands, Mendeleev e


Moseley merecem destaques pelos seus trabalhos.

Exercícios
1. Mendeleev foi o primeiro a propor maneiras de organizar os
elementos químicos de acordo com suas propriedades. Comente a
afirmação.

2. Mendeleev deixou alguns “buracos” em sua tabela periódica.


Comente o motivo que fez deixá-los. A que se destinavam tais
“burracos”?

3. Mendeelev ordenou os elementos químicos em ordem crescente da


massa de seus átomos. Na tabela periódica actual, ainda é assim?

4. qual é a designação genérica dada aos elementos dos grupos 1, 2,


13, 14,15, 16, 17 e 18 da tabela periódica?

5. Dos elementos com números atómicos até o urânio (Z=92), o


frâncio (grupo 1, sétimo período) e o astato (grupo 17, sexto período)
foram os últimos a serem identificados. Suas identificações
aconteceram em 1939 e 1940, respectivamente, mediante a produção
artificial (isto é, em laboratório) dos átomos desses elementos.

Mesmo antes disso, os cientistas j’a suspeitavam de sua existência e


de qual seria a distribuição dos electrões nas camadas, em seus
átomos.

a) Que motivo teria levado os cientistas a suspeitar da existência


desses elementos?

b) Como seria possível prever a distribuição electrónica de átomos de


elementos ainda não conhecidos?
66

NB: Resolver e entregar todos os exercícios e alíneas.


.

1. Enuncie a lei periódica moderna.


R: As propriedades dos elementos e dos seus compostos estão em
dependência periódica dos seus números atómicos.
Auto-avaliação
2. Qual foi o cientista que enunciou a lei periódica moderna.
R: Henry Moseley
67

Unidade no 9. Q0048

Tema: Estrutura da Tabela


Periódica
Introdução
Depois de termos discutido a volta do historial sobre a tabela
periódica, nesta unidade o estudante é convidado a penetrar mais a
fundo da tabela periódica e olhar para um aspecto importante: A sua
estrutura.
Para compreendermos melhor a peridiocidade dos elementos na
tabela periódica é importante o estudo da estrutura da tabela
periódica, ou seja como é nque os elementos encontram-se
organizados na tabela periódica. Acompanhe e participe da discussão

Ao completar esta unidade , você será capaz de:

 Distinguir os grupos dos períodos.


 Identificar os grupos principais e secundários existentes na
tabela periódica.
Objectivos
 Aplicar o termo valência para identificar o grupo a que um
determinado elemento químico pertence.
 Compreender a dependência da capacidade de combibinação
dos elementos químicos em relação a sua valência.

Estrutura da tabela periódica


68

Os períodos
As figures A e B, abaixo, ajudam a entender o arranjo dos elementos
na periódica actual. Os elementos são dispostos, um em cada
quadradinho, em ordem crescente de número atómico a partir do
hidrogénio (Z=1). Esse arranjo aparece na figura A.

Nesse arranjo, chamado de forma longa da tabela periódica, os


elementos aparecem em sete linhas (sequências horizontais). Cada
uma é denominada período. A tabela periódica actual apresenta,
portanto sete períodos.

Como esta representação é pouco comprida, é mais comum


representarem-se os elementos com números atómicos de 57 a 71,
chamados lantanídeos, e os de 89 de 89 a 103, chamados actinídeos,
`a parte dos demais, abaixo da tabela. Esse novo arranjo, que aparece
na figura B, é uma forma curta de tabela periódica.

Mesmo representados `a parte, os lantanídeos pertencem ao sexto


período e os actinídeos, ao sétimo.
69

As familias ou grupos
Na forma curta da tabela periódica há dezoito colunas, sequências
verticais de elementos. Cada uma delas é um grupo, ou uma família,
de elementos. Por determinação da União Internacional de Química
Pura e Aplicada (IUPAC) os grupos são numerados actualmente de 1
a 18, mais ainda é bastante comum a utilização de uma representação
com letras e números.

A disposição dos elementos na tabela periódica é tal que elementos


com propriedades semelhantes ficam num mesmo grupo. Alguns dos
grupos por sua importância para a química recebem nomes especiais:

 O grupo 1, ou 1A, é o grupo dos metais alcalinos.


 O grupo 2, ou 2A, é o grupo dos metais alcalinos-terrosos.
 O grupo 16, ou o grupo 6A, é o grupo dos calcogênios.
 O grupo 17, ou o grupo 7A, é o grupo dos halogéneos.
 O grupo 18, ou 0 (Zero), é o grupo dos gases nobres.

Os elementos representativos
Os elementos dos grupos 1,2,13,14,15,16,17 e 18 apresentam um
comportamento químico relativamente menos complexo que os
demais e são frequentemente denominados elementos
representativos.
70

Valência e tabela periódica


Uma das propriedades mais importantes dos elementos químicos é a
capacidade dos seus átomos se combinarem com os outros átomos.

Um átomo de hidrogénio, por exemplo, pode unir-se a outro átomo


de hidrogénio, formando a substância simples H2. Pode, também,
combinar-se com um átomo de flúor, formando HF, ou de cloro,
formando HCl. Em linguagem química, dizemos que o hidrogénio
apresenta valência 1, ou seja, um átomo de hidrogénio pode unir-se a
apenas um outro átomo.

O hidrogénio é capaz de combinar-se com muitos elementos


químicos conhecidos, formando compostos. Com base na fórmula
destes compostos, podemos avaliar a valência do elemento que se
combina com o hidrogénio.

Considere, por exemplo, as seguintes fórmulas de substâncias


formadas por hidrogénio e por elementos do segundo período da
tabela periódica:

Segundo período LiH BeH2 BH3 CH4 NH3 H2O HF

Essas fórmulas ilustram que o lítio (Li) e o flúor (F) apresentam


valência 1, berílio (Be) e oxigénio (O) valência 2, boro (B) e
nitrogénio (N) valência 3, e carbono (C) valência 4.

Agora considere as fórmulas das substâncias formadas pelo


hidrogénio com os elementos do terceiro período da tabela periódica:

Terceiro período NaH MgH2 AlH3 SiH4 PH3 H2S


HCl

Nelas percebemos que sódio (Na) e cloro (Cl) apresentam valência 1,


magnésio (Mg) e enxofre (S) valência 2, alumínio (Al) e fósforo (P)
valência 3, e silício (Si) valência 4.
71

As fórmulas das substâncias formadas por esses elementos do


segundo e do terceiro períodos com flúor ou cloro, ambos de valência
1, também reforçam as conclusões que tiramos. Observe:

Segundo período LiF BeF2 BF3 CF4 NF3 OF2


FF

Segundo período LiCl BeCl2 BCl3 CCl4 NCl3 Cl2O


ClF

Terceiro período NaF MgF2 AlF3 SiF4 PF3 SF2


ClF

Terceiro período NaCl MgCl2 AlCl3 SiCl4 PCl3 SCl2


ClCl

As fórmulas acima revelam que existe uma regularidade na valência


dos elementos dos diversos grupos da tabela periódica.

De facto podemos generalizar dizendo que:

Grupo 1 2 13 14 15 16 17 18
(1A) (2A) (3A) (4A) (5A) (6A) (7A) (0)

Valência 1 2 3 4 3 2 1 0

Como o oxigénio apresenta valência 2, seus átomos podem


combinar-se com dois átomos de valência 1, ou com um átomo de
valência 2, e assim por diante. Observe por exemplo, as fórmulas de
algumas substâncias formadas por oxigénio e alguns elementos do
segundo e do terceiro períodos:
72

Segundo período Li2 O BeO CO2 F 2O

Terceiro período Na2O MgO SiO2 Cl2O

Sumário
A tabela periódica estruturalmente encontra-se organizada em
períodos e grupos.

Periódo são cada uma das linhas horizontais existentes na tabela


periódica, sendo que na tabela periódica actual existem sete períodos.

Grupos ou familias des elementos, representam cada uma das linhas


verticais existentes na tabela periódica.

Por determinação da União Internacional de Química Pura e


Aplicada (IUPAC) os grupos são numerados actualmente de 1 a 18,
mais ainda é bastante comum a utilização de uma representação com
letras e números.

A disposição dos elementos na tabela periódica é tal que elementos


com propriedades semelhantes ficam num mesmo grupo. Alguns dos
grupos por sua importância para a química recebem nomes especiais:

Exercícios
N.B: Não está previsto qualquer exercício para entregar.

. 1. A que grupo pertencem os metais alcalinos.


R: Eles pertencem ao grupo 1, ou 1.
2. O que entendes por valência do elemento.
Auto-avaliação
R: Valência é a capacidade de combinação que um determinado
elemento apresenta.
73

Unidade no.10-Q0048

Tema: Modelo atómico de


camadas (Modelo atómico de
Bohr)
Introdução
O estudo e o conhecimento da tabela periódica é revestido de grande
para os químicos. Uma pergunta feita por alguns químicos do
passado foi: como explicar que elementos de um mesmo grupo
apresentam a mesma valência? A essência desta questão centrava-se
essencialmente na necessidade do conhecimento da estrutura atómica
e em virtude disto diferentes modelos atómicos foram propostos
pelos químicos, com o propósito de responder a tal pergunta. Nesta
unidade iremos discutir o modelo atómico de camadas, o também
chamado modelo de Bohr. Vamos a isso!
Ao completar esta unidade , você será capaz de:

 Conhecer a estrutura do átomo com base no modelo de


camadas.
 Determinar o número máximo de electrões por camadas,
Objectivos usando para o efeito a expressão 2n2.
 Reconhecer a estabilidade eléctrica do átomo como resultado
da igualidade entre o número de protões e electrões existentes
nos átomos.

Modelo atómico de camadas (Modelo de Bohr)


Uma pergunta feita por alguns químicos do passado foi: como
explicar que elementos de um mesmo grupo apresentam a mesma
valência? A resposta actualmente aceite esta relacionada com a
estrutura atómica. O modelo de Rutherford foi aperfeiçoado para
poder explicar essas semelhanças.
Esse aperfeiçoamento conduziu ao modelo de camadas, sobre o qual 74
apresentaremos algumas noções a seguir:

No modelo de camadas, considera-se o átomo como sendo formado


por um núcleo, no qual estão os protões e os neutrões, e uma
electrosfera, na qual os electrões em rápido e contínuo movimento ,
dispõem-se em camadas esféricas centradas no núcleo. Cada uma
dessas camadas pode conter um diferente número máximo de
electrões . Por exemplo, a primeira das camadas pode conter o
máximo de 2 electrões, a segunda o máximo de 8 e a terceira o
máximo de 18.

Os cientistas propuseram que existe uma preferência dos electrões


por ocuparem camadas em que adquirem a menor energia possível.
Em palavras mais simples, porém mais adequadas para esse momento
do nosso estudo, existe uma tendência natural de os electrões de os
electrões as camadas de acordo com regras seguidas pela natureza. A
ilustração a seguir mostra a distribuição dos electrões nos átomos dos
elementos até argónio, determinadas com base no resultado de
complexas medidas experimentais.

Podemos interpretar a distribuição dos electrões com base no facto de


os electrões apresentarem carga eléctrica negativa e os protões,
positiva. Já que cargas eléctricas de sinas contrários se atraem, é de
esperar que os electrões apresentem a tendência de se situarem em
camadas mais próximas do núcleo.

O átomo de hidrogénio (Z=1) apresenta um protão no núcleo e 1


electrão. De acordo com o modelo de camadas, esse electrão situa-se
75

na primeira camada. No caso do Hélio (Z=2), há dois protões no


núcleo e 2 electrões na primeira camada. (Os neutrões presentes
situam-se sempre no núcleo, junto com os protões).

O átomo de lítio (Z=3) tem 3 protões no núcleo e 3 electrões na


electrosfera, dos quais dois ocupam a primeira camada, preenchendo-
a, e o terceiro ocupa a segunda camada. A medida que percorremos a
tabela periódica, a cada aumento de uma unidade no número atómico,
tem-se um aumento de 1 protão no núcleo que ainda tenha
capacidade para alojá-lo. Quando uma camada está preenchida, o
electrão adicional ocupa uma nova camada.

Este raciocínio se aplica bem aos primeiros elementos, até o argónio.


A partir dai, observa-se que alguns electrões ocupam uma camada
mais externa, mesmo que a anterior não esteja totalmente preenchida.

Por enquanto, nossa meta é propor explicação para a regularidade


observada para a valência dos elementos. E isso pode ser feito com o
modelo de camadas, como veremos a seguir.

A distribuição electrónica de um pode ser determinada


experimentalmente (mediante técnicas apropriadas que não
discutiremos presentemente).

Dentre os átomos conhecidos, aqueles com maior número atómico


apresentam electrosfera, costumam ser designadas pelas letras
maiúsculas K, L, M, N, O, P e Q. A primeira camada é designada por
K, a segunda por L e assim por diante.

A distribuição electrónica para o hidrogénio é K-1, para o hélio é K-


2, para o lítio é K-2 L-1, para o berílio é K-2 L-2, para o boro é K-2
L-3 etc.
76

A ilustração abaixo

Sumário
De acordo com o modelo atómico de Bohr, o átomo é constituído por
um núcleo (parte central contendo protões e os neutrões) e uma
electrosfera, na qual os electrões em rápido e contínuo movivento,
dispõem-se em camadas esféricas centradas no núcleo.
Cada uma destas camadas pode conter um diferente máximo número
de electrões. O número máximo de electrões por camada é
determinado pela eepressão 2n2, onde n= número de camadas.
N.B: N.B: Não está previsto qualquer exercício para entregar.

Exercícios

1. Diga qual é a preferência energética dos electrões, isto em termos de


preenchimento de camadas electrónicas.
R: Existe uma tendência natural de os electrões ocuparem as camadas em que
Auto-avaliação adquirem a menor energia possível.
2. Qual é a carga dos electrões.
R: Os electrões apresentam carga negativa.
77

Unidade no. 11-Q0048

Tema: Modelo de camadas e


tabela periódica
Introdução
O conhecimento da estrutura atómica, com base no estudo de
diferentes modelos atómicos é bastante importante, pois a partir deste
conhecimento é possível estabelecer uma relação entre a estrutura
atómica e a tabela periódica.
Caro estudante, nesta unidade o convite é para uma passeio pelo texto
abaixo apresentado com o propósito de juntos compreendermos
como é que podemos relacionar o modelo de camadas e a tabela
periódica. Bem vindo!
Ao completer esta unidade você será capaz de:

 Identificar a posição do elemento (grupo e período) na tabela


periódica, usando para o efeito a distribuição electrónica
segundo o modelo de Bohr.
Objectivos  Compreender a periodicidade dos elementos químicos.
 Relacionar a estrutura electrónica com a valência dos
elementos e consequente comportameneto químico dos átmos.

Modelo de camadas e tabela periódica


Número de camadas electrónica e periódo dos elementos
Como é possível perceber, elementos do primeiro período
apresentam átomos com uma camada electrónica, elementos do
segundo período apresentam átomos com duas camadas e assim
sucessivamente.

Átomos de elementos diferentes de um mesmo período apresentam igual número de


camadas electrónicas
78

Camada de valência e grupo do elemento

É possível perceber que os átomos de elementos de um mesmo grupo


(família) apresentam em comum o número de electrões na última
camada.

Os átomos de elementos do grupo 1 apresentam 1 electrão na última


camada. A diferença entre a electrosfera de seus átomos está no
número de camadas. O átomo de hidrogénio (primeiro período)
apresenta uma camada, o lítio (segundo período), duas camadas, o de
sódio (terceiro período), três camadas etc.

Os átomos de elementos do grupo 2 têm 2 electrões na última


camada, os do grupo 13 têm 3 electrões na última camada, os do
grupo 14 têm 4 electrões e assim por diante.

Voltemos à nossa tentativa de propor uma explicação para a valência


dos elementos. O que os factos mostrados aprecem indicar com
relação á valência?

O facto de elementos de um mesmo grupo apresentarem a mesma


valência deve estar relacionado com o número de electrões na última
camada. Isso parece lógico, pois, quando um átomo se une a outro, os
electrões da camada mais externa de cada um deles devem ser mais
importantes nessa união do que os electrões das outras camadas, mais
internas.

De facto, os químicos dispõem de muitas evidências para associar os


electrões da última camada com a capacidade de um átomo
estabelecer ligação (união) com outro ou com outros átomos. Isso é
tão importante na química que a camada electrónica mais externa
recebe o nome especial.

A camada mais externa do átomo de um elemento químico é aquela envolvida directamente no


estabelecimento de ligações no estabelecimento de ligações com outro (s) átomos.
Ela é denominada camada de valência. Os electrões dessa camada são chamados electrões de valência.
79

É importante que você perceba, pelo que foi visto, que:

Elementos de um mesmo grupo da tabela periódica apresentam o mesmo número de electrões na camada de
valência.

Excepção a isso é o elemento hélio (Z=2). Seus átomos apresentam 2


electrões na camada de valência, mas ele não é colocado no grupo 2.
Suas propriedades não se assemelham às dos elementos daquele
grupo (Be, Mg, Ca, Sr, Ba, Ra), mas sim às dos gases nobres (Ne, Ar,
Kr, Xe, Rn). Por essa razão, o hélio é considerado gás nobre e é
incluído no grupo 18 da tabela periódica.

Ainda não conseguimos explicar completamente a valência dos


elementos, mas já sabemos que ela tem a ver com a camada mais
externa dos átomos.

Sumário
Encontram-se num mesmo período da tabela periódica, átomos que
apresentam um mesmo (igual) número de camadas electrónicas,
enquanto que ao nível dos grupos podemos observar que o factor
semelhante é o igual número de electrões na última camada (a
camada de valência).
A capacidade dos átomos de estabelecerem ligações é devido aos
electrões da última camada.

Exercícios
6. É facto experimental que os elementos de um mesmo grupo
apresentam a mesma valência. Baseados em evidências, os cientistas
80

procuram explicar essa semelhança de valência com base na


distribuição electrónica dos átomos.

Para essa explicação, é importante o número de camadas ou o


número de electrões em algumas dessas camadas? Comente.

7. O rubídio é um metal que se encontra no quinto periódo da tabela


periódica. Sem consultar a tabela, é possível dizer quantas camadas
electrónicas apresenta um átomo desse elemento e quantos electrões
h’a em sua camada de valência? Justifique sua respesta.

8. Os átomos de um elemento químico presente em quantidade


apreciável no corpo humano apresentam 8 protões e 8 electrões (além
de neutrões, é claro).

a) Qual é a distribuição electrónica nas camadas dos átomos desse


elemento?

b) A que grupo da tabela periódica ele deve pertencer?

9.Um dos elementos químicos que têm se mostrado muito eficiente


no combate ao câncer de próstola é o Selênio (Se).

Com base na tabela de classificação periódica dos elementos, os


símbolos de elementos com propriedades químicas semelhantes ao
Selênio são:

a) Cl, Br, I c) P, As, Sb


b) Te, S, Po d) As, Br, Kr

10. Com relação `a classificação moderna dos elementos, assinale a


afirmação verdadeira:

a) em uma familia, os elementos apresentam, geralmente o mesmo


número de electrões na última camada;

b) na tabela periódica, os elementos químicos estão colocados em


ordem decrescente de massas atómicas;
81

c) em uma família, os elementos apresentam propriedades químicas


bem distintas;

d) em um periódo, os elementos apresentam químicas semelhantes;

e) todos os elementos representativos pertencem ao grupo B da tabela


periódica.

11. Pertence aos metais alcalinos o elemento:

a) ferro c) potássio e) magnésio

b) cobre d) oxigénio

12. Os elementos químicos Ca, Ba, Mg e Sr são classificados como:

a) halogênios d) metais alcalinos

b) calcogênios e) metais alcalinos-terrosos

c) gases nobres

13. Indica a alternativa que contém somente elementos químicos


pertencentes a classe dos metais.

a) O, F, Br e I d) Mg, Ca, K e Na

b) Na, Ne, S e Cl e) He, Ne, Ar e Kr

c) B, S, Ge e Sb

14. A sequência que contém somente os gases nobres é:

a) He, Rn, Ar, Kr, Xe

b) H, Ne, Xe, Rn, Kr

c) He, Re, Ne, Kr, Xe

d) Ar, Cr, H, Rn, He

e) He, Ne, Xe, Rh, Kr


82

1. Qual é a semelhança entre os elementos de um mesmo período em


termos de números de camadas electrónicas que apresentam.
R: Os elementos de um mesmo período apresentam o mesmo número de
Auto-avaliação camadas electrónicas.
2 Qual é a semelhança existente entre os elementos de um mesmo grupo.
R: Os elementos de um mesmo grupo apresentam o mesmo número de
valência.
83

Unidade no.12-Q0048

Tema: A ligação Química


Introdução
Caro estudante, se olhares para a tua volta verás que o universo é
constituído por matéria e energia. A madeira, o plástico, etc, são
alguns dos exemplos de matéria e se eles existem em sua forma
isolada (porção limitada), constituíndo os corpos é devido a
existência de forças que mantêm os átomos unidos entre si.
Nesta unidade, o estudante é convidado a uma discussão a volta da
ligação química. Seja bem vindo.
Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Compreender os diferentes tipos de ligacão química existentes nos


compostos.
 Identificar a natureza das forças que sustentam os diferentes tipos
Objectivos de ligações.
 Identificar em diferentes compostos, o tipo de ligação química
neles existentes.
 Relacionar algumas das propriedades dos compostos com o tipo de
ligação nele existentes.

A ligação Química

Já sabemos que a fórmula química de uma substância nos diz quais


são os elementos químicos que a compõem e também nos informa
sobre a quantidade relativa dos átomos de cada elemento presente.

Assim por exemplo, ao escrever a fórmula da água como H2O


pretende-se dizer que a água é formada pelos elementos hidrogénio
84

(símbolo: H) e oxigénio (símbolo: O). Além disso, a fórmula H2O


expressa que na substância água, estão presentes dois átomos de
hidrogénio para cada átomo de oxigénio.

Por meio de interessantes (e às, complexas) experiências, os


químicos puderam, desde o século XIX, descobrir a fórmula de
muitas substâncias. Se apanharmos uma amostra de água do mar e a
deixarmos em repouso por alguns dias, notamos que à medida que a
água for evaporando, um sólido branco irá se depositar no fundo do
recipiente. Uma análise desse depósito revela que ele contém várias
substâncias, sendo as mais significativas representadas por NaCl,
MgCl2, KCl, KBr, MgSO4, CaSO4 e CaCO3.

Uma análise do ar atmosférico indica que ele contém uma variedade


de substâncias diferentes, representadas pelas fórmulas N2, O2, CO2,
H2O, CO, SO2, SO3, NO2, He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn.

Como você pode perceber, no ar e na água do mar estão presentes


diversas substâncias, cada qual com uma composição química
característica.

Será possível fazer previsões sobre s fórmula de uma substância


formada quando átomos de diferentes elementos se unem entre si?

Em muitos casos essas previsões são possíveis, e este é o assunto


desta discussão. Vamos entender o modo pelo qual os átomos se
unem e como isso influencia as propriedades dos materiais.

Escolha de um critério para classificar as substâncias

Agrupar (classificar) objectos em diferentes categorias é um


procedimento muito usado em Ciência, porque facilita a pesquisa e a
compreensão das regularidades da natureza. Antes de classificar, é
preciso optar por um critério de classificação:
85

 Primeiro grupo— Substâncias que conduzem a corrente eléctrica


no estado líquido, mas não no sólido. Inclui cloreto de lítio,
brometo de potássio (no geral, substâncias iónicas-Saís)
 Segundo grupo--- substâncias que não conduzem corrente
eléctrica no estado sólido nem no líquido
 Terceiro grupo--- Substâncias que conduzem corrente eléctrica
tanto no estado sólido quanto no líquido; quanto no líquido;
quanto aos pontos de fusão, essas substâncias são razoavelmente
comparáveis às do primeiro grupo. Inclui alumínio, prata, ouro,
cobre, ferro e platina.

Os gases nobres e a regra do octeto

Todas as substâncias químicas são formadas por átomos de


elementos químicos. Os cientistas observaram que a imensa maioria
das substâncias conhecidas é formada por átomos combinados,
unidos. Ás vezes são átomos de um único elemento, às vezes de dois
ou mais elementos.

Assim, por exemplo, átomos de oxigénio podem ser encontrados


combinados com outros iguais a ele (O2, O3) ou com átomos de
outros elementos, formando diferentes substâncias (CO, CO2, H2O,
SO2, SO3 , etc.). Os átomos de oxigénio (O), portanto, não possuem
existência estável isolada.

Dos milhões de substâncias conhecidos, sabe-se de apenas seis nas


quais existem átomos não combinados. Essas substâncias são o hélio,
o néon, o argónio, o Xénon, etc., gases presentes em pequena
quantidade na atmosfera terrestre. Esses gases são formados por
átomos não combinados dos elementos do grupo 18 da tabela
periódica (He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn), o grupo dos gases nobres. Além
disso, até hoje não foi descoberta sequer uma substância natural na
qual átomos de gases nobres estejam combinados entre si ou com
átomos de outros elementos.
86
Apenas os gases nobres (He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn), nas condições ambientais, apresentam
átomos estáveis isolados, isto é, não unidos a outros átomos.

A regra de octeto

Todas as substâncias químicas são formadas por átomos de


elementos químicos. Os cientistas observaram que a imensa maioria
das substâncias conhecidas é formada por átomos combinados,
unidos. Ás vezes são átomos de um único elemento, às vezes de dois
ou mais elementos.

Assim, por exemplo, átomos de oxigénio podem ser encontrados


combinados com outros iguais a ele (O2, O3) ou com átomos de
outros elementos, formando diferentes substâncias (CO, CO2, H2O,
SO2, SO3 , etc.). Os átomos de oxigénio (O), portanto, não possuem
existência estável isolada.

Dos milhões de substâncias conhecidos, sabe-se de apenas seis nas


quais existem átomos não combinados. Essas substâncias são o hélio,
o néon, o argónio, o Xénon, etc., gases presentes em pequena
quantidade na atmosfera terrestre. Esses gases são formados por
átomos não combinados dos elementos do grupo 18 da tabela
periódica (He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn), o grupo dos gases nobres. Além
disso, até hoje não foi descoberta sequer uma substância natural na
qual átomos de gases nobres estejam combinados entre si ou com
átomos de outros elementos.

Apenas os gases nobres (He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn), nas condições ambientais, apresentam átomos
estáveis isolados, isto é, não unidos a outros átomos.

Ligação Iónica
Tendência dos átomos a perder ou receber electrões
87

Na página anterior, apresentamos a regra de octeto, segundo a qual os


átomos tendem a se unir uns aos outros e atingir, com isso, a
estabilidade. Mas como a união com outro (s) átomo (s) permite a um
átomo ficar com electrosfera semelhante à de um gás nobre?

Os químicos concluíram que, nas uniões químicas, os átomos podem


perder electrões, receber electrões ou compartilhar electrões (isto é,
fazer Uso comum de electrões) e, com isso, atingir a estabilidade
com 8 electrões na última camada (ou 2, caso seja a camada K).

Vamos agora, elaborar ideias sobre perda e recebimento de electrões


por um átomo. Considera os elementos do segundo período da tabela
periódica.

3Li 4Be 5B 6C 7N 8O 9F 10Ne

n˚ de protões 3 4 5 6 7 8 9 10

n˚ de camadas electrónicas 2 2 2 2 2 2 2 2

Os átomos de todos eles apresentam duas camadas com electrões,


pois são elementos do segundo período da tabela. Os electrões
possuem carga eléctrica negativa e protões, carga eléctrica positiva.
O que mantém os electrões presos ao átomo é a atracção exercida
pelos protões do núcleo, de carga positiva.

No átomo de lítio, o electrão da camada de valência—a camada mais


externa do átomo--- é atraído por três cargas positivas do núcleo. No
berílio, os electrões da última camada (electrões de valência), são
atraídos por 4 cargas positivas e assim por diante até o néon, no qual
cada electrão da última camada é atraído por 10 cargas positivas. O
que isso sugeriu aos químicos?
88

A medida que caminhamos do lítio para o néon, os electrões da


última camada estào mais presos ao átomo. Em outras palavras, nessa
sequência, o lítio é o átomo que pode perder um electrão com mais
facilidade e o néon é o que perderia um electrão com maior
dificuldade. Consideremos, agora, os átomos de elementos do
terceiro período:

11 Na 12Mg 13Al 14Si 14 P 16S 17Cl 18Ar

n˚ de protões 11 12 13 14 15 16 17 18

n˚ de camadas 3 3 3 3 3 3 3 3
electrónicas

Nessa sequência vale uma conclusão análoga: o sódio é um elemento


cujo núcleo exerce a menor atracção sobre o electrão de valênciae o
argónio é o que exerce a maior. Podemos generalizar essa discussão
da seguinte maneira.

À medida que percorremos um período da tabela periódica, da esquerda


para a direita, aumenta a atracção exercida pelo núcleo sobre os electrões
da camada de valência.

De facto, os químicos perceberem que os elementos dos grupos 1, 2 e


13 apresentam uma tendência acentuada a perder os electrões da
camada de valência.

Sem os electrões de valência, a última camada electrónica passa a ser


a anterior, que satisfaz a regra do octeto. Assim, por exemplo, átomos
de Na, sob determinadas condições podem perder o electrão de
valência, átomos de Mg podem perder perder os dois electrões e 89
átomos de Al podem perder os três.

Os químicos também verificaram que os átomos dos grupos 15, 16 e


17, apresentam de um modo geral, tendência a receber electrões para
ficar com oito electrões na última camada. Assim, átomos de F e de
Cl, sob determinadas condições podem receber um electrão, átomos
de O e S podem receber dois e átomos de N ou P podem receber três.

Os átomos dos gases nobres já são estáveis. Aliás, como vimos na


página anterior, são o odelo de estabilidade que motivou a criação da
regra de octeto.

Formação de íões e ligação iónica.


Vejamos como pode acontecer a união de metal e não-metal do ponto
de vista de regra de octeto. Consideremos átomos neutros dos
elementos sódio e cloro:

11 Na: K-2 L-8 M-1 M-1 17Cl: K-2 L-8 M-7

Não estão estáveis, pois não apresentam 8 electrões na última


camada.

Nenhum deles está estável, de acordo com a regra do octeto.


Contudo, se houver uma transferência de 1 (um) electrão do sódio
para o cloro, ambos atingirão estabilidade.
+ -
11Na : K-2 17Cl : K-2 L-8
L-8 M-8

Ambos adquirem a estabilidade, pois ficam com 8 electrões na última


camada.
90

Esse processo pode ser esquematizado simplificadamente,


representando-se por bolinhas os electrões da última camada (a
camada de valência) ao redor do símbolo do elemento:

Os iões Na+ e Cl- possuem cargas eléctricas opostass; portanto se


atraem mutuamente. Essa atracção mantém os iões unidos, formando
uma substância muito conhecida, o cloreto de sódio (comercializado
com sal de cozinha), representado pela fórmula NaCl. Tal união é
chamada ligação iónica (alguns denominam ligação electrovalente).

Se conseguíssemos ampliar um daqueles cristaizinhos de sal


presentes num saleiro, veríamos um arranjo de catiões Na+ e de
aniões Cl-, conhecido como retículo iónico, ilustrado
esquematicamente em baixo.

A discussão acima apresentada foi generalizada pelos químicos da


seguinte maneira: metais têm facilidade para perder electrões
(formando catiões) e os não metais, facilidade para recebe-los
(formando aniões).

Metais têm tendência a formar catiões; e não-metais, a formar aniões


91

Assim, por exemplo, átomos do metal sódio e do não-metal cloro


podem unir-se quimicamente formando o cloreto de sódio (NaCl).

O cloreto de sódio é apenas um exemplo de um composto iónico, ou


seja, um composto formado por iões. De modo geral, sempre que um
elemento, que necessite doar electrões para se estabilizar, se unir-se a
um outro, que necessite recebe-los, a união se dará por ligação iónica.
Veja o exemplo a seguir:

Electrões não são criados nem destruídos. Assim, como você pode
notar, o total de electrões doado deve ser igual ao total recebido. Em
outras palavras, a carga total positiva nno composto formado deverá
ser igua à negativa, o que o tornará electricamente neutro como um
todo.

Todo composto iónico apresenta iões fortemente unidos devido à


atracção entre cargas eléctricas de sinais opostos dos catiões e aniões
presentes no retículo cristalino. Dessa forma:

Todo composto iónico é sólido, quando puro nas condições ambientais de pressão
e temperatura
92

Neutralidade eléctrica versus octeto completo

Antes de sódio e cloro se unirem para formar NaCL, ambos os


átomos estavam electicamente neutros (carga eléctrica total igual a
zero), porém não estavam como o octeto completo (não estáveis),
pois não possuíam 8 electrões na última camada.

Depois da união dos dois, eles deixaram de ser electricamente


neutros: agora são iões Na+ e Cl- é estável, pois ambos passaram a ter
oito elctrões na última camada.

Como você vé: estabilidade não deve ser confundida com


neutralidade eléctrica. Exemplificando esquematicamente teremos:
93

Escrevendo a fórmula de um composto iónico

Os elementos dos grupos 1, 2 e 13, que são metais, apresentam 1, 2 e


3 electrões, respectivamente, na camada de valência. Para ficarem
estáveis, de acordo com a regra de octeto, deverão perder esses
electrões. Já os elementos dos grupos 15, 16 e 17,
predominantemente não-metais, deverão receber o número de
electrões que falta para completar o octeto.

Os químicos verificarem que, dois integrantes do grupo 14, apenas


estanho e chumbo (metais) apresentam razoável tendência a
participar de ligação iónica, formando catiões.

Para escrever a fórmula de um composto iónico, basta descobrir qual


a carga do ião estável formado pelo elemento e, a seguir, utilizar a
seguinte regra prática, que se fundamenta no facto, num composto, a
carga eléctrica total positiva deve ser igual à negativa, resultando
carga total nula:
94

O modelo da ligação iónica permite explicar como se unem átomos de um elemento que perde electrões
para se assemelhar a um gás nobre e de outro elemento que recebe electrões para se assemelhar a um gás
nobre. Mas como explicar a união entre átomos de um ou mais elementos químicos que precisem receber
electrões?

Vamos examinar inicialmente os casos das substâncias H2, Cl2, O2, N2. Procurando esses elementos na
tabela periódica, determinamos quantos electrões apresentam na camada de valência .

Pare por alguns instantes sua leitura e consulte a distribuição electrónica em camadas para átomos desses
elementos e também para os gases nobres hélio, neón e argon.

O átomo de hidrogénio precisa de mais 1 electrão para adquirir electrofera semelhante `a do hélio.

O átomo de nitrogénio necessita de mais 3 electrões para que sua electrosfera seja semelhante `a do átomo
de neón. Também para que sua electrosfera seja semelhante `a do neón, o átomo de oxigénio precisa de
dois electrões. Já o átomo de cloro precisa d mais 1 electrão para ficar com electrosfera semelhante `a do
argon.

Os químicos propuseram que, em substâncias como H2 , Cl2, O2 e N2 , os átmos se mantêm unidos porque
suas electrosferas compartilham alguns electrões, isto é, fazem uso comum da quantidade de electrões
necessária para que passem a ter electrosfera semelhante `a do gás nobre.

Ligação Covalente
Quando átomos se unem por compartilhamento de electrões, dizems
que entre eles se estabelece uma ligação covalente . os grupos de
átomos unidos por ligação covalente s~ao denominados moléculas.
Três maneiras distintas de representar uma molécula são a fórmula
molecular, a fórmula electrónica (ou fórmula de Lewis) e a fórmula
estrutural, na qual cada par de electrões compartilhados é
representado por meio de um tracinho

Os quatro exemplos que apresentamos envolveram moléculas de


substâncias simples. Moléculas de substâncias compostas são
também formadas por átomos que se unem por meio de ligações
covalentes.

Considere o composto da fórmula molecular.

Considere o composto da fórmula molecular SO2, um poluente


atmosférico comum nas grandes cidades. Estudos levaram os
químicos a concluir que suas moléculas podem ser representadas da
seguinte forma.
95

Como voê pode perceber uma dessas ligações foi feita por meio do
compartilhamento de dois electrões provenientes de apenas um dos
átomos envolvidos, o enxofre. Na teoria do octeto não há restrição
alguma a isso; uma ligação covalente pode ser estabelecida com um
par electrões compartilhado, qualquer que seja a origem desse par de

electrões.

Um exemplo semelhante ao dióxido de enxofre é a molécula do


ozónio.

Ligação covalente dativa


Existe um composto chamado ácido nítrico cuja fórmula molecular é
HNO3. vejamos como são suas fórmulas electrónica e estrutural.

O hodrogénio precisa de 1 electrão e associa-se com o oxigénio,


formando um par de electrões.
96

Algumas excepções a regra do octeto


Actualmente, os químicos têm conhecimento sda existência de
muitas moléculas que não obedecem `a regra do octeto. Berílio (Be) e
boro (B) aparecem, em algumas moléculas, com o octeto imcomleto.
Apesar de pertencerem a grupos nos quais outros elementos tendem a
formar catiões em ligações iónicas, esses dois elementos fazem

ligação covalente. O Berílio é frequentemente encontrado com 4


electrões na camada de valência, e o boro, com 6.

Duas outras excepções a regra do octeto são alguns compostos de


enxofre e de fósforo, nos quais eles aparecem com mais de 8
electrões na camada de valência. É relativamente comum encontrar o
fósforo com dez electrões na camada de valência e o enxofre com
com doze.

Três excepções ainda mais interessantes `a regra do octeto são os


compostos NO, NO2 , e ClO2, em cujas as moléculas aparecem
átomos com número ímpar de electrões na camada de valência. Esses
três compostos apresentam alta tendência a reagir quimicamente,
transformando-se em compostos mais estáveis.
97

Outros modelos , mais modernos já foram criados para tentar explicar


os casos em que a regra do octeto falha. Entretanto devido a sua
complexibilidade não iremos abordar presentemente.

Sumário

Ligação química é a união entre os átomos de dois ou mais


elementos, permitindo a formação de compostos. Por forma a que os
átomos se possam ligar, é necessário a existência de forças que irão
manter os átomos unidos entre si e em função da natureza destas
forças e do mecanismo de formação das ligações levam-nos a
destacar os seguintes tipos de ligações: Ligação iónica, ligação
covalente e metálica.
Ligação iónica é aquela que resulta da transferência de electrões entre
dois átomos (um átomo metálico e um ametálico).
Ligação covalente é aquela que resulta do compartilhamento de
electrões entre átomos com diferença de electronegatividade, não
havendo nestas ligações, uma transferência de electrões.

Exercícios

15. Preveja a fórmula do composto resultante da união dos elementos


16S e 20Ca.

16. Escreva a fórmula dos compostos formados pelos seguintes pares


de elementos:

a) 11Na e 35Br c) 12 Mg e 12S e) 3Li e 8O

b) 8O e 19K d) 13 Al e 17Cl f) 1H e 56Ba

17. Qual é a fórmula esperada para o composto formado pela união


de um elemento metálico A, do grupo 1, com um elemento não-
met’alico B, do grupo 15?
98

18. Considere a seguinte tabela

Elemento N˚ de protões N˚ de electrões Carga eléctrica


total

Sódio (Na) 11 11 0

Cloro (Cl) 17 17 0

Sódio (Na+) 11 10 +1

Cloro (Cl-) 17 18 -1

Consultando os números atómicos, faça uma tabela semelhante a essa


com o que aparece nos itens a, b e c.

a) Átomos electricamente neutros de Li, N, O, F, Mg, Al, P, S,Ca, Br,


Rb, Sr, I, Cs, Ba.

b) Átomos electricamente neutros dos gases nobres.

c) Iões que os elementos citados no item a formam, de acordo com a


regra do octeto.

d) Responde: a que gás nobre assemelha-se a eletrosfera dos


elementos do item a, quando se transformam em ião?

19. Escreva a fórmula electrónica (fórmula de Lewis) e a fórmula


estrutural da substância de fórmula molecular CF4.

20. Escreva as fórmulas electrónica e estrutural dos compostos que


apresentam as seguintes fórmulas moleculares:

a) CH4 f) H2S

b) NH3 g) OF2
99

c) PCl3 h) CO2

d) CHCl3 i) SO2

e) HBr j) SO3

21. Escreva a formula estrutural de C2H6

22. Os satélites artificiais possuem motores que permitem aos


enginheiros ajustarem as suas órbitas. Esses motores utilizam a
energia libertda na reacção química entre a hidrazina (N2H4) e o
peróxido de hidrogênio (H2O2), que produz água e gás nitrogénio.

Sobre esse enunciado, resolva as questões a segui:

a) O enunciado mencionou quatro substâncias químicas, mas só


ofereceu a fórmula molecular de duas delas.

Escreva a fórmula molecular das outras duas.

b) Escreva a fórmula estrutural do gás nitrogénio e da água.

c) Escreva a fórmula estrutural da hidrazina, sabendo que na sua


molécula cada átomo de nitrogénio se liga a dois átomos de
hidrogénio e a um outro átomo de nitrogénio.

d) Escreva a fórmula estrutural do peróxido de hidrogénio, sabendo


que, na sua molécula, cada átomo de oxigénio se liga a um de
hidrogénio e a outro de oxigénio.

23. Esta questão se refer aos seguintes elementos químicos: sódio,


magnásio, alumínio, Silício, fósforo, enxofre e cloro.

a) Consulte a tabela periódica e determine os símbolos e os grupos


(as famílias) desses elementos.

b) Sabe-se que três deles se combinam com o hidrogénio formando


compostos iónicos. Quais são eles?

c) Sabe-se que os outros quatro elementos combinam-se com o


hidrogénio formando compostos onde a ligação é covalente. Escreva
a fórmula estrutural desses compostos.
100

24. Baseado nas posições dos elementos na tabela periódica, preveja


a fórula do composto químico formado pelos seguintes pares de
elementos químicos:

a) carbono e bromo d) nitrogénio e cloro

b) magnésio e cloro e) Silício e cloro

c) potássio e enxofre f) fósforo e fluor

25. Os átomos pertencentes `a família dos metais alcalino-terrosos e


dos halogénios adquirem configuração electrónica de gases nobres
quando, respectivamente, formam iões com número de carga:

a) +2 e – 1 c) – 1 e +2 e) +1 e – 2

b) + 1 e – 1 d) – 2 e – 2

26. Sabendo que o número atómico do cálcio é 20 e do cloro é 17, a


fórmula de um prov’avel composto entre esses dois elementos será:

a) CaCl3 c) Ca2Cl2 e) CaCl2

b) CaCl d) Ca3Cl2

27. Os elementos químicos que apresentam a última camada


electrónica incompleta podem alcançar uma estrutura mais estável
unindo-se uns aos outros.

a) De que forma se podem ligar dois ‘atomos que precisem ganhar


electrões?

b) Dois elementos situam-se um no segundo período e subgrupo 7ª da


tabela periódica. Qual será a fórmula provável do composto por eles
formado?
101

28. A ureia (CH4N2O) é o produto mais importante de excrecção do


nitrogénio pelo organismo humano.

Na molécula da uréia, formada por oito átomos, o carbono apresenta


duas ligações simples e uma dupla, o oxigénio uma ligação dupla,
cada átomo de nitrogénio três ligações simples e cada átomo de
hidrogénio uma ligação simples. Átomos iguais não se ligam entre si.
Baseando-se nesses informações, escreva a fórmula estrutural da
uréia, representando ligações simples por um traço (--) e ligações
duplas por dois traços (=).

1. O que entendes por ligação química?


R: Ligação química é a união entre os átomos de dois ou mais elementos,
permitindo a formação de compostos .
Auto-avaliação
2. Dê exemplo de dois tipos de ligação química.
R: Ligação iónica e ligação covalente.
102

Unidade no.13-Q0048
Tema: Funções Inorgânicas

Introdução

Caro estudante, nesta unidade é convidado a discutir a volta de um


dos mais importantes assuntos em química-as funções inorgânicas.
Se te lembrares, a química numa perspectiva didáctica é dividida em
química inorgânica (mineral) e em química orgânica. A química
inorgânica é a que se dedica ao estudo dos compostos minerais e
estes compostos são representados por determinadas funções
chamadas funções inorgânicas.
Seja bem vindo a discussão:
Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer as diferentes funções inorgânicas.


 Compreender o mecanismo de síntese e as aplicações dos
principais compostos inorgânicos.
Objectivos  Conhecer os nomes de alguns dos sais mais importantes.
103

Funções Inorgânicas

As asubstâncias dividem-se em simples e compostas. As substâncias


simples são compostas por um só elemento, na composição das
substâncias compostas entram dois ou mais elementos. As
substâncias simples dividem-se em metais e não-metais ou
metalóides (nome intrduzido por Berzelius, em 1808, para designar
as substâncias simples de carácter não-metálico, contudo este nome
não é feliz, visto que metalóide, literalmente significa “semelhante ao
metal”). A última divisão é baseada na diferença das propriedades
físicas das substâncias simples.

Os não-metais destinguem-se pelo característico brilho “metálico”,


pela ductilidade, pela maleabilidade, podem ser laminados em folhas
ou estirados em fios, possuem boa condutibilidade térmica e
eléctrica. A temperatura ambiente, todos os metais (excepto o
mercúrio) encontram-se no estado sólido.

Os não-metais não possuem o brilho característico dos metais, são


frágeis, propagam muito mal o calor e a electrecidade. Alguns deles
são gasosos nas condições habituais (condições ambientais).

As substâncias compostas dividem-se em orgânicas e inorgânicas:


por substâncias orgânicas é costume chamar os compostos de
carbono, todas as outras substâncias chaman-se minerais ou
inorgânicas.

Na prática química, das substâncias inorgânicas é mais frequente


trabalhar-se com óxidos, bases, ácidos e sais. Estas são chamadas
classes principais das substâncias inorgânicas, são estudadas na
escola secundária, por isso, aquí, damos apenas as noções mais
importantes sobre elas.
104

Óxidos
Os oxidos são compostos dos elementos com o oxigénio. Segundo as
propriedades químicas, eles subdividem-se nos que formam sais
(salificados) e nos que não os formam (indiferentes). Os óxidos
salificados, por sua vez, subdividem-se em básicos, ácidos e
anfotéricos.

Os óxidos básicos correspondem `as bases, os óxidos ácidos aos


ácidos. Os óxidos anfotéricos correspondem aos hidretos que revelam
propriedades tanto ácidas como básicas.

Os óxidos indiferentes não formam nem ácido nem bases.

Como por exemplo de óxidos básicos podem servir o óxido de cálcio


(CaO) e o óxido de magnésio MgO. O óxido de cálcio reage com a
água, formando o hidróxido de cálcio Ca(OH)2.

CaO + H2 O Ca(OH)2

O óxido de magnésio é pouco solúvel na água, porém, a ele


corresponde uma base, o hidróxido de magnésio Mg(OH)2 que pode
ser obtido indirectamente a partir do óxido de magnésio.

O trióxido de enxofre SO3 e o dióxido de silício SiO2 são exemplos


de óxidos ácidos. O primeiro deles reage com a água, formando o
ácido sulfúrico H2SO4:

SO3 + H2 O H2SO4

O dióxido de silício não reage com a água, mas corresponde-lhe o


ácido silícico H2SiO3 que pode ser obtido indirectamente a partir do
SiO2.
105

Os óxidos ácidos obtêm-se a partir de ácidos, tirando a água destes.


Por isso eles têm o nome de anídridos de ácidos ou simplesmente
anídridos.

Óxidos indiferentes são, por exemplo, o óxido de azoto (II) NO. Não
há nenhum ácido ou base que correspondia a este óxido.

Segundo a nomenclatura internacional, todos os compostos de


elementos com oxigénio chamam-se óxidos (excepto os peróxidos).
Além disso, para os elementos de valência variável dentro de
parêntesis com números romanos indica-se a valência que o elemento
revela no óxido dado. Asssim, CaO chama-se o óxido de cálcio, e
Cu2O e CuO- óxido de cobre (I) e óxido de cobre (II),
respectivamente.

As vezes, para os nomes dos diferentes óxidos de um elemento


utilizam-se os prefixos gregos: mono-, di-, tri-, tetra-, penta-, etc., e
ainda hemi-(1/2) e sesqui- (3/2) aplicados ao nome do respectivo
elemento respectivo: SO2- dióxido de enxofre, SO3- triódo de
enxofre, N2O- hemióxido de azoto, Fe2O3- sesquióxido de ferro.

Existem substâncias (compostos de elementos com o oxigénio) que


apenas formalmente pertencem a classe dos óxidos. Tais substâncias
são nomeadamente, os peróxidos de metais, por exemplo são sais
dum ácido muito fraco- peróxido de hidrogénio. São compostos
semelhantes aos sais, substâncias com o Pb2 O3 e Pb2 O4.

Bases
As bases são compostas dum metal e de grupos monovalentes (a
noção de valência refere-se não somente aos elementos, mas também
aos grupos de átomos que entram na composição dos compostos
químicos e que actuam como um todo nas reacções químicas. Na
química inorgânica, dentre estes grupos, os mais importantes são o
hidroxogrupo OH, os radicais ácidos e o grupo de amónio NH4+) de
hidróxidos OH, cujo número é igual `a valência do metal. Como
106

exemplos de bases, podem servir o hidróxido de sódio NaOH e o


hidróxido de cobre Cu(OH)2.

A propriedade mais importante das bases, é a capacidade de formar


sais com os ácidos. Por exemplo, na reacção das bases acima citadas
com o ácido clorídrico obtêm-se sais dos respectivos metais-os
cloretos de sódio e de cobre:

NaOH + HCl NaCl + H2O

Cu(OH)2 + 2HCl CuCl2 + 2H2O

As bases são classificadas pela sua solubilidade na água e pela sua


força. Segundo a solubilidade, as bases dividem-se em solúveis, ou
álcalis, e insolúveis. Os álcalis mais importantes são o hidróxido de
sódio NaOH, o hidróxido de potássio KOH e o hidróxido da cálcio
Ca(OH)2 .

Segundo a força, as bases dividem-se em fortes e fracas. São bases


fortes, todos os álcalis, excepto o hidróxido de amónio.

Segundo a nomenclatura internacional, os compostos que contém na


sua composição grupos de hidróxilo chamam-se hidróxidos. No caso
dos metais com valência variável, indica-se entre parênteses a
valência do metal na referida base. Assim, Ca(OH)2 é hidróxido de
cálcio, Fe(OH)2-hidróxido de ferro (II), Fe(OH)3-hidróxido de ferro
(III).

Ácidos
Os ácidos são compostos por hidrogénio, o qual pode ser substituído
por um metal, e por um radical ácido, além, disso, o número de
átomos de hidrogénio é igual a valência do radical ‘acido. Como
exemplo de ácidos podem servir o ácido clorídrico HCl, o sulfúrico
H2SO4, o nítrico HNO3 e o ácido acético CH3COOH.
107

A propriedade mais importante dos ácidos é a sua capacidade de


formar sais com as bases. Por exemplo na reacção dos ácidos com o
hidróxido de sódio obtêm-se os sais de sódio destes ácidos:

2NaOH + H2SO4 Na2SO4 + 2H2O

NaOH + HNO3 NaNO3 + H2O

Os ácidos são classificados pela sua força, pela basicidade e pela


presença de oxigénio na composição do ácido. Segundo a força, os
ácidos são considerados fortes ou fracos. Os ácidos fortes mais
importantes são o nítrico, o sulfúrico e o clorídrico.

Chama-se basicidade de um ácido ao número de átomos de


hidrogénio da mólecula do ácido capazes de serem substituídos por
um metal com a formação dum sal. Tais ácidos como o clorídrico e o
acético podem servir de exemplos de ácidos monobásicos, o ácido
sulfúrico é dibásico, o ácido ortofosfórico H3 PO4 é tribásico.

Segundo a presença do oxigénio na sua composição, os ácidos


dividem-se em hidrácidos e oxoácidos. Os ácidos nítrico e sulfúrico
são oxoácidos, o ácido clorídrico HCL e sulfrídrico

H2S são hidrácidos.

A denominação dos ácidos forma-se a partir do nome do elemento de


que é formado esse ácido. Além disso, o nome dos hidrácidos tem o
sufixo “idríco”, adicionado ao nome do elemento precedido do nome
(palavra) ácido: HCL-ácido clorídrico, H2S- ácido sulfídrico, HCN-
ácido cianídrico. Os nomes dos oxoácidos também se formam a partir
do respectivo elemento, com adição do sufixo “ico”, se o elemento
apresenta uma só valência: H2 CO3-ácido carbónico, H3BO3, ácido
108

bórico. Se o elemento, apresenta duas valências, a diferença entre os


dois reflecte-se nos sufixos: o sufixo “oso” indica o ácido com
valência inferior, o sufixo “ico”, o de valência superior. Por exemplo,
H2SO4-ácido sulfúrico, H2SO3-ácido sulfuroso: HNO3-ácido
nítrico, HNO2- ácido nitrosos. Se o elemento, que forma os ácidos,
apresenta três ou quatro valências, utilizam-se os prefixos e sufixos
seguintes, para diferenciar os ácidos: o prefixo “hipo” e o sufixo
“oso” para o menor estado de valência, o sufixo “oso” para o
segundo estado de valência; o sufixo “ico” para o terceiro estado de
valência; o prefixo “per” e sufixo “ico” para o maior estado de
valência. Por exemplo, H3PO2 - ácido hipofosforoso, H3PO3 - ácido
fosforoso, H3PO4 – ácido fosfórico, HClO – ácido hipocloroso,
HClO2 – ácido cloroso, HCLO3 – ácido clórico, HClO4 – ácido
perclórico. Além do mais, a um mesmo óxido, istoé, a uma valência
do elemento que forma os ácidos, correspondem alguns ácidos que
diferem entre si pelo número de moléculas de água que
correspondem a uma molecula do óxido. Assim, a forma mais rica
em água tem o prefixo “orto” e a forma menos rica – “meta”. Por
exemplo, o ácido H3PO4, em que para uma molécula de P2O5,
correspondem três moléculas de água, chama-se ortofosfórico, e o
ácido HPO3 – metafosfórico, visto que neste a uma molécula de
P2O7 corresponde uma molécula de água. A forma intermediária,
H4P2O5, tem o nome de ácido pirofosfórico; aqui, a uma molécula
de P2O, correspondem duas moléculas de água.

A par dos prefixos e sufixos citados, `as vezes, empregam-se outros.


Além disso, alguns ácidos, têm nomes constituídos historicamenente.

Sais
Os sais são os produtos da substituição do hidrogénio num ácido ou
de hidroxogrupos por um radical ácido numa base. No caso da
substituição ser completa obtêm-se os sais neutros (normais). No
caso da substituição ser incompleta, obtêm-se ou sais básicos ou
ácidos.
109

Um sal ácido obtêm-se pela substituição incompleta do hidrogénio do


ácido por um metal. Um sal básico, obtêm-se pela substituição
incompleta de hidroxogrupos da base por um radical ácido. É claro
que um sal ácido pode ser formado apenas por um ácido, cuja
basicidade é igual a dois ou mais, e um sal básico – apenas por um
metal, cuja valência seja igual a dois ou mais.

Exemplos de formações de sais:

Ca(OH)2 + H2SO4 CaSO4 + 2H2O

CaSO4 é um sal neutro – Sulfato de cálcio

KOH + H2SO4 KHSO4 + H2O

KHSO4 é um sal ácido – hidrossulfato de potássio

Mg(OH)2 + HCl MgOHCl + H2O

MgOHCl é um sal básico – hidroxocloreto de magnésio.

Os sais formados por dois metais e um ácido, chamam-se sais duplos;


os sais formados por um metal e dois ácidos, chamam-se sais mistos.
Um exemplo dum sal duplo é o alúmen de alumínio e potássio, ou
sulfato de alumínio-potássio, KAl(SO4)2. o sal de cálcio do ácido
clorídrico (HCl) e do hipocloroso (HClO) CaClOCl (ou CaOCl2) é
um sal misto.

Um mesmo sal pode ter alguns nomes diferentes. Por exemplo,


KNO3 chama-se nitrato de potássio, nitro de Bengala, Salitre.
Actualmente, a maioria dos químicos utiliza para os sais, a
nomeclatura internacional (latina). Segundo esta nomenclatura, o
nome do sal reflecte o nome do metal e o nome latino, o do radical
ácido. O nome latino do ácido e do radical ácido vêm do nome latino
do elemento que forma o ácido. Al’em disso, o nome do sal dum 110
hidrácido tem o sufixo “eto” e no

caso dos sais dos oxoácidos tem os sufixos “ito” (para as valências
inferiores) e “ato” (para as valências superiores).

Assim, os sais do ácido clorídrico chamam-se cloretos, os do


sulfídrico – sulfuretos; os sais do ácido sulfúrico são os sulfatos e do
ácido sulfuroso – os sulfitos. Para os sais formados por metais com
valência variável, como nos óxidos ou nas bases, a valência do metal
indica-se dentro de parêntsesis; assim, FeSO4 é o sulfato de ferro (II),
Fe2(SO4)3 – sulfato de ferro (III). O nome do sal ácido tem o prefixo
“hidro” que indica a presença de átomos não substituídos de
hidrogénio; se o número destes átomos não substituídos é dois ou
mais, então ele designa-se pelos números gregos (di-,tri-, tetra-. etc).
Assim , Na2HPO4 chama-se hidrofosfato de sódio e NaH2PO4
dihidrofosfato de sódio.

Nomes dos sais de alguns ácidos mais importantes

Analogamente, o sal básico ‘e caracterizado pelo prefixo idroxo” que


indica a presença de grupos não substituídos de hidróxilo. Por
exemplo, ALOHCl2 – dihidroxocloreto de alumínio. Abaixo são
dados os nomes dos sais de alguns ácidos importantes.
111

Ácidos

Nome Fórmula Nome dos sais neutros


respectivos

Nítrico HNO3 Nitratos

Nitroso HNO2 Nitritos

Alumínio H3AlO3 Ortoaluminatos


(orto-
alumínico)

Bórico (orto- H3 BO3 Boratos (ortoboratos)


bórico)

Bromídico HBr Brometos

Iodídrico HI Iodetos

Silícico H2SiO3 Silicatos

Permangânico HmnO4 Permanganatos

Metafosfórico HPO3 Metafosfatos

Arsénico H3AsO4 Arseniatos

Arsenioso H3AsO3 Arsenitos

Ortofosfórico H3PO4 Ortofosfatos

Pirofosfórico H4P2O7 Pirofosfatos

Sulfúrico H2SO4 Sulfatos

Sulfuroso H2SO3 sulfitos

Carbónico H2 CO3 Carbonatos

Fosforoso H3PO3 Fosfitos


112
Fluorídrico HF Fluoretos

Clorídrico HCl Cloretos

Perclórico HClO4 Percloratos

Clórico HClO3 Cloratos

Hipocloroso HClO Hipocloritos

Crómico H2CrO4 cromatos

Cianídrico HCN Cianetos

Sumário
113

Os oxidos são compostos dos elementos com o oxigénio. Segundo as


propriedades químicas, eles subdividem-se nos que formam sais
(salificados) e nos que não os formam (indiferentes). Os óxidos
salificados, por sua vez, subdividem-se em básicos, ácidos e
anfotéricos.

As bases são compostas dum metal e de grupos monovalentes (a


noção de valência refere-se não somente aos elementos, mas também
aos grupos de átomos que entram na composição dos compostos
químicos e que actuam como um todo nas reacções químicas. A
propriedade mais importante das bases, é a capacidade de formar sais
com os ácidos

As bases são classificadas pela sua solubilidade na água e pela sua


força. Segundo a solubilidade, as bases dividem-se em solúveis, ou
álcalis, e insolúveis. Os álcalis mais importantes são o hidróxido de
sódio NaOH, o hidróxido de potássio KOH e o hidróxido da cálcio
Ca(OH)2 .

Segundo a força, as bases dividem-se em fortes e fracas. São bases


fortes, todos os álcalis, excepto o hidróxido de amónio.

Os ácidos são compostos por hidrogénio, o qual pode ser substituído


por um metal, e por um radical ácido, além, disso, o número de
átomos de hidrogénio é igual a valência do radical ‘acido. Como
exemplo de ácidos podem servir o ácido clorídrico HCl, o sulfúrico
H2SO4, o nítrico HNO3 e o ácido acético CH3COOH.

Os sais são os produtos da substituição do hidrogénio num ácido ou


de hidroxogrupos por um radical ácido numa base. No caso da
substituição ser completa obtêm-se os sais neutros (normais). No
caso da substituição ser incompleta, obtêm-se ou sais básicos ou
ácidos.

Um sal ácido obtêm-se pela substituição incompleta do hidrogénio do


ácido por um metal. Um sal básico, obtêm-se pela substituição
incompleta de hidroxogrupos da base por um radical ácido
114

Exercícios

N.B: Não estão previstos quaisquer exercício para entregar.

1. Indique as funções inorgânicas que conheces.


R: Ácidos, bases, sais e óxidos.
2. Dê o conceito de ácidos.
Auto-avaliação
R: Ácidos são substâncias que em solução aquosa libertam o ião
hidrogénio, isto segundo Arehenius.
115

Unidade no.14-Q0048
Tema:Introdução a
Química Orgânica
Introdução

Um aspecto curioso e que lhe pode suscitar dúvida é o facto de incluírmos


neste estudo assuntos ligados a química orgânica. Esta inclusão faz sentido
pelo simples facto de que a Química Básica se ocupa com o estudo de
diferentes assuntos ligados a química, desde os aspectos fundamentais até aos
mais específicos.
Nesta unidade iremos introduzir a química orgânica, onde assuntos como o
desenvolvimento histórico da química orgânica, as características dos
compostos de carbono, a classificação das reacções orgânicas, a teroria
estrutural e outros, merecerão destaque. Seja bem vindo!
Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer o desenvolvimento histórico da química Orgânica.


 Relacionar as propriedades do carbono com a sua posição na tabela
periódica.
Objectivos  Conhecer as características típicas dos compostos de carbono.
 Utlizar a teoria estrutural para interpretar os diversos factos relativos a
sentenas de milhares de compostos isolados.
 Ralacionar os ângulos de ligação entre os átomos de uma molécula
orgânica com os tipos de hibridização correspondentes.

Introdução a Química Orgânica


Desenvolvimento histórico da Química Orgânica

A expressão “Química Orgânica” é remanescente dos tempos em que os


compostos químicos eram divididos em duas classes, de acordo com a sua
origem.
116

Nessa altura, o nome orgânica designava todas as substâncias obtidas nos


organismos vivos, que podem ser de origem animal ou vegetal.

Um outro grupo de compostos cujas propriedades e constituição não se


assemelhavam aos orgânicos eram chamados por compostos inorgânicos ou
minerais por estes serem obtidos a partir dos minerais e à química responsável
pelo seu estudo, Químca Inorgânica ou Mineral.

Até meados do século XIX, de acordo com os trabalhos do Paracelso e Van


Helmont sobre a extração de resinas, destilação de ervas e de substâncias
similares de origem vegetal, fez com que a população daquela época
acreditasse na teoria de força vital que dizia: Todas as substâncias orgânicas
só podem ser produzidas por uma força misteriosa “força vital” que
existe apenas nos organismos vivos.

Esta teoria foi destornada, pouco a pouco, após os trabalhos de F. Woehler,


em 1828, que conseguiu sintetizar pela primeira vez uma substância orgânica (
ureia) a partir duma substância inorgânica (isocianato de amónio), de acordo
com a equação da reacção abaixo:

NH4CNO  NH2-CO-NH2

Com a tal síntese, a classificação das substâncias em dois grandes grupos, de


acordo com a sua origem (minerais e orgânicos) perdeu a sua sustentabilidade.

Anos mais tarde, sínteses posteriores cimentaram, mais uma vez, a


inaplicabilidade e a insustentabilidade da teoria da força vital e, isto culminou
com o abandono total desta teoria e, concequentemente, procurou-se uma
nova maneira de classificar os compostos orgânicos.

Já que todos os compostos orgânicos apresentam em comum o elemento


carbono fez com que, em 1884, a Química Orgânica passasse a ser conhecida
como sendo Química dos Compostos de Carbono.

É sobejamente conhecido que desde os tempos mais remotos os homens já se


preocupavam pela transformação e uso das substâncias orgânicas, por ex: o
uso da Madeira na construção, a fermentação dos açúcares naturais para a
obtenção de bebidas alcoólicas, o uso da medulla da planta do papiro para a
obtenção de tintas de escrever, a mumifica,cão dos corpos pelos egípcios para
117

a conserva,cão dos seus cadávers, extração de corantes de origem animal e


vegetal para tingir tecidos, entre outros.

Na idade média, a Química Orgânica estagnou-se porque a preocupação


daquela época era de transformar os metais menos nobres em ouro ( mmetal
este que pelo seu brilho representava o símbolo do poder) por meio da pedra
filosofal. Esta fase também foi conhecida como fase da alquimia, e um
grande vestígio desta época, para além do caso ouro, era de encontrar
substâncias capazes de prolongar a vida ( substâncias medicinais). Esta
segunda tendência levou os homens daquela época a discobrirem muitas
substâncias químicas ( muitas delas usadas na medicina para o combate de
determinadas doenças) e muitos elementos químicos. A prática da
mineralogia motivada pela busca do ouro também contribuiu para a
descoberta de inúmeros elementos químicos.

Na procura do elixir da vida, que tanto impulsionou a procura de


medicamentos destacaram-se mais os trabalhos do Paracelso e Van Helmont
que conduziram os povos daquela época para o conhecimento preliminar da
Química Orgânica aceite até meados do séc. XIX.

Em 1777, Bergman deu um passo inicial sobre a construção da teoria da força


vital dizendo que os compostos orgânicos eram obtidos apenas nos vegetais
ou nos animais.

Berzelius, em 1815 criou a teoria de foça vital que foi universalmente aceite
naqueles tempos. Este facto foi motivado pela doutrina religiosa vigente (
nada de ciência devia contradizer os preceitos religiosos). Também, na
origem desta aceitação estava o insucesso verificado na tentative de sintetizar
compostos orgânicos, facto este estaria ligado ao fraco desenvolvimento
instrumental e na pouca vontade do empresariado em financiar pesquisas
científicas.

Em suma, outras fases mais importantes da história da Química Orgânica


podem ser remidamente apresentadas obedecendo a seguinte cronologia:

Em 1828, F. Wholer sintetizou a ureia a partir do isocianato de amónio


colocando em causa a teoria de força vital.
118

Em 1835 é detornada a teoria de força vital, dando ênfase à síntese de


compostos orgânicos.

Em 1848 surge a definição definitiva da Química orgânica como sendo


Química dos compostos de carbono.

Em 1858, Augusto Kekulé e Couper anunciaram a teoria estrutural dando


ênfase os seguuintes conceitos: o carbono é tetravalente, as quarto valências
do carbono são equuivalentes e, os átomos de carbono podem ligar se entre si
formando cadeias carbónicas estáveis.

Em 1874, Van’t Hoff e Le Bel criaram o modelo espacial para o átomo de


carbono.

No séc. XX a Química Orgânica é reconhecida como ciência moderna.

Estudo do carbono e características típicas dos compostos de


carbono

O carbono é o elemento químico presente em toda e qualque substância


orgânica.

O mais abundante átomo de carbono na natureza é o isótopo de C-12 que


também é usado para a definição de u.m.a.

O carbono encontra-se no grupo intermédio(IVG) ficando com défices para


ceder ou captar electrões durante as reacções químicas.

Por possuir, o número atómico 6 apresenta a seguinte configuraão electrónica:


6C : 1s2 as2ap2

Neste caso, seria de esperar que o carbono apresentasse a valência II e


com a possibilidade de formar três ligaões, das quais duas por
compartilhamento e uma por doação aceitação mas, na realidade o
carbono forma quatro ligações covalentes por compartilhamento.

Para além de formar 4 ligações, o carbono tem uma propriedade excepcional


que consiste em : “atomos de carbono ligam-se entre si formando cadeias
carbónicas que podem ser lineares, ramificadas e cíclicas. Esta propriedade
permite diversificar os compostos orgânicos.
119

-C-C-C-C-C-C-C-C-C-C-C-C-C-C-

A Química Orgânica é a química dos compostos farmacéuticos, do papel, da


tinta de escrever, plásticos, gasolina, borracha., dos produtos alimentares e do
vestuário.

A Química Orgânica é fundamentel para a biologia e para a medicina. Com


excepção da água, os organismos vivos estão formados principalmente por
compostos orgânicos.

Até certo ponto, pode-se afirmar que vivemos a era ou a idade do carbono
porque hoje em dia fala-se do: ADN, efeito de estufa por CO2 , destruição da
camada de ozono por CFCs, o uso massificado de combustíveis fósseis
(petróleo, gás natural, etc).

Efeitos indutivos e mesoméricos

Efeito indutivo: é uma tendência intríseca que um substituinte tem de captar


ou ceder os seus electrões de acordo com a sua electronegatividade.

+I-efeito: verifica-se quando o carbono encontra-se ligado a uma partícula


menos electronegativa.

Ex: -CH3, metais, etc.

-I-efeito: verifica-se quando o carbono encontra-se ligado a uma partícula


mais electronegativa.

Ex: -F, -Cl, -Br, -I, -OH, -NO2, NH3, etc.

Mesomeria: é o fenómeno da deslocalização dos electrões nos sistemas com


ligações duplas conjugadas (alternadas)

Ex: dienos e polienos conjugados, aromáticos, ácidos carboxílicos, etc.


-
CH2=CH-CH=CH2 CH2-CH=CH-CH2+ +
CH2-CH=CH-CH2-

A mesomeria estabiliza a molécula nos sistemas de ligações conjugadas.

Activantes: (+M-efeito) aumentam a densidade electrónica nos sistemas de


ligações múltiplas conjugadase, podem ser:
120

 fortemente activantes. ex: -NH2, (-NHR, -NR2)


 Moderadamente activantes. ex: -OCH3 (-OC2H5, etc) –NHCOCH3
 Fracamente activantes. ex: -C6H5 , -CH3 (-C2H5 , etc) e todos os
halogénios

Desactivantes (-M-efeito) reduzem a densidade electrónica nos sistemas


polielectrónicos.

Ex: meta-dirigentes: -NO2, -N(CH3)3+, -CN, -COOH, -COOR, -SO3H, -CHO,


-COOR.

Os efeitos: +I, -I, +M, e –M-efeitos influem grandemente nas propriedades


químicas dos compostos orgânicos em especial aqueles que apresentam
ligações múltiplas conjugadas.

Classificação das reacções químicas

Existem dois critérios principais para classificar as reacções químicas nos


compostos orgânicos.

a) Quanto à direcção:

I-Reac. de adição: o reagente adiciona-se ao substrato formando os produtos


da reacção. É típica nos compostos insaturados.

CH2=CH2 + Br2  CH2Br-CH2Br

II-Remoção: uma partícula é retirada da substância mãe usando mecanismos


favoráveis.

Por ex: desidratação dos álcoois, desidrogenação, desidroalogenação,etc.

III-Substituição: uma partícula mais reactiva substitui a partícula menos


reactiva nas suas soluções e pode ser: SN1, SN2, SE, etc.

IV-Reagrupamento: partículas pequenas agrupam-se formando partículas


médias e por sua vez estas, em partículas maiores.

Ex: polimerização, etc.


121

b) Quanto ao carácter das partículas em interação

I-Homolíticas: a cisão da ligação dá-se por igual, isto é, provoca a formação


de radicais livres ( centros activos).

A:B  A. + B.

Esta acção pode ocorrer sub acção da temperatura ( termólise) ou sub acção da
luz( fotólise)

Por sua vez os radicais formados podem provocar a ocorrência de dois tipos
de reacções:

1.a) SR: o radical substitui ou é substituido por um outro radical.

Ex: cloração do metano.

1b) AR; é típica dos insaturados onde o radica adiciona-se ao sistema


insaturado.

CH2=CH2 + A.  complexo-  .CH2-CH2-A + B.  B-CH2-CH2-A

II-Heteolíticas: a cisão da ligação dá-se por desigual, isto é, provoca a


formação de iões.

A:B  A+ + B-

Tais iões podem ser carbocatiões (-CH3+), carboaniões ( -OC6H5)-, etc .

Ligado à formação destes iões pode-se falar de dois tipos de partículas:

a. Partículas nucleofílicas: são ricas em electrões e têm tendência de atacar


os protões.

Ex: carboaniões, sistemas insaturados (C=C, dienos, polienos, aromáticos), F-,


Cl-, Br-, I-, etc

b. Partículas electrofílicas: são pobres em electrões, têm tendência de atacar


partículas ricas em electrões.

Ex: H+, carbocatiões, etc.

Esses dois tipos de partículas podem provocar dois tipos de reacções:

 Adição:

I-AN -CO + B- ataque nucleofílico


122

II-AE C=C + A+ ataque electrofílico

 Substituição:

I-SN: C-Br + Cl-  C-Cl + Br-

II-SE: R-OH + Na+  R-O-Na + H+

Teoria Estrutural
A teoria estrutural é o quadro de referências que nos permite agrupar e
sistematizar milhões de factos relativos à centenas de milhões de compostos
individuais.

É com base neste referencial que estes factos melhor se podem justificar e
compreender.

A teoria estrutural é a formulação de hipóteses sobre a maneira como os


átomos podem-se agrupar para formar moléculas.

A teoria estrutural diz respeito à ordem em que os átomos se ligam uns aos
outros e aos electrões que os mantém unidos.

Ocupa-se também da forma e tamanho das moléculas constituidas por esses


átomos.

Conhecendo melhor a teoria estrutural é possível interpretar uma série de


propriedades dos compostos químicos: densidade, ponto de fusão, ponto de
ebulição, tipos de reagentes com que reagirá, tipo de solvente para dissolver a
substância em causa, etc.

Fórmula estrutural, racional e molecular


Fórmula estrutural: indica o modo como os átomos de carbono ligam-se
entre si e com outros átomos diferentes formando moléculas.

H H H

Ex: H – C – C – C – H

H H H

Fórmula racional: indica o modo como os átomos de carbono ligam-se entre


si na cadeia carbónica.
123

Ex: CH3-CH2-OH

Fórmula molecular: indica apenas o número de átomos existentes na


molécula sem se inferir na maneira como estes ligam-se entre si.

Ex: C2H5 OH ou C2H6O.

Teoria electrónica das ligações químicas


A ligação química antes de 1926

Em 1916 admitia-se apenas a existência de apenas dois tipos de ligações


químicas:

a) ligação iónica (W. Kossel) resulta da tranferência total dos electrões de um


átomo mais electronegativo para um outro menos electronegativo.

É a atração electrostática entre dois iões de cargas opostas.

Tais ligações são típicas dos sais formados pela combinação entre elementos
metálicos, à esquerda da tabela periódica dos elementos, com os elementos
ametálicos, á direita.

Ex. NaCl 11Na 1s22s22p63s1 + electroposetivo

17Cl 1s2 2s22p6 3s23p5 + electronegativo

Para o sódio é mais fácil perder um electrão da última camada e tranasformar-


se num ião positivo ao passo que o cloro prefere captar um electrão e ficar
com oito na última camada e passa a ser um ião negativo.
+
10Na 1s22s22p6 3s0
-
18Cl 1s22s22p63s23p6

Esses dois iões atraem-se mutuamente formando o sal cloreto de sódio.

b) ligação covalente (lewis) resulta da utilização em comum de electrões, isto


é, resulta do compartilhamento de electrões entre dois átomos.

Neste caso atinge-se também a estabilidade segundo a regra dos otetos.


124

As forças electrostáticas não ocorrem entre iões tal como na ligação iónica,
mas sim entre os núcleos e os electrões dos átomos envolvidos na formação da
ligação.

A ligação covalente é típica dos compostos de carbono, em particular e, dos


ametais, em geral.

Ex: F:F, H:H , C: H, etc

A ligação química depois de 1926

Em 1926 apareceu uma teoria denominada mecãnica quântica ( alicersada em


Física Quântica) que constituiu alavanca para o desenvolvimento da Química.
Tal teoria foi desenvolvida por Schrodinger que usando expressões
matemáticas procurou descrever o movimento de um electrão em função da
sua energia. Tais expressões receberam o nome de equação de onda (
dualismo do electrão: é uma partícula e é uma onda).

O quadrado da equação de onda apresenta diversos resultados aproximados


que recebem o nome de função de onda para cada um destes. De referenciar
que cada função de onda representa um determinado nível de energia
diferente para os electrões.

A equação de onda não indica com exactidão o lugar onde podemos encontrar
o electrão num dado momento ou a velocidade com que este se desloca. A
função de onda mostra-nos a maior probabilidade de encontrar o electrão em
qualquer local que se especifique (orbital atómica).

Orbital atómica é a região do espaço que com maior probalidade podemos


encontrar um electrão.

O tipo de orbital ocupado por um dado electrão depende da energia


desse mesmo electrão.

Tipos de orbitais atómicas


Há qutro tipos de orbitais atómicas:

s-tem a forma esférica (e cabem no máximo dois electrões), p-tem a forma de


altere( cabem no máximo seis electrões), d- tem a forma complexa (cabem no
125

máximo dez electrões) , f-tem a forma complexa (cabem no máximo catorze


electrões).

Ligação covalente
Do ponto de vista clássico, a ligação covalente é o resultado do
compartilhamento de electrões entre dois átomos isolados mas, do ponto de
vista da mecânica quântica, a ligação covalente resulta da sobreposição das
orbitais atómicas( nuvens electrónicas).

Na formação duma ligação covalente cada orbital deve participa com um


electrão desenparelhado.

Nos átomos isolados os electrões possuem maior energia comparativamente


com a energia que possuem nas orbitais sobrepostas.

Durante a formação duma ligação covalente nota-se a libertação de energia


que depois será gasta para romper a ligação formada para obter átomos
isolados ( energia de dissociação).

Orbital molecular ( orbital de ligação) é a orbital que resulta da sobreposição


das orbitais atómicas dos átomos isolados e pode se: OM- ligante (com menor
energia comparativamente às OA iniciais) e OM-antiligante ligante (com
maiorr energia comparativamente às OA iniciais) .

A orbital molecular ocupa o mesmo espaço ocupado pelas orbitais atómicas


de cada um dos átomos.

A ligação covalente pode ser polar e apolar e também pode ser sigma ou pi ( 
ou  ).

O comprimento da ligação covalente depende do tamanho dos átomos


formadores da ligação, do grau de sobreposição e do tipo de orbitais atómicas
envolvidas na ligação química.
126

Menor comprimento de ligação implica maior energia libertada durante a


formação da ligação e, concequentemente, maior será a energia de dissociação
das moléculas.

O tamanho das orbitais depende do nível onde estes se encontram e,


concequentemente, maior será a energia da orbital.

1s < 2s < 3s.....energia e tamanho aumentam neste sentido.

2p < 3p < 4p... energia e tamanho aumentam neste sentido.

Características da ligação covalente


 Possue comprimento e energia específica
 Dispõe-se em determinados ângulos segundo a hibridização do átomo
central.
 É dirigida

A hibridização permite esclarecer melhor a maneira como os átomos se


dispõem no espaço numa molécula orgânica.

Teoria de hibridização
Hibridização: é a mistura de orbitais atómicas que tornam-se
energeticamente equivalentes.

Tipos de hibridização do átomo de carbono

a) sp-hibridização: uma orbital s mistura-se com uma orbital p. As orbitais


híbridas participam na formação de ligações δ e as duas restantes participam
na formação de ligações Л. As ligações sigma são mais estáveis do que as
ligações Л. As duas orbitais sp formadas dispõem-se num ângulo de 180º(
forma estrutura linear)
Ex: compostos com ligações triplas.
127

b) sp2-hibridização: uma orbital s mistura-se com duas horbitais p e forma-se


três orbitais híbridas sp2 dispostas num ângulo de 120º ( forma estrutura
trigonal planar com as nuvens electrónicas dirigidas aos cantos de um trângulo
equilátero). Uma orbital que não participa na hibridização é responsável pela
formação de uma ligação Л.
Ex: compostos com uma ligação dupla.

c) sp3-hibridização: uma orbital s mistura-se com três orbitais p e formam-se


quatro ligações híbridas sp3. neste caso não há nenhuma orbital p pura tendo
em conta que o átomo de carbo apresenta quatro orbitais no último nível,
sendo uma orbital s e três orbitais p. Todas as ligações são δ e dispostos de
acorco com o ângulo de 109º 28’ ( estrutura tetraédrica)

Ex: alcanos e todos os compostos onde o carbono apresenta ligações simples)

Sumário

A expressão “Química Orgânica” é remanescente dos tempos em que os


compostos químicos eram divididos em duas classes, de acordo com a sua
origem. Nessa altura, o nome orgânica designava todas as substâncias obtidas
nos organismos vivos que podem ser de origem animal ou vegetal.

Até meados do século XIX, a população desta época acreditava numa teoria
da força vital que dizia: Todas as substâncias orgânicas só podem ser
produzidas por uma força misteriosa “força vital” que existe apenas nos
organismos vivos.

Esta teoria foi destornada, pouco a pouco, após os trabalhos de F. Woehler,


em 1828, que conseguiu sintetizar pela primeira vez uma substância orgânica (
ureia) a partir duma substância inorgânica (isocianato de amónio), de acordo
com a equação da reacção abaixo:

NH4CNO  NH2-CO-NH2
128

Exercícios
1. Caracterize o objecto da Química Orgânica-1.
2. Que átomos são chamados de átomos heterogéneos nos compostos
orgânicos? Indique-os.
3. Diferencie os átomos heterogéneos dos átomos marcados.
4. Um composto orgânico contém 84% de C e 16% de H. Calcula a
fórmula de proporção do referido composto. Calcule a fórmula molecular
sabendo que M=100g/mol.
5. Qual é a fórmula estrutural possível do exercício 4?
6. Classifica as reacções da QO:

a) Segundo a transformação total e o tipo da divisão da ligação responsável


pela formação.

7. Quais são as relações entre a polaridade duma ligação covalente e os


valores da electronegatividade dos átomos participantes na ligação?
8. Jstifica os sinais das cargas parciais na estrutura

δ+ δ-

-C–O-

9. O que se entende por efeito indutivo?


10. Dos reagentes abaixo, indique os nucleofílicos e os electrofílicos

a) catiões b) aniões c) compostos com par de electrões livres d) compostos


com falta de electrões na última camada.

11. Agrupe as seguintes partículas em electrofílicas e nucleofílicas: H+,


OH-, H2O, NH3, AlCl3, Br-, Br+.
12. Porque o efeito indutivo influencia a reactividade dos compostos
orgânicos nas reacções orgânicas?
13. Formule a homólise do cloro e do metano. Dá nome aos produtos
formados no processo em causa.
14. Designe os iões de carbono formados através da divisão heterolítica nos
seguintes casos e caracterize-os de acordo com Lewis:

a) R-CH2-X R-+CH2 + X-

b) R-CH2-Y R--CH2 + Y+
129

1. Enuncie a teoria da força vital.


R: Todas as substâncias orgânicas só podem ser produzidas por uma força
misteriosa “força vital”, que existe apenas nos organismos vivos.
Auto-avaliação 2. Dê o conceito de Química Orgânica, de acordo com o conceito de 1884.
R: Química Orgânica é a química dos compostos de carbono, ou seja é química
que estuda os compostos de carbono.
130

Unidade no.15-Q0048
Tema: Os alcanos (parafinas)

Introdução

Caro estudante, depois de termos iniciado a discussão a volta dos


hidrocarbonetos, isto na unidade anterior, nesta unidade o estudante é
convidado a iniciarmos uma discussão a volta dos alcanos ou parafinas,
aspectos como a série homóloga, nomenclatura, propriedades, obtenção e
aplicação do seu principal representante, serão matéria de discussão na
presente unidade.
Vamos a isso!
Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer a série homóloga dos alcanos.


 Dar nome aos alcanos com base na nomenclatura IUPAC.
 Conhecer as propriedades doa alcanos.
Objectivos
 Obter alcanos com base na utilização de diferentes métodos de
obtenção dos alcanos.
 Fazer reagir os alcanos, tomando como base as propriedades
físicas e químicas dos mesmos.
 Conhecer as aplicações do metano.

Os alcanos

Alcanos: são hidrocarbonetos de cadeia aberta que apresentam o átomo de


carbono saturado e com a hibridização sp3 , têm a fórmula geral CnH2n+2
onde C é carbono, H- hidrogénio e n- número de átomos.
131

Nos alcanos os átomos de carbono ligam-se entre si formando cadeias que


podem ser lineares ou ramificadas dispostas em zic-zac devido ao ângulo
tetraédrico do átomo de carbono.

-C-C-C-C-C-C-C- Cadeia linear

-C-C-C-C (C) -C-C- Cadeia ramificada

Tipos de átomos de carbono nos alcanos

Os átomos de carbono classificam-se em em 4 tipos de acordo com a posição


que ocupa na cadeia carbónica, sendo assim temos:
a) Carbono primário: encontra-se ligado com apenas um átomo de carbono
vizinho.
b) Carbono secundário: encontra-se ligado há dois átomos de carbono
vizinhos.
c) Carbono terciário: encontra-se ligado à três átomos de carbono vizinhos.
d) Carbono quaternário: encontra-se ligado à quatro átomos de carbono
vizinhos.
A reactividade dos átomos de carbono vária da seguinte forma:
prim.<sec.<terc.

Série homóloga dos alcanos


Série homóloga: é uma série em que cada um difere-se do anterior por uma
unidade constante e para o caso dos alcanos esta unidade é metileno (-CH2).
Suprimindo um átomo de hidrogénio a um alcano obtem-se um radical
alquilo, cuja fórmula geral é Cn H2n+1.

Tab.3-Série homóloga dos alcanos

Valor de Fórmula Tf ºC Teb ºC Nome do Fórmula do Nome


n de molecular composto do radical do
carbono radical
1 CH4 -182 -162 Metano -CH3 Metil
2 C2H6 -183 -89 Etano -C2H5 Etil
132

3 C3H8 -187 -42 Propano -C3H7 Propil

4 C4H10 -138 -0,5 Butano -C4H9 Butil

5 C5H12 -130 +36 Pentano -C5H11 Pentil

Nomenclatura dos alcanos

De acordo com a IUPAC ( International Union of Pure and Applied


Chemistry) recomenda o seguinte sobre a nomenclatura dos compostos
orgânicos:
1. Escolhe-se como estrutura matriz a cadeia carbónica contínua mais
comprida (cadeia principal) e considera-se o composto como derivado desta,
pela substituição de átomos de hidrogénio por grupos alquilos.
Ex: -C-C-C(C-)-C- metil butano

2. Quando necessário o átomo de carbono no qual se liga o grupo alquilo é


indicado por um número mas, a contagem é feita a partir da extremidade mais
próxima da primeira ramificação ( regra dos números mínimos).
Ex: -C-C-C-C(C-)-C- 2-metil pentano

3. Quando o mesmo grupo alquilo aparece mais do que uma vez como
cadeia lateral recorre-se ao uso dos prefixos gregos di, tri, tetra, etc para
designar dois, três, quatro, etc; grupos alquilos, respectivamente.
Ex: -C-C(C-)-C(C)-C-C- 2,3-dimetilpentano.

4. Se houver mais que dois grupos alquilos diferentes ligados à cadeia


matriz, os nomes serão indicados em ordem crescente de complexidade ou
por ordem alfabética.
Ex: 3,3-dietil-4-metil-5-isopropil-octano.
133

Propriedades físicas dos alcanos

Do metano ao butano são gases;


Do pentano ao dodecano são líquidos;
Do decapropano para diante são sólidos.

Isomeria dos alcanos


O conceito de isomeria caracteriza compostos com a mesma fórmula
molecular e diferentes fórmulas estruturais. Neste caso distinguem-se dois
tipos de isomeria: de constituição e a estereoisomeria.
Os isómeros de constituição diferem entre pela disposição de átomos ou
grupos de átomos na molécula enquanto que os estereoisómeros diferem pela
disposição dos átomos no espaço, mas têm a mesma constituição.
A grande quantidade de compostos orgânicos deve-se à capacidade do átomo
de carbono de formar cadeias ramificadas.
Deste modo os isómeros existentes diferem entre si principalmente nas suas
propriedades físicas.
Por exemplo:

Tab. 4- Propriedades físicas de alguns compostos isómeros

Nome do n-pentano Metil butano Dimetil propano


composto
Isómero
Pf ºC -130 -160 -17
Peb ºC 36 28 9,5

Com o aumento da cadeia carbónica cresce também o número de isómeros de


cadeia ou ramificação mas, estes só podem existir a partir do butano para
diante.
A estereoisomeria, como foi referenciado antes, é parte da estereoquímica ,
isto é, a parte da Quimica que estuda a estrutura dos compostos em três
134

dimensões ou seja, no espaço. Neste caso distinguem-se isómeros de


configuração e de conformação.
Isómeros de configuração diz respeito à ocupação das posições cis e trans
pelas moléculas dos alcenos e, não é típica para os alcanos.
Isómeros de conformação diz respeito ao movimento de rotação facilitado
pela existência das ligações simples nos alcanos e pela energia interna desses
compostos e podem ser em estrela e em eclipse.
A comformação em estrela revela-se mais estável devido á existência de
baixas forças de repulsão entre os átomos de hidrogénio ligados aos átomos de
carbono vizinhos.

Obtenção dos alcanos

1-pode-se obter os alcanos a partir do petróleo e gás natural e estes constituem


as principais fontes.
2-a partir do carvão natural ( hulha e antracite) pode-se obter maiores
quantidades do metano, em seguida o etano, depois o propano e com menor
significância o butano. Tenho a referir que os outros hidrocarbonetos também
podem ser obtidos em menor escala.
3- Outros métodos de obtenção envolvem a realização de reacções químicas.

a) Métodos sem alteração das ligações C-C.

1. Hidrólise do carbeto de alumínio.


2. Hidrólise dos compostos de Grignard
3. Hidrogenação catalítica dos alifáticos insaturados (método de Sabatier
Senderens)
4. Método de Berthelot

b) Métodos com combinação C-C

1- Síntese de Kolba
2-Síntese de Wurtz
135

3-Polimerização dos alcenos

c) Métodos com divisão da ligação C-C

1- Decomposição do ácido acético com hidróxido de sódio em presença de


óxido de cálcio
( método de Dumas ou decarboxilação)
2- Divisão ou cracking dos alcanos.

Propriedades químicas dos alcanos

Por serem compostos saturados, os alcanos só sofrem reacções de


substituição.
a) Reage com os halogénios usando o mecanismos de sdubstituição radical.
Esta reacção ocorre em três etapas fundamentais: iniciação, propagação e
terminação ou recombinação.
NB: No caso da cloração do metano, os produtos obtidos são de especial
importãncia prática pois, podem ser usados como anestesia local, nos
sistemas frigoríficos como meio refrigerador, como extintores de incêndios e
como solventes orgânicos.

Esta reacção ocorre em fase gasosa ou em solventes não polares. Pode ser
catalizada pela luz solar e por substâncias que facilmente se decompõem
formando radicais, como é o caso dos peróxidos. Também ocorrem a altas
temperaturas e nalguns casos são autocalíticas.

a) Sofrem a sulfoxidação em presença da água.


b) Sofrem a sulfocloração formando haletos de cloro.
c) Sofrem a nitração em meio sulfúrico formando nitrocompostos alifáticos.
136

Metano como representante importante dos alcanos. Breves


considerações.

O metano é um gás incolor, inodoro, arde com chama luminosa, não alimenta
a combustão, a mstura do metano com o oxigénio nas proporções de 1:2 é
explosiva. É constituinte do gás natural, do biogás, gás dos pântanos e das
minas.

Produção técnica do metano.


Pode-se obter o metano a partir do gás natural
Processo de cracking do petróleo e através do processo de síntese de gases em
prersença do Ni.
No laboratório, os métodos antes apresentados são válidos para a obtenção do
metano: decarboxilação do ácido acético, hidrólise do carbeto de alumínio,
hidrólise do cloreto de metil magnésio(composto de Grignard), e outros.

Aplicação do metano
Aquecimento por meio de combustão
Produção de compostos com alto valor económico: clorometano, metanol,
metanal, hidrogénio, ácido
cianídrico,etc.

Sumário

Alcanos: são hidrocarbonetos de cadeia aberta que apresentam o átomo de


carbono saturado e com a hibridização sp3 , têm a fórmula geral CnH2n+2
onde C é carbo, H- hidrogénio e n- número de átomos.

Série homóloga: é uma série em que cada um difere-se do anterior por uma
unidade constante e para o caso dos alcanos esta unidade é metileno (-CH2).
Suprimindo um átomo de hidrogénio a um alcano obtem-se um radical
alquilo, cuja fórmula geral é Cn H2n+1.
137

Exercícios

1. Qual é a característica fundamental que os hidrocarbonetos


apresentam?
2. Formule exemplos para HC alifáticos e cíclicos.
3. O que significa o conceito “ série homóloga”?
4. Formule os nomes dos seguintes compostos
5. CH3-CH2-CH(CH3)-CH(CH3)-CH2-CH3
6. CH3-CH(CH3)-CH2- CH2-CH(CH3)-CH3
7. Apresente as fórmulas estrutural e molecular dos seguintes
compostos:
a) 2-Metilpentano b) 2,2-Dimetilhexano c) 2,3-Dimetilpentano
d) 3-Etil-2,4-dimetilhexano e) 4-Isopropil-2-metiloctano.
8. Escreva as fórmulas estrutural e molecular assim como os nomes dos
alcanos com 5 átomos de carbono e marque os átomos de carbono
primário, secundário, terciário e quaternário.
9. Apresente as fórmulas estruturais dos cinco compostos possíveis a
partir da fórmula C6H14.
10. O que entende por orbital? Diferencie-a com a órbita estacionária do
Bohr.
11. Dê as configurações electrónicas do átomo de carbono no estado
fundamental e no estado excitado.
a) O que se entende por hibridização- sp3?
b) Caracterize uma ligação δ.
12. Complete o seguinte esquema:
13. A + Mg B + H2O CH3-CH(CH3)2
14. A + CH3MgI CH3-CH(CH3)-CH2-CH3
15. Indique matérias primas naturais para a produção dos alcanos.
16. Na combustão do metano forma-se um gás que se pode identificar
com a solução de hidróxido de cálcio. Formule a equação.
17. Quantos litros de CO2 formam-se na combustão completa de 29g de
butano?
138

1. Dê o conceito de alcanos.
R: Alcanos: são hidrocarbonetos de cadeia aberta que apresentam o

Auto-avaliação átomo de carbono saturado e com a hibridização sp3 , têm a fórmula


geral CnH2n+2 onde C é carbo, H- hidrogénio e n- número de átomos.
139

Unidade no.16-Q0048

Tema: Os alcenos (olefinas)


Introdução
Caro estudante, nesta unidade convidamos-lhe a discutir um pouco a volta dos
alcenos aspectos como a série homóloga, nomenclatura, propriedades,
obtenção e aplicação do seu principal representante, serão matéria de
discussão na presente unidade.
Vamos a isso!

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer a série homóloga dos alcenos.


 Dar nome aos alcenos com base na nomenclatura IUPAC.
 Conhecer as propriedades doa alcenos.
Objectivos
 Obter alcenos com base na utilização de diferentes métodos de
obtenção dos alcenos.
 Fazer reagir os alcenos, tomando como base as propriedades
físicas e químicas dos mesmos.

Os alcenos
São hidrocarbonetos acíclicos com uma ligação dupla entre os átomos de
carbono. Também são chamados HC eténicos ou etilénicos porque derivam
do eteno ou etileno ( o alceno mais simples) e de olefinas porque o eteno
também é chamado de gás oleficante.

A fórmula geral dos alcenos é CnH2n.


140

Nomenclatura dos alcenos

Usa-se para os alcenos quase sempre os nomes comuns do sistema IUPAC


para a atribuição do nome siga estes passos:

1. Seleccionar a maior cadeia carbónica que contenha a dupla ligação e


atribui-lhe o nome base obtido a partir da mudança da terminação ano do
alcano correspondente que tenha o mesmo número de átomos de carbono por
terminação eno.
2. Enumere a cadeia carbónica começando pela extremidade mais
próxima da ligação dupla e indique a posição da ligação dupla pelo número
do primeiro carbono que se encontra ligado à ligação dupla.
3. Indique pelo número e nome , usando a ordem alfabética ou ordem
crescente de complexidade, os grupos alquilos que se encontram ligados à
cadeia principal

CH3-C(CH3)2-CH=CH2 CH3-C(CH3)2-CH=CH-CH(CH3 )- CH3

3,3-Dimetil –1-Buteno 2,2,5-Trimetil-3- Hexeno

Obtenção dos alcenos Δ

Os métodos mais usuais de obtenção dos alcenos são os seguintes:


a) Cracking do petróleo.
CH3-CH2-CH2-CH2-CH3 CH3-CH3 + CH3-CH=CH2

b) Método de Sabatier-Senderens
CH3-C=CH + H2 Ni CH3-CH=CH2

c) Desidratação dos álcoois


CH3- CH(OH)-CH2-CH3 H2SO4© CH3-CH=CH-CH3 + H2O

A desidratação dos álcoois deve obedecer a regra de Saytzeff

d) Desidrohalogenação dos derivados halogenetos de alcanos


CH3-CH2-CHBr-CH3 KOH/álcool CH3-CH=CH- CH3 + KBr + H2O
141

e) Método de Frankland
CH3-CHBr-CHBr- CH3 + Zn álcool/T CH3-CH=CH-
CH3 + ZnBr2

f) Síntese de Grignard
CH2=CH-CH2-I + CH3MgI CH2=CH-CH2-
CH3 + ZnI2

g) Separação de ácidos dos ésteres


R-CH2-CH(OO R`)-R R-CH=CH-R” + R`-
COOH

Propriedades físicas dos alcenos


C2-C4 são gases

C5-C15 são líquidos

C16 para diante são sólidos

Procedimentos químicas dos alcenos

Os alcenos têm maior facilidade de reacção do que os alcanos devido a


característica da dupla ligação.

Nos assimétricos nota-se uma polaridade devido aos efeitos indutivos dos
substituintes . Para além disso, os reagentes e solventes possuem influência no
comportamento dos alcenos.

a) Síntese de Sabatier-Senderens ( hidrogenação catalítica dos alcenos) –veja


os casos anteriores.

b) Halogenação catalítica

CH2=CH2 + Br2 CCl4 CH2Br-CH2Br

c) Hidrohalogenação
CH2=CH2 + HI CH3-CH2-I
(Ordem crescente de reactividade: HCl<HBr<HI)
142

Para casos de moléculas assimétricas, a reacção deve obedecer a regra de


Markownikoff. Em presença de peróxidos nota-se o efeito peróxido que
contraria a regra de markownikoff.
R-CH=CH-R` + H2O + MnO4- R-CHOH-CHOH-R, +
MnO42-
d) Reagem com ácido hipocloroso formando halohidrinas
CH2=CH2 + HO-Cl CH2Cl-CH2-OH

e) reagem com ácido sulfúrico formando derivados ácidos saturados


CH2=CH2 + H2SO4 CH3-CH2-SO3H
f) Sofrem hidrólise ácida
CH3-C(CH3)=CH2 + H2O CH3C(CH3OH)-CH3

g) Sofrem oxidação:
Combustão completa
Combustão incompleta
Ozonólise (em meio ácido, básico e neutron)
h) Sofrem alquilação H2SO4
CH3-C(CH3)=CH2 + CH3-CH(CH)-CH3 CH3-CH(CH3)-
CH2-C(CH3)3
i) nCH2-CH2 cat/T/P [-CH2-CH2-]n

Identificação qualitativa dos alifáticos insaturados


Descoloração da água de bromo (AE )

Descoloração do permanganato de potássio

Muda a cor do dicromato de potássio

Eteno
É um gás incolor, cheiro agradável, pouco solúvel em água e solúvel no
álcool e no éter. Arde com chama luminosa.

Métodos de obtenção do eteno


Na técnica , o eteno é obtido a partir do etano, pela desidrogenação, dos
alcanos superiores através do cracking e por hidrogenação do etino.
143

No laboratório pde-se obter o eteno através da : desalogenação,


deshidroalogenação e desidratação catalítica do etanol sub acção do ácido
sulfúrico concentrado.

Aplicações do eteno
Usa-se na maturação das frutas, como anestésico e, como estimulante para o
crescimento das raízes.

Nota: as propriedades químicas do eteno são semelhantes às propriedades


químicas de todos os restantes menbros desta série homóloga.

Isomeria dos alcenos


Os alcenos possuem isomeria de : cadeia, posição, configuração e óptica.

Sumário

São hidrocarbonetos acíclicos com uma ligação dupla entre os átomos de


carbono. Também são chamados HC eténicos ou etilénicos porque derivam
do eteno ou etileno ( o alceno mais simples) e de olefinas porque o eteno
também é chamado de gás oleficante.

Exercícios

1. Indique os nomes e as fórmulas dos seis compostos possíveis para


C4H8.
2. O que entende por tensões de Baeyer?
3. O que entendes por tensões de Pitzer?
4. Quais são as diferenças entre as ligações sigma e pi, no respeitante à
distribuição de electrões, estabilidade de ligação e à rotação em torno
da ligação singela C-C?
5. Explica as relações das ligações no buteno-2.
6. Verifique o número dos alcenos posssíveis com a fórmula C5H10.
a) Porquê existe nos alcenos a isomeria cis-trans ao contrário
dos alcanos?
b) Como sucede a coordenação das formas Z, respectivamente,
E á isomeria cis-trans? Exemplifique com 1-bromo-2-cloro-1-
iodo eteno.
144

7. Desenhe as fórmulas estruturais e moleculares existentes entre Z e E:


a) 4-isoropilhepteno-1
b) 2-Metilhexeno-2
c) Terc.butil-noneno-2
8. Como estão dispostas as ligações duplas nos seguintes compostos:
a) 2,3-Dimetil pentadieno-(1,4) b) Vinilo-heptadieno –(1,4)
9. Que alcenos se formam na pirólise do propano? Apresenta as
equações.
10. Como se pode obter o eteno a partir do ácool? Apresenta as equações
sem se esquecer dos mecanismos de cada reacção.
11. Formule a equação de hidrogenação do eteno e discuta a influência do
aumento de pressão no equilíbrio, de acordo com o princípio de Lee
Chatelier:
12. Quantos isómeros do butino são possíveis? Apresente-os
racionalmente.
13. Em que estado de hibridização estão os átomos de carbono, de acordo
com os âgulos, nos casos seguintes:
a) 120º b) 109,28º c) 180º?
14. Que influência tem o estado de hibridização no comportamento de
ligação, na energia de ligação e na electronegatividade do átomo de
carbono “ C “?

1. Dê o conceito de alcenos.
R: São hidrocarbonetos acíclicos com uma ligação dupla entre os átomos de
carbono. Também são chamados HC eténicos ou etilénicos porque derivam do
Auto-avaliação eteno ou etileno ( o alceno mais simples) e de olefinas porque o eteno também é
chamado de gás oleficante.
145

Unidade no.17-Q0048

Tema: Os alcinos

Introdução

Caro estudante nesta unidade iremos tratar dos alcinos, que a semelhança dos
alcanos e alcenos, também são hidrocarbonetos. Tramta-se de
hidrocarbonetos acíclicos e insaturados, ou seja apresentam cadeias abertas e
ligação tripla.
Seja bem vindo!
Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer a série homóloga dos alcinos.


 Dar nome aos alcinos com base na nomenclatura IUPAC.
 Conhecer as propriedades doa alcinos.
Objectivos
 Obter alcinos com base na utilização de diferentes métodos de
obtenção dos alcinos.
 Fazer reagir os alcinos, tomando como base as propriedades
físicas e químicas dos mesmos.

Os alcinos
São hidrocarbonetos acíclicos insaturados que apresentam uma ligação tripla
entre os átomos de carbono.
A fórmula geral dos alcinos é: CnH2n-2
7.3.1 Nomenclatura dos alcinos (IUPAC)

As regras de nomenclatura são análogas às dos alcenos onde a cadeia matriz é


a mais longa que conter a ligação tripla.
146

CH3 C2H5
CH3-CH2-CH-C = C-C- CH2-CH- CH2-CH3
C4 H9 CH(CH3)
6-Metil-8-etil-6-isopropil-3-butil-4-decino.

Obtenção dos alcinos

a) A partir de derivados halogenados


CH3-CHBr-CH2Br + 2KOH álcool 2KBr + 2H2O + CH3-C= CH

b) A partir da desidratação dos diálcoois


CH2OH-CHOH-CH3 cat 2H2O + CH3-C= CH

c) Síntese de Grignard
CH = C-MgBr + Br-CH3 CH = C- CH3 + MgBr2

d) a partir da hidrólise do CaC2


CaC2 + H2O CH = CH + Ca(OH)2

e) A partir da termólise do metano


2CH4 1400º CH=CH + 3H2

Propriedades químicas dos alcinos

À semelhança dos alcenos, os alcinos sofrem reacções de hidrogenação,


alogenação, hidroalogenação, hidrólise ácida acompanhada com os fenómenos
de tautomeria e por fim podem sofrer reacções de polimerização, como é o
caso da trimerização do acetileno com avista a formação do benzeno.
Nota: deve apresentar cada uma dessas reacções

Exercícios

1. Quantos isómeros do butino são possíveis? Apresente-os


racionalmente.
147

2. Em que estado de hibridização estão os átomos de carbono, de acordo


com os âgulos, nos casos seguintes:

a) 120º b) 109,28º c) 180º?

3. Que influência tem o estado de hibridização no comportamento de


ligação, na energia de ligação e na electronegatividade do átomo de
carbono “ C “?
4. Compare a acidez do eteno e etino de acordo com :
5. a) Ahrrenius b) Lewis c) Bronsted.

6. Formule as equações para a produção do etino a partir do carvão,


calcário e água.
7. Indique as equações moleculares para a adição de HCl, respectivamente,
HCN no etino.

N.B:Entregar todas alíneas do exercício 1

1. Dê o conceito de alcinos.
R: São hidrocarbonetos acíclicos insaturados que apresentam uma
ligação tripla entre os átomos de carbono.
Auto-avaliação
148

Unidade no.18-Q0048

Tema: Os hidrocarbonetos
aromáticos

Introdução

Caro estudante nas unidades anteriores analisamos os hidrocarbonetos,


concretamente os hidrocarbonetos acíclicos. Nesta unidade iremos tratar de
um grupo diferente de hidrocarbonetos, os hidrocarbonetos aromáticos.
Seja bem vindo!
Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer a estrutura do Benzeno.


 Relacionar a estrutura do benzeno com as suas propriedades.
 Conhecer a isomeria dos compostos aromáticos e sua
Objectivos
nomenclatura.
149

Os hidrocarbonetos aromáticos
Nesta classe reunem-se todo os compostos que se reduzem ao benzeno com
excepção dos compostos heterocíclicos aromáticos.
Hidrocarbonetos aromáticos são todos os hidrocarbonetos que apresentam
na sua estrutura um ou mais núcleos benzénicos e que estejam de acordo com
a regra de Hűckel.

Estrutura do benzeno

O benzeno como areno típico é conhecido desde 1825.


A estrutura da molécula representou um problema extremamente difícil para
os primeiros químicos orgânicos dado que foi o primeiro exemplo encontrado
de ligações deslocalizadas e sobre os quais nada se sabia.
Tempo depois, com o conhecimento da ressonância foi possível entender
claramente as duas fórmulas de Kekulé.

Estruturas mesoméricas do Kekulé (1865)

Fórmula de Robinson (1925)

No benzeno todos os átomos de carbono possuem hibridização-sp2 onde duas


orbitais híbridas de um átomo de carbono formam ligações com átomos de
carbono vicinais e a terceira, forma ligações com hidrogénio. As orbitais p
puras das ligações duplas não são localizadas, pelo contrário, estendem-se
simetricamente por todos os seis átomos de carbono formando um anel (uma
molécula planar).
150

Esta teoria é fundamentada a partir de dados sobre os comprimentos de


ligações. Sabe-se que nas ligações simples C-C o comprimento de ligação é de
147,6pm, na dupla ligação L=133,7p m e no benzeno L=139,7pm e os ângulos
formados são de 120º

Este sistema caracteriza a ligação cíclica conjugada na molécula do benzeno e


condiciona todas as propriedades e características do benzeno:
Estrutura planar
Igualdade de todas as ligações C-C e C-H
Estabilidade térmica
Actividade nucleofílica

A estabilidade da mesomeria do benzeno ( diferença entre as estruturas


limitadas de Kekulé e o estado verdadeiro da molécula) pode-se determinar
através da comparação dos valores dos calores de hidrogenação calculados
teoricamente e determinados experimentalmete.

+ 3H2

ΔH calculado teoricamente = -360Kj/mol


ΔH encontrado experimentalmente = -290Kj/mol
151

Sistemas aromáticos e a regra de Húckel

A regra de Hűckel diz: sistemas aromáticos são todos aqueles capazes de


serem descritos a partir da fórmula (4n + 2)π-electrões ; onde n-representa o
número de aneis.
Obs: Prova a aplicabilidade e inaplicabilidade desta regra nos compostos
aromáticos.

Isomeria dos compostos aromáticos e nomenclatura


A monossubstituição no benzeno permite a obtenção de um derivado apenas.
Para os polissubstituidos, os átomos de carbono devem ser enumerados para a
fixação inequívoca da posição dos substituintes. Também, pode-se usar os
prefixos orto(O)para as posições (1-2 ou 1-6), meta(m) para as posições (1-3
ou 1-5) e, finalmente, posição para que corresponde às posições (1-4).

Ex:
x x x

x x
O-ou 1,2 m-ou 1,3 p-ou 1,4

Regra geral

Estabelece-se o sistema cíclico como composto base.


Enumerar de maneiras a usar os números mínimos e nomear os substituintes
Para compostos orgânicos com mais sistemas aromáticos é necessário:
Estabelecer a raíz alifática como base
Nomear as partes aromáticas como substituintes.
Propriedades do benzenoe do tolueno
152

Tab. 5- Propriedades do benzenoe do tolueno

Tipo de substância Benzeno Tolueno

Peb. 80,1ºC 110,8ºC

Pf. 5,5ºC -95,3ºC

Cor Incolor Incolor

Conductibilidade Arde com chama Arde com chama


fuliginosa fuliginosa

Oxidação c/ KmnO4

Efeito fisiológico Tóxico

Solubilidade Solúvel em solventes Solúvel em solventes


orgânicos orgânicos

Propriedades químicas do benzeno

Os compostos aromáticos formam compostos derivados através das reacções


de substituição e as adições são quase impossíveis .
Reacções de substituição
Um átomo de hidrogénio do anel é substituido por um átomo ou grupo de
átomos que pode também ser um grupo funcional. A reacção decorre como
SN.

a) Alquilação ( reacção de wurtz-Fittig)

+ NaCl + NaBr
Br +2Na + Cl-C2H5 C2H5
(feniletano ou etilbenzeno)
153

b) Reacção de Friedel-Crefts

+ R-Cl (AlCl3)
-HCl R

c) Reacção com alcenos em meio ácido

CH(CH3)2
+ CH3-CH=CH2 H+

d) Sofrem haloganação em presença de ácido de lewis

+ Br2 AlBr3 Br
-HBr

e) Sofrem nitração à semelhança dos alifáticos saturados

+ HNO3 H2SO4 (c) NO2


-H2O

f) Sofrem sulfonação

+ SO3 SO3H

Segunda Substituição Electrofílica

Se já existe um substituinte no anel benzénico, o segundo substituinte só pode


atacar uma das três posições e obtem-se uma mistura de compostos: orto, meta
e para.
154

Descobriu-se também que a orientação relativa dos substituintes nos produtos


de reacção não depende qualitativamente da natureza do agente electrófilo,
mas sim,da natureza do substituinte que está ligado ao anel antes da reacção.

Os substituintes primários podem ser classificados como:


-Orientadores meta-ex: -NO2, -COOH, -SO3H, -CHO, -CN
-orientadores orto e para-ex: -CH3, -Cl, -NH2, -OH

A orientação é determinada decisivamente pelas relações energéticas no


estado de transição. Realiza----se previamente a reacção com a Ea mais baixa.
As distribuições dos electrões faz com que as reacções decorram de maneiras
diferentes a densidade e distribuição dos electrões no anel benzénico é
efectuado por dois efeitos parcialmente sobrepostos:
+I-efeito aumento da densidade electrónica no anel benzénico
-I-efeito diminuição da densidade electrónica no anel benzénico

8.7. Efeito mesomérico (mesomeria)

A elevação da densidade electrónica através da participação de um par de


electrões do substituinte na mesomeria do núcleo é característica do +M-
efeito; e os substituintes responsáveia são os da primeira ordem. Em
concequência disso, a carga negativa está mais acentuada nas posições orto e
para facilitando a substituição electrofílica.

NH2 =+NH2 =+NH2


=+NH2
-

- Quando há um abaixamento da densidade electrónica através da subtração


dos electrões no anel quando o substituinte tem uma ligação dupla com um
átomo mais electronegativo designa-se por –M-efeito e os responsáveis por
isso são os substituintes da segunda ordem.
O O- O- O-
N=O +N=O- +N=O- +N=O-
155

Já que a carga positiva é manifestada nas posições O e P, a segunda SE só será


possível nas posições meta onde a carga negativa é parcialmente manifestada.
Nos substituintes da primeira ordem o +M-efeito é mais acentuado do que o –
I-efeito; o +M-efeito só afecta os alogénios.
Nos substituintes da segunda ordem, os efeitos –M e –I estão uniorientados.

8.8. Outras reacções químicas nos compostos aromáticos

a) Substituição radical na cadeia

+ Cl2 luz + + HCl


CH3 CH2Cl
Cl

+ Cl2 AlCl3
CH3 -HCl CH3

b) Sofre a adição com os alogénios

Cl Cl

+ 6Cl* Cl Cl

Cl Cl

c) Sofrem hidrogenação catalítica

+ 3H2 Ni / 200ºC

d) Sofrem oxidação

3[ O ] O= =O
156

p-benzoquinon

e) Sofrem oxidação na cadeia carbónica ligada ao anel.

[O] [O]
CH3
CHO

COOH

Sumário

Hidrocarbonetos aromáticos são todos os hidrocarbonetos que apresetam


na sua estrutura um ou mais núcleos benzénicos e que estejam de acordo com
a regra de Hűckel.

Exercícios

1. Escreva as fórmulas estruturais dos seguintes compostos:


a) p-Dicloro-benzeno b) 1,3,5-Trimetilbenzeno
c) 2,4-Diclorotolueno d) Difenil
e)Trifenilmetano f) p-Bromo-anilina
2. Agrupe todos os alquilbenzenos de fórmula bruta C8H10.
3. Compare as moléculas do ciclohexano e do benzeno quanto aos ângulos e à
estrutura espacial dos átomos.
a) O que se entende por mesomeria?
b) Anuncie a regra de Hückel.
c) Apresenta as condições necessárias para a existência do estado aromático.
4. Formule a equação para a aromatização do hexano e do heptano.
5. Como se pode distinguir os seguintes compostos:
a) Benzeno e água b) Benzeno e clorobenzeno?
6. Quais dos compostos mencionados abaixo descoram o bromo em soluçao
de tetraclorometano? Escreve as reacções.
157

a) Fenileteno b) Etilbenzeno c) p-Metilbenzeno d) 1-Fenilbuteno-(2)


7. Escreva as equações das reacções necessárias para se efectuarem as
seguintes sínteses:
a) p-Dinitrobenzeno a partir do benzeno b) Ácido pícrico a partir de fenol
8. Coloque em ordem crescente de facilidade de bromação, os seguintes
compostos: Benzeno, clorobenzeno, fenol, nitrobenzeno, fenóxido de sódio,
tolueno.
9. Escreva as equações de reacções necessárias para sintetizar os seguintes
compostos a partir do benzeno e de quaisquer outros reagentes necessários:
a) 2,4,6-Trinitro-tolueno b) o-Bromonitrobenzeno
Complete os seguintes esquemas:
C6H6 + CH3Cl AlCl3 A H2SO4 C [O] C

10. Quais são os efeitos electróncos dos substituintes?


11. Como se altera a densidade electrónica no centro da reacção pelos efeitos
+I , -I, +M, respectivamente, -M?

1. Dê o conceito de hidrocarbonetos aromáticos.


R: Hidrocarbonetos aromáticos são todos os hidrocarbonetos que
apresetam na sua estrutura um ou mais núcleos benzénicos e que estejam
Auto-avaliação de acordo com a regra de Hűckel.
158

Unidade no.19-Q0048

Tema:Álcoois

Introdução:
Caro estudante, nesta unidade convidamos-lhe a debruçar um pouco à volta
dos álcoois, aspectos como a série homologa; nomenclatura, obtenção,
propriedades e aplicação. Seja bem-vindo.
Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer a série homóloga dos álcoois.

 Dar nomes aos álcoois com base na nomenclatura trivial e IUPAC.

 Explicar as propriedades dos álcoois.

 Obter os álcoois com base na utilização dos diferentes métodos de obtenção


dos álcoois.

 Fazer reagir os álcoois, tomando como base a sua estrutura, propriedades


físicas e químicas dos mesmos.

 Explicar as pontes de hidrogénio na molécula de álcool.


159

Definição.
Álcoois são compostos orgânicos que possuem um ou mais grupos hidróxilos ou
oxidrilas (OH), ligados directamente a átomos de carbono saturados.

Exemplos
CH3-CH2-OH CH2-CH2
- CH2-OH
OH OH

Alcool alifatico Dialcool alifatico Álcool aromático

OH

Álcool Cíclico
FORMULA GERAL DOS ÁLCOOIS

R - OH Onde R= é um radical alquila ou arila


OH = é o grupo funcional chamado hidroxila ou oxidrila.

Nº de Carbono Formula molecular Formula estrutural Nome do álcool


racional

1 CH3OH CH3-OH Metanol

2 C2H6O CH3-CH2-OH Etanol

3 C3H8O CH3-CH2-CH2-OH Propanol

4 C4H10O CH3-CH2-CH2-CH2-OH Butanol

NOMENCLATURA DOS ÁLCOOIS

NOMENCLATURA OFICIAL DOS ÁLCOOIS

Regras

1º A Cadeia principal nos álcoois, é a mais longa e que contem o grupo


funcional (OH).

2º a enumeração dos átomos de carbono da cadeia principal, é sempre feita a


partir da extremidade mais próxima do grupo OH.
160

3º primeiro escreve-se os radicais, indicando a sua posição e obdecendo a


ordem alfabética.

4º a disignção é análoga á dos hidrocarbonetos, porém usa-se o sufixo ol.

5º no fim do nome escreve-se o nº de átomo de carbono onde está ligado o


grupo OH.

Exemplo:

CH3-OH – Metanol

CH3 – CH2 – OH – Etanol

CH3 – CH2 – CH2 – OH – Propanol – 1

CH3

CH3 – CH2 – CH2 – CH – CH2 - OH

2 – metil, pentanol – 1

Nomenclatura trivial dos álcoois

Os álcoois de cadeia carbónica menor, possuem nomes triviais e para dar estes
nomes, fez-se da seguinte maneira:

CH3 – OH – Álcool metílico

CH3 – CH2 – OH – Alcool etilico

CH3 – CH2 – CH2 – OH – alcool propilico

CH3 – CH – CH3 – Alcool Isopropilico

OH
CH2 - OH

Alcool benzilico

CLASSIFICAÇÃO DOS ÁLCOOIS

Quanto ao nº de hidroxilos, podem ser:


161

a) Monoálcoois – tem um grupo hidroxilo.

Exemplo: CH3 – CH2 – OH – Etanol

b) Diálcoois – tem dois grupos hidroxilos.

Exemplo: CH2 – CH2

OH OH – Etilenoglicol

c) Trialcoois – tem três grupos hidroxilos

Exemplo:

CH2 – CH –CH2

OH OH OH - Glicerina

N.B: Os alcoois que possuem mais de uma oxidrila, chama-se Poliàlcoois.

Quanto a posição da oxidrila, podem ser:

a) Alcoois primários – tem a oxidrila ligada ao carbono primário.

– Quanto a posição da oxidrila podem ser:

a) Alcoois primários – quando a oxidrila esta


ligada ao carbono primário.

Exemplo: CH3 – CH2 – CH2 - OH

Carbono Primário

b) Álcoois secudários – quando a hidroxila está ligada ao carbono


secundário.
Exemplo:
CH3- CH2- CH- CH3
OH Carbono secundário
c) Alcoois tercearios – quando a oxidrila está ligada ao carbono
terceário.
Exemplo: CH3
Carbono Terceário
CH3-CH2-CH – CH3
OH
162

METODOS DE OBTENÇÃO DOS ÁLCOOIS


a) Hidratação dos alcenos – consiste na reacção entre um alceno e água
no meio ácido.
exemplo: CH3-CH2-Br + H2 O H2SO4 CH3 – CH-CH3
OH Propanol – 2
b) Reacção de haletos de alquilas ou arilas com bases.
Exemplo: CH3 – CH=CH2 + NaOH (aq) CH3 – CH2 – OH + NaBr
BROMO ETANO ETANOL
c) Hidrólise dos ésters – consiste na reacção entre um éster com água no
meio ácido ou básico.
O O
Exemplo: CH3 – CH2 – C – O – CH3 +H2O CH3 – CH2 – C – OH +
CH3 - OH Propanato de Metila acido propanóico
d) Redução de aldeídos ou cetonas
 Redução de aldeídos – obtêm-se álcoois primários

O
Exemplo: CH3 – CH2 – C – H + 2 [H] → CH3 – CH2 – CH2 – OH
Ropanal propanol – 1
 Redução de cetonas obtêm-se álcoois secundários
Exemplos: O
CH3 – CH2 – C – CH3 + 2[H] → CH3 – CH2 - CH – CH3
Etil, metil, cetona OH Butanol - 2

PROPRIEDADES DOS ÁLCOOIS


PROPRIEDADES FÍSICAS DOS ÁLCOOIS

 Os álcoois mais simples da série alifática saturada são líquidos incolores,


muito voláteis,, cheiro agradável e muito solúveis em água em todas as
proporções.

 A medida que a massa molecular aumenta na série, os álcoois tormam


mais viscosos, menos voláteis, menos solúveis em água, de cheiro menos
agradáveis passando até aos desagradáveis.
163

 Os álcoois superiores são sólidos e insolúveis em água.

 As temperaturas de ebulição dos álcoois são superiores às de outros


compostos orgânicos de igual peso molecular. Esta propriedade deve-se a
formação de “pontes de hidrogénio” entre as moléculas dos álcoois.

Pontes de Hidrogenio – são ligações entre um átomo de hidrogénio e dois


átomos de oxigénio, onde com uma ligação covalente e com o outro forma uma
ligação resulatnte de forças electrostáticas atrativas entre partículas de sinais
contrários. Assim o hidrogénio serve de ponte entre dois átomos de oxigénio.

R R R

---O-H-H-O—H—O— pontes de hidrogénio entre moléculas do álcool

R H R

---O-H-H-O—H—O— pontes de hidrogénio entre moléculas do álcool e


de água mostrando para alem do aumento do ponto de ebulição, a solubilidade
em água.

ESTUDO DO METANOL

Metanol também conhecido por álcool metílico ou espírito de madeira, é o


primeiro membro da série homologa dos álcoois alifáticos saturados.

OCORRÊNCIA NA NATUREZA DO METANOL

Na natureza, o metanol aparece como vestígios em certas essências. É mais


abundante em alguns dos seus ésteres.

METODOS DE OBTENÇÃO DO METANOL

a) Reacção de hidrogenação dom monóxido de carbono a pressão e


temperaturas elevadas e na presença de catalizador.

CO + 2H2 400ª/200atm CH3 – OH Metanol

ZnO + Cr2O3

b) Reacção de haletos com bases


164

Exemplos: CH3-Br + NaOH(aq) → CH3 – OH + NaBr

Bromo metano metanol

c) Reacção de oxidação controlada do metano

CH4 + 1/2O2 500º/150atm CH3 – OH

Metano catalizador metanol

PROPRIEDADES FISICAS DO METANOL

 É um liquido incolor

 Tem um cheiro activo. É mais venenoso de todos os álcoois, quando


ingeridos, mesmo em pequenas doses, provoca a segueira e até a
morte.

 É muito volátil

 A sua densidade é de 0.79

 É bom dissolvente das gorduras e de outras substancias orgânicas.

 É solúvel em agua.

 O seu ponto de ebulição é de 65ºC.

APLICAÇÕES

 Aplica-se na síntese de várias substancias orgânicas de interesse


industrial.

 A .partir do metanol, obtem-se o aldeído fórmico, matéria prima para


o fabrico de certos plásticos.

 Adicionando ao metanol uma substância corante, para desnaturar,


serve apenas como combustível.

 Usa-se como dissolvente.

ESTUDO DO ETANOL (CH3 – CH2 – OH)


165

O etanol, também conhecido por álcool etílico ou vínico, é o 2º membro da


série dos álcoois alifáticos saturados.

OCORRÊNCIA NA NATUREZA

O álcool etílico é produzido frequentemente pelo processo de fermentação dos


líquidos açucarados.

OBTENÇÃO DO ETANOL

a) O álcool etílico obtêm-se através de fermentação alcoólica de várias


sucos vegetais onde contém a Glicose (açúcar simples) ou partir da
sacarose (da cana sacarina).

Fermentação – é um conjunto de processo Bioquimicos originários por


microrganismos, que consiste na transformação da Glicose em álcool e
dióxido de carbono.

Os microrganismos responsáveis pela fermentação chamam-se leveduras que


se encontram nas cascas das frutas maduras.

C6 H12O6 zimase 2CH3 – CH2 – OH + 2CO2


Glicose Etanol
b) Reacção de Hidratação do etileno
CH2 = CH2 + H2O H2SO4 CH3 – CH2 – OH
Eteno Etanol

PROPRIEDADES FISICAS DO ETANOL


 É um liquido incolor.
 Tem um sabor ardente de cheiro agradável

 Ferve a temperatura de 78ºC

 O etanol arde com chama pálida

APLICAÇÕES DO ETANOL
166

 É largamente aplicado na preparação de produtos químicos e


farmacêuticos, como a tintura de Iodo, álcool Canforado, etc.

 Aplica-se na perfumaria

 Aplica-se como substância termométrica para temperaturas muito


inferiores a 0ºC por causa do seu baixo ponto de fusão.

 Aplica-se como antiseptico

 Aplica-se na produção de bebidas alcoólicas.

PROPRIEDADES QUÍMICAS DOS ÁLCOOIS

Os álcoois são bastante reactivos mais baratos que os haletos, constituído


assim matéria prima importante, especialmente do ponto de vista indusatrial.

A parte reactiva de um álcool é a oxidrila, que polariza a molécula por causa


da diferença de electronegatividade entre o Oxigenio e os átomos ligados a
ele.

R+ - OH-
 Reacções de substituição do hidrogénio do grupo OH. Essas reacções
mostram o carácter Acido dos álcoois. Quanto a facilidade da roptura
da ligação O – H e a reactividade nos álcoois, podem ser ordenados da
seguinte maneira:

Álcoois primários > secundários > Terceários


a) Reagem com metais, formando alcoxidos ou alcolatos.
Exemplo:
CH3 – CH2 – OH + Na → CH3 – CH2 – ONa + 1/2H2
Etanol etoxido de sódio
b) Reacção com ácidos carboxilicos, formado ésteres.

Exemplos:
CH3 – CH2 – OH + HO – C – CH3 → CH3 – CH2 – O - C – CH3 + H2O
Etanol O O
Acido acético etanoato de etila
167

c) Reacção de compostos de Grignard:


Exemplo:
CH3 – CH2 – OH + CH3 – MgBr → CH3 – CH2 – CH3 – CH2 –OMgBr + CH4
Etanol metal, brometo de magnesio brometo de etoxi - magnésio

 Reacções de substituição do grupo OH


Estas reaçoes correspondem a quebra da ligação entre oradical (R) e a oxidrila
(OH) que é a propriedade ou carácter básico dos alcoois. Quanto a ordem da
reatividade nesta propriedade, é inversa à do carácter ácido.

Álcoois tercearios > secundários > primários


*Álcool terceário – a reacção é imediata

R – OH + HCl → *Álcool secundário – reacção é lenta

*Álcool primário - não há reacção

d) Usa-se a reaçao entre acido bromidrico com álcoois para a sua


identificação.
Exemplo:
CH3 – OH + HBr → CH3 – Br + H2O
Metanol Bromo, metano
 Outras reacções que os álcoois podem apresentar:
e) Reacçao de desidratação
Exemplo:
CH2 – CH2 H2SO4/170º C CH2 = CH2 + H2O
H OH
Etanol etileno
f) Reacção de oxidacção
A oxidação dos alcoois primarios, formam aldeídos.
Exemplo: [O] O
CH3 – CH2 – OH CH3- C – H + H2O
Etanol etanal
A oxidação dos álcoois secundários, forma cetonas
Exemplos: OH [O] O
CH3-CH2- CH – CH3 CH3- CH2 –C – CH3 + H2O
168

Butanol – 2 Butanona

O álcool terceário não sofre oxidação


Exemplo: CH3 [O]
CH3- C - CH2 – CH3
OH

g) Reacção de redução

Exemplo:

CH3 – CH2 – 2HI calor CH3 - CH2 + H2O + I2

Etanol etano

h) Reacção de combustão

2 CH3 – OH + 3 O2 → 2CO2 + 4 H2O

Metanol

Sumário
Alcoois - são compostos derivados dos hidrocarbonetos pela substituição de
um ou mais átomos de hidrogenio por nivel numero de grupos hidroxilas
sendo que os átomos de carbono que recebe a hidroxilo devem ser saturados e
cada átomo de carbono pode receber somente uma hidroxila.

Exercicos
1. Escrever todos os isómeros de Alcool da formula molecular C4H10O.
Indicar os álcoois primárias, secundárias e terceários. Dar nomes
IUPAC.
2. Escrever as fórmulas estruturais dos seguintes álcoois.
169

a) Metil, etil isopropril carbinol


b) 2-metil hexanol – 3
c) 3- metil pentanol – 2
d) 2,2,3,4,4 – Pentametil Hexanol – 3
3. Escrever as equações das reacções de desidratação intramolecular dos
seguintes álcoois.
a) Etanol
b) Álcool n-propílico
c) 3 metil butanol 1
d) Hexanol 2

4. Indicar como se poderia 3 metil hexano – 3 a partir de propanol – 1 e


de butanol – 2 como únicos reagentes orgânicos.
170

Unidade no.20-Q0048

Tema: Fenóis

Introdução:

Caro estudante depois de na última unidade ter falado dos álcoois, nesta unidade
vemos falar dos fenóis que são compostos que apresentam o anel benzenico mas que
não são hidrocarbonetos aromáticos.
Seja bem vindo!
Ao completar esta unidade você será capaz de:
Objectivos:
 Distinguir fenóis dos hidrocarbonetos aromáticos;
 Dar nomes aos fenóis;
 Explicar as propriedades dos fenóis
 Fazer reagir os fenóis com outros compostos, tomando como base as suas
proprieddades;
 Explicar as aplicações dos álcoois.

Definição
Fenóis são compostos orgânicos que apresentam o hidroxilo ligado
directamente ao anel benzóico
171

OH

Fenol

Propriedades Físicas do Fenol


O fenol ordinário apresenta-se em cristais incolores, que expostos ao ar
e a luz adquirem coloração avemelhada. Ponto de fusão 41º C.
Tem um cheiro forte, característico, e é pouco solúvel na água. A sua
solução dá-se o nome de água fénica.é cáustico, e tem propriedades
desinfectantes.E muito solúvel em álcool no éter.

PROPRIEDADES QUIMICAS DOS FENOIS

O Fenol comporta-se como um acido fraco. Algumas reaçoes do fenol são


semelhantes as dos álcoois.

a) Reacção com metais, forma Fenolatos

Exemplo: C6H5 OH – 2Na 2C6 H5O – Na + H2

Fenol fenolato de sódio

b) Reacções com bases, forma fenolatos

Exemplos:

` C6H5 OH – LiOH C6H5 O – Li + H2O

Fenol Fenolato de Litio

OUTRAS REACÇÕES DOS FENOIS


172

O grupo OH é um dirigente no anel Benzeno. Por isso ele dirige outros


radicais para as posições Orto e Para.

Exemplo: OH Br OH Br

+ 3 Br2 + 3H Br

Fenol Br Tribromofenol

COMPARAÇÃO ENTRE O CARACTER ACIDO DOS ALCOOIS E


DOS FENOIS

Estes dois tipos compostos diferenciam-se precisamente pelo radical do


Hidrocarboneto por isso a causa deve residir no facto que o radical fenil ao
contrario do radical alquilados alcanos, poder influenciar o grupo OH e este
sofrer o enfraquecimento da ligação entre o oxigénio e o hidrogénio.

De facto, o anel Benzeno pela acção dos electrões deslocalizados, pode atrair
os electrões de átomo do oxigénio, então este vai atrair mais por sua vez o par
de electrões entre este e o hidrogénio, aumentando a polaridade nesta ligação
e assim é mais fácil separar o Hidrogenio do Oxigenio, que é a característica
das substancias acidas.

O–H O-

+ H+

FENOL IÃO FENOPAFO

Entao, porque é mais fácil retirar o hidrogénio do grupo OH do fenol em


reaçao ao do álcool, por isso é que o fenol te mais carácter acido do que o
álcool.

Aplicações do Fenol

 Serve para a produção de Corantes

 Serve para produção de produtos farmacêuticos

 Usa-se no fabrico de explosivos como os pioneiros

 Aplica-se na produção de plásticos Fluorados


173

 Serve como desinfectante na medicina Veterinaria

 Usa-se como caustico na Odontologia

 Um dos seus derivados e o trinitrofonol, também conhecido por


acido picrico, é muito eficaz no tratamento de queimaduras.

Sumário: Fenóis são compostos orgânicos que apresentam o grupo


hidroxilo ligado directamente ao anel benzóico.

Exercicios: 1. Estabeleça a diferença entre


a) Álcoois e fenois

2. Que importância tem o fenol para a vida do homem


3. Mencione as propriedades físicas e químicas do fenol
4. Escrever as fórmulas das seguintes álcoois aromáticos:
a) metil fenil carbinol
b) Fenil benzil carbinol
5. Escrever as equações das reacções necessárias para preparar
ácido picrico apartir do
Benzeno.
6. Escrever as equações das reacções dos seguintes compostos.
P-vesol, alcool benzilico, fenol.

Unidade no.21-Q0048

Tema: Aldeídos
174

Introdução:

Caro estudante, vocé acabou de falar dos fenóis que são compostos derivados dos
hidrocarbonetos aromáticos. Nesta unidade iremos falar dos aldeídos que
apresenta na sua estrutura funcional carbonilo.
Seja bem vindo.
Ao completar esta unidade vocé será capaz de:
-Conhecer a série homologa dos aldeidos.

Objectivos:
-Dar nomes IUPAC aos aldeidos.
-Explicar as propriedades físicas e quimicas dos aldeídos.
-Fazer reagir os aldeídos com outros compostos com base nas suas
propriedades.
-Explicar o poder redutor dos aldeídos.

ESTUDOS DOS ALDEIDOS

Definição

ALDEIDOS – são compostos orgânicos que possuem um grupo funcional


chamado carbonilo (- C – H ou – CHO) ligado ao radical do hidrocarboneto.

Exemplos: CH3 – CH2 – CHO CH3 – CHO HCHO

Propanal Etanal Metanal

Formula Geral de Aldeidos

a) ALDEIDOS

R - CHO
175

A diferença que existe entre os aldeídos e as Cetonas, é que nos aldeídos o


carbonilo está entre o radical e o Hidrogénio enquento que nas Cetonas, o
carboxilo está situado entre dois radicais alquilas ou arilas.

Serie Homologa

Série Homóloga dos aldeídos

Formula Molecular Formula Racional Nome IUPAC Nome Trivial

HCHO H-CHO Metanal Formaldeído

CH3CHO CH3 - CHO Etanal Acetaldeído

C2H5CHO CH3 – CH2 - CHO Propanal Propanaldeído

C3H - CHO CH3 – CH2 – CH2 - CHO Butanal Butanaldeído

NOMECLATURA
NOMECLATURA DOS AlDEÍDOS
a) NOMECLATURA IUPAC DOS ALDEIIDOS
 A nomeclatura dois aldeidos é feita com a terminaçao al.
 A cadeia principal é mais longa que inclui o grupo funcional – CHO.
 A enumeraçao dos atomos de carbono dac cadeia principal é feita a
partir do grupo funcional.
Exemplos:
CH3 – CH – CH – CHO CH3 – CH2 – CH – CH2 – CHO
CH3 CH3 CH3 - CH2
176

2,3 – dimetil, butanal 4 – etil, hexanal


b) NOMECLATURA TRIVIAL DOS ALDEIDOS
Esta nomeclatura é feita com a palavra Aldeido seguido do nome acido
carboxilico correspondente.
H – CHO – Aldeidos Formico ou Formaldeido
CH3 – CHO – Aldeido acético ou Acentualdeido
CH3 – CH2 – CHO – Aldeido Propinoico ou Propanaldeido

METODOS DE OBTENÇÃO DOS ALDEIDOS


a) oxidação dos grupos metilos O
CH3 C H
+ 2[O]

TOLUENO ALDEIDO BENZOICO

b) oxodação dos álcoois primários


c) Exemplo

CH3 – CH2 – OH CH3 – CHO – H2O


Etanol etanal
c) Desidrogenação catalitica dos alcoois primários
Exemplo: CH3 – CH2 – CH2 – OH cat CH3 – CH2 – CHO + H2
Propanol Propanal
Metodos de Obtenção das cetonas
a) oxidação dos álcoois Secundários
exemplo: CH3 – CH – CH3 O CH3 – CO – CH3 + H2O
OH
Propanol – 2 Propanona
b) Desidrogenação catalítica dos álcoois secundários
exemplos:
CH3 – CH2 – CH – CH3 cat CH3 – CO – CH3 + H2O
OH
Butanol – 2 butanal – 2
b) Reacções de oxidação
177

- Os aldeidos são tratados com o reactivos de Tollens ( Ag2O). Que os oxida.


Formando um ácido. E o reactivo de Tollens reduz-se. Formando um
precipitado brilhante, que é prata meálico. Esta reacção também é conhecido
por Espelho de prata.

Exemplo: O

CH-CHO – Ag2 O CH3-C + 2Ag

Aldeido Reactivo OH

Acético de Tolles

- Com o reagente de Fehling Cu ( OH)2. Os Aldeidos também são Óxidos .


formado os respectivos Ácido carbonoxilicos. E o reagente de Fehling reduz-
se onde o Cobre com o Nox= -2 passa a para Nox = -1. E forma-se um
precipitados vermelho tijolo.

Exemplo: O
CH3- CHO – 2 Cu ( OH) CH3 – C – OH + Cu 2O + 2H2O
ESTUDO DO METANAL (HCHO)
PROPRIEDADES FISICAS
- é um gás incolor de cheirto irritante nas mucosas dos olhos narinas e da
gargante.
- É pouco solúvel em água
OBTENÇÃO DO METANAL
a) oxidação do metanol
CH3 – OH cat H – CHO + H2O
Metanol metanal
b) desidrogenaçao do Metanol
CH3 – OH cat H – CHO + H2
Metanol metanal
APLICAÇÃO DO METANAL
 Usa-se na síntese de substancias plásticas e resinas sintéticas
 Usa-se como desifetante na conservação de Cadaveres e daspeças
anatómicas.
 Usa-se no fabrico de medicamento (UROTROPINA).
 Usa-se no fabrico de explosivos (Ciclonite)
 Usa-se nas películas fotográficas
178

 Como fluido, usa-se como preservativo para eemplares Biologicos.

ESTUDO DO ETANAL
PROPRIEDADES FISICAS DO ETANAL
 É liquido incolor de cheiropicante
 É solúvel em água
 É facilmente inflamável e volátil
 Seu ponto de ebulição é de 21ºC
PREPARAÇÃO DO ETANAL
a) oxidação do etanol
CH3 – CH2 – OH CH3 – CHO + H2O
Etanol etanal
b) desidrigenação catalitica do Etanal
CH3 – CH2 – OH cat CH3 – CHO + H2
Etanol etanal

c) Hidratação do acetileno
HC = CH – H-OH H – C = CH2 CH3 – CHO
Acetileno OH Eanal
Enol
(Instável)

APLICAÇÃO DO ETANAL
 Usa-se na sintese de solventes orgânicos (Acetato de Etila)
 Usa-se no fabrico de plásticos (Derivados de Venil)
 Usa-se na síntese de Borracha Sintéctica
 Usa-se na síntese do ácido acético (Vinagre)
 Usa-se na síntese do Anidrido acético e os seus derivados
 Usa-se n asintese do álcool etílico: DDT.
PROPRIEDADES FISICAS
 É um liquido incolor de cheiro característico
 É muito volátil
 Tem um ponto de ebulição igual a 56º C.
 É solúvel em água e na Butanona.
179

 É bom solvente para reaçoes orgânicas

PROPRIEDADES QUIMICAS DE ALDEIDOS


PROPRIEDADES QUIMICAS DE ALDEIDOS
Os aldeidos são mais reativos e dentre eles, os alifacticos são mais reactivos
do que os aromáticos. A parte reactiva dos aldeídos é a carbonila.
a) A hidrogenação dos aldeídos, forma álcoois primários.
Exemplo:
H – CHO +H2 Ni 300º CH3 – OH
Metanal metanol
b) Os aldeidos são fcilmente oxidados dando origem aos respectivos
ácidos carboxilos.

Exemplo: O
CH3 – CHO O CH3 – C
OH

Sumario:
Aldeidos são compostos orgânicos que contêm o grupo carbonilo ligado a pelo
menos um átomo de hidrogénio, os aldeídos com o grupo funcional na
extremidade da cadeia carbonada têm o seguinte grupo funcional

O
-C–H

Exercícios:
1- Escrever as fórmulas estruturais dos compostos.
a) Fenaldeído
b) Aldeido acético
c) Aldeido propanóico

Dar os nomes da nomenclatura IUPAC

2. Escrever as equações das reacções de acetaldeído com:


a) Cianeto de Hidrogénio
b) Metanol, em presença de ácidos
c) Cloro, em excesso
180

Unidade no.22-Q0048

Tema: Cetonas
Introdução:

Caro estudante, acabamos de terminar o estudo dos aldeídos onde falamos da


série homóloga, propriedades, nomenclatura e reacções químicas. Nesta
unidade iremos debruçarmo-nos sobre um outro grupo de compostos com o
grupo funcional que o dos aldeídos.

Vamos a isso.
Ao completar esta unidade vocé vai ser capaz de:

 Distinguir cetonas dos aldeídos


 Explicar a série homóloga das cetonas.
 Dar nomes triviais e IUPAC das cetonas.

Objectivos: -Explicar as propriedades físicas e químicas das cetonas.

-Fazer reagir as cetonas com outros compostos

-Falar do compostos mais simples das cetonas, a acetona ou propanona.


181

CETONAS – são compostos orgânicos, que possue um grupo funcional


chamado Carbonilo (C=O) também conhecido por grupo Cetona.

Exemplos: CH3 – CO – CH3 CH3 – CH2 – CO – CH3

Propanona Butanona

– Formula Geral das Cetonas

CETONAS

R – CO - R

A diferença que existe entre os aldeidos e as Cetonas, é que nos aldeidos o


carbonilo está entre o radical e o Hidrogenio enquento que nas Cetonas, o
carboxilo está situado entre dois radicais alquilas ou arilas.

V. 3.2. SERIE HOMOLOGA DAS CETONAS

Formula Racional Nome IUPAC Nome Trivial

CH3 – CO – CH3 Propanona Acetona Dimetil Cetona

CH3 – CO – CH2 – CH3 Butonona Etil, Metil Cetona

NOMECLATURA DAS CETONAS


a) NOMECLATURA IUPAC DAS CETONAS
 A nomeclatura IUPAC é feita com a terminação ona.
 A cadeia principal é mais longa, que inclui o grupo carbonilo.
 A enumeração é feita a partir da extremidade mais próxima do grupo
carbonilo e indicar a posição do carbonilo.
Exemplos:
CH3 – CH – CO – CH3 CH3 – CH - CH2 – CH – CO – CH2 – CH3
CH3 CH3 CH2 – CH3
3 – metal Butanona – 2 4- etil, 6 – metal heptanona – 3
182

d) NOMECLATURA TRIVIAL DAS CETONAS


Os nomes usuais das cetonas, forma-se designado os dois radicais que se
situam de um e do outro lado de carbonilo, seguidos da palavra Cetona.
Exemplo:
CH3 – CO – CH3 dimetil cetona
CH3 – CH – CO –CH3 etil metal, cetona

PREPARAÇÃO DA ACETONA

A ACETONA PREPARA-SE ATRAVES DA OXIDAÇÃO DO


PTOPANOL- 2
CH3 – CH – CH3 Cu 300º C CH3 – CO – CH3 – H2O
OH Propanona
Propanona

APLICAÇÕES DA PROPANONA (ACETONA)


 É um solvente orgânico, usado na industria e no laboratório
 É dissolvente de tintas, vernizes, Esmalte, etc.
 Usa-se no fabrico do clorofórmico, bromoformico e Iodoformico
 Aplica-se na indistria de explosivos e no fabrico de película fotográficas.

PROPRIEDADES QUIMICAS DA CETONAS

a) Na Hidrogenação catalítica das cetonas . forma-se Alcoois secundários.


Exemplo:
O
CH3 – C - CH3 + H2 CH3 – CH – CH3
OH
b) Aucontrario dos Aldeidos, as Cetonas são mais existents a acção dos
oxidantes somente os oxidantes é que se oxidam. Resultando a rouptura da
cadeia na altura do grupo funcional. Formando-se uma mistura de Ácidos
Carboxilicos.

Exemplo:
183

O O
CH3 – CH2– C – CH2 –CH3 + 3O2 CH3 – CH2 – CH2 –C – OH + OH –C – CH3

Sumário:
As cetonas são compostos que contêm na molécula o grupo funcional
carbonilo(C=O).
As cetonas com o grupo carbonilo no meio da cadeia caracterizam-se
pelo seguinte grupo funcional.
C=O

Exercicios
1. Escrever as equações das reacções de oxidação com uma cadeia
carbónica dos seguintes compostos:
a) Dietil cetona
b) Metil isopropil cetona
c) Etil isopropil cetona

Dar nomes aos produtos obtidos


184

Unidade no.23-Q0048

Tema: Ácidos Carboxilicos

Introdução:
Caro estudante, na quimica inorgânica, teve a oportunidade de falar sobre os ácidos só
que eram ácidos inorgânicos ou minerais. Nesta unidade terá a
oportunidade de falar de outro tipo de ácidos, os ácidos carboxílicos,
que são ácidos orgânicos.
Vamos a isso.
Ao terminar esta unidade vocé vai ser capaz de:
- Distinguir os orgânicos dos inorgânicos.
- Conhecer a série homóloga dos ácidos carboxílicos.
- Dar nomes trivial e IUPAC a esses compostos.
- Explicar a obtenção; propriedades e aplicação dos ácidos
carboxílicos.
Objectivos:
-Fazer reagir ácidos carboxílicos com outros compostos.

A carboxila ( C- OH) é constituida por dois grupos funcionais que são: a


carbonila ( C= O) e a Hidroxila OH).

O O

Exemplos CH3 – C – OH C – OH

Fórmula Geral dos ácidos

R- COOH ou Ar – COOH ou HCOOH

N.B R: Ar: H – São radicais

OBTENÇÃO DOS ÁCIDOS CARBOXILICOS


185

Um dos métodos usados para obtenção dos ácidos carboxilicos é óxidação dos
aldeidos correspondentes. Neste processo, os agentes oxidantes mais usados
são: O permanganato de Potássio (K2 mnO4), uma mistura de Dicromato de
Potássio (K2 Cr2O4).Ácido Sulfúrico concentrado ( H2S O4 ). Etc.

Exemplo: CH3 – C- H

Fórmula Molecular Fórmula Racional Nome IUPAC Nome Trivial

HCOOH H-COOH Ácido Metanóico Ácido Fórmico ( da


Formiga)

CH3COOH CH3 – COOH Ácido Etanóico Ácido Ácetico


(Acetum= Vinagre)

C2H3COOH CH2 – CH2 – COOH Ácido Propanóico Ácido Propionico

C3H3COOH CH2 – CH2 – CH2 – Ácido Butanóico ácido Butilico


COOH (“Better” – Mateiga)

Aldeido Acétido Ácido Acético

SÉRIE HOMÓLOGA DOS ÁCIDOS CARBOXILICOS

NOMENCLATURA DOS ÁCIDOS CARBOXILICOS

NOMENCLATURA IUPAC

- A nomenclatura IUPAC dos ácidos carboxilicos é feita com a terminação


(al) óico

- Nos ácidos carboxilicos a cadeia cadeia principal é a mais longa e que


contém a carboxila.

- A enumeração dos atomos de carborno é feita a partir do grupo funcional.


186

- Depois segue-se as regras normais da nomenclatura IUPAC.

Exemplo:

CH3 CH3 O CH3 CH3 O


CH3 – CH2 – CH – C – CH2 – C- OH CH3 – C- CH2 – CH – CH – CH2 – C- OH
CH2 - CH3 CH3 CH3CH – CH3

PROPRIEDADES FISICAS DOS ÁCIDOS CARBOXILICOS

-Os 1ºs quatro membros da serie homologa sao liquidos incolores, de cheiro
irritante e soluveis em água.

- De carbono cinco até Carbono nove são liquidos de cheiros rançosos.

- Acima de Carbono nove. São sólidos. Semelhantes a Cera. São inodoro e


insolúveis em água.

- Os pontos ebuliação dos ácidos carboxilicos, aumentam com o crescimento


da massa molecular.

ESTUDO DO ÁCIDO FORMICO

(Metanoico) E ácido ácetico ( Etanoico)

- É um liquido incolor de cheiro irritante.

- É muito corrosivo.

- Em solução aquosa , conduz a corrente electrica e muda a cor dos


indicadores ácidos e Básicos.

PROPRIEDADES FISICAS DO ÁCIDOS

- É um liquido incolor e volátil,

- Tem um cheiro irrintante e muito corrosivo.

- A temperatura abaixo de 16º C o ácido solidifica-se.

- É muito soluvel em água. A sua solução aquosa de 5 a 8 porcentos chama-se


Vinagre.

PROPRIEDADES QUIMICAS DO ÁCIDOS FÓRMICO E DO ÁCIDO


187

ÁCETICO.

1- O fórmico e acetico em solução aquosa dissocia-se em iões, que são iões


H- e os iões formiatos e ões acetatos.
a) Ácido fórmico

HCOOH HCOO - + H-

ÁCIDO FORMICO IÃO FORMIATO

b) Ácido Ácetico
CH3 + COOH CH3 – COO + H2

ÁCIDO ÁCETICO IÃO ACETATO

2- Reagem com metais activos dando um sal e hidrogénio.

Exemplo:

a) Ácido fórmico

2HCOOH – 2Na 2HCOONa + H2

Ácido formico Formiato de Sódio

b) Ácido ácetico

2CH3 – COOH 2Li 2 CH3 – COOLi + H2

Ácetico Acetico Acetato de Litio

3- Reagem com óxidos metalicos, formado sal e água.

Exemplo:

a) Ácido fórmico

2HCOOH + Na2 O 2HCOONa + H2O

ÁCETICO FÓRMICO Formiato de Sódio

CH3 – COOH + K2O CH3 – COOK + H2 O


Ácido ácetico Acetato de Potassio
4- Reacção com bases, forma sal e água.

Exemplo:
188

a) Ácido fórmico

2HCOOH + Mg(OH)2 (HCOO)2Mg + H2O

Ácido fórmico Formiato de Magnesio

b) CH2 COOH + Ca(OH)2 (HCOO)2Mg + H2 O

Ácido Acético Acetato de Cálcio

5- Reagem com Alcoois, formando Esteres.

2HCOOH + HO – CH2 – CH3 + H2 O HCOO- CH2 – CH3 + H2O

Ácido Fórmico Etanol H Formiato de etila


H-
b) CH3 COOH + H O – CH2 – CH3 + H2O CH3COO- CH2 – CH3 +
H2O

Ácido Acético Etanol Acetato de etila

Os ácidos carboxilicos ardem, produzido Dioxido e carbono e água.

Exemplo:
a) Ácido formico

2HCOOH + O2 2CO2 + H2O

Ácido Fórmico
b) CH3COOH + 2O2 2CO2 + 2H2O

APLICAÇÕES DO ÁCIDO FÓRMICO

- É usado no tingimento de tecidos;

- Usa-se também no fabrico de outros compostos orgânicos.

- Usa-se também como desinfectante, etc.

Aplicações do ácido acético

- Usa-se na alimentação ( Vinagre).

- Usa-se no fabrico de plastico chamado Poliventil Acetrico (PVA). Serve


para o fabrico do Anidrico Acetico e cloreto de Acetila.

- Usa-se no fabrico de solventes, perfumes, etc.


189

- Usa-se no fabrico de fibras Texteis no caso de Acetato de Celulose.

- Usa-se para sintese de Acetatos inorganicos, etc.

ESTUDO DOS ÁCIDOS CARBOXILICOS DE CADEIA LONGA (


ÁCIDOS GORDOS)

Definição:

Ácido Gordos ( Graxos) – são aqueles que possue uma cadeia longa,também
conhecidos de compostos gordurosos ou oleosos.

Os ácidos mais importantes: ácidos Hexacanoico ou Palmitico (C15H3 COOH)


e ácido Oleico

( C17H33COOH).

PROPRIEDADES FISICAS DOS ÁCIDOS GORDOS.

- Os ácidos gordos são substâncias incolores e sólidos a temperatura ambiente.

- São insoluveis em água, mas bem soluveis em solventes orgânicos.

OCORRÊNCIA DOS ÁCIDOS GORDOS

Os ácidos Gordos encontram-se em Gorduras Animais e Vegetais.

PROPRIEDADES QUIMICAS DOS ÁCIDOS GORDOS


a) Os ácidos gordos reagem com bases em soluçoes alcalinas, formando
sal e água .

Exemplo:
C15H31COOH + NaOH 2C15H31COONa + 2H2O
Ácido Palmitico Palmitato de Sódio

C17H35COOH + LiOH C17H31COOLi + 2H2O

Ácido Esteárico Estearato de Litio

Exemplo:
190

C17H35COOH + Na2CO3 C17H31COONa + H2O + CO2

ÁCIDO Palmitico Palmitato de Sódio

C17H35COOH + CaCO3 (C17H31COO) 2 Ca + H2O + CO2

ÁCIDO Esterico Estearato de Cálcio

APLICAÇÕES DOS ÁCIDOS GORDOS.

- Usa-se para a preparação de Detergentes.

- Usa-se para fabrico de Medicamentos.

- Usa-se para a preparação de Cosmeticos.

- Aplica-se na Indústria de Armamento.

Sumário :
Ácidos Carboxílicos - são compostos orgânicos em que na sua molécula, existe
um ou mais
O
Grupos carboxílas (- C - OH) ligados a uma radical de Hidrocarboneto.

Exercícios:
1. Escreva as formulas estruturais dos seguintes ácidos:
a) 2-metil hexanóico
b) 5-metil hexanóico
c) 2,3- dimetil pentanóico
d) 3,3-dimetil pentanóico
2. Esrcreva as equações das reacções entre:
a) Ácido benzóico e álcool propílico
b) Ácido fenlacético e álcool isopropílico concentrado.

Dar nomes aos produtos


3. Colocar os seguintes ácidos em ordem de acidez crescente:
a) Cl-CH2-CH2-COOH b) HCOH2-COOH

c) CH3-CH2-COOH d) ICH2-CH2 -COOH


191

Unidade no.24-Q0048

Tema: Ésteres

Introdução

Caro estudante, vocé acabou de estudar os ácidos carboxílicos que são ácidos
orgânicos, teve a ocasião de conhecer os nomes de alguns deles, série
homóloga,nas propriedades, obtenção e aplicação.
Nesta unidade iremos falar dos ésteres que são sais orgânicos.
Seja bem vindo.

Objectivos

Ao completar esta unidade vocé será capaz de:


- Definir os ésteres
- Explicar as propriedades físicas e quimicas dos ésteres.
- Fazer reagir ésteres com outros compostos, tomando com base as suas
propriedades.
- Dar nomes IUPAC e trival dos ésteres.
- Indicar a splicação dos ésteres

ESTERES

Definição:

Esteres – são compostos derivados dos ácidos carboxilicos. Pela substituição do


atómo de hidrogénio do grupo hidroxila pelos radicais. Atoxi ou fenoxi (
radicais alquilas ou arilas).

Fórmula geral dos Esteres:

O
192

R- C – O – R

(Ar) (Ar)

Exemplo de alguns Esteres

O O

CH3 – C – O – CH2 – CH3 C – O – CH2 - CH3

Acetato de Etila

Benzoato de Etila

NOMENCLATURA DOS ESTERES

O nome dos esteres é dado, apartir do nome do cido carboxíxilco que lhe deu
origem, pela substituiçao do sufixo ico pelo ato

Ex: Acido acético- o éstere ----acetato de...

CH3 – C – O- CH2 – CH3

Acetato de etila

CH3 – C – O- CH2 – CH3

Acetato de etila

PROPRIEDADES FISICAS DOS ESTERES

- Os Esteres orgânicos de baixo pelo moleculares são liquidos incolores e de


cheiro agradavel.

- A medida que a massa molecular aumenta, passam a liquidos Oleosos ( Oleo


Vegetais e animais).

- Os esteres de massas moleculares elevadas, são solidos ( Gorduras e


Ceras).

Propriedades quimicas dos Esteres


193

a) Os Esteres reagem com água em meio básico, resultado na reacção de


Saponificação.

Exemplo:

O O
H2O
CH3 – C – O- CH2 – CH3 + NAOH CH3 – C – ONa + CH3 - CH2 – OH

Acetato de etila Acetato de Sódio Etanol


b) Os Esteres reagem com amoniaco, formado Amida e Álcool.

Exemplo:

O O

CH3 – C – O- CH2 – CH3 + NH3 CH3 – C - NH2 – CH3 -


CH2 – OH

Acetato de etila Acetamila


Etanol

c) Os esteres sofrem a redução, formando os respectivos alcoois e no Ester.

Exemplo:

O O
H SO
CH3 – C – O- CH2 – CH3 + HO-CH3 2 4 CH3 – C - O – CH3 + CH3- CH2 – OH

Acetato de etila Acetato de metala etanol

c) Os esteres sofrem a redução, formando os respectivos alcóois.


O
CH3 – C – O- CH2 – 2H3 Na Etanol CH3 – CH2 – OH + CH3 – OH

Acetato de metila Etanol Metanol

APLICAÇÕES DOS ESTERES


194

- Por ter um cheiro agradavél é usado na forma de essencias em


Sumos, resfrescos e Doces.
- Usa-se no fabrico de perfumes e de água de colonia.
- Usa-se no fabrico de solventes . Ceras e Velas.

Sumário:
Ésteres - são compostos derivados dos ácidos carboxílicos. Pela subistituição
do átomo de Hidrogénio do grupo hidroxila pelos radicais aloxi ou
fenoxi(radicais alquilas ou arilas).

Exercícios:
1. Escreve as formulas racionais dos seguintes:
a) Propanato de metil
b) Acitato de etila
c) 2- metil propanoato de etila
2. Escreva as equações Quimicas de reacção entre:
a) Ácido formico e hidrolico de potássio
b) Acido etanóico e metanol
3. Usando as reacções da pergunta anterior compare a esterificação e
a neutralização.
4. Escreva a equação da reacção química de hidrólise de ésteres.
195

Instruções para o estudo dos conteúdos do manual

 Como pudera notar os conteúdos apresentados no manual, oferecem a ti caro


estudante, um entendimento básico e fundamental para o desenvolvimento de
determinadas competências específicas, mediante a resolução dos exercícios
e tarefas de auto-avaliação

 Sugerimos que faça um aprofundamento dos conteúdos apresentados no


manual, recorrendo-se das seguinte referências bibliográficas e autores, para
o efeito:
 N.Glinka: Química Geral.Editora Mir Moscovo, 1984.
 Raymond e Chang; Seiko e plane; António Sardella; R.Morrison.
R.Boyd e outros livros e autores.
 Estas obras estão disponíveis na Biblioteca do CED, podendo serem tiradas
fotocópias ou consultadas.
 As referidas obras também contêm exercícios, sugerimos que resolva esses
exercícios, ainda que não seja para entregar, contudo podem constituir
matéria de avaliação para testes e outros.

 . SARDELA, António e MATEUS, Edgar, Curso de Química. Química


orgânica, 9ª edição, 1985.
 . ANISSIMOV, Boris, Química orgânica, UEM-Faculdade de Educação,
Maputo 1985
 . RAMOS, José Luís e BONGA, Timóteo Filipe, Química Editora
Escolar, 2002
 . AFONSO, Amadeu e VILANCULOS, Anastácio, Química 12ª Classe
Texto Editoras

Critérios de avaliação das tarefas do manual.


 Você deverá entregar todos exercícios indicados para serem entregues, a não
entrega implica diminuição na nota.
 A quantificação total dos exercícios correctos é a de 20 valores.
196

 Os exercícios que exigem maior reflexão e trabalho de campo por parte do


estudante são os de maior cotação.
 Deve ser evitado o plágio de respostas.
 Procure ser mais criativo na apresentação das respostas, priorize o
estabelecimento da relação entre a teoria e a prática, bem como a resolução
de situações concretas.
 A apresentação técnica e coerência textual deve ser algo a ter em conta.
 O grau de cientificidade das respostas com recurso a termos de natureza
científica e técnica deve constituir aspecto a considerar.
 A apresentação de conclusões e recomendação de forma clara e objectiva
deverá ser potenciada.